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10 DICAS PRÁTICAS AOS COSMANALISTAS (COMUNICOLOGIA)

Alexandre Rosado Professor de Conscienciologia Voluntário do IIPC e-mail: alexandre.rosado@globo.com website: http://alexandrerosado.net78.net

RESUMO O artigo apresenta algumas dicas a partir da prática da técnica do cosmograma. O cosmograma é a técnica de coleta de dados e também o conjunto de artefatos do saber acumulados, catalogados e classificados pelo cosmanalista, objetivando alcançar maior visão de conjunto a respeito da realidade, ou seja, a cosmanálise, formando-se cosmossínteses sempre crescentes. A partir do modelo do Holociclo, laboratório localizado no Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (Foz do Iguaçu – PR) este autor pôde se inspirar e criar uma oficina de cosmograma em sua própria casa, porém em espaço reduzido. A partir do pedido de outros pesquisadores a respeito dos detalhes técnicos de como fazer um laboratório caseiro de cosmograma, foram elencadas 10 dicas ou otimizações procedimentais para a instalação de um mini-Holociclo, envolvendo desde a organização das temáticas até a instalação de equipamentos no ambiente.

PALAVRAS-CHAVE – Key Words - Unitermos:

Cosmanálise; Dicas técnicas; Otimizações ambientais; Mini-Holociclo.

10 Dicas práticas aos Cosmanalistas

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INTRODUÇÃO

Definição. A Cosmanálise é a especialidade da Conscienciologia que estuda a aplicação prática do cosmograma. A técnica do cosmograma consiste na análise dos fatos a partir da classificação dos mesmos de forma técnica (taxologia) a fim de se chegar a uma visão de conjunto (máxima associação de idéias) sobre a realidade. Sinonímias: 1. Apreensão disciplinada dos fatos. 2. Coleção organizada de fatuística. 3. Técnica da visão de conjunto.

Correlação. A Cosmanálise tem relação direta com a Arquivologia e a Biblioteconomia. Em Arquivologia estuda-se formas de se catalogar, arquivar, indexar, classificar, recuperar e restaurar documentos em diferentes mídias. A Biblioteconomia cuida da montagem, organização e manutenção de bibliotecas. É útil o cosmanalista se informar sobre técnicas básicas destas 2 áreas do saber.

Mídia. Quanto aos diferentes tipos de mídias, a Cosmanálise atualmente tem dedicado mais atenção aos jornais e às revistas. Porém deve-se lembrar que o cosmograma compõe-se de outros materiais tais como LPs, CDs, DVDs, fitas K-7, softwares, livros e enciclopédias. A informática vem colaborando para a integração destes diferentes formatos (som, imagem, texto) em uma única mídia digital. Exemplo disso é a Conscienciopédia, a versão on-line e interativa da Enciclopédia da Conscienciologia.

Pesquisadores. Além do Holociclo, localizado no Centro de Altos Estudos da Conscienciologia – CEAEC, vários pesquisadores têm instalado oficinas de associação de idéias em suas próprias casas, em um lugar otimizado, onde se possa classificar e guardar os materiais necessários para o embasamento de seus achados ou para futuros achados que somente o tempo e o acúmulo de informações podem expor. Mini-holociclo. Desde minha primeira ida ao Holociclo, em janeiro de 2002, motivei-me a instalar o que chamo de mini-Holociclo, ou laboratório da cosmanálise/cosmogramarium, e organizar todos os materiais que já vinha coletando de forma semi-organizada (sem uma técnica definida). Números. Atualmente, são cerca de 600 livros catalogados, 600 revistas (catalogação em andamento) e 160 pastas abrangendo 181 temas listados. Entre eles: adolescência, ufologia, parapsiquismo, ecologia, economia, criminalidade, comunicação, engodos, censuras, vigilância eletrônica, religiões, educação e uma série de temáticas correlatas que aos poucos tomam conta de 6 estantes, sendo 5 instaladas no próprio laboratório com 2 delas exclusivas para as pastas da hemeroteca.

