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PARTES CRÍTICAS SEGUNDO NR-13 E ASME CODE

2
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1. OBJETIVO

Definir as partes críticas mínimas e procedimentos para instalação, operação e testes destas partes críticas
em caldeiras e vasos de pressão

IMPORTANTE

PARA OPERAR UMA CALDEIRA SEM UMA PARTE CRÍTICA (QUER ELA
TENHA SIDO MENCIONADA NESTE MANUAL, QUER TENHA SIDO
IMPLEMENTADA PELA PRÓPRIA UNIDADE), UMA PTP ESPECIAL DEVERÁ
SER EMITIDA, COM APROVAÇÃO DO GERENTE DA UNIDADE OU, NA SUA
AUSÊNCIA, PELA GERÊNCIA NACIONAL OU DIRETORIA DA BUNGE
ALIMENTOS

3
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A. CALDEIRAS

1. Descrição dos Dispositivos Críticos de Segurança

1.1. Dispositivos de monitoramento e controle de nível de água

a) Garrafa de nível

A função da garrafa de nível é formar um vaso comunicante confiável com o balão de alimentação de
água da caldeira. Observar que os tubos de alimentação não devem, preferencialmente possuir válvula
de bloqueio. Se estas válvulas existirem (por questão de manutenção), deverão ser do tipo passagem
plena (por exemplo, do tipo esfera) e trancadas com corrente e cadeado, cujas chaves deverão ser
1
controladas e de acesso restrito .

Preferencialmente não
instalar as válvulas 2a/b 2
3

LINHA DE MEIO 2a 3a
DO BALÃO

3b
2b

2c 3c

Tubulação inferior da
garrafa interligada
abaixo do meio do
balão

Cadeado obrigatório se houver válvula

Desenho do balão de alimentação da caldeira com o conjunto garrafa + visor de nível

Quando o nível do balão for considerado “normal”, a garrafa de nível tem de estar pela metade (e o
mesmo acontece com o visor de nível – veja item adiante).

1
Se houver mais de uma garrafa de nível, os mesmos padrões mínimos mostrados nesta norma devem ser seguidos
4
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ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Balão de água da caldeira Fornecimento do fabricante da caldeira
Válvula de alimentação superior da Não recomendável; se existir, deve ser tipo passagem
2a
garrafa de nível plena e travada com cadeado na posição “sempre aberta”
Válvula de alimentação inferior da Não recomendável; se existir, deve ser tipo passagem
2b
garrafa de nível plena e travada com cadeado na posição “sempre aberta”
2 Garrafa de nível Fornecimento do fabricante da caldeira
2c Válvula de dreno da garrafa de nível Do tipo passagem plena
3 Visor de nível Do tipo contraste ou magnético
Válvula de alimentação superior do
3a Do tipo passagem plena (recomendável não instalar)
visor de nível
Válvula de alimentação inferior do
3b Do tipo passagem plena (recomendável não instalar)
visor de nível
3c Válvula de dreno da garrafa de nível Do tipo passagem plena

b) Eletrodos de nível

A função dos eletrodos é o monitoramento primário do nível de água no balão de alimentação da


2
caldeira para condições de nível crítico (ou “extra-baixo” ou “low-low”), baixo (ou “low”), normal, alto
(ou “extra-alto”, ou “super-alto”) – este último é opcional, mas recomendável.
Os eletrodos funcionam através da condução da corrente elétrica entre o eletrodo e a carcaça da
garrafa de nível através da água da garrafa, motivo pelo qual deve ser feita a limpeza periódica no
eletrodo.

Nível crítico: conexão direta com contatora dos equipamentos


a
Visor de
Demais pontos do eletrodo: conexão com
nível Exaustor e
CLP ou bloco multi-loop (CD-600)
bombas de
água da
caldeira

4 $/72
(opciona
Se necessário,
3
marcar no visor
de nível as 2
alturas de cada 1250$/ “Normal” coincide com a metade da
eletrodo (útil garrafa de nível
durante os
testes)
%$,;2
1
(;75$%$,;2

Esquema de interligação dos 3 eletrodos obrigatórios (o quarto, nível alto, é recomendável) na garrafa

2
Para alguns casos, é possível mandar este sinal também para a válvula de controle de fluxo de água do balão (sinal fecha ou shut-off)
5
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ITEM Eletrodo Sinalização Ação Conexão elétrica


(placa)
Desligamento imediato do(s)
Alarme visual no exaustor(es) e bomba de alimentação de
Extra- Diretamente na
1 painel e sonoro água ou quando houver, a válvula de 2
Baixo contatora
específico controle de nível deve fechar (com alarme
3
específico )
Alarme visual no
2 No CLP ou bloco
2 Baixo painel e sonoro Alarme específico
multi-loop (CD-600)
específico
Apenas indicação No CLP ou bloco
3 Normal Sem ação (apenas indicação painel)
visual no painel multi-loop (CD-600)
Alarme visual no No CLP ou bloco
4 Alto Alarme (específico ou não)
painel e sonoro multi-loop (CD-600)

Como todas as outras, as ligações dos eletrodos devem ser do tipo “à prova de falhas” (fail proof),
conforme mostra simplificadamente o esquema a seguir:

