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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

PEDRO JOSÉ BRAZ

DESIGN INSTRUCIONAL DO CURSO DE FORMAÇÃO


DE AGENTES FACILITADORES DO CONHECIMENTO

Curitiba - PR
2016

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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

PEDRO JOSÉ BRAZ

DESIGN INSTRUCIONAL DO CURSO DE FORMAÇÃO


DE AGENTES FACILITADORES DO CONHECIMENTO

Monografia apresentada como requisito para


obtenção do título de Especialista em Gestão de
Projetos e Equipes de E-Learning do Núcleo de Pós-
Graduação da Faculdade de Administração, Ciências,
Educação e Letras.

Orientadora: Prof. Sílvia Mara dos Santos

Curitiba - PR
2016

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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

PEDRO JOSÉ BRAZ

Monografia aprovada por banca examinadora em 20 de abril de 2016.

Banca Examinadora:
Prof. Sílvia Mara dos Santos - (Orientadora)
Prof. Michele Kasten
Prof. José Claudio Henrichs

Curitiba - PR
2016

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DEDICATÓRIA

Para Maria Rita, companheira de vida e


parceira nos caminhos da Educação a Distância.

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RESUMO

O trabalho apresenta a proposta de elaboração do Curso de Formação de


Agentes Facilitadores do Conhecimento (carga horária total de 50 horas/aula, no
período de 10 semanas) na modalidade de Educação a Distância on-line, promovido
pela Escola Corporativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), objetivando a
formação e desenvolvimento de competências didático-pedagógicas de profissionais
especializados em temas definidos como estratégicos pela organização, com ênfase
nos processos de design instrucional.

Palavras-chave: Educação a Distância on-line. Educação Corporativa.


Facilitadores.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 01 - Plano de Desenvolvimento Fiocruz 22

Figura 02 - Modelo ADDIE 59

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 01 - Percentual de servidores com mestrado ou doutorado - 29


Fiocruz (2014)

Gráfico 02 - Percentual de pesquisadores doutores - Fiocruz (2014) 30

Gráfico 03 - Percentual do orçamento aplicado em ações de 31


desenvolvimento - Fiocruz (2014)

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LISTA DE TABELAS

Tabela 01- Descrição de Cargos e Quantitativos - Fiocruz (2014) 27

Tabela 02 - Quantitativo de cargos, escolaridade e sexo - Fiocruz 28


(2015)

Tabela 03 - Quantitativo de servidores por cargos e sexo - Fiocruz 29


(2015)

Tabela 04 - Percentual de servidores por faixa de idade e 29


escolaridade - Fiocruz (2015)

Tabela 05 - Percentual de servidores capacitados - Fiocruz (2014) 30

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem

Direh - Diretoria de Recursos Humanos da Fundação Oswaldo Cruz

EaD - Educação a Distância

EC - Escola Corporativa da Fundação Oswaldo Cruz

ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz

Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz

IBDIN - Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional

MEC - Ministério da Educação

Moodle - Acrônimo de "Modular Object-Oriented Dynamic Learning


Environment", software livre para ambiente virtual de apoio à aprendizagem

MPOG - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 10

1 - APRESENTAÇÃO DO CURSO E DO DESIGN INSTRUCIONAL 11


1.1 - DADOS GERAIS DO PROJETO 11
1.2 - RELATÓRIO DE ANÁLISE CONTEXTUAL 19
1.2.1 - IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DE APRENDIZAGEM 25
1.2.2 - CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO ALVO/ALUNOS 27
1.2.3 - LEVANTAMENTO DAS RESTRIÇÕES 32
1.2.4 - ENCAMINHAMENTO DAS SOLUÇÕES 38

1.3 - DADOS ESPECÍFICOS DO PROJETO 42

1.4 - RECURSOS DE DESIGN INSTRUCIONAL VIRTUAL DO CURSO 58


1.4.1 - MATRIZ INSTRUCIONAL 67

2 - ANÁLISE DO DESIGN INSTRUCIONAL DO CURSO 73


2.1 - PLANEJAMENTO 73

3 - RESULTADOS E DISCUSSÃO 79

CONSIDERAÇÕES FINAIS 81

REFERÊNCIAS 82

ANEXOS 88

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INTRODUÇÃO

O trabalho apresenta a proposta de elaboração do Curso de Formação de


Agentes Facilitadores do Conhecimento (carga horária total de 50 horas/aula, no
período de 10 semanas) na modalidade de Educação a Distância on-line, promovido
pela Escola Corporativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), objetivando a
formação e desenvolvimento de competências didático-pedagógicas de profissionais
especializados em temas definidos como estratégicos pela organização, para que
possam responsabilizar-se por ações de ensino-aprendizagem - incluindo seu
planejamento, metodologia, programas, conteúdos, materiais didáticos, estratégias
pedagógicas, aulas e avaliação -, inicialmente presenciais, para outros profissionais
que atuam em áreas correlatas.

Em sua estrutura são desenvolvidas inicialmente análises sobre o contexto


organizacional, com a caracterização do público alvo, em que se insere a proposta
do curso, destacando-se também sua vinculação com as discussões sobre a
formação de facilitadores do conhecimento e Educação Corporativa, identificando as
competências e necessidades de aprendizagem para os profissionais que venham a
desempenhar tais funções.

Na sequência, a partir da explicitação de requisitos e potenciais restrições que


envolvem a proposta, são especificados os dados gerais do curso e detalhado o
processo de construção do design instrucional, com posterior análise dos resultados
obtidos, frente às demandas de aprendizagem previstas. Nas Considerações Finais,
uma breve avaliação é desenvolvida sobre a experiência e produtos obtidos.

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1 - APRESENTAÇÃO DO CURSO E DO DESIGN INSTRUCIONAL

1.1 - DADOS GERAIS DO PROJETO

É crescente na literatura sobre Gestão de Pessoas o quantitativo de relatos


sobre experiências de formação de agentes facilitadores do conhecimento,
indicando que tal estratégia impacta positivamente as organizações que as
institucionalizam. Na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tal iniciativa integra a pauta
de planejamento, ganhando maior visibilidade a partir da recente criação da Escola
Corporativa (EC), vinculada à Diretoria de Recursos Humanos (Direh).

Integrada por um contingente aproximado de 5.500 servidores, em sua


maioria com sólida formação acadêmica em diversas especialidades, a Fiocruz,
além de dificuldades orçamentárias para financiamento integral do seu Plano Anual
de Capacitação, apresenta níveis de média a baixa maturidade no ciclo de Gestão
do Conhecimento, principalmente nas dinâmicas de sistematização de
conhecimentos tácitos em conhecimentos explícitos (codificados e passíveis de
transferência e socialização). Nesse contexto, integra-se a proposta de realização do
Curso de Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento, voltado para
profissionais especializados em temas definidos como estratégicos pela
organização, objetivando a formação e desenvolvimento de competências didático-
pedagógicas para que possam desenvolver ações de ensino-aprendizagem -
incluindo seu planejamento, metodologia, programas, conteúdos, materiais didáticos,
estratégias pedagógicas, desenvolvimento de aulas e avaliação -, inicialmente
presenciais, para profissionais que atuam em áreas correlatas.

Para melhor percepção da proposta a ser desenvolvida, consideramos


necessária uma breve apresentação da Fiocruz. Com origem no Instituto
Soroterápico Federal, criado em 1900 por Oswaldo Cruz para fabricação de soros e
vacinas contra a peste bubônica, a Fiocruz, com sede central na cidade do Rio de
Janeiro (RJ) - campus Manguinhos - e Unidades em outros dez Estados, é uma
fundação de direito público, vinculada ao Ministério da Saúde, cuja finalidade,
segundo o artigo 1º do seu Estatuto, aprovado pelo Decreto nº 4.725, de 9 de junho

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de 2003, é o desenvolvimento de atividades no campo da saúde, educação e


desenvolvimento científico e tecnológico, destacando-se:

I - participar da formulação e da execução da Política Nacional de


Saúde, da Política Nacional de Ciência e Tecnologia e da Política Nacional de
Educação, as duas últimas na área da saúde;

II - promover e realizar pesquisas básicas e aplicadas para as


finalidades a que se refere o caput, assim como propor critérios e
mecanismos para o desenvolvimento das atividades de pesquisa e tecnologia
para a saúde;

III - formar e capacitar recursos humanos para a saúde e ciência e


tecnologia;

IV - desenvolver tecnologias de produção, produtos e processos e


outras tecnologias de interesse para a saúde;

V - desenvolver atividades de referência para a vigilância e o controle


da qualidade em saúde;

VI - fabricar produtos biológicos, profiláticos, medicamentos, fármacos


e outros produtos de interesse para a saúde;

VIl - desenvolver atividades assistenciais de referência, em apoio ao


Sistema Único de Saúde, ao desenvolvimento científico e tecnológico e aos
projetos de pesquisa;

VIII - desenvolver atividades de produção, captação e armazenamento,


análise e difusão da informação para a Saúde, Ciência e Tecnologia;

IX - desenvolver atividades de prestação de serviços e cooperação


técnica no campo da saúde, ciência e tecnologia;

X - preservar, valorizar e divulgar o patrimônio histórico, cultural e


científico da FIOCRUZ e contribuir para a preservação da memória da saúde
e das ciências biomédicas; e

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XI - promover atividades de pesquisa, ensino, desenvolvimento


tecnológico e cooperação técnica voltada para preservação do meio ambiente
e da biodiversidade.

Com uma complexa e diversificada estrutura, a Fiocruz, além de órgãos


superiores, apresenta em sua governança central cinco Vice-presidências
(Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde/VPAAPS, Ensino, Informação e
Comunicação/VPEIC, Gestão e Desenvolvimento Institucional/VPGDI, Pesquisa e
Laboratórios de Referência/VPPLR e Produção e Inovação em Saúde/VPPIS)
ligadas diretamente à Presidência, quatro unidades técnico-administrativas (Diretoria
de Administração do Campus/DIRAC, Diretoria de Administração/DIRAD, Diretoria
de Planejamento Estratégico/DIPLAN e Diretoria de Recursos Humanos/DIREH) e,
entre outros órgãos, 16 unidades técnico-cientificas1.

Em 2015, a Direh iniciou as atividades da Escola Corporativa (EC), cuja


missão é "oferecer ações educacionais para o desenvolvimento dos trabalhadores e
das competências organizacionais, promovendo a geração, assimilação, difusão e
aplicação do conhecimento, através de um processo de aprendizagem ativa e
contínua, e gerando resultados"2 e atuará fortemente na Educação a Distância
(EaD), integrando o Portal do Campus Virtual da Saúde Pública3.

Em sua implantação recente, a Escola Corporativa, mesmo definindo a EaD


como prioritária, ainda não estabeleceu em detalhes sua política, que terá grande
autonomia nas ações de capacitação internas (pois não estará sujeita às
normatizações do Ministério da Educação) e se baseará nas experiências de

1
Casa de Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro), Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Pernambuco),
Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (Bahia), Centro de Pesquisa Renê Rachou (Minas Gerais),
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Rio de Janeiro), Escola Politécnica de Saúde
Joaquim Venâncio (Rio de Janeiro), FIOCRUZ África, Instituto Carlos Chagas (Paraná), Instituto de
Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Rio de Janeiro), Instituto de Tecnologia em
Fármacos - Farmanguinhos (Rio de Janeiro), Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-
Manguinhos (Rio de Janeiro), Instituto Fernando Figueira (Rio de Janeiro), Instituto Leônidas e Maria
Deane (Amazonas), Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (Rio de Janeiro), Instituto
Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Rio de Janeiro) e Instituto Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro).

2
Disponível em:<http://direh.fiocruz.br/?i=rh_na_fiocruz&p=noticias&inc=noticia&id=1252>. Acesso
em: 05 mar 2016.
3
Disponível em:<http://www.aulas.cvspbrasil.fiocruz.br>. Acesso em: 05 mar 2016.

