Você está na página 1de 30
Editorial Sejam bem-vindos a mais um curso de desenho. Vocé esta iniciando com este trabalho de desenhos de paisagens e casarios, uma nova etapa em sua vida de artista. Aqui, vocé vai poder desfrutar de boas horas de aprendizagem de técnicas simples e muito objetivas; vai praticar exemplos bastante simples, porém de fundamental valia para a formaciio de sua base nesta matéria Sempre insisto que é preciso praticar bastante. Com calma e nos hordrios de seu melhor relaxamento, vocé se desenvolvera melhor, segundo estas dicas. Nas paginas seguintes, damos uma boa nogao de perspectiva e logo passaremos para exemplos prticos. Vocé deve praticar todas estas amostras, procurando também outras referéncias para seus desenhos, tais como fotografias em revistas, jornais ou mesmo fotos pessoais. E lembre-se: desenhe, desenhe e desenhe. A pritica é que faz 0 bom artista, Bons trabalhos. Eunice Bevilacqua Ghion e BASICO DE DESENHO NY7 © uma pubieagso da Ealtore Canad lurna marca ropcrada de Heavy Metal Eton, Importadora e Expertadora LTDA, Fun lapé, 342 Casa Verde = Sto Paul SP CEP: 02512020 Tuo1 serene I: canaa@nedet com br {navi no 66 Ww 01 os 6o10001-68 Inpressdo: C.L. Artes Griioas tel. (ort) 78866548, Disinbuigdo para todo o Bras Di Pressm. ‘Rua Amtico Vespice, 0" 600 Orseco SP Projeto e Realizagao Esticid 4 4 Cores ye as Tia Tones east St rane de on Sooners eb tea ‘eccrine Sein ie Big ln ho eA hs ae Mn Ll EEcoweaa emerernar {thao mes pss nena nga aati Oe eee Materiais - 04 Perspectiva - 05 Escala de Tons - 09 if Composigao - 13 iia aaa Perspectiva A perspectiva é formada por dois pontos fundamentais: linha do horizonte e ponto de fuga. A primeira define o visual do fundo do desenho; a segun- da, o ponto que é formado pelo encontro das duas linhas que partem do observador até o horizonte. Othando a sua frente vocé encontra a linha do horizonte. Para que vocé entenda bem a relagao entre 0 ponto de fuga e a linha do horizonte, colocamos os exemplos a seguir. Neste exemplo temos uma caixa vista de frente no nivel do olho. Aqui no ha problemas de perspectiva. NIVEL DO OLHO Quatro retngulos do mesmo tamanho colocados um ao lado do outro, com a mesma distancia entre eles. La Eis um bom exemplo para a demonstragio da perspectiva. No primeiro desenho, mostramos os quatro retdingulos. No segundo, um ao lado do outro, dando a impressio de serem quatro edificios, com a linha do horizonte e o ponto de fuga. Com retoque de sombras feito com lapis mais escuro, teremos a conclusiio do desenho, observando-se bem sua profundidade. Para que vocé entenda a relagio entre ponto de fuga (PF) e linha do horizonte (LH), projetamos a figura de um dado visto de todos 0s lados, por baixo, por cima, do lado direito e esquerdo. No nfvel do olho, niio ha problema de perspectiva. ie LH. Aplicado-se a técnica da perspectiva ou seja, encontrando-se o ponto de fuga na linha do horizonte, o dado ganha uma nova dimensio, néo importa de que lado voce esteja olhando. Parece dificil, mas nao é! Sendo assim, no desanime, treine um pouco mais ¢ com estes exemplos, voce po- dera desenhar caixas, rAdios, livros, vidros etc. Tracemos a linha do horizonte e um ponto de fuga. Dentro deste esquema, imagine uma paisagem simples, com casas a montanhas, vegetaciio. Observe a natureza e passe para o exercicio. i as Usando 0 mesmo processo, modifique a paisagem, desenhe o mar, pedras, barcos, drvores etc. _ ae Escala Para fazer objetos que recebam Juz e medir sua intensidade, usa- se varios tons dos mais claros ao mais escuros. Os objetos podem conter até nove tons. Para treinar a escala, vocé pode fazer nove quadrados numa folha branca e ir preenchendo-os