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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA -UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO /FAED

CURSO DE PEDAGOGIA

SÉRIES INICIAIS

TRABALHO FINAL DE ESTÁGIO

DA LEITURA DO MUNDO À LEITURA DA PALAVRA:

POSSIBILIDADES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS

GISLENE PRIM SANDRA REGINA PIRES FERREIRA

FLORIANÓPOLIS, JULHO DE 2005

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA -UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO /FAED

CURSO DE PEDAGOGIA

SÉRIES INICIAIS

DA LEITURA DO MUNDO À LEITURA DA PALAVRA:

POSSIBILIDADES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS

estágio

apresentado à Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC Centro de Ciências da Educação, Curso de Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais- 8 a . fase, 2005 à Disciplina de Prática

Relatório

Final

de

de Ensino Orientadora Profª Drª Alba Regina Battisti de Souza.

FLORIANÓPOLIS, JULHO DE 2005

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

CURSO DE PEDAGOGIA

SÉRIES INICIAIS

DA LEITURA DO MUNDO À LEITURA DA PALAVRA:

POSSIBILIDADES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS

Coordenadora geral de estágio Professora Elisa Cristina Delfine Corrêa

Orientadora de Estágio Professora Alba Regina Battisti de Souza

Supervisora de Estágio Professora Maria Natália José

FLORIANÓPOLIS, JUNHO/2005

AGRADECIMENTOS Um Muito Obrigado primeiramente a Deus, que dá a força necessária através da fé
AGRADECIMENTOS
Um Muito Obrigado primeiramente a Deus, que dá a força necessária através
da fé para continuar a lutar e concretizar os sonhos.
Aos pais e demais familiares que acompanham meus passos, acreditando no
sucesso da realização desta caminhada. Passando juntos momentos de alegria e
dificuldades, experiências que trazem importantes ensinamentos.
Demais amigos que ficaram muitas vezes sem o nosso telefonema ou visita
devido à falta de tempo, cansaço, mas nunca por esquecimento, estavam todos no
coração me impulsionando na caminhada.
Aos professores e amigos que compõe a turma de Pedagogia que convivi
neste quatro anos, pessoas que jamais serão esquecidas devido à participação num
momento tão especial de minha vida, o curso de graduação. O dia-a-dia em sala de aula,
cada texto discutido, leituras e escritas, o papo de corredor, as panelinhas, as caras feias
e os sorrisos fizeram parte da formação não só profissional, mas também humana.
Um obrigado especial para a companheira de estágio e grande amiga Sandra
Regina pela paciência, profissionalismo e valiosos aprendizados na importante
realização de nosso estágio, sempre com os ouvidos e o coração aberto. Bem como
nossa orientadora Alba pelo acompanhamento de nosso trabalho, de forma tranqüila e
objetiva, demonstrando seu compromisso pela educação.
À Escola de Educação Básica Silveira de Souza e seus profissionais pelas
portas abertas ao estágio, em especial à professora Natália, com a sua disponibilidade
para a realização de nosso projeto, sinceridade e companheirismo para conosco.
E principalmente às crianças desta escola, desde o período de observação à
docência, nossa acolhida foi essencial. Foram elas que fizeram parte de nossos
pensamentos nos últimos meses, a cada planejamento, registro, seus olhares, ações e
reações. Muito obrigada por participar com vocês deste momento tão especial de nossas
vidas.
Gislene Prim.
Agradeço especialmente aos meus amados filhos: Vanessa, Carlos Henrique, André Fellipe e Alexandra, pela compreensão
Agradeço especialmente aos meus amados filhos: Vanessa, Carlos Henrique,
André Fellipe e Alexandra, pela compreensão da minha ausência em muitos momentos
de sua infância. Sem eles, esta caminhada não teria sentido.
Agradeço ao meu esposo e companheiro Joel pela força e incentivo.
Agradeço carinhosamente aos meus pais Gerssé e Vandir por minha vida, pela
educação recebida e aos meus irmãos Elizângela e Fabiano pelos pensamentos positivos
quando a voz se calava.
Agradeço também a colega de universidade Gislene Prim e ao colega Mário José
da Conceição Junior pela partilha dos momentos mais alegres e difíceis de nossa
formação.
Agradeço a Deus por minha família, por meus colegas , pela saúde e pela força
interior que me alimenta.
Sandra Regina Pires Ferreira.
Você não sabe o quanto eu caminhei , pra chegar até aqui.
Percorri milhas e milhas antes de dormir, eu não cochilei
A vida ensina e o tempo traz o tom, pra nascer uma canção
e com a fé do dia-a-dia encontrar solução.
A Estrada
Cidade Negra

MENSAGEM

Precisamos criar a escola que é aventura, que marcha, que não tem medo do risco, por isso que recusa o imobilismo. A escola em que se pensa, em que se atua, em que se cria, em que se fala, em que se ama, se adivinha, a escola que apaixonadamente diz sim à vida.

Paulo Freire

RESUMO

O trabalho titulado Da leitura do mundo à leitura da palavra: possibilidades didático- pedagógicas foi elaborado a partir das nossas observações e da nossa docência na turma da quarta série do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Silveira de Souza. Nosso objetivo principal foi desenvolver atividades de leituras nas quais as crianças pudessem perceber-se e sentir-se sujeitos de sua própria aprendizagem, favorecendo suas interações no ato de ler; interpretando, questionando, argumentando e formulando suas opiniões a cerca das leituras que realizam. As leituras propostas ultrapassaram o impresso no papel, tendo como recurso as diferentes formas de linguagem, partindo das leituras que as crianças fazem diariamente para ampliação de seus conhecimentos e interpretações do mundo. Para atingir os objetivos propostos no estágio, utilizamos como referência os teóricos Vygotsky (1991), Freire (1990) e Soares

(2001).

Palavras - chave: leitura, interpretação, aprendizagem.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

11

1. CARACTERIZAÇÃO DA ENTIDADE - CAMPO DE ESTÁGIO

13

2. PRÁTICA VIVENCIADA

15

3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DO ESTÁGIO

46

3.1 Ler, ai que chato?! A leitura com fonte de aprendizagem

.46

3.2 Ler é, ler exige

Refletindo sobre uso de variados recursos textuais na

formação de leitores

55

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

64

REFERÊNCIAS

66

ANEXOS

67

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1- Vista da Escola

Figura 2- Vista interna da Escola Figura 3- Quadra poliesportiva Figura 4- Turma durante a cópia de conteúdos do quadro Figura 5- Contação de história Figura 6- Visita a Feira de Rua do Livro de Florianópolis Figura 7- Conversa com a escritora durante a Feira de Rua do Livro Figura 8- Produção de livros em sala de aula Figura 9- Produção de texto e ilustração do livro Figura 10- Realização de atividades em grupo Figura 11- Apresentação de teatro de fantoches Figura 12- Leitura de imagens/ obras de arte Figura 13- Leitura de imagens/ obras de arte Figura 14- Produção de cartões-postais do bairro onde moram Figura 15- Exposição dos trabalhos (cartões-postais) na Feira promovida pelo Fórum do Maciço do Morro da Cruz Figura 16- Apresentação de pesquisa pelos alunos Figura 17- Apresentação de pesquisa pelos alunos Figura 18- Apresentação de pesquisa pelos alunos Figura 19- Turma no pátio central da Escola

Rua Alves de Brito, 334

LISTA DE ANEXOS

Anexo 1- Projeto Formação de leitores: uma experiência na 2ª série do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Silveira de Souza. Anexo 2- Projeto de docência compartilhado Anexo 3- Projeto de ensino-aprendizagem 29/03/05- Identidade Anexo 4- Projeto de ensino-aprendizagem 13/04/05 Relações Humanas Anexo 5- Projeto de ensino-aprendizagem 19 e 20/04/05 O Índio e Descobrimento do Brasil Anexo 6- Projeto de ensino-aprendizagem 26/04/05 Resgate das discussões sobre os Índios e o Descobrimento do Brasil e resolução de problemas matemáticos Anexo 7- Projeto de ensino-aprendizagem 03 e 04/05/05 Produção textual e sinais de pontuação Anexo 8- Projeto de ensino-aprendizagem- 11/05/05 Resgatando produção textual, pontuação e as quatro operações Anexo 9- Projeto de ensino-aprendizagem 13/05/05 Visita a Feira de Rua do Livro de Florianópolis Anexo 10- Projeto de ensino-aprendizagem- 18/05/05- Resgatando a visita à Feira de Rua do Livro e produção de livros Anexo 11 e 12- Projeto: Brasil: Leituras do ontem e do hoje e Projeto de ensino- aprendizagem- 24, 31/05 e 01/06/05- Brasil: leituras do ontem e do hoje Anexo 13- Texto produzido a partir das pesquisas dos alunos Anexo 14 Projeto de ensino-aprendizagem- 07 e 08/06/05 Descobrindo o Brasil:

leituras do ontem e do hoje, dando ênfase ao homem nas leituras propostas Anexo 15- Projeto de ensino-aprendizagem- 14/06/05- Jogo de perguntas e respostas

11

INTRODUÇÃO

Nosso estágio foi realizado na Escola de Educação Básica Silveira de Souza, no período de quinze de março a quinze de junho do corrente ano.

Formação de Leitores , e o nosso projeto de docência

titulado: Da leitura de mundo à leitura da palavra: possibilidades didático pedagógicas . Escolhemos este tema porque acreditamos na possibilidade de desenvolvermos atividades de leitura que ampliem e despertem nas crianças o gostar de ler.

Para o período de docência traçamos como objetivo despertar nas crianças suas percepções, seus reconhecimentos como sujeitos de sua própria aprendizagem. Objetivávamos que a participação das crianças nas atividades de leitura com os mais

variados recursos textuais acontecesse de forma significativa e prazerosa, levando-as a interpretação e a construção.

A entrada de variados recursos textuais na sala de aula visou proporcionar o

contato com diferentes gêneros textuais, organizados segundo os conteúdos curriculares e os objetivos propostos. Assim, introduzimos no espaço da sala de aula diferentes

formas de linguagem: revistas, jornais, gibis, letras de músicas, poemas, livros de literatura infantil, textos retirados de livros didáticos, teatro, filmes, obras de arte,

cartões postais, fotos, gravuras

possui relação direta com nossas vidas. Os autores que fundamentaram nossas práticas foram Vygotsky (1991), Freire

(1990; 1993) e Soares (2001). Estes teóricos falam sobre a importância da interação, das experiências das crianças, vêem-nas como sujeitos de suas aprendizagens e apontam a importância e a influência do contexto social no processo de ensino-aprendizagem; indo ao encontro dos princípios que norteavam nossas intervenções. Os princípios de pesquisa-ação nortearam metodologicamente todo o estágio, coletamos dados das crianças e da professora quanto aos seus hábitos de leitura através de um questionário, observação participante e através do Projeto Político Pedagógico da instituição. Conhecemos a dinâmica da sala de aula e os hábitos de leitura daqueles que a compõem.

A partir da análise dos dados levantamos a problemática voltada para a

necessidade de considerar em nosso projeto variados recursos textuais como caminho

as crianças perceberem que, o que aprendemos

O tema escolhido foi

para

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mais adequado para atividades de leitura e escrita com muito mais propriedade e sentido. Durante a docência utilizamos algumas estratégias: vários ritmos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, coletiva) de acordo com a intencionalidade do texto, apreciação de obras artísticas, exploração gibis, escuta de músicas, apresentação teatral e contação de histórias, dentre outros.

O primeiro capítulo apresentar o campo de estágio, as vivências de observação e

docência na quarta série do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Silveira

de Souza; tendo como supervisora a Professora Maria Natália José e orientadora, a Professora Doutora Alba Regina Batistti de Souza.

O período de estágio foi de suma importância em nossa formação. Vivenciar os

movimentos de uma escola leva-nos a refletir sobre a complexidade de uma instituição de educação, favorecendo ponderações e o entendimento dos muitos fatores que influenciam na dinâmica de uma escola. Para nós, foi um momento de crescimento mútuo.

No segundo capítulo expomos a análise de vivência de estágio, com a elaboração dos artigos fundamentados na prática reflexiva, como forma de deixar registrado os aspectos mais relevantes de nossa vivência de estágio. Nas considerações finais, analisamos nossas práticas, a viabilidade de atividades de leitura com variados recursos textuais para a formação de leitores. Nos anexos apresentaremos nossos planos de ensino-aprendizagem e os registros das atividades realizadas pelas crianças.

e os registros das atividades realizadas pelas crianças. Figura 1 - Vista da Escola Rua Alves

Figura 1- Vista da Escola

Rua Alves de Brito, 334

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1. CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

A Escola de Educação Básica Silveira de Souza situada à rua Alves de Brito, 334

Centro-Florianópolis, SC, foi fundada no dia 28 de setembro de 1913, pelo então governador do Estado Coronel Vidal José de Oliveira Ramos. À época, a escola

denominava-se Grupo Escolar Silveira de Souza em homenagem a João Silveira de Souza, nascido na antiga Desterro. Advogado, promotor público, professor e escritor, foi patrono da cadeira nº 18 da Academia Catarinense de Letras. Foi transformada em Escola Básica em 1971, conforme decreto da Secretaria do Estado da Educação nº 7.571/84. Sendo assim, é mantida pela Secretaria de Estado da Educação e Inovação do Estado de Santa Catarina e está integrada ao Sistema Estadual de Ensino, ocorrendo um salto grandioso para a época, atualmente fazendo parte do Fórum Permanente do Maciço Central do Morro da Cruz desde 2000. Atende crianças das comunidades do Maciço (Morro da Cruz, Morro do 25, Morro do Céu, Nova Trento e imediações).

O prédio, de construção antiga, de arquitetura açoriana, é tombado pelo Patrimônio

Histórico. As salas têm grandes portas e janelas, um enorme pátio que poderia ser mais

bem utilizado, com o oferecimento, por exemplo, de atividades ao ar livre, além da Educação Física. Devido a sua construção ser antiga e contornada por novos prédios, a escola parece um mundo à parte do que existe lá fora.

A escola conta atualmente com 07 salas de aula; uma sala de vídeo; biblioteca; sala

de informática (em fase de instalação dos computadores que foram doados); sala de Orientação Educacional; sala de Supervisão Escolar; sala de Direção; Secretaria; sala dos professores; banheiros masculino e feminino para professores; banheiros para os alunos; cozinha; refeitório; quadra coberta para a prática desportiva; sala de dentista, funcionando com uma dentista cedida pela Prefeitura Municipal de Florianópolis e um depósito. No período matutino a escola atende uma primeira série, duas segundas, uma terceira e uma quarta. E no período vespertino, uma terceira e uma quarta série totalizando 156 alunos. Também no período vespertino existem turmas de quinta a oitava séries, num total de 95 alunos.

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14 Figura 2- Vista interna da Escola Figura 3- Quadra poliesportiva.

Figura 2- Vista interna da Escola

14 Figura 2- Vista interna da Escola Figura 3- Quadra poliesportiva.

Figura 3- Quadra poliesportiva.

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2. PRÁTICA VIVENCIADA

Nas primeiras semanas de março de 2005 retornamos ao nosso campo de

estágio, a Escola Silveira de Souza nos acolhe em mais essa etapa de nossa formação. Estamos ansiosas, sabemos que podemos continuar contando com a colaboração de Natália, a professora do semestre passado, porém, não estaremos com a mesma turma na qual realizamos nossas observações e conquistas.

Precisamos conhecer, conviver, criar um clima de confiança

para que as relações e as atividades propostas consigam alcançar os objetivos traçados, pois acreditamos que no processo de ensino e aprendizagem, é preciso o envolvimento, a aceitação e a parceria de todos.

É um recomeçar

a aceitação e a parceria de todos. É um recomeçar Figura 4- Turma durante a cópia

Figura 4- Turma durante a cópia de conteúdo do quadro

Bem, mesmo antes de sermos apresentadas à nova turma, ainda na porta de

entrada da sala de aula, Natália nos informa que a turma da quarta série, onde trabalha e onde desenvolveremos nossas intervenções, apresenta ritmos de aprendizagem

Entramos na sala de aula, lançamos nossos primeiros

diferenciados. Nos olhamos

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olhares e, encontramos uma turma numerosa, composta por crianças de diferentes faixas

etárias. Natália coloca para as crianças, que somos as estagiárias que irão trabalhar com a turma durante os próximos meses. Então, nos apresentamos e agradecemos a acolhida. Já inseridas no espaço da sala de aula da quarta série, começamos a vivenciar os momentos e a observar os movimentos desta. Dispostos em filas, as crianças recebem a orientação para colocarem sobre a mesa o livro didático de Língua Portuguesa e realizarem em silêncio a leitura do texto titulado, Dom Quixote. Abertura de mochilas,

crianças não trouxeram o livro e sentaram-se

com um amigo para realizarem a leitura. As crianças receberam orientação de tempo para concluírem a leitura, embora muitas tivessem usado este espaço para conversar com o colega, olhar para além das janelas, abaixar a cabeça sobre a mesa No momento seguinte, uma das crianças é indicada para realizar a leitura em voz alta e as demais deveriam acompanhar fazendo uso do livro didático. Poucas crianças acompanharam a leitura, a encarregada de fazê-la oralmente, soletrava as palavras e comprometia a compreensão do texto como um todo. Leitura realizada, as crianças são informadas que devem adquirir hábitos de leitura, que serão cobradas diariamente e que, ao realizar as leituras oralmente, devem fazê-las com mais clareza.

olhadas para o amigo do lado

Algumas

Uma listagem de nomes é falada pela professora ao realizar a chamada que, serve principalmente, segundo a própria professora, para acompanhar o comparecimento nas atividades. Caderno de matemática, a atividade seguinte seria a realização de exercícios retirados do livro didático da mesma disciplina. Caminhando entre as carteiras, descobrimos que o conteúdo trabalhado refere-se ao sistema decimal, suas classes e ordens.

Uma fala corta o silêncio da sala enquanto os cadernos são colocados sobre as mesas: - Hoje tem prova do líder! Os exercícios começam a ser feitos e algumas perguntas surgem. Uma delas: - Se ficar sozinho forma uma classe? A resposta dada pela professora: - É, se ficar sozinho forma uma classe. Não tínhamos os exercícios em mãos, o que dificultava a compreensão do que as crianças questionavam. Em um dado momento, Natália vai ao quadro e realiza uma rápida revisão do conteúdo. Escreve:

27.395. E questiona: - Quantas classes? Quantas ordens? Natália coloca que agrupando de três em três de trás para frente forma uma classe e que a quantidade de ordem é

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descoberta contando a quantidade de algarismos do número. Então, o número tem duas

classes e cinco ordens. Explicação dada, as crianças continuam os exercícios e a seguir, realizam sua correção. Ficamos observando os movimentos das crianças durante a correção, muitos exercícios foram apagados e posteriormente copiados do quadro, muitas crianças não acompanharam a correção, preferindo folhear, mesmo que discretamente seu gibi. Destacamos nesse processo de correção a seguinte colaboração:

a criança deveria escrever os números em algarismos indo-arábicos do extenso para

algarismo. Por extenso- treze bilhões, vinte e cinco milhões, quatrocentos e setenta e

nove mil e seiscentos. A criança faz: 1300250004790600. É questionada:- O que está errado? Faz: 1.300.250.004.790.600. Olha com aparente incerteza para a professora que

lhe responde com olhar de que algo ainda precisa ser construído. Então fala:- É o zero? Continua: 1325. Pára, e sob intervenção da professora continua: 1325479600. O que está errado? A criança conta as classes e faz: 1.325.479.600. Olha e diz: - É o zero. Retorna a fazer: 13.025.479.600. Recebe um sinal de afirmação e retorna para sua carteira. Impossível evitar nossos olhares, não conseguimos acompanhar com clareza o raciocínio da criança, parece-nos que a mesma fazia correspondência da quantidade de zeros usados em cada classe. Assim, usava dois zeros para bilhões - 1300; três zeros para milhões- 25000; um zero para milhão- 4790 e as centenas escrevia adequadamente- 600. Nossas inquietações referem-se em tentar compreender o que precisaria ainda ser desenvolvido para que as crianças se apropriassem do conteúdo, demonstrando suas dúvidas, mas, também tentativas de resolvê-las com mais confiança e propriedade. Durante a correção das atividades propostas, sentimos que as dúvidas apresentadas pelas crianças eram uma constante e, muitas delas, embora tendo resolvido

o exercício seguindo orientações de apaga e reescreve, permaneceram com as mesmas. Constatamos este fato em exercícios posteriores. Após este momento, as crianças receberam como tarefa para casa, a construção

de um texto sobre a água, que deveria ser entregue no próximo dia. Esta orientação seria

a última intervenção junto às crianças, visto que, nesta manhã, teríamos planejamento das professoras. Ainda sobre o ambiente da sala de aula, acreditamos que este deveria ser mais

alfabetizador, mais colorido, mais atrativo, mais informador

manhã dispostos nas paredes, dois mapas: de Santa Catarina e do Brasil. Geraldi (2002)

comenta que recuperar na escola e trazer para dentro dela o que dela se exclui por

Encontramos nesta

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princípio o prazer parece o ponto básico para o sucesso de qualquer esforço honesto de incentivo à leitura. No planejamento das professoras, foram discutidos os seguintes assuntos:

Projeto do Morro do Maciço (que é composto por 12 escolas que planejam atividades e projetos integrados), Dia das Águas e Semana da Páscoa. Destacamos a fala da diretora que, propõe que todas as atividades desenvolvidas com as crianças visem à qualidade em detrimento da quantidade. Pretendendo reverter à questão da produção das crianças, que se reduz à realização de cópia, para o pensar e o agir. Revertendo também a participação dos pais na escola, que vem geralmente para ouvir reclamações, devendo participar de exposições dos trabalhos dos filhos. Neste ano as crianças possuem uma agenda com espaço para registro de ocorrências e comunicação entre família e escola.

ouvimos: - Vai ter

filme? Informamos que naquela manhã não havíamos programado nenhum momento explorando este recurso, mas que, poderíamos pensar em fazê-lo num outro momento. Natália faz chamada, e logo solicita que as crianças retirem o livro de português

e realizem uma leitura silenciosa do texto: Me dá um selinho? O momento seguinte revela diferentes movimentos, uns nem abriram o livro, outros simplesmente deixaram-

Do que tratava o texto? Preferimos

descobrir. O texto tratava das diferentes coleções feitas pelas crianças e, a personagem colecionava selos, titulado - Me dá um selinho? Neste dia estava sendo realizada uma reforma ao lado da sala de aula e, o barulho realmente incomodava, dificultando a comunicação e a concentração de quem

se encontrava em sala de aula. No momento seguinte, as crianças realizaram uma leitura individual e em voz alta. Nem todos acompanharam a leitura feita por um colega. Ao término, as crianças são orientadas para prestar atenção na pontuação ao realizarem leituras. Após a Educação Física, a turma envolveu-se na eleição do líder da sala, no qual as crianças optaram pela escolha através do voto. Três crianças não tinham interesse:

Vanessa, Lucas José e Edemir. A professora informa que, para ser líder da sala o/a

candidato/a, deve dar bons exemplos, ficar quieto, respeitar a professora, ter disciplina,

Enquanto Natália falava todos os requisitos para ser o líder da sala, as crianças

estudar

trocavam olhares, risos e conversas ao pé do ouvido. Então, resolveram realizar a

no sobre a mesa, outros folheavam seus gibis

Na manhã seguinte

antes mesmo de desejarmos bom dia

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votação: cada um escreveria num papel o nome da criança que gostaria que fosse o líder

da sala e entregaria para a professora realizar a contagem. Natália registra no quadro o nome das crianças e o número de votos recebidos. Os líderes eleitos foram: Bruno e Cléo. Durante a colocação dos nomes no quadro, Natália chama atenção para a escrita inadequada de muitos nomes, o que provocou nas crianças constantes gargalhadas.

A sala de aula é tomada por um constante movimento em direção a mesa da

professora, as crianças foram entregar o texto solicitado na aula anterior - sobre a água. Nem todos entregaram e foram convidados a fazê-lo para o dia seguinte, notamos que algumas crianças escreveram no caderno, dizendo que a professora não havia informado que seria entregue. No momento seguinte, no caderno de português, as crianças realizaram exercícios de classificação de palavras de acordo com o número de sílabas: oxítona, paroxítona, proparoxítona. Antes, porém, registraram os critérios para classificar as palavras de acordo com o número de sílabas.

