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NORMA TÉCNICA DE DISTRIBUIÇÃO NTD – 4.21 INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DOS RELIGADORES NOVA COOPER 15

NORMA TÉCNICA DE DISTRIBUIÇÃO

NTD – 4.21

INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DOS RELIGADORES NOVA COOPER 15

INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DOS RELIGADORES NOVA COOPER 15 1ª EDIÇÃO NOV- 2011 DIRETORIA DE ENGENHARIA

1ª EDIÇÃO

NOV- 2011

DIRETORIA DE ENGENHARIA SUPERINTENDENCIA DE PLANEJAMENTO E PROJETOS GERÊNCIA DE NORMATIZAÇÃO E TECNOLOGIA

FICHA TÉCNICA

Coordenação: Celso Nogueira da Mota

Participantes: Antônio Milton Carneiro Filho, Denival Lopes da Silva, Eleomar da Silva Ferreira;, Elias Brito Junior, Evandro Medeiros, Francisco de Oliveira Belchior; Geraldo Queiroz Lopes, Jildésio Souza Beda, Jose Edmilson da Silva, Kamila Franco Paiva, Paulo de Aleluia, Ricardo Bernardo da Silva, Rodrigo Bertuol de Queiroz, Tony Ercy Leal Campos;

1ª Edição: Normatização da instalação e operação do Religador Nova Cooper 15 e atualização dos procedimentos.

Colaboradores: Kamila Franco Paiva

GRNT - Gerência de Normatização e Tecnologia FAX: 3465-9291 Fone: 3465-9290

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NOV/2011

INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DOS RELIGADORES NOVA COOPER 15

4.21 NOV/2011 INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DOS RELIGADORES NOVA COOPER 15 GRNT – Gerência de Normatização e
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ÍNDICE

1. OBJETIVO

 

4

2. QUESTÕES RELATIVAS À SEGURANÇA

5

3. PEQUENO GLOSSÁRIO

 

6

4. O RELIGADOR NOVA 15

7

 

4.1.

PRINCIPAIS COMPONENTES

8

4.1.1. Religador

 

8

4.1.2. Fonte Externa de Energia (TP)

12

4.1.3. Controle de Religador Microprocessado “Form 6”

13

 

4.2.

DIMENSÕES

DO RELIGADOR NOVA 15

18

5.

PREPARAÇÃO DO RELIGADOR E DA CAIXA DE COMANDO PARA INSTALAÇÃO EM CAMPO

20

5.1. DESEMBALAGEM CUIDADOSA DOS EQUIPAMENTOS E INSPEÇÃO DOS MESMOS

20

5.2. LIMPEZA DOS EQUIPAMENTOS

20

5.3. SEGURANÇA NO MANUSEIO, TRANSPORTE E IÇAMENTO DO RELIGADOR.

21

5.4. VERIFICAÇÃO DAS BATERIAS

22

5.5. VERIFICAÇÃO DA CAIXA DO MECANISMO DO RELIGADOR

22

5.6. TRANSPORTE E ARMAZENAGEM DO MÓDULO DE CONTROLE ELETRÔNICO

22

6.

INSTALAÇÃO DO RELIGADOR NOVA 15

23

6.1. ESCOLHA DO LOCAL DE INSTALAÇÃO

23

6.2. CUIDADOS EM

RELAÇÃO À PROTEÇÃO INSTALADA NA RETAGUARDA DO RELIGADOR

23

6.3. NÃO EFETUAR CONEXÕES ELÉTRICAS DIRETAMENTE A DISPOSITIVOS REMOTOS

24

6.4. ESQUEMAS DE LIGAÇÃO DO RELIGADOR E PROTEÇÃO CONTRA SOBRE-TENSÕES

24

6.4.1. Utilização das Buchas para Entrada e Saída da Energia

24

6.4.2. Diagrama das Conexões, Chaveamento e Pára-Raios

25

6.5. CONEXÃO DAS BATERIAS

25

6.6. ATERRAMENTO

 

26

7.

PADRÕES DE INSTALAÇÃO

29

7.1. RELIGADOR NOVA 15 - PADRÃO DE INSTALAÇÃO EM REDE AÉREA COMPACTA PROTEGIDA – RDC

29

7.2. RELIGADOR NOVA 15 - PADRÃO DE INSTALAÇÃO EM REDE AÉREA CONVENCIONAL

32

8. TESTE DO RELIGADOR

 

37

9. INTERPRETAÇÃO DAS INDICAÇÕES FORNECIDAS NO CORPO DO RELIGADOR

38

 

9.1.

INDICADOR DE POSIÇÃO DOS CONTATOS

38

9.2.

POSIÇÃO DA ALAVANCA DE ABERTURA MANUAL

38

9.3.

CONCLUSÃO SOBRE A INTERPRETAÇÃO DAS INDICAÇÕES FORNECIDAS NO CORPO DO RELIGADOR

40

10.

PAINEL DE CONTROLE - INTERPRETAÇÃO DAS INDICAÇÕES FORNECIDAS E OUTRAS FUNÇÕES

41

10.1.

INTERPRETAÇÃO DAS INDICAÇÕES FORNECIDAS PELOS LED´s NA PARTE SUPERIOR DO PAINEL

41

10.2.PAINEL DE CONTROLE – ÁREA DE PROGRAMAÇÃO

42

10.2.1. Display de cristal líquido

43

10.2.2. Teclas de acesso rápido

43

10.2.3. Botões de navegação do display

44

10.2.4. Teclas de função do display

44

10.2.5. Setas de movimentação

44

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10.2.6.

Porta (conector) de comunicação RS-232

44

10.3.PAINEL DE CONTROLE – ÁREA DE OPERAÇÃO DO CONTROLE E DO RELIGADOR

45

10.3.1. Botões de comando de abertura e fechamento

45

10.3.2. Fusível “DESABILITA CIRC.

FECH.”

45

10.3.3. Chave “HOT LINE TAG”

45

10.3.4. Teclas de função de acesso rápido

46

11.

OPERAÇÃO DO RELIGADOR NOVA 15

47

11.1.VERIFICAÇÕES PRELIMINARES

47

11.1.1. Aterramento

47

11.1.2. Inspeção Visual do Equipamento

47

11.1.3. Condições do Solo ao Redor do Poste

47

11.2.ABERTURA DO RELIGADOR

48

11.2.1. Por Meio da Alavanca Externa

48

11.2.2. Por Meio do Painel da Caixa de Comando

48

11.2.3. Por meio de telecomando

49

11.3.FECHAMENTO DO RELIGADOR

49

11.3.1. Meio do Painel da Caixa de Comando

49

11.3.2. Por meio de telecomando

49

11.4.TRAVAMENTO NA POSIÇÃO ABERTA

49

11.5.PROCEDIMENTOS PARA A RETIRADA DE OPERAÇÃO

50

11.5.1. Retirada do Religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Viva

50

11.5.2. Retirada do religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Morta

51

11.6.PROCEDIMENTOS PARA A SUBSTITUIÇÃO DO RELIGADOR NOVA 15

53

11.6.1. Substituição do religador NOAV 15 - trabalhos em Linha Viva

53

11.6.2. Substituição do religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Morta

55

11.7.PROCEDIMENTOS PARA TRABALHO EM LINHA VIVA À FRENTE DO RELIGADOR

57

11.8.PROCEDIMENTOS PARA TRABALHAR EM LINHA MORTA À FRENTE DO RELIGADOR

58

11.9.INVERSÃO NO SENTIDO DA ALIMENTAÇÃO DEVIDO A MANOBRAS NA REDE

59

11.10. PERDA TEMPORÁRIA DA PROTEÇÃO

59

11.11. CONEXÃO E DESCONEXÃO DO CABO DE CONTROLE

59

12.

PROCEDIMENTOS PARA A PARAMETRIZAÇÃO

60

12.1.SOFTWARE “ProView 4.0.1” E A TELA “SIMPLIFIED SETUP”

60

12.1.1. Como acessar a tela “Simplified Setup:

61

12.1.2. Significado dos Principais Tópicos da Tela “Simplified Setup”

63

12.1.3. Exemplo

64

13.

INFORMAÇÕES OBTIDAS POR MEIO DOS SENSORES DO RELIGADOR E DO CONTROLE

68

13.1.GRANDEZAS ELÉTRICAS

68

13.2.OUTRAS FUNCIONALIDADES

68

14.

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

71

14.1.SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO

71

14.2.TREINAMENTO

71

15.

DOCUMENTAÇÕES COMPLEMENTARES ESSENCIAIS

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1. OBJETIVO

A presente norma tem por objetivo estabelecer os procedimentos básicos para a instalação e operação do religador trifásico denominado “NOVA 15”, classe de 15 kV, da “Cooper Power System”, ano de fabricação 2008, em redes aéreas de distribuição convencionais e compactas protegidas (RDC).

Não faz parte dos objetivos desta norma tratar:

- Dos aspectos de manutenção desse tipo de religador; - Das questões relativas ao sistema de telecomunicações a ser implantado entre o religador e o centro de operações

Ao consultar essa norma, deve-se estar ciente que a mesma trata dos religadores NOVA 15 objetos da ordem de compra “0031/2007” e entregues à CEB pelo fabricante no ano de 2008. Devido à constante evolução da tecnologia dos dispositivos de proteção, da eletrônica e dos softwares aplicados, bem como da gama de opções disponibilizada à concessionária por parte do fabricante, as instruções de instalação e operação devem ser particularizadas para estarem adequadas às opções e especificações das unidades adquiridas. Novas aquisições desse mesmo tipo de religador (NOVA 15) que venham a ser realizadas pela CEB poderão resultar em equipamentos com características diferentes dos já adquiridos, implicando na eventual necessidade de novas instruções e orientações.

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2. QUESTÕES RELATIVAS À SEGURANÇA

As instruções contidas nesse documento complementam os procedimentos de segurança adotados pela CEB, no que for específico a esse tipo de religador. As questões relativas à segurança são de grande importância para a preservação das pessoas e equipamentos, e são normalmente abordadas ao longo do texto, dentro dos itens pertinentes.

O equipamento só deve ser instalado e operado por pessoal que esteja:

Familiarizado com todas as instruções e procedimentos de segurança;

Familiarizado com esta NTD;

Treinado e habilitado em prática de procedimentos operacionais de média e baixa tensão;

Treinado e habilitado na aplicação de primeiros socorros, especialmente na técnica de remoção de pessoa em contato com linha energizada e aplicação da reanimação cárdio-pulmonar.

Formalmente “Autorizado”, conforme item 10.8.4 da NR-10;

Treinado e autorizado a energizar, desenergizar, isolar e aterrar equipamentos de distribuição de energia;

Treinado nos cuidados e utilização de equipamentos de proteção, e devidamente equipado com os mesmos, tais como roupas de proteção, óculos de segurança, capacete, luvas de borracha, hastes de manobra, etc.;

Equipado com recursos de comunicação que permitam efetuar contato com o Centro de Operação e outras equipes.

O religador, que opera na tensão da classe de 15 kV é conectado através de cabos a uma caixa contendo o módulo de controle que será acessado pelo operador em várias circunstâncias. Tensões perigosas podem estar presentes no cabeamento entre a caixa do módulo de controle e o religador, e até mesmo na própria caixa do módulo de controle, devido às falhas de isolação ou aterramento.

Por essa razão, a instalação e operação da caixa do módulo de controle devem ser tratadas com as mesmas precauções de segurança que seriam aplicadas nas demais instalações da classe de 15 kV. Todos os procedimentos de segurança devem ser respeitados no trabalho com o religador e a caixa do módulo de controle.

