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Metocotogia da pesquis para» professor pexquedor Herivedto hloveira; Lulz Gonzaga Caleffe rca. Projetograficoeeapa Maria Gabriela Delgado ‘Proibida a repraducso,rotal au paral, por qualquer meio ou processo, sia reprogritico, fotografien, grafico, microfilmagem, etc, Estas prolbleses aplicam-se também bs carac grificas efou editorials. A violagto das igo Penal ar, 1B © 6 Lot 6.895) LOT90~ Let dos es de Lives usm Herivelto Mo: Luiz Gonzaga Caleffe Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador Sumario O planejamento da pesquisa: do problema & revisto da literatura etn ‘Abordagens & pesquisa ova Classificagso da pesquisa Elaboracao © uso de questionsrios ovina v Andlise de dados quarvitativos ornao n Coleta ¢ andlise de dados quattatives: 2 entrevista Coleta e andlise de dados qualitativas: a observacto os resultados da pesquisa Comentarios finais Refertncias ¢ bibliografie complementar a 3 6 95 135 165 afm cariruto Abordagens 4 pesquisa A pesquisa educacional sempre teve vinesthas muito fortes com as radigdes da posquisa nas ciéncias socials. Na verdade, pstcologos, socidlogies ¢ antropélognstém contribuada de unva forma muito efetiea para arethoria das priticas educacionals 1ué os professores/pesquisadores estejam lade dos aspectos hilesdfices quefundamen- tana pesquisa social, poiso objeto da investigagdo-0 mundo secial — é omesmo tanto para os pesquisadares das ciénclas socials, quate parm os professores, A malar dliferenca reside no porqué deo individu esejar fazer pesquisa. E preciso, portanto, que os professores relitam sobre os prinespais paradigms que estruturame organizam a pesquisa contempariiies © desenvolvam a sensibilidade para o fato de que diferentesabmardagens _provavelmente produaiioclferentes formas de conhecimento. pes ‘* acional, que por sua vez ajudam amelbarar quica e seus: areflexio, a preenssodop! apritiea pedagdgica. 10 6 crucial, urma vez que os pressue postos do pesquisador em relacio tnatureza da realidade, a werclade € ‘a0 mundo see e social tem uma influéneia muito gande na reallzagao da pesquisa, De fato, parase tornar um membro-conipetente @ ser aceito em macomunidade de pesquisadores ndo basta ayyenss aprender ocon- jeterminada dea, mas também desenvolver uma ma- viens particutares de vero mundo, para procurit,parmelo rar a pritica nasesclas. “0 (eroooicea at sca ‘consepuinte, a pesq 1s debates que, embora Ml sadores produzem 0 conltecimente do 1 procecimentos:maisapropriados para ity 0 objetivo des Sdiccutira natureza de terme “paradig- ddelo conceitual. Ermparticular, pretende-se disc paradigmnas contemporaneos da pe naturel moso mundo? Qu Ametodalogiaenlocaa westdes define o que cesele uma in is muitos dos professors porlerda estar tendo contain comeste del vex. Isso exigied pelaprimeira a andlise mais extensa de algumas questes-chave para ilustrar a posiqao das diferentes p. jgmas de pesquisa. Sao jarnentam cada um, Jaseoeiados a cada urn deles. também considerades os pressupostos qui dlesses paradigms e ns tipas de pessui arena gulada por pressupostars & am a maneira pela qual osindl- Pode-se alirmar que toda pest compromissos fileséficos que ceteen viduose grupas de individuos eonceberna naturezaeo propésite dt pesquisa. Cada wma destas perspectivas da estado docomportamento tem profundas implicagSes para o pesquisadornasaladeaula, eseoiha do problenta, a formulacao cteri2agae dos almose pro- dedados.e amado de pels viso de nasescolas e nas universidades.. das questoes aserem respondidas mundo assumida pelo pesquisador, Anatureza dos paradigmas «dual da pesquisa ndoacantese een um véewo, mas em contexte social, iste 6,ele aconteceem uma comunidade de pes- determinadas questoes, métodes, ‘Sparkes, 1992,p-1 Shulman (1986, p.3-1) observou.queo terma"paradigma” ¢ ateetn0 mals utilfvada para descrever tais comunidades. as cancepcaes do problema ¢ dos métodos que elas compantitham. Esse termo émais freqiientemente assaciado ao wabalo de nem seu live ra las revolughes cen t(fieas, ern que ele apresenta ura visao, hi do desenvolvimento cientifico. E Impossivel neste texto abordar todas as questées levantadas por Kubn, mas uma discussia mais detalhada pode ser encomtrada em outras fontes.