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NBR 6118 Módulo 4

Vigas:
Estados Limites Últimos
Estados Limites de Serviço
Detalhamento
Exemplo
P R O M O Ç Ã O

Conteúdo
Segurança em Relação aos ELU e ELS

ELU – Solicitações Normais

ELU – Elementos Lineares Sujeitos à Força Cortante

ELS – Estado Limite de Deformação


Módulo 4

ELS – Estado Limite de Fissuração

Dimensionamento

Detalhamento

Exemplo

Conclusões

NBR 6118 PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO : PROCEDIMENTO DATA 00/00/00

1
Vigas

Segurança em Relação aos ELU

Segurança Adequada (Peq.


Peq. Prob. de Ruína)
Ruína)
Boa Ductilidade
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Segurança em Relação aos ELS

Flechas
Abertura de Fissuras

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Vigas
Estado Limite Último – Solicitações Normais
Introdução
Dimensionamento (NRd, MRd)

(NRd, MRd) (NSd, MSd)


Módulo 4

Hipóteses Básicas
a) as seções transversais planas após deformação

b) Aderência entre o concreto e as armaduras

d) tensões de tração no concreto desprezadas

e) distribuição de tensões no concreto segundo diagrama parábola-


retângulo, com tensão de pico igual a 0,85 fcd

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Vigas
Estado Limite Último – Solicitações Normais

Hipóteses Básicas
f) tensão nas armaduras obtida a partir dos diagramas tensão-
deformação
Módulo 4

Diagrama tensão-deformação para aços Diagrama tensão-deformação para aços


de armaduras passivas de armaduras ativas

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Vigas
Estado Limite Último – Solicitações Normais
g) o estado limite último é caracterizado quando a distribuição das
deformações na seção transversal pertencer a um dos domínios
definidos abaixo
Módulo 4

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Vigas
Estado Limite Último – Solicitações Normais
Protensão
Na verificação do ELU devem ser considerados, além do efeito
de outras ações, apenas os esforços solicitantes hiperestáticos
de protensão
Módulo 4

Além das hipóteses básicas já apresentadas, devem ainda ser


respeitadas as seguintes hipóteses suplementares:

a) considera-se como resistência característica do concreto fckj


aquela correspondente à idade fictícia j (em dias), no ato da
protensão, sendo que a resistência de fckj deve ser
claramente especificada no projeto

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Vigas
Estado Limite Último – Solicitações Normais
Protensão
b) para a verificação, admitem-se os seguintes valores para os
coeficientes de ponderação, com as cargas que
efetivamente atuarem nessa ocasião:
Módulo 4

γc = 1,2
γs = 1,15
γp = 1,0 na pré-tração
γp = 1,1 na pós-tração
γf = 1,0 para as ações desfavoráveis
γf = 0,9 para as ações favoráveis

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante

Vd Vd
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estribos

NÃO EXISTEM MODIFICAÇÕES SIGNIFICATIVAS NO CALCULO DAS ARMADURAS


ARMADURAS

AUMENTO DAS ARMADURAS MÍNIMAS PARA CONCRETOS MELHORES

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Tensões Últimas – Maior Capacidade para Concretos Melhores
NB1-2003 / NB1-78

(τc/fcd)2003 (τu/fcd)2003 (τu/fcd)78 (τc/fcd)78


0,350

TENSÕES ÚLTIMAS
0,300 PERMITIDAS
Módulo 4

0,250

0,200
τ / fcd

0,150

TENSÕES ABSORVIDAS PELO


0,100 CONCRETO SEM O AUXÍLIO DE
ARMADURA

0,050

0,000
20 25 30 35 40 45
fck (MPa)

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Consumos de Armadura Mínima – MAIS ECONÔMICO

NB1-2003 NB1-78
4,50%
ARMADURA DE CISALHAMENTO

4,00%
Módulo 4

3,50%

3,00%

2,50%

2,00%

1,50%

1,00%

0,50%

0,00%

15 20 25 30 35 40 45 50
fck
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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Consumos de Armadura de Estribos – MAIS ECONÔMICO

