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EXERCÍCIOS – MATEMÁTICA - 1

5
2  1
1. (Fgv 2013) Se x  12  14, com x  0, então  x   é igual a
x  x
a) 22  72
b) 73
c) 23  72
d) 210
e) 710

2. (Unesp 2011) Transforme o polinômio P  x   x5  x2  x  1 em um produto de dois polinômios, sendo um deles do 3º grau.

3. (Fgv 2014) Em uma competição de Matemática, a prova é do tipo múltipla escolha com 25 questões. A pontuação de cada
competidor é feita de tal maneira que cada questão

- respondida corretamente vale 6 pontos;


- não respondida vale 1,5 ponto;
- respondida erradamente vale 0 (zero) ponto.

a) É possível um competidor fazer exatamente 100 pontos? Se a resposta for afirmativa, mostre uma maneira; se não for,
justifique a impossibilidade.
b) Márcia fez mais de 100 pontos. Quantas questões, no mínimo, ela respondeu corretamente?

4. (Fgv 2013) Felipe e Carolina são donos de uma horta em uma cidade do interior. Vendem diversos legumes e vegetais que
2
crescem em uma plantação de formato retangular, com 2.400 m de área e 280 m de perímetro. O principal produto que vendem
é a beterraba, comercializada a R$ 3,00 o quilo. Felipe, cuidadoso com as finanças, sabe que, para evitar vender fiado, é
necessário sempre ter dinheiro trocado e suficiente em caixa para conferir troco exato aos clientes.

a) Quais são as dimensões da plantação retangular (informe as medidas dos lados em metros)?

b) Se a produtividade média de beterrabas é de 10 quilos por metro quadrado e por ciclo de plantação, e a beterraba é produzida
em um terço da área de plantação dessa horta, qual será o lucro de Felipe e Carolina, em um ciclo de plantação, sabendo que
toda a produção é vendida e que o custo de produção desse legume é igual a 40% de seu preço de venda?

c) Considere a situação em que é necessário devolver troco exato a um cliente que compra qualquer quantidade entre 1,0 quilo e
3,5 quilos de beterraba com uma cédula de R$ 20,00. Se Felipe sempre devolve o troco utilizando primeiramente cédulas e,
em seguida, o mínimo número possível de moedas, quantas moedas, no máximo, precisará usar? Suponha que podem ser
usadas, somente e em qualquer quantidade, moedas de R$ 0,01; R$ 0,05; R$ 0,10; R$ 0,25; R$ 0,50; e de R$ 1,00; e que
podem ser usadas, somente e em qualquer quantidade, cédulas de R$ 2,00, R$ 5,00 e de R$ 10,00.

5. (Fgv 2013) Um mercado vende três marcas de tomate enlatado, as marcas A, B e C. Cada lata da marca A custa 50% mais
do que a da marca B e contém 10% menos gramas do que a da marca C. Cada lata da marca C contém 50% mais gramas do
que a da marca B e custa 25% mais do que a da marca A. Se o rendimento do produto das três marcas é o mesmo por grama,
então, é mais econômico para o consumidor comprar a marca
a) A.
b) B.
c) C.
d) A ou B, indistintamente.
e) B ou C, indistintamente.

6. (Fuvest 2014) Considere o triângulo equilátero ΔA0OB0 de lado 7cm.


a) Sendo A1 o ponto médio do segmento A0B0 , e B1 o ponto simétrico de A1 em relação à reta determinada por O e B0 ,
determine o comprimento de OB1.

b) Repetindo a construção do item a), tomando agora como ponto de partida o triângulo ΔA1OB1, pode‐se obter o triângulo
ΔA 2OB2 tal que A 2 é o ponto médio do segmento A1B1, e B2 o ponto simétrico de A 2 em relação à reta determinada por
O e B1. Repetindo mais uma vez o procedimento, obtém‐se o triângulo ΔA3OB3 . Assim, sucessivamente, pode‐se
construir uma sequência de triângulos ΔAnOBn tais que, para todo n  1, An é o ponto médio de An1Bn1, e Bn , o ponto
simétrico de A n em relação à reta determinada por O e Bn1, conforme figura abaixo.

Denotando por an , para n  1, o comprimento do segmento An1An , verifique que a1,a2,a3 , ... é uma progressão
geométrica. Determine sua razão.

c) Determine, em função de n, uma expressão para o comprimento da linha poligonal A0 A1A2 ...An,n  1.

O ponto P’ é simétrico ao ponto P em relação à reta r se o segmento PP' é


perpendicular à reta r e a interseção de PP' e r é o ponto médio de PP'.

