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RESUMO

Andaime é o termo utilizado para designar a estrutura montada para dar acesso a algum
lugar ou escorar algo. O Andaime possui diversas denominações e tipos, podendo ser
constituído por vários tipos de materiais como: madeira, aço, alumínio, entre outros.
Geralmente em aço, onde se observam dois modelos mais comuns: os modulares
tubulares, que são painéis que, montados dois a dois, formam torres com elementos de
travamento apoiados sobre bases ou rodas, e os fachadeiros, constituídos de colunas,
barras e pisos que juntos formam um painel, forrando uma determinada superfície.
Na construção civil tem sua aplicação mais habitual, onde destacamos as obras de
reforma, Pintura de Fachada, Revestimento de Edificações, Manutenção Predial,
Manutenção Industrial, Estruturas Tubulares Pára-Lixo, Escoramento e Reescoramento
de Vigas e Lajes, Montagens de Estruturas para Eventos Esportivos e Culturais,
Palanques de Passarelas, Montagens de Cenários, Troca de Lâmpadas em Postes de
Iluminação. Enfim, todo e qualquer tipo de serviços onde se faz necessário uma
estrutura de suporte como instrumento de acesso a determinada altura.
Assim, este trabalho objetiva o estudo de formas e métodos para o correto
dimensionamento de um andaime, descrevendo os cálculos de forças utilizando a
resistência dos materiais. Dentre estas, será estudada andaimes tubulares apresentando a
metodologia apropriada para estudos e projetos de cálculo, demonstrando sua aplicação
através de estudo de caso.

SUMMARY
SCAFFOLD IS THE TERM USED TO DESIGNATE THE STRUCTURE BUILT TO
PROVIDE ACCESS TO SHORE UP SOMEWHERE OR SOMETHING. THE
SCAFFOLD HAS SEVERAL NAMES AND TYPES MAY BE MADE OF VARIOUS
MATERIALS AS: WOOD, STEEL, ALUMINUM, AMONG OTHERS. GENERALLY
STEEL, WHERE THE TWO MOST COMMON ARE NOTED: THE MODULAR
TUBES, WHICH PANELS ARE MOUNTED IN PAIRS, FORM TOWERS WITH
LOCKING ELEMENTS OR WHEELS SUPPORTED ON BASES, AND “
FACHADEIROS- FRONT SCAFFOLDING ” CONSISTING OF COLUMNS,
WHICH BARS AND FLOOR TOGETHER FORM A PANEL, LINING A GIVEN
SURFACE.
THE CONSTRUCTION INDUSTRY HAS ITS MOST COMMON APPLICATION,
WHICH HIGHLIGHT THE WORK OF REFORM, EXTERIOR PAINTING,
COATING, BUILDINGS, LAND MAINTENANCE, INDUSTRIAL
MAINTENANCE, TUBULAR STRUCTURES STOP-JUNK, SHORING AND RE
SHORING OF BEAMS AND SLABS, ASSEMBLY OF STRUCTURES FOR
SPORTING EVENTS AND CULTURAL RIGHTS, THE HUSTINGS WALKWAYS,
MOUNTS SCENARIOS, EXCHANGE OF LAMPS IN LIGHTING POLES.
ANYWAY, ANY KIND OF SERVICES WHERE NEEDED A SUPPORT
STRUCTURE AS A TOOL TO ACCESS ANY CERTAIN HEIGHT.
THIS WORK AIMS TO STUDY WAYS AND METHODS FOR PROPER SIZING OF
A SCAFFOLD, DESCRIBING THE CALCULATION OF FORCES USING THE
STRENGTH OF MATERIALS. AMONG THESE WILL BE STUDIED TUBULAR
SCAFFOLDS PRESENTING THE APPROPRIATE METHODOLOGY FOR
CALCULATION AND DESIGN STUDIES, DEMONSTRATING ITS
APPLICATION THROUGH CASE STUDY.
• KEYWORDS: SCAFFOLDING, TUBULAR STRUCTURE, METAL PIPES,
CALCULATION, STRENGTH OF MATERIALS, RENOVATIONS, STEEL
WORKS.