CLP ou
CD-600
Conversor
1

4
PUSH-BOTTOM
3 Nível crítico K2 (BY-PASS, NA) alarme específico
PUSH-BOTTOM K1
2
(BY-PASS, NA)
1

1292
By-pass temporizado: não é preciso
manter acionado o botão de “by-pass”
para para testar os eletrodos de nível
Quando a botoeira é acionada, o
circuito fica interrompido por no
máximo 5 minutos e volta ao
funcionamento normal

1292

Exautores

Esquema elétrico simplificado da ligação dos eletrodos e do sistema de by-pass temporizado (novo)

3
Alarme específico é uma corneta pneumática dedicada, com som diferenciado dos demais alarmes da área (ver adiante). É obrigatório o
intertravamento do(s) exaustore(s) com os ventiladores de insuflamento, de modo que o desarme dos exaustores desarme
automaticamente os ventiladores de insuflamento. A falta deste interlock causa pressão positiva na fornalha e traz sérios riscos à operação
6
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IMPORTANTE

APÓS DESARMADA A CALDEIRA POR NÍVEL CRÍTICO, NÃO DEVE SER


PERMITIDA A REALIMENTAÇÃO DE ÁGUA NA CALDEIRA ATÉ QUE A CAUSA
SEJA IDENTIFICADA OU A TEMPERATURA DA CALDEIRA CAIA PARA
80°C (PREVALECE A ALTERNATIVA QUE OFERECER A RETOMADA MAIS
SEGURA DA OPERAÇÃO).

c) Transmissor eletrônico de nível

A função do transmissor eletrônico de nível é o monitoramento secundário do nível de água no balão


de alimentação da caldeira e o controle deste nível, através da reposição de água através da bomba. O
transmissor funciona com um medidor de pressão diferencial montado em 2 pontos do balão e que
indica a altura da coluna d’água disponível entre esses 2 pontos. A instalação das tomadas no balão
deve ser feitas com a interligação de um pote de selagem, cuja função é impedir a chegada de vapor
ao transmissor de nível, condensando este vapor no percurso e protegendo a parte eletrônica do
equipamento. O pote de lama faz a decantação de sólidos contidos na água.

½”
7
CLP/CD-600
2 
3

4
4
6 Cadeado obrigatório
5 5

Ligação do transmissor eletrônico de nível diretamente no visor (configuração recomendável)

7
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3
2
½”
1

2 3
7
CLP/CD-600
4 
4

Cadeado obrigatório 5 5
6

Ligação do transmissor eletrônico de nível diretamente no balão (configuração aceitável, porém não dispensa o
uso de garrafa de nível e eletrodos)

ITEM LEGENDA Especificação Técnica


1 Visor de nível ou balão de água da Fornecimento do fabricante da caldeira
aldeira
2 Válvulas de alimentação dos tubos Passagem plena se existirem, cadeado
obrigatório
3 Pote de condensado (horizontais) Fornecimento do fabricante da instrumentação
4 Pote de lama (verticais) Fornecimento do fabricante da instrumentação
5 Válvula de bloqueio/by-pass (tipo Válvula do tipo 3 vias
agulha)
6 Válvula de bloqueio e by-pass (tipo Válvula do tipo 3 vias
agulha)
7 Transmissor diferencial de nível Fornecimento do fabricante

Configuração do transmissor, do CLP e/ou bloco multi-loop (CD-600):

I) Transmissor: deve ser configurado à prova de falhas (fail-proof)

- Modo 4-20mA, com 4mA = 0% de nível de coluna


- Burn-out: ajustado para “0” na falha, ou seja, na falha do CLP ou multi-loop o nível indicado é 0%
- No CLP, a configuração “LATCH” das saídas deve ser setada na condição de “falha segura”

II) Alarmes de CLP e/ou bloco multi-loop:

Nível Condição Ação


Alarme sonoro + indicação de painel + controle make-
≥75% Nível alto
up
50% ≥ Nível ≥
Nível normal Controle de make-up
75%
25%≥ Nível ≥ Alarme sonoro + indicação de painel + controle make-
Nível baixo
50% up
Alarme sonoro específico + indicação de painel + timer
Nível < 25% Nível crítico de 90 segundos até desligar exaustor + desligamento
da bomba de alimentação de água
8
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d) Visor de nível

Tem como função a imediata visualização do nível do balão, que por ser a mais direta e independente,
serve de rápida referência para a operação da caldeira. Os visores do tipo magnético são os mais
recomendáveis.
2
1

Ligação feita no
balão da
caldeira ou na
garrafa de nível 1
(preferencial)

3
Cadeado obrigatório

Montagem do visor de nível com as válvulas de alimentação e dreno

ITEM LEGENDA Especificação Técnica


1 Válvulas de alimentação Do tipo passagem plena com cadeados
2 Visor de nível Tipo magnético (preferencialmente) ou
transparente
3 Válvula de dreno Do tipo passagem plena

e) Pressostato de baixa pressão da água de alimentação do balão da caldeira

Vai para o balão de


alimentação da caldeira

Cadeado obrigatório 3
1
CLP/CD-600
5

Este arranjo deve ser


montado após (a
jusante) da última
válvula do recalque

Vem da bomba
de alimentação

Montagem típica do pressostato da água de alimentação da caldeira

9
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A função do pressostato na bomba de água de alimentação é advertir sobre a queda de pressão na


linha de água de alimentação, resultante de quebra mecânica da bomba, falha elétrica, falta de nível
no tanque de alimentação ou qualquer outra condição que resulte na diminuição do fluxo de água para
o balão de alimentação da caldeira.

