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16/04/2018

Compensação de jornada
• Acordo individual era apenas para fins de compensação semanal.
Súmula nº 85 do TST. I. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo
individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva. (...) IV. A prestação de horas extras
habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. (...)

• Reforma: Acordo individual para compensação mensal.


CLT, Art. 59, §6º. É lícito o regime de compensação de jornada estabelecido por
acordo individual, tácito ou escrito, para a compensação no mesmo mês.
Súmula 85 do TST, III incorporada - Art. 59-B. O não atendimento das exigências legais para
compensação de jornada, inclusive quando estabelecida mediante acordo tácito, não implica a
repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária se não ultrapassada a duração
máxima semanal, sendo devido apenas o respectivo adicional.
Parágrafo único. A prestação de horas extras habituais não descaracteriza o acordo de
compensação de jornada e o banco de horas.

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Banco de horas
• Banco de horas era possível por meio de acordo ou convenção coletiva.
ANTES AGORA
Art. 59, §2º. Poderá ser dispensado o acréscimo Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida
de salário se, por força de acordo ou convenção de horas extras, em número não excedente de duas, por
coletiva de trabalho, o excesso de horas em um acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de
dia for compensado pela correspondente trabalho. (...)
diminuição em outro dia, de maneira que não §2º. Mantido (...)
exceda, no período máximo de um ano, à soma §5º O banco de horas de que trata o § 2º deste artigo
das jornadas semanais de trabalho previstas, poderá ser pactuado por acordo individual escrito, desde
nem seja ultrapassado o limite máximo de dez que a compensação ocorra no período máximo de seis
horas diárias. meses.

• Reforma:
• Banco de horas semestral  acordo individual escrito.
• Banco de horas anual  negociação coletiva.

Jornada 12x36
• Antes: Súmula 444, TST. JORNADA DE TRABALHO. NORMA COLETIVA. LEI. ESCALA DE 12 POR
36. VALIDADE. É valida, em caráter excepcional, a jornada de doze horas de trabalho por trinta e
seis de descanso, prevista em lei ou ajustada exclusivamente mediante acordo coletivo de
trabalho ou convenção coletiva de trabalho, assegurada a remuneração em dobro dos feriados
trabalhados. O empregado não tem direito ao pagamento de adicional referente ao labor
prestado na décima primeira e décima segunda horas.
• Reforma: Art. 59-A. Em exceção ao disposto no art. 59 e em leis específicas, é
facultado às partes, por meio de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho,
estabelecer horário de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas
ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e
alimentação. (Redação MP 808/2017) (Lei 13.467/2017 permitia acordo individual escrito)
§ 1º A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput abrange os pagamentos devidos pelo
descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados e serão considerados compensados os
feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o § 5º do art. 73.
§ 2º É facultado às entidades atuantes no setor de saúde estabelecer, por meio de acordo individual
escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, horário de trabalho de doze horas seguidas por
trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e
alimentação.

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• Trabalhadores Urbanos: - Entre 22:00 e 05:00


- Adicional de 20% sobre a hora diurna
- Hora Noturna: 52min30

• Rurais: - Lavoura (agricultura): entre 21:00 e 05:00


- Pecuária: entre 20:00 e 04:00
- Adicional de 25%
- Hora Noturna: 60 minutos

• Advogado: - Entre 20:00 e 05:00


- Adicional de 25%
- Hora Noturna: 60 minutos

Súmula 60/TST. ADICIONAL NOTURNO. INTEGRAÇÃO NO SALÁRIO E PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO


DIURNO. I - O adicional noturno, pago com habitualidade, integra o salário do empregado para todos
os efeitos. II - Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é
também o adicional quanto às horas prorrogadas.

• Trabalho intermitente:
Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou
por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de trabalho intermitente. [...]
§ 3º Considera-se como intermitente o Contrato de Trabalho no qual a prestação de serviços, com
subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de
inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do
empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria.
• Empregado pode prestar serviços para vários empregadores.
• Empregado deve ser convocado 3 dias antes do início da prestação dos serviços e
terá o prazo de 24 horas para aceitar ou não, não podendo a recusa ser considerada
como insubordinação.
• No período trabalhado serão aplicáveis as mesmas regras trabalhistas de qualquer
contrato de trabalho, inclusive quanto ao valor da hora de trabalho a ser paga, que
deverá ser igual à dos demais trabalhadores;
• Férias de 30 dias a cada 12 meses – não pode ser convocado.
• Extinção não autoriza ingresso no Seguro Desemprego.

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• Regime de tempo parcial: Contratação era limitada a 25 horas semanais, não


sendo permitida realização de horas extras.
• Reforma: - Contratação por até 30 horas semanais, sendo proibido o trabalho
extraordinário; ou
- Contratação por até 26 horas semanais, com limite de até seis
horas extras ou suplementares (pré-contratadas) semanais.
ANTES AGORA
- No trabalho em regime de tempo parcial as - 30 dias de férias quando não houver faltado mais que
férias eram de, no mínimo, 8 (oito) e de, no 5 vezes. (-6/+9)
máximo, 18 (dezoito) dias, a depender da - Pode “vender” 1/3 de férias.
carga horária semanal do trabalhador. Art. 58-A, § 6º É facultado ao empregado contratado sob
- Não podia “vender” férias. regime de tempo parcial converter um terço do período de
férias a que tiver direito em abono pecuniário.
§ 7º As férias do regime de tempo parcial são regidas pelo
disposto no art. 130 desta Consolidação.