Taxas Mecânicas de Armadura

Linear (C20/2003) Linear (C20/78)


35,0%
Módulo 4

30,0%
(Asw.fyd)/(bw.fcd)

25,0%

20,0%
região não
permitida
15,0%
NB1-2003

10,0%

5,0%

0,0%
0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35

τ sd/fcd

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Armadura Transversal Mínima
A sw f
ρ sw = ≥ 0,2 ctm
b w .s. sen α f ywk
Módulo 4

Asw área da seção transversal dos estribos

s espaçamento dos estribos, medido segundo


o eixo longitudinal do elemento estrutural

α inclinação dos estribos em relação ao


eixo longitudinal do elemento estrutural

bw largura média da alma, medida ao longo da altura útil da seção

fywk é a resistência ao escoamento do aço da armadura transversal

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Verificação do ELU – Cálculo da Resistência
VSd < VRd2

VSd < VRd3 = Vc + Vsw


Módulo 4

Modelo de cá
cálculo I
Diagonais de compressão inclinadas de θ=45°

a) verificação da compressão diagonal do concreto

VRd2 = 0,27 αv2 fcd bw d

sendo: αv2 = (1 - fck / 250)

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Verificação do ELU – Cálculo da Resistência
Modelo de cá
cálculo I
b) cálculo da armadura transversal
Módulo 4

VRd3 = Vc + (Asw / s)0,9 d fywd (sen α + cos α)

Vc = 0 nos elementos estruturais tracionados quando a linha


neutra se situa fora da seção
Vc = Vc0 na flexão simples e na flexo-tração com a linha
neutra cortando a seção
Vc = Vc0 (1+ Mo / MSd,máx ) ≤ 2Vc0 na flexo-compressão

Vc0 = 0,6 fctd bw d

fctd = fctk,inf/γc

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Verificação do ELU – Cálculo da Resistência
Modelo de cá
cálculo I
c) decalagem do diagrama de força no banzo tracionado
Módulo 4

 VSd ,máx 
a l = d (1 + cot g α ) − cotg α 
 2( VSd ,máx − Vc ) 

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Verificação do ELU – Cálculo da Resistência
Modelo de cá
cálculo II
θ variável livremente entre 30° e 45°
Módulo 4

a) verificação da compressão diagonal do concreto

VRd2 = 0,54 αv2 fcd bw d sen2 θ (cotg α + cotg θ)

com: αv2 = (1- fck/250) e fck em MPa

b) cálculo da armadura transversal

VRd3 = Vc + Vsw

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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Verificação do ELU – Cálculo da Resistência
Modelo de cá
cálculo II
Vsw = (Asw / s)0,9 d fywd (cotg α + cotg θ) sen α
Módulo 4

V c= 0 em elementos estruturais tracionados quando a linha neutra


se situa fora da seção;

Vc= Vc1 na flexão simples e na flexo-tração com a linha neutra


cortando a seção;

Vc= Vc1 (1+ M0 / MSd,máx) < 2Vc1 na flexo-compressão , com:

Vc1 = Vc0 quando VSd ≤ Vc0

Vc1 = 0 quando VSd = VRd2 , interpolando-se linearmente para


valores intermediários
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Vigas
Estado Limite Último – Elementos lineares sujeitos
à força cortante
Verificação do ELU – Cálculo da Resistência
Modelo de cá
cálculo II
c) deslocamento do diagrama de momentos fletores
Módulo 4

a = 0 ,5 d (cot g θ − cot g α )
l

al ≥ 0,5d, no caso geral

al ≥ 0,2d, para estribos inclinados a 45°

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Vigas
Estados Limites de Serviço
Introdução
Estruturas trabalham nos Está
Estádios I e II Momento de Fissuraç
Fissuração

