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Aula 00

Estatuto e Ética do Advogado p/ XXI Exame de Ordem - OAB


Professor: Daniel Mesquita
Estatuto e Ética Profissional p/ Exame de
Ordem 1ª Fase.
Teoria e exercícios comentados
Prof Daniel Mesquita Aula 00
AULA 00: Da Inscrição.

SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO 2
2. CRONOGRAMA 5
3. INTRODUÇÃO À AULA INAUGURAL. 6
4. DA INSCRIÇÃO DO ADVOGADO 6
4.1 INSCRIÇÃO PRINCIPAL E SUPLEMENTAR 10
4.2 CANCELAMENTO, INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO DA INSCRIÇÃO 13
5. DA INSCRIÇÃO DO ESTAGIÁRIO 17
6. RESUMO DA AULA 25
7. QUESTÕES 27
8. REFERÊNCIAS 33

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Estatuto e Ética Profissional p/ Exame de
Ordem 1ª Fase.
Teoria e exercícios comentados
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1. Apresentação

Bem vindos ao curso de Estatuto e Ética Profissional preparatório


para o Exame de Ordem. Essa é uma matéria que requer dedicação,
pois corresponde a 12% da sua prova!!! São 10 questões essenciais
para a sua aprovação.
Eu não tenho receio em dizer que essa é a matéria mais
importante! Não só pelo percentual que representa o Estatuto da OAB e
a Ética Profissional em sua prova, mas porque essa é a matéria mais
proveitosa ou a mais “rentável” para a sua aprovação.
O que é isso, professor? A matéria mais “rentável”?
Isso mesmo, caro aluno, essa é a uma das matérias menos
extensas (a que você vê em um número pequeno de aulas e de horas
de estudo), mas é a que mais cai!
Como o nosso estudo é focado em ética para o exame de ordem,
não irei me alongar em um estudo filosófico sobre os princípios e os
conceitos de ética.
Analisaremos questões das últimas provas da OAB, dando enfoque
aos principais artigos e casos que costumam cair na prova da Ordem.
Anote aí a legislação que utilizaremos:
Lei 8906/1994:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8906.htm
Código de ética e Disciplina da OAB:
http://www.oab.org.br/leisnormas/legislacao/resolucoes/02-
2015?search=%C3%A9tica&resolucoes=True
Regulamento Geral do estatuto da advocacia e da OAB:
http://www.oab.org.br/arquivos/pdf/LegislacaoOab/RegulamentoGeral.pdf
Para conseguir a sua tão sonhada aprovação, você vai contar com
a minha ajuda, todos os dias na semana, dia e noite, se preciso for.
Anote aí meu celular para eu te ajudar: (61) 94326886

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Hoje eu estou aqui desse lado, tentando passar o caminho das
pedras por onde passei.
Para que me conheça melhor, vou falar um pouco de mim.
Meu nome é Daniel Mesquita, sou formado em Direito pela
Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em direito público.
A minha vida no mundo da OAB começou quando fui estagiário de
escritório de advocacia. Logo que preenchi os requisitos mínimos para
obter a inscrição de estagiário na OAB eu a requeri para poder fazer
carga de processos e assinar algumas petições sozinho (e ainda quais
atos o estagiário pode praticar sozinho).
Antes mesmo de me formar, me inscrevi no Exame de Ordem,
quando ainda não era unificado. Passei com boas notas tanto na
primeira quanto na segunda etapa.
Naquele momento, não pude requerer inscrição na Ordem, pois já
havia sido aprovado para o concurso de técnico administrativo – área
judiciária – do Superior Tribunal de Justiça.
Trabalhei por dois anos nesse Tribunal, na assessoria de Ministro
da 1ª Turma.
Em seguida, passei para o concurso de analista do Tribunal
Superior Eleitoral (CESPE/UnB), na quarta colocação.
Em razão do dispositivo no Estatuto da Ordem que declara ser a
advocacia incompatível com as atividades dos ocupantes de cargos no
Poder Judiciário, não pude requerer inscrição na OAB nesse período.
A partir daí, meu estudo foi focado para as provas de advogado
público (AGU, procuradorias estaduais, defensorias públicas etc.), pois
sempre tive como objetivo exercer a advocacia e entrar em uma
carreira pública que me proporcionasse isso.
Nessa fase, obtive muitas derrotas e reprovações nos concursos.
Desanimei por algumas vezes, mas continuei firme em meu objetivo,
pois só não passa em concurso quem pára de estudar!

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E essa atitude rendeu frutos, logo fui aprovado no concurso de
Procurador Federal – AGU, momento em que me inscrevi na Ordem dos
Advogados do Brasil, Seccional do Distrito Federal.
Continuei estudando, pois ainda faltava mais um degrau:
Procuradoria de Estado ou do Distrito Federal.
Foi então que todo o suor, dedicação, disciplina, renúncia e
privações deram o resultado esperado, logrei aprovação no concurso de
Procurador do Distrito Federal. Na PGDF posso exercer tanto a
advocacia pública como a privada.
Não posso deixar de mencionar também a minha experiência como
membro de bancas de concursos públicos. A participação na elaboração
de diversas provas de concursos me fez perceber o nível de cobrança do
conteúdo nas provas, as matérias mais recorrentes e os erros mais
comuns dos candidatos.
Espero que a minha experiência possa ajudá-lo no estudo do
Estatuto da OAB e da ética profissional.
Vamos tomar cuidado com os erros mais comuns, aprofundar nos
conteúdos mais recorrentes e dar a matéria na medida certa, assim
como um bom médico prescreve um medicamento.
Para que esse medicamento seja suficiente, ele deve atacar todos
os sintomas e, ao mesmo tempo, deve ser eficiente contra o foco da
doença. Isso quer dizer que não podemos deixar nenhum ponto
damatéria para trás, mas devemos focar nas matérias mais recorrentes
nas provas da FGV.
Além disso, buscarei usar muitos recursos visuais para que a
apreensão do conteúdo venha mais facilmente.
Para reforçar a aprendizagem, resumirei o conteúdo apresentado
ao final de cada aula e apresentarei as questões mencionadas ao longo
da aula em tópico separado, para que você possa resolvê-las na
véspera da prova.

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Todos esses instrumentos estão a sua disposição para que essa
batalha seja vencida.

2. Cronograma

Numa prova como essa que cai toda a matéria que você estudou
na faculdade, você não pode perder tempo e deve lutar com as armas
certas. A principal arma para vencer essa batalha é o planejamento.
Nesse curso serão ministradas 9 aulas de Estatuto e ética
profissional, cada uma com os seguintes temas, de acordo com os
pontos previstos no edital:

DISPONÍVEL CONTEÚDO

Disponível Da Inscrição.

Aula 01 Da atividade de advocacia, dos Direitos do


Disponível em 03/08/2016 advogado

Aula 02 Da Sociedade de advogados. Do advogado


Disponível em 05/08/2016 empregado

Aula 03
Dos honorários advocatícios.
Disponível em 08/08/2016

Aula 04
Das incompatibilidades e impedimentos.
Disponível em 10/08/2016

Aula 05
Da ética do advogado.
Disponível em 11/08/2016

Aula 06
Das infrações e sanções disciplinares.
Disponível em 12/08/2016

Da Ordem dos Advogados do Brasil. Conselho


Aula 07
Pleno. Órgão Especial do Conselho Pleno. Das
Disponível em 15/08/2016
Câmaras. Das Sessões.

Aula 08 Eleições na OAB. Tribunal de Ética e Disciplina.


Disponível em 17/08/2016 Do processo na OAB. Dos Recursos.

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Com base nesse cronograma, o seu estudo já pode ser planejado,
dividindo o tempo até a prova pelas matérias cobradas. Dedique-se
mais às matérias que tem maior peso e naquelas em que você não tem
muito conhecimento. Faça uma escala de estudos e cumpra-a!
Se você seguir essas dicas, não tem erro, vai passar!

3. Introdução à aula inaugural.

Nessa nossa Aula 00 apresentaremos o estudo da atividade de


advocacia, dos direitos do advogado e da inscrição.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

4. Da Inscrição do Advogado

Para que o advogado exerça a sua profissão ele precisa seguir toda
a regulamentação disciplinada pela Ordem dos Advogados do Brasil,
que é responsável por estabelecer todas as condições necessárias para
o efetivo exercício da profissão, além de verificar se a atividade está
sendo exercida dentro dos critérios.
A Lei 8.906, em seu artigo 8º, estabelece que para a inscrição
como advogado é necessário preencher os seguintes requisitos:
a) CAPACIDADE CIVIL;
Professor, o que vem a ser capacidade civil?
O Código Civil nos fala que ter capacidade Civil é ter maioridade e
sanidade.
Para fazer a prova da ordem é necessário comprovar a maioridade
civil. Já a sanidade é presumida.
b) DIPLOMA OU CERTIDÃO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO,
OBTIDO EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO OFICIALMENTE
AUTORIZADA E CREDENCIADA;
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c) TÍTULO DE ELEITOR E QUITAÇÃO DO SERVIÇO
MILITAR, SE BRASILEIRO;
d) APROVAÇÃO EM EXAME DE ORDEM;
Veja que a aprovação no exame da Ordem não garante a inscrição,
é apenas um dos requisitos.
O Estatuto da OAB informa que o Exame de Ordem é
regulamentado em provimento do Conselho Federal da OAB.
e) NÃO EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL COM A
ADVOCACIA;
As hipóteses de incompatibilidade estão no artigo 28 do Estatuto.
São aquelas que existe proibição total por lei. Aprofundaremos no tema
nas próximas aulas, mas saiba, desde já, que as seguintes atividades
são incompatíveis com a advocacia, mesmo que esta seja exercida em
causa própria:
1. Chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder
Legislativo e seus substitutos legais;
2. Membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos
tribunais e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça
de paz, juízes classistas, bem como de todos os que exerçam
função de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da
administração pública direta e indireta;
3. Ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da
Administração Pública direta ou indireta, em suas fundações e em
suas empresas controladas ou concessionárias de serviço público
(o cargo deve ter poder de decisão relevante sobre interesses de
terceiro para ser incompatível, além disso, não é incompatível o
cargo de administração acadêmica relacionada ao magistério
jurídico);
4. ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou
indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário e os que
exercem serviços notariais e de registro;

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5. ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou
indiretamente a atividade policial de qualquer natureza;
6. militares de qualquer natureza, na ativa;
7. ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de
lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos e
contribuições parafiscais;
8. ocupantes de funções de direção e gerência em instituições
financeiras, inclusive privadas.

f) IDONEIDADE MORAL;
Ter idoneidade moral é nunca ter praticado crime infamante. A
doutrina que estuda deontologia jurídica diz que crime infamante é
qualquer crime contra a honra, dignidade e a boa fama de quem o
pratica.
O aprovado na prova da OAB que tiver praticado algum crime de
idoneidade moral, não conseguirá sua inscrição. Para que seja
caracterizado a inidoneidade moral é necessário que haja o transito em
julgado do crime infamante.
Além disso, a inidoneidade moral pode ser suscitada por qualquer
pessoa perante o Conselho Seccional da OAB. Se declarada a
inidoneidade por decisão que obtenha no mínimo dois terços dos votos
de todos os membros do conselho, em procedimento que observe os
termos do processo disciplinar, o advogado não poderá obter a sua
inscrição.
g) PRESTAR COMPROMISSO PERANTE O CONSELHO.
Esse é o último requisito, é necessário assumir o compromisso
diante da profissão, é o momento em que fará o juramento do
advogado. Nesta fase será entregue a carteira e a cédula de advogado.
O compromisso é solene, formal e personalíssimo, nem mesmo
com procuração alguém poderá prestar o compromisso no lugar de
outrem, tal requisito é indelegável.

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Questão da
OAB

1. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVII Patrícia foi


aprovada em concurso público e tomou posse como Procuradora do
Município em que reside. Como não pretendia mais exercer a advocacia
privada, mas apenas atuar como Procuradora do Município, pediu o
cancelamento de sua inscrição na OAB.
A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
A) Patrícia não agiu corretamente, pois os advogados públicos estão
obrigados à inscrição na OAB para o exercício de suas atividades.
B) Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o
licenciamento do exercício da advocacia e não o cancelamento de sua
inscrição.
C) Patrícia poderia ter pedido o licenciamento do exercício da advocacia,
mas nada a impede de pedir o cancelamento de sua inscrição, caso não
deseje mais exercer a advocacia privada.
D) Patrícia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados públicos
não podem exercer a advocacia privada, estão obrigados a requerer o
cancelamento de suas inscrições.

Patrícia não agiu corretamente, uma vez que para ser Procuradora
do Município, estar nos quadros da OAB como advogado é um requisito
para tomar posse no cargo, logo não deveria requerer o cancelamento
de sua inscrição na OAB, visto que ficaria impossibilitada de exercer sua
profissão como, advogada/procuradora do município.
Gabarito – Letra A.

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2. (CESPE - 2012 - IX - Exame de Ordem Unificado) Sávio,


aluno regularmente matriculado em Escola de Direito, obtém a sua
graduação e, logo a seguir, aprovação no Exame de Ordem. Por força
de movimento grevista na sua instituição, o diploma não pode ser
expedido. A respeito da inscrição no quadro de advogados, consoante
as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB,
assinale a afirmativa correta.
A) O diploma é essencial para a inscrição nos quadros da Ordem
dos Advogados.
B) O bacharel, diante do impedimento de apresentar o diploma,
deve apresentar declaração de autoridade certificando a conclusão do
curso.
C) A Ordem, diante do movimento grevista comprovado, poderá
acolher declaração de próprio punho do requerente afirmando ter obtido
grau.
D) O bacharel em Direito deve apresentar certidão de conclusão de
curso e histórico escolar autenticado.

O art. 23 do Regulamento, estabelece que requerente à inscrição


no quadro de advogados, na falta de diploma regularmente registrado,
apresenta certidão de graduação em direito, acompanhada de cópia
autenticada do respectivo histórico escolar.
Gabarito: Letra “d”.

4.1 Inscrição principal e suplementar

A inscrição principal deve ser exercida no Conselho Seccional do


domicílio profissional, nesse mesmo conselho será cobrada a

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arrecadação das contribuições. Dessa forma, a inscrição deve ser
realizada no Estado em que você atuará advocacia.
Cabe ressaltar que os Conselhos Seccionais devem sempre
atualizar o cadastro do advogado. O cadastro atualizado deverá conter:
a) O nome completo de cada advogado;
b) O número da inscrição;
c) Os endereços e telefones profissionais; e
d) Caso faça parte, o nome da sociedade.
Como vimos linhas acima, para atuar em Estado diferente, em
mais de 5 causas por ano, é necessário ter uma inscrição suplementar.
O advogado poderá ter quantas inscrições suplementares que forem
necessárias, mas cada inscrição suplementar solicitada é uma nova
anuidade que deverá ser paga a OAB.
Cuidado! O limite é de 5 ações judiciais e não de clientes!
Acompanhe o artigo 26 do RGOAB:

Art. 26. O advogado fica dispensado de comunicar o exercício eventual da


profissão, até o total de cinco causas por ano, acima do qual obriga-se à
inscrição suplementar.

E se o advogado atuar em mais de 5 causas no ano e não


comunicar a OAB?
Bom, nesse caso, o advogado será punido, pois está praticando
uma infração.Mas não é necessário um novo exame de ordem.
O artigo 34, I, diz:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por
qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos;

O artigo 36 do Estatuto prevê a pena de censura para quem


praticar essa infração disciplinar.

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O Estatuto da OAB prevê, ainda, a possibilidade de transferência da
inscrição principal. Nesse caso, o advogado transfere o seu domicilio
profissional para outro Estado.
E o advogado estrangeiro, professor, é possível que ele advogue no
Brasil?
O Estatuto da Ordem define que o advogado estrangeiro deve
passar por uma autorização, que permitirá que ele possa, a título
precário, atuar no Brasil. A única atividade que estará autorizado a
fazer é prestar consultoria de assunto referente ao direito de seu país.

Questão da
OAB

3. (FGV - 2011 - OAB) Semprônio reside no Estado W, onde


mantém o seu escritório de advocacia, mas requer sua inscrição
principal no Estado K, onde, em alguns anos, pretende estabelecer
domicílio. No concernente ao tema, à luz das normas estatutárias, é
correto afirmar que
a) o advogado pode eleger qualquer seccional para inscrição
principal ao seu arbítrio.
b) o Conselho Federal pode autorizar a inscrição principal fora da
sede do escritório do advogado.
c) na dúvida entre domicílios, prevalece o da sede principal do
exercício da advocacia.
d) a inscrição principal está subordinada ao domicílio profissional
do advogado.

Vimos que a transferência da inscrição principal: dá-se quando


transfere o seu domicilio profissional para outro Estado.

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Vamos esclarecer com o seguinte artigo:

Art. 10. A inscrição principal do advogado deve ser feita no Conselho


Seccional em cujo território pretende estabelecer o seu domicílio
profissional, na forma do regulamento geral.
§ 1º Considera-se domicílio profissional a sede principal da atividade
de advocacia, prevalecendo, na dúvida, o domicílio da pessoa física do
advogado

Veja que Semprônio pretende em alguns anos domiciliar no outro


Estado, mas ainda não tem domicílio na referida localidade. Por isso
prevalece o da sede principal do exercício da advocacia.
Gabarito: Letra “d”.

4.2 Cancelamento, interrupção e suspensão da inscrição

Neste ponto prepare a sua mente para saber as distinções entre


cancelamento, interrupção e suspensão da inscrição.
Cancelamento é a interrupção definitiva da inscrição do
advogado. Veja em quais hipóteses ele acontece:

Art. 11. Cancela-se a inscrição do profissional que:


I - assim o requerer;
II - sofrer penalidade de exclusão;
III - falecer;
IV - passar a exercer, em caráter definitivo, atividade incompatível com
a advocacia;
V - perder qualquer um dos requisitos necessários para inscrição.

Vamos analisar cada inciso.


No caso do inciso I, o direito de requerer é personalíssimo.
Na segunda situação, o cancelamento é a penalidade máxima do
estatuto.

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O inciso III não precisa de maiores explicações, se o advogado
falecer a sua inscrição será cancelada.
Se o sujeito passar a exercer em caráter definitivo atividade
incompatível com a advocacia, sua inscrição será cancelada. Veremos
na próxima aula as atividades incompatíveis com a advocacia, dentre
elas, destaco as seguintes: carreiras policiais, ministério público e
magistratura.
Nesse caso, a OAB já se posicionou que o cancelamento da
inscrição do advogado independe de requerimento do interessado, ela
será automática. A partir do momento em que ele passa a exercer a
atividade incompatível, fica dispensado de pagar as anuidades.
O art. 12 do Estatuto da Advocacia trata da interrupção temporária
da inscrição do advogado, ou seja, do licenciamento. Este não é
definitivo, mas temporário, após a interrupção o advogado volta a
advogar.
Nesse caso, o número de inscrição se mantém o mesmo, mas
enquanto licenciado o advogado não advoga e nem paga a anuidade
para a OAB. O licenciamento é um benefício.
Veja as hipóteses legais de licenciamento:

Art. 12. Licencia-se o profissional que:


I - assim o requerer, por motivo justificado;
II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com
o exercício da advocacia;
III - sofrer doença mental considerada curável.

Cuidado! Requerimento para o licenciamento deve ser justificado,


diferente do cancelamento que não precisa justificar.
Quando o advogado exercer atividade incompatível
temporariamente ocorre o licenciamento da inscrição
No caso de doença mental curável ocorre o licenciamento, pelo
tempo que for necessário, de acordo com o laudo médico que indicará o

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prazo necessário para o licenciamento, porém se a doença for incurável
ocorrerá o cancelamento.
Já a suspensão é uma pena. Quando aplicada, o advogado não
pode advogar, mas tem que pagar a anuidade.
A suspensão acarreta ao infrator a interdição do exercício
profissional, em todo o território nacional, pelo prazo de trinta dias a
doze meses (art. 37, § 1º, do Estatuto da OAB).

Questão da
OAB

4. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV Ao requerer


sua inscrição nos quadros da OAB, Maria assinou e apresentou
declaração em que afirmava não exercer cargo incompatível com a
advocacia. No entanto, exercia ela ainda o cargo de Oficial de Justiça no
Tribunal de Justiça do seu Estado. Pouco tempo depois, já bem sucedida
como advogada, pediu exoneração do referido cargo. No entanto, um
desafeto seu, tendo descoberto que Maria, ao ingressar nos quadros da
OAB, ainda exercia o cargo de Oficial de Justiça, comunicou o fato à
entidade, que abriu processo disciplinar para apuração da conduta de
Maria, tendo ela sido punida por ter feito falsa prova de um dos
requisitos para a inscrição na OAB. De acordo com o EAOAB, assinale a
opção que indica a penalidade que deve ser aplicada a Maria.
A) Maria não deve ser punida porque, ao tempo em que os fatos foram
levados ao conhecimento da OAB, ela já não mais exercia cargo
incompatível com a advocacia.
B) Maria não deve ser punida porque o cargo de Oficial de Justiça não é
incompatível com o exercício da advocacia, não tendo Maria, portanto,
feito prova falsa de requisito para inscrição na OAB.

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C) Maria deve ser punida com a pena de suspensão, pelo prazo de
trinta dias.
D) Maria deve ser punida com a pena de exclusão dos quadros da OAB.
Letra (A) Maria deve ser punida com exclusão, pois fez falsa prova de
um dos requisitos para se inscrever nos quadros da OAB. Art. 34 inc.
XXVI do EAOAB.
Letra (B) Maria deve ser punida porque fez falsa prova e o cargo de OJ
é incompatível com o exercício da advocacia, logo fez falsa prova.
Letra (C) Alternativa errada. Maria deve ser punida com exclusão.
Letra (D) Correta. Como Maria, fez falsa prova dos requisitos para se
inscrever na OAB, sua pena será de exclusão.
Gabarito – Letra D.

5. (FGV - 2012 - IX - Exame de Ordem Unificado) José da


Silva, advogado renomado, é acometido por doença mental considerada
pela unanimidade dos médicos como incurável, perdendo suas
faculdades de discernimento e sendo considerado absolutamente
incapaz por sentença judicial. Nos termos das regras estatutárias, sua
inscrição como advogado será
A) suspensa até laudo médico sobre a doença portada.
B) cancelada diante da incurabilidade da doença.
C) extinta por decisão de junta médica convocada para tal fim.
D) suspensa temporariamente para avaliação pelo Conselho
Seccional.
No caso de doença mental curável ocorre o licenciamento, pelo
tempo que for necessário, de acordo com o laudo médico que indicará o
prazo necessário para o licenciamento, porém se a doença for incurável
ocorrerá o cancelamento.
Gabarito: Letra “b”.

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5. Da Inscrição do Estagiário

Chegamos ao último ponto de nossa aula inaugural. Se você


chegou até aqui, você está no rumo certo, pois está se preparando de
forma adequada para a matéria que tem mais peso no Exame de
Ordem.
Continue com força total neste ponto para não ser surpreendido na
hora da prova.
Comentamos todo o artigo 8º e vimos o que é necessário para a
inscrição do advogado. Vamos recordá-lo?

Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:


I - capacidade civil;
II - diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição
de ensino oficialmente autorizada e credenciada;
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV - aprovação em Exame de Ordem;
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI - idoneidade moral;
VII - prestar compromisso perante o conselho.
.

E por que estamos vendo isso novamente, professor?


Porque somente os incisos destacados é que não são exigidos
para a inscrição do estagiário.
É até óbvio, não é mesmo? Se o estagiário é estudante, ele
ainda não tem diploma de conclusão no curso de bacharel em direito.
Afinal, afinal o estágio é para colocar em prática o que o estudante vê
em sala de aula.
Tampouco pode ser exigida aprovação em Exame de Ordem ao
estagiário. Ele ainda não concluiu todas as matérias necessárias para
aprovação no Exame.
Outra condição que também é exigida por lei é que o estagiário
tenha sido admitido em estágio profissional de advocacia (art.9º, I).

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E o que vem a ser o estágio profissional de advocacia?
O art. 9º, § 1º, do Estatuto da OAB assim o define:

§1ºO estágio profissional de advocacia, com duração de dois anos,


realizado nos últimos anos do curso jurídico, pode ser mantido pelas
respectivas instituições de ensino superior pelos Conselhos da OAB, ou
por setores, órgãos jurídicos e escritórios de advocacia credenciados pela
OAB, sendo obrigatório o estudo deste Estatuto e do Código de Ética e
Disciplina.
.

Perceba que a duração do estágio profissional é de dois anos,


deve ser realizado nos últimos anos do curso jurídico e pode ser
realizado pelas faculdades de direito, pelos Conselhos da OAB ou por
órgãos jurídicos ou escritórios de advocacia credenciados junto à OAB.
O estágio ministrado por instituição de ensino é assim
regulamentado pelo Regulamento Geral (art. 27, § 3º):

§ 3º As atividades de estágio ministrado por instituição de ensino, para


fins de convênio com a OAB, são exclusivamente práticas, incluindo a
redação de atos processuais e profissionais, as rotinas processuais, a
assistência e a atuação em audiências e sessões, as visitas a órgãos
judiciários, a prestação de serviços jurídicos e as técnicas de negociação
coletiva, de arbitragem e de conciliação.

O estágio profissional de advocacia, realizado integralmente fora


da instituiçãode ensino, por sua vez, nos termos do Regulamento Geral,
compreende as atividades fixadas em convênio entre o escritório de
advocacia ou entidade que receba o estagiário e a OAB.
Preenchidos os requisitos, o estagiário se inscreve no Conselho
Seccional em cujo território se localize seu curso jurídico.
E o estagiário se sujeita às hipóteses de incompatibilidades
estudadas nesta aula, professor?
Sim e não.
Como assim, professor?
Explico. Sim, porque é vedado ao estagiário incompatível a
inscrição na OAB e a prática profissional em escritório de advocacia.

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Não, porque o aluno de curso jurídico que exerça atividade incompatível
com a advocacia pode freqüentar o estágio ministrado pela respectiva
instituição de ensino superior, para fins de aprendizagem (§ 3º do art.
9º do EOAB).
E aquele que já é bacharel em direito, pode ser estagiário?
Sim, o estágio profissional poderá ser cumprido por bacharel em
Direito que queira se inscrever na Ordem (§ 4º).
Esses são os aspectos da inscrição do estagiário. Agora vamos
compreender quais são os atos que podem ser praticados pelos
estagiários inscritos na OAB.
ABRA BEM OS OLHOS para as próximas linhas.
O que muda nos atos do estagiário que tem a sua inscrição junto
à OAB é que ele pode praticar isoladamente determinado atos,
porém a responsabilidade recai sobre o advogado. Vejamos quais
são esses atos, previsto no artigo 29 do RGOAB:

I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;


II– obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças
ou autos de processos em curso ou findos;
III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou
administrativos.

Veja que o estagiário tem direito de, isoladamente:


Retirar autos do cartório (fazer carga);
Obter certidões;
Assinar petições de juntada em processos judiciais ou
administrativos.
O §2º do art.29 do RGOAB ainda diz que, para o exercício de
atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, quando
receber autorização ou substabelecimento do advogado.
Os demais atos relacionados à consultoria e postulação somente
pode ser realizados pelo estagiário em conjunto com o advogado.
O estagiário ainda pode utilizar as horas de sua atividade prática
supervisionada para a complementação de sua carga horária do estágio

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curricular supervisionado. O conjunto dessas horas deve somar um
mínimo de 300 (trezentas) horas, distribuído em dois ou mais anos
Cada Conselho Seccional deve manter uma Comissão de Estágio
e Exame de Ordem, a quem incumbe coordenar, fiscalizare executar as
atividades decorrentes do estágio profissional da advocacia.
Vamos às últimas questões de nossa aula demonstrativa.

Questão da
OAB

6. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2013 / XII - Ângelo,


comandante das Forças Especiais do Estado “B”, é curioso em relação
às normas jurídicas, cuja aplicação acompanha na seara castrense, já
tendo atuado em órgãos julgadores na sua esfera de atuação. Mantendo
a sua atividade militar, obtém autorização especial para realizar curso
de Direito, no turno da noite, em universidade pública, à qual teve
acesso pelo processo seletivo regular de provas. Ângelo consegue obter
avaliação favorável em todas as disciplinas até alcançar o período em
que o estágio é permitido. Ele pleiteia sua inscrição no quadro de
estagiários da OAB e que o mesmo seja realizado na Justiça Militar.
Com base no caso narrado, nos termos do Estatuto da Advocacia,
assinale a afirmativa correta.
A) O estágio é permitido, desde que ocorra perante a Justiça Militar
especializada.
B) O estágio é permitido, mas, por tratar-se de função incompatível, é
vedada a inscrição na OAB.
C) O estágio poderá ocorrer, mediante autorização especial da Força
Armada respectiva.

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D) O estágio possui uma categoria especial que limita a atuação em
determinados processos.

Letra (A) O estágio é permitido. O que não é permitido é a inscrição nos


quadros da OAB como estagiário.
Letra (B) Conforme estudado acima, o estágio será permitido, vedada a
inscrição na OAB. Art. 9º § 3º do EAOAB. Veja como o EAOAB trata o
assunto em seu art. 9º § 3º “O aluno de curso jurídico que exerça
atividade incompatível com a advocacia pode freqüentar o estágio
ministrado pela respectiva instituição de ensino superior, para fins de
aprendizagem, vedada a inscrição na OAB”.
Letra (C) Alternativa errada, uma vez que o estágio poderá ocorrer
independente de autorização especial da FA.
Letra (D) Alternativa errada, uma vez que o EAOAB não estabelece
limitações relativas as atividades do estagiário.
Gabarito – Letra B.

7. (CESPE - 2012 - IX - Exame de Ordem Unificado) Marcio é


estagiário de Direito regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do
Brasil e atua sob supervisão da advogada Helena. Atuando em
determinado processo, a advogada substabelece ao estagiário os
poderes que lhe foram conferidos pelo cliente.
A respeito do caso apresentado, consoante as normas do
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a
afirmativa correta.
A) O estagiário poderá retirar os autos do cartório
conjuntamente com a advogada.
B) Os atos do estagiário ocorrem sob a supervisão e
responsabilidade da advogada.
C) As petições apresentadas no processo terão a subscrição
conjunta da advogada inclusive de juntada de documentos.

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D) O estagiário poderá realizar audiências judiciais
autonomamente sem a presença da advogada.
Veja que o estagiário tem direito de, isoladamente:
Retirar autos do cartório (fazer carga) é ato que o estagiário pode
fazer isoladamente. Alternativa “a” errada.
O estagiário que tem a sua inscrição junto à OAB pode praticar
isoladamente determinado atos, porém a responsabilidade recai
sobre o advogado. Letra “b” certa.
Revisando os atos que o estagiário pode praticar isoladamente:
Retirar autos do cartório (fazer carga);
Obter certidões;
Assinar petições de juntada em processos judiciais ou
administrativos.
Alternativas “c” e “d” erradas.
Gabarito: Letra “b”.

8. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Ferrari é aluno destacado no


curso de Direito, tendo, no decorrer dos anos, conseguido vários títulos
universitários, dentre eles, medalhas e certificados. Indicado para
representar a Universidade em que estudou, foi premiado em evento
internacional sobre arbitragem. A repercussão desse fato aumentou seu
prestígio e, por isso, recebeu numerosos convites para trabalhar em
diversos escritórios de advocacia.
Aceito o convite de um deles, passou a redigir minutas de
contratos, sempre com supervisão de um advogado. Após um ano de
estágio, conquistou a confiança dos advogados do seu setor e passou a
ter autonomia cada vez maior. Diante dessas circunstâncias, passou a
chancelar contratos sem a interferência de advogado.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, o estagiário deve atuar
A) autonomamente, após um ano de estágio.

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B) conjuntamente com um advogado, em todos os atos da
advocacia.
C) autonomamente, em alguns atos permitidos pelo advogado.
D) vinculado ao advogado em atos judiciais, mas não em atos
contratuais.
Esta questão do XI Exame foi muito polêmica.
Refere-se o ai seguinte artigo:
Art. 29. Os atos de advocacia, previstos no Art. 1º do Estatuto, podem ser subscritos
por estagiário inscrito na OAB, em conjunto com o advogado ou o defensor público.
§ 2º Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer
isoladamente, quando receber autorização ou substabelecimento do advogado.

A afirmativa de que “o estagiário deve atuar conjuntamente com


um advogado, em todos os atos da advocacia” não encontra
correspondência direta no dispositivo acima citado, porquanto o art. 3º,
§ 2º, da Lei nº 8.606/94

Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação


de advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
(…)
§ 2º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos
no art. 1º, na forma do regimento geral, em conjunto com advogado e sob
responsabilidade deste.

Esse dispositivo NÃO afirma que o estagiário DEVE atuar


conjuntamente com um advogado em TODOS os atos da advocacia,
muito embora se admita que a regra geral seja: o estagiário deve atuar
conjuntamente com o advogado.
Mas a banca não modificou o gabarito.

Gabarito: Letra “b”.

9. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVIII - Fernanda,


estudante do 8º período de Direito, requereu inscrição junto à Seccional
da OAB do estado onde reside. A inscrição foi indeferida, em razão de

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Fernanda ser serventuária do Tribunal de Justiça do estado. Fernanda
recorreu da decisão, alegando que preenche todos os requisitos
exigidos em lei para a inscrição de estagiário e que o exercício de cargo
incompatível com a advocacia não impede a inscrição do estudante de
Direito como estagiário.
Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de
estagiário de Fernanda?
a) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a
advocacia e não com a realização de estágio.
b) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o
exercício da advocacia também devem ser observadas quando do
requerimento de inscrição de estagiário.
c) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não
é incompatível com a advocacia, menos ainda com a realização de
estágio.
d) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de
Direito podem requerer inscrição como estagiários.
Fernanda exerce atividade incompatível com a advocacia, uma
vez que é serventuária do Tribunal de Justiça.

Veja o que diz o art. 9º do EAOAB:

Art. 9º Para inscrição como estagiário é necessário: I - preencher


os requisitos mencionados nos incisos I, III, V, VI e VII do art. 8º; II -
ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.

Logo, é necessário para a inscrição como estagiário preencher os


incisos do art. 8º, inclusive o V que dispõe: Art. 8º inc. V - não exercer
atividade incompatível com a advocacia.

Gabarito – Letra B.

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6. Resumo da aula

Vamos aos principais pontos abordados nessa nossa aula. Use o


resumo da aula na semana que anteceder a sua prova, para que o
estudo venha a sua mente quando estiver marcando o gabarito de seu
Exame de Ordem.
A Lei 8.906 em seu artigo 8º estabelece que, para a inscrição como
advogado, é necessário preencher os seguintes requisitos:
1. CAPACIDADE CIVIL;
2. DIPLOMA OU CERTIDÃO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO,
OBTIDO EM INSTITUIÇÃO DE ENSINO OFICIALMENTE
AUTORIZADA E CREDENCIADA;
3. TÍTULO DE ELEITOR E QUITAÇÃO DO SERVIÇO MILITAR,
SE BRASILEIRO;
4. APROVAÇÃO EM EXAME DE ORDEM;
5. NÃO EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL COM A
ADVOCACIA;
6. IDONEIDADE MORAL;
7. PRESTAR COMPROMISSO PERANTE O CONSELHO.

A inscrição principal deve ser exercida no Conselho Seccional do


domicílio profissional, nesse mesmo conselho será cobrada a
arrecadação das contribuições. Dessa forma a inscrição deve ser
realizada no Estado em que você atuará na advocacia. Não há limites
para atuação e nem para área de Direito que irá atuar. O controle e a
atualização dos dados do advogado serão efetuados pela OAB.
Lembre-se, contudo, da necessidade da inscrição suplementar,
caso a atuação em outro Estado exceda mais de cinco causas por ano.
Ocorre a transferência da inscrição principal quando o advogado
transfere o seu domicilio profissional para outro Estado.

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O advogado estrangeiro passa por uma autorização que lhe
permite, a título precário, atuar no Brasil. A única atividade que está
autorizada a fazer é a de prestar consultoria de assunto referente ao
direito de seu país, de acordo com o Provimento 91/2000.
O cancelamento é a interrupção definitiva da Inscrição do
advogado. Nos termos do art. 11 do Estatuto da OAB.

O art. 12 do Estatuto da Advocacia trata da interrupção temporária


da inscrição do advogado. O licenciamento não é definitivo, mas
temporário, após a interrupção o advogado volta a advogar. Nesse
caso, o número de inscrição mantém-se o mesmo. No licenciamento, o
advogado não advoga e nem paga a anuidade para a OAB. O
licenciamento é um benefício.
Hipóteses de licenciamento:

Art. 12. Licencia-se o profissional que:


I - assim o requerer, por motivo justificado;
II - passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com
o exercício da advocacia;
III - sofrer doença mental considerada curável.

Já a suspensão é uma pena, o advogado não pode advogar, mas


tem que pagar a anuidade.
Para a inscrição do estagiário é necessário (art. 8º):

I - capacidade civil;
III - título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
V - não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI - idoneidade moral;
VII - prestar compromisso perante o conselho.
.

Uma condição que também é exigida por lei é que o estagiário


tenha sido admitido em estágio profissional de advocacia.
O que muda nos atos do estagiário que tem a sua inscrição junto
à OAB, é que ele pode praticar isoladamente determinado atos, porém,

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a responsabilidade recai sobre o advogado. Vejamos quais são esses
atos, previstos no artigo 29 do RGOAB:

I – retirar e devolver autos em cartório, assinando a respectiva carga;


II– obter junto aos escrivães e chefes de secretarias certidões de peças
ou autos de processos em curso ou findos;
III – assinar petições de juntada de documentos a processos judiciais ou
administrativos.

O § 2º do art.29 do RGOAB ainda diz que para o exercício de


atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, quando
receber autorização ou substabelecimento do advogado.
O estagiário ainda pode utilizar as horas de sua atividade prática
supervisionada para a complementação de sua carga horária do estágio
curricular supervisionado (300 horas no total).
Chegamos ao fim da nossa aula inaugural. Espero que você tenha
gostado!
Vamos agora às questões comentadas ao longo da aula.

7. Questões

1. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVII Patrícia foi


aprovada em concurso público e tomou posse como Procuradora do
Município em que reside. Como não pretendia mais exercer a advocacia
privada, mas apenas atuar como Procuradora do Município, pediu o
cancelamento de sua inscrição na OAB.
A partir da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta.
A) Patrícia não agiu corretamente, pois os advogados públicos estão
obrigados à inscrição na OAB para o exercício de suas atividades.
B) Patrícia não agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o
licenciamento do exercício da advocacia e não o cancelamento de sua
inscrição.
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C) Patrícia poderia ter pedido o licenciamento do exercício da advocacia,
mas nada a impede de pedir o cancelamento de sua inscrição, caso não
deseje mais exercer a advocacia privada.
D) Patrícia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados públicos
não podem exercer a advocacia privada, estão obrigados a requerer o
cancelamento de suas inscrições.

2. (CESPE - 2012 - IX - Exame de Ordem Unificado) Sávio,


aluno regularmente matriculado em Escola de Direito, obtém a sua
graduação e, logo a seguir, aprovação no Exame de Ordem. Por força
de movimento grevista na sua instituição, o diploma não pode ser
expedido. A respeito da inscrição no quadro de advogados, consoante
as normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB,
assinale a afirmativa correta.
A) O diploma é essencial para a inscrição nos quadros da Ordem
dos Advogados.
B) O bacharel, diante do impedimento de apresentar o diploma,
deve apresentar declaração de autoridade certificando a conclusão do
curso.
C) A Ordem, diante do movimento grevista comprovado, poderá
acolher declaração de próprio punho do requerente afirmando ter obtido
grau.
D) O bacharel em Direito deve apresentar certidão de conclusão de
curso e histórico escolar autenticado.
3. (FGV - 2011 - OAB) Semprônio reside no Estado W, onde
mantém o seu escritório de advocacia, mas requer sua inscrição
principal no Estado K, onde, em alguns anos, pretende estabelecer
domicílio. No concernente ao tema, à luz das normas estatutárias, é
correto afirmar que

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a) o advogado pode eleger qualquer seccional para inscrição
principal ao seu arbítrio.
b) o Conselho Federal pode autorizar a inscrição principal fora da
sede do escritório do advogado.
c) na dúvida entre domicílios, prevalece o da sede principal do
exercício da advocacia.
d) a inscrição principal está subordinada ao domicílio profissional
do advogado.

4. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV Ao requerer


sua inscrição nos quadros da OAB, Maria assinou e apresentou
declaração em que afirmava não exercer cargo incompatível com a
advocacia. No entanto, exercia ela ainda o cargo de Oficial de Justiça no
Tribunal de Justiça do seu Estado. Pouco tempo depois, já bem sucedida
como advogada, pediu exoneração do referido cargo. No entanto, um
desafeto seu, tendo descoberto que Maria, ao ingressar nos quadros da
OAB, ainda exercia o cargo de Oficial de Justiça, comunicou o fato à
entidade, que abriu processo disciplinar para apuração da conduta de
Maria, tendo ela sido punida por ter feito falsa prova de um dos
requisitos para a inscrição na OAB. De acordo com o EAOAB, assinale a
opção que indica a penalidade que deve ser aplicada a Maria.
A) Maria não deve ser punida porque, ao tempo em que os fatos foram
levados ao conhecimento da OAB, ela já não mais exercia cargo
incompatível com a advocacia.
B) Maria não deve ser punida porque o cargo de Oficial de Justiça não é
incompatível com o exercício da advocacia, não tendo Maria, portanto,
feito prova falsa de requisito para inscrição na OAB.
C) Maria deve ser punida com a pena de suspensão, pelo prazo de
trinta dias.
D) Maria deve ser punida com a pena de exclusão dos quadros da OAB.

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5. (FGV - 2012 - IX - Exame de Ordem Unificado) José da


Silva, advogado renomado, é acometido por doença mental considerada
pela unanimidade dos médicos como incurável, perdendo suas
faculdades de discernimento e sendo considerado absolutamente
incapaz por sentença judicial. Nos termos das regras estatutárias, sua
inscrição como advogado será
A) suspensa até laudo médico sobre a doença portada.
B) cancelada diante da incurabilidade da doença.
C) extinta por decisão de junta médica convocada para tal fim.
D) suspensa temporariamente para avaliação pelo Conselho
Seccional.

6. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2013 / XII - Ângelo,


comandante das Forças Especiais do Estado “B”, é curioso em relação
às normas jurídicas, cuja aplicação acompanha na seara castrense, já
tendo atuado em órgãos julgadores na sua esfera de atuação. Mantendo
a sua atividade militar, obtém autorização especial para realizar curso
de Direito, no turno da noite, em universidade pública, à qual teve
acesso pelo processo seletivo regular de provas. Ângelo consegue obter
avaliação favorável em todas as disciplinas até alcançar o período em
que o estágio é permitido. Ele pleiteia sua inscrição no quadro de
estagiários da OAB e que o mesmo seja realizado na Justiça Militar.
Com base no caso narrado, nos termos do Estatuto da Advocacia,
assinale a afirmativa correta.
A) O estágio é permitido, desde que ocorra perante a Justiça Militar
especializada.

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B) O estágio é permitido, mas, por tratar-se de função incompatível, é
vedada a inscrição na OAB.
C) O estágio poderá ocorrer, mediante autorização especial da Força
Armada respectiva.
D) O estágio possui uma categoria especial que limita a atuação em
determinados processos.

7. (CESPE - 2012 - IX - Exame de Ordem Unificado) Marcio é


estagiário de Direito regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do
Brasil e atua sob supervisão da advogada Helena. Atuando em
determinado processo, a advogada substabelece ao estagiário os
poderes que lhe foram conferidos pelo cliente.
A respeito do caso apresentado, consoante as normas do
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a
afirmativa correta.
A) O estagiário poderá retirar os autos do cartório
conjuntamente com a advogada.
B) Os atos do estagiário ocorrem sob a supervisão e
responsabilidade da advogada.
C) As petições apresentadas no processo terão a subscrição
conjunta da advogada inclusive de juntada de documentos.
D) O estagiário poderá realizar audiências judiciais
autonomamente sem a presença da advogada.

8. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Ferrari é aluno destacado no


curso de Direito, tendo, no decorrer dos anos, conseguido vários títulos
universitários, dentre eles, medalhas e certificados. Indicado para
representar a Universidade em que estudou, foi premiado em evento
internacional sobre arbitragem. A repercussão desse fato aumentou seu
prestígio e, por isso, recebeu numerosos convites para trabalhar em
diversos escritórios de advocacia.

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Aceito o convite de um deles, passou a redigir minutas de
contratos, sempre com supervisão de um advogado. Após um ano de
estágio, conquistou a confiança dos advogados do seu setor e passou a
ter autonomia cada vez maior. Diante dessas circunstâncias, passou a
chancelar contratos sem a interferência de advogado.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, o estagiário deve atuar
A) autonomamente, após um ano de estágio.
B) conjuntamente com um advogado, em todos os atos da
advocacia.
C) autonomamente, em alguns atos permitidos pelo advogado.
D) vinculado ao advogado em atos judiciais, mas não em atos
contratuais.
9. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVIII - Fernanda,
estudante do 8º período de Direito, requereu inscrição junto à Seccional
da OAB do estado onde reside. A inscrição foi indeferida, em razão de
Fernanda ser serventuária do Tribunal de Justiça do estado. Fernanda
recorreu da decisão, alegando que preenche todos os requisitos
exigidos em lei para a inscrição de estagiário e que o exercício de cargo
incompatível com a advocacia não impede a inscrição do estudante de
Direito como estagiário.
Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de
estagiário de Fernanda?
a) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a
advocacia e não com a realização de estágio.
b) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o
exercício da advocacia também devem ser observadas quando do
requerimento de inscrição de estagiário.
c) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não
é incompatível com a advocacia, menos ainda com a realização de
estágio.

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d) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de
Direito podem requerer inscrição como estagiários.

Gabarito:
1. A
2. D
3. D
4. D
5. B
6. B
7. B
8. B
9. B

8. Referências

BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o


Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL.Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994.Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.
LÔBO. Paulo Luiz Netto. Comentários ao Estatuto da
Advocacia e da OAB. – 3. ed. rev. e atual. – São Paulo : Saraiva.
2002.
MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da
Ordem, 1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012,
Método.

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Aula 01

Estatuto e Ética do Advogado p/ XXI Exame de Ordem - OAB


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AULA 01: Atividade de advocacia e Dos
Direitos do Advogado

SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO À AULA 01 2

2. DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA 2

3. DOS DIREITOS DO ADVOGADO 14

3.1DA DEFESA JUDICIAL DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS 32

4. RESUMO DA AULA 49

5. QUESTÕES 51

6. REFERÊNCIAS 74

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Twitter: @danielmqt e-mail:danielmesquita@estrategiaconcursos.com.br Facebook: Daniel Mesquita
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1. Introdução à aula 01

Nessa nossa Aula 01 apresentaremos o estudo da atividade de


advocacia e dos direitos do advogado.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Da atividade de advocacia

O Estatuto da Advocacia e da Ordem do Brasil foi instituído pela Lei


8.906/1994. Com o advento da Constituição Federal, fez-se necessário
a regulamentação da atividade de advocacia para que fossem atendidas
as exigências estabelecidas pela Constituição de 1988.
Importante que você tenha em mente, desde já, o texto
constitucional que determinou a regulamentação da profissão de
advogado:

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo


inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos
limites da lei.

A partir do texto constitucional, que afirma que o advogado é


indispensável à administração da justiça, veio o art. 2º da Lei 8.906/94:

Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.


§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e
exerce função social.
§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de
decisão favorável ao seu constituinte, ao convencimento do julgador, e
seus atos constituem múnus público.
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e
manifestações, nos limites desta lei.

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Perceba que além de informar que o advogado é indispensável à
administração da justiça, o dispositivo informa que o advogado presta
serviço público e exerce função social, que seus atos constituem
munus público e que o advogado, no exercício da profissão é
inviolável por seus atos e manifestações, nos limites da lei.
Não ignore essas características do exercício da profissão de
advogado, elas caem em quase todos os Exames de Ordem!
Mas o que vêm a ser, efetivamente, as “atividades privativas de
advocacia”?
O Estatuto define quais são essas atividades, são elas:
1. As atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
2. A postulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados
especiais;
Não se esqueça dessas duas palavras-chave que bem resumem em
que consiste a atividade privativa do advogado:

CONSULTORIA + POSTULAÇÃO

Mas toda e qualquer postulação é privativa de advogado?


Não, meus caros, muito cuidado.
Quando de sua edição, o art. 1º do estatuto dizia assim “ I - a
postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados
especiais;”.Com o julgamento da ADIN 1.127-8, a expressão “qualquer”
foi considerada inconstitucional, tendo em vista que em algumas
situações não é necessário a presença do advogado para a postulação.
ATENÇÃO: As situações em que não é necessário o advogado
postular são:
a) Juizados especiais cíveis –até 20 salários mínimos.
b) Impetração de habeas corpus
c) Art. 791 CLT- Justiça do Trabalho. Aqui existe o “jus
postulandi”, que é a capacidade da parte por si só, independente de
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advogado, ingressar com a ação na justiça do trabalho. Só abrindo um
parêntese,o TST já sumulou que o “jus postulandi” limita-se às Varas do
Trabalho e TRT, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o
mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal
Superior do Trabalho.
Os estagiários de advocacia, inscritos na OAB, também podem
praticar as atividades privativas da advocacia juntamente com o
advogado e sob a responsabilidade deste. Veremos adiante que os
estagiários podem praticar alguns atos sem a presença do advogado.
Ainda no ponto em que define as atividades privativas da
advocacia, o Estatuto informa que os atos e contratos constitutivos de
pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a
registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados.
Tais atos e contratos devem resultar da efetiva constatação, pelo
profissional que os examinar, de que os respectivos instrumentos
preenchem as exigências legais pertinentes.
Atenção! Nesses atos de registro de contratos constitutivos de
pessoas jurídicas, está impedido de exercer a advocacia os advogados
que prestem serviços a órgãos ou entidades da Administração Pública
direta ou indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta
Comercial, ou a quaisquer repartições administrativas competentes para
o mencionado registro. (RGOAB- Art. 2º, § único).
O último dispositivo que a lei traz sobre o conceito de atividade
privativa de advogado é a determinação de que essa atividade não pode
ser divulgada em conjunto com outra atividade. Por exemplo, um
escritório de contabilidade não pode fazer uma propaganda divulgando
que também presta serviço de advocacia e vice-versa.
E quem pode exercer a atividade de advocacia no território
brasileiro?
A simples graduação no curso de Direito não traz a qualificação de
advogado, o exercício da atividade de advocacia no território brasileiro
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e a denominação de advogado são privativos dos inscritos na Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB).
Também exercem advocacia, sujeitando-se ao regime da Lei
8.906/94 além do seu regime próprio, os integrantes:
d) Da Advocacia-Geral da União,
e) Da Procuradoria da Fazenda Nacional,
f) Da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias Jurídicas
dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e
g) Das respectivas entidades de administração indireta e
fundacional.
Obs.: Tais integrantes da advocacia pública são elegíveis e podem
integrar qualquer órgão da OAB, conforme art. 9 § único- RGOAB.
O Regimento Geral, em seu artigo 7º, estabeleceu que a função de
diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada
ou paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativa de
advogado, não podendo ser exercida por quem não se encontre
inscrito regularmente na OAB.
E se alguém não inscrito praticar esses atos, professor?
Os atos privativos de advogados praticados por pessoa não
inscrita na OAB são declarados NULOS sem prejuízo de
sanções civis, penais e administrativas, assim como os atos, praticado
por advogado que se encontra impedido (suspenso, licenciado ou que
passar a exercer atividade incompatível com a advocacia).
Dessa forma, os atos privativos de advocacia, por profissionais e
sociedades não inscritos na OAB, constitui

EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

O Regulamento Geral do Estatuto e da OAB proíbe, ainda, o


advogado de prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas para
terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB (art.
4º, § único). Isso quer dizer que o advogado empregado não pode
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utilizar de uma empresa que não possa ser registrada junto a OAB
como seu escritório particular.
Para terminar esse assunto, leia o artigo 5º da Lei 8.906/94:

Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do


mandato.
§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração,
obrigando-se a apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por
igual período.
§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar
todos os atos judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que
exijam poderes especiais.
§ 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez
dias seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante,
salvo se for substituído antes do término desse prazo.

Perceba que esse dispositivo regulamenta o uso da procuração.


Para postular em juízo ou fora dele o advogado deve juntar o
instrumento de mandato (= a procuração). Somente se o ato for
urgente é que o advogado pode peticionar sem procuração. Contudo, o
instrumento de mandato deve ser juntado em 15 dias.
CUIDADO: A renúncia ao mandato não se opera imediatamente. O
advogado que renunciar deve notificar o cliente da renúncia e só vai se
eximir da obrigação de representar o mandante após dez dias contados
da notificação.
Por fim, você não pode encerrar o estudo desse tópico sem ter em
mente a distinção entre atividade privativa da advocacia e efetivo
exercício da atividade de advocacia.
A atividade privativa da advocacia, como vimos, é a
consultoria, assessoria e direção jurídica, bem como a postulação
a órgão do Poder Judiciário e aos juizados.
O efetivo exercício da atividade de advocacia, por sua vez,
segundo o Regulamento Geral do Estatuto e da OAB é a participação
anual mínima em cinco atos privativos em causas ou questões

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distintas. O § único do artigo 5º do Regulamento descreve as formas de
comprovação do efetivo exercício de advocacia:
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado
exerça função privativa do seu ofício, indicando os atos
praticados.
Vamos começar a treinar? Com essas poucas linhas estudadas você
já seria capaz de acertar algumas questões do Exame de Ordem.

Questões da
OAB

1. (FGV - 2012 - OAB – IX Exame de Ordem Unificado)Laura,


advogada na área empresarial, após concluir o mestrado em renomada
instituição de ensino superior, é convidada para integrar a equipe de
assessoria jurídica da empresa K S/A . No dia da entrevista final, é
inquirida pelo Gerente Jurídico da empresa, bacharel em Direito, sem
inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de o mesmo ter
logrado êxito no Exame de Ordem. Observado tal relato, consoante as
normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB,
assinale a afirmativa correta.
A) O bacharel em Direito pode exercer as funções de Gerência
Jurídica mesmo que não tenha os requisitos para ingresso na Ordem
dos Advogados.
B) A função de Gerente Jurídico é privativa de advogados com
regular inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados.
C) O bacharel em Direito, caso preencha os requisitos legais,
inclusive aprovação em Exame de Ordem, pode exercer funções de
Gerente Jurídico antes da inscrição na Ordem dos Advogados.

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D) A função de Gerente Jurídico, como é de confiança da empresa,
pode ser exercida por quem não tem formação na área.
Nesta questão não temos o que discutir o Regimento Geral, foi bem
claro em seu artigo 7º, ao estabelecer que a função de diretoria e
gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou
paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativa de
advogado, não podendo ser exercida por quem não se encontre
inscrito regularmente na OAB.
Gabarito: Letra “b”.

2. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado)


Paulo, bacharel em Direito, exerceu relevantes cargos no Poder
Executivo das três esferas de Governo, adquirindo profundo
conhecimento sobre as atividades internas da Administração Pública.
Após aposentar-se, sem requerer inscrição nos quadros da OAB,
estabelece serviço de consultoria jurídica, tendo angariado vários
clientes desde o período da inauguração da sua atividade.
De acordo com o narrado e observadas as normas estatutárias,
assinale a afirmativa correta.
A) Dentre as atividades privativas do advogado incluem-se a
postulação judicial e a assessoria jurídica, mas não a consultoria.
B) O bacharel em Direito aposentado não tem vedado qualquer
prática de atividade jurídica, mesmo não inscrito nos quadros da OAB.
C) O advogado atua na atividade judicial pugnando pela defesa dos
interesses dos seus clientes e na consultoria jurídica
D) As atividades privativas do advogado incluem a assessoria
jurídica, a direção jurídica e a atuação nos Juizados Especiais.
O Estatuto nos fala:

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Art. 1º São atividades privativas de advocacia:


I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos
juizados especiais; (Vide ADIN 1.127-8)
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção
jurídicas.

Observe que a consultoria está entre as atividades privativas de


advocacia. Letra “a” errada.
O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a
denominação de advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB). Letra “b” errada.
Os Juizados Especiais admitem a postulação em juízo sem
advogado, se a demanda for de valor abaixo de 20 salários mínimos
(art. 9º da Lei nº 9.099/95), por isso a letra “d” está errada.
O gabarito é a letra “c”.

3. (OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI Bernardo é


bacharel em Direito, mas não está inscrito nos quadros da Ordem dos
Advogados do Brasil, apesar de aprovado no Exame de Ordem. Não
obstante, tem atuação na área de advocacia, realizando consultorias e
assessorias jurídicas.
A partir da hipótese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da
Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) Tal conduta é permitida, por ter o bacharel logrado aprovação no
Exame de Ordem.
B) Tal conduta é proibida, por ser equiparada à captação de clientela.
C) Tal conduta é permitida mediante autorização do Presidente da
Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.
D) Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na
Ordem dos Advogados do Brasil.

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A realização de Consultorias e Assessorias Jurídicas são atividades
exclusivas de advogados. Neste caso, Bernardo é somente bacharel e
está praticando o exercício irregular da profissão.
Veja como o EAOAB trata o assunto em seu art. 1º inc. II - São
atividades privativas de advocacia: II - as atividades de consultoria,
assessoria e direção jurídicas. e art. 3º - “O exercício da atividade de
advocacia no território brasileiro e a denominação de advogado são
privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”.
Gabarito – Letra D.

4. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado)Caio,


próspero comerciante, contrata, para prestação de serviços profissionais
de advocacia, Mévio, que se apresenta como advogado. O cliente
outorga a devida procuração com poderes gerais para o foro. Usando o
referido instrumento, ocorre a propositura de ação judicial em face de
Trácio. Na contestação, o advogado do réu alega vício na
representação, uma vez que Mévio não possui registro na OAB,
consoante certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal
circunstância, é correto afirmar que
a) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer
dispositivo legal.
b) verificada a ausência de inscrição profissional, deverá ser
outorgado prazo para sua regularização.
c) os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados
por pessoa não inscrita na OAB.
d) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de
atos sancionatórios.
Pessoal, eu fui bem claro quando disse que os atos privativos de
advogados praticados por pessoa não inscrita na OAB são NULOS sem
prejuízo de sanções civis, penais e administrativas.
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Gabarito: Letra “c”.

5. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Cláudio, advogado com


vasta experiência profissional, é contratado pela sociedade LK Ltda.
para gerenciar a carteira de devedores duvidosos, propondo acordos e,
em último caso, as devidas ações judiciais. Após um ano de sucesso na
empreitada, Cláudio postula aumento nos seus honorários, o que vem a
ser recusado pelos representantes legais da sociedade. Insatisfeito com
o desenrolar dos fatos, Cláudio comunica que irá renunciar aos
mandatos que lhe foram conferidos, notificando pessoalmente os
representantes legais da sociedade que apuseram o seu ciente no ato
de comunicação. Dez dias após, a sociedade contratou novos
advogados, que assumiram os processos em curso.
Observado tal relato, baseado nas normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) A comunicação da renúncia do mandato não pode ser pessoal,
para evitar conflitos com o cliente.
B) A renúncia ao mandato deve ser comunicada ao cliente,
preferencialmente mediante carta com aviso de recepção.
C) O advogado deve comunicar a renúncia ao mandato diretamente
ao Juízo da causa, que deverá intimar a parte.
D) O advogado não tem o dever de comunicar à parte a renúncia
ao mandato judicial ou extrajudicial.
Conforme artigo 6º do Regulamento Geral:

Art. 6º O advogado deve notificar o cliente da renúncia ao mandato (art.


