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FACULDADE MATO GROSSO DO SUL

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL


DISCIPLINA: PONTES E GRANDES ESTRUTURAS

Sistemas Estruturais:
Pontes em Viga
Sumário

 Pontes em viga:
 Vinculações Típicas:
 Vigas apoiadas sem balanço;
 Vigas apoiadas com balanço;
 Vigas contínuas;
 Vigas Gerber;
 Seção Transversal:
Introdução

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO
ESTRUTURAL

SISTEMAS SEÇÕES
ESTRUTURAIS TRANSVERSAIS

CARREGAMENTOS MATERIAIS
Considerações de Cálculo

SEPARAÇÃO EM SUPER, MESO E INFRAESTRUTURA


X
ANÁLISE DA ESTRUTURA COMO UM PÓRTICO

Usualmente, no projeto estrutural de uma ponte, são feitas aproximações que


possibilitam um cálculo manual dos elementos que compõem o sistema estrutural,
separando os elementos e analisando cada um deles de maneira isolada.
Considerações de Cálculo

Caso a análise da estrutura fosse feita como um pórtico plano


(vigas e pilares trabalhando em conjunto)
Pontes em viga

TIPO ESTRUTURAL MAIS EMPREGADO


NO BRASIL

VINCULAÇÕES QUE NÃO TRANSMITEM MOMENTOS FLETORES DA


SUPERESTRUTURA PARA A INSFRAESTRUTURA
Características do Sistema
Estrutural

O sistema de superestrutura de pontes em vigas é


caracterizado por vigas longitudinais denominadas
longarinas que têm como função suportar o
tabuleiro onde será realizado o tráfego de pedestres
ou veículos.
Em muitos casos ainda são introduzidas vigas
transversais (transversinas) que procuram
aumentar a rigidez do sistema estrutural.
Características do Sistema
Estrutural
Vinculações típicas

 Vigas simplesmente apoiada sem balanço;


 Vigas simplesmente apoiada com balanço;
 Vigas contínuas;
 Vigas Gerber.
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço

 A ponte completa é analisada como uma sucessão


de tramos simplesmente apoiados;
 Vinculação usualmente aplicada em pontes que
utilizam vigas pré-moldadas no processo
construtivo;
• Tipo estrutural relativamente limitado, pois limita
o tamanho do vão e a viabilidade do emprego
dessa vinculação;
• Atualmente é usual executar a laje do tabuleiro
contínua em três ou quatro tramos (diminuição do
número de juntas).
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço
Vigas simplesmente apoiada
sem balanço
Vigas simplesmente apoiada
com balanço

 Este tipo de vinculação possibilita uma melhor


distribuição de esforços solicitantes: redução
dos momentos fletores positivos no centro dos vãos
pela introdução de momentos negativos nos
apoios;
 Possibilita a eliminação do encontro, que é uma
estrutura relativamente cara;
 Este tipo estrutural apresenta uma desvantagem
relacionada à manutenção, que é a dificuldade de
impedir a fuga de material nas extremidades da
ponte junto ao aterro (uso limitado).
Vigas simplesmente apoiada
com balanço

 O comprimento do balanço deve ser fixado de


forma a se ter uma distribuição dos esforços,
atendendo no entanto às condições topográficas
(15% a 20% do comprimento da ponte);
 Devem ser evitados balanços muito grandes para
não introduzir vibrações excessivas nas suas
extremidades.
Vigas simplesmente apoiada
com balanço

 A economia que se tem com a eliminação dos


encontros muitas vezes é aparente

EROSÃO COMPACTAÇÃO
Vigas simplesmente apoiada
com balanço
Vigas simplesmente apoiada
com balanço
Vigas simplesmente apoiada
com balanço
Vigas simplesmente apoiada
com balanço
Vigas simplesmente apoiada
com balanço
Vigas contínuas
Vigas contínuas

Ex: Viga contínua com três apoios


Vigas contínuas

VANTAGENS: eliminação das juntas e a


consequente redução nos custos de manutenção
Vigas contínuas

VANTAGEM DO TIPO ESTRUTURAL

 A estrutura deformada resultante de uma viga contínua


se aproxima das deformações que ocorreriam, caso a
estrutura fosse analisada como um pórtico;
Vigas contínuas

 Se não houver restrições de ordem urbanística,


topográfica ou construtiva, deve-se fazer os vãos
extremos cerca de 20% menores que os vãos internos
de forma que os máximos momentos fletores sejam
aproximadamente iguais, resultando assim uma melhor
distribuição das solicitações;
• A distribuição de momentos fletores pode também ser
melhorada através da adoção de momentos de inércia
das seções variáveis ao longo dos vãos. O aumento do
momento de inércia das seções junto aos apoios
implicará no aumento do momento fletor negativo dessas
seções, e na diminuição do momento fletor positivo das
seções do meio dos vãos, o que possibilitará a redução
da altura das seções nestas posições.
Vigas contínuas
Vigas contínuas

LIMITAÇÕES:
 Comprimento do tabuleiro x variação de temperatura;
 Pontes com raio de curvatura pequeno e as pontes
muito esconsas devem ser analisadas com mais
cuidado;

 Possibilidade de recalques de apoio (esforços adicionais).


Vigas Gerber

 A viga Gerber pode ser entendida como derivada da


viga contínua, na qual são colocadas articulações
de tal forma a tornar o esquema isostático, e
como consequência disto, não receberá esforços
adicionais devidos aos recalques diferenciais dos
apoios;
 Para pontes de grandes vãos, em que o peso
próprio representa uma grande parcela da
totalidade das cargas, as vigas Gerber teriam um
comportamento próximo ao das vigas contínuas,
sem sofrer a influencia danosa dos recalques
diferenciais.
Vigas Gerber
Vigas Gerber

• Em pontes com vãos desiguais é importante


colocar as articulações nos vãos maiores, pois
distribuem melhor os momentos fletores devidos à
carga móvel;
Seção Transversal

 2 ou mais vigas (tê ou celular);


 1 viga celular (caixão).
Seção Transversal

• Duas vigas
principais:
Seção Transversal

• Vigas caixão (celular): são vigas que apresentam


duas ou mais almas, com uma única mesa
inferior e uma ou mais mesa superior formando
uma configuração celular. Este sistema é altamente
eficiente para estruturas curvas, devido a grande
resistência a torção e grande capacidade de
vencer vãos. Outra vantagem que a utilização de
viga caixão apresenta é utilizar a mesa superior
como laje do tabuleiro.
Seção Transversal

• Vigas caixão
(celular):
Seção Transversal

• Seção em estrado celular: Apresentam várias


vigas, tendo laje superior e inferior. Usadas para
obras largas. São esbeltas e apresentam grande
rigidez à torção sendo portanto utilizadas em
pontes curvas, no plano horizontal.
Seção Transversal

• Seção em estrado celular:


Seção Transversal

• Grelha: O sistema ponte em grelha consiste


preferencialmente em 4 ou mais vigas ligadas
apenas pela laje ou com transversinas
intermediárias. O comportamento estrutural se
assemelha ao da ponte em 2 vigas, entretanto com
melhor capacidade de distribuição.
Seção Transversal

• Grelha:
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DISCIPLINA: PONTES E GRANDES ESTRUTURAS

Sistemas Estruturais:
Pontes em Viga