Assim, a alfabetização para Freire é parte do processo pelo qual alguém se torna autocrítico a respeito da natureza historicamente construída de sua própria experiência. Ser capaz de nomear a própria experiência é parte do que significa ler o mundo e começar a compreender a natureza política dos limites bem como das possibilidades que caracterizam a sociedade mais ampla. (FREIRE, 1990, p. 07)

Nesta manhã, nos encontramos na Escola Silveira de Souza e

seguimos juntos até a Catedral, onde as demais escolas que compõe o Morro do Maciço envolveram-se em uma passeata com os seguintes propósitos: encaminhamento ao prefeito municipal de um documento abaixo-assinado solicitando tratamento de água encanada e rede de esgoto nestas comunidades e colocando à população a atual situação de quem reside nestas. Durante a passeata, as crianças apresentavam faixas com dizeres sobre o direito de terem acesso a este recurso tão necessário diariamente. Entre as faixas encontrava-se uma com a seguinte frase: Sonho do Maciço: Reescrever o mundo com lápis e não com armas.

A propostas deste trabalho, era desenvolver durante a semana a temática - Água

e a passeata seria o fechamento deste, sendo que não acompanhamos o processo como um todo. Acreditamos que este tipo de mobilização incentiva o exercício da participação social e a cidadania, porém, deve ser bem discutido com as crianças.

Dia das Águas

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Através da sugestão do Padre Vilson, presente no evento, os alunos de nossa Escola Silveira de Souza representaram os estudantes e entregaram o documento ao prefeito da cidade. Ainda no período de observação tivemos a oportunidade de realizar uma dinâmica com a turma (Anexo 3) para promover um melhor reconhecimento e entrosamento do/com o grupo de alunos. Não tínhamos a manhã como um todo, somente o período das oito às dez horas. Conhecendo as particularidades do grupo poderíamos posteriormente planejar atividades que atendam aos seus interesses, já que o grupo é bastante heterogêneo. Segundo (REGO, 2001) para Vygotsky, o desenvolvimento do sujeito humano se dá a partir das constantes interações com o meio social em que vive, já que as formas psicológicas mais sofisticadas emergem da vida social. Inicialmente sentados em círculo cada um dizia o nome e uma característica/qualidade. Não foi fácil fazer com que as crianças colocassem suas qualidades, a grande maioria alegava ser envergonhada ou diziam não saber o que achavam melhor em si. Depois de muitos incentivos, todos se manifestaram. Abrimos, então, discussão para as diferentes características dentro do espaço da sala de aula e para a necessidade de nos respeitarmos para convivermos de forma mais tranqüila. O resultado, apresentamos a seguir.

Lucas

legal

Wagner

feliz

Priscila

curiosa

Cléo

carinhosa

Edemir

educado

Lhaion

estudioso

Ricardo

inventor

João Pedro

pesquisador

Amanda - amigável

Ana Paula

amizade

Kelly

legal

Raquel

gosta do cabelo

Emerson-

Alexsandro

aleluia

Jardel -

Felipe- joga futebol

Lucas -

Tatiana

alegre

Bruna -

Ana Carolina

carinhosa

Angélica

amiga

Vanessa

envergonhada

Allan

amizade

Lucas

brincalhão

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Patrick

paz

Yuri

amor, carinho, paixão, saudade

Andressa - amorosa

Bruno - alegria

Em seguida, as crianças preencheram um questionário, do qual retiramos os seguintes dados:

Responderam: 12 meninas e 16 meninos, a maioria mora nos bairros: Centro, Agronômica, Morro do Céu, 25 e Nova Trento, que compõe o Maciço do Morro da Cruz, sendo que a maioria já estudava na Escola Silveira de Souza. Com relação à

idade: 03 tem 09 anos, 13 tem 10 anos, 05 tem 11 anos, 03 tem 12 anos, 02 tem 13 anos,

01 tem 14 anos e 01 tem 15 anos. Seis (06) não gostam de ler e 22 gostam, sendo as

partes que mais gostam: ação, mulher na piscina, gibi, todas, livros, partes onde se beijam, Peter Pan, Dom Quixote, notícias, Capricho, Tititi, Veja, Witch, jornais, Mônica, Cebolinha, Cascão, revista de carro, futebol, homem-aranha. Nove (09) não

escrevem nem recebem cartas ou bilhetes, 02 escrevem carta para pai/mãe, 03 recebem cartas, 04 mandam e recebem cartas, 06 escrevem e recebem bilhetes (geralmente da escola), e 03 escrevem cartas.

Na televisão: 04 gostam de assistir novela, 15 desenho, 01 tudo, 04 filme, 01 futebol, 02 jogar vídeo game, 01 estudar, 02 jogar futebol, 01 jogar vôlei e 02 brincar. Na música e cantores: 02 gostam de Fank, 05 Hip Hop, 02 Ivete Sangalo, 02 Pop, 02 Pagode, 01 Rock, 01 Marcelo D2, 01 Felipe Dilon, 04 Sandy e Junior, 03 Pity,

05 Racionas, 02 Boka Loka, 01 Armandinho, 02 Rouge, 01 CPM 22, Alexandre Pires,

Dogão, MV Bill e Skank. Após responderem este questionário realizamos a leitura de um texto Um por todos, todos por um e promovemos uma discussão para que colocassem suas percepções sobre a mensagem nele contida. Distribuímos para algumas crianças trechos enumerados de um texto e estas deveriam realizar a leitura, seguindo a ordem dos números. Após a leitura das crianças, realizamos uma outra leitura do mesmo texto, agora em voz alta e solicitamos as mesmas que colocassem seus entendimentos sobre o texto. Novamente, precisamos fazer uso de muitos incentivos para que a turma se manifestasse. Contudo, as falas foram surgindo e as colocações apontavam que:

Cada um tem a sua função F. Cada pessoa te seu jeito. L. O texto diz um por todos e todos por um, mas eu vejo que não é bem assim, cada um faz por si. A .

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Gostaríamos de registrar o interessante envolvimento das crianças ao ouvirem a leitura dos demais colegas do texto titulado: Um por todos, todos por um. Este momento foi riquíssimo para nós, podemos ampliar nossas relações, estando mais próximas das crianças, ouvindo-as e realizando nossas intervenções. A leitura de mundo precede mesmo a leitura da palavra. Os alfabetizandos precisam compreender o mundo, o que implica falar a respeito do mundo. (FREIRE, 1990,

p.32)

Combinamos que as crianças passariam a fazer uso de um crachá, contendo seu nome e a característica apresentada por cada uma. O uso do crachá facilitar-nos-ia a identificação das crianças, visto que, ainda não havíamos memorizado os seus nomes. Acompanhamos ainda, neste dia a correção de uma prova de matemática, que foi entregue pela professora, colocando que o assunto já havia sido revisado durante a semana, e mesmo assim os resultados poderiam ser mais satisfatórios. Após o recreio a professora fez a correção no quadro, sendo que a maioria dos alunos não acompanhava as orientações. Na segunda parte da correção ela pediu que algumas crianças fossem ao quadro para resolver as questões. Porém, acreditamos que a correção poderia ter melhores resultados se houvesse espaço para questionamentos, dúvidas, discussão de diferentes possibilidades de resolução pelas crianças.

o ensino tem que ser organizado de forma que a leitura e a escrita se

então o exercício da escrita passará a ser

puramente mecânico e logo passará a entediar as crianças; suas atividades não se expressarão em sua escrita e suas personalidades não desabrocharão. A leitura e a escrita devem ser algo que a criança necessite. (VYGOTSKY, 1991,

tornem necessários às crianças. (

( )

)

p.133)

Esta aula, finalizando o mês de março iniciou com a leitura individual de uma criança do texto: As coisas que a gente fala. Ao término da leitura, as crianças são informadas que devem se atentar para a pontuação e o tom de voz ao fazer a leitura. Durante a realização da leitura, muitas crianças não acompanhavam e acabavam por interferir no desenvolvimento da mesma.

Leitura e recomendações colocadas, as atividades seguintes seriam registradas no caderno de português. Natália coloca no quadro, o conteúdo: encontro vocálico. Este conteúdo apresentava a explicação do que seria encontro vocálico, trazendo exemplos. As crianças usaram um longo período de tempo para realizar a cópia, visto que, envolvem-se em conversas, em desenhar, em folhear gibis, em olhar pelas

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ao término da cópia, as crianças são convidadas a guardarem o caderno de

português e a realizarem leitura do conteúdo em casa para ser trabalhado no dia seguinte. Neste momento tomamos conhecimento que, o tempo, a organização dos conteúdos por disciplinas, a divisão das atividades com tempo previsto, são fatores que influenciam no encaminhamento das propostas de trabalho.

janelas

O caderno de matemática seria o recurso para o registro das posteriores atividades. Valor absoluto e valor relativo, era o conteúdo das próximas atividades. No quadro, Natália registra uma lista de números, onde as crianças deveriam apresentar o valor relativo e o valor absoluto de cada número. Os exercícios foram sendo resolvidos pelas crianças e, no momento da correção estas recebiam orientações para apagar e refazer os resultados inadequados.

Percebemos que poderíamos contribuir com as crianças se, ao conhecermos seus erros , fossemos junto com elas, constatar o que ainda é necessário compreender para realizar o exercício de forma adequada. Desta forma, acreditamos que os conteúdos devem ser construídos com a participação das crianças. Iniciamos um novo mês na nossa caminhada. Numas das manhãs da primeira semana do mês de abril, após realizar a chamada, Natália pede para que as crianças tirem de suas mochilas o caderno de matemática e comecem a registrar o que está sendo colocado no quadro. O conteúdo do dia: numerais romanos (revisão). No quadro, são colocados exercícios para seguir modelos, fazendo o registro dos algarismos romanos em indo-arábico e vice-versa. Natália ausenta-se da sala de aula e pede-nos para terminar de colocar os exercícios no quadro. Durante a cópia, as crianças reclamavam da quantidade de exercícios. Para realizarmos a correção, buscamos fazer com que as crianças comparassem suas estratégias para resolvê-los e buscassem a maneira mais adequada para fazê-los. Na comparação entre as duas ou mais formas de realizar os exercícios, as crianças iam refutando e apontando a forma adequada de fazê-los, apresentando argumentos. Abríamos espaço para que as crianças colocassem suas dúvidas e neste momento, a grande maioria da turma estava voltada para o quadro acompanhando a atividade proposta. Ainda, constatamos que as crianças ainda precisavam se apropriar de regras básicas para a compreensão dos algarismos romanos e, a maior delas refere-se ao fato que, uma mesma letra ou símbolo não repete mais do que três vezes na escrita dos

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números romanos. Na ausência de Natália, as crianças envolveram-se numa constante falação num tom muito elevado de voz, dificultando nossas colocações ao corrigirmos os exercícios. A correção de todos os exercícios seguiu o critério de correção no coletivo, com base na comparação e tomada de decisão da maneira mais adequada para fazê-lo. Sabemos que nem todas as crianças realizaram a correção, porém, a participação destas na correção dos exercícios apontou-nos um bom caminho para trabalharmos de forma mais significativa com estes.

No retorno das atividades da aula de Educação Física, com o caderno de português em mãos, todos teriam que realizar a cópia do texto, Namoro Desmanchado . Após a cópia do texto, seguia uma lista de perguntas sobre o mesmo. Algumas delas: Que argumentos os colegas do menino usam para justificar que não são mais crianças? Você concorda com isso? Por quê?

A correção do exercício ficou para a próxima aula. Durante a cópia do texto pelas crianças a professora circulou pela sala verificando se deixavam linha em branco, faziam parágrafo. Solicitava que as crianças realizassem as devidas pontuações sempre que acreditava ser necessário. Notamos que algumas crianças não copiavam as frases da poesia como estavam escritas no quadro, colocando-as uma ao lado da outra na mesma linha. Parece-nos que não haviam percebido que se tratava da cópia de uma poesia, que por vez tem uma organização do texto diferenciada, em forma de estrofes. Acabavam cometendo falhas, por desconhecimento dessas diferenças entre os tipos de texto. Sentimos que os textos poderiam ser discutidos oralmente, pois muitas perguntas feitas na interpretação escrita poderiam ser realizadas numa discussão da turma.

A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançado por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. (FREIRE, 1986, p.11-12)

Natália

passava olhando quem havia feito os deveres - responder as questões sobre o texto:

Namoro Desmanchado. Antes da correção, as crianças realizaram uma leitura oral do texto. Após realizaram a correção. A aluna com a maior idade da sala apresenta que, realmente, para

Na manhã seguinte, cadernos de Língua Portuguesa sobre as carteiras

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deixar de ser criança é necessário namorar. Após sua colocação, a professora acrescenta: Será? Ouvem-se então muitas outras colocações: Tem que ter

responsabilidade. Eu quero é brincar. Eu brinco e namoro

de uma criança que relatava os aspectos negativos e positivos de namorar na infância. No momento seguinte, a proposta era revisar o conteúdo trabalhado: hiato, ditongo e tritongo. Do quadro deveria ser copiado e registrado os conceitos do conteúdo proposto e a seguir, era apresentado uma atividade: retirar do texto, palavras com hiato, ditongo e tritongo. As crianças se envolviam numa falatória e movimentos constantes, podemos perceber que nem todas fizeram a tarefa e as que realizaram, não realizaram a correção, ficando esta, para o dia seguinte. Retornamos a perceber a questão do ritmo de desenvolvimento das atividades. Quando o tempo não permite a correção dos exercícios propostos, perdemos a oportunidade de ampliar os conteúdos com as crianças. Acreditamos ser de fundamental importância a correção dos exercícios logo após sua realização como forma de garantir a apropriação de forma mais qualitativa dos conteúdos pelas crianças. Chegamos a metade do mês de abril. Fomos convidadas para participar do curso de formação com os profissionais da escola. O curso envolvia todas as escolas dos Morros do Maciço e, as falas revelavam os trabalhos desenvolvidos com estas unidades. Registramos: Sonho do Maciço: Reescrever o mundo com lápis e não com armas. Os alunos devem ser cuidados na escola como sendo vida da escola.

O texto contava a história

Então, chegamos num ponto muito importante da nossa caminhada. Estagiar, vivenciar, compartilhar Anseios, dúvidas, desafios Uma confusão de sentimentos e uma única certeza: a possibilidade de não só cumprirmos mais um estágio da faculdade, mas sim, vivenciarmos dias de crescimento mútuo.

Nosso primeiro dia de intervenção (Anexo 4). Planejamos para esta manhã, momentos de reflexão e de socialização de opiniões. Propomos uma dinâmica de trabalho em grupos, e estes seriam organizados segundo o conteúdo e a cor de um cartão que as crianças retirariam de um envelope que, iria circular entre estas no momento em que já se encontravam organizadas em um grande círculo.

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O conteúdo dos cartões: Artigos do Estatuto de Po+Ética para Crianças.

percebemos uma

certa resistência por parte das crianças, que viam neste movimento, nesse organizar

um romper com o dispor em sala de aula.

Propomos que as crianças lessem em seu grupo, a mensagem do cartão, que trocassem seu entendimento e dúvidas sobre estes para depois socializarmos no grande grupo. Circulamos nos pequenos grupos, conversamos com as crianças e estas colocavam claramente o que entendiam sobre a mensagem de seu cartão, embora fizessem mediante constantes convites e com limitações. Pensamos neste momento no respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem, mas os movimentos revelavam uma turma que resistia a trabalhar em grupo, a ver nas opiniões dos colegas, formas de ampliar o que já conhecem. No grande grupo, novamente as solicitações. As crianças colocaram suas contribuições timidamente nas discussões e na chamada para a participação. As crianças tem que preservar a natureza. Convivência social são as pessoas, os amigos, o lugar onde você mora, quando nos relacionamos com outras pessoas de forma igual.

Neste movimento de organização de grupos, de sentar-se no chão

A

pessoa gosta muito do país, o brasileiro, tem orgulho de ser brasileiro.

A

escola é a segunda casa.

O

nosso entendimento foi que tem que haver respeito, entre nós, somos todos

iguais, se ficarmos sem amigos, com quem iremos conviver?

Toda criança deve ser livre, e para isso deve cumprir seus deveres. As crianças devem sempre ter amizade e alegria.

O cara é pobre e não tem nada pra doar.

Fazíamos questionamentos, solicitávamos reflexões para além das informações contidas

no conteúdo do cartão. As contribuições na maioria das vezes vinham das mesmas

crianças. Talvez estejamos sendo precipitadas, mas, tornava-se evidente que a proposta de nossas intervenções confirmava-se naqueles momentos, que a turma precisava construir hábitos de leitura para além da decodificação do impresso no papel. Paulo

) enfatiza a tarefa que temos ao desenvolvermos atividades com as

crianças. Quando entro em sala de aula devo estar sendo aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, a suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto a face da tarefa que tenho- a de ensinar e não de transmitir conhecimento.

Freire (

,p.52

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Mediante muitas das nossas colocações sobre Relações Humanas , tema da nossa aula, convidamos as crianças para ouvirmos, cantarmos e conversarmos sobre a letra de uma música . Pega Ladrão , é o título da música selecionada e que é cantada por Gabriel o Pensador. Trata-se de um Rap, gênero de música apresentado como

preferido das crianças no questionário aplicado. Então, lemos a letra da música (cada criança tinha a letra da música em mãos), ouvimos a mesma e depois, ouvimos e cantamos a música. Vimos muitos corpos balançando de um lado para o outro, batidas

O refrão era cantado com a

de pés no chão, mãos marcando o ritmo da música participação da maioria: Pega ladrão, pega ladrão

( )

diversas linguagens ou discursos ideológicos, como se encontram desenvolvidos numa variedade de textos e de materiais curriculares. (

uma pedagogia desse tipo deve criar as condições de sala de aula necessárias

para a identificação e a problematização das maneiras contraditórias e múltiplas de ver o mundo que os alunos usem para a construção de sua própria visão do mundo. (FREIRE, 1990. p.2 1- 22)

)

os professores devem propiciar aos alunos a oportunidade de examinar

Abrimos espaço para colocação dos entendimentos da música, através da

interpretação oral deste texto. As falas vinham com mais facilidade neste momento:

apontavam roubos de dinheiro público, a fome, as crianças na rua, sobre políticos que

não apontavam muitas medidas para mudanças, mesmo quando

solicitadas a fazê-lo. Propomos, então, atividades pontuais com a letra da música: procurar no dicionário o significado das palavras desconhecidas, separação em sílaba das palavras destacada nesta, agrupamento das palavras de acordo com o encontro vocálico (hiato, ditongo e tritongo) e ainda, ao realizarmos a correção das atividades, revisamos as regras para classificar as palavras segundo o encontro vocálico. Destacamos neste processo, o momento da correção das atividades, trocas estabelecidas entre diferentes classificações das palavras, onde as crianças iam apresentando outra possibilidade de classificá-las diferente da apresentada pelo colega no quadro. Não nos remetemos a apagar a resposta incorreta e apontar a correta. Instigávamos as crianças a colocarem suas opiniões e argumentos para aceitarem uma resposta e não a outra. Percebíamos a participação do grupo, a chegada da maneira adequada estava sendo feita no coletivo, isso nos agrada e muito, pois as crianças percebem-se como sujeitos de sua própria aprendizagem, passam a acreditar em si e percebem no erro a construção e não a refutação do que estamos construindo.

não fazem nada

Mas

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Com o término das correções, a turma organizou-se nos grupos que

discutiram as mensagens dos cartões. A atividade seguinte solicitava a construção de

um cartaz, onde deveriam apresentar (com desenhos, palavras, versos

sobre o que conversamos a respeito das mensagens dos cartões e da letra da música. Cada grupo recebeu um único pedaço de papel pardo e nele, deveriam registrar o que o grupo acordasse. Ficamos refletindo sobre o que víamos, as crianças, exceto dois

grupos, dividiram o papel pardo de acordo com o número de participantes e cada um realizou seu registro. Diferentes ritmos, diferentes interesses, negações, lideranças Observamos variadas formas de estar naquele espaço e realizando ou não a atividade proposta. Mexemos com a rotina da turma, pensávamos. Dava-nos um certo desconforto toda aquela falatória num tom elevado de voz, mas, tínhamos o reconhecimento de que, para as crianças, algo de diferente também acontecia e, para nós e para elas, o tempo nos traria melhor entendimento e envolvimento no que estava sendo proposto. Planejamos a apresentação dos cartazes, mas não deu tempo. Uma nova manhã. Tínhamos como tema do nosso Projeto de Ensino Aprendizagem, O Índio e o Descobrimento do Brasil (Anexo 5). Iniciamos nossas

atividades apresentando na transparência a imagem de um índio: cara pintada, cocar

perguntamos as crianças: O que vocês vêem nesta imagem? As respostas: Um índio.

Perguntamos: O que leva vocês a dizerem que esta imagem é a de um índio? As

Os alunos expressaram suas percepções aos ver

respostas: Tem pena, a cara tá pintada

E

o que ficou

),

a imagem: É um índio, que mora na aldeia. Está indo pra guerra. Falaram também de alguns de seus costumes, características: Eles moram em casas de palha. Não dormem em camas. Eles dormem em Voltamos a perguntar: Mais alguma colocação? Olhares na imagem e cabeças fazendo sinal de negativa. No momento seguinte, com a turma toda voltada para a projeção na parede, apresentamos a imagem de duas crianças, descalças, trajando unicamente uma bermuda e, no fundo de suas imagens, o cenário demonstrava casebres e sinais de muita pobreza. Questionamos: E agora, o que vocês podem nos falar sobre esta imagem? As respostas:

São crianças. Acrescentamos: Mais alguma colocação? Olhares para a imagem e o silêncio era marcante. Colocamos: o que vocês diriam se afirmássemos para vocês que estas crianças são índios? Tornou-se evidente os olhares de espanto. Uma fala surge:

Estão na favela!

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Primeiramente reconheceram-nas apenas como crianças, e depois verificaram os detalhes e perceberam que eram crianças índias na cidade. Disseram que o índio vem morar nas favelas, vender seu artesanato para conseguir dinheiro. E que aquelas crianças poderiam inclusive ser filhas do índio da outra imagem. Segundo Naspolini (1996, p. 35), Ler não significa somente compreender o que está escrito com letras. Significa também compreender algo sem palavras, que se observa e interpreta Muitos alunos participaram expressando suas opiniões sobre a questão dos índios na atualidade. Após a leitura do texto Todo dia é dia de índio podemos discutir mais amplamente o tema. Pois um dos nossos objetivos seria estabelecer relações comparativas entre a situação dos índios no período do descobrimento e nos dias atuais, compreendendo inclusive que os problemas econômicos, sociais e políticos atuais são reflexos de uma colonização exploratória. Realizaram as atividades propostas, também uma revisão do assunto sílaba tônica através dos exercícios relacionados ao tema. Notamos dificuldades na expressão escrita, quando solicitados para escrever frases, por exemplo. No momento da correção muitos falavam uma frase, sem no entanto, tê-la escrito no caderno. Destacamos que a atividade de descobrir a mensagem através dos códigos causou grande interesse e concentração. No dia seguinte, abordamos o tema do Descobrimento do Brasil, iniciando com a apresentação no retroprojetor de uma história em quadrinhos do personagem papa- capim, intitulada: Redescobrindo o Brasil, sendo descrita a visão dos índios sobre o descobrimento. Fizemos relação com a aula do dia anterior, e através da leitura e interpretação do texto discutimos quais os interesses dos portugueses em novas terras, a relação com os índios que aqui viviam. Localizamos também Portugal e Brasil no mapa, com a intensa participação da turma. Realizaram os exercícios propostos, apresentando maiores dificuldades na resolução de problemas matemáticos que envolviam as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação e divisão). Estes foram resgatados na aula seguinte, (Anexo 6). Iniciamos as atividades deste dia, escrevendo um problema matemático no quadro e solicitamos a leitura e interpretação deste: Pedro coleciona figurinhas. Ele tem 20 figurinhas e ganhou de seu pai 3 pacotinhos com 5 figurinhas cada um. Quantas figurinhas Pedro tem agora?

