Você está na página 1de 99

MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS


ENSINO PROFISSIONAL MARÍTIMO

CURSO DE FORMAÇÃO
DE AQUAVIÁRIOS

MÓDULO GERAL

CFAQ - II

Manual do Instrutor

1ª edição

Rio de Janeiro
2003
© 2003 direitos reservados à Diretoria de Portos e Costas

________ exemplares

Diretoria de Portos e Costas


Rua Teófilo Otoni, nº 4 - Centro
Rio de Janeiro, RJ
20090-000
http://www.dpc.mar.mil.br
secom@dpc.mar.mil.br

Depósito legal na Biblioteca Nacional conforme Decreto nº 1825, de 20 de dezembro de 1907

IMPRESSO NO BRASIL / PRINTED IN BRAZIL


Sumário

Apresentação ........................................................................................................ 9

Curso de Formação para Aquaviários - Módulo Geral - Objetivo .................. 10

Características de Aplicação .............................................................................11

A Importância da Comunicação no Processo de Ensino-aprendizagem ...... 12

Conhecimentos Didático-Pedagógicos Básicos ............................................. 14

Planejamento de Ensino .................................................................................... 15


Plano de aula .................................................................................................... 15

Objetivos ............................................................................................................. 17
Tipos de Objetivos ............................................................................................ 17
Classificação de Objetivos ................................................................................ 17

Método de Ensino ............................................................................................... 19


Tipos de método ............................................................................................... 19
Exposição Oral (Aula Expositiva) .................................................................19
Divisão de Pequenos Grupos ....................................................................... 20
Técnicas de Perguntas ................................................................................. 20
Dinâmicas de Grupo ..................................................................................... 21
Cochicho ...................................................................................................... 22
Tempestade Cerebral ................................................................................... 22

Recursos Instrucionais ...................................................................................... 23


Classificação.....................................................................................................23
Normas para a utilização dos recursos ............................................................. 24
Procedimentos na utilização de alguns recursos .............................................. 24
Quadro de giz ............................................................................................... 24
Flanelógrafo.................................................................................................. 25
Transparência ............................................................................................... 25
Filmes ........................................................................................................... 26
Computador .................................................................................................. 27

Avaliação da Aprendizagem ............................................................................... 28


Funções da Avaliação ...................................................................................... 28
Prova Escrita Dissertativa ou Discursiva .......................................................... 28
Prova Objetiva .................................................................................................. 30
Lacuna ou Complemento .............................................................................. 30
Associação ou Acasalamento ....................................................................... 31
Certo ou Errado ............................................................................................ 32
Ordenação ou Seriação ................................................................................ 32
Escolha Múltipla (Múltipla Escolha) .............................................................. 33

Anexos .................................................................................................................34
3
INTRODUÇÃO À ARTE DO MARINHEIRO

1 Nomenclatura das embarcações ..................................................................... 37


1.1 Embarcação ........................................................................................................ 37
1.2 Identificação das principais partes de uma embarcação .....................................37
1.3 Componentes estruturais .................................................................................... 37
1.4 Sistemas de propulsão e governo....................................................................... 38

2 Manobras de uma embarcação ....................................................................... 38


2.1 Manobras ........................................................................................................... 38
2.2 Aparelhos de fundear e suspender ..................................................................... 38
2.3 Acessórios de convés .........................................................................................39
2.4 Dispositivos de atracação e amarração ..............................................................39
2.5 Aberturas ............................................................................................................39
2.6 Identificação de luzes e marcas ..........................................................................40

3 Noções de navegação ......................................................................................40


3.1 Fundamentos básicos da navegação .................................................................40
3.2 Carta náutica ...................................................................................................... 40
3.3 Rumo, proa e marcação .....................................................................................40
3.4 Declinação Magnética (dmg) .............................................................................. 41
3.5 Plotagem de posição na carta.............................................................................41
3.6 Equipamentos náuticos ............................................................................... 41

CONTROLE E PREVENÇÃO DE AVARIAS

1 Estabilidade ......................................................................................................42
1.1 Conceito e principais esforços ............................................................................42
1.2 Principais definições ...........................................................................................42
1.3 Principais componentes estruturais ....................................................................43
1.4 Componentes mais importantes na estabilidade da embarcação .......................43
1.5 Importância da correta distribuição longitudinal e transversal dos pesos a bordo .43
1.6 Necessidade de peação das cargas ...................................................................43

2 Prevenção de avarias .......................................................................................44


2.1 Princípios básicos da prevenção de avarias a bordo .........................................44
2.2 Equipamentos de prevenção ..............................................................................44
2.3 Alarmes de detecção de fumaça, gases e de incêndio .......................................44
2.4 Importância dos procedimentos na prevenção de avarias ..................................44

3 Controle de avarias ..........................................................................................45


3.1 Extintores portáteis .............................................................................................45
3.2 Sistemas fixos de borrifo .....................................................................................46
3.3 Redes de incêndio ..............................................................................................46
3.4 Procedimentos em fainas de controle de avarias ...............................................47
3.5 Técnicas utilizadas para reparos de emergência ................................................47
3.6 Plano de Segurança e Tabela Mestra .................................................................47

4
SOBREVIVÊNCIA NO MEIO AQUAVIÁRIO

1 Necessidades básicas para sobrevivência .................................................... 48


1.1 Introdução ........................................................................................................... 48
1.2 A importância biológica da água ......................................................................... 48
1.3 Equilíbrio hídrico, água natural, água de constituição e água de oxidação......... 48
1.4 Mecanismos orgânicos que ocasionam a perda de água ................................... 48
1.5 A importância da alimentação para o náufrago ................................................... 49
1.6 Fatores climáticos que afetam a sobrevivência .................................................. 49

2 Perigos que ameaçam a sobrevivência .......................................................... 50


2.1 Conseqüências de ingestão de água salgada .................................................... 50
2.2 Perigos decorrentes da ingestão indevida de alimentos ..................................... 50
2.3 A instabilidade mental e emocional como fator de redução das chances de salvamento . 50
2.4 Os efeitos do frio, do calor, da água salgada e da falta de água potável sobre o náufrago 51
2.5 As principais espécies marinhas perigosas ........................................................ 51

3 Perigos que ameaçam a sobrevivência .......................................................... 52


3.1 Procedimentos básicos para a sobrevivência .....................................................52
3.2 O processo de obtenção de alimentos oriundos do meio aquático e os cuidados
necessários na sua ingestão .............................................................................. 53
3.3 Procedimentos básicos para enfrentar os desarranjos emocionais e mentais .... 53
3.4 Procedimentos preventivos para conservação da saúde.................................... 53
3.5 Procedimentos para abandono da embarcação.................................................. 54
3.6 A importância da indumentária correta como proteção do corpo ........................ 54
3.7 A importância da utilização de destroços como recurso para flutuação.............. 54
3.8 Ações a serem empreendidas antes, durante e após o abandono da embarcação . 55
3.9 A importância do adestramento para enfrentar naufrágios ................................. 55

4 Material de salvatagem .................................................................................... 56


4.1 Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS -
1974) – princípios e regras ................................................................................. 56
4.2 A utilização do colete salva-vidas ....................................................................... 56
4.3 O lançamento e o embarque nas balsas salva-vidas .......................................... 57
4.4 Acessórios e equipamentos da balsa salva-vidas e sua destinação ................... 57
4.4.1 Emprego dos acessórios e equipamentos da palamenta da balsa ..................... 57
4.5 Procedimentos iniciais básicos após embarcar nas balsas salva-vidas.............. 58
4.6 Utilização dos sinais de salvamento ................................................................... 58

RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1 Relações humanas ........................................................................................... 59


Orientações básicas ......................................................................................... 59
1.1 Conceito de personalidade ................................................................................. 60
1.2 Influência da personalidade nos padrões de comportamento ............................. 60
1.3 A Importância do comportamento humano como referencial no resultado do trabalho61
1.4 Causas do surgimento dos conflitos ................................................................... 61
1.5 Características da boa comunicação no ambiente de trabalho ........................... 61
1.6 Ações preventivas para um bom relacionamento no trabalho ............................ 62 5
2 Trabalho em equipe .......................................................................................... 63
2.1 Características das equipes de trabalho .............................................................63
2.2 Aspectos importantes do trabalho em equipe .....................................................63
2.3 Cooperação e competição .................................................................................. 63
2.4 A importância do indivíduo dentro de uma equipe de trabalho ...........................64

3 Liderança ........................................................................................................... 65
3.1 Conceito ..............................................................................................................65
3.2 Distinção entre Liderança e Chefia ..................................................................... 66
3.3 A importância do Líder na motivação de sua equipe .......................................... 67
3.4 Valores do líder ...................................................................................................68
3.5 Aspectos fundamentais da liderança .................................................................. 68

O MEIO AMBIENTE AQUAVIÁRIO

1 Bacias fluviais brasileiras ................................................................................ 69


1.1 Bacia hidrográfica ............................................................................................... 69
1.2 Características gerais da rede fluvial .................................................................. 69
1.3 Bacias hidrográficas ............................................................................................ 70
1.4 Hidrovia ...............................................................................................................70
1.5 Principais hidrovias ............................................................................................. 70
1.6 Eclusas ...............................................................................................................71

2 O litoral brasileiro ............................................................................................. 72


2.1 Características gerais do litoral ...........................................................................72
2.2 Aspecto morfológico ........................................................................................... 72
2.3 Características gerais do Atlântico Sul ...............................................................72
2.4 Marés .................................................................................................................. 72
2.5 Correntes oceânicas ........................................................................................... 73

3 Aspectos meteorológicos ................................................................................ 74


3.1 Conceitos ............................................................................................................74
3.2 Circulação geral da atmosfera ............................................................................74
3.3 Sistemas de pressão .......................................................................................... 74
3.4 Massas de ar ...................................................................................................... 74
3.5 Ventos locais ....................................................................................................... 75
3.6 Características climáticas predominantes do litoral brasileiro .............................75

4 Biodiversidade ..................................................................................................76
4.1 Característica de plâncton .................................................................................. 76
4.2 Ressurgência ...................................................................................................... 76
4.3 Cadeia alimentar marinha ................................................................................... 76
4.4 Manguezais ......................................................................................................... 76
4.5 Defeso ................................................................................................................76
4.6 Áreas de proteção .............................................................................................. 77

5 Prevenção a poluição .......................................................................................78


5.1 Meio Ambiente ....................................................................................................78
6 5.2 Poluição ..............................................................................................................78
5.3 Principais poluentes ............................................................................................ 80
5.4 Fontes de poluição.............................................................................................. 78
5.5 Órgãos responsáveis pela política ambiental...................................................... 78

6 Aspectos econômicos do meio aquaviário .................................................... 79


6.1 A importância das hidrovias ................................................................................ 79
6.2 A água como recurso natural .............................................................................. 79
6.3 Potencial hídrico ................................................................................................ 79
6.4 Fontes alternativas de energia ............................................................................ 80
6.5 Pesquisa e prospecção de petróleo .................................................................... 80
6.6 Atividade pesqueira ao longo do litoral brasileiro ................................................ 80
6.7 Atividade salineira ............................................................................................... 80
6.8 Exploração turística nos balneários, praias e rios ............................................... 80
6.9 O mar como via de transporte ............................................................................ 80

7 Aspectos econômicos do meio aquaviário .................................................... 82


7.1 Relevo submarino ............................................................................................... 82
7.2 Mar Territorial ...................................................................................................... 82
7.3 Zona Econômica Exclusiva ................................................................................. 82
7.4 Zona Contígua .................................................................................................... 82

HIGIENE E PRIMEIROS SOCORROS

1 Introdução ......................................................................................................... 84
1.1 Conceito de primeiros socorros .......................................................................... 84
1.2 Transporte de um acidentado .............................................................................84

2 Afogamento ....................................................................................................... 85
2.1 Procedimentos em caso de afogamento ............................................................. 85
2.2 Procedimentos de massagem cardíaca .............................................................. 85
2.3 Choque elétrico ................................................................................................... 85
2.3.1 Procedimentos em caso de choque elétrico ....................................................... 85
2.3.2 Procedimentos de massagem cardíaca e respiração boca a boca ..................... 85

3 Fraturas, luxações e entorses ......................................................................... 85


3.1 Fratura ................................................................................................................ 85
3.2 Tipos de fraturas ................................................................................................. 86
3.3 Técnicas para imobilização de membros fraturados ........................................... 86

4 Corpo estranho ................................................................................................. 86


4.1 O que acontece .................................................................................................. 86
4.2 No ouvido ............................................................................................................ 86
4.3 Nos olhos ............................................................................................................ 86
4.4 No nariz .............................................................................................................. 87
4.5 Objetos engolidos ............................................................................................... 87
4.6 Procedimentos .................................................................................................... 87

5 Parada cardiorrespiratória ............................................................................... 87


5.1 Conceito.............................................................................................................. 87
5.2 Sintomas de uma parada cardiorrespiratória ...................................................... 87 7
5.3 Esquema da ressuscitação cardiorrespiratória básica ........................................ 87
6 Hemorragia ........................................................................................................ 88
6.1 Conceito ..............................................................................................................88
6.2 Procedimentos de primeiros socorros em caso de hemorragia ..........................88
6.3 Sangramentos internos .......................................................................................88
6.4 Sangramentos nasais .........................................................................................88
6.5 Hemorragia externa ............................................................................................ 88

7 Queimaduras .....................................................................................................89
7.1 Classificação das queimaduras ..........................................................................89
7.2 Procedimentos ....................................................................................................89

8 Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) .................................................89


8.1 Definições das principais doenças ...................................................................... 89
8.2 Formas de prevenção das doenças .................................................................... 89

9 Drogas ...............................................................................................................90
9.1 Principais dependências químicas ...................................................................... 90

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

1 Introdução à Segurança ................................................................................... 91


1.1 Conceito de Segurança ......................................................................................91
1.2 Segurança como necessidade das pessoas ....................................................... 91
1.3 O Riscos e suas Funções de Controle ...............................................................92
1.4 Perigo, dano, falha, defeito e perda .................................................................... 92
1.5 Evento perigoso, evento indesejável e evento danoso .......................................92
1.6 Acidente, incidente e quase-acidente .................................................................92
1.7 A saúde como fator de segurança ...................................................................... 92

2 Legislação do Brasil sobre Saúde e Segurança no Trabalho....................... 93


2.1 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) .......................................................... 93
2.2 Normas Regulamentadoras (NR) ........................................................................ 93
2.3 Disposições contidas na NR-1 – Disposições Gerais .........................................93
2.4 A Organização dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e
Medicina do Trabalho (SESMT) - NR-4 ..............................................................94
2.5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) - NR-5 ............................94
2.6 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) - NR-6 ............................................ 94
2.7 Atividades e Operações Insalubres - NR-15 ....................................................... 95
2.8 Atividades e Operações Perigosas - NR-16 .....................................................95
2.9 Trabalho a Céu aberto - NR-21...........................................................................95
2.10 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho - NR-24 ...............95
2.11 Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário - NR 30 ...96

Bibliografia .................................................................................................................. 97

8
APRESENTAÇÃO

Caro Instrutor,

Este manual tem como propósito orientá-lo na condução do curso, e contém os


objetivos e procedimentos de como o conteúdo deve ser abordado, inclusive com lembretes
de pontos importantes a serem enfocados.

Um fator importante a ser considerado é saber que uma série de condições é exigida
para que ocorra a aprendizagem no adulto, pois o mesmo busca sempre respostas para
as questões: Qual o significado do curso para mim? O que ele me proporcionará?

É necessário ficar compreendido como determinante inicial o objetivo e o caminho


a ser percorrido. A referência deve ser de onde se parte para onde se quer chegar, para
ascender a um nível superior de informações, conhecimentos e práticas.

