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FACULDADE DO MARANHÃO

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

CARLOS EMMANUEL ROCHA SILVA

ATIVIDADE COMPLEMENTAR
ECONOMIA PARA ENGENHARIAS

São Luís
2017
CARLOS EMMANUEL ROCHA SILVA

ATIVIDADE COMPLEMENTAR
ECONOMIA PARA ENGENHARIAS
Projeto de pesquisa apresentado ao
Curso de engenharia civil da Faculdade
do Maranhão, para obtenção parcial de
nota do primeiro bimestre, da matéria de
economia Pra engenharias.

São Luís
2017
Sumario

1 INTRODUÇÃO
2 O CONCEITO DE VALOR NA CONCEPÇÃO DOS MERCANTILISTAS E
FISIOCRATAS
3 DINAMISMO DE UMA ECONOMIA SEGUNDO ADAM SMITH

4 CONCEPÇÃO DA TEORIA DA RENDA DA TERRA DE DAVID RICARDO


INTRODUÇÃO

O presente trabalho abordará de forma sucinta acerca da temática economia que se


sucederá de acordo com a concepção de importantes
CONCEPÇÃO DE VALOR DOS MERCANTILISTAS E FISIOCRATAS

A fisiocracia é considerada a primeira escola de economia científica, pois


surgiu para se opor ao mercantilismo, se apresentando como fruto de uma reação
iluminista. Baseia-se na afirmação de que toda riqueza provém da terra, da
agricultura, pois é o único e verdadeiro modo de gerar riquezas pelo fato de que a
mesma proporciona grandes lucros e exige poucos investimentos. (A FISIOCRACIA,
2011).

Já o mercantilismo acredita que para um país ser rico ele deve exportar o
máximo que puder e impor barreiras para importações. Na teoria mercantilista, a
base de sustentação da economia eram estoques de ouro e prata, o comércio e a
indústria. A nação que não tivesse minas deveria obter aqueles metais preciosos
através do comercio. O país devia buscar exportar mais que importar. As colônias
deveriam ser mantidas como consumidoras de matéria prima para a metrópole. A
manufatura era proibida nas colônias, onde todo o comércio era monopólio da
metrópole. Para ser forte uma nação deveria ter uma grande população, que
constituiria seu mercado interno, além de criar abundância de mão de obra e forças
de defesa. A austeridade era fundamental, a fim de que houvesse pouca
necessidade de importação, principalmente de artigos de luxo. O povo e o governo
deviam poupar e ser parcimoniosos nos gostos. Os inimigos do mercantilismo
argumentavam que não havia diferença entre o comércio interno e o comércio
externo, pois todo comércio beneficiava tanto o mercador quanto o consumidor, e
condenavam a poupança por retirar recursos do mercado. Negavam que uma nação
pudesse crescer economicamente apenas suplantando outras nações através do
comercio, porque o comércio somente se manteria em duas vias, de entrada e
saída. (MERCANTILISMO, 2011).

PRINCIPAIS MODELOS DE MERCANTILISMO

É possível distinguir três modelos principais: balança


comercial favorável, pacto colonial e protecionismo.

A balança comercial é um termo econômico que representa as importações


e exportações de bens entre os países.

Dizemos que a balança comercial de um determinado país está favorável,


quando este exporta (vende para outros países) mais do que importa (compra de
outros países). Do contrário, dizemos que a balança comercial é negativa ou
desfavorável.
A balança comercial favorável apresenta vantagens para um país, pois atrai
moeda estrangeira, além de gerar empregos dentro do país exportador.

Segundo informações fornecidas pelo banco central, o Brasil apresenta


atualmente uma balança comercial com saldo positivo, pois o ano de 2016, o país
exportou US$ 185,244 bilhões e importou US$ 137,552 bilhões. Felizmente, este
resultado foi muito melhor do que o do ano anterior (superávit de US$ 19,685
bilhões), sendo o maior desde 1989. Real desvalorizado, queda no valor do petróleo
e atividade econômica fraca influenciaram o resultado.

O pacto colonial ou Exclusivo Comercial Metropolitano era um sistema de


leis e normas que as metrópoles impunham às suas colônias durante o
período colonial, ou seja: as metrópoles eram os países que se beneficiavam dos
produtos e da atividade econômica de seus territórios coloniais.

