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Editorial
A terceira perspectiva

Copo meio cheio ou meio vazio? Esta pergunta aparentemente simplista


é, no fundo, uma boa metáfora indicadora de perspectiva. Um optimista
verá o copo meio cheio, da mesma forma que um pessimista verá sem-
pre o copo meio vazio. A resposta acabará por incidir no modo como
cada um vê a realidade que o rodeia, será portanto apenas e só uma
questão de perspectiva pessoal. Apesar desta questão não ter uma res-
posta objectiva, tem um grande valor por suscitar outras perguntas e
aplicar-se a outras áreas.
Pode-se, por exemplo, extrapolar esta questão para o facto de Portu-
gal ser considerado como a cauda da Europa. Ainda que não haja um
estudo exaustivo sobre isto, o que é certo é que as referências existem
e são cada vez mais, quanto mais não seja, apoiadas na recente crise
económica e na lenta recuperação a que assistimos face às congéneres
europeias. Foi até um chavão político, aquando da entrada de Portugal
na União Europeia, pois seria essa a “alavanca” que nos retiraria da
“cauda da Europa” nos mais variados índices sociais e económicos.
Mas, deixando de parte as questões sócio-económicas, e partindo de um
ponto de vista geográfico, porque é que Portugal é a “cauda da Europa”
e não a “cabeça da Europa”? Será esta uma das faces visíveis do tão
conhecido pessimismo português? Se assim é, Portugal será genetica-
mente pessimista ou será apenas uma mera questão de perspectiva?
Portugal é comummente aceite – até pelos próprios portugueses – como
um país pequeno, no entanto, no conjunto de todos os países do mundo,
ocupamos um lugar central, tanto em território, como em população. So-
mos, portanto, à escala global, um país médio e não pequeno. Seremos
sempre um país periférico, mas na era das telecomunicações digitais,
TGV’s e ligações aéreas, este é um índice irrelevante. E isto não é uma
questão de perspectiva, são factos objectivos.
No entanto, existe uma terceira perspectiva, a perspectiva do inovador.
O inovador vê para além do copo meio cheio ou meio vazio. Sem um
optimismo exacerbado, nem um pessimismo exagerado, o inovador
aproveita para repensar velhas questões e apresentar novas respostas.
Provavelmente é esta a perspectiva que falta para deixarmos de ser, de
uma vez por todas, “a cauda da Europa”.

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Índice

4 Editorial

7 ImoHolding, uma das SGPS’s com maior im-


pacto no mundo imobiliário português, liderada
pelo empresário Aprígio dos Santos

15 Ensino e Formação

40 Saúde e Bem-Estar

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“O melhor ano da minha vida”

A revista Portugal Inovador encontrou-se com Aprígio dos San-


tos, presidente de uma das SGPS’s com mais impacto no mundo
imobiliário português, a ImoHolding. Numa conversa informal, o
homem que toma as rédeas da imobiliária falou sobre os projec-
tos actuais e de futuro, que espera virem a transformar 2010 no
melhor ano da sua vida.

Aprígio de Jesus Ferreira dos San- que posteriormente venderia ao a criação de riqueza no território.
tos pode-se considerar um homem grupo Soplacas. Só depois desse
de sucesso. Aos 62 anos, casado momento é que o presidente da Viver o presente,
e pai de três filhos, já deixou a sua ImoHolding foca o seu trabalho na olhar o futuro
marca em Portugal. Controverso, promoção imobiliária e em projec- A epopeia de sucesso levada a
com um carácter vincado e fiel aos tos inovadores direccionados para cabo pela ImoHolding ficou pau-
ideais que o acompanham desde
o início, Aprígio dos Santos, cons-
truiu o seu próprio futuro com pés
e cabeça, passo a passo, sem ter
medo das adversidades que se
atravessaram no seu caminho.
Nasce na Sanguinheira (Canta-
nhede) numa casa agrícola,
produtora de leite e milho, que
partilhava com os pais e nove
irmãos. Para livrar os filhos da
tropa, o pai emigra com a família
para França de onde só regressa
em 1974. Por essa altura Aprígio
dos Santos dá as primeiras cartas
no mundo do trabalho ao criar uma
empresa ligada à pré-fabricação,

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será sempre pautado pela quali-


dade. Para já, estamos a limpar a
propriedade que já não era limpa
há 40 anos. Penso que ali pode
nascer um outro Algarve, sem
cópias nem imitações. O Algarve
do Barlavento, com a necessária
requalificação de um rio magnífico
(Arade), que possibilitará a exis-
tência de uma entrada de porto de
beleza única”.

tada por projectos de relevo para grandioso, o mesmo que já foi feito
Adversidades
Aprígio dos Santos é um homem
o país e para a economia nacio- em Gaia: um El Corte Ingles, o ter-
frontal e directo sem medo de dizer
nal: Desde o El Corte Inglês (ECI), ceiro no território nacional, que
o que pensa. Numa conversa des-
com quem tem o enorme prazer promete criar cerca de 3000 pos-
contraída, o promotor aproveitou
e privilégio de trabalhar e que es- tos de trabalho e ser mais um pólo
para deixar algumas críticas aos
pera poder continuar a fazê-lo, dinamizador desta zona do país.
entraves à inovação: “Não quere-
em Gaia, com 45000m2 e a cria- De lembrar que Vila Nova de Gaia,
mos imitar ninguém, por isso
ção de cerca de 1900 postos de o terceiro concelho mais populoso
tentamos ter sempre projectos
trabalho; ao Vila Lago Monsaraz do país, tem sido uma das grandes
inovadores e genuínos, ligados ao
Golf & Nautic Resort, nas margens apostas de Aprígio dos Santos: “O
território que vai ser ocupado. Isso
do Alqueva, com 150 mil metros El Corte Ingles foi um sucesso, e
tem levado o seu tempo, é des-
quadrados, dois resorts, campo as duas grandes urbanizações que
gastante. Como o país é pequeno,
de golfe e marina; ou à zona in- temos em Gaia, Quinta de Santo
à mínima coisa toda a gente grita.
dustrial da Gala, iniciada em 1990 António e Quinta da Lavandeira,
Apesar de termos democracia há
e com uma área de um milhão de são projectos que estamos à es-
36 anos, continuamos a ser um
metros quadrados, muitas seriam pera de melhores dias para fazer
país de bufos, no péssimo sentido
as obras para dar destaque, mas ali algo mais que apartamentos,
Aprígio dos Santos não é homem depois da experiência positiva e
para perder tempo a gabar-se de da comercialização do loteamento
glórias passadas. Na nossa entre- habitacional e comercial situado
vista com o promotor imobiliário, na antiga fábrica da Estamparia de
aquando do 117º aniversário do Lavadores”, revela.
clube do qual é presidente desde Em Lisboa, o projecto Miraflores
1992, Associação Naval 1º de está aprovado e pronto a arrancar,
Maio, rapidamente chegámos à enquanto que em Portimão a Imo-
conclusão que, na ImoHolding, Holding mantém em funcionamen-
os projectos em curso são os que to o Hotel Globo, com um total de
mais deliciam Aprígio dos Santos. 71 camas. Neste local, Aprígio dos
O bichinho empreendedor mexe Santos dá especial relevo às “duas
com o presidente da ImoHolding jóias da coroa”: Morgado de Arge e
como mexeu com os portugueses Quinta da Rocha. “Comprámos no
há séculos atrás, quando deci- final do ano, aquela que possivel-
diram embarcar em naus e partir mente é a melhor propriedade do
em busca de novos mundos. Algarve, com 1370 hectares. Algo
de majestoso, banhada pelo rio
O que há de novo Arade. Este é um projecto condi-
Aprígio dos Santos prepara agora zente com o que os autarcas es-
para Cascais, mais um projecto peram que nós façamos, mas que

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da palavra, onde se condenam


pessoas antes de serem julgadas.
De maneira que, ou se tem es-
pírito competitivo e combativo, ou
matam-nos à nascença”.
O promotor imobiliário beneficia
de anos de experiência nesta área
que o ajudam a decidir no que vale
a pena apostar ou não: “Há ci-
dades lindíssimas que deviam ter
um olhar diferente sobre elas. Na
política e no mundo o importante é
a sensatez e nós, por vezes, temos
de lutar contra a falta dela. Feliz-
mente deparamo-nos com várias e essa é uma das batalhas trava- de camionagem ou a desejada in-
pessoas que fazem a diferença e das por Aprígio dos Santos em al- ternacionalização da SGPS: “Tudo
lutam pelo que acreditam e não guns dos seus projectos. O líder do indica que a internacionalização
pelo que as fazem acreditar. Essas grupo imobiliário defende a exis- será possível ainda este ano. Os
pessoas sofrem como o investidor. tência de regras para os promo- mercados principais serão os de
São pessoas que não querem ir tores imobiliários: “Neste meio há língua oficial portuguesa, mas sem
com a onda, querem combatê-la sempre quem não goste de fazer andar a copiar o que já foi feito.
e, como toda a gente sabe, neste bem, com pouca sensibilidade ao Provavelmente Brasil e Moçam-
país quem combate a onda, não é que é ecológico. Nós, apesar de bique serão o ponto de partida”.
boa onda…”. nos apontarem o dedo algumas Para os portugueses, Aprígio dos
vezes, temos uma grande sensi- Santos promete “duas ou três
Ambiente bilidade ecológica. Eu onde com- alegrias vindas do exterior” e deixa
Quando se escolhem terrenos de pro vendo. Onde compro, trato. a mensagem: “Esta crise veio aler-
beleza ímpar corre-se o risco de Não corto árvores, planto árvores. tar Portugal de que não pode viver
embater em questões ambientais E planto antes do projecto nascer, eternamente de subsídios prove-
depois logo se vê se vão ser mu- nientes da União Europeia. Se
dadas ou não”. cada português for auto-suficiente,
Aprígio dos Santos não esconde isso basta. Temos de ser fortes e
que antes de pensar ser promotor tomar conta do nosso destino”.
imobiliário, talvez pelas lembran-
ças da sua infância, equacionou a
hipótese de vingar na agricultura.
Hoje, ainda detém cerca de 600
cabeças de gado, deu origem à
construção de duas barragens em
pleno Alentejo e possui 750 hec-
tares na região para plantar olivei-
ras.

Futuro
Aprígio dos Santos está optimista
e não o esconde: “Espero que este
ano seja o melhor ano da minha
vida”. Para isso conta já com pro-
jectos como o espaço de 120 hec-
tares a 150km de Paris destinado
à construção de um hotel e centro

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Conquistar o mundo
Com 12 anos de existência, a Valsteam Adca é o principal fabricante nacional e exporta-
dor de equipamentos para redes de fluidos industriais no país. Com uma visão estratégica
global, a empresa estende a sua acção à maioria dos mercados industrializados mundiais.

Desde 1998 a Valsteam tem feito


um percurso seguro com um cres-
cimento no mercado em média
15% por ano.
Desde purgadores de condensa-
do, válvulas redutoras de pressão
e controlo, a permutadores, a em-
presa tem apostado na diversifi-
cação da sua oferta, permitindo a
entrada nos mercados internacio-
nais. Fernando Soares, adminis- nos diversos mercados onde ope- Fernando Soares garante ainda:
trador desta empresa sedeada em ra e “continuar o processo de ex- “Temos por onde crescer durante
Leiria,e empresário com 27 anos pansão como garantia de estabili- muitos anos e uma nova geração
de experiencia no sector, justifica dade”. para o fazer”.
o sucesso da empresa pela “quali-
dade dos produtos e serviços asso-
ciado ao dom que os portugueses
têm para conquistar”.
Assumindo-se como uma conquis-
tadora, a Valsteam mune-se de ar-
mas como a formação, a inovação
e a certificação para enfrentar as
dificuldades existentes no mundo
empresarial.
Para além de garantir a renovação
constante da gama, a empresa es-
pera, no futuro, reforçar a posição

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Incubadora de sucesso
O Grupo Aviliz, situado no Casalito, em Leiria, não se rende às dificuldades do sector
da agropecuária. Tendo como principal actividade a avicultura de multiplicação, vai,
a curto prazo, iniciar a construção de novas instalações que vão permitir aumentar a
produção e chegar a outros mercados.

Tendo iniciado a actividade em


1974, com uma incubadora para 10
mil ovos, a Aviliz – Multiplicação, é a
primeira empresa a ser criada dentro
do grupo Aviliz, que hoje se ramifica
em cinco empresas distintas: Aviliz
Multiplicação, Aviliz Bovinos, Aviliz
Suínos, Aviliz Internacional e Com-
postos Lis – Alimentos Compostos
para Animais, Lda.
Com uma facturação anual a rondar
os 16.000.000.00 de euros, a em-
presa criou um estatuto difícil de
alcançar num ramo em que as em-
presas tendem a sucumbir face às
dificuldades que enfrentam actual- ção, a Aviliz Multiplicação tem seis Mercados
mente. núcleos de produção/postura distin- A Aviliz comercializa cerca de 85%
tos, localizados em diversas zonas do seu produto acabado para o mer-
Equipamento da região centro do país para um cado interno, no entanto, face às
e produção
efectivo total de 100.000 galinhas restrições cada vez mais apertadas
reprodutoras. Da Aviliz Multiplica- para o sector, o grupo tem tentado
A Aviliz Multiplicação dispõe de um
ção faz também parte o moderno encontrar novas soluções, não só
sector de cria/recria, com 8000m2
Centro de Incubação localizado em no continente e ilhas, como também
de área coberta, dividido em dois
Leiria, equipado com a mais actual além fronteiras. Para já, Cabo Verde
núcleos, onde as reprodutoras ad-
tecnologia e com uma capacidade apresenta-se como o principal desti-
quiridas ao estrangeiro com apenas
de produção de 250.000 pintos do no de exportação, existindo também
um dia de vida são recriadas com
dia por semana divididos em dois uma quota destinada a Espanha,
iluminação e ventilação artificiais,
nascimentos, todas as terças e sex- S.Tomé e Príncipe, Angola, e Líbia.
em ambiente totalmente controlado.
tas-feiras. Todos os processos de Alguns dos entraves à exportação
Para a produção de ovos de incuba-
produção são submetidos a um rig- acabam por ser as fragilidades dos
oroso programa higio-sanitário, com produtos produzidos, tanto os ovos
controlo analítico regular onde o para incubação como os pintos
acompanhamento veterinário e zoo- exigem não só rapidez de entrega,
técnico diário são uma constante. como condições especiais de trans-
O grupo produz ainda bovinos e suí- porte por forma a garantir a sua
nos, possuindo um total de 250 va- qualidade, o que “dificulta em parte
cas e 1000 porcas (efectivo reprodu- a exportação a longa distância”, es-
tor), que correspondem a cerca de clarece o fundador e proprietário do
10.500 animais em engorda perma- grupo, Joaquim Duarte, que comple-
nente. Todo este efectivo consome menta, “o futuro passa por manter o
50 por cento das 3.500 toneladas de nicho de mercado que temos em
ração produzida mensalmente pela Portugal, mas também alargar hori-
Compostos Lis. zontes, procurar novas soluções. A

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título de exemplo, intensificámos a


nossa colaboração com um agente
de mercado em Espanha que não
tendo produção própria, garante a
sua sustentabilidade apenas com a
aquisição e comercialização de ovos
incubáveis, permitindo-nos “escoar”
grande parte da nossa produção “.

Lutar contra sobrevivência empresarial ainda sector para produção/postura,


as adversidades mais complicada. “Em 20 anos, as que vem assim reforçar as po-
Joaquim Duarte é um homem preo- empresas/aviários de multiplica- tencialidades actualmente já
cupado não só com a Aviliz, mas ção activos, reduziram de 42 para existentes.
com todo o sector em geral: “O cinco. Não por serem piores ou por Para o futuro, Joaquim Duarte,
mundo aderiu à globalização e pas- falta de eficácia, mas sim devido à deixa o repto aos nossos res-
samos a estar num mercado livre conjuntura actual”, relembra o em- ponsáveis políticos: “É preciso
onde a Europa, dificilmente, pode presário. apostar na criação de leis que
concorrer com a América, Ásia, e a No entanto, a Aviliz foge à regra e incentivem os empresários e os
curto prazo com África. Os nossos mantém 70 funcionários no activo. deixem trabalhar, pois considero
responsáveis não se apercebem Com a persistência do proprietário que as existentes na sua maioria
que, com o excesso de exigências, e a visão rejuvenescida que as apenas fomentam o desânimo e
estão a asfixiar o sector”. filhas vieram trazer à gestão do o abandono, sendo um autêntico
A maioria dos aviários tem os mes- grupo, a Aviliz prepara-se agora entrave ao dinamismo e à sus-
mos clientes e isso torna a luta pela para a construção de um novo tentabilidade empresarial”.