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décadas da Fiocruz na área de Ensino, principalmente nas atividades de Pós-


Graduação. Em linhas gerais, a nova estrutura tem como objetivo “institucionalizar
uma cultura de aprendizagem contínua, oferecendo um portfólio de soluções de
Educação Corporativa para o desenvolvimento das competências organizacionais e
dos trabalhadores da Fiocruz visando o aprimoramento e a inovação da gestão e o
cumprimento dos objetivos institucionais”4 e, entre suas atribuições, destacam-se:

• Promover e realizar ações de Educação Corporativa alinhadas


ao Planejamento Estratégico Institucional;

• Formar uma rede social da gestão para intercâmbio de


experiências e a disseminação de conhecimentos;

• Produzir e disseminar conhecimentos sobre as melhores


práticas de gestão;

• Elaborar, monitorar e avaliar o Plano de Capacitação da


Fiocruz;

• Coordenar, monitorar e avaliar o Planejamento da Capacitação


das Unidades;

• Prestar consultorias interna a projetos de intervenção.

Genericamente, é possível afirmar, segundo registros da Direh, que um


contingente significativo de servidores da Fiocruz já participou de ações de
capacitação na modalidade EaD, inclusive ofertadas pela instituição. Tal fato, no
entanto, não elimina a grande possibilidade de resistências, principalmente pela
faixa etária e experiências educacionais concentradas na modalidade presencial de
grande parte dos servidores.

Cabe destacar, no entanto, que a Escola Corporativa em estruturação deverá


se beneficiar da longa experiência da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP),
que integra a Fiocruz, na modalidade de Educação a Distância. Com mais de 18
anos de experiência, a Coordenação de Educação a Distância da ENSP registra em
4
Disponível em:<http://slideplayer.com.br/slide/1379974/>. Acesso em: 05 mar 2016.

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torno de 57 mil alunos egressos, contando atualmente com aproximadamente 96 mil


alunos matriculados5, atuando em todas as regiões do Brasil e em países do
Mercosul e da África, firmando-se “como centro de inovação pedagógica e de
tecnologias educacionais em saúde pública”6.

Aberta a parcerias (internas e externas), com um ambiente virtual de


aprendizagem próprio (VIASK - Virtual Institute of Advanced Studies Knowledge), a
EAD/ENSP, segundo sua coordenadora, Lucia Maria Dupret, destaca-se por
estabelecer relações mais informais, com a participação ativa do aluno: “buscamos
personalizar os estudos com casos, relatos de experiências, exemplos
contextualizados em termos geográficos (urbano-regional) e conceituais para
embasá-los cientificamente”7. Como exemplo de uma ação de parceria no âmbito da
Fiocruz, podemos destacar o Curso de Especialização em Gestão da Inovação em
Medicamentos da Biodiversidade, desenvolvido em conjunto com o Instituto de
Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos).

Na maioria das ações da Escola Corporativa, inclusive na proposta


apresentada, o modelo a ser seguido será de cursos livres e de aperfeiçoamento
profissional, não subordinados à legislação do Ministério da Educação, porém
sintonizados com as boas práticas de qualidade e com experiências de referência
em Educação Corporativa.

Pelas características das demandas de capacitação, que incluem temas


vinculados às áreas de ciência e tecnologia, além da chamada EaD online, tal
necessidade será absorvida por ações de “blended learning”, ou seja, processos de
aprendizagem mista, associando atividades online, por meio de um Ambiente Virtual
de Aprendizagem, com atividades presenciais.

5
Disponível em: <http://www.ead.fiocruz.br/ead-em-numeros/>. Acesso em: 05 mar 2016.
6
Disponível em: <http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/33824>. Acesso
em: 05 mar 2016.
7
Disponível em: <http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/33824>. Acesso
em: 05 mar 2016.

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Organização da Escola Corporativa

De acordo com a estrutura proposta para a Escola Corporativa da Fiocruz,


seguindo a perspectiva que a EaD seja desenvolvida como “integrante indissociável”
na arquitetura organizacional, o desenvolvimento da modalidade ocorrerá de acordo
com as necessidades de capacitação, estratégias, temáticas e características do
público alvo. Em sua fase de implantação, a Escola Corporativa apresenta a
seguinte estrutura, a ser progressivamente instalada em área própria (administração
e salas de aulas):

Serviço de Projetos de Educação Corporativa

Área responsável por desenvolver, implementar e avaliar programas


institucionais de educação corporativa a serem executados pela Escola, voltados
para o desenvolvimento de gestores e servidores e a preparação de multiplicadores
internos.

Serviço de Soluções Educacionais

Área responsável pela concepção de projetos pedagógicos, presenciais ou


on-line, customizados, com propostas de utilização de ferramentas e novas
tecnologias, que auxiliem o processo ensino-aprendizagem, adequadas às
necessidades do contexto da Escola Corporativa Fiocruz.

Serviço de Consultoria Educacional

Área responsável por coordenar o planejamento da capacitação nas Unidades


Fiocruz, promovendo maior alinhamento estratégico e sinergia institucional, por meio
de editais internos de fomento a projetos de capacitação, oferecendo
acompanhamento técnico na execução, monitoramento e avaliação destes projetos;
monitoramento da capacitação na Fiocruz; e interface com o Ministério do
Planejamento para alinhamento e atendimento ao Decreto 5707/2006 (Política
Nacional de Desenvolvimento de Pessoas - Plano Anual de Capacitação Fiocruz).

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Serviço de Gestão Acadêmica

Área responsável pela organização, manutenção e atualização da


documentação física e digital dos discentes, docentes e das ações educacionais.
Atua, ainda, como apoio administrativo as demais áreas e a direção da Escola, além
do apoio logístico na implementação das ações de educação corporativa.

Na arquitetura apresentada pela Escola Corporativa, com características de


processos matriciais, a ação proposta - Curso de Formação de Agentes Facilitadores
do Conhecimento – terá sua implementação vinculada ao Serviço de Projetos de
Educação Corporativa e também ao Serviço de Soluções Educacionais. Os
participantes, após sua formação e desenvolvimento em competências didático-
pedagógicas, serão acompanhados por técnicos da Escola Corporativa no
planejamento, execução e avaliação das ações que irão coordenar, visando
estabelecer um processo permanente de melhorias e aprendizagem.

Em relação à fundamentação pedagógica, a Escola Corporativa da Fiocruz


encontra-se na fase de construção, principalmente por priorizar uma ampla
discussão com os diversos setores da organização que estabelecerão parcerias e
demandarão serviços de capacitação. Algumas referências, no entanto, podem ser
citadas, tendo como base a experiência em EaD da Escola Nacional de Saúde
Pública (ENSP), que apresenta um sólido projeto pedagógico para a modalidade, a
partir de pressupostos construtivistas8 e metodologias ativas9, visando o
desenvolvimento de competências profissionais:

- o eixo fundamental é o pensamento crítico e produtivo, articulado ao


processo de trabalho;

8
“Construtivismo - Significa que nada está pronto e que o conhecimento não é algo acabado. O
aluno é agente ativo de seu próprio conhecimento. Ele constrói significados e define sentidos de
acordo com a representação que tem da realidade, com base em suas experiências e vivências. As
representações do aluno são re-significadas e novos conhecimentos são construídos.” – Disponível
em <http://www.ead.fiocruz.br/sobre-o-ead/concepcao-pedagogica/>. Acesso em: 05 mar 2016.
9
“Metodologias ativas - Possibilitam ao aluno detectar os problemas reais e buscar soluções
adequadas, originais, criativas e apropriadas à realidade em que são empregadas. O conhecimento
não é um conjunto de verdades prontas e escolhidas pelo professor. O estudo é um ato intencional,
metódico, organizado e dirigido para a resolução de problemas, que se realiza por meio de casos,
relatos de experiências, exemplos etc.” – Disponível em: <http://www.ead.fiocruz.br/sobre-o-
ead/concepcao-pedagogica/>. Acesso em 05 mar 2016.

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- o ambiente de interação em que se desenvolve oferece textos, listas


de discussão, fóruns, chats e atividades pautadas em situações-problema,
casos, exemplos etc.;

- o material educativo estrutura-se em Unidades de Aprendizagem;


orienta-se por competências; é construído coletivamente, por autores
renomados, numa abordagem interdisciplinar;

- a tutoria exerce um papel fundamental e acompanha a trajetória do


aluno, tendo em vista os processos de mudanças em serviço.10

10
Disponível em: <http://www.ead.fiocruz.br/sobre-o-ead/concepcao-pedagogica/>. Acesso em: 05
mar 2016.

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1.2 - RELATÓRIO DE ANÁLISE CONTEXTUAL

É vasta a literatura acadêmica e a produção de consultorias especializadas


sobre a importância e a valorização do conhecimento e da aprendizagem nas
organizações, sejam elas privadas ou ligadas ao setor público. Tal contexto é
decorrente de vários cenários, podendo se destacar: as mudanças do ambiente
competitivo exigem das organizações estruturas e sistemas mais adaptáveis e
eficientes, sendo o conhecimento e a aprendizagem fatores chaves para a
sustentabilidade; as mudanças tecnológicas em produtos e processos tendem a
aumentar as complexidades e incertezas para, por exemplo, o desenvolvimento de
novos produtos, as transformações de processos e o crescimento de inovações; e,
uma nova conceituação, em permanente construção, de “aprendizagem”, dinâmica,
com vários níveis de análise (individual, do grupo ou equipe e corporativo), sendo o
conhecimento agora renovativo, em organizações mutáveis e adaptativas para uma
dinâmica onde estrutura e estratégia se consolidam como vetores fundamentais
(FERNANDES, 1999).

Entre os autores que se dedicam ao tema, Peter Senge destaca-se desde a


publicação dos livros A Quinta Disciplina (1990) e A Quinta Disciplina – Caderno de
Campo (1994), consolidando a caracterização de “organizações que aprendem”,
tanto em sua dimensão prática como metafórica, no sentido de que o aprendizado
organizacional aparenta ser uma antropomorfização das organizações, permitindo,
no entanto, maior observação e reflexão sobre os processos internos de
aprendizagem e gestão do conhecimento (TEODORO, 2005). Para Senge, tais
organizações são aquelas em que seus colaboradores internos “expandem
continuamente sua capacidade de criar os resultados que realmente desejam, onde
se estimulam padrões de pensamento novos e abrangentes, a aspiração coletiva
ganha liberdade e onde as pessoas aprendem continuamente a viver juntas”
(SENGE, 2002).

Para que isso possa ocorrer, é fundamental eliminar as barreiras para o


processo de aprendizagem, a partir do domínio pela organização de algumas
“disciplinas” que atuam em conjunto, “mostrando que o todo pode ser maior que a
soma das partes” (SENGE, 1990):

19
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 Domínio pessoal: destaca o que é realmente importante para as


pessoas, suas mais altas aspirações, o desenvolvimento da paciência, a
objetividade, caracterizando-se como o “alicerce espiritual” da organização
que aprende;

 Modelos mentais: modelos mentais tácitos, como ideias


arraigadas e paradigmas, são interferências nas atitudes que entram em
conflito com modificações propostas;

 Visão Compartilhada: as organizações devem apresentar uma


missão genuína para que as pessoas optem por uma visão compartilhada,
onde a aceitação seja transformada em compromisso e comprometimento;

 Aprendizagem em Equipe: o indivíduo deixa de ser a unidade de


aprendizagem, substituído pela equipe, que quando produz resultados a
aprendizagem individual e a organizacional se concretizam;

 Pensamento Sistêmico: as disciplinas anteriores atuam em


conjunto pelo pensamento sistêmico, ligando teoria e prática e percebendo
as partes na integração de uma totalidade, com possibilidade de mudança.

No processo de aprendizagem organizacional, diversas barreiras impedem


seu desenvolvimento. Segundo Zangiski, Lima e Costa (2009), uma delas é a
capacidade insuficiente de disseminar conhecimento, não ocorrendo o “intercâmbio
colaborativo de ideias com perspectivas diferentes e o conhecimento fruto da
reflexão não é disseminado pela organização”. Para os autores, tal dimensão tem
relação direta com o projeto organizacional desenvolvido:

O processo de aprendizagem só conseguirá obter os reais benefícios


associados à criação de conhecimento e formação de competências
organizacionais, se estiver associado a um adequado projeto organizacional.
Tal adequação pode ser medida nas dimensões associadas aos processos
organizacionais, aos espaços organizacionais e às estruturas
organizacionais.

