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Conclusão:

Sabe-se que logo após o descobrimento do Brasil, Portugal não despertou interesse por
nossas terras, já que essa estava à procura das rotas que levariam às Índias, para dessa
maneira conseguir comercializar especiarias. Sendo assim, o Brasil só não esteve
totalmente abandonado nesse período porque houve a intensa exploração do pau-brasil e
aqui chegavam expedições exploradoras, as quais faziam o reconhecimento do litoral, e
expedições guarda-costas, as quais tentavam impedir as invasões de estrangeiros no
território brasileiro.

O Brasil vinha sofrendo invasões francesas constantemente, dessa forma o rei D. João III, o
Colonizador, inicia, em 1530, o período colonial propriamente dito organizando
expedições a fim de assegurar as posses de Portugal. Primeiramente, adotou-se na colônia
a divisão territorial por meio de capitanias hereditárias, que fracassaram, entre as
principais razões dessa ruína temos: a falta de recursos econômicos dos donatários, a
imensidão do território, distância da Metrópole e a ausência de um órgão centralizador.
Assim, implantou-se o governo-geral, o qual teve como primeiro governador-geral Tomé
de Sousa, que trouxe consigo os primeiros jesuítas vindos com a missão de catequizar os
habitantes dessa terra, os quais viviam em condições parecidas àquelas correspondentes
ao comunismo primitivo, ou seja, não eram sociedades estruturadas em classes.

A essência do trabalho catequético praticado pelos jesuítas era de caráter pedagógico,


visto que esses avaliavam que a primeira alternativa de conversão era o convencimento
que implica práticas pedagógicas institucionais e não institucionais. As realizações das
aplicações institucionais eram mais visíveis, porém os mecanismos não institucionais
foram muito mais vantajosos, severos e persuasivos.

Outra questão a analisar é o fato de que mesmo Portugal tendo sido pioneira nas
expansões marítimas, essa se atrasou no desenvolvimento capitalista se comparado com
os demais países europeus. É preciso considerar, nesse caso, que Portugal possuía
fronteiras definidas e um poder centralizador no século XV, além disso, a nobreza e a
burguesia almejavam juntas a expansão, a qual só poderia ser realizada pelo mar, assim tal
expansão se deu pelo fato de Portugal depender de produtos alheios e de já possuir áreas
de ultramar. Contudo, mesmo com todos esses feitos, Portugal se atrasa em relação ao
capitalismo, isso se deve ao fato de o país era totalmente dependente da Igreja, e a
burguesia mercantil, embora tributasse o quinto, estava enriquecendo e ganhando
espaço, fazendo com que a nobreza se sentisse ameaçada implantando a Inquisição, o
que, consequentemente, reprimia o alvo. Como efeito, percebe-se que o colonialismo em
Portugal foi tido como obstáculo para o processo de colonização.

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