Cabe a você Professor/Instrutor compreender que o candidato a Aquaviário (adulto)


– como aluno – é alguém que traz consigo uma gama de experiências que devem ser
valorizadas como ponto de partida e enriquecimento para a elaboração de situações de
aprendizagem tanto no que se refere ao conteúdo quanto às técnicas de ensino a serem
utilizadas.

Assim, iremos oferecer, subsídios para auxiliá-lo na elaboração de suas aulas,


visando ao alcance com sucesso dos objetivos deste Curso.

9
INST
CURSO DE FORMAÇÃO PARA AQUAVIÁRIOS - MÓDULO GERAL

OBJETIVO

Com intuito de suprir os desafios impostos pela modernização, a Diretoria


de Portos e Costas decidiu criar este curso visando a elevar a habilitação
e a capacidade técnica do pessoal envolvido nas atividades aquaviárias,
promover a conscientização dos profissionais quanto à preservação do meio
marinho e demais vias aquáticas, além de incrementar os níveis de segurança
do pessoal e material deste setor.

O Módulo Geral destina-se a proporcionar aos candidatos a Aquaviários


conhecimentos relativos aos aspectos de segurança das embarcações,
necessários a sua formação, comuns aos grupos (Marítimos, Fluviários
e Pescadores) e da seção de câmara e saúde.

10
CARACTERÍSTICAS DE APLICAÇÃO

Sabemos que este curso destina-se a um amplo universo de candidatos a


aquaviários que irão tripular embarcações da navegação de longo curso, cabotagem,
apoio marítimo, interior e das atividades de pesca de alto mar. Sua aplicação abrangerá
uma diversidade de meios instrucionais.

Pelos motivos expostos acima há necessidade de enfatizar, aos instrutores, os


seguintes pontos:

! Deverá ser perseguida a fixação dos fundamentos necessários à habilitação


pretendida;
! serão levadas em consideração as características regionais do local de realização
do curso, adaptando-se o conteúdo no que for preciso; e
! deverá ser enfatizada a atividade prática nas disciplinas de Sobrevivência no
Meio Aquaviário e Higiene e Primeiros Socorros.

11
INST
A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-
APRENDIZAGEM

O que significa comunicar?

No sentido prático, comunicar é transmitir idéias e informações com o principal


objetivo de promover o entendimento entre os indivíduos.

O que faz um professor quando ensina? Naturalmente ele se comunica com a


classe. Sua intenção primordial é fazer com que seus alunos entendam perfeitamente sua
mensagem, isto é, o conteúdo do ensino. Da boa comunicação em sala de aula, dependem
não só a retenção de conteúdos, mas, de forma ampla, todos os processos de formação
do aluno, especialmente, o respeito mútuo, a cooperação e a criatividade.

Na comunicação há elementos técnicos, como a mensagem, o código, o canal e


retroalimentação (feedback) e psicológicos, como o receptor e o emissor.

O emissor elabora uma mensagem, codifica esta mensagem e emite a informação.

O receptor recebe esta informação, decodifica, isto é, interpreta. Se não houver


interferência (ruído), a comunicação se estabelece.

A mensagem expressa o propósito do emissor.

O código é a linguagem utilizada, que deve ser comum a ambos.

O canal é o processo a ser utilizado para transmissão da mensagem.

A realimentação (feedback) é o retorno da informação do receptor ao emissor,


tornando possível a auto correção.

Alguns aspectos para serem levados em consideração durante uma apresentação:

! Ter objetivos claros;


! desenvolver a empatia;
! conhecer o público alvo;
! ser espontâneo (estimular a participação do aluno);
! usar o olhar (olhe para todos os alunos igualmente, como se estivesse falando a
cada um deles);
! eliminar os vícios de linguagem ( né, tá, certo, ok, aí, etc);
! enriquecer seu vocabulário;
! utilizar a voz adequadamente (fale pausado e claro. Varie o tom de voz de acordo
com o assunto;
! utilizar-se de gestos (gestos espontâneos permitem atingir um melhor
encadeamento de idéias e estimula os alunos); e
12 ! partir do nível em que os alunos estão e ajudá-los no seu progresso.
Algumas técnicas de como evitar a interferência de conversas na comunicação:

! Aproximar-se de quem esta falando;


! diminuir, gradativamente, o tom de voz;
! parar de falar; e
! fazer uma pergunta sobre o assunto, caso as pessoas insistam na conversa.

Observe um exemplo de uma mensagem:

Deficiente Eficiente

P r o f e s s o r : D a nd o p r o s s e g ui m e nt o , Professor: Para um melhor entendimento


v a m o s a p r e s e n t a r o s c o m p o n e n t e s do processo em que ocorrem incêndios a
necessários para produzir o fogo: bordo, precisamos conhecer os elementos
que produzem fogo. Vocês poderi am me
1 - Combustível; indicar que elementos são estes?
2 - Comburente; e Aluno A: Calor
3 - Temperatura de ignição.
Professor: Muito bem (anota no quadro de
giz). Outro elemento?
Aluno B: O combustível

" Lembre-se:

O professor não deve ser o único a falar, ele deve escutar os alunos e
privilegiar a sua linguagem, pois assim a comunicação será efetuada.

As idéias mais importantes deverão ser repetidas sob formas diferentes para
não causar monotonia.

É aconselhável que o professor promova debates, discussões, trabalhos em


grupo, dinâmicas, incentivando a troca de experiências e informações.

13
INST
CONHECIMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS BÁSICOS

O professor precisa:

# Entender o processo ensino-aprendizagem, isto é, ensinar não é somente


transmitir, transferir conhecimentos de uma cabeça a outra, comunicar, significa
fazer pensar, ajudar o aluno a criar novos hábitos de pensamento e ação;
# planejar suas aulas;
# conhecer variados métodos de ensino;
# estar motivado para ensinar e dominar o conteúdo a ser abordado; e
# conhecer a realidade do aluno na qual ele vai atuar.

O professor deverá utilizar-se de expressões verbais e exemplos práticos


ligados à atividade marítima.

14
PLANEJAMENTO DE ENSINO

É um programa de ação que constitui um roteiro seguro para conduzir,


progressivamente, os alunos aos resultados desejados. Consiste em traduzir em termos
mais concretos o que o professor fará em sala de aula.

Plano de aula

É uma previsão de atividades convenientemente estruturadas e distribuídas, que


devem se desenvolver em etapas sucessivas e interligadas, em função dos objetivos
previstos e do tempo disponível para o professor e aluno interagirem numa dinâmica de
aprendizagem.

O plano de aula deve apresentar uma ordem seqüencial a fim de facilitar a integração
de conhecimentos por parte dos alunos.

Ao planejar, o professor deve refletir sobre as seguintes questões:

O que pretendo alcançar? Qu a is s ã o me u s o b je tiv o s p a ra e s ta a u la


e s p e c íf ic a ? S e r á q u e a p ó s a a u la o s a lu n o s
te rã o a c a p a c id a d e d e re s p o n d e r, e s c re v e r e
debater os conteúdos abordados?
Como alcançar? Quais os métodos mais apropriados?

Em quanto tempo? Quanto tempo gastarei na introdução da aula?


No desenvolvimento? Na conclusão?
O que faz er e como faz er? Qual a melhor maneira de introduz ir esta aula?
Como posso transmitir o conteúdo de maneira
a tra e n te e in te re s s a n te ? D e q u e re c u rs o s
deverei dispor?
Como avaliar? Qu a is o s in s tru me n to s d e a v a lia ç ã o q u e
utiliz arei?

Após refletir sobre as questões acima, como elaborar um plano de aula?

! Identificar o tema central da aula;


! estabelecer o objetivo operacional da aula, deixando claro para o aluno o que
se espera dele ao final da aula;
! determinar o conteúdo que será estudado;
! estabelecer os procedimentos, selecionando as formas de utilizar o conteúdo
que será abordado para atingir o objetivo;
! escolher os recursos instrucionais; e
! escolher o instrumento de avaliação.
15
INST
No final da aula é importante que o professor faça uma síntese do conteúdo
trabalhado e uma verificação da aprendizagem com os alunos. Observe algumas maneiras
de verificar o aprendizado:

# Utilizar a técnica de pergunta, formulando-a e indicando um aluno para respondê-


la ou dirigindo-se à turma deixando à vontade para quem quiser responder;
# recapitular e enfatizar pontos importantes do assunto com auxílio da turma;
# estimular um debate sobre o tema da aula; e
# solicitar exemplos formulados pelos alunos.

Apresentamos, em anexo, um modelo de Plano de Aula.

Um bom plano de aula promove a eficiência do ensino, economiza tempo e


energia, contribui para a realização dos objetivos visados e evita a
improvisação.

16
OBJETIVOS

São os resultados que pretendemos obter, a meta a ser alcançada, o alvo a ser
atingido, a intenção ou a finalidade de todo e qualquer trabalho. Eles devem ser
estabelecidos em termos possíveis, concretos e operacionais e é necessário que não só
o professor tenha conhecimento, mas também o aluno, por isso, os objetivos devem ser
claros, possíveis de serem executados e alcançáveis.

Os objetivos são norteadores:


! da seleção de todos os demais elementos do processo instrucional. Nenhum
professor seleciona material ou procedimentos de trabalho, sem antes ter definido
precisamente aonde chegar;
! do processo de avaliação de aprendizagem. Se não estão claramente definidos
não temos os parâmetros para verificar até que ponto foram atingidos; e
! do próprio aluno em sua aprendizagem. Uma vez conhecendo o que o professor
pretende, é mais fácil para que ele mesmo busque instrumentos ou atividades
que o ajudem a alcançar tais objetivos.

É impossível selecionar meios eficientes de ensino sem estabelecer


previamente os objetivos.

Tipos de Objetivos

Gerais !"!"São complexos e alcançáveis em períodos mais amplos. Têm caráter


finalístico, referem-se àquilo que o aluno será capaz de fazer ao final do curso. Quando
utilizamos? Ao planejarmos um Curso.

Específicos ! São os mais simples, concretos, alcançáveis em menor tempo e


explicitam desempenhos observáveis. Quando utilizamos? Ao planejarmos os conteúdos
da Disciplina.

Instrucionais ! São mais completos, que expressam com clareza não só o que
se espera do aluno, mas também em que condições devemos fazê-lo e até que ponto o
desempenho será considerado satisfatório. Quando utilizamos? Ao planejarmos uma Aula.

Classificação dos Objetivos

Os objetivos de aprendizagem podem ser classificados em três domínios:

Cognitivo ! são os vinculados à memória e ao desempenho de capacidades e


habilidades intelectuais do aluno.
Ex.: O aluno deverá responder alguma pergunta.

Afetivo ! são os que descrevem mudança de interesses, atitudes e valores.


Ex.: O aluno deverá manifestar algum sentimento em relação à matéria dada.

Psicomotor ! são os relacionados às habilidades motoras, manipulativas. 17


Ex.: O aluno deverá fazer, praticar e exercer alguma atividade. INST
" Lembre-se:

O objetivo de uma aula é o comportamento que o professor espera que os alunos


apresentem ao final da mesma, como resultado de sua aprendizagem. Portanto, o
objetivo deve indicar o comportamento observável do aluno e não do professor.

O comportamento observável é indicado por um verbo na forma infinitiva. Cada


objetivo deve indicar somente uma ação e devendo ser coerente com o tempo e
com os recursos instrucionais disponíveis.

Há uma infinidade de verbos apropriados que ajudarão a você na elaboração dos


objetivos. Vejamos, a seguir, uma relação nos diversos níveis:

Conheci- Compreen-
Aplicação Análise Síntese Avaliação
mento são

Definir Converter Aplicar Aplicar Apresentar Analisar


Apontar Debater Calcular Calcular Combinar Avaliar
Detalhar Deduzir Construir Comparar Compilar Comparar
Descrever Definir Converter Criticar Compor Concluir
Designar Demonstrar Descrever Descrever Construir Escolher
Determinar Detalhar Determinar Detalhar Coordenar Estimar
Distinguir Descrever Discriminar Diferenciar Criar Fundamentar
Enumerar Discutir Distinguir Discriminar Descobrir Interpretar
Enunciar Distinguir Efetuar Decompor Delinear Julgar
Especificar Estimar Elaborar Designar Demonstrar Justificar
Exemplificar Exemplificar Empregar Distinguir Descrever Medir
Explanar Explanar Escrever Enunciar Dirigir Qualificar
Identificar Explicar Explicar Especificar Elaborar Relacionar
Listar Expor Ilustrar Estabelecer Esquematizar Selecionar
Marcar Expressar Manipular Experimentar Explicar Validar
Mencionar Ilustrar Manusear Explicar Formular
Mostrar Interpretar Operar Ilustrar Narrar
Nomear Localizar Praticar Fracionar Organizar
Reduzir Narrar Preparar Posicionar Planejar
Relacionar Organizar Produzir Provar Produzir
Relatar Relacionar Provar Relacionar Propor
Registrar Selecionar Resolver Selecionar Relatar
18 Repetir Sumariar Traçar Separar Representar
Selecionar Traduzir Usar Sintetizar
MÉTODO DE ENSINO

É o caminho para chegar a um fim desejado. É a organização racional e prática dos


recursos e procedimentos do professor, visando a conduzir a aprendizagem dos alunos
aos resultados previstos e desejados.

Quais são os métodos mais eficazes? O fato é que, determinado método pode ser
melhor para certos propósitos e não tão eficiente para outros. A sua escolha depende dos
propósitos, do tamanho do grupo, do tempo disponível e dos equipamentos.

" Lembre-se:

Cada método tem o seu valor e o seu propósito e devem ser adequados aos
objetivos de cada aula.

Algumas normas para a seleção de métodos de ensino:

# Certifique-se de que o método ou atividade combina com o nível de habilidade e


maturidade dos alunos;
# disponibilize varias opções de atividades para estimular o interesse dos alunos;
# insira orientações claras para assegurar o sucesso do aluno;
# inclua perguntas planejadas que ajudem o aluno a refletir nos níveis de
conhecimento, compreensão e aplicação; e
# proporcione direção e incentivo que sustentem o interesse e a motivação do
aluno.

Tipos de Métodos

Exposição Oral (Aula Expositiva)

O que é?

É um método tradicional, onde o professor, diante do grupo, expõe oralmente a


matéria.

Ao preparar a aula expositiva o professor deve:

$ Ter claro o objetivo da aula;


$ planejar em que seqüência fará a explanação, para garantir que haja clareza e
que as idéias se completem, sem sair em digressões; e
$ considerar que existe limite de tempo para a sua aula.

Ao ministrar a aula expositiva:

$ Tornar os alunos cientes dos objetivos da aula;


$ procurar ganhar a atenção dos alunos de início, mediante a apresentação de um 19
problema, colocação de uma pergunta, etc.; INST
$ expor uma idéia de cada vez;
$ considerar o ritmo da turma em termos de tomar notas e ter tempo para refletir a
respeito do que está ouvindo, apresentando alguns pontos mais difíceis
pausadamente;
$ concretizar as idéias mediante exemplos, ilustrações etc.;
$ programar estudos e trabalhos complementares; e
$ sintetizar os pontos principais, ao final da aula.

Nunca utilizá-la em disciplinas práticas, no máximo, admite-se sua presença na


parte introdutória.

Divisão de Pequenos Grupos

O que é?

Caracteriza-se pela divisão da turma em pequenos grupos para a realização de


uma atividade específica. Este método visa a desenvolver a capacidade de estudar um
assunto em equipe, de forma sistemática.

Cada grupo deverá ter um relator. Levando em conta o tamanho da classe, a turma
deverá ser dividida em pequenos grupos de 3 a 5 alunos.

Como funciona?

O professor deverá escrever no quadro algumas questões referentes ao tema em


estudo para reflexão e discussão.

Terminando o tempo da discussão, os relatores de cada grupo deverão apresentar


suas conclusões as quais poderão ser resumidas no quadro. Considere o limite de tempo
reservado para o estudo da lição propriamente dita.