As discussões acima identificadas, de forma direta, indireta ou tangencial,


impactam e norteiam as diretrizes estratégicas da Fiocruz, explicitadas no

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documento “Conhecimento e inovação para a saúde, o desenvolvimento e a


cidadania”, resultado das discussões e deliberações do VII Congresso Interno da
organização para o período 2015/2018, reafirmando “seu compromisso com a
promoção da saúde pública como direito humano inalienável; com o avanço do
conhecimento científico e tecnológico a serviço da população; com a compreensão
da saúde como elemento central para o desenvolvimento sustentável e para a
reafirmação da soberania nacional”. Em diversas abordagens, o documento
orientador explicita indicativos da perspectiva de construção de novas formas de
construção e valorização da aprendizagem e gestão do conhecimento, como, por
exemplo:

Pesquisa, desenvolvimento e inovação exigem ainda a mobilização de


diversos outros componentes críticos: a promoção da pesquisa integrada e
multidisciplinar, somando competências, força de trabalho e conhecimento
nas diversas áreas científicas e tecnológicas nos grupos de pesquisa da
Fiocruz; melhor integração estratégica com os programas de ensino da
Fiocruz, formando novos profissionais nas áreas de conhecimento até agora
pouco atendidas; modernização na gestão de suporte às atividades de P&D;
gestão de conhecimento integrada às atividades de pesquisa; e ações
integradas de educação, divulgação científica e popularização da ciência.11

No conjunto de recursos basais estabelecidos nos Mapas Estratégicos da


organização para o período destaca-se a orientação de “fortalecer política de
captação, capacitação, formação e valorização de profissionais para as áreas de
atuação prioritárias de acordo com a agenda da Fiocruz”12. Duas outras abordagens
destacam as dimensões de aprendizagem, capacitação e formação profissional em
associação com sua infraestrutura e processos organizativos:

A capacidade institucional de contribuir para o desenvolvimento tecnológico


exige permanente compromisso da Fiocruz com a implantação de
infraestrutura adequada e com a adoção de processos que contemplem a

11
VII Congresso interno da Fundação Oswaldo Cruz: conhecimento e inovação para a saúde, o
desenvolvimento e a cidadania. Relatório final 2014. Disponível em:
http://congressointerno.fiocruz.br/sites/congressointerno.fiocruz.br/files/documentos/VII%20Congress
o%20Interno%20-%20Relat%C3%B3rio%20Final%202014.pdf. Acesso em: 05 mar 2016.
12
Idem.

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capacitação e a saúde de seus trabalhadores, a valorização das carreiras, a


garantia de condições de trabalho adequadas e o aperfeiçoamento dos
modelos organizacionais e de financiamento e dos mecanismos de avaliação
e planejamento, atentando para mudanças de cultura institucional.

(...) Nesse sentido, considerando que os servidores da própria instituição


atuam em CT&I e Saúde, aponta-se a necessidade de avançar em políticas
institucionais de capacitação e formação. Busca-se assim efetivo
investimento na força de trabalho, respeitando-se sempre as demandas e
13
necessidades das diversas unidades da Fiocruz.

Em sintonia com as diretrizes estratégicas, as ações de desenvolvimento da


Escola Corporativa serão orientadas por um Plano de Desenvolvimento bianual, com
o objetivo de “estruturar um conjunto alinhado de ações de educação corporativa de
modo a desenvolver os servidores da Fiocruz nas competências (conhecimentos,
habilidades e atitudes) necessárias ao alcance dos objetivos estratégicos definidos
no Plano Quadrienal”, conforme figura abaixo:

Figura 01 - Plano de Desenvolvimento Fiocruz

Fonte: Direh/Fiocruz, 2015.

13
Idem.

22
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Facilitadores do Conhecimento

A partir das orientações estratégicas, características e diagnósticos, cada


organização identifica suas necessidades e possibilidades de capacitação e
desenvolvimento profissional para a gestão do conhecimento e alcance de suas
metas e resultados. A estruturação da Escola Corporativa estabelece que os
profissionais (educadores, facilitadores) que irão desenvolver ações poderão ter
origem em outras instituições públicas ou escolas de negócios, destacando, no
entanto, a importância de que profissionais da organização também desempenhem
tais funções. Exige-se de tais profissionais, independente de suas origens, formação
acadêmica e experiências, prioritariamente as seguintes características:

- alinhamento com a estratégia corporativa da Fiocruz;

- habilidades didáticas para interagir com os participantes


valorizando diferentes saberes;

- habilidades para elaborar conteúdos capazes de integrar teoria


e prática.

A partir de tal direcionamento, insere-se a proposta do Curso para Formação


de Agentes Facilitadores do Conhecimento, com carga horária total de 50
horas/aula, na modalidade de Educação a Distância on-line, voltado para
profissionais da organização com experiência profissional e formação consolidada
em áreas, temáticas ou processos com forte alinhamento com a estratégia
corporativa, que poderão desenvolver ações de formação (cursos, oficinas),
inicialmente presenciais, nos diversos programas estabelecidos pela EC (Programas
de Desenvolvimento Gerencial, Programas de Formação em Gestão e projetos para
áreas específicas, na vertente “desenvolvimento profissional”).

Como é relatado na literatura, grande parte dos profissionais, com experiência


profissional e formação acadêmica ou científica consolidadas, não apresenta ou
dispõe, no entanto, das competências didático-pedagógicas necessárias para a
organização e implementação de ações educativas ou de formação, gerando

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frustrações ou críticas no público participante quando as desenvolvem sem uma


base teórica e prática de apoio, planejamento e acompanhamento.

Caires (2007), entre outros, entende que cabe ao facilitador (ou multiplicador)
fazer com que os aprendizes “compreendam qual o significado – para a vida pessoal
e profissional – do novo conhecimento a ser adquirido, das novas habilidades a
serem desenvolvidas e das atitudes que devem ser assumidas”. Para o autor, o
papel de facilitador, em muitas situações, exige atitudes de formador de equipe:

Ensinar exige esforço e dedicação – principalmente para com aqueles que


por natureza apresentam maiores dificuldades de compreensão e assimilação
de certos conceitos práticos e teóricos. A experiência de sala de aula, com
treinamento e desenvolvimento de pessoas, tem revelado que quando se
multiplica ensinamentos e posturas, ou seja, se mexe com o comportamento
humano, visando aumentar a qualidade e a eficácia de sua atuação.

No Modelo de Competências do Multiplicador apresentado pelo autor, que se


configura como uma base para as orientações pedagógicas que serão adotadas
para o curso proposto, destacam-se: comunicação (habilidade em ouvir e transmitir
mensagens), flexibilidade (habilidade em utilizar a experiência do educando),
empatia (habilidade em colocar-se no lugar do outro), postura (habilidade em
educar), persuasão (habilidade de convencer através de argumentos), ação
estratégica (habilidade em usar técnicas e recursos instrucionais), visão global
(habilidade em perceber o todo) e percepção realística (habilidade em perceber a si
e aos outros).

24
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1.2.1 - IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DE


APRENDIZAGEM

A demanda pela realização do Curso para Formação de Agentes Facilitadores


do Conhecimento tem como base o diagnóstico, a partir de experiências de
capacitação e desenvolvimento profissional anteriormente realizadas na organização
com a participação docente de profissionais internos e também de pesquisas
bibliográficas, que indica que somente a expressão de competências técnicas dos
facilitadores não é suficiente para a articulação de processos formais de ensino e
aprendizagem e para o alcance de seus objetivos, principalmente em relação à
Gestão do Conhecimento e à formação ou consolidação de novas competências.

A partir de tal percepção, consolida-se a necessidade de estruturar, na


dinâmica da programação de atividades da Escola Corporativa, uma ação planejada
e sistêmica para que um conjunto de profissionais especializados em temas
definidos como estratégicos pela organização possa desenvolver e aprimorar
competências didático-pedagógicas, que se expressarão posteriormente na
interação com outros profissionais que atuam em áreas correlatas. Deve-se
ressaltar, no entanto, que o entendimento de tais competências não se restringe
somente, como observado em várias ofertas de cursos disponíveis no mercado, a
aspectos da performance do docente na dinâmica da sala de aula. Entende-se, de
forma mais abrangente, que as necessidades de aprendizagem para o
desenvolvimento e aprimoramento de competências didático-pedagógicas, no
contexto de uma organização como a Fiocruz, se configuram como um conjunto
articulado de atitudes, conhecimentos, habilidades e práticas que inclui temáticas
como: principais Teorias de Aprendizagem, elementos constitutivos do processo de
ensino e aprendizagem, estratégias e estilos de aprendizagem, princípios e
fundamentos da Andragogia na Educação Corporativa, fundamentos do enfoque
sistêmico para o desenho instrucional no planejamento de ações de ensino-
aprendizagem, fundamentos e princípios das metodologias e técnicas de ensino e
fundamentos e princípios das metodologias, estratégias e tipos de avaliação.

Ao término do Curso para Formação de Agentes Facilitadores do


Conhecimento, os concluintes, de acordo com a programação da Escola

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Corporativa, poderão desenvolver ações sob sua coordenação, que serão


acompanhadas e avaliadas, visando identificar lacunas, pontos críticos e
oportunidades de melhorias para oferta de novas turmas. Nesse processo, em
relação às necessidades de aprendizagem, configura-se a visão de “educação
permanente”, como estabelecido na Política Nacional de Educação Permanente em
Saúde, instituída pelo Ministério da Saúde a partir de 2004:

A educação permanente se baseia na aprendizagem significativa e na


possibilidade de transformar as práticas profissionais. A educação
permanente pode ser entendida como aprendizagem-trabalho, ou seja, ela
acontece no cotidiano das pessoas e das organizações. Ela é feita a partir
dos problemas enfrentados na realidade e leva em consideração os
conhecimentos e as experiências que as pessoas já têm. Propõe que os
processos de educação dos trabalhadores da saúde se façam a partir da
problematização do processo de trabalho, e considera que as necessidades
de formação e desenvolvimento dos trabalhadores sejam pautadas pelas
necessidades de saúde das pessoas e populações. Os processos de
educação permanente em saúde têm como objetivos a transformação das
práticas profissionais e da própria organização do trabalho.

26
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1.2.2 – CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO ALVO / ALUNOS

No ano de 2014, conforme o Relatório de Gestão apresentado aos órgãos de


controle, a Fiocruz contava com 5.285 servidores, sendo 1.268 na chamada área-
meio e 4.017 em áreas finalísticas. Segundo o documento, foram considerados para
a área-meio “os cargos de Assistente Técnico de Gestão em Saúde, Analista de
Gestão em Saúde do Plano de Carreiras e Cargos de Ciência, Tecnologia, Produção
e Inovação em Saúde Pública da Fiocruz (PCCCTPSP) e cargos dos planos
anteriores que por sua natureza atuam na área técnico-administrativo”; para área-
fim, foram considerados “os cargos Técnico em Saúde Pública, Tecnologista em
Saúde Pública, Pesquisador em Saúde Pública e Especialista em Ciência,
Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública da Fiocruz (PCCCTPSP)”, além
daqueles originados dos planos anteriores com atuação nas áreas finalísticas.

A força de trabalho da organização, no entanto, não é composta somente por


servidores, sendo complementada por mão de obra terceirizada, que em 2014
somava 2922 profissionais, conforme tabela abaixo apresentando os quantitativos
em correlação com os cargos previstos para a organização:

Tabela 01- Descrição de Cargos e Quantitativos - Fiocruz (2014)

Fonte: Direh/ Fiocruz, 2015.

A partir de outra fonte – “Boletim Estatístico de Pessoal e Informações


Organizacionais”, publicado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão -,
com base do mês de dezembro de 2015, identificamos outras informações sobre o
conjunto de servidores da organização em relação a escolaridade e sexo, conforme
tabela abaixo:

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Tabela 02 - Quantitativo de cargos, escolaridade e sexo - Fiocruz (2015)

N. Superior N. Intermediário N. Auxiliar S/I (1) Total


Masc Fem Total Masc Fem Total Masc Fem Total Masc Fem Total Masc Fem Total
1.459 2.273 3.732 847 810 1.657 3 11 14 37 107 144 2.346 3.201 5.547
(1) Sem informações de escol aridade do cargo no cadastro do SIAPE nas seguintes si tuação ( Requisita dos, Nomeado Cargo
Comissão, Sem vinculo , Req. de outros Órgãos, Celetista/Empregado, Colaborador PCCTAE e ICT e Exerc. 7º art. 93 8112), porém são
contados como Força de Trabalho.
Posição: Dez/ 2015

Fonte: MPOG, 2015.