1 - ESTRUTURA TUBULAR PARA ANDAIMES


Andaime é uma estrutura temporária utilizada para apoiar as pessoas e materiais na
construção ou reparação de edifícios e outras estruturas de grande porte, geralmente
constituída de um sistema modular de tubos de metal galvanizados de 1.1/2" de
diâmetro, embora possa ser feita de outros materiais, e os vãos entre os pés direitos não
devem ultrapassar a 2m.

Os andaimes devem ser dimensionados e construídos de modo a suportar, com


segurança, as pessoas que estarão trabalhando sobre eles. Nos andaimes tipo torre, as
tábuas para assoalho deverão ser de 1.1/2" com “stop” nas extremidades ou fixados
seguindo as especificações da NR-18, item 18.15.3:

Em termos de segurança dos andaimes, destacamos que sempre deverá haver uma
comunicação prévia quando se tratar de andaimes onde será necessário colocar
materiais e peças sobre a plataforma de trabalho, pois os mesmos deverão ser mais
Reforçados. Em dias chuvosos, o trabalho em andaimes montados em áreas ao ar livre
só pode ser feito se houver uma cobertura ou outro tipo de proteção para evitar que as
partes do andaime fiquem molhadas e lisas e sejam capazes de proteger as pessoas
contra intempéries, conforme NR 21;

Andaime simplesmente apoiado

A montagem de um andaime deve ser feita por profissionais qualificados, pois o mesmo
é responsável deve garantir que a montagem seja realizada de acordo com as
especificações do projeto, verificar a qualidade dos equipamentos, conferir os apertos de
abraçadeiras ou dos encaixes necessários a cada modelo, providenciar a amarração da
estrutura da edificação e reportar ao supervisor direto qualquer problema observado no
material na montagem
OBS: Cabe ao SESMT da Contratada avaliar o andaime na situação acima mencionada
efetivando ou não a liberação do inicio de trabalho de acordo com o risco avaliado.

Existem no mercado Brasileiro várias empresas de locação e venda de estrutura tubular,


vamos abaixo citar algumas das três principais empresas que fizeram história no Brasil.

Mills Estruturas e Serviços de Engenharia S/A


Fundada em 1952, a Mills sempre se destacou pela liderança, pioneirismo e expertise na
área de soluções para engenharia no Brasil. É reconhecida pela participação destacada
na introdução de novas tecnologias nos setores de construção civil, infra-estrutura e
industrial.

Rohr S/A Estruturas Tubulares


Suas atividades tiveram início em abril de 1963, no Estado de São Paulo, com
profissionais egressos da multinacional alemã Construções Tubulares Manesmman.
Com o foco e a determinação de seus fundadores no atendimento às necessidades das
grandes obras de infra-estrutura do final da década de 60 e início dos anos 70, no
entanto, sua operação superou a de sua rival germânica no Brasil e culminou em sua
aquisição pela ROHR em 1971.

Estub - Sistemas Construtivos Ltda


No ano de 1969, o Engenheiro João Ricardo Mendes retornava da França para
revolucionar a maneira de projetar e montar estruturas tubulares. Os conceitos de
engenharia adquiridos ao longo dos anos de estudo, aliados a experiência de trabalho na
maior empresa Francesa do setor, foram essenciais para transportar seu escritório de
cálculo industrial numa das mais respeitadas empresas do setor.

2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Existem várias maneiras e equipamentos para se construir um andaime, podendo ser de
madeira, bambu, tubos de aços de várias espessuras de parede e diâmetros externos.
Não existe uma norma técnica brasileira quanto ao material a ser utilizado na confecção
de um andaime, existe sim uma norma brasileira (NR 18) que define quanto ao modo de
confeccionar o andaime.

Separamos alguns trechos relevantes dessa norma, a seguir:

No item 18.15 da NR18 – Andaimes e Plataformas de trabalho.