Os serviços envolvendo o religador e a caixa do módulo de controle não devem ser realizados por uma única pessoa, conforme exigências da NR 10.

Falhas nos procedimentos de segurança poderão causar sérios danos ao equipamento, e principalmente, às pessoas envolvidas com as tarefas, inclusive com risco de acidentes fatais.

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3. PEQUENO GLOSSÁRIO

Para facilitar a consulta ao significado de alguns termos pouco usuais utilizados ao longo desta norma, os mesmos são apresentados a seguir:

COLD LOAD PICKUP” Também chamada de “Partida a Frio”. Função que é utilizada para prevenir disparos indesejados ao se fechar o religador após um longo tempo de interrupção, situação em que além da corrente de “inrush”, a própria corrente da carga não vai estar diversificada, ou seja, as cargas podem entrar todas ao mesmo tempo.

CORRENTE DE INRUSH” Pico de corrente que ocorre ao se energizar um circuito, devido à re-magnetização de transformadores, etc.

FALTA SENSÍVEL A TERRA - SEF” Função utilizada quando o sistema for a três condutores, e seja necessário estabelecer valores de disparo baixos e independentes do disparo mínimo que normalmente aparece como corrente de terra em sistemas de quatro condutores.

HOT LINE TAG” Função que previne todas as tentativas de fechamento do religador e ajusta a proteção para bloquear o equipamento após a ocorrência de um único comando de abertura. A proteção passa a atuar baseada na curva TCC1 (que normalmente é uma curva rápida).

IDEA WORKBENCH TM ” Interface que permite customizar a atuação e rótulos de alguns LED´s de sinalização.

IVS” Sensor de voltagem interno (Internal Voltage Sensor).

PARTIDA A FRIO” (ver “Cold Load Pickup).

ProView 4.0.1” Software para a programação e parametrização do controle do religador. O CD contendo esse software, e bibliografia de referência do religador e controle, foi entregue pelo fornecedor juntamente com os equipamentos.

SIMPLIFIED SETUP” Tela disponibilizada pelo software “ProView 4.0.1” que permite a rápida parametrização básica do equipamento.

TCC” Curva Tempo-Corrente (Time Current Curve).

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4. O RELIGADOR NOVA 15

O religador tipo NOVA 15 objeto da presente norma é um religador trifásico com interrupção

a vácuo, para redes de distribuição da classe de 15 kV, instalado em conjunto com um

módulo de controle microprocessado. As interrupções da corrente de carga ou de curto, e os religamentos, são realizados simultaneamente nas três fases em cápsulas herméticas construídas em polímero sólido.

O religador pode ser operado:

Manualmente (apenas comando de Abertura), por meio de uma alavanca de comando externa; Eletricamente:

o

Por comando local, ou

o

Por comando remoto.

Os valores nominais de tensão e corrente, e as especificações mecânicas estão descritos nas Tabelas:

Tabela 1 - Valores Nominais de Tensão

Tabela 2 - Valores Nominais de Corrente

Tabela 3 - Especificações Mecânicas

Tabela 1 - Valores Nominais de Tensão

 

Tensão Nominal

15

kV

Tensão Máxima

15,5 kV

Tensão Suportável Nominal sob Impulso Atmosférico

110

kV

Tensão Suportável Nominal à Frequência Industrial (Seco)

50

kV

Tensão Suportável Nominal à Frequência Industrial (Sob Chuva)

45

kV

 

Tabela 2 - Valores Nominais de Corrente

 

Corrente Nominal Permanente

 

630 A

Capacidade de Interrupção Simétrica

 

12,5 kA

Capacidade de Estabelecimento, Assimétrica (valor de crista)

 

31,0 kA

Corrente de Estabelecimento Assimétrica (valor eficaz)

 

20,0 kA

 

Tabela 3 - Especificações Mecânicas

 

Número

Mínimo

de

Operações

Mecânicas/Elétricas

Sem

 

Manutenção

 

2.500

(Fechamento-Abertura)

 

Massa aproximada

 

123

kg

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4.1.PRINCIPAIS COMPONENTES

Os principais componentes do conjunto que permite a atuação do religador são:

O religador propriamente dito (item 4.1.1);

Uma fonte externa de energia (item 4.1.2);

Um módulo de comando microprocessado, também chamado de módulo de controle (item 4.1.3).

4.1.1. Religador

O religador é composto por:

Três conjuntos de buchas e câmaras à vácuo de abertura e fechamento;

Caixa do mecanismo do religador.

A Figura 1 apresenta uma visão geral do religador.

Buchas e câmaras de abertura e fechamento Caixa do mecanismo Figura 1 - Visão geral
Buchas e câmaras
de abertura e
fechamento
Caixa do
mecanismo
Figura 1 - Visão geral do religador Nova 15

Para cada uma das três fases, há um conjunto (apresentado na Figura 2) formado por:

Uma bucha horizontal (a ser ligada no lado “Fonte”);

Uma bucha vertical (a ser ligada no lado “Carga”);

Uma cápsula hermética a vácuo, onde estão os contatos que realizam a interrupção e restabelecimento da corrente.

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Bucha Vertical:

NOVA COOPER 15 NTD- 4.21 PÁGINA 9/72 Bucha Vertical: Lado Carga Câmara de Abertura e Fechamento

Lado Carga

Câmara de

Abertura e

Fechamento

Bucha Vertical: Lado Carga Câmara de Abertura e Fechamento Bucha Horizontal: Lado Fonte Figura 2 –

Bucha Horizontal:

Lado Fonte

Figura 2 – Detalhe dos conjuntos formados pelas buchas e câmaras a vácuo

Os três conjuntos (buchas e cápsula a vácuo) estão instalados em uma caixa metálica denominada “caixa do mecanismo do religador”. Externamente, essa caixa apresenta:

Na Parte Frontal

Na parte frontal da caixa do mecanismo encontram-se os seguintes componentes:

A alavanca amarela para abertura manual do religador;

A placa com os dados nominais do religador;

A indicação de que o lado “fonte” corresponde às buchas horizontais;

As indicações das fases que devem ser conectadas às buchas primárias.

A caixa do mecanismo do religador e os componentes externos de sua face frontal podem ser visualizados na Figura 3.

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Placa de identificação Alavanca para abertura manual Caixa do mecanismo do religador Indicador do Indicadores
Placa de identificação
Alavanca para abertura manual
Caixa do
mecanismo
do religador
Indicador do
Indicadores das fases
lado “Fonte”
Figura 3 – Componentes da parte frontal da caixa do mecanismo do religador

Na Parte Inferior

Na parte inferior (Figura 4) encontram-se:

O indicador externo da posição dos contatos (abertos/fechados);

O contador de operações;

Rótulo indicando a necessidade de uma interface “VTC” (Voltage Trip/Close) e “VTC- ready control” para abertura e fechamento do religador.

Rótulo indicando a necessidade da interface VTC

religador. Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicador externo da posição dos contatos Contador de

Indicador externo da posição dos contatos

Contador de

operações

Figura 4 – Componentes da parte inferior do religador

Na Parte Traseira:

A

componentes:

parte

traseira

da

caixa

do

mecanismo

do

religador

(Figura

5)

traz

os

seguintes

Um terminal (macho) de 19 pinos para receber o cabo que vem do controle;

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Um terminal (fêmea) para receber o cabo de 4 pinos do sensor interno de tensão;

O conector para aterramento;

Rótulo indicando a necessidade de uma interface “VTC” (Voltage Trip/Close) e “VTC- ready control” para abertura e fechamento do religador.

A indicação de que o lado “carga” corresponde às buchas verticais;

As indicações das fases que devem ser conectadas às buchas primárias.

Conector para

Terminal de 19 pinos

Terminal para cabo

para o cabo de controle e alimentação

para o cabo de controle e alimentação de 4 pinos do sensor interno de tensão aterramento

de 4 pinos do sensor interno de tensão

aterramento

Indicador do lado “Carga”

Indicador do

lado “Carga”

de tensão aterramento Indicador do lado “Carga” Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicadores
de tensão aterramento Indicador do lado “Carga” Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicadores
de tensão aterramento Indicador do lado “Carga” Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicadores
de tensão aterramento Indicador do lado “Carga” Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicadores

Rótulo indicando a necessidade da interface VTC

tensão aterramento Indicador do lado “Carga” Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicadores das fases
tensão aterramento Indicador do lado “Carga” Rótulo indicando a necessidade da interface VTC Indicadores das fases

Indicadores das fases

Figura 5 – Componentes na parte traseira do religador

Figura 5 – Componentes na parte traseira do religador

Componentes internos da caixa de mecanismo do religador.

Na parte interna da caixa do mecanismo estão:

Resistências de aquecimento para evitar a condensação de umidade;

Atuador magnético;

Capacitores que fornecem energia para as operações de abertura e fechamento;

Placa de proteção do TC;

Placa do atuador;

Contador de operações mecânicas (também visualizado na Figura 4).

Esses componentes podem ser vistos na Figura 6, que mostra a caixa do mecanismo após a retirada de sua tampa inferior.

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1 2 4 5 1 3 6 7 8 9 10 11 1 Aquecimento 7
1
2
4
5
1
3
6
7
8
9
10
11
1 Aquecimento
7
Capacitores de Abertura/Fechamento
2 Atuador Magnético
8
Placa do Atuador
3 Indicad. de Posição: Aberto/Fechado
9
Receptáculo da Alimentação Auxiliar
4 Alavanca Manual de Operação
10
Receptáculo do Cabo de Controle
5 Contador de Operação Mecânica
11
Conector de Aterramento
6 Caixa do Mecanismo
Figura 6 – Vista da caixa do mecanismo sem a tampa inferior

4.1.2. Fonte Externa de Energia (TP)

A energia externa é fornecida pelo TP auxiliar instalado na própria estrutura de sustentação do religador. O TP alimenta a caixa de controle com 120 V AC, que por sua vez, através de um cabo de 19 pinos com múltiplas funções, alimenta o religador. A Figura 7 mostra o TP auxiliar e a chegada dos cabos vindo da caixa de controle.

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TP Auxiliar Chegada dos cabos que vem da caixa de controle Figura 7 – Vista
TP Auxiliar
Chegada dos
cabos que vem da
caixa de controle
Figura 7 – Vista do religador mostrando o TP auxiliar e a chegada dos cabos que vem do controle

4.1.3. Controle de Religador Microprocessado “Form 6”

O religador Nova 15 vem acompanhado de um controle microprocessado denominado “Form

6”, para montagem em poste.

Obs: há outros módulos também denominados “Form 6” para outros tipos de instalação, e que apresentam características diferentes).

O Módulo de Comando Eletrônico “Form 6“ é instalado dentro de uma caixa metálica, onde

estão também outros componentes auxiliares, tais como bateria (para o caso de falta da

alimentação principal) e o recarregador da bateria.

A caixa possui uma barra metálica para a fixação no poste, e duas portas. Considerando-se o operador posicionado em frente à caixa, ele terá uma porta à sua direita, e uma à sua

esquerda. A posição preferencial para a instalação da caixa no poste é a mostrada na Figura

8, permitindo que numa topografia normal, seja para acessar a porta da direita, ou a porta da

esquerda, a escada possa ser colocada sob a rede, evitando que a mesma seja instalada em direção à via pública:

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Porta Porta Esquerda Direita Figura 8 – Visão do operador posicionado defronte a caixa de
Porta
Porta
Esquerda
Direita
Figura 8 – Visão do operador posicionado defronte a caixa de comando de duas portas

A porta da direita abriga vários componentes, sendo os principais:

O painel do “Form 6”, onde são introduzidas as instruções de como o religador deve operar (curvas de atuação tempo x corrente, temporizações, etc.);

Baterias e componentes para sua alimentação.