Destaca-se, em relação à escolaridade, o quantitativo de servidores com


Nível Superior (3.732), correspondendo a 67,3% do total. Na tabela abaixo, são
apresentados os quantitativos por cargos, evidenciando o expressivo contingente de
pesquisadores e tecnologistas (2.742), que corresponde a 50,24% do total de
servidores.

Tabela 03 - Quantitativo de servidores por cargos e sexo - Fiocruz (2015)

Plano de Carreiras e Cargos - Lei 11.355/06 Fem.


Especialista em Ciência, Tecnologia, Produção e
43 41,90%
Inovação em Saúde Pública - NS
Analista de Gestão em Saúde - NS 804 58,20%
Pesquisador em Saúde Pública - NS 999 59,20%
Tecnologista em Saúde Pública - NS 1.743 64,00%
Assistente Técnico de Gestão em Saúde - NI 416 35,60%
Técnico em Saúde Pública - NI 1.205 52,90%
TOTAL 5.210 57,10%

Plano de Carreiras e Cargos - Lei 11.355/06 -


Fem.
Art. 28
Cargos de Nível Superior - NS 191 56,5%
Cargos de Nível Intermediário - NI 57 54,4%
TOTAL 248 56,0%

Nível Superior (NS) 3.780 69,3%


Nível Intermediário (NI) 1.678 30,7%
TOTAL GERAL 5.458 57,1%

Fonte: MPOG, 2015.

Em relação à faixa etária do conjunto de servidores, conforme tabela abaixo,


nos cargos de Nível Superior 58,8% encontram-se na faixa de 31 a 50 anos e 39,3%

28
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encontram-se na faixa de 51 anos ou mais. Nos cargos de Nível Intermediário,


30,5% encontram-se na faixa de até 40 anos e 45,5% na faixa de 51 anos ou mais.

Tabela 04 - Percentual de servidores por faixa de idade e escolaridade - Fiocruz (2015)

Até 30 31 a 40 41 a 50 51 a 60 Mais de
anos anos anos anos 60 anos

Cargos Nível Superior 2,6% 29,3% 28,8% 29,4% 9,9%

Cargos Nível
Intermediário 11,6% 18,9% 24,1% 35,8% 9,7%

Fonte: MPOG, 2015.

Característica diferencial do conjunto de servidores da organização refere-se


aos estudos de Pós-Graduação stricto sensu. Conforme os gráficos abaixo, 47,6%
dos servidores dispõem do título de Mestre ou Doutor e, entre aqueles que
desempenham função de pesquisa, 85,0% concluíram o Doutorado.

Gráfico 01 - Percentual de servidores com mestrado ou doutorado – Fiocruz (2014)

Fonte: Direh/Fiocruz, 2015.

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Gráfico 02 – Percentual de pesquisadores doutores – Fiocruz (2014)

Fonte: Direh/Fiocruz, 2015.

As informações sobre capacitação constantes no Relatório de Gestão 2014,


conforme tabela e gráfico abaixo, revelam que do total de servidores (5.421)
somente 2.259 (42 %) participaram de pelo menos uma ação de capacitação no ano.
Em relação ao orçamento global autorizado da organização, os investimentos em
capacitação corresponderam a 0,10%, percentual muito pequeno se comparado com
as médias divulgadas por outras instituições e setores. A média do investimento por
servidor capacitado atingiu no ano o valor de R$ 1.023,71, destacando-se que a
maioria (83,17%) das ações foi concentrada em eventos como seminários,
encontros e congressos.

Tabela 05 – Quantitativo de servidores capacitados – Fiocruz (2014)

Fonte: Direh/Fiocruz, 2015.

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Gráfico 03 – Percentual do orçamento aplicado em ações de desenvolvimento – Fiocruz (2014)

Fonte: Direh/Fiocruz, 2015.

A partir das informações sistematizadas, é pertinente estabelecer que, pelas


características do conjunto de servidores da organização, estima-se um grande
potencial de interesse para participação no curso proposto. Mesmo que os recursos
investidos em capacitação correspondam a um total inferior às necessidades da
organização, verifica-se também a existência de práticas já consolidadas, que
provavelmente serão intensificadas com a estruturação da Escola Corporativa.

31
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

1.2.3 – LEVANTAMENTO DAS RESTRIÇÕES

No conjunto de restrições que poderão impactar o desenvolvimento e


implementação do Curso para Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento
destaca-se de forma mais geral o processo de implantação e institucionalização da
Escola Corporativa, com seus processos de trabalho e equipes ainda em fase de
adaptação, como também um quadro orçamentário com severas restrições. A partir
de tal cenário, entendemos que poderão ocorrer interferências no gerenciamento do
projeto nas áreas de Comunicação, Aquisições, Partes Interessadas e
principalmente em Recursos Humanos. Em relação a riscos, de forma inicial, é
possível identificar as seguintes situações:

- potencial risco de perda de integrantes da equipe do projeto, em razão de


oferta de oportunidades em outros projetos da Escola Corporativa, devendo ser
controlado com processos de capacitação e acompanhamento que permitam
substituições de funções;

- potencial risco de entregas pelos fornecedores internos sem os requisitos


estabelecidos em razão da dinâmica de trabalho da Escola Corporativa, devendo ser
controlado com um efetivo gerenciamento de Aquisições e das Partes Interessadas.

- potencial risco de falta de envolvimento na fase inicial do curso (podendo


gerar evasão) por baixa experiência em atividades de Educação a Distância,
devendo ser controlado com um intenso trabalho de acompanhamento no módulo
inicial de integração e adaptação ao AVA;

- pela característica do público alvo do curso (adultos, com boa formação


educacional, dinâmica de trabalho intensa), potencial risco de evasão, devendo ser
controlada com acompanhamento permanente da tutoria;

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Equipe do Projeto

Para desenvolvimento do projeto do Curso para Formação de Agentes


Facilitadores do Conhecimento, estabelecemos uma equipe, subdividida em relação
a processos e/ou produtos:

Equipe central: Coordenador Pedagógico, Designer instrucional, Especialista


no conteúdo (conteudista), Web designer, Tutor, Analista de suporte (TI), Técnico
administrativo (apoio);

Material didático (textos): Coordenador Pedagógico, Designer instrucional,


Especialista no conteúdo (conteudista), Web designer, Tutor, Técnico administrativo
(apoio), Redator, Programador visual, Ilustrador, Revisor;

Videoaulas: Coordenador Pedagógico, Designer instrucional, Especialista no


conteúdo (conteudista), Web designer, Tutor, Diretor (imagem e áudio), Roteirista,
Editor de imagens e áudio, Cameraman, Iluminador, Técnico administrativo (apoio),
Redator, Programador visual, Ilustrador, Revisor;

Podcasts (áudios): Coordenador Pedagógico, Designer instrucional,


Especialista no conteúdo (conteudista), Web designer, Tutor, Diretor (imagem e
áudio), Roteirista, Editor de imagens e áudio, Técnico administrativo (apoio),
Redator, Programador visual, Ilustrador, Revisor;

Tutoria: Coordenador Pedagógico, Designer instrucional, Especialista no


conteúdo (conteudista), Web designer, Tutor, Analista de suporte (TI), Técnico
administrativo (apoio)

Secretaria Acadêmica: Coordenador Pedagógico, Designer instrucional,


Web designer, Tutor, Analista de suporte (TI), Técnico administrativo (apoio),
Técnico administrativo (Secretaria Acadêmica), Divulgador (Comunicação);

Tecnologia da Informação: Coordenador Pedagógico, Designer instrucional,


Web designer, Analista de suporte (TI), Tutor, Diretor (imagem e áudio), Editor de

33
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

imagens e áudio, Técnico administrativo (apoio), Programador visual, Revisor,


Técnico administrativo (Secretaria Acadêmica), Divulgador (Comunicação);

Comunicação: Coordenador Pedagógico, Designer instrucional, Especialista


no conteúdo (conteudista), Web designer, Tutor, Divulgador (Comunicação), Diretor
(imagem e áudio), Técnico administrativo (apoio), Redator, Programador visual,
Ilustrador, Revisor.

Pelas características da Escola Corporativa da Fiocruz, diversos profissionais


que participarão do projeto têm origem nos seguintes setores:

 Serviço de Projetos de Educação Corporativa: área responsável por


desenvolver, implementar e avaliar programas institucionais de
educação corporativa a serem executados pela Escola, voltados para o
desenvolvimento de gestores e servidores e a preparação de
multiplicadores internos.

 Serviço de Soluções Educacionais: área responsável pela concepção


de projetos pedagógicos, presenciais ou on-line, customizados, com
propostas de utilização de ferramentas e novas tecnologias, que
auxiliem o processo ensino-aprendizagem, adequadas às
necessidades do contexto da Escola Corporativa Fiocruz.

 Serviço de Consultoria Educacional: área responsável por coordenar o


planejamento da capacitação nas Unidades Fiocruz, promovendo
maior alinhamento estratégico e sinergia institucional.

 Serviço de Gestão Acadêmica: área responsável pela organização,


manutenção e atualização da documentação física e digital dos
discentes, docentes e das ações educacionais. Atua, ainda, como
apoio administrativo as demais áreas e a direção da Escola, além do
apoio logístico na implementação das ações de educação corporativa.

No conjunto de profissionais que integrarão o projeto, identificamos abaixo


aqueles que terão origem na Escola Corporativa, estabelecendo sua colaboração no
formato matricial e a respectiva inserção nas subequipes:

34
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

 Equipe central: Designer instrucional, Web designer, Analista de suporte


(TI), Técnico administrativo (apoio);

 Material didático (textos): Designer instrucional, Web designer, Técnico


administrativo (apoio), Redator, Programador visual, Ilustrador, Revisor;

 Videoaulas: Designer instrucional, Web designer, Diretor (imagem e


áudio), Roteirista, Editor de imagens e áudio, Cameraman, Iluminador,
Técnico administrativo (apoio), Redator, Programador visual, Ilustrador,
Revisor;

 Podcasts (áudios): Designer instrucional, Web designer, Diretor (imagem


e áudio), Roteirista, Editor de imagens e áudio, Técnico administrativo
(apoio), Redator, Programador visual, Ilustrador, Revisor;

 Tutoria: Designer instrucional, Web designer, Analista de suporte (TI),


Técnico administrativo (apoio);

 Secretaria Acadêmica: Designer instrucional, Web designer, Analista de


suporte (TI), Técnico administrativo (apoio), Técnico administrativo
(Secretaria Acadêmica), Divulgador (Comunicação);

 Tecnologia da Informação: Designer instrucional, Web designer, Analista


de suporte (TI), Diretor (imagem e áudio), Editor de imagens e áudio,
Técnico administrativo (apoio), Programador visual, Revisor, Técnico
administrativo (Secretaria Acadêmica), Divulgador (Comunicação);

 Comunicação: Designer instrucional, Web designer, Divulgador


(Comunicação), Diretor (imagem e áudio), Técnico administrativo (apoio),
Redator, Programador visual, Ilustrador, Revisor.

Para as funções que não serão preenchidas por profissionais do quadro da


Escola Corporativa, temos as seguintes situações:

35
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

- Coordenador Pedagógico: indicado pela direção da Escola Corporativa, no


processo de aprovação do projeto;

- Especialista(s) no conteúdo (conteudista): indicado(s) pelo Coordenador


Pedagógico e aprovado pela direção da Escola Corporativa;

- Tutor(es): selecionado(s) por edital interno, entre o conjunto de


colaboradores do quadro da Fiocruz, a partir dos itens currículo, experiência em
docência, experiência em EaD, experiência em tutoria e experiências de capacitação
para adultos (Andragogia).

As respectivas atribuições, competências e requisitos das funções que


integram a equipe do projeto encontram-se detalhadas no Anexo 1.

Cronograma

Pela estrutura de trabalho proposta, com um grande quantitativo de


profissionais da equipe do projeto sem dedicação exclusiva ao curso proposto, o
cronograma proposto apresenta fases que exigem um esforço de gerenciamento
para que os prazos sejam cumpridos conforme planejado.