• Subitem 18.15.1 – O dimensionamento dos andaimes, sua estrutura de sustentação e


fixação, deve ser realizado por profissional legalmente habilitado.
• Subitem 18.15.2 – Os andaimes devem ser dimensionados e construídos de modo a
suportar, com segurança, as cargas de trabalho a que estão sujeitos.
Existe também a NBR 6494, Segurança nos Andaimes, que diz:

• Subitem 4.5.5 – Diz que em Andaimes metálicos os montantes devem ter condições
mínimas sendo: espessura de paredes mínima igual a 2,65mm e o diâmetro mínimo
externo de 42,20mm.

2.1 - Material utilizado no andaime tubular


A escolha do material usado em estrutura tubular para andaimes de acesso foi definida
basicamente pelas empresas na Europa, que posteriormente trouxeram a tecnologia para
o Brasil padronizando principalmente o Ø (diâmetro) externo do tubo galvanizado e sua
espessura de parede, que acabou sendo adotado pelas maiores empresas do Brasil como
base para execução de Andaimes tubulares.
O Andaime tubular pode ser executado com vários tipos de materiais, se for do tipo
tubo metálico deve basicamente atender as condições mínimas da norma NBR 6494.
Quanto ao que te obrigue a utilizar um determinado tipo de material, isto foi imposto
pelo próprio mercado, não só no que se diz respeito ao tubo galvanizado, mas também
ao tipo de abraçadeira e sua resistência ao escorregamento.
Se você comprar um material de características mecânicas e resistências inferiores do
mercado, você paga menos na compra, mas em compensação em uma execução vai
colocar muito mais equipamento em obra.
Caso você decida comprar um material com maior resistência, vai pagar caro, além de o
equipamento ser muito mais pesado, gerando um custo maior de mão-de-obra.
O mais importante na compra de equipamentos e execução do Andaime é padronizar
suas características mecânicas e suas resistências, comprando sempre de um mesmo
fornecedor, obedecendo é claro as condições mínimas do mercado, para que você possa
estar em condições de atender um cliente da mesma forma que seu concorrente.
As características mecânicas e resistências devem ser comprovadas por ensaios e estes
emitidas por órgãos oficiais.

2.2 - Principais equipamentos e suas características


As padronizações e características mais utilizadas no mercado devem seguir os padrões
relacionados a seguir:

2.2.1) Tubo Galvanizado

O tubo Galvanizado é o material mais utilizado na indústria para confecção de andaimes


tubulares. São constituídos de aço carbono – classe leve (Conforme ABNT - NBR
5580) Liga SAE 1020 - laminado à quente, com diâmetro externo de 48,30mm
(Variação entre 47,90 à 48,60mm), com costura (RR), parede de 3,00mm, galvanizado
(Variação entre 3,00 à 2,75mm). Peso aproximado de 3.50 Kg/m.
2.2.2) Abraçadeira Fixa

As abraçadeiras fixas são produzidas em aço mola forjadas do tipo 5160. Possibilitando
prender tubos fazendo ângulo de 90º com peso aproximado de 1,25 Kg/Pç com
resistência a escorregamento de 800 Kgf.

2.2.3) Abraçadeira Girtória

As abraçadeiras giratórias são produzidas em aço mola forjadas do tipo 5160.


Possibilita prender tubos fazendo qualquer ângulo com peso aproximado de 1,25 Kg/Pç.
Resistência a escorregamento: 600 Kgf.

2.2.4) Luva

Produzida em aço mola forjado do tipo 5160, utilizadas para prender dois tubos em
linha reta ponta a ponta, garante a perfeita transmissão de cargas de compressão e não
trabalha à tração. Peso aproximado de 1,35 Kg/Pç.
2.2.5) Base Regulável

Utilizada para ajustar alturas e nivelar as estruturas ou também para fixação de


estruturas. Tem regulagem milimétrica girando-se o pino que é soldado a porca
sextavada. Sua haste rosqueada é de 1.1/2” de diâmetro, seu curso é de 20 cm e sua base
é uma chapa de aço de 8 x 120 x 120 mm. Peso aproximado de 4,00 Kg/Pç. com carga
admissível de 3.000 Kgf.