10 DICAS PRÁTICAS

Estratégias. Nesses 6 anos e meio de aplicação da técnica muitas dúvidas surgiram e tive que optar por estratégias de ação práticas a fim de não ficar parado esperando o “momento ideal” para agir. A seguir a listagem de 10 medidas práticas para a organização e manutenção do laboratório de cosmanálise:

1. Temas. A primeira dificuldade encontrada foi a classificação de uma matéria de jornal ou revista em um tema específico. Para driblar este problema optei por começar a classificação em temas extremamente abrangentes tais como: economia, arte, informática e comunicação. Aos poucos

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estas pastas foram inchando, ficando com mais de 50 recortes. Este acúmulo de material fez surgir os subtemas pelo agrupamento lógico de informações. Assim, em pouco tempo estes subtemas tornaram-se temas independentes, ganhando uma pasta própria e originando mais tarde outros subtemas em ciclo constante, e, até agora, não houve um ponto onde este detalhamento tenha chegado ao fim. Esta técnica evita o estresse negativo no cosmanalista iniciante e ainda com pouca bagagem de conhecimento. Mesa. É útil o cosmanalista revisar suas pastas periodicamente objetivando agrupar recortes

e vasculhar novos temas implícitos e explicítos. Colocar os recortes espalhados em uma mesa facilita

o agrupamento e o acompanhamento através da visão de conjunto, assemelhando-se, neste caso, a um sobrevôo para observação dos títulos e temáticas dos artefatos do saber coletados. Autopesquisa. Outra forma de classifiar e criar temas é o agrupamento de matérias de acordo com os itens estudados pelo cosmanalista em sua autopesquisa. Se o cosmanalista estuda sua auto-organização, uma pasta contento tal tema com fatuística correspondente pode ser bastante útil.

2. Princípio. Eis um princípio lógico: na irterdisciplinaridade todos os temas estão

interligados formando uma rede ou teia de associações. Logo, de onde quer que o pesquisador parta, dependendo do seu grau de abertismo consciencial e predisposição à novidade, no final (caso exista

um final) terá a visão mais completa possível de todos os ramos do saber (polimatia). Este princípio foi chamado de Algoritmo da Interdisciplinaridade.

3. Pesquisa. A segunda dificuldade foi a escolha e manutenção de um tema de pesquisa.

Para solucionar este problema, utilizei o critério dos fatos, ou seja, dei um tempo para a coleta de

dados mostrar os fatos que mais estariam ligados às atividades que venho desenvolvendo.

4. Matéria-prima. Outro ponto a ser resolvido foi a forma de achar matéria-prima

necessária à cosmanálise, no caso, jornais e revistas. Para resolver este problema comecei a fazer a cosmanálise com o material que havia em mãos, tudo que estava ao redor como jornais guardados na garagem e revistas semanais antigas foram sendo analisados e classificados. Isso gerou um holopensene favorável ao trabalho e aos poucos as pessoas que chegavam no cosmocognitarium ofereciam material que tinham guardado em suas casas ou indicavam pessoas e lugares onde poderia buscar estas matérias-primas. Com o tempo o suprimento se tornou até maior que a própria demanda. Jornadas. Devido ao tempo variável dedicado à atividade de recorte e taxologia, vale ao pesquisador investir em “jornadas da cosmanálise” que podem variar de 1 dia a 1 mês, por exemplo.

O objetivo é não permitir o acúmulo excessivo de materiais no ambiente de trabalho. Tais jornadas

estimulam a concentração mental e promovem a saturação taxônomica das idéias do cosmanalista. Efeito. Um efeito positivo da cosmanálise pode ser aquele resultante da visita de pessoas ao

laboratório e o estímulo recebidos por elas para a criação de um cosmogramarium próprio. Tal fato

já foi observado por este autor.

5. Espaço. Quanto ao problema de espaço, este foi solucionado de 2 maneiras:

A. Níveis. As pastas foram sendo utilizadas de forma racional de acordo com o número de recortes sobre o tema em questão. Exemplo: até 30 recortes – uma folha tamanho A4 ou Carta dobrada no meio e com o tema escrito em uma das faces; até 50 recortes – pasta L (espessura 0.18) com o tema em uma etiqueta de 25,4 x 99,7 mm; mais de 50 recortes – pastas polionda de 2 cm de espessura utilizando as mesmas etiquetas. A pasta polionda de 4 cm de espessura é utilizada para temas generalistas que contém mais de 100 recortes ou muitos subtemas. B. Estante. As pastas polionda foram postas na vertical e não na horizontal como as pastas presentes no Holociclo. Já as pastas L foram colocadas na horizontal nas prateleitas, uma em cima das outras, com a parte da etiqueta aparecendo onde se pode ler o tema que a pasta comporta. Com a

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ampliação dos temas e a ausência de espaço pode-se optar pela colocação das pastas L na vertical com a etiqueta contendo o tema colada no canto superior esquerdo.