Pré-requisitos para participação

O público alvo do Curso para Formação de Agentes Facilitadores do


Conhecimento está restrito ao conjunto de profissionais que integram o quadro
permanente de servidores da Fiocruz e que tenham interesse e disponibilidade para
desempenhar a função de facilitadores, a partir de seus conhecimentos,
experiências e práticas, em cursos ou oficinas presenciais reunindo outros
profissionais da organização que apresentem interesse ou lacunas de competências
nos temas ou processos abordados.

Para participação do curso a inscrição será voluntária e gratuita, mediante


formulário de inscrição, currículo e proposta de potenciais ações de capacitação ou

36
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

desenvolvimento profissional que poderão ser desenvolvidas, cabendo à direção da


Escola Corporativa, a partir de Comissão de Seleção, o processo de escolha dos
participantes.

37
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

1.2.3 - ENCAMINHAMENTO DAS SOLUÇÕES

A partir do contexto identificado da Fiocruz, das características do conjunto de


seus servidores e das demandas de aprendizagem da Escola Corporativa em seu
Plano de Desenvolvimento alicerçando o ciclo de Gestão do Conhecimento da
organização, estabelece-se um real vínculo com a proposta do Curso para
Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento, com carga horária total de 50
horas/aula, na modalidade de Educação a Distância on-line, voltado para
profissionais da organização com experiência profissional e formação consolidada
em áreas, temáticas ou processos com forte alinhamento com a estratégia
corporativa, que poderão desenvolver ações de formação (cursos, oficinas),
inicialmente presenciais, inclusive aqueles que se encontram em Unidades em
outros Estados.

Em relação às restrições identificadas para o gerenciamento do projeto, são


indicadas as seguintes ações:

Gerenciamento de Qualidade

Em linhas gerais, o Gerenciamento da Qualidade baseia-se no


balanceamento de um conjunto de fatores que afetam a entrega prevista do projeto,
principalmente em relação ao escopo definido, aos prazos e aos recursos e custos
determinados. A partir da definição de requisitos e das expectativas das partes
interessadas, o Gerenciamento da Qualidade volta-se para a precisão das entregas
e principalmente para o efetivo cumprimento dos requisitos pactuados. Ressalte-se
que tal processo deve ser executado tanto nos produtos ou entregas, como nas
atividades previstas no gerenciamento do projeto.

O Gerenciamento de Qualidade do curso proposto deverá ter como bases


iniciais as diretrizes da Escola Corporativa e os Referenciais de Qualidade para
Cursos a Distância estabelecidos pelo MEC, mesmo sendo oferecido como um
“curso livre” corporativo, a partir dos seguintes indicadores:

a) Em relação ao AVA:

38
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

- qualidade de navegação: critério de aceitação – 95%; verificação –


teste de carga;

- módulos, atividades e ferramentas em funcionamento e sem erros:


critério de aceitação – 95%; verificação – teste de carga.

b) Em relação a Recursos Humanos:

- tutores com formação adequada para a área do curso: critério de


aceitação – 100%; verificação – análise curricular;

- capacitação em serviço para todos os participantes do projeto: critério


de aceitação – 100%; verificação – relatórios e folhas de controle.

c) Em relação ao atendimento dos alunos:

- atendimento da tutoria em até 24 horas: critério de aceitação – 100%;


verificação – relatórios;

- divulgação dos resultados de avaliações conforme estabelecido no


cronograma: critério de aceitação – 100%; verificação – relatórios.

Gerenciamento das Comunicações

O planejamento das comunicações, além de incluir os profissionais


diretamente envolvidos no projeto, deve identificar um conjunto de atores que
representam as chamadas “partes interessadas”. No caso do curso proposto,
identificamos inicialmente os seguintes atores: diretor da Escola Corporativa da
Fiocruz e os responsáveis pelo Serviço de Projetos de Educação Corporativa, pelo
Serviço de Soluções Educacionais, pelo Serviço de Consultoria Educacional e pelo
Serviço de Gestão Acadêmica. Tais atores deverão ser informados, por meio de
mensagens, relatórios e reuniões técnicas, sobre todas as fases do projeto até o seu
encerramento.

Além do gerente do projeto, todos os profissionais em função de coordenação


ou gestão deverão conhecer suas atribuições e atividades em relação às
comunicações, de acordo como o plano de gerenciamento de tal processo.

39
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Gerenciamento de Aquisições

O projeto de curso proposto deverá, em sua totalidade, contar com


fornecedores internos integrantes dos diversos setores organizacionais previstos na
estrutura da Escola Corporativa. O controle das Aquisições, desenvolvidas em sua
maioria por fornecedores internos, exige um gerenciamento permanente,
principalmente porque tais fornecedores estarão desenvolvendo outros serviços no
conjunto de atividades da Escola Corporativa.

Gerenciamento das Partes Interessadas

No caso do curso proposto, identificamos inicialmente os seguintes atores:


diretor da Escola Corporativa da Fiocruz e os responsáveis pelo Serviço de Projetos
de Educação Corporativa, pelo Serviço de Soluções Educacionais, pelo Serviço de
Consultoria Educacional e pelo Serviço de Gestão Acadêmica. Em um círculo mais
abrangente, deverão ser consideradas “partes interessadas” os responsáveis pelos
Serviços de Recursos Humanos das diversas Unidades da Fiocruz e os
responsáveis em tais Unidades pela área de capacitação e desenvolvimento
profissional.

Gerenciamento dos Recursos Humanos

Nos diversos processos no gerenciamento dos Recursos Humanos, destaca-


se a necessidade de capacitação e desenvolvimento profissional dos participantes
do projeto e suas respectivas subequipes, estando previstas as seguintes ações:

1. Ação específica para a Equipe Central, para detalhamento do


projeto, caracterização do público alvo e as interfaces metodológicas e de
gestão;

2. Ação geral para todos os participantes, coordenada pela Equipe


Central, para apresentação e discussão do detalhamento do projeto, público
alvo e as interfaces metodológicas e de gestão;

40
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

3. Ação específica reunindo integrantes das equipes “Material


Didático”, “Videoaulas”, “Podcasts”, “Tutoria” e “Comunicação”, coordenada
pela Equipe Central, sobre Andragogia.

No transcurso do projeto, sendo localizada alguma lacuna de competências,


deverão incidir outras ações emergenciais de capacitação, visando principalmente
cumprir os parâmetros de qualidade previstos.

41
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

1.3 - DADOS ESPECÍFICOS DO PROJETO

A partir da identificação das necessidades da Fiocruz em desenvolver ações


de capacitação e desenvolvimento profissional com a coordenação de profissionais
internos com formação e experiências em temas ou processos alinhados com suas
orientações estratégicas, no contexto do Plano Anual de Capacitação sistematizado
pela Escola Corporativa, a realização do Curso de Formação de Agentes
Facilitadores do Conhecimento torna-se potencializadora dos resultados
pretendidos.

Com 30 vagas em sua primeira versão, o curso será desenvolvido no período


de 10 semanas sequenciais, com carga horária total de 50 horas/aula, na
modalidade de Educação a Distância on-line, a partir da plataforma Moodle,
integrando a programação da Escola Corporativa da Fiocruz. Seu público alvo será
constituído pelos profissionais que integram o quadro permanente de servidores da
Fiocruz e que tenham interesse e disponibilidade para desempenhar a função de
facilitadores, a partir de seus conhecimentos, experiências e práticas, em cursos ou
oficinas presenciais reunindo outros profissionais da organização que apresentem
interesse ou lacunas de competências nos temas ou processos abordados. A
inscrição será voluntária e gratuita, mediante formulário de inscrição, currículo e
proposta de potenciais ações de capacitação ou desenvolvimento profissional que
poderão ser desenvolvidas, cabendo à direção da Escola Corporativa, a partir de
Comissão de Seleção, o processo de escolha dos participantes.

De acordo com a literatura e a prática de muitas organizações, dispor de


profissionais com competências técnicas comprovadas em temas ou processos é
fundamental para o ciclo da Gestão do Conhecimento, porém isoladamente tais
competências não garantem dinâmicas positivas de transferência ou capacitação,
por dificuldades ou inexperiências de tais profissionais em desenvolver ou coordenar
processos sistematizados de ensino-aprendizagem. Nesse contexto, o Curso de
Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento tem como objetivo principal a
formação e desenvolvimento de competências didático-pedagógicas de profissionais
especializados em temas definidos como estratégicos pela organização, para que
possam responsabilizar-se por ações de ensino-aprendizagem - incluindo seu

42
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

planejamento, metodologia, programas, conteúdos, materiais didáticos, estratégias


pedagógicas, aulas e avaliação -, inicialmente presenciais, para outros profissionais
que atuam em áreas correlatas, apresentando a seguinte ementa:

Teorias de Aprendizagem. O processo de ensino e aprendizagem.


Estratégias e estilos de aprendizagem. Educação Corporativa e
Andragogia. Abordagem sistemática do design instrucional (ISD /
ADDIE). Didática: metodologias e técnicas de ensino. Comunicação e
empatia. Metodologias e tipos de avaliação. Objetivos de
aprendizagem e avaliação. Competências didático-pedagógicas do
facilitador do conhecimento.

Em relação aos objetivos de aprendizagem, ao final do curso, o participante


deverá ser capaz de:

 Identificar as principais Teorias de Aprendizagem, os


elementos constitutivos do processo de ensino e aprendizagem e as
estratégias e estilos de aprendizagem

 Identificar os princípios e fundamentos da Andragogia na


Educação Corporativa

 Identificar e aplicar os fundamentos do enfoque sistêmico


para o desenho instrucional no planejamento de ações de ensino-
aprendizagem

 Identificar e interpretar os fundamentos e princípios das


metodologias e técnicas de ensino

 Identificar, interpretar e empregar os fundamentos e


princípios das metodologias, tipos e estratégias de avaliação

 Identificar e aprimorar competências didático-pedagógicas


na função de facilitador

43
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Estrutura

Para cumprir seus objetivos, o Curso de Formação de Agentes Facilitadores


do Conhecimento, na modalidade de Educação a Distância on-line, a partir de
Ambiente Virtual de Aprendizagem na plataforma Moodle (acesso por Internet), terá
uma estrutura formada por seis Unidades de Aprendizagem, conforme descrito
abaixo:

Unidade 1 - Adaptação e ambientação em Educação a Distância (período:


1 semana / 7 dias - carga horária: 5 horas/aula)

Objetivos Conteúdos

Identificar as principais Educação a Distância – histórico,


características da Educação a características e dinâmicas de
Distância aprendizagem

Interpretar as principais
características do aluno em
O aluno na Educação a Distância
Educação a Distância e os
– autonomia, disciplina e interação
padrões de comportamento
(netiqueta)

Diferenciar as características e Ambiente Virtual de Aprendizagem


aplicações das principais (AVA) – características,
ferramentas do Ambiente Virtual ferramentas e dinâmicas de
de Aprendizagem (AVA) interação

Unidade 2 - Educação e aprendizagem (período: 2 semanas / 14 dias -


carga horária: 10 horas/aula)

Objetivos Conteúdos

Identificar as principais Teorias de


Aprendizagem e os elementos Introdução às Teorias de
constitutivos do processo de Aprendizagem
ensino e aprendizagem

Identificar e interpretar as
O processo de ensino e
estratégias e estilos de

44
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

aprendizagem aprendizagem

Identificar os princípios e
fundamentos da Andragogia na
Educação Corporativa e as Estratégias e estilos de
competências didático- aprendizagem
pedagógicas do facilitador do
conhecimento na aprendizagem

Educação Corporativa - a
aprendizagem nas organizações

Andragogia e as competências
do facilitador do conhecimento
na aprendizagem corporativa

Unidade 3 - Planejamento e Desenho Instrucional (período: 2 semanas /


14 dias - carga horária: 10 horas/aula)

Objetivos Conteúdos

Identificar os fundamentos do
Abordagem sistemática do
enfoque sistêmico para o desenho
design instrucional (ISD / ADDIE)
instrucional

Aplicar os fundamentos do
Análise, diagnóstico e
enfoque sistêmico para o desenho
identificação de lacunas de
instrucional no planejamento de
desempenho
ações de ensino-aprendizagem

