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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL Desenvolvimento de Modelo

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

Desenvolvimento de Modelo Qualitativo para Análise de Susceptibilidade à Erosão dos Solos, por meio de Ferramenta de Geoprocessamento.

Estudante: Marcos Paulo Ribeiro Kern

-

Matrícula: 06/90881

Orientador: Prof. D.sc. Eraldo Aparecido Trondoli Matricardi Co-orientador: M.sc. Felipe Ponce de Leon Soriano Lago

Monografia apresentada ao Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília como parte das exigências para obtenção do título de Engenheiro Florestal.

Brasília - DF, Julho de 2011

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL Desenvolvimento de Modelo

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

Desenvolvimento de Modelo Qualitativo para Análise de Susceptibilidade à Erosão dos Solos, por meio de Ferramenta de Geoprocessamento.

Discente: Marcos Paulo Ribeiro Kern

Menção:

Banca Examinadora

DSc. Eraldo Trondoli Matricardi Orientador

Matrícula: 06/90881

MSc. Felipe Ponce de Leon Soriano Lago Co-orientador

Prof. Dr. Henrique Marinho Leite Chaves

Examinador

Brasília - DF,15 de Julho de 2011

Agradecimentos

Agradeço a minha mãe e tia por terem me educado e me dado todo o apoio necessário durante diversas fases da vida e, especialmente, durante a fase de graduação. Por terem me incentivado a seguir em frente e me indicado os melhores caminhos a seguir para a formação de um bom profissional, futuro engenheiro florestal. Por todas as oportunidades que me proporcionou, lições que deu, portas que abriu e momentos que passamos agradeço muito a você Mãe.

A Ecotech Tecnologia Ambiental e Consultoria Ltda. e sua equipe por terem confiado na minha capacidade e investido na minha formação acadêmica e profissional e por todas

oportunidades de aprendizagem que tive nestes últimos dois anos junto a vocês. É importante ver como se aplica o aprendizado no mercado para produzir um profissional capacitado e responsável. Especialmente aos colegas Daniel Freire, Andréia Dourado, Raidan Amorim e George Gonçalves por terem sempre tido paciência comigo e dividido momentos engraçados

e momentos de reflexão. Acima de tudo ao engenheiro e amigo Roberto Morhy que apostou na minha capacidade me indicando para fazer parte da equipe Ecotech.

Aos meus amigos e amigas agradeço do fundo do coração por me proporcionarem as mais variadas experiências na vida e colaborarem para o desenvolver do indivíduo. Por me apoiarem e se mostrarem presentes durantes todos os momentos necessários nesses últimos seis anos que estamos juntos. Principalmente por terem estado sempre ao meu lado durante as mais difíceis decisões e as mais empolgantes festas. Especialmente, um forte abraço aos amigos Marcelo Eduardo Barreto, Vitor Alves, Carolina Caribé, Carlos Rodrigo Santos, João Paulo Soares, Letícia Vieira, Antônia Cleany, Giulia Fernandes, Jonathan Pires, Ronnie Junior, Carlos Alberto Rizzi, Danielle Lima e sua chará Sodré, Gabriela Lins, Nicolas Reymond, Fulvio Vicentini, Tainá Fernandes e Felipe Caldas.

Finalmente, Aos colegas de curso por terem me acompanhado durante todos estes anos

e por terem me ajudado nos momentos mais difíceis e compartilhado os de alegria “Uhul

Passei em Estruturas”. Por terem colaborado fortemente para minha formação. Especialmente aos que estiveram mais intimamente ligados com este trabalho, Jorlei Marciell e Daniel Eugênio Araújo. Por fim um grande abraço aos docentes do departamento de engenharia florestal por todo o conteúdo transmitido e sua qualidade e sua importância para o engenheiro florestal. Enfim, a todos, muito obrigado por tudo.

Resumo

O objetivo do presente trabalho foi desenvolver um modelo qualitativo de análise da susceptibilidade à erosão hídrica de áreas. Tendo em vista que a erosão é um problema crescente e muito corriqueiro se faz necessário a análise da susceptibilidade natural dos meios a sua ocorrência. A susceptibilidade de locais a erosão está intimamente ligada com os fatores que a fazem variar. Estes fatores podem ser interpretados de forma quantitativa, a partir da quantidade de solo perdida por ano, ou qualitativa, através do grau de vulnerabilidade da área. Gestores e técnicos da área ambiental e afins, geralmente, buscam por modelos de análise da susceptibilidade à erosão como ferramenta. Estes modelos devem responder qual grau de susceptibilidade daquela região e como ele varia localmente. Regiões de alta susceptibilidade à erosão geralmente são alvo de estratégias para evitar as erosões e pesquisas mais aprofundadas do risco de degradação permanente do solo. Utilizando modelos de análise de susceptibilidade à erosão é possível identificar as regiões mais susceptíveis e tomar medidas preventivas para evitar que processo erosivo danifique permanente o solo.

O advento dos SIG’s (Sistemas de Informação Geográfica) e o avanço das tecnologias de coleta de dados em campo tornou possível a formação de bancos de dados vastos e bem fundados. Os SIG’s são capazes de sobrepor diversas camadas de informações georreferenciadas e correlacioná-las para se entender como funcionam fenômenos como a erosão.

A erosão é um fenômeno complexo dependente de diversos fatores físicos. Baseando- se nos principais fatores dos quais a erosão depende como: O solo; A chuva; A topografia e a Cobertura do solo e utilizando as ferramentas do geoprocessamento para obter todos estes dados, foi possível desenvolver um modelo de análise da susceptibilidade a erosão do solo. Inicialmente cada fator foi analisado e classificado de acordo com sua variação. Em seguida eles receberam notas para seus grupos de classes. Posteriormente foram sobrepostos e as notas de cada unidade de paisagem foi feita somando-se as notas de cada fator nesta unidade. As unidades foram agrupadas em cinco classes qualitativas de acordo com sua nota final e por fim o DF foi mapeado com o uso deste modelo. A partir da análise do DF foi possível distinguir as áreas mais susceptíveis a erosão como: a região dos condomínios do colorado e do lago sul. Finalmente, o modelo foi aplicado no Parque Ecológico Asa Sul para verificar sua versatilidade e foi observado que o parque em geral não é muito susceptível a erosão.

Abstract

This study intended to develop a qualitative model for the analysis of susceptibility to water erosion of areas. Since erosion is a growing problem and very ordinary, it is necessary to analyze the susceptibility of the natural resources for its occurrence. The susceptibility of places to erosion is closely linked to factors that do vary. These factors can be interpreted quantitatively, based on the amount of loss of soil per year, or qualitative, by the degree of vulnerability of the area. Managers and technicians in the environmental area and correlate areas seek for models that analyzes the susceptibility to erosion as a tool. These models must answer what the degree of susceptibility of that region and how it varies locally. Regions of high susceptibility to erosion are often the target of strategies to prevent erosion and further research of the risk of permanent degradation of soil. Using models for analysis the susceptibility to erosion is possible to identify regions more susceptible and take preventive measures to prevent erosion damage to be permanent to the ground.

The advent of GIS (Geographic Information Systems) and advancing technologies for data collection in the field made possible the formation of large databases and well-founded. GIS's are able to overcome several layers of georeferenced information and correlate them to understand how they work phenomena such as erosion.

Erosion is a complex phenomenon that varies depending on its physical factors. Based on the main factors of which the erosion depends on as, the soil, rain, topography and ground cover and using geoprocessing tools for all these data, it was possible to develop a model for analysis of the susceptibility of soil to erosion . Initially, each factor was analyzed and ranked according to their variation. Then they received grades for their class groups. Later, they were superimposed and the grades of each landscape unit was made by adding the scores of each factor on this unit. The units were grouped into five quality classes according to their final grade and finally the DF was mapped using this model. From the analysis of the DF was possible to distinguish the areas most susceptible to erosion as the region of Colorado and south lake condominiums. Finally, the model was applied to the Ecological Park South Wing to check it’s versatility and was possible to observe that the park is generally not much susceptible to erosion.