α
Mr = fct Ic
yt
Módulo 4

α = 1,2 para seções T ou duplo T;


α = 1,5 para seções retangulares;
onde:
α fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na
flexão com a resistência à tração direta
yt distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada
Ic momento de inércia da seção bruta de concreto
fct resistência à tração direta do concreto

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Vigas
ELS - Estado Limite de Deformação
Limites para Deslocamentos
Módulo 4

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Vigas
ELS - Estado Limite de Deformação
Flecha Imediata
Expressão de Rigidez Equivalente

 
M 3   Mr   
3
  I + 1 −
(EI )eq = Ecs   r   I  ≤Ecs Ic
 M   II 
Módulo 4

  Ma  c 
  a
   
onde :
Ic momento de inércia da seção bruta de concreto
III momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II
Ma momento fletor na seção crítica do vão considerado, momento máximo
no vão para vigas biapoiadas ou contínuas e momento no apoio para
balanços, para a combinação de ações considerada nessa avaliação
Mr momento de fissuração do elemento estrutural, cujo valor deve ser
reduzido à metade no caso de utilização de barras lisas
Ecs módulo de elasticidade secante do concreto
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Vigas
ELS - Estado Limite de Deformação
Flecha Imediata
 
M 3   Mr   
3
  I + 1 −
(EI )eq = Ecs   r    I  ≤Ecs Ic
  Ma  c   M   II 
  a
   
Módulo 4

(EIo nal ao

My
cio
)c
por

o
la
Pro

ona
i
rc )II
Mr opo (EI
Pr

v
vr vy
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Vigas
ELS - Estado Limite de Deformação
Flecha Diferida no Tempo
Flecha Total = Flecha Imediata . (1 + αf)

∆ξ
αf =
1 + 50 ρ ′
Módulo 4

com:

As
ρ′ =
bd
onde:
ξ coeficiente função do tempo
∆ξ = ξ(t ) − ξ(t 0)
ξ(t) = 0,68 .(0,996 t ) t 0,32 para t ≤ 70 meses
ξ(t) = 2 para t > 70 meses

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Vigas
ELS - Estado Limite de Deformação
Flecha Diferida no Tempo
Ainda:

t tempo, em meses, quando se deseja o valor da flecha diferida

t0 idade, em meses, relativa à data de aplicação da carga de longa


Módulo 4

duração. No caso de parcelas da carga de longa duração serem


aplicadas em idades diferentes, pode-se tomar para t0 o valor
ponderado a seguir:

ΣP t
i 0i
t0 =
ΣP
i
onde:
Pi representa as parcelas de carga
t0i idade em que se aplicou cada parcela Pi, em meses

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Vigas
ELS - Estado Limite de Fissuração
Controle da Fissuração – Limitação da Abertura
Estimada das Fissuras
Módulo 4

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Vigas
ELS - Estado Limite de Fissuração
Controle da Fissuração – Limitação da Abertura
Estimada das Fissuras
W - Abertura de fissuras, menor valor entre:

φi σsi 3σsi φi σ si  4 
w= w =  + 45 
12,5ηi Esi fctm 
12,5ηi E si  ρri
Módulo 4


onde:
σsi, φi, Esi, ρri são definidos para cada área de envolvimento em exame
Acri área da região de envolvimento protegida pela barra φi
Esi módulo de elasticidade do aço da barra considerada, de diâmetro φi
φi diâmetro da barra que protege a região de envolvimento considerada
ρri taxa de armadura passiva ou ativa aderente em relação à área da região de
envolvimento (Acri)
σsi tensão de tração no centro de gravidade da armadura considerada, calculada
no estádio II
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Vigas
Dimensionamento
Armadura de Pele

A mínima armadura lateral deve ser 0,10 % Ac,alma em cada face da


alma da viga e composta por barras de alta aderência (η1≥ 2,25) com
espaçamento não maior que 20 cm
Módulo 4

Em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm, pode ser dispensada a


utilização da armadura de pele.