6. Armazenagem. A armazenagem dos jornais seguiu a preciosa dica dos cosmanalistas do

Holociclo: o uso de frasqueiras (cubas) de plástico. Estas podem ser encontradas em lojas de departamentos. Se for possível, não coloque mais de 2 destas cubas empilhadas pois a tampa de plástico, embora resistente, com o tempo se deforma e pode até se quebrar, pois o papel jornal pesa bastante.

7. Quadro. A utilização de um quadro branco para a escrita de idéias, a listagem de afazeres

e quaisquer outras finalidades, até mesmo uma explicação de nova idéia para um visitante (exposição de achados - ensaio), é extremamente válida. Se puder, utilize o quadro branco de maior largura e altura que achar, quanto mais espaço melhor. Vidro. Outra alternativa ao quadro branco é o quadro de vidro, com 6 mm ou mais de

espessura, pintado com tinta esmalte branca na parte de trás ou jateado (opção melhor). O quadro de vidro possui a vantagem de manter avisos e recados por longos períodos sem que a tinta se fixe definitivamente em sua superfície. Para demarcar áreas no quadro existem hoje tipos especiais de fita adesiva para superfícies lisas que não deixam marca após serem removidas.

8. Computador. Para otimização do espaço, um computador pode ser alocado no próprio

mini-holociclo a fim de se fazerem buscas complementares na internet ou mesmo validar ou refutar informações (geralmente parciais) de um determinado veículo. Uma conexão de banda larga, caso o trabalho seja constante, ajuda o pesquisador a economizar tempo e pulsos telefônicos, tornando o

trabalho mais econômico e ágil. Cadastro. O programa MiniBiblio, versão 2.0 (Ano-base: 2008), disponibilizado

gratuitamente na internet, ajuda na organização e formação de banco de dados com o cadastro de livros, revistas, CDs entre outros tipos de mídias.

9. Mesa. No laboratório do cosmograma a utilização de mesa é fundamental para se fazer os

recortes e possibilitar redigir insights e associações de idéias precisosas (tenha sempre papel à mão).

Se puder, construa com mármore, tal como as utilizadas no Holocilo, porém, um tampo de vidro também ajuda bastante (o estilete pode arranhar de forma incômoda a mesa toda, o que não acontece no vidro). Estilete. O uso do estilete tanto no jornal quanto na revista dá maior precisão ao recorte. A utilização de uma régua para se fazer o recorte, se mal utilizada, pode rasgar a matéria danificando a fonte de informação e até inutilizando-a. A mesma dica vale para o recorte feito à mão, utilizado em último caso, como em um jornal encontrado na rua ou na casa do amigo, por exemplo. 10. Refrigeração. Para regiões onde o calor é constante ou pelo menos se intensifica no verão (mais de 30 ºC), a instalação de um ar condicionado se faz necessária a fim de otimizar a qualidade do trabalho e melhorar a disposição do cosmanalista. Recortar dois jornais de edição dominical (maior número de matérias úteis) pode chegar a 4 ou 6 horas de trabalhos ininterruptos (fôlego mentalsomático), caso o cosmanalista prefira ler e se aprofundar nas matérias coletadas.

Contato. Espero que estas dicas estimulem a formação de outros mini-holociclos ou mesmo otimizem os existentes. Este autor se mostra aberto a críticas, sugestões e intercâmbios.

B I B L I O G R A F I A

C O N S C I E N C I O L Ó G I C A :

1. Colégio Invisível da Cosmanálise; http://cosmanalise.verpon.net/wiki/ ; último acesso em:

19.02.2005.

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2. Vieira, Waldo; Técnica do Cosmograma; Boletins da Conscienciologia; Vol.2; N.1; Janeiro a Dezembro, 2000; CEAEC; Foz do Iguaçu, PR; páginas 33 a 52.

I N F O R M A Ç Õ E S

A D I C I O N A I S

O AUTOR Alexandre Rosado, 27 anos, graduado em Comunicação Social pela Universidade Gama Filho e mestre em Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação pela Universidade Estácio de Sá, foi membro da equipe da Assessoria Internacional ao Inversor Existencial entre 2000 e 2004, tendo criado o Curso de Invexologia e a Atividade de Entrada do Grinvex. Apresentou artigos sobre Invexologia e Evoluciologia em diversas cidades do Brasil através do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, instituição que voluntaria desde o ano 2000 até a presente data. Revisou o volume 4 do seriado Gestações Conscienciais em 2003. Atualmente dedica-se ao estudo da Educação, da Evoluciologia, da Invexologia e da Comunicologia. E-mail: <alexandre.rosado@globo.com>Website: <http://alexandrerosado.net78.net>.

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