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*1)Os Contratos Administrativos configuram-se que se estabelece entre a

Os Contratos Administrativos possuem as seguintes características:


consensual ismo (acordo de vontades); formalismo (expresso por escrito de
acordo com a lei); onerosidade (é remunerado e envolve pecúnia);
comutatividade (ambas as partes possuem compensações); intuito personae (o
próprio contratado é quem o executa). Possui também uma característica
peculiar, a exigência de prévia licitação, que só poderá ser dispensada se
o caso estiver previsto em lei.
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*2)Determinado Ente da Federação pretendia reformar uma ponte que


a)A modalidade de licitação que deve a licitação ser feita.
b) O ato de conceder prazo para regularizar documentação tem fundamento
legal?
c)Qual a atitude a Administração pode tomar diante da não compatibilidade
das propostas com o edital e o fechamento da ponte por motivo das fortes
chuvas
No caso em análise, por se tratar de obra de engenharia, deve ser
observado o artigo 23, I, C, da lei 8.666/93, pois pelo valor há de ser
feita na modalidade concorrência.

O ato que concedeu o prazo para regularizar a documentação referente à


habilitação encontra fundamento no artigo 48 da lei acima mencionada.
Diante da incompatibilidade das propostas com o edital, a Administração
poderá abrir prazo de 8 dias úteis para que sejam apresentadas novas
propostas, com base no artigo 48 já mencionado.

Ademais, como o fechamento da ponte trará graves prejuízos aos Municípios


que dela se utiliza, é possível que se reconheça a urgência de atendimento
da situação e promova a contratação por dispensa de licitação, com base no
artigo 24, IV, da lei 8.666/93, devendo justificar a contratação conforme
o artigo 26, parágrafo único da mesma lei.

Ressalte-se que a urgência não pode decorrer de desídia, omissão ou falta


de planejamento da Administração, pois se assim ocorrer estará configurada
a “emergência fabricada”, possibilitando responsabilizar aos eventuais
culpados.
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*3)A Lei n .10.678 , de 23 de maio de 2003 , criou a Secretaria ES

Resposta: O mecanismo de distribuição de competência é a desconcentração ,


pois a delegação é feita a órgão ( unidade despersonalizada ) d a
pessoa jurídica da União e não à pessoa jurídica da
Administração Indireta . Esta última hipótese caracterizaria a
descentralização . A Secretaria especial em questão pertencerá à
Administração Direta . (art. 4. º, I , d o Decreto -Lei 200 /67 )
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*4)Um hospital e uma residência familiar tornam-se inadimplentes em

É lícito à concessionária interromper o fornecimento de energia elétrica,


se, após aviso prévio, o consumidor de energia elétrica permanecer
inadimplente no pagamento da respectiva conta (L. 8.987/95, Art. 6º, § 3º,
II).Certamente, em casos peculiares, como o de pacientes que se utilizam
de atendimento ‘‘home-care’’, de hospitais e de pessoas em situação de
extrema miserabilidade, a autorização do corte não seria a medida mais
adequada num juízo de ponderação, pois a mesma acabaria por conflitar com
os núcleos essenciais do princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º,
III, da CF) e do direito à vida (art.5º, caput, da CF).

STJ, em diversos julgados, vem reconhecendo a viabilidade da suspensão do


fornecimento de serviços públicos facultativos aos órgãos e entidades
administrativas em inadimplência, salvo nas hipóteses de unidades
responsáveis pela prestação de serviços essenciais e inadiáveis à
população. Tal exceção se justifica, pois em última análise, a interrupção
de serviços públicos concedidos poderia afetar a continuidade de outros
serviços inadiáveis prestados pelo poder público à sociedade , como é o
caso do HOSPITAL PUBLICO que são considerados serviços essenciais. Com
isso o STJ tem definido alguns exemplos de serviços essenciais ligados a
atividades-fins do Estado que estariam resguardados da suspensão de
fornecimento: unidades hospitalares, creches, escolas, delegacias, entre
outras.
*5)Após adquirir a propriedade de uma casa edificada há vinte anos, MARIA
entendeu pela necessidade de proceder à reforma do referido imóvel,
comunicando tal ato à Prefeitura.

Resposta: O ato de licença é ato vinculado e definitivo em que a


Administração concede ao Administrado a faculdade de realizar uma
atividade .Contudo, tal ato não é absoluto, vez que à Administração
Pública cumpre zelar pelo interesse público e legalidade de seus
atos , verificado que a medida contém ilegalidades , pode e deve
ela mesma invalidar seus atos vinculados .

O princípio da autotutela estabelece que a Administração Pública possui o


poder de controlar os próprios atos, anulando-os quando ilegais ou
revogando-os quando inconvenientes ou inoportunos. Assim, a Administração
não precisa recorrer ao Poder Judiciário para corrigir os seus atos,
podendo fazê-lo diretamente.

Mesmo que o ato de licença solicitado para reforma de Maria tenha


sido concedido, importa que diante dos vícios contidos nesse ato a
Administração, em nome do interesse público, torne -o inexistente por
meia da cassação e em exercício do princípio da autotutela. A
justificativa de Maria que desconhecia a impossibilidade de reforma
da área não é suficiente para combater

os vícios contidos no ato de licença, ainda que no primeiro


momento esses vícios não tenham sido identificados .Portanto, é correta
a expedição do ato de cassação da licença para construir, já que
este é o meio cabível para retirada do ato, tornando -o inexistente ,
diante de recusa a condições , ou seja, retirada do ato em virtude do
descumprimento pelo beneficiário de uma condição imposta pela
Administração.
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*6)Durante a construção do viaduto “batalha dos Guararapes” em Belo
Horizonte/MG , pode

Os Contratos Administrativos possuem cláusulas exorbitantes com o poder de


alteração unilateral se incluiria na categoria do jus variandi;

Se as cláusulas exorbitantes existissem entre contratos feitos entre


particulares (seria nula, devido a estabelecerem desigualdades entre os
contratantes, uma das partes obteria mais privilégios que a outra

Caso a Administração Pública faça parte do contrato celebrado, estas


cláusulas deverão conter no mesmo, garantindo o interesse público,
sobressaindo-se ao particular, fazendo valer o Princípio da Supremacia do
Interesse Público.
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7) Determinado município concedeu licença para construção de unidades
habitacionais

Neste caso a Administração poderá anular a licença que fora concedida a


construtora, uma vez que comprovada a ilegalidade de documentos por parte
da construtora que induziu a Administração ao erro. Diante do caso o
principio da Auto tutela, poderá rever seus próprios atos e decidir pela
anulação da licença concedida com efeitos de ex tunc .
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