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CURSO DE MANUTENÇÃO NOTEBOOKS www.e-cursosvirtual.com

MANUTENÇÃO DE PLACA MÃE:

CONSIDERAÇÕES:

O primeiro passo é ter certeza que o defeito realmente é na placa mãe:

Devemos fazer todos os testes necessários para

descartamos defeitos em periféricos e softwares. Concentramos, então, a suspeita sobre a placa mãe. Devemos retira-la do notebook e coloca-la numa bancada de trabalho, onde será testada separadamente. O teste de funcionamento é f eito com o mínimo de dispositivos conectados, isso significa apenas o processador e cooler e um módulo de memória. Na bancada precisamos ter:

1. Uma fonte universal para notebooks (testada).

2. Módulos de memória DDR, DDR2 e DDR3

(testadas).

3. Um monitor externo.

4. Processador reserva compatível (se possível).

5. Uma placa de diagnóstico.

Devemos retirar todos os periféricos conectados à placa, como módulo de CD/DVD, HD e placa rede sem fio. A placa mãe do notebook deve ter apenas o processador, um módulo de memória (testada) e estar conectada a uma fonte de alimentação, também, testada anteriormente. Podemos conectar um monitor externo para teste.

Quando nestas condições a placa não ligar, devemos procurar o defeito nos componentes da placa como: Circuito regulador de tensão, capacitores, mosfets, CIs ou chipsets. Neste caso o uso de uma placa de diagnóstico poderá indicar possíveis componentes defeituosos.

Como funciona a placa de diagnóstico:

A corrente elétrica tem seu caminho na placa mãe pré-determinado. O processador ao ser energizado, automatica-mente, procura o endereço do BIOS para ler e executar suas instruções. Esteconecta e ativa todo o hardware da placa mãe e inicializa os testes de todos os componentes. Este teste é chamado de POST e possui etapas pré-determinadas. Cada etapa ou teste que o POST realiza esta associada a um código e a placa de diagnóstico busca este código e m ostra em tempo real no display. Quando o POST encontra algum hardware com defeito ele interrompe o teste, mas o código referente a este teste já está capturado no display da placa de diagnóstico. Desta maneira é só verificar a qual hardware este código esta associado e descobrir o componente ou circuito danificado (A relação de códigos e seus significados vêm junto com o manual da placa de diagnóstico). Observando a placa de diagnóstico em funcionamento (quando uma placa mãe está perfeita) iremos notar que os códigos vão mudando conforme evolui o teste e somente para quando o monitor começa a dar vídeo. Este último código armazenado refere-se ao último teste significando que a placa mãe passou por todos os testes de hardware e está perfeita. Atenção: A placa de diagnóstico só tem utilidade na busca de defeito se o computador não der vídeo. Isso porque no momento que aparece vídeo no

monitor significa que o POST foi completo e até aí está tudo OK com a placa. Desta maneira se ainda existir algum defeito terá que ser descoberto por outros meios. Quando existe algum defeito na placa o código apresentado no display refere-se ao hardware com problema. Existem vários tipos de placa de diagnóstico, mas o pr incípio de funcionamento é o mesmo. Algumas mostram o código do último teste bem sucedido e o código do teste com problema, algumas tem dois dígitos e outras quatro. Não deixe de ler o manual.

Como funciona a placa mãe:

A placa mãe tem a função de conectar todo o hardware do sistema proporcionando a comunicação entre todos os periféricos interno ou externo. Ela fornece o caminho para circulação dos dados e também o caminho para circulação da energia elétrica necessária para o perfeito funcionamento dos equipamentos ligados a ela. Cada dispositivo eletrônico ligado à placa mãe desempenha uma função específica e importante no sistema. A placa mãe tem a função de receber a energia elétrica da fonte de alimentação e fornecer em quantidades e valores exatos exigidos por cada dispositivo. Todos estes pequenos componentes eletrônicos, coloridos, de várias formas e tamanhos conectados a placa mãe (capacitores, resistores, transistores, circuitos integrados, etc.) realizam funções específicas, moldando a energia elétrica em valores de tensão, corrente, sentido de fluxo, interrupção ou circulação de acordo com o que aquele circuito ou dispositivo exige para funcionar.

Quando todos os componentes da placa mãe estão perfeitos seu funcionamento é automático e sem erros. Mas, apenas um componente com defeito para todo o sistema.

O que o técnico precisa conhecer:

O técnico precisa ter conhecimento no mínimo

básico de eletrônica, conhecimento em hardware,

conhecer os principais circuitos de energia da placa:

O que alimenta o processador, o que alimenta a

memória Ram e o circuito do chipset. Conhecer todos os componentes e saber suas funções no circuito. Precisa ainda saber como retirar os componentes (dessoldagem) suspeitos da placa, como testar corretamente cada componente, como encontrar um componente substituto e como soldar novamente na placa.

Conserto:

O conserto da placa mãe consiste em encontrar os

componentes com defeito, ou suspeitos. Dessoldar corretamente e retirar da placa. Testar, confirmar o defeito ou não, encontrar o substituto e soldar novamente na placa. Pode-se dizer, ainda, que o correto manuseio, solda e retrabalho com componentes eletrônicos é parte fundamental no conserto.

O curso:

O curso teórico e apostilas de eletrônica irão ajudar

muito no conhecimento da placa mãe e a familiarização com os componentes, as pesquisas na internet sobre termos desconhecidos ou informações mais detalhadas são indispensáveis. O curso em vídeo irá mostrar ao vivo e em tamanho real como realizar os procedimentos, mas somente o treinamento com placas mãe sucatas darão a segurança e o domínio indispensável para realização de consertos. Sua dedicação e empenho serão proporcionais ao sucesso. Não tenha pressa de aprender. Estude por capítulos assistindo os vídeos, explorando o material teórico de apoio e realizando

treinamentos práticos com placas defeituosas.