2.2.6) Placa de Base

Utilizada para apoio das estruturas ou para fixação de estruturas. Sua base é uma chapa
de aço de 8 x 120 x 120 mm com peso aproximado de 1,00 Kg/Pç.
2.2.7) Forcado Simples e/ou duplo

Utilizada para ajustar alturas e apoio de vigamento ou para fixação de estruturas. Tem
regulagem milimétrica girando-se o pino que é soldado a porca sextavada. Sua haste
rosqueada é de 1.1/2” de diâmetro. Seu curso é de 20 cm. Peso aproximado de 7,00
Kg/Pç para forcado simples e 9,00 KG/Pç para forcado duplo. Carga Admissível de
3.000 Kgf.

3 - MÉTODO
Abaixo descrevemos os métodos e conceitos para se calcular as cargas atuantes em uma
estrutura tubular, além dos conceitos básicos para utilização de diagonais em um
andaime.

3.1 - Conceitos de cargas atuantes na estrutura tubular


Normalmente bases, apoios e fundações são por conta e responsabilidade do cliente.
Os andaimes tubulares sempre são calculados para cargas verticais e nunca horizontais,
exceto ação do vento.As cargas no madeiramento de piso para efeito de cálculo sempre
serão executadas com 0,15 t/m² (150,00 Kg/m²), exceto em casos em que o cliente
solicite uma sobrecarga diferente.

Cálculo de Carga atuante em função da sobrecarga mínima adotada

Seja a estrutura abaixo compostas por seis postes tubulares com distâncias C1 e C2 e
largura da torre L1 conforme figura abaixo:
Vale lembrar que a estrutura de piso acima pode ser de ferro, alumínio , madeira desde
que suporte a sobrecarga de serviço.
Vamos calcular as Cargas Atuantes na:

3.1.1) Travessa Tubular


Com base nas figuras acima, vamos calcular os valores, em tonelada por metro, da sobre
carga para cada travessa, a seguir:

Sendo que:
C1 = a distancia entre a travessa 1 e 2
C2 = a distancia entre a travessa 2 e 3
L1 = largura da torre

0,15 (t/m²) = sobrecarga adotada


3.1.2) Poste de Mão Francesa

3.1.3) Poste de torre

3.2 - Características mecânicas do tubo galvanizado

3.2.1) Propriedades do aço SAE 1020 (LQ)


Módulo de elasticidade do aço = 210.000 N/mm² = 21.000.000 t/m²
Limite de escoamento do aço = 210 N/mm² = 21.000 t/m²
Limite de resistência ao cisalhamento do aço = 320 N/mm² = 32.000 t/m²
Limite de resistência à tração do aço = 380 N/mm² = 38.000 t/m²
Flecha Limite = L/350

3.2.2) Dimensões do tubo galvanizado


3.2.3) Tensão admissível do aço

3.2.4) Força cortante máxima

3.2.5) Momento de Inércia

3.2.6) Raio de Giração

3.2.7) Módulo de Resistência

3.2.8) Momento Máximo Admissível


3.3 - Simplificação das fórmulas de cálculo

3.3.1) Cálculo de viga bi-apoiada com carga pontual no meio do


vão

3.3.2) Cálculo de viga bi-apoiada com carga pontual em balanço


3.3.3) Cálculo de viga bi-apoiada com carga distribuida
3.3.4) Cálculo de viga bi-apoiada com carga distribuida em
balanço
3.3.5) Mão Francesa
3.3.6) Anel de torre
4 - CONCEITOS BÁSICOS DE DIAGONAIS
4.1 - Diagonal Horizontal

Basicamente no desenvolvimento do projeto executivo devemos sempre utilizar o


conceito de diagonais num nível sim e o nível acima não, sendo que o primeiro nível de
travamento deve ser executado sempre com diagonais.

