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HF355 História da Filosofia Clássica Alemã (4º período) - Edmilson Paschoal

Prof. Edmilson Paschoal

Tema:
O niilismo e suas formas

Ementa:
O objetivo desta disciplina é apresentar de forma panorâmica um dos temas capitais da
filosofia alemã, o niilismo, partindo da crítica ao idealismo como uma forma de niilismo,
feita por Friedrich Heinrich Jacobi a Fichte, passando pela relação do conceito com os
romancistas russos Turgueniev e Dostoiévski, apresentando as formas do niilismo que se
tem na filosofia de Nietzsche, em especial, no fragmento intitulado Lanzer Heide, e
finalizando com algumas abordagens do tema no século XX que podem ser interpretadas
como tentativas de superação do niilismo, em especial com Heidegger.

Cronograma / Tópicos

001 04/08/17 Apresentação geral do curso e Material básico:


planejamento das aulas. VOLPI, Franco. O niilismo. São
Paulo: Loyola, 1999 (primeiro
Introdução geral ao tema. capítulo).
PECORARO, Rossano.
Niilismo. Rio de Janeiro: Zahar,
2007.
Leitura para a próxima aula:
Carta de Jacob a Fichte.
002 11/08 A carta de Jacobi a Fichte –
primeira “forma” do niilismo na
filosofia alemã...

003 18/08 A carta de Jacobi a Fichte – Texto Leitura para a próxima aula:
I - Comentários da carta de Pais e filhos – Turgueniév.
Jacobi... (vale 1.0) – oral e
escrito.

004 25/08 Niilismo Russo – Turgueniév

005 31/08 Niilismo Russo – Turgueniév Leitura prévai para as próximas


Texto II – Comentário crítico aulas: Dostoiévski – Os
sobre o livro de Turgueniev: Pais demônios ou Memórias do
e filhos (vale 1.0) oral e escrito. Subsolo.
006 15/09 Niilismo Russo – Dostoiévski – Leitura para próximas aulas: 1.
Kirilov Lanzer Heider. 2. Fragmento
Niilismo Europeu.
22/09 Encontro do GT-Nietzsche Não haverá aula
007 29/09 Niilismo Russo – Dostoiévski – Leitura da Terceira Dissertação
O homem do subterrâneo da Genealogia da Moral.
Texto III - Comentários crítico
dos livros lidos (1.0) oral e
escrito.

008 06/10 Niilismo em Nietzsche –


espelhamentos do niilismo

009 13/10 Niilismo em Nietzsche – Leitura prévia – Lanzer Heide e


Décadence e niilismo – crítica à fragmentos sobre o niilismo
moral europeu.

010 20/10 As formas de Niilismo – Lanzer


Heider. Niilismo Europeu – (...)
Texto IV - Apresentação e escrita
(1.0) Lanzer Heide e fragmentos
sobre o niilismo europeu.

011 27/10 Heidegger – Nietzsche e o


Niilismo

012 03/11 Niilismo e técnica em Heidegger. Leitura de Heidegger - A questão


Texto V – Comentário sobre a da técnica
conferência sobre a técnica de
Heidegger (1.0).

013 10/11 Heidegger – Niilismo e técnica

014 17/11 Avaliação da disciplina – prova –


5 questões (Vale 5.0)

015 24/11 Fechamento da disciplina

08/12 Prova final – (vale 10.0)

Introdução geral ao tema:

O termo niilismo:
Conceito polissêmico, com alguns traços de convergência e peculiaridades. Iniciaremos
pelos traços convergentes par termos uma ideia geral do tema e depois passaremos às
peculiaridades para retoma-lo, no final, criticamente.

Radical:
Nihil = latim = nada

Niil = português = nada

Nada existe – (William Hamilton – 1788 – 1856) / +/- = Górgias

Com o uso do radical: niilismo / aniquilar, anular // niilista...

Niilismo = redução ao nada, aniquilamento, não existência.

Variações:

Niilismo – vinculado a valores = a existência não tem valor – aniquilamento do s valores


da existência...

Niilismo = dogmatização do ceticismo

Niilismo = espírito destrutivo (Bakunin – herança russa) – só a destruição é criadora

Niilismo = supressão do homem (Heidegger) – Relativização do ser pela técnica

Abertura (precedentes) da questão:

Deus criou o mundo a partir do nada.


O termo Barah (criar) é reservado a Deus (aparece 9 vezes no Gênesis) = trazer para a
existência a partir do nada “ex-nihilo” (mas há controvérsias – pode significar também
moldar, dar forma... – não significando, assim trazer para a existência – o que poderia
aproximar o poema da criação de teorias científicas como a do Big Bang... Nesse caso, o
termo designaria uma transformação a partir de uma matéria inicial...)
(Ler o Gênesis: “No princípio, Deus criou...”)

Ver também: II Macabeus 28:


“Eu te suplico, meu filho, contempla o céu e a terra; reflete bem: tudo o que vês, Deus
criou do nada, assim como todos os homens"

Na filosofia:
Górgias (490-388a.C.) – sofista
Nada existe. Se existisse, não poderia ser conhecido. Se pudesse ser conhecido, não
poderia ser expresso.

Leibniz (1646-1716) – “por que o ser e não o nada?”

Schopenhauer (1788-1860) pessimismo

Abertura da questão específica na Alemanha, no âmbito da Filosofia: Jacobi

Primeiras ocorrências (próxima aula): Friedrich Heinrich Jacobi (1743-1819) – outros


filósofos entram no debate utilizando o termo inaugurado por ele...