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Apostar para crescer


Através da marca TechLedPro, Pedro Ramalho apostou na iluminação Led como forma de
se afirmar no mundo das novas tecnologias

A trabalhar com componentes elec-


trónicos, designados por LED – Light
Emitting Diode (Díodo Emissor de
Luz), a “TechLedPro” procura desen-
volver um inovador meio de ilumina-
ção artificial: um meio que funciona
com tecnologia RGB (Red Green
Blue), capaz de emitir luz numa va-
riedade quase infinita de cores, a
partir da combinação das três cores
fundamentais.
A marca foi criada pelo engenheiro Pe-
dro Ramalho, um experiente na área
do software, que olha para a tecnolo-
gia LED como o futuro da iluminação
artificial. Uma tecnologia que trabalha
com material de longa durabilidade,
o que possibilita uma rápida rentabi-
lização do material. Sendo importado
da Europa central, o material chega a
Portugal com o selo de qualidade ga-
rantida.
Apesar de recente, a TechLedPro
disponibiliza uma gama de produtos
bastante diversificada, capaz de res-
ponder a dois mercados distintos:
“A TechLedPro vai trabalhar duas
tecnologias Led. Vai trabalhar com a a empresa assume-se capaz de res- nário na área das novas tecnologias,
vertente Led casa, doméstica, empre- ponder a todas as necessidades do Pedro Ramalho está a antecipar-se
sarial e Noite (bares e discotecas), e mercado. ao mercado, apostando numa área
vai ter a vertente auto”. Desta forma, Podendo ser considerado um visio- que, para outros, ainda se enquadra
num horizonte distante.
Para além desta marca, o empresário
continua a desenvolver os projectos
“Loja Virtual” e “Roboteduc”. A “Loja
Virtual”, com 19 anos de existência,
continua a prestar serviços informáti-
cos, como gestão de redes multimé-
dia, manutenção de equipamentos in-
formáticos e consultoria em softwares
de gestão. Mais recente, o projecto
“Roboteduc” está ainda em cons-
trução, mas com todas as condições
para, a curto prazo, consolidar uma
posição no mercado da robótica.

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Escola para pais e alunos


A Escola Básica Levante
da Maia é um espaço edu-
cativo aberto a jovens e
adultos

A Escola C+S de Nogueira da Maia


foi inaugurada em 1993, passando
a Agrupamento Vertical no ano lec-
tivo de 2002/2003. Actualmente, o
estabelecimento de ensino tem a
designação de Escola Básica Le-
vante da Maia, funcionando como
escola sede do Agrupamento de
Escolas do Levante da Maia, que
comporta, ainda, 9 estabelecimen-
tos de ensino, do Pré-Escolar/1º
ciclo, distribuídos por seis fregue-
sias do concelho da Maia (Águas
Santas, Folgosa, Milheirós, No-
gueira, Silva Escura, S. Pedro de
Fins).
Para dar resposta a um número
alargado de pessoas, interesses e
expectativas, a Direcção tem apos-
tado na criação de vários cursos.
Para além do Ensino Regular, os
Cursos de Educação e Formação vens através da disponibilização Agrupamento, ressalva o modo
(CEF) têm grande peso na oferta de cursos práticos que têm mais como a Direcção se tem empe-
formativa diurna do Agrupamen- saída no mercado de trabalho”. A nhado em fornecer as melhores
to, visto a população envolvente este nível a Escola Básica Levante condições de estudo e trabalho
carecer de formação académica da Maia oferece cursos de nível II, aos seus formandos. Para além da
complementar e profissional. No com dupla certificação - Serviço sala, devidamente equipada, que
seguimento, a directora do Agru- de Mesa e Bar, Pastelaria e Pani- acolhe as formandas do curso de
pamento, Maria da Conceição ficação e Cuidados e Estética do Cuidados e Estética do Rosto e
Carneiro afirma que “conseguimos Rosto e Corpo. Corpo, “neste momento estão a ser
formar um grande número de jo- Joaquim Monteiro, subdirector do concluídos dois projectos bastante
importantes”, revela. “Estamos a
transformar os antigos balneários
numa cozinha e num restaurante
pedagógico”, diz o docente. Estas
obras estarão concluídas e equipa-
das ainda este mês e vão acolher,
no próximo ano lectivo, as aulas
práticas dos cursos de Pastelaria
e Panificação e Serviços de Mesa
e Bar. Maria da Conceição Car-
neiro reforça que “O proveito é dos
alunos; com este espaço próprio

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estando, neste momento a funcio-


nar duas turmas, uma na Junta de
Freguesia de Nogueira da Maia
e outra na de Folgosa. À espera
de aprovação está ainda a candi-
datura para os cursos de formação
modular, que a Direcção espera
que venham valorizar a oferta já
existente.
Em colaboração com a Autarquia
– Câmara Municipal e Juntas de
Freguesia - e com algumas empre-
sas da região “temos conseguido
melhorar as nossas condições
físicas”, diz o subdirector. Devido
a um comum esforço é cada vez
mais frequente alunos, profes-
sores e funcionários unirem-se na
tarefa de remodelar e humanizar
o espaço escolar. A realização de
tarefas como a pintura de salas e
têm acesso a equipamento profis- (EFA), nomeadamente ao nível manutenção de equipamentos tem
sional que os irá preparar para o do 9º ano, disponibilizando, tam- gerado um grande sentimento de
mercado de trabalho”. Os CEF têm bém, em parceria com o Centro pertença em todos os elementos
sido “uma aposta ganha” e muitos de Novas Oportunidades (CNO) da comunidade educativa. A dis-
alunos aparecem já nos Quadros de Santo Tirso, o processo de Re- ponibilidade que os alunos apre-
de Honra e Mérito da escola. A conhecimento, Validação e Certifi- sentam fica bem patente aquando
reconhecida competência e profis- cação de Competências (RVCC). da realização de Saraus e outras
sionalismo dos formandos tem Para além dos formandos capta- actividades. “Na cerimónia de re-
gerado muita procura por parte dos na área envolvente do esta- cepção dos alunos do 4º ano, os
das empresas. “Estamos a pen- belecimento de ensino, a Escola mais velhos apadrinharam os no-
sar até em criar uma bolsa de em- Básica Levante da Maia acolhe vos membros da escola, e o jantar
prego, pois recepcionamos muitos ainda alunos do CNO de Santo para professores, pais e alunos foi
pedidos de estagiários por parte Tirso. “Todas as nossas salas es- preparado e servido pelos forman-
das empresas da região”, informa tão devidamente equipadas e ofe- dos e formadores dos Cursos de
Marta Fernandes, psicóloga do recem as condições necessárias Educação e Formação de Serviço
Agrupamento. para dar formação, por isso o in- de Mesa e Bar, Pastelaria e Pani-
A Escola Básica Levante da Maia teresse do CNO de Santo Tirso ficação, relembra a equipa direc-
pretende prestar um maior serviço nesta parceria”, informa Joaquim tiva.
à população. Através do contacto Monteiro. Este investimento na Continuar o trabalho que vem de-
directo com os pais e encarrega- modernização do espaço e equi- senvolvendo em prol da comunidade
dos de educação, a escola aperce- pamento escolares tem sido uma educativa é o objectivo da Direcção.
be-se das necessidades de forma- aposta da Direcção “Estamos a pautar-nos por princí-
ção da comunidade envolvente. Outra mais-valia apresentada a pios de rigor e a desenvolver um
“Consideramos por isso que de- nível formativo é o Curso de Al- trabalho colaborativo que promova
veríamos trabalhar não só com os fabetização que confere o 4º ano uma imagem cada vez mais positiva
filhos, mas também com os pais”, de escolaridade. Ao contrário do e activa do Agrupamento junto das
refere o Subdirector do Agrupa- que acontece com todas as out- pessoas, da Autarquia e das institui-
mento. É com este intuito que o ras formações, as turmas do curso ções económicas, sociais, desporti-
Agrupamento começa a oferecer de alfabetização não funcionam vas e culturais da comunidade lo-
Cursos de Formação para Adultos na escola sede do Agrupamento, cal”, garante a directora.

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Escola em movimento
A Escola Secundária de Amares comemora 25 anos ao serviço da educação
e preparação dos jovens e adultos da região para os desafios do futuro.
de Competências, por parte do
Centro Novas Oportunidades,
mas também na disponibiliza-
ção de Cursos de Formação
(EFA’s) para adultos”. O Centro
Novas Oportunidades tem como
objectivos atingir níveis supe-
riores na formação de adultos,
sendo que o balanço, na óptica
do nosso entrevistado, tem sido
bastante positivo. Apesar de es-
tar num meio pequeno onde há
mais entidades a prestar este
tipo de serviço, a Escola Se-
cundária de Amares conseguiu
passar a mensagem de serviço
de referência para a população
do concelho. Aliado à própria
imagem da escola está o Cen-
tro de Novas Oportunidades, fa-
zendo desta uma associação de
qualidade.

Exigência
e qualidade
Contando com 850 alunos no
ensino diurno, pela ESA já foram
certificados mais de 1000 adul-
tos que passaram pelo Centro
de Novas Oportunidades, dados
muito importantes e que con-
tribuem para o bom desempen-
ho que a escola mostra. “Não
temos situações de abandono
preocupantes, quase todos os
Com as celebrações dos 25 dantes, do ensino secundário, a alunos que acabam o 9º ano
anos de actividade, ressalta a frequentar cursos profissionais. dão continuidade aos estudos,
aposta contínua na diversifica- Por outro lado, segundo nos e os cursos profissionais e CEF
ção da sua aposta formativa. diz Pedro Cerqueira, director ajudaram muito para a concret-
Para além do ensino regular, da Escola Secundária de Ama- ização deste nosso objectivo,
a escola dispunha dos antigos res (ESA) “a questão da for- eliminando o abandono da es-
cursos tecnológicos, mas logo mação de adultos tem sido um cola”, enaltece.
que foi possível também abra- aspecto e uma valência que a Desta forma, a ESA sempre
çaram o desafio dos cursos escola tem acarinhado e inves- trabalhou para dar resposta às
profissionais, estando actual- tido bastante, não só ao nível necessidades e preocupações
mente quase metade dos estu- do Reconhecimento e Validação da população jovem e menos

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fixar os alunos na região, incen-


tivando a criação das suas em-
presas e apostando na inovação
e tecnologia. O trabalho desen-
volvido pelos profissionais da
ESA vão no sentido de ajudar
os alunos a entrar no mercado
de trabalho a curto prazo, para
além da própria formação para
a cidadania.
Aliando uma vertente prática e mobilizam dezenas de alunos
teórica muito forte, conseguem para o desporto e para a com-
jovem do concelho, indo ao fazer com que os alunos par- petição.
encontro das novas realidades ticipem em projectos e activi-
de educação e formação, mas dades articuladas, levando-os A lutar
também educação adulta, resol- ao conhe cimento através de jor- pelo futuro
vendo debilidades no concelho. nadas, feiras, desporto escolar, Um aspecto importante que
“O futuro constitui uma grande e até na robótica escolar, onde marca as iniciativas da ESA é
preocupação nossa, contribuir se destacam os óptimos resul- a procura de aproximação en-
para a qualificação da popu- tados neste campo das ciências tre os alunos, pais e a própria
lação no sentido de abrir mais e tecnologia. “São exemplos de escola. Este acompanhamento
algumas portas para o seu fu- acções de incentivo aos nos- contínuo faz com que também
turo profissional ou melhoria sos alunos, para potenciar os os adultos venham à escola e
das condições de trabalho. seus conhecimentos através participem no movimento esco-
Neste sentido, os protocolos do desenvolvimento de vários lar e educativo, fortalecendo o
desenvolvidos com algumas projectos de âmbito nacional e laço entre aluno, pais e escola,
instituições, como por exemplo internacional. Recentemente, fundamental para o sucesso e
o Município de Amares, IPSS, estiveram a representar Portu- aproveitamento escolar. Numa
Universidade do Minho, entre gal em Madrid num festival de altura em que a dificuldade de
outros, ajudam a abrir portas robótica e agora preparam-se financiamento do Estado é gri-
aos jovens e a todos do conce- para rumar a Singapura no sen- tante, as escolas que estão
lho”, sublinha Pedro Cerqueira, tido de representar a escola, longe dos grandes centros de
a propósito da busca contínua mas especialmente Portugal”, decisão ficam para segundo
de sinergias entre instituições conta orgulhoso Pedro Cerquei- plano. As contrariedades multi-
de ensino e o mercado de tra- ra, destacando também a forte plicam-se e só com grande es-
balho. tradição de trabalho ao nível forço se consegue continuar a
do desporto escolar, nomea- educação e as condições que
Projectos damente no voleibol, natação, todos os habitantes desta região
empreendedores futsal, xadrez, modalidades que merecem. “O nosso trabalho vai
Situada numa região com baixo no sentido da melhoria contínua
nível escolar e assolada pela e da preocupação em relação
grave crise em sectores im- à formação dos nossos alunos,
portantes da indústria, Pedro independentemente das dificul-
Cerqueira louva o incentivo e dades tem sido essa a nossa
apoio da Câmara Municipal que luta constante, por isso espe-
também vive preocupada com ramos que as condições físicas
o desemprego e com o investi- e as organizações políticas, em
mento empresarial. Projectos de termos de currículo, facilitem
formação ao nível do empreen- esse trabalho, porque da nossa
dedorismo são desenvolvidos parte tem havido uma preocu-
pela ESA e poderão ajudar a pação constante”.

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Escola para miúdos


e graúdos
A Escola Secundária de Santa Maria da Feira providencia uma vasta oferta a
nível da formação aos seus alunos, independentemente da idade.
Inaugurada em 1975, a Escola Se-
cundária de Santa Maria de Feira
actualmente alberga cerca de 1600
alunos e 180 professores. É conside-
rada a maior escola pública do distrito
de Aveiro, e uma das maiores a nível
nacional. No concelho de Santa Ma-
ria da Feira apenas existe uma outra
escola secundária, na freguesia de
Fiães. Ambas estão sobrelotadas, es-
pecialmente a Secundária de Santa
Maria da Feira que, por ser a maior,
atrai alunos de todas as freguesias do
concelho. Para responder às necessi-
dades, “a escola dispõe de todos os
cursos cientifico-humanísticos, uma

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sos de Educação e Formação para


Adultos) e as unidades de formação
de curta duração a escola disponibi-
liza aos alunos que estão prestes a
concluir o 12º ano, uma outra opção,
o “Decreto - Lei 357”, que é uma via
de conclusão do ensino secundário,
destinada aos cerca de 25 mil portu-
gueses que apenas têm pendente 2
ou 3 disciplinas para terminar o 12º
ano. Para estes existem 3 tentativas
ao longo do ano para completarem o
12º ano, através de exames a nível de
escola. Os alunos dos Cursos Profis-
sionais que no final da frequência do
oferta muito grande de cursos profis- 12º ano têm módulos em atraso, a
grande vontade de percursos longos.
sionais e ainda o 3º ciclo”, revela Lu- escola também realiza exames em
Para eles, 3 anos é muito tempo e se
cinda Ferreira, directora da escola há 4 momentos ao longo do ano lectivo
começar a correr mal no início do 10º
19 anos. e em horário nocturno, para permitir
ano, desmotivam-se logo, começando
Desde os anos 80 que a escola que venham a obter o tão desejado
a ter atitudes complicadas em termos
providencia cursos profissionais e diploma o mais rapidamente pos-
de sala de aula. A Escola pretendia
tecnológicos aos seus alunos. Actual- sível.
ter ofertas formativas alternativas de
mente existem muitas pessoas a A nível de instalações, a escola é com-
duração mais curta (1 ano acompa-
fazer formação, enchendo a zona de posta por 3 blocos de aulas (todos em
nhado por um estágio de 120 horas)
estacionamento no exterior da escola remodelação), 1 Bloco Administrativo
destinadas a estes alunos (CEF -
noite após noite. A directora explica novo e 1 Bloco Desportivo. Os blocos
tipo 4), às quais se seguiria cursos
que “embora o concelho da Feira irão estar equipados com a tecnologia
de dois anos (CEF - tipo 5). Permitia
tenha bastantes jovens, é também mais moderna e com uma acústica
que os alunos mudassem de área, se
um concelho com uma formação rela- excelente. Um irá albergar os labo-
não gostassem da primeira, sem de-
tivamente baixa. Há dez anos, 54% ratórios e salas de informática, outro
sistir porque ainda falta muito tempo.
dos jovens entre os 18 e os 24 anos a oficina de electricidade e as salas
Ficavam com formação de nível 3, no
não tinham o 9º ano de escolaridade”. de artes e os outros blocos são de sa-
final de 2 cursos CEF frequentados
Por este motivo, as novas oportuni- las de aulas normais. Brevemente, a
em 3 anos. Porém, as instruções su-
dades são um meio importante para escola irá receber alunos do 2º ciclo,
periores determinam que este tipo de
estas pessoas completarem o 9º ano com futuro destinado ao novo bloco
oferta formativa não seja autorizado
e noutros casos o 12º, uma formação actualmente em construção. O avul-
porque pretendem que os alunos in-
essencial para combater o desem- tado investimento na transformação
gressem em cursos profissionais com
prego que afecta gravemente o con- do parque escolar fará com que esta
formação de nível 3. Esta decisão
celho. Nos últimos anos a escola escola seja referenciada ainda mais
foi recebida com alguma apreensão
conseguiu aumentar a sua taxa de pela sua excelência, não só devido à
pela directora. Lucinda Ferreira desa-
sucesso para os 85% e reduzir signi- sua oferta na formação, mas também
bafa que nestes cursos de três anos,
ficativamente o abandono escolar, pela sua aposta na inovação.
“estes alunos indecisos ou gostam do
uma prova que esta forte aposta na curso que escolheram logo à partida,
formação tem sido produtiva. ou então para mudar de curso têm de
Um dos problemas que a escola en- desperdiçar o resto do ano e, neste
frenta hoje em dia envolve os alunos caso, acabam por atrapalhar as aulas
com apenas o 9º ano de escolaridade, e os colegas”.
desmotivados e pessimistas em rela- Para além do RVCC (Reconheci-
ção ao seu futuro profissional. Estes mento, Validação e Certificação de
alunos inscrevem-se no 10º ano, Competências), o CNO (Centro de
sem saberem o que querem e sem Novas Oportunidades), os EFA (Cur-