Estamos à inteira disposição para esclarecer quais quer dúvida sobre o curso. Desejamos a você muito sucesso. Que Deus ilumine seus estudos!!

PLACA MÃE:

MÉTODO DE TRABALHO:

Muitos técnicos conseguiriam facilitar consideravelmente sua rotina de trabalho, sua vida e de seus clientes se utilizassem um método racional de trabalho. Está é a palavra-chave: “MÉTODO”, qualquer trabalho, em qualquer campo, que seja desordenado e sem método, se não chegar a ser desastroso, fatalmente redundará em desperdício de tempo, frustrações, e até prejuízos financeiros, e isto se aplica com muita propriedade à eletrônica e seus problemas de manutenção. Frequentemente, técnicos de manutenção gastam tempo precioso tentando encontrar defeitos que não são realmente defeitos, ou que poderiam ser achados mais rapidamente se fosse seguido um método ordenado de trabalho. Este método é o que propomos conceituar aqui. Ele é baseado em uma sistemática abrangente, e pode ser aplicado praticamente a qualquer tipo de equipamento, desde um simples radiozinho de bolso até equipamentos profissionais de alta complexidade, podendo abreviar a pesquisa de defeitos, muitas vezes, de forma surpreendente. É claro que não se trata de um procedimento milagroso, que possa resolver qualquer problema de manutenção em minutos, mas pode ajudar bastante. É como a famosa a brincadeira que se faz com principiantes em centros de reparação: dão-lhes um determinado aparelho para achar o defeito, e o infeliz do técnico passa horas tentando fazer o

equipamento funcionar, para depois ficar sabendo que não havia energia na tomada em que estava ligado o aparelho, ou que, simplesmente, o mesmo era para 220V e estava conectado a uma tomada de 110 V. Por incrível que possa parecer, isto realmente existe. Isto e muito mais; já presenciei o caso de um técnico gastar meia hora pesquisando um defeito e finalmente descobrir um fusível aberto. E outros casos em que um conhecimento apenas superficial do equipamento levou o técnico a procurar um defeito inexistente, pois bastava girar um determinado controle, ou retocar um ajuste, para trazer o equipamento de volta ao funcionamento normal. Estes e outros problemas de manutenção poderiam ser facilmente resolvidos seguindo um método racional de pesquisa de defeitos. Mas, para tanto, são necessários inicialmente certos pré- requisitos básicos, como veremos a seguir.

PRÉ-REQUISITOS:

A todos aqueles que se propõem executar manutenção, corretiva ou preventiva, são necessários alguns pré-requisitos sem os quais estarão desarmados para enfrentar uma batalha dura, e poderão sair perdendo. Eles são apenas quatro, mas em volume e custo chegam a ser bastante extensos o que frequentemente é a causa de sua não existência.

São eles:

1)Conhecimento;

2)Equipamento;

3)Ferramentas;

4) Componentes de reposição.

CONHECIMENTO:

Por “conhecimento” entendemos uma sólida formação teórica, com muito bom conhecimento das leis princípios básicos da eletrônica e da eletricidade, capacidade análise de circuitos, amplo conhecimento de componentes e ainda o conhecimento específico do equipamento com o qual se vai trabalhar. A tudo isto é ainda desejável aliar-se uma boa experiência na parte prática. É claro que este conhecimento varia em grau e número de técnico para técnico e em proporção direta com sua competência, como resultado. Devemos ainda levar em consideração aquela parte do conhecimento que não esta na “cuca”, mas sim armazenada, por assim dizer, em esquemas, manuais de instrução, livros de dados, descrições de circuitos, et. Estas são tão importantes quanto a formação técnica e muitas vezes são totalmente imprescindíveis para o sucesso de um trabalho. Como este item Conhecimento é um tanto complexo, vamos subdividi-lo e analisar um pouco aquela parte que não está diretamente relacionada com a formação escolar.

1.1 - Conhecimento do aparelho:

É a compreensão de sua finalidade e da maneira de operá-lo corretamente, ou seja, fazê-lo funcionar de forma que cumpra sua finalidade com a máxima eficiência. Isto implica em ter conhecimento da operação e funcionamento de todos os seus controles, sejam eles externos ou internos, isto é, controles de operação e controles de ajuste e calibração. Muitas vezes um aparelho que parecia “pifado” volta a funcionar quase que milagrosamente, com o simples girar de um botão ou ajuste de um controle interno. É claro que há casos

em que é necessária uma recalibração total, mas isto será discutido mais adiante.

1.2

circuitos:

Compreensão

do

funcionamento

dos

Não basta saber o que um aparelho faz é preciso que se saiba também como o faz, isto é, como ele funciona, para se puderem acompanhar seus diversos estágios e verificar se estão ou não executando a tarefa para a qual foram projetados, e da maneira que deveriam. Se assim não for corre-se o risco de, durante a manutenção, aprofundarmo- nos mais e mais em um labirinto de circuitos e componentes, sem que se vislumbre uma saída.

1.3 – Esquema: O esquema ou diagrama deve estar disponível e, sempre que possível, com voltagens e formas de onda nos diversos pontos de teste. De preferência, deve ser acompanhado dos circuitos. A maioria dos equipamentos profissionais, e alguns de entretenimento, possuem manuais de serviço contendo todas as informações necessárias.

técnica

entende-se o conjunto de manuais de componentes, gráficos, tabelas, livros de consulta, revistas, manuais de serviço, etc. Tudo é muito importante, pois ninguém, por mais privilegiado que seja, conseguiria guardar na memória toda a imensa quantidade de informação necessária a este trabalho.