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Interpretações dos alunos: É pra fazer uma conta. Pra saber quantas figurinhas Pedro tem. É um problema. Tem que resolver. É pra fazer uma conta de mais. É pra fazer de vezes. Faria um desenho com as figurinhas. Com a participação ativa da turma resolvemos este problema no quadro, para em seguida corrigir os outros da aula anterior. Não queríamos passar adiante sem as crianças terem claros alguns pontos importantes para a resolução de problemas. Chegamos ao mês de maio e planejamos para esta manhã, (Anexo 7) um resgate das discussões anteriores, em que relembraram: Os índios vivem nas cidades Fazem cestos para vender. Os índios chegaram no Brasil antes dos portugueses. O Brasil foi descoberto em 1500. Em seguida realizamos a leitura de um texto escrito por um aluno da turma na transparência e realizamos sua interpretação oralmente. Identificamos o título, quais as principais idéias que o texto traz. Apresentamos em outra transparência o mesmo texto rescrito, em que 19 foi substituído por Dezenove no título, aqui. atualmente substituído por aqui. Atualmente (letra maiúscula após o ponto). E também a utilização mais freqüente de parágrafos no texto. Após apresentar as modificações discutimos que principalmente a pontuação adequada e a letra legível auxiliam no entendimento do texto para que todos os leitores possam compreendê-lo. Realizamos a leitura do conto Ponto de Vista. Ao término da leitura uma aluna questiona: - E o que quer dizer isso? E os próprios colegas respondem: Está falando dos pontos: interrogação, vírgula. Colocar os pontos corretamente no texto. O texto usa travessão porque eles estão falando. A cada encontro sentíamos que a turma estava mais participativa, envolvendo-se nas atividades, discutindo os temas propostos, construindo conosco cada aula, o seu processo de aprendizagem. Salientamos que os alunos têm necessidade de colocar-se durante as aulas, sendo importante este espaço de participação, não limitando a participação das crianças na cópia, deixando-as numa situação de passividade. Neste dia também foi realizada uma cópia do quadro de tudo que construímos sobre os sinais de pontuação e suas funções, bem com as atividades relacionadas ao conteúdo. No dia seguinte propomos a realização de um jogo titulado Stop Matemático com a intenção de resgatar as quatro operações matemáticas de uma forma mais prazerosa.

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Notamos dificuldades na compreensão da brincadeira. As crianças não conseguiam entender que, deveriam escrever na vertical o número solicitado por uma de nós e com ele realizar as operações com os números já escritos na horizontal. A organização dos resultados na folha também trouxe grandes confusões, sendo necessário várias explicações do jogo. Ao envolverem-se na resolução das contas propostas as crianças às realizavam solicitando ajuda dos colegas, demonstrando incertezas no resultado obtido e, ainda, as faziam num ritmo bem vagaroso.

Aprender a lidar em sala de aula com a desigualdade de conhecimentos pode ser muito mais rico do que tentar criar um grupo pretensamente homogêneo de crianças. O mundo é desigual, o conhecimento está repartido desigualmente, por que na sala de aula haveria de ser diferente? O que nos cabe é promover a interação entre alunos e permitir que cada um ajude o outro no que sabe. (Cardoso e Ednir, 1998, p. 77)

Verificamos, com o desenvolver deste jogo, que as crianças não estão acostumadas a trabalhar com a matemática de uma forma mais lúdica, através de jogos, brincadeiras, problemas criativos, desafiadores, e que ainda não construíram a noção de que aprender também pode ser prazeroso. No dia 11/05/05 (Anexo 8) corrigimos o texto dos sinais de pontuação em papel pardo com grande participação das crianças. Realizamos também oralmente a correção das questões de interpretação do texto, em que as crianças colocaram: É esperto porque pede troco. O comerciante tem que ter troco. Às vezes não tem. Tem que ter o dinheiro certo. Na formulação de frases com os pontos solicitados: Eu comprei um lanche! Você tem dinheiro? A galinha morreu! Você tem uma bala? Você gosta de bala? As crianças apresentavam suas formas de pontuá-las e, mediante trocas, chegavam na maneira mais adequada para fazê-las. Apresentamos neste dia o resultado do Stop Matemático tendo como recurso para apresentá-lo um gráfico, causando-lhes grande euforia na verificação dos resultados. Propomos uma correção em que alguns alunos foram até o quadro realizar o jogo.

Na segunda quinzena do mês de maio organizamos uma saída á Feira de Rua do Livro de Florianópolis. Em sala de aula realizamos os combinados para esta visita, organizando desde o trajeto percorrido até a própria Feira (Anexo 9). Todos se

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mostravam ansiosos para a realização desta saída, tínhamos um total de 20 alunos presentes. Antes de sairmos para a feira, realizamos a contação da história, Menina Bonita do Laço de Fita- da autora Ana Maria Machado Editora Melhoramentos. Sentados no chão e organizados em círculo, as crianças ouviram a história demonstrando prestar atenção e apreciação da leitura.

demonstrando prestar atenção e apreciação da leitura. Figura 5- Contação de história. Devido esta atividade ser

Figura 5- Contação de história.

Devido esta atividade ser seguida da aula de Educação Física, no retorno para a sala de aula nos organizamos para saída, realizando o lanche no Largo da Alfândega.

Já na Feira de Rua do Livro, as crianças tiveram a oportunidade de conversar com uma autora de livros, que apresentou seus livros para estas, dizendo que a boa leitura é o alimento para nossa memória. A autora ainda declamou uma poesia, sendo aplaudida pelas crianças que admiravam-na.

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33 Figura 6- Visita a Feira de Rua do Livro Figura 7- Conversa com escritora durante

Figura 6- Visita a Feira de Rua do Livro

33 Figura 6- Visita a Feira de Rua do Livro Figura 7- Conversa com escritora durante

Figura 7- Conversa com escritora durante a Feira de Rua do Livro

A turma visitou toda a Feira, folhearam diversificados livros, perguntaram preços, achavam caros, alguns compraram exemplares de literatura infantil nos preços de R$ 0,50, 1,00 e 2,00. Propomos que realizassem como tarefa para casa um registro através de um texto e ilustração o que acharam desta visita, deixando registrado o que mais lhes

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chamou atenção (apontando aspectos positivos e negativos da visita feita a Feira de Rua de Livro. Sentados em círculo, iniciamos uma conversação sobre a Feira do Livro, em que as crianças falaram o que mais gostaram: Maquete da Eletrosul , Vários escritores de muitos lugares. Escritora falando de poesia. Compra do livro de R$ 0,35, que custava 0,50 e a moça fez um desconto. Várias barracas: comida, chaveiro, Alguns livros adquiridos: O barba azul; O príncipe do nariz grande. Tinha vários

livros pelo preço de R$ 0,50. Bastante gente

Deve ter história interessante, por isso é caro. Desenho dá vida à história. Esta conversa iniciaria o planejado para esta manhã (Anexo 10). Devido a uma forte chuva neste dia estavam presentes apenas: Felipe, Jardel, Allan, Wagner, Ricardo, Patrick, Ariel, João Pedro e Lhaion. Após as colocações, as crianças receberam todas as orientações para a confecção de um livro (sendo apresentado todas as partes que compõe um livro) e folhas, lápis, canetas, grampos para a produção de seus livros. Foram colocados alguns exemplares numa mesa, para que pudessem manusear e visualizar a organização do mesmo.

Achei o livro mais caro, R$ 100,00.

e visualizar a organização do mesmo. Achei o livro mais caro, R$ 100,00. Figura 8- Produção

Figura 8- Produção de livros em sala de aula

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35 Figura 9- Produção de texto e ilustração do livro Com o nosso auxílio, frente suas

Figura 9- Produção de texto e ilustração do livro

Com o nosso auxílio, frente suas solicitações, as crianças confeccionaram seus livros, embora inicialmente, não acreditavam que podiam fazê-lo. Algumas se envolveram na confecção do livro de forma que, pediram material para confeccionar outro em sua casa. Alguns livros foram levados para serem terminados em casa. Já no final do mês de maio, iniciamos o Projeto intitulado Descobrindo o Brasil:

Leituras do ontem e do hoje, (Anexo 11 e 12) que tem como objetivo geral ampliar os conhecimentos sobre os principais aspectos políticos, econômicos e sociais de nosso país de forma crítica e contextualizada. Iniciamos dividindo a turma em seis equipes, as quais já havíamos solicitado uma pesquisa anteriormente: 1- Brasil-Localização e Limites, 2- Região Norte, 3- Região Nordeste, 4- Região Centro-Oeste, 5- Região Sudeste e 6 Região Sul, onde teriam que colher dados específicos, tais como: Estados que fazem parte da região, tipo de clima, relevo e principais atividades econômicas, e no caso do primeiro grupo seria em qual América está localizado e quais os países que fazem fronteiras.

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36 Figura 10- Realização de atividades em grupo. Consideramos a pesquisa uma excelente possibilidade

Figura 10- Realização de atividades em grupo.

Consideramos a pesquisa uma excelente possibilidade didático-metodológica, inclusive para uma turma de quarta série. Porém constatamos que a maioria dos alunos não realizou a pesquisa, alguns fizeram-na individualmente, não sabemos ao certo o que levou o não fazer a pesquisa. Este fato fez-nos pensar em outras formas de realizar pesquisas com as crianças dentro do próprio espaço da escola.Tivemos dificuldade na organização dos grupos em sala de aula, muitos não queriam permanecer no grupo da pesquisa, queriam trocar de grupo, indo para onde se encontravam amigos com os quais mais se relacionavam. Estava sendo uma manhã agitada devido à proposta de trabalho em grupos, bem como, o fato de que, a maioria não sabia o que fazer já que não haviam organizado a pesquisa. Estipulamos um tempo para as equipes conversarem, oferecemos um material pesquisado por nós de cada uma das regiões para as equipes anotarem num papel os pontos solicitados na pesquisa, que seria apresentado posteriormente para o grande grupo.

Fixamos no quadro um Mapa-múndi, em que a equipe número 1 realizou a localização do Brasil no mundo, identificando que pertencia a América do Sul.

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Questionamos a turma sobre para que pensavam que existiam os mapas: Pra se localizar. Pra viajar. Pra não se perder. Colocamos no quadro também um grande mapa do Brasil desenhado em papel pardo, em que as equipes vieram até à frente da sala, leram os dados colhidos através da pesquisa e fixaram-os no mapa. As crianças envolveram-se nesta atividade com certo desconforto, a maioria apresentava uma certa vergonha de ler para os demais colegas. Em seguida, discutimos sobre a grande diversidade existente em nosso país nos aspectos: sociais, econômicos, políticos e culturais. Esta discussão foi aprimorada e ilustrada através da apresentação de um teatro de fantoches com as cinco Regiões do Brasil como personagens. A apresentação do teatro causou grande concentração das crianças, demonstrando ser uma forma prazerosa de aprendizagem através da encenação de personagens simples, ao trazerem conteúdo em suas falas.

de personagens simples, ao trazerem conteúdo em suas falas. Figura 11- Apresentação do teatro de fantoches

Figura 11- Apresentação do teatro de fantoches

Dando continuidade a este trabalho (com as regiões do Brasil) resgatamos o município de Florianópolis como pertencente ao Estado de Santa Catarina e a região sul do Brasil. Realizamos uma discussão geral das regiões e a cópia do quadro dos registros da pesquisa dos alunos. (Anexo 13).

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Durante a cópia ouvimos constantes reclamações sobre a quantidade de conteúdo que deveria ser copiado. Algumas crianças se negaram a dar continuidade quando o texto era apagado. Conversamos sobre a necessidade de copiar, já que nem todos os textos usados estão no livro didático ou podem ser xerocados. Nesse processo de cópia, os diferentes ritmos ao fazê-la ocasiona um certo desconforto por parte daqueles que a realizam com mais rapidez, exigindo um constante negociar. Apresentamos como recurso para amenizar esta espera, uma caixa com gibis disposta no fundo da sala para ser explorada durante a espera da cópia por todos. Em seguida, buscando enriquecer as leituras sobre as regiões do Brasil, disponibilizamos pinturas artísticas (a maioria paisagens) e cartões-postais no fundo da sala, onde pequenos grupos foram observar, fazendo a leitura das imagens. Ao final o grande grupo pode discutir o que representava cada figura e que região esta poderia representar. Exemplos: 1- predominância de verde, a mata é a região da Amazônia, no Norte; 2- as casas amontoadas são a favela no Sul e no Sudeste; 3- uma fazenda, um sítio- lembram o Sul, o Rio Grande do Sul, e também a região Centro-Oeste que possui muitas fazendas. 4- Os barcos no mar- lembram o litoral Sul, onde tem mais praias e pesca. 5- Os cavalos e o gado lembram o rio Grande do Sul.

tem mais praias e pesca. 5- Os cavalos e o gado lembram o rio Grande do

Figura 12- Leitura de imagens / obras de arte

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39 Figura 13- Leitura de imagens / obras de arte Conversamos sobre o que são cartões-postais,

Figura 13- Leitura de imagens / obras de arte

Conversamos sobre o que são cartões-postais, quais as suas principais características e utilidades. Também a identificação que consta no verso, situações de envio pelo correio. Juntamente com a professora de Artes propusemos que confeccionassem um cartão-postal da comunidade onde moram, respeitando o espaço reduzido do cartão, identificando no verso o nome da rua, da comunidade e do autor da obra. Este trabalho seria exposto na sexta-feira na Assembléia Legislativa juntamente com os de outras turmas da escola e as demais escolas pertencentes ao Maciço do Morro da Cruz. Nós e as crianças gostamos muito das produções e estas estavam orgulhosas diante da exposição.

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40 Figura 14- Produção de cartões-postais do bairro onde moram Figura 15- Exposição dos trabalhos (cartões-postais)

Figura 14- Produção de cartões-postais do bairro onde moram

14- Produção de cartões-postais do bairro onde moram Figura 15- Exposição dos trabalhos (cartões-postais) na

Figura 15- Exposição dos trabalhos (cartões-postais) na Feira promovida pelo Fórum do Maciço do Morro da Cruz.

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Continuamos com o conteúdo das regiões do Brasil tendo como recurso para

ampliá-lo um vídeo que abordava variados aspectos de cada região (cultura, economia,

Este pode elucidar as pesquisas e discussões realizadas em sala de aula. A

organização da turma na sala de vídeo tomou um prolongado período de tempo. As crianças demoraram para perceber que precisávamos de organização para a apreciação do filme. No retorno para sala de aula ficaram decepcionadas e agitadas ao saber que o professor de Educação Física não viria dar aula naquela manhã. Na semana seguinte, demos continuidade a este conteúdo propondo atividades xerocadas, uma cruzadinha e um caça-palavras, que realizariam em duplas tendo como fonte de pesquisa o texto copiado no caderno sobre a localização e as regiões do Brasil (Anexo 14). A correção destes foi realizada no quadro com a participação dos alunos, ao final solicitamos que nos entregassem este material, e notamos que muitos não realizaram a devida correção do quadro, sendo assim, conversamos sobre a necessidade das atividades para o processo de ensino-aprendizagem, como também a sua correção e perguntas em caso de dúvidas. Em seguida, as crianças reuniram-se em 5 equipes, onde cada uma recebeu um texto sobre os principais problemas enfrentados numa região do Brasil. Realizaram a leitura e a discussão nas equipes. Destacamos nesse processo a importância da leitura como fonte de aprendizagem, o texto fundamenta a discussão dos temas, traz novas informações que se aliam aos conhecimentos prévios do aluno, que faz suas interpretações e tem espaço para discuti-las com os colegas em sala de aula.

clima,

).

Desse modo, a leitura estende-se da habilidade de traduzir em sons sílabas sem sentido a habilidades cognitivas e metacognitivas; inclui dentre outras:

a habilidade de captar significados; a capacidade de interpretar seqüências de idéias ou eventos, analogias, comparações, linguagem figurada, relações complexas, anáforas; e ainda, a habilidade de fazer previsões iniciais sobre o sentido do texto, de construir significado combinando conhecimentos prévios e informação textual, de monitorar a compreensão e modificar previsões iniciais quando necessário, de refletir sobre o significado do que foi lido, tirando conclusões e fazendo julgamentos sobre o conteúdo. (SOARE, 2001. p.69)

A utilização de textos diversificados, reelaborados pelo professor através da transposição didática melhora a relação dos alunos com a leitura dos textos, para que sejam estimulados a buscar outras fontes de leitura, e vejam nestas uma necessidade do processo de ensino-aprendizagem.

42

Para finalizar esta aula os alunos de cada equipe selecionaram figuras e colaram na sua região do Brasil, representando os principais problemas desta, visto que as imagens também são uma forma de leitura, interpretação, reflexão e aprendizado. Iniciamos o mês de junho com a finalização da apresentação dos problemas da região Norte, e a colagem das respectivas figuras selecionadas pelo grupo.

e a colagem das respectivas figuras selecionadas pelo grupo. Figura 16- Apresentação da pesquisa pelos alunos

Figura 16- Apresentação da pesquisa pelos alunos

pelo grupo. Figura 16- Apresentação da pesquisa pelos alunos Figura 17- Apresentação da pesquisa pelos alunos

Figura 17- Apresentação da pesquisa pelos alunos

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43 Figura 18- Apresentação da pesquisa pelos alunos Resgatamos os aspectos mais marcantes das regiões do

Figura 18- Apresentação da pesquisa pelos alunos

Resgatamos os aspectos mais marcantes das regiões do Brasil: desmatamento, tráfico de animais, poluição, violência, desemprego. Colamos no mapa uma tarjeta com um questionamento para reflexão do grupo:

E o homem, o que tem haver com todos estes problemas? As crianças foram colocando-se: O homem joga muito lixo nas ruas e outros lugares e vai poluindo .R Tem muito desmatamento, muitas árvores são cortadas .J.P Tem guerras também. Um país quer ser melhor que o outro .J.P e A Guerra entre Iraque e EUA, por causa do petróleo .L Procuramos resgatar Florianópolis nesta discussão dos principais problemas, e as crianças buscaram nos dias atuais, o foco para suas colocações: Tá acontecendo tiroteio, greve de ônibus, manifestação dos estudantes por causa do preço da passagem. Após as colocações e muitas trocas de opiniões, realizamos a leitura do texto Mundo, mundo, frágil mundo; com o objetivo de informar e fundamentar nossa discussão. Esta leitura foi inicialmente realizada pela estagiária em voz alta, e em seguida silenciosa e em voz alta pelos alunos.

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Foram sublinhadas as partes mais interessantes do texto, segundo critérios das

crianças, para seguirmos a discussão. Foram destacadas principalmente a questão do

respeito pro si próprio, pelos outros e pela natureza.

uma maneira de acabar é não jogar lixo nas ruas, poluir os mares, crianças.

É o homem que faz tudo isso e

fala de uma das

o desenvolvimento, pelo leitor, de uma compreensão crítica do texto e do

contexto sócio-histórico a que ele se refere torna-se fator importante par nossa idéia de alfabetização. Nesse caso, o ato de aprender a ler e escrever é um ato

criativo que implica uma compreensão crítica da realidade. (

texto exige agora uma leitura dentro do contexto social a que ele se refere. (FREIRE, 1990, p.105)

) a leitura de um

( )

Colamos no quadro os cartazes que foram construídos no primeiro dia de nossa docência, quando trabalhamos com o Estatuto de Po+Ética, os quais revelavam consonância com as atuais discussões, onde relembramos que temos direitos e deveres, e o que ocasiona a ação do homem sobre a natureza. Buscando contextualizar a discussão do tema trabalhado com a realidade das crianças, estas falaram sobre as principais coisas ruins que existem no bairro onde moram: violência, poluição, barulho, mortes, tiroteio, esgoto, bar, drogas, brigas, é o homem que faz tudo isso. E as coisas boas são as crianças, os pais e o Hip-Hop. Após as discussões, propomos a elaboração de um texto onde registrariam o que foi mais significativo nas discussões desta aula, em que falamos de problemas das regiões do Brasil e também possibilidades de soluções. Notamos que os alunos realizaram esta atividade com maior naturalidade do que as do início de estágio; a leitura e a escrita aos poucos estavam sendo encaradas como algo necessário e que poderia inclusive ser prazeroso. A todo momento chamavam-nos na carteira para perguntar se estava ficando bom. A produção do texto estava fluindo muito bem, acreditamos que estes fato foi favorável porque as crianças já haviam pesquisado, lido e discutido o tema e realizado atividades relacionadas a este. As crianças haviam aprofundado suas discussões e entendimento do conteúdo trabalhado e, falar/registrar seus entendimentos a cerca destes tornou-se muito mais acessível. Procuramos sempre respeitar o ritmo da turma, os alunos que terminavam seus textos primeiramente foram orientados a realizar uma ilustração relacionada ao que escreveram, enquanto os demais colegas finalizavam seus textos.

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Após todos entregarem o texto construído, realizamos a cópia de dois problemas matemáticos como deveres: 1- Grande parte de nossas florestas brasileiras foi desmatada. Cerca de 272 árvores foram cortadas em apenas 1 semana e distribuídas em 12 caminhões. Quantas árvores foram colocadas em cada caminhão? Por que acontece o

desmatamento em nossas florestas? 2-O lixo deixado nas ruas e rios é um problema ambiental em muitos bairros do Brasil.

A escola em que Daniel estuda resolveu fazer uma campanha para arrecadação e

separação do lixo reciclável. Em uma semana conseguiram encher 12 latões com vidro, 26 com plástico e 35 com papel. Ao todo quantos latões encheram com o material reciclável? Escreva uma mensagem sobre a natureza para todas as crianças do Brasil. Nosso último de estágio,(Anexo 15). Planejamos até o momento de recreio a exploração de um jogo de perguntas e respostas: as crianças percorreriam uma trilha onde deveriam primeiramente responder adequadamente as perguntas. As perguntas tratavam de assuntos/conteúdos trabalhados em nosso estágio, bem como, assuntos gerais (sociais, políticos e econômicos) de nosso estado e país. Para responderem as

perguntas, a cada jogador teria como ajuda: dois pulos, ajuda dos universitários, ajuda dos convidados e cartas. O vivenciar o jogo trouxe-nos algumas surpresas: as crianças em sua grande maioria queriam participar respondendo as questões. Todas ajudavam na busca da resposta adequada e o erro era encarado sem nenhuma manifestação de desconforto.

A turma participou com muita intensidade desta atividade: falavam, conversavam,

queriam ser sorteadas, batiam palmas para os acertos Exploramos este jogo por um período pequeno de tempo, e as reclamações surgiram: todos queriam percorre a trilha. Explicamos que devido as programações daquela manhã (com reunião pedagógica), precisávamos administrar o tempo para realizarmos tudo o que planejamos. Convidamos então as crianças para visitarem a exposição de seus trabalhos realizados durante o estágio que organizamos no corredor da escola. As crianças folhearam suas produções e foi possível verificar suas satisfações ao ver seus trabalhos organizados para que todos pudessem conhecer. O nosso período de estágio chegara ao fim. No rosto daquelas crianças, víamos a certeza do muito que temos para construir enquanto educadores. Tínhamos uma certeza, vivemos momentos de muitas trocas e de crescimento mútuo.

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Oferecemos como uma das formas de agradecimento para as crianças e para a professora, um lanche preparado com carinho, um registro de nossas vivências (uma foto da turma), já que, era impossível transformar em objeto para presentear, o agradecimento por suas acolhidas. Ao término, fica uma certeza: trabalhar com os mais variados recursos textuais é o caminho mais adequado para a formação de leitores. Cardoso e Edenir (1998, p.45) contribuem com esta visão ao colocarem que, a melhor maneira de transformar meninos e meninas em leitores e escritores é colocá-los em contato com materiais impressos dos mais diferentes tipos: livros, jornais, revistas, anúncios, cartazes.

dos mais diferentes tipos: livros, jornais, revistas, anúncios, cartazes. Figura 19- Turma no pátio central da

Figura 19- Turma no pátio central da Escola.

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3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DO ESTÁGIO

Nesta parte do relatório apresentamos nossas reflexões através das produções individuais com os artigos, registrando as vivências de estágio pautadas teoricamente. O primeiro artigo escrito por Gislene Prim aborda a questão da leitura como fonte de aprendizagem, quando esta é inserida no espaço da sala de aula de forma significativa e prazerosa, incentivando as interações, interpretações de forma contextualizada. O segundo artigo escrito por Sandra Regina Pires Ferreira descreve o trabalho com variados recursos textuais na formação de leitores, analisando que explorá-los é um excelente caminho para contemplar os diferentes gostos dos leitores, bem como ampliar/enriquecer as leituras realizadas em sala de aula.