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Aposta na diversidade
de escolhas
A Secundária de Baltar tem realizado um trabalho de excelência na luta contra o
insucesso escolar. Abrir o leque de opções formativas para jovens e adultos é a aposta
principal da Direcção.

opções existentes, veio beneficiar


a qualidade das turmas do ensino
regular que acolhem agora alunos
com idênticos objectivos forma-
tivos. Com todas as mudanças a
nível curricular o estabelecimento
de ensino pretende dar condições
a todos os alunos para alcançarem
o sucesso escolar e profissional.
Nesta senda por dar resposta às
expectativas dos alunos, esta
instituição de ensino tem vindo
a alargar a sua oferta formativa.
Continuando a leccionar cursos no
A Escola Secundária Daniel Faria ou secundário, contribuindo deste âmbito do ensino regular (cursos
tem as suas instalações na fre- modo para a elevada taxa de in- Científico-Humanísticos), as esco-
guesia de Baltar, concelho de Pare- sucesso escolar que se verifica- lhas formativas ampliam-se através
des. Com uma história de cerca de va. Com a introdução dos cursos da abertura de cursos profissionais
35 anos como estabelecimento de profissionalizantes, para além da (Curso de Gestão e Programação
ensino, foi em 1991 que surgiram redução da taxa de insucesso, a de Sistemas Informáticos, Técnico
as actuais instalações. escola conseguiu também “ter um de Turismo, Técnico de Informáti-
Carlos Santos, director da Se- aluno com necessidades educati- ca de Gestão, Técnico de Eventos
cundária, começou a exercer em vas especiais a concluir um curso e Técnico de Protecção Civil). A
Baltar no ano de 1993, desde cedo profissional e a realizar um estágio Escola Secundária Daniel Faria
acumulando funções nos órgãos na Biblioteca da escola”, revela aposta também nos Cursos de
executivos da Escola. Profundo Carlos Santos. Formação e Educação (3º ciclo),
conhecedor das necessidades A adopção dos cursos profissio- ao disponibilizar o curso de Té-
educativas da população e da nais, para além de diversificar as cnico Empregado Comercial.
envolvência socioeconómica da
região, o professor empenhou-se
em criar as condições ideais para
o crescente nível de qualificação
dos alunos. “No início a escola só
tinha cursos de ensino regular di-
reccionados para o ensino supe-
rior e começámos a detectar que
esses cursos não davam resposta
a uma grande maioria dos alu-
nos”, confessa. Desiludidos com
o sistema de ensino muitos alunos
acabavam por abandonar a escola
sem alcançar o nível obrigatório

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surgem mais 120 formandos nos


cursos pós-laborais. “O que obser-
vamos hoje é que há pais dos nos-
sos alunos do diurno que voltam à
escola e também reencontramos
antigos jovens alunos do diurno
que por diversas razões desistiram
precocemente do ensino e voltam
agora às salas de aula”, comenta
com orgulho.
É no final do ano lectivo que jovens
e adultos se reúnem para realizar
o Sarau de final de ano. Nesta fes-
ta “alunos do diurno e do nocturno
juntam-se em actividades como o
teatro, por exemplo. Isto é impor-
tante, porque ajuda os adultos a
sentirem-se mais inseridos na es-
Aproveitando o crescente inter- destes cursos ao longo de todo o cola”, diz Carlos Santos. Esta acti-
esse da população adulta pelos ano lectivo decorrem várias forma- vidade lectiva tem vindo a suscitar
Cursos de Novas Oportunidades ções modulares em regime diurno um maior interesse por parte da
(CNO), o estabelecimento de ensi- (Junta de Freguesia de Baltar) e população, de tal modo que pas-
no criou as condições necessárias em regime pós-laboral (Escola Se- sou de uma pequena sala no posto
para abrir as suas portas a todos cundária Daniel Faria). dos Bombeiros Voluntários para o
aqueles que queiram regressar O professor fala com orgulho da recinto escolar. Durante todo o dia
aos bancos de escola. crescente adesão da população decorrem várias actividades em
O director Carlos Santos comenta do concelho às ofertas educativas. simultâneo e a festa prolongou-se
que quando surgiu esta oportuni- “Sentimos que há uma grande pro- até à noite.
dade dos CNO, a Escola tentou cura das pessoas quanto aos pro- O professor Carlos Santos salienta
disponibilizar todas as alternativas. cessos de RVCC e é muito comum que o estabelecimento de ensino
“Começámos a receber as pessoas encontrarmos cidadãos das mais está aberto a toda a população das
que na altura deixaram a escola e diversas áreas profissionais a fre- 7h30 até às 24h. Para além disso,
agora devido à pressão social e quentar cursos na escola”, afirma. a escola tem lutado para criar um
necessidade laboral regressam Actualmente o número de frequen- elo forte com toda a população,
ao ensino”, informa. Consciente tadores deste estabelecimento disponibilizando um grande leque
da crescente necessidade de de ensino aumentou. Para além de cursos e formações a quem a
pessoal qualificado por parte das dos 740 alunos do ensino diurno, procura.
empresas, Carlos Santos acredita
que esta mudança de mentalidade
“pode contribuir para que pais e
alunos comecem a valorizar mais
a escola”.
Nesta área da formação de adul-
tos, para além do sistema de Re-
conhecimento, Validação e Certifi-
cação de Competências (RVCC), a
Secundária Daniel Faria disponibi-
liza cursos de Educação e For-
mação de Adultos (EFA) que dão
qualificação ao nível do 3º ciclo e
também do secundário. Para além

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Habilitar e certificar
O sucesso alcançado tor-
nou a Escola Secundária
da Maia uma referência no
ensino
Já com uma história de 38 anos
na área da formação de jovens,
a Escola Secundária da Maia
distingue-se pelos excelentes re-
sultados que alcança. “Estamos
sempre muito bem colocados nos
rankings, nomeadamente este
ano ficámos em 4º lugar entre as
escolas públicas da Área Metro-
politana do Porto”, refere Ma-
ria José Varanda, sub-directora
do estabelecimento de ensino.
Muito para além dos números, a
docente salienta o empenho dos Já a oferta formativa dos cur- escolar (equivalência ao 9º ano
professores em fornecer aos alu- sos profissionais compõe-se por ou 12º ano) ou a dupla certifi-
nos condições para que evoluam Técnico de Biblioteca, Arquivo e cação (escolar + profissional).
a nível pessoal e profissional. Documentação, Técnico de De- Nos EFA nível-básico a escola
“Aquilo que nós pretende mos é sign Gráfico, Técnico de Electro- oferece as opções formativas de
que a escola cumpra a sua mis- tecnia, Técnico de Gestão, Téc- Assistente Administrativo e Ope-
são de servir a comunidade, for- nico de Informática de Gestão e rador de Informática. Quanto
mar os jovens quer na vertente Técnico de Manutenção Indus- aos EFA de nível secundário o
escolar, quer na profissional e trial/Electromecânica. estabelecimento dispõe das for-
pessoal. Importa-nos a com- Atenta às necessidades educa- mações de Técnico de Adminis-
petência e o saber científico, ob- tivas da população, a E.S. da tração, Técnico de Informática e
viamente, mas queremos que os Maia aposta cada vez mais na Técnico de Desenho de Cons-
nossos alunos saiam da escola formação de adultos em regime trução Civil.
devidamente formados”, reforça pós-laboral. “O que nos move é Apesar de a população estar a
a sub-directora. o desejo de habilitar e certificar aderir a este género de inicia-
Sempre muito concorrida a nível a população”, refere a professo- tivas, a escola sente que pode
do ensino diurno (3º ciclo do ra. Para isso a escola lecciona acolher mais gente e um maior
ensino básico, cursos cientí fi co- cursos científico-humanísticos número de formações. “Nós te-
-humanísticos e cursos profis- do ensino recorrente nocturno, mos os meios, os recursos hu-
sionais) a escola tem apostado apostando também cada vez manos e físicos, sabemos que há
em alargar a sua oferta. Nes- mais nos Cursos de Formação e uma necessidade da sociedade
te momento, os cursos cientí- Educação de Adultos (EFA). portuguesa em adquirir qualifica-
fico-humanísticos, direcciona - Os EFA dirigem-se a pessoas ção e, por isso, empenhamo-nos
dos essencialmente a quem com mais de 18 anos que pro- em fornecer alternativas formati-
pre tende prosseguir estudos curem formação ao nível do 9º vas e aumentar a representação
uni ver sitários, distribuem-se ano e 12º ano. Na Secundária da da escola no ensino nocturno”,
pe las áreas das Artes Visuais, Maia estão disponíveis os cur- reforça Maria José Varanda.
das Ciências Socioeconómicas, sos EFA de nível básico (9º ano) Numa escola com tanta oferta
das Ciências e Tecnologias e e de nível secundário (12º ano), educativa, aliada sempre a um
das Línguas e Humanidades. podendo optar pela certificação grau de sucesso, a subdirectora

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faz questão de destacar os pro-
fessores como sendo uma das
mais-valias do estabelecimento
de ensino. “Esta escola tem um
corpo docente constituído por
profissionais extraordinários que
abdicam do seu tempo para servir
os alunos”, salienta. “Temos uma
massa humana muito valiosa que
dá tudo em prol do êxito da esco-
la e que em muito contribui para
o prestígio que conquistamos”,
conclui.

Uma escola nova


Actualmente, a Escola Secun- da área administrativa e das ins- sala de refeições, convívio, ex-
dária da Maia está a ser alvo de talações desportivas”, informa posição e até estudo. Para além
uma grande intervenção ao nível Maria José Varanda, reforçando disso os frequentadores da es-
das estruturas com final previsto a ideia de que “os alunos e os cola vão ter acesso a “uma es-
para o término do próximo ano professores vão usufruir de uma planada onde poderão desfrutar
lectivo. “Numa primeira fase es- escola nova com condições que dos bonitos jardins que tanto
peramos que fiquem concluídas nunca tiveram”. O polivalente caracterizam o espaço”, comple-
as obras do polivalente, da bi- será uma das mais-valias do menta Olga Coelho, adjunta da
blioteca, da entrada da escola, novo projecto, funcionando como directora.

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A formação
como base do sucesso
Singesco, uma empresa
acreditada pela DGERT,
disponibiliza um alargado
conjunto de cursos a em-
presas e a particulares

A Singesco é muito mais que um


centro de formação. Sedeada em
Gondomar, a empresa começou
por prestar serviços nas áreas
da Gestão de Empresas e Apoio
Informático. Dada a experiência
adquirida, desde 1988, no con-
tacto com os clientes e vislum-
brando uma oportunidade de mer-
cado nesta área, foi criado, em
1996, o Departamento de Forma-
ção. “Tínhamos clientes das áreas sitário. É com o intuito de prestar bilidade e Fiscalidade, Ciências
de informática e contabilidade que um serviço de excelente qualidade Informáticas, Secretariado e Tra-
sentiam necessidade de formação, aos seus formandos que o Centro balho Administrativo, Comércio,
daí termos pensando num projecto nos apresenta hoje um plano de Cuidados de Beleza-Cabeleireiro.
que oferecesse cursos profission- formação para 2010/2011 alarga- Nesta busca para disponibilizar
ais”, refere João Ferreira da Silva, do e multidisciplinar. Com ofertas um maior número de ofertas aos
director da empresa. Actualmente, no âmbito do Sistema de Apren- seus formandos, o Sistema de
a Singesco apresenta-se também dizagem, Educação e Formação Aprendizagem vai ter também, já
motivada para “colaborar nos de Jovens (EFJ), Educação e For- neste ano lectivo, seis novas cur-
propósitos previstos pelo Governo mação de Adultos (EFA), Centro sos. São eles: Técnico Administra-
de qualificar os portugueses”, sa- de Novas Oportunidades (CNO), tivo, Técnico Comercial, Técnico
lienta o empresário. Para isso, o Reconhecimento, Validação e Cer- de Refrigeração e Climatização,
Centro de Formação tem “efectu- tificação de Competências (RVCC) Técnico de Electrónica e de Equi-
ado candidaturas aos fundos dis- e Formações Modulares Certifica- pamentos, Técnico de Informática
poníveis do QREN-POPH”, con- das, a empresa pretende chegar e Técnico de Contabilidade.
seguindo assim alargar a oferta a um número cada vez maior de Relativamente aos cursos não fi-
dos seus serviços a toda a popu- pessoas e interesses. “Neste novo nanciados, que continuam a ser
lação. programa 2010/2011 teremos, só uma hipótese para o Centro de
Há mais de 14 anos que a Singes- na área das formações modulares, Formação, a empresa vai desen-
co tem apostado num crescente e um volume de 32 mil horas de for- volver projectos na área de certi-
variado leque de cursos com vista mação que abrange cerca de 700 ficação energética e criar ofertas
a qualificar e a integrar os interes- formandos”, refere Damião Ve- formativas em função das necessi-
sados no mercado de trabalho. As loso – director da empresa. Estes dades das empresas, já até ao fi-
suas áreas de acção vão desde as cursos de curta duração são des- nal deste ano.
formações modulares certificadas, tinados a activos empregados ou Aliando a teoria das formações à
até cursos para jovens que dão desempregados que necessitem parte prática, todos os cursos na
acesso a nível básico (9ºano) e se- de melhorar as suas competên- Singesco têm acesso a estágios.
cundário (12º ano) com possibili- cias profissionais, nomeadamente “Comprometemo-nos a conseguir
dade de ingresso no ensino univer- em áreas como Línguas, Conta- estágio para todos os formandos”,

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ção. “Neste momento, após uma


experiência de sucesso, estamos
também a realizar contactos para
fazermos formação em Angola”,
revela o director da empresa.
A Singesco é uma empresa aber-
ta à população, por isso com o
objectivo de informar e chegar
a um maior número de pessoas,
o Centro pretende promover,
proximamente, um Open Day.
“Nós convidaremos toda a popu-
lação residente nos concelhos
garante João Ferreira da Silva. da Singesco pretendem no futuro em que nos inserimos a visitar a
Dadas as parcerias com inúmeras realizar parcerias com mais em- Singesco”, avança João Ferreira
entidades públicas, privadas e as- presas e abranger a sua actividade da Silva.
sociativas dos concelhos de Gon- às mais diversas áreas de merca- Para mais informações sobre
domar, Valongo e Maia, a troca de do. “Queremos aproveitar a saída os cursos e sobre os serviços
informações e a inserção dos es- desta crise económica e agarrar prestados pela empresa a nível
tagiários está garantida. novas oportunidades de negócio da formação, mas também na
Sempre atentos à realidade do que surjam”, afirma João Ferreira área de Gestão de Empresas e
país e ao crescimento económico da Silva. E porque é uma empresa Apoio Informático, a empresa
que se prevê, os departamentos de com visão de mercado, a Singesco tem disponível para consulta o
Gestão de Empresas e Informática pensa já na sua internacionaliza- site www.singesco.pt

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“Educar bem é
transformar o mundo”

As Irmãs Doroteias chegaram a Portugal em 1866 com o objectivo de educar, assumindo


vários colégios e outras obras de cariz social.