1.4

Literatura

técnica:

Por

literatura

-

EQUIPAMENTO:

Este é o requisito mais difícil de ser satisfeito, em virtude do empate de capital em que implica, mas,

quando se usa equipamento adequado, o retorno é rápido e garantido (desde que o equipamento seja realmente usado e saiba como usá-lo com eficiência). Infelizmente, na maioria dos casos, o que se faz é improvisar ou usar equipamento insuficiente ou inadequado, com a consequente ineficiência. Por equipamento entendemos o conjunto de instrumentos de teste e medição necessários, ao bom desempenho do trabalho de manutenção. Se nos restringirmos apenas ao reparo do aparelho, já necessitaremos de algum equipamento, mas, se, além disto, tivermos de executar calibração e ajustes, tudo se complica, pois, neste caso, necessitaremos de padrões e geradores de alta precisão, e cujo custo é muito elevado. Alguns equipamentos são de uso geral, aplicáveis nas mais diversas circunstâncias, e outros de uso mais específico, como por exemplo, o frequencímetro, o gerador de pulsos, o analisador de espectro, etc. Os equipamentos de uso geral que todo técnico deve ter são:

Multímetro, ou “multitester”, como querem alguns. Este é básico e obrigatório em qualquer bancada, pois é utilizado para medir as quantidades básicas da eletricidade: voltagem (contínua e alternada), corrente e resistência. Alguns tipos medem ainda outras quantidades, como capacitância e indutância, além das sempre presentes, mas nunca usadas, escalas de dB. Um multímetro digital é de grande valia, pois oferece maior precisão e alta impedância em todas as escalas, inclusive as mais baixas, em que permite medir tensões da ordem de milivolts. Atualmente já é possível adquirir um DVM, como também é chamado, a um custo razoável.

Osciloscópio. Para execução de reparos de nível pouco acima da “tentativa e erro”, haverá necessidade de um osciloscópio. Ele é atualmente o único meio de se ver com precisão e clareza o que está acontecendo “dentro” de um circuito eletrônico. Com ele pode-se medir voltagens e correntes de qualquer tipo, desde CC até as formas de onda mais complexas; verificar a presença de ruídos; etc. Com o osciloscópio pode- se medir e analisa praticamente qualquer coisa; basta que se disponha do transdutor adequado.

O osciloscópio é um instrumento de grande utilidade no laboratório. Este é um modelo portátil, pesando apenas três quilos, e operado à bateria, especial para trabalhos de campo.

FERRAMENTAS:

Por isto elas devem ser fortes e resistentes, da melhor qualidade possível. E claro que as ferramentas de boa qualidade são caras, mas, neste item, não vale a pena economizar, pois ferramentas baratas, consequentemente de baixa qualidade, duram pouco, ás vezes pouquíssimo, e, em muitos casos, mais aborrecem do que ajudam. Um jogo de ferramentas básico é indispensável. Acréscimos podem ser feitos à medida que forem sendo necessários

Ferramentas básicas

1. Estilete - Por incrível que pareça é a primeira

montador de

ferramenta

computadores. Lembre-se

utilizada

pelo

que é necessário a desembalagem do equipamento

e

que normalmente vem lacrado com fitas adesivas

e

caixa de papelão que precisam ser abertas, ou no

caso de “importação” do país vizinho, vem embalado

em matéria plástica inviolável que só um bom estilete pode superar.

2. Chave Philips - Esta é a principal ferramenta de

um mantenedor ou montador de computadores. Todos os parafusos do gabinete que vem acomodados em um saquinho plástico são do tipo Philips. De acordo com muitos profissionais o simples uso de uma chave Philips é o suficiente para a substituição de qualquer componente de um microcomputador PC, por isso, é recomendado à compra da melhor marca de chave que você possa encontrar, verifique junto a uma loja de ferramentas quais são as marcas de confiança.

3. Alicate de bico - Um alicate de bico é extremamente necessário. Muito versátil, substitui uma pinça, principalmente na hora de retirada de um determinado jumper da placa de sistema ou do jumper do display que determina o clock que aparecerá para o usuário. Eventualmente pode ser usado para “pegar” aquele parafuso difícil que caiu exatamente entre dois pontos de difícil acesso no computador.

4. Alicate de corte - Como o nome diz serve para

cortar ou aparar determinados componentes do computador. Em eletrônica tem a função básica de descascar fios ou corta-los, aqui em informática, usamos para este fim, mas também, para aparar os suportes de nylon da placa de sistema que não possuem furos apropriados na placa metálica do gabinete, fazendo assim um apoio improvisado da placa ao gabinete.

5.

Vasilhame de parafusos –Na verdade não só de

parafusos de todos os tamanhos ou tipos , mas de arruelas, suportes de nylon para a placa de sistema, arruelas isoladoras, parafusos de fixação da placa

de sistema ao gabinete, elásticos ou amarras, Straps etc. Podemos afirmar que guarda as miudezas necessárias para que o mantenedor tenha tudo a mão em qualquer hora.

6. Chave de fenda - No item anterior falamos que o

obrigatório é uma chave Philips, não mentimos, mas

o uso de uma pequena chave de fenda é necessário

para conectar ou desconectar uma impressora da LPT1 ou mesmo para equipamentos que fogem do padrão genérico. Da mesma forma verifique as marcas de conceito, na verdade todas suas ferramentas devem obedecer ao princípio da qualidade.

7. Chave tipo canhão - ferramenta necessária para

a montagem ou substituição da placa de sistema. É com ela que fixamos firmemente os parafusos sextavados que unem a placa de sistema ao gabinete. Ferramental complementar

1. Multitester - É um instrumento mais elaborado

que não deve faltar na mala do mantenedor. Usado para verificação de tensões na fonte de alimentação, quando usado em escala de Volts. Bem como verificação de continuidade nos diversos flat cables ou possíveis curtos em cabos de rede coaxial por exemplo.