Empregar o enfoque sistêmico


para o desenho instrucional para
estabelecer objetivos de Desenho da ação - objetivos da
aprendizagem, conteúdos, aprendizagem, conteúdos e
estrutura, atividades, recursos estrutura
didáticos e programa de ações de
ensino-aprendizagem

Desenvolvimento – atividades,
recursos didáticos e formatação
final do programa

Teste de validação

45
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Unidade 4 - A ação de ensino e aprendizagem (período: 2 semanas / 14


dias - carga horária: 10 horas/aula)

Objetivos Conteúdos

Identificar e interpretar os
Didática - metodologias e
fundamentos e princípios das
técnicas de ensino
metodologias e técnicas de ensino

Identificar e aprimorar
competências didático- Habilidades e posturas do
pedagógicas na função de facilitador
facilitador

Identificar e interpretar as
responsabilidades administrativas Comunicação e empatia
e pedagógicas do facilitador

Materiais didáticos e recursos


tecnológicos

Estrutura física e administrativa

Unidade 5 - Processos de avaliação (período: 2 semanas / 14 dias - carga


horária: 10 horas/aula)

Objetivos Conteúdos

Identificar e interpretar os
fundamentos e princípios das
Metodologias e tipos de avaliação
metodologias e tipos de
avaliação

Identificar e aprimorar
Objetivos de aprendizagem e
estratégias de avaliação em
avaliação
ações de ensino-aprendizagem

As possibilidades da
Empregar estratégias de
autoavaliação e da avaliação em
avaliação em ações de ensino-
grupo
aprendizagem em Educação

46
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Corporativa

Educação corporativa e avaliação

Avaliação e resultados futuros

Unidade 6 – Encerramento (período: 1 semana / 7 dias - carga horária: 5


horas/aula)

Objetivos Conteúdos

Consolidar a identificação e
aprimoramento das competências
didático-pedagógicas de
Revisão geral de conteúdos
facilitadores em ações de ensino-
aprendizagem em Educação
Corporativa

Avaliar o processo de ensino-


Avaliação e encerramento
aprendizagem do curso

Concepção Pedagógica

Em fase de estruturação, a Escola Corporativa tem desenvolvido estudos e


consultas para elaboração de sua proposta pedagógica, sistematizando definições
prévias que consolidarão tal arcabouço orientador. As orientações iniciais já
divulgadas, que serão adotadas no curso proposto, estabelecem:

 Processo de ensino-aprendizagem mais ativo e focado na


experiência e na solução de problemas;

 Ensino híbrido, integrando várias áreas do conhecimento,


metodologias ativas, atividades presenciais e virtuais;

 Currículos flexíveis, que permitam a personalização, para


atender as necessidades da educação em nível corporativo;

47
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

 Os espaços de aprendizagem ultrapassam as salas de aula,


presenciais ou virtuais, se ampliando para os espaços de
trabalho e para as comunidades de prática e das redes
sociais, articulando os processos mais formais de ensino
aprendizagem com os informais, de educação aberta e em
rede.

Na perspectiva pedagógica, a partir das orientações estabelecidas, a Escola


Corporativa estabelece vínculos principais com três correntes – Construtivismo,
Sócio-interacionismo e Conectivismo –, que embasam em vários aspectos o curso
proposto na modalidade de Educação a Distância on-line.

Os pressupostos construtivistas, com origem nos estudos sobre o


desenvolvimento cognitivo do epistemólogo suíço Jean Piaget (1896 - 1980),
estabelecem que o conhecimento origina-se nas interações entre “sujeito-objeto”,
sendo o sujeito parte ativa em tal processo em permanente mudança e sempre
inacabado. Para o teórico, os objetos do conhecimento cumprem uma função
potencialmente perturbadora, porém em suas reflexões não há uma ênfase às
interferências do meio social em que sujeito se insere.

Dos pressupostos sócio-interacionistas (ou sócio-construtivistas),


desenvolvidos pelo psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934), destacam-se,
como condicionantes do processo de aprendizagem, fundamentais em situações
como as previstas na EaD, as dimensões do contexto cultural, da linguagem e
principalmente das interações sociais, ampliando as contribuições de Piaget. No
entendimento de que as interações e mediações pedagógicas com suportes
tecnológicos na EaD conformam um processo de produção de conhecimento,
segundo Barbosa (2012) partir das reflexões de Vygotsky, são identificados

(... ) construtos relevantes para uma análise mais apurada da mediação da


aprendizagem em AVA, auxiliada pelas interfaces interativas de e-mails,
chats, fóruns, videoconferências entre outros. Tais ferramentas permitem
mediatizar a comunicação entre emissor-receptor e efetivar trocas sociais, por
meio da linguagem escrita, oral ou de imagens. Essas estruturas tecnológicas
a serviço da EaD fazem com que professor/ aluno ou aluno/aluno

48
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

compartilhem a prática socioeducativa e a produção do conhecimento em


rede digital.

Os pressupostos do conectivismo, sem aceitação consensual se conforma


uma nova corrente de aprendizagem, têm como principais referências o professor
canadense George Siemens e o cientista da computação canadense Stephen
Downes. Com base nas características da sociedade digital com amplas conexões
em rede, o conectivismo, segundo Siemens (2004), “fornece uma percepção das
habilidades e tarefas de aprendizagem necessárias para os aprendizes florescerem
na era digital".

Para o conectivismo, se a tecnologia reorganiza as relações sociais e as


diversas formas de comunicação e interação, isso também ocorre nos processos de
aprendizagem, principalmente nas ações informais por meio de redes sociais,
comunidades de práticas e no mundo do trabalho. Tal fenômeno, onde a
aprendizagem encontra-se fora do indivíduo ou sujeito, o impele “a agir sem antes
ter o domínio de determinado assunto. Em outras palavras, a ação pode ocorrer a
partir da obtenção de informação externa ao conhecimento primário do indivíduo,
resultado das conexões estabelecidas nas redes que fazem parte” (FGV Online,
s/d). Para Siemens (2004), essa nova vertente, com grande impacto nas reflexões
no campo da Educação a Distância, pode ser conceituada como:

É a integração de princípios explorados pelo caos, rede, e teorias da


complexidade e auto-organização. A aprendizagem é um processo que
ocorre dentro de ambientes nebulosos onde os elementos centrais estão em
mudança – não inteiramente sob o controle das pessoas. A aprendizagem
(definida como conhecimento acionável) pode residir fora de nós mesmos
(dentro de uma organização ou base de dados), é focada em conectar
conjuntos de informações especializados, e as conexões que nos capacitam
a aprender mais são mais importantes que nosso estado atual de
conhecimento.

Na concepção de trabalho definida pela Escola Corporativa, outra interface


orientadora que tem forte ligação com o curso proposto refere-se aos pressupostos
com base na Andragogia. Voltada para o entendimento da aprendizagem de adultos,
as correntes andragógicas iniciais foram sistematizadas, entre outros, pelo educador

49
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

norte-americano Eduard Lindeman (1885 - 1953) e pelo psicólogo norte-americano


Edward Lee Thorndike (1874 - 1949), ganhando maior divulgação com a publicação
em 1970 do livro “A Prática Moderna de Educação de Adultos: Pedagogia versus
Andragogia”, do pedagogo norte-americano Malcolm Knowles (1913 - 1997).

No contexto da educação corporativa, envolvendo fundamentalmente adultos


com significativas experiências profissionais e de vida em relações orientadas por
dinâmicas do processo de trabalho, os princípios da Andragogia revestem-se de
importância, principalmente na Educação a Distância e na formação de agentes
facilitadores do conhecimento. De forma resumida, segundo a publicação
“Andragogia – Aprendizagem efetiva para o desenvolvimento de adultos”14, tais
princípios estabelecem que:

 Os adultos precisam saber por que necessitam aprender algo;


 Os adultos têm a responsabilidade por suas próprias decisões e por
sua vida;
 Os adultos entram na atividade educacional com maior volume e
variedade de experiências do que as crianças;
 Os adultos têm prontidão para aprender as coisas que precisam saber
para enfrentar melhor as situações da vida real;
 Os adultos são centrados na vida em sua orientação à aprendizagem;
 Os adultos respondem melhor aos motivadores internos do que aos
externos.

Nas ações em Educação a Distância, onde a autonomia dos aprendizes é


objetivo e também condição para dinâmicas e interações, os princípios da
Andragogia, em seu conjunto, apontam para a necessidade de estímulo permanente
para que esses aprendizes se responsabilizem pela sua aprendizagem. Com base
na publicação acima citada, algumas situações, que compõem a proposta do curso
apresentado, podem garantir o envolvimento individual no processo de
aprendizagem:

 Criar uma atmosfera na qual os aprendizes se sintam mais respeitados,


dignos de confiança, livres de ameaças e cuidados;

14
Pocket Learning 3. Disponível em < https://issuu.com/labssj/docs/pocket3_andragogia>. Acesso
em: 05 mar 2016.

50
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

 Expô-los à necessidade de saber antes de instruí-los;


 Dar a eles alguma responsabilidade na escolha dos métodos e recursos;
 Envolvê-los com a responsabilidade de avaliar sua aprendizagem.

Interatividade e feedbacks

No campo da Educação a Distância on-line, com a disseminação das


Tecnologias de Informação e Comunicação, diversos autores argumentam sobre a
necessidade de diferenciação entre os processos de interação e interatividade,
entendo-se o primeiro como referente a trocas diretas entre os sujeitos envolvidos
na aprendizagem e o segundo a partir do contato e mediação de tecnologias em
seus mais variados artefatos e possibilidades de comunicação e recepção. No curso
proposto, estabeleceu-se, a partir das funcionalidades do AVA (Moodle) e de
diversos materiais didáticos, possibilidades e atividades de interação aluno-tutor,
alunos-tutor e alunos-alunos, resgatando-se também uma camada para seja
possível um acompanhamento individualizado de cada participante, preservando sua
autonomia e trajetória de aprendizagem.

O pleno desenvolvimento de tal arquitetura relaciona-se com a atuação de um


sistema de tutoria pró-ativo, colaborativo, motivador e participativo sem ser invasivo
ou indutor, tendo como principal ferramenta de atuação um conjunto de
possibilidades de feedbacks formativos e somativos, coletivos e individualizados.

Conteúdos e recursos midiáticos

A partir dos objetivos propostos para o curso, seus conteúdos, características


do público e resultados esperados, definiu-se um conjunto de conteúdos e recursos
integrados, visando que os participantes experimentem e vivenciem estratégias
diferenciadas de aprendizagem de acordo com seus perfis e interesses, além de
propostas efetivas de interação e oportunidades de trabalho colaborativo.

Na Unidade 1 (Adaptação e Ambientação em Educação a Distância) será


disponibilizado um Caderno Didático (Unidade 1) e também um conjunto de textos

51
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

(em pdf) - "Guia do Aluno", "Guia do Curso" e "Calendário" - para orientação e


ambientação (principalmente para aqueles com pouca experiência em EaD) e para
conhecimento dos alunos da estrutura, dinâmicas, atividades, calendário e
processos de avaliação previstos para o curso. O processo de interação entre
alunos e tutor terá início com o preenchimento obrigatório do “perfil do participante”,
permitindo um reconhecimento inicial dos participantes. Durante sete dias, será
mantido um fórum15 para dúvidas e orientações.

Conteúdos vinculados ao tema da Unidade, tendo como referência o Caderno


Didático, serão apresentados em uma videoaula com duração de quatro a cinco
minutos (Videoaula 1) e em dois podcasts16 com duração de três a quatro minutos
cada. Para fixação de conteúdos, os alunos poderão acessar um questionário17 -
Questionário II (Características do AVA) - com até 30 questões e “feedback”
automático, ressaltando que tal atividade não se configura como uma avaliação, mas
como um instrumento subsidiário ao processo de aprendizagem. Outro Questionário
disponível (e obrigatório) - Questionário I (Experiências pessoais em Educação a
Distância) – objetiva que os alunos detalhem suas experiências pessoais em
Educação a Distância, permitindo que tutor e coordenador desenvolvam uma
avaliação diagnóstica dos participantes para um acompanhamento individualizado.

