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Organização da AGU O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir

Organização da AGU

O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

Sumário

1.

Nomenclatura

2

2.

Estrutura e características

 

2

3.

Responsabilidade do Parecerista

8

4.

Regime disciplinar

9

5.

Carreiras

13

5.1 Procuradoria-Geral

da

União

13

5.2 Procuradoria-Geral

da

Fazenda Nacional

13

5.3 Procuradoria-Geral

Federal

14

5.4 Procuradoria-Geral do Banco Central

14

 

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1. Nomenclatura Organização da AGU O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores

1. Nomenclatura

Organização da AGU

O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

Em razão de eventuais equívocos, faz-se necessário diferenciar os termos “a AGU” e “o AGU”, correspondendo o primeiro à instituição, isto é, à Advocacia-Geral da União, órgão do Poder Executivo, e o segundo ao chefe da instituição, seu dirigente, o Advogado-Geral da União. No mesmo sentido, “a PGFN” possui contornos institucionais, isto é, a Procuradoria- Geral da Fazenda Nacional, ao passo que “o PGFN” refere-se ao Procurador-Geral da Fazenda Nacional, que é o dirigente da instituição.

2. Estrutura e características

A Advocacia-Geral da União (a AGU) consiste em um órgão superior que é chefiado pelo Advogado-Geral da União (o AGU). Dentro do referido órgão, existem quatro instituições, quais sejam, a Procuradoria-Geral da União (PGU), a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a Procuradoria-Geral Federal (PGF) e, por fim, a Procuradoria- Geral do Banco Central (PGBC). Seus dirigentes correspondem, respectivamente, ao Procurador-Geral da União, ao Procurador-Geral da Fazenda Nacional, ao Procurador-Geral Federal e ao Procurador-Geral do Banco Central. Por sua vez, os integrantes das respectivas carreiras que não exercem a função de chefia nas instituições acima referidas são denominados de Advogados da União, Procuradores da Fazenda Nacional, Procuradores Federais e Procuradores do Banco Central.

Advocacia-Geral da União
Advocacia-Geral da
União
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradores do Banco Central . Advocacia-Geral da União Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional Procurador- Geral
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional
Procuradoria-Geral
da Fazenda Nacional
Procurador- Geral da Fazenda Nacional
Procurador-
Geral da
Fazenda
Nacional
Procuradoria-Geral Federal
Procuradoria-Geral
Federal
Procurador- Geral Federal
Procurador-
Geral Federal
Procuradoria-Geral da União
Procuradoria-Geral
da União
Procurador- Geral da União
Procurador-
Geral da União
Procuradoria-Geral do Banco Central
Procuradoria-Geral
do Banco Central
Procurador- Geral do Banco Central
Procurador-
Geral do Banco
Central
Procuradores Procuradores Advogados da Procuradores da Fazenda do Banco União Federais Nacional Central
Procuradores
Procuradores
Advogados da
Procuradores
da Fazenda
do Banco
União
Federais
Nacional
Central

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A Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União é representada pela Lei Complementar

73/1993. Importante ressaltar que o referido estatuto normativo não dispõe sobre os órgãos Procuradoria-Geral Federal e Procuradoria-Geral do Banco Central (que já existiam antes da publicação do estatuto acima mencionado) haja vista que somente a partir da Constituição

Federal de 1988 é que foi determinada a criação da Procuradoria-Geral da União e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional como órgãos integrantes da Advocacia-Geral da União, possuindo funções específicas e determinadas relacionadas à defesa dos interesses do Estado.

A Advocacia-Geral da União, nesse quadrante, surgiu da necessidade de organizar,

sob uma única instituição, a representação judicial e extrajudicial da União, assim como a consultoria jurídica do Poder Executivo Federal.

Art. 131 (CF/88). A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

§ 1º - A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre

nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

§ 2º - O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este artigo

far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.

§ 3º - Na execução da dívida ativa de natureza tributária, a representação da União cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observado o disposto em lei.

Cumpre ressaltar que órgãos vinculados, no sentido expresso no caput do dispositivo constitucional acima transcrito, representam a Procuradoria-Geral Federal, a Procuradoria- Geral do Banco Central e outros órgãos que também não fazem parte da administração direta e que possuem a função de representar, juridicamente, o Poder Executivo.