Esses componentes são mostrados na Figura 9:

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Porta “direita” Controle “Form 6” Baterias Barra metálica para fixação no poste Figura 9 –
Porta
“direita”
Controle
“Form 6”
Baterias
Barra
metálica para
fixação no
poste
Figura 9 – Controle “Form 6” e baterias – Acesso pela porta “direita”

- O painel frontal do módulo de comando “Form 6” para montagem em poste é dividido em duas seções identificadas pela cor de fundo: A seção superior, com fundo escuro, é usada para programar o controle e oferecer indicações do estado do religador mediante LED´s;

- A seção inferior, de cor clara, é usada para operar o controle e o religador.

A Figura 10 apresenta uma melhor visão dos componentes do painel frontal do módulo de comando. Seu detalhamento é efetuado no item 10.

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12 1 2 3 3 4 5 11 5 10 6 7 8 9 1
12
1
2
3
3
4
5
11
5
10
6
7
8
9
1
Led´s Indicadores
7
Botão FECHAR
2
Teclas de Menu de Função
8
Fusível – Se Retirado, Desabilita
Circuito Elétrico de Fechamento
3
Teclas de Análise de Acesso Rápido
9
Chave “Hot Line Tag” e Indicação por
Led´s de Três Segmentos
4
Teclas de Navegação
10
Teclas de Função de Acesso Rápido
5
Teclas de Função Dedicada do Display
11
Porta de dados RS-232
6
Botão ABRIR (Bloqueado)
12
Display

Figura 10 – Detalhe do painel frontal do controle “Form 6” para montagem em poste.

Os parâmetros para o religador podem ser inseridos num “notebook” que contenha o software apropriado, e transferidos para o controle através da porta “RS-232”.

Alguns componentes abrigados pela porta da esquerda (Figura 11):

Régua de bornes do TP; Régua de bornes da alimentação; Dispositivo de proteção dos componentes; Chave seletora da tensão de alimentação; Barra de aterramento dos componentes; Porta RS-232 para comunicação remota.

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Porta RS-232 p/ comunicaç. remota Régua de bornes (TP) Chave seletora da Proteção dos alimentação
Porta RS-232
p/ comunicaç.
remota
Régua de
bornes (TP)
Chave
seletora da
Proteção dos
alimentação
componentes
Barra de
Régua de
aterramento
bornes
dos
(alimentação)
componentes
Figura 11 – Bornes de alimentação e do TP, chave seletora e outros componentes
- Acesso pela porta “esquerda”

Na parte inferior da caixa de comando estão os terminais para a ligação dos cabos de comando, do sensor interno de tensão e da fonte e alimentação, além do conector para aterramento da caixa (Figura 12):

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Terminais para: Cabo de controle Terminal (19 furos) para cabo de alimentação Cabo do sensor
Terminais
para:
Cabo de
controle
Terminal
(19 furos)
para
cabo de
alimentação
Cabo do sensor
interno de
tensão – IVS
(4 pinos)
(2 pinos)
Aterramento
da caixa
Furação
reserva
Figura 12 - Vista inferior da caixa de comando

4.2. DIMENSÕES DO RELIGADOR NOVA 15

As principais dimensões do religador NOVA 15 são mostradas na Figura 13.

Algumas dessas dimensões estão presentes em vários outros religadores trifásicos da família “NOVA”, mesmo que para outros níveis de tensão (27 kV ou 38 kV). Seus valores aproximados são:

Comprimento da caixa do mecanismo: 1.000 mm (39,5 polegadas.);

Altura da caixa do mecanismo, desde a sua base: 285 mm (11,25 polegadas);

Espaçamento horizontal entre os centros de duas buchas consecutivas: 388 mm (15,5 polegadas).

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271 A (10,75) 388 388 (15,5) (15,5) A A B C 285 (11,25) 285 1000
271
A
(10,75)
388
388
(15,5)
(15,5)
A
A
B
C
285
(11,25)
285
1000
(11,25)
(39,5)
413
(16,25)
Figura 13 - Dimensões aproximadas do religador NOVA 15

A dimensão “A” varia conforme o tipo de terminal utilizado para receber os cabos de média tensão e seus valores encontram-se na Tabela 4:

Tabela 4 - Dimensão “A” (da Figura 13) em função do terminal escolhido

Opções de Terminal

Amperagem Máxima (A)

mm

poleg.

Conector Terminal, 1/0 – 500 mcm

630

80

3,25

Conector Terminal, 4/0 – 500 mcm

800

108

4,25

Terminal Plano, 2 furos

630

114

4,50

Terminal Plano, 4 furos

800

121

4,75

Tipo Parafuso

800

86

3,25

As dimensões “B” – altura do topo da bucha vertical em relação à base do mecanismo e “C” – altura do centro da bucha horizontal em relação à base do mecanismo, dependem da classe de tensão e da “Tensão Suportável Nominal sob Impulso Atmosférico.

No caso dos religadores, objeto desta Norma, a classe de tensão é 15 kV, e a “Tensão Suportável Nominal sob Impulso Atmosférico” é 110 kV (conforme dados da Tabela 1 - Valores Nominais de Tensão). Para esses valores de tensão, as dimensões “B” e “C” da Figura 13 - Dimensões aproximadas do religador NOVA 15 do religador são mostradas na Tabela 5:

Tabela 5 - Dimensões “B” e “C” (da Figura 13) para a classe de 15 kV e Tensão Suportável Nominal sob Impulso Atmosférico de 110 kV

 

“B”

 

“C”

mm

polegadas

mm

polegadas.

791

31,25

508

20,0

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5. Preparação do Religador e da Caixa de Comando para Instalação em Campo

Para o bom desempenho do religador, objeto da presente norma, devem ser realizados alguns procedimentos preliminares:

5.1. Desembalagem cuidadosa dos equipamentos e inspeção dos mesmos

Remover os engradados de madeira que protegem o religador e a caixa do módulo de comando com cuidado para não danificar os equipamentos, principalmente os três conjuntos formados pelas buchas e câmara de abertura e fechamento (Figura 2);

Nenhuma movimentação do religador deve ser feita por meio dos conjuntos formados pelas buchas e câmara de abertura e fechamento;

Examinar detalhadamente a presença de algum sinal de dano:

o Contatar o serviço de manutenção do equipamento caso se note a presença de alguma avaria:

- Em qualquer dos conjuntos formados pelas buchas e câmara de abertura e fechamento;

- Na caixa do mecanismo do religador;

- No indicador de posição dos contatos situado na parte inferior da caixa do mecanismo do religador;

- Na alavanca de abertura externa;

- Na caixa que contém a unidade de comando, caso esteja comprometida a estanqueidade quanto à penetração de umidade ou haja dano em algum componente da mesma;

- Nos cabos de conexão entre a chave e a unidade de comando.

o Caso os danos sejam pequenos arranhões na pintura, repará-los antes de enviar os equipamentos ao campo, a fim de evitar a rápida corrosão dos mesmos.

5.2. Limpeza dos equipamentos

Dependendo do tempo e condições de armazenamento, é possível que ocorra um significativo depósito de resíduos nas superfícies externas do religador e da caixa do controle.

É importante que se faça a limpeza dos equipamentos, a fim de evitar que esses resíduos:

- Associados à umidade trazida pelas primeiras chuvas, possam formar um caminho condutor que facilite a fuga da corrente elétrica;

- Possam penetrar no interior da caixa do controle, danificando os circuitos impressos e componentes eletrônicos;

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- Dificultem a obtenção de um bom contato entre os cabos de alimentação e de comando com o religador e a unidade de controle, e entre os cabos de aterramento com os respectivos conectores.

5.3. Segurança no manuseio, transporte e içamento do religador

As buchas do religador possuem bordas afiadas. Ao manusear o religador, usar os EPI´s recomendados para contato com superfícies afiadas cortantes (ex: luvas de proteção, capacete, óculos de segurança).

O religador deve ser transportado em pallets e parafusados sobre os mesmos, para evitar danos ao indicador da posição dos contatos (situado sob a tampa inferior do religador).

A Figura 14 apresenta algumas particularidades referentes ao içamento do religador. Devem ser usados os quatro olhais de suspensão existentes na caixa do mecanismo, e uma amarra de quatro pontas que permita obter uma altura “A de aproximadamente 915 mm, para maior estabilidade e não provocar danos às buchas. O religador apresenta um centro de gravidade (Cg) alto, situado a aproximadamente 100 mm abaixo do plano dos terminais inferiores, podendo tombar se não for movido adequadamente. Levantar ou abaixar a unidade suavemente para não permitir movimentos bruscos.

Pontos de içamento Figura 14 – Centro de gravidade (Cg) alto e método de içamento
Pontos
de
içamento
Figura 14 – Centro de gravidade (Cg) alto e método de içamento com amarra de quatro pontas
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5.4. Verificação das baterias

O controle do religador é dotado de baterias que permitem seu funcionamento por algum tempo, no caso de perda da alimentação em corrente alternada para o módulo eletrônico de controle. Em condições normais de operação, a vida útil estimada das baterias varia entre 4 e 6 anos, sendo que a recomendação do fabricante é a de que sua substituição seja feita a cada 4 anos.

Caso as baterias permaneçam em inatividade por um longo período, convém testar sua capacidade de receber e manter carga, e de fornecer tensão próxima de seu valor nominal. As baterias que porventura não se encontrem em bom estado devem ser substituídas antes do envio do religador ao campo.

As baterias que forem substituídas devem ser descartadas segundo os procedimentos adotados pela CEB para descarte de materiais agressivos ao meio ambiente.

5.5. Verificação da caixa do mecanismo do religador

Caso os religadores permaneçam estocados por longo período, sem que as resistências de aquecimento tenham sido mantidas energizadas, é recomendável que antes de seu transporte para o campo, seja verificado se há sinais de oxidação no interior da caixa. Se houver, entrar em contato com o fabricante “Cooper Power Systems”.

Obs: Para verificar o interior da caixa do mecanismo, suspender o religador por meio apropriado e retirar com cuidado sua tampa inferior, cuidando para não danificar o indicador de posição dos contatos.

5.6. TRANSPORTE E ARMAZENAGEM DO MÓDULO DE CONTROLE ELETRÔNICO

As baterias devem estar desligadas antes de se transportar (e também antes de se armazenar) o módulo de controle.

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6. Instalação do Religador Nova 15

6.1. Escolha do local de instalação

A escolha do local de instalação é feita preliminarmente pela área responsável pelos estudos de proteção, considerando vários fatores, tais como a configuração da rede, cargas e dispositivos de proteção e seccionamento à montante (antes) e a jusante (após) o religador, correntes de curto-circuito disponíveis, etc.

Entretanto, nem sempre o ponto considerado eletricamente ideal apresenta condições razoáveis de acesso e/ou de segurança para o operador. Assim, o ponto exato da instalação do religador deve ser criteriosamente analisado, visando posicioná-lo em local:

Que permita o fácil acesso de veículo equipado com guindauto, mesmo em condições de tempo adversas;

Menos propenso a sofrer abalroamento (por exemplo, evitar instalar o religador em postes de esquinas);

Menos propenso às descargas atmosféricas diretas (por exemplo, evitar a colocação nas cristas dos morros);

Não sujeito a alagamentos, face ao risco a que estaria submetido o operador, ou terceiros, no caso de uma fuga de corrente para o aterramento.