3.1 Ler, ai que chato?! A leitura como fonte de aprendizagem.

Resumo

Gislene Prim 1

O presente artigo surge da vivência de estágio curricular na Escola de Educação Básica Silveira

de Souza, numa turma de quarta série do Ensino Fundamental. Durante a primeira etapa do estágio, a observação participante, constatamos a necessidade de desenvolver um projeto que visasse à formação de leitores. A concepção de leitura que norteou todo o projeto foi não somente a codificação e decodificação de símbolos impressos no papel, mas leituras do mundo, obtidas através do uso de diferentes materiais, tais como figuras, músicas, teatro, filmes, gêneros literários diferenciados. Reconhecemos a sala de aula como um espaço privilegiado para leitura como fonte de aprendizagem, onde oportunizamos as leituras de mundo, discussões

e atividades contextualizadas de forma interdisciplinar. Consideramos que a escrita e a leitura

caminham juntas no processo de alfabetização, que não se restringe à primeira série, mas muito antes da criança entrar na escola, sendo aperfeiçoadas com o tempo. Nosso principal objetivo é que a escrita e a leitura sejam encaradas pelas crianças como algo necessário em suas vivências

e prazeroso, sendo sujeitos de seu processo de ensino-aprendizagem, lendo o mundo de forma crítica, interagindo no ato de ler e formulando suas opiniões. Pudemos perceber ao longo e ao final do projeto que avanços foram alcançados como a evolução nas produções escritas e a participação ativa nas atividades propostas em sala de aula. Sendo que outras ações precisam ser desenvolvidas como o estímulo as pesquisas e mecanismos de auto-correção dos textos produzidos.

Palavras

chave: processo de ensino-aprendizagem, leitura significativa e incentivo à leitura.

1 Acadêmica da 8ª fase do Curso de Pedagogia da Udesc/Faed Iniciais 2005/01. * Orientadora Profª Drª Alba Regina Battisti de Souza

Habilitação em Magistério das Séries

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Iniciando a caminhada

A realização do estágio curricular na Escola de Educação Básica Silveira de

Souza, na turma da quarta série do Ensino Fundamental trouxe-nos inúmeras reflexões desde o período de observação participante, registro e a docência, num constante (re) pensar do processo educativo, principalmente nos aspectos do ensino-aprendizagem em leitura e escrita. Constatamos a necessidade de desenvolver um projeto que visasse à formação de leitores. Acreditamos, pois, que esta é a base fundamental para a compreensão, a participação e o envolvimento no processo de construção do conhecimento de forma

mais significativa e prazerosa. A formação de leitores visa que estes se percebam, sintam-se como sujeitos do processo ensino-aprendizagem, e que dessa forma interajam

no ato de ler, interpretem, questionem, reflitam, argumentem e formulem suas opiniões acerca das leituras que fazem, não só da palavra impressa no papel, mas também das leituras de mundo, favorecidas não apenas por livros, mas por imagens e diferentes linguagens de suas vivências.

A turma composta por 32 alunos, com idades entre 09 e 15 anos mostrou-se um

desafio, devido a sua heterogeneidade, diferentes ritmos e uma inicial resistência a metodologias didáticas diferenciadas (sentar no chão, carteiras em círculo, em pequenos grupos, debates). Práticas que foram sendo inseridas cotidianamente, aos poucos, oportunizando que falassem suas opiniões, discutissem aos temas propostos, verificassem possibilidades de resolução das atividades, com a produção do conhecimento de forma dinâmica e reflexiva. Percebemos que a participação da turma nas atividades propostas foi crescendo, através das atividades reflexivas e participativas, que ocorriam simultaneamente com as perguntas realizadas pelos alunos. Inicialmente através da aplicação de um questionário à turma, com a intenção de promover um melhor reconhecimento e entrosamento do/com o grupo de alunos, verificamos algumas de suas características para posteriormente planejar atividades que atendessem os seus interesses, numa visão ampla do grupo heterogêneo. Diagnosticamos que a grande maioria: tem entre 10 e 11 anos, gostam de revistas e gibis (porém o acesso é pequeno), não costumam receber nem escrever cartas ou bilhetes, assistem desenhos animados e novelas na tv, e como tipo de música preferem Hip-Hop. Os bairros onde moram pertencem ao Maciço do Morro da Cruz:

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Centro, Agronômica, Morro do Céu, Morro do 25 e Morro de Nova Trento, situados na região próxima ao centro da cidade. Por meio do questionário e das falas das crianças, ficamos conhecendo um pouco mais suas realidades em bairros economicamente e socialmente desfavorecidos. O que representou um desafio à nossa docência, visto que teríamos que buscar aliar os conteúdos do projeto à realidade vivenciada pelos alunos, resgatando em muitos momentos a auto-estima e a participação efetiva nas discussões, contribuindo no processo de formação de cidadãos críticos e participativos. Considerando a produção do conhecimento como um ato relacional, enfatizamos a perspectiva histórico-cultural e a interação entre os sujeitos no processo de ensino- aprendizagem, buscando a contextualização dos conteúdos de forma interdisciplinar. Rego (2001) menciona que para Vygotsky, o desenvolvimento do sujeito humano se dá a partir das constantes interações com o meio social em que vive, já que as formas psicológicas mais sofisticadas emergem da vida social.

Nossa caminhada

No processo de estágio, enfatizamos como possibilidade didático-pedagógica a pesquisa, atividades em grupo e individuais, resolução de problemas matemáticos contextualizados, leitura, discussão e produção de textos. Para que a leitura e a escrita fossem encaradas pelas crianças como algo necessário em suas vivências e prazerosa. Pois ouvimos frases como:

É pra ler professora, que chato! É pra ler tudo isso? Tem que ler? Não tô afim de ler! Frases que ouvimos no início do estágio nos primeiros contatos com os textos que propomos, quando percebemos que a leitura era uma atividade de avaliação que não causava prazer nas crianças. Onde também eram cobradas questões de interpretação de texto restritas na forma escrita que eram obtidas através do livro didático, sendo que estas questões poderiam ser trabalhadas através da interpretação oral, expressão de idéias e opiniões pelos alunos, fazendo contextualizações. Salientamos que a leitura e a escrita são indissociáveis, não há como enfocar uma e desconsiderar a outra, ambas são de grande importância na formação do leitor.

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Através de Gumperz 2 relembramos que a função social da escrita está ligada à necessidade de ler e escrever. Mas não somente isso, já que está presente no conceito de alfabetização um desenvolvimento de habilidades que não estão restritas ao instrumental de codificação e decodificação de códigos, mas também na interpretação destes, para que o sujeito possa comunicar-se, argumentar suas idéias, formar opinião numa sociedade que se apresenta tão desigual. A alfabetização em seu sentido social é ampla, como nos apresentou Gumperz (1991) transforma, por exemplo, a consciência das pessoas através da aquisição e construção de conhecimento, impulsionado as transformações sociais necessárias, criando oportunidades sociais, econômicas e culturais, antes não tidas por este ser humano agora alfabetizado. Este muda sua forma de ver o mundo, sua consciência crítica é aguçada. O conhecimento é emancipatório, fazendo relações entre os fatos, interpretando, lutando por melhorias e continuamente resignificando o conhecimento. Juntamente com Paulo Freire (1990) refletimos que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Já que as experiências, brincadeiras, interações, contribuem no desenvolvimento da fala e da escrita.

Ler a palavra e aprender como escrever a palavra, de modo que alguém possa lê-la depois, são precedidos de aprender como escrever o mundo, isto é, ter a experiência de mudar e de estar em contato com o mundo . (

)

A leitura do mundo precede mesmo a leitura da palavra. Os alfabetizandos precisam compreender o mundo, o que implica falar a respeito do mundo.

(FREIRE, 1990, p.31-32)

Notamos que as crianças precisam ter espaço na sala de aula para trocar idéias, informações do seu cotidiano, opiniões que se aliam ao conteúdo curricular, em que procuramos prezar a qualidade e não a quantidade no desenrolar das aulas, para que tenham tempo de fazer as leituras necessárias, não somente a leitura das letras, mas também das imagens, da música e do mundo. Leitura é também interpretação, é conhecer, analisar e formar opinião a partir da leitura e dos conhecimentos prévios.

a leitura é um processo de relacionar símbolos escritos a unidades de som e é também o processo de construir uma interpretação de textos

Desse modo, a leitura estende-se da habilidade de traduzir em

escritos. (

(

)

)

2 Jenny Cook-Gumperz (ano 1991), A construção social da alfabetização. Artes Médicas.

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sons sílabas sem sentido a habilidades cognitivas e metacognitivas; inclui dentre outras: a habilidade de captar significados; a capacidade de interpretar seqüências de idéias ou eventos, analogias, comparações, linguagem figurada, relações complexas, anáforas; e ainda a habilidade de fazer previsões iniciais sobre o sentido do texto, de construir significado combinando conhecimentos prévios e informação textual, de monitorar a compreensão e modificar previsões iniciais quando necessário, de refletir sobre o significado do que foi lido, tirando conclusões e fazendo julgamentos sobre o conteúdo. (SOARES, 2001, p. 68-69)

Não precisamos subestimar a criança pensando que ela não é capaz de refletir sobre as questões da sociedade, da realidade vivida. Podemos possibilitar no espaço da escola e da sala de aula que se discutam problemáticas sociais e econômicas, bem como alternativas de resolução. Elas precisam refletir que a escrita, a leitura e a alfabetização como um todo, impulsionam transformações sociais e criam oportunidades antes não tidas pelos sujeitos antes de alfabetizar-se. É através do desenvolvimento de habilidades e da internalização dos conhecimentos que fazemos as correlações com as necessidades do dia-a-dia e a aplicação destes conhecimentos. Onde os fatores psicológicos e sociológicos se complementam na aquisição da leitura e da escrita. Refletimos com Vygotsky (1991) que o ensino da leitura e da escrita devem ser organizados de forma que se tornem necessários pelas crianças, pois se for puramente mecânicos logo serão entediantes e as mesmas não expressarão suas idéias na forma escrita e oral de maneira significativa e prazerosa. Destacamos assim, a necessidade das/os professoras/es das séries iniciais conhecerem e respeitarem as fases do desenvolvimento da criança, a realidade onde está inserida, trabalhar a oralidade, a expressão escrita e falada. Sendo um/a professor/a pesquisador/a, agindo com ação-reflexão-ação. Buscando tornar o conhecimento significativo, por meio de metodologias diversificadas, construindo com as crianças o desejo de aprender e pesquisar constantemente. Nessa perspectiva, no processo de estágio tivemos como principais objetivos oportunizar as crianças a interpretarem a expressarem as diversas formas de linguagem nas diferentes áreas do conhecimento, procurando aliar os conteúdos de forma interdisciplinar. Articulando à leitura as diversas áreas e disciplinas que compõe o

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currículo escolar, através da exploração de gibis, mapas, gráficos, diferentes gêneros literários, para favorecer diversificadas formas de leitura.

Desenvolver um projeto com multiplicidade de textos significa construir na criança estruturas cognitivas necessárias para a leitura e escrita de textos variados. Para isso, é preciso planejar uma forma de desenvolver o trabalho que leve o aluno a produzir e sistematizar conhecimentos. O objetivo do trabalho não é apenas levar o aluno a reconhecer as diversas modalidades de texto, mas levá-lo a escrever cada uma delas. O contato da criança com textos variados facilita a descoberta das regras que regem a linguagem escrita. (NASPOLINI, 1996, p.39)

Com o objetivo principal de realizar momentos de leitura de forma prazerosa e significativa, e de contribuir no processo de formação de leitores, para que a leitura seja uma fonte de aprendizagem dentro e fora da sala de aula. Fazendo com que os materiais que circulam socialmente sejam manipulados e discutidos em sala de aula, para que as crianças confirmem que o que aprendem na escola tem relação com o que vivem também fora dela.

A leitura na escola tem sido, fundamentalmente, um objeto de ensino. Para que possa constituir também objeto de aprendizagem, é necessário que faça sentido para o aluno, isto é, a atividade de leitura deve responder, do seu ponto de vista, a objetivos de realização imediata. Como de trata e uma prática social complexa, se a escola pretende converter a leitura em objeto de aprendizagem deve preservar sua natureza e sua complexidade, sem descaracterizá-la. Isso significa trabalhar com a diversidade de textos e de combinações entre eles. Significa trabalhar com a diversidade de objetivos e modalidades que caracterizam a leitura, ou seja, os diferentes por quês resolver um problema prático, informar-se, divertir-se, estudar, escrever ou revisar o próprio texto com as diferentes formas de leitura em função de diferentes objetivos e gêneros: ler buscando as informações relevantes ou o significado implícito nas entrelinhas, ou dados para a solução de um problema. (PCN, 1997, p. 54-55)

Na elaboração de nossos projetos de ensino-aprendizagem procuramos ter objetivos claros para cada aula, de forma interdisciplinar para que os conteúdos não fossem trabalhados de forma fragmentada. Realizando também a correção das atividades juntamente com as crianças e, se necessário, fazendo o resgate na aula seguinte.

Em todos os momentos a leitura do mundo estava presente como forma de ensino-aprendizagem, através da leitura dos textos elaborados, discussões debates, letras de música, imagens, filmes. Disponibilizamos inclusive, no fundo da sala uma caixa com gibis, revistas e livros para que as crianças utilizassem ao final das atividades

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propostas. Este foi o nosso combinado: ir até a caixa somente quando terminassem a atividade.

Este material provocou grande interesse nas crianças principalmente para com os gibis, em que muitas resistiam ao devolvê-lo à caixa, fazendo-o somente ao final da aula.

A biblioteca da escola ficou fechada por muito tempo, e a sugestão de

possuir um acervo bibliográfico na própria sala mostrou-se uma opção de grande relevância para que as crianças tivessem acesso aos diferentes materiais para leitura.

A sala de aula é um espaço privilegiado para leitura como fonte de

aprendizagem, onde oportunizamos as leituras de mundo, discussões e atividades

contextualizadas de forma interdisciplinar em relação aos conteúdos.

Término da caminhada

Consideramos que a escrita e a leitura caminham juntas no processo de alfabetização, que não se restringe à primeira série, mas muito antes da criança entrar na escola e sendo aperfeiçoadas durante todo o processo escolar de ensino-aprendizagem. Fazendo com que os alunos sejam sujeitos do seu processo de ensino-aprendizagem, lendo o mundo de forma crítica, interagindo no ato de ler, formulando suas opiniões, a fim de fazerem suas inferências a partir do contexto e dos conhecimentos prévios que possuem.

Uma prática constante de leitura na escola deve admitir várias leituras, pois outra concepção que deve ser superada é a do mito da interpretação única, fruto do pressuposto de que o significado está dado no texto. O significado, no entanto, constrói-se pelo esforço de interpretação do leitor, a partir não só do que está escrito, mas do conhecimento que traz para o texto. (PCN, 1997, p. 57)

Numa das últimas aulas de docência do estágio propomos a elaboração de um texto do que foi mais significativo nas discussões desta aula, em que falamos de problemas das regiões do Brasil e também possibilidades de soluções. Notamos que os alunos trataram esta atividade com maior naturalidade do que já havíamos visto no início do processo de estágio, a leitura e a escrita aos poucos estavam sendo encaradas como algo necessário e que poderia inclusive ser prazeroso, a todo o momento chamavam-nos na carteira para perguntar se estava ficando bom. A produção do texto

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estava fluindo muito bem, já que haviam pesquisado, lido e discutido o tema, realizado

atividades relacionadas. Procuramos sempre respeitar o ritmo da turma, os alunos que

terminavam seus textos primeiramente foram orientados a realizar uma ilustração

relacionada ao que escreveram, enquanto os demais colegas finalizavam seus textos.

Refletimos finalmente, a partir de nossos objetivos iniciais e de toda a nossa

caminhada, que a escrita e a leitura devem ser encaradas pelas crianças como algo

necessário e prazeroso, e que este processo requer uma ativa participação do professor,

tendo clara a sua intencionalidade desde o momento do planejamento das aulas, a

escolha do material, a metodologia didática e a avaliação contínua de todo o processo

educativo.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, Paulo. MACEDO, Donaldo. Alfabetização palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

Leitura do mundo Leitura da

NASPOLINI, Ana Tereza. Didática de Português Tijolo por Tijolo Leitura e Produção Escrita. São Paulo: FTD, Ano 1996

PCN Parâmetros Curriculares Nacionais Língua Portuguesa. Secretaria da Educação Fundamental: Brasília, 1997.

REGO, Teresa Cristina. Vygotsky- Uma perspectiva histórico-cultural da educação. 12º Edição. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2001.

SOARES, Magda. Letramento Autêntica, 2001.

Um tema e três gêneros. 2º Edição. Belo Horizonte:

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

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3.2 Ler é, ler exige

formação de leitores.

refletindo sobre o uso de variados recursos textuais na

*Sandra Regina Pires Ferreira

Resumo

O artigo discorre sobre a prática de leitura desenvolvida como princípio adotado no estágio realizado nas séries iniciais de uma escola da rede pública estadual. As atividades desenvolvidas possuem como objetivo principal introduzir no espaço da sala de aula diferentes práticas de leitura e variados recursos textuais, para favorecer a participação, a interação e a expressão das crianças. Trata-se de um trabalho com os seguintes princípios pedagógicos: autonomia, criatividade, interação, curiosidade, dialogicidade e criticidade. Nos embasamos nos teóricos, Lev S. Vygotsky (1991), Paulo Freire (1990;1993) e Magda Soares (2001) e nas propostas do Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa (1997). As análises revelam que alguns princípios ficaram mais explícitos que outros, e, o escasso tempo, pode ser considerado uma das nossas maiores limitações. Contudo, a partir das intervenções realizadas pudemos constatar que é possível desenvolver com as crianças práticas de leitura e de escrita mais significativas e prazerosas, quando articuladas com as leituras que realizamos diariamente, ampliando as leituras de mundo.

Palavras chave: leitura; reflexão; expressão.

--------------------------------

*Acadêmica da 8ªfase de Pedagogia FAED/UDESC, semestre 2005.1

Orientadora

Profª Dr.ª Alba Regina Batistti de Souza

Co-orientadora do Artigo

Profª Msc Luciene Fontão

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Conhecer para planejar: é hora de refletir sobre a própria atuação

A situação educacional que estamos vivendo hoje é permeada de discussões e reflexões sobre o hábito de leitura das crianças. As escolas buscam fazer com que as crianças gostem de ler, para isso, em sua grande maioria, organizam empréstimos de livros,

visitas às bibliotecas, fichas de leituras

Foi considerando essas inquietações e o que observamos como práticas de leitura no nosso campo de estágio que optamos pelo projeto de Formação de Leitores ,visando a introdução em sala de aula de variados recursos textuais e diferentes práticas de leitura.

Beatriz Cardoso e Madza Ednir (1988, p. 45) enfatizam essa idéia colocando que A melhor maneira de transformar meninos e meninas em leitores e escritores é colocá-los em contato com materiais impressos dos mais diferentes tipos: livros, jornais, revistas, anúncios, cartazes . Acreditando que, mesmo antes de chegar à escola, as crianças já vivenciaram inúmeras experiências de leitura, já tiveram contato com diversos recursos textuais, foi que procuramos planejar atividades de leitura para o desenvolvimento de suas potencialidades, favorecendo a interação, a autonomia, a criticidade, a dialogicidade e a criatividade; considerados por nós princípios educativos essenciais. Ao estabelecermos estes princípios educativos, embasamo-nos inicialmente nos teóricos Lev S. Vygotsky (1991), Paulo Freire (1990; 1993) e Magda Soares (2001) e nas propostas do Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa (1997). Embasamo-nos nestes teóricos educacionais porque estes consideram o contexto social, as experiências das crianças e vêem-nas como sujeitos de sua própria aprendizagem, indo ao encontro da concepção de sociedade, de homem e de escola que almejamos e que pretendemos colaborar a construir. Pretendemos uma sociedade que, respeitando a diversidade, garanta direitos iguais a todos que nela vivem; homens conscientes do contexto social e do papel que desempenham neste e uma escola que desperte entre outros aspectos, a curiosidade, a observação e a criticidade nas leituras que são realizadas em seu âmbito e no contexto social. Com isso, planejamos desenvolver em nosso estágio práticas de leituras com diversificados recursos textuais para a construção do significado do que está registrado

Almeja-se a formação de um país de leitores.

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com palavras e/ou imagens

palavras ou imagens os implícitos. Para nós, ler significa atribuir sentido ao que lemos, seja um texto, seja uma imagem ou a nossa realidade. Soares (2001) coloca que, introduzir no espaço da escola os mais variados recursos textuais, tem sido realizado mediante a percepção de que, atualmente saber ler e escrever já não garantem a participação na vida social.

dessas

o posto e o significado do que está

por trás

só recentemente passamos a enfrentar esta nova realidade em que não basta saber ler e escrever, é preciso também saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz continuamente, daí o recente surgimento do termo letramento em detrimento ao termo alfabetismo (SOARES,1998, p.20)

A entrada de variados recursos textuais na sala de aula visa proporcionar o contato com diferentes gêneros textuais, elaborados segundo suas intencionalidades, a fim de que as crianças consigam construi-los e interpretá-los.

Desenvolver um projeto com multiplicidade de textos significa construir na criança estruturas cognitivas necessárias para a leitura e para a escrita de textos variados. O objetivo do trabalho não é apenas levar o aluno a reconhecer as diversas modalidades de textos, mas levá-lo a escrever cada uma delas. O contato da criança com textos variados facilita a descoberta de regras que regem a linguagem escrita ( NASPOLINI, 1996, p. 39).

A opção de trabalhar com variados recursos textuais implica reconhecer as

características de cada texto e as possibilidades de exploração destes. Da mesma forma, também deverão ser diferentes as práticas de leitura para que estas sejam feitas com sentido. As crianças precisam reconhecer , por exemplo, que um texto científico exige uma dinâmica de leitura diferente da que realizamos ao ler uma carta que recebemos de

Que

um colega, da leitura que fazemos ao deliciarmo-nos com as histórias de um gibi cada texto exige para sua apreciação e interpretação, um ritmo diferente de leitura.