com os tons. Comece com o mais claro e va escurecendo aos poucos, até chegar ao preto. Nem sempre sera necessdrio usar os nove tons, de Tons Aqui, um desenho simples, onde foram usados trés tons. Quando se trabalha dessa maneira, 6 bom que se tenha um forte contraste entre os tons, para nao correr 0 risco de perder o trabalho. Fazer uma ilustragao com quatro tons Ihe daré étimos resultados, incluindo a opcio do dégradé . O dégradé pode criar uma sensagio de distincia, Os objetos mais claros ficam distantes e os mais préximos, mais escuros. Arvores Ao desenhar paisagens, nado podemos nos esquecer de estudar bem suas formas e a variedade do conjunto. S6 teremos bons resultados estudando a natureza ao vivo. ~ Tela formada de 2 Sian grande variedade de plantas, Fazendo apenas a forma, vocé tem um efeito de distanciamento. Neste trabalho em claro e escuro, temosasensagio ‘748 real de distancia entre as Arvores e os arbustos. Neste exemplo, hé variedade de formas que se diferenciam através de tons e tragos distintos. | a6: mencet ieee: Estudando Pedras Observando-as, vocé vera que nao tem uma forma definida. Sao redondas, obliquas, pontudas, quadradas, possuem até mesmo formas humanas, de animais, de objetos etc. Uma grande pedra envolvida pela agua, ‘A mesma pedra trabalhada, dando a dimensio do seu tamanho e suas formas. Observagio: a tinta aquarela foi utilizada bem dissolvida em Agua e foram varias as camadas para endurecer. Observando a natureza, trouxemos a mesma pedra desenhada em etapas. Na primeira etapa, s6 um rapido esbogo. Na segunda parte do trabalho, 0 esbogo e alguns dos seus tracos principais. Na terceira, a introdugio de mais detalhes, utilizando-se aquarela. Finalizando o trabalho com mais detalhes, a mesma técnica. ree Base0 do Dosen 13, Paisagem envolvendo o Ld nosso estudo anterior (amauta, (pedras) num envolvimento —-. com mar e barcos, uma a paisagem marinha. Ao completarmos 0 trabalho com um barco no centro do desenho, verificamos que = havia um desequilibrio. Modificamos a gravura colocando outros barcos € 0 trabalho ficou harmonioso. Aproveitamos 0 mesmo motivo, isto é, 0 mar e algumas pedras (usando a técnica da aquarela), desenhamos um sé barco, agora ao lado, e assim, a tela ficou harmoniosa. Quando se cria uma tela, mesmo que seja observando a natureza, devemos sempre nos ater ao equilibrio do trabalho, ndo deixando de distribui-lo com critério. Composicao Continuando o estudo anterior, vamos aproveitar um tema e joga-lo em outro ambiente. Aqui, come¢gamos a usar a imaginag¢ao, usando como tema um tronco de arvore. Imaginamos um campo florido, com vegetag¢do ao longe, onde passarinhos brincam num galho, o tronco de 4rvore descansa™ num canto. ‘Segundo exemplo para modificar e construir outro ambiente. Num prado, com pinheiros € vegetacio abundantes, um pequeno depésito num canto de uma fazenda e Id esti o tronco de drvore completando e harmonizando a paisagem. Como percebemos, é muito simples desenvolver um tema. Basta muita observagio da rica natureza A nossa disposigaio, mais imaginagio. (Cuneo sion a Dasanhe= 18 O primeiro exemplo é ampliado, usando-se como técnica aquarela com mais detalhes. saad aemenes segundo exemplo, também ampliado, com mais, detalhes e 0 véo do falco completando a gravura. Com técnica de aquarela, foi usada uma s6 cor, ‘marrom. Comecamos com uma leve camada de tinta bem aguada e fomos escurecendo aos poucos. Esbogo do desenho Embarcagao primitiva. Estas paisagens tém mudado : muito pouco — dois mil anos antes de Cristo, as piramides | \ J4 se erguiam contra o céu, na margem esquerda do Nilo, \ em cujas aguas desfilavam naquele tempo, como até } \ hoje, embarcacées primitivas. \ E um trabalho simples, facil de desenhar, mas de grande beleza plastica. Completando 0 trabalho com detalhes ¢ a silhueta da vegetacio ao fundo, com lapis escuro. Com a técnica aquarela, a embarcacao ganha mais profundidade. ‘Cureo Bdaice de Desente - 16 A paisagem brasileira é uma das mais ricas do mundo, sua beleza plastica é incomparavel. Um rapido esbogo, um coqueiro, o mar, montanhas e dois barquinhos deslizando suavemente num mar calmo. ‘Trabalhando afolhado 7 coqueiro, com répidos tracos do centro para fora. | | Detalhando a paisagem, dando mais profundidade, escurecemos a parte da vegetacio que esta mais préxima. Uma leve sombra nas montanhas, uns tragos suaves marcando a Agua, reforgam os cascos dos barquinhos, com um tom forte ¢ escuro. Jogar uma nuvem no céu. Sentiu como ¢ simples e facil? Nao desanime, vocé € capacitado. Em aquarela, enriquecemos o desenho com camadas aguadas répidas pinceladas. 16. Curso Béseo de Desenno Continuando nosso estudo de paisagens, divida a folha , \¢ em quatro partes para orientacao. Observe, as casas } f estéio abaixo do centro da folha; v4 seguindo as linhas auxiliares, marque as montanhas e a vegetagio, Nao esqueca 0 nosso estudo, PF (ponto de fuga) e LH (inha do horizonte), para que a construgio saia_- correta. Complete a gravura detalhadamente, a palha do telhado, os coqueiros, a bananeira, a cerca com a roupa pefidurada, toda a yegetaco, a sombra do tronco da drvore refletida na casa, ‘eso Béico Go Deeemno-17 Neste trabalho, o observador est de frente. Usamos uma divisio para facilitar o desenho. Divida a tela em oito partes iguais. Acompanhando as linhas auxiliares, vé esbocando a Desenvolvimento de uma paisagem campestre. A divisio do papel em cruz facilita a construcio do desenho para que haja maior preciso do esboco. Continuando 0 esbogo, agora com mais detalhes. Observe 0 equilfbrio do espaco. O desenho conclufdo para ser colorido ou simplesmente sombreado. ‘curso Béseo do Deeenno-1 O resultado do trabalho fica valorizado quando Pag.” usa a técnica de aquarela. Desenhar de vez em quando casas, coqueiros, barcos, vegetacéo, é um treinamento excelente. Aqui, os primeiros tracos de uma paisagem simples. A seguir, finalizando, procure introduzir este estudo € outros mais. ‘Curve Bistoo do Desenne-21 ‘Como no exemplo anterior, estude desenhando elementos da paisagem, logo vocé teré na meméria um yariado arquivo do assunto. ‘Terminando a paisagem com lépis mais escuro, marcando as partes sombreadas. ‘28 Guren Slaton do sib. |. Conclusio da tela com sombreado. Ll cereal Telha e porta detalhada para On, Esbogo de um colonial simples para vocé treinar ony “yo desenho de janelas, portas, telhas etc. 7 \ a i ‘asta wine chenmmien S6 depois de finalizar com atengao primeiro esbogo é que devemos reavivar o lapis sobre 0s contornos e marcar a sombra da casa refletida no chio. fio. po \ as ea o8in5F ese28hs Pius ‘ BBo s quis SEEg RoE ‘Trabalho concluido, observe e faga as partes escuras; niio esquega a sombra projetada no chi uvieiotne-e Para adestramento do trago, mais um estudo com casa, vegetagiio, janelas, ete. Complete o estudo introduzindo a vegetacao. ‘25-Curee Béeloe do Desenhe Neste estudo, uma canoa so- bre 0 brejo. A canoa em primeiro plano, seguida de um céu trabalha- do. A vegetaco rasteira dé leveza ao trabalho. E Oe Uma velha carroca com relva até os eixos, sobressaindo-se contra um fundo simples. Comece o trabalho com um leve esbogo. © As principais partes da gravura ampliadas para auxilié-lo. Para auxilid-lo, preste atengao a estes dois exemplos, um realizado com pinceladas, e 0 outro com aquarela bem aguada. Continuem exercitando bastante! Cure Stain de Deven -31