Dessa forma, caso necessário, a definição final do ponto de instalação deve ser fruto de entendimentos entre as áreas responsáveis pela proteção, projeto, manutenção e operação, a fim de se preservar:

As premissas básicas do estudo de proteção que propõe o religador;

As condições de acesso ao equipamento;

Adequadas condições de funcionamento do mesmo;

A segurança do operador.

6.2. Cuidados em relação à proteção instalada na retaguarda do religador

Os estudos de proteção normalmente contemplam questões como coordenação, seletividade, capacidade de perceber a ocorrência de curto-circuitos, zona de proteção, etc.

É importante lembrar que em razão das condições necessárias para o adequado funcionamento do religador (entre elas, a fonte de alimentação para o transformador de potencial e para o módulo eletrônico de comando), deve-se cuidar para que nenhum equipamento de proteção de abertura monofásica (ex.: chaves fusíveis) seja instalado ou mantido na rede entre o religador e a subestação.

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Caso, em função de necessidades operativas, seja importante manter as chaves em sua posição, como recursos de seccionamento ou manobra, substituí-las por chaves faca, ou substituir os cartuchos e os elos fusíveis por lâminas desligadoras (sem nenhuma função de proteção).

6.3. Não efetuar conexões elétricas diretamente a dispositivos remotos

Na instalação do religador, deve-se atentar para não se efetuar conexões elétricas diretas (via material condutor) entre a estrutura do religador, bem como de seus acessórios, com pontos remotos, pois os mesmos podem apresentar valores de potenciais significativamente diferentes dos encontrados na estrutura do religador, sujeitando o operador e os dispositivos mais sensíveis às perigosas tensões de transferência.

Os dispositivos para supervisão, comando ou coleta de dados devem ser montados localmente, ou conectados à estrutura onde se encontra o religador usando um acessório de fibra ótica ou rádio.

6.4. Esquemas de ligação do religador e proteção contra sobre-tensões

6.4.1. Utilização das buchas para entrada e saída da energia

A conexão padrão do fabricante usa as buchas horizontais como o lado da fonte, e as buchas verticais como o lado da carga. Se as conexões forem feitas de outro modo, o sensor interno de tensão (IVS) não funcionará corretamente.

Portanto, as buchas horizontais “1”, “3” e “5” devem ser ligadas aos jampes do lado da fonte, e as buchas verticais “2”, “4” e “6”, aos jampes do lado da carga (Figura 15):

Lado “CARGA” 6 4 2 Lado “FONTE” 5 3 1 Figura 15 – Identificação das
Lado “CARGA”
6
4
2
Lado “FONTE”
5
3
1
Figura 15 – Identificação das buchas – Lado Fonte e Lado carga
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6.4.2. Diagrama das conexões, chaveamento e pára-raios

Para permitir a continuidade de fornecimento em situações de indisponibilidade operacional do religador, um jogo de chaves “by-pass” é instalado na mesma posteação.

Para permitir um ponto de descontinuidade visível, um jogo de chaves faca também é instalado na mesma posteação. A instalação é feita no lado “Carga”.

Para a proteção contra surtos de tensão provenientes de descargas atmosféricas, deve ser instalado um jogo de pára-raios de ambos os lados da chave. A Figura 16 apresenta o diagrama elétrico da estrutura de montagem do religador.

:

Chaves By-pass

: Chaves By-pass (2) (1) TP Religador Carga Pára-raios (2) – Buchas Verticais (1) – Buchas
(2) (1) TP Religador
(2)
(1)
TP
Religador

Carga

Pára-raios

(2) – Buchas Verticais

(1) – Buchas Horizontais

Fonte

Pára-raios

Figura 16 - Diagrama elétrico da ligação do religador.

6.5. Conexão das baterias

As baterias devem ser conectadas (conforme indicado na Figura 17) antes que a alimentação vinda do TP seja ligada na caixa de comando.

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Figura 17 – Conexão das baterias
Figura 17 – Conexão das baterias

6.6. ATERRAMENTO

O religador NOVA 15 possui um ponto de aterramento localizado em sua face posterior (Figura 18), e a caixa de comando tem seu ponto de aterramento em sua face inferior (Figura

19).

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Conector para aterramento do religador Figura 18 – Ponto de aterramento do religador
Conector para aterramento do religador
Figura 18 – Ponto de aterramento do religador
Conector para aterramento da caixa de comando Figura 19 – Ponto de aterramento da caixa
Conector para aterramento da caixa de comando
Figura 19 – Ponto de aterramento da caixa de comando

Os aterramentos dos pára-raios, religador, TP, estrutura de sustentação e caixa de controle devem estar todos interligados.

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Em redes com condutor neutro, o aterramento dos equipamentos deve ser solidamente interligado ao mesmo. Caso o neutro venha a se romper, ou venha a ser objeto de furto, deve ser recomposto para maior segurança.

A malha de terra deve ser executada conforme o previsto na NTD 2.06.

a) Utilizar, no mínimo, 3 (três) hastes cilíndricas cobreadas de 14,5 mm de diâmetro e 3 m de comprimento nos seguintes pontos:

b) Não havendo rede secundária o aterramento deve ser medido e atender os seguintes valores:

o Quando localizado em zonas protegidas por edificações, resistência máxima de 20 ; o Junto às zonas desprotegidas de edificações e mais sujeitas a descargas atmosféricas, resistência máxima de 10 .

Caso estes valores não sejam atingidos, deverão ser usadas tantas hastes adicionais quantas forem necessárias, até o limite de 6 hastes (ver observação).

Em áreas isoladas e com poucos transformadores, ou locais de elevada resistividade de solo, para se obter uma maior proteção, devem ser projetados malhas de aterramento em lugares

, de modo a garantir que

(ver

convenientes e com valor de resistência de terra não superior a 10

a resistência de aterramento equivalente do sistema fique situada entre 0,1 e 0,3 observação).

Uma alternativa para a melhoria da terra consiste em aproveitar o neutro existente na rede (ou instalá-lo, caso não esteja presente), e aterrar os três próximos postes de cada lado do poste com o religador.

3

2

1

Relig.

1

2

3

3 2 1 Relig. 1 2 3

Figura 20 – Alternativa para melhoria no valor da resistência de aterramento

Observação: caso os valores propostos não sejam atingidos, deverá ser elaborado um projeto de aterramento específico para o local. Além dos recursos de tratamento químico do solo e utilização de hastes profundas, poderá também ser colocada uma camada de pedra britada ao redor do poste, num raio aproximado de 1 metro.

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7. Padrões de Instalação

7.1. Religador

Nova

15

Protegida – RDC

Padrão

de

Instalação

em

Rede

Aérea

Compacta

O padrão de instalação do religador NOVA15 em rede aérea compacta protegida (RDC) é

apresentado nas figuras:

Figura 21 – Religador em Rede Compacta – Vista de Perfil

Figura 22 – Religador em Rede Compacta – Vista Frontal

Pontos importantes:

a. Os jampes de alimentação do TP derivam dos jampes do lado “Fonte”; a alimentação do TP pelo lado carga fará com que o religador, uma vez aberto, fique sem fonte auxiliar de energia, o que pode impedir seu fechamento caso as baterias não estejam suficientemente carregadas.

b. As chaves “by-pass” devem ser instaladas de modo que, quando estiverem abertas, e o religador também estiver aberto, suas lâminas permaneçam sem tensão;

c. As fases devem ser ligadas obedecendo ao posicionamento (A – B – C) indicado na caixa do religador;

d. Caso os lados “Fonte” e “Carga” sejam alterados em razão de reconfigurações permanentes na rede alterar o posicionamento do religador e by-pass para atender ao disposto em “a” e “b”. No caso de reconfigurações temporárias de longa duração, deve ser analisada a conveniência de se efetuar ou não essas alterações;

e. Se necessário, as estruturas adjacentes devem ser substituídas de forma a permitir:

- A adequação às condições da topografia local;

- A instalação, concomitantemente à instalação do religador, de luvas estribos para receber os aterramentos temporários.

f. O padrão de conexão dos jampes junto às RDA utilizará conectores à compressão formato “H” e conectores tipo cunha 15 kV, este ultimo em fase de estudo pela CEB, após sua aprovação o conector compressão formato “H” saíra de padrão da companhia;

g. O aterramento será feito com condutor de cobre rígido de 25 mm 2 , devidamente protegido contra roubo ou vandalismo (ver NTD 2-06).

h. A caixa de comando possui duas portas, e é colocada preferencialmente “na lateral” do poste, e não no sentido longitudinal da rede. No caso do religador estar situado em vias públicas, ou próxima das mesmas, essa posição favorece o posicionamento da escada em condições mais seguras.

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A B C D 300 400 800 480 E F H G MÍN 800 900
A
B
C
D
300
400
800
480
E
F
H
G MÍN
800
900
4000
7200
Figura 21 – Religador em Rede Compacta – Vista de Perfil
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Figura 22 – Religador em Rede Compacta – Vista Frontal
Figura 22 – Religador em Rede Compacta – Vista Frontal
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Lista de Materiais – Instalação em Rede Aérea Compacta Protegida – RDC

 

Item

Qtd

Descrição

 

Item

Qtd

Descrição

A4

6

Grampo de ancoragem para cabo coberto

 

F13

6

Manilha sapatilha

 

A5

2

Alça pré-formada para cabo de aço

 

F15

10

Parafuso cabeça abaulada M16 x 45 mm

 

C10

8

Conector 50 mm2 x 185 mm2

 

F19

47

Arruela quadrada

 

C11

6

Conector 185 mm2 x 185 mm2

 

F20

9

Parafuso cabeça quadrada (máquina) 16x250mm

C15

12

Conector para aterramento

 

F20

2

Parafuso espaçador 16 mm

 

E11

1

Religador Nova 15 - Cooper

 

F22

2

Suporte para equipamento

 

E3

6

Pára-raios ZnO – 10 kA, polimérico

 

F23

6

Mão francesa

 

E3b

6

Suporte “L” para cruzeta

 

F23

3

Suporte horizontal para chave faca

 

E5

6

Chave faca monopolar 400 A

 

F32

4

Cruzeta de aço de 2,2m perfurada

 

F10

6

Cinta com parafusos

 

F35

45

Arruela de pressão

 

F11

8

Olhal

 

F36

1

Estrutura

de

suporte

do

religador

(fornec.

p/

fabricante)

F12

2

Sapatilha

 

I4

6

Isolador polimérico de ancoragem

 

C1

 

Cabo coberto – 50 mm2

 

T1

1

TP auxiliar

C7

 

Condutor de cobre 25 mm2 para aterramento

       
   

Cobertura para conector (*)

       

(*) Usar cobertura tipo manta enquanto os conectores tipo “H” estiverem sendo empregados. Após a adoção do conector tipo cunha, usar “cobertura para conector cunha”.