A representação judicial ou extrajudicial da União, de quaisquer poderes, sempre

será realizada, no atual regime constitucional, pela AGU. A consultoria jurídica a ser realizada em benefício dos Poderes Legislativo e Judiciário, por sua vez, pode ser realizada

por outros órgãos, porquanto o caput do art. 131 da CF/88 apenas determina que a AGU será responsável pelas atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

Ainda, deve ser destacado que os requisitos subjetivos necessários à nomeação do Advogado-Geral da União (mínimo de trinta e cinco anos, notável saber jurídico e reputação ilibada) também são aplicáveis, por força da Lei Complementar 73/1993, ao seu eventual substituto.

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Observação: Nos termos do art. 29, §§ 2º e 3º, do ADCT, aos Procuradores da República, à época, foi facultada a opção, de forma irretratável, entre as carreiras do Ministério Público Federal e da Advocacia-Geral da União.

Art. 29, § 2º (ADCT da CF/88). Aos atuais Procuradores da República, nos termos da lei complementar, será facultada a opção, de forma irretratável, entre as carreiras do Ministério Público Federal e da Advocacia-Geral da União.

§ 3º - Poderá optar pelo regime anterior, no que respeita às garantias e vantagens, o membro do Ministério Público admitido antes da promulgação da Constituição, observando-se, quanto às vedações, a situação jurídica na data desta.

Importante notar que compete privativamente ao Presidente da República nomear o Advogado-Geral da União.

Art. 131, § 1º, (CF/88). A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

Art. 84 (CF/88). Compete privativamente ao Presidente da República:

) ( XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado- Geral da União;

O Advogado-Geral da União é (não apenas tem status), por força de lei, Ministro de Estado, cabendo ao Supremo Tribunal Federal, processá-lo e julgá-lo nas infrações penais comuns.

Art. 25, parágrafo único (Lei 10.683/03). São Ministros de Estado:

(

)

III

- o Advogado-Geral da União;

Art. 102 (CF/88). Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

) ( c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;

Já ao Senado Federal cabe o processamento e julgamento do Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade.

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Art. 52 (CF/88). Compete privativamente ao Senado Federal:

) (

II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade;

Quando o STF apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de lei ou ato normativo, caberá ao Advogado-Geral da União a defesa do ato ou texto impugnado.

Art. 103, § 3º (CF/88). - Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado.

Conforme previsto no parágrafo único do art. 84 da Constituição, o Presidente da República poderá delegar algumas atribuições aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, quais sejam:

- dispor, mediante decreto, sobre (i) organização e funcionamento da administração

federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos

públicos, e (ii) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;

- conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;

- prover cargos públicos federais, na forma da lei.

Art. 84, parágrafo único (CF/88). O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.

O Advogado-Geral da União também exerce a representação da União perante o Supremo Tribunal Federal. Contudo, ele pode delegar essa função, não o podendo apenas para o caso de recebimento das citações.

Art. 35 (LC 73/03). A União é citada nas causas em que seja interessada, na condição de autora, ré, assistente, oponente, recorrente ou recorrida, na pessoa:

I - do Advogado-Geral da União, privativamente, nas hipóteses de competência do Supremo Tribunal Federal;

Art. 13 (Lei 9.784/99). Não podem ser objeto de delegação:

) (

III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

Por fim, tem-se, então, que o AGU é o mais elevado órgão de assessoramento jurídico do Poder Executivo.

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Dentro da estrutura administrativa da Advocacia-Geral da União, o Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (CSAGU), previsto no art. 2º, I, “d”, da LC 73/03 como órgão de direção superior, possui três importantes funções principais, quais sejam realização dos concursos de ingresso na carreira, organização das listas de antiguidade e merecimento da carreira e exercício de poder decisório nos procedimentos de estágio confirmatório (estágio probatório). O mandato de seus membros é de dois anos, não sendo admitida a recondução.

Outro órgão de direção superior importante é a Corregedoria-Geral da Advocacia da União (art. 2º, I, “e”, da LC 73/03), à qual, dentre outras funções, incumbe conceder parecer

a respeito do estágio confirmatório a que se submetem os Advogados da União. Referido

órgão também deve instaurar, de ofício ou por provocação, e conduzir procedimentos administrativos contra os membros da AGU. Ademais, a Corregedoria-Geral da Advocacia da

União não trata dos demais servidores da Advocacia-Geral da União, atuando somente em relação aos seus membros propriamente ditos.