2. Caixa de micro chaves - De uso eventual para

pequenos parafusos de fenda ou do tipo Phillips. 3. Borracha - Normal do tipo que apaga caneta, usada quando precisamos limpar contatos de placas do micro que com o tempo podem

“zinabrar”, causando mau contato e consequente defeito.

4. Lanterna de inspeção - Usada principalmente em manutenção quando é necessário enxergar nos cantinhos escuros do gabinete para verificar se determinado strap está habilitado ou desabilitado, ou mesmo o número de um chipset qualquer. Para facilitar a operação a lâmpada está posicionada na ponta de uma haste flexível.

5. Lupa com lâmpada - com função semelhante a da lanterna de inspeção, a lupa aumenta, e a lâmpada ilumina o detalhe a ser observado.

6. Pinça tríplice - Usada normalmente para pegar aquele parafuso que caiu bem no meio dos chips da placa mãe. Agarra e dispensa o uso de pressão pela mão humana, segurando o parafuso automaticamente.

7. Pincel - Usado normalmente para limpar possíveis sujeiras incrustadas nos slots de memória ou de placa de expansão. Recomenda-se também após a pincelada o uso de um limpa contato químico que é vendido em lojas de eletrônica.

8. Canivete Suíço - Vocês não podem imaginar a

utilidade que um canivete suiço pode proporcionar em todos os campos incluindo a manutenção de computador. Só na hora que você precisar de

uma

tesourinha, no canivete vai encontrar, ou

aquela

serrinha, tudo está lá.

10. Sacador de chip - É raro o uso, mas quando precisar é a melhor ferramenta para fazer o procedimento, normalmente já vem junto com o kit de ferramentas.

Para completar o arsenal de ferramentas, podemos ainda citar algumas ferramentas especiais e outras de bancada:

Morsa - Uma pequena morsa tem-se mostrado de extrema utilidade na hora que precisamos daquela terceira mão, como por exemplo, na hora de soldar um conector de rede.

Ferro de solda e sugador de solda - Algumas atividades podem exigir eventualmente o uso de solda, o que justifica a compra de um pequeno ferro de solda de 24 ou 30 Watts. Parafusadeira elétrica - Para quem trabalha com montagem de micros em grande escala esta ferramenta dinamiza bastante tal trabalho.

Luminária de bancada ajustável com lupa - pode ser usada em serviços de montagem de micro para melhor visualização do local de trabalho.

Pulseira anti estática - A eletricidade estática é a maior inimiga dos componentes do computador, usando uma pulseira, você vai proteger seu trabalho de possíveis prejuízos.

Outro cuidado com as ferramentas é não deixá-las enferrujar, e, para isto, existe uma infinidade de produtos à disposição no mercado, desde o corriqueiro óleo de cozinha, até a sofisticada graxa de silicone. E qualquer um deles serve para evitar a ferrugem.

Esta é uma maleta de ferramentas usada para trabalho de campo. Além das ferramentas, contém multímetro, peças de reposição, congelador, lubrificante, etc. COMPONENTES DE REPOSIÇÃO:

Nenhum dos itens anteriores pode ser considerado mais, ou menos importante do que o outro; todos são igualmente importantes, mas este último é, decididamente, de importância vital e absolutamente indispensável. Suponha que um ótimo técnico, com o manual de serviço, com ferramentas e equipamento adequados, está fazendo manutenção de um aparelho que conhece muito bem, e descobre que um determinado estágio está defeituoso, estágio este constituído de um circuito integrado e mais alguns componentes; e descobre, ainda, que algumas voltagens estão incorretas. O próximo passo será substituir o CI e comprovar o funcionamento correto do equipamento. Mas ele não possui o CI. Então o que fazer? Não há o que fazer. Sem componentes adequados para substituir, simplesmente não há manutenção corretiva. Muito mais poderia ser dito a respeito dos pré-requisitos necessários à manutenção em eletrônica; o que foi dito é apenas um resumo, mas mesmo assim, a muitos parecerá exigência de mais, e podem pensar que sempre “dão um jeito”. A esses eu temeria confiar até mesmo manutenção de um ferro elétrico de passar roupa. Um serviço mal feito (“quebra galho”) pode vir a dar prejuízos muito maiores no futuro.

PESQUISA DO DEFEITO:

Uma vez determinado que certo aparelho não esteja funcionando corretamente, ou simplesmente não

está funcionando, passamos às etapas necessárias para a localização do defeito. E a primeira providência, antes de pesquisar o defeito, diz respeito à limpeza. Quando um aparelho vai para manutenção, geralmente está sujo e empoeirado, muitas vezes com camadas de poeira, na parte interior, assustadoramente espessas. Neste caso, antes de tudo, deve-se proceder à retirada da poeira com ar comprimido ou com um aspirador de pó. Frequentemente é necessário ajudar a “desgrudar” a poeira com um pequeno pincel chato. Há casos mais severos em que o aparelho está e/ou graxa (principalmente quando foi submetido à “lubrificação” de chaves rotativas, por algum curioso) nos quais a poeira adere, e se torna muito difícil a sua remoção. Em outros casos o acúmulo progressivo de sujeira, durante anos, forma uma camada grossa resistente que não sai com o pincel. Nestes casos, o melhor é proceder a uma lavagem do aparelho completo, ou de parte dele, com água e detergente, pondo-o em seguida para secar em uma estufa. Dividimos em seis etapas a tarefa de localização de defeitos: Mas, antes de abrir o aparelho e mergulhar na sua complexidade, devemos tomar consciência de uma regra básica, que muitas vezes ajuda a poupar tempo e “fosfato”:

Procure primeiro as causas simples”. Na figura acima

algumas das prováveis falhas que podem fazer com que a alimentação não chegue ao aparelho. Muitas vezes o técnico perde um tempo enorme tentando localizar um defeito, quando o simples reaperto de um conector em um soquete, por exemplo, poderia resolver o problema. Em equipamentos complexos, com cabos de interligação e placas de circuito impresso com conectores, isto é muito comum. É a versão moderna do famoso “fiozinho solto”, a que todos os leigos atribuem todos os defeitos de todos os equipamentos eletrônicos. As seis etapas são as seguintes:

1) Assegurar-se de que todas as condições necessárias para o funcionamento do aparelho sejam satisfeitas. 2) Assegurar-se que todos os controles estejam corretamente posicionados 3) Verificar se não há problemas de calibração e ajuste 4) Efetuar rigorosa inspeção visual 5) Localizar o estágio defeituoso 6) Localizar o componente defeituoso. Para o fim de analisar cada uma destas etapas, vamos nomeá-las abreviadamente assim:

1) Condições; 2) Controles; 3) Calibração; 4) Inspiração; 5) Estágio; 6) Componente.