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Válvula de conexão Passagem plena com cadeado
2 Válvula de dreno Passagem plena
3 Válvula de alimentação do manômetro Passagem plena
4 Manômetro da água de alimentação Com glicerina
5 Pressostato Ligação NF, ligação a prova de falha

Detalhamento do intertravamento do pressostato

Estado Condição Ação


1 Pressão normal Sem ação
1. Alarme sonoro específico (corneta pneumática)
2. Timer 120seg (prazo para reação do operador)
Pressão baixa ou falha de 3. Dampers dos insufladores são fechados (e/ou
0
dispositivo motores são desligados)
4. Dampers dos exaustores são fechados (e/ou
motores são desligados)

f) Painel de sinalização e sistema de alarmes

O painel de sinalização e alarmes tem a função de prover sinalização adequada (pronta e facilmente
visível) e diferenciada (cada condição com uma cor) para as situações de normalidade e emergência da
caldeira. Adicionalmente, deve conter também o um botão do tipo “contato por pressão, retorno por mola,
normalmente fechado” (push bottom, NC) para os testes das Partes Críticas da caldeira.

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9

CALDEIRA
2

a a a

3 ALTO

4 NORMAL 8

5 BAIXO

6 BY-PASS
CRÍTICO

TRIP ATIVADO

Exemplo de painel elétrico com sinalizações e alarmes para a caldeira (o “trip ativado” confirma o teste de uma
parte crítica)

ITEM LEGENDA Especificação Técnica


1 Alarme sonoro da caldeira Sonoro e luminoso, para situações não-críticas
2 Conjunto de blocos multi-loop CD-600 ou equivalentes
3 Lâmpada-piloto para indicação de De cor diferenciada das demais (preferencialmente
nível alto azul)
4 Lâmpada-piloto para indicação de De cor diferenciada das demais (preferencialmente
nível normal verde)
5 Lâmpada-piloto para indicação de De cor diferenciada das demais (preferencialmente
nível baixo amarela ou branca)
6 Lâmpada-piloto para indicação de De cor diferenciada das demais (obrigatoriamente
nível crítico vermelha)
7 Demais comandos do painel Devem incluir o botão de teste de lâmpadas
8 By-pass para teste das partes críticas Do tipo push bottom, contato normalmente fechado
9 Corneta pneumática de alarme crítico Exclusiva para alarme de níveis baixo e crítico

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1.2. Dispositivos de monitoramento, controle e alívio de pressão

a) Transmissor de pressão de vapor

A função do transmissor de pressão de vapor é fornecer a indicação da pressão de vapor na linha,


atuando primariamente no controle da combustão para compensar as variações na pressão e, se
necessário, protegendo a instalação dos valores de sub e sobrepressão. O transmissor de pressão trabalha
pelo mesmo princípio do transmissor diferencial (membrana capacitiva), com a diferença de que apenas
uma tomada de pressão é necessária neste caso.

Tomada a 90° da
tubulação

Cadeado obrigatório
1
3
Tubulão de vapor
CLP/CD-600
2 

Esquema de instalação do transmissor de pressão de vapor


ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
1 Válvula de conexão Passagem plena
2 Válvula de bloqueio Tipo agulha
3 Transmissor de pressão Eletrônico, com instalação fail proof e burn-out
ajustado para “1”

b) Pressostato de alta

O pressostato de alta é o elemento intermediário na proteção (não atua diretamente do controle) da


caldeira por sobrepressão. Funcionando com mesmo princípio de mecanismo de contato contra mola, ele
é o dispositivo que é acionado antes que qualquer uma das válvulas de alívio entre em operação.

Tomada a 90° Cadeado obrigatório


da tubulação

1
CLP/CD-600

Tubulão de vapor Para esta instalação, escolher


um local de fácil manutenção.
Pode ser no próprio coletor,
porém antes da válvula
Dreno
3

Esquema de instalação do transmissor de pressão de vapor. Monte um “dreno plugável” para manutenção

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ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Válvula 3-vias Passagem plena
2 Pressostato Instalação fail proof, NF, 0 a 20bar
3 Tubulação de dreno Atenção! deve aliviar para local seguro e longe de
pessoas

A instalação do pressostato deve ser feita a montante da válvula geral de vapor do coletor, de modo que um
eventual bloqueio desta válvula não interfira na leitura de pressão do instrumento. Como o pressostato deve ter
ação intermediária entre o transmissor de pressão e as válvulas de alívio, a configuração completa seria:

Estado Condição Ação


1 Pressão normal Sem ação
1. Parar alimentação de combustível
2. Fechar os dampers dos exaustores (ou
Pressão alta ou falha de
0 desarmá-los)
dispositivo
3. Fechar os dampers dos insufladores (ou
desarmá-los)

c) Manômetro

A função do manômetro é oferecer uma leitura rápida, confiável e independente da pressão da


caldeira. Se for necessário para uma melhor leitura, instalar luminária específica para visualização da
indicação.