Uma prática constante de leitura na escola pressupõe o trabalho com a diversidade de objetivos, modalidades e textos que caracterizam as práticas de leitura de fato. Diferentes objetivos exigem diferentes textos e, cada qual, por sua vez, exige uma modalidade e leitura. Há textos que podem ser lidos apenas por partes, buscando-se a informação necessária; outros precisam ser lidos exaustivamente várias vezes. Há leituras em que é necessário controlar atentamente a compreensão, voltando atrás para certificar-se do entendimento;

58

outras em que se segue adiante sem dificuldades, entregue apenas ao prazer de ler. (Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa, 1997, p.57)

Em nossa prática de estágio, buscamos inicialmente conhecer os tipos de recursos que as crianças tinham acesso, se costumavam fazer leituras de jornais,

revistas, gibis, se costumavam escrever e receber cartas, se assistiam e o que assistiam na televisão, quais os seus gêneros musicais preferidos; para a partir destes planejarmos nossas intervenções. Diante do resultado obtido, constatamos que a maioria das crianças apontam o gostar de ler e a minoria dizem não gostar de ler; colocam como leituras preferidas revistas com mulheres na piscina, revistas de carro, revistas Capricho,Tititi, gibis da

Turma da Mônica

filmes, desenhos animados

comunicar-se; seus cantores/as preferidos/as são Marcelo D2, Dogão, Racionais, Hip-

Hop

contemplar as leituras realizadas pelas mesmas, como o iniciar de outras leituras que

visavam o interpretar, o expressar de diversas formas de linguagem, o aguçar e o ampliar de suas leituras. Não ignorando a multiplicidade que caracteriza a linguagem da sociedade na

qual as crianças vivem, nossos planejamentos passaram a prever o uso de imagens, letras de músicas, gibis, revistas, textos retirados do livro didático, livros de literatura, cartões postais, panfletos, anúncios, vídeos, obras artísticas, como recursos para

satisfazer e ampliar as diferentes leituras que são realizadas diariamente por

escrita deve ter significado para as crianças, de que uma necessidade intrínseca deve ser

despertada nelas e a escrita deve ser incorporada a uma tarefa necessária e relevante para a vida. (VYGOTSKY, 1991, p.133) Sabendo que cada gênero textual possui características particulares e possibilidades de exploração variada, o processo de seleção dos recursos textuais tornou-se uma constante em nossos planejamentos, bem como as técnicas que proporíamos para a realização das leituras com estes. Não desejávamos que as leituras propostas fossem somente objeto de ensino, mas, objeto de aprendizagem.

a

Após a análise das colocações das crianças, nossos planejamentos buscaram

colocam ainda, o não uso de cartas como forma de

que seus programas preferidos na televisão são novelas, futebol,

;

;

59

Apenas uma decisão: o trabalho com variados recursos textuais na formação de

leitores

Ao desenvolvermos práticas de leitura com os mais variados recursos textuais, observamos que estas proporcionaram o desenvolvimento do princípio da reflexão, da argumentação, da interpretação que, em nosso estágio de docência foi essencial, pois em todas as atividades não dávamos respostas prontas, visto que, gostaríamos que as crianças pensassem sobre o que estavam vendo ou ouvindo. Uma das atividades que orientamos em sala de aula foi a leitura feita de duas imagens que mostravam índios. Numa um índio de cara pintada e cocar, em outra, duas crianças indígenas que estavam descalças e trajavam unicamente uma bermuda. Com estas imagens as crianças realizaram leituras para além do posto. Discutiram sobre a atual situação dos índios no Brasil e todo processo de exploração vivido por estes desde o descobrimento do Brasil. As crianças expressaram-se, colocaram suas opiniões, seus pontos de vista e puderam discutir questões para além da data que marca a comemoração do dia dos índios. Realizamos a leitura de uma história em quadrinhos, que tratava da descoberta do Brasil sobre a visão dos índios. Gibis foram apontados pelas crianças uma de suas leituras preferidas. Observamos olhares atentos, sorrisos e colocações sobre o que a história em quadrinho apresentava. A partir das informações contidas na história, conversamos sobre nossa história, nossas conquistas e nossos problemas atuais que são reflexos, entre outros aspectos, de uma história de exploração. Outra atividade que trabalhamos com a leitura, para além do posto, foi a escuta e leitura de uma música. Com o título de Pega Ladrão, a música interpretada por Gabriel o Pensador, trouxe-nos reflexões sobre o desvio de verbas públicas, sobre o descaso com a educação, sobre violência, sobre pobreza. Embaladas por um de seus gêneros musicais preferidos, as crianças discutiram sobre questões vividas diariamente e que nos dizem respeito. Esta atividade exigiu algumas leituras da letra da música, para retirarmos dela as informações que queríamos. Usamos, para apresentar o resultado de um jogo matemático, um gráfico para as crianças analisarem o que havia acontecido no jogo. Entender as informações contidas neste recurso não foi tarefa fácil para estas. Foi preciso saber a finalidade de um gráfico, detalhar suas informações para chegar à análise do resultado do jogo apresentado por este.

60

Outra atividade que exigiu um detalhamento, um reconhecimento de sua finalidade foi a localização do Brasil no mapa mundi. As leituras das informações contidas no mapa foram realizadas sobre muitas trocas, divergências e mediações. Analisando gráficos e mapas, favorecemos a ampliação do nosso conceito de leitura, descobrindo que informações podem ser encontradas em outras fontes e não unicamente em textos escritos. Com a realização das atividades propostas, vivenciávamos em nossa prática um processo gradativo do uso desses variados recursos, de práticas diferenciadas de leitura que revelava-se com todas as suas possibilidades e limitações. Revelavam-se as práticas de leituras que a escola comumente realiza com as crianças, limitando-se a reconhecer o posto; o posicionamento das crianças frente as leituras que lhes exigiam interpretação, e fortalecia-se ainda mais a concepção de leitura que desejávamos realizar com as crianças.

Parece-nos ser também, este, o sentido que Paulo Freire coloca ao falar sobre

leitura: (

)

ler e escrever é um ato criativo que implica uma compreensão crítica da

realidade (

)

a leitura de um texto exige agora uma leitura dentro do contexto social a

que ele se refere. (FREIRE, 1990, p. 105). Destacamos em nossas intervenções, dois momentos que, para nós foram fontes de muito aprendizado: a visita feita a Feira de Rua do Livro e a contação da história do livro de literatura infantil titulado: Menina Bonita do Laço de Fita . A leitura da literatura previa a preparação para a saída à feira do livro. Objetivávamos apresentar a formatação de um livro e todo o processo que este percorre até chegar em nossas mãos. Mas, os olhares, os sorrisos e o aparente deliciar-se com a história, tocou-nos mais. Aquela turma de quarta série, tão mista, de idades e interesses diferentes estava alí, divertindo-se e conversando sobre o que lhes chamou atenção na história, sem nenhuma intervenção. Refletimos constantemente sobre quais são as leituras que estão sendo realizadas com as crianças nas escolas. Qual o sentido das leituras que são proporcionadas, como estão sendo planejadas e realizadas, quais os motivos que levam muitos meninos e meninas a não realizarem leituras, se não aquelas solicitadas pela escola.

( )

estudar e ler, fossem fonte e alegria e de prazer, de que resulta também

o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no

se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário,

61

mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação (FREIRE, p.37).

A visita à feira do livro foi um circular e um tocar os diferentes gêneros literários. Gostaríamos que as crianças tivessem contato com os mais variados formatos de livros e os mais variados gêneros literários e que reconhecessem a variedade de autores de nossa literatura. Queríamos que descobrissem que existem livros para os mais variados gostos dos leitores. Foi um momento de muitas descobertas e também de algumas constatações. Queremos registrar a constatação que vem confirmar a necessidade de favorecer na escola o contato e a exploração com diferentes gêneros literários: o preço dos livros. As crianças colocavam que algumas obras que lhes despertaram o interesse em conhecê-las estavam além do preço que poderiam pagar por estas. Posteriores conversas foram estabelecidas em sala de aula sobre a questão, mas a constatação de que o recurso financeiro limitava a aquisição de obras literárias tornou-se evidente. Pensar e realizar um trabalho com variados recursos textuais pode trazer algumas situações não previstas ao explorá-los, o citado anteriormente é um destes exemplos.

Durante os dias de estágio, pudemos constatar outros, e um deles diz respeito às diferentes interpretações de um mesmo texto. Este fato levou-nos a conhecer ainda mais a influência das características do texto, do leitor ao serem realizadas leituras. Naspolini (1996, p.25) esclarece esta constatação ao colocar que o leitor e sua totalidade

as formas de linguagem que ele domina, o

interferem na compreensão da leitura

conhecimento de mundo, seus propósitos e seus esquemas conceituais facilitam ou dificultam a compreensão . Foram muitos os momentos que vivenciamos onde diferentes e divergentes opiniões foram colocadas. Não apontamos a maneira adequada para a interpretação dos textos, favorecemos que as crianças, através das trocas, da exposição de suas interpretações, percebessem que alguns textos podem ser interpretados de diferentes maneiras.

Nas práticas de leituras propostas, também experienciamos situações de leitura onde as crianças não realizavam interpretações para além do posto. Limitavam-se a colocar que não compreendiam o que estava sendo solicitado, que não encontraram as respostas no texto, que não queriam fazer, que era muito difícil.

62

Reafirmamos com estas vivências que a escola precisa garantir as crianças que por ela passaram e estão, consigam dar sentido ao que lêem; ampliando seu contato com os mais variados recursos textuais, pois, para a grande maioria das crianças, estar na escola é a única oportunidade para conhecê-los e desfrutá-los.

Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreende o que lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos. Um leitor competente só pode constituir-se mediante uma prática constante de leitura de textos de fato, a partir de um trabalho que deve se organizar em torno da diversidade de textos que circulam socialmente (Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa, 1997, p. 54).

A escola ao trabalhar com variados recursos textuais deverá saber que

somente a entrada destes não garantem a formação de bons leitores. É necessário que se

planeje atividades diferenciadas para o trabalho com cada recurso, respeitando suas particularidades e intencionalidades, caso contrário, poderá descaracterizar as leituras que cada recurso possibilita e oferece fazer.

O que ficou com esta experiência

Ao optar por um trabalho com variados recursos textuais que são usados

diariamente em outros ambientes de nosso dia a dia e

não somente com os que foram

escritos para serem trabalhados por ela, bem como

planejando

diferentes práticas de

leitura, a escola estará possibilitando às crianças leituras com muito mais sentido, uma

vez que o que lêem fazem parte de suas leituras diárias, despertando o gosto por lê-las e

favorecendo a ampliação de suas leituras. O que queremos dizer é que, trabalhar

inicialmente com textos que não fazem sentido, que não tratam de assuntos de interesse

das crianças, não favorece o despertar do interesse por outras leituras.

Durante o vivenciar as práticas de leituras, experienciamos a dinamicidade que o trabalho com estes recursos traz para a sala de aula. Num processo lento, mas significativo, as crianças foram envolvendo-se e percebendo que com estes recursos

63

podemos brincar, cantar, desenhar, discutir sobre o assunto, apontar sugestões,

divertimo-nos e construir aprendizados. As leituras, então, começaram a deixar de ser

enfadonhas e passaram a ser feitas com muito mais significado e prazer.

O estar em sala de aula, o envolver-se com práticas de leituras com variados recursos

textuais, deixou a certeza de que planejar diferentes atividades com variados recursos,

exige dedicação, pesquisa, comprometimento. Implica estar consciente que se quebra

ritmos, atitudes, mas que é possível realizar. Favoreceu vivenciarmos no espaço da sala

de aula momentos de participação, de angústias, de alegrias, de movimento, de vida. A

sala de aula ganhou vida com as colocações das crianças, com os recursos que entraram

nestas oriundos de práticas de leitura fora da escola.

Para a escola, introduzir os variados recursos textuais e realizar as diversificadas

práticas de leitura , poderá ser o caminho mais favorável para o envolvimento das

crianças nas leituras, favorecendo o gostar de ler e, consequentemente, a formação de

bons leitores.

Referências

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental/ Parâmetros Curriculares Nacionais:

Língua Portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF,1997.

CARDOSO, Beatriz & EDNIR, Madza. Ler e escrever, muito prazer! São Paulo:

Ática,1998.

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D água, 1993.

FREIRE, Paulo & MACEDO, Donaldo. Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1990.

NASPOLINI, Ana Tereza. Didática do Português: tijolo por tijolo. São Paulo: Ed. FTD, 1996. REGO, Teresa Cristina. Vygotsky- Uma perspectiva histórico-cultural da educação. 12ª edição. Petrópolis, Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2001.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte; Autêntica,

1998.

VYGOTKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

64

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prática do estágio curricular supervisionado no Curso de Pedagogia com

Habilitação em Magistério das Séries Iniciais na turma da quarta série da Escola de Educação Básica Silveira de Souza, proporcionou importantes reflexões e aprendizagens para nosso processo de formação.

No período de observação constatamos a necessidade de formular um projeto

que visasse a formação de leitores, indo além do impresso no papel, partindo das leituras do mundo, obtidas através do uso de diferentes materiais e gêneros literários. Enquanto utopia do possível, acreditamos em práticas pedagógicas que

desenvolvam metodologias criativas e voltadas para as crianças, e este voltar-se para as mesmas implicaria em atentar-se para o desenvolvimento de suas potencialidades, deixando-as interagir, descobrir, sentir, perceber e vivenciar todas as suas possibilidades no seu processo de aprendizagem. Refletimos sobre a necessidade de favorecer neste espaço da sala de aula um clima de maior interação, proporcionando o reconhecimento de ter as crianças como parceiras e sujeitos de sua própria aprendizagem. Chamamos atenção para a leitura, pois acreditamos que esta não se restringe ao decodificar o impresso no papel, e buscar formas prazerosas de oferecê-las levaria as crianças a fazê-la com muito mais propriedade. Precisamos introduzir no espaço da sala de aula, bem como da escola, ainda mais, o contato com revistas, jornais, gibis, filmes, teatros, poemas, poesias, parlendas, músicas, rótulos, para que as crianças percebam que o que aprendemos possui relação direta com nossas vidas. Com os variados recursos contemplamos as diferentes leituras que as crianças costumam fazer e a partir destas ampliamos seus repertórios. A entrada em sala de aula destes variados recursos favoreceu percebê-los como fonte de informações e aprendizado, despertando entre outros aspectos o gostar de ler.

A contextualização dos conteúdos e a interdisciplinaridade são pontos

fundamentais para um processo de ensino-aprendizagem significativo e prazeroso. Foram os conhecimentos prévios das crianças e suas vivências que nortearam as discussões propostas em sala de aula, através das leituras de mundo que faziam, e a ampliação dos conhecimentos com as temáticas estudadas.

65

Devemos valorizar a criança e o seu potencial, cada uma tem um ritmo de aprendizagem diferenciada, elas precisam sentir que são capazes e ter oportunidades de expressar-se. Procuramos estimular a participação dos alunos nas discussões, atividades em grupo, pesquisas, aliando escrita e leitura como necessárias ao processo de aprendizagem. Consideramos que a escrita e a leitura caminham juntas no processo de alfabetização, que não se restringe à primeira série, começando muito antes da criança chegar à escola e prolongando-se no processo educativo dentro e fora da escola. Nosso principal objetivo foi que a escrita e a leitura fossem percebidas pelas crianças como algo necessário em suas vivências, lendo o mundo de forma crítica, interagindo no ato de ler e formulando suas opiniões. Acreditamos que o envolvimento das crianças nas leituras propostas foi favorecido pela possibilidade de sua participação em todas as atividades e por estas estarem relacionadas com suas vidas. Pudemos perceber ao longo e ao final do projeto que avanços foram alcançados como a evolução nas produções escritas e a participação ativa nas atividades propostas em sala de aula. Desenvolver atividades como a pesquisa e a auto-correção das produções escritas pode ser considerada um estratégia de ensino que envolva as crianças no processo de ensino-aprendizagem. Vivenciar estes momentos e movimentos da sala de aula revelou a possibilidade de realizar atividades de leitura com muito mais prazer e significado. É de fundamental importância que o professor e a escola ao planejar atividades de leitura, considere os mais variados gêneros textuais para o trabalho com as crianças. Se a escola objetiva a formação de leitores, deve estar atenta aos variados recursos textuais e aos diferentes gostos de leitura, como forma de contemplar a todos. A escola precisa deixar de ter a leitura unicamente como recurso para avaliação. Nacionalmente, cabe não somente incentivar, mas possibilitar o acesso aos mais variados recursos textuais como fonte de informação e prazer. Se o objetivo é a formação de um país de leitores, acreditamos num trabalho conjunto entre escola, família e os órgãos governamentais responsáveis pela qualidade da educação para que através da leitura, interpretação consiga-se a participação social de todos. Pensar em formar leitores, implica saber que ler é muito mais do que decifrar os códigos da língua escrita.

66

REFERÊNCIAS

FREIRE, Paulo & MACEDO, Donaldo. Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1990.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Coleção Leitura. São Paulo: Paz e Terra, 1997

NASPOLINI, Ana Tereza. Didática do Português: tijolo por tijolo. São Paulo: Ed. FTD, 1996.

REGO, Teresa Cristina. Vygotsky Uma perspectiva histórico-cultural da educação. 12º edição. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2001.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte; Autêntica,

1998.

CARDOSO, Beatriz & EDNIR, Madza. Ler e escrever, muito prazer! São Paulo:

Ática,1998.

67

ANEXOS

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

UDESC

DEPARTAMENTO DE METODOLOGIA DE ENSINO

PRÁTICA DE ENSINO

SÉRIES INICIAIS

GISLENE PRIM

SANDRA REGINA PIRES FERREIRA

Formação de leitores: uma experiência na 2ª série do Ensino Fundamental da

Escola de Educação Básica Silveira de Souza.

Florianópolis,2004

GISLENE PRIM

SANDRA REGINA PIRES FERREIRA

Formação de leitores: uma experiência na 2ª série do Ensino Fundamental da Escola de Educação Básica Silveira de Souza.

Projeto de estágio apresentado à Universidade do Estado de Santa Catarina

de Ciências da

com

Habilitação em Séries 7 fase, 2004 à Disciplina Prática de Ensino Professor Orientador: Lourival José Martins Filho e Alba Regina Battisti de Souza.

Educação,

UDESC,

Centro

de

Curso

Pedagogia

José Martins Filho e Alba Regina Battisti de Souza. Educação, UDESC, Centro de Curso Pedagogia Florianópolis,

Florianópolis,

2004

SUMÁRIO

1 JUSTIFICATIVA

4

2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

5

3 OBJETIVOS

6

3.1 OBJETIVO GERAL

6

1 JUSTIFICATIVA:

O processo de ensino-aprendizagem tem características peculiares, assim como cada criança e a realidade onde está inserida. Pensando nisso, acreditamos em práticas pedagógicas que desenvolvam metodologias diferenciadas, criativas e voltadas para as crianças, atendo-se ao desenvolvimento de suas potencialidades. Deixando-as interagir, descobrir, sentir, perceber, experenciar estratégias favoráveis para aguçar o prazer de aprender, tornando-se sujeitos de sua aprendizagem. Destacamos nesse processo de construção do conhecimento pela criança o papel da leitura, não só da leitura da palavra, mas do mundo, que desperte nesta a criticidade, a reflexão e a argumentação. Pois acreditamos que a leitura não restringe-se ao decodificar o impresso no papel, é também significado e interpretação. E se ela for oferecida de forma prazerosa, as crianças irão realizá-la com muito mais propriedade e sentido. Precisamos introduzir no espaço da sala de aula, bem como da escola, o contato com revistas, jornais, gibis, filmes, teatros, poemas, poesias, parlendas, músicas, rótulos, para que as crianças percebam que o que aprendemos possui relação direta com nossas vidas.

2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA:

A partir da observação realizada junto aos alunos da 2ª série do Ensino Fundamental da Escola Silveira de Souza, de que maneira podemos contribuir para a formação de sujeitos leitores de forma significativa prazerosa?

3

OBJETIVOS:

3.1 OBJETIVO GERAL

Contribuir no processo de formação de leitores da 2ª série do Ensino Fundamental da Escola Silveira de Souza.

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E METODOLÓGICA

4.1 REVISÃO DE LITERATURA

A escolha do tema - Formação de Leitores.

movimentos e as atividades realizadas no nosso campo

de estágio, nos encaminhou para refletir as possibilidades que favoreceriam o ampliar junto com as crianças as suas formas de relacionar-se com o que encontram impresso no papel, com também outras formas de linguagem. Vivenciado, observado, a temática Formação de Leitores toma relevância a partir do momento que acreditamos num processo de ensino e aprendizagem onde atividades de leitura e escrita favoreçam não somente a formação de sujeitos

um indivíduo

alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado; alfabetizado é aquele

indivíduo que sabe ler e escrever; já o indivíduo letrado, o indivíduo que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente às demandas sociais de leitura escrita. ( Soares, 1999, p. 39-40) As atividades propostas/desenvolvidas pela professora nas diferentes

Esse fazer na

)

o ensino tem de ser organizado de forma que a leitura e a escrita se tornem necessárias

maioria das vezes é desprovido de sentido, reflexão, de análise crítica e de prazer. (

Vivenciar, observar,

os

alfabetizados, mas que, leve a ampliação de conceitos por estes. (

)

disciplinas, solicitam a leitura de enunciados, de fragmentos de texto,

às crianças (

atividades não desabrocharão. A leitura e a escrita devem ser algo que a criança

necessite. ( Vygotsky, 1991, p.133) Para tanto caberá ao professor, mediante observações das crianças, buscar viabilizar momentos de leitura de assuntos que despertem o interesse das mesmas, bem como fazer uso de diversificados recursos ( gibis, revistas, letras de música, obras

artísticas,

para o desenvolvimento de atividades junto às crianças com muito mais

então o exercício da escrita passará a entediar as crianças; suas

)

)

propriedade e significado. Nesse sentido, ler e escrever ultrapassam os exaustivos exercícios de cópias e leituras para diagnosticar a relação coerente entre grafema e fonema. Passariam a ter

relação direta com nossas vidas. (

a leitura do mundo precede a leitura da palavra,

daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.

Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançado por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre texto e contexto. ( Freire, 1982, p. 11-12)

)

Ler e escrever é

Ler

e escrever exige: significado e prazer.

Mesmo antes de chegar à escola, a criança já realizou muitas leituras em sua vivências. Contudo, a escola insiste em oferecê-la leituras descontextualizadas, mecânicas e desprovidas de prazer. Acreditamos que, ter as crianças como parceiras e sujeitos de sua aprendizagem

é um indicativo para que o professor planeje atividades para o desenvolvimento de suas potencialidades, deixando-as interagir, descobrir, sentir, perceber, vivenciar e dar significado ao que aprendem.

Paulo Freire nos auxilia neste entendimento ao afirmar que o professor deve ter presente que ensinar não é transferir conhecimento mas criar possibilidades para a sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, a curiosidades, a perguntas, a suas inibições, um ser crítico e inquieto, inquieto em face da tarefa que tenho a de ensinar e não a de transferir seu conhecimento. ( Freire, 1996, p.52) Desta forma, o professor deverá propiciar atividades onde as crianças façam uso de textos do seu cotidiano. A melhor maneira de transformar menino em meninas em leitores e escritores é colocá-los em contato com materiais impressos dos mais diferentes tipos: livros, jornais, revistas, anúncios, cartazes. ( Cardoso & Ednir, 1998,

p.45)

Porém ter acesso a diversificados fontes de informações não implica a

apropriação de criticidade, de compreensão se o uso que fazemos destas fontes não

ultrapassam o decodificar, inviabilizando inclusive o prazer de ler. (

) se ler não fosse

uma obrigação amarga a cumprir, se pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação. ( Freire, 1993, p.37)

4.2 Metodologia

Consideramos no processo de ensino-aprendizagem a constante interação entre professor-aluno, aluno-aluno, fazendo deste um sujeito participativo no desenrolar das atividades pedagógicas. Devido as características do estágio, que envolve aça-reflexão-ação, a metodologia da pesquisa-ação é a mais adequada à nossa proposta de trabalho, já que esta procura unir teoria e prática na intervenção da realidade e propondo inovações na prática da sala de aula. Entre as diversas definições possíveis, daremos a seguinte: a pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com a ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. ( Thiollent, 1996, p.14) Nossa intenção é realizar um trabalho pautado na troca de saberes, interação e diálogo entre os envolvidos, através de uma avaliação processual e qualitativa dos conhecimentos, tendo um enfoque interdisciplinar e contextualizado de forma significativa e prazerosa.

Referências Bibliográficas

CARDOSO, Beatriz & EDNIR, Madza. Ler e escrever, muito prazer! São Paulo:

Ática, 1998.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo:

Olho

D água, 1993.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica,

1998

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Universidade do Estado de Santa Catarina

UDESC

FAED

Curso de Pedagogia Departamento de Metodologia de Ensino Prática de Ensino IV

Centro de Ciências da Educação

Projeto de docência compartilhado.

Professora Orientadora: Alba Regina Battisti de Souza Equipe de Estágio: Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira Local de estágio: Escola de Educação Básica Silveira de Souza Professora supervisora: Natália Série: 4º

Tema: Leituras de mundo: experiências prazerosas e significativas de leitura e escrita na 4ª série do ensino fundamental da Escola de Educação Básica Silveira de Souza.

Justificativa: Durante a observação da turma, na qual vivenciamos a primeira etapa do estágio constatamos que seria favorável desenvolver um projeto que visasse a formação de leitores. Acreditamos, pois, que esta é a base fundamental para a compreensão, a participação e o envolvimento no processo de construção do conhecimento de forma mais significativa e prazerosa. A formação de leitores, visa que estes percebam-se, sintam-se como sujeitos do processo ensino-aprendizagem, , e que dessa forma interajam no ato de ler, interpretem, questionem, reflitam, argumentem e formulem suas opiniões acerca das leituras que fazem, não só da palavra impressa no papel, mas também das leituras de mundo, favorecidas não apenas por livros, mas por imagens e diferentes linguagens de suas vivências.