CONDIÇÕES:

Uma trilha de circuito impresso que parece normal a olho nu pode revelar uma rachadura quando examinada com lente de aumento. Todo equipamento eletrônico necessita de determinadas condições para seu correto funcionamento, e a mais elementar dessas condições é a alimentação de energia elétrica. Portanto, as verificações iniciais são as seguintes:

verificar se há tensão na rede que o alimenta e se essa tensão é a correta para o aparelho. Por exemplo, um equipamento para 220 V ligado em rede de 110 V não funcionará corretamente. Se o aparelho for alimentado por pilhas ou baterias, medir a voltagem das mesmas com carga, pois se as baterias podem apresentar voltagem normal em circuito aberto. Podem “arriar” quando ligadas a uma carga. No caso de um aparelho completamente “morto”, verificar se a tensão de alimentação está realmente chegando ao aparelho, isto é, se não há um fusível aberto (muitos equipamentos possuem mais de um), se o interruptor está funcionando, se o cordão de força não está interrompido, etc. Além das condições gerais, aplicáveis a qualquer equipamento, existem outras, mais específicas e aplicáveis somente aos equipamentos a que se referem. Estas devem ser verificadas nos próprios manuais de instrução dos aparelhos. Por exemplo, certo instrumento pode ter seu funcionamento correto assegurado somente se um determinado plug estiver encaixado em algum soquete meio escondido na parte traseira do mesmo;

outro pode necessitar de uma conexão de água para resfriamento, a uma determinada pressão, etc. Outro fator muito importante que se deve ter em mente, principalmente no nosso clima, é a temperatura. Todos os fabricantes de aparelhos profissionais estabelecem uma faixa de temperatura para seu bom funcionamento. Na maioria dos casos, se esta faixa for ligeiramente ultrapassada, nada acontecerá, mas, se, por exemplo, um determinado instrumento for especificado para funcionar em temperaturas entre 10 ºC e 25 ºC, e estiver em um ambiente cuja temperatura é 40 ºC (o que não é tão difícil como possa parecer) muito provavelmente apresentará problemas. Finalmente, deve-se considerar algo muito importante: todo equipamento eletrônico é sempre um sistema que opera sob o princípio de estímulo e reação. Todos eles têm sempre uma ou mais entradas e uma ou mais saídas. Todos devem produzir um determinado efeito quando estimulados corretamente. Esse efeito pode ser muito simples, como em um oscilador de áudio, ou muito complexo, como em um computador. O efeito é a razão da existência do aparelho, mas, para que o produza, ele deve receber um ou mais estímulos, ou seja, devem existir fatores que atuem sobre sua entrada. Por exemplo, um rádio receptor tem como efeito o som fornecido por seu alto-falante, que é a saída, e o fator ou estímulo que vai produzir a saída é a onda eletromagnética que atinge sua antena, que é a entrada. CONTROLES:

Existem muitos casos em que o usuário de um determinado equipamento chama o técnico de manutenção, alegando que o mesmo está defeituoso, somente para descobrir desconcertado, que o simples girar de um ou mais botões de

controle faz com que o aparelho volte a funcionar normalmente. Não havia defeito, mas apenas erro de operação. Se for desagradável acontecer isto com o usuário, com o técnico de manutenção é desastroso. Por isso é imperativo que o técnico conheça bem o aparelho e sua operação. E, caso ele venha a se defrontar com um equipamento que desconheça, o melhor que tem a fazer é ter um pouco de paciência, ler o manual de instruções e familiarizar-se com o antes de começar a trabalhar nele, caso contrário correrá o risco de perder muito mais tempo enredando-se em controles e conceitos desconhecidos, e somente chegar a um resultado satisfatório por acaso. Se chegar. Portanto, a segunda coisa a fazer é verificar se todos os controles estão operando satisfatoriamente e se consegue com eles fazer o aparelho funcionar. Muitos aparelhos possuem controles meio escondidos, no painel traseiro, ou nas laterais, que podem ser inadvertidamente movidos, causando uma perturbação qualquer “inexplicável”. Também o ajuste incorreto de um controle pode indicar falsamente um defeito que não existe. Por exemplo, um determinado osciloscópio pode ter o controle de estabilidade de trigger Fora de ajuste, fazendo com que o traço desapareça da tela. E, se, por acaso, a lâmpada piloto estiver queimada, (o que é bastante comum) ele aparentará estar completamente “morto”, quando na realidade não tem problema algum exceto a lâmpada queimada. CALIBRAÇÃO:

A constatação de problemas é, na maioria dos caos, bastante fácil, pois eles raramente fazem um aparelho deixar de funcionar. O que geralmente acontece é que ele funciona perfeitamente, mas, fora das especificações originais.