10” mín.

Manômetro principal da caldeira

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Manômetro Com diâmetro mínimo do visor de 10”
2 Cabo de interligação Fornecimento do fabricante

13
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d) Válvulas de segurança

A função das válvulas de segurança (ou de alívio de pressão) é prover alívio imediato para sobrepressões
na caldeira. As válvulas funcionam com o princípio de “força contra mola”, empurrando o mecanismo de
vedação com uma pressão aplicada por uma mola interna. Quando a pressão do vapor (que faz contato
com o mecanismo) é maior que essa pressão, a vedação cede e faz com que o vapor consiga escapar para
o ambiente e a pressão interna, por conseqüência, comece a baixar. As duas válvulas, atuando em
conjunto, têm que ser capazes de aliviar toda a sobrepressão da caldeira.

Durante o alívio, a caldeira pode chegar numa pressão no máximo 6% superior à PMTA (Pressão Máxima
2
de Trabalho Admissível). Para caldeiras com área de aquecimento superior a 47m (caso das nossas
4
caldeiras) são obrigatórias duas válvulas instaladas sobre o balão, com os seguintes ajustes :

Válvula 1: ajustada para disparar a uma pressão 5% abaixo da PMTA (Pressão Máxima de Trabalho
Admissível) ou menos
Válvula 2: ajustada para disparar em pressão igual à PMTA (Pressão Máxima de Trabalho Admissível) ou
menos

Placa de advertência
$7(1d­2
colocada próxima às $VYiOYXODVGHDOtYLRSRGHPVHDEULUDTXDOTXHUPRPHQWR
válvulas de alívio
8VHSURWHWRUHVDXGLWLYRVWLSRFRQFKD

(P FDVR GH GLVSDUR PDQWHQKD D FDOPD H YROWH GHYDJDU


DRSLVRRSHUDFLRQDO

1 2

Deve ser instalado


Deve ser instalado
um tubo de
um tubo de
escape para fora
escape para fora
do prédio da
do prédio da
caldeira. No
caldeira. No
máximo 2 curvas
máximo 2 curvas

BALÃO DA CALDEIRA

Instalação das válvulas de segurança (alívio de vapor)

4
Ajustes definidos para duas válvulas no balão, sem uso da terceira válvula (usada no coletor). Embora haja certa liberdade na pressão de
ajuste, considerar que a lei exige que nenhuma das válvulas pode estar a uma pressão superior à PMTA
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ITEM LEGENDA Especificação Técnica


1 Válvula de alívio de pressão nro. 1 Ajustada para 10% abaixo da PMTA
2 Válvula de alívio de pressão nro. 2 Ajustada para 5% PMTA

Embora não seja obrigatório, está sendo recomendada (para novas linhas de vapor) a instalação de
válvulas de alívio de vapor no coletor (ou manifold) principal, com o objetivo de evitar o arraste de água do
balão da caldeira quando acontece o alívio de pressão, o que pode levar a uma redução rápida do nível de
água do caldeira e seu conseqüente superaquecimento.

Deve ser instalado um


tubo de escape para fora
da área de trânsito

VAI VEM DE EX-01


PARA CALD. 01 EMERG.
SE-01

Instalação das válvulas de segurança (alívio de vapor) em coletor de vapor

Quando houver esta válvula adicional, a regulagem das demais deverá ser alterada. No entanto, a pressão
máxima de disparo jamais poderá exceder a PMTA.

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Válvula de alívio de pressão nro. 1 Ajustada para a PMTA ou menos
alão)
2 Válvula de alívio de pressão nro. 2 Ajustada para 5% abaixo da PMTA ou menos
(balão)
2 Válvula de alívio de pressão nro. 3 Ajustada para 7,5% abaixo da PMTA ou menos
(manifold)

Para uma caldeira cuja PMTA é de 14bar, esta condição faria os seguintes pontos de disparo (os valores
foram aproximados para facilitar o ajuste):

Válvula do coletor: 12,5bar


Válvula do balão-1: 13,0bar
Válvula do balão-2: 13,5bar (PMTA=14bar)

15
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1.3. Outros dispositivos obrigatórios

a) Termômetro dos gases de saída (chaminé)

A temperatura é tomada na base da chaminé, informando a temperatura de saída dos gases. O


transmissor de temperatura eletrônico é opcional.

1
3

4


Transmissor eletrônico de temperatura é


opcional.

CHAMINÉ

Instalação de transmissores de temperatura na saída de gases (chaminé)

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Poço para tomada de temperatura Em A/I , preferencialmente
2 Termômetro Do tipo indicação remota, com capilar
3 PT-100 De 0 a 400°C
4 Transmissor eletrônico de temperatura Smar ou equivalente. Burn-out=1

Estado Condição Ação


5
Min<Temp<Max Temperatura normal Sem ação
1. Alarme
Temp>Max Temperatura alta 2. Parada da alimentação de combustível após
2min
Range de temperaturas aceitáveis: definido pelo fabricante da caldeira. Ações podem ter timers
(fabricante)

5
Range de pressões aceitáveis: definido pelo fabricante da caldeira. Ações podem ter timers (definição do fabricante da caldeira)

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b) Transmissor de pressão da fornalha

A função do transmissor é indicar a pressão (normalmente negativa ou levemente positiva) presente


na fornalha da caldeira, alimentando o loop de controle.



