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APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS – UMA RESPONSABILIDADE SOCIAL

Vivemos a era da globalização, onde a alta tecnologia científica e próspera em diversos setores
se afronta com a falta de alimentos no mundo. Na busca de soluções rápidas e de controle ao ataque de
pragas e doenças da agricultura, o uso de agrotóxicos ainda é o método mais utilizado devido ao
resultado imediato das aplicações, além das circunstâncias práticas e econômicas. Apesar de todas as
vantagens que o controle químico possa ter, quando temos acesso às informações de danos causados
ao ser humano e ao meio ambiente, pode-se questionar se a forma e o conteúdo da aplicação de
agrotóxicos e pesticidas estão sendo feitos de forma correta. Existem dados estatísticos de casos de
morte, seqüelas e doenças causadas por intoxicações, embora em muitos casos, também exista a falta
de cuidado e segurança nas aplicações e ignorância daqueles que direta ou indiretamente estão
envolvidos com o comércio e uso desses produtos. A falta de cuidado no preparo das caldas é danosa
tanto ao homem quanto ao meio ambiente. Normalmente as caldas são preparadas próximas às fontes
de captação de águas como fontes, rios, nascentes, poços e lagos e como as concentrações dos
produtos químicos são muito altas, podem ocorrer respingos e escorrimentos que atingem o operador,
as máquinas, o solo e o sistema hídrico. A contaminação acaba atingindo também aqueles que não são
alvo da aplicação, mas todos aqueles que necessitam da água e do solo para sua sobrevivência. Para
que a segurança do homem, dos seres vivos e do meio ambiente seja preservada, existem normas que
regulamentam o uso e os cuidados no manuseio de agrotóxicos. Somente um engenheiro agrônomo
ou florestal, dentro de suas áreas de competência, estão autorizados a emitir receitas.Os técnicos
agrícolas podem assumir a responsabilidade técnica da aplicação desde que o façam sob a supervisão
de um engenheiro agrônomo ou florestal. É imprescindível que a receita seja elaborada somente após
a visita de um técnico ao local de aplicação para que o problema seja visto, avaliado, que sejam
medidos os fatores ambientais e as implicações na ocorrência do problema fitossanitário e na adoção
de prescrições técnicas. A aquisição dos produtos deve ser feita em lojas de confiança e que sejam
cadastradas, assegurando que o produto foi bem conservado, que possui números de identificação e
que está dentro dos prazos de validade. Os equipamentos de proteção individual – EPIs – devem ser
utilizados tanto no preparo quanto na aplicação dos produtos e devem estar limpos e descontaminados
caso tenham sido usados em aplicações anteriores. Após o término das aplicações as máquinas e
equipamentos não devem ser lavados em rios e outras fontes de águas e as embalagens não devem
ser utilizadas como recipientes domésticos, pois mesmo sendo lavadas, elas contém resíduos dos
produtos químicos e podem ser altamente tóxicas. O destino das embalagens é regulamentado por lei
e é de responsabilidade do fabricante do produto o recolhimento das embalagens vazias, que deve ser
feito periodicamente. Até que isso aconteça, as embalagens devem ser fechadas e guardadas em local
apropriado e seguro. “As informações sobre o uso correto e seguro dos agroquímicos é assunto
regulamentado pela Lei federal no 7.802, de 11 de julho de 1989 e Decreto nº 4.074, de 4 de janeiro de
2002 que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o
transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação,
a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a
inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins.” (Embrapa).

Comissão de Ética
A.E.A.A.R.

Secretaria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Rolândia - AEAAR


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