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Materiais de Construção e Inovação Tecnológica

Douglas Lara Afonso

douglas.laraf@gmail.com
Introdução

As madeiras incorporam todo um conjunto de


características técnicas e econômicas que dificilmente se
encontram em outro material, pois:

• Apresenta resistência tanto a compressão como a tração


na flexão

• Tem resistência elevada (superior ao concreto


convencional) com a vantagem do peso próprio reduzido
(BAUER, 1994).
Introdução

• Resiste excepcionalmente a choques e esforços


dinâmicos: sua resiliência permite absorver impactos que
romperiam ou estilhaçariam outros materiais;

• Apresenta boas características de isolamento acústico e


absorção acústica;

• Tem custo reduzido de produção e é um material


renovável (BAUER, 1994).
Introdução

• A madeira adquiriu reconhecimento como material de


construção após o desenvolvimento das técnicas de
b e n e fi c i a m e n t o q u e p e r m i t i r a m a n u l a r s u a s
características no seu estado natural (BAUER, 1994).
Origem das madeiras

• Todas as características da madeira como material de


construção são decorrentes de sua origem como seres
vivos e organizados


• Para o perfeito conhecimento do material, é necessário


conhecer os diversos tipos de árvores existentes
(BAUER, 1994).
Origem das madeiras

Podemos dizer que existem árvores endógenas e


exógenas.

Endógenas: de germinação interna. A parte externa é


mais antiga e mais endurecida. Ex. Árvores tropicais
ocas, bambu, etc.

Exógenas: de germinação exter na. Têm no


crescimento um desenvolvimento transversal de adição,
de fora pra dentro, de novas camadas que recebem o
nome de anel de crescimento (BAUER, 1994).
Origem das madeiras

As árvores exógenas se dividem em dois grandes grupos:

Ginospermas e angiospermas
Origem das madeiras

As ginospermas não produzem frutos e possuem suas


sementes descobertas (pinhas). As folhas são em forma
de agulhas (aciculares) (BAUER, 1994).
Origem das madeiras

As angiospermas ou dicotiledôneas também chamadas de


folhosas, ou “madeiras de lei”.
Fisiologia e crescimento das árvores

Compõem uma árvore a raiz, o caule e a copa.


Fisiologia e crescimento das árvores

A raiz ancora a arvore no solo e dele retira água contendo


sais minerais dissolvidos: a seiva bruta, necessária ao
desenvolvimento do vegetal

O tronco ou caule sustenta a copa com sua galharia e


conduz por capilaridade tanto a seiva bruta, desde a raiz
até as folhas da copa, como a seiva elaborada, das folhas
para o lenho em crescimento.
Fisiologia e crescimento das árvores

A copa desdobra-se em ramos, folhas, flores e frutos. Nas


folhas processa-se a transformação da água e sais
minerais em compostos orgânicos: a seiva elaborada.
Fisiologia e crescimento das árvores

Podemos distinguir as seguintes partes bem distintas da


seção do tronco de uma árvore (da casca para o miolo).
Fisiologia e crescimento das árvores

Casca: Tem a ação de proteger o tronco e conduzir seiva


elaborada da copa para o tronco.

Alburno: Conduz a seiva bruta até as folhas

Cambio: No câmbio acontece a importante


transformação dos açúcares e amidos em celulose e
lignina. Essa transformação permite a adição de novas
camadas denominada anéis de crescimento.
Fisiologia e crescimento das árvores

Cerne: Constituído de tecido morto, não atrativo a


insetos. Parte durável

Medula: É o miolo central da seção transversal da tora de


madeira. Tem tecido frouxo, mole e esponjoso, muitas
vezes já apodrecido