Técnicas de Perguntas

Pergunta Geral ! é aquela que o professor faz à turma, sem especificar quem
deverá responder.

Esse tipo de pergunta é usado para:


$ Incentivar os alunos;
$ iniciar e prolongar um debate;
$ manter a atenção da turma;
$ aumentar a participação;
$ reanimar a turma quando perceber desinteresse em determinados momentos da
aula; e
$ verificar a aprendizagem.

20
Pergunta Dirigida ! é aquela que o professor dirige a um determinado aluno nas
seguintes situações:

$ Encorajar um aluno tímido – neste caso, procure fazer uma pergunta fácil, de
modo que ele possa responder e, com isso, motivar-se a participar da aula
integrando-se ao grupo;
$ interromper um diálogo paralelo – neste caso, o professor deve aproximar-se
ante os alunos que estão dialogando, procurando inibir a conversa. Caso não
obtenha êxito, procure saber se o assunto é pertinente, caso seja, solicite que os
alunos passem para o grupo suas possíveis dúvidas ou questionamentos; caso
contrário, faça a pergunta de forma sutil, de maneira que não haja bloqueio; e
$ verificar a aprendizagem.

Pergunta Reversa ! é a pergunta feita por um aluno ao professor, na qual este


último devolve ao aluno, visando a:

$ Estimular o aluno a responder; e


$ solicitar ao aluno que aperfeiçoe a pergunta, caso não tenha sido clara.

Pergunta Redistribuída ! é a pergunta feita por um aluno ao professor, que a


repassa à turma ou a um determinado aluno com a finalidade de:

$ Aumentar a participação geral;


$ buscar a participação de um determinado aluno – neste caso, deve-se aplicar a técnica
somente quando tiver certeza de que o aluno terá condições de responder; e
$ ganhar tempo para pensar na resposta, caso não a tenha no momento.

ATENÇÃO !!

% Elogie sem exageros as respostas certas.


% Não critique as respostas erradas; solicite a opinião de outro aluno.
% Evite formular perguntas vagas ou ambíguas.
% Não “invente” respostas; o aluno jamais poderá ser enganado.

Dinâmicas de Grupo

O que é?

É a participação espontânea ou dirigida dos alunos na busca conjunta de soluções


para problemas propostos pelo professor.

As dinâmicas possuem várias técnicas. O professor deve escolhê-las e aplicá-las


de acordo com o objetivo que pretende alcançar e com o grupo a que se destina. A técnica
não se destina a ensinar, mas permite a transferência de conhecimentos adquiridos ou a
fixação e generalização desses conhecimentos. Eis algumas:
21
INST
Phillips 66

O que é?

É a divisão de um grupo grande de alunos em pequenas frações de seis membros


que discutem um assunto durante seis minutos.

Tem por objetivos obter várias opiniões e soluções para um mesmo caso, conseguir
a participação de um grande número de pessoas em uma discussão e desenvolver a
capacidade de síntese e de coordenação.

O coordenador, na abertura, apresenta o tema e estabelece o tempo; os grupos


discutem o assunto e chegam às suas conclusões durante o estudo; durante a apresentação
de cada grupo, um dos seus componentes relata as conclusões; e, durante a discussão,
o coordenador as analisa, esclarece dúvidas, completa informações e distribui material de
apoio para leitura posterior. O secretário indicado pelo coordenador ou que se apresenta
voluntariamente tem função de registrar no quadro as opiniões dos grupos, aproximando
idéias afins e consignando as conclusões gerais.

Apresentamos, em anexo, três exemplos de disposição dos participantes dessa


técnica.

Cochicho

O que é?

É uma variante da técnica Phillips 66, cada grupo é composto por apenas 2 alunos
que discutem uma questão proposta pelo coordenador durante dois minutos.

Os objetivos são de obter integração inicial, superar inibições de falar em público e


ter opiniões de todos em curto espaço de tempo.

Apresentamos, em anexo, dois exemplos de disposição dos participantes dessa


técnica.

Tempestade Cerebral

O que é?

Constitui-se num modo de estimular a geração de novas idéias a respeito de


determinado tema, onde os alunos atuam em um clima informal, com total liberdade para
expressarem o que pensam, a fim de se obter idéias originais ou soluções novas e criativas.

Tem por objetivos principais desenvolver e exercitar a imaginação criadora.

O professor faz uma pergunta e, um aluno de cada vez, responde imediatamente


com suas próprias palavras, sem ter o tempo necessário para estruturar ou ordenar
22 logicamente a resposta. Todas as idéias são anotadas, selecionadas e as mais adequadas
à situação e de simples realização são utilizadas na conclusão final junto com o grupo.
RECURSOS INSTRUCIONAIS

Os recursos instrucionais são meios indispensáveis para que a aprendizagem se


realize. Visam essencialmente a facilitar a compreensão da mensagem, tornando o processo
ensino-aprendizagem mais significativo.

CLASSIFICAÇÃO

São classificados em humanos e materiais.

Os humanos dizem respeito a todas as pessoas envolvidas no ensino, tais como:

! A própria voz do professor;


! a participação do aluno; e
! qualquer pessoa que tenha a função de auxiliar o ensino.

Os materiais são os meios que facilitam a assimilação da mensagem que se pretende


comunicar, tais como:

! Quadro de giz ou de acrílico branco;


! flanelógrafos;
! ilustrações sob a forma de desenhos, gravuras, pinturas e fotografias;
! cartazes;
! visitas, entrevistas e museus;
! projeções móveis (filmes);
! projeções fixas (retroprojetor, slides);
! flip chart (bloco de papel);
! livros, jornais e revistas;
! videocassete;
! microcomputadores;
! rádio;
! fita magnética; e
! televisão.

OBJETIVOS

! Despertar e motivar o interesse dos alunos;


! favorecer o desenvolvimento da capacidade de observação;
! aproximar o aluno da realidade;
! oferecer informações e dados;
! permitir a fixação da aprendizagem;
! ilustrar noções abstratas; e
! desenvolver a experimentação concreta.

VANTAGENS

! Atuam sobre os órgãos dos sentidos dos alunos; 23


! melhoram a retenção; INST
! atuam como incentivos;
! economizam tempo;
! reforçam a comunicação oral; e
! contribuem para obter atenção dos alunos.

CRITÉRIOS E PRINCÍPIOS PARA A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS

! Considerar os objetivos a serem alcançados;


! deve-se levar em conta a natureza da matéria a ser ensinada;
! considerar as condições ambientais e o tempo disponível; e
! só utilizar recursos que tenham amplo domínio.

NORMAS PARA A UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS

1. Seleção e análise

Antes de começar a aula, selecione e analise cuidadosamente todos os recursos


que estiverem à sua disposição, sempre tendo em mente os objetivos a serem alcançados.

2. Ordem de prioridade

O uso dos recursos não pode tornar-se para seus alunos em mera exposição de
materiais a ponto de despertar-lhe apenas a curiosidade. Cada recurso deve ter sua
finalidade definida e relevante.

3. Apresentação clara, simples e acessível

Os recursos didáticos devem proporcionar aos alunos condições para desenvolver


sua capacidade de compreensão, interpretação e aplicação. Utilizar-se de materiais do
cotidiano dos alunos.

PROCEDIMENTOS NA UTILIZAÇÃO DE ALGUNS RECURSOS

Quadro-de-giz

Para que serve?

- Apresentar esquemas, resumos e registrar dados;


- apresentar idéias por meio de desenhos; e
- transcrever e resolver exercícios.

Vantagens

• É fácil de ser encontrado e utilizado;


• facilita correção e alteração nos assuntos apresentados;
• possibilita adequar a apresentação ao nível do público; e
24 • possibilita a participação efetiva dos alunos.
Forma de utilização

$ Limpá-lo de cima para baixo, fazendo com que o pó caia sobre o aparador;
$ dividi-lo em áreas, se necessário;
$ apresentar o assunto em resumos e esquemas;
$ começar a escrever na parte de cima e do lado esquerdo do quadro;
$ escrever de maneira legível, utilizando letras grandes, abreviando sempre que
puder;
$ falar enquanto estiver escrevendo para fixar melhor os conceitos e facilitar o
acompanhamento dos alunos;
$ utilizar gravuras, quando necessário; e
$ utilizar giz de cor apenas para realçar palavras ou desenhos.

Se trabalhar com quadro branco utilizar, no máximo, três cores de caneta.

Flanelógrafo

É uma superfície rígida, recoberta por flanela ou material aderente ou com outro
material leve, tendo na parte posterior, lã, flanela, feltro, veludo ou lixa de madeira.

Para que serve?

- Ilustrar textos e conceitos; e


- apresentar figuras.

Vantagens

• Possibilita a apresentação de um assunto por etapas, segundo o planejamento


do professor;
• permite ao professor colocar, retirar e/ou acrescentar peças no ritmo adequado
ao desenvolvimento da apresentação; e
• flexibilidade (o mesmo material pode ser usado em diferentes níveis e disciplinas
variando apenas a explicação oral e o ritmo da apresentação. Serve tanto para
incentivar a aprendizagem quanto para a apresentação de um novo assunto:
sistematizar, fixar ou verificar a aprendizagem.

Transparência

É uma folha transparente (em tamanho carta, preferencialmente) que deve ser
projetada num equipamento chamado retroprojetor.

Para que serve?

- Abordar temas que permitam a sua divisão em partes;


- enriquecer uma aula expositiva;
- apresentar dados previamente elaborados, de forma organizada e seqüencial; e 25
- sistematizar um assunto. INST
Vantagens

• Ajuda a apresentação da aula de forma mais organizada, orientada e dirigida;


• poupa tempo da apresentação;
• concentra a atenção do aluno no tópico que está sendo desenvolvido;
• cria maior expectativa com relação aos tópicos seguintes;
• fixa tópicos essenciais; e
• ajuda na melhor visualização de idéias, por meio de ilustrações.

Ao utilizar o retroprojetor, o professor deverá seguir algumas regras, tais


como:

$ Colocar a transparência;
$ cobri-la com uma “máscara” (papel), se necessário;
$ ligar o retroprojetor ;
$ desligá-lo em seguida, após ter dado tempo suficiente para que os alunos leiam
e fixem o que foi projetado;
$ posicionar a tela de projeção de forma que todos tenham uma boa visualização;
$ proceder à explicação, afastando-se do retroprojetor; e
$ usar uma caneta ou vareta para apontar tópicos que estão sendo apresentados
diretamente na tela.

Filmes

É um recurso audiovisual apresentado com o uso de um vídeo cassete e uma


televisão, que proporciona imagem e som de fatos e/ou situações que não sejam possíveis
serem vistas e/ou vivenciadas de forma real.

Procedimentos para exibição dos filmes

$ Ver o filme com antecedência;


$ analisar sua adequação aos objetivos da aula;
$ escolher um filme ou cena de um filme que realmente tenha relação com o assunto
a ser abordado;
$ preparar o ambiente e o material que será empregado na exibição;
$ anunciar o tema aos alunos;
$ destacar os pontos principais a serem observados, antes da projeção,
comentando-os antes e depois; e
$ permanecer na sala.

26
Computador

A utilização do computador está cada vez mais acentuada, seja em auditório ou em


sala de aula. Os programas para elaborar apresentações nos permitem gerar imagens
com movimentos, sons e ilustrações com rapidez e qualidade.

Cabe ao professor selecionar o recurso e dimensionar seu uso, pois sabemos


que a disponibilidade do mesmo varia de acordo com o local de aplicação.

Usar a criatividade é fundamental para não utilizar-se somente de quadro e giz.

27
INST
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

É um processo contínuo de pesquisas que visa a interpretar os conhecimentos,


habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento
propostas nos objetivos. A avaliação não é um fim, mas um meio, que permite verificar até
que ponto os objetivos estão sendo alcançados, identificando os alunos que necessitam
de atenção individual e reformulando o trabalho com adoção de novos procedimentos que
possibilitem sanar as deficiências identificadas.

O que deve ser observado no aluno para que o consideremos apto em determinada
área do conhecimento? Nesse sentido, avaliar significa fazer um julgamento sobre os
resultados, isto é, comparar o que foi realizado com o que se pretendia alcançar.

FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO

A avaliação se desenvolve, nos diferentes momentos do processo ensino-


aprendizagem, com objetivos distintos. No início do processo temos a avaliação
diagnóstica que é utilizada para verificar:

! Conhecimentos que os alunos têm;


! pré-requisitos que os alunos apresentam; e
! particularidades dos alunos.

Aplica-se este tipo de avaliação no início de uma unidade, semestre ou ano letivo.

Ao longo do processo ensino-aprendizagem temos a avaliação formativa que tem


uma função controladora. Com os seguintes propósitos:

! Informar o professor e o aluno sobre o rendimento da aprendizagem; e


! localizar as deficiências na organização do ensino.

No fim do processo de ensino-aprendizagem temos a avaliação somativa que tem


função classificatória, isto é, classifica os alunos no fim de um semestre, ano, curso ou
unidade segundo níveis de aproveitamento.

A prova é a forma mais comum de avaliação somativa e vários são os seus tipos.
Vejamos:

PROVA ESCRITA DISSERTATIVA OU DISCURSIVA

É composta por um conjunto de questões ou temas onde o aluno têm a liberdade


de organizar como quer os elementos da resposta, baseado no conteúdo que foi trabalhado
em aula. Cada questão deve ser elaborada com objetividade e clareza, visando ao
desenvolvimento das habilidades intelectuais. Por exemplo: raciocínio lógico, organização
28 das idéias, capacidade de fazer relações entre fatos idéias e coisas, capacidade de
aplicação de conhecimentos e etc.
VANTAGENS

• Facilitar a verificação do domínio da habilidade de leitura, escrita, aplicação,


exemplificação, análise, síntese e julgamento;
• favorecer a liberdade do aluno de mostrar a sua individualidade, incentivando-o
a organizar, integrar e expressar suas próprias idéias; e
• ter melhor aplicabilidade a exame de grupo pequeno.

DESVANTAGENS

• Permitir a subjetividade na construção e no julgamento;


• cobrir terreno limitado, não favorecendo uma amostragem representativa de
conteúdo e objetivos; e
• favorecer a improvisação por parte do professor.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Ter clareza na finalidade da prova;


$ construir questões de conteúdo significativo;
$ dar igualdade de condições a todos os examinandos, abandonando a prática de
admitir a escolha dentro de uma lista de perguntas, que prejudica o julgamento
dentro de critérios comuns;
$ formular enunciados com terminologia específica, centralizados no comportamento
a verificar;
$ formular enunciados com tarefas bem definidas, esclarecendo a direção e o âmbito
da resposta desejada, para evitar “fugas”;
$ utilizar linguagem precisa e simples;
$ incluir no roteiro da questão dados como: extensão da resposta, critérios de
julgamento, valor de cada questão;
$ dar tempo suficiente para reflexão, organização da resposta e redação;
$ não formular questões ligadas entre si, para evitar que o erro de uma, prejudique
a seguinte; e
$ elaborar a chave de apuração, onde constarão as respostas consideradas ideais.
Isto favorece a correção de falhas da elaboração, por permitir um constante
reajuste em função das respostas obtidas.

ALGUMAS SUGESTÕES PARA ATENUAR A SUBJETIVIDADE DO


JULGAMENTO

Com apoio na chave de apuração feita no momento da elaboração da prova, faça


uma correção anônima, julgando uma questão de cada vez em todas as provas. É
recomendável também que diferentes examinadores, igualmente qualificados, leiam e
julguem as provas, sem conhecimento de julgadores anteriores.

29
INST
PROVA OBJETIVA

É um instrumento de medida composto de questões tão precisamente especificadas,


que cada qual só admita uma resposta , previamente definida, o que lhe assegura a
impessoalidade do julgamento e inteiro acordo entre examinadores diferentes.