15
“Fórum - É uma ferramenta assíncrona e permite discussão entre todos os participantes do curso.
Têm diferentes tipos de configurações, por exemplo, permitir que o aluno crie tópicos de discussão ou
não. É possível configurar avaliação de cada mensagem. Anexos podem ser incluídos. E os
participantes do fórum têm a opção de receber cópias das novas mensagens via email, quando
assinantes. A eficácia desta ferramenta está na mediação do professor, quanto maior a sua interação
maior será a participação dos alunos.” – Disponível em: <https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-e-
dicas-moodle/ferramentas-disponiveis-no-moodle-2-7>. Acesso em: 14 mar 2016.
16
“O podcast é uma combinação de duas palavras “pod” de Ipod, da Apple, empresa que criou
inicialmente os aparelhos de mídia digital e “cast” de broadcasting (transmissão de imagens e sons).
Essa tecnologia foi desenvolvida em 2004, por Adam Curry (ex-Vj da MTV) e Dave Winer
(programador); a ideia era criar um software que permitisse descarregar automaticamente as
transmissões de rádio na internet diretamente para seus IPods, criando assim o primeiro agregador
de podcasts, o iPodder. O podcast é um arquivo de áudio em MP3, AAC ou OGG (o MP3 é o mais
comum) postado em algum servidor da internet. Ele pode ser associado a um feed RSS, que avisa
quando novos podcasts foram postados (PISA, 2012, p. 77). Com a ajuda de software, este pode ser
descarregado automaticamente para um computador ou IPod e assim as transmissões podem ser
ouvidas onde e quando o usuário pretender.” (TEIXEIRA; WESCHENFELDER, 2013 ).
17
“Questionário - É um recurso de composição de questões com respostas pré-determinadas.
Permite que as questões sejam arquivadas por categorias em uma base de dados e assim
reutilizadas em outros cursos. É possível configurar período de disponibilização, feedback
automático, notas, entre outras configurações. Alguns tipos de questões: múltipla escolha, verdadeiro
ou falso, resposta breve, associação, etc.” – Disponível em: <https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-
e-dicas-moodle/ferramentas-disponiveis-no-moodle-2-7>. Acesso em: 14 mar 2016.

52
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

O acompanhamento individualizado, no conjunto de interações e feedbacks,


terá como principal ferramenta o Diário de Bordo18, onde todos os participantes
deverão registrar individualmente informações (dúvidas, descobertas, dificuldades,
demandas específicas, entre outras) sobre sua trajetória de aprendizagem no curso,
com permanente atuação da tutoria. Na Unidade 1 será iniciado um fórum de avisos
e interação social, que permanecerá disponível aos participantes até o encerramento
do curso, com a finalização da Unidade 6.

O conjunto de materiais e ferramentas será disponibilizado, com textos de


abertura e de orientação e design específico (imagens estáticas e banners), na “Sala
de Aula” da Unidade (interface principal do AVA), favorecendo a leitura e navegação
intuitiva dos participantes. Esse modelo de exibição (uma “Sala de Aula” para cada
Unidade) será padronizado para todas as Unidades do curso.

Nas Unidades 2, 3, 4 e 5, a modelagem apresentada na Unidade 1 será


mantida, com pequenas alterações para alinhamento com os conteúdos e objetivos
previstos. Em cada uma delas serão também disponibilizados Cadernos Didáticos
específicos, textos de apoio específicos, videoaulas específicas e dois podcasts
específicos, além de fóruns de discussão, por um período de 10 dias. Uma das
interfaces da interação aluno-tutor continuará sendo desenvolvida por meio do Diário
de Bordo.

Nessas Unidades, em associação com os recursos acima identificados, será


incluída a ferramenta Glossário19 para uma interação coletiva e colaborativa dos
alunos, com o objetivo de construção de um repertório de conceitos e definições
sobre os temas abordados no curso. Cada aluno deverá realizar, no mínimo, duas
inserções no Glossário por Unidade.

18
“Diário - Pode ser utilizada como uma atividade de reflexão orientada por um professor moderador.
As anotações são pessoais e não podem ser vistas pelos outros participantes, apenas pelo professor,
este consegue adicionar comentários de feedback e dar notas.” – Disponível em:
<https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-e-dicas-moodle/ferramentas-disponiveis-no-moodle-2-7>.
Acesso em: 14 mar 2016.
19
“Glossário - Esta atividade permite aos participantes visualizarem e inserirem termos e suas
definições, assim como um dicionário. Permite comentário. E é possível criar, automaticamente, links
para os termos aqui alocados em todas as partes do curso.” – Disponível em
<https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-e-dicas-moodle/ferramentas-disponiveis-no-moodle-2-7>.
Acesso em: 14 mar 2016.

53
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Ao final das Unidades 2, 3, 4 e 5, cada aluno deverá apresentar na ferramenta


Tarefa20 um texto produzido sobre temáticas propostas (Competências didático-
pedagógicas do facilitador; Elaboração de proposta de curso / Parte I - objetivos de
aprendizagem, conteúdos, estrutura, atividades, recursos didáticos e programa;
Elaboração de proposta de curso / Parte II - metodologias e técnicas de ensino
propostas, administração e estratégias de facilitação do processo de ensino-
aprendizagem; e Elaboração de proposta de curso / Parte III - estratégias e tipos de
avaliação propostos e vinculação com as demandas de Educação Corporativa da
organização), permitindo que ao final do curso disponha de um pré-projeto para
posterior detalhamento e possibilidade de execução.

Na Unidade 6 (Encerramento), também com videoaula e podcasts


específicos, a reflexão final dos conteúdos apresentados no curso ocorrerá em um
fórum de encerramento (período de sete dias). A ferramenta Pesquisa de Opinião21
será utilizada para que os alunos registrem suas avaliações sobre aspectos
diferenciados do curso.

Processo de avaliação e critérios de aprovação

No desenvolvimento do Curso de Formação de Agentes Facilitadores do


Conhecimento pretende-se a utilização de parâmetros vinculados às avaliações
diagnósticas, formativas e somativas.

Na Unidade 1, complementando dados e informações sistematizados no


Relatório de Análise Contextual e nos currículos e propostas de potenciais ações de
capacitação ou desenvolvimento profissional que poderão ser desenvolvidas dos

20
“Tarefa - Consiste em entrega de atividades através de arquivo externo que pode ser visualizado
apenas pelo professor. É possível que o professor troque arquivos com o aluno e dê notas pela
atividade desenvolvida.” – Disponível em: <https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-e-dicas-
moodle/ferramentas-disponiveis-no-moodle-2-7>. Acesso em: 14 mar 2016.
21
“Pesquisa de Opinião (Escolha) - Esta ferramenta permite que o professor elabore perguntas com
diversas opções para mensurar as opiniões dos alunos e a partir delas tomar decisões conhecendo a
preferência da maioria. Pode ser utilizado como pesquisas de opinião rápida, estímulo à reflexão
sobre um tópico, escolha entre sugestões dadas para a solução de um problema, entre outras. Por
exemplo: ao agendar um chat, antes, fazer uma pesquisa de opinião para saber o melhor dia e
horário para os alunos.” – Disponível em: <https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-e-dicas-
moodle/ferramentas-disponiveis-no-moodle-2-7>. Acesso em 14 mar 2016.

54
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

candidatos selecionados, o processo de avaliação diagnóstica será intensificado por


meio de um questionário (Experiências pessoais em Educação a Distância) para
percepção das experiências e práticas em Educação a Distância dos alunos,
fornecendo subsídios para atuação da tutoria e acompanhamento individualizado. A
perspectiva diagnóstica também se beneficiará dos registros individualizados no
Diário de Bordo sobre as trajetórias de aprendizagem iniciados nessa Unidade.

Nas Unidades 2, 3, 4 e 5, a partir dos materiais didáticos, ferramentas (Fóruns


de Discussão, Diário de Bordo e Glossário) e atividades, a perspectiva formativa dos
alunos será permanente, com forte atuação da tutoria, por meio de interações e
feedbacks coletivos ou individualizados. A perspectiva somativa, prevista nos
padrões da Escola Corporativa, também será desenvolvida, estabelecendo-se os
seguintes parâmetros para cada Unidade:

 Fórum de Discussão (mínimo de duas participações por aluno,


com intervalo de um dia - escala de 0 a 10) - contribui com 30%
da nota final da Unidade;

 Diário de Bordo (escala de 0 a 10) - contribui com 10% da nota


final da Unidade;

 Glossário (mínimo de duas inserções por aluno - escala de 0 a


10) - contribui com 10% da nota final da Unidade;

 Tarefa individual (escala de 0 a 10) - contribui com 50% da nota


final da Unidade.

A avaliação geral (AG) de cada Unidade (escala de 0 a 10) será obtida com a
fórmula: AG = (0,3 x Nota Fórum) + (0,1 x Nota Diário de Bordo) + (0,1 x Nota do
Glossário) + (0,5 x Nota da Tarefa Individual).

Na Unidade 6, prevista para o encerramento das atividades e avaliação do


curso, somente avaliações formativas serão implementadas. A avaliação final, com
escala de 0 a 10, será obtida com a média das avaliações das Unidades 2, 3, 4 e 5,

55
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

tendo direito a certificado22 de realização do curso os alunos com aproveitamento


igual ou superior a 70% (nota 7).

Cronograma

Para desenvolvimento e realização de uma primeira oferta do Curso de


Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento estimamos um período de
36 semanas (252 dias), conforme cronograma abaixo:

22
“Certificado - É um plugin que permite a emissão do certificado ao final do curso. Nas versões 2.X é
possível configurá-lo utilizando as condicionais, por exemplo o aluno só tem acesso ao certificado
depois de atingir nota 7 nos módulos do curso. É possível também customizar o layout.” – Disponível
em: <https://www.moodlelivre.com.br/tutoriais-e-dicas-moodle/dicas-de-plugins-para-instalar-no-
moodle-2-6/itemid-161.html>. Acesso em: 14 mar 2016.

56
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

CRONOGRAMA - CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTES FACILITADORES DO CONHECIMENTO

DURAÇÃO
SEMANA
(SEMANAS)
ATIVIDADES
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36

1 - Análise 2

1.1 - Identificação do público alvo 1

1.2 - Identificação e consolidação


1
das necessidades de aprendizagem

2 – Design 8

2.1 - Desenvolvimento do relatório


2
de análise contextual

2.2 - Desenvolvimento da matriz


2
instrucional

2.3 - Elaboração de storyboard 4

3 – Desenvolvimento 12

3.1 - Produção de material didático 6

3.2 - Identificação e seleção de


2
materiais de apoio

3.3 - Desenvolvimento de atividades


2
e modelagem da avaliação

3.4 - Adaptação do conjunto de


4
materiais e recursos para o AVA

3.5 - Pré-testes 1

4 – Campanha de Divulgação /
4
Inscrições

4.1 - Divulgação da atividade 3

4.2 - Inscrição e seleção de


3
participantes

5 – Realização do curso 11

5.1 - Implementação das unidades e


10
atividades previstas para o curso

5.2 - Emissão de certificados para


1
os participantes aprovados

6 – Avaliação 2

6.1 - Avaliação do curso de acordo


2
com os parâmetros definidos

57
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

1.4 - RECURSOS DE DESIGN INSTRUCIONAL VIRTUAL DO CURSO

Os estudos sobre Design Instrucional - que tiveram início de forma mais


sistematizada a partir da II Guerra Mundial - com o desenvolvimento de novas
Tecnologias da Informação e Comunicação que ampliaram as possibilidades da
Educação a Distância on-line consolidaram sua dimensão como um processo de
destaque nas ações de aprendizagem e também como uma área de conhecimento
multidisciplinar nas interfaces da Educação e Comunicação.

A partir do entendimento de design como “resultado de um processo ou


atividade, em termos de forma e funcionalidade, com propósitos e intenções
definidas” e instrução como “atividade de ensino que utiliza a comunicação para
facilitar a aprendizagem”, nos aproximamos de uma conceituação de Design
Instrucional, amplamente utilizada em diversos estudos, como:

A ação intencional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o


desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, atividades, materiais,
eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de
facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e
instrução conhecidos (FILATRO, 2007).