7.2. Religador Nova 15 – Padrão de Instalação em Rede Aérea Convencional

O padrão de instalação do religador NOVA15 em rede aérea convencional é apresentado nas figuras:

Figura 23 - Religador em Rede Convencional – Vista de Perfil

Figura 24 - Religador em Rede Convencional – Vista Frontal

Pontos importantes:

a. Os jampes de alimentação do TP derivam dos jampes do lado “Fonte”;

A alimentação do TP pelo lado carga fará com que o religador, uma vez aberto, fique sem fonte auxiliar de energia, o que pode impedir seu fechamento caso as baterias não estejam suficientemente carregadas.

b. As chaves “by-pass” devem ser instaladas de modo que, quando estiverem abertas, e o religador também estiver aberto, suas lâminas permaneçam sem tensão;

c. As fases devem ser ligadas obedecendo ao posicionamento (A – B – C) indicado na caixa do religador;

d. Caso os lados “Fonte” e “Carga” sejam alterados em razão de reconfigurações permanentes na rede, alterar o posicionamento do religador e by-pass para atender ao disposto em “a” e “b”. No caso de reconfigurações temporárias de longa duração, deve ser analisada a conveniência de se efetuar ou não essas alterações;

e. Se necessário, as estruturas adjacentes devem ser substituídas de forma a permitir a adequação às condições da topografia local;

f. O padrão de conexão dos jampes junto às RDA utilizará conectores à compressão formato “H” e conectores tipo cunha 15 kV, este ultimo em fase de estudo pela CEB,

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após sua aprovação o conector compressão formato “H” saíra de padrão da companhia;

g. O aterramento será feito com condutor de cobre rígido de 25 mm 2 , devidamente protegido contra roubo ou vandalismo (ver NTD 2-06).

h. A caixa de comando possui duas portas, e é colocada, preferencialmente “na lateral” do poste, e não no sentido longitudinal da rede. No caso do religador estar situado em vias públicas, ou próxima das mesmas, essa posição favorece o posicionamento da escada em condições mais seguras.

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A B C D 400 950 480 800 E F G MÍN 1050 4000 7200
A
B
C
D
400
950
480
800
E
F
G
MÍN
1050
4000
7200

Figura 23 - Religador em Rede Convencional – Vista de Perfil

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Figura 24 - Religador em Rede Convencional – Vista Frontal
Figura 24 - Religador em Rede Convencional – Vista Frontal
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Lista de Materiais – Instalação em Rede Aérea Convencional

 

Item

Qtd

Descrição

 

Item

Qtd

Descrição

A4

6

Grampo de ancoragem para cabo coberto

 

F13

6

Manilha sapatilha

 

C10

8

Conector 50 mm2 x 185 mm2

 

F15

10

Parafuso cabeça abaulada M16 x 45 mm

 

C11

6

Conector 185 mm2 x 185 mm2

 

F19

47

Arruela quadrada

 

C15

12

Conector para aterramento

 

F20

9

Parafuso cabeça quadrada (máquina) 16x250mm

E11

1

Religador Nova 15 - Cooper

 

F20

2

Parafuso espaçador 16 mm

 

E3

6

Pára-raios ZnO – 10 kA, polimérico

 

F22

2

Suporte para equipamento

 

E3b

6

Suporte “L” para cruzeta

 

F23

6

Mão francesa

 

E5

6

Chave faca monopolar 400 A

 

F23

3

Suporte horizontal para chave faca

 

F10

5

Cinta com parafusos

 

F32

4

Cruzeta de aço de 2,2m perfurada

 

F11

8

Olhal

 

F35

45

Arruela de pressão

 

C1

 

Cabo coberto – 50 mm2

 

F36

1

Estrutura

de

suporte

do

religador

(fornec.

p/

fabricante)

C7

 

Condutor de cobre 25 mm2 para aterramento

 

I4

6

Isolador polimérico de ancoragem

 
       

T1

1

TP auxiliar

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8. Teste do Religador

A instalação desse tipo de religador envolve uma série de providências, tais como movimentação no almoxarifado, transporte, a instalação propriamente dita, possíveis desligamentos, além de todos os custos envolvidos com a logística da operação. A instalação de um religador que não esteja em boas condições fará com que o mesmo tenha que ser retirado logo após sua instalação, retornado ao almoxarifado e substituído por uma nova unidade, provocando maiores custos e transtornos ao processo.

Idealmente, todos os Religadores e Painéis de Comando devem ser testados:

- Em laboratório para verificar a atuação dos mecanismos de comando antes de seu envio ao campo;

- No campo, após sua instalação, visando verificar o funcionamento das chaves depois da realização dos trabalhos de transporte, instalação e conexões efetuadas.

Observações:

- Os testes em laboratório visam detectar eventuais anomalias, evitando que chaves com problemas sejam instaladas e tenham que ser removidas logo em seguida;

- Os testes em laboratório não eliminam a necessidade da realização dos testes em campo.

Principais verificações a serem realizadas:

Teste de funcionamento do religador sob comando local (conforme itens “11.2.1”, “11.2.2”, “11.3.1” e “11.4”);

Verificação da coerência da sinalização fornecida, face ao estado do religador (itens 9 e 10).

Obs: é recomendável que os testes sejam feitos com as chaves “by-pass” fechadas, para evitar provocar seguidas interrupções aos consumidores ligados após o religador;

Caso se note alguma anomalia, rever os passos efetuados. Persistindo a anomalia, verificar:

Os circuitos e conexões de alimentação da caixa de comando e do religador;

A presença da alimentação auxiliar;

A carga e voltagem das baterias;

As conexões internas da caixa de comando.

Atenção – para essas verificações, atentar para a presença de energia nas instalações, tomando as medidas necessárias para preservar a integridade das pessoas e do equipamento.

Quando houver sistema de comunicação instalado, efetuar os testes de leitura e envio de dados ao Centro de Operações, e do telecomando.

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9. Interpretação das Indi cações Fornecidas no Corpo do Relig ador

O corpo do religador apres enta dois dispositivos que auxiliam na id entificação se o mesmo se encontra “aberto” ou “fecha do”:

.

Indicador de posição

Posição da alavanca

dos contatos;

de abertura manual.

9.1. Indicador de po sição dos contatos

Sob a tampa inferior da cai xa do mecanismo do religador, encontra -se o dispositivo indicador

da posição dos contatos . Esse dispositivo, já mostrado na

apresentado em maior det alhe na Figura 25. A indicação da posi ção dos contatos internos

Figura 3, é novamente

obedece à seguinte conven ção de cores:

VERMELHO: FECHA VERDE: ABERTO (*)

DO

(*) Atenção: Devido a eve ntuais problemas que podem ocorrer com essa sinalização, o fabricante recomenda q ue a apresentação da cor verde nã o deve ser considerada

de que os contatos internos estejam abertos. Ver alerta dado

como garantia absoluta no item 9.3.

Figura 25 – Indicador da p osição dos contatos – situado sob a tampa i
Figura 25 – Indicador da p osição dos contatos – situado sob a tampa i nferior do religador

9.2. POSIÇÃO DA A LAVANCA DE ABERTURA MANUAL

A alavanca amarela situad a na parte frontal da caixa do mecanism o, mostrada na Figura 3, e apresentada em maior deta lhe na Figura 26, pode ser colocada em duas posições:

Posição Superior Posição Inferior

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Alavanca na Posição Superior

É a posição normal da alavanca quando o religador está em operação (contatos fechados).

Entretanto, para a interpretação do significado da alavanca estar na posição superior, dois pontos de vem ser observados:

A abertura do religador por um comando de “trip” (abertura elétrica”), não tira a alavanca de sua posição superior;

Após a abertura manual do religador (contatos abertos), que é feita puxando-se a alavanca para a posição inferior, esta alavanca deve ser novamente colocada na posição superior, para permitir que o comando de fechamento dos contatos enviado pelo controle, seja aceito pelo religador.

Portanto, existem situações em que a alavanca encontra-se na posição superior, embora os contatos internos ainda permaneçam abertos.

Alavanca na Posição inferior

É a posição em que fica a alavanca amarela após ser movimentada através de haste de manobra visando efetuar a abertura manual do religador. Enquanto a alavanca estiver na posição inferior, o religador não aceitará um comando de fechamento dos contatos.

Portanto, a alavanca na posição inferior é uma indicação de que os contatos internos estejam abertos (*).

(*) Importante: Devido a eventuais problemas que podem ocorrer com o posicionamento da alavanca, o fabricante recomenda que o fato da mesma estar na posição inferior não deve ser considerado como garantia absoluta de que os contatos internos estejam abertos. Ver alerta dado no item 9.3.

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POSIÇÃO SUPERIOR: - Contados Fechados OU - Aguardando comando de fechamento via “controle” POSIÇÃO INFERIOR:
POSIÇÃO SUPERIOR:
- Contados Fechados
OU
- Aguardando comando de
fechamento via “controle”
POSIÇÃO INFERIOR:
- Após Abertura Manual
OU
A posição da alavanca amarela é apenas uma indicação
do estado da chave, e NÃO uma informação que permita
conhecer esse estado com 100% de certeza.
- Após tentativa de Abertura
Manual do Religador
Figura 26 – Indicações dadas pelo posicionamento da alavanca de abertura manual

9.3. Conclusão sobre a interpretação das indicações fornecidas no corpo do religador

Portanto, devido a problemas que podem ocorrer no mecanismo do equipamento, afetando as indicações de “aberto/fechado”, o operador nunca deve considerar que a cor verde no indicador de posição dos contatos, e/ou a posição inferior da alavanca amarela sejam garantias absolutas de que os contatos internos estejam abertos. A respeito, o fabricante Cooper Power System faz a seguinte advertência nas instruções de instalação e operação do religador NOVA 15 (documentos S280-42-1, em inglês, e S280-42-1P, em português):

“NUNCA CONFIAR NA POSIÇÃO ABERTA DA ALAVANCA DE OPERAÇÃO AMARELA OU NO INDICADOR DE POSIÇÃO DOS CONTATOS, ISSO NÃO GARANTE QUE A LINHA ESTEJA DESENERGIZADA. SEGUIR TODOS OS PROCEDIMENTOS E PRÁTICAS DE SEGURANÇA APROVADOS.

O NÃO CUMPRIMENTO DESTA EXIGÊNCIA PODERÁ RESULTAR EM CONTATO COM A ALTA TENSÃO, O QUE PODERÁ CAUSAR MORTE OU GRAVES FERIMENTOS PESSOAIS.

O operador deve sempre verificar a ausência de tensão (por exemplo, utilizando um detector de tensão) antes de se aproximar ou acessar partes que podem eventualmente estar energizadas apesar da sinalização contrária dos indicadores localizados no corpo do religador.

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10. Painel de controle – Interpretação das Indicações Fornecidas e outras Funções

10.1. Interpretação das indicações fornecidas pelos LED´s na parte superior do painel

Na parte superior do painel de controle existem vinte LED´s (Figura 27) que fornecem várias indicações sobre o estado do religador e da rede:

TERRA ABE RT . SE F Figura 27 – LED-s no painel da unidade de
TERRA
ABE RT . SE F
Figura 27 – LED-s no painel da unidade de controle

O significado desses LED´s está descrito na Tabela 6:

 

Tabela 6 – Indicações fornecidas pelos LED´s da parte superior do painel de controle

FORM 6 OK

LED verde indica que o controle está operando normalmente e não num estado de alarme.

ALIMENTAÇÃO

LED verde indica que há carga (tensão) adequada no capacitor do circuito de disparo para abrir ou fechar o religador. Este LED não indica a presença de alimentação CA ou de bateria.

RELIGADOR

LED verde indica que o controle está num estado de bloqueio, ou seja, não há uma seqüência de religamento em andamento. Este LED não indica que o religador esteja aberto.

BLOQ.

RELIGADOR

 

ABERTO

LED verde indica que o religador está na posição aberto.

RELIGADOR

 

FECHADO

LED vermelho indica que o religador está na posição fechado.

Obs: Há várias condições que causam a intermitência dos LED´s “RELIGADOR BLOQ.”, “RELIGADOR ABERTO” e “RELIGADOR FECHADO”:

- Falha de Disparo, Falha de Fechamento, Mal Funcionamento do Interruptor.