7. (Ita 2013) Uma reta r tangencia uma circunferência num ponto B e intercepta uma reta s num ponto A exterior à
ˆ seja obtuso.
circunferência. A reta s passa pelo centro desta circunferência e a intercepta num ponto C, tal que o ângulo ABC
ˆ é igual a
Então o ângulo CAB
1 ˆ
a) ABC.
2
3 ˆ
b) π  2 ABC.
2
2 ˆ
c) ABC.
3
ˆ  π.
d) 2 ABC

ˆ  π
e) ABC .
2

8. (Fgv 2013) Na figura, ABCD é um quadrado de lado 4 cm, e M é ponto médio de CD . Sabe-se ainda que BD é arco de
circunferência de centro A e raio 4 cm, e CD é arco de circunferência de centro M e raio 2 cm, sendo P e D pontos de
intersecção desses arcos.
A distância de P até CB , em centímetros, é igual a
4
a)
5
19
b)
25
3
c)
4
7
d)
10
17
e)
25

9. (Unicamp 2013) Em um aparelho experimental, um feixe laser emitido no ponto P reflete internamente três vezes e chega ao
ponto Q, percorrendo o trajeto PFGHQ. Na figura abaixo, considere que o comprimento do segmento PB é de 6 cm, o do lado AB
é de 3 cm, o polígono ABPQ é um retângulo e os ângulos de incidência e reflexão são congruentes, como se indica em cada
ponto da reflexão interna. Qual é a distância total percorrida pelo feixe luminoso no trajeto PFGHQ?

a) 12 cm.
b) 15 cm.
c) 16 cm.
d) 18 cm.

10. (Ita 2013) Em um triângulo de vértices A, B e C, a altura, a bissetriz e a mediana, relativamente ao vértice C, dividem o
ˆ em quatro ângulos iguais. Se
ângulo BCA é a medida do lado oposto ao vértice C, calcule:
a) A medida da mediana em função de .
ˆ
b) Os ângulos CAB, ABC ˆ
ˆ e BCA.
Gabarito:

Resposta da questão 1:
[D]

2
Se x  12  14, com x  0, então
x

2
 1 2 1
x  x   x  2  2
  x
 14  2
 16.

5
1  1 5 10
Daí, x   4 e, portanto, x  x   4  2 .
x  

Resposta da questão 2:
Fatorando P(x) obtemos

P(x)  x 5  x 2  x  1
 x 2 (x 3  1)  (x  1)
 x 2 (x  1)(x 2  x  1)  (x  1)
 (x  1)(x 4  x 3  x 2  1)
 (x  1)[x 3 (x  1)  (x  1)(x  1)]
 (x  1)(x  1)(x 3  x  1)
 (x 2  1)(x 3  x  1).

Resposta da questão 3:
a) Sejam a, b e c, respectivamente, o número de questões respondidas corretamente, o número de questões não
respondidas e o número de questões respondidas erradamente. Tem-se que

a  b  c  25 a  b  c  25
 .
6a  1,5b  100 3  (4a  b)  200

Daí, sendo a e b inteiros não negativos, segue-se que 4a  b é um inteiro e, portanto, 3  (4a  b) é um múltiplo de 3. Por
outro lado, como 200 não é um múltiplo de 3, segue-se que é impossível um competidor fazer exatamente 100 pontos.

b) Se Márcia fez mais de 100 pontos, então

a  b  c  25 b  25  a  c

6a  1,5b  100 12a  3  (25  a  c)  200
b  25  a  c
 125 c .
a 
9 3

125
Portanto, sendo c um inteiro não negativo, o valor mínimo de a é o menor inteiro positivo que supera  13,89, ou seja,
9
amín  14.

Resposta da questão 4:
a) Sejam x e y as dimensões da plantação.

Temos

 x  20 e y  120

2  (x  y)  280 
  ou .

 x  y  2400  x  120 e y  20

Portanto, as dimensões da plantação são 20 m e 120 m.

b) Dado que o custo de produção de 1kg de beterraba é igual a 40% de R$ 3,00, concluímos que o lucro obtido, por kg, é
igual a (1 0,4)  3  R$ 1,80. Além disso, como a produtividade média de beterrabas é de 10kg m , e a beterraba é
2

1
produzida em  2400  800 m2, segue-se que o resultado pedido é 10  800  1,8  R$ 14.400,00.
3

c) O valor a ser pago pelo cliente pode variar no intervalo de R$ 3,00 a R$ 10,50. Logo, o troco devido varia entre R$ 9,50 e
R$ 17,00, inclusive.
Como qualquer troco inteiro entre R$ 9,00 e R$ 17,00 pode ser obtido por meio de uma combinação de cédulas de R$ 2,00
e R$ 5,00, segue-se que o troco máximo em moedas é igual a R$ 0,99. Portanto, este troco pode ser obtido com um mínimo
de 8 moedas (uma de R$ 0,50, uma de R$ 0,25, duas de R$ 0,10 e quatro de R$ 0,01).

Resposta da questão 5:
[B]

Sejam pA , pB e pC , respectivamente, os preços unitários das latas das marcas A, B e C.


Sejam ainda qA , q B e qC , respectivamente, a massa de tomate, em gramas, contida nas latas das marcas A, B e C.