Já o protecionismo como o próprio nome já diz é um sistema de proteção da


indústria ou do comércio de um país, concretizado em leis que proíbem ou inibem a
importação de determinados produtos, por meio da taxação de produtos
estrangeiros.

DINAMISMO DE UMA ECONOMIA NA CONCEPÇÃO DE ADAM SMITH

Grande parte das contribuições de Adam Smith para o campo da economia


não foi original. Porém, ele foi o primeiro a lançar os fundamentos para o campo
desta ciência. Ele tornou o assunto compreensível e sistemático e seu livro A
Riqueza das Nações pode ser considerado como a origem do estudo da Economia.
Nesta obra, ele demonstra que muitas crenças econômicas populares são na
verdade errôneas e autodestrutivas. Ele enfatizou que uma divisão apropriada da
mão-de-obra pela sociedade, com cada pessoa se especializando naquilo que sabe
fazer melhor, seria a melhor maneira de aumentar a produtividade e a riqueza de
uma nação. Além disso, Smith criticou as excessivas intervenções e restrições do
governo sobre a economia, demonstrando que economias planejadas na verdade
atrapalham o crescimento.

A ideia central de Smith em A Riqueza das Nações é de que o mercado,


aparentemente caótico, é, na verdade, organizado e produz as espécies e
quantidades de bens que são mais desejados pela população. Um exemplo pode
ilustrar esta ideia:

Vamos supor que os membros de uma população desejem muito consumir


sorvete. Naquele momento há apenas um fabricante de sorvete. A partir do instante
em que todos desejam comprar seu produto, ele pode cobrar preços muito altos.
Outras pessoas na sociedade percebem que este fabricante está ganhando muito
dinheiro e então decidem também entrar no negócio. Logo haverá diversos
sorveteiros e todos vão querer atrair o maior número de clientes possível. Para isso,
eles vão desejar produzir o melhor sorvete reduzindo seu preço para o menor
possível.

Este exemplo ilustra a premissa básica de Smith; o governo não precisa


interferir na economia. Um mercado livre produzirá bens na quantidade e no preço
que a sociedade espera. Isto acontece porque a sociedade, na busca por lucros, irá
responder às exigências do mercado. Smith ainda escreve: “cada indivíduo procura
apenas seu próprio ganho. Porém, é como se fosse levado por uma mão invisível
para produzir um resultado que não fazia parte de sua intenção… Perseguindo seus
próprios interesses, frequentemente promove os interesses da própria sociedade,
com mais eficiência do que se realmente tivesse a intenção de fazê-lo”.

3 CONCEPÇÃO DA TEORIA DA RENDA DA TERRA DE DAVID RICARDO

Ricardo fez a análise da renda da terra partindo de três ideias pré-existentes:


teoria do monopólio, produtividade e a teoria dos rendimentos decrescentes. Estes
temas já haviam sido abordados por outros, mas isolados entre si. O cerne de sua
explicação sobre a renda da terra encontra-se no capítulo dois dos Princípios e ele
começa a discussão afirmando que a renda da terra é “a parcela do produto da terra
que é paga ao proprietário pelo uso das forças originais e indestrutíveis do solo.”
(Ricardo, 1982, p. 65). Entretanto, faz algumas críticas a A. Smith, discordando, de
que a renda da terra teria sua origem no monopólio. Embora a teoria da renda da
terra ricardiana permaneça até hoje basicamente inalterada e perfeitamente
integrada à teoria econômica contemporânea, não há dúvida de que, para Ricardo,
era um dos pilares do seu próprio modelo de desenvolvimento de uma economia
capitalista, (REIS, A.).
REFERÊNCIAS

REIS, A. A teoria renda da terra ricardiana: um marco teórico unificador entre a


economia da poluição e a economia dos recursos naturais. Disponível em:
http://www.ecoeco.org.br/conteudo/publicacoes/encontros/vi_en/artigos/mesa1/a_teo
ria_da_renda_ricardiana.pdf. Acesso em: 08 de outubro de 2017.

Fisiocratas e mercantilistas. Trabalhos feitos, 2008. Disponível em:


http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Fisiocratas-e-Mercantilistas/65823.html.
Acesso em: 08 de outubro de 2017.