O

padrão de intermitência para essas condições é o LED verde “RELIGADOR BLOQ.” e o

LED vermelho “RELIGADOR FECHADO” alternando com o LED verde “RELIGADOR ABERTO”. Além do padrão de intermitência dos LED´s acima, o LED vermelho ‘ALARME” também acenderá para os seguintes alarmes:

- “Falha de Abertura”, “Falha de Fechamento”, e “Mal Funcionamento do Interruptor”.

ABERT. FASE A; ABERT. FASE B; ABERT. FASE C

 

Os LED´s vermelhos indicam que a corrente da fase A, B e/ou C foi a corrente de fase máxima, ou dentro de 80% do máximo, quando foi emitido um sinal de abertura do religador.

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ABERT. TERRA; ABERT. SEF

Os LED´s vermelhos indicam que foi confirmada uma função de “Abertura a Terra” e/ou “Falta Sensitiva à Terra” no momento em que o sinal de disparo foi confirmado.

ALARME

O

LED vermelho indica que foi emitido um alarme. Examinar o estado

dos alarmes e verificar no display o alarme específico.

CORRENTE

 

ACIMA DISP.

MÍN.

O

disparo mínimo.

LED vermelho indica que a corrente excede o nível ajustado para o

TENSÃO FASE A; TENSÃO FASE B; TENSÃO FASE C.

O

LED vermelho indica a presença de tensão nas fases respectivas.

ABERT. POR

 

FREQ.

Indica que o religador abriu devido a um disparo de frequência.

ABERT. POR

 

TENSÃO

Indica que o religador abriu devido a um disparo de tensão.

INDICADOR 1

 

a

São LED´s customizáveis usados com funções programáveis através da interface “Idea WorkbenchTM” (ver item 15).

INDICADOR 8

10.2. Painel de Controle – Área de Programação

Conforme mostrado na Figura 28, logo abaixo dos LED´s de indicação de estado (item 10.1), o painel de controle possui:

- Um display em cristal líquido;

- Oito teclas de acesso rápido, sendo quatro à esquerda do display (“MEDIÇÃO”, “REARME SINALIZ.”, “EVENTOS”, “TESTE DE LÂMPADAS”), e quatro à direita (“AJUSTES”, “CONTADOR OPER.”, “ALARMES” e “MODIFICAR”);

- Quatro botões de navegação do display (“MENU”, “ENTER”, “+” e “-“);

- Quatro teclas de função do display (“F1”, “F2”, “F3” e “F4”);

- Quatro setas de movimentação (“ ”, “ ”, “ ” e “ ”);

- Uma porta “RS-232”.

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Figura 28 – Display e botões de comando
Figura 28 – Display e botões de comando

10.2.1. Display de cristal líquido

Possui quatro linhas, com vinte caracteres de capacidade por linha. Apresenta as informações de estado do sistema de distribuição, do religador e do controle. O contraste do display pode ser ajustado para fornecer a melhor condição de leitura (usar a tecla “MENU” para localizar a função de ajuste de contaste, e depois as teclas “+” ou “-” para o ajuste desejado).

10.2.2. Teclas de acesso rápido

As oito teclas de acesso rápido possuem as seguintes funções:

MEDIÇÃO”: Apresenta no display os valores instantâneos de medição de corrente e tensão.

REARME SINALIZ.”: Rearma os indicadores de falta no painel.

EVENTOS”: Apresenta no display os últimos 25 eventos do registro “sequência de eventos”.

TESTE DE LÂMPADAS”: Todos os LED´s do painel de operação são iluminados para verificar a correta conexão e estado de operação das luzes indicadoras. Todos os indicadores de estado voltam depois ao seu estado anterior. Estando no modo “TESTE DE LÂMPADAS”, a resposta do controle às teclas do painel é desativada, exceto para os botões de comando “ABRIR” e “FECHAR”, e a chave “HOT LINE TAG”.

AJUSTES”: Apresenta os ajustes do religador no display.

CONTADOR OPER.”: Apresenta no display o número total de operações de disparo e contadores de indicações de falta para cada uma das fases “A”, “B” e “C”, “Falta a Terra” e “Falta Sensitiva a Terra”.

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ALARMES: Oferece informações do estado no display para todos os alarmes do religador.

MODIFICAR”: Permite ao operador modificar o estado das funções de controle nas teclas de função do painel. Obs: o modo “MODIFICAR” tem um período de dez segundos no qual o ajuste de uma função pode ser modificado. Se não for feita nenhuma modificação nesse tempo, o controle retorna ao seu ajuste atual.

10.2.3. Botões de navegação do display

Os botões de navegação do display têm as seguintes funções:

MENU”: Identifica as opções de menu do display.

ENTER”: Seleciona uma opção do menu.

+”: Aumenta o valor selecionado.

-”: Diminui o valor selecionado.

10.2.4. Teclas de função do display

As quatro teclas de função do display “F1”, “F2”, “F3” e “F4” ativam comandos específicos do menu. Quando um comando aparecer no display diretamente em cima de uma dessas quatro teclas de função, o operador pode apertar a tecla para aceitar/selecionar a função.

10.2.5. Setas de movimentação

As quatro setas de movimentação do cursor permitem o movimento nas seguintes direções:

”: Movimenta o cursor para a esquerda;

”: Movimenta o cursor para a direita;

”: Movimenta o cursor uma linha para cima;

”: Movimenta o cursor uma linha para baixo.

10.2.6. Porta (conector) de comunicação RS-232

O conector RS-232 localizado no painel frontal permite a ligação direta com um computador. É utilizada somente para configurar o controle com o software “ProView”. Todos os ajustes, medições, eventos e dados de oscilografia estão disponíveis através dessa porta, além, naturalmente, de estarem disponíveis através do sistema SCADA.

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10.3.Painel de Controle – Área de Operação do Controle e do Religador

A

parte inferior do painel de controle, na cor clara (Figura 29), possui comandos de abertura

e

fechamento do religador, e dispositivos que influenciam no modo como este e o próprio

controle irão atuar.

Botão Botão ABRIR FECHAR Teclas de função de acesso rápido Fusível removível “DESABILITA CIRC. FECH”
Botão
Botão
ABRIR
FECHAR
Teclas de função de
acesso rápido
Fusível removível
“DESABILITA CIRC. FECH”
Chave “HOT LINE TAG” e
Indicação por LED de 3 segmentos
Figura 29 – Painel de controle - Área de controle e operação

Funcionamento desses dispositivos:

10.3.1. Botões de comando de abertura e fechamento

Botão “ABRIR”: Abre o religador pelo painel de operação.

Atenção: apesar da inscrição “BLOQUEAR” existente sob o botão “ABRIR”, não considerar que o mesmo é suficiente para bloquear o religador e impedir seu fechamento. Uma pressão acidental no botão “FECHAR” poderá unir os contatos internos e energizar a rede à frente do religador.

Botão “FECHAR”: Fecha o religador pelo painel de operação. O controle estará pronto para uma nova seqüência de abertura e fechamento.

10.3.2. Fusível “DESABILITA CIRC. FECH.”

A retirada desse fusível desabilita todo fechamento elétrico do religador. Caso o religador já

se encontre aberto, a retirada desse fusível é um modo de bloqueá-lo e impedir seu fechamento.

10.3.3. Chave “HOT LINE TAG”

Ao deixar a chave na posição “LIGAR”, previne-se todas as tentativas de fechamento. Uma única operação de abertura causa o bloqueio do religador. Ao acionar essa chave, acende-

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se a sinalização composta pelos três LED´s logo abaixo da mesma. Entre outras situações, deve ser usada sempre que houver trabalhos em linha viva à frente do religador.

10.3.4. Teclas de função de acesso rápido

São nove teclas que permitem o rápido acesso a algumas funções ou configurações do controle. O acionamento de uma tecla é acompanhado pelo acendimento do LED vermelho da mesma.

DISP. DE TERRA BLOQUEADO”: bloqueia a abertura por detecção de sobrecarga de terra. É particularmente útil durante as operações de fazer e desfazer o “by-pass” do religador.

RELIGAMENTO

automático.

BLOQUEADO”:

desabilita

qualquer

operação

de

religamento

SUPERVISÃO DESABILITADA”: bloqueia a resposta do religador a comandos dados pelo sistema supervisório. Não bloqueia a comunicação entre o religador e o sistema supervisório, mantendo ativo o envio das leituras das grandezas elétricas.

GRUPOS ALTERN. 1 a 3”: além dos ajustes (ou perfil) de proteção “normal” usado pelo religador, o sistema pode armazenar três grupos de ajustes alternativos que possuem ajustes próprios para todos os parâmetros de proteção. Apertando-se uma dessas teclas, o controle passa a trabalhar com esses novos ajustes.

Atenção: quando não houver interesse em trabalhar com esses ajustes alternativos, os mesmos devem ser preenchidos com os mesmos ajustes da configuração “normal”, evitando que um acionamento indevido de uma das teclas faça o religador operar em condições diferentes das esperadas.

DISPONÍVEL Workbench TM ”.

1

a

3”:

são

teclas

personalizáveis

através

do

software

“Idea

SGF BLOQUEADO”: bloqueia a abertura do religador por falta sensitiva à terra.

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11. OPERAÇÃO DO RELIGADOR NOVA 15

11.1. Verificações Preliminares

Por razões de segurança, o operador deve realizar algumas verificações antes de acessar o religador ou sua caixa de comando.

11.1.1. Aterramento

O aterramento adequado é fundamental para a segurança das pessoas e preservação dos equipamentos instalados na rede de distribuição. Sua importância é ainda maior no caso de um equipamento como o religador, onde ocorrem operações sob correntes de carga e de curto-circuito.

Antes de realizar qualquer operação local no religador, ou de acessar a caixa do módulo de comando, deve-se realizar uma inspeção visual das conexões de aterramento:

Dos pára-raios;

Do religador;

Da caixa de comando;

Da fonte de energia auxiliar (se houver).

Verificar também a continuidade física do(s) condutor(es) de aterramento desde os equipamentos até o solo, e se houver condutor neutro, verificar a interligação do aterramento com o mesmo.

11.1.2. Inspeção Visual do Equipamento

Além da inspeção do aterramento, o operador deve realizar também uma inspeção visual do equipamento. Sinais de carbonização ou descoloração indicam a ocorrência de descarga ou vazamento elétrico, situação em que o religador não deve ser operado, e em que o fabricante recomenda que o mesmo deva ser retirado de serviço, passar por uma inspeção e manutenção detalhada e ser submetido aos testes de tensão suportável antes de retornar ao campo.

11.1.3. Condições do Solo ao Redor do Poste

Caso, ao chegar ao local, o operador note que o solo em volta do poste esteja encharcado, deve estar ciente que, mesmo sem tocar no poste, e mesmo que o aterramento tenha sido bem executado e esteja em boas condições, poderá estar sujeito às tensões perigosas e até mesmo fatais, caso ocorra qualquer vazamento para a terra, ou escoamento de algum surto de tensão atmosférica. Caso não consiga posicionar uma escada que apresente um bom isolamento, sem adentrar na área encharcada ao redor do poste, deve solicitar apoio para que os serviços sejam realizados através de veículo com caçamba, ou qualquer outro meio que evite seu contato com a área encharcada.

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11.2. Abertura do Religador

11.2.1. Por Meio da Alavanca Externa

O religador pode ser aberto manualmente utilizando uma haste de manobra para puxar para baixo a alavanca de abertura manual, de cor amarela, localizada na parte frontal da caixa de mecanismo do religador (Figura 30).