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Vigas
Dimensionamento
Valores Limites para Armaduras longitudinais
(Para vigas isostáticas com l/h ≥ 3,0 e a vigas contínuas com l/h ≥ 2,0)

Armadura mínima de tração : ρmin = 0,15 %


Módulo 4

para : Md,mín = 0,8W0 fctk,sup


onde:
W0 módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto, relativo à
fibra mais tracionada
fctk,sup resistência característica superior do concreto à tração

O dimensionamento para Md,mín deve ser considerado atendido se forem


respeitadas as taxas mínimas de armadura da tabela apresentada a seguir

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Vigas
Dimensionamento
Valores Limites para Armaduras longitudinais
(Para vigas isostáticas com l/h ≥ 3,0 e a vigas contínuas com l/h ≥ 2,0)
Valores de ρmin1) (As,min/Ac)
%
Forma da seção
fck
20 25 30 35 40 45 50
ωmín
Módulo 4

Retangular 0,035 0,150 0,150 0,173 0,201 0,230 0,259 0,288

T
(mesa 0,024 0,150 0,150 0,150 0,150 0,158 0,177 0,197
comprimida)

T
0,031 0,150 0,150 0,153 0,178 0,204 0.229 0,255
(mesa tracionada)

Circular 0,070 0,230 0,288 0,345 0,403 0,460 0,518 0,575

valores de ρmin estabelecidos nesta tabela pressupõem o uso de aço CA-50, γc = 1,4 e γs = 1,15. Caso esses fatores sejam diferentes, ρmin
1) Os

deve ser recalculado com base no valor de ωmín dado.


NOTA - Nas seções tipo T, a área da seção a ser considerada deve ser caracterizada pela alma acrescida da mesa colaborante.

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Vigas
Detalhamento
Armadura Longitudinal - Distribuiç
Distribuição Transversal

ah
20 mm

Na direção horizontal (a h ) ≥ diâmetro da barra, do feixe ou da luva
1,2 d
av  max
Módulo 4

20 mm

Na direção vertical (a v ) ≥ diâmetro da barra, do feixe ou da luva
0,5 d
 max

Para feixes de barras deve-se considerar o diâmetro do feixe:

φn = φ n

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Vigas
Detalhamento
Armadura Longitudinal - Distribuiç
Distribuição Longitudinal
Armadura de Tração na Flexão Simples, Ancoradas por Aderência
Módulo 4

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Vigas
Detalhamento
Armadura Transversal para Forç
Força Cortante
 largura da alma 
5 mm ≤ φ t ≤  
 10 
Para barras lisas, φ ≤ 12 mm
t
Módulo 4

Espaçamentos Mínimos entre Estribos


O suficiente para passagem do vibrador

Espaçamentos Máximos entre Estribos


Se Vd ≤ 0,67 VRd2 , então s max = 0,6 d ≤ 300 mm
Se Vd > 0,67 VRd2 , então s max = 0,3 d ≤ 200 mm
Entre ramos sucessivos:
Se Vd ≤ 0,20 VRd2 , então s t,max = d ≤ 800 mm
Se Vd > 0,20 VRd2 , então s t,max = 0,6 d ≤ 350 mm
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Vigas
Exemplo
Para a estrutura esquematizada abaixo, e considerando as recomenda
recomendaç
ções
da NBR6118-
NBR6118-2003 pede-
pede-se:

•Dimensionar e alojar as armaduras


•Verificar as flechas e fissuração
Módulo 4

g=28 kN/m q=5 kN/m

6m

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Vigas
Exemplo
Seç
Seção Transversal Materiais
•fck =25MPa
•Aço CA50
Módulo 4

a) Dimensionamento
 Md 
a.1) Armadura Longitudinal x = 1,25d 1 − 1 − 
 0,425bd 2 f cd 
28 × 6 2 =  
Mk = 148,5 KN. m
8  20790 
x = 1,25.451 − 1 − 
 2 2,5 
Md = γ f × Mk 0,425.65.45 .
 1,4 
x = 6,19cm
M d = 1,40 × M k = 207,90 KN .m