Isto não quer dizer que não existam casos em que uma descalibração cause a paralisação do

funcionamento. Estes casos existem, mas são raros

e geralmente acontecem com equipamentos de

baixo custo, nos quais os controles de calibração têm normalmente, faixa mais ampla de atuação, para compensar a maior tolerância nos valores dos componentes. Um aparelho sai de calibração geralmente devido à alteração dos valores dos componentes com o tempo. Em certos casos, a alteração assume proporções muito grandes, passando então assumir características de defeito. Neste caso, uma recalibração não irá restaurar o funcionamento normal e o componente normal e o componente alterado deverá ser substituído. De qualquer forma, sempre que um aparelho se apresenta defeituoso,

uma verificação de sua calibração se faz necessária, durante e depois do reparo. INSPEÇÃO:

Esta é, talvez, a parte mais tediosa de um serviço de manutenção, mas frequentemente é mais do que compensadora, pois descobre defeitos sem que seja necessário efetuar análises e medições. Parte da inspeção visual já deve ter sido efetuada durante a limpeza do aparelho, se esta foi necessária, pois tais coisas como um conector solto ou a falta de alguma válvula, CI ou transistor “soqueteado” (isto realmente existe!) são facilmente perceptíveis. A inspeção pode realmente descobrir defeitos, mas

é necessário que seja feita de maneira certa, pois se pode examinar um aparelho várias vezes, e não encontrar a falha que lá esteja, e não se souber o que procurar. As falhas mais comuns que se podem encontrar pela inspeção dos circuitos são: soldas frias, conexões dessoldadas e Fios partidos

(principalmente junto a pontes, soquetes, conectores, terminais e circuitos impressos); fios descascados ou pontas de fios fazendo curto com outras partes do circuito; circuitos impressos danificados ou com fios de solda fazendo curto entre trilhas adjacentes; componentes queimados ou descorados; válvulas embranquecidas; capacitores inchados ou vazando; conectores ou placas de circuito impresso deslocados; porcas e parafusos soltos ou perdidos dentro do aparelho; Insetos e aracnídeos em geral (é sério: já encontrei uma fonte de alta tensão de um osciloscópio Tektronix “pifada” porque uma barata se meteu entre o terminal “vivo” e o chassi). No trabalho de inspeção algumas ferramentas simples são de grande utilidade:

a) um alicate de bico, para puxar fios e conexões; b) um objeto pontudo que pode ser uma alavanca feita com agulha de sapateiro que mencionei nas ferramentas para mover coisas, afastar coisas e raspar circuitos impressos; c) um pincel chato, para remover poeira; d) uma lente de aumento para examinar soldas e possíveis curtos nos circuitos impressos; e) um espelho de dentista, cujo uso é evidente. Outros sentidos, além da visão, podem, e deve ser usados neste passo da pesquisa: o olfato, o tato, o sentido térmico, a audição, e ainda aquele décimo quinto sentido que todo eletrônico deve ter: a “desconfiança”. ESTÁGIO:

Esta etapa é, sem dúvida, a mais complexa e trabalhosa, e a que mais exige do técnico em conhecimentos e habilidade. Toda aquela bagagem de conhecimentos, de familiaridade com o aparelho sob teste, de desembaraço no uso de instrumentos auxiliares, e

toda a literatura técnica de consulta, deverão estar a postos para serem usados neste passo. E quanto mais complexo for o aparelho, tanto mais eles serão necessários. Mas, antes de continuarmos, vamos rever o que se entende por estágio. Veja a figura acima:

Exemplo de estágio. Cada bloco representa um estágio de um receptor de rádio e em conjunto com os outros, perfazem o receptor completo.

É um termo bastante relativo, que pode significar um

simples diodo, acompanhado por um capacitor e um resistor, formando um estágio detector, até um computador completo, com 32 kbytes de memória, e que é um estágio de um Sistema Automático de Testes Lógicos. Um estágio pode ser qualquer coisa, desde que faça parte de um sistema maior. Por exemplo, um motor elétrico que seja ligado por uma chave magnética, a qual é ligada e desligada por uma botoeira, é um sistema de três estágios. Coloquemos, então, a questão da seguinte forma:

Estágio é um conjunto de componentes que executam uma função bem determinada, dentro de um sistema maior que inclui, necessariamente, outros estágios” Isto posto, vamos ver os vários modos de se pesquisar o estágio defeituoso em um equipamento eletrônico. 5.1) Acompanhamento de sinal:

É o modo pelo qual, munido de um sensor-indicador

apropriado, tal como um osciloscópio, voltímetro ou “pesquisador de sinal”, o técnico tenta acompanhar um sinal injetado no aparelho, ou produzido por ele, através de seus vários estágios, para descobrir qualquer anomalia introduzida por algum deles. 5.2) Injeção de sinal:

É

acompanhar o sinal, injeta um sinal apropriado no aparelho; nas entradas de seus vários estágios. Este

o modo inverso do anterior. O técnico, ao invés de

método, naturalmente, só pode ser usado quando o próprio aparelho sob teste serve de indicador, mostrando a saída de sinal através de um ponteiro, uma tela, um display, etc. 5.3) Injeção: Acompanhamento de sinal –

É

uma combinação dos dois anteriores, e é

normalmente utilizado quando o aparelho sob teste não fera um sinal próprio, ou não recebe de um acessório, e também não pode servir de indicador. Esta barata meteu-se entre o terminal vivo da alta voltagem e o chassis, foi eletrocutada e causou a paralisação no aparelho. 5.4) Medições - De voltagens, correntes e resistência. Este é o modo mais trabalhoso e difícil de ser usado para localizar o estágio defeituoso (é normalmente usado para localização do componente defeituoso), pois, além de se ter de provar o maior número de pontos no circuito é, talvez, o mais frequentemente usado. Muitas vezes o técnico acredita que perderia muito tempo em familiarizar-se com o aparelho e aprender como funciona, e acaba por perder mais tempo ainda tentando consertá-l0 mediante o

expediente de “suspeitar” de certos componentes, sem nenhuma dose razoável de argumentos para isto, e trocá-los, apenas para descobrir que não era aquele o responsável, continuando o processo até acertar, geralmente, por acaso.