5º, § 3º, do Estatuto), preferencialmente mediante carta com aviso de
recepção, comunicando, após, o Juízo.

Gabarito: Letra “b”.


6. (FGV – OAB –XI Exame- 2013)Christiana, advogada recém-
formada, está em dúvida quanto ao seu futuro profissional, porque,

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embora possua habilidade para a advocacia privada, teme a natural
instabilidade da profissão. Por força dessas circunstâncias, pretende
obter um emprego ou cargo público que lhe permita o exercício
concomitante da profissão que abraçou. Por força disso, necessita,
diante dos requisitos usualmente exigidos, comprovar sua efetiva
atividade na advocacia.
Diante desse contexto, de acordo com as normas do Regulamento
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) O efetivo exercício da advocacia comprova-se pela atuação em
um processo por ano, desde que o advogado subscreva uma peça
privativa de advogado.
B) O efetivo exercício da advocacia exige a atuação anual mínima
em cinco causas distintas, que devem ser comprovadas por cópia
autenticada de atos privativos.
C) A atividade efetiva da advocacia, como representante judicial ou
extrajudicial, cinge-se a dois atos por ano.
D) O advogado deve comprovar, anualmente, a atuação em atos
privativos, mediante declaração do Juiz onde atue, de três atos
judiciais.

Art. 5º Considera-se efetivo exercício da atividade de advocacia a


participação anual mínima em
cinco atos privativos previstos no artigo 1º do Estatuto, em causas ou
questões distintas.
Parágrafo único. A comprovação do efetivo exercício faz-se mediante:
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função
privativa do seu
ofício, indicando os atos praticados.

Gabarito: Letra “b”.

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7. (FGV – OAB –X Exame- 2013)O advogado Mário pertence
aos quadros da sociedade de economia mista controlada pelo Estado W,
na qual chefia o Departamento Jurídico. Não existe óbice para a
prestação de serviços de advocacia privada, o que ocorre no escritório
que possui no centro da capital do Estado, em horário diverso do
expediente na empresa. Um dos seus clientes realiza contrato para que
Mário aponha o seu visto em ato constitutivo de pessoa jurídica, em
Junta Comercial cuja sede está localizada na capital do Estado W.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) As circunstâncias indicam que não existe óbice para a aposição
do visto nos referidos atos.
B) O fato de chefiar Departamento Jurídico de empresa, seja de
que natureza for, constitui elemento impeditivo da aposição do visto.
C) O exercício da advocacia no local da sede da Junta Comercial é
impeditivo para a aposição do visto.
D) A atuação em sociedade de economia mista estadual impede a
aposição do visto contratado.

Veremos os impedimentos dos advogados, mas o regulamento ao


tratar da Atividade da Advocacia em Geral, traz um rol de impedidos de
exercer a atividade da advocacia no art. 2º parágrafo único:

Parágrafo único. Estão impedidos de exercer o ato de advocacia referido


neste artigo os advogados que prestem serviços a órgãos ou entidades
da Administração Pública direta ou indireta, da unidade federativa a que
se vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer repartições administrativas
competentes para o mencionado registro.

Gabarito: Letra “d”.

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3. Dos Direitos do Advogado

O Estatuto da OAB deixa claro que NÃO há hierarquia nem


subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério
Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos
(art. 6º).
Além disso, as autoridades, os servidores públicos e os
serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da
profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e
condições adequadas a seu desempenho.
Vejamos quais são os direitos do advogado, de acordo com o art.
7º do Estatuto:
I - exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional;

Isso quer dizer que independente do local onde é inscrito, o


advogado tem total liberdade de exercer sua profissão.
Logo mais estudaremos a inscrição do advogado, mas só para que
você já tome conhecimento, o art. 10, §2º, nos fala que se o advogado
exercer habitualmente a profissão, em outro território, considerando-se
habitualidade a intervenção judicial que exceder de cinco causas por
ano, deverá promover a inscrição suplementar nos Conselhos
Seccionais dos devidos territórios.
Por exemplo, se você abre seu escritório em São Paulo e se
inscreve na OAB-SP, você poderá ter ações em Minas Gerais. Contudo,
se você tiver mais de cinco causas por ano em Minas, você terá que
promover a sua inscrição suplementar em Minas. Assim, você terá
inscrição em SP e em MG.
Vamos ao segundo direito do advogado.

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II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como


de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita,
eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da
advocacia;

Neste inciso teremos uma exceção, presentes indícios de


autoria e materialidade da prática de crime por parte de
advogado, a autoridade judiciária competente poderá decretar a
quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II, em decisão
motivada, expedindo mandado de busca e apreensão, específico e
pormenorizado, a ser cumprido na presença de representante da
OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a utilização dos
documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a clientes do
advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho
que contenham informações sobre clientes (art. 7º, §6º, do
Estatuto da Advocacia).
E agora vem a exceção da exceção! Caso o cliente esteja
formalmente sendo investigado como partícipe ou co-autor pela prática
do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade, de que
acabamos de tratar, a busca poderá ser estendida sobre informações do
cliente.

III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente,


mesmo sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou
recolhidos em estabelecimentos civis ou militares, ainda que
considerados incomunicáveis;

Independente de procuração o advogado poderá se comunicar


com o seu cliente preso, detido ou recolhido!

IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante,


por motivo ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto
respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação
expressa à seccional da OAB;

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Aqui você deve perceber uma distinção básica. Leia com atenção o
quadro para saber quando a OAB é só comunicada e quando ela deve
estar presente no ato da prisão:

FORA DO EXERCÍCIO NO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA


DA ADVOCACIA

A OAB será 1º) Só cabe prender se o crime for


comunicada do fato. inafiançável.
2) A OAB tem que estar presente na lavratura
do auto de prisão sob pena de nulidade, se a
OAB for comunicada e não encaminhar nenhum
representante dá-se continuidade ao ato.

A OAB deverá enviar um representante em tempo hábil, caso


contrário, a prisão em flagrante poderá ser efetuada e o ato não será
nulo.
Acompanhe, com ATENÇÃO, o seguinte direito do advogado:

V - não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em


julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e
comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua
falta, em prisão domiciliar; (Vide ADIN 1.127-8)

VEJA BEM!!!! A prerrogativa só vale para antes do trânsito em


julgado da sentença criminal!
Professor, e o que vem a ser sala de Estado Maior?
A sala de Estado Maior foi bem definida pelo Supremo Tribunal
Federal no julgamento da Reclamação 4535, noticiado no informativo
STF nº 468. Leia com atenção o resumo do julgado:

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Por Estado-Maior se entende o grupo de oficiais que assessoram o


Comandante de uma organização militar (Exército, Marinha,
Aeronáutica, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar); assim sendo,
“sala de Estado-Maior” é o compartimento de qualquer
unidade militar que, ainda que potencialmente, possa por
eles ser utilizado para exercer suas funções. 2. A distinção
que se deve fazer é que, enquanto uma “cela” tem como finalidade
típica o aprisionamento de alguém –e, por isso, de regra contém
grades -, uma “sala” apenas ocasionalmente é destinada para esse
fim. 3. De outro lado, deve o local oferecer “instalações e
comodidades condignas”, ou seja, condições adequadas de higiene
e segurança.

Como se vê, a sala de Estado Maior é uma sala usada para o


exercício das funções do grupo de oficiais que assessoram o
Comandante de uma organização militar. Desse modo, essa sala, ao
contrário de uma cela, não possui grades.

Questão da
OAB

8. (OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIII - Abel, por


força de suas atividades como advogado, comparece à audiência
designada para ocorrer às 13 horas. Aguarda algum tempo, mas não
recebe qualquer notícia do início dos trabalhos forenses. Nesse caso,
consoante o Estatuto da Advocacia, protocolizando comunicação em
juízo, pode retirar-se do recinto passados
A) vinte minutos do horário designado.
B) trinta minutos do horário designado.
C) quarenta minutos do horário designado.
D) cinquenta minutos do horário designado.
O art. 7º inc. XX EAOAB estabelece que: “retirar-se do recinto onde
se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos
do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a
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autoridade que deva presidir a ele, mediante comunicação protocolizada
em juízo”.
Gabarito – Letra B.

9. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV O advogado


Antônio de Souza encontra-se preso cautelarmente, em cela comum,
por força de decreto de prisão preventiva proferido no âmbito de ação
penal a que responde por suposta prática de reiteradas fraudes contra a
Previdência. O advogado de Antônio requereu ao magistrado que
decretou a prisão a transferência de seu cliente para sala de estado-
maior. Como não havia sala de estado-maior disponível na localidade, o
magistrado determinou que Antônio deveria permanecer em prisão
domiciliar até que houvesse sala de estado-maior disponível. Sobre a
decisão do magistrado, assinale a opção correta.
A) O magistrado decidiu corretamente, pois, de acordo com o
EAOAB, é direito do advogado não ser recolhido preso, antes de
sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado-maior e, na
sua falta, em prisão domiciliar.
B) O magistrado não decidiu corretamente, pois o advogado, assim
como qualquer outro cidadão que tenha concluído curso superior, tem
direito a ser recolhido preso em prisão especial, mas não em sala de
estado-maior, que apenas é garantida a magistrados e membros do
Ministério Público.
C) O magistrado decidiu corretamente, devendo o advogado
permanecer em prisão domiciliar, mesmo havendo sala de Estado
Maior, após eventual trânsito em julgado de sua condenação.
D) O magistrado não decidiu corretamente, pois o advogado
apenas tem direito a não ser recolhido preso, antes de sentença
transitada em julgado, em sala de estado-maior e, na sua falta, em
prisão domiciliar, quando o crime que lhe esteja sendo imputado
decorra do exercício regular da profissão de advogado.
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A sala de Estado Maior foi bem definida pelo Supremo Tribunal
Federal no julgamento da Reclamação 4535, noticiado no informativo
STF nº 468. Leia com atenção o resumo do julgado:

Por Estado-Maior se entende o grupo de oficiais que assessoram o


Comandante de uma organização militar (Exército, Marinha,
Aeronáutica, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar); assim sendo, “sala
de Estado-Maior” é o compartimento de qualquer unidade
militar que, ainda que potencialmente, possa por eles ser
utilizado para exercer suas funções. 2. A distinção que se deve
fazer é que, enquanto uma “cela” tem como finalidade típica o
aprisionamento de alguém –e, por isso, de regra contém grades -,
uma “sala” apenas ocasionalmente é destinada para esse fim. 3. De
outro lado, deve o local oferecer “instalações e comodidades
condignas”, ou seja, condições adequadas de higiene e segurança.

Como se vê, a sala de Estado Maior é uma sala usada para o


exercício das funções do grupo de oficiais que assessoram o
Comandante de uma organização militar. Desse modo, essa sala, ao
contrário de uma cela, não possui grades.
Gabarito – Letra A.

10. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV Às 15h15, o


advogado Armando aguardava, no corredor do fórum, o início de uma
audiência criminal designada para as 14h30. A primeira audiência do
dia havia sido iniciada no horário correto, às 13h30, e a audiência da
qual Armando participaria era a segunda da pauta daquela data.
Armando é avisado por um serventuário de que a primeira audiência
havia sido interrompida por uma hora para que o acusado, que não se
sentira bem, recebesse atendimento médico, e que, por tal motivo,
todas as demais audiências do dia seriam iniciadas com atraso. Mesmo
assim, Armando informa ao serventuário que não iria aguardar mais,
afirmando que, de acordo com o EAOAB, tem direito, após trinta
minutos do horário designado, a se retirar do recinto onde se encontre
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aguardando pregão para ato judicial. A partir do caso apresentado,
assinale a opção correta.
A) Armando poderia se retirar do recinto, pois o advogado tem o
direito de não aguardar por mais de trinta minutos para a realização de
ato judicial.
B) Armando não poderia se retirar do recinto, pois a autoridade
que presidiria o ato judicial do qual Armando participaria estava
presente.
C) Armando não poderia se retirar do recinto, pois a prerrogativa
por ele invocada não é válida para audiências criminais.
D) Armando poderia se retirar do recinto, pois não deu causa ao
atraso da audiência.
Letra (A) Alternativa errada, pois Armando não poderia se retirar
do recinto, uma vez que a autoridade do ato judicial estava presente.
Letra (B) Alternativa correta, uma vez que se a autoridade que
presidiria o ato estava presente, é dever do advogado aguardar até que
se inicie sua audiência. Art.7º inc. XX EAOAB.
Letra (C) Alternativa errada. Independente se a audiência for
criminal ou civil, deve aguardar até que o magistrado inicie a audiência,
conforme estabelece o art. 7º inc. XX EAOAB.
Letra (D) Alternativa errada. Mesmo que não tenha dado causa ao
atraso é dever do advogado aguardar até que magistrado inicie a
audiência. Ele poderia ir embora, caso o magistrado não estivesse no
local da audiência, após 30 minutos, conforme estabelece o 7º inc. XX
EAOAB.
Gabarito – Letra B.

11. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI Isabella,


advogada atuante na área pública, é procurada por cliente que deseja
contratá-la e que informa a existência de processo já terminado, no
qual foram debatidos fatos que poderiam interessar à nova causa. Antes
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de realizar o contrato de prestação de serviços, dirige requer vista dos
autos findos, não anexando instrumento de mandato. Nesse caso,
consoante o Estatuto da Advocacia, a advogada pode
A) ter vista dos autos somente no balcão do cartório.
B) ter vista dos autos no local onde se arquivam os autos.
C) retirar os autos de cartório por dez dias.
D) retirar os autos, se anexar instrumento de mandato.
Letra (A) Alternativa errada, uma vez que a advogada pode retirar
os autos de cartório por 10 dias.
Letra (B) Alternativa errada, uma vez que a advogada pode retirar
os autos de cartório por 10 dias.
Letra (C) Alternativa correta, pois está em conformidade com o art.
7º inc. XVI dispõe que: “retirar autos de processos findos, mesmo sem
procuração, pelo prazo de dez dias”.
Letra (D) Alternativa correta, uma vez que poderá retirar os autos,
independente se anexar instrumento de mandato ou não.
Gabarito – Letra C.

12. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVII A advogada


Maria foi presa em flagrante por furto cometido no interior de uma loja
de departamentos. Na Delegacia, teve a assistência de advogado por
ela constituído. O auto de prisão foi lavrado sem a presença de
representante da Ordem dos Advogados do Brasil, fato que levou o
advogado de Maria a arguir sua nulidade. Sobre a hipótese, assinale a
afirmativa correta.
A) O auto de prisão em flagrante não é nulo, pois só é obrigatória a
presença de representante da OAB quando a prisão decorre de motivo
ligado ao exercício da advocacia.
B) O auto de prisão em flagrante não é nulo, pois a presença de
representante da OAB é facultativa em qualquer caso, podendo sempre
ser suprida pela presença de advogado indicado pelo preso.
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C) O auto de prisão em flagrante é nulo, pois advogados não
podem ser presos por crimes afiançáveis.
D) O auto de prisão em flagrante é nulo, pois a presença de
representante da OAB em caso de prisão em flagrante de advogado é
sempre obrigatória.
O EAOAB em seu art. 7º § 3º dispõe que: “São direitos do
advogado: § 3º O advogado somente poderá ser preso em flagrante,
por motivo de exercício da profissão, em caso de crime
inafiançável, observado o disposto no inciso IV deste artigo”.
Gabarito – Letra A.

13. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVII - Gisella é


advogada recém-aprovada no Exame de Ordem e herda diversas causas
de um colega de classe que resolveu trilhar outros caminhos, deixando
numerosos processos para acompanhamento nos Juízos de primeiro
grau. Ao acompanhar uma sessão de julgamento na Câmara Cível do
Tribunal W, tem necessidade de apresentar, antes de iniciar o
julgamento, alegações escritas aos integrantes do órgão julgador, que
somente foram completadas no dia da sessão. Aguardando o início dos
trabalhos, assim que os julgadores se apresentaram para o julgamento,
a jovem advogada dirigiu-se a eles no sentido de entregar as alegações
escritas, sendo admoestada quanto à sua presença no interior da sala
de julgamento, na parte reservada aos magistrados. Nos termos do
Estatuto da Advocacia, o ingresso dos advogados nas salas de sessões
A) está restrito ao espaço da platéia.
B) depende de autorização do Presidente da Câmara.
C) é livre inclusive na parte reservada aos magistrados.
D) depende de concordância dos julgadores.
O EAOAB estabelece em seu art. 7º VI – “ingressar livremente: a) nas
salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte
reservada aos magistrados”.
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Gabarito – Letra C.

14. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI - O advogado


Antônio participava do julgamento de recurso de apelação por ele
interposto. Ao proferir seu voto, o Relator acusou o advogado Antônio
de ter atuado de forma antiética e de ter tentado induzir os julgadores a
erro. Em seguida, com o objetivo de se defender das acusações que lhe
haviam sido dirigidas, Antônio solicitou usar da palavra, pela ordem, por
mais cinco minutos, pleito que veio a ser indeferido pelo Presidente do
órgão julgador. A respeito do direito de Antônio usar a palavra
novamente, assinale a afirmativa correta.
A) Não é permitido o uso da palavra por advogado em julgamentos
de recursos de apelação.
B) É direito do advogado usar da palavra, pela ordem, mediante
intervenção sumária, para replicar acusação ou censura que lhe forem
feitas.
C) É direito do advogado intervir, a qualquer tempo e por qualquer
motivo, durante o julgamento de processos em que esteja constituído.
D) O uso da palavra, pela ordem, mediante intervenção sumária,
somente é permitido para o esclarecimento de questões fáticas.
Conforme dispõe o art. 7º inc. X é direito do advogado: “X - usar
da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante
intervenção sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em
relação a fatos, documentos ou afirmações que influam no julgamento,
bem como para replicar acusação ou censura que lhe forem feitas”.
Gabarito – Letra B.

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15. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI - João é
advogado da sociedade empresária X Ltda., atuando em diversas
causas do interesse da companhia controle da sociedade foi alienado
para estrangeira, que resolveu contratar novos profissionais em várias
áreas, inclusive a jurídica. Por força dessa circunstância, rompeu-se a
avença entre o advogado e o seu cliente. Assim, João renunciou ao
mandato em todos os processos, comunicando formalmente o ato à
cliente houve novo contrato com renomado escritório de advocacia,
que, em todos os processos, apresentou o instrumento mandato antes
do término do prazo legal à retirada do advogado anterior. Na renúncia
focalizada no enunciado, conso Advocacia, deve o advogado
A) afastar-se imediatamente após a substituição por outro
advogado.
B) funcionar como parecerista no processo pela continuidade da
representação.
C) atuar em conjunto com o advogado sucessor por quinze dias.
D) aguardar dez dias para verificar a atuação dos seus sucessores.

Letra (A) Alternativa correta. Após a substituição por outro


advogado, deve, aquele que fora constituído, afastar-se imediatamente.
Letra (B) Alternativa errada. Não poderá atuar no processo nem
como advogado nem como parecerista.
Letra (C) Alternativa errada. Deve o advogado afastar-se
imediatamente.
Letra (D) Alternativa errada. Deve o advogado afastar-se
imediatamente.
Gabarito – Letra A.

16. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Walter é advogado com


atuação no Estado W e foi surpreendido pela acusação de participar de
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evento criminoso, tendo sido decretada sua prisão cautelar, por ordem
judicial.
Com relação ao caso relatado, nos termos do Estatuto da
Advocacia, assinale a afirmativa correta.
A) O advogado deve ser apresentado ao Presidente da Seccional da
OAB ou ao seu representante.
B) O advogado ficará preso em sala de Estado-Maior ou
equivalente até o final do processo.
C) O advogado ficará restrito à sua residência, em prisão
domiciliar, até reunião da seccional da OAB.
D) O advogado sofrerá punição disciplinar pelo fato de estar
respondendo a processo criminal.
Conforme o Estatuto da OAB:

V - não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado,


senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades
condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão
domiciliar; (Vide ADIN 1.127-8)

Veja que a lei não faz referência a crime vinculado a atividade.


Trate-se de um direito do advogado.
Gabarito: Letra “B”.

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Vamos dar continuidade para compreender onde e como o
advogado pode adentrar? Leia com atenção o dispositivo:

VI - ingressar livremente:
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que
separam a parte reservada aos magistrados;
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de
justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões,
mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de
seus titulares;
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial
ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher
prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do
expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente
qualquer servidor ou empregado;
d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o
seu cliente, ou perante a qual este deva comparecer, desde que munido de
poderes especiais;
VII - permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais
indicados no inciso anterior, independentemente de licença;

Meu amigo, não passe “voando” por esse dispositivo. Ele contém
detalhes importantes.
Perceba que o advogado pode ingressar livremente nas sessões
dos tribunais mesmo além dos cancelos, ou seja, ele pode adentrar na
parte reservada aos magistrados!
Veja, ainda, que o advogado pode entrar nas secretarias de
delegacias e prisões mesmo fora do horário do expediente.
Outro direito importante que você deve levar para a sua prova:

VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de


trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra
condição, observando-se a ordem de chegada;

Grave bem isso: O advogado poderá dirigir-se DIRETAMENTEao


magistrado. E mais:NÃO PRECISA AGENDAR.
ATENÇÃO: Mesmo que não haja previsão no regimento interno do
tribunal ou na lei processual, o advogado pode usar a palavra, pela
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ordem, para esclarecer dúvida relacionada a fatos, documentos ou
afirmações que influam no julgamento.
O mesmo vale para replicar acusações ou censuras contra ele.
Também pode o advogado reclamar verbalmente (e por escrito)
contra inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento.
Assim como o advogado pode permanecer sentado ou em pé, ele
pode falar sentado ou em pé em juízo, órgão administrativo de
deliberação coletiva ou tribunal.
Caro aluno, SANGUE NOS OLHOS para esses dispositivos:

XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da


Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento,
mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a
obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos;
XIV - examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração,
autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que
conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos;
XV - ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza,
em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais;
XVI - retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo
de dez dias;

O inciso XIII traduz um direito muito utilizado pelos advogados e,


por isso, é de suma importância para a sua prova: o direito de
examinar, tirar cópia e tomar apontamentos de autos de processos
mesmo sem procuração. A procuração só é necessária para esses
atos quanto o processo estiver sujeito a sigilo.
Com relação aos autos de inquérito e de prisão em flagrante, o
advogado sem procuração tem o direito de examiná-los copiar peças e
tomar apontamentos.
Os processos já findos podem ser retirados por qualquer advogado,
mesmo sem procuração, pelo prazo de 10 dias.
Nos processos que tramitam em segredo de justiça ou nos
processos que contenham documentos originais de difícil restauração,

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os direitos de obter vista ou de retirar os autos só são assegurados aos
advogados com procuração nos autos.
Se um advogado obteve vista dos autos, sem procuração, e deixou
de devolvê-lo no prazo legal, ele não poderá obter nova vista até o
encerramento do processo.
Obs.: Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar
procuração para o exercício dos direitos, veja que o inciso XIV fala
mesmo sem procuração, mas sendo sigiloso tem que ter procuração!
A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o
fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que
houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo
implicará responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade
do responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de
prejudicar o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do
advogado de requerer acesso aos autos ao juiz competente, conforme
§12 do art. 7º.

Questão da
OAB

17. (FGV – OAB –X Exame- 2013) O advogado Francisco é


conhecido por sua rara habilidade no setor de contratos empresariais,
experto nas chamadas cláusulas venenosas que dificultam a quebra
imotivada de avenças. No exercício regular da sua profissão de
advogado, apresenta-se, munido dos devidos poderes, em assembleia
de sociedade anônima, cujo controlador é seu cliente. O presidente da
assembleia não acolhe a sua presença, aduzindo falta de autorização
legal.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, é direito do advogado

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A) ingressar em assembleia, representando seu cliente, mesmo
não munido de mandato.
B) representar seu cliente com procuração outorgada com poderes
gerais.
C) atuar em assembleia a que seu cliente possa comparecer,
munido de poderes especiais.
D) atuar excepcionalmente com autorização do presidente da
assembleia, que supre o mandato.
Dentre os direitos do advogado está o de:

VI - ingressar livremente:
d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu
cliente, ou perante a qual este deva comparecer, desde que munido de poderes
especiais;

Gabarito: Letra “c”.


18. (FGV – OAB –XI Exame- 2013)Úrsula, advogada com larga
experiência profissional, necessita atualizar o seu arquivo de causas.
Assim, requer o desarquivamento de determinados autos processuais
de processo findo de um cliente, que tramitou sob sigilo, mas de época
anterior à sua atuação. Ao dirigir-se ao cartório judicial, é surpreendida
pela exigência de procuração com poderes especiais para retirar os
autos.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, é direito do advogado retirar
autos de processos findos
A) com procuração, inseridos poderes gerais, pelo prazo de cinco
dias.
B) com procuração, com poderes especiais, pelo prazo de quinze
dias.
C) sem procuração, com autorização do escrivão do cartório, pelo
prazo de dez dias.
D) sem procuração, pelo prazo de dez dias.
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Por mais que a FGV coloque comandos longos, ao cobrar os direitos
do advogado, tem cobrado a literalidade. Observe:

XVI - retirar autos de processos findos, mesmo sem procuração, pelo


prazo de dez dias;

Gabarito: Letra “d”.


Mais alguns direitos para você guardar:

XVII - ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão


ou em razão dela;
XVIII - usar os símbolos privativos da profissão de advogado;
XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou
deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi
advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como
sobre fato que constitua sigilo profissional;

Desse rol, você não pode se esquecer do inciso XIX.


O advogado pode recusar-se a depor como testemunha em
processo no qual já atuou como advogado ou sobre fato relacionado a
cliente que é ou já foi seu, ainda que esse cliente o autorize a depor.
E mais: valendo-se, meramente, do argumento de que pode vir a
funcionar como advogado do processo, o advogado pode recusar-se a
depor como testemunha!
Veja o próximo inciso:

XX - retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato


judicial, após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha
comparecido a autoridade que deva presidir a ele, mediante comunicação
protocolizada em juízo.

Chamo a sua atenção para um detalhe, o advogado só poderá se


retirar se a autoridade competente não tiver comparecido, o que não
é o caso da audiência que estiver atrasada. E ainda, o advogado fará
uma comunicação devendo protocolizá-la.

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ATENÇÃO TOTAL para mais esse direito: O estatuto afirma que o
advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria
(ofender a honra com xingamentos, por exemplo) ou difamação
(imputar fato ofensivo a reputação de outrem), puníveis qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou
fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB, pelos
excessos que cometer.
E a calúnia (imputar a outrem falsamente a prática de crime) e o
desacato (ofender a honra de funcionário público), professor, o
advogado é imune a esses crimes?
O Estatuto nunca afirmou ser o advogado imune ao crime de
calúnia no exercício de sua profissão.
Com relação ao desacato, o Estatuto continha a previsão da
imunidade. Contudo, no julgamento da ADIN 1.127-8, o STF considerou
essa imunidade inconstitucional e hoje o advogado responde sim pelo
crime de desacato no exercício de sua profissão.

XXI - assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob


pena de nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e,
subsequentemente, de todos os elementos investigatórios e probatórios dele
decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no curso da
respectiva apuração: (Incluído pela Lei nº 13.245, de 2016)

a) apresentar razões e quesitos;

De acordo com essa nova norma, o advogado terá acesso a toda a


parte da investigação, assim qualquer investigação feita é direito do
advogado acompanhá-la.

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3.1 Da defesa judicial dos direitos e das prerrogativas

Ao tomar ciência de fato que possa causar, ou que já causou,


violação de direitos ou prerrogativas da profissão, o Presidente do
Conselho Federal, do Conselho Seccional ou da Subseção, irá tomar as
providências judiciais e extrajudiciais cabíveis para prevenir ou
restaurar o império do Estatuto, em sua plenitude, inclusive mediante
representação administrativa.
O representante da OAB dará assistência para o advogado nos
inquéritos policiais ou nas ações penais em que figurar como indiciado,
acusado ou ofendido, sempre que o fato a ele imputado decorrer do
exercício da profissão ou a este vincular-se.
DICA A atuação do defensor do advogado não será prejudicada!
Além disso caberá ao Presidente do Conselho ou da Subseção
representar contra o responsável por abuso de autoridade, quando
configurada hipótese de atentado à garantia legal de exercício
profissional, prevista na Lei nº 4.898, de 09 de dezembro de 1965.

Veja os últimos direitos que serão abordados nesta aula:

§ 4º O Poder Judiciário e o Poder Executivo devem instalar, em todos os


juizados, fóruns, tribunais, delegacias de polícia e presídios, salas
especiais permanentes para os advogados, com uso e
controle assegurados à OAB. (Vide ADIN 1.127-8)

§ 5º No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão ou de


cargo ou função de órgão da OAB, o conselho competente deve promover
o desagravo público do ofendido, sem prejuízo da responsabilidade
criminal em que incorrer o infrator.

E o que vem a ser desagravo público? Ofendido o exercício da


profissão ou em razão dela, será adotada essa medida que será
efetivada pelo Conselho Seccional em favor do advogado. É a resposta a
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uma ofensa ou injúria na qual o advogado foi vítima no exercício ou
em razão da sua profissão. O desagravo público, atualmente, é visto
como de interesse social, tendo em vista a independência necessária
para o exercício da advocacia. O RGOAB, em seu art. 18, garante ao
inscrito na OAB, quando ofendido comprovadamente em razão do
exercício profissional ou de cargo ou função da OAB, o direito ao
desagravo público promovido pelo Conselho competente, de ofício, a
seu pedido ou de qualquer pessoa.

Questão da
OAB

19. (FGV – OAB –XX Exame- 2016) Michael foi réu em um


processo criminal, denunciado pela prática do delito de corrupção
passiva. Sua defesa técnica no feito foi realizada pela advogada Maria,
que, para tanto, teve acesso a comprovantes de rendimentos e extratos
da conta bancária de Michael. Tempos após o término do processo
penal, a ex-mulher de Michael ajuizou demanda, postulando, em face
dele, a prestação de alimentos. Ciente de que Maria conhecia os
rendimentos de Michael, a autora arrolou a advogada como
testemunha. Considerando o caso narrado e o disposto no Código de
Ética e Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) Maria deverá depor como testemunha, prestando
compromisso de dizer a verdade, e revelar tudo o que souber, mesmo
que isto prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no
processo de natureza cível.
B) Maria deverá depor como testemunha, mesmo que isto
prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no processo de
natureza cível, mas terá o direito e o dever de se calar apenas quanto
às informações acobertadas pelo sigilo bancário de Michael.

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C) Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, exceto
se Michael expressamente autorizá-la, caso em que deverá informar o
que souber, mesmo que isto prejudique Michael.
D) Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, ainda
que Michael expressamente lhe autorize ou solicite que revele o que
sabe.

RESPOSTA:
Questão sobre direitos do advogado, veja o que diz o estatuto:
“Art. 7º São direitos do advogado
XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual
funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de
quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado
pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo
profissional;”
O advogado pode recusar-se a depor como testemunha em
processo no qual já atuou como advogado ou sobre fato relacionado a
cliente que é ou já foi seu, ainda que esse cliente o autorize a depor.
E mais: valendo-se, meramente, do argumento de que pode vir
a funcionar como advogado do processo, o advogado pode recusar-se a
depor como testemunha!
O art. 28 do Código de Ética da OAB complementa o dispositivo e
afirma que esse não é um direito, mas um dever do advogado: Art. 26.
O advogado deve guardar sigilo, mesmo em depoimento judicial, sobre
o que saiba em razão de seu ofício, cabendo-lhe recusar-se a depor
como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou
sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou tenha sido
advogado, mesmo que autorizado ou solicitado pelo constituinte.
Gabarito: Letra D.

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20. (FGV – OAB –XX Exame- 2016) Júlia é advogada de
Fernando, réu em processo criminal de grande repercussão social. Em
um programa vespertino da rádio local, o apresentador, ao comentar o
caso, afirmou que Júlia era “advogada de porta de cadeia” e “ajudante
de bandido”. Ouvinte do programa, Rafaela procurou o Conselho
Seccional da OAB e pediu que fosse promovido o desagravo público.
Júlia, ao tomar conhecimento do pedido de Rafaela, informou ao
Conselho Seccional da OAB que o desagravo não era necessário, pois já
ajuizara ação para apurar a responsabilidade civil do apresentador. No
caso narrado,
A) o pedido de desagravo público só pode ser formulado por Júlia, que é
a pessoa ofendida em razão do exercício profissional.
B) o pedido de desagravo pode ser formulado por Rafaela, mas
depende da concordância de Júlia, que é a pessoa ofendida em razão do
exercício profissional.
C) o pedido de desagravo pode ser formulado por Rafaela, e não
depende da concordância de Júlia, apesar de esta ser a pessoa ofendida
em razão do exercício profissional.
D) o pedido de desagravo público só pode ser formulado por Júlia, que
é a pessoa ofendida em razão do exercício profissional, mas o
ajuizamento de ação para apurar a responsabilidade civil implica a
perda de objeto do desagravo.

Essa questão é facilmente respondida com o seguinte artigo do


Regulamento:
Art. 18. O inscrito na OAB, quando ofendido comprovadamente em
razão do exercício profissional ou de cargo ou função da OAB, tem
direito ao desagravo público promovido pelo Conselho competente, de
ofício, a seu pedido ou de qualquer pessoa.
§ 7º O desagravo público, como instrumento de defesa dos direitos e
prerrogativas da advocacia, não depende de concordância do
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ofendido, que não pode dispensá-lo, devendo ser promovido a critério
do Conselho.
Veja que independe da concordância de Júlia.
Gabarito: Letra “c”.

21. (FGV – OAB –X Exame- 2013) João, advogado


regularmente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil,
veio a ser indiciado por força de investigação proposta em face de um
dos seus inúmeros clientes, não tendo o causídico participado de
qualquer ato ilícito, mas apenas como advogado. Veio a saber que seu
nome fora incluído por força de exercício considerado exacerbado de
sua atividade advocatícia. Contratou advogado para a sua defesa no
inquérito criminal e postulou assistência à Ordem dos Advogados do
Brasil por entender feridas suas prerrogativas profissionais.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) Ao contratar advogado para a defesa da sua pretensão, não
mais cabe à Ordem dos Advogados interferir no processo para
salvaguardar eventuais prerrogativas feridas.
B) A atuação da Ordem dos Advogados na defesa das prerrogativas
profissionais implicará a assistência de representante da instituição,
mesmo com defensor constituído.
C) A assistência da Ordem dos Advogados está restrita a processos
judiciais ou administrativos, mas não a inquéritos.
D) A postulação de assistência deve ser examinada pelo Conselho
Federal da Ordem dos Advogados que pode autorizar ou não essa
atividade.
O regimento dispõe:

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Art. 16. Sem prejuízo da atuação de seu defensor, contará o


advogado com a assistência de representante da OAB nos inquéritos
policiais ou nas ações penais em que figurar como indiciado, acusado ou
ofendido, sempre que o fato a ele imputado decorrer do exercício da
profissão ou a este vincular-se

Gabarito: Letra “b”.

22. (FGV - 2012 – OAB) Semprônia, advogada há longos anos,


é contratada para representar os interesses de Esculápio, que está
preso à disposição da Justiça criminal. Ao procurar contatar seu cliente,
verifica que ele está em penitenciária, considerado incomunicável, por
determinação de normas regulamentares do sistema. Apesar disso,
requer o acesso ao seu cliente, que foi indeferido. Consoante as normas
legais e estatutárias, é correto afirmar que
a) a atuação do advogado deve estar submetida aos regulamentos
penitenciários, para a sua própria segurança.
b) os estabelecimentos penitenciários civis devem organizar as
visitas dos advogados por ordem de chegada.
c) o advogado, quando for contatar o seu cliente em prisão, deve
ser acompanhado por representante da OAB.
d) é ilegal vedar a presença do advogado no contato com seu
cliente, ainda que considerado incomunicável.
Pessoal, o artigo 7º, III, do Estatuto,assim nos fala:

III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo


sem procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos
em estabelecimentos civis ou militares, ainda que considerados
incomunicáveis;

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Logo, proibir o advogado de ter contato com o seu cliente é ilegal!
Ainda que seja considerado incomunicável.
Gabarito: Letra “d”.

23. (FGV - 2012 - OAB) Mévio, advogado de longa data,


pretendendo despachar uma petição em processo judicial em curso
perante a Comarca Y, é surpreendido com aviso afixado na porta do
cartório de que o magistrado somente receberia para despacho petições
que reputasse urgentes, devendo o advogado dirigir-se ao assessor
principal do juiz para uma prévia triagem quanto ao assunto em debate.
À luz das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) a organização do serviço cartorário é da competência do juiz,
que pode estabelecer padrões de atendimento aos advogados.
b) a triagem realizada por assessor do juiz permite melhor
eficiência no desempenho da atividade judicial e não colide com as
normas estatutárias.
c) o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
no seu gabinete para despachar petições sem prévio agendamento.
d) a duração razoável do processo é princípio que permite a
triagem dos atos dos advogados e o exercício dos seus direitos
estatutários.
Pessoal, eu avisei que era importante:

VIII - dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho,


independentemente de horário previamente marcado ou outra condição,
observando-se a ordem de chegada;

ATENÇÃO: O advogado poderá dirigir-se DIRETAMENTE ao


magistrado e mais NÃO PRECISA AGENDAR.
Gabarito: Letra “c”.

24. (FGV - 2010 - OAB)O magistrado Mévio, de larga


experiência forense, buscando organizar o serviço do seu cartório, edita
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Portaria disciplinando o horário de atendimento das partes e dos
advogados não coincidente com o horário forense. Os processos passam
a ser distribuídos, por numeração, com a responsabilização individual
de determinados servidores. Estabeleceu-se que os autos de final 0 a 3
teriam atendimento ao público, aí incluídos advogados, das 11h às 13h,
e daí sucessivamente. Com tal organização, obteve o cumprimento de
todas as metas estabelecidas pela Corregedoria do Tribunal. À luz da
legislação estatutária, assinale a alternativa correta quanto a essa
atitude.
a) O ato normativo do magistrado colide frontalmente com o direito
dos advogados de serem atendidos a qualquer momento pelo
Magistrado e servidores públicos.
b) A Administração dos órgãos do Poder Judiciário é autônoma,
podendo ocorrer ato do magistrado impondo restrições ao advogado.
c) O princípio da eficiência sobrepõe-se aos interesses das partes e
dos advogados, seguindo moderna tendência da Administração Pública.
d) As metas de produção determinadas pelos órgãos de controle do
Poder Judiciário justificam a restrição dos direitos dos advogados de
acesso aos autos e aos agentes públicos.
Você já sabe que o advogado poderá dirigir-se DIRETAMENTE ao
magistrado e mais NÃO PRECISA AGENDAR.O ato do magistrado
confronta o direito do advogado!!!
Gabarito: Letra “a”.

25. (FGV - 2011 -OAB)Na Secretaria Municipal de Fazenda,


tramita procedimento administrativo relacionado à imposição do IPTU
em determinada área urbana. O proprietário do imóvel contrata o
advogado Juliano para solucionar a questão. Portando mandato
extrajudicial, o advogado dirige-se ao local e, em face dos seus
conhecimentos pessoais, obtém o ingresso no recinto da secretaria e
recebe as informações pertinentes, apresentando, por petição, os
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esclarecimentos necessários. Em um dos dias em que atuava
profissionalmente, viu-se interpelado por um dos chefes de seção, que
questionou sua permanência no local, proibida por atos regulamentares.
Diante disso, é correto afirmar que
a) as características especiais dos órgãos fazendários limitam os
direitos dos advogados.
b) o ingresso em quaisquer recintos de repartições públicas, no
exercício da profissão, é direito dos advogados.
c) a questão em tela está vinculada à proteção do sigilo
profissional.
d) o advogado não pode ter acesso a procedimentos
administrativos, salvo com autorização da autoridade competente.
Caros alunos! É direito do advogado ingressar livremente em
qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição, quando ele
estiver exercendo a sua profissão! Confira o art. 7º:

VI - ingressar livremente:

c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição


judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou
colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do
expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer
servidor ou empregado;

Gabarito: Letra “b”.

26. (FGV - 2011 - OAB)A empresa Frios e Gelados S.A. promove


ação de responsabilidade civil em face da empresa Calor e Chaud Ltda.
No curso do processo, surge decisão judicial, atacada por recurso
apresentado pelo representante judicial da empresa autora, o advogado
Lúcio. Tal recurso não tem previsão legal de sustentação oral. Apesar
disso, o advogado comparece à sessão de julgamento e requer ao
tribunal o tempo necessário para a sustentação referida.
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Nos termos das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) é direito do advogado a sustentação oral em todos os recursos.
b) o direito à sustentação oral está vinculado à sua previsibilidade
recursal.
c) a sustentação oral dependerá do relator do recurso.
d) o direito à sustentação oral será por trinta minutos.
Aqui eu quero que você aprenda que o inciso IX do art.7º foi
considerado inconstitucional. Ele falava que o advogado tinha o direito
de sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas
sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou
administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se prazo maior for
concedido. Hoje não é mais assim, as normas processuais têm que
prever a sustentação oral.
Que fique claro! O inciso IX do art. 7º é inconstitucional:

IX - sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas


sessões de julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou
administrativa, pelo prazo de quinze minutos, salvo se prazo maior for
concedido; (Vide ADIN 1.127-8) (Vide ADIN 1.105-7)

Gabarito: Letra “b”.

27. (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Manoel,


empresário, promove ação de separação judicial litigiosa em face de
Maria, sua esposa, alegando graves violações aos deveres do
casamento, entre as quais abandono material e moral das duas filhas
do casal. Anexa documento comprovando que sua esposa deixara as
menores em casa para comparecer a festas em locais distantes, o que
lhes causou riscos à saúde física e mental. Apesar de as normas sobre o
tema determinarem o sigilo, o processo tramita como se fosse público.
O advogado do autor comunica o fato ao juiz que preside o processo e

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ao escrivão que chefia o cartório judicial. Baldados foram os seus
esforços.
Em relação ao caso acima, à luz das normas estatutárias, é correto
afirmar que
a) a publicidade do processo constitui mera irregularidade, infensa
a medidas de qualquer naipe.
b) o advogado atuou corretamente ao reclamar do
descumprimento de lei.
c) a reclamação deve ser escrita.
d) não pode reclamar para outra autoridade, já tendo apresentado
a primeira ao juiz da causa.
A regra geral é que os atos processuais sejam públicos. A letra
“a”fala que a publicidade do processo constitui irregularidade, infensa a
medidas de qualquer naipe. Por isso está errada.
Entre os direitos do advogado está:

XI - reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou


autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento;

Dessa forma o advogado teve a atitude correta em reclamar da


inobservância da lei. Letra “b” correta.
De acordo o artigo 7º, XI, a reclamação poderá ser verbal ou
escrita. Letra “c” errada.
Vejam que a reclamação pode ser perante qualquer juízo, tribunal
ou autoridade! Letra “d” errada.
Gabarito: Letra “b”.

28. (FGV - 2011 - OAB)A Administração Pública, por meio de


determinado órgão, promove processo administrativo de natureza
disciplinar em face do servidor público Francisco. O servidor contrata o
advogado Sócrates para defendê-lo. Munido do instrumento de
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mandato, Sócrates requer vista dos autos do processo administrativo e
posteriores intimações. O requerimento foi indeferido pela
desnecessidade de advogado atuar no referido processo.
Com base no relatado acima, à luz das normas estatutárias, é
correto afirmar que
a) o advogado não tem direito de atuar em processo
administrativo.
b) a atuação do advogado é obrigatória nos processos
administrativos.
c) o direito de vista é aplicável ao processo administrativo.
d) nos processos disciplinares, a regra é a da presença do
advogado.
Para a prova da Ordem quanto mais você souber dos demais ramos
do direito melhor.
Veja que, nessa questão, se você souber Direito Administrativo já
poderia eliminar todos ositens errados.
A presença do advogado no processo administrativo é facultativa,
com exceção daqueles que é obrigatória a representação do advogado,
Art. 3º, IV, da Lei 9.784/99. Dessa forma, o advogado tem direito de
atuar no processo. Letra “a”, “b” e “d” erradas.
Veja o inciso XV do art. 7º:

XV - ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer


natureza, em cartório ou na repartição competente, ou retirá-los pelos
prazos legais;

Gabarito: Letra “c”.

29. (FGV - 2011 - OAB) Conceição promove ação possessória


em face de vários réus que ocuparam imóvel sem construção, de sua
propriedade, em área urbana. Houve a designação de audiência de
conciliação, com a presença dos réus e dos seus advogados. Na
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audiência, visando organizar o ato, o magistrado proibiu que os
advogados se mantivessem de pé, bem como saíssem do local durante
a sua realização.
Com base no que dispõe o Estatuto da Advocacia e as leis
regentes, é correto afirmar que
a) o advogado deve permanecer sentado na sala de audiências até
o final do ato.
b) caso o advogado necessite retirar-se do local, deve postular
licença à autoridade.
c) o advogado pode permanecer sentado ou de pé nos recintos do
Poder Judiciário.
d) pode permanecer de pé, caso autorizado pela autoridade
competente.
Para justificar essa questão, bastava lembrar do inciso VII, que fala
ser direito do advogado:

VII - permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais


indicados no inciso anterior, independentemente de licença;

Gabarito: Letra “c”.

30. (FGV - 2011 - OAB) Tício é advogado regularmente inscrito


nos quadros da OAB e conhecido pela energia e vivacidade com que
defende a pretensão dos seus clientes. Atuando em defesa de um dos
seus clientes, exalta-se em audiência, mas mantém, apesar disso, a
cortesia com o magistrado presidente do ato e com o advogado da
parte contrária. Mesmo assim, sofreu representação perante o órgão
disciplinar da OAB. Em relação a tais fatos, é correto afirmar que
a) a atuação de Tício desborda os limites normais do exercício da
advocacia.
b) inexistindo atividade injuriosa, os atos do advogado são imunes
ao controle disciplinar.
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c) a defesa do cliente deve ser pautada pelo dirigente da audiência,
o magistrado.
d) no processo judicial, os atos do advogado constituem múnus
privado.
Como falado em aula, o estatuto ainda afirma que o advogado tem
imunidade profissional, não constituindo injúria, difamação puníveis
qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em
juízo ou fora dele, sem prejuízo das sanções disciplinares perante a
OAB, pelos excessos que cometer. Antes do julgamento da ADIN
1.127-8, o desacato também se inseria na imunidade profissional, mas
a expressão foi considerada inconstitucional.
Dessa forma, como não houve atividade injuriosa, temos como
correta a alternativa “b”.

31. (FGV - 2011 - OAB) Hércules, advogado recém-formado, é


procurado por familiares de uma pessoa que descobriu, por vias
transversas, estar sendo investigada em processo sigiloso, mas não tem
ciência do objeto da investigação. Sem portar instrumento de
procuração, dirige-se ao órgão investigador competente para obter
informações, identificando-se como advogado do investigado. A
autoridade competente, em decisão escrita, indefere o postulado, por
estar ausente o instrumento do mandato e, ainda, ser a investigação
sigilosa. Diante dessas circunstâncias, à luz da legislação aplicável, é
correto afirmar que
a) o acesso a processo sigiloso é possível aos advogados somente
quando requeiram a prática de ato.
b) o acesso dos advogados dos interessados a processos sigilosos
romperia com a proteção que eles mereceriam.
c) o processo sigiloso é acessível a advogado portando instrumento
de mandato.

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d) mesmo sem urgência, a atuação do advogado poderia ocorrer,
sem mandato, em processo sigiloso.
Conforme art.7º, XIII:

XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da


Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento,
mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a
obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos;

Gabarito: Letra “c”.

32. (FGV - 2011 - OAB) Túlio, advogado, é surpreendido ao


praticar crime inafiançável, sendo preso em flagrante pela autoridade
policial. A OAB é comunicada, e, por meio de membro da Comissão de
Prerrogativas, acorre advogado ao local onde estão sendo realizados os
trâmites procedimentais. Nos termos das normas estatutárias, é correto
afirmar que
a) a prisão do advogado que demanda a intervenção da OAB é a
originária do exercício profissional.
b) o fato de a prisão atingir advogado indica a presença do
representante da OAB.
c) só a prisão determinada pelo juiz é que permite a participação
dos representantes da OAB.
d) a prisão preventiva é aquela que está circunscrita na atuação da
OAB.
Lembra-se do quadrinho?

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FORA DO EXERCÍCIO NO EXERCÍCIO DA ADVOCACIA


DA ADVOCACIA

A OAB será comunicada 1º) Só cabe prender se o crime for


do fato. inafiançável.
2) A OAB tem que está presente na lavratura
do auto de prisão sob pena de nulidade, se
a OAB for comunicada e não encaminhar
nenhum representante dá-se continuidade ao
ato.

A OAB deverá enviar um representante em tempo hábil, caso


contrário, a prisão em flagrante poderá ser efetuada e o ato não será
nulo.
Dessa forma a alternativa “a” está correta, pois a referida
intervenção é originária do exercício da profissão.

33. (FGV - 2010 - OAB) Tertúlio, advogado, testemunha a


ocorrência de um acidente de trânsito sem vítimas, envolvendo quatro
veículos automotores. Seus dados e sua qualificação profissional
constam nos registros do evento. Posteriormente, em ação de
responsabilidade civil, o advogado Tertúlio é arrolado como testemunha
por uma das partes. No dia designado para o seu depoimento, alega
que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas
envolvidas poderia contratá-lo como profissional, embora, naquele
momento, nenhuma delas tivesse manifestado qualquer intenção nesse
sentido. A respeito do tema, é correto dizer que
a) o advogado é suspeito para prestar depoimento no caso em tela.
b) a possibilidade decorre da ausência de efetiva atuação
profissional.
c) o depoimento do advogado, no caso, é facultativo.

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d) somente poderia prestar depoimento após a intervenção de
todas as partes no processo.
De acordo com a Lei 8.906/94:
ART.7º XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual
funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja
ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem
como sobre fato que constitua sigilo profissional;

Note: mesmo que o advogado não atue na causa, existe a


possibilidade alegada por Tertúlio.
Gabarito: Letra “b”.

34. (FGV - 2010 - OAB)O advogado Ademar é surpreendido por


mandado de busca e apreensão dos documentos guardados no seu
escritório, de forma indiscriminada. Após pesquisa, verifica que existe
processo investigando um dos seus clientes e a ele mesmo. Apesar
disso, os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos.
Diante do narrado, é correto afirmar que
a) a prática é correta, em função de a investigação atingir o
advogado.
b) a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta.
c) a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese
versada.
d) houve excesso na apreensão de todos os documentos da
clientela do advogado.
Vimos que presentes indícios de autoria e materialidade da
prática de crime por parte de advogado, a autoridade judiciária
competente poderá decretar a quebra da inviolabilidade de que trata
o inciso II, em decisão motivada, expedindo mandado de busca e
apreensão, específico e pormenorizado, a ser cumprido na presença
de representante da OAB, sendo, em qualquer hipótese, vedada a
utilização dos documentos, das mídias e dos objetos pertencentes a
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clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos
de trabalho que contenham informações sobre clientes, Art. 7º §6º
do Estatuto da Advocacia. Você se lembra da exceção? Caso o cliente
esteja formalmente sendo investigado como partícipe ou co-autor pela
prática do mesmo crime que deu causa à quebra da inviolabilidade, de
que acabamos de tratar, a busca poderá ser estendida sobre
informações do cliente.
Essa situação no comando é abusiva!!! Com certeza houve excesso
na apreensão de todos os documentos da clientela do advogado.
Gabarito: Letra “d”.

4. Resumo da aula

Vamos aos principais pontos abordados nessa nossa aula. Use o


resumo da aula na semana que anteceder a sua prova, para que o
estudo venha a sua mente quando estiver marcando o gabarito de seu
Exame de Ordem.
O advogado é indispensável à administração da justiça, presta
serviço público e exerce função social, seus atos constituem múnus
público e, no exercício da profissão, é inviolável por seus atos e
manifestações, nos limites da lei.
O Estatuto define quais são as atividades privativas de advocacia:
1. As atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas.
2. Apostulação a órgão do Poder Judiciário e aos juizados
especiais;
Pessoal, anteriormente o art. 1º do estatuto dizia assim “ I - a
postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados
especiais;”. Com o advindo da ADIN 1.127-8, a expressão “qualquer” foi
considerada inconstitucional, tendo em vista que em algumas situações

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não é necessário a presença do advogado para a postulação. Lembre-se
dessas situações:
a) Juizados especiais cíveis – até 20 salários mínimos.
b) Impetração de habeas corpus
c) Art. 791 CLT- Justiça do Trabalho. Aqui existe o “jus
postulandi”.
A lei ainda veda a divulgação de advocacia em conjunto com outra
atividade.
Exercem advocacia, sujeitando-se ao regime da Lei 8.906/94, além
do seu regime próprio, os integrantes:
d) Da Advocacia-Geral da União,
e) Da Procuradoria da Fazenda Nacional,
f) Da Defensoria Pública e das Procuradorias e Consultorias
Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e
g) Das respectivas entidades de administração indireta e
fundacional.
Os atos privativos de advogados praticados por pessoa não inscrita
na OAB são NULOS sem prejuízo de sanções civis, penais e
administrativas, assim como os atos, praticado por advogado que se
encontra impedido (suspenso, licenciado ou que passar a exercer
atividade incompatível com a advocacia). Dessa forma, os atos
privativos de advocacia, por profissionais e sociedades não inscritos na
OAB, constitui EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

Não confunda atividade da advocacia com efetivo exercício da


atividade de advocacia. O Regulamento Geral da OABconsidera
efetivo exercício da atividade de advocacia a participação anual mínima
em cinco atos privativos, em causas ou questões distintas. O § único do
artigo 5º do Regulamento descreve as formas de comprovação do
efetivo exercício de advocacia:
a) certidão expedida por cartórios ou secretarias judiciais;
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b) cópia autenticada de atos privativos;
c) certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado
exerça função privativa do seu ofício, indicando os atos
praticados.
Quanto aos direitos do advogado, leia o resumo com bastante
atenção!!! Com certeza cairá na sua prova:
O Estatuto da OAB deixa claro que NÃO há hierarquia nem
subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério
Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos
(art. 6º).
Para que você não deixe passar nenhum direito em branco,
transcrevo todo art. 7º do Estatuto da OAB. Leia-o com atenção!!!! Aqui
o link para você conferir o conteúdo:
http://www.oab.org.br/Content/pdf/LegislacaoOab/Lei-8906-94-site.pdf

Chegamos ao fim da nossa aula 01. Espero que você tenha


gostado!
Vamos agora às questões comentadas ao longo da aula.

5. Questões

1. (FGV - 2012 - OAB – IX Exame de Ordem Unificado)Laura,


advogada na área empresarial, após concluir o mestrado em renomada
instituição de ensino superior, é convidada para integrar a equipe de
assessoria jurídica da empresa K S/A . No dia da entrevista final, é
inquirida pelo Gerente Jurídico da empresa, bacharel em Direito, sem
inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, apesar de o mesmo ter
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logrado êxito no Exame de Ordem. Observado tal relato, consoante as
normas do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB,
assinale a afirmativa correta.
A) O bacharel em Direito pode exercer as funções de Gerência
Jurídica mesmo que não tenha os requisitos para ingresso na Ordem
dos Advogados.
B) A função de Gerente Jurídico é privativa de advogados com
regular inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados.
C) O bacharel em Direito, caso preencha os requisitos legais,
inclusive aprovação em Exame de Ordem, pode exercer funções de
Gerente Jurídico antes da inscrição na Ordem dos Advogados.
D) A função de Gerente Jurídico, como é de confiança da empresa,
pode ser exercida por quem não tem formação na área.

2. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado)


Paulo, bacharel em Direito, exerceu relevantes cargos no Poder
Executivo das três esferas de Governo, adquirindo profundo
conhecimento sobre as atividades internas da Administração Pública.
Após aposentar-se, sem requerer inscrição nos quadros da OAB,
estabelece serviço de consultoria jurídica, tendo angariado vários
clientes desde o período da inauguração da sua atividade.
De acordo com o narrado e observadas as normas estatutárias,
assinale a afirmativa correta.
A) Dentre as atividades privativas do advogado incluem-se a
postulação judicial e a assessoria jurídica, mas não a consultoria.
B) O bacharel em Direito aposentado não tem vedado qualquer
prática de atividade jurídica, mesmo não inscrito nos quadros da OAB.
C) O advogado atua na atividade judicial pugnando pela defesa dos
interesses dos seus clientes e na consultoria jurídica

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D) As atividades privativas do advogado incluem a assessoria
jurídica, a direção jurídica e a atuação nos Juizados Especiais.

3. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI Bernardo é


bacharel em Direito, mas não está inscrito nos quadros da Ordem dos
Advogados do Brasil, apesar de aprovado no Exame de Ordem. Não
obstante, tem atuação na área de advocacia, realizando consultorias e
assessorias jurídicas.
A partir da hipótese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da
Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) Tal conduta é permitida, por ter o bacharel logrado aprovação no
Exame de Ordem.
B) Tal conduta é proibida, por ser equiparada à captação de clientela.
C) Tal conduta é permitida mediante autorização do Presidente da
Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.
D) Tal conduta é proibida, tendo em vista a ausência de inscrição na
Ordem dos Advogados do Brasil.

4. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado)Caio,


próspero comerciante, contrata, para prestação de serviços profissionais
de advocacia, Mévio, que se apresenta como advogado. O cliente
outorga a devida procuração com poderes gerais para o foro. Usando o
referido instrumento, ocorre a propositura de ação judicial em face de
Trácio. Na contestação, o advogado do réu alega vício na
representação, uma vez que Mévio não possui registro na OAB,
consoante certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal
circunstância, é correto afirmar que
a) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer
dispositivo legal.
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b) verificada a ausência de inscrição profissional, deverá ser
outorgado prazo para sua regularização.
c) os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados
por pessoa não inscrita na OAB.
d) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de
atos sancionatórios.

5. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Cláudio, advogado com


vasta experiência profissional, é contratado pela sociedade LK Ltda.
para gerenciar a carteira de devedores duvidosos, propondo acordos e,
em último caso, as devidas ações judiciais. Após um ano de sucesso na
empreitada, Cláudio postula aumento nos seus honorários, o que vem a
ser recusado pelos representantes legais da sociedade. Insatisfeito com
o desenrolar dos fatos, Cláudio comunica que irá renunciar aos
mandatos que lhe foram conferidos, notificando pessoalmente os
representantes legais da sociedade que apuseram o seu ciente no ato
de comunicação. Dez dias após, a sociedade contratou novos
advogados, que assumiram os processos em curso.
Observado tal relato, baseado nas normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) A comunicação da renúncia do mandato não pode ser pessoal,
para evitar conflitos com o cliente.
B) A renúncia ao mandato deve ser comunicada ao cliente,
preferencialmente mediante carta com aviso de recepção.
C) O advogado deve comunicar a renúncia ao mandato diretamente
ao Juízo da causa, que deverá intimar a parte.
D) O advogado não tem o dever de comunicar à parte a renúncia
ao mandato judicial ou extrajudicial.