A Consultoria-Geral da União (art. 2º, I, “c”, da LC 73/03) possui a função de

colaborar com o Advogado-Geral da União no assessoramento jurídico do Presidente da República. Aquele, todavia, por delegação regimental, atribuiu à Consultoria-Geral da União

a função de coordenar a consultoria jurídica dos Ministérios, autarquias e fundações públicas.

É importante destacar que, além da chefia administrativa, a LC 73/03 possibilitou ao Advogado-Geral da União a direção jurídica da instituição.

Art. 4º (LC 73/03). São atribuições do Advogado-Geral da União:

( )

X - fixar a interpretação da Constituição, das leis, dos tratados e demais atos normativos,

a ser uniformemente seguida pelos órgãos e entidades da Administração Federal;

XI - unificar a jurisprudência administrativa, garantir a correta aplicação das leis,

prevenir e dirimir as controvérsias entre os órgãos jurídicos da Administração Federal;

XII - editar enunciados de súmula administrativa, resultantes de jurisprudência iterativa

dos

Tribunais;

XIII

- exercer orientação normativa e supervisão técnica quanto aos órgãos jurídicos das

entidades a que alude o Capítulo IX do Título II desta Lei Complementar;

Nesse sentido, o art. 28, II, da mesma Lei Complementar veda que os membros da Advocacia-Geral da União 1 contrariem súmula, parecer normativo ou orientação técnica adotada pelo Advogado-Geral da União.

1 Ressaltando, novamente, que a LC 73/03 dispõe apenas sobre a Procuradoria Geral da União e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

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A MP 2.229-43/2001, que possui efeitos permanentes em decorrência da Emenda

Constitucional nº 42/2001, criou a Procuradoria-Geral Federal e desta separou a Procuradoria-Geral do Banco Central. A aludida Medida Provisória estendeu a vedação acima noticiada (art. 28, II, LC 73/03) aos membros dos referidos órgãos.

Art. 28. Além das proibições decorrentes do exercício de cargo público, aos membros efetivos da Advocacia-Geral da União é vedado:

( )

II - contrariar súmula, parecer normativo ou orientação técnica adotada pelo Advogado- Geral da União;

As súmulas da AGU possuem a função de reduzir litígios, de modo que determinadas condutas processuais (contestar, recorrer, etc.) devem ser evitadas quando entendimento sumular assim preconizar. Em sentido análogo, os órgãos jurídicos da AGU, baseados em súmula do Advogado-Geral da União, podem determinar que os órgãos administrativos adotem condutas que sejam consonantes ao conteúdo normativo da súmula.

Os pareceres e as orientações técnicas também vinculam os membros da AGU, de modo que lhes é vedado contrariar seu conteúdo normativo. Essa vinculação atenua a independência funcional dos membros da AGU. Contudo, é importante e necessário que haja uma uniformização da Advocacia Pública, visto que o interesse a ser protegido pertence sempre ao Estado.

Art. 40 (LC 73/03). Os pareceres do Advogado-Geral da União são por este submetidos à aprovação do Presidente da República.

§ 1º O parecer aprovado e publicado juntamente com o despacho presidencial vincula a

Administração Federal, cujos órgãos e entidades ficam obrigados a lhe dar fiel cumprimento.

§ 2º O parecer aprovado, mas não publicado, obriga apenas as repartições interessadas,

a partir do momento em que dele tenham ciência.

O parecer emitido pelo Advogado-Geral da União e aprovado pelo Presidente da

República é denominado de parecer normativo. O parecer da Consultoria-Geral da União também será normativo se for aprovado pelo Advogado-Geral da União e pelo Presidente da República. Em ambos os casos, se o parecer normativo for apenas aprovado e não publicado, remanesce a vinculação apenas para as repartições interessadas.

A Lei 11.358/06 determinou que as carreiras da AGU fossem remuneradas através de

subsídio fixado em parcela única. Ficou consignado que o subsídio abrange todas e quaisquer verbas remuneratórias, mesmo que oriundas de decisão judicial transitada em julgado, excetuando-se a gratificação natalina, adicional de férias, abono de permanência, retribuição por função de chefia, direção ou assessoramento e verbas indenizatórias, aplicando-se aos ativos, inativos e pensionistas.