O Colégio Nossa Senhora da eles contam-se o Externato do Um crescimento enraizado no


Paz, instituição da Congrega- Parque e o Colégio de Santa espírito de serviço e cooperação
ção das Irmãs de Santa Doroteia Doroteia (em Lisboa), o Colégio em projectos e tarefas comuns,
conta com 90 anos de experiên- da Imaculada Conceição (em Vi- que visa a construção de uma
cia, sucesso e liderança no mun- seu), o Colégio do Sardão (em verdadeira cidadania, vivida se-
do da educação. Vila Nova de Gaia) e a Escola gundo os valores do Evangelho.
A Congregação das Irmãs Doro- Superior de Educação de Paula Para a Comunidade Educativa
teias continua hoje, com a mes- Frassinetti (no Porto). É nesta do Colégio de Nossa Senhora
ma visão, a missão iniciada por ampla e consolidada rede edu- da Paz, a educação tem uma
Paula Frassinetti, quando fun- cativa que se integra o Colégio dimensão e uma finalidade inte-
dou este Instituto: “ Educar bem Nossa Senhora da Paz. gradoras e globalizantes: visa a
é transformar o mundo”. Enquanto escola católica, o ensi- formação e a promoção integral
Em Portugal, as instituições no rigoroso e exigente é susten- do indivíduo, da pessoa, como
da Congregação dão resposta tado numa ética de trabalho que ser único.
a cerca de 4000 pessoas com convida cada aluno a crescer em Esta visão da educação supõe
múltiplos projectos na área da responsabilidade, auto-domínio, também uma interacção e coope-
educação e formação. Entre iniciativa, saber e criatividade. ração particulares com as famí-

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lias dos alunos: uma relação de de emergência, desenvolve um estão contemplados no currículo
abertura construtiva, na certeza trabalho de parceria com os pro- oficial nacional; o projecto de
da existência de um “projecto” fessores e educadores no âmbi- solidariedade “Porta Solidária”,
comum que é a vida de cada to da educação para a saúde. que procura incentivar o sentido
aluno. Assim, o conhecimento No que se refere a projectos, da responsabilidade, do inte-
profundo de cada aluno e dos são de salientar o Programa de resse e da disponibilidade com
seus diferentes contextos viven- Promoção de Competências Lin- vista ao bem comum e à cons-
ciais, a atenção personalizada guísticas no Jardim de Infância, trução de uma sociedade justa,
por parte de cada elemento da que visa avaliar, promover e ga- junto da paróquia do Colégio; o
Comunidade Educativa, pautam rantir o sucesso nos domínios projecto “Cursos de Verão” que
o quotidiano desta escola. considerados fundamentais para promove inúmeras actividades
Abrangendo crianças e jovens a escolaridade futura; o Projecto de enriquecimento curricular,
entre os 3 e 15 anos, e pro- de Promoção da Leitura e Es- realizadas em tempo de férias
jectando para breve a abertura crita que, no Jardim de Infância escolares.
do ensino secundário, o Colégio e 1º Ciclo, tem como objectivo O ensino rigoroso e exigente, a
conta com equipas profissio- principal formar, entre todos os atenção personalizada, o apoio
nais que equilibram a experiên- alunos, leitores aptos a lidar com prestado e os projectos desen-
cia dinâmica com a inovação a palavra escrita nas suas dife- volvidos espelham um estilo edu-
fundamen tada e implementam, rentes dimensões; o Projecto de cativo baseado na simplicidade,
dia-a-dia, opções curriculares Enriquecimento Curricular “Uma espírito de família e de serviço,
eficazes e adequadas quer às Tarde Com…” que decorre nas que contribui para um ambiente
características dos alunos, quer tardes sem tempos lectivos dos educativo simultaneamente re-
às exigências da vida actual. alunos do 2º e 3º Ciclos e tem grado, alegre e seguro, onde
A conjugação do profissionalis- por objectivo proporcionar novas cada um encontra a oportunidade
mo e apoio personalizado, com aprendizagens e a aquisição de de realizar e promover as suas
o trabalho competente e respon- conhecimentos que nem sempre capacidades e competências.
sável dos alunos, permite, que
o Colégio alcance anualmente
resultados de excelência, devi-
damente aferidos por avaliações
externas (Exames Nacionais e
Provas de Aferição).
A atenção individualizada con-
substancia-se também nos diver-
sos serviços de apoio, vocacio-
nados para uma intervenção, o
mais precoce possível, junto dos
alunos que apresentam dificul-
dades específicas no processo
de aprendizagem ou desenvol-
vimento. Estes serviços visam
igualmente a promoção de com-
petências essenciais ao sucesso
escolar e percurso vocacional.
Por isso, o Colégio conta com
salas de estudo, diferentes mo-
dalidades de apoio pedagógico,
serviço de psicologia e terapia da
fala. Dispõe ainda de um serviço
de enfermagem que, para além
do apoio em eventuais situações

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Um empenho qualificado
O Centro Social e Paroquial de Baguim do Monte, em Gondomar, é uma IPSS que
tem à disposição das pessoas de idade mais avançada, um Lar, um Centro de Dia, e o
apoio domiciliário. Quem o procura encontra um serviço profissional de grande quali-
dade, o afecto muitas vezes em falta e uma equipa jovem e empenhada em proporcio-
nar uma vida digna a quem por tanto já passou.

Existe o corpo de colaboradores es-


pecializados nas diferentes áreas de
intervenção e, também, um corpo
clínico: um médico, um enfermeiro
e uma enfermeira. Ela, Conceição
Machado, em regime de voluntariado,
que presta apoio domiciliário perma-
nente e eles prestam apoio médico
nas valências de Lar e Centro de Dia.
O Centro conta ainda com a colabo-
ração pontual de uma cabeleireira,
uma podologista, um voluntário, Sr.
Almeida, especializado em mecânica,
que zela pela frota da Instituição, outro
A falta de tempo da sociedade actual Centro de Dia. Em 1993 viria, então, a voluntário, Sr. Cruz, animador na área
associada à sua cada vez menor ser criado o Lar e a valência do apoio do convívio e ainda uma voluntária, D.
disposição, motivada por problemas domiciliário. Actualmente o centro Rosinha Lucas, que orienta os vários
pessoais, profissionais e económicos é orientado por uma direcção com- momentos de oração que se realizam
relegam os idosos para segundo pla- posta pelo presidente, padre Lucindo na capela da Instituição.
no e tornam-nos um problema para Silva, vice-presidente António Moura, Estas equipas de trabalho com profis-
quem tem de tratar deles. Nesse sen- secretário Manuel Cruz, tesoureiro sionais de áreas específicas, tam-
tido e também devido ao crescente Armando Freire e vogal Sérgio Perei- bém ao nível dos corpos directivos,
envelhecimento da população, as ins- ra. A trabalhar em consonância com permitem assim prestar um serviço
tituições de apoio à terceira idade, no os primeiros está um corpo técnico jo- qualificado direccionado apenas e só
entender da assistente social Marta vem, com ideias de futuro, constituído para as pessoas. “Já ultrapassámos
Santos, “assumem um papel prepon- pelo director técnico Eduardo Mon- a gestão doméstica e estamos a ini-
derante na luta pelo melhoramento da teiro, a assistente social Marta Santos ciar uma gestão profissional. Mas,
qualidade de vida dos idosos”. O Cen- e a educadora social Eduarda Moura. não estamos abertos por razões fi-
tro Social e Paroquial de Baguim de
Monte, que serve pessoas não só de
toda a freguesia, como de localidades
como Rio Tinto e Fânzeres, sendo
o único espaço deste género na fre-
guesia, tem uma grande responsabili-
dade e uma função de destaque na
comunidade local.
O Centro, que neste momento dá
apoio a 78 famílias, albergando 28
pessoas no Lar, 30 no Centro de Dia e
20 no apoio domiciliário, foi criado em
1985, pelo pároco António Borges, e
começou por funcionar apenas como

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das suas capacidades, existem se-


manalmente aulas de ginásticas e a
oração do Terço. Mensalmente são
organizados passeios ao exterior.
Este plano de actividades tem sempre
por base as necessidades e as carac-
terísticas das pessoas residentes e
frequentadoras do Centro de Dia.
Nos próximos tempos, o Centro pre-
tende construir um novo edifício, de
maneira a poder alargar os serviços
que já existem, devido, no entender de
Marta Santos, “à necessidade vigente,
nanceiras, pois se tivéssemos como salidades de forma igual para todos, demonstrada pelo elevado número
objectivo o lucro mais valia fechar- independentemente das suas posses. de idosos que aguardam vaga nas
mos”, frisa o presidente Lucindo Silva. Já os restantes apoios são escassos diferentes valências”. O projecto da
De facto, o proveito económico não e provêm apenas da Liga de Amigos edificação ainda está em concepção,
é significativo, porque o Centro, ape- do Centro Social e Paroquial de Ba- e em princípio as novas instalações
sar de receber pessoas com todo o guim do Monte, e de alguns donativos localizar-se-ão dentro desta área que
tipo de capacidades financeiras, tem de outros particulares. a temos em abundância. Porém, esta
como critério prioritário de admissão No âmbito das actividades que o ideia só se consumará “com o apoio
as pessoas mais necessitadas, exis- Centro proprociona aos seus utentes, de terceiros e de benfeitores inte-
tindo uma comparticipação da Segu- de modo a conferir-lhes momentos ressados em ajudar aqueles que mais
rança Social nos valores das men- de boa disposição e de estimulação precisam”.

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Projecto Singular

Da união dos esforços e do amor pelo desenho de Sónia


Abreu e Paulo Costa nasce, em 2001, o atelier de arqui-
tectura Risco Singular. Inicialmente situado em Viana do
Castelo, actualmente a sua sede é em Barcelos, na rua
D. Diogo Pinheiro.
Tudo começa por uma linha, uma exclusiva”. Possuindo ideias próprias
ideia, um projecto, e apesar de serem recusa o conceito de arquitectura
dois arquitectos, o traço que os une minimalista, “não é só pensar no ob-
é apenas um, é singular. “Quería- jecto como algo oco, mas pensar
mos um nome que transmitisse aqui- no seu conteúdo, que será vivido e
lo que sentimos pela arquitectura”, usufruído, ou seja, não são só forma,
explica Paulo Costa. Os mentores mas o seu conjunto, e quais as sen-
deste projecto, depois de concluírem sações que estas nos transmitem. Na
a licenciatura em Arquitectura de- Risco Singular desenvolvem um tra-
cidiram lutar pelo sonho de terem balho completo, seguindo as próprias
um negócio próprio, onde tivessem ideias e directrizes, sustentam o seu
a liberdade para desenvolver o seu trabalho em profundo relacionamento
trabalho e competências, aí nasce com o cliente, explorando toda a infor-
a Risco Singular. Segundo Sónia mação possível, indo ao encontro das
Abreu, “apostamos na procura de suas necessidades e especificidades,
soluções que dinamizem o seu es- antes, durante e depois da obra.
paço, rentabilizando-o e dando-lhe
um carácter próprio, uma identidade Traços
a duas mãos
Apoiados numa gramática de linhas
simples, os arquitectos da Risco Sin-
gular concebem acima de tudo espa-
ços funcionais que integram um con-
ceito global perfeitamente delineado.
Utilizando, de uma forma lógica, no-
vos materiais, métodos e técnicas de
construção – como é o caso do betão
armado – traduzindo-se na simplifica-

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ção do processo de construção e na


racionalização dos custos da obra.
“O arquitecto elabora projectos com
criatividade e talento, sempre com es-
pecial atenção aos interesses, dese-
jos e aspirações do seu cliente no re-
curso das suas tarefas, muitas vezes
poupando dinheiro aos clientes. Um
edifício bem concebido é energica-
mente eficiente e tem um custo de
construção e manutenção menor”, e luminosidade, não esquecendo a
esclarece Paulo Costa. A compra de importância da eficiência energética.
uma casa ou qualquer outro empreen- Um sucesso solidificado, traduzido
dimento é, cada vez mais, uma impor- numa forte implementação no merca-
tante decisão, absorve muito tempo do, com empreendimentos no Porto,
de reflexão e exige ponderação. São Viana do Castelo, Braga e Barcelos.
muitas as fontes para a descoberta,
mas poucas lhe desenham momen- Projectos
tos de vida, traçam perspectivas e para o futuro
projectam laços para o futuro, como a Todavia, o futuro da Risco Singu-
Risco Singular. lar passa pelo desenvolvimento do
Para Sónia Abreu trata-se de um “tra- Parque Empresarial de Balugães, em
balho de continuidade, no exterior Barcelos. O primeiro parque empre-
e no interior, é necessário haver um sarial certificado na região “irá aliar as
corpo e uma alma. Cada pessoa tem empresas e respectiva administração
as suas percepções particulares, tra- a todos os equipamentos que aju-
ta-se de buscar essa individualidade”. darão a potenciar a competitividade
Desta forma, há uma atenção reforça- das empresas do parque. É um lugar
da nos pormenores, desenvolvendo de sinergias e evolução, onde iremos
características, na criação de siner- criar uma verdadeira comunidade,
gias no todo, perspectivando que no mas dando destaque às actividades
futuro irá haver uma maior abertura a lúdicas e recreativas”, passa também
novas soluções. pela elaboração de edifício de fitness
O Aldeamento Traço de Luz é mais and Spa, explicam os entrevistados,
um exemplo da qualidade e do rigor orgulhosos do seu novo projecto mar-
de construção da Risco Singular, cado pelo design futurista e arrojado.
uma empresa com 10 anos de vida. Com um gosto profundo no desenho,
Os arquitectos desenharam o em- esta equipa jovem e dinâmica prome-
preendimento com linhas rectas, utili- te encarar o futuro com muito trabalho
zando materiais como a mármore, a e confiança. Procurando, por um lado,
madeira e o vidro, baseando ainda a continuar a apostar em projectos fora
sua construção nas ideias de espaço de Portugal, como por exemplo em
Angola e na Córsega, onde realizaram
projectos de qualidade. Mas também
melhorar a organização da própria em-
presa, como nos prova o projecto ao
QREN, recentemente aprovado, como
forma de fornecer directrizes mais pre-
cisas para a Risco Singular, de forma
a continuar a responder com eficácia
aos desafios que o mercado coloca.

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“Um tempo sem pressa”


A New Clinics - Clínica Oftalmológica Ramiro Salgado, situada no Porto, pretende
continuar a dar aos seus pacientes um acompanhamento especializado na área da
cirurgia implanto-refractiva. Mantém-se a aposta da clínica num equilíbrio entre o au-
mento constante do conhecimento e a manutenção de uma relação de confiança com
o paciente.
da criação desta clínica em 2006.
É preciso dar tempo ao paciente
para se mostrar em todas as suas
vertentes, físicas e psicológicas,
assim como é importante dar tem-
po ao médico para que as analise.
A confiança só existe quando o
médico conhece minimamente o
seu paciente”.

Procedimentos
inovadores
Para além da saudável e determi-
nante relação médico-paciente, a
New Clinics disponibiliza serviços e
procedimentos inovadores a quem
a procura. Desde a cirurgia da
presbiopia, ao laser assistido por
femtosegundo, ou à implantação
de anéis intracorneanos assistida
por femtosegundo, Ramiro Sal-
Nasceu em Luanda (Angola), mas directo com o paciente, tanto no
gado oferece aos seus pacientes
hoje o seu coração bate mais forte Hospital de Santo António, onde
um leque de opções de tratamento
pela Invicta. Ramiro Salgado, exerce cirurgia implanto-refrac-
equiparável ao que de melhor se
médico especializado em Anes- tiva, como no departamento de
faz no mundo ao nível da oftalmo-
tesiologia (desde 1997) e Oftal- Oftalmologia do Hospital da Arrá-
logia: “A presbiopia vai ser um dos
mologia (desde 2004), deixou-se bida e na New Clinics.
próximos grandes objectivos da
seduzir pela Faculdade de Me-
cirurgia refractiva: ou seja corrigir
dicina da Universidade do Porto Relação algo que acontece na Natureza
e pela cidade que o acolhe desde de confiança de forma natural que é a perda
1984. Para o fundador da Cliníca Ramiro Salgado definiu desde o iní- da acomodação com o envelheci-
Oftalmológica New Clinics o Por- cio da clínica qual o rumo a seguir: mento que conduz à necessidade
to é uma cidade que tem, na sua consultas direccionadas para o de auxílio óptico para ver ao perto.
população, um charme inquestio- cliente, privilegiando uma relação E hoje em dia é uma das coisas
nável: “São pessoas trabalhado- médico-paciente, tão importante que já se tem feito e que eu faço
ras, frontais e honestas. O Porto como um diagnóstico correcto e mais, através da cirurgia com
tem um certo espírito indómito que atempado: “O médico é alguém lentes multifocais, por exemplo, e
não quero que se perca. Se, de que tem de estabelecer uma rela- assim melhorar substancialmente
uma forma muito humilde, puder ção empática com o seu paciente e a capacidade de visão para várias
contribuir para isso sinto-me reali- para isso precisa de tempo. Acabar distâncias”, revela.
zado”. E a sua contribuição é feita com a pressa nas consultas foi um Tendo também em conta que, cada
diariamente através do contacto dos objectivos principais aquando vez mais, é imperativo não perder

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uma visão mais abrangente, a Prefiro pensar numa eventual ex- rante: “Quem nos visita não sente
New Clinics tem, de forma gradual, pansão da clínica, para estar mais a pressão do relógio. Aqui temos
alargado o seu raio de acção. Para próximo dos pacientes, com mais tempo para o paciente. Um tempo
além da Oftalmologia, a Clínica soluções e outras opções”. sem pressa. O tempo pode ser
tem ao dispor de quem a procura, E é no lado humano que a New maior ou menor, mas será sempre
várias especialidades, como Neu- Clinics tem a sua verdadeira o tempo necessário para cada pa-
rologia, Psiquiatria, Cirurgia Geral, mais-valia. Ramiro Salgado ga- ciente”.
bem como Psicologia e Nutricio-
nismo, proporcionando aos seus
pacientes, não só do Grande Porto,
mas de todo o país, uma elevada
fidelização dos seus serviços.