6. (FGV – OAB –XI Exame- 2013)Christiana, advogada recém-


formada, está em dúvida quanto ao seu futuro profissional, porque,
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embora possua habilidade para a advocacia privada, teme a natural
instabilidade da profissão. Por força dessas circunstâncias, pretende
obter um emprego ou cargo público que lhe permita o exercício
concomitante da profissão que abraçou. Por força disso, necessita,
diante dos requisitos usualmente exigidos, comprovar sua efetiva
atividade na advocacia.
Diante desse contexto, de acordo com as normas do Regulamento
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) O efetivo exercício da advocacia comprova-se pela atuação em
um processo por ano, desde que o advogado subscreva uma peça
privativa de advogado.
B) O efetivo exercício da advocacia exige a atuação anual mínima
em cinco causas distintas, que devem ser comprovadas por cópia
autenticada de atos privativos.
C) A atividade efetiva da advocacia, como representante judicial ou
extrajudicial, cinge-se a dois atos por ano.
D) O advogado deve comprovar, anualmente, a atuação em atos
privativos, mediante declaração do Juiz onde atue, de três atos
judiciais.

7. (FGV – OAB –X Exame- 2013)O advogado Mário pertence


aos quadros da sociedade de economia mista controlada pelo Estado W,
na qual chefia o Departamento Jurídico. Não existe óbice para a
prestação de serviços de advocacia privada, o que ocorre no escritório
que possui no centro da capital do Estado, em horário diverso do
expediente na empresa. Um dos seus clientes realiza contrato para que
Mário aponha o seu visto em ato constitutivo de pessoa jurídica, em
Junta Comercial cuja sede está localizada na capital do Estado W.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
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A) As circunstâncias indicam que não existe óbice para a aposição
do visto nos referidos atos.
B) O fato de chefiar Departamento Jurídico de empresa, seja de
que natureza for, constitui elemento impeditivo da aposição do visto.
C) O exercício da advocacia no local da sede da Junta Comercial é
impeditivo para a aposição do visto.
D) A atuação em sociedade de economia mista estadual impede a
aposição do visto contratado.

8. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIII - Abel, por


força de suas atividades como advogado, comparece à audiência
designada para ocorrer às 13 horas. Aguarda algum tempo, mas não
recebe qualquer notícia do início dos trabalhos forenses. Nesse caso,
consoante o Estatuto da Advocacia, protocolizando comunicação em
juízo, pode retirar-se do recinto passados
A) vinte minutos do horário designado.
B) trinta minutos do horário designado.
C) quarenta minutos do horário designado.
D) cinquenta minutos do horário designado.

9. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV O advogado


Antônio de Souza encontra-se preso cautelarmente, em cela comum,
por força de decreto de prisão preventiva proferido no âmbito de ação
penal a que responde por suposta prática de reiteradas fraudes contra a
Previdência. O advogado de Antônio requereu ao magistrado que
decretou a prisão a transferência de seu cliente para sala de estado-
maior. Como não havia sala de estado-maior disponível na localidade, o
magistrado determinou que Antônio deveria permanecer em prisão
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domiciliar até que houvesse sala de estado-maior disponível. Sobre a
decisão do magistrado, assinale a opção correta.
A) O magistrado decidiu corretamente, pois, de acordo com o
EAOAB, é direito do advogado não ser recolhido preso, antes de
sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado-maior e, na
sua falta, em prisão domiciliar.
B) O magistrado não decidiu corretamente, pois o advogado, assim
como qualquer outro cidadão que tenha concluído curso superior, tem
direito a ser recolhido preso em prisão especial, mas não em sala de
estado-maior, que apenas é garantida a magistrados e membros do
Ministério Público.
C) O magistrado decidiu corretamente, devendo o advogado
permanecer em prisão domiciliar, mesmo havendo sala de Estado
Maior, após eventual trânsito em julgado de sua condenação.
D) O magistrado não decidiu corretamente, pois o advogado
apenas tem direito a não ser recolhido preso, antes de sentença
transitada em julgado, em sala de estado-maior e, na sua falta, em
prisão domiciliar, quando o crime que lhe esteja sendo imputado
decorra do exercício regular da profissão de advogado.

10. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV Às 15h15, o


advogado Armando aguardava, no corredor do fórum, o início de uma
audiência criminal designada para as 14h30. A primeira audiência do
dia havia sido iniciada no horário correto, às 13h30, e a audiência da
qual Armando participaria era a segunda da pauta daquela data.
Armando é avisado por um serventuário de que a primeira audiência
havia sido interrompida por uma hora para que o acusado, que não se
sentira bem, recebesse atendimento médico, e que, por tal motivo,
todas as demais audiências do dia seriam iniciadas com atraso. Mesmo
assim, Armando informa ao serventuário que não iria aguardar mais,
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afirmando que, de acordo com o EAOAB, tem direito, após trinta
minutos do horário designado, a se retirar do recinto onde se encontre
aguardando pregão para ato judicial. A partir do caso apresentado,
assinale a opção correta.
A) Armando poderia se retirar do recinto, pois o advogado tem o
direito de não aguardar por mais de trinta minutos para a realização de
ato judicial.
B) Armando não poderia se retirar do recinto, pois a autoridade
que presidiria o ato judicial do qual Armando participaria estava
presente.
C) Armando não poderia se retirar do recinto, pois a prerrogativa
por ele invocada não é válida para audiências criminais.
D) Armando poderia se retirar do recinto, pois não deu causa ao
atraso da audiência.

11. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI Isabella,


advogada atuante na área pública, é procurada por cliente que deseja
contratá-la e que informa a existência de processo já terminado, no
qual foram debatidos fatos que poderiam interessar à nova causa. Antes
de realizar o contrato de prestação de serviços, dirige requer vista dos
autos findos, não anexando instrumento de mandato. Nesse caso,
consoante o Estatuto da Advocacia, a advogada pode
A) ter vista dos autos somente no balcão do cartório.
B) ter vista dos autos no local onde se arquivam os autos.
C) retirar os autos de cartório por dez dias.
D) retirar os autos, se anexar instrumento de mandato.

12. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVII A advogada


Maria foi presa em flagrante por furto cometido no interior de uma loja
de departamentos. Na Delegacia, teve a assistência de advogado por
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ela constituído. O auto de prisão foi lavrado sem a presença de
representante da Ordem dos Advogados do Brasil, fato que levou o
advogado de Maria a arguir sua nulidade. Sobre a hipótese, assinale a
afirmativa correta.
A) O auto de prisão em flagrante não é nulo, pois só é obrigatória a
presença de representante da OAB quando a prisão decorre de motivo
ligado ao exercício da advocacia.
B) O auto de prisão em flagrante não é nulo, pois a presença de
representante da OAB é facultativa em qualquer caso, podendo sempre
ser suprida pela presença de advogado indicado pelo preso.
C) O auto de prisão em flagrante é nulo, pois advogados não
podem ser presos por crimes afiançáveis.
D) O auto de prisão em flagrante é nulo, pois a presença de
representante da OAB em caso de prisão em flagrante de advogado é
sempre obrigatória.

13. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVII - Gisella é


advogada recém-aprovada no Exame de Ordem e herda diversas causas
de um colega de classe que resolveu trilhar outros caminhos, deixando
numerosos processos para acompanhamento nos Juízos de primeiro
grau. Ao acompanhar uma sessão de julgamento na Câmara Cível do
Tribunal W, tem necessidade de apresentar, antes de iniciar o
julgamento, alegações escritas aos integrantes do órgão julgador, que
somente foram completadas no dia da sessão. Aguardando o início dos
trabalhos, assim que os julgadores se apresentaram para o julgamento,
a jovem advogada dirigiu-se a eles no sentido de entregar as alegações
escritas, sendo admoestada quanto à sua presença no interior da sala
de julgamento, na parte reservada aos magistrados. Nos termos do
Estatuto da Advocacia, o ingresso dos advogados nas salas de sessões
A) está restrito ao espaço da platéia.
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B) depende de autorização do Presidente da Câmara.
C) é livre inclusive na parte reservada aos magistrados.
D) depende de concordância dos julgadores.

14. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI - O advogado


Antônio participava do julgamento de recurso de apelação por ele
interposto. Ao proferir seu voto, o Relator acusou o advogado Antônio
de ter atuado de forma antiética e de ter tentado induzir os julgadores a
erro. Em seguida, com o objetivo de se defender das acusações que lhe
haviam sido dirigidas, Antônio solicitou usar da palavra, pela ordem, por
mais cinco minutos, pleito que veio a ser indeferido pelo Presidente do
órgão julgador. A respeito do direito de Antônio usar a palavra
novamente, assinale a afirmativa correta.
A) Não é permitido o uso da palavra por advogado em julgamentos
de recursos de apelação.
B) É direito do advogado usar da palavra, pela ordem, mediante
intervenção sumária, para replicar acusação ou censura que lhe forem
feitas.
C) É direito do advogado intervir, a qualquer tempo e por qualquer
motivo, durante o julgamento de processos em que esteja constituído.
D) O uso da palavra, pela ordem, mediante intervenção sumária,
somente é permitido para o esclarecimento de questões fáticas.

15. OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2015 / XVI - João é


advogado da sociedade empresária X Ltda., atuando em diversas
causas do interesse da companhia controle da sociedade foi alienado

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para estrangeira, que resolveu contratar novos profissionais em várias
áreas, inclusive a jurídica. Por força dessa circunstância, rompeu-se a
avença entre o advogado e o seu cliente. Assim, João renunciou ao
mandato em todos os processos, comunicando formalmente o ato à
cliente houve novo contrato com renomado escritório de advocacia,
que, em todos os processos, apresentou o instrumento mandato antes
do término do prazo legal à retirada do advogado anterior. Na renúncia
focalizada no enunciado, conso Advocacia, deve o advogado
A) afastar-se imediatamente após a substituição por outro
advogado.
B) funcionar como parecerista no processo pela continuidade da
representação.
C) atuar em conjunto com o advogado sucessor por quinze dias.
D) aguardar dez dias para verificar a atuação dos seus sucessores.

16. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Walter é advogado com


atuação no Estado W e foi surpreendido pela acusação de participar de
evento criminoso, tendo sido decretada sua prisão cautelar, por ordem
judicial.
Com relação ao caso relatado, nos termos do Estatuto da
Advocacia, assinale a afirmativa correta.
A) O advogado deve ser apresentado ao Presidente da Seccional da
OAB ou ao seu representante.
B) O advogado ficará preso em sala de Estado-Maior ou
equivalente até o final do processo.
C) O advogado ficará restrito à sua residência, em prisão
domiciliar, até reunião da seccional da OAB.
D) O advogado sofrerá punição disciplinar pelo fato de estar
respondendo a processo criminal.

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17. (FGV – OAB –X Exame- 2013) O advogado Francisco é


conhecido por sua rara habilidade no setor de contratos empresariais,
experto nas chamadas cláusulas venenosas que dificultam a quebra
imotivada de avenças. No exercício regular da sua profissão de
advogado, apresenta-se, munido dos devidos poderes, em assembleia
de sociedade anônima, cujo controlador é seu cliente. O presidente da
assembleia não acolhe a sua presença, aduzindo falta de autorização
legal.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, é direito do advogado
A) ingressar em assembleia, representando seu cliente, mesmo
não munido de mandato.
B) representar seu cliente com procuração outorgada com poderes
gerais.
C) atuar em assembleia a que seu cliente possa comparecer,
munido de poderes especiais.
D) atuar excepcionalmente com autorização do presidente da
assembleia, que supre o mandato.

18. (FGV – OAB –XI Exame- 2013)Úrsula, advogada com larga


experiência profissional, necessita atualizar o seu arquivo de causas.
Assim, requer o desarquivamento de determinados autos processuais
de processo findo de um cliente, que tramitou sob sigilo, mas de época
anterior à sua atuação. Ao dirigir-se ao cartório judicial, é surpreendida
pela exigência de procuração com poderes especiais para retirar os
autos.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, é direito do advogado retirar
autos de processos findos

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A) com procuração, inseridos poderes gerais, pelo prazo de cinco
dias.
B) com procuração, com poderes especiais, pelo prazo de quinze
dias.
C) sem procuração, com autorização do escrivão do cartório, pelo
prazo de dez dias.
D) sem procuração, pelo prazo de dez dias.

19. (FGV – OAB –XX Exame- 2016) Michael foi réu em um


processo criminal, denunciado pela prática do delito de corrupção
passiva. Sua defesa técnica no feito foi realizada pela advogada Maria,
que, para tanto, teve acesso a comprovantes de rendimentos e extratos
da conta bancária de Michael. Tempos após o término do processo
penal, a ex-mulher de Michael ajuizou demanda, postulando, em face
dele, a prestação de alimentos. Ciente de que Maria conhecia os
rendimentos de Michael, a autora arrolou a advogada como
testemunha. Considerando o caso narrado e o disposto no Código de
Ética e Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) Maria deverá depor como testemunha, prestando
compromisso de dizer a verdade, e revelar tudo o que souber, mesmo
que isto prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no
processo de natureza cível.
B) Maria deverá depor como testemunha, mesmo que isto
prejudique Michael, uma vez que não é advogada dele no processo de
natureza cível, mas terá o direito e o dever de se calar apenas quanto
às informações acobertadas pelo sigilo bancário de Michael.
C) Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, exceto
se Michael expressamente autorizá-la, caso em que deverá informar o
que souber, mesmo que isto prejudique Michael.

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D) Maria deverá recursar-se a depor como testemunha, ainda
que Michael expressamente lhe autorize ou solicite que revele o que
sabe.

20. (FGV – OAB –XX Exame- 2016) Júlia é advogada de


Fernando, réu em processo criminal de grande repercussão social. Em
um programa vespertino da rádio local, o apresentador, ao comentar o
caso, afirmou que Júlia era “advogada de porta de cadeia” e “ajudante
de bandido”. Ouvinte do programa, Rafaela procurou o Conselho
Seccional da OAB e pediu que fosse promovido o desagravo público.
Júlia, ao tomar conhecimento do pedido de Rafaela, informou ao
Conselho Seccional da OAB que o desagravo não era necessário, pois já
ajuizara ação para apurar a responsabilidade civil do apresentador. No
caso narrado,
A) o pedido de desagravo público só pode ser formulado por Júlia, que é
a pessoa ofendida em razão do exercício profissional.
B) o pedido de desagravo pode ser formulado por Rafaela, mas
depende da concordância de Júlia, que é a pessoa ofendida em razão do
exercício profissional.
C) o pedido de desagravo pode ser formulado por Rafaela, e não
depende da concordância de Júlia, apesar de esta ser a pessoa ofendida
em razão do exercício profissional.
D) o pedido de desagravo público só pode ser formulado por Júlia, que
é a pessoa ofendida em razão do exercício profissional, mas o
ajuizamento de ação para apurar a responsabilidade civil implica a
perda de objeto do desagravo.

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21. (FGV – OAB –X Exame- 2013) João, advogado
regularmente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil,
veio a ser indiciado por força de investigação proposta em face de um
dos seus inúmeros clientes, não tendo o causídico participado de
qualquer ato ilícito, mas apenas como advogado. Veio a saber que seu
nome fora incluído por força de exercício considerado exacerbado de
sua atividade advocatícia. Contratou advogado para a sua defesa no
inquérito criminal e postulou assistência à Ordem dos Advogados do
Brasil por entender feridas suas prerrogativas profissionais.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) Ao contratar advogado para a defesa da sua pretensão, não
mais cabe à Ordem dos Advogados interferir no processo para
salvaguardar eventuais prerrogativas feridas.
B) A atuação da Ordem dos Advogados na defesa das prerrogativas
profissionais implicará a assistência de representante da instituição,
mesmo com defensor constituído.
C) A assistência da Ordem dos Advogados está restrita a processos
judiciais ou administrativos, mas não a inquéritos.
D) A postulação de assistência deve ser examinada pelo Conselho
Federal da Ordem dos Advogados que pode autorizar ou não essa
atividade.

22. (FGV - 2012 – OAB) Semprônia, advogada há longos anos,


é contratada para representar os interesses de Esculápio, que está
preso à disposição da Justiça criminal. Ao procurar contatar seu cliente,
verifica que ele está em penitenciária, considerado incomunicável, por
determinação de normas regulamentares do sistema. Apesar disso,
requer o acesso ao seu cliente, que foi indeferido. Consoante as normas
legais e estatutárias, é correto afirmar que
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a) a atuação do advogado deve estar submetida aos regulamentos
penitenciários, para a sua própria segurança.
b) os estabelecimentos penitenciários civis devem organizar as
visitas dos advogados por ordem de chegada.
c) o advogado, quando for contatar o seu cliente em prisão, deve
ser acompanhado por representante da OAB.
d) é ilegal vedar a presença do advogado no contato com seu
cliente, ainda que considerado incomunicável.

23. (FGV - 2012 - OAB) Mévio, advogado de longa data,


pretendendo despachar uma petição em processo judicial em curso
perante a Comarca Y, é surpreendido com aviso afixado na porta do
cartório de que o magistrado somente receberia para despacho petições
que reputasse urgentes, devendo o advogado dirigir-se ao assessor
principal do juiz para uma prévia triagem quanto ao assunto em debate.
À luz das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) a organização do serviço cartorário é da competência do juiz,
que pode estabelecer padrões de atendimento aos advogados.
b) a triagem realizada por assessor do juiz permite melhor
eficiência no desempenho da atividade judicial e não colide com as
normas estatutárias.
c) o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
no seu gabinete para despachar petições sem prévio agendamento.
d) a duração razoável do processo é princípio que permite a
triagem dos atos dos advogados e o exercício dos seus direitos
estatutários.

24. (FGV - 2010 - OAB)O magistrado Mévio, de larga


experiência forense, buscando organizar o serviço do seu cartório, edita
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Portaria disciplinando o horário de atendimento das partes e dos
advogados não coincidente com o horário forense. Os processos passam
a ser distribuídos, por numeração, com a responsabilização individual
de determinados servidores. Estabeleceu-se que os autos de final 0 a 3
teriam atendimento ao público, aí incluídos advogados, das 11h às 13h,
e daí sucessivamente. Com tal organização, obteve o cumprimento de
todas as metas estabelecidas pela Corregedoria do Tribunal. À luz da
legislação estatutária, assinale a alternativa correta quanto a essa
atitude.
a) O ato normativo do magistrado colide frontalmente com o direito
dos advogados de serem atendidos a qualquer momento pelo
Magistrado e servidores públicos.
b) A Administração dos órgãos do Poder Judiciário é autônoma,
podendo ocorrer ato do magistrado impondo restrições ao advogado.
c) O princípio da eficiência sobrepõe-se aos interesses das partes e
dos advogados, seguindo moderna tendência da Administração Pública.
d) As metas de produção determinadas pelos órgãos de controle do
Poder Judiciário justificam a restrição dos direitos dos advogados de
acesso aos autos e aos agentes públicos.

25. (FGV - 2011 -OAB)Na Secretaria Municipal de Fazenda,


tramita procedimento administrativo relacionado à imposição do IPTU
em determinada área urbana. O proprietário do imóvel contrata o
advogado Juliano para solucionar a questão. Portando mandato
extrajudicial, o advogado dirige-se ao local e, em face dos seus
conhecimentos pessoais, obtém o ingresso no recinto da secretaria e
recebe as informações pertinentes, apresentando, por petição, os
esclarecimentos necessários. Em um dos dias em que atuava
profissionalmente, viu-se interpelado por um dos chefes de seção, que
questionou sua permanência no local, proibida por atos regulamentares.
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Diante disso, é correto afirmar que
a) as características especiais dos órgãos fazendários limitam os
direitos dos advogados.
b) o ingresso em quaisquer recintos de repartições públicas, no
exercício da profissão, é direito dos advogados.
c) a questão em tela está vinculada à proteção do sigilo
profissional.
d) o advogado não pode ter acesso a procedimentos
administrativos, salvo com autorização da autoridade competente.

26. (FGV - 2011 - OAB)A empresa Frios e Gelados S.A. promove


ação de responsabilidade civil em face da empresa Calor e Chaud Ltda.
No curso do processo, surge decisão judicial, atacada por recurso
apresentado pelo representante judicial da empresa autora, o advogado
Lúcio. Tal recurso não tem previsão legal de sustentação oral. Apesar
disso, o advogado comparece à sessão de julgamento e requer ao
tribunal o tempo necessário para a sustentação referida.
Nos termos das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) é direito do advogado a sustentação oral em todos os recursos.
b) o direito à sustentação oral está vinculado à sua previsibilidade
recursal.
c) a sustentação oral dependerá do relator do recurso.
d) o direito à sustentação oral será por trinta minutos.

27. (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Manoel,


empresário, promove ação de separação judicial litigiosa em face de
Maria, sua esposa, alegando graves violações aos deveres do
casamento, entre as quais abandono material e moral das duas filhas
do casal. Anexa documento comprovando que sua esposa deixara as
menores em casa para comparecer a festas em locais distantes, o que
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lhes causou riscos à saúde física e mental. Apesar de as normas sobre o
tema determinarem o sigilo, o processo tramita como se fosse público.
O advogado do autor comunica o fato ao juiz que preside o processo e
ao escrivão que chefia o cartório judicial. Baldados foram os seus
esforços.
Em relação ao caso acima, à luz das normas estatutárias, é correto
afirmar que
a) a publicidade do processo constitui mera irregularidade, infensa
a medidas de qualquer naipe.
b) o advogado atuou corretamente ao reclamar do
descumprimento de lei.
c) a reclamação deve ser escrita.
d) não pode reclamar para outra autoridade, já tendo apresentado
a primeira ao juiz da causa.

28. (FGV - 2011 - OAB)A Administração Pública, por meio de


determinado órgão, promove processo administrativo de natureza
disciplinar em face do servidor público Francisco. O servidor contrata o
advogado Sócrates para defendê-lo. Munido do instrumento de
mandato, Sócrates requer vista dos autos do processo administrativo e
posteriores intimações. O requerimento foi indeferido pela
desnecessidade de advogado atuar no referido processo.
Com base no relatado acima, à luz das normas estatutárias, é
correto afirmar que
a) o advogado não tem direito de atuar em processo
administrativo.
b) a atuação do advogado é obrigatória nos processos
administrativos.
c) o direito de vista é aplicável ao processo administrativo.

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d) nos processos disciplinares, a regra é a da presença do
advogado.

29. (FGV - 2011 - OAB) Conceição promove ação possessória


em face de vários réus que ocuparam imóvel sem construção, de sua
propriedade, em área urbana. Houve a designação de audiência de
conciliação, com a presença dos réus e dos seus advogados. Na
audiência, visando organizar o ato, o magistrado proibiu que os
advogados se mantivessem de pé, bem como saíssem do local durante
a sua realização.
Com base no que dispõe o Estatuto da Advocacia e as leis
regentes, é correto afirmar que
a) o advogado deve permanecer sentado na sala de audiências até
o final do ato.
b) caso o advogado necessite retirar-se do local, deve postular
licença à autoridade.
c) o advogado pode permanecer sentado ou de pé nos recintos do
Poder Judiciário.
d) pode permanecer de pé, caso autorizado pela autoridade
competente.

30. (FGV - 2011 - OAB) Tício é advogado regularmente inscrito


nos quadros da OAB e conhecido pela energia e vivacidade com que
defende a pretensão dos seus clientes. Atuando em defesa de um dos
seus clientes, exalta-se em audiência, mas mantém, apesar disso, a
cortesia com o magistrado presidente do ato e com o advogado da
parte contrária. Mesmo assim, sofreu representação perante o órgão
disciplinar da OAB. Em relação a tais fatos, é correto afirmar que
a) a atuação de Tício desborda os limites normais do exercício da
advocacia.
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b) inexistindo atividade injuriosa, os atos do advogado são imunes
ao controle disciplinar.
c) a defesa do cliente deve ser pautada pelo dirigente da audiência,
o magistrado.
d) no processo judicial, os atos do advogado constituem múnus
privado.

31. (FGV - 2011 - OAB) Hércules, advogado recém-formado, é


procurado por familiares de uma pessoa que descobriu, por vias
transversas, estar sendo investigada em processo sigiloso, mas não tem
ciência do objeto da investigação. Sem portar instrumento de
procuração, dirige-se ao órgão investigador competente para obter
informações, identificando-se como advogado do investigado. A
autoridade competente, em decisão escrita, indefere o postulado, por
estar ausente o instrumento do mandato e, ainda, ser a investigação
sigilosa. Diante dessas circunstâncias, à luz da legislação aplicável, é
correto afirmar que
a) o acesso a processo sigiloso é possível aos advogados somente
quando requeiram a prática de ato.
b) o acesso dos advogados dos interessados a processos sigilosos
romperia com a proteção que eles mereceriam.
c) o processo sigiloso é acessível a advogado portando instrumento
de mandato.
d) mesmo sem urgência, a atuação do advogado poderia ocorrer,
sem mandato, em processo sigiloso.

32. (FGV - 2011 - OAB) Túlio, advogado, é surpreendido ao


praticar crime inafiançável, sendo preso em flagrante pela autoridade
policial. A OAB é comunicada, e, por meio de membro da Comissão de
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Prerrogativas, acorre advogado ao local onde estão sendo realizados os
trâmites procedimentais. Nos termos das normas estatutárias, é correto
afirmar que
a) a prisão do advogado que demanda a intervenção da OAB é a
originária do exercício profissional.
b) o fato de a prisão atingir advogado indica a presença do
representante da OAB.
c) só a prisão determinada pelo juiz é que permite a participação
dos representantes da OAB.
d) a prisão preventiva é aquela que está circunscrita na atuação da
OAB.

33. (FGV - 2010 - OAB) Tertúlio, advogado, testemunha a


ocorrência de um acidente de trânsito sem vítimas, envolvendo quatro
veículos automotores. Seus dados e sua qualificação profissional
constam nos registros do evento. Posteriormente, em ação de
responsabilidade civil, o advogado Tertúlio é arrolado como testemunha
por uma das partes. No dia designado para o seu depoimento, alega
que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas
envolvidas poderia contratá-lo como profissional, embora, naquele
momento, nenhuma delas tivesse manifestado qualquer intenção nesse
sentido. A respeito do tema, é correto dizer que
a) o advogado é suspeito para prestar depoimento no caso em tela.
b) a possibilidade decorre da ausência de efetiva atuação
profissional.
c) o depoimento do advogado, no caso, é facultativo.
d) somente poderia prestar depoimento após a intervenção de
todas as partes no processo.

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34. (FGV - 2010 - OAB)O advogado Ademar é surpreendido por
mandado de busca e apreensão dos documentos guardados no seu
escritório, de forma indiscriminada. Após pesquisa, verifica que existe
processo investigando um dos seus clientes e a ele mesmo. Apesar
disso, os documentos de toda a sua clientela foram apreendidos.
Diante do narrado, é correto afirmar que
a) a prática é correta, em função de a investigação atingir o
advogado.
b) a inviolabilidade do escritório de advocacia é absoluta.
c) a proteção ao escritório do advogado não se inclui na hipótese
versada.
d) houve excesso na apreensão de todos os documentos da
clientela do advogado.

Gabarito:
1. B
2. C
3. D
4. C
5. B
6. B
7. D
8. B
9. A
10. B
11. C
12. A
13. C
14. B
15. A
16. B
17. C
18. D
19. D
20. C
21. B
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22. D
23. C
24. A
25. B
26. B
27. B
28. C
29. C
30. B
31. C
32. A
33. B
34. D

6. Referências

BRASIL. Código de Ética da OAB. Conselho Federal da Ordem dos


Advogados do Brasil, Brasília, DF, 13 fev. 1995.
BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o
Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL.Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994.Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.
LÔBO. Paulo Luiz Netto. Comentários ao Estatuto da
Advocacia e da OAB. – 3. ed. rev. e atual. – São Paulo : Saraiva.
2002.
MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da
Ordem, 1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012,
Método.

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Estatuto e Ética do Advogado p/ XXI Exame de Ordem - OAB


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AULA 02: Da Sociedade de advogados. Do


advogado empregado

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO À AULA 02. 2

2. DA SOCIEDADE DE ADVOGADOS 2

2.1 NATUREZA JURÍDICA 2


2.2 PERSONALIDADE JURÍDICA 3
2.3 QUANTO AO NOME DA SOCIEDADE 7
2.4 DEMAIS CONSIDERAÇÕES 8

3. DO ADVOGADO EMPREGADO 19

3.1 VERBA SUCUMBENCIAL 24

4. RESUMO DA AULA 26

5. QUESTÕES COMENTADAS 30

6. REFERÊNCIAS 36

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1. Introdução à aula

Bem vindos a nossa aula 02!


Nessa nossa Aula 02, apresentaremos o estudo “Da Sociedade de
advogados. Do advogado empregado”.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Da sociedade de advogados

A sociedade de advogados é formada de acordo com o Estatuto da


Advocacia e o regulamento geral da OAB, aplicando-se, no que couber à
sociedade de advogados e a sociedade unipessoal de advocacia, o
Código de Ética e Disciplina.
Os advogados em sociedade não se confundem com aqueles
advogados que decidem dividir uma sala, mas cada um atua nas causas
que lhe são de interesse. Tal situação Não caracteriza sociedade de
advogados.
Sociedade de advogados é aquela formalmente constituída,
registrada, aprovada quanto aos seus atos constitutivos junto ao
conselho competente.
Vamos as principais características?

2.1 Natureza jurídica

A primeira coisa tratada na legislação é natureza jurídica: a


sociedade de advogados é uma sociedade civil de prestação de serviços
de advocacia OU sociedade unipessoal de advocacia, instituída pela
lei 13.247/16. Dessa forma, o escritório de advocacia não pode ter
natureza mercantil. Confira o que diz o artigo 15 do Estatuto:

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Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação


de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na
forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral. (Redação dada
pela Lei nº 13.247, de 2016)

2.2 Personalidade Jurídica

A sociedade de Advogado é registrada no conselho seccional onde


pretenda exercer sua atividade com predominância. As filiais existirão em
Estado distinto da sede. Para que a filial comece a existir é necessário o
registro.
ATENÇÃO! O registro não é no cartório e nem em junta comercial!
Só o Conselho Seccional da OAB tem competência para tal registro.
A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal adquirem
personalidade jurídica com o registro aprovado dos seus atos
constitutivos no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial
tiver sede.
Feito o registro, o Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da
OAB informa que os Conselhos Seccionais devem alimentar, por via
eletrônica, o Cadastro Nacional das Sociedades de Advogados – CNSA.
Nesse cadastro, devem constar várias informações das sociedades,
dentre elas, a razão social, o número de registro perante a seccional, o
endereço completo, inclusive telefone e correio eletrônico, nome e
qualificação de todos os sócios e as modificações ocorridas em seu quadro
social. Se a sociedade mantiver filiais, os dados destas e os respectivos
números também deverão constar.
ABRINDO UM PARÊNTESE: O Regulamento Geral informa a
existência também de um Cadastro Nacional de Advogados. FECHE O
PARÊNTESE.
Em se tratando da sociedade unipessoal, esta pode resultar da
concentração por um advogado das quotas de uma sociedade de

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advogados, independentemente das razões que motivaram tal


concentração. Art. 17,§7º (Incluído pela Lei nº 13.247, de 2016)
O advogado não pode exercer a atividade de advocacia juntamente
com uma atividade mercantil, como por exemplo: Escritório de Advocacia
e Contabilidade Joãozinho de Tal. Tampouco, como vimos na aula
passada, a atividade de advocacia não pode ser anunciada juntamente
com outra atividade.
Só pode ser sócio de advogados o advogado regularmente inscrito
na OAB. Nem o estagiário inscrito na OAB e nem o bacharel em direito
podem fazer parte da sociedade de advogados.
Agora, ABRA OS OLHOS!
A lei nos fala que não será admitido registro e nem poderão
funcionar as sociedades de advogados que (MUDANÇAS 2016):
a) Apresentem forma ou características de sociedade
empresária;
b) Adotem denominação de fantasia;
c) Realizem atividades estranhas à advocacia;
d) Incluam como sócio ou titular de sociedade unipessoal de
advocacia pessoa não inscrita como advogado ou totalmente
proibida de advogar
Quanto ao item (d), saiba que, além de a sociedade não poder ser
registrada nem tampouco funcionar, o art. 4º do Regulamento Geral do
Estatuto da Advocacia e da OAB informa que a prática de atos privativos
de advocacia, por profissionais e sociedades não inscritos na OAB,
constitui exercício ilegal da profissão.
Com relação ao item (c), há vedação direcionada também ao
advogado, pois o mesmo art. 4º, em seu parágrafo único, diz ser proibido
ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas para
terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB.

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Isso que dizer que, se você foi contratado para ser advogado de uma
concessionária, você não poderá prestar serviços advocatícios para
terceiros dentro dessa concessionária.
Professor, escritório pode abrir filial?
Sim! Contudo, os advogados da sociedade que abrir uma filial em
outro Estado, obrigatoriamente, deverão requerer inscrições
suplementares (inclusive o titular da sociedade unipessoal). E isso
deve ser feito independentemente da atuação em 5 causas que
estudamos na aula passada.
E há número máximo de sócios em uma sociedade de advogados?
Não. Assim como o advogado, a sociedade tem um número de
inscrição. A OAB não impõe limite para o número de sócios em uma
sociedade.
E a procuração, professor, é dada à sociedade?
Não!
Quando o cliente contrata uma sociedade de advogados, está
contratando com a pessoa jurídica. Porém, a procuração não outorga
poderes à sociedade, ela deve ser outorgada individualmente.
Assim, nos termos do Estatuto da OAB, as procurações devem ser
outorgadas individualmente aos advogados e indicar a sociedade de que
façam parte.
Observe que, para atuar em juízo, são os advogados integrantes
daquela sociedade que atuam e não a pessoa jurídica em si.
Por fim, você não pode confundir o vínculo que por ventura alguns
advogados podem firmar, onde se reúnem tão somente para ratear as
despesas, mas não compartilham dos mesmos clientes, com uma
sociedade de advogados. Tal atividade não é proibida pela OAB, mas
também não é considerada uma sociedade de advogados. Veja a decisão
do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB:

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SOCIEDADE DE ADVOGADOS - AGRUPAMENTO DE FATO -


OBRIGATORIEDADE DE REGISTRO NA OAB - Os advogados podem se
reunir num mesmo local, visando à divisão de despesas, para a prestação
de serviços jurídicos. Não podem, no entanto, se utilizar desse
agrupamento de fato para insinuarem a existência de uma Sociedade de
Advogados, que só pode ser reconhecida se registrada na OAB,
inviabilizando, como conseqüência, a utilização de nomes de sócios para
essa mesma sociedade (inteligência dos arts. 15/17 do EAOAB). Proc. E-
1.731/98 - v.u. em 17/12/98 do parecer e ementa do Rel. Dr. JOSÉ
GARCIA PINTO - Rev. Dr. FRANCISCO MARCELO ORTIZ FILHO -
Presidente Dr. ROBISON BARONI.

Questão da
OAB

1) (FGV - 2011 - IX - Exame de Ordem Unificado)Marcos, Letícia


e Cristina, advogados, resolvem formar sociedade, para atuar na área
cível, campo profissional da preferência de todos. No
entanto, não regularizam a sociedade perante a Ordem dos Advogados
do Brasil.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) A ausência de registro da sociedade de advogados na Ordem dos
Advogados do Brasil constitui mera irregularidade.
B) Os atos das sociedades de advogados devem ser restritos às
atividades de consultoria jurídica.
C) Os atos praticados pelos advogados que integram sociedades
irregulares são nulos de pleno direito.
D) A prática de atos privativos de advocacia por sociedade irregular
tipifica exercício irregular da profissão.
Preste atenção nesse artigo:

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Art. 4º A prática de atos privativos de advocacia, por profissionais e sociedades


não inscritos na OAB, constitui exercício ilegal da profissão.
Parágrafo único. É defeso ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria
jurídicas para terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB

Cuidado com a palavra defeso, que significa proibido, a OAB gosta


de cobrá-la.
Como é proibido o exercício da advocacia em sociedades não
registradas, os atos praticados serão nulos.
Gabarito: Letra “c”.

2.3 Quanto ao nome da sociedade

O nome dos sócios sempre deverá constar do instrumento


procuratório.
Outra característica da sociedade de advogados é que o nome
sempre fará menção a atividade desenvolvida. Devendo ter pelo menos
o prenome ou o sobrenome de um dos sócios.
Em hipótese alguma, a sociedade pode ter nome fantasia, como por
exemplo: Escritório de advocacia causa ganha ou Advogados da Corte
atividade jurídica!
Fórmula do nome:

FINALIDADE DESENVOLVIDA + NOME DE UM DOS SÓCIOS

No caso do falecimento de um dos sócios, o nome do sócio falecido


pode ser mantido desde que haja previsão dentro do contrato
constitutivo. Se não houver disposição, o nome deve ser tirado.
No caso do sócio licenciado, o nome pode ser mantido, pois ele se
afasta temporariamente, mas não deixa de ser advogado.

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A denominação da sociedade unipessoal de advocacia deve ser


obrigatoriamente formada pelo nome do seu titular, completo ou
parcial, com a expressão ‘Sociedade Individual de Advocacia’.
Atenção! Não pode constar no nome do escritório as expressões
LTDA., Cia, S.A. Pode aparecer a expressão S.S., que designa sociedade
simples.
Ainda quanto ao nome, o Regulamento Geral informa que são
proibidas razões sociais iguais ou semelhantes, prevalecendo a razão
social da sociedade com inscrição mais antiga.
Perceba que a identificação da coincidência é feita por meio do
Cadastro Nacional das Sociedades de Advogados – CNSA. Por isso, as
razões sociais das sociedades de advogados não podem se confundir com
outras de quaisquer seccionais.
Constatando-se semelhança ou identidade de razões sociais, o
Conselho Federal da OAB solicitará, de ofício, a alteração da razão social
mais recente, caso a sociedade com registro mais recente não requeira a
alteração da sua razão social, acrescentando ou excluindo dados que a
distinga da sociedade precedentemente registrada.
Verificado conflito de interesses envolvendo sociedades em razão de
identidade ou semelhança de razões sociais, em Estados diversos, a
questão será apreciada pelo Conselho Federal da OAB, garantindo-se o
devido processo legal.

2.4 Demais considerações

Parece óbvio, mas não custa nada reforçar, uma mesma sociedade
de advogados não pode defender clientes com interesses opostos.
O Código de Ética e Disciplina da OAB reforça essa obrigatoriedade,
disciplinando que sobrevindo conflitos de interesse entre seus
constituintes, e não estando acordes os interessados, com a devida

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prudência e discrição, optará o advogado por um dos mandatos,


renunciando aos demais, resguardado o sigilo profissional.
E se outro cliente quiser litigar contra um ex-cliente ou ex-
empregador do advogado? O que o profissional deve fazer?
O advogado pode pegar a causa, mas deve resguardar o segredo
profissional e as informações reservadas ou privilegiadas que lhe tenham
sido confiadas pelo ex-cliente.
Sobre esses pontos, vale a leitura dos seguintes artigos Código de
Ética e Disciplina da OAB:

Art. 16. A renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção do motivo
que a determinou, fazendo cessar a responsabilidade profissional pelo
acompanhamento da causa, uma vez decorrido o prazo previsto em lei
(EAOAB, art. 5º, § 3º).
§ 1º A renúncia ao mandato não exclui responsabilidade por danos
eventualmente causados ao cliente ou a terceiros.
§ 2º O advogado não será responsabilizado por omissão do cliente
quanto a documento ou informação que lhe devesse fornecer para a
prática oportuna de ato processual do seu interesse.
Art. 17. A revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o
desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim
como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja
devido em eventual verba honorária de sucumbência, calculada
proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado.
Art. 18. O mandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo
decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo
instrumento.
Art. 19. Os advogados integrantes da mesma sociedade profissional,
ou reunidos em caráter permanente para cooperação recíproca, não
podem representar, em juízo ou fora dele, clientes com interesses
opostos.
Art. 20. Sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes e
não conseguindo o advogado harmonizá-los, caber-lhe-á optar, com
prudência e discrição, por um dos mandatos, renunciando aos demais,
resguardado sempre o sigilo profissional.

Imagine que você tenha esteja em seu escritório e no dia 25.07.2012


chega a seu escritório a senhora Maria de Lurdes requisitando os seus
serviços advocatícios em uma causa contra João da Silva.

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Você poderia pegar a causa de Maria de Lurdes se, no dia anterior,


João da Silva compareceu ao seu escritório e você o orientou como
proceder em relação ao problema enfrentado com Maria de Lurdes?
Claro que não. Leia, COM ATENÇÃO, o seguinte dispositivo:

Art. 22. Ao advogado cumpre abster-se de patrocinar causa contrária à validade


ou legitimidade de ato jurídico em cuja formação haja colaborado ou intervindo
de qualquer maneira; da mesma forma, deve declinar seu impedimento ou o
da sociedade que integre quando houver conflito de interesses motivado por
intervenção anterior no trato de assunto que se prenda ao patrocínio
solicitado.

Tente guardar essas informações desde já, mas não se preocupe,


pois esses e outros pontos relacionados à ética serão abordados em aula
própria.
Outro ponto que você deve ter em mente com relação à sociedade
de advogados é que um sócio pode integrar mais de uma sociedade
de advogados desde que essas sociedades tenham lugares diversos das
sedes ou filiações.
Veja o dispositivo legal do Estatuto (redação de 2016):

Art. 15.
§ 4o Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados,
constituir mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar,
simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal
de advocacia, com sede ou filial na mesma área territorial do
respectivo Conselho Seccional.

Por fim, não podemos encerrar esse tópico sem o estudo da


responsabilidade da sociedade de advogados.
A sociedade é responsável por danos que causarem a seus clientes
ou terceiros.
Contudo, muita ATENÇÃO: Se houver um prejuízo material e os bens
da sociedade não forem suficientes para ressarcir, os bens dos sócios

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serão atingidos de forma ilimitada (até o valor necessário para se


promover o ressarcimento efetivo dos prejuízos).
Veja o que diz o artigo 17 do Estatuto:

Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de advocacia


respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos
clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da
responsabilidade disciplinar em que possam incorrer. (Redação dada pela Lei
nº 13.247, de 2016)

O Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, ao


detalhar esse dispositivo, observa que a responsabilidade subsidiária e
ilimitada do sócio só deve ser aplicada “nas hipóteses de dolo ou culpa
e por ação ou omissão”.
Leia, com muita atenção, o dispositivo:

Art. 40. Os advogados sócios e os associados respondem subsidiária e


ilimitadamente pelos danos causados diretamente ao cliente, nas hipóteses
de dolo ou culpa e por ação ou omissão, no exercício dos atos privativos da
advocacia, sem prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam
incorrer.

Assim, marque correta tanto a alternativa que afirme,


genericamente, que a responsabilidade do advogado é subsidiária e
ilimitada, como a alternativa que afirme que essa responsabilidade só é
aplicada nas hipóteses de ato do advogado praticado com dolo ou culpa.
Vamos às primeiras questões da aula de hoje!

Questões da
OAB

2) (FGV – OAB –XI Exame- 2013)Os advogados Roberto e


Alfredo, integrantes da sociedade Roberto & Alfredo Advogados
Associados, há muito atuavam em causas trabalhistas em favor da

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sociedade empresária “X”. A certa altura, o advogado Armando ingressou


na sociedade de advogados. Armando, no entanto, já representava os
interesses de ex-empregado da sociedade empresária “X”. Em razão
disso, Armando não foi constituído para atuar nas causas do escritório
envolvendo a sociedade empresária “X”, continuando, assim, a atuar em
favor do ex-empregado. Por outro lado, Roberto e Alfredo não foram
constituídos para advogar pelo ex-empregado.
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
A) Roberto, Alfredo e Armando agiram correta e eticamente, pois
dividiram os clientes, de forma que nenhum deles advogasse, ao mesmo
tempo, para clientes com interesses opostos.
B) Roberto, Alfredo e Armando não agiram corretamente, pois, em
causas trabalhistas, os advogados de partes com interesses opostos não
podem ter qualquer tipo de relação profissional ou pessoal.
C) Roberto, Alfredo e Armando não agiram correta e eticamente,
pois os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não
podem representar, em juízo, clientes com interesses opostos.
D) Roberto, Alfredo e Armando não poderiam ter constituído a
sociedade em questão, ainda que Armando deixasse de atuar na causa
em favor do ex-empregado.
O Estatuto da OAB regulamenta:

Art. 17. Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de


advocacia respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados aos
clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo da
responsabilidade disciplinar em que possam incorrer. (Redação dada pela
Lei nº 13.247, de 2016)

Gabarito: Letra “c”.

3) (FGV – 2012 –IX – Exame de Ordem Unificado)O advogado


João, regularmente contratado para defender os interesses de José em

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Juízo, realiza a defesa regular em primeiro grau, mas não apresenta


recurso de apelação contra sentença que julgou improcedente o pedido,
mesmo havendo sólida fundamentação para modificar o decidido. O
prejuízo causado ao cliente foi de R$ 10.000,00, parcialmente coberto
por seguro realizado pela sociedade de advogados integrada por João.
Consoante as regras estatutárias, os prejuízos causados ao cliente
acarretam a responsabilidade pessoal do sócio advogado de forma
A) limitada à responsabilidade decorrente de contrato de seguro.
B) ilimitada, mas subsidiária em relação à sociedade.
C) limitada e principal, sendo a da sociedade subsidiária.
D) ilimitada e vinculada ao resultado do processo disciplinar
instaurado.
O Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, ao
detalhar esse dispositivo, observa que a responsabilidade subsidiária e
ilimitada do sócio só deve ser aplicada “nas hipóteses de dolo ou culpa
e por ação ou omissão”.
Gabarito: Letra “b”

4) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Os


advogados Pedro e João desejam estabelecer sociedade de advogados
com o fito de regularizar o controle dos seus fluxos de honorários e
otimizar despesas. Estabelecem contrato e requerem o seu registro no
órgão competente. À luz da legislação aplicável aos advogados, é correto
afirmar que
a) é possível a participação de advogados em sociedades sediadas
em áreas territoriais de seccionais diversas.
b) o Código de Ética não se aplica individualmente aos
profissionais que compõem sociedade de advogados.
c) podem existir sociedades mistas de advogados e contadores.
d) a procuração é sempre coletiva quando atuante sociedade de
advogados.

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O sócio pode integrar mais de uma sociedade de advogados desde


que essas sociedades tenham lugares diversos das sedes ou filiais. Letra
“a” certa.
O item “b” trata de ética, que será vista em aula própria. Saiba,
desde já, os seguintes dispositivos do Estatuto da OAB:

Art. 15 (...)
§ 2º Aplica-se à sociedade de advogados e à sociedade unipessoal de
advocacia o Código de Ética e Disciplina, no que couber.
Art. 33. O advogado obriga-se a cumprir rigorosamente os deveres
consignados no Código de Ética e Disciplina.

Letra “b” errada.


A lei nos fala que não será admitido registro e nem poderão funcionar
as sociedades de advogados que:
a) Apresentem forma ou características mercantis;
b) Adotem denominação de fantasia;
c) Realizem atividades estranhas à advocacia;
d) Incluam sócio não inscrito como advogado ou
totalmente proibido de advogar.
Letra “c” errada.
A procuração outorgada a advogado que compõe sociedade de
advogados pode ser individual, ou seja, indicar apenas um dos sócios da
sociedade, indicando que ele integra aquela sociedade de advogados.
Letra “d” errada.

5) (FGV - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Michel,


Philippe e Lígia, bacharéis em Direito recém-formados e colegas de
bancos universitários, comprometem-se a empreender a atividade
advocatícia de forma conjunta logo após a aprovação no Exame de

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Ordem. Para gáudio dos bacharéis, todos são aprovados no certame e


obtém sua inscrição no Quadro de Advogados da OAB.
Assim, alugam sala compatível em local próximo ao prédio do Fórum
do município onde pretendem exercer sua nobre função. De início, as
causas são individuais, por indicação de amigos e parentes. Logo, no
entanto, diante do sucesso profissional alcançado, são contactados por
sociedades empresárias ansiosas pela prestação de serviços profissionais
advocatícios de qualidade. Uma exigência, no entanto, é realizada: a
prestação deve ocorrer por meio de sociedade de advogados.
No concernente ao tema, à luz das normas aplicáveis
a) a sociedade de advogados é de natureza empresarial.
b) os advogados sócios da sociedade de advogados respondem
limitadamente por danos causados aos clientes.
c) o registro da sociedade de advogados é realizado no Conselho
Seccional da OAB onde a mesma mantiver sede.
d) não é possível associação com advogados, sem vínculo de
emprego, para participação nos resultados.
A natureza jurídica da sociedade de advogados é uma sociedade
civil de prestação de serviços de advocacia, jamais será empresarial.
Letra “a” errada.
Vimos no art. 17 do Estatuto:

Art. 17. Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade individual de


advocacia respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos causados
aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem prejuízo
da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer.

Letra “b” errada.


A sociedade de Advogado é registrada no conselho seccional onde
pretenda exercer sua atividade com predominância, ou seja, onde
mantiver a sede. Letra “c” correta.
Para responder a letra “d”, confira o que diz o regulamento da OAB:

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Art. 39. A sociedade de advogados PODE associar-se com advogados, sem


vínculo de emprego, para participação nos resultados.

Gabarito: Letra “c”.

6) (FGV – 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) No


concernente à Sociedade de Advogados, é correto afirmar, à luz do
Estatuto e do Código de Ética e Disciplina da OAB, que
a) pode se organizar de forma mercantil, com registro na Junta
Comercial.
b)está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados.
c)seus sócios estão imunes ao controle disciplinar da OAB.
d)seus componentes podem, isoladamente, representar clientes com
interesses conflitantes.
Lembre-se! A sociedade de advogados é uma sociedade civil de
prestação de serviços de advocacia, dessa forma, não pode ter natureza
mercantil. Letra “a” errada.
A sociedade de advogados é formada de acordo com o Estatuto da
Advocacia e o regulamento geral da OAB, aplicando-se, no que couber à
sociedade de advogados, o Código de Ética e Disciplina. Letra “b” certa.
Vimos na última aula os direitos dos advogados, e estudamos o
seguinte artigo:

Art. 7º § 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo


injúria, difamação ou desacatopuníveis qualquer manifestação de sua
parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo
das sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer.

Tenha em mente que o advogado tem imunidade profissional, o que


não impede que a OAB aplique sanções disciplinares, da mesma forma
ocorre com a sociedade de advogados. Letra “c” errada.
Uma mesma sociedade de advogados não pode defender clientes
com interesses opostos. Letra “d” errada.

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Gabarito: Letra “b”.

7) (FGV - OAB – 2014 – Exame XV) Os advogados X de Souza,


Y dos Santos e requereram o registro de sociedade de advogados
denominada Souza, Santos e Andrade Sociedade de Advogados. Tempos
depois, X de Souza vem a falecer, mas os demais sócios decidem manter
na sociedade o nome do advogado falecido. Sobre a hipótese, assinale a
afirmativa correta.
A) É possível manter o nome do sócio falecido, desde que prevista
tal possibilidade no ato constitutivo da sociedade.
B) É possível manter o nome do sócio falecido, independentemente
de previsão no ato constitutivo da sociedade.
C) É absolutamente vedada a manutenção do nome do sócio falecido
na razão social da sociedade.
D) É possível manter, pelo prazo máximo de seis meses, o nome do
sócio falecido.

Letra A - Correta. O art. 16 § 1º do EAOAB autoriza a permanência


do nome o sócio falecido, caso, na razão social da sociedade se houver
expressa previsão contratual.
Letra B – Alternativa errada, uma vez que contraria a exigência do
§ 1º do artigo 16 do EAOAB.
Letra C - Errada. Pois a manutenção do nome, vai depender do que
foi contratado no ato da constituição da sociedade.
Letra D – Alternativa Errada. A autorização para a permanência do
sócio falecido deve estar no contrato constitutivo da sociedade, não
havendo prazo estabelecido.
Gabarito – Letra A.

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8) (FGV – OAB – 2013 - EXAME XII) O escritório Hércules


Advogados Associados foi fundado no início do século XX, tendo
destacada atuação em várias áreas do Direito. O sócio-fundador faleceu
no limiar do século XXI e os sócios remanescentes manifestaram o desejo
de manter o nome do advogado falecido na razão social da sociedade. A
partir da hipótese sugerida, nos termos do Regulamento Geral da Ordem
dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) Falecendo o advogado sócio, determina-se a sua exclusão dos
registros da sociedade incluindo a razão social do escritório.
B) Permite-se a manutenção do sócio-fundador nos registros do
escritório, mediante autorização especial do plenário da Seccional.
C) Havendo previsão no ato constitutivo da sociedade de advogados,
pode permanecer o nome do sócio falecido na razão social.
D) Existindo acordo entre o escritório de advocacia, os clientes e a
Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, é permitida a manutenção
do nome do sócio falecido.
Conforme já estudado, para que os sócios remanescentes
manifestem o desejo de manter o nome do advogado falecido na razão
social da sociedade, é necessário que no ato da constituição da sociedade
esta previsão.
Gabarito – Letra C.

9) (FGV – 2012 -OAB - Exame de Ordem Unificado) Lara é sócia


de determinada sociedade de advogados com sede no Rio de Janeiro e
filial em São Paulo. Foi convidada a integrar, cumulativamente e também
como sócia, os quadros de outra sociedade de advogados, esta com sede
em São Paulo e sem filiais. Aceitou o convite e rapidamente providenciou
sua inscrição suplementar na OAB/SP, tendo em vista que passaria a
exercer habitualmente a profissão nesse estado.

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a) Lara agiu corretamente, pois, considerando-se que passaria a


atuar em mais do que cinco causas por ano em São Paulo, era necessário
que promovesse sua inscrição suplementar nesse estado.
b) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar
mais de uma sociedade de advogados com sede ou filial na mesma área
territorial do respectivo Conselho Seccional.
c) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar
mais de uma sociedade de advogados dentro do território nacional.
d) Lara agiu corretamente e sequer era necessário que promovesse
sua inscrição suplementar, pois passaria a exercer a profissão em São
Paulo na qualidade de sócia e não de advogada empregada da sociedade
em questão.
Pessoal, nem sede e nem filial! Lembre-se que o sócio pode integrar
mais de uma sociedade de advogados desde que essas sociedades
tenham lugares diversos das sede ou filiais. Lara já integrava uma
sociedade em São Paulo, não poderia integrar outra na mesma
localidade.
Gabarito: Letra “b”.

3. Do Advogado Empregado

Caro aluno, anime-se! Você já passou da metade da aula e a sua


prova se aproxima. Não perca tempo, venha com tudo para o Exame de
Ordem!
Os advogados associados são aqueles que têm participação nos
resultados da sociedade. Eles possuem um vínculo de emprego, regido
pela CLT, e têm uma relação de patrocínio.
Repare bem: o advogado associado tem vínculo de emprego
com a sociedade de advogados.

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Falando em CLT, vejamos a definição de empregado dada por essa


Consolidação:

Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços


de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e
mediante salário.

Mesmo sendo empregado em uma sociedade de advogados ou em


uma empresa privada, o advogado mantém a isenção e a
independência técnica. Isso quer dizer que é o advogado empregado
que se auto-determinará, de acordo com o seu entendimento pessoal
sobre o tema e os seus conhecimentos jurídicos. O fato de haver
subordinação com relação ao seu empregador, não quer dizer que este
determinará qual é a tese que deverá ser apresentada em uma petição
ou o posicionamento jurídico que será adotado em um parecer, por
exemplo.
Outra informação quanto ao advogado empregado que você deve
saber – POIS JÁ CAIU MUITAS VEZES NO EXAME DE ORDEM – é a de que
o advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços
profissionais de interesse pessoal dos empregadores, fora da
relação de emprego.
Assim, se você for contratado como advogado de um Shopping
Center, você não estará obrigado a fazer a separação judicial do dono do
shopping, pois essa ação é de interesse pessoal dele e não decorre da
relação de emprego, que é prestar consultoria e defender em juízo o
Shopping Center.
Professor, tenho uma dúvida: eu vi que o Estatuto da OAB, em seu
art. 44, II, confere à OAB a competência de promover, com exclusividade,
a representação, a defesa, a seleção e a disciplina dos advogados em
toda a República Federativa do Brasil. Então, se é a OAB quem promove
a defesa do advogado de forma exclusiva, existe sindicato de
advogado?

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Existe sim!
O Regulamento Geral do Estatuto afirma que a exclusividade da
representação dos advogados pela OAB, prevista no art. 44, II, do
Estatuto, não afasta a competência própria dos sindicatos e associações
sindicais de advogados, quanto à defesa dos direitos peculiares da
relação de trabalho do profissional empregado.
Perceba: o sindicato dos advogados empregados cuida dos direitos
decorrentes da relação de trabalho desse advogado.
Além disso, o mesmo Regulamento Geral prevê que compete aos
Sindicatos dos Advogados e, na sua falta, à Federação e à Confederação
de Advogados representar os advogados empregados nas convenções
coletivas celebradas com as entidades sindicais representativas dos
empregadores, nos acordos coletivos celebrados com a empresa
empregadora e nos dissídios coletivos perante a Justiça do Trabalho,
aplicáveis às relações de trabalho (art. 11).
Assim, temos:

Entidade Competência Limites da competência

OAB geral competência de promover,


com exclusividade, a
representação, a defesa, a
seleção e a disciplina dos
advogados em toda a
República Federativa do
Brasil.

Sindicato de direitos trabalhistas - direitos do advogado


advogado decorrentes da relação de
Federação trabalho;
Confederação - convenções coletivas
de Advogados celebradas com as entidades

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sindicais representativas dos


empregadores,
- acordos coletivos
celebrados com a empresa
empregadora
- dissídios coletivos perante
a Justiça do Trabalho,
aplicáveis às relações de
trabalho

Vamos aos direitos trabalhistas específicos do advogado.


SANGUE NOS OLHOS NESSE MOMENTO!
A jornada de trabalho é o período de trabalho, o tempo em que o
advogado estiver à disposição do empregador, aguardando ou
executando ordens, no seu escritório ou em atividades externas, sendo-
lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte, hospedagem e
alimentação.
A jornada de trabalho divide-se da seguinte forma:
 8h diárias e 40h semanais, no caso de dedicação exclusiva;
 4h diárias e 20h semanais, sem dedicação exclusiva.

Assim diz o art. 20 do Estatuto:

Art. 20. A jornada de trabalho do advogado empregado, no exercício da


profissão, não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a
de vinte horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de
dedicação exclusiva.

Professor, como vou saber se é caso de dedicação exclusiva?

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O Regulamento Geral alerta que, considera-se de dedicação


exclusiva o regime de trabalho que for expressamente previsto em
contrato individual de trabalho.
Vamos agora tratar da hora extraordinária.
Qualquer hora que o advogado trabalhe a mais será contabilizada
como hora extra, devendo ser paga, segundo a OAB, no equivalente a
100% da hora trabalhada, podendo esse valor, por acordo, ser
aumentado, mas nunca reduzido.
Com relação à hora noturna, período das 20 horas às 5 horas da
manhã, o advogado terá direito a adicional de 25%.
O Estatuto da OAB informa, ainda, que o salário mínimo
profissional do advogado será fixado em sentença normativa, salvo se
ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho (art. 19).
Lembre-se sempre que as obrigações do advogado empregado
limitam-se ao contrato de trabalho.
Diante da importância do tema advogado empregado, apresentamos
o seguinte quadro com o resumo dos direitos garantidos pelo Estatuto ao
advogado empregado:

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 Isenção técnica perante os empregadores;


 Não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse
pessoal dos empregadores, fora da relação de emprego;
 Salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença
normativa, salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
 Limite da duração da jornada, que varia de quatro horas contínuas a vinte
horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de
dedicação exclusiva, que pode passar para 8 horas diárias e 40 horas
semanais.
 Hora extra: 100%
 Adicional noturno: 25%
 Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este
representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados
empregados.

Pela importância desse último direito, vamos estudá-lo em um tópico


próprio.