1
Conexão na
parede da
fornalha
2

Linha para teste


manual (não
conectar ao ar
comprimido)

Instalação de transmissores de temperatura na saída de gases (chaminé)

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Válvula de alimentação do transmissor Passagem plena
2 Válvula para teste de funcionamento Passagem plena
3 Transmissor de pressão Conforme especificação do fabricante da caldeira.
Burn-out=1

Estado Condição Ação


Min<Pressão<Max Pressão normal Sem ação
Alarme
Pressão<Min Depressão
1. Alarme
6 2. Parada da alimentação de combustível
Pressão>Max Sobrepressão
3. Parada do insuflamento de ar (fechamento de
dampers/desarme)

c) Fornecimento emergencial de água

Devido à grande quantidade de meios e configurações das redundâncias para fornecimento de água de
emergência de caldeiras, para este item serão estabelecidas as diretrizes básicas de atuação das
redundâncias e freqüências de testes.

6
Range de pressões aceitáveis: definido pelo fabricante da caldeira. Ações podem ter timers (definição do fabricante)

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São aceitos como redundância para fornecimento emergencial de água de make-up: motobombas
diesel, bombas elétricas conectadas a grupos geradores dedicados ou ao gerador de emergência da
fábrica, bombas injetoras a vapor ou turbinas movidas a vapor ou uma combinação destas alternativas.

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2. Procedimentos de testes das partes críticas das caldeiras

As partes críticas das caldeiras devem ser inspecionadas, testadas e calibradas com a freqüência abaixo:

INSPEÇÃO
TESTE DE AJUSTE E
ITEM PARTE CRÍTICA VISUAL E/OU ROTA
FUNCIONAMENTO CALIBRAÇÃO
LIMPEZA
Garrafa de nível e
A Diário - - -
adeados
B Eletrodos de nível Semestral Diário Mensal -
C Visor de nível Diário Diário Mensal -
Pressostato de pressão De acordo com o
D - Semanal Mensal
baixa de água PPC
Transmissor eletrônico
De acordo com o
E de nível de água do Semanal Semanal Mensal
PPC
balão
F Manômetro principal Diário Semanal Mensal -
Transmissor eletrônico De acordo com o
G Diário Semanal Mensal
de pressão de vapor PPC
Pressostato de pressão De acordo com o
H - Semestral
alta de vapor PPC
I Termômetro da chaminé Semanal - - -
Transmissor de
De acordo com o
J temperatura da Semanal Semanal -
PPC
chaminé (opcional)
Válvulas de segurança
Anual ou mais
K do balão e coletores (se Semanal Semanal Mensal
freqüente
houver)
Bombas
L - Mensal Mensal -
auxiliar/emergência
Transmissor de pressão
M - Semanal - -
da fornalha
Outros dispositivos e
N itens exigidos por lei – - - - -
GERAL

PPC: Plano Periódico de Calibração definido na Unidade, desde que não exceda a um ano
7
a) Garrafa de nível e cadeados

Inspeção e limpeza: Caso existam cadeados (não recomendável), verifique diariamente se estão no
lugar, travando a válvula na posição “100% aberta”. No caso da garrafa, proceda como descrito no item
b adiante

b) Eletrodos de nível

Inspeção e limpeza: Semestralmente (com a caldeira parada), abra a garrafa e verifique a superfície
dos eletrodos com relação à presença de incrustações (minerais) causadas pela água. Caso haja, as
hastes devem ser limpas ou substituídas. A presença de incrustações pode indicar problemas na
qualidade da água de alimentação

7
Para todos os procedimentos em que o teste da garrafa vá afetar a indicação do transmissor eletrônico de nível (casos em que o
transmissor for montado diretamente na garrafa), a malha de reposição de água (make-up) deve estar em MANUAL e um alarme deve ser
acionado nesta condição, realarmando a cada 5min se silenciado
19
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TESTE DE FUNCIONAMENTO: Diariamente, com o auxílio de um segundo operador, proceda assim:

Î Peça que o operador auxiliar vá até o painel da caldeira e mantenha pressionado o botão de
“by-pass” dos intertravamentos enquanto estiver sendo feito o teste, para evitar que a falta de
nível derrube de fato o exaustor e pare a fábrica

Î Abra a válvula de dreno e acompanhe o nível da garrafa baixar, verificando se as indicações


das lâmpadas de nível no painel correspondem ao nível indicado

Î Assim que a garrafa chegar ao nível crítico, o alarme específico para nível (corneta
pneumática) deve soar e a lâmpada de “trip ativado” no painel deve estar ativada

Î Feche a válvula de dreno, aguarde até o nível dos eletrodos sair de crítico e volte o by-pass
do painel para a posição normal

Î Em caso de mau funcionamento, repita o teste. Se o problema se confirmar, comunique


imediatamente a supervisão (a caldeira deve ser parada para reparo)

c) Visor de nível

Inspeção e limpeza: Diariamente, verificar a condição de limpeza do visor, iluminação (quando


houver) etc.