Sumário

Agradecimentos

3

1 Introdução

8

2 Problema

10

3 Objetivos

11

3.1 Gerais

11

3.2 Específicos

11

4 Justificativa

11

5 Revisão Bibliográfica

12

5.1 O Processo Erosivo

12

5.2 Fatores Influentes na Erosão

13

5.2.1 FATOR CLIMÁTICO CHUVAS (EROSIVIDADE)

13

5.2.2 FATOR SOLO (ERODIBILIDADE DOS SOLOS)

14

5.2.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

15

5.2.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

16

5.3 Geoprocessamento

6 Materiais e Métodos

6.1 Áreas de Estudo:

17

19

19

6.1.1 Geral

19

6.1.2 Específica

20

6.2 Base de Dados:

21

6.3 O Modelo Conceitual

22

6.3.1 FATOR CLIMÁTICO CHUVAS (EROSIVIDADE)

23

6.3.2 FATOR SOLO (ERODIBILIDADE DOS SOLOS)

24

6.3.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

26

6.3.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

27

7 Resultados e Discussão

28

7.1.1

FATOR CLIMÁTICO (CHUVAS)

28

7.1.2 FATOR SOLO (ERODIBILIDADE)

29

7.1.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

31

7.1.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

32

7.2 Integração dos Fatores e Análise do Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF 33

7.3 Susceptibilidade à Erosão no Parque Ecológico da Asa Sul

34

7.3.1 FATOR CLIMÁTICO (CHUVAS)

35

7.3.2 FATOR SOLOS (ERODIBILIDADE)

36

7.3.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

36

7.3.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

36

7.4 Integração dos Fatores e Análise do Mapa de Susceptibilidade à Erosão do

Parque Ecológico Asa Sul

38

8

Conclusões

39

Referências

40

8

1

Introdução

O termo “Erosão” é originado do latim “erodere”, cujo significado principal é corroer, embora tenha outras variadas definições. (Welter e Bastos, 2003). Segundo Bertoni e Lombardi Neto (1999), a erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo, causado pela água e pelo vento.

Para, Welter e Bastos (2003), a erosão é um conjunto de processos pelos quais os materiais da crosta terrestre são degradados, dissolvidos ou desgastados e transportados de um ponto a outro mais baixo pelos agentes erosivos, tais como as geleiras, os rios, o vento ou a chuva.

Segundo Bertoni e Lombardi Neto (1999), em torno de 15% dos solos do planeta são atingidos por vários tipos de degradação, a maioria originadas pela erosão hídrica. Os autores, ainda, indicam que a erosão hídrica é o tipo de erosão responsável por 56% da degradação dos solos do mundo. A água, sendo o principal agente erosivo no Brasil, gera perdas de solo de 1,8 e 3,0 milhões de hectares segundo dados da (SBS, 2004). (Sociedade Brasileira de Silvicultura)

Mais especificamente, o crescimento urbano acelerado no Distrito-Federal tem provocado um excesso de superfícies impermeabilizadas, que reduzem a infiltração de águas das chuvas, aumentando os riscos de erosão, compactação e deslizamentos de solos, bem como alagamentos de córregos e ruas. (PEDRON et. al., 2004).

De acordo com Cook (1988), em um dos primeiros trabalhos sobre erosão, os principais fatores que afetam o processo seriam: erodibilidade do solo; erosividade da chuva; e cobertura vegetal. Porém, futuramente outros autores vieram a complementar o estudo sobre os fatores físicos influentes no processo erosivo e indicaram mais fatores, como: comprimento de rampa; declividade; e práticas conservacionistas.

Wischmeier e Smith (1978) produziram o trabalho mais bem conceituado do tema ao desenvolverem a USLE (Universal Soil Loss Equation) Equação Universal de Perdas de Solo. Nesse trabalho, os autores conseguiram reunir todos os fatores físicos influentes no processo erosivo e propuseram que estes fatores influenciariam igualmente na quantidade de solo perdida pela erosão. Portanto, não é possível afirmar que a chuva teria uma maior influência na erosão do que o tipo de solo. Os fatores abordados pela USLE são: R(Erosividade das

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chuvas); K(Erodibilidade dos solos); L(Comprimento de rampa); S(Declividade); C(Uso/Manejo do solo); e P(Práticas Conservacionistas). Ainda, de acordo com Welter & Bastos (2003) podemos agrupar os fatores influentes na erosão em quatro classes: fatores climáticos (chuva, temperatura, radiação solar e vento); fatores topográficos (declividade e o comprimento de rampa); fator vegetação (cobertura vegetal) e fator solo (erodibilidade do solo).

Portanto, para analisar a susceptibilidade de uma determinada região a erosão hídrica, deve-se levantar vários parâmetros físicos e avaliá-los conjuntamente. Além disso, é necessário que se tracem parâmetros básicos para se avaliar o quanto uma região é mais ou menos susceptível. Desta forma se faz necessário comparar os fatores físicos dentro de sua variedade particular e entre si. Assim é possível chegar a conclusões esclarecedoras em relação à susceptibilidade a erosão do solo.

A partir de meados do século XX, com advento da tecnologia da informação e do desenvolvimento de hardwares, surge a possibilidade de se armazenar, processar e gerar informações espaciais digitalmente. Isso possibilitou o desenvolvimento técnico e metodológico das geotecnologias. (da Silva, 2010). E, com o advento dos SIG’s e o avanço das coletas de dados em campo e georreferenciamento dos mesmos, as bases de dados tem crescido e tornado possível avaliar a susceptibilidade de regiões à erosão do solo.

Pelletier, (1985) ressalta que uma grande quantidade de dados de sensoriamento remoto e auxiliares estão disponíveis ou podem ser determinados com a tecnologia existente para avaliar problemas como a degradação ambiental e a erosão do solo.

Desta forma, neste estudo serão obtidos e analisados dados secundários dos fatores físicos e sua variação para o DF e, a partir de modelagem e integração de dados espaciais, será gerado um mapa de susceptibilidade a erosão. Porém a forma com que cada fator poderá variar será diferente e deverá ser levada em consideração no momento que os fatores são conjugados.

Portanto este trabalho visa reunir os dados secundários de fatores físicos que interferem na susceptibilidade a erosão hídrica para o DF, tratar os dados quanto a sua variedade de classes e sua relação com os outros fatores, juntar estas informações de forma coerente e apresentar um mapa de susceptibilidade a erosão para o DF. Para isto este estudo

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visa propor classes qualitativas de susceptibilidade a erosão, ponderadas de acordo com a variação dos fatores físicos, que influem no risco de erosão, para diferentes locais.

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Problema

A erosão dos solos é um problema crescente e conhecido no Brasil e, mais especificamente, também no Distrito Federal. Para se buscar alternativas de combater os processos erosivos existentes e evitar que novas erosões ocorram ou se tornem severas, é necessário mapeá-las para identificar a sua localização e as áreas de maior susceptibilidade aos processos erosivos. Com base nestas informações, os gestores públicos e privados poderão tomar medidas que evitem erosões severas, que prejudicam tanto o local onde se encontra a erosão, quanto à bacia hidrográfica correspondente.

Para mapear áreas, atualmente, são utilizados modelos de geoprocessamento para avaliar a susceptibilidade dos solos à erosão. Estes modelos podem ser quantitativos ou qualitativos. Modelos quantitativos não dão respostas tão diretas para a questão, estes indicam possíveis quantificações da erosão em áreas e demandam uma onerosa variedade de dados primários. Já modelos qualitativos são de mais fácil interpretação pelo observador e se pode obtê-los a partir de dados considerados mais básicos e acessíveis.

Portanto,

modelos

qualitativos

podem

ser

desenvolvidos

para

que

se

possam

identificar áreas onde a susceptibilidade a erosão é potencialmente mais alta.

Estes modelos devem ser suficientemente sensíveis as variações existentes no meio ambiente para avaliar a susceptibilidade das áreas mapeadas. Diante do exposto anteriormente, tem-se as seguintes questões:

É possível desenvolver um modelo de análise de susceptibilidade à erosão que apresente consistência e coerência com a sensibilidade da mudança do meio ambiente no Distrito Federal?

Quais variáveis que melhor representam o risco de erosão em um modelo que descrevesse a susceptibilidade a erosão no DF?

Quais as áreas de maior risco potencial a erosão no DF?

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3 Objetivos

3.1 Gerais

Desenvolver um modelo qualitativo de análise de susceptibilidade a erosão dos solos, por meio de ferramentas de geoprocessamento, que seja suficientemente sensível as variações do meio e versátil.

Mapear o DF utilizando os parâmetros do modelo desenvolvido e validar versatilidade em uma área de estudo pequena dentro do DF.