Nota: Neste momento não vamos entrar no detalhamento de cálculos estruturais para
diagonais horizontais e verticais.

4.2 - Diagonal Vertical - Longitudinal e Transversal


Basicamente no desenvolvimento do projeto executivo devemos sempre utilizar o
conceito de diagonais numa face sim e a face logo em seguida não, sendo que a ultima
face sempre deve ser executada com diagonais, sendo elas longitudinais e/ou
transversais, sendo assim temos em uma torre no mínimo 2 faces com diagonais.

Nota: Neste momento não vamos entrar no detalhamento de cálculos estruturais para
diagonais horizontais e verticais.

4.3 - Quantidade de diagonais nos travamentos


5 - NORMAS TÉCNICAS
As principais normas brasileiras que tratam da utilização de andaimes são as seguintes:

• NBR 6494/1990 – Segurança nos andaimes. Esta Norma fixa as condições exigíveis
de segurança dos andaimes quanto à sua condição estrutural, bem como de segurança
das pessoas que neles trabalham e transitam. Esta Norma se aplica aos andaimes que
servem para auxiliar o desenvolvimento vertical das construções, bem como aqueles que
operam em construções já elevadas para efeito de reparos, reformas, acabamentos,
pinturas, torres de acesso, outros.

• NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Esta


norma regulamentadora estabelece algumas diretrizes de ordem administrativa, de
planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle
e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente

6 - CONCLUSÃO
Conforme apresentado ao longo deste trabalho e de acordo com o objetivo proposto, o
resultado esperado é que o Engenheiro de forma rápida e prática tenham condições e
conhecimentos na elaboração de um andaime de acesso através da implantação dos
cálculos propostos e um sistema de monitoramento adequado evidenciando a
importância que se deve ter quanto à correta utilização de andaimes. Os andaimes só
poderão ser montados depois de um cálculo adequado de forças e resistências e
posteriormente uma inspeção geral das suas partes integrantes.

A conscientização dos trabalhadores de construção civil quanto ao correto uso dos


andaimes e dos equipamentos de proteção individual, é imprescindível para que não
ocorram acidentes de trabalho. O empresário precisa está sempre atento quanto aos
riscos que os trabalhadores estão expostos e sempre buscar soluções seguras de trabalho
e aperfeiçoar dia-a-dia as técnicas empregadas e contratar empresas especializadas no
fornecimento dessa solução.

7 - BIBLIOGRAFIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR-6494:
Segurança nos Andaimes. Rio de Janeiro, 1990.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR-7678:


Segurança na Execução de Obras em Serviços de Construção. Rio de Janeiro,
1993.BRASIL.

MINISTÉRIO DO TRABALHO. NR-18: Condições e Meio Ambiente de Trabalho


na Indústria da Construção. 1995. Disponível em: <http://www.mtb.gov.br>.

FUNDACENTRO. Recomendações técnicas de procedimentos – RTP no 1: medidas de


proteção coletiva contra quedas de altura. São Paulo, 1999a.
INSS – Anuário estatístico da previdência social. Disponível em:
<http://www.inss.gov.br> .

M.T.E. - Ministério do Trabalho e do Emprego. Relatório de 2003. Disponível


em: <http://www.mte.gov.br/Empregador/segsau/analise/Dados2003>.

ROUSSELET, E. S., FALCÃO, C. A Segurança na Obra: Manual Técnico de


Segurança do Trabalho em Edificações Prediais. SICCMRJ/SENAI - DN/CBIC, 1986.

SAMPAIO, J.C.A. Manual de Aplicação da NR 18. São Paulo: PINI: SINCUSCON-


SP,1998b. 540p.

SAURIN, T. A. Andrade, F. R. A.; Guimarães, L. B. M.; Costa, F. N. Diagnóstico


ergonômico da movimentação de andaimes suspensos mecânicos (UFRGS). Revista

Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 5, n. 1, p. 7-21, jan./mar. 2005.


SINTRACOM. Disponível em: <http://www.sintracom.org.br>.