União
dentro da classe
Ramiro Salgado vê de forma posi-
tiva o sector onde actua e não
pactua com divergências exacer-
badas: “Sinceramente acho que
temos uma classe interessada em
melhorar e crescer. Acredito que,
de uma forma geral, a maioria dos
profissionais tem sempre compor-
tamentos correctos e isso é muito
importante para a medicina. Temos
de defender uma atitude ética, res-
peitando o paciente e uma forma
de o respeitar é não existir falta de
serenidade dentro da classe”.

Futuro
Para o fundador desta clínica, o
futuro da New Clinics chegará de
forma tranquila e risonha: “O futuro
passa por proporcionar cada vez
mais qualidade, mantendo uma
formação constante. O saber estar
actualizado, conjugando o lado hu-
mano com o saber, ser previdente
e tentar crescer. Tudo o resto vem
por acréscimo”.
A possibilidade de uma expansão
da clínica não está descartada, no
entanto de fora fica a hipótese de
abandonar a actual localização da
clínica: “Esta zona é das melhores
da cidade. A Praça Velasquez é
central, com transportes à porta,
Loja do Cidadão aqui muito perto e,
acima de tudo, um dos símbolos do
Porto. Não gostaria de sair daqui.

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Medicina de qualidade
Com 10 anos de existência, a Clínica Mariani, situada em Vila Nova de Gaia, assume-
-se como a continuação de um projecto em que o lado humano se alia ao profissional e,
acima de tudo, se sobrepõe à lógica do lucro.

com 29 especialidades diferentes.


Ginecologia, Otorrino e Oftalmo-
logia são as mais procuradas, se
bem que a parte gastro e estética,
nas quais foram feitas grandes in-
vestimentos, têm tido uma procura
crescente. Contudo, ainda hoje Ana
Paula Ribeiro revela não ter todas
as especialidades que queria. “Al-
gumas são até bastante difíceis de
arranjar, mas vou tentando”.
Mais uma vez o processo parece
descomplicar-se. A clínica tem
também ao seu dispor uma viatura
pronta para ir buscar os doentes
com pouca mobilidade, uma inicia-
tiva que ainda está no iníco mas
que a partir de 15 Junho começará
Preocupação e dedicação são as de um call center domiciliário em a ser divulgada.
palavras de ordem. Quando se funcionamento até à meia noite. No que toca ao grande objectivo
pergunta o que a Clínica Mariani O projecto Mariani é, antes de para o futuro, esse é, sem dúvida,
tem de diferente para oferecer, a mais, um projecto familiar e, talvez “continuar com a clínica em alta,
resposta não tarda: “Facilidades, a por isso, os ideais de quem lá manter o nível e continuar tam-
relação entre o doente e o médico trabalha sejam os mesmos, “dis- bém a privilegiar a relação doente-
é desburocratizada ao máximo”. ponibilidade, empatia e vontade -médico”.
Ana Paula Ribeiro, responsável de ajudar”. Ana Paula Ribeiro
pela clínica, contribui em grande continua a ter os pacientes que,
medida para esse facto. O seu outrora, foram do seu pai, algo
telefone está ligado 24 horas por conseguido mesmo após uma mu-
dia e atender uma chamada de um dança de instalações. O espaço
doente, a qualquer altura, é algo inicial, situado também em Vila
natural, intrínseco à própria vida Nova de Gaia, mas na Avenida da
e profissão, que, aliás, parecem República, começou a ser peque-
fundir-se num todo. Baseada nes- no para tanta procura.
sa idéia está uma outra - a criação A Clínica Mariani conta, agora,

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Tenha tudo com… MiniSom


Tempos houve em que lhe chamavam Centro Auditivo Britânico – uma loja no centro
de Almancil. Hoje, a ideia que partiu de um homem chamado James Everitt está trans-
formada na empresa MiniSom que conta já com 37 centros espalhados por todo o país
e pertence ao Grupo Audionova que ocupa um lugar cimeiro na Europa na venda de
aparelhos auditivos.
possamos ter acesso imediato a
tudo que de novo existe no mercado,
sendo vários os workshops e visitas a
fábricas e centros de desenvolvimen-
to dos nossos parceiros”.
No âmbito da formação, a MiniSom
tem neste momento uma colabora-
ção com o curso de Audiologia da
Escola Superior de Tecnologia do
Porto. Os alunos de Audiologia têm a
possibilidade de estagiar nos centros
Quem escolhe a MiniSom escolhe, aparelhos disponíveis nos centros auditivos MiniSom, onde têm ao seu
desde logo, proximidade no seu trata- MiniSom que, pelo esforço dos profis- dispor os recursos e as técnicas mais
mento. Com 37 centros, de norte a sul sionais da empresa, estão sempre na actuais na área de reabilitação audi-
do país, incluindo as regiões do inte- vanguarda da tecnologia. A qualidade tiva. Por outro lado, têm a possibili-
rior, muitas vezes descuradas, a em- dos produtos aliada a um atendimen- dade de adquirir experiência prática
presa de tudo faz para que os seus to ao público o mais personalizado de forma a complementar os conheci-
pacientes não tenham de percorrer possível são as grandes vantagens mentos teóricos.
grandes percursos. Uma mais-valia da MiniSom e são factores que con- Facilidades é disso que trata a
para quem já tem alguma idade. tribuem para que a empresa lidere, Mini-Som. O seu cartão privilégio
Mas nem só de pessoas mais idosas neste momento, o mercado em que é outro trunfo. É um meio de captar
se constitui o público-alvo dos produ- se move. Um mercado bastante com- a atenção daqueles que se atraem
tos MiniSom. Como apurou Pedro petitivo, recheado de grandes grupos pelos descontos e ofertas exclusivas
Paiva, Audiologista e responsável internacionais. A relação qualidade- para os clientes. É, no fundo, uma
pela formação técnica, os problemas -preço é, por isso, gerida de forma forma de fidelização.
de audição são, de facto, algo que positiva, com uma qualidade que Com um crescimento de 80% no
está em crescimento e que cada prima pela excelência e com preços último ano, a MiniSom adere, igual-
vez mais abrange todas as classes competitivos. mente, à estratégia de elaboração de
etárias. “Nos últimos 3, 4 anos, noto Segundo Pedro Paiva, “a reabilita- protocolos com entidades exteriores,
que os nossos pacientes já deixaram ção auditiva é uma das áreas mais como seguradoras ou instituições
de ter 85 anos, para começarem a ter específicas da Audiologia, esta sofre públicas, sempre com o objectivo de
perto de 60”. Quanto aos mais jovens uma constante evolução, pois os mostrar que está no mercado e de dar
existem comportamentos que podem fabricantes de aparelhos auditivos in- aos seus pacientes pequenas com-
pôr em causa a saúde auditiva, por troduzem regularmente novas tecno- pensações pela preferência.
exemplo a utilização excessiva de logias e ferramentas nos seus instru- Os centros MiniSom estão abertos
aparelhos Mp3. Estes potenciam o mentos que nos permitem aperfeiçoar sempre de segunda a sexta-feira, afir-
aparecimento precoce de problemas e melhorar a comunicação dos nos- mando mais uma vez a referida políti-
auditivos, quando usados por perío- sos pacientes. A MiniSom tem uma ca de proximidade. Para se trabalhar
dos prolongados e a intensidades forte vertente de formação só assim na MiniSom, diz Pedro Paiva, existe
elevadas. consegue acompanhar este ritmo de mesmo um requisito que é essencial,
A solução passa por prevenir e evitar desenvolvimento. O facto de traba- “gostar de pessoas, se não se gostar
ao máximo a exposição aos ruídos lharmos com os maiores fabricantes de pessoas não vale a pena porque
ou, numa fase seguinte, recorrer aos de aparelhos auditivos permite que este é um trabalho contínuo”.

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Saúde e bem-estar
em Viana do Castelo Na qualidade de médico dentista e di- oral, existindo uma sensibilização e
“Proporcionar saúde e bem-
rector clínico, Domingos Rocha privi- uma maior motivação por parte dos
-estar” é a grande aposta da
legiou os cuidados de saúde nas suas pacientes para os cuidados de saúde
Clínica Médica e Dentária
diferentes vertentes, havendo para oral.
do médico dentista Domin-
além da medicina Dentária outras es- Os cuidados de saúde aliados ao
gos Rocha. pecialidades, dando resposta a uma bem-estar são a resposta futura por
A Clínica Médica e Dentária de Do- necessidade iminente da freguesia de parte do director clínico Domingos
mingos Rocha iniciou a sua activi- onde é natural. Rocha a uma procura crescente
dade em 2004 em Santa Marta de No exercício das suas funções o dos mesmos. A criação de um novo
Portuzelo, Viana do Castelo. Após médico Domingos Rocha inclui os espaço clínico inovador e com aten-
dois anos, nasceu uma outra clínica, cheques dentista que, de acordo com dimento de excelência darão lugar
em Castelo do Neiva, freguesia do o mesmo, impulsionam e promovem a um espaço de saúde e bem-estar
mesmo concelho. activamente os cuidados de saúde único em Portugal.

Reabilitação e humanidade
Clínica de reabilitação física quer acessibilidade para todos.
José Oliveira, médico especialista mais acessíveis através das con-
em Medicina Física e de Reabilita- venções celebradas com diversas
ção, adquiriu a Clínica de Reabili- entidades públicas e seguradoras,
tação Dr. José Oliveira em 2004. entre estas o Serviço Nacional de
Com vista a melhorar a qualidade Saúde.
do serviço prestado o médico le- Os objectivos futuros passam, es-
vou a cabo, recentemente, uma sencialmente, pela reformulação poderiam beneficiar com a reabili-
remodelação completa da Clínica. da Clínica para prestar serviços tação e recuperar a capacidade de
A Clínica trata desde os problemas ao domicílio, exigindo uma equipa sair e voltar à rua”. Será um passo
mais simples de artroses até aos técnica disponível para desloca- importante para uma clínica que
casos mais complicados, como se- ções. Até porque, segundo José quer ser referenciada como um
quelas de acidentes de viação e de Oliveira, “muitas das pessoas sem exemplo de humanidade e igual-
“tromboses”. Os preços tornam-se possibilidades de saírem de casa dade para todos.

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Sempre na linha da frente


pomos do conhecimento e da
“Um sorriso bonito gera
tecnologia necessárias”, refere
confiança e aumenta a au-
Morais Calado.
to-estima”.
O bem-estar dos seus pacientes
Morais Calado licenciou-se em é a sua principal preocupação,
Medicina Dentária na Universi- tendo em conta trabalhar na
dade do Porto. A sua área de reabilitação oral, o médico tem
actuação é a reabilitação oral sempre presente a função e a
desde a implantologia às pró- estética, melhorando a auto-
teses fixas e removíveis, dis- -estima das pessoas.
pondo para tal de condições Os projectos de futuro para a
materiais e humanas à altura clínica são ambiciosos, o médi-
da clínica, que representa na co conta com a colaboração do
cidade de Braga desde 1984, seu filho Rui Morais Calado.
contendo diversas especiali- “Espero que não me ajude, mas
dades. Na Clínica, existe uma sim que me complemente, pois,
vasta equi pa de médicos den- só acredito na diferenciação e
tistas, assim como vários fun- para isso tem de estar sem-
cionários. A filosofia da clínica pre na linha da frente” refere o
é dar ao paciente um serviço médico, evidenciando a aposta
de qualidade e na hora. “Dis- inovadora da Clínica.

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Um estandarte de sucesso
em Leça da Palmeira
Monteiro & Filho, Lda. nasce em Leça da Palmeira em 1990, pela mão de Artur Monteiro.
20 anos de experiência ditaram o crescimento seguro e sustentável do grupo. Camilo
Monteiro e seu filho Artur Monteiro são os empresários responsáveis pelo sucesso da
empresa.
crescimento deve-se ao “excepcio-
nal profissionalismo de toda a equipa
com constantes acções de formação
que a administração proporciona, e a
entrega rápida dos materiais, que é o
nosso porta-estandarte”.
O mercado em que a M&F se insere
é extremamente concorrencial, mas
como afirma Artur Monteiro, “nós
munimo-nos de armas no sentido de
melhor servir o cliente, oferecendo
O grupo familiar, que atinge di- dos materiais”. conhecimento e rigor técnico, uma
mensões invulgares para que seja Artur Monteiro, entre 1985 e 1989, qualidade de serviço e exemplar
conotado como tal, é constituído exercia funções de director técnico profissionalismo”. Apesar da crise, a
por 4 empresas: Camilo Monteiro na empresa de instalações eléctricas. empresa tem crescido, e desenha a
– Instalações eléctricas Lda; Mon- Com esta experiência e com o pro- sua estratégia de desenvolvimento
teiro & Filho, Lda.; BIALVA – Mate- liferar de várias indústrias na zona, no alargamento da actuação geográ-
rial Eléctrico, Lda ; e a ISPTEL – surgiu a ideia de abrir um armazém fica, sempre com o “estandarte” da
Material de Telecomunicações. em Matosinhos. E do sonho à obra, rápida entrega de material.
A vontade de apostar no mercado o caminho demorou apenas um ano.
do material eléctrico, automação in- Em 1989, Artur Monteiro apresenta
dustrial e telecomunicações, partiu um projecto ao seu pai, e no dia 13
da necessidade de preencher uma de Novembro desse ano procede-se
lacuna, pois não havia até então à escritura da M&F, abrindo portas
armazéns dessa área de mercado, em Janeiro de 1990, num espaço
a não ser os armazéns da cidade com 150m2, que hoje se transfor-
do Porto, que, segundo Artur Mon- mou numa área de 1650m2.
teiro, não exerciam um serviço que Com um cariz “geneticamente” in-
correspondesse às necessidades dustrial, a M&F tem crescido, dan-
dos clientes, porque “entregavam do apoio às diversas indústrias da
o material uma semana após o região e aos instaladores que de-
pedido”, e “neste mercado há uma senvolvem a sua actividade na zona.
exigência de celeridade na entrega Para o general manager do grupo, o

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A ligar as pessoas

A Rencad, de Viana do Castelo, dedica-se à construção e manutenção de redes de energia


eléctrica, bem como ao fabrico de armaduras em ferro para sapatas de betão. A empresa
desenvolve grande parte da sua actividade em Espanha para as maiores entidades do ramo
(através do seu cliente principal EPME, S.A.), e tem bem presente o risco e a complexidade
do seu trabalho, apostando forte na formação contínua dos seus colaboradores.
A empresa criada em 2007, e a com colaboradores com vários
funcionar, desde o início de Junho, anos de actividade o que permite
no Parque Industrial da AEP em responder com exigência às dife-
Lanheses, no concelho de Viana rentes tarefas deste ramo de acti-
do Castelo, resultou da união en- vidade. Esta conjugação entre
tre a experiência de mais de 20 gente jovem e outros com mais
anos na área das redes de energia anos de experiência é bastante
eléctrica de Rufino Cadilha e a ju- importante e vital, pois a agilidade
ventude e a vontade de fazer algo é uma aspecto fundamental aliada
novo do seu filho Renato Cadilha. à astúcia e orientação dos que
Nessa perspectiva, a Rencad tem possuem mais experiência. Outra
trabalhado na instalação de linhas característica desta equipa é a uni-
de baixa, média, alta e muito alta ão, já que existe um acompanha-
tensão e fibra óptica, com uma apoios metálicos e outras estrutu- mento e um diálogo permanentes
ligação preferencial de subem- ras similares. no sentido de conseguir alcançar
preiteiro da EPME. De há pouco os objectivos. “As ideias dos co-
tempo para cá, além da execução A importância laboradores contribuem para um
dos trabalhos no terreno, a Ren- da juventude melhoramento da qualidade e da
cad começou a dedicar-se tam- Actualmente na Rencad trabalha rentabilidade do trabalho, porque
bém do fabrico das armaduras em uma equipa jovem, mas já com eles estando no terreno e sentindo
ferro para as sapatas de betão de alguma experiência, mesclada mais as dificuldades poderão con-

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tribuir para a melhoria da execução obtenção da certificação ambiental objectivo começar a desenvolver
das tarefas”, explica o director de e de segurança, uma vez que a de essas peças para a construção das
produção Renato Cadilha. qualidade já foi obtida, e pela ins- sapatas dos equipamentos eólicos
crição como empreiteiros da EDP e e para os seguidores solares de
Ligação como empresa instaladora em Es- captação de energia fotovoltaica.
vital panha (visto que já possui autori- E como o sucesso passa sempre
A EPME, uma empresa líder em zação como empresa acreditada por uma visão alargada de poten-
Portugal neste ramo, e que tra- – REA). No âmbito dos serviços, ciais mercados, a Rencad poderá
balha também em Espanha, Mar- o facto de terem iniciado o fabrico vir mesmo, de acordo com Renato
rocos e Tunísia, tem sido cliente da das armaduras metálicas, para Cadilha, “quem sabe, um dia fazer
Rencad em todos os trabalhos em as sapatas dos apoios das linhas a instalação das torres dos aero-
que esta participou, a maior parte eléctricas, fá-los agora ter como geradores”.
deles no país vizinho. De acordo
com o gerente, Rufino Cadilha, “foi
a EPME que nos abriu as portas
que nos permitem trabalhar para a
EDP e para a REN” em Portugal,
“e para a Unión Fenosa, Hidro-
cantabria e Neoenergia”, em Es-
panha. É, aliás, para esta última,
e em ligação com a EPME, que
neste momento, a Rencad está
a realizar parte de uma obra de
grande dimensão. Trata-se de uma
construção de uma linha de Muita
Alta Tensão em Burgos com uma
extensão de cerca de 20 km.