3.2 Específicos

sua

Determinar os fatores que melhor representam a susceptibilidade à erosão e abordá-las na análise do DF;

Avaliar o comportamento destas variáveis no DF e mapear a susceptibilidade a partir delas;

Dividir as classes presentes em cada variável que determina a susceptibilidade do solo a erosão, compará-las e relacioná-las entre si;

Gerar uma tabela de pontuação para cada classe de cada variável e pontuar as classes de forma coerente;

Identificar as áreas de maior risco de erosão;

4 Justificativa

Este trabalho apresenta-se com grande potencial para a avaliação da conservação de áreas, pois, a erosão dos solos é de extrema relevância na conservação dos solos e assoreamento dos rios. Poucos trabalhos tratam deste tema, especificamente, para o DF, em especial relacionados à modelos qualitativos de análise de susceptibilidade a erosão, suficientemente sensíveis as variações existentes no meio. Portanto esta proposta de pesquisa busca relacionar as variáveis que determinam a susceptibilidade de um local de forma sensível, utilizando classes de susceptibilidade que sejam menos abrangentes e mais específicas. Desta forma os gestores e técnicos da área ambiental, poderão dar ênfase na conservação de locais de maior susceptibilidade a erosão, sem se preocupar com a alta abrangência das classes tratadas.

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5 Revisão Bibliográfica

5.1 O Processo Erosivo

Erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo que pode ser causado pela água ou pelo vento (Berto e Lombardi Neto, 1990).

De acordo com Toy e Hadley (1987) apud Cunha (1997), a erosão dos solos é um processo “normal” no desenvolvimento da paisagem, sendo responsável pela remoção do material de superfície por meio do vento, do gelo ou da água.

Para Welter & Bastos (2003), podemos considerar erosão como um conjunto de processos pelos quais os materiais da crosta terrestre são removidos e transportados de um ponto a outro por agentes erosivos como: as geleiras, os rios, o vento ou a chuva.

A perda de solo que é causada pela chuva, é feita pelo escoamento superficial produzido pelo excedente das águas que transportam os sedimentos, nutrientes e agroquímicos para os cursos de água. (GARCIA et al, 2002).

A erosão hídrica é um dos problemas mais sérios da agricultura, pois reduz a capacidade produtiva do solo, transporta sedimentos e nutrientes, causando problemas na qualidade e disponibilidade de água. (Merten et al., 1995). Além disso, a desagregação, transporte e arraste de sedimentos causam enxurradas que destroem vastas áreas e terminam por assorear os corpos d’água.

A ação das gotas de chuva, diretamente ou por meio de gotejamento, causa a erosão por salpicamento (splah) e quando o solo não consegue mais absorver a água, o excesso começa a se mover, provocando erosão através do escoamento superficial (runoff). (Guerra e Cunha, 1998).

A chuva é um dos fatores climáticos de maior importância na erosão dos solos, e ela atua a partir do impacto das gotas de chuva e o conseqüente arraste de partículas do solo. (Cruz, 2003). No Brasil que conta com clima tropical, os processos erosivos, se tornam de difícil controle, devido a altos índices pluviométricos e má distribuição de ocorrências de chuvas.

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A erosão geralmente é dividida em dois tipos principais. São eles a Erosão Laminar ou

Erosão entre sulcos e a Erosão em sulcos, que possui dois níveis de intensidade, ravinas e

voçorocas.

A erosão laminar ocorre quando a água carrega camadas uniformes de solo, carreando

todo um plano composto por partículas de solo. A Este tipo de erosão é geralmente imperceptível a olho nu, mas ocorre com muita frequência. Segundo Resende e Almeida (1985) ocorrem quando as gotas de chuva, ao se precipitarem sobre o solo, rompem seus grânulos e torrões transformando-os em pequenas partículas e diminuindo a capacidade de

infiltração do terreno.

Erosão em sulcos é a erosão causada pela concentração do escoamento superficial. Consiste essencialmente no desenvolvimento canais onde o fluxo superficial se concentra e forma sulcos no terreno. (Chuquipiondo, 2007).

A erosão é um processo que depende de vários fatores físicos do meio que variam

regionalmente. Wischmeier e Smith (1978) foram os autores que obtiveram maior sucesso na descrição e predição do processo erosivo em meio aos seus fatores dependentes. Os fatores que determinam a erosão hídrica dos solos são apresentados abaixo de acordo com o exposto por (Wischmeier e Smith, 1978).

5.2 Fatores Influentes na Erosão

5.2.1 FATOR CLIMÁTICO CHUVAS (EROSIVIDADE)

O fator erosividade (R) é um índice que expressa à capacidade da chuva em erodir

uma área de terra nua. Esta variável indica a força que as chuvas têm para causar erosão.

A erosividade é produto de duas características da chuva: sua energia cinética total e

sua intensidade máxima em trinta minutos. Esse produto representa um termo de interação que mede o efeito de como a erosão por impacto e a turbulência se combinam com a enxurrada para desprender e transportar partículas de solo. (Bertoni e Lombardi Neto, 1999).

Lal (1988, p. 150) coloca que a força dos agentes de erosão, os quais causam a desagregação do solo e seu transporte é chamada de erosividade. A erosividade da chuva é devida, parte ao impacto direto das gotas de chuva, e parte ao escoamento que a chuva gera. A capacidade de a chuva causar erosão do solo é atribuída à proporção e distribuição dos pingos d’água, segundo a carga de energia da chuva. A erosividade de uma chuva é atribuída à sua

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energia cinética ou momentum, parâmetros facilmente relacionados à intensidade da chuva ou à sua quantidade total.

5.2.2 FATOR SOLO (ERODIBILIDADE DOS SOLOS)

A erodibilidade pode ser definida como a susceptibilidade do solo à erosão superficial, de modo que as partículas de solo são desprendidas e transportadas pela ação do fluxo hídrico superficial concentrado (Barros 2005). É um valor inerente a cada solo e está diretamente relacionada aos seus parâmetros físicos.

Para simplificar o entendimento desta variável, se pode denotar, que a erodibilidade de um solo, nada mais é que a sua facilidade para o desprendimento e carreamento. Trata-se do quanto às partículas do solo são susceptíveis ao desprendimento do bloco de solo e do carreamento pela enxurrada.

De acordo com Bertoni e Lombardi Neto (1993), as diferenças relacionadas ás propriedades do solo permitem que alguns solos sejam mais erodidos que outros ainda que variáveis como chuva, declividade, cobertura vegetal e práticas de manejo sejam as mesmas.

Pela experiência prática, é sabido que solos mais argilosos são menos erodíveis, pois são mais coesos e possuem partículas menores. Já solos mais arenosos são facilmente desagregados e erodidos. A partir daí, podemos deduzir que é mais difícil encontrar um impacto suficientemente forte para desagregar partículas do que uma enxurrada suficientemente forte para carreá-las.

Partindo destes conceitos, pode-se concluir que a erodibilidade de um solo não está tão fortemente ligada ao seu tipo, pois o tipo do solo é geralmente determinado por seu perfil, cor e profundidade. Este valor depende de fatores físicos importantes como granulometría, estruturação, porosidade, profundidade, quantidade de matéria orgânica, entre outros.

De acordo com Bertoni e Lombardi Neto (1993), as propriedades do solo que influenciam na erodibilidade são aqueles que afetam a infiltração, a permeabilidade, a capacidade total de armazenamento de água e aquelas que resistem às forças de dispersão, salpico, abrasão e transporte pelo escoamento.

Scopel (1977) constatou que a granulometria, permeabilidade e estrutura do solo exercem grande influência na determinação de tal propriedade.

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Existem três maneiras de se determinar a erodibilidade do solo. A primeira envolve a determinação do fator K em condições de campo, sob chuva natural, a qual é onerosa e muito demorada. O segundo método é semelhante ao primeiro, porém baseia-se na quantificação do fator K em razão das perdas de solo e do fator erosividade, sob condições de chuva simulada. O terceiro método baseia-se em regressões múltiplas que contenham como variáveis independentes, atributos do solo correlacionados com o fator K obtido pelos dois métodos anteriores, tidos como padrões.

A carência de dados básicos e a indefinição do melhor método para determinação da

erodibilidade de maneira indireta, que possibilite enquadrar os solos em classes de resistência à erosão, constituem problemas na utilização destes métodos indiretos (Oliveira, S.D.).

De acordo com Baptista (1997), esse fator pode ser determinado experimentalmente, em condições específicas de declividade e comprimento de rampa, ou de forma indireta por meio de um nomograma desenvolvido por (Wischmeier et al.,1971).