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Vigas
Exemplo
a) Dimensionamento
Md
As =
σ sd (d − 0,4x)
20790
As =
50
(45 − 0,4.6,19)
1,15
Módulo 4

A s = 11,24cm² 6 φ 16,0 mm
bS = 9 cm (c = 1,5 cm e φt = 5 mm)

bS − 3 ⋅ φ l
eh =
2

9 − 3 ⋅1,60  3φ16.0 
eh = = 2,10 cm
2  camada 

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Vigas
Exemplo
a) Dimensionamento

3 ⋅ 46,2 + 3 ⋅ 42,6
d ef = = 44,4cm
3
Módulo 4

a.2) Cálculo da Armadura Transversal

Verificação do concreto

VRd 2 = 0.27αV f cd bw d > Vsd


 f ck 
Vk= 99 kN α V = 1 −  = 0,9
 250 
Vd= 139,2 kN 2,5
VRd 2 = 0.27.0,9. .15.45 > Vsd
1,4
VRd 2 = 292,9kN > 138,6 OK!!!!
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Vigas
Exemplo
Dimensionamento da Armadura Transversal – Modelo de Cálculo 1

Vsd < Vrd 3 = Vc + Vsw


Vc = 0,6. f ctd .bw .d
2
f ctm
f ctd = 0,7 → f ctm = 0,3 f ck3 = 0,128kN / cm²
γc
Módulo 4

Vc = 0,6.0,128.15.45 = 51,84kN
Vsd < Vrd 3 = Vc + Vsw Verificação da Armadura Mínima

138,6 = 51,84 + Vsw  Asw 



f
 ≥ 0,2.b. ctm
Vsw = 86,76kN  s  f ywk
Asw 0,256
A  ≥ 0,2.15.
Vsw =  sw 0.9d . f ywd s 50
 s  Asw
≥ 1,54cm² / m
Asw s
= 4,93cm² / m
s 4,92 ≥ 1,54cm² / m OK!!!!
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Vigas
Exemplo
Verificação da Armadura Mínima

 Asw  f
  ≥ 0,2.b. ctm
 s  f ywk
Asw 0,256
≥ 0,2.15.
Módulo 4

s 50
Asw
≥ 1,54cm² / m
s
4,92 ≥ 1,54cm² / m OK!!!!

Espaçamento máximo
Vd<0,67Vdr2

S max = 0,6d = 27cm φ 8,0 c/20 cm

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Vigas
Exemplo
a) Detalhamento Longitudinal

Comprimento de Ancoragem Básico

l b = φ yd
f com fbd = η1 η2 η3 fctd
4 fbd
f bd = 2,25 ⋅1 ⋅1 ⋅1,282 = 2,89 MPa
Módulo 4

l = φ f yd = 37 ,81φ ≈ 38φ = 60,8cm


b
4 f bd
Comprimento de Ancoragem Necessário

A 0,3 ⋅ l b = 18,24cm
l = α1l b s,calc ≥ l b,min
b,nec
As,ef l b ,min = maior entre10φ = 16cm
100mm

l = 56,67 ≈ 57cm
b ,nec
∴ l b ,nec = 57cm

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Vigas
Exemplo
a) Detalhamento Longitudinal
Barras que chegam aos Apoios
Situação mais crítica entre:

RSd = (al/d) Vd + Nd

Nd=0 a = 0,5d (cot g θ − cotg α ) = 0,5d ≈23 cm


l
Módulo 4

RSd = 0,5 Vd =54,6 kN ⇒ As = 1,26 cm2 (1φ16 )


e:
As,apoio ≥1/3 (As,vão) ⇒ Deve chegar pelo menos 1φ16 ao apoio

Será considerado que 2 barras chegam aos apoios (2φ16 )