Mills Estruturas e Serviços de Engenharia S/A: www.mills.com.br

Rohr S/A Estruturas Tubulares - www.rohr.com.br

Estub – Sistemas Construtivos Ltda - www.estub.com.br

Rede de Tecnologia da Bahia – RETEC/BA. Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas -


SBRT - http://www.sbrt.ibict.br
Montagem de Andaimes

Os andaimes são feitos com Tubos unidos por intermédio de acessórios que
funcionam como acoplamentos. Esses acessórios são fixados por parafusos e
porcas que se ajustam conforme o aperto feito por uma ferramenta: a Chave
de Catraca.
Existe uma maneira certa de usar a Chave de Catraca. Não se deve apertar
exageradamente os parafusos com consequência de provocar o amassamento
do tubo e/ou o comprometimento dos fios de rosca dos parafusos. O aperto
normal, feito por profissionais com experiência em montagem, geram torques
que variam entre 6,0 e 9,0kgf.
Montados de maneira a formar uma estrutura, cada elemento tubular do
andaime tem um nome especial.
Denominações do andaime Tubular

- Poste: tubos que


ficam na posição vertical;
- Longarinas: tubos horizontais no sentido da maior distância (comprimento)
do andaime. As Longarinas são unidas aos Postes utilizando-se Braçadeiras
Fixas.
- Travessa: tubos horizontais no sentido da menor distância (largura) do
andaime. As Travessas são unidas aos Postes usando Braçadeiras Fixas.
As Travessas são posicionadas sobre as Longarinas.
- Comprimento do Andaime é a maior distância entre os Postes. A Largura
do Andaime é a menor distância entre os Postes.
- Nível do andaime: o plano onde unimos as Travessas e Longarinas.
– Altura do Andar: a distância entre Longarinas de diferentes níveis
consecutivos.
- Diagonal: o tubo inclinado entre dois níveis que pode ser unido aos
elementos horizontais com Braçadeiras Fixas ou
aos Postes com Braçadeiras Giratórias.
- Diagonal Horizontal: tubo horizontal colocado em diagonal entre os Postes.
As Diagonais devem ser fixadas o mais próximo possível dos nós formados
pelos postes e travessas.
– Travessa Intermediária: tubo colocado intermediariamente entre as duas
travessas que se faz necessário para diminuir o vão de apoio do piso.
Plataforma
Os pisos de trabalhos dos andaimes devem ter forrações completas,
antiderrapantes, e serem nivelados e fixados de modo seguro e resistente (NR
18.15.3).
Os pisos são suportados entre Travessas e deverão ter apoios intermediários
conforme sua resistência. Devem ficar apoiados com, no mínimo, 15 cm de
balanço em cada extremidade e devidamente travados/presos à estrutura nas
extremidades. Os pisos devem ficar bem unidos evitando espaços entre as
pranchas, assim como as sobreposições de pranchas também devem ser
evitadas.

Os pranchões para confecção dos pisos/plataformas de trabalho devem ser


de boa qualidade, secos, sem apresentar nós ou rachaduras que
comprometam a sua resistência, sendo proibido o uso de pintura que encubra
imperfeições (NR 18.15.5).
As forrações de andaimes feitas com pisos metálicos deverão ser executadas
atendendo às normas de segurança do fabricante.
Estabilidade

Torres móveis (com rodízios) não devem ter altura superior a três (3) vezes a
menor dimensão da sua base. Os rodízios devem ser providos de travas de
modo a evitar deslocamentos acidentais (NR 18.15.26).
Os andaimes móveis somente poderão ser utilizados em superfícies planas
(NR 18.15.27).
É muito importante verificar a resistência dos rodízios. As cargas concentradas
nos postes incidirão diretamente sobre os mesmos.
É proibido o deslocamento dos andaimes com pessoas sobre os mesmos (NR
18.15.13).
Os andaimes, quando necessário, devem ser amarrados/ancorados a uma
estrutura externa estável. Não é permitida a fixação em tubulações de
produtos, equipamentos ou qualquer dispositivo mecânico que comprometa o
perfeito funcionamento da planta.
Acessos ao andaime