Alavanca de abertura manual – puxar para baixo para ABRIR o religador Figura 30 –
Alavanca de abertura manual – puxar para baixo para ABRIR o religador
Figura 30 – Abertura do religador por meio da alavanca amarela

11.2.2. Por Meio do Painel da Caixa de Comando

O religador pode ser aberto pressionando-se o botão “ABRIR” no painel da caixa de comando.

PRESSIONAR PARA ABRIR O RELIGADOR Figura 31 – Abertura do religador pelo painel
PRESSIONAR PARA ABRIR O RELIGADOR
Figura 31 – Abertura do religador pelo painel
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11.2.3. Por meio de telecomando

O religador também pode ser aberto por meio de telecomando, desde que a tecla “SUPERVISÃO DESABILITADA” (item 10.3.4) não esteja acionada.

11.3.Fechamento do Religador

11.3.1. Meio do Painel da Caixa de Comando

O religador pode ser fechado pressionando-se o botão “FECHAR” no painel da caixa de comando.

PRESSIONAR PARA FECHAR O RELIGADOR Figura 32 – Fechamento do religador pelo painel
PRESSIONAR PARA FECHAR O RELIGADOR
Figura 32 – Fechamento do religador pelo painel

Para fechar o religador após uma abertura por meio da alavanca amarela externa, essa alavanca deve ser recolocada em sua posição superior, utilizando-se de uma haste de manobra, a fim de que o equipamento possa ser fechado através do módulo de comando.

11.3.2. Por meio de telecomando

O religador também pode ser fechado por meio de telecomando, desde que a tecla “SUPERVISÃO DESABILITADA” (item 10.3.4) não esteja acionada.

11.4.Travamento na Posição Aberta

Procedimentos para travar o religador na posição “aberta”:

Através da alavanca de abertura manual:

Se o religador estiver aberto, e a alavanca de “abertura” manual amarela permanecer abaixada, o religador não pode ser fechado eletricamente, permanecendo seus contatos travados na posição “aberta”.

Após o religador ter sido aberto, o bloqueio pode ser realizado através da retirada do fusível removível que se encontra no painel do comando “Form 6”.

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A remoção desse fusível desativa todos os fechamentos elétricos do religador e proporciona uma desconexão física do circuito de fechamento. Esse procedimento prevalece sobre todas as funções de fechamento e torna impossível que o equipamento seja fechado por uma operação remota ou manual. Esse modo oferece maior segurança do que simplesmente acionar o botão “Abrir”.

Fusível removível “DESABILITA CIRC. FECH” Figura 33 – Fusível a ser retirado para travar um
Fusível removível
“DESABILITA CIRC. FECH”
Figura 33 – Fusível a ser retirado para travar um religador que já esteja aberto

O religador não deve ser considerado como travado na posição aberta apenas pelo fato de ter sido aberto por meio do botão “ABRIR”, apesar de junto ao mesmo estar grafado o termo “BLOQUEAR”. Além do risco de um pressionamento acidental do botão “FECHAR”, há também a possibilidade do circuito de disparo operar independentemente na eventualidade de uma falha no microprocessador principal. Portanto, ocorrendo essa falha, o religador pode fechar sem que se esteja esperando que isso ocorra.

11.5.Procedimentos para a Retirada de Operação

11.5.1. Retirada do Religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Viva

1. Bloquear relé de religamento do alimentador e, se houver outro religador a montante (na retaguarda do religador que está sendo substituído), ajustá-lo para uma única operação na curva rápida.

2. Instalar proteções contra contatos acidentais, dedicando especial atenção aos jampes e derivações perto da estrutura do religador.

3. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está acesso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a aceitação de comandos remotos), e confirmar que o led acendeu.

4. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Disp. De Terra Bloqueado”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está aceso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a abertura do religador pela proteção de terra), e confirmar que o led acendeu.

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Obs “1”: como fechamento do by-pass, que é um dos procedimentos a seguir, é executado fechando-se uma chave de cada vez, o desequilíbrio da corrente passante pelas buchas do religador pode ser entendido como uma falta à terra, provocando um comando de abertura dos contatos, colocando o operador e o equipamento sob risco se tentar concluir o fechamento do by-pass.

5. Confirmar que o religador se encontra “fechado”. Se estiver aberto, fechá-lo.

6. Fechar by-pass.

7. Abrir religador e as chaves faca de descontinuidade visível. Atenção: antes de realizar os passos seguintes, a equipe responsável deve analisar cuidadosamente a questão da segurança, devido à relativa proximidade entre os jampes. Caso julgue que, mesmo com as proteções (coberturas) colocadas pode haver qualquer comprometimento da segurança, solicitar a interrupção na linha e executar os serviços conforme os procedimentos de Linha Morta.

8. Retirar os jampes do lado contrário ao da alimentação do TP.

9. Retirar as derivações de alimentação do TP e os demais jampes primários.

10. Desconectar os cabos da secundária do TP.

11. Desconectar aterramento do TP.

12. Retirar TP.

13. Retirar as chaves de descontinuidade visível.

14. Desconectar do religador, os cabos de conexão com caixa da Unidade de Controle. Importante: essa desconexão só deve ser realizada após a retirada de todos os jampes primários, a fim de prevenir eventuais problemas com a secundária dos transformadores de corrente.

15. Desconectar esses cabos da caixa da Unidade de Controle.

16. Desconectar aterramento da caixa da Unidade de Controle.

17. Retirar caixa da Unidade de Controle.

18. Desconectar aterramento do religador.

19. Retirar religador.

20. Retirar proteção contra contatos acidentais.

21. Desbloquear rele de religamento do alimentador (e, se houver religador à montante, retornar seus ajustes padrão).

A retirada ou manutenção dos pára-raios deve ser decidida conforme conveniência operativa em função das condições locais.

Os procedimentos para a retirada dos equipamentos de telecomunicação serão implementados após a definição do esquema a ser empregado.

11.5.2. Retirada do religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Morta

1. Abrir chave (ou religador ou seccionalizador) à montante (na retaguarda) do religador a ser retirado.

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a) Se esse equipamento tiver dispositivo de bloqueio contra operação indevida, bloqueá-lo;

b) Instalar sinalização no equipamento para que não seja operado indevidamente (mesmo que já esteja bloqueado).

2. Abrir se houver chave (ou religador ou seccionalizador) à jusante (à frente) do religador a ser retirado:

a) Se esse equipamento tiver dispositivo de bloqueio contra operação indevida, bloqueá-lo;

b) Instalar sinalização no equipamento para que não seja operado indevidamente

(mesmo que já esteja bloqueado).

3. Testar ausência de tensão nas estruturas adjacentes (de ambos os lados da estrutura do religador), nos pontos destinados a aterramento temporário.

4. Constatada a ausência de tensão, instalar aterramento temporário nas estruturas adjacentes (que já possuem luvas estribo para esse fim no caso da RDC).

5. Retirar os jampes do lado contrário ao da alimentação do TP.

6. Retirar as derivações de alimentação do TP e os demais jampes.

7. Desconectar os cabos da secundária do TP.

8. Desconectar aterramento do TP.

9. Retirar TP.

10. Retirar as chaves de descontinuidade visível.

11. Desconectar do religador, os cabos de conexão com Unidade de Controle.

12. Desconectar aterramento religador.

13. Retirar religador.

14. Fechar chaves by-pass.

15. Retirar todas as ferramentas, utensílios e equipamentos próximos a rede primária.

16. Retirar da zona controlada todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização.

17. Retirada dos aterramentos temporários, da equipotencialização e das proteções adicionais.

18. Remoção das sinalizações de impedimento de reenergização da chave à jusante (à frente) do religador.

19. Desbloquear, se for o caso, e fechar a chave (ou religador ou seccionalizador) à jusante.

20. Remoção das sinalizações de impedimento de reenergização da chave à montante (na retaguarda) do religador.

21. Desbloquear, se for o caso, e fechar a chave (ou religador ou seccionalizador) à montante.

22. Desconectar os cabos da caixa da Unidade de Controle.

23. Desconectar aterramento da caixa da Unidade de Controle.

24. Retirar caixa da Unidade de Controle

Obs “1”: os procedimentos para reenergização da rede são executados somente após a retirada do religador (passo 13) para evitar que qualquer falha na operação

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do guindauto possa aproximá-lo indevidamente das lâminas das chaves by-pass quando estas já estiverem energizadas. Obs “2”: a sequência proposta visa possibilitar o religamento da linha antes da retirada da caixa da Unidade de Controle. Entretanto, se uma única equipe for realizar todas as tarefas, será mais vantajoso efetuar a retirada da caixa da Unidade de Controle (passos de “22” a “24”) logo após o passo “13”, evitando-se assim de aumentar o tempo de interrupção e um maior deslocamento da equipe.

A retirada ou manutenção dos pára-raios deve ser decidida conforme conveniência operativa em função das condições locais.

Os procedimentos para a retirada dos equipamentos de telecomunicação serão implementados após a definição do esquema a ser empregado.

11.6.Procedimentos para a Substituição do Religador Nova 15

11.6.1. Substituição do religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Viva

1. Bloquear relé de religamento do alimentador e, se houver outro religador a montante (na retaguarda do religador que está sendo substituído), ajustá-lo para uma única operação na curva rápida.

2. Instalar proteções contra contatos acidentais, dedicando especial atenção aos jampes e derivações perto da estrutura do religador.

3. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está acesso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a aceitação de comandos remotos), e confirmar que o led acendeu.

4. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Disp. De Terra Bloqueado”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está aceso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a abertura do religador pela proteção de terra), e confirmar que o led acendeu. Obs “1”: como fechamento do by-pass, que é um dos procedimentos a seguir, é executado fechando-se uma chave de cada vez, o desequilíbrio da corrente passante pelas buchas do religador pode ser entendido como uma falta à terra, provocando um comando de abertura dos contatos, colocando o operador e o equipamento sob risco se tentar concluir o fechamento do by-pass.

5. Confirmar que o religador se encontra “fechado”. Se estiver aberto, fechá-lo.

6. Fechar by-pass.

7. Abrir religador e as chaves faca de descontinuidade visível. Atenção: antes de realizar os passos seguintes, a equipe responsável deve analisar cuidadosamente a questão da segurança, devido à relativa proximidade entre os jampes. Caso julgue que, mesmo com as proteções (coberturas) colocadas pode haver qualquer comprometimento da segurança, solicitar a interrupção na linha e executar os serviços conforme os procedimentos de Linha Morta.

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8. Desconectar as derivações de alimentação do TP e os jampes entre a rede e as buchas verticais do religador.

9. Desconectar os jampes entre as chaves de descontinuidade visível e as buchas horizontais do religador.

10. Desconectar do religador, os cabos de conexão com a caixa da Unidade de Controle. Importante: essa desconexão só deve ser realizada após a retirada de todos os jampes primários, a fim de prevenir eventuais problemas com a secundária dos transformadores de corrente.

11. Caso os cabos entre o religador e a caixa da Unidade de Controle também devam ser trocados, desconectá-los dessa caixa.

12. Desconectar aterramento do religador.

13. Retirar religador.

14. Instalar o novo religador.

15. Conectar o aterramento no novo religador.

16. Refazer as ligações entre a caixa da Unidade de Controle e o religador, instalando o novo cabo, ou reinstalando o já existente. Importante: esse passo deve ser executado antes da reconexão do religador à rede primária, a fim de prevenir eventuais problemas com a secundária dos transformadores de corrente.