5.2.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

O fator topográfico influi diretamente na perda de solo, partindo-se do princípio de

que rampas muito extensas e íngremes podem proporcionar escoamentos com velocidades

elevadas (Baptista,1997).

Segundo Bertoni & Lombardi Neto (2005), a intensidade de erosão pela água é grandemente afetada tanto pelo comprimento do declive como pelo seu gradiente, como um fator topográfico.

Ainda, Segundo Batista (2003), a influência da topografia na erosão é analisada pela ponderação de dois fatores: declividade e comprimento da encosta.

A declividade determina a inclinação do terreno, podendo ser expressa tanto em graus

como em porcentagem. Ela exerce uma influência direta na velocidade da enxurrada e, consequentemente, no transporte de materiais do solo. Os solos da região de Brasília provenientes de áreas acidentadas (alta declividade) e de rochas pelíticas pobres (ardósia,

folhelhos, micaxistos e filitos) geram solos rasos, distróficos, ricos em alumínio e com vegetação rala. Esses sistemas são muito instáveis em condições de solo exposto, tendendo a se degradar com extrema facilidade (Resende, 1985).

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A intensidade de erosão hídrica é afetada tanto pela distância ao longo da qual se

processa o escoamento superficial quanto pela declividade do terreno. Na aplicação prática da

USLE, esses efeitos são considerados conjuntamente por meio de um fator designado topográfico (LS), que representa a relação entre as perdas de solo em uma área com declive e comprimento de rampa quaisquer e as perdas que ocorrem em uma parcela unitária padrão, com 22,25 m de comprimento e 9% de declividade. (Oliveira, S.D.).

O componente topográfico pode ser facilmente encontrado com o uso de ferramentas

de Geoprocessamento. Os programas ponderam o desnível do terreno pelo tamanho da área e são capazes de gerar algoritmos que descrevem a declividade do local com precisão. No entanto a precisão desses dados está intimamente ligada à escala dos dados de entrada. Não se pode apresentar uma escala menor de precisão de saída de dados de uma escala alta de entrada, exemplo, entrando um dado em escala 1: 10.000, não se retira um mapa de declividade em 1: 5.000, pois a precisão de coleta dos dados é menor que a precisão exigida de saída.

5.2.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

O fator cobertura do solo é a relação esperada entre as perdas de solo em um terreno

cultivado e em um terreno desprotegido. A redução da erosão vai depender do tipo de cultura, manejo adotado, da quantidade de chuva que atinge diretamente o solo, da fase do ciclo vegetativo entre outras variáveis, cujas combinações apresentam diferentes efeitos na perda de solo (Bertoni e Lombardi Neto, 1993).

O uso e manejo do solo é muito importante na conservação dos solos para redução de

erosão, pois compara-se o solo nu com um certo tipo de cobertura, e daí obtemos a eficiência

de cada tipo de uso na proteção do solo.

Segundo GAMEIRO (1997), os efeitos do fator de cobertura do solo não podem ser avaliados independentemente, devido às diversas interações entre eles. Por exemplo, uma cultura pode ser plantada continuamente em um mesmo local ou então em rotação com outras. Seus restos podem ser removidos, deixados na superfície, incorporados próximo à superfície ou totalmente enterrados com o preparo do solo. Uma formação vegetal natural pode ser de gênero campestre, savânica ou florestal densa. Uma área exposta diretamente pode ser apenas objeto de queimada ou ter sido compactada pela urbanização.

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Raízes de plantas tendem a segurar as partículas de solo coesas, dificultando a desagregação delas. Além disso, a camada de serrapilheira das florestas aumenta a infiltração de água no solo e diminui a força do impacto da água sobre o solo.

Portanto quanto maior a cobertura vegetal sobre uma área, mais efetiva é a proteção do

solo.

Por exemplo: Uma área gramada protege o solo mais do que um solo exposto, porém uma floresta natural protegeria ainda mais. A grama tem raízes curtas e fasciculadas que seguram o solo apenas a uma pequena profundidade, já as raízes de árvores vão fundo no solo dando apoio para toda uma coluna de partículas e estruturando o solo. Além disso, a interceptação da água inicialmente pelas copas das árvores reduz muito o impacto das gotas sobre o solo e também reduz o número de gotas que impactam diretamente o solo sem serem interceptadas antes. Sem contar que a espessura da serrapilheira de florestas naturais é muito maior que de um gramado.

Bertoni e Lombardi Neto (1990) apontam que as perdas variam de acordo com o tipo de uso do solo, o que é mostrado no Quadro 01:

TIPO DE USO

PERDA DE SOLO (t/ha)

Mata

0,004

Pastagem

0,4

Cafezal

0,09

Algodoal

26,6

Quadro 01 Efeito do tipo de uso do solo sobre as perdas por erosão. Médias ponderadas para três tipos de solo do Estado de São Paulo.

5.3

Geoprocessamento

Segundo Rocha (2000) o geoprocessamento é uma tecnologia transdisciplinar, que, através da axiomática da localização e do processamento de dados geográficos, integra várias disciplinas, equipamentos, programas, processos, entidades, dados, metodologias e pessoas para coleta, tratamento, análise e apresentação de informações associadas a mapas digitais georreferenciados.

Rosa e Brito (1996), definem geoprocessamento como um conjunto de tecnologias que visam a coletar e tratar as informações espaciais, bem como desenvolver sistemas e aplicações, com graus diferenciados de sofisticação.

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As ferramentas computacionais para geoprocessamento, chamadas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), permitem realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes ao criar banco de dados georreferenciados. Torna possível ainda, automatizar a produção de documentos cartográficos. (Medeiros, 1996).

Segundo ROCHA (2000) o geoprocessamento com suas ferramentas de processamento de dados geográficos é “tecnologia transdisciplinar, que, através da axiomática da localização e do processamento de dados geográficos, integra várias disciplinas, equipamentos, programas, processos, entidades, dados, metodologias e pessoas para coleta, tratamento, análise e apresentação de informações associadas a mapas digitais georreferenciados”.

O geoprocessamento procura mostrar o mundo real em que vivemos sob a forma

computacional, com bases cartográficas apropriadas e de um sistema de referência correto com um conjunto poderoso de ferramentas que, entre elas destacam-se o Sistema de Informação Geográfico - SIG e o Computer Aided Design - CAD. (Figueiredo, 2007).

Para MEDEIROS (1996), O geoprocessamento influencia de maneira crescente as áreas de Cartografia, Análise de Recursos Naturais, Transportes, Comunicações, Energia, Planejamento Urbano e Regional, sem contar que permitem realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes ao criar banco de dados georreferenciados. Torna possível ainda, automatizar a produção de documentos cartográficos

Segundo EASTMAN, (1997) “um SIG é um sistema auxiliado por computador para aquisição, armazenamento, análise e visualização de Dados Geográficos”. Porém, o mesmo torna-se uma simples extensão do pensamento analítico. O SIG não tem respostas inerentes e sim apenas aquelas do analista. É apenas mais uma ferramenta para facilitar o ato de pensar.

Atualmente, a disponibilidade de bancos de dados para geoprocessamento tem aumentado e se tornado mais precisa e confiável. Com isso a utilização dos SIG`s vem crescendo gradualmente na área de meio ambiente.

O geoprocessamento facilita muito o mapeamento de áreas e o cruzamento de dados

físicos variados para análise de determinadas características ambientais. A erosão é uma delas.

19

Os dados de Chuva, Clima, Solos, Declividade e Uso e Ocupação do Solo são disponíveis atualmente, e com o cruzamento deles se pode obter por diversos modelos a susceptibilidade à erosão.

6 Materiais e Métodos

6.1 Áreas de Estudo:

6.1.1

Geral

Este trabalho tratou como área de estudo geral todo o Distrito-Federal, com área total de 5.822,1 km². Sua vegetação predominante é o cerrado, encontrado nas mais diversas formas de suas fitofisionomias. Localizado no Planalto Central brasileiro, o relevo é composto por chapadas intercaladas por escarpas nas altitudes de 800 a 1300 metros. Hidrograficamente é subdividido em 3 regiões hidrográficas, São Francisco, Paraná e Tocatins/Araguaia. Os principais rios que cortam o DF são, o São Bartolomeu, o Descoberto e o Rio Preto, estes dois últimos representando os limites oeste e leste da área, respectivamente. Pedologicamente, o DF é composto em sua maioria por Latossolos, Cambissolos e Gleissolos. Possui 4 grandes espelhos d’água, sendo estes o Lago Paranoá, a Lagoa Mestre D’Armas, a barragem do Descoberto e a represa de Santa Maria. Com a população total de 2.562.963,00 Habitantes, possui muitos conflitos de terra e algumas áreas de lavra de calcário ativas. Na figura 1 é possível observar a localização da área.

