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Sugestão de exploração da imagem 8 Viva a Terra! – 7.

º ano

Génese das rochas metamórficas


O metamorfismo é um processo que modifica a associação mineralógica e a estrutura das rochas preexistentes.
Ocorre essencialmente no estado sólido, sob condições de pressão e temperatura superiores às da diagénese e
diferentes das que condicionaram a formação das rochas originais. Todavia, pequenas quantidades de fluidos
podem estar presentes nos interstícios entre os grãos minerais, as quais facilitam as mudanças metamórficas. Por
outro lado, a temperaturas elevadas, pode ocorrer a fusão de uma porção de material, provocando o aparecimento
de um líquido silicatado; as rochas que sofreram um processo deste último tipo podem ser consideradas
metamórficas, se bem que correspondam a uma situação de transição para os processos magmáticos.
O facto de ocorrer num estado fundamentalmente sólido permite que, ao mesmo tempo que têm lugar as
transformações mineralógicas e estruturais próprias do ambiente metamórfico, as rochas possam preservar alguns
dos seus aspetos originais, como, por exemplo, a estratificação.
Durante o metamorfismo das rochas sedimentares, ígneas ou metamórficas preexistentes ocorreram uma série
de reações entre minerais, mudanças na estrutura cristalina, etc., que culminaram na formação de um novo
agregado mineral em equilíbrio com as novas condições ambientais.
O metamorfismo termal ou de contacto ocorre em rochas adjacentes a intrusões ígneas, sendo o anel de rochas
metamórficas que rodeiam a intrusão conhecido por auréola metamórfica. Nestas, o aquecimento é o efeito
dominante e, habitualmente, são relativamente poucas as complicações introduzidas pelas pressões de
cisalhamento, pressões intensas e, consequentemente, as deformações que elas causam.
A maioria dos fenómenos metamórficos é de metamorfismo regional, caracteristicamente desenvolvido em
grandes áreas (muitas vezes milhares de quilómetros quadrados), particularmente em regiões de formação de
montanhas. Em contraste com o metamorfismo de contacto, o metamorfismo regional é acompanhado de uma
deformação mais ou menos intensa causada por pressões dirigidas e pressões de cisalhamento, mostrando as
rochas resultantes um número de características texturais e estruturais bem distintas.
A xistosidade é uma das estruturas metamórficas mais espalhadas e refere-se a uma orientação paralela ou
subparalela de grãos minerais inequidimensionais. A xistosidade planar é, geralmente, mais observada nos
sedimentos argilosos metamorfizados, conhecidos por micaxistos, onde a estrutura é devida ao arranjo paralelo
dos cristais de mica.
A foliação denota a estrutura em que minerais particulares se agregam em camadas, lentículas ou bandas durante
o processo metamórfico. A foliação e xistosidade estão geralmente presentes e são paralelas umas à outra.
Rochas que apresentam uma foliação grosseira são referidas por gnaisses.

Vamos compreender a Terra, Almedina (adaptado)

Proposta de exploração
1. Indica quais os fatores de metamorfismo referidos em cada um dos gráficos.
2. Quais das rochas indicadas podem originar o gnaisse?
3. Com base no gráfico D, que composição mineralógica prevês para o gnaisse?
4. Indica qual o gráfico que melhor apoia a afirmação: “Certas rochas metamórficas derivam da transformação
lenta e gradual de rochas preexistentes”.
5. Os gráficos apresentam uma linha curva na parte superior. Qual é o seu significado?