Tipos de questões objetivas

1- LACUNA OU COMPLEMENTO ! Consiste no preenchimento de lacunas em


uma ou mais frases.

VANTAGENS

• Ser de fácil compreensão pelo examinado;


• exigir redação mais simples que os demais tipos de questões objetivas;
• oferecer resposta breve, facilitando o exame de maior número de conteúdo;
• ser de fácil planejamento; e
• possibilitar verificação imediata da habilidade de aquisição e aplicação de
conhecimentos (verificação de conceitos/ definições/ identificação de elementos
em gráfico/ problemas de matemática/ física e química).

DESVANTAGENS

• Ter maior probabilidade de questões defeituosas pela facilidade aparente de


construção;
• ter menos objetividade que as demais, pela possibilidade de respostas imprevistas;
• ser mais tendenciosa à verificação do domínio de informações isoladas,
encorajando a memorização;
• ser de verificação difícil quanto ao domínio de percepção de relações complexas;
• oferecer maior tendência à verificação da facilidade verbal ou de vocabulário; e
• dificultar o julgamento.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Só aplicar este tipo de questão quando for necessário que o examinando mostre
o que aprendeu numa resposta curta. (Ex.: forma gramatical e problemas de
matemática);
$ colocar a lacuna no final da questão, para melhor encaminhar o pensamento do
examinando;
$ dar significado de relevância às lacunas, não cobrando minúcias;
$ construir a questão de forma a só admitir uma resposta;
$ organizar respostas curtas, para dar maior objetividade ao item;
$ evitar o uso de artigos, pronomes e tamanho do espaço em branco que possam
dar “pista” para a resposta.
$ não utilizar mais de duas lacunas em cada questão para não transformá-la em
“charada”; e
$ não utilizar frases textuais de livros, para não encorajar a memorização.

30
2- ASSOCIAÇÃO OU ACASALAMENTO ! Consiste no estabelecimento de
associações entre elementos, apresentados em 2 (dois) grupos.

VANTAGENS

• Ser de formulação rápida e fácil, em função de enunciado restrito à uma instrução


comum a várias questões;
• possibilitar resolução rápida;
• ter julgamento objetivo e rápido; e
• reduzir a probabilidade de acerto por sorte, pelas várias opções de combinação.

DESVANTAGENS

• Ter emprego limitado a situações com a mesma base de correspondência;


• apresentar dificuldade de obtenção de pares suficientes com relação de valor; e
• possibilitar o encorajamento da memorização pelo uso de associações isoladas.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Admitir apenas uma combinação certa, para cada par de elementos;


$ organizar os elementos de cada coluna em uma ordem lógica (alfabética,
cronológica, de grandeza, etc.);
$ colocar numa coluna mais elementos do que na outra, para diminuir o acerto por
simples eliminação;
$ colocar, no máximo, 10 (dez) elementos em cada coluna, para facilitar a
organização de listas homogêneas;
$ não dividir a questão em duas folhas; e
$ dar preferência a letras maiúsculas na identificação da resposta, para facilitar a
correção.

3- CERTO OU ERRADO ! Consiste no pronunciamento sobre a verdade ou


falsidade de cada uma das afirmações apresentadas.

VANTAGENS

• Ser uma prova simples, rápida e direta do conhecimento do aluno;


• ocupar pouco espaço;
• permitir a verificação de numerosos pontos;
• ter julgamento rápido e objetivo;
• ser de fácil elaboração, especialmente quando o prazo é pequeno;
• verificar, com facilidade e economia de tempo, os seguintes resultados:
• interpretação de texto novo.
• análise da tabela, gráfico.
• definição de teorias, leis, etc.
• avaliação crítica de explicações de fatos ou fenômenos.
• ser adaptável à verificação do conhecimento das medidas que não se devem
tomar em certas emergências.

31
INST
DESVANTAGENS

• Restringir a pontos indiscutivelmente certos ou errados;


• possibilitar a ambigüidade, se não forem bem construídas;
• apresentar a interferência do fator sorte; e
• ter menor precisão, comparando-se, por exemplo, com a múltipla escolha, fator
que pode ser atenuado utilizando-se o dobro de questões.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Redigir frases simples e curtas, pois não se está aferindo a habilidade de leitura
e sim o julgamento do acerto ou erro;
$ não utilizar frases textuais de livros ou apostilas, para evitar a memorização;
$ evitar alternativas com interpretação dupla;
$ não utilizar como erro ou acerto um dado de importância secundária;
$ limitar cada questão a apenas um único assunto;
$ reduzir ao mínimo as negativas;
$ evitar o emprego de palavras como sempre, nunca, todos, somente, para não
evidenciar a resposta desejada;
$ construir as frases corretas e incorretas com igual extensão, para também não
evidenciar a resposta certa; e
$ construir numerosas perguntas para atenuar a probabilidade de acerto por acaso.

4- ORDENAÇÃO OU SERIAÇÃO !"Consiste na arrumação, por ordem, de acordo


com as instruções, os elementos de um conjunto.

VANTAGENS

• Ter construção simples;


• possibilitar resposta rápida; e
• atender a verificação de seqüências (cronologia de fatos, transformações
sucessivas, etapas de um processo, etc.).

DESVANTAGENS

• Ter julgamento demorado, pela possibilidade do examinando acertar apenas parte


da seqüência;
• possibilitar que um erro provoque outro; e
• ter utilização restrita a material sujeito à ordenação lógica.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Construir a lista de forma concisa, especificando claramente o tipo de ordenação


desejada.
$ apresentar as perguntas com o nº 1 já no lugar correspondente, quando não
houver referência na instrução, para dar a direção da seqüência;
$ dar uma ordem lógica aos elementos, para não evidenciar a resposta;
$ utilizar, no mínimo, três elementos para ordenar, com vistas à redução da
32 probabilidade de acerto por acaso; e
$ indicar na instrução que só serão computadas as questões certas do princípio ao fim.
5- ESCOLHA MÚLTIPLA (MÚLTIPLA ESCOLHA) ! São as questões mais
vantajosas de todas.

Diante de uma pergunta ou problema, o aluno deve optar por uma, dentre algumas
respostas apresentadas (devem ter quatro ou cinco opções).

VANTAGENS

• Adaptam-se às situações mais variadas, admitindo diversas formas,


caracterizadas todas pela presença de opções (por serem muito flexíveis são as
questões mais utilizáveis);
• apresentam opções de resposta para exame crítico, não precisando apoiar-se
em memorização;
• não dependem de um padrão absoluto de verdade, porque em geral pedem a
melhor opção; e
• solicitam a capacidade de analisar e comparar possíveis respostas, estimulando
uma atividade crítica.

DESVANTAGENS

• Exigem muito mais tempo e habilidade do examinador, para imaginar várias opções
incorretas, porém plausíveis, para cada questão;
• sua solução toma mais tempo, já que demanda a inspeção atenta de quatro ou
cinco opções, o que prolonga a duração da prova e pode cansar; e
• não pode verificar a capacidade de criação nem a originalidade do examinando.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO

$ Faça questões curtas;


$ formule uma pergunta e a sua resposta (sobre a qual não deve pairar dúvidas).
$ se quiser tornar a questão mais concisa, transforme a pergunta em uma afirmação
incompleta, seguida de opções para terminá-la.

" Lembre-se:

São diversas as modalidades de prova objetiva, que são aplicáveis com maior
ou menor propriedade aos diversos objetivos específicos de aprendizagem.

O propósito é orientá-lo, proporcionando algumas sugestões que, tenho


certeza, serão proveitosas em seu trabalho. Cabe a você, especialista em sua
disciplina, utilizar os tipos mais adequados a cada conteúdo na avaliação
do processo ensino aprendizagem.

33
INST
Disposições para aplicação da técnica Phillips 66

a) Primeira disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

Auditório

b) Segunda disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

c) Terceira disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

34
Disposições para aplicação da técnica do Cochicho

a) Primeira disposição

quadro-de-giz mesa

Coordenador

b) Segunda disposição

Coordenador

mesa

quadro-de-giz

35
INST
PLANO DE AULA
CURSO: ASSUNTO CENTRAL DA UNIDADE

DISCIPLINA:

PROFESSOR:

INTRODUÇÃO

Resumo da aula anterior

Título e tópicos

Objetivos

Motivação

Tempo

EXPLICAÇÃO (Resumo dos pontos mais importantes da matéria.)

APLICAÇÃO ( Metodologia empregada na condução das atividades práticas da aula.)

VERIFICAÇÃO (Perguntas e respostas sobre o conteúdo.)

SUMÁRIO (Resumo dos pontos mais importantes da aula, enfatizando as falhas


detectadas na verificação.)

RECURSOS INSTRUCIONAIS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OBSERVAÇÕES
36
INTRODUÇÃO À ARTE DO MARINHEIRO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos e introdutórios à Arte do Marinheiro.

1 Nomenclatura das embarcações

Objetivos

• Identificar as principais partes de uma embarcação e seus componentes estruturais; e


• Identificar os principais componentes do sistema de propulsão e governo.

1.1 Embarcação

Conceituar embarcação.

Definir navio.

1.2 Identificação das principais partes de uma embarcação

Definir e descrever corpos, proa, popa, meia nau, bordos, bochecha, través e aletas.

1.3 Componentes estruturais

Definir casco, costado, fundo, encolamento, amurada, quilha, vaus, hastilhas,


cavername, balizas, pés de carneiro, anteparas, chapeamentos ou revestimentos interior
e exterior.

Conceituar linha d’água, linha de flutuação, obras mortas e vivas.

Destacar que quando a embarcação está completamente carregada a linha de 37


flutuação coincide com a parte superior da linha d’água. INST
Descrever calado e apresentar as marcas de calado.

Demonstrar a leitura das marcas de calado.

Apresentar as características dos conveses e identificar


o convés principal, o castelo de proa e o tombadilho.

Citar a nomenclatura dos conveses.

Apresentar sempre a nomenclatura correspondente em inglês.

1.4 Sistemas de propulsão e governo

Definir e exemplificar motor de propulsão, eixo propulsor,


leme e hélice.

Chamar a atenção para a tradição marinheira que


considera hélice como palavra masculina.

Descrever a roda do leme ou timão e suas malaguetas.

2 Manobras de uma embarcação

Objetivos

• Descrever as manobras de suspender, atracar e fundear;


• Descrever a utilização dos cabos de amarração;
• Identificar as luzes de navegação de uma embarcação em movimento; e
• Identificar os equipamentos utilizados nas manobras.

2.1 Manobras

Explicar detalhadamente como se processam as manobras de atracação,


desatracação, fundear e suspender.

2.2 Aparelhos de fundear e suspender

Descrever a máquina de suspender.

Mostrar a diferença entre cabrestante e molinete.

Citar os dispositivos e equipamentos do aparelho de fundear e suspender: amarra,


escovém, abita, mordente e paiol da amarra.

38 Identificar quartelada e quartéis.


Definir âncora ou ferro.

Listar alguns tipos de âncoras: almirantado, patente e danforth.

2.3 Acessórios de convés

Conceituar espia.

Identificar os diversos acessórios e equipamentos situados no convés utilizados para


laborar espias: cabrestante, cabeços, buzina e tamanca.

2.4 Dispositivos de atracação e amarração

Explicar detalhadamente como são identificadas as espias de acordo com a sua


localização e uso na amarração do navio.

2.5 Aberturas

Detalhar as diversas aberturas encontradas em uma embarcação: portaló, portas,


portas de visita, escotilha, escotilhão, vigia e olho de boi.

Alertar para a importância da porta estanque para a segurança da embarcação. 39


INST
2.6 Identificação de luzes e marcas

Explicar que as regras referentes às luzes devem ser observadas do pôr do sol ao
nascer do sol e que as embarcações não devem exibir outras luzes que possam causar
confusão.

Descrever as regras para embarcações de qualquer tamanho em movimento.

Apresentar as regras para diversas


situações nas quais elas possam se
encontrar: luzes e marcas de reboque e
empurra, embarcações engajadas na pesca,
sem governo e com capacidade de manobra
restrita.

3 Noções de navegação

Objetivos

• Identificar as principais características de uma carta náutica; e


• Identificar os principais equipamentos e acessórios utilizados na navegação.

3.1 Fundamentos básicos de navegação

Definir latitude e longitude.

3.2 Carta náutica

Definir carta náutica, escala, rosa dos ventos e batimetria.

Demonstrar a leitura de latitude e longitude na carta náutica.

Detalhar as informações oferecidas pelas cartas náuticas: título, profundidades,


altitude, precauções, declinação magnética, auxílios à navegação.

Explicar como interpretar as características de um farol.

3.3 Rumo, proa e marcação

Definir rumo, proa e nortes verdadeiro e magnético.

Conceituar marcações verdadeira e magnética.

40
3.4 Declinação Magnética (dmg)

Definir declinação magnética.

Mostrar com extrair da carta náutica o valor atual da declinação magnética para um
determinado local.

3.5 Plotagem de posição na carta

Demonstrar a utilização de régua paralela e compasso para determinar a posição


da embarcação na carta por meio de suas latitude e longitude.

3.6 Equipamentos náuticos

Apresentar os diversos equipamentos de auxílio ao navegante, explicando


genericamente seu emprego: agulha magnética, piloto automático, radar, anemômetro,
ecobatímetro e GPS.

41
INST
CONTROLE E PREVENÇÃO DE AVARIAS

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre prevenção e controle de avarias


a bordo de uma embarcação.

1 Estabilidade

Objetivos

• Descrever os principais esforços sofridos por uma embarcação quando


navegando;
• definir calado, boca, banda, trim, linha d’água, borda livre, obras vivas e obras
mortas;
• descrever os principais componentes estruturais de uma embarcação: cavernas,
vaus, hastilhas, longarinas, pés-de-carneiro, anteparas, balizas, foro exterior e
quilha;
• identificar os componentes mais importantes da estabilidade de uma embarcação:
seção mestra, centro de gravidade, centro de carena, empuxo e metacentro;
• explicar a importância da correta distribuição longitudinal e transversal de pesos
a bordo; e
• explicar a necessidade da peação do material a bordo.

1.1 Conceitos e principais esforços

Explicar os conceitos básicos de estabilidade.

Citar as forças que atuam causando o equilíbrio da embarcação.

Citar as forças que atuam sobre o navio em movimento.

1.2 Principais definições

Definir as principais dimensões do navio: comprimento total, boca máxima, pontal calado,
borda livre, obras vivas, obras mortas, linha d’água, linha d’água projetada, trim e banda.

42
1.3 Principais componentes estruturais

Definir os principais componentes estruturais de um navio: anteparas, cavernas,


forro exterior, hastilhas, longarinas, pés de carneiro, quilha, sicordas e vaus.

1.4 Componentes mais importantes na estabilidade da embarcação

Definir os componentes da estabilidade de uma embarcação: centro de gravidade


(G), centro de carena (C), empuxo e metacentro (M).

1.5 Importância da correta distribuição de pesos a bordo

Citar que a estrutura da embarcaçao está sujeita à ação de diversas forças e eplicar
que essas forças decorrem dos esforços de flexão sofridos pelo casco dela.

Mostrar que o navio, mesmo em águas tranqüilas, poderá sofrer esforços no casco.

Citar que o casco do navio sofre esforços de compressão e de traçao.

Mostrar a importância da distribuição de pesos a bordo para reduzir os esforços no


casco da embarcação.

Explicar que a má distribuição longitudinal de pesos a bordo poderá causar esforços


sobre o casco que levem ao seu alquebramento ou tosamento (contra-alquebramento).

1.6 Necessidade de peação das cargas

Mostrar que a coreta peação das cargas é


fundamental par evitar avarias causadas pelos
movimentos do navio na sua própria estrutura e
nas cargas transportadas.