Teste de funcionamento: Diariamente, durante o teste de funcionamento dos eletrodos de nível (veja
item b anterior), proceda da seguinte forma:

Î Acompanhe a indicação do visor enquanto o nível da garrafa cai

Î Quando o nível retornar ao normal (após o teste dos eletrodos), verifique se a indicação de
nível no visor é coerente com o nível da garrafa, comparando com as marcas de cada eletrodo

d) Pressostato de pressão baixa de água

Teste de funcionamento: Semanalmente, proceda da seguinte forma:

Î Peça ao operador auxiliar que coloque os intertravamentos em MANUAL (botão de “by-


pass” do painel da caldeira)

Î Abra lentamente a válvula 3-vias da linha do pressostato e acompanhe no manômetro a


pressão em que o alarme será disparado

Î Feche novamente a válvula 3-vias e volte o botão de by-pass da caldeira para posição
NORMAL

Î Caso o alarme não funcione ou dispare a uma pressão diferente da programada, comunique
o fato imediatamente à supervisão para programação do reparo

Ajuste e calibração: Anual ou mais freqüente, seguindo o plano de calibração da Unidade

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e) Transmissor eletrônico de nível de água do balão

Inspeção e limpeza: Semanalmente, drenar o pote de lama do transmissor procedendo da seguinte


forma:

Î Coloque a malha de reposição de nível de água do balão em MANUAL (um alarme deve
soar nesta condição e que deve voltar a cada 5min se silenciado)

Î Feche a válvula 3-vias na entrada do transmissor de nível, isolando-o do restante do


sistema

Î Abra as duas válvulas abaixo do pote de lama do transmissor por 5 segundos

Î Feche as válvulas, aguarde 1min até voltar a alinhar o transmissor novamente com os
capilares (através da válvula 3-vias na entrada do instrumento)

Î Acompanhe a indicação de nível no transmissor. Caso ela não seja coerente com a
realidade, aguarde mais 1min ou resfrie os capilares com um jato d’água até que a indicação
volte

Î Uma vez retornada a indicação correta de nível, volte a malha de make-up para
AUTOMÁTICO

Î Caso a indicação não retorne ao normal ou se torne excessivamente oscilante, acione a


instrumentação e comunique imediatamente à supervisão o fato

Teste de funcionamento: Diariamente, durante o teste de funcionamento dos eletrodos (drenagem da


garrafa, item b anterior), acompanhe a indicação de nível do transmissor, verificando se ela está
compatível com a indicação de nível da garrafa. Se esta indicação não estiver coerente, comunicar
imediatamente à supervisão para definir a parada para correção

Ajuste e calibração: Anual ou mais freqüente, seguindo o plano de calibração da Unidade

f) Manômetro principal

Inspeção e limpeza: Diariamente, verifique a condição de limpeza do manômetro. Conferir a


iluminação (quando houver), estado geral do instrumento etc.

Teste de funcionamento: Semanalmente, verifique a indicação de pressão do manômetro versus a


indicação do transmissor eletrônico. Se a indicação não estiver correta, comunicar imediatamente à
supervisão para definir a parada para correção

g) Transmissor eletrônico de pressão de vapor

Inspeção e limpeza: Diariamente, verifique a condição de funcionamento do transmissor

Teste de funcionamento: Semanalmente, durante a verificação do funcionamento do manômetro


principal, verificar a indicação de pressão do transmissor eletrônico de pressão de vapor contra a
indicação do manômetro. Se a indicação não estiver correta, comunicar imediatamente à supervisão
para definir a parada para correção.

Ajuste e calibração: Anual ou mais freqüente, seguindo o plano de calibração da Unidade

h) Pressostato de pressão alta de vapor

21
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Inspeção e limpeza: Semanalmente, verificar as condições gerais do pressostato, inclusive a


integridade do selo de calibração da pressão de disparo

Ajuste e calibração: Anual ou mais freqüente, seguindo o plano de calibração da Unidade

i) Termômetro de chaminé

Inspeção e limpeza: Diariamente, verifique o estado de limpeza e indicação do termômetro. Se


houver transmissor eletrônico, comparar a indicação entre ambos. Se a diferença de indicação for
superior a 15°C, deverá ser programado o reparo no elemento defeituoso.
Ajuste e calibração: Anual ou mais freqüente, seguindo o plano de calibração da Unidade

j) Transmissor eletrônico de temperatura da chaminé (opcional)

Inspeção e limpeza: Semanalmente, verifique o estado de limpeza e indicação do termômetro

Teste de funcionamento: Semanalmente, compare a indicação do termômetro com a do transmissor


eletrônico de temperatura. Se a diferença entre os dois for superior a 15°C, deverá ser providenciado o
reparo no elemento defeituoso

Ajuste e calibração: Anual ou mais freqüente, seguindo o plano de calibração da Unidade

k) Válvulas de segurança do balão

Inspeção e limpeza: Semanalmente, disparar as válvulas (através da haste) por 2s cada, para
limpeza de sujidade na câmara. Caso a válvula não dispare ou apresente atuação intermitente
(“picada”) ou comece a disparar a pressões abaixo da nominal (assobios etc.) o supervisor da área
deve ser comunicado e a caldeira imediatamente parada para reparo

Ajuste e calibração: Anualmente ou mais freqüente, enviar as válvulas para calibração em empresa
certificada. As válvulas devem ter no seu corpo, gravadas em relevo, a pressão de disparo e
capacidades de alívio. Os certificados de calibração deverão ser mantidos junto aos Relatórios de
Inspeção de Segurança da Caldeira.

l) Bombas auxiliar e de emergência

Devido à grande quantidade de meios e configurações das redundâncias para fornecimento de água de
emergência de caldeiras, para este item serão estabelecidos as diretrizes básicas de atuação das
redundâncias e freqüências de testes. Os procedimentos de teste deverão seguir as indicações do
fabricante.