Objetivo Geral: Interpretar e expressar as diversas formas de linguagem nas diferentes áreas do conhecimento.

favorecer

diversificadas formas de leitura; Realizar momentos de leitura de forma prazerosa e significativa, contribuindo no processo de formação de leitores; Articular a leitura às diversas áreas e disciplinas que compõe o currículo escolar;

Objetivos específicos: Explorar gibis, jornais, mapas, gráficos,

para

Áreas do conhecimento envolvidas (disciplinas): O trabalho com alfabetização/língua

portuguesa perpassa necessariamente todas as atividades desenvolvidas com os alunos, em todas as áreas do conhecimento. Desenvolvendo as quatro habilidades lingüísticas:

falar, escutar, ler e escrever. Ao desenvolver o projeto Formação de Leitores iremos

particularidades da

Língua Portuguesa.A interpretação de problemas, análise de um folheto de ofertas de

supermercado, o contato com uma história sobre os números, remete-nos a disciplina de Matemática. Ao entrar em contato com mapas, documentos de época, textos informativos, analisaremos e exploraremos conteúdos referentes as disciplinas de História e Geografia. A disciplina de Ciências será enfocada mediante a escolha de

textos, informativos de cuidados com a saúde, reportagens,

buscando discutir, analisar

trilhar pela leitura, escrita, interpretação, regras de pontuação,

temas de acordo com os conteúdos curriculares da série, assim como as demais áreas do conhecimento, transcorrendo de forma interdisciplinar.

Conteúdos: Ciências- Ser humano e saúde- Observando e entendendo o corpo; A coordenação do nosso corpo; Movimentando o corpo. Estudos sociais/ História e Geografia O clima do Brasil Vegetação; Agricultura; Comércio; Indústria. Língua Portuguesa Textos Leitura e interpretação Estudo do vocabulário; Ortografia sílabas complexas ; Composição oral escrita. Gramática Revisão encontro vocálico ditongo, hiato e tritongo; Sílaba tônica. Matemática Problemas envolvendo as quatro operações; Noções de geometria; Sistema monetário brasileiro. Iremos aliar o currículo oficial ao tema do projeto de estágio na elaboração dos planos de aula.

Metodologia didática: Nossa ação educativa é intencional, as atividades propostas nas diversas áreas do conhecimento enfocarão o tema da formação de leitores, numa abordagem humanista e sócio-cultural, considerando o sujeito, seus conhecimentos prévios, a interação e o diálogo. Resgatando Paulo Freire Como ideologia, a alfabetização devia ser encarada como uma construção social que está sempre implícita na organização da visão de história do indivíduo, o presente e o futuro; além disso, a noção de alfabetização precisa alicerçar-se num projeto ético e político que dignificasse e ampliasse as possibilidades de vida e de liberdade humanas. (FREIRE, 1990.p.06). Acreditamos numa metodologia didática onde atividades individuais e em grupo, de caráter investigativo e criativo, propiciando a problematização e a reflexão dos temas trabalhados. Assim, criaremos situações propícias para que os alunos, a partir do que já sabem e das suas relações sociais, ampliem suas habilidades lingüísticas, principalmente leitura e escrita.

Cronograma:

 

Data

Atividade

Estagiária/ CH

 

13/04

Docência

Sandra e Gislene / 10h/a

19

e 20/04

Docência

Gislene / 10h/a

26

e 27/04

Docência

Sandra / 10h/a

03

e 04/05

Docência

Gislene / 10h/a

10

e 11/05

Docência

Sandra / 10h/a

17

e 18/ 05

Docência

Gislene / 10h/a

24

e 25/05

Docência

Sandra / 10h/a

31/05 e 01/06

Docência

Gislene / 10h/a

07

e 08/06

Docência

Sandra / 10h/a

14

e 15/06

Docência

Gislene e Sandra / 10h/a

Avaliação: Consideramos que a avaliação e auto-avaliação fazem parte da prática educativa, sendo um processo contínuo e mútuo entre professor e alunos. Analisando os avanços que ocorrem durante o processo de ensino-aprendizagem, pautando-se nos objetivos do ensino e no conhecimento prévio do aluno. Cada atividade proposta cotidianamente em sala de aula ou fora dela exige uma avaliação, através do registro por parte do educador de todas as etapas do projeto, focando o movimento das crianças

neste. Acreditamos que, dessa forma, podemos contemplar todas as contribuições, evoluções da criança, além do que a mesma deixará impresso no papel.

Projeto de ensino aprendizagem.

Data: 29/03/05

Estagiária ministrante: Gislene e Sandra Tema: Identidade

08:00 às 10:00 h

Objetivos: Realizar o reconhecimento do grupo e algumas de suas particularidades;

Conteúdos: Relacionamento interpessoal, oralidade e escrita.

Metodologia Didática: Após a nossa apresentação à turma, solicitamos que organizem as carteiras em círculo e realizem as suas apresentações. Que consistirá em cada um dizer o nome e uma característica positiva da sua personalidade. Em seguida preencherão um questionário contendo: nome, idade, bairro onde mora, se estudou em outra escola no ano anterior qual era o nome e o bairro desta. Encerraremos com um texto (anexo) dividido em sete partes, sendo que cada aluno realizará a leitura de uma, em seguida provocaremos para que comentem o texto e a mensagem nele contida.

Bibliografia: Revista Recreio. 25/02/04 Ano 5 nº 211 Pág.27 Editora Abril

Registro reflexivo: Este foi o nosso desafio: ministrar uma atividade de apresentação e integração de uma turma que não conhecíamos anteriormente. Estávamos ansiosas esperando a participação dos mesmos, suas falas e opiniões, para que pudéssemos planejar atividades que aliassem os conteúdos e os seus interesses de aprendizagem. Relato das apresentações individuais: Lucas- legal, Wagner- feliz, Priscila- curiosa, Cléo- carinhosa, Edemir- educado, Lhaion: estudioso, Ricardo- inventor, João Pedro- pesquisador, Amanda- amigável, Ana Paula- amizade, Kelly legal, Raquel- gosta do

,

, envergonhada, Allan- amizade, Lucas- brincalhão, Patrick- paz, Bruno- alegria, Yuri- amor, carinho, paixão, saudade, Andressa- amorosa. Durante esta atividade perante à dúvida de alguns alunos/as e até a abstenção de alguns na escolha da palavra, enfatizamos que todos temos qualidades, algo bom que temos e fazemos, e que para alguém gostar de nós, temos que primeiramente gostar de nós mesmos, nos amar. Durante o preenchimento do questionário a maioria solicitou nossa presença na carteira para lermos juntos o que estava sendo perguntado. Esta é a tabulação dos dados:

Responderam: 12 meninas e 16 meninos, a maioria mora nos bairros: Centro, Agronômica, Morro do céu, 25 e Nova Trento, que compõe o Maciço do Morro da Cruz. A maioria já estudava na Escola Silveira de Souza. Com relação a idade: 03 tem 09 anos, 13 tem 10 anos, 05 tem 11 anos, 03 tem 12 anos, 02 tem 13 anos, 01 tem 14 anos e 01 tem 15 anos. 06 não gostam de ler e 22 gostam, sendo as partes que mais gostam: ação, mulher na piscina, gibi, todas, livros, partes onde se beijam, Peter Pan, Dom Quixote, notícias, capricho, Tititi, Veja, Witch, jornais, Mônica, Cebolinha, Cascão, revista de carro, futebol, homem-aranha. 09 não escrevem nem recebem cartas ou bilhetes, 02 escrevem carta para pai/mãe, 03 recebem cartas, 04 mandam e recebem cartas, 06 escrevem e recebem bilhetes (geralmente da escola), e 03 escrevem cartas. Na televisão: 04 gostam de assistir novela, 15 desenho, 01 tudo, 04 filme, 01 futebol, 02 jogar vídeo game, 01 estudar, 02 jogar futebol, 01 jogar vôlei e 02 brincar. Na música e cantores: 02 gostam de Fank, 05 Hip Hop, 02 Ivete Sangalo, 02 Pop, 02 Pagode, 01

, Ana Carolina- carinhosa, Angélica- amiga, Vanessa-

, Tatiana- alegre, Bruna-

cabelo, Emerson-

Alexsandro- aleluia, Jardel-

Felipe- joga futebol, Lucas-

Rock, 01 Marcelo D2, 01 Felipe Dilon, 04 Sandy e Junior, 03 Pity, 05 Racionas, 02 Boka Loka, 01 Armandinho, 02 Rouge, 01 CPM 22, Alexandre Pires, Dogão, MV Bill, Skank.

Como já dito anteriormente, nossa intenção com esta dinâmica era promover um melhor reconhecimento e entrosamento do/com o grupo de alunos/as. Verificando suas características poderíamos posteriormente planejar atividades que atendam os seus interesses, tendo uma visão ampla do grupo heterogêneo. Após a leitura do texto, abrimos espaço para seus comentários sobre a mensagem do texto: Cada um tem a sua função. Felipe Cada pessoa tem seu jeito. Lucas O texto diz um por todos e todos por um, mas eu vejo que não é bem assim, cada um faz por si. Angélica. Quando perguntamos o que poderíamos fazer aqui na sala de aula para modificar esta realidade de cada um por si, falaram em: Respeito e prestar atenção nas coisas do quadro.

Neste dia confirmamos nossa intenção de realizar trabalhos em grupos, oportunizando a expressão oral e escrita, a participação de todos. Salientamos também que nós estagiárias temos um compromisso com eles neste semestre, a realização de um trabalho conjunto, e para que ele se concretize precisamos da ajuda de todos, com a participação nas atividades propostas.

Um por todos, todos por um!

1- Ninguém vive dentro de um casulo, não é? Pode reparar que você está sempre cercado de pessoas, seu pai, sua mãe, sua professora, seus amigos. É que nós vivemos em uma sociedade. Cada um tem uma função: uns são médicos, donas-de-casa, advogados, guardas de trânsito, veterinários. Outros são arquitetos, estudantes, motoristas de táxi, cineastas, jornaleiros.

2- Para que todo mundo se entenda, as pessoas não podem fazer o que bem entendem. Existem leis que garantem os direitos. O direito de ser livre, trabalhar, comer, ir à escola, cuidar da saúde, descansar, votar para presidente, se divertir e muitos outros estão na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Declaração dos Direitos da Criança.

3- Não importa a idade, grupo social ou religião, todos tem seus direitos. Isso faz parte do que se chama cidadania.

4- Mas cidadania não é feita só de direitos. Existem deveres também. É como uma rua de mão dupla. Para que você tenha os seus direitos respeitados, é preciso respeitar os direitos dos outro.

5- Não dá para pensar só no seu bem-estar. Cada um precisa fazer a sua parte pelo bem de todos. Isso é ser cidadão.

6- Quando respeita as pessoas que são diferentes de você, ajuda os mais necessitados, não desperdiça água, obedece às placas e aos sinais, joga o lixo no lixo, você está cumprindo seus deveres.

7- Cidadania tem tudo a ver com solidariedade e respeito. É por isso que o lema dos três mosqueteiros é tão legal para explicar tudo: um por todos, todos por um.

Fonte: Revista Recreio. 25/02/04 Ano 5 nº 211 Pág. 27 Editora Abril

Universidade do Estado de Santa Catarina

Centro de Ciências da Educação

Curso de Pedagogia

Departamento de Metodologia de Ensino

Prática de ensino IV

Escola de Educação Básica Silveira de Souza Professora: Natália. Série: 4ª série. Estagiárias: Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira.

UDESC

FAED

8ª fase

Estágio Supervisionado

Projeto de Ensino Aprendizagem

Data(s): 13.04.05. Estagiária(s) ministrante(s): Gislene e Sandra Regina. Tema (s): Relações Humanas.

Objetivos:

Refletir sobre as relações humanas e suas implicações na organização social, a partir das interpretações e leitura da letra da música.e Sandra Regina. Tema (s): Relações Humanas. Objetivos: Desenvolver atividades de ortografia com exemplos da letra

Desenvolver atividades de ortografia com exemplos da letra da música:a partir das interpretações e leitura da letra da música. separação da sílaba e encontros vocálicos

separação da sílaba e encontros vocálicos (hiato, ditongo e tritongo).

Trabalhar em grupo e desenvolver relações cooperativas.sílaba e encontros vocálicos (hiato, ditongo e tritongo). Aguçar o gosto por ouvir e compreender músicas.

Aguçar o gosto por ouvir e compreender músicas.Trabalhar em grupo e desenvolver relações cooperativas. Expressar idéias a partir da elaboração e apresentação

Expressar idéias a partir da elaboração e apresentação dos cartazes e da leitura dos cartões.Aguçar o gosto por ouvir e compreender músicas. Conteúdos: Leitura e interpretação,

Conteúdos:

Leitura

e

interpretação,

separação

de

sílabas,

encontros

vocálicos,

expressão

oral e escrita.

Metodologia Didática:

Dinâmica dos cartões: cada criança receberá um cartão devidamente identificado por um símbolo (uma cor) e deverá procurar os amigos que tenham um cartão com o mesmo símbolo.Cada cartão conterá um artigo do Estatuto de PO + Ética para Criança.As crianças serão organizadas (de acordo com o símbolo do cartão) em oito grupos compostos por quatro crianças. As crianças irão fazer a leitura do cartão e posteriormente, apresentarão aos demais colegas o conteúdo/texto de seu cartão e suas opiniões/entendimentos sobre este.expressão oral e escrita. Metodologia Didática: Ler, discutir e falar sobre o texto contido nos cartões.

Ler, discutir e falar sobre o texto contido nos cartões.de seu cartão e suas opiniões/entendimentos sobre este. Organizar grupos de acordo com os cartões recebidos

Organizar grupos de acordo com os cartões recebidos para a leitura, a escuta e o cantar da música.de seu cartão e suas opiniões/entendimentos sobre este. Ler, discutir e falar sobre o texto contido

Identificar na letra da música palavras desconhecidas e procurar seu significado no dicionário.sobre o entendimento/interpretação da letra da Abrir conversação música. Separar em sílabas as palavras destacadas

sobre o entendimento/interpretação da letra da

sobre o entendimento/interpretação da letra da Abrir conversação música. Separar em sílabas as palavras

Abrir

conversação

música.

Separar em sílabas as palavras destacadas na letra da música.da letra da Abrir conversação música. Organizar as palavras (após, separar em sílabas) em:

Organizar as palavras (após, separar em sílabas) em: hiato, ditongo e tritongo.em sílabas as palavras destacadas na letra da música. Revisar as regras de encontro vocálico: hiato,

Revisar as regras de encontro vocálico: hiato, ditongo e tritongo, exemplificando com as palavras do texto.(após, separar em sílabas) em: hiato, ditongo e tritongo. Organizar a turma em grupos para a

Organizar a turma em grupos para a construção de um painel: fazendo uso de papel pardo, cartolinas, canetas, lápis de cor as crianças elaborarão um cartaz contendo palavras, frases, desenhos que expressem suas idéias sobre a música e sua mensagem, assim como os cartões.ditongo e tritongo, exemplificando com as palavras do texto. Apresentar o painel para os demais grupos.

Apresentar o painel para os demais grupos.sobre a música e sua mensagem, assim como os cartões. Recursos: Aparelho de som, CD, lápis

Recursos: Aparelho de som, CD, lápis de cor, canetas, cartolinas, papel pardo e cartões.

Conteúdo dos cartões.

1º - Toda criança deve ser feliz, ser amada, ser livre e ter condições dignas de vida!

6º - As crianças terão (e darão): Carinho; Amizade; Confiança; Educação; Generosidade; Fraternidade; Fé; Tolerância!

8º - Toda criança irá Amar, Cuidar e Preservar: os animais, os rios, as plantas, os mares, o ar, os pássaros e as flores.

9º - Hoje e sempre a convivência social será sempre prazerosa e responsável.

10º - Sempre assumirei minha brasilidade, pois sou brasileiro com orgulho e muito amor, por isso respeito a diversidade cultural do meu país.

11º - Toda forma de discriminação e preconceito é prejudicial à convivência humana. Respeitarei sempre os diferentes para que todos possam ser iguais nas diferenças.

13º - Serei um membro partícipe da edificação da Escola Pública da paz. A escola é o meu segundo lar: Amo-a, cuido-a, defendo-a.

17º - É compromisso de todos cultivar a solidariedade, pois ninguém é tão pobre que não tenha nada a doar e nem tão rico que não tenha nada a receber.

Estatutos de Po+Ética para crianças. Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, SC, Divisão de Educação Fundamental, 2002.

Pega ladrão!

Pega ladrão! No governo! Pega ladrão! No congresso! Pega ladrão! No senado! Pega lá na câmara dos deputados! Pega ladrão! No palanque! Pega ladrão! No tribunal! É por causa desses caras que tem gente com fome, que tem gente matando , etc e tal.

Pega, pega! Pega, pega ladrão! Pega, pega! Pega ladrão! Pega, pega! Pega ladrão!! A

miséria só existe porque tem corrupção. Pega, pega! Pega ladrão!! Pega, pega! Pega,

pega ladrão!! Pega, pega! Pega, pega ladrão!! Tira do poder! Bota na prisão!!

E você, que é um simples mortal, levando uma vidinha legal, alguém já te pediu um

real? Alguém já te assaltou no sinal? Você acha que as coisas vão mal? Ou você tá

satisfeito? Você acha que isso tudo é normal? Você acha que o país não tem jeito? Aqui

não tem terremoto, aqui não tem vulcão. Aqui tem tempo bom, aqui tem muito chão.

Aqui tem gente boa, aqui tem gente honesta, mas no poder é que tem gente que não

presta. Eu fui eleito e represento o povo Brasileiro. Confie em mim que eu tomo
presta.
Eu fui eleito e represento o povo Brasileiro. Confie em mim que eu tomo conta
do dinheiro.

Pega, pega! Pega, pega ladrão! Pega, pega! Pega ladrão!Pega, pega! Pega ladrão!! A

miséria só existe porque tem corrupção. Pega, pega! Pega ladrão!! Pega, pega! Pega,

pega ladrão!! Pega, pega! Pega, pega ladrão!! Tira do poder! Bota na prisão!!

Tira esses malandro do poder executivo! Tira esses malandro do poder judiciário! Tira

esses malandro de legislativo! Tira do poder que eu já cansei de ser otário! Tira esses

malandro do poder municipal! Tira esses malandro do governo estadual! Tira esses

malandro do governo federal! Tira a grana deles e aumenta o meu salário!

- Tá vendo essa mansão sensacional? Comprei com o dinheiro desviado de hospital.

- E o meu cofre, cheio de dólar? É o dinheiro que seria pra fazer mais uma escola.

- Precisa ver minha fazenda? Comprei só com o dinheiro da merenda!

- E o meu filhão? Um milhão só de mesada! E tudo com o dinheiro das criança abandonada.

- E a minha esposa? Só não leva a falência porque eu tapo esse buraco com o rombo da previdência.

- Vossa excelência

Cê não viu meu avião! Comprei com uma verba que eu era

pra construir prisão!

- E a superlotação?

- Problema do povão! Não temo imunidade? Pra nós não pega não.

Pega, pega! Pega, pega ladrão! Pega, pega! Pega ladrão!Pega, pega! Pega ladrão!! A

miséria só existe porque tem corrupção. Pega, pega! Pega ladrão!! Pega, pega! Pega,

pega ladrão!! Pega, pega! Pega, pega ladrão!! Tira do poder! Bota na prisão!! A miséria

só existe porque tem corrupção.

Desemprego só aumenta porque tem corrupção. Violência só explode porque tem tanta

miséria e desemprego. Porque tem tanta corrupção!

tanta miséria e desemprego. Porque tem tanta corrupção! Todos que me conhecem sabem muito bem que

Todos que me conhecem sabem

muito bem que eu não admito o enriquecimento do pobre e o empobrecimento do rico.

admito o enriquecimento do pobre e o empobrecimento do rico. E você, que nasceu nesse país

E você, que nasceu nesse país. E que sonha e que sua pra ser feliz. Você presta atenção

no que o candidato diz? Ou cê vota em qualquer um, se babaca? E depois da eleição,

você cobra resultado? Ou fica aí parado de braço cruzado? Cê lembra em quem votou

pra Deputado? E quem você botou lá no Senado?

Pega, pega! Pega, pega ladrão! Pega, pega! Pega ladrão!Pega, pega! Pega ladrão!! A

miséria só existe porque tem corrupção. Pega, pega! Pega ladrão!! Pega, pega! Pega,

pega ladrão!! Pega, pega! Pega, pega ladrão!! Tira do poder! Bota na prisão!!

Gabriel O Pensador- Tiago Mocotó- Aninha Lima- Liminha

Escola de Educação Básica Silveira de Souza Aluno(a):

Série:

Data:

Atividades

1- Para melhor entender a letra da música, destaque a(s) palavra(s) que você não conheça o significado. Após, procure no dicionário o significado da(s) palavra(s) e escreva-o no seu caderno. Agora é fácil, retorne a letra da musica e você perceberá que ao substituir a palavra por seu significado, fica mais fácil entender.

2- Separe em sílabas as palavras destacadas na letra da musica: Pega Ladrão!

3- Agora que você separou as palavras em sílabas, organize-as no quadro abaixo de acordo com os encontros vocálicos:

Hiato

Ditongo

Tritongo

Universidade do Estado de Santa Catarina

Centro de Ciências da Educação

Curso de Pedagogia

Departamento de Metodologia de Ensino

Prática de Ensino IV

Escola de Educação Básica Silveira de Souza

Professora: Natália

Estagiárias: Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira

UDESC

FAED

8ª Fase

Estágio Supervisionado

4ª Série

Projeto de Ensino Aprendizagem.

Data(s): 19 e 20/04/05 Estagiária Ministrante: Gislene Tema(s): O Índio e Descobrimento do Brasil

Objetivos:

Identificar os índios como os primeiros habitantes do Brasil;Tema(s): O Índio e Descobrimento do Brasil Objetivos: Estabelecer relações comparativas entre a situação dos

Estabelecer relações comparativas entre a situação dos índios no período do descobrimento e nos dias atuais;os índios como os primeiros habitantes do Brasil; Reconhecer os motivos que levaram os portugueses a

Reconhecer os motivos que levaram os portugueses a investirem em viagens para descoberta de outras terras;dos índios no período do descobrimento e nos dias atuais; Compreender que os problemas econômicos, sociais

Compreender que os problemas econômicos, sociais e políticos atuais são reflexos de uma colonização exploratória;a investirem em viagens para descoberta de outras terras; Aguçar o interesse por história em quadrinhos

Aguçar o interesse por história em quadrinhos e filmes que retratam fatos importantes da nossa história;atuais são reflexos de uma colonização exploratória; Situar em mapas a localização dos países envolvidos nos

Situar em mapas a localização dos países envolvidos nos fatos abordados;e filmes que retratam fatos importantes da nossa história; Desenvolver atividades de ortografia de forma

Desenvolver atividades de ortografia de forma contextualizada, fazendo uso de exemplos do texto: sílaba tônica (oxítona, paroxítona e proparoxítona);a localização dos países envolvidos nos fatos abordados; Solucionar problemas matemáticos envolvendo as quatro

Solucionar problemas matemáticos envolvendo as quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão;sílaba tônica (oxítona, paroxítona e proparoxítona); Expressar idéias a partir de discussões e produção

Expressar idéias a partir de discussões e produção textual;básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão; Leitura de mapas. Língua Portuguesa: Leitura e

Leitura de

mapas. Língua Portuguesa: Leitura e interpretação, Expressão oral e escrita, Sílaba tônica e Regras para a construção de textos. Matemática: Problemas envolvendo as quatro operações.