É

certo que muitas vezes este processo tem de ser

usado, mas, em conjunto com outros, e de uma forma racional, isto é, quando já se tem uma ideia bastante razoável da região do circuito onde é mais provável estar o defeito, e os componentes

suspeitos devem ser testados mediante substituição direta. Estes são os processos mais práticos e acessíveis para pesquisa do estágio defeituoso.

Existem outros, mais sofisticados e que exigem equipamentos mais complexos e, portanto. Caros e difíceis de serem, conseguidos. Falaremos deles em outra ocasião. Quanto a qual dos modos de teste acima descrito usar, depende de vários fatores: até que ponto o técnico está familiarizado com o equipamento; tipo de aparelho que está testando; tipo e quantidade de equipamentos auxiliares disponíveis; etc. De nada adianta, por exemplo, desejar-se usar o método de injeção de sinal se não se dispuser de um gerador apropriado. O caso mais frequente é que se usa mais de um processo, separada ou simultaneamente, e aquele mais usado em conjunto com outros é o de medida de resistência, voltagem e corrente, mas isto geralmente é feito quando se chegou a um estágio suspeito, e já se procura o componente defeituoso. Quando o defeito parece ter atingido mais de um estágio, geralmente é apenas porque eles estão interligados e, consequentemente, uma falha em um deles se propaga aos outros. Quando ocorrer que todos os estágios parecem ter problemas, é óbvio que o responsável mais provável é a fonte ou as fontes de alimentação. Mas não se deve esquecer que um estágio defeituoso pode sobrecarregar a fonte de alimentação e assim, afetar todo o sistema. Mais adiante trataremos de alguns casos especiais como intermitentes e circuitos de malha fechada. Exemplos de malha fechada. No oscilador, à esquerda, o elo de realimentação B determina a frequência e a amplitude do sinal de entrada do amplificador, o qual vem de sua saída. No regulador de tensão, à direita, o sinal de entrada do amplificador/comparador é uma amostra da tensão

de saída, que, por sua vez, depende da saída do amplificador. COMPONENTES:

Uma vez localizado o estágio defeituoso, o passo lógico seguinte é procurar o responsável para trocá- lo. Nesta etapa os processos usados são essencialmente os mesmos que para a localização do estágio, apenas em escala menor. Vejamos alguns procedimentos:

6.1) Verifique as voltagens e formas de onda – um componente defeituoso fatalmente alterará voltagens e/ou formas de onda. Por comparação com as normais, verifica-se as alterações que normalmente serão maiores, quanto mais perto do componente defeituoso. 6.2) Verifique os componentes - certos componentes como, por exemplo, diodos e capacitores, podem ser verificados no próprio circuito quanto a curtos ou abertos. Outros devem ser retirados e medidos fora do circuito, ou substituídos. Algumas verificações podem ser feitas como segue:

Válvulas - o mais eficiente teste para válvulas é a substituição direta. É a única maneira de se assegurar se a válvula está ou não operando satisfatoriamente. Os testadores comuns de válvulas apenas indicam se ela está emitindo razoavelmente e nada mais. É claro que curtos podem ser verificados com o ohmímetro. Um caso particular de válvula é o Tubo de Raios Catódicos, ou Cinescópio, que pode ser testado pela observação da imagem, desde que se meçam antes as voltagens nos seus eletrodos e se assegure que estão todas corretas. Transistores – O melhor teste para transistores é também a substituição direta, mas não é o único válido. Ao contrário das válvulas, os transistores são componentes resistivos, suas junções podem

condições podem ser verificadas com o ohmímetro. Mas, outros tipos de falhas somente podem ser percebidos mediante testes mais elaborados, ou por substituição. De qualquer forma um testador de transistores é mais conveniente, e um traçador de curvas, o ideal, pois testará o componente sob condições dinâmicas simuladas. Mas mesmo este teste não assegura 100% de certeza em todos os casos, pois, como dissemos, as condições são simuladas e, consequentemente, não são idênticas às condições reais do circuito. Deve-se ter o máximo de cuidado com os MOSFET, pois são facilmente danificáveis por cargas estáticas, e estas podem existir em nosso corpo ou em nossas roupas em quantidades impressionantes. Diodos – podem ser testados com o ohmímetro ou com o traçador de curvas. Valem aqui as mesmas considerações que para os transistores. Resistores – podem ser testados com o ohmímetro ou com o traçador de curva. Em alguns casos é necessário usar um megohmímetro. Indutores – podem ser testados com o ohmímetro, somente quanto à continuidade. Quanto a espiras em curto, somente com aparelho especial ou com ponte de indutâncias. Os transformadores podem, muitas vezes, ser testados com voltímetro de CA, medindo-se as tensões nos seus terminais. Capacitores – podem ser testados com ohmémetro quanto a curtos ou fugas. O melhor é usar uma ponte de capacitâncias ou um capacímetro digital, de preferência um que meça também o fator de dissipação. Circuitos integrados- Estes são os componentes mais complexos e, consequentemente os mais difíceis de serem

testados; existem em uma infinidade de funções diferentes. Primeiramente, devemos considerar que existem duas grandes categorias de Cls, os lineares e os digitais, sendo que os primeiros são os que apresentam maior diversidade de funções. Existem meios de testar Cls, tanto lineares como digitais, mas são métodos que empregam equipamento muito especial, sofisticado e caro, e só se justificam quando a quantidade a ser testado é muito grande e constante. No caso de manutenção os métodos usados são basicamente os mesmos já descritos para estágios, principalmente os mesmos já descritos para estágios, principalmente acompanhamento de sinal. Isto quando se tratar de Cls simples. Para os mais complexos, com maior número de funções, ou de entradas e saídas, o mais prático é substituição direta. É praticamente impossível testar, por exemplo, um microprocessador, um chip de memória, ou mesmo um multiplexador por meio dos métodos convencionais já descritos. Quanto aos componentes eletromecânicos, como chaves, conectores, cabos, etc., o procedimento de teste é pela inspeção visual e medição de continuidade com o ohmímetro. Algumas vezes esses componentes apresentam fugas que não são perceptíveis com o ohmímetro. Nestes casos, a solução é a medição com megohmímetro, ou a substituição. Uma vez localizado e trocado o componente defeituoso, uma completa verificação do funcionamento será efetuada, juntamente com uma verificação da calibração. Caso necessário (e geralmente o é) faz-se uma recalibração, parcial ou total. Muitas vezes é suficiente um pequeno retoque em alguns controles.