Temos

2
pB   pA
3
p A  1,5  pB 5
pC  1,25  p A pC   p A
4
 .
qA  0,9  qC 10
qC   qA
qC  1,5  qB 9
20
qB   qA
27

Logo, como

2
 pA
pB 3 9 pA
  
qB 20 10 qA
q
27 A
e
5
pC  pA
9 p
 4   A,
qC 10 8 qA
q
9 A

segue-se que a marca B é a que apresenta o menor custo por grama para o consumidor.

Resposta da questão 6:
a) Como OB0  A1B1, A1A 2  A 2B1 e OA 2 é comum aos triângulos OA1A 2 e OB1A 2 , segue-se que os triângulos

OA1A 2 e OB1A 2 são congruentes por LAL. Além disso, OA1B0  OA1A2  90 e A1B0 A 2  60 implicam em
OA1B1  60. Portanto, o triângulo OA1B1 é equilátero. Desse modo, o resultado pedido corresponde à altura do triângulo
7 3
A0OB0 , ou seja, cm.
2

b) Raciocinando de forma inteiramente análoga ao item (a), concluímos que

OAn1  3
OAn  ,
2

com n  1.

OAn1
Daí, como an  An1An  , temos
2

OAn
an1 2 3
  ,
an OAn1 2
2

7 3
para todo n  1 e, portanto, a1, a2 , a3 , é uma progressão geométrica de primeiro termo a1  cm e razão .
2 2

c) O comprimento da poligonal A0 A1A2 An, com n  1, corresponde à soma dos n primeiros termos da progressão
geométrica a1, a2, a3 , , ou seja,

n
 3
1 
 2    n
3 
7
   
 7(2  3 ) 1    cm.
2 3   2  
1  
2

Resposta da questão 7:
[B]

Considerando que o ponto O é o centro da circunferência e CÂB = x, temos:

ˆ y
ˆ  OCB
OBC é isósceles, logo OBC

AÔC=2y (ângulo externo do OBC)

No ABO: x  2y  90  x  90  2y (1)


ˆ  90  y  2.ABC
ABC ˆ  180  2y (2)

Fazendo (1) + (2), temos:

ˆ  270°
x  2.ABC

ˆ ou seja
x  270  2.ABC,

3π ˆ (em radianos)
x  2.ABC
2

Resposta da questão 8:
[A]

Considere a figura.

Sejam Q, S e H, respectivamente, o pé da perpendicular baixada de P sobre BC, a interseção de AM com DP e o pé da


perpendicular baixada de M sobre CP.

Queremos calcular PQ.

Como AB  AP  4cm, MD  MP  2cm e AM é lado comum, segue-se que os triângulos ADM e APM são congruentes
por LLL. Desse modo, AM é mediatriz de DP.

Aplicando o Teorema de Pitágoras no triângulo APM, vem

2 2 2 2
AM  AP  MP  AM  42  22
 AM  2 5 cm.

Além disso, temos

2
MP  AM  MS  22  2 5  MS
2
 MS  cm.
5

É fácil ver que o triângulo CPD é retângulo em P. Logo, HP  MS. Por outro lado, CM  MP e HM  CP implica em
4
CH  HP. Daí, CP  2  HP  cm.
5

Finalmente, como os triângulos HMP e QCP são semelhantes, encontramos


4
PQ CP PQ 5
  
HP MP 2 2
5
4
 PQ  .
5

Resposta da questão 9:
[B]

ΔHPQ  ΔFQP(L.A.A o )  HP  FQ  K e PF  HQ

3
ΔBHG  ΔAFG(L.A.A o )  AG  BG  e HG = GF
2
3
6 K
ΔAGF~ΔQPF  2  K 4
3 K
2
3 5
No ΔGBH : GH2  22     GH 
2 2

No Δ HPQ: HQ2  42  32  HQ  5

Logo, a distância total percorrida pelo feixe luminoso no trajeto PFGHQ é

PF + FG + GH + HQ = 5 + 5/2 + 5/2 + 5 = 15 cm.

Resposta da questão 10:


Considere a figura.

Seja P o ponto diametralmente oposto ao ponto C e H o pé da perpendicular baixada de C sobre AB. É fácil ver que
ACB  BPC e AHC  CBP (pois CP é diâmetro). Logo, ACH  BCP e, portanto, o diâmetro CP contém a mediana do
triângulo ABC relativa ao vértice C e o circuncentro O do triângulo ABC. Além disso, como O é a interseção da mediana
relativa ao vértice C e da mediatriz de AB, segue que M  O, com M sendo o ponto médio do lado AB. Por conseguinte, o
triângulo ABC é retângulo em C.

AB
a) Como o triângulo ABC é retângulo em C, temos CM   .
2 2
b) Sendo I o pé da bissetriz por C, considere a figura.

Sejam ACH  HCI  ICM  MCB  α. Logo, ACB  4α  90  4α  α  2230'. Portanto,

BAC  90  ACH


 90  2230'
 6730'

ABC  90  BAC


 90  6730'
 2230'.