Conteúdos: História e Geografia: O índio, Descobrimento do Brasil e

Metodologia didática:

Leitura de imagem (foto) retratando o índio no período do descobrimento e nos dias atuais;O índio, Descobrimento do Brasil e Metodologia didática: Leitura e interpretação do texto: Todo dia é

Leitura e interpretação do texto: Todo dia é dia de índio;e Metodologia didática: Leitura de imagem (foto) retratando o índio no período do descobrimento e nos

Atividades: Descobrir a mensagem através de códigos, destacar na mensagem as palavras (Brasil, indígenas e portugueses) explicando através da pronúncia destas a sílaba tônica (oxítona paroxítona e proparoxítona);Continuado as atividades de identificação e classificação das sílabas com palavras retiradas do texto, em

Continuado as atividades de identificação e classificação das sílabas com palavras retiradas do texto, em seguida construir frases com estas palavras;a sílaba tônica (oxítona paroxítona e proparoxítona); Refletir e registrar idéias sobre as questões da

Refletir e registrar idéias sobre as questões da proteção e dos direitos do índio;do texto, em seguida construir frases com estas palavras; Apreciar história em quadrinhos sobre o Descobrimento

Apreciar história em quadrinhos sobre o Descobrimento do Brasil na visão dos índios;sobre as questões da proteção e dos direitos do índio; Assistir ao vídeo sobre o Descobrimento

Assistir ao vídeo sobre o Descobrimento do Brasil; bem como a discussão dos aspectos mais relevantes da história;sobre o Descobrimento do Brasil na visão dos índios; Leitura e interpretação do texto: Descobrindo o

Leitura e interpretação do texto: Descobrindo o Brasil.como a discussão dos aspectos mais relevantes da história; matemáticos contextualizados envolvendo as quatro

matemáticos contextualizados envolvendo as quatro

o Brasil. matemáticos contextualizados envolvendo as quatro Resolução de problemas operações matemáticas;

Resolução

de

problemas

operações matemáticas;

Apresentar regras para a organização de textos: Título, Pontuação, Coerência e Coesão.as quatro Resolução de problemas operações matemáticas; Produção de um texto individual com os entendimentos sobre

Produção de um texto individual com os entendimentos sobre os temas abordados:de textos: Título, Pontuação, Coerência e Coesão. O índio e Descobrimento do Brasil; Recursos :

O índio e Descobrimento do Brasil;

Recursos: Retroprojetor, Tv e Vídeo, Gibi,

Escola de Educação Básica Silveira de Souza.

Udesc/Faed

Estagiárias: Gislene e Sandra

Professora: Natália

Curso de Pedagogia - Estágio supervisionado.

4º série

Todo dia é dia de índio.

O dia 19 de abril tornou-se o dia do índio e foi comemorado pela primeira vez no Brasil em 1944. Essa data foi criada pelo presidente Getúlio Vargas. Segundo a história, os índios foram os primeiros habitantes do Brasil e a sua origem é desconhecida. Existem pesquisadores que acreditam que são originários da Ásia e que chegaram ao Brasil através do estreito de Behring. Não deixaram registros, mas deixaram desenhos em cavernas, objetos de barro e de pedra. Esses primeiros habitantes eram ágrafos (não conheciam a escrita). Esse período da nossa história é conhecido como Pré-História e durou até 1500, quando os portugueses chegaram. Conhecer esses primeiros habitantes brasileiros é conhecer a nossa história. Os índios têm características próprias: são nômades (não possuem local fixo para morar), não possuem escrita, não domesticam animais, sobreviviam da caça, da pesca e da coleta, vivem em tribos ligados por laço de parentesco e sua moradia é a oca, uma

grande casa que abriga várias famílias. Dividiam o trabalho de acordo com o sexo e a idade (ao homem cabe: caçar, pescar, guerrear, o fabrico das armas e a construção da taba; a mulher cabe: a roça de milho, da mandioca, a coleta de raízes e frutos, o fabrico

de redes, cerâmicas, etc,

natureza, tais como: o sol, a chuva, o trovão, a lua. Dos costumes indígenas que o homem branco aprendeu destacam-se: o hábito de tomar banho diário, dormir em rede, andar em canoas, caça, pesca e práticas agrícolas ( cultivando o milho, a mandioca, a batata-doce e o feijão).

No Brasil costuma-se dividir os grupos lingüisticos: Tupi-Guarani ( predomina no litoral); Jê ou Tapuia ( interior do continente); Caraíba ( Norte e bacia Amazônica) e Nuaruaque ( Norte e parte central do país). Com a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, os índios foram obrigados a

trabalhar como escravos, e os jesuítas modificaram

Eles ensinaram os índios a falar a língua portuguesa e a professar a religião católica.

).

A sua religião é animista, ou seja, adoravam as forças da

muito de seus hábitos e costumes.

Na Constituição Federal de 1988 o artigo 221 coloca que

Não reconhecidos aos

índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos

originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-

las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

dos índios denominado FUNAI

Embora e existência desses direitos garantidos, nos dias atuais os índios têm encontrado grandes dificuldades para conviver com a sociedade brasileira contemporânea. Alguns índios já abandonaram totalmente a sua maneira de viver, em virtude da perda de suas terras e da destruição da natureza. Eles são obrigados a trabalhar nas cidades próximas ou então nas grandes fazendas, em troca de um pequeno salário. Sofrem, também com a incompreensão da sociedade, que insiste em enxergar o índio como um preguiçoso, como alguém que não gosta de trabalhar, por não conhecer a características da sua maneira de viver.

Também existe um órgão de defesa

Fundação Nacional do Índio.

Texto elaborado pelas acadêmicas Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira.

Escola de Educação Básica Silveira de Souza.

Udesc/Faed

Estagiárias: Gislene e Sandra

Professora: Natália

Curso de Pedagogia - Estágio supervisionado.

4º série

Descobrindo o Brasil.

Há muitos e muitos anos, um país chamado Portugal quis aumentar seu comércio. Para isso, precisava de produtos que não tinha em suas terras. Partiu então à procura destes produtos, viajando pelo mundo. Numa dessas viagens, comandada por Pedro Álvares Cabral, os portugueses encontraram uma terra que causou grande admiração por suas belezas naturais. Ela era habitada por pessoas diferentes, que os portugueses chamaram de índios. A chegada dos portugueses foi no dia 22 de abril do ano de 1500. A partir daquela data, eles se tornaram donos do Brasil, durante mais de trezentos anos. A chegada dos portugueses ao Brasil não aconteceu por acaso, como já dito, eles saíram em busca de novas terras e riquezas para aumentar o seu comércio. Diz a História que zarparam do Porto de Lisboa 13 embarcações, num total de 1500 pessoas, entre elas padres que queriam catequizar segundo os ensinamentos da igreja católica. Esse trabalho dos padres no Brasil ajudou a aumentar a dominação dos índios pelos colonos. Os portugueses estavam interessados apenas em explorar os recursos naturais do Brasil. O pau-brasil, uma árvore que naquela época era abundante, foi o primeiro produto que lhes despertou o interesse. A madeira era enviada para a Europa, onde as pessoas usavam a tinta extraída dela para tingir tecidos. Veja como os índios entenderam a presença dos portugueses nas terras brasileiras:

Quando os brancos chegaram, a gente pensava que os brancos eram amigos Os brancos trocavam coisas com a gente, Trocavam pau-brasil por machado. Trocavam papagaio com faca. Trocavam coisas nossas com muitas coisas deles que a gente precisava.

coisas nossas com muitas coisas deles que a gente precisava. Os brancos também davam muitos presentes.

Os brancos também davam muitos presentes. Davam continhas, davam espelho, davam roupa. A gente pensava que eles eram amigos. Mas depressa, bem depressa, a gente descobriu, o que o branco queria. O branco só queria a nossa terra. Ele veio roubar a nossa terra. Ele veio usar o nosso trabalho. Ele veio ficar rico com o nosso trabalho. Ele veio ficar rico Com as coisas da nossa terra.

trabalho. Ele veio ficar rico Com as coisas da nossa terra. CIMI. Confederação dos Tamoios. Petrópolis:

CIMI. Confederação dos Tamoios. Petrópolis: Vozes, 1984, pp.11-5

Texto elaborado pelas acadêmicas Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira. Atividades.

1-

Use os códigos e descubra a mensagem abaixo.

 

A

B

C

D

E

F

G

1

SI

TU

A

GUE

MUI

ÍN

POR

2

TRA

A

DA

TO

TER

RA

CIL

3

DA

DE

BA

MA

PRE

AO

RAS

4

TU

OS

GE

VI

E

ZI

NAS

5

FO

SES

LHAR

CHE

É

O

TRANS

6

HO

FOR

MOU

DOS

RAM

MOS

BRI

7

OS

GA

PER

A

GA

DOS

BRA

8

DI

REM

RAM

FI

A

CI

SUAS

9

SIL

ÇÃO

AS

DOS

RES

PA

10

PEI

LU

LOS

POR

TAR

ELES

B2

D4, C2

D5, B7, A3

F7

F1, G9,C4,G4

G10

D9

G1,B1,D1,B5

C7, B3, C8

G8

E2,G3

F3

E4

G7, A9

A5, E6

G5, B6, C6

E8

F5, G6, E7, F7

B2

A2, C3, C5

 

F9, F2

B4

G1, B1, D1, B5

A7

F1, G9,C4,G4

A5, E6

G9, F4, D3, D6

2- Nas palavras abaixo, pinte a sílaba tônica e classifique-as em oxítona, paroxítona e proparoxítona. Após, crie uma frase com cada palavra.

BRA SIL HÁ BI TO
BRA
SIL
BI
TO

POR

TU

GUE

SES

NA

TU

RE

ZA

 

DES

TRU

 

I

ÇÃO

   

3- Suponha que você seja um legislador e tenha que elaborar leis em favor dos índios. Quais leis elaboraria para preservar as poucas tribos que ainda restam no Brasil? Anote abaixo.

Escola de Educação Básica Silveira de Souza. Aluno(a):

Data:

Série:

Atividades.

1-

Antes dos portugueses chegarem ao Brasil haviam 5.000.000 de índios habitando o país. Hoje existem em média 200.000. Quantos índios foram eliminados com a chegada dos portugueses? Por que você acha que isso aconteceu?

2-

Numa tribo habitam 438 índios, 394 índias e 96 indiozinhos. Quantos habitantes há nesta tribo?

3-

Três índios saíram para pescar num grande rio. O primeiro índio pescou 18 peixes, o segundo pescou o dobro e o terceiro pescou o triplo do segundo. Quantos peixes cada índio pescou?

4- As índias colheram 895 mandiocas e colocaram-nas igualmente em 9 cestos. Quantas mandiocas foram colocadas em cada cesto? Sobraram mandiocas? Quantas?

5- O Brasil foi descoberto pelos portugueses em 1500, à quantos isso aconteceu?

6- A canoa é o meio de transporte dos índios. Cada uma comporta 13 índios, quantas canoas precisamos para transportar 325 índios?

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Centro de Ciências da Educação

Curso de Pedagogia - 8ª fase Departamento de Metodologia de Ensino

Prática de Ensino IV

Escola de Educação Básica Silveira de Souza Professora: Natália - 4ª série Estagiárias: Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira

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FAED

Estágio Supervisionado

Projeto de Ensino Aprendizagem

Data: 26.04.05 Estagiária Ministrante: Sandra Regina Tema: Resgate das discussões sobre os Índios e o Descobrimento do Brasil e resolução e correção de problemas matemáticos.

Objetivos:

Refletir o que são problemas matemáticos e as possibilidades de resolvê-los, chamando atenção para interpretação do enunciado.e correção de problemas matemáticos. Objetivos: Trabalhar com material concreto para resolver problemas

Trabalhar com material concreto para resolver problemas envolvendo as quatro operações básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão.chamando atenção para interpretação do enunciado. Refazer os problemas matemáticos propostos na aula do dia

Refazer os problemas matemáticos propostos na aula do dia 20.04.05.básicas: adição, subtração, multiplicação e divisão. Retomar os temas abordados nas aulas anteriores, a partir do

Retomar os temas abordados nas aulas anteriores, a partir do registro das falas das crianças.os problemas matemáticos propostos na aula do dia 20.04.05. Produção de um texto, a partir das

Produção de um texto, a partir das discussões realizadas sobre a temáticaanteriores, a partir do registro das falas das crianças. Índios e Descobrimento do Brasil. Aguçar o

Índios e

Descobrimento do Brasil.

Aguçar o interesse para a constante busca de informações, tratando as de forma crítica e consciente.sobre a temática Índios e Descobrimento do Brasil. Conteúdos: História e Geografia: O Índio, Descobrimento

Conteúdos: História e Geografia: O Índio, Descobrimento do Brasil, Leitura de mapas e imagens. Língua Portuguesa: Leitura e interpretação, Expressão oral e escrita. Matemática: Problemas envolvendo as quatro operações.

Metodologia didática:

Apresentar escrito no quadro o seguinte problema: Pedro coleciona figurinhas. Ele tem 20 figurinhas e ganhou de seu pai 3 pacotinhos com 5 figurinhas cada um. Quantas figurinhas Pedro tem agora?envolvendo as quatro operações. Metodologia didática: Solicitar a leitura e colocação do que as crianças

Solicitar a leitura e colocação do que as crianças entendem do enunciado, apresentando aspectos que comprovem suas colocações.5 figurinhas cada um. Quantas figurinhas Pedro tem agora? Trabalhar aspectos que identificam problemas matemáticos:

Trabalhar aspectos que identificam problemas matemáticos: uma situação em que não conhecemos a resolução de imediato, mas que somos capazes de resolvê-la por meio de informações que temos.apresentando aspectos que comprovem suas colocações. Realizar atividades de resolução de problemas fazendo uso

Realizar atividades de resolução de problemas fazendo uso de material concreto, com as crianças organizadas em seis equipes.capazes de resolvê-la por meio de informações que temos. Refazer os problemas matemáticos da aula anterior

Refazer os problemas matemáticos da aula anterior (20/04/05). Cada grupo receberá um problema para resolver e posteriormente apresentará a resposta no quadro. Cada membro do grupo terá a folha de exercícios já resolvidos para corrigi-los.atividades de resolução de problemas fazendo uso de material concreto, com as crianças organizadas em seis

Apresentar o registro das falas durante as discussões sobre O Índio e Descobrimento do Brasil e solicitar que realizem uma produção textual sobre as temáticas.Solicitar para cada grupo uma pesquisa sobre o Brasil: localização e suas regiões: Sul, Sudeste,

Solicitar para cada grupo uma pesquisa sobre o Brasil: localização e suas regiões:que realizem uma produção textual sobre as temáticas. Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Recursos :

Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Recursos: Giz, quadro, folhas, tampinhas, canudinhos, caixinhas de fósforo, saquinhos.

Escola Silveira de Souza. Data:

Alunos(as):

Série:

Estamos estudando o Brasil. Já discutimos sobre seu descobrimento e agora, iremos conhecer um pouco mais suas características. Iniciaremos localizando-o no mundo e depois, iremos trabalhar as regiões deste país.

Pesquise:

Brasil e sua localização no mundo:

Em que continente localiza-se:deste país. Pesquise: Brasil e sua localização no mundo: Em qual das Américas está: Limites: Ao

Em qual das Américas está:e sua localização no mundo: Em que continente localiza-se: Limites: Ao Norte (N): A Noroeste (NO):

Limites:

Ao Norte (N):

Ao Norte (N):

A Noroeste (NO):

A Noroeste (NO):

A Nordeste (NE):

A Nordeste (NE):

Ao Sul (S):

Ao Sul (S):

A Sudoeste (SO):

A

Sudoeste (SO):

Escola Silveira de Souza. Data:

Alunos(as):

Série:

Estamos estudando o Brasil. Já discutimos sobre seu descobrimento e agora, iremos conhecer um pouco mais suas características. Iniciaremos localizando-o no mundo e depois, iremos trabalhar as regiões deste país.

Pesquise:

Brasil e suas regiões:

Região:

Região:

Estados que compõem a região:

Estados que compõem a região:

Vegetação:

Vegetação:

Relevo:

Relevo:

Atividade(s) econômica(s):

Atividade(s) econômica(s):

Trabalhando com problemas matemáticos.

Segundo o dicionário Aurélio, problema é uma questão matemática proposta para que se lhe dê a solução. Ao resolver um problema, algumas dicas são importantes:

Leia o problema com atenção.Ao resolver um problema, algumas dicas são importantes: Procure entender tudo o que está escrito. Quais

Procure entender tudo o que está escrito.dicas são importantes: Leia o problema com atenção. Quais são os dados? O que o problema

Quais são os dados? O que o problema pedecom atenção. Procure entender tudo o que está escrito. Se o problema for extenso, resolva-o por

Se o problema for extenso, resolva-o por partes.está escrito. Quais são os dados? O que o problema pede Pense em fazer um desenho.

Pense em fazer um desenho.pede Se o problema for extenso, resolva-o por partes. Cheque a sua resposta. Em matemática, para

Cheque a sua resposta.extenso, resolva-o por partes. Pense em fazer um desenho. Em matemática, para resolver um problema, utilizamos

Em matemática, para resolver um problema, utilizamos as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão. As operações de adição e subtração servem para resolver problemas que aparecem nas situações em que se juntam duas quantidades ou mais de objetos ou se separa uma quantidade da outra; quando se acrescenta uma quantidade a outra ou se tira uma quantidade de outra ou quando se comparam duas quantidade.

quantidade de outra ou quando se comparam duas quantidade. Juntar ou separar . Exemplificando: Em uma

Juntar ou separar . Exemplificando:

Em uma tribo habitam 15 índios, 20 índias e 10 índiozinhos.

Quantos habitantes há na tribo?

Para resolver esse problema, podemos representar a história desenhando os índios, as índias e os indiozinhos. Os juntamos e contamos: são 45. A resposta é 45 habitantes. Podemos também resolver o problema sem ter que desenhar os índios. Podemos fazer traços para representá-los e depois contamos todos: são 45. Encontramos o resultado do problema contando os desenhos ou traços. Também podemos resolvê-lo escrevendo 15+20+10 = 45. Há 45 habitantes. Para conferir o resultado, precisamos fazer uma revisão: 15+20+10 = 45. Em uma estante, há 13 livros. Uns estão em pé e outros deitados. Há livros deitados. Quantos estão em pé ? Podemos resolver esse problema contando. Separamos os 5 livros deitados e contamos os que sobram. São 8. Portanto, há 8 livros em pé. Também podemos resolvê- lo com uma subtração. Sabemos que os deitados são 5 e precisamos saber quanto estão em pé. Escrevemos 13-5, e calculamos: 13-5 = 8. Há 8 livros em pé. Revisamos: há 13 livros no total, 5 estão deitados e 8 estão em pé; a operação 13 menos 5 é igual a 8. Então, há 8 livros em pé. Acrescentar e tirar. Exemplificando:

há 8 livros em pé. Acrescentar e tirar. Exemplificando: Gabriela tinha 8 figurinhas e ganhou 6.

Gabriela tinha 8 figurinhas e ganhou 6. Quantas figurinhas ela tem agora? A quantidade desconhecida desse problema é a que Gabriela tem no final. Então, para resolvê-lo, temos de acrescentar o que ela tinha ao que ganhou. Escrevemos 8+6 = 14. Gabriela tem 14 figurinhas. Revisamos: Gabriela tinha 8 figurinhas e ganhou 6; 8 mais 6 é igual a 14.Então, agora ela tem 14 figurinhas.

Gabriela tinha 8 figurinhas e ganhou algumas. Agora, tem 14. Quantas figurinhas ela ganhou? A quantidade desconhecida desse problema é o número de figurinhas que ela ganhou, a quantidade que se acrescenta. Os dados que temos para saber quantas figurinhas ela ganhou são as que tinha no começo e com quantas ela ficou no final. Esse problema pode ser resolvido contando do número que Gabriela tinha no começo, 8, até o que ela tem no final, 14. Assim: nove, dez, onze, doze, treze, catorze . O resultado é a quantidade de números que contamos para chegar ao final. Foram seis, então a resposta é 6. Esse problema também pode ser resolvido com uma operação de subtração, partindo do que ela tem no final menos o que ela tinha no início. Escrevemos 14-8, e calculamos: 14-8 = 6. Gabriela ganhou 6 figurinhas.

Importante: A palavra ganhou indica que existe uma quantidade que se acrescenta, mas não que o problema se resolve com a adição. Para saber com que operação se resolve o problema, não é suficiente saber que a história é de acrescentar. É necessário conhecer também quais são os dados e qual é a pergunta problema. Os problemas de acrescentar são resolvidos pela adição quando a quantidade desconhecida é a final.

Tirar é um dos significados da operação de subtração. Em enunciados que falam de tirar coisas, a quantidade final é a diferença entre o Em enunciados que falam de tirar coisas, a quantidade final é a diferença entre o que havia no início e o que foi tirado. Exemplificando: * Helena tinha 7 colares no pescoço e tirou 4. Quantos colares ela tem agora? Helena tinha 7 colares no pescoço. Tirou alguns e ficou com 3. Quantos colares ela tirou? Helena tinha alguns colares no pescoço. Tirou 4 e ficou com 3. Quantos colares ela tinha no pescoço? No primeiro exemplo, a quantidade de colares de helena é a quantidade que ela tinha menos a que ela tirou. Escrevemos 7-4=3. No segundo exemplo, a quantidade de colares que ela tirou é a quantidade de colares que ela tinha menos a que ela tem agora. Escrevemos 7-3, e calculamos: 7-3 = 4. O terceiro problema, no entanto, não se resolve com subtração e sim com adição. A quantidade desconhecida é o número de colares que Helena tinha no começo. Essa quantidade é igual ao que ela tem agora mais o que ela tirou. Escrevemos 3+4, e calculamos: 3+4 = 7.

indica que há uma quantidade que se subtrai, mas

não diz que o problema se resolve com subtração. É necessário conhecer também quais são os dados e qual é a pergunta do problema.

Importante: O verbo

tirar

Comparar: Juntar e separar, bem como acrescentar e tirar, correspondem aos significados mais comuns das operações Juntar e separar, bem como acrescentar e tirar, correspondem aos significados mais comuns das operações de adição e subtração. No entanto, essas não são as únicas situações que dão origem a problemas que se resolvem com tais operações. Também são resolvidos com adição ou subtração problemas como os que seguem. Exemplificando:

João tem 8 bolinhas de gude. Pedro tem 5 bolinhas a mais que João. Quantas bolinhas de gude Pedro tem? O número de bolinhas de gude que Pedro tem é igual ao número de bolinhas de gude de João, mais as 5 que Pedro tem a mais. Para saber o número de bolinhas de gude que Pedro tem, escrevemos 8+5, e calculamos: 8+5 = 13.

Revisamos: João tem 8 bolinhas de gude, Pedro tem 5 bolinhas a mais que João. 8 mais 5 é igual a 13. Então, Pedro tem 13 bolinhas de gude. Pedro tem 13 bolinhas de gude. Pedro tem 5 bolinhas de gude a mais que João. Quantas bolinhas de gude João tem? O número de bolinhas de gude que João tem é igual ao número de bolinhas de Pedro, menos as 5 que Pedro tem a mais. Então, para saber o número de bolinhas de gude que João tem, escrevemos 13-5, e calculamos: 13-5 = 8.

Importante: Nos exemplos aparece a expressão comparativa menos que , que contém a palavra menos . No entanto, um dos problemas se resolve com adição e o outro se resolve com subtração. A expressão mais que indica que uma quantidade é maior que a outra, mas não que o problema se resolve com adição, ainda que a palavra mais faça pensar em adição. Para saber com que operação se resolve o problema, não é suficiente reconhecer que no enunciado aparece a expressão menos que . É necessário saber quais são os dados e qual é a pergunta do problema, qual é a quantidade desconhecida. As operações de multiplicar e de dividir servem para resolver problemas que se apresentam em muitos tipos de situações. Ressaltamos duas: * As situações nas quais há duas coleções que estão relacionadas por uma regra: a uma determinada quantidade de uma coleção sempre corresponde uma quantidade da outra coleção. As situações em que comparamos duas quantidades, vendo quantas vezes uma é maior que a outra, ou menor que a outra, ou quantas vezes uma é maior que a outra. Exemplificando: Joana tem em seu quarto uma estante com 5 prateleiras. Colocou 8 livros em cada prateleira. Há 40 livros na estante. Os números que aparecem na história expressam quantas prateleiras há(5), quantos livros há em cada prateleira(8) e quantos livros há no total(40). Num problema como este, o total de livros é o produto do número de prateleiras pelos livros que há em cada prateleira, isto é, 5x8 = 40. Uma adição sucessiva com todas as parcelas iguais é um dos significados da multiplicação.

MULTIPLICAR: QUANTAS VEZES REPETE?

Pedro tem 48 livros. Ele vai colocar 8 em cada prateleira de sua estante. De quantas prateleiras ele precisa para guardar todos os livros na estante? A quantidade desconhecida é o número de prateleiras e os dados que temos são os livros que há em cada prateleira e o total de livros. Temos de verificar quantas vezes 8 cabe em 48. Este é um dos significados da divisão. Assim, escrevemos 48:8 e calculamos 48:8 = 6.Pedro precisa de 6 prateleiras.