43
INST
2 Prevenção de avarias

Objetivos

• Citar os princípios básicos da prevenção de avarias a bordo: fumo, equipamentos


elétricos, corte e solda, tanques de combustível e cargas em porões;
• identificar os equipamentos de prevenção: detectores de gases, oxímetro,
explosímetro e lâmpada de segurança;
• identificar alarmes de detecção de fumaça, gases e de incêndio; e
• explicar a importância dos procedimentos na prevenção de avarias por meio de
exercícios regulares e inspeções periódicas.

2.1 Princípios básicos da prevenção de avarias a bordo

Citar que as avarias podem acontecer devido a descuidos dos tripulantes com as
normas de segurança.

Citar algumas situações que poderão causar avarias a bordo: fumar em locais não
permitidos, utilização de equipamentos elétricos não aprovados, serviços de solda e cargas
inflamáveis nos tanques ou porões.

2.2 Equipamentos de prevenção

Descrever os equipamentos de medição de atmosfera de gases: detectores de


gases por meio de ampolas reagentes, oxímetro, explosímetro e lâmpada de segurança.

2.3 Alarmes de detecção de fumaça, gases e de incêndio

Descrever os equipamentos de detecção de incêndio: detectores de fumaça com


câmara de íons, de calor e de chamas.

2.4 Importância dos procedimentos na prevenção de avarias

44 Alertar que devem ser feitos exercícios regulares de abandono, colisão e incêndio.
Explicar que nos exercícios de abandono são verificados procedimentos dos
tripulantes com relação ao seu posicionamento nas embarcações de sobrevivência.

Destacar que os tripulantes devem ser adestrados nas técnicas de tamponamento


e escoramento para manter a estanqueidade da embarcação.

Mostrar a importância do treinamento no uso de mangueiras, esguichos e extintores


portáteis.

Citar a importância de saber operar as bombas de incêndio.

Descrever a importância de realizar sondagens diárias de todos os compartimentos


para preservar a estanqueidade da embarcação.

3 Controle de avarias

Objetivos

• Identificar os sistemas de controle de avarias de uma embarcação: extintor de


incêndios (CO2, pó químico e borrifo), rede e bombas de incêndio e esgoto;
• descrever os procedimentos em fainas de controle de avarias: vazamento de
óleo, esgoto de compartimento alagado, água aberta, escoramento e
tamponamento;
• citar as técnicas mais importantes a serem utilizadas em reparos de emergência; e
• descrever as informações e procedimentos contidos nos planos de segurança e
tabelas mestras de embarcações.

3.1 Extintores portáteis

Descrever as características dos extintores portáteis: emprego, agente extintor


(espuma, CO2 e pó químico), propelente, operação e recarga.

45
INST
3.2 Sistemas fixos de borrifo

Descrever como atua o sistema fixo de borrifo de água não automático.

Descrever o funcionamento de um sistema fixo de borrifo de água automático


(“sprinkler”).

Citar os tipos de “sprinklers” mais utilizados.

3.3 Redes de incêndio

Apresentar as características principais de uma rede de incêndio.

Descrever as características básicas das tomadas de incêndio, mostrando onde


elas são instaladas.

Detalhar como são confeccionadas as mangueiras de incêndio, e quais são seus


diâmetros e comprimento padrão.

Listar os cuidados que devemos ter com as mangueiras e como elas devem ser
aduchadas.

Citar as características dos esguichos universal e de vazão regulável.

Chamar a atenção que deve haver uma quantidade mínima de bombas de incêndio
46 a bordo de acordo com a SOLAS.
3.4 Procedimentos em fainas de controle de avarias

Destacar que o tripulante deve conhecer detalhadamente a compartimentação


eoutras características da sua embarcação.

Mostrar que o suceso de uma faina de emergência de controle de avarias depende


da habilidade e da inciativa dos tripulantes.

Descrever os procedimentos em uma faina de controle de avarias com relação a


portas estanques, redes, válvulas, etc.

Definir o que é estanqueidade e a sua


importância para a segurança da embarcação.

Explanar o que é água aberta e mostrar que


através de uma pequena abertura poderão
embarcar grandes volumes de água, causando
banda e levando a embarcação a emborcar, por
perda de estabilidade.

Demonstrar como fazer tamponamentos em


casos de vazamentos em tubulações e outras
aberturas no casco da embarcação.

Demonstrar como são feitos os


escoramentos de anteparas, teto, porta-estanque
e de pisos.

3.5 Técnicas utilizadas para reparos de emergência

Descrever os procedimentos em casos de avarias causadas por água aberta e por


incêndio.

Alertar que a melhor atitude para combater emergências é a prevençao das avarias.

3.6 Plano de Segurança e tabela Mestra

Apresentar as informações que devem constar de um Plano de Segurança.

Explicar detalhadamente as informações constantes de uma Tabela Mestra: sinais


de alarme, apitos e sinos, postos de incêndio, colisão e abandono, identificação de
embarcação de salvatagem relativas a cada tripulante.

47
INST
SOBREVIVÊNCIA NO MEIO AQUAVIÁRIO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre os procedimentos de


sobrevivência no meio aquaviário.

1 Necessidades básicas para sobrevivência

Objetivos

• Explicar a importância biológica da água;


• definir equilíbrio hídrico, água natural, água de constituição e água de oxidação;
• explicar os mecanismos orgânicos que ocasionam a perda de água;
• descrever a importância da alimentação; e
• enumerar os fatores climáticos que afetam a sobrevivência.

1.1 Introdução

Conceituar sobrevivência.

1.2 A importância biológica da água

Explanar que a água é o líquido principal para a


química da vida, que é responsável pelo transporte
dentro e entre as células do corpo, dos nutrientes e
produtos para excreção, além de ter importante papel
na manutenção da temperatura corporal, através da
evaporação, conduzindo o calor para o meio externo.

1.3 Equilíbrio hídrico, água natural, de constituição e de oxidação

Definir desidratação.

Conceituar equilíbrio hídrico e explicar os mecanismos do nosso organismo para


combatê-lo.

Exemplificar água natural, de constituição e de oxidação.

1.4 Mecanismos orgânicos que ocasionam a perda de água

Explicar como se dá a perda de água pelas vias pulmonar, cutânea, digestiva e


48 renal.
1.5 A importância da alimentação para o náufrago

Comparar os períodos que o corpo humano é capaz de suportar com falta de água
e com a falta de alimentação.

Descrever a ração sólida contida em embarcações de sobrevivência.

1.6 Fatores climáticos que afetam a sobrevivência

Descrever de que maneira as condições de mar, as temperaturas extremas afetam


a sobrevivência do náufrago.

Chamar a atenção para o fato de não fornecer bebida alcoólica ao náufrago.

49
INST
2 Perigos que ameaçam a sobrevivência

Objetivos

• Citar as conseqüências de ingestão de água salgada;


• citar os perigos decorrentes da ingestão indevida de alimentos;
• explicar como a instabilidade mental e emocional reduzem a chance de
salvamento;
• citar os efeitos do frio, do calor, da água salgada e da falta de água potável sobre
o náufrago; e
• enumerar as principais espécies marinhas perigosas.

2.1 Conseqüências de ingestão de água salgada

Alertar que ingerir água salgada pode causar desidratação e matar o náufrago.

Chamar a atenção que o náufrago também não deve berber bebida alcoólica nem
urina.

2.2 Perigos decorrentes da ingestão indevida de alimentos

Citar que o náufrago deve evitar alimentos ricos em proteína e que necessitem de
água para digestão.

Destacar as conseqüências, por vezes inevitáveis, de se ter que consumir alimento


cru.

2.3 A instabilidade mental e emocional como fator de redução das chances de


salvamento

Citar as causas de instabilidade emocional do náufrago como pensamentos de


sentimento de culpa pelo que está acontecendo, crença de que nunca mais irá pisar em
terra firme, ansiedade demasiada por avistar um navio, aeronave ou terra e pensamentos
50 mórbidos como suicídio.
Destacar que uma boa liderança na embarcação de sobrevivência reduz
significativamente a possibilidade de conflitos e aumenta as chances de sucesso na
sobrevivência.

2.4 Os efeitos do frio, do calor, da água salgada e da falta de água potável sobre o
náufrago

Explicar detalhadamente os efeitos do frio sobre o náufrago.

Descrever o fenômeno de “pé de imersão”.

Explanar que o calor excessivo acarreta graves distúrbios no organismo, podendo


inclusive levar à morte.

Mostrar os possíveis efeitos do calor sobre o corpo humano: insolação, exaustão,


desidratação e queimaduras.

Apresentar os efeitos da água do mar não só sobre o organismo do náufrago como


também sobre os utensílios da embarcação de sobrevivência.

Destacar a importância da água potável para a manutenção da vida do náufrago.

2.5 As principais espécies marinhas perigosas

Apresentar as características que podem indicar espécies de peixes perigosos ao


consumo.

Citar as recomendações de como proceder na presença de tubarões.

51
INST
3 Procedimentos básicos para a sobrevivência

Objetivos

• Descrever os processos mais comuns para a obtenção de água potável;


• descrever o processo de obtenção de alimentos oriundos do meio aquático,
detalhando os cuidados necessários na sua ingestão;
• citar os procedimentos básicos para enfrentar os desarranjos emocionais e
mentais;
• descrever os procedimentos preventivos para atender os casos de hipotermia,
insolação, desidratação, queimaduras solares e inflamações oculares;
• explicar os procedimentos para abandono da embarcação;
• explicar a importância de se manter a indumentária como proteção do corpo;
• explicar a importância da utilização de destroços como recurso para flutuação;
• detalhar as ações a serem empreendidas antes e após o abandono da
embarcação; e
• explicar a importância do adestramento para enfrentar naufrágios.

3.1 Processos mais comuns para a obtenção de água potável

Alertar que se não houver água a expectativa de sobrevivência de uma pessoa fica
bastante reduzida.

Citar a quantidade de água que normalmente existe, por pessoa, em uma


embarcação de sobrevivência.

Descrever as formas de se obter água além da ração líqüida existente na


embarcação: chuva, orvalho, iceberg, destiladores e dessalinizadores.

52
3.2 O processo de obtenção de alimentos oriundos do meio aquático e os cuidados
necessários na sua ingestão

Alertar que o mar fornece várias fontes de alimentação, como peixes, aves marinhas,
tartarugas, moluscose crustáceos entretanto, a prioridade do náufrago não é a alimentação,
e sim a manutenção do equilíbrio hídrico.

Citar as dicas de pescaria em uma embarcação de sobrevivência.

Lembrar os procedimentos e cuidados ao ingerir o pescado.

3.3 Procedimentos básicos para enfrentar os desarranjos emocionais e mentais

Destacar a importância de um líder, com os conhecimentos teóricos e práticos de


sobrevivência, capaz de unir o grupo, manter a disciplina e reduzir a possibilidade de
conflitos.

Chamar a atenção que os distúrbios emocionais são causados principalmente pelo


medo, ferimentos, exaustão ou ingestão de água do mar.

3.4 Procedimentos preventivos para conservação da saúde

Conceituar hipotermia.

Explicar que o tempo de sobrevivência de uma pessoa imersa em água fria depende
da temperatura da água e do tempo de imersão.

Demonstrar a posição (HELP) em que deve flutuar vestindo colete salva-vidas.

Citar as medidas que diminuem a razão


de perda de calor e retardam o surgimento de
sintomas característicos da hipotermia.

Detalhar as providências que devem ser


tomadas para prevenir insolação, desidratação,
queimaduras solares e inflamações oculares.

Enfatizar as medidas para evitar tonturas,


náuseas e vômitos: permanecer deitado, mudar 53
INST
a posição da cabeça, evitar comer e beber e tomar o quanto antes comprimido contra
enjôo no mar.

Chamar a atenção que a exposição contínua ao frio e à água provoca o “pé de


imersão, que pode fazer surgirem manchas pretas de gangrena nas pernas e pés.

Explanar que melhor prevenção para o “pé de imersão” é manter o corpo tão seco
quanto possível, procurando exercitar as pernas e mexer com os dedos dos pés para
melhorar a circulação.

3.5 Procedimentos para abandono da embarcação

Enfatizar que a maior emergência que podemos ter a bordo é o abandono da


embarcação e que devemos ter em mente sempre que: no mar, a nossa embarcação é
o local mais seguro

Explicar detalhadamente os procedimentos a serem seguidos ao ouvir o sinal de


alarme geral.

Chamar a atenção que: a ordem para abandonar a embarcação deve ser dada
pelo Comandante ou Patrão.

3.6 A importância da indumentária correta como proteção do corpo

Destacar a importância do uso de roupas


apropriadas quando do abandono da embarcação como
primeiro elemento de proteção contra hipotermia.

Citar os tipos de roupas próprias para abandono.

3.7 A importância da utilização de destroços como


recurso para flutuação

Mostrar que se abraçar a objetos flutuantes, quando


se está na água sem colete salva-vidas, ajuda a poupar
energia e prolonga a sobrevivência.

54
3.8 Ações a serem empreendidas antes, durante e após o abandono da embarcação

Descrever os procedimentos que antecedem o abandono, destacando o material e


acessórios importantes de embarcar na balsa.

Explicitar que durante o abandono todos devem realizar as tarefas e guarnecer os


locais previstos na Tabela Mestra.

Alertar que após o abandono as embarcações devem permanecer unidas e próximas


do local do sinistro.

Lembrar a importância de o líder estabelecer o serviço de vigilância.

3.9 A importância do adestramento para enfrentar naufrágios

Explanar que os treinamentos periódicos são a melhor forma de se obter proficiência


nas fainas de emergência.

Explicar detalhadamente os treinamentos de salvatagem a bordo: familiarização,


abandono e resgate.

55
INST
4 Material de salvatagem

Objetivos

• Explanar sobre os princípios e regras da Convenção Internacional para


Salvaguarda da Vida Humana no Mar ( SOLAS-1974);
• demonstrar a utilização do colete salva-vidas;
• descrever como é efetuado o lançamento e o embarque nas balsas salva-vidas;
• identificar acessórios e equipamentos da balsa salva-vidas e explicar sua
destinação;
• descrever os procedimentos iniciais básicos após embarcar nas balsas salva-
vidas; e
• explicar a utilização dos sinais de salvamento.

4.1 Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS -


1974) – princípios e regras

Explicar o que significa SOLAS, sua origem e detalhar o conteúdo da convenção,


principalmente, o capítulo III que trata de equipamentos salva-vidas.

4.2 A utilização do colete salva-vidas

Destacar que o colete salva-vidas é o principal equipamento de salvatagem de um


tripulante e que todos devem ser capazes de vesti-lo corretamente em menos de um
minuto, sem ajuda, orientação ou demonstração prévia.

Citar a legislação a respeito da obrigação das embarcações possuírem coletes a


bordo para todos nela embarcados.

Demonstrar como vestir o colete salva-vidas.

56
4.3 O lançamento e o embarque nas balsas salva-vidas

Conceituar, segundo a SOLAS, embarcação de sobrevivência.

Apresentar as características de uma balsa inflável.

Explanar como é realizado o lançamento manual de uma balsa inflável.

Explicar a liberaçao da balsa por flutuação livre.

Descrever o lançamento de uma embarcação de sobrevivência por meio de um


turco.

Detalhar como se faz o embarrque em uma balsa: direto e indireto.

4.4 Acessórios e equipamentos da balsa salva-vidas e sua destinação

Identificar a palamenta de uma balsa salva-vidas.

4.4.1 Emprego dos acessórios e equipamentos da palamenta da balsa

Apresentar os acessório e equipamentos da palamenta de uma balsa salva-vidas,


explicitando para que servem e o seu correto emprego.

57
INST
4.5 Procedimentos iniciais básicos após embarcar nas balsas salva-vidas

Explanar os procedimentos imediatos, tais como: o corte do cabo, o pequeno


afastamento do local do sinistro, o lançamento de âncoras flutuantes e a união de todas
as balsas.