Formação
a todos os níveis
A formação contínua dos colabora-
dores é indispensável nesta área,
sendo a qualidade, a segurança e
o ambiente três pontos essenciais
neste ramo. Estas três vertentes
são fundamentais e têm de ser
conjugadas devido às especifici-
dades de cada tipo de trabalho
(aéreo ou subterrâneo), morfo-
logia do próprio terreno e riscos
que esta actividade acarreta para
os recursos humanos envolvidos
e para o meio ambiente. A forma-
ção é dada pelos responsáveis da
empresa, técnicos de segurança e
por especialistas da actividade.

Futuro
risonho
Em termos de planos para os próxi-
mos tempos, esses passam pela

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“O nosso produto
é o conhecimento”
A Enescoord – Coordenação e gestão de obras e projectos, foi constituída no final de
1999 por Rui Enes Gonçalves e Nuno Enes Gonçalves, fruto de uma forte determina-
ção em servir o mercado da coordenação e fiscalização de obras com autonomia, valor
e rigor profissional.

Com um trabalho marcante na


gestão e elaboração de projectos
de engenharia, coordenação e
fiscalização de obra e gestão da
manutenção da mesma, “a nossa
mais-valia assenta no trabalho de-
talhado e crítico dos projectos e
na permanente actualização dos
nossos técnicos, tendo já diver-
sas metodologias implementadas
e validadas”, explica Nuno Enes.
Em dez anos de actividade, a
Enescoord sofreu uma evolução
exponencial e de quatro colabo-
radores iniciais, actualmente as-
cende aos 35, resultados anima-
dores para a empresa nortenha,
que para além da sede no Porto
também tem uma delegação em
Lisboa.
Ao fim de quatro anos de activi-
dade, a Enescoord obteve certifi-
cação pelo sistema de gestão da
qualidade, sendo que a extensão
da certificação do sistema de quali-
dade ficou concluída em Janeiro
de 2007. Neste momento, a Enes- Evolução aplicamos todos os recursos e os
coord também é certificada pelo exponencial nossos conhecimentos técnicos”,
sistema de gestão da qualidade na Nestes dez anos, a Enescoord afirma Nuno Enes.
actividade de gestão e serviços de soube consolidar a sua posição Com uma dinâmica assinalável,
manutenção, “atingindo mais um como uma referência no mercado, a empresa demarca-se pela rela-
objectivo importante na contínua quer pelas competências técnicas ção de proximidade com o cliente.
busca de melhoria de qualidade e sociais, quer pela prestação de No rol de clientes destacam-se os
dos nossos serviços. A empresa serviços integrados de gestão de grupos Salvador Caetano, Lito-
obteve também a certificação de projectos, desde a concepção à car, Mateus, Gamobar, Santogal,
gestores gerais da qualidade do execução, potenciando todas as C. Santos VP, a Universidade do
LNEC em edifícios e monumentos. sinergias resultantes dessa inte- Porto, Banif - Fundos Imobiliários,
A nossa preocupação é a satisfa- gração. “A nossa missão é a ga- Gabinete de Obras Públicas e
ção do cliente e o cumprimento de rantia de qualidade dos empreen- Empresa Municipal do Porto, en-
todos os requisitos regulamenta- dimentos em que nos envolvemos tre outros. “Numa prestação de
res e das boas regras de arte”. e, para atingirmos este requisito, serviços temos que nos diferenciar

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ao nível do conhecimento, é esta presa ou privado. “Cada vez mais ou de habitação. “ A Qualeneco é
a aposta da Enescoord, inovação, tem que haver uma aposta, e neste uma empresa autónoma, e, nessa
informação e serviço reconhecido”, sentido, os objectivos e a intenção medida, certifica também os pro-
assegura o entrevistado. da certificação são mesmo esses, jectos da Enescoord, no que con-
A competência e experiência de melhorar as condições de trabalho cerne às auditorias energéticas. A
gestão de projectos e obras da em termos da qualidade do ar inte- nossa postura perante o mercado
Enescord não se resume ao ter- rior e aumentar a eficiência ener- nestes dez anos de actividade foi,
ritório nacional, a empresa deixou gética dos edifícios, reduzindo es- é, e será sempre uma postura de
também a sua marca em Espa- sencialmente os consumos, para idoneidade e de responsabilidade”,
nha, na província de Málaga, além de promover a utilização das realça.
Vigo e Madrid, e também em An- energias renováveis, quando as A Qualeneco, apesar da juven-
gola e Moçambique, onde merece condições o permitem”, esclarece tude, tem uma elevada margem
destaque um edifício de habitação Nuno Enes, para quem a “falta de de progressão nacional e interna-
e de escritórios, com duas torres e fundos de algumas empresas im- cional, “Portugal é um exemplo de
23 pisos, em Luanda. pediu que aplicassem este tipo de inovação na parte das auditorias
serviço e fizessem a certificação da qualidade do ar interior que, de
Aposta energética”. uma forma geral, a directiva co-
na certificação munitária tem uma preocupação
energética Inovar sobretudo energética, mas Portu-
Como sabemos, a energia pode ter para criar valor gal também introduziu a auditoria
um peso significativo nos custos Aproveitando este nicho de mer- do ar interior”, para Nuno Enes
anuais, por isso a gestão da ener- cado criaram a Qualeneco, que se este know-how é decisivo e é uma
gia é um aspecto fundamental no dedica a auditorias e certificações mais-valia para a abordagem ao
desenvolvimento de qualquer em- energéticas a edifícios de serviços futuro.

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Fale connosco e o projecto nasce


Uma empresa que trabalha
a madeira em projectos de
pequena e grande dimen-
são.

Localizado na zona industrial da


Rebordosa, Paredes, o Espaço
Intemporal executa trabalhos de
decoração de espaços de exte-
rior com a utilização da madeira.
“A madeira é um material no-
bre, extremamente confortável
e bastante isolante, térmica e
acusticamente”, assegura Tomás
Silva, impulsionador do projecto. A
empresa tem vindo a alcançar um “Na área de projectos para espa- madeira, nomeadamente pérgo-
lugar de destaque nesta área, es- ços de exteriores não há quem os las, deck´s, mobiliário, etc, aos tra-
sencialmente devido à satisfação faça de uma forma tão personaliza- balhos de jardinagem, execução
dos clientes e ao “passa a palavra” da, é aí que nós nos distanciamos de piscinas e tudo o que seja pos-
que se gera. Muitos são também dos nossos concorrentes”, aponta sível realizar num espaço exterior.
aqueles que através da consulta Tomás Silva. “Criar modelos dife- Além desta vertente de projectos
do site (www.espacointemporal. rentes, ter novas parcerias e trazer de decoração a empresa trabalha
net) encontram na Espaço Intem- elementos distintos para o espaço também em obras públicas exe-
poral o local ideal para realização exterior é o nosso conceito”, realça cutando por exemplo apoios de
dos seus projectos. Grande parte o empresário. praia, passadiços, restaurantes,
do sucesso que a empresa atingiu Para o Espaço Intemporal não abrigos, quiosques, pérgolas, en-
teve que ver com a sua política de existem propósitos impossíveis, tre outras.
abertura ao cliente, com o rigor, “nós trabalhamos com projectos Aproveitando a experiência no
respeito por prazos de execução desde 1m2 até grandes obras”, trabalho com a matéria-prima em
e garantia de qualidade que ofere- afirma Tomás Silva. E são, de questão, a empresa direcciona-
cem. facto, várias as soluções de valori- -se agora para a realização de
A valorização de cada espaço e a zação de espaços que a empresa projectos de decoração e para a
satisfação do cliente são os prin- apresenta, executando desde as construção de casas em madeira.
cipais objectivos dos executantes. construções com elementos em Ao contrário do que acontece em
países como os EUA onde nor-
malmente a primeira opção é a
construção em madeira, em Por-
tugal não existe grande abertura
por parte da população para este
tipo de estrutura. No entanto, o
empresário sente que as mentali-
dades estão a mudar. “As pessoas
estão a perder a ideia de que a
casa de madeira é um barracão
com pouca qualidade e com re-
duzida durabilidade e, na verdade,
a sensação de conforto que uma

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Tendo já trabalhado em câmaras mu-


nicipais e gabinetes de arquitectura e
engenharia, Helder Cardoso encon-
trou na Espaço Intemporal um projec-
to ambicioso e inovador. “A minha fun-
ção na empresa é a de desenvolver
um projecto apelativo em parceria
com os clientes”, refere o designer.
Focada na criação de trabalhos per-
sonalizados, a Espaço Intemporal
não pretende alargar a sua área de in-
tervenção a grandes projectos massi-
ficados. “Nós direccionamo-nos para
clientes em particular, o nosso con-
ceito é personalizar cada trabalho”,
foca o gerente.
Sempre com o intuito de prestar
serviços de maior qualidade a quem
os procura, a empresa tem uma equi-
pa de manutenção que resolve os
pequenos problemas que possam
surgir. Através da disponibilização de
contratos de manutenção, uma equi-
pa visita com regularidade a casa dos
clientes e procura falhas que possam
surgir. “Tratamos de tudo sem ser
necessário o cliente nos pedir, reno-
casa de madeira transmite não se Com um conceito de “chave na mão”, vamos os produtos de tratamento
compara à de nenhum outro mate- a empresa oferece a quem a procura e acabamento e estamos atentos a
rial.”, atesta Tomás Silva. o máximo de qualidade, inovação e outros pormenores”, assegura Tomás
Com o assegurado cuidado na con- perfeição de trabalho, aliados ao míni- Silva.
strução, nomeadamente com a utiliza- mo de preocupações. “Os clientes Hoje o Espaço Intemporal é já uma
ção de paredes duplas, materiais de muitas vezes não querem perder empresa sólida no mercado dos tra-
grande qualidade e com a aposta no tempo a tratar das várias incumbên- balhos em madeira que se prevê vir
design, a empresa começa a ser cada cias de um projecto e nós encarrega- a ter um crescimento na ordem dos
vez mais requisitada. Para agradar mo-nos disso”, salienta o empresário. 20% já este ano. As linhas de produ-
ao maior número de clientes, a cria- Em parceria com outras empresas a tos de mobiliário de exterior e os pro-
ção de novas ofertas é o caminho a equipa da Espaço Intemporal resolve jectos de decoração são as vertentes
seguir. “Estamos a criar vários mode- todas as situações que possam surgir, que a empresa pretende destacar no
los de casas e pretendemos também reduzindo ao máximo os encargos do mercado.
desenvolver linhas complementares cliente. “Existem no mercado equipas
com produtos de excelência a preços que fazem construções em madeira e
reduzidos”, informa o empresário. In- obras de interior, mas empresas que
vestindo muito tempo no estudo do aceitem qualquer espaço e que exe-
projecto e na procura das melhores cutem todo o projecto de reorganiza-
soluções, o Espaço Intemporal ofere- ção de uma forma tão personalizada,
ce uma excelente relação qualidade eu não tenho conhecimento”, realça
preço aos seus clientes. “Nós con- Tomás Silva.
seguimos fazer um T3, topo de gama, Este trabalho realizado com o cliente
com tudo incluído por 70 mil euros”, faz parte das competências de Helder
exemplifica Tomás Silva. Cardoso, designer de ambientes.

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“O impossível
é a nossa rotina”
Uma empresa que ultrapassa fronteiras, faz mais obras em menos tempo e é cada vez
mais eficiente, é desta forma que a Subliopus faz hoje a sua rotina.
para que lhes fosse antecipado
algum capital para iniciar as
obras, e da parte dos fornece-
dores o material. O arquitecto
André Ramalho exprime com al-
gum orgulho como tem mantido
a empresa ao longo deste tem-
po, “é relativamente fácil entrar
no mercado, o difícil é manter-
-se, pois basta falhar uma vez e
está tudo perdido”.
A Subliopus actua no mercado
de obras não habitacionais, so-
A Subliopus é uma empresa dias de hoje. bretudo no sector da saúde, tu-
de instalação de material eléc- O objectivo dos empresários era rismo e grande distribuição. Tra-
trico que surgiu a partir de uma entrar no ramo das instalações balham com valor acrescentado,
parceria entre dois sócios que eléctricas em ambientes de ele- ambientes de elevada exigên-
actua vam no ramo da cons- vada exigência, desafiando pra- cia, quer seja, prazos ou com-
trução de lojas para a grande zos e métodos estereotipados plexidade, criando, deste modo,
distribuição. Após vários anos para este tipo de mercado, for- uma diferenciação junto da
ligados a este sector de activi- matando a estrutura da empresa concorrência. A empresa move-
dade, Fernando Real e André para poder responder a este tipo -se em diversos espaços como
Ramalho detectaram um nicho de desafios. ”Quando abrimos lojas de grande distribuição,
de mercado onde era possível a empresa ninguém nos finan- centros comercias, instala-
existir algo para poder arrancar ciou, nem nos forneciam nada ções do tipo hospitalar, hotéis
com a sua própria empresa. sem dinheiro à frente, como tal, e resorts, actua em serviços
“A necessidade aguça o en- era necessário muito capital que de montagem, auditoria, insta-
genho, temos a consciência das nós não tínhamos”. Nesse caso, lações eléctricas, redes estru-
nossas limitações, isso torna- a empresa teve de encetar uma turadas e de telecomunicações,
nos mais ágeis, de forma, a mini- parceria com os seus clientes circuitos fechados de televisão.
mizar o que possam parecer a
partida desvantagens, usamos
cabeça, agilizamos, organiza-
mos, economizamos, e fazemos
bem à primeira”. É assim que a
empresa se apresenta.
Foi em 2007 que a Subliopus
deu inicio à sua actividade.
Com uma reduzida estrutura e
focalizando-se em montagens
eléctricas de baixa tensão, re-
gistou um crescimento notável,
que se foi verificando até aos

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em parceria com muitos for-


necedores e clientes, só o facto
de trabalhar com uma platafor-
ma logística muito competitiva
possibilita a não acumulação de
stock.