E, finalmente, dar um pouco de atenção à aparência externa do aparelho. É uma boa ideia dar uma esfregada com cera líquida para automóvel, se o móvel for pintado, ou mesmo com WD-40, que também é bom para limpeza. Se o móvel for de madeira, um pouco de óleo ou cera, dará uma ótima aparência. Quase sempre, uma “caprichada” na aparência externa de um aparelho influencia muito mais a opinião do cliente (ou do patrão) a respeito do técnico, do que um serviço de manutenção tecnicamente bem executado. São coisas de humanos

CASOS ESPECIAIS:

Um circuito constitui uma “malha fechada” quando a sua entrada está conectada à saída de tal forma que uma é função da outra. Os três exemplos típicos são os osciladores, as fontes de alimentação reguladas e os servomecanismos. Não cabe aqui uma descrição destes dispositivos, portanto, vamos nos limitar a mencionar uma linha de procedimento possível para pesquisa de defeitos neste tipo de circuito. Provavelmente, o método mais aconselhável é “abrir” a malha em um ponto onde se conheça bem os parâmetros que devem existir, e simulá-los mediante dispositivos externos. Por exemplo, em um registrador potenciométrico, pode-se desligar o potenciômetro da pena registradora e simular sua ação por meio de uma fonte e um potenciômetro externo. Por tudo isso, um dos métodos que se mostra mais eficiente para o diagnóstico é a medição de voltagens, resistências e correntes. É relativamente demorado e trabalhoso, mas é o que produz os resultados mais satisfatórios.

DEFEITOS INTERMITENTES:

Se há algo capaz de deixa um técnico de cabelos brancos, insone, doido, babão, ou simplesmente louco furioso, é um defeito intermitente. Procurar este tipo de defeito é mais ou menos como tentar pegar uma única pulga saltitante no meio de um bando de cachorros. Intermitente é aquele defeito geralmente produzindo por um mau contato, solda fria ou componente quebrado. Que você tem certeza que achou e consertou, e deixa o aparelho funcionando quatro dias, devidamente submetido à pancadinhas, chacoalhadas, sacudidas e exorcismos a intervalos regulares, somente para vê-lo retornar, no quinto

dia, zombeteiro e cínico, apenas por alguns minutos,

e faze- lo começar tudo de novo.

É claro que o intervalo de tempo entre desaparecer e aparecer de novo nem sempre é de quatro dias, pode ser tão curto como poucos segundos, ou tão longo como alguns meses. Seu aparecimento pode depender de absolutamente nada, isto é, sem nenhuma causa aparente, e pode também depender das circunstâncias mais estapafúrdias como, por exemplo, uma pancadinha com o cabo de uma chave Philips nº 1, vermelha no lado direito a cinco centímetros da base e

27 cm da frente. Ou o aparelho pode funcionar muito bem no chão e ficar completamente “morto” em cima da mesa. Ou pode ser que funcione quando inclinado 37 graus e meio para a esquerda. De qualquer forma, o mais frequente é que pancadinhas com qualquer objeto, ou mesmo com os dedos, provoquem o aparecimento do defeito. O mais frustrante, no entanto, é quando nem as pancadinhas provocam mais o aparecimento defeito

e sabemos que ele existe e voltará.

A única coisa quase comum a todos os defeitos intermitentes é que eles não são elétricos, e sim mecânicos: soldas frias, conectores rachados, trilhas de CI partidas, soquetes defeituosos, terminais de componentes soltos, chaves e interruptores com mau contato, etc. Eu disse acima “quase” comum por que existem intermitentes elétricos. São raros, mas quando surgem, podem assumir as formas mais estranhas. Já encontrei um diodo que somente conduzia quando a tensão nos seus terminais, no sentido direto, ultrapassava três volts, e, com as flutuações no aparelho, isto acontecia esporadicamente. “Em eletrônica tudo é possível”: Esta frase reflete uma realidade, ás vezes desconcertante. Mas, se for sempre lembrada e principalmente quando todos os recursos normais falharem poderá levar á procura das causas mais absurdas para os defeitos mais simples. E isso muitas vezes é o que resolve o problema.

CONCLUSÃO:

Aos técnicos que, devido às circunstâncias, estão habituados a trabalhar sempre com a mesma marca e tipo de aparelho, tudo o que foi dito aqui poderá parecer muito rebuscado, trabalhoso e até confuso. Eles devem reparar sempre os mesmos defeitos, e por isso já decoraram os sintomas e as causas, e podem fazer manutenção de “olhos fechados”. Mas se um deles tiver de consertar um aparelho diferente da sua linha, e que nunca tenha visto, não conseguirá. Primeiro porque não tem o conhecimento específico daquele tipo de equipamento, e segundo, porque não dispõe dos recursos necessários.

Mas se ele puder vir a conhecer e se familiarizar com o equipamento, e se lhe for, cedidos os recursos e ele seguir um bom método de trabalho, certamente conseguirá. A conclusão a que chegamos, é que um técnico que seja inteligente, tenha boa formação, tenha suas fontes de consulta, tempo e os recursos materiais necessários, conseguirá consertar qualquer coisa, desde que siga um método racional de trabalho.

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