Detalhar os procedimentos que devem ser seguidos pelo líder em uma balsa.

4.6 Utilização dos sinais de salvamento

Apresentar os dispositivos tradicionais de sinalização de emergência: pirotécnicos,


fumígenos, espelho heliográfico, lanterna e apito.

Descrever as características de foguetes iluminativos, fachos manuais e fumígenos


flutuantes.

Exemplificar a utilização de espelho, lanterna e apito.

Explicar detalhadamente o EBIRP e o SART.

58
RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Propósito:

Proporcionar ao aluno conhecimentos sobre as relações interpessoais no ambiente


de trabalho.

1 Relações humanas

Objetivos:

• Conceituar personalidade;
• explicar a influência da personalidade nos padrões de comportamento;
• explicar a importância do comportamento humano como referencial no resultado
do trabalho;
• citar as causas do surgimento de conflitos;
• descrever as características da boa comunicação no ambiente de trabalho; e
• explicar as ações preventivas para um bom relacionamento no ambiente confinado
e de longos períodos (em embarcações).

Orientações básicas

O programa deverá ser desenvolvido com exposições dialogadas dos temas e uso
de dinâmicas para reforçar e motivar a participação dos alunos.

O instrutor deve incentivar os participantes, discorrendo sobre a importância de


cada um na equipe. Que o grupo não seria o mesmo se não fosse a participação de todos
os seus membros, desde o que ocupa a função mais simples até o líder.

É importante que o instrutor tenha prazer no que faz, pois é por intermédio de sua
atitude de respeito e harmonia que estimulará o grupo a seguir-lhe o exemplo. O instrutor
deve entrar em sala de aula sempre disposto a ouvir e compreender os participantes, sem
entrar em discussão sobre temas polêmicos.

O instrutor deve mostrar aos participantes a importância do relacionamento humano


para que o trabalho e o seu dia-a-dia não seja estressante. Quando trabalhamos em um
ambiente harmônico e amigável, o desgaste, seja físico ou mental, é minimizado. Mas,
para que isso ocorra, é necessária a participação de todos.

59
INST
Para iniciar a disciplina aplicar a Dinâmica de apresentação

O instrutor solicitará a cada participante que coloque sobre a mesa ou no chão


algum objeto que tem significado para ele e que está com ele no momento. O instrutor
também deve fazer o mesmo.

Após todos o terem feito, o instrutor iniciará a apresentação pegando seu objeto e
se apresentando, dizendo seu nome, área de atuação, o que gosta de fazer nas horas
vagas e solicitará a cada um para fazer o mesmo. A ordem de apresentação por parte dos
alunos é livre.

Após isso, o instrutor apresentará o conteúdo a ser desenvolvido e solicitará aos


alunos que se agrupem e discutam suas expectativas em relação ao programa.

Esta dinâmica deve ser trabalhada em início de cursos, onde os participantes ainda
não se conhecem. Caso o grupo de participantes já se conheça, é recomendável realizar
uma dinâmica de vitalização ou quebra-gelo.

Dinâmica de vitalização ou quebra gelo

Visão Geral: os participantes devem formar equipes e construir uma máquina


humana.

Objetivos:
1. Animar o grupo.
2. Desenvolver a integração.

Procedimento:
1. Divida o grupo em equipes.
2. Dê a elas 5 minutos para planejar uma máquina humana da qual todos os membros
sejam componentes. Todos os componentes humanos dependem dos demais
para se movimentarem, isto é, cada ação leva a outra.
3. Quando o prazo de planejamento estiver esgotado, cada equipe deve demonstrar
sua máquina humana.
4. Os grupos deve eleger o melhor resultado.

1.1 Conceito de personalidade

Conceituar personalidade, mostrando que é um dos fenômenos mais complexos


estudados pela ciência.

1.2 Influência da personalidade nos padrões de comportamento

Destacar a personalidade como fator de integração social.

60
1.3 A Importância do comportamento humano como referencial no resultado do
trabalho

Explicar as relações humanas como motivação para a integração de pessoas em


ambiente de cooperação para atingir satisfação econômica, social e psicológica.

1.4 Causas do surgimento dos conflitos

Citar as principais causas de surgimento de conflitos em uma equipe de trabalho.

1.5 Características da boa comunicação no ambiente de trabalho

Aplicar a dinâmica Bloco de Comunicação.

Visão Geral: Este é um exercício simples em que todos podem ver os problemas
que ocorrem na comunicação em um sentido só sentido.

Objetivos:
1. Permitir que os participantes observem que a comunicação em um só sentido
não funciona.
2. Permitir que os participantes percebam como será a situação se a comunicação
tivesse se estabelecido nos dois sentidos.

Material necessário: dois blocos idênticos de construção, mas com alguns blocos
de cores diferentes para provocar confusão.

Procedimento:
1. Peça um voluntário que acredite ser bom comunicador e outro que acredite ser
bom ouvinte.
2. Os voluntários dirigem-se à frente do grupo e sentam-se em uma mesa que
tenha sido previamente preparada. Essa mesa deve ter uma cadeira em cada
extremidade e uma divisão no centro, de forma que nenhum dos voluntários
consiga ver o outro lado. Os demais membros do grupo devem ficar em pé ao
redor da mesa, de modo que possam ver o que ocorre em cada uma das divisões.
Peça que permaneçam em silêncio durante as fases de comunicação.
3. Dê a cada voluntário um jogo de blocos de construção. Informe que o jogo de 61
cada um deles tem peças de formato idêntico às do outro. INST
4. Primeiro, peça ao “comunicador” que construa alguma coisa com seu jogo de
blocos, em silêncio.
5. quando ele tiver terminado, peça-lhe que dê instruções verbais ao “ouvinte” sobre
como construir exatamente a mesma coisa.
6. Diga ao “ouvinte” para seguir as instruções recebidas, mas sem falar ou perguntar
nada ao “comunicador”.
7. Quando as instruções tiverem acabado, permita que cada um dos voluntários
veja o modelo construído pelo outro.
8. Deve-se promove, então, uma discussão que aborde e enfatize o fato de que os
dois sentidos são essenciais para haver uma boa comunicação.
9. Faça agora com que os voluntários troquem de papéis e repitam o exercício.
Desta vez, o “ouvinte” deve questionar qualquer instrução que não tenha entendido
claramente. O “comunicador” também deve procurar obter feedback sobre como
as instruções foram executadas.
10. No final, novamente se permite que cada um dos voluntários olhe o modelo
construído pelo outro. Desta vez, eles devem ser muito semelhantes.

Durante a discussão, você deve assegurar-se de que os voluntários não sejam


vistos como pouco habilidosos em razão do desempenho no exercício.

Pontos para discussão:


1. É possível conseguir uma boa comunicação se essa ocorrer em um só sentido?
2. O que é essencial para se estabelecer uma comunicação de boa qualidade?

Enfatizar que a eficácia resultante da boa comunicação é um importante fator para


o fortalecimento de uma equipe de trabalho

1.6 Ações preventivas para um bom relacionamento no trabalho

Aplicar a Dinâmica de Relações Humanas - Loteria

Material necessário: um cartão de loteria (megasena, duplasena, quina) para cada


aluno e uma caneta para cada participante. Cada cartão deve ter alguns números marcados
na parte frontal e um número exclusivo por cartão escrito no verso. É necessário também
um pequeno prêmio (pode ser um chocolate, uma caneta).

Procedimento:
1. Dê a cada participante um cartão.
2. Diga aos membros do grupo que eles têm 5 minutos para circular os cartões
entre si e conseguir que as pessoas os assinem caso tenham o seu número
marcado na parte frontal do cartão.
3. A pessoa que tiver a maior quantidade de assinaturas, decorrido o tempo
especificado, ganha o prêmio.

Pontos para discussão:


1. quem conseguiu a maior quantidade de assinatura?
2. quantas assinaturas os outros conseguiram?

62 Exemplificar as formas mais freqüentes de mecanismos de defesa e ajustamento


das pessoas.
2 Trabalho em equipe

Objetivos

• Citar as características das equipes de trabalho;


• identificar os aspectos importantes no trabalho em equipes;
• distinguir cooperação de competição; e
• explicar a importância do indivíduo dentro de uma equipe de trabalho.

2.1 Características das equipes de trabalho

Explicitar os interesses comuns que fazem com que as equipes se formem.

2.2 Aspectos importantes do trabalho em equipe

Apresentar as vantagens de se trabalhar em equipe.

Destacar as Dez maneiras de manter a equipe integrada e motivada constantes


do manual do aluno.

2.3 Cooperação e competição

Aplicar a Dinâmica: Balão - Gol.

Objetivos:
1. Permitir que os participantes tenham a chance de trabalhar como uma equipe.
2. Fazer o grupo se movimentar.
3. Estimular a participação.
4. Levar o grupo a verificar o quão competitiva a maioria das pessoas são.

Material necessário: um pacote de balões de ar.

Procedimento:
1. Informe ao grupo que eles vão participar de um novo jogo denominado “Balão-
Gol”. O objetivo desse jogo é fazer tantos gols quanto possíveis no tempo
regulamentar. O grupo é dividido em duas equipes menores. As equipes também
têm de decidir onde serão os gols (podem ser duas paredes opostas). Um gol é
marcado quando a parede determinada for atingida pelo balão. Elas têm que 63
inflar os balões, jogar de um para outro e tentar lançá-lo para atingir a parede e INST
fazer o gol. Podem ser necessários diversos balões, uma vez que tendem a
estourar com facilidade.
2. Depois que o grupo tiver se dividido em duas equipes menores, elas devem
decidir para que lado cada uma deve atacar. Após tomarem essa decisão, os
membros das equipes devem posicionar-se ao longo da sala. Tendo a pessoa
assumido uma posição, não é mais permitido que saia dela até o fim do exercício.
3. Sinalize para o grupo o início do jogo. O placar deve ser registrado pelos jogadores.

Uma discussão deve ser promovida ao fim do exercício. A instrução original


determina que os participantes devem fazer a maior quantidade de gols possível. As equipes
competiram umas contra as outras ou elas trabalharam juntas? Se elas tivessem trabalhado
juntas em vez de competirem uma contra a outra, o placar certamente teria sido maior. A
maioria das pessoas tende a achar que deve competir em tudo.

2.4 A importância do indivíduo dentro de uma equipe de trabalho

Aplicar a Dinâmica do Desenho.

Visão Geral: Desenvolver nos participantes a habilidade da comunicação verbal.

Procedimentos:
1. Solicitar aos participantes que sentem em círculo e distribuir uma folha de sulfite
e uma caneta ou lápis para cada um.
2. Peça para pensarem e começarem a fazer um desenho nesta folha. Dê um minuto
para esta atividade. Avise-os que a um sinal seu (bater palmas) devem passar a
folha para o colega da direita, que deverá tentar continuar a fazer o desenho.
3. Após terem iniciado o desenho, deixe passar um minuto e dê o sinal.
4. Marque um desenho para você acompanhar, discretamente, e saiba a hora de
parar, que será quando este desenho chegar em quem o começou.
5. Ao término, promova uma discussão, perguntado se o desenho final ficou igual
ao inicialmente pensado pela pessoa.

64
3 Liderança
r
Líde
Objetivos

• Conceituar liderança;
• distinguir liderança e chefia;
• explicar a importância do líder na motivação de sua equipe;
• identificar os valores do líder: higidez, caráter e
cavalheirismo; e
• citar aspectos fundamentais da liderança: responsabilidade, autoridade, confiança,
moral e comunicação.

3.1 Conceito

Conceituar liderança e líder. Exemplificar liderança situacional.

Aplicar a Dinâmica do quadrado perfeito.

Dividir a turma em grupos de cinco pessoas. Distribuir para cada participante de


cada grupo um envelope contendo peças para formar um quadrado, conforme discriminados
dentro dos círculos com as legendas A, B, C, D e E a seguir.

Conjunto com 5 quadrados-gabarito


(para grupos com mais de 9 alunos)
1 3
a
f
b 5 e
f
a i

2 j 4
d a g

h
c c
a

Distribuição das peças nos envelopes

i, h, e a, a ,a , c a, j d, f g, b, f, c

A B C D E 65
INST
Quando o instrutor der o sinal, os participantes começam a formar os quadrados 1,
2, 3, 4 e 5 mostrados a seguir, utilizando as peças contidas nos envelopes distribuídos
anteriormente.

O objetivo do exercício é que cada participante forme diante de si um quadrado


perfeito, de tamanho idêntico aos demais.

Regras específicas que devem ser seguidas durante o exercício:


1. Nenhum membro do grupo pode falar.
2. Nenhum membro pode pedir a outro qualquer peça, ou de qualquer modo dar a
entender que quer uma peça.
3. Nenhum membro pode pegar peças de outra pessoa.
4. Você terá 15 minutos para completar a tarefa.

3. 2 Distinção entre Liderança e Chefia

Apresentar a tabela com as diferenças de procedimentos entre líder e chefe,


exemplificando com situações do cotidiano dos alunos.

C H E FE LÍDER
Diz : "eu", "façam". Diz "nós", "façamos".
Manda, comanda. Sugere, orienta.
Inspira medo. Inspira confiança.
Isola-se do grupo. Está com o grupo.
Desconfia. Confia.
Compele, força.. Dá assistência.
Interesse exclusivo pelo trabalho. Interesse também pelas pessoas.
Pouco disposto a escutar. Disposto a escutar sempre.
Não considera as diferenças entre as Leva em conta as diferenças individuais.
p esso as.
É grosseiro. É ed u cad o .
Toma sempre decisões sem consultar o Com freqüência ouve o grupo antes de
grupo. tomar decisões.

66
Aplicar a Dinâmica da Inteligência emocional.

Objetivo: apresentar as várias inteligências do líder.

1. Com apenas quatro linhas retas, tocar todos os nove pontos sem tirar o lápis do
papel e sem passar pelo mesmo ponto mais de uma vez.

2. Analise a seqüência de números e responda qual será o próximo:2, 10, 12, 16,
17, 18, 19...

3. Para resolver o problema dos números abaixo, você pode levar em conta o fato
de que a solução não depende de manipulação matemática dos símbolos. Tendo em
mente essa recomendação, procure descobrir a regra geral em que é baseada esta série:
19, 16, 18, 12, 11, 14, 15, 13, 20.

4. Quanto é 2 mais 2 dividido por 2?

Respostas:

1.

2. O número será o 200, pois é o próximo que inicia com a letra “D”.

3. Estão em ordem alfabética.

4. 3 (três), não esqueça de primeiro fazer a divisão, depois a soma.

3.3 A importância do Líder na motivação de sua equipe

Enfatizar que os liderados tendem a refletir as características, valores, padrões e


hábitos de trabalho de seu líder. O líder deve dar exemplo.

67
INST
3. 4 Valores do líder

Destacar que higidez, caráter e cavalheirismo têm importância fundamental para o


sucesso do líder.

3.5 Aspectos fundamentais da liderança

Mostrar que a liderança eficaz necessita de confiança, respeito, coerência,


ponderação ao decidir e, principalmente, de um líder que seja bom comunicador e bom
ouvinte.

Aplicar a Dinâmica de encerramento.

Distribuir uma cópia para cada participante. Solicitar a um participante que leia em
voz alta. Pedir comentários e proceder ao fechamento.

Eu tenho valor

Apesar de minha máquina de escrever ser um modelo antigo, funciona bem, com
exceção de uma tecla. Há 42 teclas que funcionam, menos uma. Isso faz uma grande
diferença.

Temos o cuidado para que o nosso grupo seja como uma máquina de escrever e
que todos os seus membros trabalhem como devem.

Ninguém tem o direito de pensar: “Afinal, sou apenas uma pessoa e sem dúvida
não fará diferença para o nosso grupo”.