DIVIDIR:QUANTAS VEZES CABE ?

Importante: o problema também pode ser resolvido se adicionarmos 8 até chegar a 48 e contando quantas vezes adicionamos 8. Também podemos resolver o problema subtraindo 8 sucessivamente de 48 até não sobra nenhum livro, e depois contamos quantas vezes subtraímos 8.

Universidade do Estado de Santa Catarina Centro de Ciências da Educação- FAED Curso de Pedagogia - 8° Fase Departamento de Metodologia de Ensino

Prática de Ensino IV

Escola Silveira de Souza Professora: Natália - 4° Série Estagiárias: Gislene Prim e Sandra Regina Pires Ferreira

UDESC

Estágio Supervisionado

Projeto de Ensino Aprendizagem

Data: 03 e 04/05/05 Estagiária Ministrante: Sandra Regina Tema(s): Produção textual e sinais de pontuação

Objetivos:

Produzir textos escritos coerentes, coesos, adequados aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;Produção textual e sinais de pontuação Objetivos: Verificar a importância da pontuação adequada para a

Verificar a importância da pontuação adequada para a compreensão de textos escritos;aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados; Aplicar com segurança a pontuação na

Aplicar com segurança a pontuação na produção de textos escritos.pontuação adequada para a compreensão de textos escritos; Conteúdos: Produção textual e sinais de pontuação.

Conteúdos: Produção textual e sinais de pontuação.

Metodologia didática:

Retomar os principais assuntos das temáticas desenvolvidas nas últimas aulas, recordar a tarefa de construção do texto falando sobre estas e colocar que iniciaremos nossas atividades fazendo uso de um desses textos;textual e sinais de pontuação. Metodologia didática: Apresentar numa transparência um texto produzido por uma

Apresentar numa transparência um texto produzido por uma criança na aula anterior sobre a temática trabalhada( Índios e Descobrimento do Brasil ) e selecionado via sorteio;nossas atividades fazendo uso de um desses textos; Fazer a leitura do texto em voz alta;

Fazer a leitura do texto em voz alta;e Descobrimento do Brasil ) e selecionado via sorteio; Após a leitura, questionar sobre o texto:

Após a leitura, questionar sobre o texto: qual o entendimento do conteúdo do texto, o que gostaram, quais os elementos encontrados no texto que facilitaram/dificultaram seu entendimento;via sorteio; Fazer a leitura do texto em voz alta; Chamar atenção para os sinais de

Chamar atenção para os sinais de pontuação.no texto que facilitaram/dificultaram seu entendimento; A ausência, o uso inadequado e o uso adequado interferem

A ausência, o uso inadequado e o uso

adequado interferem na compreensão do texto escrito ;

Distribuir impresso em folha para as crianças, o conto, ¨ Ponto de Vista ¨, que apresenta um diálogo entre os sinais de pontuação, falando sobre suas funções e os sentidos da pontuação;os sinais de pontuação. A ausência, o uso inadequado e o uso adequado interferem na compreensão

Para facilitar a compreensão dos sinais de pontuação, distribuiremos impresso em folha para as crianças, o conto, Ponto de Vista , que apresenta um diálogo entre os sinais de pontuação, falando sobre suas funções e os sentidos da pontuação;Fazer a leitura do conto: num primeiro momento em voz alta e solicitar que as

Fazer a leitura do conto: num primeiro momento em voz alta e solicitar que as crianças acompanhem na folha. No segundo momento, solicitar leitura silenciosa e posteriormente, leitura coletiva em voz alta;falando sobre suas funções e os sentidos da pontuação; Abrir conversação sobre o conto: do que

Abrir conversação sobre o conto: do que fala, quem são os personagens, o que fazem esses personagens ;silenciosa e posteriormente, leitura coletiva em voz alta; Propor atividades: identificar cada personagem e sua

Propor atividades: identificar cada personagem e sua função, realizando registro no caderno;quem são os personagens, o que fazem esses personagens ; Realizar atividades com os sinais de

Realizar atividades com os sinais de pontuação trabalhados: pontuar um texto substituindo as figuras por sinais de pontuação, construir frases, pontuando-as adequadamente e um diálogo, atentando-se para a pontuação;personagem e sua função, realizando registro no caderno; Fazer a correção das atividades propostas buscando com

Fazer a correção das atividades propostas buscando com que todas as crianças as façam adequadamente;e um diálogo, atentando-se para a pontuação; Retornar as quatro operações básicas de matemática e

Retornar as quatro operações básicas de matemática e realizar exercícios envolvendo estas quatro operações;buscando com que todas as crianças as façam adequadamente; Entregar para todas as crianças os textos

Entregar para todas as crianças os textos produzidos sobre Os Índios e o Descobrimento do Brasil para realizarem a correção segundo orientações para fazê- lo (incluindo um roteiro);e realizar exercícios envolvendo estas quatro operações; Propor que a correção do texto seja tarefa para

Propor que a correção do texto seja tarefa para casa;segundo orientações para fazê- lo (incluindo um roteiro); Brincar de stop matemático, onde as crianças realizarão

Brincar de stop matemático, onde as crianças realizarão contas com as quatro operações básicas. Cada criança receberá uma cartela, onde deverão registrar o resultado da conta solicitada pelo professor. Esta brincadeira visa desenvolver o raciocínio lógico matemático e conhecer o quanto as crianças já dominam e o que precisam ampliar ao resolvê-las.Propor que a correção do texto seja tarefa para casa; Recursos: Retroprojetor, transparências, canetas ,cartelas.

Recursos: Retroprojetor, transparências, canetas ,cartelas.

O texto selecionado.

19 de abril dia do índio

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 haviam muitos indígenas aqui. Atualmente há poucos indigenas em nosso pais. Depois que tiveram contato com o homem branco, eles foram contaminados com doenças que antes não tinham. Perderam suas terras e mudaram seus costumes.

O texto e as devidas correções para abertura das discussões sobre pontuação e compreensão ao escrevermos ou lermos um texto.

Dezenove de abril, dia do índio.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, havia muitos indígenas aqui. Atualmente há poucos indígenas em nosso país. Depois que tiveram contato com o homem branco, eles foram contaminados com doenças que antes não tinham. Perderam suas terras e mudaram seus costumes.

A respeito da construção de textos pelas crianças e a intervenção do

professor para aproximá-las da escrita convencional.

A criança aprende a escrever escrevendo. Ao interagir com o meio, ela vai construindo a escrita, evoluindo sempre de um plano menos desenvolvido para outro mais desenvolvido. Dessa forma, sua escrita vai aproximando cada vez mais de um instrumento de comunicação compreendido por todos. È preciso saber intervir no texto da criança, transformando-o, com a intenção de

aproximá-lo cada vez mais de uma escrita convencional E isso é possível por meio

de atividades de ensino-aprendizagem planejadas com essa finalidade.

Autocorreção: o processo de autocorreção tem por objetivo primordial a construção da imagem mental das palavras. Nesse caso, a ação das crianças é sobre as palavras. Ao corrigir um texto, o professor faz anotações, indicando o que deve ser reescrito. Uma forma de se preparar para a autocorreção é escrever a palavra corretamente, a lápis, acima do termo que deve ser corrigido. Ao receber o trabalho de volta, a criança deve observar as diferenças entre a palavra escrita por ela e a que o professor escreveu, comparando letra por letra. Ao encontrar uma diferença, a criança apaga apenas a letra diferente e a substitui. Em seguida, continua a comparação, pois é possível haver mais

de uma diferença na mesma palavra. Terminada a comparação, a palavra escrita pelo

professor é apagada pelo aluno. Num segundo momento, as palavras podem ser apenas marcadas por um sinal, um

número, por exemplo, e ter a sua forma correta escrita na seqüência do texto. A

criança procederá da mesma forma: comparando e substituindo as letras diferentes.

Avançando no processo de autocorreção, a criança buscará no dicionário a forma correta de escrever as palavras, que são apenas assinaladas pelo professor. Por último as marcas podem ser registradas à margem do texto. Se, por exemplo,

na primeira linha houver uma palavra escrita não - ortograficamente, o professor fará

um x à margem, nessa mesma linha. Se houver duas palavras com erros, fará xx e assim

por diante. Aqui, a criança analisa todas as palavras da linha, buscando aquela que deve ser modificada. Para confirmar, ela poderá consultar o dicionário.

A autocorreção não modifica o conteúdo da mensagem, mas aperfeiçoa a forma de

comunicá-la. Codificação: pela codificação, o professor e o aluno vão agir sobre o texto visando transformar a acentuação, a pontuação e a concordância nominal e verbal. Para desenvolver esse processo, é preciso iniciar com a convenção dos códigos, construída com os alunos da classe, de acordo com o que se pretende trabalhar. Segue um exemplo

de decodificação

Concordância nominal Concordância verbal Ponto de exclamação Ponto de interrogação

Vírgula

Dois pontos

Acentuação

Ao corrigir o texto, o professor coloca os códigos e a criança os decodifica, inserindo as devidas modificações. Em seguida, apaga os códigos colocados pelo professor. È, pois, uma estratégia de modificação da forma desenvolvida, preferencialmente, sobre o texto que já foi submetido à autocorreção. O item acentuação

tanto pode ser trabalhado em codificação como em autocorreção. Reestruturação: esta atividade é uma variante da codificação, mas com maior predomínio da ação reflexiva. Incide sobre os mesmos pontos. A diferença está na forma de realizá-la. Enquanto naquela o professor coloca os códigos para cada um dos textos das crianças e elas os decodificam corrigindo individualmente, na reestruturação

o trabalho é coletivo, com a classe toda ou um grupo de alunos atuando sobre apenas

um texto selecionado. Esse texto pode estar escrito na lousa, em transparência ou em papel, desde que seja permitido apagá-lo, riscá-lo ou sobrescrevê-lo. É interessante, ainda, que não seja muito longo, para evitar que os aluno se cansem antes de terminar a atividade.

Quando o texto estiver pronto, um aluno copia o resultado. É possível fazer cópia dos dois textos (antes e depois da reestruturação) para compará-los, colorir onde houver modificação, observar sua ¨ silhueta ¨e analisar a clareza obtida com as mudanças.

A reestruturação possibilita, portanto, reflexão sobre a forma, interferindo indiretamente

no conteúdo, na medida em que a pontuação influi na compreensão do texto.

Refacção: aqui o professor age basicamente sobre o conteúdo do texto da criança visando clarear e complementar idéias, dar coerência e coesão ao texto. Consiste em fazer intervenções, isto é, fazer perguntas, sugerir substituições, cortes e inserção de novos parágrafos.

È possível fazer a refacção de um texto coletivamente. Nesse caso, o professor

seleciona um texto significativo, fazendo as devidas intervenções por escrito; providencia cópia para todas as crianças; discute cada intervenção com a classe, levantando as possibilidades de transformação. Em seguida, os alunos escrevem o texto fazendo as modificações necessárias. Contudo, a refacção é preferencialmente uma atividade individualizada, pois cada criança tem um estilo próprio, um jeito de criar e concatenar idéias. Por isso, as respostas às intervenções acabam sendo específicas, diferentes de pessoa para pessoa. Reescrita: uma atividade interessante consiste em pedir que a criança reescreva

um texto a partir de outro, conservando o conteúdo. De um poema, pode-se escrever uma prosa e vice-versa. De uma narrativa, pode-se escrever uma notícia ou relato. Outra possibilidade é propor que os alunos passem para o discurso indireto um texto que está em discurso direto.

O essencial é a conservação do conteúdo de algo lido, ouvido ou visto em outra

forma apresentada pela criança. Uma vez que essa atividade não implica a criação de idéias, pode se concentrar na forma, ou seja, no modo de organizar a mensagem por escrito.

A atividade pode ser tanto individual quanto coletiva, envolvendo pelo menos

duas etapas. Na primeira, o professor fornece um conteúdo por escrito, oralmente ou

apresentando um texto extraverbal, e, em seguida, a criança escreve seu texto. Na segunda, ele faz intervenções de autocorreção, de decodificação ou de refacção e o aluno realiza as devidas modificações.

ele faz intervenções de autocorreção, de decodificação ou de refacção e o aluno realiza as devidas

Exemplo: as crianças assistem em vídeo ao filme A Bela e a Fera; em seguida, elas escrevem o conto com suas próprias palavras; só então o professor organiza atividades de autocorreção, codificação ou refacção. Reconstrução: reconstruir é modificar o conteúdo da primeira versão de uma escrita realizada pelo aluno ou por qualquer autor. Se estivermos analisando uma narrativa, por exemplo, podemos sugerir ao autor que acrescente uma personagem, que mude a ação de outra, que altere os diálogos entre duas personagens, que modifique o início e o desfecho da história, que altere o foco narrativo, que acrescente elementos ao ambiente ou fale mais sobre a personagem. São orientações que podem ser colocadas na proposta para a escrita ou na própria redação. Essa forma de aprofundar o texto pode também ser feita coletiva e oralmente, sobre apenas um texto. Depois de levantar as possíveis idéias, a classe realiza o trabalho individualmente, em duplas ou formando grupos pequenos. A atividade de reconstrução pode ser combinada com a escrita. Nesse caso, as orientações podem ser colocadas nas propostas de escrita. Por exemplo: ¨Reescreva a historia do Chapeuzinho Vermelho, inventando outra personagem para substituir o lobo ¨. A reconstrução também pode ocorrer a partir do texto original da criança. Auto- avaliação: ao acabar de escrever o texto, a criança faz uma revisão, com o apoio de um roteiro com perguntas sobre o conteúdo e a forma do texto solicitado. Essas perguntas visam levar a criança a refletir sobre a sua escrita ainda no rascunho, para que possa alterá-la antes de passar a limpo. Para isso, o professor, ao propor a escrita de um determinado texto, já prepara também a ficha que deve der distribuída a cada criança, colocada na lousa, projetada ou escrita em cartolina e exposta na sala de aula. Depois que o aluno responder às perguntas da ficha, pode refazer o texto(segunda versão) incluindo aspectos do conteúdo e da forma esquecidos na primeira.

 

Auto- avaliação

Texto narrativo

Estrutura do texto Coloquei personagens

principal e secundárias?

Sim

Não

Caracterizei as personagens?

     

Descrevi o ambiente?

   

Marquei o tempo?

   

Criei o conflito?

   

Escrevi o clímax?

   

Coloquei o desfecho?

   

Relacionei a caracterização das personagens e do Ambiente com outras partes da história?

   

Conservei o foco narrativo?

     

O meu texto está de acordo com a proposta? Forma Coloquei o título?

     

Fiz parágrafos?

   

Utilizei o ponto - final?

   

Utilizei o ponto de exclamação, se necessário?

   

Utilizei o ponto de interrogação, se necessário?

   

Utilizei dois - pontos e travessão, se necessário?

   

Fiz alguma substituição de nomes por pronomes? Usei letras maiúsculas nos nomes próprios?

Depois do ponto

final? No início dos parágrafos?

Fiz alguma substituição por sinônimos para não repetir muitas vezes a mesma palavra?

Separei corretamente as sílabas nos finais de linha? Apresentação Minha letra está legível?

Meu trabalho está limpo?

Destaquei algumas palavras?

Destaquei o título?

Referência: NASPOLINI, Ana Tereza. Didática de Português: Tijolo por Tijolo. São Paulo: Ed FTD, 1997.

Escola Silveira de Souza Data:

Aluno(a):

Pontos de vista

Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de português quando estourou a discussão.

- Esta história já começou com um erro

-

- Deveriam me colocar antes da palavra quando respondeu a Vírgula.

- Concordo! disse o Ponto de Exclamação. O certo seria: Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão .

- Viram como eu sou importante? disse a Vírgula.

- E eu também comentou o travessão. Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.

- E nós? protestaram as Aspas.- Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.

- O mesmo digo eu comentou o Dois Pontos. Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.

- Estamos todos a serviço da boa escrita!

- Disse o Ponto de Exclamação. Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocares corretamente , vira uma confusão com agora!

- Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase disseram as Reticências. Ou dar margem para outras interpretações

- É verdade- disse o Ponto. Uma pontuação errada muda tudo.

- Se eu aparecer depois da frase a guerra começou disse o Ponto de Interrogação- é apenas uma pergunta, certo?

- Mas se eu aparecer no seu lugar disse o Ponto de Exclamação é uma certeza: A guerra começou!

- Olha nós aí de novo disseram as Aspas.

- Pois eu estou presente desde o comecinho disse o Travessão.

- Tem hora em que , para evitar conflitos , não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois disse o Ponto e Vírgula. E aí entro eu.

- O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz

- Então, que nos usem direito!

disse a Vírgula.

Ora, por quê?

Perguntou o Ponto de Interrogação.

disse a Vírgula.

disse o Ponto Final. E pôs fim a discussão.

João Anzanello Carrascoza.

Escola Silveira de Souza Data:

Aluno(a):

Pontuação

Para reproduzir, na linguagem escrita, os inumeráveis recursos da fala, contamos com uma série de sinais gráficos denominados sinais de pontuação. São eles:

O ponto(.):é usado para finalizar qualquer tipo de frase, exceto as interrogativas

e as exclamativas. Exemplo: Estudo na Escola Silveira de Souza.

O

ponto de interrogação(?): finaliza frases em que são feitas perguntas.

Exemplo:

- Você gosta de ler gibis ?

O ponto de exclamação(!): finaliza frases que expressam sentimentos e

emoções. Exemplo: - Ah! entendi!

A vírgula(,): indica uma pequena pausa na leitura. Exemplo: Florianópolis, 03

de Maio de 2005.

O ponto e vírgula(;): o ponto e vírgula marca uma pausa mais longa do que a

vírgula, no entanto menor que a do ponto. Por ser um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Exemplo: Ela prefere brincar; eu,

estudar.

As aspas( ): indicam a cópia de um texto, um trecho, ou citações alheias.

Isolam palavras ou expressões populares, etc. Mostram que uma palavra está sendo

utilizada em sentido diverso do habitual. Dão destaque a uma palavra ou expressão.

. A professora disse: Estudar é preciso, para conseguirmos entender todos os

conteúdos.

as reticências indicam que a frase foi interrompida e para

marcar fala desconexa, própria de quem está nervoso ou inseguro. Exemplos: - Ricardo,

o que você acha do Não sei

O travessão( _ ): indica a fala da personagem Exemplo: - Aprendemos muito

com vocês. Os dois pontos(:): anunciam a fala de alguém, indicam uma enumeração e

Exemplos: Ele estava

numa boa

As

reticências(

):

Talvez

Logo te digo

anunciam uma citação. Exemplos: Bruna falou: - Coleciono figurinhas. Os gibis preferidos de Pedro são: da Turma da Mônica, do

Cascão, do Cebolinha

São muito

especiais.

): servem para isolar explicações, indicações ou comentários

acessórios. Exemplo: Ela (a escola) é o nosso segundo lar.

A respeito das crianças, as estagiárias falaram:-

Os parênteses (

Escola Silveira de Souza Data:

Aluno(a):

Atividades

1-Copie o texto substituindo as figuras pelos sinais correspondentes:

  - : ! por ?
 

-

  - : ! por ?

:

  - : ! por ?

!

  - : ! por ?

por ?

  - : ! por ?

por

,

por

.

por

por

por

 

por

Como se Fosse Dinheiro

Todos os dias

lanche

  por Como se Fosse Dinheiro Todos os dias lanche Catapimba levava dinheiro para a escola

Catapimba levava dinheiro para a escola para comprar o  por Como se Fosse Dinheiro Todos os dias lanche Chegava no bar comprava um sanduíche

Chegava no bar

levava dinheiro para a escola para comprar o Chegava no bar comprava um sanduíche e pagava

comprava um sanduíche e pagava para seu Lucas

Mas

seu Lucas nunca tinha troco

Mas seu Lucas nunca tinha troco

O

menino

leva uma bala que eu não tenho troco

leva uma bala que eu não tenho troco

Um

dia

Catapimba reclamou para seu Lucas

Catapimba reclamou para seu Lucas

Um dia Catapimba reclamou para seu Lucas
troco Um dia Catapimba reclamou para seu Lucas Seu Lucas eu não quero bala quero meu
troco Um dia Catapimba reclamou para seu Lucas Seu Lucas eu não quero bala quero meu

Seu Lucas

eu não quero balaUm dia Catapimba reclamou para seu Lucas Seu Lucas quero meu troco em dinheiro Ora Ah

reclamou para seu Lucas Seu Lucas eu não quero bala quero meu troco em dinheiro Ora

quero meu troco em dinheiro

Seu Lucas eu não quero bala quero meu troco em dinheiro Ora Ah menino eu não
Ora Ah menino eu não sei
Ora
Ah
menino
eu não sei

Ora

eu não tenho troco

Que é que eu posso fazer

não sei Ora eu não tenho troco Que é que eu posso fazer Só sei que

Só sei que eu quero o meu troco em dinheiro

meninoeu posso fazer Só sei que eu quero o meu troco em dinheiro Ora essa bala

Ora essa

Só sei que eu quero o meu troco em dinheiro menino Ora essa bala é como

bala é como se fosse dinheiroSó sei que eu quero o meu troco em dinheiro menino Ora essa Catapimba ainda reclamou

Catapimba ainda reclamou umas duas ou três vezes A resposta era sempre a mesma

umas duas ou três vezes A resposta era sempre a mesma Ora não gosta de bala

Ora não gosta de bala

Aí

menino

era sempre a mesma Ora não gosta de bala Aí menino bala é como se fosse

bala é como se fosse dinheiro

não gosta de bala Aí menino bala é como se fosse dinheiro Então leve um chiclete
não gosta de bala Aí menino bala é como se fosse dinheiro Então leve um chiclete

Então

de bala Aí menino bala é como se fosse dinheiro Então leve um chiclete se apareceu

leve um chiclete se

bala é como se fosse dinheiro Então leve um chiclete se apareceu com um o Catapimba

apareceu com um

o Catapimba resolveu dar um jeito

se apareceu com um o Catapimba resolveu dar um jeito No dia seguinte embrulhão debaixo do

No dia seguinte

embrulhão debaixo do braço

Os colegas queriam saber o que era

debaixo do braço Os colegas queriam saber o que era Catapimba ria e respondia Na hora
debaixo do braço Os colegas queriam saber o que era Catapimba ria e respondia Na hora

Catapimba ria e respondia

Na hora do recreio

saber o que era Catapimba ria e respondia Na hora do recreio vocês vão ver E

vocês vão ver

E

Catapimba comprou um lanche

uma galinhado recreio vocês vão ver E Catapimba comprou um lanche na hora do recreio todo mundo

na hora do recreio todo mundo viu

um lanche uma galinha na hora do recreio todo mundo viu menino Na hora de pagar

menino

lanche uma galinha na hora do recreio todo mundo viu menino Na hora de pagar abriu

Na hora de pagar

abriu o embrulho

todo mundo viu menino Na hora de pagar abriu o embrulho E tirou de dentro Botou
todo mundo viu menino Na hora de pagar abriu o embrulho E tirou de dentro Botou

E

tirou de dentro

Botou a galinha em cima do balcão

E tirou de dentro Botou a galinha em cima do balcão Que é isso É perguntou

Que é isso

É

perguntou seu Lucas

seu Lucas

cima do balcão Que é isso É perguntou seu Lucas seu Lucas para pagar o sanduíche

para pagar o sanduíche

Galinha é como se fosse dinheiro

seu Lucas seu Lucas para pagar o sanduíche Galinha é como se fosse dinheiro O senhor

O senhor me dar troco

seu Lucas seu Lucas para pagar o sanduíche Galinha é como se fosse dinheiro O senhor

por favor

seu Lucas seu Lucas para pagar o sanduíche Galinha é como se fosse dinheiro O senhor

Rocha

Ruth

2-

Ao ler o texto da questão 1, responda e dê sua opinião:

a.

Catapimba era um menino inteligente, que não se deixava levar na conversa? Por quê?

b.

Como você reage quando lhe dão como troco balas, chicletes?

c.

Quando possível o freguês deve facilitar o troco. Já o comerciante deve providenciar o troco. Você concorda? Justifique sua resposta.

3-

Use a vírgula para marcar as pausas:

a-

Na cantina de seu Lucas havia sanduíches sucos balas e chicletes para vender.

b-