Responsabilidade
Social
Apesar da empresa pretender
expandir as suas actividades, o
lucro não é o seu único propósi-
to. Na Subliopus os valores não
são esquecidos e são várias
as acções que a empresa apa-
drinha. Para além da doação
Para além de oferecer todos es- acompanham a empresa desde de dinheiro a instituições de
tes serviços, a empresa possui o seu início, aqui as decisões solidariedade, a empresa pa-
ainda uma assistência técnica e caminhos a tomar são dis- trocina ainda duas modalidades
permanente. Como explica o ar- cutidos em equipa, sendo esta desportivas e já conseguiu re-
quitecto, ”mais do que fazer, é a razão de sucesso da Sublio- duzir o seu desperdício ener-
importante manter em funciona- pus. Esta estrutura horizontal gético em mais de 10%. Não se
mento, apoiar, estar presente, permite-lhe abarcar projectos esquecendo dos seus colabo-
resolver em tempo útil, explicar, já com uma dimensão conside- radores, entre 2007 e 2009, a
substituir. Enfim, estar sempre rável e obter bons resultados. Subliopus atribuiu mais de 250
presente, mesmo quando nin- Para o empresário o impossível mil euros em prémios de tra-
guém se lembra de nós.” é uma rotina, “acreditamos que balho.
A empresa tem uma estrutura é sempre possível ser melhor, Para finalizar, o arquitecto André
muito peculiar no ramo, sendo agradar, superar as expecta- Ramalho deixa um conselho a
pequena e focalizada, concorre tivas, isso mantém os nossos todos os empresários: ”Quem
com empresas de dimensão su- clien tes felizes”. hoje quer abrir uma empresa e
perior. Apesar disso, em 2009 A inovação no tipo de serviços fazê-la crescer tem de pensar de
atingiu um volume de negócios que a empresa presta. A Sublio- uma forma pouco convencional,
na ordem dos 5 milhões de eu- pus desenvolve uma estrutura desafiar as lógicas existentes e
ros, um quadro com cerca de a nível logístico que, actual- actuar de forma a chegar onde
40 efectivos, e cerca de 200 mente, permite-lhe trabalhar em os outros não chegam, acres-
mil euros de investimento anual toda a Península Ibérica e Sul centar valor e diferenciar-se,
em novas tecnologias. ”Não so- de França, com preços e prazos o que não sendo fácil é hoje a
mos os maiores, mas já fomos competitivos. A Subliopus actua única solução possível”.
mais pequenos”, refere André
Ramalho, confiante no desen-
volvimento do projecto.

Fazer
o impossível
O arquitecto André Ramalho
faz a gestão da empresa, os
funcionários encontram-se dis-
tribuídos por departamentos
onde têm uma autonomia total.
Quase todos os funcionários

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Estabelecimentos inteligentes
A Auditor importa e comercializa, desde 1973, equipamentos de gestão e controlo des-
tinados ao canal Horeca. A inovação e a qualidade dos seus produtos têm contribuído
para o crescimento constante da empresa e para a consolidação da sua imagem no
mercado, reforçada também pela assistência técnica sempre disponível.

por estar atarefado ou de nos


deslocarmos até ao balcão. O si-
nal da chamada é recebido numa
máquina de nome ‘Mobile Pro’
transportada pelo funcionário, que
armazena a informação de todos
os produtos disponíveis, e à qual
se pode ligar uma impressora por-
tátil que emite o recibo e permite
a cobrança aquando do pedido ou
no acto de entrega.
Soluções para todas as necessi- gas e os gestores saberem, por Uma nova metodologia de pro-
dades de gestão do sector da exemplo, para quantos copos dá moção dos produtos também está
restauração e hotelaria, prove- uma garrafa, porque mal é colo- entre as apostas de Jorge Freitas.
nientes do Japão e sobretudo da cada uma determinada quanti- Trata-se da possibilidade dos ges-
Alemanha, mais concretamente da dade de bebida num copo é logo tores de bares e discotecas po-
conceituada multinacional Vectron, efectuado o registo. Isto é possível derem informar nos televisores
com quem a Auditor trabalha tam- porque são associados autómatos dos estabelecimentos da descida
bém no desenvolvimento de novos com doseadores aos grifos das be- do valor de uma bebida, quando o
produtos, são a base de incidência bidas, às garrafas e até às máqui- sistema detecta automaticamente,
do negócio da empresa sedeada nas de café, ligados ao sistema depois de programado, que já foi
no Porto. Para além da venda por wireless. “Assim, hoje em dia, vendida uma determinada quanti-
deste tipo de equipamentos, a Au- pode-se ter um espaço gerido dade dessa bebida.
ditor comercializa ainda o software de forma profunda, correcta com Apesar de os equipamentos da
de gestão PHC a empresas de to- praticamente 100% de eficácia”, Auditor poderem, no entender de
dos os ramos. explica Jorge Freitas. Jorge Freitas, “custar a comprar”,
Tendo como maior preocupação Outra novidade que a Auditor dis- os clientes acabam por constatar
a qualidade, factor pelo qual, no ponibiliza é um dispositivo que que fizeram um excelente investi-
entender do director Jorge Freitas, possibilita chamar o empregado, mento num produto fiável, pois
se “tem distinguido no mercado”, através do toque num botão, “ao contrário dos casos de outros
a Auditor tem apostado muito na quando estamos, por exemplo, equipamentos, só pagam ao início,
inovação, nomeadamente, nos numa mesa ou até numa barraca já que após a compra não têm de
sistemas de automação e controlo. de praia, sem haver necessidade gastar com contratos de manu-
Estes sistemas permitem evitar fu- de insistir com esse empregado tenção”.

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“Um espírito de sacrifício


em que o cliente repara”
António Miranda trabalha
em contabilidade há cerca
de 30 anos, desde os 18
anos de idade. Começou
a trabalhar por sua conta
em conjunto com Hen-
rique Teixeira Mota até
abrir gabinete com o seu
nome, em Rio Tinto, já lá
vão 18 anos. O gabinete
funcionou até 2005 na Rua
Vasco da Gama, altura em
que houve mudança para
as novas instalações na
Rua Dr. José Luís Araújo.
Coordenar o seu próprio gabinete de
contabilidade sempre foi a ambição
do contabilista natural de Vila Chã, no
concelho de Vila do Conde, de forma
a não estar sujeito a um emprego por
conta de outrem, onde perder um
cliente poderia muito bem resultar no
despedimento, e a poder aumentar o ponibilidade, fazendo inclusive horas clarativo são feitas reuniões com os
número de clientes quando mais lhe extra, para responder ao que lhes é clientes, é mantido o contacto telefóni-
conviesse. De qualquer forma, no seu solicitado, e cada cliente é atendido, co com estes e é feito, igualmente, o
entender, lançar-se neste projecto de modo personalizado, pela colabo- fecho das contas das empresas. Os
foi um “risco, mas muito calculado”, radora que está a acompanhar o pro- serviços de contabilidade destinam-se
e embora a “empresa tenha vindo a cesso desde o início. O apoio jurídico a empresários em nome individual e a
crescer”, tudo tem acontecido de “for- é outro factor diferenciador do serviço sociedades. António Miranda explica
ma controlada”. e é dado por um advogado quando que “muitas vezes o trabalho para as
o cliente necessita de informação ou empresas em nome individual con-
Crescer atendendo aconselhamento sobre, por exemplo, siste na realização de escritas, que é
aos pormenores a elaboração de um contrato de tra- um tipo de contabilidade mais simples
O sucesso do gabinete de contabili- balho, a aquisição de viaturas ou de entregue em fascículos simplificados,
dade deve-se, sobretudo, de acordo terrenos. De realçar que este comple- embora também seja feita para essas,
com António Miranda, ao serviço mento do trabalho contabilístico não tal como para as sociedades, a conta-
prestado ao cliente baseado na tem um custo adicional. bilidade organizada, tributável onde
“honestidade e transparência trans- constam todos os seus proveitos e as
mitida tanto pelo espaço aberto sem Do pequeno despesas”. Empresas da área indus-
guichets, onde há um contacto de comerciante ao trial, metalúrgica, hoteleira, de cons-
proximidade com o cliente como pelo grande industrial trução civil, de design e até grupos de
tipo de manuseamento das quantias O gabinete realiza todos os tipos de música, maioritariamente da zona do
para pagamento de impostos”. Além trabalhos contabilísticos tanto de fis- Grande Porto são clientes do gabinete
disso, o gerente e as suas colabo- calidade como de contabilidade pro- António Miranda. Algumas delas já de
radoras mostram uma grande dis- priamente dita. Além do trabalho de- dimensão considerável com factura-

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ções entre os dois e os cinco milhões


de euros. O gabinete faz ainda o IRS
de alguns particulares.

Renovação obriga
a estar atento
A formação é indispensável na
área da contabilidade, pois o au-
mento das obrigações fiscais tor-
nou obrigatória a utilização de
softwares, para os quais estão
sempre a surgir actualizações que
é necessário os colaboradores
dos gabinetes de contabilidade (Plano Oficial de Contabilidade) e O futuro do gabinete passará
conhecerem, de maneira a po- que, de acordo com António Miran- pela digitalização dos arquivos e,
derem evoluir e a fazerem evoluir da, “permite aos contabilistas eu- numa fase posterior, pela criação
as empresas onde trabalham. Mas ropeus usarem um léxico comum”. de uma empresa que disponibilize
não só no âmbito dos programas Esta alteração fez com que as co- esse serviço a outras entidades.
informáticos é necessária forma- laboradoras do gabinete António António Miranda tem ainda pla-
ção. Por exemplo, no início deste Miranda acorressem a múltiplas neada a construção de uma sala de
ano deu-se uma mudança de fundo formações dadas pela Ordem reuniões no terraço das instalações
na área com a introdução do SNC dos Técnicos Oficiais de Contas, para atender os clientes da melhor
(Sistema de Normalização Conta- estando já preparadas para o novo forma possível, num espaço mais
bilística) que irá substituir o POC método. amplo que o seu escritório.

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Ambição na medida certa


A Auto Reparadora da Muna, Lda é Agente Oficial da Renault Trucks. A empresa de Lordosa, Vi-
seu, encontra-se devidamente equipada e possui Técnicos credenciados para prestar qualquer
tipo de assistência técnica a veículos pesados de mercadorias e passageiros da marca Renault
ou outras marcas. Também possui um serviço de assistência técnica 24 horas.
empresa, na altura como oficina
multimarcas.
Ao início as coisas correram bem,
apesar do sócio do Brasil não es-
tar muito satisfeito, pois pensava
que iria ter um lucro muito maior,
já que não tinha a noção de que
as obrigações fiscais em Portugal
eram tão rígidas. Passados cerca
de dois anos da abertura, a Re-
nault Trucks, entre outras marcas,
visitou as instalações, e fez uma
proposta de parceria, a qual foi
aceite. Esta ligação, de acordo
com a sócia-gerente Otelinda An-
tunes, “obrigou a um grande inves-
timento da Auto Reparadora de
Muna na remodelação das insta-
lações, em novos equipamentos
e na formação dos seus colabora-
dores, de maneira a obtermos um
Desde 1993, data do início da sua depois de mais de uma dezena lugar noutro tipo de mercado”.
actividade, a Auto Reparadora da de anos de trabalho dos dois na Após algum tempo, a união com
Muna, Lda., tem vindo a desen- MAN de Viseu, onde o primeiro o sócio do Brasil viria a terminar,
volver a sua actividade de forma era chefe de oficina e a sua es- pois os responsáveis da marca,
a prestar aos seus clientes, um posa, exercia na área administra- depois de entenderem a sua am-
serviço eficiente, com qualidade e tiva. Jorge Antunes, em busca de bição desmedida, aconselharam
rapidez a viaturas pesadas. novos horizontes e experiências, Jorge e Otelinda a acabar com
Ao longo destes escassos anos aceita uma proposta aliciante em a sociedade. O casal teve que
de actividade e graças ao em- território angolano, mas devido ao negociar, mas acabou por con-
penho dos seus dirigentes, a Auto eclodir da guerra, teve que regres- seguir ficar com a totalidade da
Reparadora da Muna, Lda, tem sar a Portugal e decidiu trabalhar empresa, a troco de uma avultada
conseguido ultrapassar com su- por conta própria. Antes de inicia- quantia que a muito custo foram
cesso, as naturais dificuldades rem o projecto da Auto Reparado- saldando. O dinheiro para os sa-
que surgem no dia-a-dia de uma ra da Muna, Jorge Antunes ainda lários passou a ser escasso e as
empresa recém nascida, o que trabalhou numa localidade próxi- dificuldades sentiam-se até na
tem permitido o seu desenvolvi- ma, fruto de um convite de um hora de comprar ferramentas out-
mento profissional e a melhoria amigo de longa data, onde fazia rora acessíveis. Não se compra-
gradual das suas instalações, reparações a todo o tipo de veícu- vam num dia, mas compravam-se
com vista a melhor servir os seus los, até que um primo da esposa, logo que havia uma situação de
clientes. que residia no Brasil, os visitou e maior desafogo. “Foi assim que
A empresa, criada por Jorge An- convenceu-os a formar uma so- fomos subindo, sempre um pa-
tunes e Otelinda Antunes, surgiu ciedade, nascendo assim a actual tamar de cada vez. E, graças a

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dando inúmeros apoios a pessoas


carenciadas. Todos os anos, por
exemplo, Otelinda Antunes faz
uma visita a instituições de apoio
a deficientes da região, para sa-
ber que presentes é que eles gos-
tariam de receber e materializar
esses desejos.

Mais um
passo importante
Para breve, a empresa tem pre-
vista a inauguração de um novo
pavilhão, num terreno anexo ao
das actuais instalações, onde
funcionará uma área ligada à
mecânica e em que se repararão
veículos ligeiros. O espaço só
Deus, nunca mais tivemos que Reparadora da Muna tem, aliás,
ainda não está a ser utilizado por
recorrer a instituições bancárias”, sido premiada por essa quali-
atraso das decisões camarárias.
conta Otelinda Antunes. dade. Em 2007 e 2009 recebeu,
De qualquer forma o mais tardar
em Madrid, o Prémio Qualidade
no início de Agosto, Otelinda An-
Diversidade de Serviço, depois de em 2000 a
tunes conta ter tudo resolvido e
e excelência Renault Trucks lhe ter atribuído o
poder abrir o pavilhão.
A Auto Reparadora da Muna tem 1º prémio de Assistência Técnica
A Auto Reparadora da Muna, Lda,
apostado num serviço abrangente pela sua performance no concur-
vai continuar a desenvolver a sua
constituído por uma oficina de so ‘Renault Service 24’. E até um
actividade e também apostar em
reparações e de manutenção dos mecânicos já conquistou o 2º
direcções diferentes de negócio
especializada, embora prepara- lugar na Final Ibérica do concur-
de modo a honrar a confiança que
da para dar resposta a todas as so ‘Mecanic of the Year 2008’ na
os seus clientes nela têm deposi-
situações, uma secção de venda categoria de electromecânico.
tado.
de peças para a primeira e para o
exterior, e um serviço de assistên- Saber repartir
cia disponível 24 horas por dia, Mas os objectivos da empresa
também certificado pela Renault não passam apenas pela satis-
Trucks, que cobre os distritos fação dos seus clientes, que até
de Viseu, Vila Real, Coimbra e acabam por trazer outros. A Auto
Castelo Branco, e dá apoio não Reparadora da Muna não procura
só a veículos pesados da marca, só o lucro e pretende também que
mas também a clientes com veícu- os seus colaboradores se sintam
los de outras marcas e de outros satisfeitos. “O que tiramos daqui
tipos. Nas instalações funciona sempre foi apenas o nosso or-
ainda um escritório onde trabalha denado. Preferimos dividir com
um vendedor directo da Renault. as outras pessoas, como os nos-
O alargado raio de acção da sos colaboradores a quem da-
empresa aliado, de acordo com mos prémios. Por exemplo, eles
Otelinda Antunes, ao “esforço que praticam desporto no Palácio de
os 22 colaboradores imprimem Gelo, em Viseu, por nossa conta”,
no seu trabalho, e a qualidade do realça Otelinda Antunes. A em-
serviço” tem contribuído para um presa demonstra também uma
crescimento significativo. A Auto grande responsabilidade social,

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60 anos a servir as pessoas


O arquitecto Carlos Loureiro está a celebrar seu trabalho. Agora em parceria com José M.
60 anos de carreira. Nascido na Covilhã, cres- Loureiro e com Luís P. Loureiro.
ceu em Oliveira do Hospital, vindo mais tarde Para o futuro o arquitecto espera ver cons-
estudar para a Escola de Belas Artes do Por- truído, na margem do rio Douro, o hotel que
to. Ao longo da sua carreira deu aulas e cons- baptizou de Nicolau Nasoni, uma antiga
truiu grandes obras de destaque no nosso homenagem que consegue agora realizar.
país. Para além do Pavilhão Rosa Mota, Car- “É um hotel que eu quis que não fosse um
los Loureiro arquitectou também o Conjunto paredão entre a paisagem e o rio”, refere.
de Habitação da Santa Casa da Misericórdia “A minha obrigação é trabalhar para as pes-
do Porto, o Hotel D. Henrique, a casa do pin- Carmo... entre muitas outras obras. soas, eu quero que elas sejam felizes naquilo
tor Júlio Resende, o ISMAI, a Faculdade de É no Porto, no Gabinete de Urbanismo, Ar- que faço”, é por esta norma que o arquitecto
Ciências do Porto, a Capelinha das Aparições quitectura e Engenharia (GALP) que desde Carlos Loureiro pauta a sua invejável car-
em Fátima, a Casa de Nossa Senhora do 1950 o arquitecto Carlos Loureiro realiza o reira.