Os acessos aos andaimes devem ser feitos de maneira segura (NR 18.15.9).
Os acessos verticais aos andaimes devem ser feitos em escadas incorporadas
a sua própria estrutura ou por meio de torres de acesso (NR 18.15.20).
As escadas tipo marinheiro deverão ter degraus a cada 30 cm e guarda-corpo
a partir de 2,00m de altura e até 1,00m acima do último piso de trabalho. A
cada 9,00m deve possuir uma plataforma de descanso (NR 18.12.5.10) e
(18.12.5.10.1).
As escadas construídas com patamares, pisos, espelhos e corrimão/guarda-
corpo deverão proporcionar segurança e conforto para os usuários (espelhos
com 20 cm, pisos com 30 cm, patamares com 1,00m x 1,00m, no mínimo).
Os rodapés deverão ter 20 cm de altura e serem instalados
perpendicularmente aos pisos em todo o perímetro da plataforma de trabalho,
proporcionado uma perfeita vedação que evita a queda de objetos.
As estruturas devem ser providas de guada-corpo duplo, instalados a partir do
piso de trabalho com 0,70m e 1,20m.
Emenda com Luva – Tração

Quando for necessária a emenda de tubos com utilização de luvas, e que


estejam incidindo sobre eles esforços de tração, deve-se fazer um reforço
(costura da emenda).

Braçadeiras

Existem três tipos de ligações de tubos comumente conhecidas como “Nó de


Braçadeira”: Engastado, Articulado e Ligação ou Nó de Três Braçadeiras.

Contraventamento
A estrutura do andaime deve ser convenientemente contraventada de tal forma
a eliminar quaisquer oscilações (NR 18.15.29).
Através das diagonais, combatemos os esforços horizontais (tangenciais) que
podem ocorrer na prática por falta de prumo nos postes, vento ou até por
deformação da perpendicularidade acarretado pelas cargas de compressão
nos postes.
A diagonal forma com a travessa (ou longarina) e o poste um triângulo. E é ele
quem dá estabilidade ao plano neste local.

Carga Admissível por Braçadeiras

Por medida de segurança, em função de diversos fabricantes, devemos adotar


para o dia a dia:
Carga adm. = 800 kgf (Braçadeira fixa)
Carga adm. = 400 kgf (Braçadeira giratória)
Carga adm. = 400 kgf (Braçadeira de perfil)

Andaimes para içamento de cargas – Pau de Carga -, por mais simples que
sejam, devem ser montados conforme orientação de projeto, evitando assim o
comprometimento do equipamento que esta sendo içado e o empeno e
amassamento dos materiais de andaimes.
Não é permitida a instalação de tifor em estruturas que não tenham sido
projetadas para este fim.
Modex®SH
Nas montagens de andaimes com Equipamento de Encaixe SH,
o Modex®SH, deve-se proceder quase que da mesma forma que nas
montagens com Tubo Equipado.

Os postes tem dois furos na parte inferior: um para o acoplamento de dois


postes na vertical (junto com o furo no lado superior), outro para uso da
corneta. Os postes não devem ser montados com a luva para cima, porque a
solda da roseta impede a montagem correta das travessas. Os postes são
acoplados com luvas na vertical. Havendo necessidade, por exemplo, para
içamento com grua ou em casos de ventos fortes. Os postes podem ser
travados com pinos.
Na falta de diagonal do próprio Modex®SH, utilizar tubo com braçadeira
giratória (poste / poste) ou tubo com braçadeira fixa (travessa / travessa). As
diagonais horizontais são feitas com tubo e presas ao poste com braçadeiras
fixas.

Para nivelamento da estrutura, é possível utilizar, além da base ajustável, as


cornetas que devem ser pinadas no furo do tubo do poste e não da luva.
Os esforços nas ligações do Modex®SH(Travessa, Poste, Diagonal), por
intermédio da roseta, são analisadas da mesma forma que as ligações feitas
com Braçadeiras.