3.1 Verba sucumbencial

O art.21 do Estatuto da OAB diz:

Art. 21. Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este
representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados
empregados.
Parágrafo único. Os honorários de sucumbência, percebidos por advogado
empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a
empregadora, na forma estabelecida em acordo.

Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou


sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo

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para executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o


precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor.
Com relação aos advogados empregados, os honorários de
sucumbência, por decorrerem precipuamente do exercício da advocacia
e só acidentalmente da relação de emprego, não poderão ser
considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários, por não fazer
parte do salário ou da remuneração.
Se esses advogados empregados pertencerem a uma empregadora
que não seja sociedade de advogados, o art. 14, § único, do
Regulamento Geral da OAB, dispõe que os honorários de sucumbência
desses advogados constituem fundo comum, cuja destinação é decidida
pelos profissionais integrantes do serviço jurídico da empresa ou por seus
representantes.
Se esses advogados fizerem parte de uma sociedade de
advogados, os honorários de sucumbência, percebidos por advogado
empregado de sociedade de advogados serão divididos entre o
advogado empregado e a empregadora, desde que não exista
estipulação contratual em contrário.

Questões da
OAB

10) (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Mévio é


advogado empregado de empresa de grande porte atuando como diretor
jurídico e tendo vários colegas vinculados à sua direção. Instado por um
dos diretores, escala um dos seus advogados para atuar em processo
judicial litigioso, no interesse de uma das filhas do referido diretor. À luz
das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) a defesa dos interesses dos familiares dos dirigentes da empresa
está ínsita na atuação profissional do advogado empregado.
b) a atuação do advogado empregado nesses casos pode ocorrer
voluntariamente, sem relação com o seu emprego.

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c) a relação de emprego retira do advogado sua independência


profissional, pois deve defender os interesses do patrão.
d) em casos de dedicação exclusiva, a jornada de trabalho máxima
do advogado será de quatro horas diárias e de vinte horas semanais.
Vimos no nosso quadro que o advogado não está obrigado à
prestação de serviços profissionais de interesse pessoal dos
empregadores, fora da relação de emprego. Letra “a” errada.
É claro que se o advogado quiser atuar nos casos de interesse
pessoal do empregador ele pode, porém não está obrigado a fazê-lo.
Letra “b” certa.
Eu afirmei que mesmo sendo empregado, o advogado mantém a
isenção e independência técnica. Não se esqueça jamais essa
informação! Letra “c” errada.
O advogado empregado tem uma jornada de trabalho, podendo ser
de 8h diárias e 40h semanais, no caso de dedicação exclusiva, e não
de 4h e 20h semanais. Letra “d” errada.
Gabarito: Letra “c”.

4. Resumo da aula

Vamos aos principais pontos abordados nessa nossa aula. Use o


resumo da aula na semana que anteceder a sua prova, para que o estudo
venha a sua mente quando estiver marcando o gabarito de seu Exame
de Ordem.
A sociedade de advogados é formada de acordo com o Estatuto da
Advocacia e o regulamento geral da OAB, aplicando-se, no que couber, à
sociedade de advogados o Código de Ética e Disciplina.
Sociedade de advogados é aquela formalmente constituída,
registrada, aprovada quanto aos seus atos constitutivos junto ao
conselho competente.

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Natureza jurídica: a sociedade de advogados é uma sociedade civil


de prestação de serviços de advocacia, dessa forma não pode ter
natureza mercantil. Confira o que diz o artigo 15 do Estatuto:

Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de


prestação de serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de
advocacia, na forma disciplinada nesta Lei e no regulamento geral.

A sociedade de Advogado é registrada no conselho seccional


onde pretenda exercer sua atividade com predominância. As filiais
existirão em Estado distinto da sede, para que a filial comece a existir é
necessário o registro. Não é no cartório e nem em junta comercial! Só o
Conselho Seccional da OAB tem competência para tal registro.
O advogado não pode exercer a atividade de advocacia juntamente
com uma atividade mercantil, como por exemplo: Escritório de Advocacia
e Contabilidade Joãozinho de Tal.
Só pode ser sócio de advogados o advogado regularmente inscrito
na OAB. Nem Estagiário inscrito na OAB e nem o bacharel em direito
podem fazer parte da sociedade de advogado.
A lei nos fala que não será admitido registro e nem poderão funcionar
as sociedades de advogados que:
a) Apresentem forma ou características mercantis;
b) Adotem denominação de fantasia;
c) Realizem atividades estranhas à advocacia;
d) Incluam sócio não inscrito como advogado ou totalmente
proibido de advogar.
Assim como o advogado, a sociedade tem um número de inscrição.
A OAB não impõe limite para o número de sócios na sociedade.
Quando o cliente contrata uma sociedade de advogados, está
contratando com a pessoa jurídica. Porém, a procuração não outorga
poderes à sociedade, ela deve ser outorgada individualmente.

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Observe que para atuar em juízo, são os advogados integrantes daquela


sociedade que atuam e não a pessoa jurídica em si.
O nome dos sócios sempre deverá constar do instrumento
procuratório, mesmo que o sócio nunca atue na filial.
Outra característica da sociedade de advogados é que o nome
sempre fará menção a atividade desenvolvida, devendo ter, ainda, pelo
menos o nome de um dos sócios.
Fórmula do nome:

FINALIDADE DESENVOLVIDA + NOME DE UM DOS SÓCIOS

No caso do falecimento de um dos sócios, o nome do sócio falecido


pode ser mantido desde que haja previsão dentro do contrato
constitutivo. Se não houver disposição, o nome deve ser tirado.
Atenção! Não pode constar no nome do escritório as expressões
LTDA., Cia, S.A. Pode aparecer a expressão S.S. de sociedade simples.
Parece óbvio, mas não custa nada reforçar, uma mesma sociedade
de advogados não pode defender clientes com interesses opostos.
E ainda um sócio pode integrar mais de uma sociedade de advogados
desde que essas sociedades tenham lugares diversos das sedes ou filiais.
A sociedade é responsável por danos que causarem a seus clientes
ou a terceiros. Tanto que se houver um prejuízo material, se os bens da
sociedade não forem suficientes para ressarcir, os bens dos sócios serão
atingidos.
Quanto ao advogado empregado:
Os advogados associados são aqueles que têm participação nos
resultados da sociedade. Eles possuem um vínculo de emprego, regidos
pela CLT e têm uma relação de patrocínio.
Apresentamos o seguinte quadro com o resumo dos direitos
garantidos pelo Estatuto ao advogado empregado:

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 Isenção técnica perante os empregadores;


 Não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse
pessoal dos empregadores, fora da relação de emprego;
 Salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença
normativa, salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
 Limite da duração da jornada, que varia de quatro horas contínuas a vinte
horas semanais, salvo acordo ou convenção coletiva ou em caso de
dedicação exclusiva, que pode passar para 8 horas diárias e 40 horas
semanais.
 Hora extra: 100%
 Adicional noturno: 25%
 Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este
representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados
empregados.

Os honorários de sucumbência, por decorrerem precipuamente do


exercício da advocacia e só acidentalmente da relação de emprego, não
poderão ser considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários, por
não fazer partedo salário ou daremuneração.
Com relação aos advogados empregados, os honorários de
sucumbência, por decorrerem precipuamente do exercício da advocacia
e só acidentalmente da relação de emprego, não poderão ser
considerados para efeitos trabalhistas ou previdenciários, por não fazer
parte do salário ou da remuneração.
Se esses advogados empregados pertencerem a uma empregadora
que não seja sociedade de advogados, o art. 14, § único, do
Regulamento Geral da OAB, dispõe que os honorários de sucumbência
desses advogados constituem fundo comum, cuja destinação é decidida
pelos profissionais integrantes do serviço jurídico da empresa ou por seus
representantes.
Se esses advogados fizerem parte de uma sociedade de
advogados, os honorários de sucumbência, percebidos por advogado

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empregado de sociedade de advogados serão divididos entre o


advogado empregado e a empregadora, desde que não exista
estipulação contratual em contrário.
Chegamos ao fim da nossa aula 02. Espero que você tenha gostado!
Vamos agora às questões comentadas ao longo da aula.

5. Questões comentadas

1) FGV - 2011 - IX - Exame de Ordem Unificado)Marcos, Letícia


e Cristina, advogados, resolvem formar sociedade, para atuar na área
cível, campo profissional da preferência de todos. No
entanto, não regularizam a sociedade perante a Ordem dos Advogados
do Brasil.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) A ausência de registro da sociedade de advogados na Ordem dos
Advogados do Brasil constitui mera irregularidade.
B) Os atos das sociedades de advogados devem ser restritos às
atividades de consultoria jurídica.
C) Os atos praticados pelos advogados que integram sociedades
irregulares são nulos de pleno direito.
D) A prática de atos privativos de advocacia por sociedade irregular
tipifica exercício irregular da profissão.
2) (FGV – OAB –XI Exame- 2013)Os advogados Roberto e
Alfredo, integrantes da sociedade Roberto & Alfredo Advogados
Associados, há muito atuavam em causas trabalhistas em favor da
sociedade empresária “X”. A certa altura, o advogado Armando ingressou
na sociedade de advogados. Armando, no entanto, já representava os
interesses de ex-empregado da sociedade empresária “X”. Em razão
disso, Armando não foi constituído para atuar nas causas do escritório
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envolvendo a sociedade empresária “X”, continuando, assim, a atuar em


favor do ex-empregado. Por outro lado, Roberto e Alfredo não foram
constituídos para advogar pelo ex-empregado.
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
A) Roberto, Alfredo e Armando agiram correta e eticamente, pois
dividiram os clientes, de forma que nenhum deles advogasse, ao mesmo
tempo, para clientes com interesses opostos.
B) Roberto, Alfredo e Armando não agiram corretamente, pois, em
causas trabalhistas, os advogados de partes com interesses opostos não
podem ter qualquer tipo de relação profissional ou pessoal.
C) Roberto, Alfredo e Armando não agiram correta e eticamente,
pois os advogados sócios de uma mesma sociedade profissional não
podem representar, em juízo, clientes com interesses opostos.
D) Roberto, Alfredo e Armando não poderiam ter constituído a
sociedade em questão, ainda que Armando deixasse de atuar na causa
em favor do ex-empregado.

3) (FGV – 2012 –IX – Exame de Ordem Unificado)O advogado


João, regularmente contratado para defender os interesses de José em
Juízo, realiza a defesa regular em primeiro grau, mas não apresenta
recurso de apelação contra sentença que julgou improcedente o pedido,
mesmo havendo sólida fundamentação para modificar o decidido. O
prejuízo causado ao cliente foi de R$ 10.000,00, parcialmente coberto
por seguro realizado pela sociedade de advogados integrada por João.
Consoante as regras estatutárias, os prejuízos causados ao cliente
acarretam a responsabilidade pessoal do sócio advogado de forma
A) limitada à responsabilidade decorrente de contrato de seguro.
B) ilimitada, mas subsidiária em relação à sociedade.
C) limitada e principal, sendo a da sociedade subsidiária.
D) ilimitada e vinculada ao resultado do processo disciplinar
instaurado.

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4) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Os


advogados Pedro e João desejam estabelecer sociedade de advogados
com o fito de regularizar o controle dos seus fluxos de honorários e
otimizar despesas. Estabelecem contrato e requerem o seu registro no
órgão competente. À luz da legislação aplicável aos advogados, é correto
afirmar que
a) é possível a participação de advogados em sociedades sediadas
em áreas territoriais de seccionais diversas.
b) o Código de Ética não se aplica individualmente aos
profissionais que compõem sociedade de advogados.
c) podem existir sociedades mistas de advogados e contadores.
d) a procuração é sempre coletiva quando atuante sociedade de
advogados.

5) (FGV - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Michel,


Philippe e Lígia, bacharéis em Direito recém-formados e colegas de
bancos universitários, comprometem-se a empreender a atividade
advocatícia de forma conjunta logo após a aprovação no Exame de
Ordem. Para gáudio dos bacharéis, todos são aprovados no certame e
obtém sua inscrição no Quadro de Advogados da OAB.
Assim, alugam sala compatível em local próximo ao prédio do Fórum
do município onde pretendem exercer sua nobre função. De início, as
causas são individuais, por indicação de amigos e parentes. Logo, no
entanto, diante do sucesso profissional alcançado, são contactados por
sociedades empresárias ansiosas pela prestação de serviços profissionais
advocatícios de qualidade. Uma exigência, no entanto, é realizada: a
prestação deve ocorrer por meio de sociedade de advogados.
No concernente ao tema, à luz das normas aplicáveis
a) a sociedade de advogados é de natureza empresarial.

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b) os advogados sócios da sociedade de advogados respondem


limitadamente por danos causados aos clientes.
c) o registro da sociedade de advogados é realizado no Conselho
Seccional da OAB onde a mesma mantiver sede.
d) não é possível associação com advogados, sem vínculo de
emprego, para participação nos resultados.

6) (FGV – 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) No


concernente à Sociedade de Advogados, é correto afirmar, à luz do
Estatuto e do Código de Ética e Disciplina da OAB, que
a) pode se organizar de forma mercantil, com registro na Junta
Comercial.
b)está vinculada às regras de ética e disciplina dos advogados.
c)seus sócios estão imunes ao controle disciplinar da OAB.
d)seus componentes podem, isoladamente, representar clientes com
interesses conflitantes.

7) (FGV - OAB – 2014 – Exame XV) Os advogados X de Souza,


Y dos Santos e requereram o registro de sociedade de advogados
denominada Souza, Santos e Andrade Sociedade de Advogados. Tempos
depois, X de Souza vem a falecer, mas os demais sócios decidem manter
na sociedade o nome do advogado falecido. Sobre a hipótese, assinale a
afirmativa correta.
A) É possível manter o nome do sócio falecido, desde que prevista
tal possibilidade no ato constitutivo da sociedade.
B) É possível manter o nome do sócio falecido, independentemente
de previsão no ato constitutivo da sociedade.
C) É absolutamente vedada a manutenção do nome do sócio falecido
na razão social da sociedade.
D) É possível manter, pelo prazo máximo de seis meses, o nome do
sócio falecido.

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8) (FGV – OAB – 2013 - EXAME XII) O escritório Hércules


Advogados Associados foi fundado no início do século XX, tendo
destacada atuação em várias áreas do Direito. O sócio-fundador faleceu
no limiar do século XXI e os sócios remanescentes manifestaram o desejo
de manter o nome do advogado falecido na razão social da sociedade. A
partir da hipótese sugerida, nos termos do Regulamento Geral da Ordem
dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A) Falecendo o advogado sócio, determina-se a sua exclusão dos
registros da sociedade incluindo a razão social do escritório.
B) Permite-se a manutenção do sócio-fundador nos registros do
escritório, mediante autorização especial do plenário da Seccional.
C) Havendo previsão no ato constitutivo da sociedade de advogados,
pode permanecer o nome do sócio falecido na razão social.
D) Existindo acordo entre o escritório de advocacia, os clientes e a
Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, é permitida a manutenção
do nome do sócio falecido.

9) (FGV – 2012 -OAB - Exame de Ordem Unificado) Lara é sócia


de determinada sociedade de advogados com sede no Rio de Janeiro e
filial em São Paulo. Foi convidada a integrar, cumulativamente e também
como sócia, os quadros de outra sociedade de advogados, esta com sede
em São Paulo e sem filiais. Aceitou o convite e rapidamente providenciou
sua inscrição suplementar na OAB/SP, tendo em vista que passaria a
exercer habitualmente a profissão nesse estado.

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a) Lara agiu corretamente, pois, considerando-se que passaria a


atuar em mais do que cinco causas por ano em São Paulo, era necessário
que promovesse sua inscrição suplementar nesse estado.
b) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar
mais de uma sociedade de advogados com sede ou filial na mesma área
territorial do respectivo Conselho Seccional.
c) Lara não agiu corretamente, pois é vedado ao advogado integrar
mais de uma sociedade de advogados dentro do território nacional.
d) Lara agiu corretamente e sequer era necessário que promovesse
sua inscrição suplementar, pois passaria a exercer a profissão em São
Paulo na qualidade de sócia e não de advogada empregada da sociedade
em questão.

10) (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Mévio é


advogado empregado de empresa de grande porte atuando como diretor
jurídico e tendo vários colegas vinculados à sua direção. Instado por um
dos diretores, escala um dos seus advogados para atuar em processo
judicial litigioso, no interesse de uma das filhas do referido diretor. À luz
das normas estatutárias, é correto afirmar que
a) a defesa dos interesses dos familiares dos dirigentes da empresa
está ínsita na atuação profissional do advogado empregado.
b) a atuação do advogado empregado nesses casos pode ocorrer
voluntariamente, sem relação com o seu emprego.
c) a relação de emprego retira do advogado sua independência
profissional, pois deve defender os interesses do patrão.
d) em casos de dedicação exclusiva, a jornada de trabalho máxima
do advogado será de quatro horas diárias e de vinte horas semanais.

Gabarito:
1) B
2) C

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3) B
4) C
5) C
6) B
7) A
8) C
9) B
10) C

6. Referências

BRASIL. Código de Ética da OAB. Conselho Federal da Ordem dos


Advogados do Brasil, Brasília, DF, 13 fev. 1995.
BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o
Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL.Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994. Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.
MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da Ordem,
1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012, Método.

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AULA 03: Dos honorários advocatícios

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO À AULA 03. 2

2. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS 2

2.1. ESPÉCIES DE HONORÁRIOS 2


2.2. ASPECTOS GERAIS 6
2.3. VALORES 16
2.4. EXECUÇÃO DOS HONORÁRIOS 18

3. RESUMO DA AULA 28

4. QUESTÕES COMENTADAS 31

5. REFERÊNCIAS 42

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1. Introdução à aula 03.

Bem vindos à nossa aula 03!


Nesta nossa aula 03, apresentaremos o estudo “Dos honorários
advocatícios.”.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Dos honorários advocatícios

Para você que será um advogado, este ponto da nossa matéria é


de fundamental importância. Afinal, é a partir dele que você vai saber
como o advogado tem o seu ganha-pão!

2.1. Espécies de honorários

a) Honorários contratados: São aqueles honorários acordados,


pactuados entre o cliente e o advogado. Não poderá haver vício,
clausulas abusivas, onerosidade excessiva, nem a locupletação
(enriquecimento) indevida por parte do advogado.
A regra geral é que o contrato de prestação de serviços
advocatícios seja escrito. No caso de contrato verbal, faltando um
acordo, os honorários serão determinados por arbitramento judicial e a
sentença será o seu titulo executivo judicial.
Professor existe alguma situação em que o contrato será
obrigatoriamente escrito?
Existe sim! É o caso previsto no art. 50 do Novo Código de Ética, o
contrato com cláusula de quota litis.
Em primeiro lugar, o que vem a ser essa tal quota litis? A “quota
litis” consiste na fixação de honorários em função do resultado, em
concreto, da lide, sobretudo quando esta tem um conteúdo puramente
monetário.
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Prof. Daniel Mesquita Aula 03

QUOTA LITIS = RECEBE EM FUNÇÃO DO RESULTADO,


EM PERCENUAL DO PROVEITO ECONÔMICO DO CLIENTE

O contrato com cláusula de quota litis, obrigatoriamente deve ser


por escrito e com recebimento em pecúnia. Outras duas regras
devem ser obedecidas nessa espécie de contrato de honorários:
1. Admite-se recebimento em bens do cliente, desde que comprove
a impossibilidade financeira de pagar em dinheiro.
2. O advogado não pode obter um melhor proveito na demanda do
que o seu cliente, afinal, não se admite a onerosidade excessiva nos
contratos de prestação de serviços advocatícios.
ATENÇÃO: Nesse contrato com a cláusula quota litis, o percentual
do advogado pode ser pago em dinheiro. O recebimento em percentual
de bens de clientes só deverá ocorrer em caráter excepcional, quando o
cliente, comprovadamente, não tiver condições financeiras, e deve estar
previamente ajustado no contrato escrito.
Leia o art. 50, § 1º do Código de Ética:

Art. 50 § 1º A participação do advogado em bens particulares do


cliente só é admitida em caráter excepcional, quando esse,
comprovadamente, não tiver condições pecuniárias de satisfazer o
débito de honorários e ajustar com o seu patrono, em instrumento
contratual, tal forma de pagamento.

E como eu devo cobrar quando eu me tornar advogado, professor?


Como os honorários pactuados devem ser cobrados com
moderação, não se pode cobrar valores nem ínfimos, irrisórios e nem
valores abusivos, que não justifiquem a prestação de serviço.
No exame da ordem, pode aparecer a expressão “aviltar
honorários”. Essa expressão nos remete a um pagamento ínfimo,
abaixo do valor do serviço prestado.

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Para evitar a cobrança de honorários aviltantes, você não pode


cobrar abaixo do valor de honorários mínimo fixado na Tabela de
Honorários da OAB em sua seccional.
Leia com atenção o art. 49 do Código de Ética:

Art. 49. Os honorários profissionais devem ser fixados com moderação,


atendidos os elementos seguintes:
I - a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade das questões
versadas;
II - o trabalho e o tempo a ser empregados;
III - a possibilidade de ficar o advogado impedido de intervir em outros casos,
ou de se desavir com outros clientes ou terceiros;
IV - o valor da causa, a condição econômica do cliente e o proveito para este
resultante do serviço profissional;
V - o caráter da intervenção, conforme se trate de serviço a cliente eventual,
frequente ou constante;
VI - o lugar da prestação dos serviços, conforme se trate do domicílio do
advogado ou de outro;
VII - a competência do profissional;
VIII - a praxe do foro sobre trabalhos análogos.

Você percebeu que na fixação dos honorários você deverá


considerar a condição econômica do cliente e se o serviço prestado tem
caráter eventual ou permanente?
Não se preocupe com esses critérios ainda, retomaremos nesse
ponto mais adiante.
Saiba, ainda, que é necessário observar o valor mínimo da tabela
até mesmo nas diligências “§ 6º Deverá o advogado observar o valor
mínimo da Tabela de Honorários instituída pelo respectivo Conselho
Seccional onde for realizado o serviço, inclusive aquele referente às
diligências, sob pena de caracterizar-se aviltamento de honorários.”
(Art. 48, § 6º)

b) Honorários arbitrados judicialmente: São aqueles


honorários determinados pelo juiz, seja porque não houve contrato ou
por não existir acordo com o cliente. O juiz então determina, na

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sentença de arbitramento de honorários, o valor que deverá ser pago


ao advogado.
Assim, não havendo estipulação ou acordo, os honorários são
fixados por arbitramento judicial.
c) Honorários de sucumbência: São espécie do gênero
“honorários arbitrados judicialmente”. Vejamos o que diz o Novo Código
de Processo Civil, em seu art. 85:

Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do


vencedor.

Perceba que os honorários de sucumbência são fixados pelo juiz na


sentença que resolve a demanda proposta perante o Judiciário. Eles são
fixados em favor da parte vencedora, ou seja, quem perde a demanda
deve pagar os honorários de sucumbência para a outra parte.
Mas professor, esse valor relativo aos honorários, pago pela parte
vencida, pertence ao cliente (a parte no processo) ou ao advogado?
Boa pergunta! Leia com atenção o art. 23 do Estatuto da OAB:

Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou


sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para
executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando
necessário, seja expedido em seu favor.

ATENÇÃO para essa informação: os honorários de sucumbência


pertencem ao advogado, mesmo que o profissional já tenha recebido
valores relativos aos honorários contratuais celebrados com seu cliente.
Contudo, quando o advogado for promover o acerto final com o seu
cliente, os honorários de sucumbência devem ser levados em conta.
Veja o dispositivo do Código de Ética:

Art. 48, § 5º É vedada, em qualquer hipótese, a diminuição dos honorários


contratados em decorrência da solução do litígio por qualquer mecanismo adequado

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de solução extrajudicial.

Essa eventual compensação entre os honorários contratados e os


de sucumbência só vai haver se houver previsão contratual. Leia, com
atenção, o artigo 48 do Código de Ética:

Art. 48 § 2º A compensação de créditos, pelo advogado, de importâncias


devidas ao cliente, somente será admissível quando o contrato de prestação
de serviços a autorizar ou quando houver autorização especial do
cliente para esse fim, por este firmada.

Outra pergunta: se o seu cliente faz um acordo com a parte


contrária, os seus honorários, sejam eles fixados na sentença ou
contratual, serão reduzidos automaticamente?
Não, meus caros, o acordo feito pelo cliente do advogado e a parte
contrária, salvo aquiescência do profissional, não lhe prejudica os
honorários, quer os convencionados, quer os concedidos por sentença
(art. 24, § 4º, da Lei nº 8.906/94).

2.2. Aspectos gerais

Para você que está estudando agora o regime dos honorários


advocatícios, saiba de uma regra de ouro: o advogado sempre recebe!
Tanto é verdade que será nula toda disposição, cláusula,
regulamento ou convenção individual ou coletiva que retire do
advogado o direito ao recebimento dos honorários de sucumbência (art.
24, § 3º, do Estatuto da OAB).
Veja o que diz o art. 17 do Código de Ética da OAB:

Art. 17. A revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o desobriga do
pagamento das verbas honorárias contratadas, assim como não retira o direito do
advogado de receber o quanto lhe seja devido em eventual verba honorária de
sucumbência, calculada proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado.

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A partir da ciência do advogado da destituição por parte do seu


cliente, não há nenhuma responsabilidade por ato futuro.
Sobre o tema, veja o que diz o artigo 48 do Código de Ética:

48 § 1º O contrato de prestação de serviços de advocacia não exige forma


especial, devendo estabelecer, porém, com clareza e precisão, o seu objeto,
os honorários ajustados, a forma de pagamento, a extensão do patrocínio,
esclarecendo se este abrangerá todos os atos do processo ou limitar-se-á a
determinado grau de jurisdição, além de dispor sobre a hipótese de a causa
encerrar-se mediante transação ou acordo.

O Código de Ética orienta, ainda, que se deve dividir os serviços do


advogado em três fases, uma vez que não se pode prever, quando da
fixação dos honorários contratuais, o prazo de tramitação da demanda.
Essas três fases são: procedimentos preliminares (p. ex: orientações,
tratativas prévias no sentido de se fazer um acordo com a parte
contrária, etc.), judicial (trabalho realizado no curso da demanda) e
procedimentos conciliatórios (p. ex: realização de reuniões com a parte
contrária para que se extinga o processo por meio de um acordo).

Outra importante informação trazida pelo Código de Ética da OAB,


com relação aos honorários advocatícios é que:

Art. 52. O crédito por honorários advocatícios, seja do advogado autônomo,


seja de sociedade de advogados, não autoriza o saque de duplicatas ou
qualquer outro título de crédito de natureza mercantil, podendo, apenas, ser
emitida fatura, quando o cliente assim pretender, com fundamento no
contrato de prestação de serviços, a qual, porém, não poderá ser levada a
protesto.

Isso porque, como vimos em aulas anteriores, a atividade de


exercício da advocacia não é uma atividade mercantil.
Outra previsão legal que busca coibir o exercício da atividade
advocatícia como uma atividade mercantil é aquela que proíbe ao
advogado de se valer de agenciador de causas, mediante participação

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nos honorários. Quem recebe honorários é o advogado. Se houver essa


participação, o advogado estará praticando uma infração disciplinar.
Veja:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos honorários
a receber;

O advogado tem direito autônomo para executar a sentença nesta


parte, ou seja, na parte em que condena a parte vencida a pagar os
honorários da outra parte. Desse modo, pode o advogado requerer que
o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor.

Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou


sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para
executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando
necessário, seja expedido em seu favor.

Não se esqueça de que os honorários que o advogado irá receber


não pode ser maior do que a vantagem recebida pelo cliente.
Professor, e se o advogado morre, o cliente ainda deve pagar os
honorários? A quem?
A resposta é sim, o cliente continua com a obrigação de quitar os
honorários contratuais e a parte vencida com a obrigação de quitar os
honorários de sucumbência.
O valor deverá ser pago aos sucessores ou representantes legais
do advogado.
Veja o que diz o artigo 24, §2º, do Estatuto da Advocacia e a
Ordem dos Advogados do Brasil:

Art. 24 § 2º Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os


honorários de sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são
recebidos por seus sucessores ou representantes legais.

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Chegamos às primeiras questões desta nossa aula! Vamos treinar?

Questões da
OAB

1. (FGV – 2016 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XX) A


advogada Taís foi contratada por Lia para atuar em certo processo
ajuizado perante o Juizado Especial Cível. Foi acordado o pagamento de
honorários advocatícios no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O
feito seguiu regularmente o rito previsto na Lei nº 9.099/95, tendo o
magistrado, antes da instrução e julgamento, esclarecido as partes
sobre as vantagens da conciliação, obtendo a concordância dos
litigantes pela solução consensual do conflito. Considerando o caso
relatado, assinale a afirmativa correta.
A) Diante da conciliação entre as partes, ocorrida antes da
instrução e julgamento do feito, Taís fará jus à metade do valor
acordado a título de honorários advocatícios.
B) A conciliação entre as partes, ocorrida antes da instrução e
julgamento do feito, não prejudica os honorários convencionados, salvo
aquiescência de Taís.
C) Diante da conciliação entre as partes, ocorrida antes da
instrução e julgamento do feito, deverá o magistrado, ao homologar o
acordo, fixar o valor que competirá a Taís, a título de honorários
advocatícios, não prevalecendo a pactuação anterior entre cliente e
advogada.
D) Em razão da conciliação entre as partes, ocorrida antes da
instrução e julgamento do feito, deverá ser pactuado, por Taís e Lia,
novo valor a título de honorários advocatícios, não prevalecendo a
obrigação anteriormente fixada.

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Mais uma questão sobre honorários!


O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo
aquiescência do profissional, não lhe prejudica os honorários, quer os
convencionados, quer os concedidos por sentença (art. 24, § 4º, da Lei
nº 8.906/94).
Gabarito: Letra B

2. (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) Laura formou-se em prestigiada Faculdade de Direito,
mas sua prática advocatícia foi limitada, o que a impediu de ter
experiência maior no trato com os clientes. Realizou seus primeiros
processos para amigos e parentes, cobrando módicas quantias
referentes a honorários advocatícios. Ao receber a cliente Telma,
próspera empresária, e aceitar defender os seus interesses
judicialmente, fica em dúvida quanto aos termos de cobrança inicial dos
honorários pactuados.
Em razão disso, consulta o advogado Luciano, que lhe informa,
segundo os termos do Estatuto da Advocacia, que salvo estipulação em
contrário,

a) metade dos honorários é devida no início do serviço.


b) um quinto dos honorários é devido ao início do processo
judicial.
c) a integralidade dos honorários é devida até a decisão de
primeira instância.
d) um terço dos honorários é devido no início do serviço.

O art. 22 3º do EAOAB dispõe que:

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Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o


direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e
aos de sucumbência.
§ 3º. Salvo estipulação em contrário, 1/3 (um terço) dos honorários é
devido no início do serviço, outro terço até a decisão de primeira instância e o
restante ao final.
Gabarito – Letra D.

3. (OAB – 2015 – Exame Unificado XVIII) Paulo é contratado


por Pedro para promover ação com pedido condenatório em face de
Alexandre, por danos causados ao animal de sua propriedade. Em
decorrência do processo, houve condenação do réu ao pagamento de
indenização ao autor, fixados honorários de sucumbência
correspondentes a dez por cento do apurado em cumprimento de
sentença. O réu ofertou apelação contra a sentença proferida na fase
cognitiva. Ainda pendente o julgamento do recurso, Pedro decide
revogar o mandato judicial conferido a Paulo, desobrigando-se de pagar
os honorários contratualmente ajustados.
Nos termos do Código de Ética da OAB, a revogação do mandato
judicial, por vontade de Pedro,
A) não o desobriga do pagamento das verbas honorárias
contratadas.
B) desobriga-o do pagamento das verbas honorárias contratadas.
C) desobriga-o do pagamento das verbas honorárias contratadas e
da verba sucumbencial.
D) não o desobriga do pagamento das verbas honorárias
sucumbenciais, mas o desobriga das verbas contratadas
O EAOAB em seu art. Art. 22 dispõe que: “A prestação de serviço
profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários
convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de
sucumbência”.
Já o Código de Ética determina em seu art. 17 que: “Art. 17. A
revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o desobriga

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do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim como não


retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja devido em
eventual verba honorária de sucumbência, calculada proporcionalmente
em face do serviço efetivamente prestado.”.
Gabarito – Letra A.

4. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Maria,


após vários anos de tramitação de ação indenizatória em que figurava
como autora, decidiu substituir José, advogado que até então atuava na
causa, por João, amigo da família, que não cobraria honorários de
nenhuma espécie de Maria. Ao final da ação, quando Maria finalmente
recebeu os valores que lhe eram devidos, a título de indenização, foi
procurada por José, que desejava receber honorários pelos serviços
advocatícios prestados até o momento em que foi substituído.
Sobre a hipótese sugerida, assinale a afirmativa correta.
a) José tem direito a receber a integralidade dos honorários
contratuais e de sucumbência, como se tivesse atuado na causa até o
final, uma vez que foi substituído por vontade da cliente e não sua.
b) José não tem direito a receber honorários, porque não atuou
na causa até o seu fim.
c) José tem direito a receber honorários contratuais, mas não tem
direito a receber honorários de sucumbência.
d) José tem direito a receber honorários contratuais, bem como
honorários de sucumbência, calculados proporcionalmente, em face do
serviço efetivamente prestado.
Pessoal, observem o que diz o art. 17 do Código de Ética e
Disciplina da OAB:

Art. 17. A revogação do mandato judicial por vontade do cliente não o


desobriga do pagamento das verbas honorárias contratadas, assim
como não retira o direito do advogado de receber o quanto lhe seja

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devido em eventual verba honorária de sucumbência, calculada


proporcionalmente em face do serviço efetivamente prestado.

Gabarito – Letra D.

5. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) O advogado Mário celebrou


contrato de honorários com seu cliente, para atuar em reclamação
trabalhista. No contrato restou estabelecido que, em caso de êxito, ele
receberia, a título de honorários contratuais, o valor de 60% do que
fosse recebido pelo cliente, que havia sido dispensado pelo empregador
e encontra-se em situação econômica desfavorável.
A respeito do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
A) Mário não cometeu infração disciplinar, uma vez que tendo
celebrado contrato de honorários, ele pode cobrar de seu cliente o valor
que entender compatível com o trabalho desenvolvido.
B) Mário não cometeu infração disciplinar, pois causas trabalhistas
são muito complexas, justificando-se, assim, a cobrança de honorários
elevados.
C) Mário violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB,
segundo o qual os honorários profissionais devem ser fixados com
moderação.
D) Mário violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB,
que veda a cobrança de honorários profissionais com base em
percentual do valor a ser recebido pela parte.
Uma das primeiras coisas que vimos foi que os honorários devem
ser fixados com moderação, conforme:

Art. 49. Os honorários profissionais devem ser fixados com moderação,


atendidos os elementos seguintes:
I - a relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade das questões
versadas;
II - o trabalho e o tempo a ser empregados;

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III - a possibilidade de ficar o advogado impedido de intervir em outros casos,


ou de se desavir com outros clientes ou terceiros;
IV - o valor da causa, a condição econômica do cliente e o proveito para este
resultante do serviço profissional;
V - o caráter da intervenção, conforme se trate de serviço a cliente eventual,
frequente ou constante;
VI - o lugar da prestação dos serviços, conforme se trate do domicílio do
advogado ou de outro;
VII - a competência do profissional;
VIII - a praxe do foro sobre trabalhos análogos.

Gabarito: Letra “c”

6. (FGV – 2012 –OAB –IX Exame de Ordem Unificado)Um


advogado é contratado por um empresário para atuar em causas na
área empresarial, formalizando contrato escrito e emitindo fatura para
pagamento dos honorários ajustados. A partir de determinado momento
o empresário passou a não pagar os honorários ajustados. Consoante
as regras do Código de Ética, o advogado para buscar o recebimento
dos honorários pactuados, deverá
A) emitir duplicatas decorrentes da fatura apresentada.
B) levar o contrato de honorários a protesto.
C) emitir debêntures em decorrência do contrato firmado.
D) cobrar os valores por meio de ação judicial.
Bom, ao estudar o art. 54 do Código de Ética, vimos que: Art. 52. O
crédito por honorários advocatícios, seja do advogado autônomo, seja de
sociedade de advogados, não autoriza o saque de duplicatas ou qualquer
outro título de crédito de natureza mercantil, podendo, apenas, ser
emitida fatura, quando o cliente assim pretender, com fundamento no
contrato de prestação de serviços, a qual, porém, não poderá ser levada a
protesto.. Letra “a”, “b” e “c” erradas.

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Alternativa “d” correta, conforme art. 54 do Código de Ética que


veremos logo a seguir:

Art. 54. Havendo necessidade de promover arbitramento ou cobrança judicial


de honorários, deve o advogado renunciar previamente ao mandato que
recebera do cliente em débito

Gabarito: Letra “d”

7. (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) João


postulou, por meio de representação de advogado, ação condenatória
em face da sociedade Cacos e Cacos Ltda., obtendo sentença favorável,
condenando a ré ao pagamento da quantia de R$100.000,00 (cem mil
reais), acrescida de R$15.000,00 (quinze mil reais) de honorários
advocatícios. Após o trânsito em julgado da decisão judicial, João e seu
advogado Pedro são cientificados de que a sociedade está falida,
devendo os seus créditos sofrer procedimento de habilitação. Nesse
caso, a natureza dos créditos correspondentes a honorários
advocatícios, nos termos do Estatuto, é considerada como
A) quirografária.
B) real.
C) privilegiada.
D) natural.

Pessoal, vimos na aula que, nos termos do art. 24 da Lei 8.906/94,


a decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito
que os estipular são títulos executivos e constituem crédito
privilegiado na falência, concordata, concurso de credores, insolvência
civil e liquidação extrajudicial.
Gabarito: Letra “c”.

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8. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) No caso de


arbitramento judicial de honorários, pela ausência de estipulação ou
acordo em relação a eles, é correto afirmar, à luz das regras
estatutárias, que
a) os valores serão livremente arbitrados pelo juiz, sem
parâmetros, devendo o advogado percebê-los.
b) a fixação dos honorários levará em conta o valor econômico da
questão.
c) a tabela organizada pela OAB não é relevante para essa forma
de fixação.
d) havendo acordo escrito, poderá ocorrer o arbitramento judicial
de honorários.
A afirmativa da letra “a” está errada, pois, como vimos, o juiz terá
como parâmetro os valores estabelecidos pela tabela organizada pelo
Conselho Seccional da OAB. Letra “a” errada.
Pessoal, a remuneração deverá ser compatível com o trabalho e o
valor econômico da questão. Letra “b” correta.
Pelo mesmo motivo da letra “a”, a alternativa “c” está errada.
Quanto à letra “d”, falamos bastante de contrato escrito no inicio
da aula, havendo acordo escrito, esse deverá ser respeitado. O que
você deve se lembrar é que os honorários pactuados devem ser
cobrados com moderação. E, no caso de inexistência de contrato escrito
ou de acordo verbal com o cliente, é que haverá a determinação dos
honorários por arbitramento judicial e a sentença será o seu titulo
executivo judicial.
Gabarito: Letra “b”.

2.3. Valores

Os valores dos honorários não poderão ser abaixo do valor mínimo


estabelecido pela OAB na tabela de honorários.

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O órgão da OAB competente para estabelecer a tabela de


honorários é o CONSELHO SECCIONAL. Dessa forma, o Conselho
Seccional, aquele que abrange os Estados membros da federação,
fixará os devidos valores.
Quanto aos valores máximos, o critério que se tem, de acordo com
o Código de Ética é a moderação, para que não se cobre honorários
injustificáveis, tendo em vista o posicionamento do advogado no
mercado de trabalho.
Quando o advogado cobra abaixo do valor estabelecido na tabela,
não pense você que ele é sempre bondoso e caridoso. Não mesmo!
Pois, segundo a OAB, o advogado poderá ser visto com intenção de
promover a concorrência desleal em relação aos outros advogados que
cobram o valor fixado na tabela.
Veja a previsão da seguinte infração disciplinar, sujeita a censura,
constante do Estatuto da OAB:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de terceiros;

Só não haverá punição em razão desse fato se o advogado estiver


prestando serviço para pessoas carentes e as condições peculiares da
necessidade puderem ser demonstradas com a devida antecedência ao
respectivo Tribunal de Ética e Disciplina.
Por fim, vamos recordar quais os critérios que você deverá ter
quando for fixar os valores dos seus honorários, uma vez que não
existe uma tabela impondo um limite máximo:
 A relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade das questões
versadas;
 O trabalho e o tempo necessários;
 A possibilidade de ficar o advogado impedido de intervir em
outros casos, ou de se desavir com outros clientes ou terceiros;

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 O valor da causa, a condição econômica do cliente e o proveito


para ele resultante do serviço profissional;
 O caráter da intervenção, conforme se trate de serviço a cliente
avulso, habitual ou permanente;
 O lugar da prestação dos serviços, fora ou não do domicílio do
advogado;
 A competência e o renome do profissional;
 A praxe do foro sobre trabalhos análogos

Cuidado, pois cobranças consideradas abusivas caracterizam-se


como infração disciplinar:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte
adversa, por si ou interposta pessoa;

2.4. Execução dos honorários

E em qual momento serão pagãos os honorários?


A Lei 8.906 nos fala que, salvo estipulação em contrário, um terço
dos honorários é devido no início do serviço, outro terço até a decisão
de primeira instância e o restante no final.
E se o cliente não pagar os honorários contratuais ou se a parte
vencida não pagar os honorários sucumbenciais?
Nesse caso, aplica-se o seguinte dispositivo do Estatuto da OAB:

Art. 24 § 1º A execução dos honorários pode ser promovida nos mesmos


autos da ação em que tenha atuado o advogado, se assim lhe convier.

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Preste atenção: tanto os honorários fixados em sentença como os


honorários contratuais podem ser cobrados nos mesmos autos em que
foi promovida a demanda do cliente.
Para a cobrança dos honorários contratuais voltada contra o cliente
que não pagou o que, por contrato, lhe devia, basta a juntada do
contrato de prestação de serviços aos autos e o requerimento da
execução, conforme autoriza o art. 24, § 4º, no Estatuto da OAB:

Art. 24 § § 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de


honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o
juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da
quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou.

Perceba que a execução dos honorários advocatícios de


sucumbência pode ser requerida pela parte outorgante (= cliente) ou
pelo próprio advogado, nos mesmos autos em que tramitou a ação.
A execução dos honorários contratuais (entre cliente e advogado)
também pode ser requerida pelo advogado, por meio de apresentação
do contrato aos autos e pedido de reserva do valor que o cliente tem a
receber nos autos.
Caso o advogado contrate com o cliente e não receba os
honorários, se o processo está em andamento, o advogado deve
renunciar o patrocínio da causa. Veja o que diz o Código de Ética:

Art. 54. Havendo necessidade de promover arbitramento ou cobrança judicial


de honorários, deve o advogado renunciar previamente ao mandato que
recebera do cliente em débito

Veja bem o código de ética determina que para executar os


honorários o advogado deverá ser representado por outro advogado.
Cabe ressaltar que o advogado substabelecido com reserva de
poderes (aquele substabelecimento em que o advogado que

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substabelece permanece com os poderes e os compartilha com outro


advogado), não pode cobrar honorários sem a intervenção daquele que
lhe conferiu o substabelecimento.
Para encerrar o estudo dos honorários, um tema de grande
importância: o prazo prescricional para a cobrança desses honorários!
A previsão legal é de

5 ANOS!

O prazo começa de qualquer situação que demonstre o fim da


relação com cliente.
Vale a leitura atenta do seguinte artigo do Estatuto a Advocacia e a
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB):

Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de


advogado, contado o prazo:
I - do vencimento do contrato, se houver;
II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar;
III - da ultimação do serviço extrajudicial;
IV - da desistência ou transação;
V - da renúncia ou revogação do mandato.

Questões da
OAB

9. (FGV – OAB –XX Exame- 2016) A advogada Laila


representou judicialmente Rita, em processo no qual esta postulava a
condenação do Município de Manaus ao cumprimento de obrigação de
pagar quantia certa. Fora acordado entre Laila e Rita o pagamento de
valor determinado à advogada, a título de honorários, por meio de
negócio jurídico escrito e válido. Após o transcurso do processo, a
Fazenda Pública foi condenada, nos termos do pedido autoral. Antes da
expedição do precatório, Laila juntou aos autos o contrato de

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honorários, no intuito de obter os valores pactuados. Considerando a


situação narrada, é correto afirmar que
A) Laila deverá executar os honorários em face de Rita em
processo autônomo, sendo vedado o pagamento nos mesmos autos, por
se tratar de honorários contratuais e não sucumbenciais.
B) o juiz deverá determinar que os valores acordados a título de
honorários sejam pagos diretamente a Laila, por dedução da quantia a
ser recebida por Rita, independentemente de concordância desta nos
autos, salvo se Rita provar que já os pagou.
C) Laila deverá executar os honorários em face do município de
Manaus, em processo autônomo de execução, sendo vedado o
pagamento nos mesmos autos, por se tratar de honorários contratuais e
não sucumbenciais.
D) o juiz poderá determinar que os valores acordados a título de
honorários sejam pagos diretamente a Laila, por dedução da quantia a
ser recebida por Rita, caso Rita apresente sua concordância nos autos.
RESPOSTA:
Conforme dispõe Estatuto da OAB: “Art. 24 § 1º A execução dos
honorários pode ser promovida nos mesmos autos da ação em que
tenha atuado o advogado, se assim lhe convier.” . Tanto os honorários
fixados em sentença como os honorários contratuais podem ser
cobrados nos mesmos autos em que foi promovida a demanda do
cliente. Alternativas (A) e (C) erradas, pelos motivos citados.
Alternativa (B) Conforme Estatuto: Art. 24 § 4º Se o advogado
fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se
o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que
lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida
pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou. Alternativa
Correta.
Como se vê, basta você requerer a reserva dos valores, juntando
aos autos o contrato de honorários antes da expedição do alvará de

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levantamento ou do precatório em favor do seu cliente. Recebido o


pedido e o contrato, o juiz deve determinar que seja abatido do valor
devido ao seu cliente os honorários que este deve a você. Independe de
concordância como afirma alternativa (D).
Gabarito: Letra “C”.

10. (FGV – OAB –X Exame- 2013) Nos termos do Estatuto da


Advocacia existe a previsão de pagamento de honorários advocatícios.
Assinale a afirmativa que indica como deve ocorrer o pagamento,
quando não houver estipulação em contrário.
A) Metade no início e o restante parcelado em duas vezes.
B) Um terço no início, um terço até a decisão de primeira instância
e um terço ao final.
C) Dez por cento no início, vinte por cento na sentença e o restante
após o trânsito em julgado.
D) Cinquenta por cento no início, trinta por cento até decisão de
primeiro grau e o restante após o recurso, se existir.
A Lei 8.906 nos fala que, salvo estipulação em contrário, um terço
dos honorários é devido no início do serviço, outro terço até a decisão
de primeira instância e o restante no final.

Gabarito: Letra “b”.


11. (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) A
prescrição para a cobrança de honorários advocatícios tem como termo
inicial, consoante as normas estatutárias,
a) o início do contrato de prestação de serviços.
b) a sentença que julga procedente o pedido em favor do cliente do
advogado.
c) a data da revogação do mandato.
d) o dia do primeiro ato extrajudicial.

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Ficou moleza! Lembre-se da regrinha: O prazo começa de qualquer


situação que demonstre o fim da relação com cliente.
Mas, por segurança, tenha em mente o seguinte artigo:

Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de


advogado, contado o prazo:
I - do vencimento do contrato, se houver;
II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar;
III - da ultimação do serviço extrajudicial;
IV - da desistência ou transação;
V - da renúncia ou revogação do mandato.

Gabarito: Letra “c”.

12. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Deise, advogada renomada,


com longos anos de experiência na profissão, obtém sentença
condenatória favorável contra o município “X”. Após o trânsito em
julgado, inicia a execução, apurando vultoso valor a receber para o seu
cliente, bem como honorários advocatícios de sucumbência
correspondente a dez por cento do principal. Além disso, a ilustre
advogada possui contrato de honorários escrito, fixando outros dez por
cento em decorrência do resultado final do processo, a titulo de
honorários de êxito. No entanto, para manter cordial a sua relação com
o cliente, não apresenta o contrato em Juízo, esperando o cumprimento
espontâneo do mesmo, o que não veio a ocorrer. Assim, antes do
pagamento do precatório, mas tendo sido o mesmo expedido, requer a
advogada o bloqueio do valor correspondente ao seu contrato de
honorários.
Observado tal relato, segundo as regras do Estatuto da Advocacia,
assinale a afirmativa correta.
A) O destaque correspondente aos honorários advocatícios
definidos em contrato escrito pode ocorrer a qualquer momento antes
do pagamento do precatório.

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B) O advogado, ocorrendo a existência de honorários advocatícios


contratuais fixados por escrito, deve requerer o seu pagamento com a
dedução do valor devido ao cliente antes da expedição do precatório.
C) O pagamento dos honorários contratuais fixados em documento
escrito deve ser realizado pelo cliente ou em ação judicial sem que
possa ocorrer desconto no valor do precatório expedido em favor do
cliente.
D) O Juiz fazendário da condenação, em se tratando de acerto
privado, não possui competência para definir se tal valor é ou não
devido, sendo inviável o desconto no valor do precatório.
Veja que a questão é repetida!

Art. 24 § § 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de


honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o
juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da
quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou.

Gabarito: Letra “b”

13. (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) João


é contratado para propor ação de cobrança pela sociedade M e P Ltda.,
em face da sociedade C e L Ltda., sendo o valor da causa,
correspondente ao débito, de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Após
iniciada a ação, mas antes do ato citatório, a sociedade autora vem a
desistir da mesma. Houve contrato de honorários subscrito pelas partes
aventando que, nesse caso, seriam devidos honorários fixos de R$
10.000,00 (dez mil reais). A sociedade notificada regularmente não
pagou os honorários contratuais.
Nesse caso, o prazo para a prescrição da ação de cobrança de
honorários passa a contar da data
A) do trânsito em julgado da decisão judicial.

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B) da desistência judicial formulada.


C) do término do mandato judicial.
D) da ultimação do serviço judicial.
Essa questão é mais de raciocínio, veja bem, como a sociedade
desistiu da ação, seria inviável a prescrição da ação de cobrança
começar a correr do trânsito em julgado da decisão judicial. Letra “a”
errada.
O mais óbvio é a alternativa “b”, da desistência judicial formulada.
Alternativa correta.
A alternativa “c” nem está dentre os critérios de contagem de
prazo.
Quanto a letra “d”, observe que a lei nos fala em ultimação do
serviço extrajudicial. Vamos ler mais uma vez o artigo de prescrição de
contagem de prazo dos honorários advocatícios:

Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de


advogado, contado o prazo:
I - do vencimento do contrato, se houver;
II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar;
III - da ultimação do serviço extrajudicial;
IV - da desistência ou transação;
V - da renúncia ou revogação do mandato.

Gabarito: Letra “b”.

14. (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Eugênio é


advogado contratado pela empresa Ônibus e Ônibus Ltda. Na empresa
ele é responsável pelas defesas em ações que pleiteiam o
reconhecimento da responsabilidade civil da sua cliente e dos seus
prepostos. O contrato de honorários venceu em 2010 e não foi
renovado. Em dificuldades financeiras, a empresa não pagou os
honorários devidos.

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O termo inicial para a contagem do prazo para a prescrição da


pretensão de cobrança dos honorários advocatícios, observado o
disposto no Estatuto da Advocacia, ocorre a partir da
a) última tentativa de conciliação.
b) data fixada pelo Juiz.
c) última prestação de serviço.
d) data do vencimento do contrato.

Observem o que diz o art. 25 inc. I do EAOAB: “Art. 25. Prescreve


em cinco anos a ação de cobrança de honorários de advogado,
contado o prazo: I - do vencimento do contrato, se houver”.
Gabarito – Letra D.

15. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Sobre o


prazo para ajuizamento de ação de cobrança de honorários de
advogado, assinale a opção correta.
a) Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo do vencimento do contrato, se houver.
b) Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo do trânsito em julgado da decisão que
os fixar.
c) Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo da ultimação do serviço extrajudicial.
d) Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo da decisão que os fixar,
independentemente do seu trânsito em julgado.
O art. 25 inc. II do EAOAB preconiza que:

Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de


advogado, contado o prazo:
II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar

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Gabarito – Letra B.

16. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV) O


advogado Caio atuava representando os interesses do autor em
determinada ação indenizatória há alguns anos. Antes da prolação da
sentença, substabeleceu, com reserva, os poderes que lhe haviam sido
outorgados pelo cliente, ao advogado Tício. Ao final, o pedido foi
julgado procedente e o cliente de Caio e Tício recebeu a indenização
pleiteada mas não repassou aos advogados os honorários de êxito
contratados, estipulados em 30%. Caio, para evitar desgaste, preferiu
não cobrar judicialmente os valores devidos pelo cliente. Tício, não
concordando com a opção de Caio, decidiu, à revelia deste último
ingressar com a ação cabível, valendo-se, para tanto, do contrato de
honorários celebrado entre Caio e o cliente

A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.


a) Tício pode ajuizar tal ação, pois, embora não tivesse celebrado
o contrato com o cliente, recebeu poderes de Caio para atuar na causa.
b) Tício pode ajuizar tal ação, pois ingressou na causa antes da
prolação da sentença, sendo, assim, igualmente responsável pelo êxito.
c) Tício não pode ajuizar tal ação porque, como Caio e Tício não
requereram o destaque dos honorários contratuais, ele não tem mais
direito a recebê-los
d) Tício não pode ajuizar tal ação porque o advogado
substabelecido com reserva de poderes não pode cobrar honorários sem
a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento.
O art.26 do EAOAB dispõe que: “Art. 26. O advogado
substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários
sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento”.
Gabarito – Letra D.

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3. Resumo da aula

Vamos aos principais pontos abordados nessa nossa aula. Use o


resumo da aula na semana que anteceder a sua prova, para que o
estudo venha a sua mente quando estiver marcando o gabarito de seu
Exame de Ordem.
Honorários contratados: São aqueles honorários acordados,
pactuados entre o cliente e o advogado. Não poderá haver vício,
clausulas abusivas, onerosidade excessiva, nem a locupletação
(enriquecimento) indevida por parte do advogado.
A “quota litis” consiste na fixação de honorários em função do
resultado, em concreto, da lide, sobretudo quando esta tem um
conteúdo puramente monetário.
O contrato com cláusula de quota litis, obrigatoriamente deve ser
por escrito e com recebimento em pecúnia. Outras duas regras
devem ser obedecidas nessa espécie de contrato de honorários:
1. Admite-se recebimento em bens do cliente, desde que comprove
a impossibilidade financeira de pagar em dinheiro.
2. O advogado não pode obter um melhor proveito na demanda do
que o seu cliente, afinal, não se admite a onerosidade excessiva nos
contratos de prestação de serviços advocatícios.
b) Honorários arbitrados judicialmente: São aqueles
honorários determinados pelo juiz, seja porque não houve contrato ou
por não existir acordo com o cliente. O juiz então determina, na

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sentença de arbitramento de honorários, o valor que deverá ser pago


ao advogado.
Assim, não havendo estipulação ou acordo, os honorários são
fixados por arbitramento judicial.
c) Honorários de sucumbência: São espécie do gênero
“honorários arbitrados judicialmente”. Vejamos o que diz Código de
Processo Civil, em seu art. 20:

Art. 20. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas


que antecipou e os honorários advocatícios. Esta verba honorária será devida,
também, nos casos em que o advogado funcionar em causa própria.

Perceba que os honorários de sucumbência são fixados pelo juiz na


sentença que resolve a demanda proposta perante o Judiciário. Eles são
fixados em favor da parte vencedora, ou seja, quem perde a demanda
deve pagar os honorários de sucumbência para a outra parte.
O advogado tem direito autônomo para executar a sentença nesta
parte, ou seja, na parte em que condena a parte vencida a pagar os
honorários da outra parte. Desse modo, pode o advogado requerer que
o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor.

Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou


sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para
executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando
necessário, seja expedido em seu favor.

Não se esqueça de que os honorários que o advogado irá receber


não pode ser maior do que a vantagem recebida pelo cliente.
Os valores dos honorários não poderão ser abaixo do valor mínimo
estabelecido pela OAB na tabela de honorários.
Vamos recordar quais os critérios que você deverá ter quando for
fixar os valores dos seus honorários, uma vez que não existe uma
tabela impondo um limite máximo:

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 A relevância, o vulto, a complexidade e a dificuldade das questões


versadas;
 O trabalho e o tempo necessários;
 A possibilidade de ficar o advogado impedido de intervir em
outros casos, ou de se desavir com outros clientes ou terceiros;
 O valor da causa, a condição econômica do cliente e o proveito
para ele resultante do serviço profissional;
 O caráter da intervenção, conforme se trate de serviço a cliente
avulso, habitual ou permanente;
 O lugar da prestação dos serviços, fora ou não do domicílio do
advogado;
 A competência e o renome do profissional;
 A praxe do foro sobre trabalhos análogos

E em qual momento serão pagãos os honorários?


A Lei 8.906 nos fala que, salvo estipulação em contrário, um terço
dos honorários é devido no início do serviço, outro terço até a decisão
de primeira instância e o restante no final.
E se o cliente não pagar os honorários contratuais ou se a parte
vencida não pagar os honorários sucumbenciais?
Nesse caso, aplica-se o seguinte dispositivo do Estatuto da OAB:

Art. 24 § 1º A execução dos honorários pode ser promovida nos mesmos


autos da ação em que tenha atuado o advogado, se assim lhe convier.

Preste atenção: tanto os honorários fixados em sentença como os


honorários contratuais podem ser cobrados nos mesmos autos em que
foi promovida a demanda do cliente.
Para a cobrança dos honorários contratuais voltada contra o cliente
que não pagou o que, por contrato, lhe devia, basta a juntada do
contrato de prestação de serviços aos autos e o requerimento da
execução, conforme autoriza o art. 24, § 4º, no Estatuto da OAB:

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quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou.

Para encerrar o estudo dos honorários, um tema de grande


importância: o prazo prescricional para a cobrança desses honorários!
A previsão legal é de 5 anos.

O prazo começa de qualquer situação que demonstre o fim da


relação com cliente. Vale a leitura atenta do seguinte artigo do Estatuto
a Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB):

Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de


advogado, contado o prazo:
I - do vencimento do contrato, se houver;
II - do trânsito em julgado da decisão que os fixar;
III - da ultimação do serviço extrajudicial;
IV - da desistência ou transação;
V - da renúncia ou revogação do mandato.

4. Questões comentadas

1. (FGV – 2016 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XX) A


advogada Taís foi contratada por Lia para atuar em certo processo
ajuizado perante o Juizado Especial Cível. Foi acordado o pagamento de
honorários advocatícios no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). O
feito seguiu regularmente o rito previsto na Lei nº 9.099/95, tendo o

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magistrado, antes da instrução e julgamento, esclarecido as partes


sobre as vantagens da conciliação, obtendo a concordância dos
litigantes pela solução consensual do conflito. Considerando o caso
relatado, assinale a afirmativa correta.
A) Diante da conciliação entre as partes, ocorrida antes da
instrução e julgamento do feito, Taís fará jus à metade do valor
acordado a título de honorários advocatícios.
B) A conciliação entre as partes, ocorrida antes da instrução e
julgamento do feito, não prejudica os honorários convencionados, salvo
aquiescência de Taís.
C) Diante da conciliação entre as partes, ocorrida antes da
instrução e julgamento do feito, deverá o magistrado, ao homologar o
acordo, fixar o valor que competirá a Taís, a título de honorários
advocatícios, não prevalecendo a pactuação anterior entre cliente e
advogada.
D) Em razão da conciliação entre as partes, ocorrida antes da
instrução e julgamento do feito, deverá ser pactuado, por Taís e Lia,
novo valor a título de honorários advocatícios, não prevalecendo a
obrigação anteriormente fixada.

