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Universidade do Algarve

Escola Superior de Tecnologia

TEMA 3 – TÉRMICA DE
EDIFÍCIOS

RCCTE – DL. 80/2006


Maria de Fátima Farinha
UAlg-EST-ADEC
mfarinha@ualg.pt

Parte III – Princípios e metodologia de


cálculo
7. Valor limite das necessidades nominais de energia útil
para arrefecimento – Nv
8. Folhas de cálculo – Verão
9. Necessidades nominais de energia útil para produção
AQS – Nac
10. Valor limite das necessidades de energia útil para
produção AQS – Na
11. Necessidades nominais globais de energia primária –
Ntc
12. Valor limite das necessidades de energia primária – Nt
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1. Dispensa de verificação detalhada do
RCCTE
• Habitações unifamiliares com área útil inferior a 50m2 e
que satisfaçam todas as seguintes condições:
– Coeficientes de transmissão térmica em zona corrente inferiores
a QIX.3
– Coeficientes de transmissão térmica em zona não corrente
inferior a 2xU zona corrente
– Coberturas cor clara
– Inércia térmica média ou forte
– Área de envidraçados inferior a 15% área útil pavimento
– Vãos envidraçados com mais de 5% da área útil do espaço, não
orientados no quadrante Norte devem ter factores solares
inferiores a QIX.4

QIX.3

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QIX.4
de referência

[4]

Exemplos de protecções solares

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Factores solares dos vãos envidraçados
f) «Factor solar de um vão envidraçado» é o quociente entre a
energia solar transmitida para o interior através de um vão
envidraçado com o respectivo dispositivo de protecção e a energia
da radiação solar que nele incide.

2. Requisitos mínimos de qualidade


térmica
1. Coeficientes de transmissão térmica máximos
admissíveis em zona corrente – elementos opacos
(QIX.1)
2. Coeficientes de transmissão térmica máximos
admissíveis – zona não corrente – pilares, vigas, caixas
de estore, …
3. Factor solar máximo admissível – vãos envidraçados
com área total superior a 5% da área útil de pavimento
do espaço que servem, fora do quadrante Norte com
protecção solar 100% activa (QIX.2)

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Coeficientes de transmissão térmica
máximos admissíveis – zona corrente

6. Necessidades nominais de energia


útil para arrefecimento - Nvc
• de uma fracção autónoma é a energia útil que é necessário
retirar-lhe para manter permanentemente no seu interior
uma temperatura de referência de 25º (*) durante toda a
estação convencional de arrefecimento, isto é nos meses
de Junho a Setembro

(*) valor actualizável por portaria conjunta dos ministros


economia, obras públicas, ambiente, ordenamento do
território e habitação

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• Este valor não representa necessariamente o
consumo real (modelo de cálculo), mas deve ser
visto como uma forma objectiva de comparar
edifícios desde a fase do licenciamento
• Quanto maior for este valor mais quente é o
edifício no Verão logo mais energia é necessário
consumir para o tornar confortável

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Necessidades nominais de
arrefecimento

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Ganhos totais brutos (Qg)

• Qg é dado pela soma das seguintes parcelas:


– Ganhos pela envolvente quer devidos à diferença de
temperatura interior-exterior quer devido à incidência
da radiação solar (Q1)
– Ganhos pelos vãos envidraçados (Qs)
– Perdas por ventilação (Q3)
– Ganhos internos – ocupantes, equipamentos,
iluminação … (Qi)

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Ganhos pela envolvente (Q1)


Perdas – opaca+transparente
Ganhos solares - opaca

Q III.9

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Coeficiente de absorção - α

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Ganhos pelos vãos envidraçados (Qs)

Área efectiva colectora da radiação solar

Q III.9

Pg 2501-2504

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As – Verão

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Perdas por ventilação (Q3)

• Sendo a temperatura média exterior durante a estação de


arrefecimento sempre inferior à temperatura interior de referência
(25º), a ventilação é em média uma perda

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Ganhos internos (Qi)

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7. Valor limite das necessidades nominais


de energia útil para arrefecimento – Nv

• Função da zona climática:

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8. Folhas de cálculo - VERÃO

FC V.1a – Perdas
FC V. 1b - Perdas associadas a coberturas e
envidraçados exteriores
FC V. 1c – Ganhos solares pela envolvente opaca
FC V. 1d - Ganhos solares pelos envidraçados
exteriores
FC V. 1e – Ganhos internos
FC V. 1f – Ganhos totais na estação de arrefecimento
FC V. 1g – Valor das necessidades nominais de
arrefecimento
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FC IV.1a
FC IV.1c