Compreendemos que, para um grupo poder progredir eficientemente, precisa da


participação ativa de todos os seus membros.

Sempre que você pensar que não precisam de você, lembre-se de minha velha
máquina de escrever e diga a si próprio: “Eu sou uma das teclas importantes nas nossas
atividades e os meus serviços são muito necessários”.

68
O MEIO AMBIENTE AQUAVIÁRIO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre o meio ambiente aquaviário.

1 Bacias fluviais brasileiras

Objetivos

• Conceituar bacias hidrográficas;


• descrever as características gerais da rede fluvial;
• identificar as principais bacias hidrográficas;
• conceituar hidrovia;
• citar as principais hidrovias e suas localizações;
• identificar as principais características das hidrovias relacionadas à navegação; e
• explicar o funcionamento do sistema de eclusas.

1.1 Bacia hidrográfica

Conceituar bacia hidrográfica.

Citar as características físicas de uma bacia: posição geográfica, clima, geologia,


solo, vegetação e forma.

1.2 Características gerais da rede fluvial

Apresentar as três grandes áreas de nascentes dos rios brasileiros.

Definir regime pluvial e rios permanentes e temporários.

69
INST
Explicar a diferença entre o potencial de aproveitamento de rios de planície e de
planalto.

1.3 Bacias hidrográficas

Descrever detalhadamente as bacias principais: Amazônica, Platina, Tocantins-


Araguaia e São Francisco.

Citar os trechos da bacia do Atlântico.

1.4 Hidrovia

Conceituar hidrovia.

1.5 Principais hidrovias

Descrever com detalhe as hidrovias Tietê-Paraná, São Francisco, Paraguai-Paraná


e Madeira.

70
1.6 Eclusas

Explicar a finalidade das eclusas.

Descrever o princípio de funcionamento de uma eclusa.

Listar as principais eclusas das hidrovias brasileiras.

Exercícios

1. O que é bacia hidrográfica?

2. Localize no diagrama o nome de algumas bacias hidrográficas.

X C L J T B F A S V E Ç O Q H A

O I N F O A T V B K H Q D A Y C

K C B R C C O M A M P V L L W O

E A T L A N T I C O L E S T E O

G H J Z N E D O I D A T S X V S

Q V H P T A M Y R C T S U M P D

M U A M I S N H O H I C L O B A

K E S A N U Q M D G N H R V D M

N M F A S T L J H E A Z M Q R P

A W R V E C O Z K L O A E S L V

71
INST
2 O litoral brasileiro

Objetivos

• Citar as características gerais do litoral;


• descrever o litoral sob o aspecto morfológico;
• citar as características gerais do Atlântico Sul;
• descrever o regime de marés nas diversas regiões do litoral; e
• identificar as correntes oceânicas predominantes no Atlântico Sul.

2.1 Características gerais do litoral

Mostrar porque o litoral brasileiro é franco à navegação durante todo ano.

2.2 Aspecto morfológico

Apresentar as características da plataforma continental nos três grandes segmentos


do litoral: setentrional, oriental e meridional.

2.3 Características gerais do Atlântico Sul

Exemplificar a tempeatura e a salinidade da água na costa brasileira.

2.4 Marés

Explanar as causas do movimento das águas dos oceanos.

Definir preamar, baixa-mar e amplitude de maré.

Enfatizar a importância do conhecimento da variação da maré para a segurança da


navegação.

Apresentar os tipos de maré.

72
2.5 Correntes oceânicas

Explicar como se formam as correntes marítimas e como elas circulam sobre a


terra.

Citar as correntes que circulam no litoral brasileiro.

Exercícios

1. Preencha as lacunas:

a) Os pontos extremos do litoral brasileiro são: ________________________ ao


norte, e a _______________________ ao sul.

b) O litoral setentrional possui a plataforma continental mais________________


que a do litoral meridional.

c) Em termos de temperatura a corrente oceânica do Brasil é _____________.

d) A corrente marítima fria das Malvinas ou _______________ não atinge o litoral


brasileiro.

2. Marque com um “x”a opção correta:

a. As marés ocorrem somente nos oceanos.


(a) verdadeiro
(b) falso

b. Marés semi-diurnas ocorrem:


(a) uma vez ao dia
(b) somente na preamar
(c) duas vezes ao dia
(d) nunca

c. Que tipo de maré ocorre quando a Lua e a Terra estão em conjunção?


(a) alta
(b) baixa
(c) de quadratura
(d) de sizígia

3. Responda:

a. Explique a importância do comportamento da maré para um navegador.

b. O que geram as correntes?


(a) marés
(b) rotação da Terra
(c) massas d’água
(d) temperatura do ar 73
INST
3 Aspectos meteorológicos

Objetivos

• Definir clima, tempo e massa de ar;


• explicar como o deslocamento de massas de ar influenciam nas condições
meteorológicas;
• caracterizar áreas ciclonais e anticiclonais;
• identificar as massas de ar predominantes na costa brasileira;
• explicar o regime de ventos no litoral brasileiro; e
• citar as características climáticas predominantes , por região, do litoral brasileiro.

3.1 Conceitos

Identificar os elementos climáticos que definem o clima de uma região.

Conceituar clima e condições meteorológicas.

3.2 Circulação geral da atmosfera

Descrever como se processa a circulação dos ventos na atmosfera.

Explicar o que vem a ser Zona de Convergência Intertropical.

3.3 Sistemas de pressão

Definir centros de alta e baixa pressão.

3.4 Massas de ar

Conceituar massa de ar.

Detalhar as carcterísticas dos diversos tipos de massas de ar.

Explicar como se processa o deslocamento das massas de ar e seu efeito sobre o


clima.

74
3.5 Ventos locais

Definir Brisas Marítima e Terrestre.

3.6 Características climáticas predominantes do litoral brasileiro

Identificar as características de vento, temperatura e umidade do litoral barsileiro


de um modo geral.

Lembrar que predomina a Brisa Marítima no litoral brasileiro.

Exercícios

1. Responda

a. As condições meteorológicas em um determinado ponto do Rio de Janeiro num


certo dia de verão às 18 horas são:
• temperatura do ar = 37°C
• direção e velocidade do vento = SW 5m/s
• nebulosidade = 7/8 de cirrostratus

Essas condições descrevem o tempo ou o clima da cidade?

b. Quais são as massas de ar que influenciam o Brasil?

2. Complete

a. Ao planejar a viagem de férias, o turista está interessado em saber as condições


de ________________________ do local a ser visitado.

3. Considerando que as isolinhas de pressão estão de 2 em 2mPa, complete as


figuras, observando os centros de pressão, indicando a circulação dos ventos.

mPa
hPa mPa
hPa

mPa
hPa mPa
hPa

B 1010
1010mPa
hPa A 1010
1010mPa
hPa

75
INST
4 Biodiversidade

Objetivos

• Caracterizar plancton;
• detalhar o fenômeno da ressurgência;
• descrever como se desenvolve a cadeia alimentar no meio hídrico;
• explicar a importância dos manguezais como fonte de vida aquática;
• explicar a importância do defeso na manutenção das espécies marinhas; e
• definir áreas marítimas de proteção ambiental, reservas biológicas aquáticas e
reservas ecológicas.

4.1 Característica de plâncton

Conceituar plancton.

Identificar fitoplancton e zooplancton.

4.2 Ressurgência

Descrever o fenômeno da ressurgência e destacar sua importância para a cadeia


alimentar marinha.

4.3 Cadeia alimentar marinha

Descrever detalhadamente a cadeia


alimentar marinha.

4.4 Manguezais

Conceituar manguezal.

Destacar as funções desempenhadas pelo ecossistema manguezal.

Citar os efeitos sobre os manguezais dos impactos ambientais causados por cultivos
de camarões e peixes; implantação de complexos portuários, industriais e hoteleiros,
construção de salinas, exploração de madeiras e pesca predatória.

4.5 Defeso

Definir defeso.

76 Enfatizar a importância de respeitar o período de defeso para permitir a reprodução


das espécies.
4.6 Áreas de proteção

Definir e exemplificar Área Marítima de Proteção


Ambiental, Reserva Biológica Aquática e Reserva Ecológica.

Exercícios

1. Defina

a. Plâncton.

b. Ressurgência.

c. O solo dos mangues.

2. Responda

a. Qual a diferença entre zooplâncton de fitoplâncton?

b. Qual é a importância da cadeia alimentar marinha?

c. O que é manguezal?

d. Qual a vantagem, para a fauna aquática, de serem turvas as águas dos


manguezais?

3. Construa uma cadeia alimentar marinha.

4. Descreva em poucas palavras um ecossistema de manguezal.

77
INST
5 Prevenção da poluição

Objetivos

• Conceituar meio ambiente e seus fatores componentes;


• conceituar poluição;
• identificar os principais agentes poluidores;
• descrever os processos mais comuns de poluição e as principais atividades
predadoras do meio ambiente; e
• descrever a atuação dos órgãos responsáveis pela política ambiental.

5.1 Meio Ambiente

Conceituar meio ambiente.

5.2 Poluição

Conceituar poluição.

5.3 Principais poluentes

Listar os diversos produtos poluidores das águas do mar: óleos e graxas, solventes,
pesticidas, adubos industriais, produtos radioativos, metais pesados, sólidos em suspensão,
pigmentos de tintas, produtos orgânicos variados e gases.

5.4 Fontes de poluição

Descrever as principais fontes de poluição da água: esgotos industriais e de cidades,


atividades agropecuárias, indústria alimentícia, de conservas e bebidas, navegação,
chorume do lixo, erosão do solo, poluentes atmosféricos, poluição térmica e usinas
nucleares e indústrias de materiais físseis.

5.5 Órgãos responsáveis pela política ambiental

Listar as atribuições do Conselho Nacional de Meio


Ambiente e do IBAMA.

78
6 Aspectos econômicos do meio aquaviário

Objetivos

• Explicar a importância das hidrovias como fator de integração e caminho natural


para o escoamento de riquezas;
• explicar a importância da água como recurso natural;
• descrever as principais fontes de energia oriundas do potencial hídrico
(hidrelétricas);
• descrever as fontes alternativas de energia (força eólica, marés, entre outras);
• explicar a importância da pesquisa e prospecção do petróleo na plataforma
continental e em águas profundas;
• descrever a atividade pesqueira ao longo do litoral brasileiro;
• descrever a atividade salineira;
• citar a importância da exploração turística nos balneários, praias e rios como
fonte de recursos para o desenvolvimento de regiões; e
• explicar a importância do mar como principal meio de transporte.

6.1 A importância das hidrovias

Ressaltar a importância das hidrovias como meio de transporte, destacando suas


vantagens sobre os demais modais de transporte.

6.2 A água como recurso natural

Chamar a atenção que a água é o recurso natural mais importante da humanidade.

Exemplificar o uso da água nos diversos processos naturais e artificiais criados


pelo homem.

6.3 Potencial hídrico

Descrever o petencial hidrelétrico brasileiro.

79
INST
6.4 Fontes alternativas de energia

Identificar as principais fontes alternativas de energia: gás natural, biomassa e xisto.

6.5 Pesquisa e prospecção de petróleo

Apresentar um breve histórico da pesquisa e prospecção de petróleo na plataforma


submarina brasileira.

6.6 Atividade pesqueira ao longo do litoral brasileiro

Destacar a importância da atividade pesqueira para um país como o Brasil com


imensa costa marítima.

6.7 Atividade salineira

Descrever como se processa a extração de sal nas salinas brasileiras.

6.8 Exploração turística nos balneários, praias e rios

Destacara atividade de turismo como fonte de recursos, de desenvolvimento e de


preservação do maio ambiente aquaviário.

6.9 O mar como via de transporte

Explicar que, infelizmente, tanto a navegação de cabotagem, quanto a internacional


são mal aproveitadas no Brasil.

Citar os principais portos brasileiros.

80
Exercícios

Responda

a. Por que é importante regular e organizar a pesca e a caça marinhas?

b. O que é pesca predatória?

c. Quais os principais problemas enfrentados pela atividade pesqueira?

d. Quais são os principais produtos da atividade pesqueira?

e. Quais são os dois estados brasileiros que se destacam na exploração do sal


marinho?

f. Qual a principal fonte de energia elétrica brasileira?

81
INST
7 Aspectos jurisdicionais

Objetivos

• Definir plataforma continental, talude continental, região pelágica e região abissal;


• conceituar mar territorial;
• definir zona econômica exclusiva; e
• conceituar os aspectos jurisdicionais referentes ao mar territorial, à zona contígua,
à zona econômica exclusiva e à plataforma continental brasileira.

7.1 Relevo submarino

Descrever Plataforma Continental, Talude Continental, Região Pelágica e Região


Abissal.

7.2 Mar Territorial

Definir Mar Territorial.

7.3 Zona Econômica Exclusiva

Definir Zona Econômica Exclusiva.

7.4 Zona Contígua

Definir Zona Contígua.

82
Exercícios

1. É importante conhecer o relevo submarino. Por isso, responda:

a) O que é plataforma continental?

b) Como se chamam as áreas mais profundas do relevo submarino?

c) Que nome damos à parte que fica entre a plataforma continental e as áreas mais
profundas?

d) Por que a plataforma continental é a zona economicamente mais importante do


fundo do mar?

2. O esquema abaixo representa a divisão do relevo marinho. Qual o nome das


áreas A, B, C e D?

83
INST
HIGIENE E PRIMEIROS SOCORROS

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre as técnicas de primeiros


socorros a bordo e de prevenção a saúde.

1 Introdução

Objetivos

• Conceituar primeiros socorros;


• identificar os sinais vitais em um acidentado: respiração, pulsação e temperatura;
• aplicar os procedimentos de primeiros socorros em caso de contusões e
escoriações; e
• citar os procedimentos para o transporte seguro de um acidentado.

1.1 Conceito de primeiros socorros

Conceituar primeiros socorros e Socorrista.

Listar as primeiras atitudes a tomar quando prestar os primeiros socorros a um


acidentado.

1.2 Transporte de um acidentado

Citar as providências a serem tomadas antes da remoção da vítima.

Alertar para o cuidado de não piorar a situação do acidentado.

Apresentar as principais técnicas de transporte de acidentados.

Descrever como a vítima deve ser movida e colocada em uma maca.

Destacar como improvisar macas e talas para facilitar o transporte de um acidentado.

84
2 Afogamento

Objetivos

• Identificar os sintomas em caso de afogamento e choque elétrico;


• demonstrar os procedimentos de massagem cardíaca; e
• demonstrar os procedimentos de respiração boca a boca.

2.1 Procedimentos em caso de afogamento

Listar os procedimentos para atender uma vítima de afogamento.

Apresentar dicas de como enfrentar a correnteza em situações perigosas no mar.

2.2 Procedimentos de massagem cardíaca

Demosntrar como é realizada a massagem cardíaca e a respiração boca a boca.

2.3 Choque elétrico

Explicar que o que torna perigoso o choque


elétrico é a intensidade da corrente que passa
através do corpo.

Citar as conseqüências de um choque


elétrico.

Detalhar o que deve ser feito ao socorrer uma


vítima de choque elétrico.

3 Fraturas, luxações e entorses

Objetivos

• Distinguir luxação, entorse e fratura;


• identificar os tipos de fraturas; e
• demonstrar as técnicas para imobilização de membros fraturados.

3.1 Fratura

Conceituar fratura.
85
INST
3.2 Tipos de fraturas

Definir fraturas exposta e fechada.

Descrever os sinais indicadores de cada tipo de fratura.

Definir entorse, luxação e contusão.

3.3 Técnicas para imobilização de membros fraturados

Demonstrar como imobilizar uma vítima de fratura.

Detalhar os cuidados ao se imobilizar um membro fraturado.

4 Corpo estranho

Objetivos

• Descrever a classificação das queimaduras quanto ao grau e extensão; e


• citar os procedimentos de primeiros socorros em caso de queimaduras causadas
por líquidos quentes, fogo, vapor e raios solares.