20

20 6.1.2 Específica Figura 1 - Localização do DF. Como área específica, para mostrar a versatilidade

6.1.2

Específica

Figura 1 - Localização do DF.

Como área específica, para mostrar a versatilidade do modelo desenvolvido, este trabalho abordou o Parque Ecológico da Asa Sul com 22,54 ha. Localizado na 614/814 Sul, próximo a Faculdade IESB, é vegetado por cerrado nativo, áreas gramadas e arborização exótica. Possui um córrego intermitente e um espelho D’água alimentado por este. Pedologicamente são predominantes os latossolos na área e possui uma ocupação urbana irregular na sua porção sudeste. A localização da área pode ser observada na figura 2.

21

21 Figura 2 Localização Parque Ecológico Asa Sul 6.2 Base de Dados: Para a realização do

Figura 2 Localização Parque Ecológico Asa Sul

6.2 Base de Dados:

Para a realização do trabalho foram necessários apenas mapas georreferenciados de características físicas do DF e um Software de geoprocessamento capaz de tratar os dados utilizados. O material seguinte foi suficiente para o desenvolvimento do trabalho:

Mapa de Reconhecimento dos Solos do DF Embrapa 1978, Atualizado 2004 1: 100.000.

Uso e Ocupação do Solo do DF- Mapeado Mosaico aerofotogramétrico do DF 2009 1: 20.000.

Curvas de nível, 5 em 5 metros SICAD DF 1: 10.000 CODEPLAN - DF.

Mapa de Isoietas do DF SEMARH-DF - Inventário Hidrogeológico e dos

Recursos Hídricos Superficiais do Distrito Federal, 1999 (Batista, 1997).

em:

<http://www.semarh.df.gov.br/semarh/site/lagoparanoa/cap03/imgs/11.gif>

Software ArcGIS 9.3®.

Disponível

22

6.3 O Modelo Conceitual

O modelo qualitativo foi desenvolvido baseando-se nas propriedades conhecidas dos

fatores físicos que determinam o comportamento da Erosão.

A erosão depende de vários fatores físicos que devem ser abordados para determinar a

susceptibilidade de um local. Para se determinar quais fatores devem ser utilizados é necessário fazer uma análise lúdica do processo erosivo. Só ai será possível entender o que pode ou não variar e diferenciar a susceptibilidade a erosão de um local e de outro.

A erosão se inicia com a chuva, sendo este o primeiro fator que deve ser levado em

conta. A chuva pode ser interceptada ou não por alguma cobertura que esteja sobre o solo, tornando o tipo e presença de cobertura outro fator importante. O solo pode ser mais ou menos erodível dependendo de suas características físicas, fazendo de sua tipologia um fator essencial para se determinar o quanto um local é susceptível. Por fim, a topografia do local pode ser mais ou menos íngreme e com extensão variável, determinando a velocidade e força que a água pode adquirir após seu impacto com o solo. Para tal, a unidade de paisagem avaliada por este modelo será um polígono de forma independente que apresenta uma característica única de tipo de chuva, tipo de solo, tipo de cobertura e topografia.

Para se determinar estes polígonos foi necessário que cada fator recebesse um valor de escore dependendo de seu tipo e sua susceptibilidade, como se fosse o único fator variante, para então se somar aos outros fatores e ter um escore final.

Para o desenvolvimento do modelo, os fatores foram ponderados em escalas coerentes a sua variação regional e seu grau de susceptibilidade. Por exemplo, um local com solo profundo e bem drenado, pouca ocorrência de chuvas, alta altitude, baixa declividade e vegetação nativa, será menos susceptível a erosão do que uma região com cambissolo, alta ocorrência de chuvas, baixa altitude, alta declividade e solo exposto.

Todo o processo foi desenvolvido em ambiente SIG, com a utilização de ferramentas geoespaciais para interposição de áreas.

Inicialmente as classes de cada fator foram agrupadas de acordo com suas variações. Em seguida as áreas foram sobrepostas e interpostas gerando novas regiões que apresentaram um conjunto determinado de classes de variáveis (tipo de solo, classe de declividade, tipo de clima, classe geomorfológica e uso do solo).

23

No SIG se inicia carregando-se no software os dados de chuva, solos, declividade, geomorfologia e uso e ocupação do solo com suas classes devidamente preenchidas com os escores adotados. Em seguida, utilizando a ferramenta “Intersect” do “Arc GIS®”, unimos estas camadas como uma coisa só e somamos os valores referentes aos escores de cada fator em uma coluna de sua tabela. Por fim cada região recebe uma qualificação relativa à sua susceptibilidade, podendo esta ser: Baixíssima; Baixa; Moderada; Alta e Altíssima.

O mapa final foi gerado em escala coerente com a dos dados de entrada e permitiu

avaliar a susceptibilidade das regiões à erosão hídrica.

6.3.1 FATOR CLIMÁTICO CHUVAS (EROSIVIDADE)

É importante notar que Brasília possui uma caracterização climática muito bem

definida, onde temos um período de estiagem e um período chuvoso. As chuvas no DF se concentram nos meses de setembro a abril e variam de 1.200mm a 1.700mm por ano. As maiores ocorrências de chuvas se dão no Sudoeste e no Noroeste, com 1.600 a 1.700mm por ano, valor bem superior aos 1.200mm encontrados no Leste, na Bacia do Rio Preto. (SEMARH-DF).

Devido ao DF ser um território de pequena extensão acredita-se que a variação da

precipitação anual de região para região é irrelevante. Porém, de acordo com o mapa de

<

http://www.semarh.df.gov.br/semarh/site/lagoparanoa/cap03/imgs/11.gif>, nota-se que existe

isoietas

do

DF,

disponível

em

24

uma

maior

concentração

de

precipitação

nas

regiões

noroeste

e

sudoeste

do

DF.

de precipitação nas regiões noroeste e sudoeste do DF. Figura 3 - Mapa de Isoietas do

Figura 3 - Mapa de Isoietas do Distrito Federal.

Este trabalho abordou a variação de chuva agrupando a volumetria anual em 5 grandes classes: ≤ 900mm; entre 900mm 1.200mm; entre 1200mm 1.500mm; entre 1500mm 1.800mm; e ≥ 1.800mm.

Acredita-se que esta variação, mesmo sendo pouca, produz uma significativa diferença na susceptibilidade dos meios a erosão. Afinal, naturalmente, onde tem maior ocorrência de chuvas existe maior probabilidade a ocorrência da erosão hídrica.

Esta distribuição de classes visou possibilitar a utilização do modelo para as mais diversas áreas do Brasil, pois sabe-se que no Brasil há uma grande variação de precipitação. Foram definidos escores diferenciados para cada uma dessas cinco classes, de modo que ao se ponderar a variação deste fator com outros fatores, este fosse de menor relevância. Sendo assim, este fator trouxe apenas um aumento na especificidade do modelo.

6.3.2 FATOR SOLO (ERODIBILIDADE DOS SOLOS)

A erodibilidade parte do princípio que o processo erosivo ocorre em duas fases. Primeiro o impacto da gota de chuva sobre o solo e a força necessária para que uma partícula se desprenda. Segundo a força necessária que a enxurrada necessita para carrear esta partícula.

25

A partir deste processo é possível deduzir que solos mais coesos, proporcionariam

uma maior dificuldade para o desprendimento de partículas e solos com partículas maiores necessitariam de forças maiores de enxurrada para que suas partículas fossem carreadas. Pois, a água precisa de mais força de impacto para desprender partículas coesas e de maior volume de enxurrada para carrear partículas grandes. No entanto, é importante lembrar que partículas maiores, uma vez que movidas, adquirem energia cinética e desenvolvem velocidade com mais facilidade. A dificuldade está em proporcionar a saída da partícula do estado de inércia.

Lal (1988) ressalta que a textura do solo é um fator importante que influencia a erodibilidade, por afetar os processos de desagregação e transporte, uma vez que, enquanto grandes partículas de areia resistem ao transporte, solos de textura fina (argilosos) também resistem à desagregação, sendo a areia fina e o silte as texturas mais suscetíveis à desagregação e ao transporte. O autor ainda cita várias propriedades do solo como: a distribuição do tamanho das suas partículas; estabilidade estrutural; conteúdo de matéria orgânica; natureza dos minerais de argila e constituintes químicos.