Armadura Negativa sobre Apoios Extremos


As,min ≥ As,min (de flexão) =0,0015.bw.h= 1,13cm2 ⇒ 2φ10

Comprimento de ancoragem = 1,5 lb,nec = 85,5cm

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Vigas
Exemplo
a) Detalhamento Longitudinal

φ φ φ
Módulo 4

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Vigas
Exemplo
Módulo 4

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Vigas
Exemplo
Tabela de Ferros e Resumo

Tabela de Ferros Resumo


Posição φ n CU(cm) CT(m) φ CT(m) Peso(kg)
N1 16 2 626,0 13,0 5 10 1,4
Módulo 4

N2 16 2 593 12 8 38 13,7
N3 16 2 460 10 10 5 2,8
N4 10 4 108 5 16 35 50,6
N5 5 2 479 10 M=68,2 kg + 10% =75,5
N6 8 31 121 38 V = 0,682 m³

Taxa de Consumo = 75,5/0,682 =110,7kg/m³

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Vigas
Exemplo
b) ELS – Estado Limite de Deformaç
Deformação

Hipótese 1 – Linha neutra na mesa

bf bf
x
hf
Módulo 4

As A
x 2 + 2.α e . .x − 2.n. s .d = 0
bw bw
Es 210000
αe = = = 8,82
Ec 23800
12 12
x 2 + 2.8,82. .x − 2.8,82. .45 = 0
65 65
x = 10,59cm > hf = 7 cm
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Vigas
Exemplo
b) ELS – Estado Limite de Deformaç
Deformação – (cont.)
Hipótese 2 – Linha neutra na alma

bf bf - bw

hf
x
0,8x
Módulo 4

As Asf Asw

bw
bw

[ )]
2
bw × x 2
2
( h
( )
+ (b f − bw )⋅ h f + α e ⋅ As + As ⋅ x − (b f − bw )⋅ f − α e ⋅ AS ⋅ d + AS ⋅ d , = 0
,

2
,

15 × x 2 72
+ [(65 − 15) ⋅ 7 + 8,82 ⋅ (12)]⋅ x − (65 − 15) ⋅ − 8,82 ⋅ (12.45) = 0
2 2
7,5.x 2 + 455,84.x − 5987,6 = 0
x = 11,10cm
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Vigas
Exemplo
b) ELS – Estado Limite de Deformaç
Deformação – (cont.)

Cálculo do momento de inércia para viga T

I I = 267990 cm4

b f × x3 (x − h ) 3
Módulo 4

I II =
3
− (b f − bw )⋅
3
f 2 ,
(
+ α e × AS × (d − x ) + α e × AS × x − d , )
2

I II =
65 ×11,103
− (65 − 15) ⋅
(11,10 − 7)3 + 8,82 ×12 × (45 −11,10)2
3 3

I II = 150115,70 cm4

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Vigas
Cálculo do momento de fissuração
Exemplo
b) ELS – Estado Limite de Deformaç
Deformação – (cont.)

Mr = (α.fct,m. Ic)/yt = (1,2. 0,256. 267990) / 31,8 = 2588,88 kN.cm = 25,88 kN.m

α = 1,2 para seção T;


fct,m = 0,256 kN/cm²
Módulo 4

Ic = é momento de inércia da seção– ESTÁDIO I;


yt é a distância do centro de gravidade à fibra mais tracionada = 31,8 cm
Como :
Mr = 25,88 kN.m < 148,5 kN.m = Mk

Calcula-se pela formula de Branson o EIeq para considerar a perda da rigidez na


seção fissurada.

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Vigas
Exemplo
b) ELS – Estado Limite de Deformaç
Deformação – (cont.)