2. (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) Laura formou-se em prestigiada Faculdade de Direito,
mas sua prática advocatícia foi limitada, o que a impediu de ter
experiência maior no trato com os clientes. Realizou seus primeiros
processos para amigos e parentes, cobrando módicas quantias
referentes a honorários advocatícios. Ao receber a cliente Telma,
próspera empresária, e aceitar defender os seus interesses
judicialmente, fica em dúvida quanto aos termos de cobrança inicial dos
honorários pactuados.

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Em razão disso, consulta o advogado Luciano, que lhe informa,


segundo os termos do Estatuto da Advocacia, que salvo estipulação em
contrário,

a) metade dos honorários é devida no início do serviço.


b) um quinto dos honorários é devido ao início do processo
judicial.
c) a integralidade dos honorários é devida até a decisão de
primeira instância.
d) um terço dos honorários é devido no início do serviço.

3. (OAB – 2015 – Exame Unificado XVIII) Paulo é contratado


por Pedro para promover ação com pedido condenatório em face de
Alexandre, por danos causados ao animal de sua propriedade. Em
decorrência do processo, houve condenação do réu ao pagamento de
indenização ao autor, fixados honorários de sucumbência
correspondentes a dez por cento do apurado em cumprimento de
sentença. O réu ofertou apelação contra a sentença proferida na fase
cognitiva. Ainda pendente o julgamento do recurso, Pedro decide
revogar o mandato judicial conferido a Paulo, desobrigando-se de pagar
os honorários contratualmente ajustados.
Nos termos do Código de Ética da OAB, a revogação do mandato
judicial, por vontade de Pedro,
A) não o desobriga do pagamento das verbas honorárias
contratadas.
B) desobriga-o do pagamento das verbas honorárias contratadas.
C) desobriga-o do pagamento das verbas honorárias contratadas e
da verba sucumbencial.
D) não o desobriga do pagamento das verbas honorárias
sucumbenciais, mas o desobriga das verbas contratadas

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4. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Maria, após


vários anos de tramitação de ação indenizatória em que figurava
como autora, decidiu substituir José, advogado que até então atuava
na causa, por João, amigo da família, que não cobraria honorários de
nenhuma espécie de Maria. Ao final da ação, quando Maria
finalmente recebeu os valores que lhe eram devidos, a título de
indenização, foi procurada por José, que desejava receber honorários
pelos serviços advocatícios prestados até o momento em que foi
substituído.
Sobre a hipótese sugerida, assinale a afirmativa correta.
a) José tem direito a receber a integralidade dos honorários
contratuais e de sucumbência, como se tivesse atuado na causa até o
final, uma vez que foi substituído por vontade da cliente e não sua.
b) José não tem direito a receber honorários, porque não atuou
na causa até o seu fim.
c) José tem direito a receber honorários contratuais, mas não tem
direito a receber honorários de sucumbência.
d) José tem direito a receber honorários contratuais, bem como
honorários de sucumbência, calculados proporcionalmente, em face do
serviço efetivamente prestado.

5. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) O advogado Mário celebrou


contrato de honorários com seu cliente, para atuar em reclamação
trabalhista. No contrato restou estabelecido que, em caso de êxito,
ele receberia, a título de honorários contratuais, o valor de 60% do
que fosse recebido pelo cliente, que havia sido dispensado pelo
empregador e encontra-se em situação econômica desfavorável.
A respeito do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.

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A) Mário não cometeu infração disciplinar, uma vez que tendo


celebrado contrato de honorários, ele pode cobrar de seu cliente o valor
que entender compatível com o trabalho desenvolvido.
B) Mário não cometeu infração disciplinar, pois causas trabalhistas
são muito complexas, justificando-se, assim, a cobrança de honorários
elevados.
C) Mário violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB,
segundo o qual os honorários profissionais devem ser fixados com
moderação.
D) Mário violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB,
que veda a cobrança de honorários profissionais com base em
percentual do valor a ser recebido pela parte.

6. (FGV – 2012 –OAB –IX Exame de Ordem Unificado)Um


advogado é contratado por um empresário para atuar em causas na
área empresarial, formalizando contrato escrito e emitindo fatura para
pagamento dos honorários ajustados. A partir de determinado momento
o empresário passou a não pagar os honorários ajustados. Consoante
as regras do Código de Ética, o advogado para buscar o recebimento
dos honorários pactuados, deverá
A) emitir duplicatas decorrentes da fatura apresentada.
B) levar o contrato de honorários a protesto.
C) emitir debêntures em decorrência do contrato firmado.
D) cobrar os valores por meio de ação judicial.

7. (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) João


postulou, por meio de representação de advogado, ação condenatória
em face da sociedade Cacos e Cacos Ltda., obtendo sentença favorável,
condenando a ré ao pagamento da quantia de R$100.000,00 (cem mil
reais), acrescida de R$15.000,00 (quinze mil reais) de honorários
advocatícios. Após o trânsito em julgado da decisão judicial, João e seu

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advogado Pedro são cientificados de que a sociedade está falida,


devendo os seus créditos sofrer procedimento de habilitação. Nesse
caso, a natureza dos créditos correspondentes a honorários
advocatícios, nos termos do Estatuto, é considerada como
A) quirografária.
B) real.
C) privilegiada.
D) natural.

8. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) No caso de


arbitramento judicial de honorários, pela ausência de estipulação ou
acordo em relação a eles, é correto afirmar, à luz das regras
estatutárias, que
a) os valores serão livremente arbitrados pelo juiz, sem
parâmetros, devendo o advogado percebê-los.
b) a fixação dos honorários levará em conta o valor econômico da
questão.
c) a tabela organizada pela OAB não é relevante para essa forma
de fixação.
d) havendo acordo escrito, poderá ocorrer o arbitramento judicial
de honorários.

9. (FGV – OAB –XX Exame- 2016) A advogada Laila


representou judicialmente Rita, em processo no qual esta postulava a
condenação do Município de Manaus ao cumprimento de obrigação de
pagar quantia certa. Fora acordado entre Laila e Rita o pagamento de
valor determinado à advogada, a título de honorários, por meio de
negócio jurídico escrito e válido. Após o transcurso do processo, a
Fazenda Pública foi condenada, nos termos do pedido autoral. Antes da
expedição do precatório, Laila juntou aos autos o contrato de

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honorários, no intuito de obter os valores pactuados. Considerando a


situação narrada, é correto afirmar que
A) Laila deverá executar os honorários em face de Rita em
processo autônomo, sendo vedado o pagamento nos mesmos autos, por
se tratar de honorários contratuais e não sucumbenciais.
B) o juiz deverá determinar que os valores acordados a título de
honorários sejam pagos diretamente a Laila, por dedução da quantia a
ser recebida por Rita, independentemente de concordância desta nos
autos, salvo se Rita provar que já os pagou.
C) Laila deverá executar os honorários em face do município de
Manaus, em processo autônomo de execução, sendo vedado o
pagamento nos mesmos autos, por se tratar de honorários contratuais e
não sucumbenciais.
D) o juiz poderá determinar que os valores acordados a título de
honorários sejam pagos diretamente a Laila, por dedução da quantia a
ser recebida por Rita, caso Rita apresente sua concordância nos autos.

10. (FGV – OAB –X Exame- 2013) Nos termos do Estatuto da


Advocacia existe a previsão de pagamento de honorários advocatícios.
Assinale a afirmativa que indica como deve ocorrer o pagamento,
quando não houver estipulação em contrário.
A) Metade no início e o restante parcelado em duas vezes.
B) Um terço no início, um terço até a decisão de primeira instância
e um terço ao final.
C) Dez por cento no início, vinte por cento na sentença e o restante
após o trânsito em julgado.
D) Cinquenta por cento no início, trinta por cento até decisão de
primeiro grau e o restante após o recurso, se existir.

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11. (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) A


prescrição para a cobrança de honorários advocatícios tem como termo
inicial, consoante as normas estatutárias,
a) o início do contrato de prestação de serviços.
b) a sentença que julga procedente o pedido em favor do cliente do
advogado.
c) a data da revogação do mandato.
d) o dia do primeiro ato extrajudicial.

12. (FGV – OAB –XI Exame- 2013) Deise, advogada renomada,


com longos anos de experiência na profissão, obtém sentença
condenatória favorável contra o município “X”. Após o trânsito em
julgado, inicia a execução, apurando vultoso valor a receber para o seu
cliente, bem como honorários advocatícios de sucumbência
correspondente a dez por cento do principal. Além disso, a ilustre
advogada possui contrato de honorários escrito, fixando outros dez por
cento em decorrência do resultado final do processo, a titulo de
honorários de êxito. No entanto, para manter cordial a sua relação com
o cliente, não apresenta o contrato em Juízo, esperando o cumprimento
espontâneo do mesmo, o que não veio a ocorrer. Assim, antes do
pagamento do precatório, mas tendo sido o mesmo expedido, requer a
advogada o bloqueio do valor correspondente ao seu contrato de
honorários.
Observado tal relato, segundo as regras do Estatuto da Advocacia,
assinale a afirmativa correta.
A) O destaque correspondente aos honorários advocatícios
definidos em contrato escrito pode ocorrer a qualquer momento antes
do pagamento do precatório.
B) O advogado, ocorrendo a existência de honorários advocatícios
contratuais fixados por escrito, deve requerer o seu pagamento com a
dedução do valor devido ao cliente antes da expedição do precatório.

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C) O pagamento dos honorários contratuais fixados em documento


escrito deve ser realizado pelo cliente ou em ação judicial sem que
possa ocorrer desconto no valor do precatório expedido em favor do
cliente.
D) O Juiz fazendário da condenação, em se tratando de acerto
privado, não possui competência para definir se tal valor é ou não
devido, sendo inviável o desconto no valor do precatório.

13. (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) João


é contratado para propor ação de cobrança pela sociedade M e P Ltda.,
em face da sociedade C e L Ltda., sendo o valor da causa,
correspondente ao débito, de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Após
iniciada a ação, mas antes do ato citatório, a sociedade autora vem a
desistir da mesma. Houve contrato de honorários subscrito pelas partes
aventando que, nesse caso, seriam devidos honorários fixos de R$
10.000,00 (dez mil reais). A sociedade notificada regularmente não
pagou os honorários contratuais.
Nesse caso, o prazo para a prescrição da ação de cobrança de
honorários passa a contar da data
A) do trânsito em julgado da decisão judicial.
B) da desistência judicial formulada.
C) do término do mandato judicial.
D) da ultimação do serviço judicial.

14. (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Eugênio é


advogado contratado pela empresa Ônibus e Ônibus Ltda. Na empresa
ele é responsável pelas defesas em ações que pleiteiam o
reconhecimento da responsabilidade civil da sua cliente e dos seus
prepostos. O contrato de honorários venceu em 2010 e não foi

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renovado. Em dificuldades financeiras, a empresa não pagou os


honorários devidos.
O termo inicial para a contagem do prazo para a prescrição da
pretensão de cobrança dos honorários advocatícios, observado o
disposto no Estatuto da Advocacia, ocorre a partir da
a) última tentativa de conciliação.
b) data fixada pelo Juiz.
c) última prestação de serviço.
d) data do vencimento do contrato.

15. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Sobre o


prazo para ajuizamento de ação de cobrança de honorários de
advogado, assinale a opção correta.
a) Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo do vencimento do contrato, se houver.
b) Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo do trânsito em julgado da decisão que
os fixar.
c) Prescreve em dois anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo da ultimação do serviço extrajudicial.
d) Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contando-se o prazo da decisão que os fixar,
independentemente do seu trânsito em julgado.

16. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV) O


advogado Caio atuava representando os interesses do autor em
determinada ação indenizatória há alguns anos. Antes da prolação da
sentença, substabeleceu, com reserva, os poderes que lhe haviam sido

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outorgados pelo cliente, ao advogado Tício. Ao final, o pedido foi


julgado procedente e o cliente de Caio e Tício recebeu a indenização
pleiteada mas não repassou aos advogados os honorários de êxito
contratados, estipulados em 30%. Caio, para evitar desgaste, preferiu
não cobrar judicialmente os valores devidos pelo cliente. Tício, não
concordando com a opção de Caio, decidiu, à revelia deste último
ingressar com a ação cabível, valendo-se, para tanto, do contrato de
honorários celebrado entre Caio e o cliente

A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.


a) Tício pode ajuizar tal ação, pois, embora não tivesse celebrado
o contrato com o cliente, recebeu poderes de Caio para atuar na causa.
b) Tício pode ajuizar tal ação, pois ingressou na causa antes da
prolação da sentença, sendo, assim, igualmente responsável pelo êxito.
c) Tício não pode ajuizar tal ação porque, como Caio e Tício não
requereram o destaque dos honorários contratuais, ele não tem mais
direito a recebê-los
d) Tício não pode ajuizar tal ação porque o advogado
substabelecido com reserva de poderes não pode cobrar honorários sem
a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento.

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Gabarito:

1) B 11) C
2) D 12) C
3) A 13) B
4) D 14) D
5) C 15) B
6) D 16) D
7) C
8) B
9) C
10) B

5. Referências

BRASIL. Código de Ética da OAB. Conselho Federal da Ordem dos


Advogados do Brasil, Brasília, DF, 19 Out. 2015.
BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o
Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL. Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994. Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.

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MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da


Ordem, 1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012, Método.

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Estatuto e Ética do Advogado p/ XXI Exame de Ordem - OAB


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AULA 04: Das incompatibilidades e


impedimentos

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO À AULA 04. 2

2. DAS INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS 2

2.1 IMPEDIMENTOS 2
2.2 INCOMPATIBILIDADES 8
2.3 ADVOCACIA COM EXCLUSIVIDADE 23

3. RESUMO DA AULA 23

4. QUESTÕES COMENTADAS 25

5. REFERÊNCIAS 36

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1. Introdução à aula 04.

Bem vindos à nossa aula 04!


Nesta nossa aula 04, apresentaremos o estudo “Das
incompatibilidades e impedimentos.”.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Das Incompatibilidades e Impedimentos

Vimos que a atividade da advocacia e vimos, no art. 12 do


Estatuto, que há atividades incompatíveis, em caráter temporário. Caso
o caráter da atividade incompatível seja definitivo, a inscrição na OAB
será cancelada. A maioria das incompatibilidades é de natureza pública,
mas existem algumas que são de natureza privada. Saiba que essas
características são pessoais e não se estendem para a sociedade de
advogados.
O impedimento significa o impedimento parcial do exercício da
advocacia, uma limitação para esse exercício.
A incompatibilidade significa o impedimento total para o exercício
da advocacia.
Assim temos:

IMPEDIMENTO PARCIAL

INCOMPATIBILIDADE TOTAL

2.1 Impedimentos

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Quem está impedido pode advogar, mas não em todas as ações


possíveis no exercício da Advocacia.
O artigo 29 do Estatuto da OAB tem a seguinte redação:

Art. 29. Os Procuradores Gerais, Advogados Gerais, Defensores Gerais e


dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta, indireta e
fundacional são exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia
vinculada à função que exerçam, durante o período da investidura.

Perceba que os chefes das advocacias públicas, ou melhor, os


chefes das procuradorias de Estado e de município, da Advocacia-Geral
da União e dos defensores públicos não podem advogar se não for no
exercício de sua função pública, ou seja, eles não podem exercer a
advocacia privada (não podem ter clientes particulares).
Pelo Estatuto da OAB, os advogados públicos impedidos são apenas
esses, mas a lei orgânica de cada uma das carreiras autoriza ou proíbe
os advogados públicos a exercerem ou não a advocacia privada. A
Constituição, por sua vez, em seu art. 134, § 1º, veda aos defensores
públicos a advocacia “fora de suas funções institucionais”.
Vamos aos demais impedimentos, leia atentamente o artigo 30 do
Estatuto:

Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia:


I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a
Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade
empregadora;
II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou
a favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou
empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.

Perceba que os servidores públicos da administração direta,


indireta e fundacional não podem postular contra aqueles que os
remunerem.

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Essa regra vale, inclusive, para os procuradores federais, de Estado


e de município, para os assessores jurídicos da administração direta e
indireta, para advogados de autarquias estaduais, etc.
Contudo, há uma ressalva. O parágrafo único desse mesmo artigo
informa que o impedimento não alcança o professor de curso jurídico,
ou seja, o professor de direito de uma universidade federal, por
exemplo, pode sim advogar contra a União.
A outra hipótese de impedimento é voltada aos membros do
Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a favor das
pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de
economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou
empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.
Veja que, na hipótese dos membros do Poder Legislativo, ou seja,
dos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores,
a restrição é mais abrangente, pois alcança as causas de qualquer
pessoa jurídica de direito público, quaisquer empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades
paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço
público.
E como vou identificar o advogado que está impedido, professor?
Na carteira da Ordem virá expressa a limitação da atividade de
advocacia.

Questão da
OAB

1. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Juarez da


Silva, advogado, professor adjunto de Direito Administrativo em
determinada Universidade Federal, foi procurado, na qualidade de
advogado, por um grupo de funcionários públicos federais que

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desejavam ajuizar determinada ação contra a União. Pode Juarez


aceitar a causa, advogando contra a União?
a) Não. Juarez não pode aceitar a causa, pois está impedido de
exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que o remunera
b) Sim. Juarez poderá aceitar a causa, pois o impedimento de
exercício da advocacia contra a Fazenda Pública que remunera os
advogados que são servidores públicos não inclui a hipótese de
docentes de cursos jurídicos.
c) Sim. Juarez poderá aceitar a causa, pois não há nenhum tipo
de impedimento para o exercício da advocacia por servidores públicos.
d) Não. Juarez não poderá aceitar a causa, pois exerce o cargo de
professor universitário, que é incompatível com o exercício da
advocacia.
O EAOAB em seu art. 30 inc. I e parágrafo único, estabelece que:
“Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia: I - os servidores
da administração direta, indireta e fundacional, contra a Fazenda
Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade
empregadora; Parágrafo único. Não se incluem nas hipóteses do
inciso I os docentes dos cursos jurídicos.”.
Gabarito – Letra B.

2. (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Tício é


advogado prestando serviços à Junta Comercial do Estado Y.
Exerce a atividade concomitantemente em escritório próprio, onde atua
em causas civis e empresariais. Um dos seus clientes postula o seu
visto em atos constitutivos de pessoa jurídica que pretende criar.
Diante do narrado, à luz das normas do Regulamento Geral do
Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a alternativa correta:
a) Sendo um cliente do escritório, é inerente à atividade da
advocacia o visto em atos constitutivos de pessoa jurídica.

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b) Ao prestar serviços para Junta Comercial, surge impedimento


previsto no Regulamento Geral.
c) A análise do conteúdo dos atos constitutivos pode ser realizada
pelo advogado tanto no escritório quanto na Junta Comercial.
d) A atuação na Junta Comercial gera impedimento para ações
judiciais, mas não para vistos em atos constitutivos.
O art. 2º do Regulamento Geral dispõe que: “Parágrafo único.
Estão impedidos de exercer o ato de advocacia referido neste artigo os
advogados que prestem serviços a órgãos ou entidades da
Administração Pública direta ou indireta, da unidade federativa a que
se vincule a Junta Comercial, ou a quaisquer repartições
administrativas competentes para o mencionado registro”.
Gabarito – Letra B.

3. (FGV – OAB –X Exame- 2013)O advogado Mário pertence


aos quadros da sociedade de economia mista controlada pelo Estado W,
na qual chefia o Departamento Jurídico. Não existe óbice para a
prestação de serviços de advocacia privada, o que ocorre no escritório
que possui no centro da capital do Estado, em horário diverso do
expediente na empresa. Um dos seus clientes realiza contrato para que
Mário aponha o seu visto em ato constitutivo de pessoa jurídica, em
Junta Comercial cuja sede está localizada na capital do Estado W.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) As circunstâncias indicam que não existe óbice para a
aposição do visto nos referidos atos.
b) O fato de chefiar Departamento Jurídico de empresa, seja
de que natureza for, constitui elemento impeditivo da aposição do visto.
c) O exercício da advocacia no local da sede da Junta
Comercial é impeditivo para a aposição do visto.

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d) A atuação em sociedade de economia mista estadual impede


a aposição do visto contratado.

Perceba que os servidores públicos da administração direta,


indireta e fundacional não podem postular contra aqueles que os
remunerem.

Gabarito: Letra “d”.

4. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado)Além


de advogado, João é professor da Universidade pública “M”, com
natureza de autarquia, onde exerce as funções de coordenador
acadêmico da graduação do Curso de Direito. Diante do prestígio
acumulado, o seu escritório de advocacia vem a ter renome, atuando
em diversas causas nas comarcas de influência da universidade. Essas
circunstâncias indicam que o cargo ocupado pelo advogado seria um
caso
A) abrangido pelas normas que criam regras de incompatibilidade
para administradores públicos.
B) não previsto, vez que a atuação como dirigente de entidade
pública é irrelevante para o sistema de incompatibilidades.
C) excepcionado diante da característica que o vincularia ao
magistério jurídico.
D) incluído no rol de incompatibilidades por não permitir que o
advogado exerça cargo administrativo nas universidades públicas.
Tendo em vista que o professor da Universidade Federal é um
servidor de uma Autarquia, ou seja, de uma entidade da Administração
Pública Indireta, aplica-se a regra de impedimento de exercer a
advocacia, conforme o artigo seguinte:

Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia:

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I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a


Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade
empregadora;
Dessa forma o exercício da atividade estaria impedido caso
relacionado à sua atividade empregadora, ou seja, excepcionado diante
da característica que o vincularia ao magistério jurídico.
Gabarito: Letra “C”.

2.2 Incompatibilidades

A incompatibilidade significa impedimento total do exercício da


Advocacia, até mesmo em causa própria.
Na incompatibilidade deve ser analisado o caso concreto, pois,
apesar do das hipóteses arroladas no artigo 28 do Estatuto serem
taxativas, caso apareça um cargo não nominado nesse artigo, mas que
remeta a uma função que sofre a incompatibilidade, esta será
declarada.
Nessas hipóteses, de aplicação das incompatibilidades a outros
cargos análogos, não há uma ampliação do rol, mas uma adequação do
mesmo à realidade atual.
Vejamos o que diz o artigo em comento:

Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as


seguintes atividades:
I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus
substitutos legais;
II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos
tribunais e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz,
juízes classistas, bem como de todos os que exerçam função de julgamento
em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta;
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração
Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas
controladas ou concessionárias de serviço público;
IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a
qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de
registro;
V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a
atividade policial de qualquer natureza;

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VI - militares de qualquer natureza, na ativa;


VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de
lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições
parafiscais;
VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras,
inclusive privadas.

Veja algumas observações sobre os incisos acima:


I- Para os outros membros do Poder Legislativo que não compõem
a Mesa, a hipótese é de impedimento – já comentado acima – e não de
incompatibilidade.
ATENÇÃO AQUI!
Professor, e para os advogados que ocupam a função de julgador
na vaga reservada à OAB em órgãos de deliberação coletiva da
administração pública direta e indireta?
Nos termos do art. 8º do Regulamento Geral da Advocacia, a
incompatibilidade não se aplica nesses casos, confira a redação desse
dispositivo:

Art. 8º A incompatibilidade prevista no art. 28, II do Estatuto, não se aplica


aos advogados que participam dos órgãos nele referidos, na qualidade de
titulares ou suplentes, como representantes dos advogados. (NR)
§ 1º Ficam, entretanto, impedidos de exercer a advocacia perante os órgãos
em que atuam, enquanto durar a investidura.
§ 2º A indicação dos representantes dos advogados nos juizados especiais
deverá ser promovida pela Subseção ou, na sua ausência, pelo Conselho
Seccional.

III – Diretor em órgão, autarquia, fundação, sociedade de


economia mista, empresa pública, agência reguladora, em empresas
concessionárias de serviço público estão impedidos de advogar.
IV – Se você está pensando em fazer concurso para qualquer cargo
do Poder Judiciário (mesmo o de técnico), você já deve ter em mente
que essa atividade será incompatível com a advocacia.
VI - Observe que a Lei nos fala dos ocupantes de atividade policial
de qualquer natureza e dos militares na ativa.

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VIII – O gerente ou o diretor do banco também não pode advogar.


O Código de Ética ainda informa: O exercício da advocacia é
incompatível com qualquer procedimento de mercantilização (art. 5º).
Professor, como faço para identificar a incompatibilidade?
A doutrina nos fala que dois pontos devem ser identificados:
1. Se com a atividade realizada ocorrerá à maciça captação de
clientela; e/ou
2. Se a função realizada possibilita o tráfego de influências.
Faça o teste com os incisos do art. 28 do Estatuto:
O ocupante de funções de direção e gerência em instituições
financeiras, inclusive privadas, pode captar uma clientela maciça? Ou
ainda sua função possibilita o tráfego de influências?
A resposta é sim! Dessa forma, a atividade de advocacia é
incompatível com a com o ocupante de tal função.
Tendo em vista a possibilidade de surgimento de cargo ou função
incompatíveis com a advocacia, o Conselho Federal poderá definir quais
são as novas funções incompatíveis, com outro nome. Ex.: Fiscal de
trânsito, que não é uma atividade expressa no artigo 28 do Estatuto,
mas é incompatível pela natureza.
Falamos que se o individuo exerce uma atividade incompatível com
a de advogado, não poderá se inscrever na OAB.
Professor e se o advogado já está inscrito? Como ele deve fazer?
Meu caro, a incompatibilidade se estende a toda atividade
profissional, independente de se dar antes inscrição ou depois da
inscrição, ela deverá ser observada.
O que o candidato terá que avaliar é se essa atividade incompatível
tem caráter definitivo ou precário, se ela tiver caráter definitivo,
deverá haver o cancelamento da inscrição, se ela tiver caráter
precário, deverá haver o licenciamento.
.
Vamos relembrar a diferença entre licenciamento e cancelamento?

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 CANCELAMENTO: Ato definitivo e desconstitutivo quanto ao


número da inscrição. Retornando para atividade advocatícia,
haverá um novo número de inscrição.
 LICENCIAMENTO: Afastamento temporário da atividade
profissional. Nesse caso o número de inscrição será mantido,
mas não poderá advogar no período.

Questões da
OAB

5. (OAB – 2016 – Exame Unificado XIX) Formaram-se em uma


Faculdade de Direito, na mesma turma, Luana, Leonardo e Bruno.
Luana, 35 anos, já exercia função de gerência em um banco quando se
graduou. Leonardo, 30 anos, é prefeito do município de Pontal. Bruno,
28 anos, é policial militar no mesmo município. Os três pretendem
praticar atividades privativas de advocacia. Considerando as
incompatibilidades e impedimentos ao exercício da advocacia, assinale a
opção correta.
A) Luana não está proibida de exercer a advocacia, pois é
empregada de instituição privada, inexistindo impedimentos ou
incompatibilidades.
B) Bruno, como os servidores públicos, apenas é impedido de
exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que o remunera.
C) Os três graduados, Luana, Leonardo e Bruno, exercem funções
incompatíveis com a advocacia, sendo determinada a proibição total de
exercício das atividades privativas de advogado.
D) Leonardo é impedido de exercer a advocacia apenas contra ou
em favor de pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades

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paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço


público.

A incompatibilidade significa impedimento total do exercício da


Advocacia, até mesmo em causa própria. Vejamos os incisos do artigo
28 que se aplicam ao caso:
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com
as seguintes atividades:
I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder
Legislativo e seus substitutos legais; -
Este é o impedimento de Leonardo, 30 anos, é prefeito do
município de Pontal, o prefeito é o chefe do Poder Executivo do
Município.
V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou
indiretamente a atividade policial de qualquer natureza;
VI - militares de qualquer natureza, na ativa;
Por isso Bruno, 28 anos, é policial militar no mesmo município,
também está impedido.
E, por fim, do mesmo art. 28 do Estatuto da OAB, o seguinte
inciso:
VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições
financeiras, inclusive privadas.
Isso torna Luana, 35 anos, que já exercia função de gerência em
um banco quando se graduou, incompatível com a advocacia.
Gabarito: Letra C

6. (OAB – 2015 – Exame Unificado XVIII) Fernanda, estudante


do 8º período de Direito, requereu inscrição junto à Seccional da OAB
do estado onde reside. A inscrição foi indeferida, em razão de Fernanda
ser serventuária do Tribunal de Justiça do estado. Fernanda recorreu da
decisão, alegando que preenche todos os requisitos exigidos em lei para

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a inscrição de estagiário e que o exercício de cargo incompatível com a


advocacia não impede a inscrição do estudante de Direito como
estagiário.
Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de estagiário de
Fernanda?
A) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a advocacia e não
com a realização de estágio.
B) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o exercício da
advocacia também devem ser observadas quando do requerimento de
inscrição de estagiário.
C) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não é
incompatível com a advocacia, menos ainda com a realização de
estágio.
D) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de Direito
podem requerer inscrição como estagiários.
O advogado não pode exercer atividade incompatível com a
advocacia, sendo este requisito para inscrição do estagiário e do
advogado. Caso o faça, sua inscrição será indeferida.
É o que estabelece o EAOAB em seu art. 8º e 9º. Vejamos:
Art. 8º Para inscrição como advogado é necessário:
I – capacidade civil
II – diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de
ensino oficialmente autorizada e credenciada;
III – título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro;
IV – aprovação em Exame de Ordem;
V – não exercer atividade incompatível com a advocacia;
VI – idoneidade moral;
VII – prestar compromisso perante o conselho.
Art. 9º Para inscrição como estagiário é necessário:
I – preencher os requisitos mencionados nos incisos I, III, V, VI e VII do art.
8º;
II – ter sido admitido em estágio profissional de advocacia.
Gabarito – Letra B.
7. (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -
Primeira Fase) Deise é uma próspera advogada e passou a buscar
novos desafios, sendo eleita Deputada Estadual. Por força de suas raras

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habilidades políticas, foi eleita integrante da Mesa Diretora da


Assembleia Legislativa do Estado Z. Ao ocupar esse honroso cargo
procurou conciliar sua atividade parlamentar com o exercício da
advocacia, sendo seu escritório agora administrado pela filha.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa correta.

a) A atividade parlamentar de Deise é incompatível com o exercício da


advocacia.
b) A participação de Deise na Mesa Diretora a torna incompatível com
o exercício da advocacia.
c) A função de Deise como integrante da Mesa Diretora do Parlamento
Estadual é conciliável com o exercício da advocacia.
d) A atividade parlamentar de Deise na Mesa Diretora pode ser
conciliada com o exercício da advocacia em prol dos necessitados.
Letra (A) Ser Chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do
Poder Legislativo e seus substitutos legais é atividade que incompatível
com a advocatícia.
Letra (B) Alternativa correta, pois o art. 28 do EAOAB dispõe que: “Art.
28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as
seguintes atividades: I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa
do Poder Legislativo e seus substitutos legais”.
Letra (C) Alternativa errada, pois a função como integrante da Mesa
Diretora é atividade inconciliável com o exercício da advocacia.
Letra (D) Em nenhuma hipótese Deise poderá exercer a atividade
advocatícia, independente se para necessitados ou não.
Gabarito – Letra B.

8. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) Cláudia, advogada, inicialmente transitou pelo direito
privado, com assunção de causas individuais e coletivas. Ao ser
contratada por uma associação civil, deparou com questões mais

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pertinentes ao direito público e, por força disso, realizou novos estudos


e contatou colegas mais experientes na matéria. Ao aprofundar suas
relações jurídicas, também iniciou participação política na defesa de
temas essenciais à cidadania. Por força disso, Cláudia foi eleita prefeita
do município X em eleição bastante disputada, tendo vencido seu
oponente, o também advogado Pradel, por apenas cem votos. Eleita e
empossada, motivada pelo sentido conciliatório, convidou seu antigo
oponente para ocupar cargo em comissão na Secretaria Municipal de
Fazenda.
A partir da hipótese apresentada, observadas as regras do Estatuto da
OAB, assinale a opção correta.
a) A prefeita exerce função incompatível com a advocacia.
b) O secretário municipal pode atuar em ações contra o município.
c) A prefeita deve pedir autorização para exercer a advocacia.
d) O secretário municipal pode atuar em pleitos contra o Estado
federado.

Letra (A) – O inc. I do art. 28 do EAOAB, dispõe que: “I - chefe do


Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus
substitutos legais”. Logo a alternativa está correta, pois o cargo de
prefeito, é chefe do poder executivo.
Letra (B) – O secretário NÃO pode atuar em ações contra o município.
Letra (C) – A prefeita, se pedir autorização nos quadros da OAB, não
terá seu pedido deferido, uma vez que exerce atividade incompatível
com a advocacia, ou seja, prefeita.
Letra (D) - Veja o que o art. 28. Do EAOAB dispõe: “A advocacia é
incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades:
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da
Administração Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas
empresas controladas ou concessionárias de serviço público”. Logo a
alternativa está incorreta.

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Gabarito – letra A.

9. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Abelardo é magistrado vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado K e
requer licença para tratamento de questões particulares, pelo prazo de
três anos, o que foi deferido. Como, antes de assumir o referido cargo,
era advogado regularmente inscrito nos quadros da OAB, requer o seu
reingresso, comprovando o afastamento das funções judicantes.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa
correta.
a) A incompatibilidade com a advocacia persiste mesmo após
aposentadoria do cargo efetivo.
b) O afastamento temporário do cargo que gera a incompatibilidade
permite inscrição provisória.
c) A incompatibilidade permanece mesmo que ocorra o afastamento
temporário do cargo.
d) O afastamento do cargo incompatível permite a inscrição após um
período de três anos.
Letra (A) Alternativa errada. A incompatibilidade com a advocacia
persiste somente durante o tempo que atuar como juiz. Art. 28 inc. II
do EAOAB.
Letra (B) Alternativa errada. Mesmo que esteja afastado como
juiz, a atividade advocatícia não poderá ser exercida muito menos por
inscrição provisória. Art. 28 inc. II do EAOAB.
Letra (C) Correta. Mesmo afastado, Abelardo continua sendo
magistrado. Logo a atividade advocatícia é incompatível. Art. 28 inc. II
do EAOAB.
Letra (D) Alternativa errada. Para ser advogado, Abelardo não
poderá ser juiz. Mesmo que afastado por três anos, não poderá
requerer sua inscrição nos quadros da OAB. Art. 28 inc. II do EAOAB.

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Gabarito – Letra C.

10. (OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2013 / XII) Joel é


Conselheiro do Tribunal de Contas do Município J, sendo proprietário de
diversos imóveis. Em um deles, por força de contrato de locação
residencial, verifica a falta de pagamentos dos alugueres devidos. O
Conselheiro é Bacharel em Direito, tendo exercido a advocacia por
vários anos na área imobiliária. Nesse caso, nos termos do Estatuto da
Advocacia, o Conselheiro
A) poderia atuar como advogado em causa própria.
B) deverá contratar advogado para a causa diante da situação de
incompatibilidade.
C) poderia advogar; recomenda-se, contudo, a contratação de
advogado.
D) está com a sua inscrição como advogado suspensa.
Letra (A) Se não for advogado, não atua nem em causa própria nem em
causa privada.
Letra (B) Alternativa correta. Como Joel exerce atividade incompatível
com a advocacia não poderá atuar em causa própria, logo deverá
contratar advogado para atuar na causa.
Letra (C) Não poderá advogar.
Letra (D) Está com sua inscrição cancelada e não suspensa.

Gabarito – Letra B.

11. (FGV -2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Ângelo,


comandante das Forças Especiais do Estado “B”, é curioso em relação
às normas jurídicas, cuja aplicação acompanha na seara castrense, já
tendo atuado em órgãos julgadores na sua esfera de atuação. Mantendo
a sua atividade militar, obtém autorização especial para realizar curso

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de Direito, no turno da noite, em universidade pública, à qual teve


acesso pelo processo seletivo regular de provas. Ângelo consegue obter
avaliação favorável em todas as disciplinas até alcançar o período em
que o estágio é permitido. Ele pleiteia sua inscrição no quadro de
estagiários da OAB e que o mesmo seja realizado na Justiça Militar.

Com base no caso narrado, nos termos do Estatuto da Advocacia,


assinale a afirmativa correta.
a) O estágio é permitido, desde que ocorra perante a Justiça Militar
especializada.
b) O estágio é permitido, mas, por tratar-se de função incompatível, é
vedada a inscrição na OAB.
c) O estágio poderá ocorrer, mediante autorização especial da Força
Armada respectiva.
d) O estágio possui uma categoria especial que limita a atuação em
determinados processos.
Veja o que diz o art. 28, inc. VI: “Art. 28. A advocacia é
incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes
atividades: VI - militares de qualquer natureza, na ativa”.
Gabarito – Letra B.

12. (FGV – 2011 – OAB -Exame de Ordem Unificado) Alcides,


advogado de longa data, resolve realizar concurso para o Ministério
Público, vindo a ser aprovado em primeiro lugar. Após os trâmites
legais, é designada data para a sua posse, circunstância que acarreta
seu requerimento para suspender sua inscrição nos quadros da OAB, o
que vem a ser indeferido. No caso em comento, em relação a Alcides,
configura-se situação de
a) cancelamento da inscrição por assunção de cargo incompatível.
b) suspensão da inscrição até a aposentadoria do membro do
Ministério Público.

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c) suspeição enquanto permanecer no cargo.


d) incompatibilidade, podendo atuar, como advogado, em
determinadas situações.
Conforme já estudado acima, no momento em que tomou posse,
Alcides passa a realizar atividade incompatível com a advocacia, ou
seja, Membro do Ministério Público. Não há alternativa a não ser o
cancelamento da inscrição, por cargo incompatível. Art. 28 II do
EAOAB.
Gabarito – Letra A.

13. (FGV -2011 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Caio é


eleito Senador da República e escolhido para compor a mesa do referido
órgão legislativo. Como advogado regularmente inscrito nos quadros da
OAB, pretende atuar em causa própria e realiza consulta nesse sentido
à OAB. Quanto ao tema em foco, de acordo com as regras estatutárias,
é correto afirmar que a atuação de Caio
a) é possível, pois a função exercida caracteriza mero impedimento.
b) não é possível, sendo o caso de incompatibilidade mesmo em causa
própria.
c) em causa própria constitui uma exceção aplicável ao caso.
d) poderá ocorrer, nessa situação, mediante autorização especial.
O art. 28 inc. I do EAOAB é claro ao dispor que: “Art. 28. A
advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes
atividades: I - Chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do
Poder Legislativo e seus substitutos legais."
Gabarito – Letra B.

14. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Osvaldo é


vereador do município “K” e ocupa cargo vinculado à Mesa da Câmara
de Vereadores. Necessitando propor ação cominatória em face do seu
vizinho Marcos, e sendo advogado, apresenta se em Juízo postulando

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em causa própria. Nos termos das normas estatutárias, assinale a


afirmativa correta.
A) A função de membro do Poder Legislativo impede o advogado de
atuar, mesmo em causa própria.
B) A eleição para a Mesa Diretora do Poder Legislativo impede o
advogado de atuar, gerando uma incompatibilidade.
C) O mandato de vereador não se inclui dentre as situações de
incompatibilidade, ocupe ou não cargo na Mesa Diretora.
D) As incompatibilidades dos membros do Poder Legislativo estão
circunscritas aos integrantes do Senado e da Câmara dos Deputados
Federal.

Quanto a alternativa “a” eu já havia afirmado quanto ao impedimento


dos membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou a
favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades
de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas
concessionárias ou permissionárias de serviço público. Observe que não há
restrição quanto advogar em causa própria, exceto se a situação se enquadrar
em uma das hipóteses.
Leia atentamente o art:

Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as


seguintes atividades:
I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e
seus substitutos legais;

Letra “b” correta.


A alternativa “c” está errada, pois traz a variável de o vereador ocupar ou
não a Mesa. Não existe essa exceção.
Quanto à alternativa “d”, está incorreto afirmar que se restringe aos
integrantes do Senado e da Câmara, pois estes são no âmbito da União.
Afinal, nos Estados temos os deputados estaduais, nos Municípios os
vereadores e no Distrito Federal os deputados distritais.
Gabarito: Letra “b”.

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15. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Terêncio,


após intensa atividade advocatícia, é acometido por mal de origem
psiquiátrica, mas diagnosticado como passível de cura após tratamento
prolongado. Não podendo exercer os atos da vida civil, apresenta
requerimento à OAB. No concernente ao tema, à luz das normas
aplicáveis, é correto afirmar que é caso de
a) cancelamento da inscrição como advogado.
b) impedimento ao exercício profissional, mantida a inscrição na
OAB.
c) licença do exercício da atividade profissional.
d) penalidade de exclusão por doença.
Veja que, nesse caso, Terêncio pode ser curado, não é algo
definitivo. Como vimos, essa é uma situação de licenciamento, pois
ocorrerá o afastamento temporário da atividade profissional. Nesse caso
o número de inscrição será mantido, mas não poderá advogar no
período.
Gabarito: Letra “c”.

16. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado) João,


advogado inscrito há muitos anos na OAB, decide candidatar-se, pelo
quinto constitucional, ao cargo de Juiz do Tribunal Regional Federal. Em
razão dessa iniciativa, é submetido a exame curricular e sabatina
perante o Conselho Federal da OAB. Após longo processo avaliatório,
vem a ser escolhido para integrar a lista sêxtupla a ser remetida ao
Tribunal Regional Federal.
Diante dessa narrativa, à luz da legislação aplicável aos advogados,
assinale a afirmativa correta.
A) O advogado, ao ser incluído em lista sêxtupla para integrar os
quadros de tribunal, deve requerer licença para tratamento de questões
particulares.

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B) O advogado que integra lista sêxtupla ou tríplice para ingresso


pelo quinto constitucional pode continuar exercendo livremente suas
atividades.
C) O advogado que integra lista sêxtupla ou tríplice passa a ser
considerado incompatibilizado para o exercício da advocacia.
D) O advogado que pretende ingressar na magistratura pelo quinto
constitucional passa a ser considerado impedido ao compor lista
sêxtupla.
Pessoal o detalhe aqui é que João ainda não foi escolhido. Se ele
ainda não foi escolhido, não há impedimento. Dessa forma, enquanto
estiver na lista poderá advogar.
Gabarito: Letra “b”.

17. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado) José,


general de brigada, entusiasmado com a opção do seu filho pelo curso
de Direito, resolve acompanhá-lo nos estudos. Presta exame vestibular
e matricula-se em outra instituição de ensino, também no curso de
Direito. Ambos alcançam o período letivo em que há necessidade de
realizar o estágio forense. José, desejando acompanhar seu filho nas
atividades forenses nas horas de folga, vez que continua na ativa, agora
como General de Divisão, requer o seu ingresso no quadro de
estagiários da OAB.
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
A) Militar não pode, enquanto permanecer na ativa, inscrever-se no
quadro de advogados, mas se permite a ele a inscrição no quadro de
estagiários.
B) Militar não pode, enquanto na ativa, obter inscrição no quadro
de advogados nem no quadro de estagiários.
C) Militar da ativa pode atuar na Justiça Militar especializada,
porque se inscreve no quadro especial de estagiários.

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D) Militar de alta patente pode obter inscrição tanto no quadro de


estagiários como no de advogados, mediante permissão especial do
Presidente da OAB.
Vimos que a advocacia é atividade incompatível com a atividade de
militar, não só militares, mas dos ocupantes de atividade policial de
qualquer natureza. Além disso, como ressaltei, a lei nos fala em
militares na ativa.
A vedação se estende para a inscrição como estagiários e
independe de patente.
Gabarito: Letra “b”.

2.3 Advocacia com exclusividade

Vejamos agora a advocacia com exclusividade. Veja bem! Não é


impedimento e nem incompatibilidade, mas exige-se a exclusividade na
função de advocacia pública.
Nessa situação encontram-se: os Procuradores Gerais, Advogados
Gerais, Defensores Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da
Administração Pública direta, indireta e fundacional são exclusivamente
legitimados para o exercício da advocacia vinculada à função que
exerçam, durante o período da investidura, art. 29 do Estatuto.

3. Resumo da aula

Quanto ao impedimento e a incompatibilidade temos:

IMPEDIMENTO PARCIAL

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INCOMPATIBILIDADE TOTAL

O artigo 29 do Estatuto da OAB tem a seguinte redação:

Art. 29. Os Procuradores Gerais, Advogados Gerais, Defensores Gerais e


dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública direta, indireta e
fundacional são exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia
vinculada à função que exerçam, durante o período da investidura.

Vamos aos demais impedimentos, leia atentamente o artigo 30 do


Estatuto:

Art. 30. São impedidos de exercer a advocacia:


I - os servidores da administração direta, indireta e fundacional, contra a
Fazenda Pública que os remunere ou à qual seja vinculada a entidade
empregadora;
II - os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes níveis, contra ou
a favor das pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou
empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público.

A incompatibilidade significa impedimento total do exercício da


Advocacia, até mesmo em causa própria.
Essas são as hipóteses de incompatibilidade:

Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as


seguintes atividades:
I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus
substitutos legais;
II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos
tribunais e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz,
juízes classistas, bem como de todos os que exerçam função de julgamento
em órgãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta;
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração
Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas
controladas ou concessionárias de serviço público;
IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a
qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de
registro;

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V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a


atividade policial de qualquer natureza;
VI - militares de qualquer natureza, na ativa;
VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de
lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições
parafiscais;
VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras,
inclusive privadas.

4. Questões comentadas

1. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Juarez da


Silva, advogado, professor adjunto de Direito Administrativo em
determinada Universidade Federal, foi procurado, na qualidade de
advogado, por um grupo de funcionários públicos federais que
desejavam ajuizar determinada ação contra a União. Pode Juarez
aceitar a causa, advogando contra a União?
a) Não. Juarez não pode aceitar a causa, pois está impedido de
exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que o remunera
b) Sim. Juarez poderá aceitar a causa, pois o impedimento de
exercício da advocacia contra a Fazenda Pública que remunera os
advogados que são servidores públicos não inclui a hipótese de
docentes de cursos jurídicos.
c) Sim. Juarez poderá aceitar a causa, pois não há nenhum tipo
de impedimento para o exercício da advocacia por servidores públicos.
d) Não. Juarez não poderá aceitar a causa, pois exerce o cargo de
professor universitário, que é incompatível com o exercício da
advocacia.

2. (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Tício é


advogado prestando serviços à Junta Comercial do Estado Y.

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Exerce a atividade concomitantemente em escritório próprio, onde atua


em causas civis e empresariais. Um dos seus clientes postula o seu
visto em atos constitutivos de pessoa jurídica que pretende criar.
Diante do narrado, à luz das normas do Regulamento Geral do
Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a alternativa correta:
a) Sendo um cliente do escritório, é inerente à atividade da
advocacia o visto em atos constitutivos de pessoa jurídica.
b) Ao prestar serviços para Junta Comercial, surge impedimento
previsto no Regulamento Geral.
c) A análise do conteúdo dos atos constitutivos pode ser realizada
pelo advogado tanto no escritório quanto na Junta Comercial.
d) A atuação na Junta Comercial gera impedimento para ações
judiciais, mas não para vistos em atos constitutivos.

3. (FGV – OAB –X Exame- 2013)O advogado Mário pertence


aos quadros da sociedade de economia mista controlada pelo Estado W,
na qual chefia o Departamento Jurídico. Não existe óbice para a
prestação de serviços de advocacia privada, o que ocorre no escritório
que possui no centro da capital do Estado, em horário diverso do
expediente na empresa. Um dos seus clientes realiza contrato para que
Mário aponha o seu visto em ato constitutivo de pessoa jurídica, em
Junta Comercial cuja sede está localizada na capital do Estado W.
Observado tal relato, consoante as normas do Regulamento Geral
do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) As circunstâncias indicam que não existe óbice para a aposição
do visto nos referidos atos.
b) O fato de chefiar Departamento Jurídico de empresa, seja
de que natureza for, constitui elemento impeditivo da aposição do visto.
c) O exercício da advocacia no local da sede da Junta
Comercial é impeditivo para a aposição do visto.

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d) A atuação em sociedade de economia mista estadual impede


a aposição do visto contratado.

4. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado)Além


de advogado, João é professor da Universidade pública “M”, com
natureza de autarquia, onde exerce as funções de coordenador
acadêmico da graduação do Curso de Direito. Diante do prestígio
acumulado, o seu escritório de advocacia vem a ter renome, atuando
em diversas causas nas comarcas de influência da universidade. Essas
circunstâncias indicam que o cargo ocupado pelo advogado seria um
caso
A) abrangido pelas normas que criam regras de incompatibilidade
para administradores públicos.
B) não previsto, vez que a atuação como dirigente de entidade
pública é irrelevante para o sistema de incompatibilidades.
C) excepcionado diante da característica que o vincularia ao
magistério jurídico.
D) incluído no rol de incompatibilidades por não permitir que o
advogado exerça cargo administrativo nas universidades públicas.

5. (OAB – 2016 – Exame Unificado XIX) Formaram-se em uma


Faculdade de Direito, na mesma turma, Luana, Leonardo e Bruno.
Luana, 35 anos, já exercia função de gerência em um banco quando se
graduou. Leonardo, 30 anos, é prefeito do município de Pontal. Bruno,
28 anos, é policial militar no mesmo município. Os três pretendem
praticar atividades privativas de advocacia. Considerando as
incompatibilidades e impedimentos ao exercício da advocacia, assinale a
opção correta.
A) Luana não está proibida de exercer a advocacia, pois é
empregada de instituição privada, inexistindo impedimentos ou
incompatibilidades.

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B) Bruno, como os servidores públicos, apenas é impedido de


exercer a advocacia contra a Fazenda Pública que o remunera.
C) Os três graduados, Luana, Leonardo e Bruno, exercem funções
incompatíveis com a advocacia, sendo determinada a proibição total de
exercício das atividades privativas de advogado.
D) Leonardo é impedido de exercer a advocacia apenas contra ou
em favor de pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas,
sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades
paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço
público.

6. (OAB – 2015 – Exame Unificado XVIII) Fernanda, estudante


do 8º período de Direito, requereu inscrição junto à Seccional da OAB
do estado onde reside. A inscrição foi indeferida, em razão de Fernanda
ser serventuária do Tribunal de Justiça do estado. Fernanda recorreu da
decisão, alegando que preenche todos os requisitos exigidos em lei para
a inscrição de estagiário e que o exercício de cargo incompatível com a
advocacia não impede a inscrição do estudante de Direito como
estagiário.
Merece ser revista a decisão que indeferiu a inscrição de estagiário de
Fernanda?
A) Sim, pois Fernanda exerce cargo incompatível com a advocacia e não
com a realização de estágio.
B) Não, pois as incompatibilidades previstas em lei para o exercício da
advocacia também devem ser observadas quando do requerimento de
inscrição de estagiário.
C) Sim, pois o cargo de serventuário do Tribunal de Justiça não é
incompatível com a advocacia, menos ainda com a realização de
estágio.

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D) Não, pois apenas estudantes do último período do curso de Direito


podem requerer inscrição como estagiários.

7. (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) Deise é uma próspera advogada e passou a buscar
novos desafios, sendo eleita Deputada Estadual. Por força de suas raras
habilidades políticas, foi eleita integrante da Mesa Diretora da
Assembleia Legislativa do Estado Z. Ao ocupar esse honroso cargo
procurou conciliar sua atividade parlamentar com o exercício da
advocacia, sendo seu escritório agora administrado pela filha.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa correta.

a) A atividade parlamentar de Deise é incompatível com o exercício da


advocacia.
b) A participação de Deise na Mesa Diretora a torna incompatível com
o exercício da advocacia.
c) A função de Deise como integrante da Mesa Diretora do Parlamento
Estadual é conciliável com o exercício da advocacia.
d) A atividade parlamentar de Deise na Mesa Diretora pode ser
conciliada com o exercício da advocacia em prol dos necessitados.

8. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) Cláudia, advogada, inicialmente transitou pelo direito
privado, com assunção de causas individuais e coletivas. Ao ser
contratada por uma associação civil, deparou com questões mais
pertinentes ao direito público e, por força disso, realizou novos estudos
e contatou colegas mais experientes na matéria. Ao aprofundar suas
relações jurídicas, também iniciou participação política na defesa de
temas essenciais à cidadania. Por força disso, Cláudia foi eleita prefeita
do município X em eleição bastante disputada, tendo vencido seu
oponente, o também advogado Pradel, por apenas cem votos. Eleita e

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empossada, motivada pelo sentido conciliatório, convidou seu antigo


oponente para ocupar cargo em comissão na Secretaria Municipal de
Fazenda.
A partir da hipótese apresentada, observadas as regras do Estatuto da
OAB, assinale a opção correta.
a) A prefeita exerce função incompatível com a advocacia.
b) O secretário municipal pode atuar em ações contra o município.
c) A prefeita deve pedir autorização para exercer a advocacia.
d) O secretário municipal pode atuar em pleitos contra o Estado
federado.

9. (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Abelardo é magistrado vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado K e
requer licença para tratamento de questões particulares, pelo prazo de
três anos, o que foi deferido. Como, antes de assumir o referido cargo,
era advogado regularmente inscrito nos quadros da OAB, requer o seu
reingresso, comprovando o afastamento das funções judicantes.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, assinale a afirmativa
correta.
a) A incompatibilidade com a advocacia persiste mesmo após
aposentadoria do cargo efetivo.
b) O afastamento temporário do cargo que gera a incompatibilidade
permite inscrição provisória.
c) A incompatibilidade permanece mesmo que ocorra o afastamento
temporário do cargo.
d) O afastamento do cargo incompatível permite a inscrição após um
período de três anos.

10. (OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2013 / XII) Joel é


Conselheiro do Tribunal de Contas do Município J, sendo proprietário de

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diversos imóveis. Em um deles, por força de contrato de locação


residencial, verifica a falta de pagamentos dos alugueres devidos. O
Conselheiro é Bacharel em Direito, tendo exercido a advocacia por
vários anos na área imobiliária. Nesse caso, nos termos do Estatuto da
Advocacia, o Conselheiro
A) poderia atuar como advogado em causa própria.
B) deverá contratar advogado para a causa diante da situação de
incompatibilidade.
C) poderia advogar; recomenda-se, contudo, a contratação de
advogado.
D) está com a sua inscrição como advogado suspensa.

11. (FGV -2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Ângelo,


comandante das Forças Especiais do Estado “B”, é curioso em relação
às normas jurídicas, cuja aplicação acompanha na seara castrense, já
tendo atuado em órgãos julgadores na sua esfera de atuação. Mantendo
a sua atividade militar, obtém autorização especial para realizar curso
de Direito, no turno da noite, em universidade pública, à qual teve
acesso pelo processo seletivo regular de provas. Ângelo consegue obter
avaliação favorável em todas as disciplinas até alcançar o período em
que o estágio é permitido. Ele pleiteia sua inscrição no quadro de
estagiários da OAB e que o mesmo seja realizado na Justiça Militar.

Com base no caso narrado, nos termos do Estatuto da Advocacia,


assinale a afirmativa correta.
a) O estágio é permitido, desde que ocorra perante a Justiça Militar
especializada.
b) O estágio é permitido, mas, por tratar-se de função incompatível, é
vedada a inscrição na OAB.

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c) O estágio poderá ocorrer, mediante autorização especial da Força


Armada respectiva.
d) O estágio possui uma categoria especial que limita a atuação em
determinados processos.

12. (FGV – 2011 – OAB -Exame de Ordem Unificado) Alcides,


advogado de longa data, resolve realizar concurso para o Ministério
Público, vindo a ser aprovado em primeiro lugar. Após os trâmites
legais, é designada data para a sua posse, circunstância que acarreta
seu requerimento para suspender sua inscrição nos quadros da OAB, o
que vem a ser indeferido. No caso em comento, em relação a Alcides,
configura-se situação de
a) cancelamento da inscrição por assunção de cargo incompatível.
b) suspensão da inscrição até a aposentadoria do membro do
Ministério Público.
c) suspeição enquanto permanecer no cargo.
d) incompatibilidade, podendo atuar, como advogado, em
determinadas situações.

13. (FGV -2011 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Caio é


eleito Senador da República e escolhido para compor a mesa do referido
órgão legislativo. Como advogado regularmente inscrito nos quadros da
OAB, pretende atuar em causa própria e realiza consulta nesse sentido
à OAB. Quanto ao tema em foco, de acordo com as regras estatutárias,
é correto afirmar que a atuação de Caio
a) é possível, pois a função exercida caracteriza mero impedimento.
b) não é possível, sendo o caso de incompatibilidade mesmo em causa
própria.
c) em causa própria constitui uma exceção aplicável ao caso.

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d) poderá ocorrer, nessa situação, mediante autorização especial.

14. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Osvaldo é


vereador do município “K” e ocupa cargo vinculado à Mesa da Câmara
de Vereadores. Necessitando propor ação cominatória em face do seu
vizinho Marcos, e sendo advogado, apresenta se em Juízo postulando
em causa própria. Nos termos das normas estatutárias, assinale a
afirmativa correta.
A) A função de membro do Poder Legislativo impede o advogado de
atuar, mesmo em causa própria.
B) A eleição para a Mesa Diretora do Poder Legislativo impede o
advogado de atuar, gerando uma incompatibilidade.
C) O mandato de vereador não se inclui dentre as situações de
incompatibilidade, ocupe ou não cargo na Mesa Diretora.
D) As incompatibilidades dos membros do Poder Legislativo estão
circunscritas aos integrantes do Senado e da Câmara dos Deputados
Federal.

15. (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Terêncio,


após intensa atividade advocatícia, é acometido por mal de origem
psiquiátrica, mas diagnosticado como passível de cura após tratamento
prolongado. Não podendo exercer os atos da vida civil, apresenta
requerimento à OAB. No concernente ao tema, à luz das normas
aplicáveis, é correto afirmar que é caso de
a) cancelamento da inscrição como advogado.
b) impedimento ao exercício profissional, mantida a inscrição na
OAB.
c) licença do exercício da atividade profissional.
d) penalidade de exclusão por doença.

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16. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado) João,


advogado inscrito há muitos anos na OAB, decide candidatar-se, pelo
quinto constitucional, ao cargo de Juiz do Tribunal Regional Federal. Em
razão dessa iniciativa, é submetido a exame curricular e sabatina
perante o Conselho Federal da OAB. Após longo processo avaliatório,
vem a ser escolhido para integrar a lista sêxtupla a ser remetida ao
Tribunal Regional Federal.
Diante dessa narrativa, à luz da legislação aplicável aos advogados,
assinale a afirmativa correta.
A) O advogado, ao ser incluído em lista sêxtupla para integrar os
quadros de tribunal, deve requerer licença para tratamento de questões
particulares.
B) O advogado que integra lista sêxtupla ou tríplice para ingresso
pelo quinto constitucional pode continuar exercendo livremente suas
atividades.
C) O advogado que integra lista sêxtupla ou tríplice passa a ser
considerado incompatibilizado para o exercício da advocacia.
D) O advogado que pretende ingressar na magistratura pelo quinto
constitucional passa a ser considerado impedido ao compor lista
sêxtupla.

