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Aventuras de um turista míope em Vancouver

Jáá fui um turistá eficiente e contumáz. Coletává com ántecedeê nciá informáçoõ es sobre o lugár
que iá visitár, fáziá listás de lugáres que tinhá que visitár e usává mápás párá distribuir
átividádes entre os diás que disponiá. Chegándo áo destino, tentává usár todo o tempo
disponíável párá conhecer/experimentár coisás do lugár, desde de mánháõ áteá á noite,
quándo plánejává os uá ltimos detálhes do diá seguinte. Fáziá notás, tirává fotos, guárdává
pápeá is de cádá lugár visitádo.
Tudo isso ácábou. Náõ o tenho máis áê nimo de ser o turistá eficiente e contumáz que um diá
fui. Acho bobágem pássár um diá inteiro rodándo um museu gigántesco áteá “conheceê -lo”,
mesmo estándo enfárádo de tántá informáçáõ o. Um desástre: sáio dá cidáde sem ter
conhecido o fámoso X, sem ter comido o fámoso Y, sem ter pásseádo no fámoso Z.  Sou 
capaz de passar uma tarde inteira num café desconhecido e "desimportante" e 
frequentar durante três dias a mesma galeria de lojas mequetrefes no centro da 
cidade. 
As fotos que eu tiro refletem isso. Em párte ás minhás fotos sáõ o como sáõ o hoje porque á
orgiá de informáçoõ es visuáis ná internet fáz com que me páreçá umá estupidez ficár me
ácotovelándo com 200 pessoás párá tirár á zilhoneá simá foto dá práçá de Sáõ o Márcos ou do
Corcovádo. Depois elás refletem o fáto de que ácábo desperdiçándo meu tempo bátendo
perná e olhándo párá o cháõ o e ás páredes, ás plácás e pedrinhás que vou encontrándo pelo
cáminho.
Apresento ássim ás fotos dá minhá uá ltimá viágem, á Váncouver ná costá oeste do Cánádáá .