Proteções aceitáveis: são aceitos como redundância para fornecimento emergencial de água de
make-up motobombas diesel, bombas elétricas conectadas a grupos geradores dedicados ou ao
gerador de emergência da fábrica, bombas injetoras a vapor ou turbinas movidas a vapor ou uma
combinação destas alternativas

Partes críticas: qualquer dispositivo conectado ao sistema de fornecimento emergencial de água para
as caldeiras ou do qual ele depende para se tornar operacional se torna também uma parte crítica,
exigindo a rotina de testes igual ou superior ao dispositivo de fornecimento em si

Teste de funcionamento: Mensalmente ou mais freqüente, todos os dispositivos relativos ao


fornecimento emergencial de água devem ser testados integralmente, incluindo operações de partida
de motores diesel, teste de alarmes sonoros/visuais, manobras em painéis elétricos e verificação das
condições de performance (por exemplo, pressão de recalque). Para as caldeiras que possuírem
sistemas em duplicidade (por exemplo, uma bomba em standy-by e outra operacional, ambas
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manobráveis para o gerador de emergência), é recomendável trabalhar num esquema de revezamento


periódico entre as bombas, de modo a manter as condições de funcionamento etc.

m) Transmissor eletrônico de pressão da fornalha

Teste de funcionamento: Semanalmente, proceda da seguinte forma:

Î Coloque a malha de controle de pressão da fornalha em MANUAL

Î Feche a válvula 3-vias da alimentação do transmissor de pressão, abrindo para a tubulação


de ar de teste

Î Sopre e compare se o alarme foi ativado

Î Volte novamente a alimentação para o transmissor de pressão e coloque a malha de


controle da pressão da fornalha em AUTOMÁTICO

Î Caso o alarme não seja ouvido, comunique imediatamente o fato à supervisão para
providenciar o reparo

n) Outros dispositivos e itens exigidos por lei

Além dos já mencionados, existem outras exigências legais que devem ser lembradas e conhecidas de
todos os envolvidos na operação e supervisão de caldeiras

Placa de identificação: deve fornecer todos os dados de pressão da caldeira (fabricante, capacidade
em ton/h de vapor, data e número de projeto, tipo, classe, PMTA)

Iluminação de emergência: deve ser acionada independentemente de qualquer outro dispositivo na


caldeira, preferencialmente com unidades autônomas nos pontos de maior necessidade em
emergências (bombas de emergência, válvulas etc.)

Documentação: todo o prontuário da caldeira deve estar disponível para pronta consulta em caso de
inspeção do MTb. Quaisquer alterações que impacte na segurança da caldeira (especialmente
reformas, remandrilamentos, alterações de capacidade ou combustível) devem ser aprovadas por
funcionário habilitado e os testes realizados devem ser registrados no prontuário da caldeira

Treinamento: todos os funcionários da caldeira deverão ser periodicamente treinados sobre as Partes
Críticas, seja em treinamento separado, seja nos cursos de reciclagem exigidos por lei para estes
profissionais

o) Outras especificações e procedimentos a serem seguidos:

Especificação de válvulas: as válvulas mencionadas, bem como outras que façam parte de linhas
pressurizadas devem estar especificadas para pressão de trabalho.

Posição de falha das válvulas: fazer uma análise da posição de falhas das válvulas atuadas
automaticamente. Ex.: na falta de ar, energia elétrica a válvula de alimentação da caldeira deve ficar
aberta e de alimentação de combustível fechada.

Qualidade da água de alimentação de caldeira: analises de água para uso em caldeira devem ser
conduzidas de forma freqüente e eficaz com empresas de reconhecida capacidade técnica para
orientar quanto ao tratamento necessário com objetivo de ter esta água nas condições adequadas ao
uso sem prejuízo ao equipamento

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Analise de risco: deve ser conduzida uma analise de risco “ What / If “ para o controle de nível de
água da caldeira; se houver caldeiras que utilizem óleo BPF como combustível a mesma analise deve
ser realizada para os dispositivos de segurança do queimador de óleo.

Descarga de fundo: a descarga de fundo da caldeira deve ser direcionada de forma adequada para
reduzir o ruído e isolada para proteger as pessoas.

p) Arquivamento de informação:

Todos os documentos, certificados, testes e especificações devem ser arquivados durante a vida útil
das caldeiras.