EIeq = Ec[(Mr/Ma)3. Ic + [1- (Mr/Ma)3] III]

Ec = 0,85.5600.fck1/2 = 23,8 GPa ou 23,8 106 kN/m2;


III = é o momento de inércia da seção fissurada – ESTÁDIO II;
Módulo 4

Assim, pode-se calcular o momento de inércia equivalente


EIeq = Ec[(Mr/Ma)3. I1 + [1- (Mr/Ma)3] III] =
EIeq = 23,8.106[(25,88/148,5)3.2,67.10-9 + [1-(25,88/148,5)3].1,50.10-9]
EIeq = 35876 kN m2

Flecha Imediata
5(g + 0,7 q )l 4
f = = 0,0148 m = 1,48 cm
384(EI eq )
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Vigas
Exemplo
b) ELS – Estado Limite de Deformaç
Deformação – (cont.)

Flecha de Longa Duração

∆ξ
αf =
1 50ρ′
+
Módulo 4

As ' 0
ρ′ = =
bd

∆ξ = ξ ( t ) − ξ ( t 0 ) = 2 − 0,68 = 1,32

α f = 1,32

Flecha Total
l ≥ l
f l = f ⋅ (1 + αf ) = 14,8⋅ (1+ 1,32 ) =34,4mm ≅ = 24 mm
174 250 (não passa)!!!
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Vigas
Exemplo
c) ELS – Estado Limite de Fissuraç
Fissuração
7,5φ 7,5φ 7,5φ

1  φi σ si  4 
w1 =   + 45  Acr
12,5 η b Esi  ρ ri 
wklim ≤
7,5φ
1  1 3φi σ si2  c < 7,5φ
w2 =  ⋅ 
12,5 ηb f ctm Esi 
Módulo 4

7,5φ a 7,5φ
(a < 15 φ)

Acr é a área da região de envolvimento protegida pela barra φi;


Esi é o módudo de elasticidade do aço da barra considerada (φi);
φi é o diâmetro da barra que protege a região de envolvimento considerada;
ρri é a taxa de armadura em relação à área da região de envolvimento (Acri);
σsi é a tensão de tração no centro de gravidade da armadura, no Estádio II;
ηb é o coeficiente de conformação da armadura (1 em barras lisas, 1,4 barras
dentadas e 2,25 barras nervuradas)
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Vigas
Exemplo
c) ELS – Estado Limite de Fissuraç
Fissuração – (cont.)
As 2
ρ cri = = 0,0732 = 7,32%
Acri 13.2,1
Md 14850
σ si = = = 34,38kN / cm 2
0,8.d . As 0,8.45.12
Módulo 4

Esi = 21000kN / cm 2
f ctm = 0,2565kN / cm 2

1  1 3.16 34,38 
2
1  16 34,38  4  w2 = ⋅
w1 =   + 45   
12,5  2,25 21000  0,0732  12,5  2,25 0,2565 21000 
w1 = 0,0928mm w2 = 0,374mm

w1< wklim (tab 13.3-NBR6118/2003)


w1< 0,4 mm - ok!!!

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Vigas
Exemplo
Resolvendo Segundo a NBR 6118–1978, torna-se possível montar o
quadro comparativo apresentado a seguir

Comparativo – Viga

NBR 6118-2003 NBR 6118-1978

ρ(%)
Módulo 4

1,1 1,1

10,9 cm² 10,9 cm²


As
6φ16 6φ16

Estribos Φ8,3c20 Φ5,0c20


Flecha 34,44 mm 15,14 mm
W 0,085 mm 0,099 mm
E 23,8 GPa 35,24GPa
EIeq(Est II) 35876 kN.m² 36491 kN.m²

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Vigas
Conclusões

Poucas alteraç
alterações no dimensionamento – Solicitaç
Solicitações
Normais

Alteraç
Alterações nos procedimentos de verificaç
verificação dos ELS
(Maior preocupaç
preocupação com o comportamento das Estruturas em serviç
serviço)
Módulo 4

Aumento da durabilidade em virtude do aumento dos


cobrimentos

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