* veo € neeessérlo recomhecer queexistem sit Paras propésitos dest varias formas de definir 0 que ¢ um paradigma e, de acordo com Masterman (1870, p. 53}, Kubn sou 0 termo em mais de vinte maneirasem seu livro. > para aprofundar ur posta mais questao do trabalho de Kuhn werfiear Barbosa 11993), Barnes (1982) Mtzlee, Machado Forster (1394). a reesei om Pesos Mh Om son suisse “Tadavia, Patton (1978, p.203) sugere uma defini quenias parece 1 mais til para analisar 6 terme "parafigens’, ostes ingquestionsveds do paradigrme. Diferentes paradigmas proporcianam conjuntas delentes para ver 0 sentido, Blesagem para determinar como nds pensa- a das wezes ndsinfo estamos nem As premissas que definemos paradigmasde investigaries podem sor resumidas plas res fadas pelos propanentes de qualquer para digma a trés questées fundamentais que sio de tal maneira inter- relacionadas que a tesposta dada a uma questo, em qualquer ordem, doterminaas respostas as cutras quesides. A questin on ioligiea diz respeite Anatureva ou 8 esseincla do fend- meno social investigado, Os cientistas sociais se defrontaim cot quues- Ges ontokigicas basicas, come: arealidade a ser investigadad externa anlindividuo —isnponde-se nasua ponsciénciade-fara para dentro —ou 0 produto da consciéncia doindividus lidade” estd “Ii fora" na mundo, ou écriada na mente do proprio individuo" (Burrelle Morgan, 1979, p.1 ‘Aprimeira pode ser dlassiticadta como uma visio externo-realista, enquanto asegunda é-unta posicao interno-idealsta. inculadosq tes ontolgicas esti um segundo conjunte ce pressuposios epistemo. Aroapicent APSA 3 Iégicos que se referem fs questbes do saber ea natureza do conhe- ‘cimento (Sparkes, 1992, p. 18) A questo epistemoligicrrefere-se as bases da conhecimento—sua rnafuire2a © Formas, como pade ser arquirido ¢.eome porle ser com ricado a outros setes humanos.A pergunta ésobrea passibilidade de “identificar ecomunicar a natureza do canhecimenta camo senclo r= Bi capaz de ser transmitide de uma forma tangivel, ou sea conhecimento ésuave, itual ou mesmo.transcene dental, baseado na ex ye de uma natureza pessoal cessenciaimente Gnica’ (Burrelle Morgan, 1979, p. 1) (0s pressupostos epistemologicos nesses ezsns determinnam posicies extrema sobre as seguintes quesides:a) s¢0-conhecimento Galga que algo que tem deser pessoalmente experi: respostaque podeser dada a essa questi & [imitada pola resposia dada & questto ontoligica; iio 6, ni é qualquer telagiio que pade ser pastulada. ‘Amaneira como o individuo se ali damente a maneira de ele prapagar debate afeta profun: obre-comportamer subjetivoe fnico, ts entant comossufeios da e, portanta, como pos! Iuscrevera segunda, éser classfieada como subjecivista ou antipasitivsta, ‘Aquestia metadoiégica diz respeito & metodologia que pesqui- ‘sad ird utilizar, mesmo porque antologias ¢ epistemologias contras- tantos demandario diferentes métades de pesquiss. Os pesquisadores, queadotarem uma ab ardagem objetiva {positivisma} do munda social e quettratac fendmena natural como sendo rida, eal ¢ extern 40 “4 (Merooniiei De resem ih ovmcresson CABO individuo, eseolheraoas opgbes tralicionais, esquisalevantamen- pessoal e criado pelo homem, selectonando técnicas como observagivo participante, histdria de vida ete. Aresposta dadaa esta questio & determinsds pelas resposta dadas as duas primelras questdes isto &, ndio € qualquer metodotogia que é apropriada. A. questio metodolégica nao pode ser reduridaa questi ‘de métodas; 0s métados precisam ajustar-se a uma meredalogia pre- deverminada. Quandao indivicduosubscrevea visio que trata e mundo comons tural, como seeele fosse rigido, com uma realidade