Por mais que solos do mesmo tipo tendam a ter valores de erodibilidade próximos, estes nunca serão iguais em dois solos do mesmo tipo, encontrados em regiões diferentes. Dois latossolos, por exemplo, provavelmente terão profundidades muito parecidas. No entanto, podem diferir muito em outros parâmetros físicos.

Portanto, a erodibilidade dos solos é um valor intrínseco que varia regionalmente e por mais que esteja relacionado ao tipo do solo, não seria correto afirmar que solos do mesmo tipo teriam o mesmo valor de erodibilidade.

Porém o mapeamento das classes de solo é um processo geralmente mais fácil e comum de se encontrar. Desta forma, quando se trata do fator erodibilidade, para se determinar a susceptibilidade à erosão, se utiliza o mapeamento das classes de solo. Pois este é mais comumente encontrado e, não diminui significativamente a precisão do mapeamento da susceptibilidade.

A partir do mapa de reconhecimento dos solos do DF foi possível notar quais classes

pedológicas de solo são presentes no DF. Inicialmente, se tomou a classe utilizada pelo autor “Área Urbana - 1978” como sendo composta por: 50% “Latossolo Vermelho”; 30% “Latossolo Vermelho-Amarelo” e 20% “Cambissolo”, sendo estas 3 as classes mais presentes no DF. Finalmente, foi feita uma pesquisa bibliográfica que revelasse valores de erodibilidade

26

diversos encontrados para cada classe pedológica por autores diferentes. Para cada classe pedológica foi determinado um valor médio de erodibilidade com base nos encontrados na

literatura. Por fim, foi atribuído para o maior valor de erodibilidade encontrado o escore de 10

e todas as classes de solos tiveram escores determinados com base na relação direta de seu valor médio de erodibilidade para o valor que foi determinado como escore máximo.

Para a avaliação deste fator não foi tomada nenhuma medida para reduzir sua importância, como no fator climático, pois, o fator solos tem grande importância na determinação final da susceptibilidade à erosão.

6.3.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

A declividade foi gerada a partir da interpolação das curvas de nível equidistantes de 5

metros existentes no mapa SICAD, 1: 10.000, do DF, pela distância no terreno. O mapa de declividade gerado foi interpretado em porcentagem de declive do terreno. A partir daí foram determinadas classes de percentual de declividade, que correspondessem à sensibilidade com que a água ganha velocidade à medida da inclinação do terreno e cada classe recebeu um escore diferente.

As classes foram: ≤ 5%; entre 5% - 10%; entre 10% - 20%; entre 20% - 45%; entre 45% - 100%; e ≥ 100%. Sabe-se que a partír de 4-5% de inclinação a enxurrada já ganha força para produzir pequenos sulcos em áreas sensíveis. A partir de 10% a água pode ganhar uma

velocidade a ponto de proporcionar a erosão até em áreas mais resistentes. Em torno dos 20%

a velocidade da enxurrada já é capaz de escavar profundamente áreas desprotegidas e acima

dos 45% a enxurrada é tão poderosa que pode provocar voçorocas em pouco tempo. O valor de 100% de declividade é citado como APP pelo código florestal, fato este que leva a crer que estas áreas estando desprotegidas correm gravíssimo risco de degradação permanente. Desta forma, estes valores de declividade se mostram limitantes para determinação de classes,

mesmo que qualquer aumento na inclinação provoque uma grande sensibilidade no aumento da velocidade da enxurrada.

A declividade do terreno foi gerada a partir das curvas de nível eqüidistantes de 5

metros fornecidas pelas folhas SICAD do mapeamento do DF feito pela Codeplan. Com estas curvas devidamente cotadas foi possível se gerar o “tin” do DF utilizando a ferramenta “3D Analyst” do “Arc GIS®”, que informa a altimetria e a variação do relevo. Novamente, a partir da ferramenta “3D Analyst” do “Arc GIS®” este “tin” foi transformado no “Raster” de declividade do DF. Finalmente, utilizando a calculadora de “Raster” fornecida pela

27

ferramenta “Spatial Analyst” do “Arc GIS®” foi possível dividir as classes de declividade utilizadas no trabalho.

6.3.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

A importância deste fator em análises de susceptibilidade à erosão hídrica é indiscutível. A cobertura do solo é toda a parte que compreende a camada que está acima do solo nu. Sua presença ou ausência, tipo, quantidade e manejo são fatores importantes de serem avaliados.

A cobertura do solo protege o solo de erosão de várias maneiras. Ela intercepta as

gotas de chuva reduzindo sua energia final de impacto, ela facilita a infiltração da água, raízes de plantas tendem a manter blocos de solo coesos, entre outros.

Para avaliar o quanto certa cobertura é eficaz em proteger o solo é necessário compará-la com o solo desprotegido em testes que mantenham todos os outros fatores constantes, para só assim poder afirmar qual tipo de cobertura é mais eficiente na proteção do solo.

A partir do mapa de Uso e Ocupação do Solo, coeficientes serão gerados para cada

tipo de uso, tendo coerência com a sua influência na ocorrência de erosões. Sabe-se bem que tanto o tipo de uso como seu manejo influenciam na proteção do solo. Quanto maior e mais

constante a cobertura do solo, menor será seu escore, indicando que regiões com cobertura vegetal nativa tem menor chance de erodir, como já constatado por Bertoni e Lombardo Neto

(1990).

O seguinte critério foi utilizado: Para classes de vegetação natural valores mais baixos

do que vegetação exótica; Para locais não vegetados valores mais altos do que para lugares vegetados; Locais com vegetação rasteira recebem escores maiores do que os que possuem predominância arbórea; Áreas urbanizadas recebem valores altos de escore por não ser possível distinguir áreas com drenagem pluvial e áreas sem tal obra de infra-estrutura; Áreas

alagadas e vegetadas recebem os menores valores de escore por serem pouquíssimo susceptíveis à erosão e áreas de lavra não recebem valores de escore máximos por já ter sido retirada a camada de solo acima delas.

Este critério está relacionado com o fato de que a vegetação tanto intercepta as gotas de chuva quanto segura o solo com suas raízes e áreas vegetação nativa estão sempre

28

protegidas, ao contrário de áreas rurais que tem o solo exposto em parte do ano após a colheita.

Os valores de escore escolhidos também foram feitos em escala de 10 para que a

cobertura do solo tivesse a mesma relevância do fator solos no modelo e da declividade, tendo em vista que a susceptibilidade à erosão é um fenômeno influenciado igualmente por seus diversos fatores.

7 Resultados e Discussão

Os resultados deste modelo foram obtidos a partir da análise de mapas de dados secundários de cada fator determinante da susceptibilidade a erosão.

Cada fator foi interpretado separadamente e posteriormente integrado aos outros gerando um escore final de susceptibilidade a erosão para cada região.

7.1 Susceptibilidade à Erosão no DF

O mapa de susceptibilidade à erosão do DF foi gerado integrando-se a pedologia, a declividade, as isoietas e o uso e ocupação do solo.

7.1.1 FATOR CLIMÁTICO (CHUVAS)

possível

susceptibilidade a erosão das classes de variação da precipitação.

A

partir

do

mapa

de

isoietas

do

DF

foi

determinar

os

escores

da

Deste mapa foi possível produzir um mapa de susceptibilidade do fator climático utilizando a classificação exposta no Quadro 2:

PLUVIOSIDADE ANUAL (mm)

ESCORE ADOTADO

≤ 900mm

1

Entre 900mm 1.200mm

2

Entre 1.200mm 1.500mm

3

Entre 1.500mm 1.800mm

4

≥ 1.800mm

5

Quadro 2 - Quadro de classes de pluviosidade do DF.

Integrando-se as informações coletadas no mapa de isoietas do DF com a divisão de classes adotada foi possível obter o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator

29

Climático. Este mapa mostra quais seriam os locais mais e menos susceptíveis a erosão caso o único fator variante no DF fosse o fator climático. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 1 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator Climático, em anexo ao trabalho. Foram utilizados valores crescentes de 1 a 5 para as classes de pluviosidade anual no intuito de tornar este fator menos relevante no escore final da Susceptibilidade à erosão, pois a variação local é pequena e a escala do mapa de isoietas é muito baixa.

7.1.2 FATOR SOLO (ERODIBILIDADE)

O solo tem grande relevância para a descrição da susceptibilidade de uma unidade de paisagem à erosão hídrica.