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9. Necessidades nominais de energia
útil para produção AQS - Nac

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Energia útil dispendida - Qa

45ºC
Água disponibilizada a 15ºC
Água distribuída a 60ºC

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Consumo médio diário de referência
MAQS
• Residenciais
MAQS= 40litros . nº ocupantes

• Serviços
MAQS= 100litros (pequenos consumidores)
Outros valores devidamente justificados
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Consumo médio diário de referência MAQS


“Código Técnico de la Edificación (CTE)” e na norma UNE 94002:2005

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Número anual de dias de consumo - nd

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Eficiência de conversão - ηa
• Valores de referência na ausência de informação
mais precisa:

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ηa

• Valores anteriores devem ser diminuídos de 0,10


se as redes de distribuição de água quente interna à
fracção autónoma não forem isoladas com pelo
menos 10 mm de isolamento térmico (ou
resistência térmica equivalente da tubagem
respectiva)
• Caso não esteja definido em projecto considerar
– Termoacumulador eléctrico com 50 mm (ηa=0,90)
– Esquentador a gás natural ou GPL (ηa=0,50)

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ηa = Eficiência de conversão
Caso não seja apresentada a eficiência nominal na ficha
técnica do equipamento, mas apenas o consumo do
combustível, este valor pode ser obtido através da seguinte
expressão:

ηa = Eficiência de conversão
Q = Potência útil do equipamento (kW)
m = Consumo de combustível (m3/h ou kg/h)
PCI = Poder Calorífico Inferior (kWh/m3 ou kWh/kg)

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Exemplo de cálculo ηa

• Considere como exemplo uma caldeira alimentada


a gás natural, que apresenta uma potência útil de
22,6 kW e um consumo de 2,7 m3/h. A eficiência
será igual a:

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Esolar

• Programa SOLTERM do INETI


o programa Solterm, disponibilizado pelo INETI, é de utilização obrigatória no
cálculo da contribuição de sistemas de colectores solares para a preparação de
águas quentes sanitárias (Esolar)

• Sistemas / equipamentos certificados


• Instaladores acreditados pela DGGE
• Garantia de manutenção pelo menos durante 6
anos

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10. Valor limite das necessidades de
energia útil para produção AQS – Na

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11. Necessidades nominais globais de


energia primária - Ntc

Factores de
Conversão:

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Eficiência nominal dos equipamentos
(η)

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12. Valor limite das necessidades de


energia primária – Nt

• Quando não estiver previsto considerar:


– Sistema de aquecimento – resistência eléctrica
– Sistema de arrefecimento – máquina frigorifica COP=3
– AQS – Termoacumulador eléctrico com 50 mm
Esquentador a gás natural ou GPL

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12. Valor limite das necessidades de
energia primária – Nt

Com a multiplicação do valor das necessidades de aquecimento e de


arrefecimento por 0,1 pretende-se levar em conta o facto de, na tradição
nacional, os edifícios não serem aquecidos ou arrefecidos, em contínuo e durante
24 horas por dia, durante toda a estação correspondente. Desta forma, considera-
se que os edifícios apenas são climatizados, em média, 10% do tempo, com a
consequente e idêntica redução nas necessidades de energia para aquecimento e
para arrefecimento.
Com o termo 0,9, pretende-se incentivar um melhor desempenho dos edifícios,
estabelecendo que o limite para as necessidades nominais globais deverá ser
inferior a 90% da soma dos limites máximos permitidos para as necessidades de
aquecimento, arrefecimento e preparação de AQS.
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Notas finais sobre Rph

A fracção tem uma área


de envidraçados com
47,5 m2 , dos quais só
22,2 m2 têm caixa de
estore.
A área de envidraçados é
superior a 15% da Ap

A Rhp será de 1,00 h-1

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Apresentações

[1] Helder Gonçalves (2004, INETI)


[2] Formação de Formadores do SCE (ADENE,
2006)
[3] Vasco Freitas (2007, FEUP)
[4] Nuno Simões (2007, ITeCons)

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Referências

• Directiva 2002/91/CE
• Dec-Lei 78/2006
• Dec-Lei 80/2006
• ITE 50, LNEC 2006

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