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24
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B. VASOS DE PRESSÃO

1. Partes críticas obrigatórias

Em todos os vasos sob pressão (ver critérios para definição na norma NR-13) os seguintes dispositivos são
obrigatórios:

- Dispositivo de alívio de pressão positiva e/ou negativa: entre eles estão válvulas quebra-vácuo,
suspiros, discos de ruptura etc. Em casos de reservatórios de amônia devera existir manifold (coletor)
duplo para válvula de segurança, com a possibilidade de bloqueio de uma delas para manutenção.

- Manômetro: operacional, indicando a pressão atual do vaso

Exemplo de um vaso de pressão com partes críticas

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


1 Vaso de pressão Conforme fabricante
2 Válvula de alívio de pressão Alívio com máximo de 6% sobre a PMTA
3 Transmissor de pressão Na faixa de trabalho

2. Outros dispositivos e itens exigidos por lei

Além dos já mencionados, existem outras exigências legais que devem ser lembradas e conhecidas de
todos os envolvidos na operação e supervisão das áreas onde se encontram os vasos de pressão
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Placa de identificação: Todo vaso de pressão deve ter afixada em seu corpo, bem visível, a placa de
identificação com, no mínimo, as seguintes informações:

ITEM LEGENDA ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA


A Fabricante Identificação do fabricante com CNPJ
B Número de identificação Número do projeto ou desenho
C Ano de fabricação Ano em que foi fabricado
D Pressão Máxima de Trabalho Designado pelo projeto
Admissível (PMTA)
E Pressão de Teste Designado pelo projeto (usualmente 50% maior que a PMTA ou
Hidrostático maior)
F Código de projeto e ano de Norma utilizada para realizar o projeto ( ASME, ABNT,DIN, etc.)
edição e o ano da edição da norma
G Categoria Conforme item 3 abaixo ou NR - 13
H Tag do vaso de pressão

Documentação: todos os vasos deverão possuir um prontuário que deve estar disponível para pronta
consulta em caso de inspeção do MTb. Quaisquer alterações que impacte na segurança do vaso
(especialmente reformas, remanejamento para outro processo, alterações de capacidade) devem ser
aprovadas por um profissional habilitado e os testes realizados devem ser registrados no prontuário

Trocadores de calor do tipo placa, utilizando vapor: não são considerados vasos de pressão, mas
deverão ter uma válvula de alivio após a válvula de controle de vapor.

3. Critério para definir a periodicidade dos testes em vasos de pressão


8
Classe Grupo de potencial de risco segundo a PV
De 1 2 3 4 5
Fluido PV>= 100 30<=PV<100 2,5<=PV<30 1<=PV<2,5 PV<1
Categorias
A
Hidrogênio
Acetileno I I II III III
Líquidos infamáveis, combustíveis
com temperatura superior a 200°C
B
Combustíveis com temperatura menor I II III IV IV
que 200°C
C
Vapor de ‘água I II III IV V
Gases asfixiantes simples
Ar comprimido
D
Água ou outros fluidos não II III IV V V
enquadrados na classes A,B ou C,
com temperaturas superior a 50°C

8
PV = Pressão de operação do vaso multiplicada pelo seu volume. Nesta fórmula, o volume é expresso em m3 e a pressão em MPa (1
MPa corresponde a 10,197 kgf/cm2)
26
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Periodicidade das inspeções:

Categoria do vaso Exame externo Exame interno Teste hidrostático


I 1 ANO 3 ANOS 6 ANOS
II 2 ANOS 4 ANOS 8 ANOS
III 3 ANOS 6 ANOS 12 ANOS
IV 4 ANOS 8 ANOS 16 ANOS
V 5 ANOS 10 ANOS 20 ANOS
3 2
Exemplo: Um vaso de hidrogênio que tenha volume de 10m e trabalhe com pressão de 20 kgf/cm
tem um PV (produto da pressão e do volume) de 40. Com estas informações, pode-se caracterizar o
vaso: classe de fluido A (hidrogênio), grupo de potencial de risco 2, assim a categoria do vaso é I . A
periodicidade dos exames e testes é então definida segundo a tabela acima.

4. Razões técnicas para não realizar teste hidrostático


a- resistência estrutural da fundação ou da sustentação do vaso incompatível com o peso da
água que seria usado no teste
b- efeito prejudicial do fluido de teste aos elementos internos do vaso
c- impossibilidade técnica de purga e secagem do sistema
d- existência de revestimento interno

5. Substituição do teste hidrostático: o teste hidrostático poderá ser substituído pelo teste pneumático,
porém este procedimento deverá ser cercado de cuidados especiais, por tratar-se de atividade de alto
risco.

6. Oportunidades para realização de inspeções extraordinárias:


a- sempre que um dano for danificado ou outra ocorrência que comprometa sua segurança
b- quando o vaso for submetido a reparo ou alteração importantes, capazes de alterar sua
condição de segurança
c- antes de o vaso ser recolocado em funcionamento, quando permanecer inativo por mais de
12 meses
d- quando houver alteração de local de instalação do vaso de pressão

7. Arquivamento de informação:
Todos os documentos, certificados, testes, exames e especificações devem ser arquivados durante a
vida útil dos vasos de pressão no seu prontuário.

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8. Alteração de Revisão:

ALTERAÇÕES DA REVISÃO

Primeira emissão do Documento


Revisão técnica e adição do botão de by-pass temporizado (por Miguelângelo Castro, Janeiro/2006)

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