O Quadro 3 mostra os valores de erodibilidade das classes de solos, os códigos dos autores que o encontraram, a média de cada classe de solo para erodibilidade e o escore final adotado de acordo com a metodologia do trabalho.

30

                                 

ESCORE

CLASSE/AUTOR

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

Média

FINAL

Argissolo Vermelho

 

0,0425

 

0,0228

 

0,0327

5

Argissolo Vermelho- Amarelo

 

0,033

0,0425

 

0,043

0,025

0,034

 

0,0355

6

Cambissolo

0,0237

0,0158

0,0263

0,021

0,0115

0,0508

 

0,0350

0,0440

0,0370

0,0295

5

Chernossolo

 

0,0309

 

0,0309

5

Espodossolo

0,0592

 

0,0575

 

0,0584

10

Gleissolos

0,0158

0,0273

0,0395

0,0355

0,013

0,0361

 

0,013

0,017

0,02

0,0241

4

Latossolo Vermelho

 

0,0092

0,0144

0,0105

 

0,0162

0,021

0,019

 
0,017
0,017

0,016

0,017

0,02

0,0160

2

Latossolo Vermelho- Amarelo

0,0171

 

0,0144

0,0118

0,0162

 

0,019

0,017

0,02

0,0165

2

Neossolo Flúvico

0,0250

 

0,0351

 

0,0301

5

Neossolo

     
0,009 0,014 0,025 0,025
0,009
0,014
0,025
0,025
 
0,034 0,015
0,034
0,015
     

Quartzarênico

0,0351

0,0230

4

Nitossolo Vermelho

0,0237

0,0222

4

Plintossolo

 

0,034

0,034

0,04

0,0360

6

Área Urbana - 1978

 

0,0189

3

Água

 

1

30

Quadro 3: Erodibilidades das Classes de Solos do DF encontradas por diversos autores e Escores Finais de Susceptibilidade dos Solos.

31

O Quadro 4 mostra os Autores respectivos aos códigos utilizados para simplificar o quadro anterior.

Códigos Autores

Autores

1

Reatto et al (2000). - 1

2

Reatto et al (2000). - 2

3

Reatto et al (2000). - 3

4

Reatto et al (2000). - 4

5

Oliveira (SD)

6

SILVA & ALVARES (2005).

7

MARX et al (2000).

8

CORRECHEL (2003).

9

CAVALIERI (1994).

10

SILVA et al (2009).

11

Scopel (SD)

12

MANNIGEL et al (2002).

13

Denardin (1990). Apud LIMA et al(2007).

14

Van der Knijff et al (1999). Apud LIMA et al(2007).

15

Stone & Hillborn (2002). Apud LIMA et al(2007).

Quadro 4: Listagem dos autores referentes aos códigos utilizados no Quadro 3.

A partir da definição dos escores de susceptibilidade para cada tipo de solo foi

possível obter o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator Solo. Este mapa nos

mostra quais são os solos do DF que possuem maior vulnerabilidade ao processo erosivo e,

consequentemente, quais regiões do DF que seriam mais susceptíveis caso o fator solos fosse

o único variante do modelo. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 2 Mapa de

Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator Solo, em anexo ao trabalho.

Observando o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator Solo é possível

notar que a maior parte do DF é composta por solos pouco susceptíveis a erosão, pois se

notam poucas manchas com escore maior que 5.

7.1.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

O fator topográfico tem grande importância na análise da susceptibilidade à erosão. Se

desconsiderarmos a existência de rampas íngremes o processo erosivo deixa de ocorrer.

Para avaliar a declividade do DF foi utilizado o Mapa de Susceptibilidade à erosão das

classes de declividade desenvolvido a partir dos escores e classes expostos no Quadro 5

abaixo.

32

CLASSES DE DECLIVIDADE (%)

ESCORE FINAL

0% - 5%

1

5% - 10%

3

10% - 20%

5

20% - 45%

7

45% - 100%

9

≥ 100%

10

Quadro 5 - Quadro de classes de Declividade do DF.

Neste mapa é possível observar as regiões do DF que possuem relevo mais acidentado

e mais propício para a erosão. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 3 Mapa de

Susceptibilidade à Erosão das Classes de Declividade do DF, em anexo ao trabalho.

7.1.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

Este modelo utilizou o Mapa de Uso e Ocupação do Solo do DF do ano de 2009 para

avaliar as classes de cobertura do solo existentes no DF. Porém, como não foi possível

encontrar na literatura correspondências para a avaliação das classes encontradas neste mapa,

foi necessário que se atribuíssem valores de escore manualmente para as classes utilizando o

critério descrito na metodologia.

As classes do Mapa de Uso e Ocupação do Solo do DF do ano de 2009 e os escores

atribuídos com base no critério citado estão descritos abaixo no Quadro 6:

 

Escore

Classes Uso e Ocupação do Solo

Final

Aglomerado Agro-Urbano

4

Agricultura intensiva

5

Agricultura intensiva com pivô de irrigação

6

Campo Limpo

3

Campo Sujo

3

Campo alterado

4

Cemitério

7

Cerrado Degradado

4

Cerrado Denso

2

Cerrado Típico

3

Cerradão

2

Chácaras de uso misto

4

Plantas Invasoras

4

Estradas Pavimentadas

7

Estradas não-pavimentadas

7

33

Ferrovia

7

Hortifruticultura & Granjas

4

Lagoas de Estabilização

1

Lagos e Lagoas Naturais

1

Lagos e Lagoas artificiais

1

Lixões

8

Mata Ciliar e Mata de Galeria

1

Mata seca

2

Metro

7

Mineração

9

Parcelamento do solo

6

Pecuária em área natural alterada

6

Pecuária extensiva

6

Reflorestamento

5

Solo exposto

10

Área degradada: mineração abandonada, erosões e voçorocas

9

Área urbana consolidada

7

Áreas úmidas: Murundum, Palmeirais e Veredas

1

Quadro 6 - Quadro de classes do Uso e Ocupação do solo do DF.

A partir dos escores atribuídos as classes, foi possível gerar o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator Cobertura do Solo, que mostra as regiões de maior susceptibilidade à erosão caso o único fator variante fosse o tipo de cobertura sobre o solo.

O mapa mostra regiões onde é necessário que as autoridades dêem maior atenção e

possivelmente façam uma recuperação da área em vista de evitar futuros problemas erosivos.

Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 4 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF pelo Fator Cobertura do Solo, em anexo ao trabalho.

Integração dos Fatores e Análise do Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF

O Mapa de Susceptibilidade à Erosão é o produto final desenvolvido pelo modelo

pois, somente integrando-se todos os fatores que fazem a erosão variar se pode ter uma noção de como esta se comporta no meio ambiente.

7.2

Utilizando os dados do Quadro 7 se classifica a susceptibilidade com o valor final da soma da susceptibilidade em separado de cada fator e gera-se o Mapa de Susceptibilidade a Erosão.

34

ESCORE SOMADO FINAL

SUSCEPTIBILIDADE A EROSÃO

 

≤ 9

Baixíssima

10

15

Baixa

17

21

Moderada

23

26

Alta

 

≥ 27

Altíssima

Quadro 7 - Quadro de Graus de Susceptibilidade à Erosão do Solo no DF.

Estes valores foram assim determinados para serem compatíveis a realidade do risco de degradação pela erosão.

A partir da análise do Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF é possível notar que

em geral Brasília e seus grandes centros populacionais estão em susceptibilidade baixa ou

moderada. Em regiões como os condomínios do Lago sul, São Sebastião, Bordas do Lago Paranoá, Condomínios do Colorado e Fercal é evidenciado uma maior susceptibilidade a erosão, chegando em alguns pontos a ser de alta susceptibilidade à erosão nas regiões próximas as mineradoras de calcário e produtoras de cimento da Fercal. É possível também notar uma pequena mancha de alta susceptibilidade à erosão próxima a águas claras. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 5 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do DF, em anexo ao trabalho.

7.3 Susceptibilidade à Erosão no Parque Ecológico da Asa Sul

O mapa de susceptibilidade à erosão do Parque ecológico da Asa Sul foi gerado integrando-se a pedologia local, a declividade e o uso e ocupação do solo.

O fator climático e não foi abordado, pois sua fonte indica que foi originalmente

mapeado em escala menor do que a escala trabalhada na área de estudo. Porém é possível perceber na figura 4 que a área estaria totalmente inserida em apenas uma classe de susceptibilidade de fator climático de acordo com os quadros 2, portanto este fator não varia e não aumenta ou diminue a susceptibilidade natural à erosão na área.