Com travessas e diagonais podem ser montados balanços respeitando as


cargas admissíveis listadas na tabela abaixo.
Ancoragem de Andaimes

A intenção desse artigo é compartilhar a uma visão de um tema preocupante que é a


ancoragem de andaimes, sendo este um tema amplo e abrangente, você já está
convidado a deixar sua contribuição e experiências nos comentários. A norma NR-18
deixa bem claro, que andaimes com altura quatro vezes maior que a menor base, devem
ser ancorados em sua maior cota.

A NBR independe desse item estabelece que andaimes, mesmo que projetados
exclusivamente para cargas verticais devem resistir a uma carga mínima de 30 kgf na
horizontal. Dito isso, vamos supor um andaime de base 2 metros e altura 8 metros, ou
seja, o andaime está limite na NR-18, esteja sofrendo uma carga horizontal no topo.
Vamos ver em temos de “Análise” sua resistência a tombamento para uma carga de 30
kgf. Vamos recorrer ao auxílio do Trame 4.0
Ou seja, as cargas na base continuam positivas, inclusive com alguma folga, por tanto, é
óbvio, a norma tem uma faixa segura de trabalho, porém, qual seria a carga capaz de
tombar esse andaime, façamos a verificação com a carga de 45 kgf.
Percebe-se a ocorrência de carga negativa no apoio esquerdo, ou seja o andaime está
tombando. Tem-se uma folga de 15 kgf para tombamento dentro da norma, que é em
torno de 50%, fator de segurança 1,5. Este exercício inicial foi apenas para ter uma
noção de que o fator normativo de fato é para ser seguido, independe da Frase: “sempre
deu certo”. Por tanto andaimes de 8 metros por exemplo, com bases menores que 2
metros, saem dessa margem de segurança da norma e entram em uma faixa de risco,
onde pode ocorrer o tombamento. Mesmo porque na prática, nem sempre o solo é
perfeito, 100% plano, e outros fatores preocupantes.

Os encarregados e supervisores de andaimes que tive a oportunidade de trabalhar até


hoje, eram excelentes no quesito “travamento do andaime”. Mas a experiência me
mostrou, que no universo de cobranças em que eles vivem, podem haver
erros, porque em geral a cobrança mais forte em cima desses profissionais é por
produtividade. Por isso a gestão de projetos em conjunto com os profissionais de
segurança deve fazer sua parte assessorando a montagem do andaime e sempre
conferindo se de fato o mesmo está montado conforme projeto. O bom diálogo e a boa
convivência com a produção, em minha opinião são fatores fundamentais para que as
coisas funcionem bem do ponto de vista de segurança, qualidade e produtividade.

Outro grande problema ao meu ver no quesito travamento de andaimes, é que no geral,
as fábricas e instalações industriais não foram projetadas pensando no quesito “facilitar
a manutenção”. Por isso os pontos de ancoragem de andaimes em geral são
improvisados conforme instalação existente. Exemplo, quando um andaime é ancorado
na parte superior de um guarda corpo existente, ali existe um risco, pois a parte superior
não vai garantir “que o topo do andaime seja “indeslocável” além, de ser um “poste em
balanço” com baixa resistência.
Já se por exemplo, ele é travado na parte inferior desse guarda-corpo, na base do poste,
e o mesmo está fixado a uma estrutura fixa e segura, o guarda- corpo sofrerá apenas
cisalhamento, sendo ao meu ver, este um ponto seguro que pode ser avaliado, nesse
caso o projetista dirá se este é um ponto seguro ou não. Este exemplo simples chama a
atenção para algo, a produção em campo não tem como ter essa visão estrutural, de
quais seriam os pontos ideais para ancorar o andaime. Dentro da minha vivência, já
presenciei situações de risco feita por profissionais experientes nesse quesito. Como não
temos o mundo ideal, onde temos os pontos de ancoragem com as cargas, exige-se
esforço do projeto, segurança e produtividade, para que tudo aconteça conforme
planejado.

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