Imaginação e fantasia
da Famosa Portugal, explica que o
A Famosa é um nome de
mercado dos brinquedos é cíclico
referência para os mais
e muito influenciado pelas tendên-
novos.
cias do momento. Revela que “o
A Famosa Portugal, sedeada em desenvolvimento de cada brinque-
Vila Nova de Gaia, é uma das fi- do novo requer uma planificação
liais da empresa espanhola Famo- exaustiva e exige uma relação de
sa. A empresa fabrica e armazena grande proximidade com as crian-
brinquedos, distribuindo-os para ças”. Esta é uma forma de garantir
venda nas grandes superfícies. o sucesso dos novos brinquedos
Os bonecos e jogos fabricados e, por conseguinte, da empresa uma filial em Angola, um mercado
estão associados a várias marcas, em si. atraente com uma população in-
desde a “Nancy” ao “Nenuco”, to- Futuramente, a Famosa quer apos- fantil elevada. A empresa promete
das com um histórico de prestígio tar na distribuição dos brinquedos continuar a cultivar a imaginação
e qualidade. para o comércio tradicional. Even- das crianças e a inspirar o seu
Paulo Carvalhinha, o director geral tualmente, poderão estabelecer mundo de fantasia.

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Uma dura batalha


num mercado feroz
A Urban Modus é uma PME líder que se tenta destacar pelos seus métodos de con-
strução inovadores.

do mercado, o sócio-gerente da
Urban Modus, Rui Oliveira, optou
por alargar a oferta e chegar a um
mercado mais abrangente, o da
construção civil e obras públicas
e privadas de engenharia civil,
área essa na qual possui grande
experiência, contando também
cliente um produto de qualidade,
com a colaboração, não só dos
apresentar preços mais baixos,
seu quadro técnico, bem como
e aplicar na plenitude toda a ex-
com a assessoria técnica de ga-
periência dos quadros técnicos”.
binetes de arquitectura e enge-
Só assim foi possível conquistar a
nharia. Nessa altura decidiu en-
confiança dos seus clientes.
A empresa, actualmente sedeada tão deslocar a sede da empresa
Actualmente, encontra-se a de-
em Carregal do Sal, foi criada em para Carregal do Sal, localidade
senvolver diversas obras, sendo
2006, em Viseu, e começou por inserida, no seu entender, numa
que o projecto de maior monta
trabalhar para o mercado do de- “zona não tão explorada, e onde
que a empresa de Carregal está a
sign, projectando e executando os nossos métodos de construção
construir localiza-se em Cabanas
obras de remodelação de espa- poderiam marcar diferença”.
de Viriato. Trata-se de um Centro
ços interiores. Em Viseu, a em- A Urban Modus tem vindo a apre-
Social que englobará um lar de
presa veio a deparar-se com um sentar um crescimento sustenta-
idosos e uma creche, ambos com
mercado já um pouco saturado do e, apesar de não ser uma em-
capacidade para 60 pessoas, e
e a entrar numa fase em que os presa com uma estrutura muito
uma valência de apoio domici-
proprietários de estabelecimen- elevada, assume as empreitadas
liário. A obra está orçamentada
tos de pequeno comércio, parte de uma forma global desde o iní-
em cerca de 2,5 milhões de euros
significativa dos clientes, ponde- cio até à recepção por parte do
e a sua conclusão está prevista
ravam muito bem se seria rent- Dono de Obra, nomeadamente na
para o início do próximo ano.
ável fazer uma remodelação e se fase de orçamentação, a consulta
obteriam retorno a curto-prazo, de projecto, o planeamento, a es-
devido à crescente concentração trutura de produção e a execução
da oferta comercial nas grandes em obra, tal como procedem as
superfícies. empresas de maior dimensão.
Então, em meados de 2007, depois Pois, de acordo com Rui Oliveira,
de efectuada alguma prospecção “só assim é possível oferecer ao

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Um oásis urbano
Situado em pleno coração da cidade do Porto, na Rua de Santa Catarina, o Castelo de
Santa Catarina é um hotel romântico, que ocupa uma moradia construída no limiar do
século XX, e classificada pelo IPPAR como de interesse arquitectónico.

Num cenário idílico, onde o es- alojamento e do pequeno-almoço


plendor das linhas refinadas tipo buffet, o Castelo de Santa
do edifício e dos contornos dos Catarina disponibiliza um serviço
azulejos únicos que forram os de organização de eventos.
muros circundantes se funde com Inauguradas no início dos anos
a beleza natural dos grandes jar- 70, as instalações do hotel român-
dins de estilo francês, as pessoas tico têm sofrido remodelações su-
que o visitam podem desfrutar de cessivas, mas sempre, de acordo
um ambiente de tranquilidade e com o gerente João Brás, com “a
de sossego absoluto, bem como preocupação de manter a traça
de uma vista arrebatadora sobre original”. Este rumar atento à pas-
a cidade e o mar. sagem dos tempos, a riqueza cul-
O Castelo de Santa Catarina tural da Baixa portuense ali a um
dispõe de 24 quartos totalmente passo, e o serviço personalizado
equipados e mobilados ao estilo permitem ao Castelo de Santa
da época, uma sala de reuniões, Catarina figurar em 90% dos
uma capela e um parque de es- guias turísticos franceses, entre
tacionamento privativo. Além do eles o prestigiado Guia Michelin.

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Protecção com qualidade


A qualidade do vestuário da
Segurvest faz com que seja
recomendada pelos clientes a
outras empresas.

A Segurvest foi inaugurada no


ano de 1997 em Santa Comba
Dão, e é uma empresa que fa-
brica e comercializa equipamen-
to de alta visibilidade, sendo a
primeira a certificar este tipo de
equipamento. Carlos Alberto,
director da empresa, revela que
“a ideia por detrás da criação
da empresa deveu-se à lacuna
existente na área de protecção
do trabalho”. Neste momento
trabalham nove pessoas na em-
presa, incluindo os técnicos.
O vestuário, composto por
calças, casacos, fatos-macaco,
coletes, camisas, jardineiras e
parkas, é fabricado com mate-
rial reflector e pode ser persona-
lizado ao nível da cor escolhida.
Todo o vestuário técnico, como peças vendidas são direccio- as instalações.
o de soldadura, o de semi-calor nadas, maioritariamente, à in- A nível da exportação, os mer-
e o antiestático, é fabricado dústria petroquímica, mas tam- cados fortes são a Espanha e
pela própria empresa, em ta- bém a outras indústrias como a a Angola. Carlos Alberto asse-
manhos diversos. O vestuário mecânica e a do cimento. gura que “o produto exportado
de imagem é confeccionado por O investimento central da em- para Angola é de elevadíssima
outras empresas contratadas presa destina-se à confecção qualidade” e que “o mercado
para esse efeito, embora a Se- e certificação das peças, isto angolano não funciona como um
gurvest esteja preparada para o porque é necessário, frequen- caixote do lixo”. O rigor e o ele-
fabricar quando necessário. Já temente, a realização de testes vado padrão de qualidade faz
o equipamento de protecção in- de garantia. Um outro investi- com que a Segurvest seja não
dividual, como capacetes, luvas mento avultado foi a construção só uma empresa de sucesso,
e óculos, é comercializado, mas dum novo armazém em Treixe- mas também uma referência a
não fabricado pela empresa. As do, necessário para aumentar nível internacional.

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“Temos qualidade, sabor e a


fidelidade dos nossos clientes”
A Tropical Cafés, é uma em-
presa com cerca de 25 anos
de história que importa, faz
a torrefacção e comercializa
Cafés das melhores origens.
A qualidade dos produtos e
a assistência técnica sempre
pronta, tem valido à empresa
de Campo, concelho de Va-
longo, a confiança e fidelidade Paladares intensos, aromaticos, tanto, os objectivos da empresa, de
de um número crescente de agridoces e persistentes que con- acordo com o sócio-gerente João
clientes e a consolidação da cedem a cada lote um sabor unico! Ribeiro, “passam por conseguir no-
sua marca no mercado. O mercado alvo da Tropical Cafés vos clientes no resto do país e além
é essencialmente a zona Norte e fronteiras, onde já estamos implan-
A marca adquirida por J. Ribeiro &
Centro do país, embora exporte tados, bem como pela criação de
Leitão Lda., em 1999, tem ao dis-
em quantidade considerável para ‘coffee shops’ da marca e pela en-
por dos seus clientes seis lotes de
França, tendo também clientes em trada no mercado das grandes su-
cafés para todos os gostos, fruto de
Espanha, Inglaterra e Suiça. No en- perfícies”.
um trabalho de anos.

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Ferramentas de rija têmpera


Os produtos da empresa
são um símbolo de alta
qualidade e confiança.

Ernesto L. Matias fundou oficial-


mente a empresa com o mesmo
nome no ano de 1943, em Man-
gualde. Homem empreendedor
e arrojado, iniciou a actividade
com escassos meios, num lo-
cal onde nem energia eléctrica
existia, tendo lutado bastante
pelo alargamento deste pre-
cioso bem a esta zona, a fim de
poder iniciar a mecanização da
administrativos e comerciais. nhamento dos colaboradores
sua própria indústria.
Após o falecimento do fundador superiores, que em perfeita sin-
Sempre com enorme sentido de
da empresa, no final da década tonia com os objectivos traça-
progresso e inovação, desde
de 90, surgiram no mercado dos pelo gerente e seus filhos,
logo começou a produzir várias
equi pamentos tecnologicamente concluíram com êxito a moder-
ferramentas destinadas à agri-
mais avançados, que o gerente nização de toda a estrutura
cultura e construção civil, que
João Matias decidiu adquirir, produtiva.
até então eram importadas prin-
através de avultado investi- Desde há muito que a empresa
cipalmente de Espanha e Áus-
mento, de acordo com os seus conta com boa clientela em toda
tria.
filhos Rogério e agora também a Península Ibérica e países do
O crescimento do seu negó-
Luís Matias (que entretanto as- continente africano, além de
cio foi rápido, tendo registado
sumiu a direcção técnica da em- Canadá e EUA, tudo isto apoia-
grande desenvolvimento duran-
presa). do na excelente reputação dos
te e após a II Guerra Mundial,
É de salientar o valioso empe- produtos de marca “Verdugo”.
altura de grande escassez de
todo o tipo de ferramentas no
mercado.
Mecanizando cada vez mais os
processos produtivos, passou a
contar com a ajuda do seu filho
João Matias, que entretanto se
envolveu decididamente na am-
pliação da empresa e, mais tar-
de, com o neto Rogério Matias,
recém-licenciado, que assumiu
a modernização dos serviços

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Oportunidades
que preenchem
A Águas em Processo, S.A, opera na área do ambiente, de-
senvolvendo, implementando e mantendo projectos de esta-
ções de tratamento de águas potáveis, residuais urbanas e
industriais. Há dois anos, a empresa expandiu-se para a Cos-
ta do Marfim, onde também oferece respostas noutras áreas
para as necessidades transversais daquele país.
A empresa, de Mundão, Viseu, ção com muitos e importantes demos ser os líderes na área do
estabeleceu-se em 2000 no nosso recursos naturais, mas com falta tratamento de águas residuais e
país, como filial de uma empresa de infra-estruturas, e depois pe- para consumo”. Contudo, a filial
francesa, começando a trazer para los conhecimentos de francês de também trabalha em áreas ane-
Portugal tecnologias nunca antes Alberto Reigado – a língua oficial xas, procurando parcerias com
vistas. Passado pouco tempo, o da Costa do Marfim – e também empresas, por exemplo, de cons-
administrador Alberto Reigado devido à existência de um amigo trução civil e energias renováveis,
adquiriu a Águas em Processo aos marfinense que lhe forneceu os para responder às solicitações de
responsáveis franceses, e de há contactos indispensáveis. Além projectos mais abrangentes. Um
dois anos para cá, depois de um disso, Alberto Reigado entende exemplo disso é a construção de
crescimento sustentado da empre- que uma pessoa deve sentir-se um matadouro que se iniciou há
sa, decidiu começar a trabalhar na realizada quando elabora um pro- pouco.
Costa do Marfim, onde já factura jecto, e naquele país isso é pos- Apesar de na Costa do Marfim,
60% do seu volume de negócios. sível, pois dá-se conta que se fez a empresa trabalhar bastante na
A aposta naquele país da África algo de realmente necessário, e área industrial, em Portugal de-
Central justifica-se, primeiramente, o trabalho é devidamente reco- senvolve mais projectos para en-
pela excelente oportunidade de nhecido. “É algo de especial ver a tidades públicas, estando neste
negócio que representa uma na- alegria das pessoas quando vêem momento a concorrer a dois con-
água a sair de uma torneira. Tenho cursos das Águas do Mondego.
mais orgulho nisso do que em ter Outros projectos que querem
uma placa de PME líder”, destaca. pôr em prática em breve, mas na
Neste momento, a Águas em Pro- Costa do Marfim, são a reabilita-
cesso actua na Costa do Marfim, ção de uma lagoa, a instalação de
através da filial Águas de Ivoire, painéis solares que alimentem os
que funciona numas instalações semáforos de Abidjan, para evitar
com 4000 m2 na capital comercial, o caos no trânsito, e a colocação
Abidjan. De acordo, com Alberto de painéis fotovoltaicos nos hos-
Reigado, “em termos de infra-es- pitais, de forma a garantir o seu
truturas, seremos a sétima maior normal funcionamento, na mesma
empresa da cidade, mas preten- situação.

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Vestuário com design


A empresa Fermir – Confecções Fernandes & Miranda, Lda, em Guimarães, mantém-se
firme no complicado sector do têxtil. Com um gabinete de design a criar peças de vestuário
para homem, senhora e criança, a Fermir conquistou a confiança de algumas das marcas
mais conhecidas dos portugueses.
externo e a derradeira consolida-
ção no mercado interno: “Penso
que a solução para as pequenas
empresas de têxtil passa pelo
que fizemos: apostar no design
como factor de diferenciação, na
formação dos recursos humanos
e na procura de novos mercados.
Claro que não podemos competir
com a capacidade de produção
dos turcos ou asiáticos, mas po-
demos vingar pela qualidade”,
refere António Fernandes.

Situada na cidade berço de Por- Design da peça


tugal, conhecida por alguns como O sector do têxtil em Portugal já
capital do têxtil, a Fermir marca conheceu melhores dias, mas a
posição num mercado cada vez Fermir soube prevenir-se a tem-
mais competitivo. po. Em 2001 a empresa ruma em
Sob o comando dos adminis- direcção à estabilidade automa-
tradores, António Fernandes e tizando o seu processo produ-
Emanuela Novais, a empresa tivo: “Penso que só conseguimos
tem apostado na formação dos manter a competitividade graças
seus trabalhadores, no design a esse investimento. Hoje con-
de cada peça e na qualidade de seguimos cortar e confeccionar
todos os processos. Actualmente 20.000 peças diárias e colocar
trabalha com a marca Mango e as nossas peças no cliente num
o grupo Inditex, proprietário de prazo de duas a três semanas”,
marcas como a Zara, a Bershka, revela o administrador.
a Pull&Bear, Massimo Dutti, en- Cinco anos após a automatiza-
tre outras, ou marcas francesas ção a empresa investe na criação
como a Pimkie, que confiam nes- de um departamento de design
ta empresa com quase duas dé- permitindo-lhe dessa forma uma
cadas de existência. maior visibilidade no mercado

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Restaurante Castelo Velho


Um restaurante que tem a função pouco comum de se transformar num bingo.

O Restaurante Castelo Velho, situado no feijoada transmontana, sardinhas assadas


centro histórico da cidade Princesa do e bacalhau com broa. Para além dos pra-
Lima, Viana do Castelo, foi inaugurado em tos tradicionais, também servem a deliciosa
2000 pelos proprietários João Costa e Isa- Paella, Zarzuela, Frango de Kerril, Coelho
bel Oliveira, e tem a particularidade de ser assado com mostarda e Picanha, entre
bingo durante a noite, o único a norte do outros. Todos os pratos são cozinhados por fica vista sobre o rio Lima e o navio hospital
Porto. Este espaço, com capacidade para Isabel Oliveira, com o complemento da in- ‘Gil Eannes’.
225 pessoas, tem-se revelado um sucesso, crível variedade de vinhos. Será um ponto de passagem obrigatório
muito devido à qualidade na área da res- João Costa explica que tem tentado inovar para quem quiser uma refeição de quali-
tauração. o bingo, mas cada proposta tem sido impe- dade com um cenário deslumbrante.
A casa aposta fortemente na cozinha tradi- dida de progredir, muito por culpa da “falta Para reservas de grupo:
cional portuguesa, como cozido à portu- de dinamismo da lei”. A aposta para este castelo¬_velho@hotmail.com ou
guesa, arroz de cabidela, arroz de marisco, Verão será a esplanada, com uma magní- 918243004.

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