35

35 Figura 4 - Isoietas de Chuva para o Parque Ecológico Asa Sul O modelo desenvolvido

Figura 4 - Isoietas de Chuva para o Parque Ecológico Asa Sul

O modelo desenvolvido busca ser versátil na análise de susceptibilidade a erosão e

sofreu pequenas adaptações para analisar esta área de estudo que se encontra em escala bem superior de trabalho.

7.3.1 FATOR CLIMÁTICO (CHUVAS)

O Fator Climático não foi abordado como uma variante do modelo na área de estudo,

pois o parque ecológico Asa Sul não possui variação da quantidade anual de chuva em sua

extensão. Na área de estudo chove de 1450mm a 1500mm por ano, situação que coloca o parque em uma média susceptibilidade pelo fator climático.

Para efeito da análise qualitativa que o modelo propõe não se faz necessário computar o escore relativo ao fator climático no escore final de susceptibilidade à erosão hídrica.

36

7.3.2 FATOR SOLOS (ERODIBILIDADE)

A avaliação da susceptibilidade a erosão dos solos da área foi feita da mesma forma

que a avaliação para o DF todo. Com base nos escores de cada classe pedológica presente no

quadro 3 foi possível denotar os escores das classes de solo existentes na área.

O mapeamento das classes pedológicas do parque da Asa Sul foi feito em campo

(escala 1:1) e posteriormente vetorizado no software Arc GIS®”.

Por fim, foi criado o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul pelo Fator Solo a partir dos escores dos solos lá encontrados. A figura 6 mostra as classes de solo existentes no parque e o Apêndice 6 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul pelo Fator Solo mostra a variação da susceptibilidade à erosão pelo fator solo.

7.3.3 FATOR TOPOGRÁFICO (RELEVO)

Para avaliar o fator topográfico e sua variação no parque foi feito um levantamento topográfico da área. Deste levantamento se obtiveram as curvas de nível eqüidistantes de 1 metro da área de estudo. Com estas curvas devidamente cotadas foi possível se gerar o “tin” da área utilizando a ferramenta “3D Analyst” do “Arc GIS®”, que informa a altimetria e a variação do relevo. Novamente, a partir da ferramenta “3D Analyst” do “Arc GIS®” este “tin” foi transformado em um “Raster” de declividade. Finalmente, utilizando a calculadora de “Raster” fornecida pela ferramenta “Spatial Analyst” do “Arc GIS®” foi possível dividir as classes sugeridas no Quadro 5 e produzir o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul pelo Fator Topográfico.

Neste mapa é possível observar as regiões que possuem relevo mais acidentado e mais propício para a erosão. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 7 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico da Asa Sul pelo Fator Topográfico, em anexo ao trabalho.

7.3.4 FATOR COBERTURA DO SOLO (USO E MANEJO DO SOLO)

Para se avaliar a eficácia na proteção do solo da cobertura nele existente foi necessário mapear o uso e ocupação do solo na área do parque. Este mapeamento foi feito em escala 1:1.00 em imagem de satélite Quickbird 2007 e o seu resultado é apresentado na figura 5 abaixo:

37

37 Figura 5 – Uso e Vegetação do Parque Ecológico Asa Sul Para definir os escores

Figura 5 Uso e Vegetação do Parque Ecológico Asa Sul

Para definir os escores de susceptibilidade de cada classe de uso e vegetação foi utilizado o mesmo critério citado na metodologia. O Quadro 8 mostra as classes encontradas no mapeamento da cobertura do solo e os escores adotados.

CLASSE DE COBERTURA DO SOLO

ESCORE

Circuito Inteligente

8

Cerrado Denso

3

Cerrado Degradado

4

Solo Exposto

10

Área Urbanizada

8

Mata Ciliar - Galeria

2

Mata Ciliar Galeria Degradada

3

Água

1

Mudas Plantadas

4

38

Vegetação Rasteira Exótica

5

Área Alagada

2

Árvore Exótica Isolada

4

Quadro 8 - Quadro de Classes de Cobertura do Solo para o Parque Asa Sul.

A partir dos escores atribuídos as classes, foi possível gerar o Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul pelo Fator Cobertura do Solo, que mostra as regiões de maior susceptibilidade à erosão caso o único fator variante fosse o tipo de cobertura sobre o solo.

Neste mapa é possível notar que as áreas de solo mais protegido estão mais próximas a pequena lagoa existente no parque. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 8 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul pelo Fator Cobertura do Solo, em anexo ao trabalho.

Integração dos Fatores e Análise do Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul

O mapa de susceptibilidade à erosão do Parque ecológico da Asa Sul foi gerado integrando-se a pedologia local, a declividade e o uso e ocupação do solo.

7.4

Para avaliar a susceptibilidade à erosão do parque foi necessário fazer a mesma sobreposição e interposição de fatores mencionada em na metodologia, diferenciando-se apenas pelo número de fatores avaliados, pois, a variação da chuva não foi observada na área.

Considerando a não utilização das Chuvas nesta análise, foi necessário fazer uma pequena alteração no quadro de classes de susceptibilidade á erosão.

O Quadro 9, abaixo, mostra as classes de susceptibilidade à erosão utilizadas na confecção do mapa e seu escore finais limitantes referentes, lembrando que o escore final é sempre a soma dos escores parciais de cada fator.

ESCORE SOMADO FINAL

SUSCEPTIBILIDADE A EROSÃO

 

≤ 7

Baixíssima

 

8 12

Baixa

13

19

Moderada

19

24

Alta

 

≥ 25

Altíssima

Quadro 9 - Quadro de Graus de Susceptibilidade à Erosão do Solo para o Parque Asa Sul.

39

Os valores limitantes das classes foram assim determinados para ponderar justamente as variações extremas existentes na área, onde se encontra ao mesmo tempo um corpo d’água com vegetação nativa circundante e uma ocupação urbana irregular próxima a uma área alagadiça.

A partir da interpretação do Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico

Asa Sul é possível perceber que em geral o parque não é muito susceptível a erosão, pois, grande parte de suas terras está sob solo pouco erodível, com alguma cobertura para protegê- lo e em área plana em geral. De forma geral o parque não está em tão bom estado de

conservação atualmente, porém não se notou nenhuma grande erosão na área. Tal informação pode ser visualizada no Apêndice 9 Mapa de Susceptibilidade à Erosão do Parque Ecológico Asa Sul, em anexo ao trabalho.

Foi possível perceber que o fator mais influente na variação da susceptibilidade foi o fator cobertura do solo, pois, analisando os respectivos mapas nota-se que as áreas de maior risco de erosão são onde se encontra solo exposto.

8

Conclusões

A erosão é um processo muito complexo e dependente de vários fatores muito inter-

correlacionados, por este motivo é importante que as variações do ambiente possam ser bem captadas pelo modelo.

A maioria dos modelos qualitativos de análise de susceptibilidade à erosão acabam por

superestimar o risco que alguns locais tem para erodir.

O intuito deste trabalho foi o de desenvolver um modelo que suprisse todas as necessidades dos gestores e técnicos da área, que fosse de fácil aplicação, que fosse versátil e que refletisse bem as características do ambiente para o risco deste sofrer erosão.

Para captar bem as variações e não superestimar a susceptibilidade, este modelo tratou os principais fatores em escala de 10 para os escores, não em escala de 3 ou 5 como muitos outros modelos. Além disso, este modelo trabalhou com 5 classes de susceptibilidade, característica essa que reduz o número de regiões que se encaixam em uma classe de alta susceptibilidade apenas por terem um fator desfavorável.

40

O modelo desenvolvido compreendeu todos os principais fatores que variam a susceptibilidade a erosão e os avaliou de forma precisa e coerente com sua variação particular. Os escores utilizados para avaliar cada fator foram desenvolvidos baseados em critérios objetivos e coerentes com o papel que sua variação provoca no processo erosivo.

As áreas encontradas como de maior risco à erosão no DF são pertinentes, além de serem áreas conhecidas por tal característica. De fato a região dos condomínios do Colorado e do Lago Sul e a região da Fercal possuem grandes erosões e grande ocorrência de enxurradas que carregam o solo e assoream os rios.

Por fim, o modelo desenvolvido mostra-se muito útil para análise da susceptibilidade à erosão hídrica em escalas pequenas e grandes e, também, mostra-se uma ferramenta muito útil para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

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