externa e objetiva, & investigaao cientifica serd direcionada paraa analise das relagSes entre fatores selecionados nesse mundo, Ela serd predominantemente quan- mentos ¢ coma descoberta de maneiras pelas quais estas relagdes podem ser expressas, As questées motodoldgieas de importinciasio ‘masque est por tris destes conceitos. Esta perspeetiva se expressa na busca de leis universais que explicam e governam azealidade que est sendo observada, Uma abordagem earacterizads parmétodas ¢ proce- dimentos planejados para descobrit leis gerals pode ser chamada de Nomorétlca. Contudo, se. individuo atlota uma visto alternativa da realidade social que enfatizaa importincia da experiencia sul duos na criagio do mundo social. a busca pelo e1 tra-se em questdes e abordagens diferentes. A principal preocupagio do pesquisadlr ¢ com umentenclimento da maneira peta qual a ineli- viduo cria, modifies e interpreta o mundo em que ele se enc Aabordagem agora toma um aspeeto qualitative camo também quan- thaten, «8 romancing ArScus8 Como Burrell ¢ Morgan (1979, p. 2) ressaltam,“a gifase em casos extremos tende aser eolacadia na explanacto enoentendimente do que éuinico e particular ao individuo a0 Invés do que € gevale universal Em termos metodolégicas ¢uma abordagem que enfatiza relativicta do mundo social. Esta abordagem enfatiza o:part individual e pade ser chamada de Mlingrificn. ‘Ao chamas aatengio paraas tipes de pressupostos adotados pelos srios pesquisavdores, desejamos enfatizar que todoscs pesquisadores estabelecem pressupastos de algum tipo em relacio fs questies ‘ontoligiens, epistemaldgicas emeindakigieas que estes pressuposios tenclem a agrupar-se e ter coeréncia no ambito de um determinado paradignia, ‘0s pressupostos ontaligicas dio origem 20s prt mologicos. que toro Implcagdes metodolsgieas em relarao escolha walosea ma- posts episie- das técrieas de coleta de di e Hughes, 1489, p.15).A telagao entreestesconjuntos de pressupostos eas implic cages pode set expressa no diagrama abalo: PRESSUIPOSTOS. ONTOLUGICDS ~ do arigarn 805 | PRESSUPOSTOS EFISTENOLOGICAS ~ que tee | WAPLICAGEHS METODOLOGICAS ~ pera a escola des | TTEENICAS DE COLETA DE DADOS erooe.ce ba Pesqush rah a rresSoR FESSOR sca forma de entondimento € crucial no debate paradigmatico, uma vez queos pressupestos do pesquisador em relagio natureza da tealidade, & verdude © ao mundo fisicoe social influenciam todos os axpactos do processo investgntivo. Portanto.a afrmacée de que o"problems” deters 0s métosos de iestigacio dda confusia que prevalece Filoséfica diz de © suas manifest: abomlagem fas vezes enganoso cé umexempla 1ri.a outzos métodos, Por exemplo,a observagao participant Hersus oevantamento, o questionstio w/sté aentrevista, ‘Em termos de significades relatives a qualquer métode e & inter pretaglo destes significados, concordamos.eom Sparkes (1992, p, 16) quando sugere que “nia€ o problema que determina amétoda, mas sim nan campromisso jacionate politica anterior awa posieto flosdfica que orienta o pesquisadar a conceber e forniular 0 problema tentro fo contexto desses compronitsos” (gro 10380) O debate paradigmatico nio aborda simplesmente técnicasde Pesquisa, embora ele tonha implieagdes na escolhae uso.das mesmas. Por exemplo, aqueles que aderem a uma ontologia realista ea uma epistemologia sbjetiva provavelmente irio preferir técnicas que dife- rom daqueles que sustetam ina ontalogi idealistac uma epistemo. logiasubjetiva. ‘Convémdesiaeat que os paradigmas no siohamogéneos oumo- Mundo e cas fungies dos pesquisacor grupo de pesquisadores, condiciona os| sustenta suas agdes dle pesquisa (Denain ‘Hughes, 1989; Miles Huberman, 1s Aaoroncces arescusa a” ‘Algumas veres os pressupostos de um paradigma so to fortes na intes que esses negam a volidade de outros para 5a negocio tomase problemstico ciscutir os dife- iando 0s pesquisadares nao concordam cata pesquisudores, ligmas. é possivel Apos esta discusstio sobre a narureza das par