17. Reconectar as buchas verticais do religador à rede primária, e refazer as derivações de alimentação do TP.

18. Reconectar as buchas horizontais do religador à rede primária e as buchas verticais do religador.

19. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está acesso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a aceitação de comandos remotos), e confirmar que o respectivo led acendeu.

20. Fechar as chaves faca de descontinuidade visível e fechar o religador por comando local, e mantendo as chaves by-pass fechadas.

21. Caso seja necessário alterar os parâmetros registrados na Unidade de Controle, inserir esses parâmetros por meio da porta RS-232 (Figura 10) com o auxílio de um computador portátil.

22. Efetuar testes para comando local no novo religador (ver item 8). Caso o resultado seja positivo, passar ao próximo passo. Caso contrário, rever os procedimentos adotados.

23. Caso o sistema de telecomando já esteja implantado:

a) Pressionar novamente a tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada” localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), para reabilitar a supervisão. Verificar se o respectivo led apagou. b) Efetuar os testes no novo religador (ver item 8) sob comando remoto. Se o resultado for positivo, passar ao próximo passo. Caso contrário, rever os procedimentos adotados.

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24. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está acesso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a aceitação de comandos remotos), e confirmar que o respectivo led acendeu.

25. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Disp. De Terra Bloqueado”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está aceso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a abertura do religador pela proteção de terra), e confirmar que o respectivo led acendeu.

26. Abrir chaves “by-pass” com auxílio da ferramenta “load buster”.

27. Pressionar novamente a tecla de acesso rápido “Disp. De Terra Bloqueado”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), liberando a atuação da proteção de terra. O led respectivo deve apagar.

28. Retirar proteções contra contatos acidentais.

29. Deixar o religador de acordo com o tipo de comando previsto para o mesmo.

- Para comando local, o led da tecla “Supervisão Desabilitada” deve estar acesso;

- Para o comando remoto, esse led deve estar apagado

30. Deixar o religador “aberto” ou “fechado” de acordo com a configuração prevista.

31. Desbloquear rele de religamento do alimentador (e, se houver religador à montante, retornar seus ajustes padrão).

11.6.2. Substituição do religador NOVA 15 - trabalhos em Linha Morta

1. Abrir chave (ou religador ou seccionalizador) à montante (na retaguarda) do religador a ser retirado:

a) Se esse equipamento tiver dispositivo de bloqueio contra operação indevida, bloqueá-lo;

b) Instalar sinalização no equipamento para que não seja operado indevidamente (mesmo que já esteja bloqueado).

2. Abrir se houver chave (ou religador ou seccionalizador) à jusante (à frente) do religador a ser retirado:

a) Se esse equipamento tiver dispositivo de bloqueio contra operação indevida, bloqueá-lo;

b) Instalar sinalização no equipamento para que não seja operado indevidamente

(mesmo que já esteja bloqueado).

3. Testar ausência de tensão nas estruturas adjacentes (de ambos os lados da estrutura do religador), nos pontos destinados a aterramento temporário.

4. Constatada a ausência de tensão, instalar aterramento temporário nas estruturas adjacentes (que já possuem luvas estribo para esse fim, no caso da RDC).

5. Abrir o religador e as chaves de descontinuidade visível.

6. Desconectar os jampes entre as chaves de descontinuidade visível e as buchas verticais do religador.

7. Desconectar as derivações de alimentação do TP e os jampes entre as buchas horizontais do religador e a rede primária.

8. Desconectar do religador, os cabos de conexão com a Unidade de Controle.

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9. Desconectar aterramento do religador.

10. Retirar o religador.

11. Instalar o novo religador.

12. Conectar o aterramento no novo religador.

13. Refazer as ligações entre a Unidade de Controle e o religador. Importante: esse passo deve ser executado antes da reenergização, a fim de prevenir eventuais problemas com a secundária dos transformadores de corrente.

14. Refazer as conexões entre a rede primária e as buchas horizontais do religador, e refazer as derivações de alimentação do TP.

15. Refazer os jampes entre as chaves de descontinuidade visível e as buchas verticais do religador.

16. Fechar chave by-pass. Obs “2”: para que se possa realizar os testes no religador, após a energia ser reestabelecida, sem provocar interrupções momentâneas aos consumidores à frente do mesmo.

17. Retirar todas as ferramentas, utensílios e equipamentos próximos a rede primária.

18. Retirar da zona controlada todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização.

19. Retirada dos aterramentos temporários, da equipotencialização e das proteções adicionais.

20. Remoção das sinalizações de impedimento de reenergização da chave à jusante (à frente) do religador.

21. Desbloquear, se for o caso, e fechar a chave (ou religador ou seccionalizador) à jusante.

22. Remoção das sinalizações de impedimento de reenergização da chave à montante (na retaguarda) do religador.

23. Desbloquear, se for o caso, e fechar a chave (ou religador ou seccionalizador) à montante.

24. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está acesso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a aceitação de comandos remotos), e confirmar que o respectivo led acendeu.

25. Fechar localmente o religador.

26. Caso seja necessário alterar os parâmetros registrados na Unidade de Controle, inserir esses parâmetros por meio da porta RS-232 (componente indicado pelo nº 11 na Figura 10) com o auxílio de um computador portátil.

27. Efetuar os testes na nova unidade do religador (ver item 8) sob comando local. Se o resultado for positivo, passar ao próximo passo. Caso contrário, rever os procedimentos adotados.

28. Caso o sistema de telecomando já esteja implantado:

a) Pressionar novamente a tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada” localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), para reabilitar a supervisão. Verificar se o respectivo led apagou.

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b) Efetuar, com apoio do Centro de Operação, os testes no religador (ver item 8) sob comando remoto. Se o resultado for positivo, passar ao próximo passo. Caso contrário, rever os procedimentos adotados. 29. Fechar o religador. 30. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Supervisão Desabilitada”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está acesso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a aceitação de comandos remotos), e confirmar que o respectivo led acendeu. 31. Verificar se o led da tecla de acesso rápido “Disp. De Terra Bloqueado”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), está aceso. Se estiver apagado, pressionar essa tecla (para bloquear a abertura do religador pela proteção de terra), e confirmar que o respectivo led acendeu. 32. Abrir as chaves by-pass com auxílio da ferramenta “load buster”. 33. Pressionar novamente a tecla de acesso rápido “Disp. De Terra Bloqueado”, localizada no “Painel de Controle”, na “Área de Controle e Operação” (Figura 29), liberando a atuação da proteção de terra. O led respectivo deve apagar. 34. Deixar o comando para acionamento “Local” ou “Remoto”, de acordo com o tipo de comando previsto. 35. Deixar o religador “Aberto” ou “Fechado” conforme a configuração elétrica prevista. 36. Desbloquear rele de religamento do alimentador (e, se houver religador à montante, retornar seus ajustes padrão).

11.7.Procedimentos para Trabalho em Linha Viva à Frente do Religador

Durante a realização de trabalhos em Linha Viva na rede à jusante (à frente) do religador, este deve ser bloqueado para não permitir nenhuma operação de rearme após a ocorrência de uma abertura por falta (trip).

Esse bloqueio pode ser realizado:

- Ligando-se a chave “HOT LINE TAG” no painel do “Form 6” (Figura 34). Ao ser ligada, os LED´s vermelhos logo abaixo da chave permaneceram acessos para indicar que os religamentos estão bloqueados;

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Chave “HOT LINE TAG” e Indicação por LED de 3 segmentos Figura 34 – Chave
Chave “HOT LINE TAG” e
Indicação por LED de 3 segmentos
Figura 34 – Chave “HOT LINE TAG” para bloqueio de religamentos e LED´s indicativos do bloqueio
do religamento

Atenção: a função “HOT LINE TAG” não produz o disparo de abertura do religador, apenas o impede de fechar.

- Acionando a tecla “RELIGAMENTO BLOQUEADO”, que é uma das teclas de função de acesso rápido (item 10.3.4).

Figura 35 – Bloqueio do religamento por uma das teclas de função de acesso rápido
Figura 35 – Bloqueio do religamento por uma das teclas de função de acesso rápido

- Por telecomando;

- Pelo uso de comando de computador portátil, através da porta de comunicação RS-

232.

Obs: Essa função só pode ser desativada (voltar a permitir o religamento) pela mesma fonte que a iniciou (por exemplo, se ela foi ativada pela chave no painel, só pode ser desativada por essa mesma chave).

11.8.Procedimentos para Trabalhar em Linha Morta à Frente do Religador

Quando for necessário trabalhar em Linha Morta na rede após o religador, além do travamento do mesmo na posição “aberta” (item 11.4), colocar sinalização de advertência de

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que o equipamento não deve ser operado. Essas providências não dispensam as habitualmente tomadas em próprio local dos serviços (aterramento temprário, etc.).

11.9.Inversão no Sentido da Alimentação Devido a Manobras na Rede

Em redes que disponham de recursos de alimentação, é comum ocorrerem manobras (para a realização de obras, manutenção, etc.) que provoquem a inversão entre os lados “Fonte” e “Carga”, isto é, as buchas verticais, normalmente ligadas ao lado “Carga”, passam a ser as buchas voltadas temporariamente para o lado “Fonte”, enquanto que as buchas horizontais ficam temporariamente do lado “Carga”.

Essa situação não provoca a perda na função de proteção do religador, mas faz com que a leitura de algumas grandezas elétricas fique prejudicada.

Obs: Embora não se perca a função da proteção, a mesma poderá não atuar a contento em função da nova configuração temporária da rede, que poderá apresentar correntes de curto circuito inferiores às necessárias para provocar a abertura do religador. Portanto, havendo inversão dos lados “Fonte” e “Carga”, a área responsável pelos estudos de proteção deve ser acionada para analisar a necessidade de alteração nas curvas e parâmetros do religador.

Havendo a inversão dos lados “Fonte” e “Carga”, a ligação do TP deverá ser passada para o lado “Fonte”.

11.10. Perda Temporária da Proteção

O religador sofre uma pausa em suas funções de proteção durante o processo de carregar o controle com um novo esquema (ajuste) de parâmetros (item 12).

Portanto, nunca carregar um novo esquema de proteção no controle quando houver grandes riscos caso haja a perda momentânea da capacidade de interromper um circuito (exemplo, quando estiverem sendo realizados trabalhos em Linha Viva na rede a frente do religador).

11.11. Conexão e Desconexão do Cabo de Controle

Para a conexão ou desconexão do cabo de controle, tanto no religador quanto na caixa de controle, deve-se manter o religador aberto e desligar a fonte externa de energia e as baterias.

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12. Procedimentos para a parametrização

A parametrização do religador é efetuada através de inserções no módulo de controle “Form

6” (Figura 10).

Os parâmetros introduzidos permitirão a cada religador operar de acordo com o planejado pela CEB para o seu respectivo local de instalação. Alguns exemplos das principais parametrizações: curvas de proteção, temporizações, sequência e quantidade de operações, etc.

As entradas dos parâmetros no módulo de controle podem ser realizadas de duas maneiras:

Através do painel frontal do mesmo;

Através de um computador pessoal portátil no qual foi executado o software de interface “ProView 4.0.1, conectado ao controle pela porta serial “RS-232”, localizada no painel frontal.

12.1.SOFTWARE “ProView 4.0.1” E A TELA “SIMPLIFIED SETUP”

O software “ProView 4.0.1” foi fornecido juntamente com os religadores NOVA 15. A Figura

36 mostra a capa do CD com o mesmo.