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Os membros da AGU, seja em decorrência da LC 73/03, seja em razão da MP 2.229- 43/2001, são proibidos de advogar. Contudo, mormente considerando que determinados estados federativos permitem o exercício da advocacia privada por seus Advogados e Procuradores, há discussões quanto a este ponto, apesar de a tese que postula pela permissão da advocacia privada não ter sido autorizada, ainda, pelos Tribunais.

A Orientação Normativa nº 27, entretanto, permite o exercício da advocacia privada

pelo membro do AGU nos casos de postulação em causa própria e advocacia pro bono.

A Portaria-AGU-118/2007, editada pelo Advogado-Geral da União da época, criou

Câmaras de Conciliação ad hoc, sendo no mesmo ano criada a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Pública Federal (CCAF), tudo no intuito de prevenir e reduzir a litigiosidade. Atualmente, a competência da aludida câmara foi ampliada, de modo que outros entes da federação que tenham determinado conflito com a União possam nela

buscar uma pacificação. Ademais, a CCAF é palco de elaboração e concretização de diversas políticas sociais.

3. Responsabilidade do Parecerista

Um dos temas mais importantes da aula refere-se à responsabilidade do parecerista.

A responsabilidade, nesse quadrante, depende diretamente da natureza jurídica do

parecer. A posição do CESPE, na ausência de outros elementos que tratem do assunto, consiste em afirmar que o parecer possui natureza opinativa. A responsabilidade, nesse caso, é verificada pela existência de culpa grave, que, por sua vez, mostra-se presente nos casos de erro grosseiro e de dolo.

Há um precedente recente do Supremo Tribunal Federal (MS 24.631-DF), da lavra do Min. Joaquim Barbosa, que preconiza que a responsabilidade do parecerista será aferida de acordo com a natureza jurídica da consulta. A consulta, nesse diapasão, pode ser facultativa, obrigatória ou vinculante.

Na consulta facultativa, o administrador consulta o advogado público caso ele queira, por sua conta e risco, hipótese na qual aquele não fica vinculado ao parecer deste. Havendo danos, o administrador será responsabilizado, atendidos os pressupostos da responsabilidade civil, por óbvio, e o advogado público não.

Na consulta obrigatória, a lei exige que o administrador atue em conformidade a um parecer jurídico favorável. Não o havendo, o administrador pode consultar outro advogado público no intuito de obter um parecer favorável. Havendo danos, o administrador será responsabilizado, atendidos os pressupostos da responsabilidade civil, e o advogado público não.

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Na consulta vinculante, a lei determina que o administrador encaminhe a questão ao advogado público e decida de acordo com o parecer por este dado. Nesse caso, a consulta deixa de ser opinativa, passando a ser decisiva. A responsabilidade do gestor pode até ser afastada, respondendo o advogado público pelos danos que do seu parecer sobrevierem.

CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONTROLE EXTERNO. AUDITORIA PELO TCU. RESPONSABILIDADE DE PROCURADOR DE AUTARQUIA POR EMISSÃO DE PARECER TÉCNICO-JURÍDICO DE NATUREZA OPINATIVA. SEGURANÇA DEFERIDA. I. Repercussões da natureza jurídico-administrativa do parecer jurídico: (i) quando a consulta é facultativa, a autoridade não se vincula ao parecer proferido, sendo que seu poder de decisão não se altera pela manifestação do órgão consultivo; (ii) quando a consulta é obrigatória, a autoridade administrativa se vincula a emitir o ato tal como submetido à consultoria, com parecer favorável ou contrário, e se pretender praticar ato de forma diversa da apresentada à consultoria, deverá submetê-lo a novo parecer; (iii) quando a lei estabelece a obrigação de decidir à luz de parecer vinculante, essa manifestação de teor jurídica deixa de ser meramente opinativa e o administrador não poderá decidir senão nos termos da conclusão do parecer ou, então, não decidir. II. No caso de que cuidam os autos, o parecer emitido pelo impetrante não tinha caráter vinculante. Sua aprovação pelo superior hierárquico não desvirtua sua natureza opinativa, nem o torna parte de ato administrativo posterior do qual possa eventualmente decorrer dano ao erário, mas apenas incorpora sua fundamentação ao ato. III. Controle externo: É lícito concluir que é abusiva a responsabilização do parecerista à luz de uma alargada relação de causalidade entre seu parecer e o ato administrativo do qual tenha resultado dano ao erário. Salvo demonstração de culpa ou erro grosseiro, submetida às instâncias administrativo-disciplinares ou jurisdicionais próprias, não cabe a responsabilização do advogado público pelo conteúdo de seu parecer de natureza meramente opinativa. Mandado de segurança deferido. (STF - MS: 24631 DF, Relator: Min. Joaquim Barbosa, Data de Julgamento: 09/08/2007, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL-02305-02 PP-00276 RTJ VOL-00204-01 PP-00250)