17. (FGV - 2012 - OAB – VIII Exame de Ordem Unificado) José,


general de brigada, entusiasmado com a opção do seu filho pelo curso
de Direito, resolve acompanhá-lo nos estudos. Presta exame vestibular
e matricula-se em outra instituição de ensino, também no curso de
Direito. Ambos alcançam o período letivo em que há necessidade de
realizar o estágio forense. José, desejando acompanhar seu filho nas
atividades forenses nas horas de folga, vez que continua na ativa, agora

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como General de Divisão, requer o seu ingresso no quadro de


estagiários da OAB.
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
A) Militar não pode, enquanto permanecer na ativa, inscrever-se no
quadro de advogados, mas se permite a ele a inscrição no quadro de
estagiários.
B) Militar não pode, enquanto na ativa, obter inscrição no quadro
de advogados nem no quadro de estagiários.
C) Militar da ativa pode atuar na Justiça Militar especializada,
porque se inscreve no quadro especial de estagiários.
D) Militar de alta patente pode obter inscrição tanto no quadro de
estagiários como no de advogados, mediante permissão especial do
Presidente da OAB.

Gabarito:

1) B
2) B
3) D
4) C
5) C
6) B
7) B
8) A
9) C
10) B
11) B
12) A
13) B

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14) B
15) C
16) A
17) B

5. Referências

BRASIL. Código de Ética da OAB. Conselho Federal da Ordem dos


Advogados do Brasil, Brasília, DF, 13 fev. 1995.
BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o
Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL. Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994. Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.
MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da
Ordem, 1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012, Método.

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AULA 05: Da Ética do Advogado.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO À AULA 05. 2

2. DA ÉTICA DO ADVOGADO 2

2.1 DO DEVER DE URBANIDADE 13

3. DA PUBLICIDADE 16

4. RESUMO DA AULA 27

5. QUESTÕES COMENTADAS 30

6. REFERÊNCIAS 41

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1. Introdução à aula 05.

Nessa nossa aula 05, apresentaremos o estudo “Da ética do


advogado.”
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Da Ética do Advogado

As atitudes do advogado devem ser voltadas para que sempre seja


merecedor de respeito e que contribua para o prestígio da classe e da
advocacia. Além de manter sua independência em qualquer
circunstância, no exercício de sua profissão.
É ético que o advogado atue sem receio de desagradar a
magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer em
impopularidade. Nada disso pode deter o advogado no exercício de sua
profissão.
Desde a constituição do advogado, através da procuração, até que
seja concluída a causa ou arquivado o processo, ou seja, a cessação do
mandato, a conduta ética deve estar presente.
O advogado é obrigado a cumprir rigorosamente os deveres
consignados no Código de Ética e Disciplina. O artigo 27 do Código de
Ética e Disciplina assim nos fala:

Art. 27. O advogado observará, nas suas relações com os colegas de


profissão, agentes políticos, autoridades, servidores públicos e terceiros em
geral, o dever de urbanidade, tratando a todos com respeito e consideração,
ao mesmo tempo em que preservará seus direitos e prerrogativas, devendo
exigir igual tratamento de todos com quem se relacione.

Perceba que o Código de Ética regula não só os deveres do


advogado para com o cliente, mas também para com a comunidade,
para com outros profissionais as proibições relacionadas à publicidade.

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As hipóteses de recusa de patrocínio, o dever de prestar assistência


jurídica e o dever de urbanidade também encontram previsão nesse
Código http://www.oab.org.br/arquivos/resolucao-n-022015-ced-
2030601765.pdf
Por fim, outro importante capítulo do Código de Ética é o que trata
dos procedimentos disciplinares, ou seja, o procedimento que será
adotado pela OAB se os dispositivos do código não forem observados
pelos profissionais da advocacia.
Nesse momento introdutório da aula, já podemos destacar alguns
dispositivos importantes do Código de Ética, leia-os com a máxima
atenção:

Art. 19. OOs


Art. 11. advogados
advogado não integrantes
deve aceitarda mesma sociedade
procuração de quem jáprofissional, ou
tenha patrono
reunidos em caráter permanente para cooperação recíproca, não
constituído, sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo justo ou para podem
representar, em juízo
adoção de medidas ou foraurgentes
judiciais dele, clientes com interesses opostos.
e inadiáveis.
Art. 20. Sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes e não
Art. 17. Os oadvogados
conseguindo advogado integrantes
harmonizá-los,da caber-lhe-á
mesma sociedade profissional,
optar, com prudênciaoue
reunidos em
discrição, por caráter
um dospermanente
mandatos, para cooperação
renunciando aos recíproca, não podem
demais, resguardado
representar
sempre em profissional.
o sigilo juízo clientes com interesses opostos.
Art. 21. O advogado, ao postular em nome de terceiros, contra ex-cliente ou
exempregador, judicial e extrajudicialmente, deve resguardar o sigilo
profissional.
Art. 22. Ao advogado cumpre abster-se de patrocinar causa contrária à
validade ou legitimidade de ato jurídico em cuja formação haja colaborado ou
intervindo de qualquer maneira; da mesma forma, deve declinar seu
impedimento ou o da sociedade que integre quando houver conflito de
interesses motivado por intervenção anterior no trato de assunto que se
prenda ao patrocínio solicitado.
Art. 25. É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo,
simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente

Você reparou que há uma regra de fundamental importância no


art. 19? Ela determina que um escritório não pode ter dois advogados
que representem em juízo clientes com interesses opostos.
Um exemplo simples: Os Drs. João e Adalberto são,
respectivamente, sócio e empregado do escritório Matias e Furduncio

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Advogados Associados. O casal Maria e Eduardo estão se separando. A


esposa procura o Dr. João e o marido procura o Dr. Adalberto.
Os dois advogados não podem contratar com Maria e Eduardo, eles
devem optar por contratar um deles para não infringir a regra do art.
19 do Código de Ética da OAB.
Também haverá infração ética se, no curso de uma demanda, dois
clientes de um mesmo escritório assumirem interesses opostos. Por
exemplo: um escritório assume a advocacia de dois herdeiros. Se em
um dado momento do processo esses herdeiros assumem interesses
opostos quanto a partilha de um bem, o escritório deve renunciar ao
mandato de um deles.
Professor, é permitido ao advogado ingressar em juízo, defendendo
um cliente seu, contra uma pessoa física ou jurídica que já foi seu
cliente?
É permitido sim, mas o advogado deve resguardar o segredo
profissional e as informações reservadas ou privilegiadas que lhe
tenham sido confiadas pelo primeiro cliente.
E o que quer dizer o artigo 21, professor?
Esse artigo proíbe ao advogado se voltar em juízo contra ato que
tenha esse mesmo advogado colaborado ou orientado para a sua
realização (ele não pode, no primeiro momento, aprovar o ato e, em
uma demanda judicial, questioná-lo).
Na parte final do art. 21, o Código de Ética veda ao advogado
ingressar em juízo na defesa de um cliente se a causa se dirige contra
outra pessoa que já lhe convidou para atuar nessa causa, lhe revelando
segredos, ou se esse advogado emitiu parecer sobre a causa à parte
contrária.
Como assim, professor?
Suponha que você é advogado e João chega ao seu escritório
afirmando que seu vizinho deixou cair um tijolo no seu carro. Você

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afirma a João que ele tem direito a uma indenização por parte do
vizinho. João não o contrata.
Dias após, o vizinho chega ao seu escritório e diz que quer lhe
contratar para advogar na causa que João ajuizou contra ele, cobrando
indenização pela queda do tijolo.
Como você já deu o seu parecer a João (você falou que ele teria
direito a uma indenização), você não pode contratar para defender o
vizinho.
Por fim, uma vedação que faz com que todos os advogados de
empresas não possam ir sozinhos às audiências em que a presença da
parte seja obrigatória: É defeso ao advogado funcionar no mesmo
processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador
ou cliente.
Veja que o advogado não pode agir como bem entender, ele é
responsável por todos os atos praticados com dolo ou culpa.
Dessa forma, o advogado deve ser cauteloso, não podendo propor
lide temerária, tendo consciência que ao ato é injusto, ou que a ação
judicial não possui fundamento, não tem direito violado. Quando ocorrer
a propositura de lide temerária o advogado será solidariamente
responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a
parte contrária, o que será apurado em ação própria.

Questões da
OAB

1) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVI -


Primeira Fase) Epitácio é defendido pelo advogado Anderson em
processo relacionado à dissolução de sua sociedade conjugal.
Posteriormente, Epitácio vem a se envolver em processo de natureza
societária e contrata novo advogado especialista na matéria. Designada
audiência para a oitiva de testemunhas, a defesa de Epitácio arrola

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como testemunha o advogado Anderson, diante do seu conhecimento


de fatos decorrentes do litígio de família, obtidos exclusivamente diante
do seu exercício profissional e relevantes para o desfecho do litígio
empresarial.

Consoante o Estatuto da Advocacia, o advogado deve.


a) atuar como testemunha em qualquer situação.
b) depor, porém sem revelar fatos ligados ao sigilo profissional.
c) resguardar-se e requerer autorização escrita do cliente.
d) buscar suprimento judicial para depor em Juízo.
Nesta questão, o art. 7° inc.XIX do EAOAB e o art. 37 do CEDOAB
preconizam que:
Art. 7° inc. XIX - recusar-se a depor como testemunha em processo no qual
funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem
seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo
constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional;
Art. 37 do Código de Ética:
O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que
configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e
à honra ou que envolvam defesa própria
Gabarito – Letra B.

2) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Bernardo recebe comunicação do seu cliente Eduardo de que este havia
desistido da causa que apresentara anteriormente, por motivo de
viagem a trabalho, no exterior, em decorrência de transferência e
promoção na sua empresa. Houve elaboração da petição inicial,
contrato de prestação de serviços e recebimento adiantado de custas e
honorários advocatícios.
Nesse caso, nos termos do Código de Ética da Advocacia, deve o
advogado
a) devolver os honorários antecipados sem abater os custos do
escritório.
b) prestar contas ao cliente de forma pormenorizada.

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c) arquivar os documentos no escritório como forma de garantia.


d) realizar contrato vinculando o cliente ao escritório.

O art. 12 do CEDOAB dispõe que:


Art. 12. A conclusão ou desistência da causa, tenha havido, ou não, extinção
do mandato, obriga o advogado a devolver ao cliente bens, valores e
documentos que lhe hajam sido confiados e ainda estejam em seu poder,
bem como a prestar-lhe contas, pormenorizadamente, sem prejuízo de
esclarecimentos complementares que se mostrem pertinentes e necessários.
Gabarito – Letra B.

3) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) Matheus é estagiário vinculado ao escritório Renato e
Associados. No exercício da sua atividade, por ordem do advogado
supervisor, o estagiário acompanha o cliente diretor da sociedade
Tamoaí S/A. Por motivos alheios à vontade do estagiário, que se disse
inocente de qualquer deslize, o diretor veio a se desentender com
Matheus, e, por força desse evento, o escritório resolve renunciar ao
mandato conferido pela pessoa jurídica.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, sobre o caso descrito,
assinale a afirmativa correta.
a) O advogado pode afastar-se do processo em que atua sem
comunicação ao cliente.
b) A renúncia deve ser notificada ao cliente pelos advogados
mandatários.
c) A renúncia aos poderes conferidos no mandato dependerá do
cliente do escritório.
d) A renúncia ao mandato, sem respeitar o prazo legal, implica
abandono da causa.
O art. 6° do RGEA-OAB estabelece que: “Art. 6º O advogado deve
notificar o cliente da renúncia ao mandato (art. 5º, § 3º, do Estatuto),
preferencialmente mediante carta com aviso de recepção, comunicando,
após, o Juízo.”

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O art. 5° § 3º do EAOAB dispõe também que:

Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do


mandato. § 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará,
durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia, a representar
o mandante, salvo se for substituído antes do término desse prazo.
Gabarito - Letra B.

4) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) láudio,


advogado com vasta experiência profissional, é contratado pela
sociedade LK Ltda. para gerenciar a carteira de devedores duvidosos,
propondo acordos e, em último caso, as devidas ações judiciais. Após
um ano de sucesso na empreitada, Cláudio postula aumento nos seus
honorários, o que vem a ser recusado pelos representantes legais da
sociedade. Insatisfeito com o desenrolar dos fatos, Cláudio comunica
que irá renunciar aos mandatos que lhe foram conferidos, notificando
pessoalmente os representantes legais da sociedade que apuseram o
seu ciente no ato de comunicação. Dez dias após, a sociedade contratou
novos advogados, que assumiram os processos em curso.

Observado tal relato, baseado nas normas do Regulamento Geral


do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A comunicação da renúncia do mandato não pode ser pessoal,
para evitar conflitos com o cliente.
b) A renúncia ao mandato deve ser comunicada ao cliente,
preferencialmente mediante carta com aviso de recepção.
c) O advogado deve comunicar a renúncia ao mandato
diretamente ao Juízo da causa, que deverá intimar a parte.
d) O advogado não tem o dever de comunicar à parte a renúncia
ao mandato judicial ou extrajudicial.
O art. 6° do RGEA-OAB estabelece que: “Art. 6º O advogado deve
notificar o cliente da renúncia ao mandato (art. 5º, § 3º, do Estatuto),

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preferencialmente mediante carta com aviso de recepção, comunicando,


após, o Juízo”.
Gabarito – Letra B.

5) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) João,


além de advogado, é próspero fazendeiro no Estado W. Após
fiscalização regular, é comunicado que seus trabalhadores estão em
situação irregular, análoga à de escravidão.

Nos termos do Código de Ética, o advogado deve


a) ignorar a comunicação porque são separadas as atividades de
advogado e fazendeiro.
b) deixar de prestar concurso a atos que atentem contra a
dignidade da pessoa humana.
c) atuar como advogado na defesa da situação considerada
irregular, ignorando as acusações.
d) defender sua atuação como fazendeiro que obedece a regras
peculiares e costumeiras.
O art. 2° do Código de Ética, dispõe que:

Art. 2º O advogado, indispensável à administração da Justiça, é


defensor do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e
garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da
paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com
a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes.
VIII - abster-se de: c) emprestar concurso aos que atentem contra a
ética, a moral, a honestidade e a dignidade da pessoa humana;
Gabarito – Letra B.

6) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Lara,


advogada, é chefe do departamento jurídico da empresa Nós e Nós, que
é especializada na produção de cordas. O departamento que ela
coordena possui cerca de cem advogados. Dez deles resolvem propor

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ação judicial para reclamar direitos que são comuns a todos, inclusive à
advogada chefe do departamento.
Nos termos do Código de Ética, a advogada chefe do departamento
deve
a) assumir a defesa da empresa, por força da relação de trabalho.
b) comunicar o fato à empresa e escusar-se de realizar a defesa.
c) indicar advogado da sua equipe para realizar a defesa.
d) renunciar ao cargo por impossibilidade de exercício do mesmo.
O art. 4° do Código de Ética e Disciplina da OAB dispõe que:

Art. 4º O advogado, ainda que vinculado ao cliente ou constituinte,


mediante relação empregatícia ou por contrato de prestação
permanente de serviços, ou como integrante de departamento jurídico,
ou de órgão de assessoria jurídica, público ou privado, deve zelar pela
sua liberdade e independência.
Parágrafo único. É legítima a recusa, pelo advogado, do patrocínio
de causa e de manifestação, no âmbito consultivo, de pretensão
concernente a direito que também lhe seja aplicável ou contrarie
orientação que tenha manifestado anteriormente.
Gabarito – Letra B.

7) (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Mário


advogou, por muitos anos, para a empresa “X”, especializada no ramo
de cosméticos. Por problemas pessoais, afastou-se da advocacia
empresarial por um período de dois anos. No retorno, passou a
representar os interesses da empresa “Y”, também do ramo de
cosméticos, e concorrente direta da empresa para quem anteriormente
prestara serviços.
Quando da prestação de seus serviços à empresa “X”, Mário atuou
em vários contratos em que constavam informações submetidas a
segredo industrial, a que teve acesso exclusivamente em decorrência da
sua atuação como advogado.
Observado tal relato, em consonância com as normas do Código de
Ética da Advocacia, assinale a afirmativa correta.

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a) Os segredos advindos da prática profissional, após


determinado período de recesso, podem ser livremente utilizados pelo
advogado.
b) O advogado, ao atuar contra antigos clientes, não pode lançar
mão de informações reservadas que lhe tenham sido confiadas.
c) O advogado não pode ser contratado por concorrentes de
antigos clientes, pois o impedimento de com eles contratar não tem
prazo.
d) O advogado, diante do conflito de interesses entre o antigo e o
novo cliente, deve renunciar ao mandato.
Observem o que diz o art. 21 do Código de Ética: “Art. 21. O
advogado, ao postular em nome de terceiros, contra ex-cliente ou
exempregador, judicial e extrajudicialmente, deve resguardar o sigilo
profissional.”.
Gabarito – Letra B.

8) (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Mévio,


advogado, é procurado por Eulâmpia, que realiza consulta sobre
determinado tema jurídico. Alguns meses depois, o advogado recebe
uma intimação para prestar depoimento como testemunha em processo
no qual Eulâmpia é ré, pelos fatos relatados por ela em consulta
profissional. No concernente ao tema, à luz das normas estatutárias, é
correto afirmar que
a) o advogado deve comparecer ao ato e prestar depoimento
como testemunha dos fatos.
b) é caso de recusa justificada ao depoimento por ter tido o
advogado ciência dos fatos em virtude do exercício da profissão.
c) a simples consulta jurídica não é privativa de advogado,
equiparada a mero aconselhamento protocolar.
d) o advogado poderá prestar o depoimento, mesmo contra sua
vontade, desde que autorizado pelo cliente.

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O Código de Ética dispõe em seu art. 35 o seguinte:


Art. 35. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome
conhecimento no exercício da profissão. Parágrafo único. O sigilo profissional
abrange os fatos de que o advogado tenha tido conhecimento em virtude de
funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil.
Gabarito – Letra B.

9) (FGV – OAB –XI Exame- 2013) José é advogado de João


em processo judicial que este promove contra Matheus. Encantado com
as sucessivas campanhas de conciliação, busca obter o apoio do réu
para um acordo, sem consultar previamente o patrono da parte
contrária, Valter.
Nos termos do Código de Ética, deve o advogado
A) buscar a conciliação a qualquer preço por ser um objetivo da
moderna Jurisdição.
B) abster-se de entender-se diretamente com a parte adversa que
tenha patrono constituído, sem o assentimento deste.
C) entender-se com as partes na presença de autoridade sem
necessidade de comunicação ao ex adverso.
D) participar de campanhas de conciliação e, caso infrutíferas,
tentar o acordo extrajudicial diretamente com a parte contrária.
O código de ética trata dessa questão da seguinte forma:

Art. 2º VIII – abster-se de:


a) utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente;
b) vincular seu nome a empreendimentos sabidamente escusos;
c) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a
honestidade e a dignidade da pessoa humana;
d) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono
constituído, sem o assentimento deste;
e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante
autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares;
f) contratar honorários advocatícios em valores aviltantes

Gabarito: Letra “b”


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10) (FGV – 2012 – IX - Exame de Ordem Unificado) O advogado


Carlos é Presidente da empresa XYZ, com sede no Município Q. Em
determinada data, a empresa é notificada para apresentar defesa em
processo trabalhista ajuizado por antigo empregado da empresa. No dia
da audiência designada, Carlos apresenta-se como preposto, vez que
dirigente da empresa e advogado, por possuir habilitação profissional
regular.
Observados tais fatos, de acordo com as normas do Regulamento
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) Por economia processual admite-se a atuação do advogado
como preposto e advogado no mesmo processo.
B) Essa é uma situação excepcional que permite a atuação do
advogado como preposto da empresa e seu representante judicial.
C) É vedada a atuação como preposto e como advogado da
empresa ao mesmo tempo.
D) Não havendo oposição da parte adversa, pode ocorrer a atuação
do advogado nas duas funções: preposto e representante judicial.
O art. 25 é bem claro quanto a essa questão:

Art. 25. É defeso ao advogado funcionar no mesmo processo,


simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente.

Cuidado! Defeso o mesmo que PROIBIDO!


Gabarito: Letra “c”.

2.1 Do Dever de Urbanidade

Vimos acima que é objeto do Código de Ética o dever de


urbanidade do advogado. Mas o que é isso?

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Esse dever está relacionado à forma como o advogado deve tratar


os colegas, autoridades, servidores e o público em geral, o dever de
urbanidade, tratando a todos com respeito e consideração, ao
mesmo tempo em que preservará suas prerrogativas e o direito
de receber igual tratamento das pessoas com as quais se relacione.
O artigo 30 do Código de Ética revela que o advogado quando
defensor nomeado, conveniado ou dativo, ou seja, nas hipóteses em
que o cliente não o escolheu, mas ele foi “empurrado” para defender o
cliente, deve comportar-se com zelo, empenhando-se para que o cliente
se sinta amparado e tenha a expectativa de regular desenvolvimento da
demanda.
Engana-se quem pensa que o Código de Ética é uma “manual de
etiqueta” do advogado. O advogado é OBRIGADO a cumprir
rigorosamente os deveres consignados no Código de Ética e Disciplina.
Por isso, na sua profissão, você jamais pode se desvincular desse
dever de urbanidade, você deve estar atento aos valores explicitados no
Código e aplicá-los a todo tempo, pois se não o fizer estará sujeito às
punições por infração disciplinar.
Afinal, a força de trabalho do advogado está na sua conduta.
Se você está achando essa parte uma “viagem”. Se ligue! Isso já
caiu na prova da ordem!

Questão da
OAB

11) (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado)


Aparecida, advogada da autora no âmbito de determinada ação
indenizatória, bastante irritada com o conteúdo de sentença que julgou
improcedente o pedido formulado, apresenta recurso de apelação em
cujas razões afirma que o magistrado é burro e ignora as leis aplicáveis
ao caso em exame. Disse ainda que tal sentença não poderia ter outra
explicação, senão o fato de o magistrado ter recebido vantagem

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pecuniária da outra parte. A respeito da conduta de Aparecida, é correto


afirmar:
a) Aparecida não praticou crime nem conduta antiética, pois fez
tais afirmações no exercício da profissão, devendo atuar sem receio de
desagradar ao magistrado.
b) Aparecida praticou o crime de injúria, ao afirmar que o
magistrado é burro e ignora as leis aplicáveis ao caso e o de calúnia,
quando afirmou que o magistrado prolatara a sentença em questão por
ter recebido dinheiro da outra parte. Além disso, por todas as ofensas
irrogadas, violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB, que
impõe ao advogado o dever de urbanidade.
c) Aparecida violou apenas dispositivo do Código de Ética e
Disciplina da OAB, por desrespeitar o dever de urbanidade, mas não
praticou crime, uma vez que tem imunidade profissional, não
constituindo injúria, difamação ou calúnia puníveis qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou
fora dele.
d) Aparecida violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da
OAB, por desrespeitar o dever de urbanidade e praticou o crime de
calúnia ao afirmar que o magistrado prolatara a sentença em questão
por ter recebido dinheiro da outra parte. Não praticou crime quando
afirmou que o magistrado é burro e ignora as leis aplicáveis ao caso,
pois tem imunidade profissional, não constituindo injúria punível
qualquer manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em
juízo ou fora dele.
Vimos o conceito de urbanidade, que está relacionado à forma
como o advogado deve tratar o público, os colegas, as autoridades e os
funcionários do Juízo com respeito, discrição e independência, exigindo
igual tratamento e zelando pelas prerrogativas a que tem direito.
Além disso, para responder a essa questão, você deve ter em
mente o seguinte dispositivo da Lei nº 8.906/94:

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Art. 7º (...) § 2º O advogado tem imunidade profissional, não constituindo


injúria, difamação ou desacato puníveis qualquer manifestação de sua parte,
no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, sem prejuízo das
sanções disciplinares perante a OAB, pelos excessos que cometer. (Vide ADIN
1.127-8)

Perceba que o único crime declarado inconstitucional foi o


desacato. Assim, o advogado é imune, no exercício de sua profissão,
aos crimes de injúria (chamar o juiz de burro no exercício da profissão
pode!) e de difamação. Mas não é imune ao crime de desacato ou de
calúnia.
Gabarito: Letra “D”.

3. Da Publicidade

Como visto em aulas anteriores, a OAB visa afastar toda


característica mercantilista da atividade advocatícia. Uma das formas de
implementar a descaracterização da atividade mercantilista é impondo
regras quanto a publicidade do advogado.
Na resolução nº 07 de 2016, ficou determinado que
na publicidade profissional que promover ou nos cartões e material de
escritório de que se utilizar, o advogado fará constar seu nome, nome
social ou o da sociedade de advogados, o número ou os números de
inscrição na OAB.
Você já percebeu que não existe propaganda de escritório de
advocacia na televisão ou em outdoors nas ruas?
Isso ocorre porque a OAB só admite a publicidade informativa e
veda a publicidade imposta.
Na publicidade informativa, o advogado deve informar dados
objetivos e verdadeiros a respeito dos serviços de advocacia que se
propõe a prestar, individual ou coletivamente, com discrição e

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moderação, observadas as normas do Código de Ética e Disciplina e do


provimento 94/200.
Mas o que vem a ser publicidade informativa?
Assim define o artigo 2º do provimento 94/2000:

Art. 2º. Entende-se por publicidade informativa:


a) a identificação pessoal e curricular do advogado ou da sociedade de
advogados;
b) o número da inscrição do advogado ou do registro da sociedade;
c) o endereço do escritório principal e das filiais, telefones, fax e endereços
eletrônicos;
d) as áreas ou matérias jurídicas de exercício preferencial;
e) o diploma de bacharel em direito, títulos acadêmicos e qualificações
profissionais obtidos em estabelecimentos reconhecidos, relativos à profissão
de advogado (art. 29, §§ 1º e 2º, do Código de Ética e Disciplina);
f) a indicação das associações culturais e científicas de que faça parte o
advogado ou a sociedade de advogados;
g) os nomes dos advogados integrados ao escritório;
h) o horário de atendimento ao público;
i) os idiomas falados ou escritos.

As áreas ou matérias jurídicas de exercício preferencial são os


ramos do direito, as especialidades.
Os títulos acadêmicos são os relativos à profissão de advogado,
conferidos por universidades ou instituições de ensino superior,
reconhecidas.
Observe que as formas como o advogado pode ser localizado é
essencial, além de indicar o nome do advogado ou da sociedade de
advogados com o respectivo número de inscrição ou de registro.
Perceba que as formas de pagamento e preço não podem fazer
parte da propaganda.
Outra informação importante é quanto à proibição expressa de
alguns meios de publicidade.
Veja o que diz o artigo 30 do Código de Ética:

Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser

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compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo


vedados:
I - a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
II - o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de
publicidade;
III - as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em
qualquer espaço público;
IV - a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras
atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras;
V - o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em
colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos,
publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação
em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias
pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;
VI - a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas
assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela.
Parágrafo único. Exclusivamente para fins de identificação dos
escritórios de advocacia, é permitida a utilização de placas, painéis
luminosos e inscrições em suas fachadas, desde que respeitadas as
diretrizes previstas no artigo 39.

O provimento 94/2000, por outro lado, traz outras vedações:

Art. 6º. Não são admitidos como veículos de publicidade da advocacia:


a) rádio e televisão;
b) painéis de propaganda, anúncios luminosos e quaisquer outros
meios de publicidade em vias públicas;
c) cartas circulares e panfletos distribuídos ao público;
d) oferta de serviços mediante intermediários.

Assim, você não vê outdoors, propagandas em rádio e televisão e


panfletos de escritórios de advocacia, porque esses meios de
propaganda são todos proibidos!
Mas professor, como é que eu vou divulgar o meu trabalho?
Calma, amigo, existem formas lícitas de publicidade, são elas:
a) a utilização de cartões de visita e de apresentação do
escritório, contendo, exclusivamente, informações objetivas;

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O Cartão de visitas e a utilização da mala direta (divulgação de


serviço por envio de correspondência) são permitidos, porém, só
podem ser fornecidos a colegas, clientes ou a pessoas que os
solicitem ou os autorizem previamente. Da mesma forma, as
correspondências, comunicados e publicações, versando sobre
constituição, colaboração, composição e qualificação de componentes
de escritório e especificação de especialidades profissionais, bem como
boletins informativos e comentários sobre legislação.
b) a placa identificativa do escritório, afixada no local onde
se encontra instalado;
c) o anúncio do escritório em listas de telefone e análogas;
ATENÇÃO! Pode haver publicidade em anúncio de jornal, desde que
seja informativa. E também em revistas, folhetos, jornais, boletins e
qualquer outro tipo de imprensa escrita.
d) a comunicação de mudança de endereço e de alteração
de outros dados de identificação do escritório nos diversos
meios de comunicação escrita, assim como por meio de mala-
direta aos colegas e aos clientes cadastrados;
e) a menção da condição de advogado e, se for o caso, do
ramo de atuação, em anuários profissionais, nacionais ou
estrangeiros;
f) a divulgação das informações objetivas, relativas ao
advogado ou à sociedade de advogados, com modicidade, nos
meios de comunicação escrita e eletrônica.
Assim, é admitida divulgação através de Internet, fax, correio
eletrônico e outros meios de comunicação semelhantes. E ainda em
papéis de petições, de recados e de cartas, envelopes e pastas.
É VEDADO, a utilização de publicidade da seguinte forma:
a) menção a clientes ou a assuntos profissionais e a
demandas sob seu patrocínio;

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b) referência, direta ou indireta, a qualquer cargo, função


pública ou relação de emprego e patrocínio que tenha exercido;
c) emprego de orações ou expressões persuasivas, de auto
engrandecimento ou de comparação;
d) divulgação de valores dos serviços, sua gratuidade ou
forma de pagamento;
e) oferta de serviços em relação a casos concretos e
qualquer convocação para postulação de interesses nas vias
judiciais ou administrativas;
f) veiculação do exercício da advocacia em conjunto com
outra atividade;
Dessa forma, o anúncio de advogado não deve mencionar, direta
ou indiretamente, qualquer cargo, função pública ou relação de
emprego e patrocínio que tenha exercido, passível de captar clientela.
g) informações sobre as dimensões, qualidades ou estrutura
do escritório;
h) informações errôneas ou enganosas;
i) promessa de resultados ou indução do resultado com
dispensa de pagamento de honorários;
j) menção a título acadêmico não reconhecido;
k) emprego de fotografias e ilustrações, marcas ou símbolos
incompatíveis com a sobriedade da advocacia;
Sobre o emprego de fotografias e ilustrações confira o artigo 31 do
Código de Ética:

§ 2º É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões


de visitas do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou
função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o
de professor universitário.

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PODE NÃO PODE

- O advogado pode anunciar os - Divulgar a advocacia em


seus serviços profissionais, conjunto com outra atividade.
individual ou coletivamente, com
discrição e moderação, para
finalidade exclusivamente
informativa, em português.

- O anúncio deve mencionar o - Veicular a publicidade


nome completo do advogado (ou advocatícia pelo rádio, televisão
da sociedade) e o número da (pode conceder entrevistas),
inscrição na OAB (ou do registro cartas e panfletos, painéis de
da sociedade). propaganda (outdoors) e outros
meios de publicidade em vias
públicas.

- O anúncio pode fazer referência: - Mencionar cargo, função pública


ao currículo do advogado (títulos ou emprego que tenha exercido,
acadêmicos e qualificações passível de captar clientela.
profissionais); às áreas ou
matérias jurídicas de atuação
preferencial; aos endereços do
escritório; ao horário do
expediente; aos meios de
comunicação (telefones, fax e
endereços eletrônicos); e aos
idiomas falados ou escritos.

- São meios lícitos de publicidade - Fazer menção a clientes e casos


da advocacia: com modicidade, os em que atua.
meios de comunicação escrita
(revistas, jornais) e eletrônica
(internet, fax, correio eletrônico);
os cartões de visita e de
apresentação do escritório; os
papéis timbrados, envelopes e
pastas; a placa identificativa do
escritório, afixada no local onde se
encontra instalado; o anúncio do
escritório em listas de telefone e
anuários profissionais.

- Malas-diretas e cartões de - Empregar orações ou expressões


apresentação só podem ser persuasivas, de autopromoção.
fornecidos a colegas, clientes ou a
pessoas que os solicitem ou os

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autorizem previamente.

- Divulgar valores dos serviços ou


forma de pagamento.

- Convocar clientes e oferecer


serviços em relação a casos
concretos.

- Informar sobre as dimensões,


qualidades ou estrutura do
escritório.

- Prometer resultados.

- fotografias pessoais ou de
terceiros nos cartões de visitas do
advogado, bem como menção a
qualquer emprego, cargo ou
função ocupado, atual ou
pretérito, em qualquer órgão ou
instituição, salvo o de professor
universitário.

Questões da
OAB

12) (FGV – OAB –X Exame- 2013) João, além de advogado, é


próspero fazendeiro no Estado W. Após fiscalização regular, é
comunicado que seus trabalhadores estão em situação irregular,
análoga à de escravidão.
Nos termos do Código de Ética, o advogado deve
A) ignorar a comunicação porque são separadas as atividades de
advogado e fazendeiro.
B) deixar de prestar concurso a atos que atentem contra a
dignidade da pessoa humana.

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C) atuar como advogado na defesa da situação considerada


irregular, ignorando as acusações.
D) defender sua atuação como fazendeiro que obedece a regras
peculiares e costumeiras
O advogado deve se abster de algumas condutas, o Código assim
regulamenta:

Art. 2º VIII – abster-se de:


a) utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente;
b) vincular seu nome a empreendimentos sabidamente escusos;
c) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a
honestidade e a dignidade da pessoa humana;
d) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono
constituído, sem o assentimento deste;
e) ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante
autoridades com as quais tenha vínculos negociais ou familiares;
f) contratar honorários advocatícios em valores aviltantes

Gabarito: Letra “b”.

13) (FGV - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Mauro,


advogado com larga experiência profissional, resolve contratar com
emissora de televisão, um novo programa, incluído na grade normal de
horários da empresa, cujo titulo é “o Advogado na TV”, com o fito de
proporcionar informações sobre a carreira, os seus percalços, suas
angústas, alegrias e comprovar a possibilidade de sucesso profissional.
No curso do programa, inclui referência às causas ganhas, bem
como àquelas ainda em curso e que podem ter repercussão no meio
jurídico, todas essas vinculadas ao seu escritório de advocacia.
Consoante as normas aplicáveis, é correto afirmar que:
a) a participação em programa televisivo está vedada aos
advogados.
b) a publicidade, como narrada, é compatível com as normas do
Código de Ética.

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c) o advogado, no caso, deveria se limitar ao aspecto educacional e


instrutivo da atividade profissional.
d) programas televisivos são franqueados aos advogados, inclusive
para realizar propaganda dos seus escritórios.
Como vimos, o advogado pode participar de programas de rádio e
televisão e de outros meios de comunicação, porém, deve limitar-se a
entrevistas ou a exposições sobre assuntos jurídicos de interesse geral,
visando a objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e
instrutivos para esclarecimento dos destinatários.
Assim, o advogado deve se abster de analisar casos concretos,
salvo quando arguido sobre questões em que esteja envolvido como
advogado constituído, como assessor jurídico ou parecerista,
cumprindo-lhe, nesta hipótese, evitar observações que possam implicar
a quebra ou violação do sigilo profissional;
Letra “c” correta.

14) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) O


advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu
escritório, ao passar a compor o grupo de profissionais escolhido para
gerenciá-lo. Uma das atividades consiste na elaboração de um boletim
de notícias comunicando aos clientes, parceiros e advogados, a
mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. Para
ampliar a divulgação, contrata jovens de ambos os sexos para
distribuição gratuita, nos cruzamentos das mais importantes capitais do
País. Diante do narrado, é correto afirmar que
a) se trata de publicidade moderada.
b) o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o
público-alvo são clientes do escritório.
c) a distribuição indiscriminada, se for gratuita, é permitida.
d) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de
anuidade.

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Boletins informativos e comentários sobre legislação só podem


ser fornecidos a colegas, clientes ou a pessoas que os solicitem
ou os autorizem previamente. Dessa forma o boletim de notícias é
meio adequado de publicidade quando o público-alvo são clientes do
escritório.
Letra “b” correta.

15) (FGV – 2011 – OAB - Exame de Ordem Unificado) O


escritório de advocacia do Dr. Zangão decide patrocinar programa
televisivo juntamente com um supermercado e uma companhia de
cervejas. O programa é de estilo popular, com belas mulheres vestidas
de forma apropriada ao verão brasileiro. No intervalo do programa, o
apresentador apresenta homenagens aos seus patrocinadores e, em
relação ao escritório de advocacia, recita um texto: “Caso você tenha
um problema com a Justiça, procure quem é bom. Consulte um dos
advogados do Escritório do Dr. Zangão. Pode não ser uma rima, mas é
a solução.” Essa situação caracteriza
a) publicidade imoderada.
b) propaganda regular.
c) patrocínio cultural.
d) atividade permitida pelo Estatuto
Como já havia falado, a publicidade admitida na OAB não pode ser
imposta, mas deve ser informativa, ou seja, deve informar dados
objetivos e verdadeiros a respeito dos serviços de advocacia que se
propõe a prestar, individual ou coletivamente, com discrição e
moderação, observadas as normas do Código de Ética e Disciplina e do
provimento 94/200.
Desta forma essa propaganda é imoderada.
Gabarito: Letra “a”.

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16) (FGV – 2011 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Daniel,


advogado, resolve divulgar seus trabalhos contratando empresa de
propaganda e marketing. Esta lhe apresenta um plano de ação, que
inclui a contratação de jovens, homens e mulheres, para a distribuição
de prospectos de propaganda do escritório, coloridos, indicando as
especialidades de atuação e apresentando determinados temas que
seriam considerados acessíveis à multidão de interessados. O projeto é
realizado. Em relação a tal projeto, consoante as normas aplicáveis aos
advogados, é correto afirmar que
a) a moderna advocacia assume características empresariais e
permite publicidade como a apresentada.
b) atividades moderadas como as sugeridas são admissíveis.
c) desde que autorizada pela OAB, a propaganda pode ser
realizada.
d) existem restrições éticas à propaganda da advocacia, entre as
quais as referidas no texto.
A atividade de advocacia não pode se apresentar de forma
mercantilizada, por isso é vedada a publicidade mencionada. Letra “a”
errada. A distribuição de panfletos é caracterizada como publicidade
imoderada. A OAB não pode autorizar esse tipo de publicidade, pois há
vedação normativa.
Gabarito: Letra “d”.

17) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) O advogado Nelson, após estabelecer seu escritório em
local estratégico nas proximidades dos prédios que abrigam os órgãos
judiciários representantes de todas as esferas da Justiça, resolve
publicar anúncio em que, além dos seus títulos acadêmicos, expõe a
sua vasta experiência profissional, indicando os vários cargos
governamentais ocupados, inclusive o de Ministro de prestigiada área
social.

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Nos termos do Código de Ética da Advocacia, assinale a afirmativa


correta.
a) O anúncio está adequado aos termos do Código, pois indica os
títulos acadêmicos e a experiência profissional.
b) O anúncio está adequado aos termos do Código, por não
conter adjetivações ou referências elogiosas ao profissional.
c) O anúncio colide com as normas do Código, pois a referência a
títulos acadêmicos é vedada por indicar a possibilidade de captação de
clientela.
d) O anúncio colide com as normas do Código, que proíbem a
referência a cargos públicos capazes de gerar captação de clientela.
Para respondermos essa questão, devemos observar o que diz o
art. 44 § 2º do CEDOAB. Vejamos:
Art. 44 na publicidade profissional que promover ou nos cartões e material de
escritório de que se utilizar, o advogado fará constar seu nome, nome social
ou o da sociedade de advogados, o número ou os números de inscrição na
OAB.
§ 2º É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões
de visitas do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou
função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o
de professor universitário.
Gabarito – Letra D.

4. Resumo da aula

Vamos aos principais pontos abordados nessa nossa aula. Use o


resumo da aula na semana que anteceder a sua prova, para que o
estudo venha a sua mente quando estiver marcando o gabarito de seu
Exame de Ordem.
As atitudes do advogado devem ser voltadas para que sempre seja
merecedor de respeito e que contribua para o prestígio da classe e da

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advocacia. Além de manter sua independência em qualquer


circunstância, no exercício de sua profissão.
O artigo 22 do Código de Ética e Disciplina assim no fala:

Art. 22. Ao advogado cumpre abster-se de patrocinar causa contrária à


validade ou legitimidade de ato jurídico em cuja formação haja colaborado ou
intervindo de qualquer maneira; da mesma forma, deve declinar seu
impedimento ou o da sociedade que integre quando houver conflito de
interesses motivado por intervenção anterior no trato de assunto que se
prenda ao patrocínio solicitado.

O artigo 30 do Código de Ética revela que o advogado quando


defensor nomeado, conveniado ou dativo, ou seja, nas hipóteses em
que o cliente não o escolheu, mas ele foi “empurrado” para defender o
cliente, deve comportar-se com zelo, empenhando-se para que o cliente
se sinta amparado e tenha a expectativa de regular desenvolvimento da
demanda.

Quanto a publicidade admitida na OAB não pode ser imposta, mas


deve ser informativa, de modo a informar dados objetivos e verdadeiros
a respeito dos serviços de advocacia que se propõe a prestar, individual
ou coletivamente, com discrição e moderação, observadas as normas
do Código de Ética e Disciplina e do provimento 94/200.
Lembre-se do seguinte quadro:

PODE NÃO PODE

- O advogado pode anunciar os - Divulgar a advocacia em


seus serviços profissionais, conjunto com outra atividade.
individual ou coletivamente, com
discrição e moderação, para
finalidade exclusivamente
informativa, em português.

- O anúncio deve mencionar o - Veicular a publicidade


nome completo do advogado (ou advocatícia pelo rádio, televisão
da sociedade) e o número da (pode conceder entrevistas),
inscrição na OAB (ou do registro cartas e panfletos, painéis de

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da sociedade). propaganda (outdoors) e outros


meios de publicidade em vias
públicas.

- O anúncio pode fazer referência: - Mencionar cargo, função pública


ao currículo do advogado (títulos ou emprego que tenha exercido,
acadêmicos e qualificações passível de captar clientela.
profissionais); às áreas ou
matérias jurídicas de atuação
preferencial; aos endereços do
escritório; ao horário do
expediente; aos meios de
comunicação (telefones, fax e
endereços eletrônicos); e aos
idiomas falados ou escritos.

- São meios lícitos de publicidade - Fazer menção a clientes e casos


da advocacia: com modicidade, os em que atua.
meios de comunicação escrita
(revistas, jornais) e eletrônica
(internet, fax, correio eletrônico);
os cartões de visita e de
apresentação do escritório; os
papéis timbrados, envelopes e
pastas; a placa identificativa do
escritório, afixada no local onde se
encontra instalado; o anúncio do
escritório em listas de telefone e
anuários profissionais.

- Malas-diretas e cartões de - Empregar orações ou expressões


apresentação só podem ser persuasivas, de autopromoção.
fornecidos a colegas, clientes ou a
pessoas que os solicitem ou os
autorizem previamente.

- Divulgar valores dos serviços ou


forma de pagamento.

- Convocar clientes e oferecer


serviços em relação a casos
concretos.

- Informar sobre as dimensões,


qualidades ou estrutura do
escritório.

- Prometer resultados.

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- Fazer uso de fotografias,


ilustrações, cores, figuras,
desenhos, logotipos, marcas ou
símbolos incompatíveis com a
sobriedade da advocacia, sendo
proibido o uso dos símbolos
oficiais e dos que sejam usados
pela OAB.

5. Questões comentadas

1) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVI -


Primeira Fase) Epitácio é defendido pelo advogado Anderson em
processo relacionado à dissolução de sua sociedade conjugal.
Posteriormente, Epitácio vem a se envolver em processo de natureza
societária e contrata novo advogado especialista na matéria. Designada
audiência para a oitiva de testemunhas, a defesa de Epitácio arrola
como testemunha o advogado Anderson, diante do seu conhecimento
de fatos decorrentes do litígio de família, obtidos exclusivamente diante
do seu exercício profissional e relevantes para o desfecho do litígio
empresarial.

Consoante o Estatuto da Advocacia, o advogado deve.


a) atuar como testemunha em qualquer situação.
b) depor, porém sem revelar fatos ligados ao sigilo profissional.
c) resguardar-se e requerer autorização escrita do cliente.
d) buscar suprimento judicial para depor em Juízo.

2) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Bernardo recebe comunicação do seu cliente Eduardo de que este havia
desistido da causa que apresentara anteriormente, por motivo de
viagem a trabalho, no exterior, em decorrência de transferência e
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promoção na sua empresa. Houve elaboração da petição inicial,


contrato de prestação de serviços e recebimento adiantado de custas e
honorários advocatícios.
Nesse caso, nos termos do Código de Ética da Advocacia, deve o
advogado
a) devolver os honorários antecipados sem abater os custos do
escritório.
b) prestar contas ao cliente de forma pormenorizada.
c) arquivar os documentos no escritório como forma de garantia.
d) realizar contrato vinculando o cliente ao escritório.

3) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) Matheus é estagiário vinculado ao escritório Renato e
Associados. No exercício da sua atividade, por ordem do advogado
supervisor, o estagiário acompanha o cliente diretor da sociedade
Tamoaí S/A. Por motivos alheios à vontade do estagiário, que se disse
inocente de qualquer deslize, o diretor veio a se desentender com
Matheus, e, por força desse evento, o escritório resolve renunciar ao
mandato conferido pela pessoa jurídica.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, sobre o caso descrito,
assinale a afirmativa correta.
a) O advogado pode afastar-se do processo em que atua sem
comunicação ao cliente.
b) A renúncia deve ser notificada ao cliente pelos advogados
mandatários.
c) A renúncia aos poderes conferidos no mandato dependerá do
cliente do escritório.
d) A renúncia ao mandato, sem respeitar o prazo legal, implica
abandono da causa.

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4) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) láudio,


advogado com vasta experiência profissional, é contratado pela
sociedade LK Ltda. para gerenciar a carteira de devedores duvidosos,
propondo acordos e, em último caso, as devidas ações judiciais. Após
um ano de sucesso na empreitada, Cláudio postula aumento nos seus
honorários, o que vem a ser recusado pelos representantes legais da
sociedade. Insatisfeito com o desenrolar dos fatos, Cláudio comunica
que irá renunciar aos mandatos que lhe foram conferidos, notificando
pessoalmente os representantes legais da sociedade que apuseram o
seu ciente no ato de comunicação. Dez dias após, a sociedade contratou
novos advogados, que assumiram os processos em curso.

Observado tal relato, baseado nas normas do Regulamento Geral


do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
a) A comunicação da renúncia do mandato não pode ser pessoal,
para evitar conflitos com o cliente.
b) A renúncia ao mandato deve ser comunicada ao cliente,
preferencialmente mediante carta com aviso de recepção.
c) O advogado deve comunicar a renúncia ao mandato
diretamente ao Juízo da causa, que deverá intimar a parte.
d) O advogado não tem o dever de comunicar à parte a renúncia
ao mandato judicial ou extrajudicial.

5) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) João,


além de advogado, é próspero fazendeiro no Estado W. Após
fiscalização regular, é comunicado que seus trabalhadores estão em
situação irregular, análoga à de escravidão.

Nos termos do Código de Ética, o advogado deve


a) ignorar a comunicação porque são separadas as atividades de
advogado e fazendeiro.

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b) deixar de prestar concurso a atos que atentem contra a


dignidade da pessoa humana.
c) atuar como advogado na defesa da situação considerada
irregular, ignorando as acusações.
d) defender sua atuação como fazendeiro que obedece a regras
peculiares e costumeiras.

6) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Lara,


advogada, é chefe do departamento jurídico da empresa Nós e Nós, que
é especializada na produção de cordas. O departamento que ela
coordena possui cerca de cem advogados. Dez deles resolvem propor
ação judicial para reclamar direitos que são comuns a todos, inclusive à
advogada chefe do departamento.
Nos termos do Código de Ética, a advogada chefe do departamento
deve
a) assumir a defesa da empresa, por força da relação de trabalho.
b) comunicar o fato à empresa e escusar-se de realizar a defesa.
c) indicar advogado da sua equipe para realizar a defesa.
d) renunciar ao cargo por impossibilidade de exercício do mesmo.

7) (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Mário


advogou, por muitos anos, para a empresa “X”, especializada no ramo
de cosméticos. Por problemas pessoais, afastou-se da advocacia
empresarial por um período de dois anos. No retorno, passou a
representar os interesses da empresa “Y”, também do ramo de
cosméticos, e concorrente direta da empresa para quem anteriormente
prestara serviços.
Quando da prestação de seus serviços à empresa “X”, Mário atuou
em vários contratos em que constavam informações submetidas a
segredo industrial, a que teve acesso exclusivamente em decorrência da
sua atuação como advogado.

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Observado tal relato, em consonância com as normas do Código de


Ética da Advocacia, assinale a afirmativa correta.
a) Os segredos advindos da prática profissional, após
determinado período de recesso, podem ser livremente utilizados pelo
advogado.
b) O advogado, ao atuar contra antigos clientes, não pode lançar
mão de informações reservadas que lhe tenham sido confiadas.
c) O advogado não pode ser contratado por concorrentes de
antigos clientes, pois o impedimento de com eles contratar não tem
prazo.
d) O advogado, diante do conflito de interesses entre o antigo e o
novo cliente, deve renunciar ao mandato.

8) (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Mévio,


advogado, é procurado por Eulâmpia, que realiza consulta sobre
determinado tema jurídico. Alguns meses depois, o advogado recebe
uma intimação para prestar depoimento como testemunha em processo
no qual Eulâmpia é ré, pelos fatos relatados por ela em consulta
profissional. No concernente ao tema, à luz das normas estatutárias, é
correto afirmar que
a) o advogado deve comparecer ao ato e prestar depoimento
como testemunha dos fatos.
b) é caso de recusa justificada ao depoimento por ter tido o
advogado ciência dos fatos em virtude do exercício da profissão.
c) a simples consulta jurídica não é privativa de advogado,
equiparada a mero aconselhamento protocolar.
d) o advogado poderá prestar o depoimento, mesmo contra sua
vontade, desde que autorizado pelo cliente.

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9) (FGV – OAB –XI Exame- 2013) José é advogado de João


em processo judicial que este promove contra Matheus. Encantado com
as sucessivas campanhas de conciliação, busca obter o apoio do réu
para um acordo, sem consultar previamente o patrono da parte
contrária, Valter.
Nos termos do Código de Ética, deve o advogado
A) buscar a conciliação a qualquer preço por ser um objetivo da
moderna Jurisdição.
B) abster-se de entender-se diretamente com a parte adversa que
tenha patrono constituído, sem o assentimento deste.
C) entender-se com as partes na presença de autoridade sem
necessidade de comunicação ao ex adverso.
D) participar de campanhas de conciliação e, caso infrutíferas,
tentar o acordo extrajudicial diretamente com a parte contrária.

10) (FGV – 2012 – IX - Exame de Ordem Unificado) O advogado


Carlos é Presidente da empresa XYZ, com sede no Município Q. Em
determinada data, a empresa é notificada para apresentar defesa em
processo trabalhista ajuizado por antigo empregado da empresa. No dia
da audiência designada, Carlos apresenta-se como preposto, vez que
dirigente da empresa e advogado, por possuir habilitação profissional
regular.
Observados tais fatos, de acordo com as normas do Regulamento
Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.
A) Por economia processual admite-se a atuação do advogado
como preposto e advogado no mesmo processo.
B) Essa é uma situação excepcional que permite a atuação do
advogado como preposto da empresa e seu representante judicial.
C) É vedada a atuação como preposto e como advogado da
empresa ao mesmo tempo.

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D) Não havendo oposição da parte adversa, pode ocorrer a atuação


do advogado nas duas funções: preposto e representante judicial.

11) (FGV – 2012 – OAB - Exame de Ordem Unificado)


Aparecida, advogada da autora no âmbito de determinada ação
indenizatória, bastante irritada com o conteúdo de sentença que julgou
improcedente o pedido formulado, apresenta recurso de apelação em
cujas razões afirma que o magistrado é burro e ignora as leis aplicáveis
ao caso em exame. Disse ainda que tal sentença não poderia ter outra
explicação, senão o fato de o magistrado ter recebido vantagem
pecuniária da outra parte. A respeito da conduta de Aparecida, é correto
afirmar:
a) Aparecida não praticou crime nem conduta antiética, pois fez
tais afirmações no exercício da profissão, devendo atuar sem receio de
desagradar ao magistrado.
b) Aparecida praticou o crime de injúria, ao afirmar que o
magistrado é burro e ignora as leis aplicáveis ao caso e o de calúnia,
quando afirmou que o magistrado prolatara a sentença em questão por
ter recebido dinheiro da outra parte. Além disso, por todas as ofensas
irrogadas, violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB, que
impõe ao advogado o dever de urbanidade.
c) Aparecida violou apenas dispositivo do Código de Ética e
Disciplina da OAB, por desrespeitar o dever de urbanidade, mas não
praticou crime, uma vez que tem imunidade profissional, não
constituindo injúria, difamação ou calúnia puníveis qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou
fora dele.
d) Aparecida violou dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB,
por desrespeitar o dever de urbanidade e praticou o crime de calúnia ao
afirmar que o magistrado prolatara a sentença em questão por ter

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recebido dinheiro da outra parte. Não praticou crime quando afirmou


que o magistrado é burro e ignora as leis aplicáveis ao caso, pois tem
imunidade profissional, não constituindo injúria punível qualquer
manifestação de sua parte, no exercício de sua atividade, em juízo ou
fora dele.

12) (FGV – OAB –X Exame- 2013) João, além de advogado, é


próspero fazendeiro no Estado W. Após fiscalização regular, é
comunicado que seus trabalhadores estão em situação irregular,
análoga à de escravidão.
Nos termos do Código de Ética, o advogado deve
A) ignorar a comunicação porque são separadas as atividades de
advogado e fazendeiro.
B) deixar de prestar concurso a atos que atentem contra a
dignidade da pessoa humana.
C) atuar como advogado na defesa da situação considerada
irregular, ignorando as acusações.
D) defender sua atuação como fazendeiro que obedece a regras
peculiares e costumeiras

13) (FGV - 2010 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Mauro,


advogado com larga experiência profissional, resolve contratar com
emissora de televisão, um novo programa, incluído na grade normal de
horários da empresa, cujo titulo é “o Advogado na TV”, com o fito de
proporcionar informações sobre a carreira, os seus percalços, suas
angústas, alegrias e comprovar a possibilidade de sucesso profissional.
No curso do programa, inclui referência às causas ganhas, bem
como àquelas ainda em curso e que podem ter repercussão no meio
jurídico, todas essas vinculadas ao seu escritório de advocacia.
Consoante as normas aplicáveis, é correto afirmar que:

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a) a participação em programa televisivo está vedada aos


advogados.
b) a publicidade, como narrada, é compatível com as normas do
Código de Ética.
c) o advogado, no caso, deveria se limitar ao aspecto educacional e
instrutivo da atividade profissional.
d) programas televisivos são franqueados aos advogados, inclusive
para realizar propaganda dos seus escritórios.
Como vimos, o advogado pode participar de programas de rádio e
televisão e de outros meios de comunicação, porém, deve limitar-se a
entrevistas ou a exposições sobre assuntos jurídicos de interesse geral,
visando a objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e
instrutivos para esclarecimento dos destinatários.

14) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) O


advogado Caio resolve implementar mudanças administrativas no seu
escritório, ao passar a compor o grupo de profissionais escolhido para
gerenciá-lo. Uma das atividades consiste na elaboração de um boletim
de notícias comunicando aos clientes, parceiros e advogados, a
mudança na legislação e os julgamentos de maior repercussão. Para
ampliar a divulgação, contrata jovens de ambos os sexos para
distribuição gratuita, nos cruzamentos das mais importantes capitais do
País. Diante do narrado, é correto afirmar que
a) se trata de publicidade moderada.
b) o boletim de notícias é meio adequado de publicidade quando o
público-alvo são clientes do escritório.
c) a distribuição indiscriminada, se for gratuita, é permitida.
d) é admissível a distribuição do boletim mediante pagamento de
anuidade.

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15) (FGV – 2011 – OAB - Exame de Ordem Unificado) O


escritório de advocacia do Dr. Zangão decide patrocinar programa
televisivo juntamente com um supermercado e uma companhia de
cervejas. O programa é de estilo popular, com belas mulheres vestidas
de forma apropriada ao verão brasileiro. No intervalo do programa, o
apresentador apresenta homenagens aos seus patrocinadores e, em
relação ao escritório de advocacia, recita um texto: “Caso você tenha
um problema com a Justiça, procure quem é bom. Consulte um dos
advogados do Escritório do Dr. Zangão. Pode não ser uma rima, mas é
a solução.” Essa situação caracteriza
a) publicidade imoderada.
b) propaganda regular.
c) patrocínio cultural.
d) atividade permitida pelo Estatuto

16) (FGV – 2011 – OAB - Exame de Ordem Unificado) Daniel,


advogado, resolve divulgar seus trabalhos contratando empresa de
propaganda e marketing. Esta lhe apresenta um plano de ação, que
inclui a contratação de jovens, homens e mulheres, para a distribuição
de prospectos de propaganda do escritório, coloridos, indicando as
especialidades de atuação e apresentando determinados temas que
seriam considerados acessíveis à multidão de interessados. O projeto é
realizado. Em relação a tal projeto, consoante as normas aplicáveis aos
advogados, é correto afirmar que
a) a moderna advocacia assume características empresariais e
permite publicidade como a apresentada.
b) atividades moderadas como as sugeridas são admissíveis.
c) desde que autorizada pela OAB, a propaganda pode ser
realizada.
d) existem restrições éticas à propaganda da advocacia, entre as
quais as referidas no texto.

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17) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) O advogado Nelson, após estabelecer seu escritório em
local estratégico nas proximidades dos prédios que abrigam os órgãos
judiciários representantes de todas as esferas da Justiça, resolve
publicar anúncio em que, além dos seus títulos acadêmicos, expõe a
sua vasta experiência profissional, indicando os vários cargos
governamentais ocupados, inclusive o de Ministro de prestigiada área
social.
Nos termos do Código de Ética da Advocacia, assinale a afirmativa
correta.
a) O anúncio está adequado aos termos do Código, pois indica os
títulos acadêmicos e a experiência profissional.
b) O anúncio está adequado aos termos do Código, por não
conter adjetivações ou referências elogiosas ao profissional.
c) O anúncio colide com as normas do Código, pois a referência a
títulos acadêmicos é vedada por indicar a possibilidade de captação de
clientela.
d) O anúncio colide com as normas do Código, que proíbem a
referência a cargos públicos capazes de gerar captação de clientela.

Gabarito:
1) B
2) B
3) B
4) B
5) B
6) B
7) B
8) B
9) B
10) C
11) D

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12) B
13) C
14) B
15) A
16) D
17) D

6. Referências

BRASIL. Código de Ética da OAB. Conselho Federal da Ordem dos


Advogados do Brasil, Brasília, DF, 13 fev. 1995.
BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o
Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL.Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994. Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.
MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da
Ordem, 1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012, Método.

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Estatuto e Ética do Advogado p/ XXI Exame de Ordem - OAB


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AULA 06: Da Ética do Advogado. Das


Infrações e Sanções Disciplinares

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO À AULA 06. 2

2. DAS INFRAÇÕES E DAS SANÇÕES DISCIPLINARES. 2

2.1 INFRAÇÕES DISCIPLINARES 4


2.2 SANÇÕES 16
2.2.1 CENSURA 16
2.2.2 SUSPENSÃO 24
2.2.3 EXCLUSÃO 25
2.2.4 MULTA 29

3. NOÇÕES DE PROCESSO DISCIPLINAR 30

4. RESUMO DA AULA 32

5. QUESTÕES COMENTADAS 36

6. REFERÊNCIAS 50

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1. Introdução à aula 06.

Nessa nossa aula 06, apresentaremos o estudo “Das infrações e


sanções disciplinares.”.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Das infrações e das sanções disciplinares.