4.1 O que acontece

Exemplificar a possibilidade de uma pessoa pode vir a introduzir objetos nas cavidades
do corpo, em especial no nariz e boca, tendo como conseqüência a asfixia.

4.2 No ouvido

4.3 Nos olhos


86
4.4 No nariz

Para cada caso, corpo estranho no ouvido, nos olhos ou no nariz, mostrar como
proceder para aliviar a vítima.

4.5 Objetos engolidos

4.6 Procedimento

Demonstrar a Manobra de Heimlich.

5 Parada cardiorrespiratória

Objetivos

• Conceituar parada cardiorrespiratória;


• citar os sintomas de uma parada
cardiorrespiratória;
• descrever os procedimentos para
desobstrução das vias aéreas; e
• demonstrar o esquema da ressuscitação cardiorrespiratória básica.

5.1 Conceito

Exemplificar os acidentes que podem resultar em parada cardiorrespiratória.

5.2 Sintomas de uma parada cardiorrespiratória

Descrever os sinais característicos de que houve uma parada 5.2 Sintomas de uma
parada cardiorrespiratória.

5.3 Esquema da ressuscitação cardiorrespiratória básica

Descrever como posicionar a vítima de uma


parada cardiorrespiratória.

Demonstrar a técnica de massagem cardíaca.

Alertar para o que não fazer quando socorrer


uma vítima de parada cardiorrespiratória.

87
INST
6 Hemorragia

Objetivos

• Conceituar hemorragia;
• classificar os tipos de hemorragia e seus sintomas;
• citar os procedimentos de primeiros socorros em caso de hemorragia; e
• descrever o processo de hemostasia.

6.1 Conceito

Conceituar hemorragias interna e externa.

6.2 Procedimentos de primeiros socorros em caso de hemorragia

Detalhar os procedimentos para o tratamento de hemorragias.

Alertar para o que não fazer quando socorrer uma vítima de hemorragia.

6.3 Sangramentos internos

Explicar como identificar e o que fazer para socorrer uma vítima de sangramento
interno.

6.4 Sangramentos nasais

Demonstrar os procediemntos para conter sangramentos nasais.

6.5 Hemorragia externa

Explanar em que ocasiões e como aplicar torniquetes.

88
7 Queimaduras

Objetivos

• classificar os tipos de queimaduras; e


• aplicar os procedimentos de primeiros socorros em casos de queimaduras.

7.1 Classificação das queimaduras

Conceituar queimaduras de 1º, 2º e 3º graus.

7.2 Procedimentos

Explanar o que fazer e o que não fazer ao


socorrer vítimas de queimaduras químicas e témicas.

8 Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)

Objetivos

• Definir as principais doenças; e


• citar as formas de prevenção das doenças.

8.1 Definições das principais doenças

Definir e apresentar os sinais característicos das principais DST.

Alertar para os cuidados de prevenção da AIDS.

Chamar a atenção para os modos de contágio da AIDS.

8.2 Formas de prevenção das doenças

Listar os cuidados a serem tomados para


não contrair DST.

89
INST
9 Drogas

Objetivos

• Definir as principais dependências químicas (alcoolismo, drogas entre outras); e


• citar as formas de prevenção as dependências.

9.1 Principais dependências químicas

Apresentar as principais drogras que causam dependência, seus efeitos sobre o


organismo humano e os procedimentos para tratamento.

Esclarecer sobre os critérios para definir alcoolismo e descrever suas fases.

90
SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Propósito

Proporcionar ao aluno conhecimentos básicos sobre a importância da segurança


no desempenho de suas atividades laborais.

1 Introdução à Segurança

Objetivos

• Conceituar segurança;
• identificar segurança como necessidade das pessoas;
• definir risco e suas funções de controle;
• conceituar perigo, dano, falha, defeito e perda;
• distinguir entre evento perigoso, evento indesejável e evento danoso;
• definir acidente, incidente e quase-acidente; e
• identificar a saúde como fator de segurança.

1.1 Conceito de Segurança

Conceituar segurança no trabalho marítimo.

Enfatizar que o treinamento e a prevenção contribuem para diminuir o número de


acidentes.

Explanar sobre a repercução dos acidentes no ambiente de trabalho.

Citar deveres de empresários (armadores) e empregados (tripulantes) no que tange


à segurança do trabalho a bordo.

1.2 Segurança como necessidade das pessoas

Listar as medidas empregadas para prevenir acidentes e, assim, prover segurança.

91
INST
1.3 O Risco e suas Funções de Controle

Conceituar risco.

Exemplificar os riscos profissionais de operação e ambientais.

Explicar os princípios básicos para exercer as funções de controle de risco.

Descrever os agentes físicos que podem causar doenças profissionais.

1.4 Perigo, dano, falha, defeito e perda

Conceituar e exemplificar perigo, dano, falha, defeito e perda.

Destacar a diferença entre perdas reparável e irreparável.

1.5 Eventos perigoso, indesejável e danoso

Conceituar e exemplificar eventos perigoso, indesejável e


danoso.

1.6 Acidente, incidente e quase-acidente

Conceituar e enfatizar a diferença entre acidente e incidente.

Exemplificar incidente.

Conceituar quase-acidente.

Realizar um estudo dirigido com o texto de acidente de homem ao mar constante


do manual do aluno.

1.7 A saúde como fator de segurança

Explicar que os cuidados com a


segurança contribuem para promover a
integridade física e a saúde do trabalhador.

Alertar que é nos momentos de


desatenção e desânimo que ocorre a maioria
dos acidentes. É fundamental ter atenção no
que se está fazendo.

92
2 Legislação no Brisil sobre saúde e segurança no trabalho

Objetivos

• Citar os principais artigos do capítulo V do título II da CLT;


• definir Normas Regulamentadoras (NR) do capítulo V, título II da CLT;
• citar as disposições contidas na NR-1- Disposições Gerais;
• destacar dispositivos constantes da NR-15 que se aplicam à atividade dos
aquaviários;
• destacar dispositivos constantes da NR-16 que se aplicam à atividade dos
aquaviários;
• destacar dispositivos constantes da NR-21 que se aplicam à atividade dos
aquaviários;
• destacar dispositivos constantes da NR-24 que se aplicam à atividade dos
aquaviários;
• explicar o funcionamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA),
detalhando o contido na NR-5;
• descrever a organização do Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) com base no contido na NR-4; e
• citar os dispositivos da NR-6, aplicáveis na atividade dos aquaviários.

2.1 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Apresentar os tópicos mais importantes da Lei nº 6514 relativos à Segurança e


Medicina do Trabalho:
• atribuições das empresas e dos empregados;
• composição da CIPA;
• fornecimento e utilização de EPI;
• exames médicos admissionais, demissionais e de operações insalubres;
• conforto, ventilação e iluminação dos locais de trabalho;
• precauções de segurança no manuseio e armazenagem de materiais;
• precauções de segurança na operação de equipamentos;
• o exercício de trabalho em condições insalubres; e
• o manuseio de materiais perigosos.

2.2 Normas Regulamentadoras (NR)

Mencionar sobre as normas existentes.

2.3 Disposições contidas na NR-1 - Disposições Gerais

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-1:


• entidades sujeitas ao cumprimento das NR; e
• conceituação de empregador e empregado e suas
atribuições.
93
INST
2.4 A Organização dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e
Medicina do Trabalho (SESMT) - NR-4

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-4:


• qualificação dos profissionais componentes dos SESMT;
• atribuições dos componentes dos SESMT; e
• obrigações do empregador quanto à assistência aos empregados.

2.5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) - NR-5

Apresentar os tópicos mais importantes das competências da CIPA na NR-5:


• zelar pela observância das normas de segurança;
• estimular o comportamento preventivo;
• investigar causas, circunstâncias e conseqüências dos acidentes; e
• atribuições do presidente, do vice-presidente e dos membros.

2.6 Equipamentos de Proteção Individual (EPI) - NR-6

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-6:


• conceituação de EPI;
• obrigações da empresa quanto ao fornecimento de EPI e ao treinamento de uso; e
• obrigações do empregado quanto ao uso e conservação do EPI.

94
2.7 Atividades e Operações Insalubres - NR-15

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-15:


• conceituação de Operações Insalubres;
• percepção de adicional por insalubridade; e
• competência para comprovar insalubridade no trabalho.

2.8 Atividades e Operações Perigosas - NR-16

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-16:


• listar as atividades e operações perigosas;
• percepção de adicional por periculosidade; e
• transporte de combustível.

2.9 Trabalho a Céu aberto - NR-21

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-21:


• necessidade de abrigo contra intempéries; e
• obrigatoriedade de alojamento em boas condições para quem reside a bordo.

2.10 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho - NR-24

Apresentar os tópicos mais importantes da NR-24:


• aspectos de infraestrutura e limpeza de instalações sanitárias;
• obrigatoriedade de vestiários para troca de roupa; e
• condições de conforto dos refeitórios.

95
INST
2.11 Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário - NR-30

Apresentar os objetivos da Norma.

Destacar a quem a Norma se aplica: trabalhadores das embarcações comerciais


de bandeira nacional ou estrangeira no limite do disposto na Convenção da OIT n.º 147.

Detalhar as atribuições e competências do armador e dos trabalhadores.

Descrever a organização, constituição, responsabilidades e atribuições do Grupo


de Segurança e Saúde do Trabalho a Bordo - GSSTB.

Listar os aspectos de infraestrutura e limpeza de camarotes, refeitórios, salas de


recreação, cozinhas e instalações sanitárias.

Listar a infraestrutura e os meios materiais para proteção à saúde.

Enfatizar os cuidados a serem tomados na execução de trabalhos de limpeza e


manutenção das embarcações.

96
Bibliografia

Antunes, Celso. Geografia e Participação. São Paulo: Editora Scipione, 1996.

ADAS, Melhem. Panorama Geográfico do Brasil. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1989.

Barros, Carlos. Os Seres Vivos. São Paulo: Editora Ática, 1999.

BARROS, Geraldo Luiz Miranda de. Meteorologia para navegantes. Rio de Janeiro:
Edições Marítimas, 1991.

BARROS, Geraldo Luiz Miranda de. Navegar é fácil. 11. ed. Rio de Janeiro: Marítima,
2001.

BIO2000. O portal da educação ambiental na internet. Apresenta as principais fontes


de poluição dos mares. Desenvolvido por Rafael Zeitouni, 2000-2001. Disponível em:
http://www.bio2000.hpg. com.br/poluicao3.htm. Acesso em: 21 mai. 2001.

BIODIVERSIDADE. Desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente. Apresenta o Programa


Nacional de Áreas Protegidas, Ecossistemas Brasileiros e o Programa Nacional de
Conservação da Diversidade Biológica. Disponível em: http://www.mma.gov.br. Acesso
em: 20 mai. 2001.

BOMFIM, B. Calheiros e SANTOS, Silvério. Consolidação das leis do Trabalho. 13 ed.


Edições Trabalhistas.

BRASIL, Ministério da Educação. Série Atlas Visuais, O Corpo Humano. 11. ed. Editora
Ática. São Paulo, 1996.

BRASIL. Ministério da Marinha. Centro de Adestramento Almirante Marques de Leão.


Manual de Controle de Avarias. Rio de janeiro, 1995.

BRASIL. Ministério da Marinha. Diretoria de Ensino da Marinha. Manual de Liderança.


Rio de janeiro, 1996.

BRASIL. Ministério da Marinha. Diretoria de Portos e Costas. Convenção Internacional


sobre Normas de Treinamento de Marítimos, Expedição de Certificado e
Serviço de Quarto - STCW-78, com emendas de 1995. Rio de janeiro, 1984.

BRASIL. Ministério da Marinha. Diretoria de Portos e Costas. Regulamento Internacional


para Evitar Abalroamento no Mar – RIPEAM-1972. Rio de Janeiro, 1996

BRASIL, Ministério do Trabalho. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST).


Serviços especializados em engenharia e segurança e em medicina do trabalho -
NR 1. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder executivo, Brasília, DF,
1997.

BRASIL, Ministério do Trabalho. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST).


Serviços especializados em engenharia e segurança e em medicina do trabalho -
NR 4. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder executivo, Brasília, DF, 97
1997.
BRASIL, Ministério do Trabalho. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST).
Equipamentos de proteção individual (EPI) - NR 6. Diário Oficial da República
Federativa do Brasil, Poder executivo, Brasília, DF, 1997.

BRASIL, Ministério do Trabalho. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST).


Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário - NR 29.
Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder executivo, Brasília, DF, 17 de
dezembro de 1997.

CARDELLA, Benedito. Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes. Uma


Abordagem Holística. Editora Atlas, 1999.

COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 1990.

CONNELLAN, Tom. Nos Bastidores da Disney. São Paulo: Futura, 2001.

COVEY, Stephen R. Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. São Paulo: Best
Seller, 2000.

ENCARTA Enciclopédia. São Paulo: Microsoft Corporation. Multimídia Educacional, (1999).


1 CD-ROM. Windows 98.

ENHART, Eros Abrantes, Elementos de Anatomia, Faculdade de Medicina da USP.

FERRÉ, Felipe et al. Orientador Paulo Bueno Guerra. Desenvolvido por alunos do Centro
Federal de Ensino Tecnológico de Cubatão, 2000. A influência de agentes poluidores no
organismo humano. Disponível em: www.redeferre.hpg.com.br. Acesso em: 19 mai. 2001.

FONSECA, Maurílio M. Arte Naval. 5. ed. Rio de Janeiro: SDGM, 1989.

FORTES, Julia Ikeda, Enfermagem em emergência. Editora Pedagógica e Universitária.


São Paulo, 1986.

FOUNDATION PETER DRUCKER. O Líder do Futuro. São Paulo: Futura, 2000.

GARRIDO, Laércio M. Virei gerente, e agora?. 1. ed. São Paulo: Nobel, 2000.

GUELER, Rodolfo F, Grande tratado de enfermagem. Editora Brasileira. São Paulo,


1990.

INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION. MARPOL International convention of


pollution from ships. Londres: IMO, 1978.

INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION. SOLAS - Convenção Internacional para


a Salvaguarda da Vida Humana no Mar. Londres: IMO, 1974.

KIRBY, Andy. 150 Jogos de Treinamento. São Paulo: T&D Editora, 1995.

KROEHNERT, Gary. Jogos para Treinamento em Recursos Humanos. 1. ed. São Paulo:
98 Editora Manole, 2001.
LANE, J. C., Manual de Reanimação Cárdio Respiratória, São Paulo, segunda edição,
Fundo Editorial BYK, 1994.

MANUAIS DE LEGISLAÇÃO ATLAS. Segurança e Medicina do Trabalho. 40 ed. Volume


16. Editora Atlas, 1998.

Manual do Socorro Básico de Emergência – Resgate (SUDS-SP)

Moreira, Igor. Construindo o Espaço do Homem. São Paulo: Editora Ática, 1998.

MOSCOVICI, Fela. Equipes dão certo. 5. ed. São Paulo: José Olympio, 1994.

Neiva, Jucy. Fontes Alternativas de Energia. 2. ed. São Paulo: Maity Comunicação e
Editora, 1987.

Nimer, Edmon. Climatologia do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1979.

NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Desenvolvendo as competências profissionais. 1. ed. São


Paulo: Érica, 2001.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Convenção sobre o direito do mar. Kingston:


ONU, 1982.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Guia Médico Internacional para Navios. Nova


york: OMS, [1990].

Primeiros Socorros. EBS. Ed. Biologia e Saúde.

REZENDE, Celso Antonio Junqueira. Manual de Sobrevivência no Mar. Rio de Janeiro:


Catau, 1992.

YOZO, Ronaldo Yudi K. 100 Jogos para Grupos. 7. ed. São Paulo: Ágora, 1996.

99