Entretanto, como mencionado, a regra geral para o CESPE consiste na natureza opinativa do parecer, de modo que o advogado público não responderá pelos danos que forem causados com a concretização das diretrizes de sua consulta, salvo nos casos de comprovada culpa grave ou erro grosseiro.

4. Regime disciplinar

Art. 75 (Medida Provisória 2.229-43/01). Os membros da Advocacia-Geral da União, como os integrantes da Carreira de Procurador Federal e de órgãos jurídicos vinculados à Instituição em geral, respondem, na apuração de falta funcional praticada no exercício de suas atribuições específicas, institucionais e legais, exclusivamente perante a

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Advocacia-Geral da União, e sob as normas, inclusive disciplinares, da Lei Orgânica da Instituição e dos atos legislativos que, no particular, a complementem.

Art. 1 o (Decreto 3.025/99). Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgãos da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos:

I - julgar processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores; II - exonerar de ofício os servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo ou converter a exoneração em demissão;

Os membros da AGU estão submetidos a regime de dedicação exclusiva, sendo impedidos de exercer outra atividade pública ou privada remunerada potencialmente causadora de conflito de interesses, ressalvada a de magistério e havendo compatibilidade de horário. A Lei 11.890/08 apresenta outras exceções (abaixo em negrito).

Art. 6 o (Lei 11.890/08). Aos titulares dos cargos de que tratam os incisos I a V do caput e o § 1º do art. 1º da Lei no 11.358, de 19 de outubro de 2006, aplica-se o regime de dedicação exclusiva, com o impedimento do exercício de outra atividade remunerada, pública ou privada, potencialmente causadora de conflito de interesses, ressalvado o exercício do magistério, havendo compatibilidade de horários. Parágrafo único. No regime de dedicação exclusiva, permitir-se-á a colaboração esporádica em assuntos de sua especialidade, devidamente autorizada pelo Advogado-Geral da União, pelo Presidente do Banco Central do Brasil, pelo Ministro de Estado da Fazenda ou pelo Ministro de Estado da Justiça, conforme o caso, para cada situação específica, observados os termos do regulamento, e a participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como quaisquer empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha participação no capital social.

Importante destacar que os Procuradores do Banco Central e os Procuradores Federais possuem, assim como os Advogados da União e os Procuradores da Fazenda Nacional, a prerrogativa funcional de citação pessoal, nos termos do art. 17 da Lei

10.910/04.

Art. 17 (Lei 10.910/04). Nos processos em que atuem em razão das atribuições de seus cargos, os ocupantes dos cargos das carreiras de Procurador Federal e de Procurador do Banco Central do Brasil serão intimados e notificados pessoalmente.

Contudo, a referida prerrogativa não é absolutamente atendida pelos Tribunais estaduais, haja vista que os mesmo entendem que uma lei federal não poderia criar uma disposição desta natureza aplicável ao âmbito dos estados federativos.

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Ainda no que toca à intimação pessoal, no Recurso Especial Repetitivo 1.042.361/DF, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu que os Procuradores do Banco Central e os Procuradores Federais possuem, sim, a prerrogativa de intimação pessoal. A seu turno, o STJ, por meio do Recurso Especial Repetitivo 1.352.882/MS, entendeu que nas comarcas que não houver sede da Procuradoria respectiva, a intimação pode ser realizada através de ofício com aviso de recebimento. Por fim, no Agravo em Recurso Extraordinário 648.629/RJ, o STF decidiu, com repercussão geral, que a prerrogativa de intimação pessoal não se aplica no âmbito dos Juizados Especiais Federais.