Seja público ou privado, os advogados deverão observar as normas


de comportamento estabelecidas pela Ordem dos Advogados. Essas
normas de comportamento não estão limitadas a pessoa do advogado,
elas são estendidas aos estagiários. Veja o que diz o artigo 10 do
Código de Ética:

Art. 10. Os integrantes da advocacia pública, no exercício de atividade


privativa prevista no Art. 1º do Estatuto, sujeitam-se ao regime do
Estatuto, deste Regulamento Geral e do Código de Ética e Disciplina,
inclusive quanto às infrações e sanções disciplinares.

Muito cuidado: A sociedade de advogado não comete infração


disciplinar, você deve está lembrado que os advogados sócios e os
associados respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos
causados diretamente ao cliente, nas hipóteses de dolo ou culpa e por
ação ou omissão, no exercício dos atos privativos da advocacia, sem
prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer,
conforme artigo 40 do Regulamento Geral da OAB. Assim quem
responde pela sociedade são advogados sócios e os associados. Ok?

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Ao descumprir a norma estabelecida pela Legislação pertinente ao


advogado, este, o estagiário e o sócio da sociedade de advogados
poderão cometer uma infração disciplinar.
O procedimento irá iniciar quando a OAB tomar conhecimento
ou averiguar um fato que acarrete em infração ou sanção disciplinar.

Questões da
OAB

1) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) O advogado Márcio, sócio de determinado escritório de
advocacia, contratou novos advogados para a sociedade e
substabeleceu, com reserva em favor dos novos contratados, os
poderes que lhe haviam sido outorgados por diversos clientes. O
mandato possuía poderes para substabelecer. Um dos clientes do
escritório, quando percebeu que havia novos advogados trabalhando na
causa, os quais não eram por ele conhecidos, não apenas resolveu
contratar outro escritório para atuar em sua demanda como ofereceu
representação disciplinar contra Márcio, afirmando que o advogado não
agira com lealdade e honestidade.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A representação oferecida não deve ser enquadrada como
infração disciplinar, pois apenas o substabelecimento do mandato sem
reserva de poderes deve ser comunicado previamente ao cliente.
b) A representação oferecida não deve ser enquadrada como
infração disciplinar, pois o substabelecimento do mandato, com ou sem
reserva de poderes, é ato pessoal do advogado da causa.
c) A representação oferecida deve ser enquadrada como infração
disciplinar, pois o substabelecimento do mandato, com ou sem reserva
de poderes, deve ser comunicado previamente ao cliente.
d) A representação oferecida deve ser enquadrada como infração
disciplinar, pois o advogado deve avisar previamente ao cliente acerca

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de todas as petições que apresentará nos autos do processo, inclusive


sobre as de juntada de substabelecimentos.
O substabelecimento com reservas de poderes é pessoal do
advogado da causa, que é aquele em que a transferência é parcial ao
advogado.
Já o substabelecimento sem reservas, é aquele em que toda (total)
a transferência da responsabilidade é reservada para outro advogado,
devendo então, avisar previamente seu cliente, sob pena de abandono
de causa, conforme art. 24 §1º do Código de Ética e Disciplina da
OAB.
Gabarito – Letra A.

2.1 Infrações Disciplinares

O art. 34 do Estatuto da OAB, em um ROL EXEMPLIFICATIVO,


prevê as Infrações Disciplinares. Vejamos:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por
qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos;

Em todas essas situações o advogado, além da sanção disciplinar,


cometerá o crime do exercício ilegal da profissão. Dessa forma haverá
dois procedimentos instaurados: um no âmbito da OAB e o
procedimento criminal.
Vamos ao próximo inciso:

II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos


estabelecidos nesta lei;

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III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos


honorários a receber;
IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de
terceiros;

Captação de clientes é proibida!


Essa captação pode ser identificada com a cobrança de honorários
abaixo da tabela determinada pela Seccional ou, ainda, quando um
escritório se associa a um contador para que este faça a publicidade do
“diminuo o seu financiamento, tenho assessoria jurídica”.
Também é vedado ao advogado contratar um agenciador ou um
lobista que faça captação de clientela, mediante a participação nos
honorários.
A infração ocorre independente do êxito na captação. Cuidado!
Quem está praticando atividade ilícita é o advogado e não o terceiro.

V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para


fim extrajudicial que não tenha feito, ou em que não tenha
colaborado;

VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-fé


quando fundamentado na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou
em pronunciamento judicial anterior;
VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional;
Veja que é infração disciplinar advogar contra o texto expresso da
lei. Contudo, não será infração se essa advocacia se pautar na tese da
inconstitucionalidade da lei (pois a Constituição é a lei maior),
tampouco na injustiça da lei (pois o advogado não é obrigado a
compactuar com as injustiças perpetradas pelo Poder Legislativo) e

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quando o próprio Judiciário já tiver se posicionado contra a aplicação


dessa lei em outras demandas.
Com relação ao inciso VII, vimos nas aulas anteriores que o sigilo
profissional é direito e dever do advogado.
A lei nos fala em violar SEM JUSTA CAUSA o sigilo profissional. E
o que justificaria a violação do sigilo?
O artigo 25 do Código de Ética nos traz as seguintes hipóteses:
 Grave ameaça ao direito à vida, à honra;
 Quando o advogado se veja afrontado pelo próprio cliente e, em
defesa própria, tenha que revelar segredo.
A quebra de sigilo profissional mesmo quando for justificável, deve
ser restrita ao interesse da causa, não podendo advogado revelar o que
excede ao interesse da causa.

VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem autorização


do cliente ou ciência do advogado contrário;

Vimos esse inciso nos deveres do advogado! O advogado não pode


fazer acordo com a parte contrária sem autorização do seu cliente e
sem a ciência do advogado da parte contrária.

IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu


patrocínio;
X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a
nulidade do processo em que funcione;
XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos dez
dias da comunicação da renúncia;

E ainda:

XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica,


quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública;

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Nessa situação, temos como exemplo o advogado dativo, que é


aquele advogado particular nomeado pelo magistrado, para defender a
parte que não possui renda, na impossibilidade da defensoria pública.
Leia atentamente esses incisos:

XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente,


alegações forenses ou relativas a causas pendentes;
XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou
de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da
parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa;
XV - fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste,
imputação a terceiro de fato definido como crime;
XVI - deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação
emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da
competência desta, depois de regularmente notificado;
XVII - prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de
ato contrário à lei ou destinado a fraudá-la;
XVIII - solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para
aplicação ilícita ou desonesta;
XIX - receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados
com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte;
XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da
parte adversa, por si ou interposta pessoa;
XXI - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de
quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele;
XXII - reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista
ou em confiança;
XXIII - deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços
devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo;

Perceba que você não poderá deturpar o teor de dispositivo de lei,


de citação doutrinária, de julgado, de depoimentos etc. quando
transcrevê-los em sua peça.
Tampouco poderá receber valores da parte contrária ou de terceiro,
relacionados com o objeto do mandato, sem expressa autorização do
seu cliente.
Deixar de devolver o processo no fórum ou extraviar os autos
também são infrações disciplinares.

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Por fim, não deixe de pagar a sua anuidade da OAB, pois isso
poderá render-lhe uma sanção! Mas veja bem, essa sanção somente
pode ser aplicada depois que a OAB lhe notificar para pagar.
Vejamos o próximo inciso:

XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia


profissional;

XXV - manter conduta incompatível com a advocacia;

Além daquelas condutas que obviamente são incompatíveis com a


advocacia, por lei são reconhecidas como condutas incompatíveis:
a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei;
b) incontinência pública e escandalosa;
c) embriaguez ou toxicomania habituais.

Por fim, temos:

XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na


OAB;
XXVII - tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia;
XXVIII - praticar crime infamante;
XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação.

Questões da
OAB

2) (OAB – 2015 – Exame Unificado XVIII) A advogada Ana


retirou de cartório os autos de determinado processo de conhecimento
em que representava a parte ré, para apresentar contestação.
Protocolou a petição tempestivamente, mas deixou de devolver os autos
em seguida por esquecimento, só o fazendo após ficar pouco mais de
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um mês com os autos em seu poder. Ao perceber que Ana não


devolvera os autos imediatamente após cumprir o prazo, o magistrado
exarou despacho pelo qual a advogada foi proibida de retirar
novamente os autos do cartório em carga, até o final do processo.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, deve-se assentar quanto à
sanção disciplinar que

A) não se aplica porque Ana não chegou a ser intimada a devolver os


autos.

B) não se aplica porque Ana ficou menos de três meses com os autos
em seu poder.

C) aplica-se porque Ana reteve abusivamente os autos em seu poder.

D) aplica-se porque Ana não poderia ter retirado os autos de cartório


para cumprir o prazo assinalado para contestação.

Com relação à retenção dos autos indevidamente, veja o que


dispõe o Estatuto da OAB:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:

XXII – reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista


ou em confiança;

Contudo, a parte final do ponto 3 do § 1o do art. 7o informa que


somente será vedado o direito a retirar os autos se o advogado só
devolveu os autos depois de intimado.

Art. 7o:

§ 1º Não se aplica o disposto nos incisos XV e XVI:

(…)

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3) até o encerramento do processo, ao advogado que houver


deixado de devolver os respectivos autos no prazo legal, e só o fizer
depois de intimado.

Gabarito – Letra A.

3) (FGV - 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) O advogado F recebe do seu cliente WW determinada
soma em dinheiro para aplicação em instrumentos necessários à
exploração de jogo não autorizado por lei.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, a infração disciplinar
a) decorre somente se o advogado exige o valor para aplicação ilícita.
b) surge diante do recebimento para aplicação ilícita.
c) inocorre, pois se trata de mero ilícito moral.
d) é descaracterizada por ausência de previsão legal.

Veja como o EAOAB trata o assunto em seu art. 34: “Constitui


infração disciplinar: Parágrafo único. Inclui-se na conduta incompatível:
a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei”.
Gabarito – Letra B.

4) (FGV – OAB –X Exame- 2013) O advogado João, que


também é formado em Comunicação Social, atua nas duas profissões,
possuindo uma coluna onde apresenta noticias jurídicas, com
informações sobre atividades policiais, forenses ou vinculadas ao
Ministério Público.
Semanalmente inclui, nos seus comentários, alguns em forma de
poesia, suas alegações forenses e os resultados dos processos sob sua
responsabilidade, divulgando, com isso, seu trabalho como advogado.

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À luz das normas estatutárias, assinale a afirmativa correta.


A) A divulgação de notícias, como aventado no enunciado, constitui
um direito do advogado em dar publicidade aos seus processos
B) Nos termos das regras que caracterizam as infrações
disciplinares está delineada a de publicação desnecessária e habitual de
alegações forenses ou causas pendentes.
C) Diante das novas mídias que também atingem a advocacia, o
advogado pode utilizar-se dos meios ofertados para a divulgação de seu
trabalho.
D) A situação caracteriza o chamado desvio da função de
advogado, com o prejuízo à imagem dos clientes pela divulgação.
Como acabamos de estudar:

XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente,


alegações forenses ou relativas a causas pendentes;

Gabarito: Letra “b”.


5) (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) O
advogado Rubem, em causa em que patrocina os interesses da
sociedade Só Fácil Ltda., cita fatos delituosos, por escrito, contra a
honra do réu, sem autorização do seu cliente. Dias depois, é
surpreendido com ação criminal em virtude dos fatos apresentados no
processo judicial. A descrição acima amolda-se à seguinte infração
disciplinar:
A) locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte
adversa, por si ou interposta pessoa.
B) incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional.
C) prestar concurso a cliente ou a terceiro para realização de ato
contrário à lei ou destinado a fraudá-la.

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D) fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste,


imputação a terceiro de fato definido como crime.
Pessoal, a questão é bem simples, com uma leitura atenciosa do
comando já é possível reponde-la. Como vimos, tal situação é
configurada como fazer, em nome do constituinte, sem autorização
escrita deste, imputação à terceiro de fato definido como crime.
Gabarito: Letra “d”.

6) (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) O


advogado “X”, regularmente constituído pelo seu cliente “Z”, retira os
autos de cartório para realizar peça defensiva dos interesses do seu
cliente. Os autos permanecem no escritório profissional de “X”. Um
incêndio no prédio em que se localiza o escritório destruiu numerosos
documentos, inclusive os autos referidos. Com base no ocorrido, “X”
comunica o fato ao Juízo e ao seu cliente.
Diante dessa narrativa, à luz da legislação aplicável aos advogados,
assinale a afirmativa correta.
A) O extravio de autos é caracterizado como infração, com pena de
suspensão.
B) O advogado deverá receber pena de advertência, por não prever
o incêndio.
C) O extravio de autos deve ser doloso ou culposo, para ser punível
disciplinarmente.
D) O extravio de autos seria punível, caso fosse recebido em
confiança.
Não é o extravio de “quaisquer autos” que será punível com
suspensão, mas especificamente, os autos recebidos com vista ou em
confiança. Letra “a” errada.
Totalmente sem lógica a alternativa “b”, que está errada.
Somente o fato dos autos serem recebidos em confiança não é
motivo de punição. Dessa forma, a alternativa “d” está errada.

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Gabarito: Letra “c”.

7) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Heitor,


advogado regularmente inscrito na OAB, é surpreendido com a notícia
de que seu ex adverso havia sido suspenso em processo disciplinar
regular, mas que não havia devolvido os documentos oficiais nem
comunicado a punição ao juiz dirigente do processo. Em relação à
atuação de profissional suspenso das atividades, à luz do Estatuto, é
correto afirmar que
a) caracteriza infração disciplinar.
b) constitui mera irregularidade.
c) viola o sigilo profissional.
d) gera a exclusão da OAB.
Pessoal, essa foi a primeira infração que vimos!

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar,
por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos;

Dessa forma a alternativa “a” está correta.

8) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Esculápio,


advogado, inscrito, há longos anos, na OAB, após aprovação em Exame
de Ordem, é surpreendido com a notícia de que o advogado Sófocles,
que atua no seu escritório em algumas causas, fora entrevistado por
jornalista profissional, tendo afirmado ser usuário habitual de drogas. A
entrevista foi divulgada amplamente. Após conversas reservadas entre
os advogados, os termos da entrevista são confirmados, bem como o
vício portado. Não há acordo quanto a eventual tratamento de saúde,
afirmando o advogado Sófocles que continuaria a praticar os atos

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referidos. Diante dessa narrativa, à luz da legislação aplicável aos


advogados, é correto afirmar que
a) não há penalidade prevista, uma vez que se trata de questão
circunscrita à Saúde Pública.
b) o advogado pode ser excluído dos quadros da OAB.
c) a sanção disciplinar se aplica a eventual uso de drogas.
d) no caso em tela, há sanção disciplinar aplicável.
Meu caro, dentre as condutas incompatíveis com a advocacia,
vimos:
a) prática reiterada de jogo de azar, não autorizado por lei;
b) incontinência pública e escandalosa;
c) embriaguez ou toxicomania habituais.
Assim, há sanção disciplinar aplicável.
Gabarito: Letra “D”.

9) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Ademir,


formado em Jornalismo e Direito e exercendo ambas as profissões,
publica, em seu espaço jornalístico, alegações forenses por ele
apresentadas em juízo. Instado por outros profissionais do Direito a
também apresentar os trabalhos dos colegas, Ademir alega que o
espaço é exclusivamente dedicado à divulgação dos seus próprios
trabalhos forenses. Com base no relatado, à luz das normas
estatutárias, é correto afirmar que a divulgação promovida por Ademir
é
a) perfeitamente justificável, por ser pertinente a outra profissão.
b) justificado pelo interesse jornalístico dos trabalhos forenses.
c) punível, por caracterizar infração disciplinar.
d) é equiparado a ato educacional permitido.
Pessoal, fiquem atentos as infrações disciplinares vistas!

XIII – fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente,

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alegações forenses ou relativas a causas pendentes;

Gabarito: Letra “c”.

10) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado-


Reaplicação Duque de Caxias-RJ) Esculápio, advogado militante, fica
comovido com a dificuldade de Astrolábio, bacharel em Direito, em
lograr aprovação no Exame de Ordem. Com o intuito de auxiliá-lo,
aceita subscrever petições realizadas pelo referido graduado em Direito,
bem como permitir que ele receba os seus clientes no seu escritório,
como se advogado fosse, não percebendo Esculápio qualquer vantagem
pecuniária por isso. Consoante as normas estatutárias, é correto afirmar
que
a) Esculápio está cometendo infração disciplinar por manter
sociedade profissional fora dos limites legais.
b) Esculápio estaria praticando a conduta de facilitação do exercício
da profissão aos não inscritos.
c) havendo motivo de força maior, o advogado pode propiciar
acesso profissional aos não inscritos.
d) o advogado estaria apenas angariando causas para o seu
escritório de advocacia.
Pessoal é a segunda vez que este inciso caiu na prova da OAB, se
cair na sua prova você não podem errar. Leia-o novamente:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por
qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou impedidos;

Gabarito: Letra “b”.

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11) (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Raul,


advogado, é acusado, em processo disciplinar, de ter perdido prazos em
diversos processos, de ter atuado contra os interesses dos seus clientes
e de ter um número exagerado de indeferimento de petições iniciais,
por ineptas, desconexas, com representações sucessivas à OAB. Em
relação a tais circunstâncias, à luz das normas estatutárias, é correto
afirmar que as condutas imputadas a Raul
a) não caracterizam infração disciplinar.
b) são consideradas desvios processuais exclusivamente.
c) demandam atuação da OAB no sentido educativo.
d) caracterizam inépcia da atuação profissional.
Se você souber os incisos não irá errar!
Conforme a lei:

XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia


profissional;

Gabarito: Letra “D”.

2.2 Sanções

As sanções disciplinares estão previstas no artigo 35 do Estatuto.


São elas:
 CENSURA;
 SUSPENSÃO;
 EXCLUSÃO;
 MULTA.

2.2.1 Censura

A censura caberá nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34 do Estatuto.


Leia-os novamente:

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Art. 34. Constitui infração disciplinar:


I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar,
por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou
impedidos;
II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos
estabelecidos nesta lei;
III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos
honorários a receber;
IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de
terceiros;
V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para
fim extrajudicial que não tenha feito, ou em que não tenha
colaborado;
VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-
fé quando fundamentado na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou
em pronunciamento judicial anterior;
VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional;
VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem
autorização do cliente ou ciência do advogado contrário;
IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu
patrocínio;
X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a
nulidade do processo em que funcione;
XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos
dez dias da comunicação da renúncia;
XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica,
quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública;
XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente,
alegações forenses ou relativas a causas pendentes;
XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou
de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da
parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa;
XV - fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita
deste, imputação a terceiro de fato definido como crime;
XVI - deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação
emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da
competência desta, depois de regularmente notificado;
XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação.

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A censura também será aplicada quando o advogado violar


preceito do Código de Ética e Disciplina e violar preceito do
Estatuto, quando para a infração não se tenha estabelecido
sanção mais grave.
Dessa forma, podemos visualizar porque o rol do artigo 34 é
exemplificativo.
O Estatuto nos fala que a censura pode ser convertida em
advertência, quando presente circunstância atenuante.
Professor, e quais seriam essas atenuantes?
A lei nos traz algumas ATENUANTES, porém podem existir outras
no caso concreto. Vejamos as circunstâncias trazidas pelo artigo 40:
 Falta cometida na defesa de prerrogativa profissional;
 Ausência de punição disciplinar anterior;
 Exercício assíduo e proficiente de mandato ou cargo em
qualquer órgão da OAB;
 Prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa
pública.
A advertência não é mais grave do que a censura. As duas são
sigilosas e brandas. Tanto a advertência quanto a censura não são
atos públicos, dessa forma, ninguém fica sabendo quando um advogado
recebe essas penalidades.
A censura será registrada, mas a advertência não. Porém, as duas
são consideradas como antecedentes.

Questão da
OAB

12) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVI -


Primeira Fase) Pedro, em determinado momento, recebeu uma proposta
de Antônio, colega de colégio, que se propôs a agenciar a indicação de
novos clientes, mediante pagamento de comissão, a ser retirada dos

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honorários cobrados aos clientes, nos moldes da prática desenvolvida


entre vendedores da área comercial.
Com base no caso relatado, observadas as regras do Estatuto da
OAB, assinale a afirmativa correta.

a) O advogado pode aceitar a sugestão, tendo em vista a moderna


visão mercantil da profissão.

b) Caso a Seccional da OAB autorize, registrando avença escrita


entre o advogado e o agenciador, é possível.

c) Sendo publicitada a relação entre o advogado e o agenciador,


está preenchido o requisito legal

d) Há vedação quanto ao agenciamento de clientela, sem exceções.

O art. 34 do EAOAB dispõe que: Art. 34. Constitui infração


disciplinar: III. Valer-se de agenciador de causas, mediante participação
nos honorários a receber. Punido com pena de CENSURA.

Gabarito – Letra D.

13) (OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV) O estagiário


Marcos trabalha em determinado escritório de advocacia e participou
ativamente da elaboração de determinada peça processual que estava
para ser analisada pelo magistrado da Vara em que o processo
tramitava, assinando, ao final, a petição, em conjunto com alguns
advogados do escritório. Como conhecia muito bem a causa, resolveu
falar com o magistrado com o objetivo de ressaltar, de viva voz, alguns
detalhes relevantes. Quando o magistrado percebeu que estava

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recebendo o estagiário do escritório, e não um dos advogados que


atuava na causa, informou ao estagiário que não poderia tratar com ele
sobre o processo, solicitando que os advogados viessem em seu lugar,
se entendessem necessário. Marcos, muito aborrecido, afirmou que
faria uma representação contra o magistrado, por entender que suas
prerrogativas profissionais foram violadas. A respeito da conduta de
Marcos, assinale a opção correta.
A) Marcos teve sua prerrogativa profissional violada, pois é direito
do advogado e do estagiário inscrito na OAB dirigir-se diretamente ao
magistrado nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de
horário previamente marcado, observando-se a ordem de chegada.

B) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas deve dirigir-se diretamente ao magistrado quando os advogados
que atuam na causa estiverem impossibilitados de fazê-lo, sendo a
atuação do estagiário subsidiária em relação à atuação do advogado.

C) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e, em razão
disso, ficará impedido, posteriormente, de obter sua inscrição definitiva
como advogado.

D) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e deve ser
punido com pena de censura.

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Letra (A) Marcos não teve sua prerrogativa violada, pois apenas o
advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado e de
acordo com o art. 34 inc. XXIX do EAOAB praticou ato excedente a sua
habilitação.

Letra (B) Caso o advogado não possa dirigir-se ao magistrado, o


estagiário não poderá suprir essa falta, pois esta é uma prerrogativa
exclusiva do advogado, não sendo o estagiário, responsável subsidiário
em relação advogado.

Letra (C) A alternativa estava correta, até o ponto em que dispõe


que, ficará impedido, posteriormente, de obter sua inscrição definitiva
como advogado, pois sua pena será de censura.

Letra (D) Alternativa correta. Marcos não teve sua prerrogativa


violada, pois apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente
ao magistrado e de acordo com o art. 34 inc. XXIX do EAOAB praticou
ato excedente a sua habilitação.

Gabarito – Letra D.

14) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) O estagiário Marcos trabalha em determinado escritório
de advocacia e participou ativamente da elaboração de determinada
peça processual que estava para ser analisada pelo magistrado da Vara
em que o processo tramitava, assinando, ao final, a petição, em
conjunto com alguns advogados do escritório. Como conhecia muito
bem a causa, resolveu falar com o magistrado com o objetivo de
ressaltar, de viva voz, alguns detalhes relevantes. Quando o magistrado
percebeu que estava recebendo o estagiário do escritório, e não um dos
advogados que atuava na causa, informou ao estagiário que não
poderia tratar com ele sobre o processo, solicitando que os advogados

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viessem em seu lugar, se entendessem necessário. Marcos, muito


aborrecido, afirmou que faria uma representação contra o magistrado,
por entender que suas prerrogativas profissionais foram violadas.
A respeito da conduta de Marcos, assinale a opção correta.

a) Marcos teve sua prerrogativa profissional violada, pois é direito


do advogado e do estagiário inscrito na OAB dirigir- se diretamente ao
magistrado nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de
horário previamente marcado, observando-se a ordem de chegada.

b) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas deve dirigir-se diretamente ao magistrado quando os advogados
que atuam na causa estiverem impossibilitados de fazê-lo, sendo a
atuação do estagiário subsidiária em relação à atuação do advogado.

c) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e, em razão
disso, ficará impedido, posteriormente, de obter sua inscrição definitiva
como advogado.

d) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e deve ser
punido com pena de censura.

Observe pessoal os artigos do EAOAB:

Art. 36 A censura é aplicável nos casos de:


I - infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34;
Art. 34 (...) XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua

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habilitação.
Gabarito – Letra D.

15) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) O


advogado Mário, para ilustrar a tese que desenvolvia, fez inserir, em
petição por ele apresentada, citação de julgado inexistente. Inseriu,
ainda, citação doutrinária, cujo teor foi completamente deturpado.
A respeito da hipótese, assinale a afirmativa correta.

a) Mário não cometeu infração disciplinar, pois o advogado,


amparado no princípio da ampla defesa, deve ter liberdade para
defender os interesses de seus clientes da forma que achar
conveniente.

b) Mário cometeu infração disciplinar punível com pena de censura,


nos termos do EAOAB, e violou dispositivo do Código de Ética e
Disciplina da OAB.

c) Mário cometeu infração disciplinar punível com pena de


exclusão, nos termos do EAOAB, e violou dispositivo do Código de Ética
e Disciplina da OAB.

d) Mário não cometeu infração disciplinar prevista no EAOAB, tendo


apenas violado dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Observe os artigos do EAOAB:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou de
julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da parte
contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa;
Art. 36. A censura é aplicável nos casos de:
I - infrações definidas nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34;
Gabarito – Letra B.

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2.2.2 Suspensão

A suspensão será cabível nas seguintes situações:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


XVII - prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato
contrário à lei ou destinado a fraudá-la;
XVIII - solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para
aplicação ilícita ou desonesta;
XIX - receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados
com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte;
XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte
adversa, por si ou interposta pessoa;
XXI - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de
quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele;
XXII - reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou
em confiança;
XXIII - deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços
devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo;
XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional;
XXV - manter conduta incompatível com a advocacia;

Quando o advogado encontrar-se nessa situação (=suspenso), ele


não poderá exercer a advocacia. E esta penalidade será divulgada, ou
seja, publicitada.
O PRAZO da suspensão será de 30 dias a 12 meses!
Porém, em três situações a suspensão será por prazo
indeterminado, ou melhor, até que a situação seja resolvida. Nos
casos de:
Recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente
de quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele;
Deixar de pagar as contribuições, multas e preços de
serviços devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo;
Outra peculiaridade está na seguinte situação:
Incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia
profissional.

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Nesse caso, o advogado ficará suspenso até que prove a sua


aptidão, sendo aprovado novamente na prova da OAB. Atenção,
meus caros, o advogado inábil terá que passar novamente pelo Exame
de Ordem para que exerça a advocacia!

2.2.3 Exclusão

A exclusão irá ocorrer quando o advogado for suspenso por três


vezes e, além disso, quando:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na
OAB;
XXVII - tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia;
XXVIII - praticar crime infamante;

Veja que a exclusão é uma penalidade muito séria e grave, pois


quando o advogado que é excluído deixa de ser advogado.
Por isso, para que é o advogado seja excluído dos quadros é
necessária à manifestação favorável de dois terços dos membros do
Conselho Seccional competente. A exclusão tem publicidade, a OAB
divulgará quem foi excluído.
Professor, e se após a exclusão o advogado excluído praticar algum
ato privativo de advogado?
Nesse caso, o advogado está impedido de praticar qualquer ato.
Você lembra o que acontece se um advogado impedido praticar algum
ato? Vejamos:

Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por


pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e
administrativas.
Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado
impedido - no âmbito do impedimento - suspenso, licenciado ou que
passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.

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A Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XLVII, letra “b”,


afirma que não haverá aplicação de penas de caráter perpétuo. Por isso
o advogado excluído poderá retornar a atividade advocatícia, depois de
cumpridos determinados requisitos.
Para retornar à atividade advocatícia é necessário que o advogado
excluído seja reabilitado. E quando o advogado poderá ser reabilitado?
Veja o que nos diz o artigo 41 do Estatuto:

Art. 41. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção


disciplinar requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em
face de provas efetivas de bom comportamento.
Parágrafo único. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de
crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente
reabilitação criminal.

Depois de feito o requerimento, fará prova dos requisitos dos de


inscrição.
Uma peculiaridade feita pelo Estatuto é quanto ao crime
infamante. A lei não define o que é crime infamante, dessa forma a
doutrina e a jurisprudência que manifestam o seu entendimento de que
o crime infamante é aquele que não desonra somente o advogado, mas
toda a categoria a ele pertencente.
Quando se tratar de crime infamante, o advogado dependerá de
uma reabilitação criminal, irá cumprir a pena, esperar o tempo de
reabilitação criminal e depois de feito tudo isso ainda terá que fazer a
prova de requisitos para voltar para a OAB.

Questões da
OAB

16) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) Ao requerer sua inscrição nos quadros da OAB, Maria
assinou e apresentou declaração em que afirmava não exercer cargo
incompatível com a advocacia. No entanto, exercia ela ainda o cargo de
Oficial de Justiça no Tribunal de Justiça do seu Estado. Pouco tempo

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depois, já bem sucedida como advogada, pediu exoneração do referido


cargo. No entanto, um desafeto seu, tendo descoberto que Maria, ao
ingressar nos quadros da OAB, ainda exercia o cargo de Oficial de
Justiça, comunicou o fato à entidade, que abriu processo disciplinar
para apuração da conduta de Maria, tendo ela sido punida por ter feito
falsa prova de um dos requisitos para a inscrição na OAB.
De acordo com o EAOAB, assinale a opção que indica a penalidade
que deve ser aplicada a Maria.
a) Maria não deve ser punida porque, ao tempo em que os fatos
foram levados ao conhecimento da OAB, ela já não mais exercia cargo
incompatível com a advocacia.
b) Maria não deve ser punida porque o cargo de Oficial de Justiça
não é incompatível com o exercício da advocacia, não tendo Maria,
portanto, feito prova falsa de requisito para inscrição na OAB.
c) Maria deve ser punida com a pena de suspensão, pelo prazo de
trinta dias.
d) Maria deve ser punida com a pena de exclusão dos quadros da
OAB.
Fica fácil após estudar não é mesmo?
Veja os artigos abaixo:
Art. 34. Constitui infração disciplinar:
XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na
OAB;
Art. 38. A exclusão é aplicável nos casos de:
I - aplicação, por três vezes, de suspensão;
II - infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34.

Gabarito – Letra D.

17) (FGV – 2012 –OAB – VIII Exame de Ordem Unificado)


Pedro, advogado regularmente inscrito nos quadros da OAB, após
regular processo administrativo disciplinar, é apenado com a sanção de
exclusão por ter sido condenado pela prática de crimes contra o
patrimônio, tendo a decisão judicial transitada em julgado. Após

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cumprir a pena e tendo sido a mesma julgada extinta pelo Juízo


competente, apresenta requerimento de retorno à OAB.
Nos termos do Estatuto, deve o requerente
A) apresentar a documentação prevista para inscrição inaugural no
quadro de advogados, além de submeter se a novo Exame de Ordem.
B) requerer a restauração da sua inscrição anterior com os
documentos previstos para a inscrição inaugural, sem submissão a novo
Exame de Ordem.
C) indicar provas para a inscrição nos quadros da OAB que
comprovem a sua capacidade civil apta a permitir o retorno, e os
documentos para inscrição inaugural.
D) comprovar a sua reabilitação e apresentar os documentos
relacionados à idoneidade moral.
Como vimos, o advogado excluído deverá ser reabitado para
retornar à atividade de advocacia. E quando o advogado poderá ser
reabilitado?
Veja o que nos diz o artigo 41 do Estatuto:

Art. 41. É permitido ao que tenha sofrido qualquer sanção


disciplinar requerer, um ano após seu cumprimento, a reabilitação, em
face de provas efetivas de bom comportamento.
Parágrafo único. Quando a sanção disciplinar resultar da prática de
crime, o pedido de reabilitação depende também da correspondente
reabilitação criminal.
Gabarito: Letra “d”.

18) (FGV – 2012 –OAB –Exame de Ordem Unificado) Caio,


próspero comerciante, contrata, para prestação de serviços profissionais
de advocacia, Mévio, que se apresenta como advogado. O cliente
outorga a devida procuração com poderes gerais para o foro. Usando o
referido instrumento, ocorre a propositura de ação judicial em face de
Trácio. Na contestação, o advogado do réu alega vício na
representação, uma vez que Mévio não possui registro na OAB,

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consoante certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal


circunstância, é correto afirmar que
a) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer
dispositivo legal.
b) verificada a ausência de inscrição profissional, deverá ser
outorgado prazo para sua regularização.
c) os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados
por pessoa não inscrita na OAB.
d) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de
atos sancionatórios
Pessoal este artigo não pode sair da sua mente:

Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por


pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e
administrativas.
Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado
impedido - no âmbito do impedimento - suspenso, licenciado ou que
passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.

Dessa os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram


praticados por pessoa não inscrita na OAB.
Gabarito: Letra “c”.

2.2.4 Multa

A multa virá cumulativamente ou com a censura ou com a


suspensão. Dessa forma, a sua publicidade dependerá da sanção a qual
está acompanhado.
A multa virá quando houver no caso concreto circunstâncias
agravantes. O valor da multa é variável, podendo ser de (1) uma a 10
(dez) anuidades.

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3. Noções de Processo Disciplinar

Nessa aula você terá uma boa noção do processo disciplinar.


A regra geral estabelece que o processo disciplinar será instaurado
no Conselho Seccional da localidade em que ocorreu a infração.
Porém existem duas exceções:
1º) Quando a Competência para instauração do Processo
Disciplinar é do Conselho Federal, e isso ocorre quando:
 Infração ocorrida perante o Conselho Federal;
 Infrator for conselheiro federal ou presidente de Conselho
Seccional;
2º) Suspenção preventiva: O advogado fica suspenso de sua
função enquanto é instaurado o processo disciplinar. Tal suspensão é
competência do Tribunal de ética e Disciplina do Conselho Seccional
onde o advogado tenha a sua inscrição principal.
Tendo em vista que a OAB não poderá sancionar eternamente o
advogado por reiteradas infrações, existe um prazo prescricional.
São dois os tipos de prescrição:
 Prescrição da pretensão punitiva: Prazo de 5 anos garantido à
OAB para dar início ou processo disciplinar. Esse prazo começa a contar
da constatação oficial do fato.
 Prescrição intercorrente: Nessa situação, o processo já foi
instaurado, o prazo cabível é de 3 anos. Esta sujeito a essa prescrição
o processo que ficar por mais de 3 anos sem despacho ou julgamento.
Podendo ser declarada de ofício pela OAB ou a pedido da parte
interessada. Neste caso a responsabilidade poderá ainda ser apurada,
independente da prescrição intercorrente. Veja o que diz o artigo 43 do
Estatuto:

Art. 43. A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares


prescreve em cinco anos, contados da data da constatação oficial do

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fato.
§ 1º Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado
por mais de três anos, pendente de despacho ou julgamento, devendo
ser arquivado de ofício, ou a requerimento da parte interessada, sem
prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisação.

Em algumas hipóteses o prazo prescricional poderá ser


interrompido:
 Instauração do procedimento;
 Notificação válida do advogado;
 Decisão recorrível de qualquer dos órgãos da OAB.

Questão da
OAB

19) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Sobre a prescrição da pretensão punitiva das infrações disciplinares,
assinale a afirmativa correta.
a) A pretensão punitiva quanto às prescreve infrações
disciplinares em cinco anos, contados da data da constatação oficial do
fato, interrompendo-se pela instauração de processo disciplinar ou pela
notificação válida do representado.
b) A pretensão punitiva das infrações disciplinares prescreve em
três anos, contados da data da constatação oficial do fato,
interrompendo-se pela instauração de processo disciplinar ou pela
notificação válida do representado.
c) A pretensão punitiva das infrações disciplinares é
imprescritível.
d) A pretensão punitiva das infrações disciplinares prescreve em
cinco anos, contados da data da constatação oficial do fato, não
havendo previsão legal de marco interruptivo de tal prazo prescricional.
Veja como é tratado o assunto no EAOAB, em seu art. 43:

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Art. 43. A pretensão à punibilidade das infrações disciplinares prescreve


em cinco anos, contados da data da constatação oficial do fato.
§ 1º Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar paralisado por mais
de três anos, pendente de despacho ou julgamento, devendo ser arquivado
de ofício, ou a requerimento da parte interessada, sem prejuízo de serem
apuradas as responsabilidades pela paralisação.
§ 2º A prescrição interrompe-se:
I - pela instauração de processo disciplinar ou pela notificação válida feita
diretamente ao representado;
II - pela decisão condenatória recorrível de qualquer órgão julgador da OAB.

Gabarito – Letra A.

4. Resumo da aula

Lembre-se do seguinte quadro:

PODE NÃO PODE

- O advogado pode anunciar os - Divulgar a advocacia em


seus serviços profissionais, conjunto com outra atividade.
individual ou coletivamente, com
discrição e moderação, para
finalidade exclusivamente
informativa, em português.

- O anúncio deve mencionar o - Veicular a publicidade


nome completo do advogado (ou advocatícia pelo rádio, televisão
da sociedade) e o número da (pode conceder entrevistas),
inscrição na OAB (ou do registro cartas e panfletos, painéis de
da sociedade). propaganda (outdoors) e outros
meios de publicidade em vias
públicas.

- O anúncio pode fazer referência: - Mencionar cargo, função pública


ao currículo do advogado (títulos ou emprego que tenha exercido,
acadêmicos e qualificações passível de captar clientela.
profissionais); às áreas ou
matérias jurídicas de atuação
preferencial; aos endereços do
escritório; ao horário do

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expediente; aos meios de


comunicação (telefones, fax e
endereços eletrônicos); e aos
idiomas falados ou escritos.

- São meios lícitos de publicidade - Fazer menção a clientes e casos


da advocacia: com modicidade, os em que atua.
meios de comunicação escrita
(revistas, jornais) e eletrônica
(internet, fax, correio eletrônico);
os cartões de visita e de
apresentação do escritório; os
papéis timbrados, envelopes e
pastas; a placa identificativa do
escritório, afixada no local onde se
encontra instalado; o anúncio do
escritório em listas de telefone e
anuários profissionais.

- Malas-diretas e cartões de - Empregar orações ou expressões


apresentação só podem ser persuasivas, de autopromoção.
fornecidos a colegas, clientes ou a
pessoas que os solicitem ou os
autorizem previamente.

- Divulgar valores dos serviços ou


forma de pagamento.

- Convocar clientes e oferecer


serviços em relação a casos
concretos.

- Informar sobre as dimensões,


qualidades ou estrutura do
escritório.

- Prometer resultados.

- Fazer uso de fotografias,


ilustrações, cores, figuras,
desenhos, logotipos, marcas ou
símbolos incompatíveis com a
sobriedade da advocacia, sendo
proibido o uso dos símbolos
oficiais e dos que sejam usados
pela OAB.

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Quantos as infrações disciplinares, temos:


A CENSURA caberá nos incisos I a XVI e XXIX do art. 34 do
Estatuto. Leia-os novamente:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


I - exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou facilitar,
por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos, proibidos ou
impedidos;
II - manter sociedade profissional fora das normas e preceitos
estabelecidos nesta lei;
III - valer-se de agenciador de causas, mediante participação nos
honorários a receber;
IV - angariar ou captar causas, com ou sem a intervenção de
terceiros;
V - assinar qualquer escrito destinado a processo judicial ou para
fim extrajudicial que não tenha feito, ou em que não tenha
colaborado;
VI - advogar contra literal disposição de lei, presumindo-se a boa-
fé quando fundamentado na inconstitucionalidade, na injustiça da lei ou
em pronunciamento judicial anterior;
VII - violar, sem justa causa, sigilo profissional;
VIII - estabelecer entendimento com a parte adversa sem
autorização do cliente ou ciência do advogado contrário;
IX - prejudicar, por culpa grave, interesse confiado ao seu
patrocínio;
X - acarretar, conscientemente, por ato próprio, a anulação ou a
nulidade do processo em que funcione;
XI - abandonar a causa sem justo motivo ou antes de decorridos
dez dias da comunicação da renúncia;
XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica,
quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública;
XIII - fazer publicar na imprensa, desnecessária e habitualmente,
alegações forenses ou relativas a causas pendentes;
XIV - deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária ou
de julgado, bem como de depoimentos, documentos e alegações da
parte contrária, para confundir o adversário ou iludir o juiz da causa;
XV - fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita
deste, imputação a terceiro de fato definido como crime;
XVI - deixar de cumprir, no prazo estabelecido, determinação
emanada do órgão ou de autoridade da Ordem, em matéria da

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competência desta, depois de regularmente notificado;


XXIX - praticar, o estagiário, ato excedente de sua habilitação.

A SUSPENSÃO será cabível nas seguintes situações:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


XVII - prestar concurso a clientes ou a terceiros para realização de ato
contrário à lei ou destinado a fraudá-la;
XVIII - solicitar ou receber de constituinte qualquer importância para
aplicação ilícita ou desonesta;
XIX - receber valores, da parte contrária ou de terceiro, relacionados
com o objeto do mandato, sem expressa autorização do constituinte;
XX - locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte
adversa, por si ou interposta pessoa;
XXI - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas ao cliente de
quantias recebidas dele ou de terceiros por conta dele;
XXII - reter, abusivamente, ou extraviar autos recebidos com vista ou
em confiança;
XXIII - deixar de pagar as contribuições, multas e preços de serviços
devidos à OAB, depois de regularmente notificado a fazê-lo;
XXIV - incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional;
XXV - manter conduta incompatível com a advocacia;

O PRAZO da suspensão será de 30 dias a 12 meses!


A EXCLUSÃO irá ocorrer quando o advogado for suspenso por
três vezes e, além disso, quando:

Art. 34. Constitui infração disciplinar:


XXVI - fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição na
OAB;
XXVII - tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia;
XXVIII - praticar crime infamante;

A MULTA virá cumulativamente ou com a censura ou com a


suspensão. Dessa forma a sua publicidade dependerá da sanção a qual
está acompanhado.
.
São dois os tipos de prescrição:

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 Prescrição da pretensão punitiva: Prazo de 5 anos garantido à


OAB para dar início ou processo disciplinar. Esse prazo começa a contar
da constatação oficial do fato.
 Prescrição intercorrente: Nessa situação processo já foi
instaurado, o prazo cabível é de 3 anos.
Chegamos ao fim da nossa aula 06. Espero que você tenha
gostado!
Vamos agora às questões comentadas ao longo da aula.

5. Questões comentadas

1) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) O advogado Márcio, sócio de determinado escritório de
advocacia, contratou novos advogados para a sociedade e
substabeleceu, com reserva em favor dos novos contratados, os
poderes que lhe haviam sido outorgados por diversos clientes. O
mandato possuía poderes para substabelecer. Um dos clientes do
escritório, quando percebeu que havia novos advogados trabalhando na
causa, os quais não eram por ele conhecidos, não apenas resolveu
contratar outro escritório para atuar em sua demanda como ofereceu
representação disciplinar contra Márcio, afirmando que o advogado não
agira com lealdade e honestidade.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A representação oferecida não deve ser enquadrada como
infração disciplinar, pois apenas o substabelecimento do mandato sem
reserva de poderes deve ser comunicado previamente ao cliente.
b) A representação oferecida não deve ser enquadrada como
infração disciplinar, pois o substabelecimento do mandato, com ou sem
reserva de poderes, é ato pessoal do advogado da causa.

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c) A representação oferecida deve ser enquadrada como infração


disciplinar, pois o substabelecimento do mandato, com ou sem reserva
de poderes, deve ser comunicado previamente ao cliente.
d) A representação oferecida deve ser enquadrada como infração
disciplinar, pois o advogado deve avisar previamente ao cliente acerca
de todas as petições que apresentará nos autos do processo, inclusive
sobre as de juntada de substabelecimentos.

2) (OAB – 2015 – Exame Unificado XVIII) A advogada Ana


retirou de cartório os autos de determinado processo de conhecimento
em que representava a parte ré, para apresentar contestação.
Protocolou a petição tempestivamente, mas deixou de devolver os autos
em seguida por esquecimento, só o fazendo após ficar pouco mais de
um mês com os autos em seu poder. Ao perceber que Ana não
devolvera os autos imediatamente após cumprir o prazo, o magistrado
exarou despacho pelo qual a advogada foi proibida de retirar
novamente os autos do cartório em carga, até o final do processo.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, deve-se assentar quanto à
sanção disciplinar que

A) não se aplica porque Ana não chegou a ser intimada a devolver os


autos.

B) não se aplica porque Ana ficou menos de três meses com os autos
em seu poder.

C) aplica-se porque Ana reteve abusivamente os autos em seu poder.

D) aplica-se porque Ana não poderia ter retirado os autos de cartório


para cumprir o prazo assinalado para contestação.

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3) (FGV - 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVII -


Primeira Fase) O advogado F recebe do seu cliente WW determinada
soma em dinheiro para aplicação em instrumentos necessários à
exploração de jogo não autorizado por lei.
Nos termos do Estatuto da Advocacia, a infração disciplinar
a) decorre somente se o advogado exige o valor para aplicação ilícita.
b) surge diante do recebimento para aplicação ilícita.
c) inocorre, pois se trata de mero ilícito moral.
d) é descaracterizada por ausência de previsão legal.

4) (FGV – OAB –X Exame- 2013) O advogado João, que


também é formado em Comunicação Social, atua nas duas profissões,
possuindo uma coluna onde apresenta noticias jurídicas, com
informações sobre atividades policiais, forenses ou vinculadas ao
Ministério Público.
Semanalmente inclui, nos seus comentários, alguns em forma de
poesia, suas alegações forenses e os resultados dos processos sob sua
responsabilidade, divulgando, com isso, seu trabalho como advogado.
À luz das normas estatutárias, assinale a afirmativa correta.
A) A divulgação de notícias, como aventado no enunciado, constitui
um direito do advogado em dar publicidade aos seus processos
B) Nos termos das regras que caracterizam as infrações
disciplinares está delineada a de publicação desnecessária e habitual de
alegações forenses ou causas pendentes.
C) Diante das novas mídias que também atingem a advocacia, o
advogado pode utilizar-se dos meios ofertados para a divulgação de seu
trabalho.
D) A situação caracteriza o chamado desvio da função de
advogado, com o prejuízo à imagem dos clientes pela divulgação.

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5) (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) O


advogado Rubem, em causa em que patrocina os interesses da
sociedade Só Fácil Ltda., cita fatos delituosos, por escrito, contra a
honra do réu, sem autorização do seu cliente. Dias depois, é
surpreendido com ação criminal em virtude dos fatos apresentados no
processo judicial. A descrição acima amolda-se à seguinte infração
disciplinar:
A) locupletar-se, por qualquer forma, à custa do cliente ou da parte
adversa, por si ou interposta pessoa.
B) incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional.
C) prestar concurso a cliente ou a terceiro para realização de ato
contrário à lei ou destinado a fraudá-la.
D) fazer, em nome do constituinte, sem autorização escrita deste,
imputação a terceiro de fato definido como crime.

6) (FGV - 2012 - OAB - VIII Exame de Ordem Unificado) O


advogado “X”, regularmente constituído pelo seu cliente “Z”, retira os
autos de cartório para realizar peça defensiva dos interesses do seu
cliente. Os autos permanecem no escritório profissional de “X”. Um
incêndio no prédio em que se localiza o escritório destruiu numerosos
documentos, inclusive os autos referidos. Com base no ocorrido, “X”
comunica o fato ao Juízo e ao seu cliente.
Diante dessa narrativa, à luz da legislação aplicável aos advogados,
assinale a afirmativa correta.
A) O extravio de autos é caracterizado como infração, com pena de
suspensão.
B) O advogado deverá receber pena de advertência, por não prever
o incêndio.
C) O extravio de autos deve ser doloso ou culposo, para ser punível
disciplinarmente.

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D) O extravio de autos seria punível, caso fosse recebido em


confiança.

7) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Heitor,


advogado regularmente inscrito na OAB, é surpreendido com a notícia
de que seu ex adverso havia sido suspenso em processo disciplinar
regular, mas que não havia devolvido os documentos oficiais nem
comunicado a punição ao juiz dirigente do processo. Em relação à
atuação de profissional suspenso das atividades, à luz do Estatuto, é
correto afirmar que
a) caracteriza infração disciplinar.
b) constitui mera irregularidade.
c) viola o sigilo profissional.
d) gera a exclusão da OAB.

8) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Esculápio,


advogado, inscrito, há longos anos, na OAB, após aprovação em Exame
de Ordem, é surpreendido com a notícia de que o advogado Sófocles,
que atua no seu escritório em algumas causas, fora entrevistado por
jornalista profissional, tendo afirmado ser usuário habitual de drogas. A
entrevista foi divulgada amplamente. Após conversas reservadas entre
os advogados, os termos da entrevista são confirmados, bem como o
vício portado. Não há acordo quanto a eventual tratamento de saúde,
afirmando o advogado Sófocles que continuaria a praticar os atos
referidos. Diante dessa narrativa, à luz da legislação aplicável aos
advogados, é correto afirmar que
a) não há penalidade prevista, uma vez que se trata de questão
circunscrita à Saúde Pública.
b) o advogado pode ser excluído dos quadros da OAB.

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c) a sanção disciplinar se aplica a eventual uso de drogas.


d) no caso em tela, há sanção disciplinar aplicável.

9) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Ademir,


formado em Jornalismo e Direito e exercendo ambas as profissões,
publica, em seu espaço jornalístico, alegações forenses por ele
apresentadas em juízo. Instado por outros profissionais do Direito a
também apresentar os trabalhos dos colegas, Ademir alega que o
espaço é exclusivamente dedicado à divulgação dos seus próprios
trabalhos forenses. Com base no relatado, à luz das normas
estatutárias, é correto afirmar que a divulgação promovida por Ademir
é
a) perfeitamente justificável, por ser pertinente a outra profissão.
b) justificado pelo interesse jornalístico dos trabalhos forenses.
c) punível, por caracterizar infração disciplinar.
d) é equiparado a ato educacional permitido.

10) (FGV - 2011 - OAB - Exame de Ordem Unificado-


Reaplicação Duque de Caxias-RJ) Esculápio, advogado militante, fica
comovido com a dificuldade de Astrolábio, bacharel em Direito, em
lograr aprovação no Exame de Ordem. Com o intuito de auxiliá-lo,
aceita subscrever petições realizadas pelo referido graduado em Direito,
bem como permitir que ele receba os seus clientes no seu escritório,
como se advogado fosse, não percebendo Esculápio qualquer vantagem
pecuniária por isso. Consoante as normas estatutárias, é correto afirmar
que
a) Esculápio está cometendo infração disciplinar por manter
sociedade profissional fora dos limites legais.
b) Esculápio estaria praticando a conduta de facilitação do exercício
da profissão aos não inscritos.

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c) havendo motivo de força maior, o advogado pode propiciar


acesso profissional aos não inscritos.
d) o advogado estaria apenas angariando causas para o seu
escritório de advocacia.

11) (FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado) Raul,


advogado, é acusado, em processo disciplinar, de ter perdido prazos em
diversos processos, de ter atuado contra os interesses dos seus clientes
e de ter um número exagerado de indeferimento de petições iniciais,
por ineptas, desconexas, com representações sucessivas à OAB. Em
relação a tais circunstâncias, à luz das normas estatutárias, é correto
afirmar que as condutas imputadas a Raul
a) não caracterizam infração disciplinar.
b) são consideradas desvios processuais exclusivamente.
c) demandam atuação da OAB no sentido educativo.
d) caracterizam inépcia da atuação profissional.

12) (FGV – 2015 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XVI -


Primeira Fase) Pedro, em determinado momento, recebeu uma proposta
de Antônio, colega de colégio, que se propôs a agenciar a indicação de
novos clientes, mediante pagamento de comissão, a ser retirada dos
honorários cobrados aos clientes, nos moldes da prática desenvolvida
entre vendedores da área comercial.
Com base no caso relatado, observadas as regras do Estatuto da
OAB, assinale a afirmativa correta.

a) O advogado pode aceitar a sugestão, tendo em vista a moderna


visão mercantil da profissão.

b) Caso a Seccional da OAB autorize, registrando avença escrita


entre o advogado e o agenciador, é possível.

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c) Sendo publicitada a relação entre o advogado e o agenciador,


está preenchido o requisito legal

d) Há vedação quanto ao agenciamento de clientela, sem exceções.

13) (OAB – UNIFICADO – NACIONAL / 2014 / XIV) O estagiário


Marcos trabalha em determinado escritório de advocacia e participou
ativamente da elaboração de determinada peça processual que estava
para ser analisada pelo magistrado da Vara em que o processo
tramitava, assinando, ao final, a petição, em conjunto com alguns
advogados do escritório. Como conhecia muito bem a causa, resolveu
falar com o magistrado com o objetivo de ressaltar, de viva voz, alguns
detalhes relevantes. Quando o magistrado percebeu que estava
recebendo o estagiário do escritório, e não um dos advogados que
atuava na causa, informou ao estagiário que não poderia tratar com ele
sobre o processo, solicitando que os advogados viessem em seu lugar,
se entendessem necessário. Marcos, muito aborrecido, afirmou que
faria uma representação contra o magistrado, por entender que suas
prerrogativas profissionais foram violadas. A respeito da conduta de
Marcos, assinale a opção correta.
A) Marcos teve sua prerrogativa profissional violada, pois é direito
do advogado e do estagiário inscrito na OAB dirigir-se diretamente ao
magistrado nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de
horário previamente marcado, observando-se a ordem de chegada.

B) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas deve dirigir-se diretamente ao magistrado quando os advogados
que atuam na causa estiverem impossibilitados de fazê-lo, sendo a
atuação do estagiário subsidiária em relação à atuação do advogado.

C) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado

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nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário


previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e, em razão
disso, ficará impedido, posteriormente, de obter sua inscrição definitiva
como advogado.

D) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e deve ser
punido com pena de censura.

14) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) O estagiário Marcos trabalha em determinado escritório
de advocacia e participou ativamente da elaboração de determinada
peça processual que estava para ser analisada pelo magistrado da Vara
em que o processo tramitava, assinando, ao final, a petição, em
conjunto com alguns advogados do escritório. Como conhecia muito
bem a causa, resolveu falar com o magistrado com o objetivo de
ressaltar, de viva voz, alguns detalhes relevantes. Quando o magistrado
percebeu que estava recebendo o estagiário do escritório, e não um dos
advogados que atuava na causa, informou ao estagiário que não
poderia tratar com ele sobre o processo, solicitando que os advogados
viessem em seu lugar, se entendessem necessário. Marcos, muito
aborrecido, afirmou que faria uma representação contra o magistrado,
por entender que suas prerrogativas profissionais foram violadas.
A respeito da conduta de Marcos, assinale a opção correta.

a) Marcos teve sua prerrogativa profissional violada, pois é direito


do advogado e do estagiário inscrito na OAB dirigir- se diretamente ao
magistrado nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de
horário previamente marcado, observando-se a ordem de chegada.
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b) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas deve dirigir-se diretamente ao magistrado quando os advogados
que atuam na causa estiverem impossibilitados de fazê-lo, sendo a
atuação do estagiário subsidiária em relação à atuação do advogado.

c) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e, em razão
disso, ficará impedido, posteriormente, de obter sua inscrição definitiva
como advogado.

d) Marcos não teve sua prerrogativa profissional violada, pois


apenas o advogado tem direito de dirigir-se diretamente ao magistrado
nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário
previamente marcado, observando-se a ordem de chegada. Ao
contrário, Marcos praticou ato excedente à sua habilitação e deve ser
punido com pena de censura.

15) (FGV – 2013 – OAB - Exame de Ordem Unificado) O


advogado Mário, para ilustrar a tese que desenvolvia, fez inserir, em
petição por ele apresentada, citação de julgado inexistente. Inseriu,
ainda, citação doutrinária, cujo teor foi completamente deturpado.
A respeito da hipótese, assinale a afirmativa correta.

a) Mário não cometeu infração disciplinar, pois o advogado,


amparado no princípio da ampla defesa, deve ter liberdade para
defender os interesses de seus clientes da forma que achar
conveniente.

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b) Mário cometeu infração disciplinar punível com pena de censura,


nos termos do EAOAB, e violou dispositivo do Código de Ética e
Disciplina da OAB.

c) Mário cometeu infração disciplinar punível com pena de


exclusão, nos termos do EAOAB, e violou dispositivo do Código de Ética
e Disciplina da OAB.

d) Mário não cometeu infração disciplinar prevista no EAOAB, tendo


apenas violado dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB.

16) (FGV – OAB –X Exame- 2013) O advogado Mário, para


ilustrar a tese que desenvolvia, fez inserir, em petição por ele
apresentada, citação de julgado inexistente. Inseriu, ainda, citação
doutrinária, cujo teor foi completamente deturpado. A respeito da
hipótese, assinale a afirmativa correta.
A) Mário não cometeu infração disciplinar, pois o advogado,
amparado no princípio da ampla defesa, deve ter liberdade para
defender os interesses de seus clientes da forma que achar
conveniente.

B) Mário cometeu infração disciplinar punível com pena de censura,


nos termos do EAOAB, e violou dispositivo do Código de Ética e
Disciplina da OAB.

C) Mário cometeu infração disciplinar punível com pena de


exclusão, nos termos do EAOAB, e violou dispositivo do Código de Ética
e Disciplina da OAB.

D) Mário não cometeu infração disciplinar prevista no EAOAB,


tendo apenas violado dispositivo do Código de Ética e Disciplina da OAB.

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17) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado - XIV -


Primeira Fase) Ao requerer sua inscrição nos quadros da OAB, Maria
assinou e apresentou declaração em que afirmava não exercer cargo
incompatível com a advocacia. No entanto, exercia ela ainda o cargo de
Oficial de Justiça no Tribunal de Justiça do seu Estado. Pouco tempo
depois, já bem sucedida como advogada, pediu exoneração do referido
cargo. No entanto, um desafeto seu, tendo descoberto que Maria, ao
ingressar nos quadros da OAB, ainda exercia o cargo de Oficial de
Justiça, comunicou o fato à entidade, que abriu processo disciplinar
para apuração da conduta de Maria, tendo ela sido punida por ter feito
falsa prova de um dos requisitos para a inscrição na OAB.
De acordo com o EAOAB, assinale a opção que indica a penalidade
que deve ser aplicada a Maria.
a) Maria não deve ser punida porque, ao tempo em que os fatos
foram levados ao conhecimento da OAB, ela já não mais exercia cargo
incompatível com a advocacia.
b) Maria não deve ser punida porque o cargo de Oficial de Justiça
não é incompatível com o exercício da advocacia, não tendo Maria,
portanto, feito prova falsa de requisito para inscrição na OAB.
c) Maria deve ser punida com a pena de suspensão, pelo prazo de
trinta dias.
d) Maria deve ser punida com a pena de exclusão dos quadros da
OAB.
18) (FGV – 2012 –OAB – VIII Exame de Ordem Unificado)
Pedro, advogado regularmente inscrito nos quadros da OAB, após
regular processo administrativo disciplinar, é apenado com a sanção de
exclusão por ter sido condenado pela prática de crimes contra o
patrimônio, tendo a decisão judicial transitada em julgado. Após
cumprir a pena e tendo sido a mesma julgada extinta pelo Juízo
competente, apresenta requerimento de retorno à OAB.
Nos termos do Estatuto, deve o requerente

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A) apresentar a documentação prevista para inscrição inaugural no


quadro de advogados, além de submeter se a novo Exame de Ordem.
B) requerer a restauração da sua inscrição anterior com os
documentos previstos para a inscrição inaugural, sem submissão a novo
Exame de Ordem.
C) indicar provas para a inscrição nos quadros da OAB que
comprovem a sua capacidade civil apta a permitir o retorno, e os
documentos para inscrição inaugural.
D) comprovar a sua reabilitação e apresentar os documentos
relacionados à idoneidade moral.

19) (FGV – 2012 –OAB –Exame de Ordem Unificado) Caio,


próspero comerciante, contrata, para prestação de serviços profissionais
de advocacia, Mévio, que se apresenta como advogado. O cliente
outorga a devida procuração com poderes gerais para o foro. Usando o
referido instrumento, ocorre a propositura de ação judicial em face de
Trácio. Na contestação, o advogado do réu alega vício na
representação, uma vez que Mévio não possui registro na OAB,
consoante certidão que apresenta nos autos judiciais. Diante de tal
circunstância, é correto afirmar que
a) os atos praticados pelo suposto advogado não ofendem qualquer
dispositivo legal.
b) verificada a ausência de inscrição profissional, deverá ser
outorgado prazo para sua regularização.
c) os atos praticados por Mévio são nulos, pois foram praticados
por pessoa não inscrita na OAB.
d) a declaração de nulidade dos atos processuais esgota o rol de
atos sancionatórios

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20) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Sobre a prescrição da pretensão punitiva das infrações disciplinares,
assinale a afirmativa correta.
a) A pretensão punitiva quanto às prescreve infrações
disciplinares em cinco anos, contados da data da constatação oficial do
fato, interrompendo-se pela instauração de processo disciplinar ou pela
notificação válida do representado.
b) A pretensão punitiva das infrações disciplinares prescreve em
três anos, contados da data da constatação oficial do fato,
interrompendo-se pela instauração de processo disciplinar ou pela
notificação válida do representado.
c) A pretensão punitiva das infrações disciplinares é
imprescritível.
d) A pretensão punitiva das infrações disciplinares prescreve em
cinco anos, contados da data da constatação oficial do fato, não
havendo previsão legal de marco interruptivo de tal prazo prescricional.

Gabarito:

1- A
2- A
3- B
4- B
5- D
6- C
7- A
8- D
9- C
10- B
11- D
12- D

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13- D
14- D
15- B
16- B
17- D
18- D
19- C
20- A

6. Referências

BRASIL. Código de Ética da OAB. Conselho Federal da Ordem dos


Advogados do Brasil, Brasília, DF, 13 fev. 1995.
BRASIL. Lei n.8.906 de 04 de Julho de 1994. Dispõe sobre o
Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário
Oficial da União, Brasília, DF, 05 jul. 1994.
BRASIL.Regulamento Geraldo Estatuto da Advocacia e da OAB.
Dispõe sobre o Regulamento Geral previsto na Lei nº 8.906, de 04 de
julho de 1994. Sala das Sessões, Brasília, DF 16 de out. e 6 de nov. de
1994.
MARIN, Marco Aurélio. Como se preparar para o exame da
Ordem, 1ªfase: ética profissional, 9ª Edição, São Paulo, 2012, Método.

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AULA 07: Da Ordem dos Advogados do


Brasil. Conselho Pleno. Órgão Especial do
Conselho Pleno. Das Câmaras. Das Sessões

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO À AULA 07. 2

2. DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 2

2.1 DOS FINS E DA ORGANIZAÇÃO 4


2.2 PATRIMÔNIO, RECEITA E ORÇAMENTO 6
2.3 CONSELHO FEDERAL 10

2.3.1 CONSELHO PLENO 22

2.3.2 ÓRGÃO ESPECIAL DO CONSELHO PLENO 26

2.3.3 DAS CÂMARAS 27

2.3.4 DAS SESSÕES 29

2.4 CONSELHO SECCIONAL 32


2.5 SUBSEÇÕES 38
2.6 CAIXAS DE ASSISTÊNCIA 41

3. RESUMO 44

4. QUESTÕES COMENTADAS 54

5. REFERÊNCIAS 59

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1. Introdução à aula 07.

Bem vindos a nossa aula 07!


Nessa nossa Aula 07 apresentaremos o estudo “Da Ordem dos
Advogados do Brasil. Conselho Pleno. Órgão Especial do Conselho
Pleno. Das Câmaras. Das Sessões”.
Sem mais delongas, vamos à luta! Rumo à aprovação!

2. Da Ordem dos Advogados do Brasil

A OAB é um órgão de classe que controla toda atuação do


Advogado.
A Ordem dos Advogados tem personalidade jurídica própria, não
tem qualquer vinculação com a Administração Pública seja funcional ou
hierárquico.
A OAB tem forma federativa, atuando de forma integrada. As suas
competências são exercidas não só pelo Conselho Federal, mas também
aos Conselhos Seccionais e as Subseções.
Somente a Ordem dos advogados do Brasil pode utilizar a sigla
OAB.
O regulamento da OAB destaca duas situações em que a
participação da OAB é obrigatória, conforme disposto na Constituição:

Art. 51. A elaboração das listas constitucionalmente previstas, para


preenchimento dos cargos nos tribunais judiciários, é disciplinada em
Provimento do Conselho Federal.
Art. 52. A OAB participa dos concursos públicos, previstos na
Constituição e nas leis, em todas as suas fases, por meio de representante do
Conselho competente, designado pelo Presidente,incumbindo-lhe apresentar
relatório sucinto de suas atividades.
Parágrafo único. Incumbe ao representante da OAB velar pela garantia
da isonomia e da integridade do certame, retirando-se quando constatar
irregularidades ou favorecimentos e comunicando os motivos ao Conselho.

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Outro aspecto geral de fundamental importância é o relativo ao


resultado do julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal na
Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3026-4. Nesse julgamento, o
Supremo constatou que a OAB é uma entidade independente e não
compõe a administração indireta.
Isso porque, a OAB é uma “instituição voltada não apenas para a
defesa dos legítimos interesses corporativos da advocacia, mas,
também, nos termos de seu Estatuto (artigo 44, inciso I), para a
defesa da Constituição, dos direitos humanos, da justiça social e
do Estado democrático de Direito” (prefácio de Roberto Busato na
obra “LIBERDADE e Autonomia: comentários ao julgamento da Ação
Direta de Inconstitucionalidade nº 3026/STF. Organizadora Aline
Machado Costa Timm. – Brasília : OAB, Conselho Federal, 2007).
Diante de sua missão de defender a ordem constitucional e de
fiscalizar o bom exercício das funções públicas, a OAB foi declarada pelo
STF como uma entidade fora da estrutura estatal, livre e democrática.
Desse modo, a OAB tem independência para ser a voz da sociedade civil
brasileira.
Em decorrência dessa mesma decisão, como a OAB não é uma
entidade vinculada à estrutura estatal, ela:
 não se sujeita aos ditames impostos pela Administração
Pública Direta e Indireta;
 não é uma entidade de Administração Indireta da União;
 a Ordem não está sujeita ao controle da Administração;
 Não há necessidade de concurso público para admissão de
contratados sob o regime trabalhista para atender seus
serviços;
Vistas as características gerais da OAB, vamos aprofundar o nosso
estudo?
Respire fundo, concentre-se, porque hoje teremos muuuuita
informação!

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2.1 Dos Fins e da Organização

A OAB não tem só função de controlar os advogados, conforme o


artigo 44 e 45 do Estatuto.
É finalidade da OAB, também:
 Defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático
de direito, os direitos humanos, a justiça social, e pugnar pela boa
aplicação das leis, pela rápida administração da justiça e pelo
aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas;
Por tal motivo a OAB tem autonomia para propor demanda que
busque a defesa de interesses coletivos, da sociedade.
 Promover, com exclusividade, a representação, a defesa, a
seleção e a disciplina dos advogados em toda a República Federativa do
Brasil.
Aqui gostaria de chamar a sua atenção para um detalhe, o fato de
existir exclusividade da representação dos advogados pela OAB, não
afasta a competência própria dos sindicatos e associações sindicais
de advogados, quanto à defesa dos direitos peculiares da relação de
trabalho do profissional empregado.
Dentre as competências e singularidades da OAB, podemos
destacar:
 Compete à OAB fixar e cobrar, de seus inscritos, contribuições,
preços de serviços e multas.
 A certidão passada pela diretoria do Conselho competente,
relativa a contribuições, preços de serviços e multas, constitui título
executivo extrajudicial;
 O cargo de conselheiro ou de membro de diretoria de órgão da
OAB é de exercício gratuito e obrigatório, considerado serviço público
relevante, inclusive para fins de disponibilidade e aposentadoria.
 Os Presidentes dos Conselhos e das Subseções da OAB têm
legitimidade para agir, judicial e extrajudicialmente, contra qualquer

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pessoa que infringir as disposições ou os fins do Estatuto. Aqueles


investidos nos cargos citados possuem legitimidade para intervir,
inclusive como assistentes, nos inquéritos e processos em que sejam
indiciados, acusados ou ofendidos os inscritos na OAB.
 Os Presidentes dos Conselhos da OAB e das Subseções podem
requisitar cópias de peças de autos e documentos a qualquer tribunal,
magistrado, cartório e órgão da Administração Pública direta, indireta e
fundacional.
Importante lembrar o que a Constituição reservou dispositivo
específico para o advogado, em um artigo tão importante que foi
repetido pelo Código de Ética e pelo Estatuto da OAB.

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo


inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites
da lei.

Podemos afirmar que haverá uma dupla função do advogado:


 de zelar pelos direitos do assistido; e
 pela correta aplicação da lei.
Por isso que a OAB tem como função de zelar pela defesa da
Constituição, da ordem jurídica do Estado democrático de direito, dos
direitos humanos, da justiça social, e pugnar pela boa aplicação das
leis.
Essas funções cabem a todos os órgãos da OAB. Para que a OAB
consiga exercer todas essas atribuições é necessário que ela cobre dos
seus inscritos as contribuições obrigatórias, preços de serviços e
multas, para que ela própria possa se manter.
E administrativamente, professor, como a OAB é dividida?
A Ordem se divide nos seguintes órgãos:
 Conselho Federal;
 Conselhos Seccionais;
 Subseções;
 Caixas de Assistência dos advogados.

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Esses órgãos são colegiados, compostos por diretoria e


conselheiros. Falaremos de cada um deles abaixo, mas saiba, desde já,
que todos os cargos de diretoria e conselheiros não são remunerados.

2.2 Patrimônio, Receita e Orçamento

Por prestar uma atividade de fim social, a OAB tem imunidade


fiscal sobre os seus bens patrimoniais e serviços.
Falando em bens patrimoniais, veja o que diz o regulamento geral:

Art. 47. O patrimônio do Conselho Federal, do Conselho Seccional, da


Caixa de Assistência dos Advogados e da Subseção é constituído de bens
móveis e imóveis e outros bens e valores que tenham adquirido ou venham a
adquirir.

Quanto à alienação dos bens imóveis, será necessária


autorização da maioria das delegações, no Conselho Federal, e da
maioria dos membros efetivos, no Conselho Seccional. Porém, cabe
à Diretoria do órgão decidir pela aquisição de qualquer bem e
dispor sobre os bens móveis.
Veja como esse assunto caiu em recente prova da Ordem:

Questão da
OAB

1) (OAB – 2015 - FGV – Exame Unificado XVIII) O Presidente


de determinada Seccional da OAB recebeu representação contra
advogado que nela era inscrito por meio de missiva anônima, que
narrava grave infração disciplinar. Considerando a via eleita para a
apresentação da representação, foi determinado o arquivamento do
expediente, sem instauração de processo disciplinar. Pouco tempo
depois, foi publicada matéria jornalística sobre investigação realizada
pela Polícia Federal que tinha como objeto a mesma infração disciplinar

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que havia sido narrada na missiva anônima e indicando o nome do


investigado naquele procedimento inquisitorial. Com base na
reportagem, foi determinada, pelo Presidente da Seccional, a
instauração de processo disciplinar.

Sobre o procedimento adotado pelo Presidente da Seccional em


questão, assinale a afirmativa correta.

A) Deveria ter instaurado processo disciplinar quando recebeu a missiva


anônima.

B) Não poderia ter instaurado processo disciplinar em nenhuma das


oportunidades.

C) Deveria ter instaurado processo disciplinar em qualquer uma das


oportunidades.

D) Poderia ter instaurado processo disciplinar a partir da publicação da


matéria jornalística

O Código de Ética e Disciplina da OAB determina em seu art. 51 o


seguinte: “Art. 51.O processo disciplinar instaura-se de ofício ou
mediante representação dos interessados, que não pode ser anônima”.
O EAOAB determina no art. 72 que: “Art. 72. O processo disciplinar
instaura-se de ofício ou mediante representação de qualquer autoridade
ou pessoa interessada”.
Gabarito – Letra D.

2) (FGV – 2012 - OAB –Exame de Ordem Unificado) Nos


termos do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB
quanto à aquisição de patrimônio pela Ordem dos Advogados do Brasil,
revela-se correto afirmar que

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a) a alienação de bens é ato privativo do Presidente da Seccional


da OAB.
b) a aquisição de bens depende de aprovação da Diretoria da OAB.
c) a oneração de bens é ato do Presidente do Conselho Federal.
d) a disposição sobre os bens móveis é atribuição do Presidente da
Seccional.
Quanto à alienação dos bens imóveis será necessária autorização
da maioria das delegações, no Conselho Federal, e da maioria dos
membros efetivos, no Conselho Seccional. Porém, cabe à Diretoria do
órgão decidir pela aquisição de qualquer bem e dispor sobre os bens
móveis.
Gabarito: Letra “b”.

Como comentado, a OAB tem imunidade tributária por prestar


serviços sociais. Dessa forma a receita arrecada pela OAB será de
100%!!!
Saiba que a contribuição anual à OAB dispensa o advogado da
contribuição sindical obrigatória. Veja o que diz o art. 47 do Estatuto da
OAB (Lei nº 8.906/94):

Art. 47. O pagamento da contribuição anual à OAB isenta os inscritos


nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical.

Essa contribuição anual, os valores das multas e dos preços dos


serviços são fixados pelo Conselho Seccional. É o Conselho Seccional
quem recebe essas importâncias. Por isso, ao falarmos de receitas,
estamos nos referindo à receita arrecadada por cada um dos Conselhos
Seccionais.
Nos termos do art. 55, parágrafo único, do Regulamento da OAB,
as anuidades são fixadas pelo Conselho Seccional até a última sessão
ordinária do ano anterior, salvo em ano eleitoral, quando são

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determinadas na primeira sessão ordinária após a posse, podendo ser


estabelecidas em cotas periódicas.
Mas afinal como é feita a destinação da receita arrecadada?
Lembre-se que falamos em 100% de arrecadação. Dos 100%
assim será a divisão:

$ 10% de todos os Conselhos Seccionais são destinados ao


Conselho Federal;

$ 3% vão para o fundo cultural de cada Conselho Seccional;


E o que vem a ser esse fundo cultural?
O fundo cultural está relacionado com a Escola Superior de
Advocacia, dessa forma, servirá como incentivador a pesquisa, estudos,
eventos culturais, cursos e demais atividades realizadas pela ESA. Se
em alguma localidade não existir a ESA, a Diretoria do Conselho
Seccional irá gerenciar o valor do fundo.
Continuando:

$ 2% vão para o FIDA (Fundo de Integração e


Desenvolvimento Assistencial do Advogado).

$ 45% dessa receita permanecem no Conselho Seccional


para gastos administrativos.

$ 20% destinados serão destinados à Caixa de Assistência


dos Advogados.
Curiosidade! Professor, como você chegou a esse valor? Pois o
regulamento nos fala:

Art. 57. Cabe à Caixa de Assistência dos Advogados a metade da


receita das anuidades, incluídas as atualizações monetárias eventuais,
recebidas pelo Conselho Seccional, considerado o valor resultante após as
deduções obrigatórias, nos percentuais previstos no art. 56 do Regulamento
Geral.

Vou te explicar. Somando todas as receitas citadas antes do


repasse para a caixa de assistência, totalizamos 60%. A lei nos fala em
metade da receita das anuidades, incluídas as atualizações monetárias

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eventuais recebidas pelo Conselho Seccional, considerando o valor


resultante após as deduções obrigatórias. O valor resultante após as
reduções obrigatórias é de 40%, e a metade a que se refere norma é de
20%.
Continuando:

$ 20% também irão ficar no Conselho para demais gastos


feitos durante a gestão.
As receitas não costumam cair no Exame da Ordem, mas para que
você não seja surpreendido, leia o seguinte artigo do Regulamento
Geral:

Art. 60. Os Conselhos Seccionais aprovarão seus orçamentos anuais,


para o exercício seguinte, até o mês de outubro e o Conselho Federal até a
última sessão do ano, permitida a alteração dos mesmos no curso do
exercício, mediante justificada necessidade, devidamente aprovada pelos
respectivos colegiados.
§ 1º O orçamento do Conselho Seccional, incluindo as Subseções, estima
a receita, fixa a despesa e prevê as deduções destinadas ao Conselho Federal,
ao Fundo Cultural, ao Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial
dos Advogados - FIDA e à Caixa de Assistência, e deverá ser encaminhado,
mediante cópia, até o dia 10 do mês subsequente, ao Conselho
Federal,podendo o seu Diretor-Tesoureiro, após análise prévia, devolvê-lo à
Seccional, para os devidos ajustes.
§ 2º Aprovado o orçamento e, igualmente, as eventuais suplementações
orçamentárias, encaminhar-se-á cópia ao Conselho Federal, até o dia 10 do
mês subsequente, para os fins regulamentares.
§ 3º O Conselho Seccional recém empossado deverá promover, se
necessário, preferencialmente nos dois primeiros meses de gestão, a
reformulação do orçamento anual, encaminhando cópia do instrumento
respectivo ao Conselho Federal, até o dia 10 do mês de março do ano em
curso.
§ 4º A Caixa de Assistência dos Advogados aprovará seu orçamento para
o exercício seguinte, até a última sessão do ano.
§ 5º O Conselho Seccional fixa o modelo e os requisitos formais e
materiais para o orçamento, o relatório e as contas da Caixa de Assistência e
das Subseções.

2.3 Conselho Federal

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Vimos acima que a OAB se subdivide em: Conselho Federal;


Conselhos Seccionais; Subseções; e Caixas de Assistência dos
advogados.
O Conselho Federal é o órgão máximo da OAB e tem personalidade
jurídica própria. A sede está localizada na capital da República.
O Conselho federal tem o seu funcionamento e organização
determinados pelo Regulamento Geral da OAB.
A composição do Conselho Federal é de:
 Um Presidente;
 Conselheiros Federais integrantes das delegações de cada
unidade federativa (cada Seccional elege 3 conselheiros para compor o
Conselho Federal, além disso, o Presidente do Conselho Seccional tem
lugar reservado junto à delegação respectiva, mas, ao contrário dos
conselheiros eleitos, não vota);
 Ex-presidentes: Considerados membros honorários vitalícios.
O Estatuto da OAB diz que os ex-presidentes têm direito a voz.
Atenção! Apenas os anteriores a 05.07.1994 têm direito a voz e
voto. Veja o regulamento geral:

Art. 62 § 1º Os ex-presidentes têm direito a voz nas sessões do


Conselho, sendo assegurado o direito de voto aos que exerceram mandato
antes de 05 de julho de 1994 ou em seu exercício se encontravam naquela
data.

Você deve estar querendo saber o motivo pelo qual os ex-


presidentes até 05 de julho de 1994 têm direito a voz e voto e após
essa data só possuírem direito de voz.
A justificativa é que o Regulamento entrou em vigor no dia 05 de
julho de 1994, dessa forma não foi retirado o direito adquirido dos ex-
presidentes de votar.

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Cuidado para não confundir a situação dos ex-presidentes com o


Presidente atual do Conselho Federal. Este tem direito ao voto de
qualidade.
O presidente de uma seccional poderá comparecer a uma sessão
de julgamento do Conselho Federal. Nesse caso, sentará junto com a
delegação do Conselho, mas só terá direito a voz, da mesma forma
acontece quando Conselheiros Federais comparecem a uma sessão do
Conselho Seccional, terão direito a voz, mas não terão direito a voto.
O Conselho Federal atua mediante os seguintes órgãos:
Conselho Pleno;
Órgão Especial do Conselho Pleno;
Primeira, Segunda e Terceira Câmaras;
Diretoria;
Presidente.
O Conselho conta também com comissões permanentes, definidas
em Provimento, e com comissões temporárias, todas designadas pelo
Presidente, integradas ou não por Conselheiros Federais (perceba que
outros advogados, que não forem Conselheiros, podem integrar
comissões).
Cada um dos órgãos é composto e presidido de uma forma.
a) Conselho Pleno: Presido pelo presidente nacional da OAB e
secretariado pelo secretário geral.
Todas as vezes que o Conselho Pleno for se reunir, reúnem-se o
Presidente da OAB, presidindo os órgãos, as delegações, o secretário
geral e os ex-presidentes que optarem por comparecer.
b) Órgão Especial do Conselho Pleno: Será presidido pelo vice
presidente e secretariado pelo secretário adjunto. A delegação indica
apenas um membro para compor esse órgão especial.
c) Quando as Câmaras se reúnem, cada um dos 3 membros da
delegação da Seccional vai para uma das 3 câmaras.
d) 1ª Câmara: será presidida pelo secretário geral.

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e) 2ª Câmara: Pelo Secretário Geral Adjunto.


f) 3ª Câmara: Pelo tesoureiro.

A diretoria do Conselho Federal possui a seguinte composição:

Art. 55. A diretoria do Conselho Federal é composta de um Presidente, de um


Vice-Presidente, de um Secretário-Geral, de um Secretário-Geral Adjunto e de
um Tesoureiro.

Coletivamente caberá a Diretoria as seguintes atribuições:


I – dar execução às deliberações dos órgãos deliberativos do
Conselho;
II – elaborar e submeter à Terceira Câmara, na forma e prazo
estabelecidos neste Regulamento Geral, o orçamento anual da receita e
da despesa, o relatório anual, o balanço e as contas;
III – elaborar estatística anual dos trabalhos e julgados do
Conselho;
IV – distribuir e redistribuir as atribuições e competências entre os
seus membros;
V – elaborar e aprovar o plano de cargos e salários e a política de
administração de pessoal do Conselho, propostos pelo Secretário-Geral;
VI – promover assistência financeira aos órgãos da OAB, em caso
de necessidade comprovada e de acordo com previsão orçamentária;
VII – definir critérios para despesas com transporte e hospedagem
dos Conselheiros, membros das comissões e convidados;
VIII – alienar ou onerar bens móveis;
IX – resolver os casos omissos no Estatuto e no Regulamento
Geral, ad referendum do Conselho Pleno.

Vamos à descrição da atividade de cada um dos membros da


Diretoria?

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Presidente Vice- Secretário- Secretário- Tesoureiro


Presidente Geral Geral Adjunto
Representar a OAB Presidir o órgão Presidir a Primeira Presidir a Segunda Presidir a Terceira
em geral e os Especial e executar Câmara e executar Câmara e executar suas Câmara e executar
advogados suas decisões; suas decisões; decisões; suas decisões;
brasileiros, no país e
no exterior, em juízo
ou fora dele;

Representar o Executar as Dirigir todos os Organizar e manter o Manter sob sua guarda
Conselho Federal, em atribuições que lhe trabalhos de cadastro nacional dos os bens e valores e o
juízo ou fora dele; forem cometidas pela Secretaria do advogados e estagiários, almoxarifado do
Diretoria ou Conselho Federal; requisitando os dados e Conselho;
delegadas, por informações necessários
portaria, aos Conselhos Seccionais
pelo Presidente; e promovendo as
medidas necessárias;

Convocar e presidir o Secretariar as Executar as atribuições Administrar a


Conselho Federal e sessões do Conselho que lhe forem cometidas Tesouraria, controlar e
executar suas Pleno; pela Diretoria ou pagar todas as
decisões; delegadas pelo despesas autorizadas e
Secretário-Geral; assinar cheques
eordens de pagamento
com o Presidente;

Adquirir, onerar e Manter sob sua Secretariar o Órgão Elaborar a proposta de


alienar bens imóveis, guarda e inspeção Especial. orçamento anual, o
quando autorizado, e todos os documentos relatório, os balanços e
administrar o do Conselho Federal; as contas mensais e
patrimônio do anuais da Diretoria;
Conselho Federal,
juntamente com o
Tesoureiro;

Aplicar penas Controlar a presença Propor à Diretoria a


disciplinares, no caso e declarar a perda de tabela de custas do
de infração cometida mandato dos Conselho Federal;
no âmbito do Conselheiros
Conselho Federal; Federais;

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Assinar, com o Executar a Fiscalizar e cobrar as


Tesoureiro, cheques administração do transferênciasdevidas
e ordens de pessoal do Conselho pelos Conselhos
pagamento; Federal; Seccionais ao Conselho
Federal, propondo à
Diretoria a intervenção
nas Tesourarias dos
inadimplentes;
Executar e fazer Emitir certidões e Manter inventário dos
executar o Estatuto e declarações do bens móveis e imóveis
a legislação Conselho Federal. do Conselho Federal,
complementar. atualizado
anualmente;

Receber e dar quitação


dos valores recebidos
pelo Conselho Federal

Se você acha que isso não cai em prova, está muito enganado!
Veja essa questão:

Questão da
OAB

3) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado – XV)


Messias é advogado com mais de trinta anos de atuação profissional e
deseja colaborar para o aperfeiçoamento da advocacia. O Presidente da
Seccional onde possui inscrição principal sugere que ele participe da
política associativa e lance sua candidatura a Conselheiro Federal.
Observadas as regras do Estatuto da OAB, assinale a afirmativa
correta.
a) A eleição de Conselheiro Federal da OAB é indireta e secreta.
b) O Conselheiro Federal da OAB integra uma das chapas
concorrentes para as eleições seccionais.

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c) A indicação para o Conselho Federal é realizada pelo Colégio de


Presidentes da OAB
d) O Conselheiro Federal é indicado livremente pelas Seccionais da
OAB.

Letra (A) Alternativa errada, uma vez que as eleições na OAB não
são indiretas e sim diretas e secretas, conforme estabelece o art. 63 do
EAOAB.
Letra (B) Alternativa correta, uma vez que o art. 131 do
Regulamento Geral, dispõe que as chapas devem ser completas,
indicando os conselheiros federais.
Letra (C) Alternativa errada, pois está em desacordo com o art.
supracitado.
Letra (D) Alternativa errada, vez que os Conselheiros Federais não
são indicados livremente, ao contrário, devem constar nas chapas.
Gabarito – Letra B.

4) (FGV – 2014 – OAB - Exame de Ordem Unificado) A respeito


da competência do Conselho Federal da OAB, assinale a opção
incorreta.
a) Compete ao Conselho Federal da OAB representar, em juízo ou
fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados
b) Compete ao Conselho Federal da OAB editar seu regimento
interno e o regimento interno das Seccionais da OAB.
c) Compete ao Conselho Federal da OAB julgar, em grau de
recurso, as questões decididas pelos Conselhos Seccionais, nos casos
previstos no EAOAB e no regulamento geral.
d) Compete ao Conselho Federal da OAB velar pela dignidade,
independência, prerrogativas e valorização da advocacia.

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Sem sombras de dúvidas, a alternativa B é a incorreta, uma vez


que compete privativamente ao Conselho Seccional, editar seu
regimento e suas resoluções, conforme dispõe o art. 58, inc. I do
EAOAB.
Todas as outras alternativa estão corretas, de acordo com o art. 54
do EAOAB.
Gabarito – Letra B.

5) (CESPE – UNB -2010 - OAB –Exame de Ordem


Unificado) Compete ao presidente do Conselho Federal da OAB:
a) aplicar penas disciplinares, no caso de infração cometida no
âmbito do Conselho Federal.
b) alienar ou onerar bens móveis.
c) presidir o Órgão Especial, com direito a voto de qualidade, no
caso de empate.
d) definir os critérios para despesas com transporte e hospedagem
dos conselheiros, membros das comissões e convidados.
Vimos que compete ao presidente, aplicar penas disciplinares, no
caso de infração cometida no âmbito do Conselho Federal. Letra “a”
correta.
Cabe ainda ao presidente do Conselho Federal: adquirir, onerar e
alienar bens Imóveis, quando autorizado, e administrar o
patrimônio do Conselho Federal, juntamente com o Tesoureiro. Vejam
que são bens IMÓVEIS e não MÓVEIS. Letra “b” errada.
O vice-presidente irá presidir o Órgão Especial, com direito a voto
de qualidade, no caso de empate. Letra “c” errada.
Caberá a diretoria coletivamente, definir os critérios para despesas
com transporte e hospedagem dos conselheiros, membros das
comissões e convidados. Letra “d” errada.
Gabarito: Letra “a”.

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As delegações terão direito a um voto (veja bem: uma Seccional =


um voto – e não cada conselheiro um voto).
E como é escolhido o Presidente do Conselho Federal, professor?
Voltaremos nesse tema em tópico próprio, mas saiba, desde já que
a eleição para Presidente do Conselho Federal será indireta. São os
representantes do Conselho Federal quem escolhem o presidente.
Detalhe: o presidente não precisa ser conselheiro federal eleito,
diferentemente dos demais integrantes da diretoria, que precisarão ser
conselheiros eleitos.
Mas qualquer um pode se candidatar a Presidente, professor?
Não, meu caro, o Estatuto da OAB prevê as seguintes regras:

Art. 67. A eleição da Diretoria do Conselho Federal, que tomará posse no dia
1º de fevereiro, obedecerá às seguintes regras:
I - será admitido registro, junto ao Conselho Federal, de candidatura à
presidência, desde seis meses até um mês antes da eleição;
II - o requerimento de registro deverá vir acompanhado do
apoiamento de, no mínimo, seis Conselhos Seccionais;
III - até um mês antes das eleições, deverá ser requerido o registro da
chapa completa, sob pena de cancelamento da candidatura respectiva;
IV – no dia 31 de janeiro do ano seguinte ao da eleição, o Conselho
Federal elegerá, em reunião presidida pelo conselheiro mais antigo, por voto
secreto e para mandato de 3 (três) anos, sua diretoria, que tomará posse no
dia seguinte; (Redação dada pela Lei nº 11.179, de 2005)
V – será considerada eleita a chapa que obtiver maioria simples dos
votos dos Conselheiros Federais, presente a metade mais 1 (um) de seus
membros. (Redação dada pela Lei nº 11.179, de 2005)
Parágrafo único. Com exceção do candidato a Presidente, os
demais integrantes da chapa deverão ser conselheiros federais
eleitos.

MUITA ATENÇÃO AQUI! Perceba que a eleição é indireta, o


Presidente (ao contrário dos demais membros da chapa) não precisa ser
conselheiro e é necessário apoiamento de, no mínimo, 6 Conselhos
Seccionais para se requerer a candidatura.
Se você leu com atenção, você pegou outra dica de suma
importância: o mandato é de 3 anos e não há limites para a reeleição!

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O presidente do Conselho Federal é chamado de presidente


nacional da OAB.
Quanto às competências do Conselho Federal, verifique:

Art. 54. Compete ao Conselho Federal:

I - dar cumprimento efetivo às finalidades da OAB;

II - representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais


dos advogados;

III - velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da


advocacia;

IV - representar, com exclusividade, os advogados brasileiros nos órgãos e


eventos internacionais da advocacia;

V - editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e Disciplina, e


os Provimentos que julgar necessários;

VI - adotar medidas para assegurar o regular funcionamento dos Conselhos


Seccionais;

VII - intervir nos Conselhos Seccionais, onde e quando constatar grave


violação desta lei ou do regulamento geral;

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O Conselho Federal pode intervir nos


conselhos seccionais, quando verificada uma grave
SINIS infração a legislação da OAB. Para haver a intervenção

TRO! é necessário que 2/3 (dois terços) da delegação dos


seus integrantes aprovem. Nesse caso a delegação do
conselho de onde terá a intervenção não participará da
votação.

VIII - cassar ou modificar, de ofício ou mediante representação, qualquer ato, de


órgão ou autoridade da OAB, contrário a esta lei, ao regulamento geral, ao Código
de Ética e Disciplina, e aos Provimentos, ouvida a autoridade ou o órgão em causa;

IX - julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos Conselhos


Seccionais, nos casos previstos neste estatuto e no regulamento geral;

X - dispor sobre a identificação dos inscritos na OAB e sobre os respectivos


símbolos privativos;

XI - apreciar o relatório anual e deliberar sobre o balanço e as contas de sua


diretoria;

XII - homologar ou mandar suprir relatório anual, o balanço e as contas dos


Conselhos Seccionais;

XIII - elaborar as listas constitucionalmente previstas, para o preenchimento


dos cargos nos tribunais judiciários de âmbito nacional ou interestadual, com
advogados que estejam em pleno exercício da profissão, vedada a inclusão de nome
de membro do próprio Conselho ou de outro órgão da OAB;

XIV - ajuizar ação direta de inconstitucionalidade de normas legais e atos


normativos, ação civil pública, mandado de segurança coletivo, mandado de injunção
e demais ações cuja legitimação lhe seja outorgada por lei;

XV - colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos, e opinar,


previamente, nos pedidos apresentados aos órgãos competentes para criação,
reconhecimento ou credenciamento desses cursos;

XVI - autorizar, pela maioria absoluta das delegações, a oneração ou alienação


de seus bens imóveis;

XVII - participar de concursos públicos, nos casos previstos na Constituição e


na lei, em todas as suas fases, quando tiverem abrangência nacional ou
interestadual;

XVIII - resolver os casos omissos neste estatuto.

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Questão da
OAB

6) (FGV – 2012 –OAB- VIII Exame da Ordem Unificado) As


alternativas a seguir apresentam algumas das competências do
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, à exceção de
uma. Assinale-a.
A) Representar, em juízo ou fora dele, os interesses coletivos dos
advogados.
B) Velar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização
da advocacia.
C) Representar, sem exclusividade, os advogados brasileiros nos
órgãos e eventos internacionais da advocacia.
D) Editar e alterar o Regulamento Geral, o Código de Ética e
Disciplina, e os Provimentos que julgar necessários.
Atenção, você deve marcar a exceção!
Não tem saída, você tem que saber tudo! Confira:

Art. 54. Compete ao Conselho Federal:

IV - representar, COM EXCLUSIVIDADE, os advogados brasileiros nos órgãos e


eventos internacionais da advocacia;

Dessa forma, a alternativa “c” não faz parte da competência do


Conselho Federal.
Gabarito: Letra “c”.

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2.3.1 Conselho Pleno

Vimos acima que o Conselho Federal atua mediante os seguintes


órgãos:
Conselho Pleno;
Órgão Especial do Conselho Pleno;
Primeira, Segunda e Terceira Câmaras;
Diretoria;
Presidente.
Vamos estudar agora o Conselho Pleno.
Ele é integrado pelos Conselheiros Federais de cada delegação e
pelos ex-presidentes, sendo presidido pelo Presidente do Conselho
Federal e secretariado pelo Secretário-Geral, art. 74 do RGOAB.
Entre as funções do Conselho Pleno está a de deliberar, em caráter
nacional, sobre propostas e indicações relacionadas às finalidades
institucionais da OAB e sobre as demais atribuições previstas do
Conselho Federal, respeitadas as competências privativas dos demais
órgãos deliberativos do Conselho Federal. O Regulamento Geral
concede ainda as seguintes atribuições:
I – eleger o sucessor dos membros da Diretoria do Conselho
Federal, em caso de vacância;
II – regular, mediante resolução, matérias de sua competência que
não exijam edição de Provimento;
III – instituir, mediante Provimento, comissões permanentes para
assessorar o Conselho Federal e a Diretoria.
Interessante a ressalva de que o Conselho Pleno pode decidir sobre
todas as matérias privativas de seu órgão Especial, quando o Presidente
atribuir-lhes caráter de urgência e grande relevância.
a) Procedimento de votação
Todas as indicações e propostas serão oferecidas por escrito.
Nesse caso, o Presidente irá designar o relator para apresentar relatório

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e voto escritos na sessão seguinte, acompanhados de ementa do


acórdão. Nessa situação apresentada a lei nos faz duas observações:

Art. 76.§ 1º No Conselho Pleno, o Presidente, em caso de urgência e


relevância, pode designar relator para apresentar relatório e voto orais na
mesma sessão.

§ 2º Quando a proposta importar despesas não previstas no orçamento, pode


ser apreciada apenas depois de ouvido o Diretor Tesoureiro quanto às
disponibilidades financeiras para sua execução.

Para a alteração do Regulamento Geral, do Código de Ética e


Disciplina e dos Provimentos e para intervir nos Conselhos Seccionais é
indispensável o quorum especial de dois terços das delegações. Veja
que um procedimento mais complexo que os demais é indispensável o
quórum de dois terços das delegações!
Quanto ao exercício do Conselho Pleno, algumas normas são
estabelecidas pelo Regulamento Geral, entre elas:

Art. 79. A proposta que implique baixar normas gerais de competência do


Conselho Pleno ou encaminhar projeto legislativo ou emendas aos Poderes
competentes somente pode ser deliberada se o relator ou a comissão
designada elaborar o texto normativo, a ser remetido aos Conselheiros
juntamente com a convocação da sessão.

Para que o Conselho decida o conteúdo da proposta do texto


normativo, é necessário que o Conselho Pleno delibere sobre a
admissibilidade da relevância da matéria.
E qual é o procedimento para a proposta de texto normativo?
a) procede-se à leitura de cada dispositivo, considerando-o
aprovado se não houver destaque levantado por qualquer membro ou
encaminhado por Conselho Seccional;
b) havendo destaque, sobre ele manifesta-se apenas aquele que o
levantou e a comissão relatora ou o relator, seguindo-se a votação.

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Para o bom andamento da análise das propostas, caso vários


membros levantem destaque sobre o mesmo ponto controvertido, um,
dentre eles, é eleito como porta-voz.
E ainda, se o texto for totalmente rejeitado ou prejudicado pela
rejeição, o Presidente designa novo relator ou comissão revisora para
redigir outro.
Existindo eventos internacionais, de interesse da advocacia, a OAB
poderá participar e colaborar, mas somente se associa a organismos
internacionais que congreguem entidades congêneres.
Com relação ao procedimento da intervenção nas Seccionais, o
Regulamento informa o seguinte.
Nas situações de grave violação do Estatuto ou deste Regulamento
Geral, a Diretoria do Conselho Federal notifica o Conselho Seccional
para apresentar defesa e, havendo necessidade, designa representantes
para promover verificação ou sindicância, submetendo o relatório ao
Conselho Pleno.
Observe que se o relatório proferido pelo Conselho Pleno concluir
pela intervenção, notifica-se o Conselho Seccional para apresentar
defesa por escrito e oral perante o Conselho Pleno, no prazo e tempo
fixados pelo Presidente. Após a defesa apresentada pelo Conselho
Seccional, o Conselho Pleno poderá decidir pela intervenção, e um prazo
será estabelecido, porém o prazo poderá ser prorrogado, cabendo à
Diretoria designar diretoria provisória.
Outro procedimento relevante do Conselho Pleno é o que aprova a
propositura de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Você se lembra das
aulas de direito constitucional que o Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil pode propor ADI e ADC, não se lembra? Pois é,
aqui estudaremos como se dá a aprovação da propositura dessas ações
dentro da OAB.
Vamos lá.

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Para que o Conselho Pleno da OAB aprove a propositura de ADI e


ADC as propostas de ajuizamento dessas ações serão submetidas ao
juízo prévio de admissibilidade da Diretoria para aferição da relevância
da defesa dos princípios e normas constitucionais. Caso sejam
admitidas, seguirão para o seguinte procedimento:
1. O relator, designado pelo Presidente, independentemente da
decisão da Diretoria, pode levantar preliminar de inadmissibilidade
perante o Conselho Pleno, quando não encontrar norma ou princípio
constitucional violados pelo ato normativo;
2. Aprovado o ajuizamento da ação, esta será proposta pelo
Presidente do Conselho Federal;
3. Cabe à assessoria do Conselho acompanhar o andamento da
Ação.
Sobre assunto o regulamento faz duas observações:
(*) Em caso de urgência que não possa aguardar a sessão
ordinária do Conselho Pleno, ou durante o recesso do Conselho Federal,
a Diretoria decide quanto ao mérito, ad referendum daquele.
(**)Quando a indicação for subscrita por Conselho Seccional da
OAB, por entidade de caráter nacional ou por delegação do Conselho
Federal, a matéria não se sujeita ao juízo de admissibilidade da
Diretoria.

Uma decisão “ad referendum” é tomada por


uma instituição e depois submetida à
CURIOSIDADE!
aprovação de outra a quem a que tomou
decisão deva justifica-se.

Para finalizar o estudo sobre Conselho Pleno leia os seguintes


artigos do regulamento:

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Art. 83. Compete à Comissão Nacional de Educação Jurídica do Conselho


Federal opinar previamente nos pedidos para criação, reconhecimento e
credenciamento dos cursos jurídicos referidos no art. 54, XV, do Estatuto.
§ 1º O Conselho Seccional em cuja área de atuação situar-se a instituição de
ensino superior interessada será ouvido, preliminarmente, nos processos que
tratem das matérias referidas neste artigo, devendo a seu respeito
manifestar-se no prazo de 30 (trinta) dias.
§ 2º A manifestação do Conselho Seccional terá em vista, especialmente, os
seguintes aspectos:
a) a verossimilhança do projeto pedagógico do curso, em face da realidade
local;
b) a necessidade social da criação do curso, aferida em função dos critérios
estabelecidos pela Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal;
c) a situação geográfica do município sede do curso, com indicação de sua
população e das condições de desenvolvimento cultural e econômico que
apresente, bem como da distância em relação ao município mais próximo
onde haja curso jurídico;
d) as condições atuais das instalações físicas destinadas ao funcionamento do
curso;
e) a existência de biblioteca com acervo adequado, a que tenham acesso
direto os estudantes.
§ 3º A manifestação do Conselho Seccional deverá informar sobre cada um
dos itens mencionados no parágrafo anterior, abstendo-se, porém, de opinar,
conclusivamente, sobre a conveniência ou não da criação do curso.
§ 4º O Conselho Seccional encaminhará sua manifestação diretamente à
Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal, dela não devendo fornecer
cópia à instituição interessada ou a terceiro antes do pronunciamento final do
Conselho Federal.

2.3.2 Órgão Especial do Conselho Pleno

O Órgão Especial é composto por um Conselheiro Federal


integrante de cada delegação (a delegação da Seccional indica um dos 3
conselheiros para compor o Órgão Especial), sem prejuízo de sua
participação no Conselho Pleno, e pelos ex-Presidentes, sendo
presidido pelo Vice-Presidente (que deve ser Conselheiro
Federal) e secretariado pelo Secretário-Geral Adjunto.
Pessoal, uma ressalva é feita no § único do art. 84 do
regulamento: como o Vice-Presidente da OAB é um conselheiro federal
eleito em sua Seccional, ao atuar como Presidente do Órgão Especial

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ele vota por sua delegação e tem o voto de qualidade, no caso de


empate.
O regulamento nos traz uma importante informação: A decisão do
Órgão Especial constitui orientação dominante da OAB sobre a
matéria, quando consolidada em súmula publicada na imprensa
oficial.
Professor, mas o que, afinal, o Órgão Especial faz?
Meu caro, o Órgão Especial irá deliberar, privativamente e em
caráter irrecorrível, sobre:

Art. 85 I – recurso contra decisões das Câmaras, quando não tenham sido
unânimes ou, sendo unânimes, contrariem a Constituição, as leis, o Estatuto,
decisões do Conselho Federal, este Regulamento Geral, o Código de Ética e
Disciplina ou os Provimentos;
II – recurso contra decisões unânimes das Turmas, quando estas contrariarem
a Constituição, as leis, o Estatuto, decisões do Conselho Federal, este
Regulamento Geral, o Código de Ética e
Disciplina ou os Provimentos;
III – recurso contra decisões do Presidente ou da Diretoria do Conselho
Federal e do Presidente do Órgão Especial;
IV – consultas escritas, formuladas em tese, relativas às matérias de
competência das Câmaras especializadas ou à interpretação do Estatuto,
deste Regulamento Geral, do Código de Ética e Disciplina e dos Provimentos,
devendo todos os Conselhos Seccionais ser cientificados do conteúdo das
respostas;
V – conflitos ou divergências entre órgãos da OAB;
VI – determinação ao Conselho Seccional competente para instaurar processo,
quando, em autos ou peças submetidos ao conhecimento do Conselho
Federal, encontrar fato que constitua infração disciplinar.
§ 1º Os recursos ao Órgão Especial podem ser manifestados pelo Presidente
do Conselho Federal, pelas partes ou pelos recorrentes originários.
§ 2º O relator pode propor ao Presidente do Órgão Especial o arquivamento
da consulta, quando não se revestir de caráter geral ou não tiver pertinência
com as finalidades da OAB, ou o seu encaminhamento ao Conselho Seccional,
quando a matéria for de interesse local.

2.3.3 Das Câmaras

O Conselho Federal possui em sua divisão administrativa três


câmaras. O Presidente da Câmara, além de votar por sua delegação,

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tem o voto de qualidade, no caso de empate. A presidência dessas


câmaras se dá da seguinte forma:
I – a Primeira Câmara, pelo Secretário-Geral;
II – a Segunda Câmara, pelo Secretário-Geral Adjunto;
III – a Terceira Câmara, pelo Tesoureiro.
Os Secretários das Câmaras são designados, dentre seus
integrantes, por seus Presidentes. Nas suas faltas e impedimentos, os
Presidentes e Secretários das Câmaras são substituídos pelos
Conselheiros mais antigos e, havendo coincidência, pelos de inscrição
mais antiga.
O Regulamento Geral nos traz a competência de cada uma das
Câmaras, aqui não tem como fugimos do texto da lei. Confira a
competência de cada uma das câmaras:

Art. 88. Compete à Primeira Câmara:


I – decidir os recursos sobre:
a) atividade de advocacia e direitos e prerrogativas dos advogados e
estagiários;
b) inscrição nos quadros da OAB;
c) incompatibilidades e impedimentos.
II – expedir resoluções regulamentando o Exame de Ordem, para garantir
sua eficiência e padronização nacional, ouvida a Comissão Nacional de Exame
de Ordem;
III – julgar as representações sobre as matérias de sua competência;
IV – propor, instruir e julgar os incidentes de uniformização de decisões de
sua competência.
V – determinar ao Conselho Seccional competente a instauração de processo
quando, em autos ou peças submetidas ao seu julgamento, tomar
conhecimento de fato que constitua infração disciplinar;
VI – julgar os recursos interpostos contra decisões de seu Presidente.
Art. 89. Compete à Segunda Câmara:
I – decidir os recursos sobre ética e deveres do advogado, infrações e
sanções disciplinares;
II – promover em âmbito nacional a ética do advogado, juntamente com os
Tribunais de Ética e Disciplina, editando resoluções regulamentares ao Código
de Ética e Disciplina.
III – julgar as representações sobre as matérias de sua competência;
IV – propor, instruir e julgar os incidentes de uniformização de decisões de
sua competência;
V – determinar ao Conselho Seccional competente a instauração de processo
quando, em autos ou peças submetidas ao seu julgamento, tomar
conhecimento de fato que constitua infração disciplinar;

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VI – julgar os recursos interpostos contra decisões de seu Presidente;


VII – eleger, dentre seus integrantes, os membros da Corregedoria do
Processo Disciplinar, em número máximo de três, com atribuição, em caráter
nacional, de orientar e fiscalizar a tramitação dos processos disciplinares de
competência da OAB, podendo, para tanto, requerer informações e realizar
diligências, elaborando relatório anual dos processos em trâmite no Conselho
Federal e nos Conselhos Seccionais e Subseções.
Art. 89-A. A Segunda Câmara será dividida em três Turmas, entre elas
repartindo-se, com igualdade, os processos recebidos pela Secretaria.
§ 1° Na composição das Turmas, que se dará por ato do Presidente da
Segunda Câmara, será observado o critério de representatividade regional, de
sorte a nelas estarem presentes todas as Regiões do País.
§ 2° As Turmas serão presididas pelo Conselheiro presente de maior
antigüidade no Conselho Federal, admitindo-se o revezamento, a critério dos
seus membros, salvo a Turma integrada pelo Presidente da Segunda Câmara,
que será por ele presidida.
§ 3º Das decisões não unânimes das Turmas caberá recurso para o Pleno da
Segunda Câmara.
§ 4º No julgamento do recurso, o relator ou qualquer membro da Turma
poderá propor que esta o afete ao Pleno da Câmara, em vista da relevância
ou especial complexidade da matéria versada, podendo proceder do mesmo
modo quando suscitar questões de ordem que impliquem a adoção de
procedimentos comuns pelas Turmas.
Art. 90. Compete à Terceira Câmara:
I – decidir os recursos relativos à estrutura, aos órgãos e ao processo
eleitoral da OAB;
II – decidir os recursos sobre sociedades de advogados, advogados
associados e advogados empregados;
III – apreciar os relatórios anuais e deliberar sobre o balanço e as contas da
Diretoria do Conselho Federal e dos Conselhos Seccionais;
IV – suprir as omissões ou regulamentar as normas aplicáveis às Caixas de
Assistência dos Advogados, inclusive mediante resoluções;
V – modificar ou cancelar, de ofício ou a pedido de qualquer pessoa,
dispositivo do Regimento Interno do Conselho Seccional que contrarie o
Estatuto ou este Regulamento Geral;
VI – julgar as representações sobre as matérias de sua competência;
VII – propor, instruir e julgar os incidentes de uniformização de decisões de
sua competência;
VIII – determinar ao Conselho Seccional competente a instauração de
processo quando, em autos ou peças submetidas ao seu julgamento, tomar
conhecimento de fato que constitua infração disciplinar;
IX – julgar os recursos interpostos contra decisões de seu Presidente

2.3.4 Das Sessões

Os órgãos colegiados do Conselho Federal reúnem-se


ordinariamente nos meses de fevereiro a dezembro de cada ano, em

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sua sede no Distrito Federal, nas datas fixadas pela Diretoria.


Excepcionalmente, nos casos de urgência ou no período de recesso
(janeiro), o Presidente ou um terço das delegações do Conselho Federal
pode convocar sessão extraordinária.
A sessão extraordinária, em caráter excepcional e de grande
relevância, pode ser convocada para local diferente da sede do
Conselho Federal.
Para que sejam comprovadas as presenças, serão colhidas as
assinaturas daqueles que presentes na sessão, em documento próprio,
sob controle do Secretário da sessão.
Feito o controle de presenças pelo Secretário da sessão, qualquer
membro presente pode requerer a verificação do quorum, por chamada.
A questão da presença na sessão tem tanta relevância que, se
aquele que se ausentar da sessão, depois da assinatura de presença,
não justificada ao Presidente, a sua ausência é contada para efeito de
perda do mandato.
A deliberação é tomada pela maioria de votos dos presentes.
A sessão seguirá na seguinte ordem:
I – verificação do quorum e abertura;
II – leitura, discussão e aprovação da ata da sessão anterior;
III – comunicações do Presidente;
IV – ordem do dia;
V – expediente e comunicações dos presentes.
Essa ordem, porém, poderá se modificada, pelo Presidente, em
caso de urgência ou de pedido de preferência.
Em sequência ocorrerá o julgamento, que será do seguinte modo:

Art. 94. O julgamento de qualquer processo ocorre do seguinte modo:


I – leitura do relatório, do voto e da proposta de ementa do acórdão, todos
escritos, pelo relator;
II – sustentação oral pelo interessado ou seu advogado, no prazo de quinze
minutos, tendo o respectivo processo preferência no julgamento;
III – discussão da matéria, dentro do prazo máximo fixado pelo Presidente,
não podendo cada Conselheiro fazer uso da palavra mais de uma vez nem por

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mais de três minutos, salvo se lhe for concedida prorrogação;


IV – votação da matéria, não sendo permitidas questões de ordem ou
justificativa oral de voto, precedendo as questões prejudiciais e preliminares
às de mérito;
V – proclamação do resultado pelo Presidente, com leitura da súmula da
decisão.
§ 1º Os apartes só serão admitidos quando concedidos pelo orador. Não será
admitido aparte:
a) à palavra do Presidente;
b) ao Conselheiro que estiver suscitando questão de ordem.
§ 2º Se durante a discussão o Presidente julgar que a matéria é complexa e
não se encontra suficientemente esclarecida, suspende o julgamento,
designando revisor para sessão seguinte.
§ 3º A justificação escrita do voto pode ser encaminhada à Secretaria até
quinze dias após a votação da matéria.
§ 4º O Conselheiro pode pedir preferência para antecipar seu voto se
necessitar ausentar-se justificadamente da sessão.
§ 5º O Conselheiro pode eximir-se de votar se não tiver assistido à leitura do
relatório.
§ 6º O relatório e o voto do relator, na ausência deste, são lidos pelo
Secretário.
§ 7º Vencido o relator, o autor do voto vencedor lavra o acórdão

A lei nos fala ainda em seu artigo 95, que o pedido justificado de
vista por qualquer Conselheiro, quando não for a mesa, não adia a
discussão, sendo deliberado como preliminar antes da votação da
matéria.
O regimento ainda afirma que, a vista concedida é coletiva,
permanecendo os autos do processo na Secretaria, com envio de cópias
aos que as solicitarem, devendo a matéria ser julgada na sessão
ordinária seguinte, com preferência sobre as demais, ainda que
ausentes o relator ou o Conselheiro requerente.
As decisões coletivas são formalizadas em acórdãos, assinados pelo
Presidente e pelo relator, e publicadas. As manifestações gerais do
Conselho Pleno podem dispensar a forma de acórdão. As ementas têm
numeração sucessiva e anual, relacionada ao órgão deliberativo, art.
96, RGOAB.

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Visando a publicidade do ato, as pautas e decisões são publicadas


na Imprensa Oficial, ou comunicadas pessoalmente aos interessados, e
afixadas em local de fácil acesso na sede do Conselho Federal.

2.4 Conselho Seccional

Os Conselhos Seccionais, dotados de personalidade jurídica


própria, estão em cada um dos estados-membros da federação e no
Distrito Federal.
Os novos Conselhos Seccionais serão criados mediante
Resolução do Conselho Federal, art. 46 do RG.
Os Conselhos Seccionais são compostos por:
 Presidente
 Vice-presidente;
 Secretário Geral;
 Secretário Geral Adjunto;
 Tesoureiro; e
 Conselheiros Seccionais
Cada Conselho Seccional corresponde a um estado da federação:
OAB-DF, OAB-SP, OAB-MG, OAB-PA, OAB-GO, OAB-RS, OAB-ES, OAB-
PR, OAB-SC, OAB-RO, OAB-PE, OAB-BA, OAB-RJ etc.
Todos os órgãos vinculados ao Conselho Seccional reúnem-se,
ordinariamente, nos meses de fevereiro a dezembro, em suas sedes, e
para a sessão de posse no mês de janeiro do primeiro ano do mandato,
podendo, em caso de urgência ou nos períodos de recesso (janeiro), os
Presidentes dos órgãos ou um terço de seus membros convocar sessão
extraordinária.
Observe que, as convocações para as sessões ordinárias são
acompanhadas de minuta da ata da sessão anterior e dos demais
documentos necessários.

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A regra dentro da OAB com relação ao número de conselheiros


permitidos é a seguinte:
abaixo de 3.000 (três mil) inscritos, até 30 (trinta)
membros;
a partir de 3.000 (três mil) inscritos, mais um membro por
grupo completo de 3.000 (três mil) inscritos, até o total
máximo de 80 conselheiros.
Cabe ao Conselho Seccional, observado o número da última
inscrição concedida, fixar o número de seus membros, mediante
resolução, sujeita a referendo do Conselho Federal, que aprecia a base
de cálculo e reduz o excesso, se houver.
Não entra nesse cálculo (que limita o número de conselheiros
candidatos) os candidatos que sejam ex-Presidentes e o Presidente do
Instituto dos Advogados.
E podem haver conselheiros suplentes nas Seccionais, professor?
Sim! É possível que o Conselho Seccional, a delegação do Conselho
Federal, a diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados, a diretoria e
o conselho da Subseção tenham suplentes, eleitos na chapa vencedora,
em número fixado entre a metade e o total de conselheiros titulares
(ATENÇÃO: esse número de suplentes corresponde a uma
recente alteração promovida pela Res. 03/2012).
Aqui nos Conselhos Seccionais também farão parte os ex-
presidentes seccionais.
ATENÇÃO!
Diferente do Conselho Federal, todos os ex-presidentes só
terão direito a voz.
Cada Conselho Seccional possui personalidade jurídica própria.
Vinculados aos conselhos seccionais, temos as subseções
(subdivisões territoriais do Conselho Seccional).
Da mesma forma, os Conselhos Seccionais poderão intervir nas
Subseções e nas Caixas de Assistência, sendo necessário o quórum de

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2/3 dos seus integrantes a favor da intervenção. Para complementar o


estudo, leia o artigo 108 do Regulamento Geral:

Art. 108. Para aprovação ou alteração do Regimento Interno do Conselho, de


criação e intervenção em Caixa de Assistência dos Advogados e Subseções e
para aplicação da pena de exclusão de inscrito é necessário quorum de
presença de dois terços dos conselheiros.
§ 1º Para as demais matérias exige-se quorum de instalação e deliberação de
metade dos membros de cada órgão deliberativo, não se computando no
cálculo os ex-Presidentes presentes, com direito a voto.
§ 2º A deliberação é tomada pela maioria dos votos dos presentes, incluindo
os ex-Presidentes com direito a voto.
§ 3º Comprova-se a presença pela assinatura no documento próprio, sob
controle do Secretário da sessão.
§ 4º Qualquer membro presente pode requerer a verificação do quorum, por
chamada.
§ 5º A ausência à sessão depois da assinatura de presença, não justificada ao
Presidente, é contada para efeito de perda do mandato.

O Conselho Seccional pode dividir-se em órgãos deliberativos e


instituir comissões especializadas, para melhor desempenho de suas
atividades. É permitido que os órgãos do Conselho recebam a
colaboração gratuita de advogados não conselheiros, inclusive para
instrução processual, considerando-se função relevante em benefício da
advocacia.
No Conselho Seccional e na Subseção que disponha de conselho é
obrigatória a instalação e o funcionamento da Comissão de Direitos
Humanos, da Comissão de Orçamento e Contas e da Comissão de
Estágio e Exame de Ordem. Art. 109, §2º
Os suplentes podem desempenhar atividades permanentes e
temporárias, na forma do Regimento Interno.
As Câmaras e os órgãos julgadores em que se dividirem os
Conselhos Seccionais para o exercício das respectivas competências
serão integradas exclusivamente por Conselheiros eleitos, titulares ou
suplentes.
Meu caro, já que você está se preparando para o Exame de Ordem
saiba que ele será regulamentado por Provimento editado pelo Conselho

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Federal, e organizado pela Coordenação Nacional de Exame de Ordem,


na forma de Provimento do Conselho Federal.
O Regulamento Geral da OAB em seu artigo 112 §2º revela que as
Comissões de Estágio e Exame de Ordem dos Conselhos Seccionais tem
competência para fiscalizar a aplicação da prova e verificar o
preenchimento dos requisitos exigidos dos examinados quando dos
pedidos de inscrição, assim como difundir as diretrizes e defender a
necessid