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART.543-C, DO CPC. PROCURADOR FEDERAL. INTIMAÇÃO PESSOAL. NECESSIDADE POSTERIORMENTE À EDIÇÃO DA LEI 10.910/04.

1. Os Procuradores Federais e os Procuradores do Banco Central, consoante preconizado

no art. 17 da Lei 10.910, de 15 de julho de 2004, têm como prerrogativa o recebimento

da intimação pessoal, in verbis: "Art. 17 - Nos processos em que atuem em razão das atribuições de seus cargos, os ocupantes dos cargos das carreiras de Procurador Federal e de Procurador do Banco Central do Brasil serão intimados e notificados pessoalmente."

2. A Advocacia Geral da União era a entidade beneficiária com a referida prerrogativa,

que restou alterada pela MP 1.798/99, para incluir os Procuradores Federais e os do

Banco Central.

3. In casu, o acórdão da apelação foi publicado na imprensa oficial em 02/12/2005 (fls.

195), já na vigência da Lei 10.910/04, razão pela qual imperiosa a intimação pessoal do

procurador federal. (Precedentes: REsp 1046714/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 20/11/2008, DJe 18/12/2008; REsp 1039109/PI, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/10/2008, DJe 06/11/2008; REsp 982.180/GO, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 20/05/2008, DJe 23/06/2008; REsp 960.304/RS, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/05/2008, DJe 02/06/2008; REsp 955.556/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 23/08/2007, DJ 10/09/2007; EDcl no Ag 451123/RJ, 6T, Rel. Min. HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, DJU 22.05.2006; EdResp nº 509.622 Relator Ministro JOSÉ DELGADO DJ 08.09.2003; AgRg no REsp 244077/GO Relator Ministro FELIX FISCHER DJ 12.02.2001) 4. Recurso especial parcialmente provido, determinando- se a remessa dos autos ao Tribunal a quo para apreciar a questão relativa à tempestividade dos embargos de declaração e, se ultrapassada essa preliminar, o mérito recursal. Acórdão submetido ao regime do art. 543-C do CPC e da Resolução STJ

08/2008.

(REsp 1042361/DF, Rel. Ministro LUIZ FUX, CORTE ESPECIAL, julgado em 16/12/2009, DJe

11/03/2010)

PROCESSUAL CIVIL. INÉRCIA DA EXEQUENTE. ABANDONO DA CAUSA. EXTINÇÃO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. MATÉRIA DECIDIDA NO RESP 1.120.097/SP (ART. 543-C DO CPC).

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EXECUÇÃO FISCAL QUE TRAMITA EM COMARCA DIVERSA DAQUELA EM QUE SEDIADO O ÓRGÃO DE REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DA FAZENDA NACIONAL. INTIMAÇÃO POR CARTA, COM AVISO DE RECEBIMENTO. LEGALIDADE. 1. "A inércia da Fazenda exequente, ante a intimação regular para promover o andamento do feito e a observância dos artigos 40 e 25 da Lei de Execução Fiscal, implica a extinção da execução fiscal não embargada ex officio, afastando-se o Enunciado Sumular 240 do STJ, segundo o qual 'A extinção do processo, por abandono da causa pelo autor, depende de requerimento do réu'''. 2. Orientação reafirmada no

julgamento do REsp.1.120.097/SP, sob o rito dos recursos repetitivos (art. 543-C do CPC).

3. É válida a intimação do representante da Fazenda Nacional por carta com aviso de

recebimento (art. 237, II, do CPC) quando o respectivo órgão não possui sede na Comarca de tramitação do feito. Precedentes do STJ.

4. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. Acórdão sujeito

ao regime do art. 543-C do CPC e do art. 8º da Resolução STJ 8/2008. (REsp 1352882/MS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/06/2013, DJe 28/06/2013)

RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RITO DOS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS. PRERROGATIVA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DOS OCUPANTES DE CARGO DE PROCURADOR FEDERAL (ART. 17 DA LEI Nº 10.910/2004). INAPLICABILIDADE. PRINCÍPIO DA PARIDADE DE ARMAS. CONTRADITÓRIO (ART. 5º, LV, DA CRFB). ACESSO À JUSTIÇA (ART. 5º, XXXV, DA CRFB). SIMPLICIDADE DO PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO (ART. 98, I, DA CRFB). ART. 9º DA LEI Nº 10.259/01. AGRAVO CONHECIDO E RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO. 1. A isonomia é um elemento ínsito ao princípio constitucional do contraditório (art. 5º, LV, da CRFB), do qual se extrai a necessidade de assegurar que as partes gozem das mesmas oportunidades e faculdades processuais, atuando sempre com paridade de armas, a fim de garantir que o resultado final jurisdicional espelhe a justiça do processo em que prolatado. Doutrina (FERNANDES, Antonio Scarance. Processo penal constitucional. 4. ed. São Paulo: RT, 2005. p. 66; DINAMARCO, Cândido Rangel. Fundamentos do Processo Civil Moderno. São Paulo: RT, 1986. p. 92; CINTRA, Antonio Carlos de Araújo. O princípio da igualdade processual. Revista da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 19; MOREIRA, José Carlos Barbosa. A garantia do contraditório na atividade de instrução. RePro 35/231). 2. As exceções ao princípio da paridade de armas apenas têm lugar quando houver fundamento razoável baseado na necessidade de remediar um desequilíbrio entre as partes, e devem ser interpretadas de modo restritivo, conforme a parêmia exceptiones sunt strictissimae interpretationis. 3. O rito dos Juizados Especiais é talhado para ampliar o acesso à justiça (art. 5º, XXXV, da CRFB) mediante redução das formalidades e aceleração da marcha processual, não sendo outra a exegese do art. 98, I, da Carta Magna, que determina sejam adotados nos aludidos Juizados “os procedimentos oral e sumariíssimo”, devendo, portanto, ser apreciadas cum

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grano salis as interpretações que pugnem pela aplicação “subsidiária” de normas alheias ao microssistema dos Juizados Especiais que importem delongas ou incremento de solenidades. 4. O espírito da Lei nº 10.259/01, que rege o procedimento dos Juizados Especiais Federais, é inequivocamente o de afastar a incidência de normas que alberguem prerrogativas processuais para a Fazenda Pública, máxime em razão do que dispõe o seu art. 9º, verbis: “Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público, inclusive a interposição de recursos”. 5. Não se aplica aos Juizados Especiais Federais a prerrogativa de intimação pessoal dos ocupantes de cargo de Procurador Federal, prevista no art. 17 da Lei n.º 10.910/2004, na medida em que neste rito especial, ante a simplicidade das causas nele julgadas, particular e Fazenda Pública apresentam semelhante, se não idêntica, dificuldade para o adequado exercício do direito de informação dos atos do processo, de modo que não se revela razoável a incidência de norma que restringe a paridade de armas, além de comprometer a informalidade e a celeridade do procedimento. 6. Agravo conhecido para negar provimento ao Recurso Extraordinário. (ARE 648629, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 24/04/2013, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-069 DIVULG 07-04-2014 PUBLIC 08-04-2014)

Observação: Os membros da AGU são dispensados de apresentar procuração ad judicia para atuar em processos judiciais.

5. Carreiras

5.1 Procuradoria-Geral da União

É composta pelos Advogados da União, que representam, judicial ou extrajudicialmente, os interesses da Administração Pública Federal direta ou indireta. Atuam também em matéria de cooperação judiciária com órgãos internacionais.

5.2 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

Composta pelos Procuradores da Fazenda Nacional, é responsável pela inscrição dos débitos tributários em dívida ativa, pela execução fiscal desses créditos titularizados pela União, bem como pela consultoria e assessoramento jurídico do Ministério do Estado da Fazenda.

Observação: A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional possui dupla vinculação:

subordina-se à Advocacia-Geral da União e ao Ministério do Estado da Fazenda.

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5.3 Procuradoria-Geral Federal

Com exceção dos órgãos de assessoramento jurídico do Banco Central, todos os órgãos jurídicos atuantes na Administração Pública Federal Indireta integram a Procuradoria- Geral Federal. Ela também propõe a execução da dívida ativa não tributária das autarquias e fundações federais.

Cumpre ser destacado que, com a criação da Super Receita, a execução da dívida ativa previdenciária passou a ser realizada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

5.4 Procuradoria-Geral do Banco Central

É o único órgão vinculado da administração pública federal indireta que foi excluído da Procuradoria-Geral Federal. De modo semelhante à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, possui dupla vinculação: à Advocacia-Geral da União e ao Banco Central.

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