Nas ações práticas que envolvem o Design Instrucional em seus processos,


destaca-se a ampla aceitação do chamado Modelo ADDIE (sigla originária das suas
fases no idioma inglês - Analysis, Design, Development, Implementation, and
Evaluation), integrado por cinco fases, onde cada uma estabelece insumos ou
informações para a seguinte: análise, concepção, desenvolvimento, implementação
e avaliação. Segundo material disponibilizado pela Escola Nacional de
Administração Pública (ENAP), cada fase do modelo

inclui diversas atividades e resultados que subsidiam as fases seguintes de


forma integrada. A eliminação de uma fase pode comprometer as demais no
que se refere à visão sistêmica e terá implicações nos resultados do processo
educacional. A complexidade de cada fase dependerá dos problemas a
serem enfrentados e do nível de capacitação exigido.

58
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Com base no mesmo material, apresentamos resumidamente cada fase do


modelo:

Análise - diagnóstico da situação ou de lacunas de desempenho que exigem


uma ação educacional (capacitação), destacando os seguintes aspectos: contexto
organizacional, lacunas de desempenho, objeto da ação (capacitação), processo
educacional a ser adotado, público alvo, cronograma e custos;

Desenho - objetivos de aprendizagem, conteúdos e estrutura, destacando os


seguintes aspectos: conteúdos vinculados aos desempenhos desejados, pré-
requisitos para a aprendizagem e sequência da aprendizagem;

Desenvolvimento - definição de estratégias de aprendizagem, recursos


didáticos, ferramentas e tecnologias, processos de avaliação da aprendizagem e
desenvolvimento de equipe, destacando os seguintes aspectos: caracterização das
atividades educacionais, seleção dos recursos didáticos, formatação do programa,
seleção de docentes e conteudistas;

Implementação - fase de execução da ação (capacitação), destacando os


seguintes aspectos: estrutura física, estrutura tecnológica e estrutura administrativa
de acordo com as necessidades da ação programada;

Avaliação - quinta e última fase, porém relacionada com as anteriores,


destacando os seguintes aspectos: adequação de conteúdos, de recursos didáticos
e da aprendizagem dos participantes.

Figura 02 - Modelo ADDIE

Fonte: ENAP, 2015

59
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

Modelos de Design Instrucional

O crescente desenvolvimento da Educação a Distância on-line no Brasil, de


forma direta, estimulou um mercado aberto a novos profissionais e também a
produção acadêmica na busca de refletir sobre as experiências realizadas, as
metodologias em uso e seus resultados. No caso do Design Instrucional esse
processo é marcante, buscando-se estabelecer um conjunto de referências (a partir
de experiências de outros países com maior desenvolvimento no setor),
sistematização de modelos que atendam, além das estratégias de aprendizagem,
uma relação positiva de custo/benefício e constantes práticas de adaptabilidade
frente ao permanente avanço das tecnologias e dos novos Ambientes Virtuais de
Aprendizagem.

Como em outros campos de estudos com características multidisciplinares, a


tentativa de uma taxonomia em Design Instrucional é sempre instável, com
constantes reflexões e propostas. Encontramos na literatura diversas referências a
modelos de Design Instrucional, como “situado”, “flexível”, “reflexivo e recursivo” e,
referindo-se diretamente a uma vertente pedagógica, “construtivista”, entre outros.
Nos últimos anos no Brasil, uma taxonomia muito utilizada e fartamente citada em
estudos acadêmicos, a partir da produção de Filatro (2008), indica três modelos de
Design Instrucional:

Design Instrucional Fixo:

(...) baseia-se na separação entre as fases de concepção (design) e


execução (implementação), envolvendo o planejamento e a produção de
cada componente do DI antecipadamente à ação de aprendizagem. Em geral,
o produto resultante é rico em conteúdos bem estruturados, mídias
selecionadas e feedback automatizado. Neste tipo de DI, padrões de
metadados e empacotamento de conteúdos dão conta da interoperabilidade
técnica e da verificação da qualidade, porque o foco está principalmente na
organização, seqüenciamento, localização, recuperação, exibição e
reutilização de conteúdos.

Design Instrucional Aberto:

60
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

(...) também chamado de design on-the-fly, envolve um processo mais


artesanal, no qual o design privilegia os processos, mais que os produtos, da
aprendizagem. Em geral, os artefatos são criados, refinados ou modificados
durante a execução da ação educacional. Para muitos, este é o modelo que
mais se aproxima da natureza flexível e dinâmica da aprendizagem. Este tipo
de DI produz um ambiente menos estruturado, com mais links encaminhando
a referências externas. Também implica menor qualidade de mídias, já que
elas exigem condições diferenciadas e prazos extensos de produção, além de
elevados custos de desenvolvimento. Pelo menos enquanto não há sistemas
adaptativos inteligentes o bastante, o DI aberto pressupõe a participação de
um educador durante a execução.

Design Instrucional Contextualizado:

(...) é a ação intencional de planejar, desenvolver e aplicar situações didáticas


específicas que incorporem, tanto na fase de concepção como durante a
implementação, mecanismos de contextualização e flexibilização. Reconhece
a necessidade de mudanças on-the-fly levadas a termo pelos participantes,
admitindo, contudo, que a personalização e a flexibilização também podem
ser asseguradas por recursos adaptáveis previamente programados. Ou seja,
esse tipo de DI busca o equilíbrio entre a automação dos processos de
planejamento e a personalização e contextualização na situação didática.

Designer Instrucional

As funções e complexidades dos processos de Desenho Instrucional nas


ações de aprendizagem na atualidade demandaram a formação de um novo perfil
profissional, com competências específicas e capacidades diferenciadas para
atuação em variados segmentos e contextos. No Brasil, o designer instrucional
formalmente é reconhecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde 2009, com
registro na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), com a seguinte
descrição23:

23
Disponível em: < http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTitulo.jsf>. Acesso
em: 02 abril 2016.

61
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Implementam, avaliam, coordenam e planejam o desenvolvimento de projetos


pedagógicos/instrucionais nas modalidades de ensino presencial e/ou a
distância, aplicando metodologias e técnicas para facilitar o processo de
ensino e aprendizagem. Atuam em cursos acadêmicos e/ou corporativos em
todos os níveis de ensino para atender as necessidades dos alunos,
acompanhando e avaliando os processos educacionais. Viabilizam o trabalho
coletivo, criando e organizando mecanismos de participação em programas e
projetos educacionais, facilitando o processo comunicativo entre a
comunidade escolar e as associações a ela vinculadas.

No plano internacional, uma referência sobre a profissão de designer


instrucional foi estabelecida pela IBSTPI - International Board of Standards for
Training, Performance and Instruction, comissão internacional de pesquisadores que
estabelece competências e padrões de desempenho de profissionais nas áreas de
Educação, Desenvolvimento de Recursos Humanos e Tecnologias Educacionais. A
lista é apresentada em quatro domínios, com a descrição de 22 competências, nos
níveis “essencial” (padrões mínimos necessários a um profissional) e “avançado”
(padrões mais especializados que apenas alguns profissionais precisam alcançar e
que, geralmente, são desenvolvidos ao longo da vida profissional):

Domínio “Bases da profissão”

1. Comunicar-se, efetivamente, por meio visual, oral e escrito.


(Essencial)

2. Aplicar pesquisas e teorias atualizadas na prática do design


instrucional. (Avançado)

3. Atualizar e melhorar suas habilidades, atitudes e conhecimentos


referentes ao design instrucional e áreas relacionadas. (Essencial)

4. Aplicar habilidades básicas de pesquisa em projetos de design


instrucional. (Avançado)

5. Identificar e resolver problemas éticos e legais que surjam no


trabalho de design instrucional. (Avançado)

Domínio “Planejamento e Análise”

6. Conduzir projetos de levantamento de necessidades. (Essencial)

7. Realizar o design do currículo ou do programa (Essencial)

62
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8. Identificar e descrever as características da população-alvo.


(Essencial)

9. Analisar as características do ambiente de aprendizagem.


(Essencial)

10. Analisar as características de tecnologias existentes e emergentes


e seu uso em ambientes instrucionais. (Essencial)

11. Refletir sobre os elementos críticos de uma situação-problema


antes das decisões finais sobre as soluções e suas estratégias de
implementação. (Essencial)

Domínio “Design e Desenvolvimento”

12. Selecionar, modificar, ou criar um modelo apropriado de design e


desenvolvimento para um determinado projeto. (Avançado)

13. Selecionar e usar uma variedade de técnicas para definir e


sequenciar o conteúdo e as estratégias instrucionais. (Essencial)

14. Selecionar ou modificar materiais instrucionais existentes.


(Essencial)

15. Desenvolver os materiais instrucionais. (Essencial)

16. Projetar atividades de ensino que reflitam uma compreensão da


diversidade nos alunos como indivíduos ou grupos. (Essencial)

17. Avaliar a instrução e seu impacto. (Essencial)

Domínio “Implementação e gestão”

19. Promover colaboração, parcerias e bons relacionamentos entre os


participantes de um projeto de design instrucional. (Avançado)

20. Aplicar habilidades administrativas na gestão do design


instrucional. (Avançado)

21. Projetar ações de gestão de sistemas instrucionais. (Avançado)

22. Planejar a implementação eficaz dos produtos e programas


instrucionais. (Essencial)

A partir da análise da descrição adotada no Brasil e das indicações de


competências pelo IBSTPI para o designer instrucional, principalmente na Educação
a Distância on-line, percebe-se a complexidade de seu campo de atuação e
63
FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

conhecimentos requeridos, configurando-se um profissional multidisciplinar com


formação em Educação, Comunicação, Computação e Informática e Gestão que,
segundo Scortegagna e Barrére (2011)24, “constrói a parte educacional dentro de
toda a estrutura do curso, analisando o contexto em que o curso está inserido, qual
são os melhores recursos e estratégias didáticas a serem utilizados, qual o perfil do
aluno, qual tecnologia a ser utilizada, além das formas de avaliação mais
adequadas”.

24
SCORTEGAGNA, L; BARRÉRE, E. Mídia design instrucional. Disponível em:
<http://www.abed.org.br/congresso2011/apr/mc09.pdf>. Acesso em 02 abr 2016.

64
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1.4.1 Matriz Instrucional

A partir dos modelos de Design Instrucional anteriormente apresentados, o


planejamento do Curso de Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento,
com seus objetivos, perfil do público alvo e estratégias de aprendizagem, tem maior
aproximação com o chamado Design Instrucional Aberto, principalmente pela
previsão de forte estímulo a processos contínuos de interação e colaboração dos
participantes, apoio a dinâmicas autônomas de aprendizagem e ação pró-ativa do
sistema de tutoria.

No conjunto de fases de planejamento e operacionalização de uma ação de


Design Instrucional, diversos são os artefatos - entendidos como documentos
especializados com padrão definido que colaboram com a aplicação da metodologia
adotada - para a coleta e sistematização de informações, referência e subsídios aos
processos de trabalho, comunicação para membros da equipe e formalização de
documentação. Entre outros, destaca-se em Design Instrucional a chamada “Matriz
de Design Instrucional”, identificada com diversas outras nomenclaturas, porém com
a mesma função, como “matriz estendida de atividades”, "matriz de atividades",
"matriz instrucional". Cada instituição ou profissional, de acordo com seus contextos
e padrões, estabelece, segmenta e detalha o conjunto de informações que será
necessário para a construção da matriz, garantindo que as principais dinâmicas,
ferramentas e materiais didáticos planejados para a ação pedagógica estejam ali
identificados, conforme sugerido por Filatro (2008):

(...) por meio da matriz, podemos definir quais atividades serão necessárias
para atingir os objetivos, bem como elencar quais conteúdos e ferramentas
serão precisos para a realização das atividades. Podemos também
estabelecer como se dará a avaliação do alcance dos objetivos. A matriz
permite ainda verificar quais serão os níveis de interação entre o aluno e os
conteúdos, as ferramentas, o educador e os outros alunos e que tipo de
ambiente virtual será necessário para o desempenho das atividades.

Para o planejamento e desenvolvimento do Curso de Formação de Agentes


Facilitadores do Conhecimento foi adotado o modelo sugerido pelo IBDIN, cuja
matriz inclui os seguintes blocos de informações (colunas):

65
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 Unidades: unidades elementares do processo de


ensino/aprendizagem;

 Objetivos: o que se espera de cada Unidade;

 Papéis: quem faz o quê a fim de alcançar os objetivos;

 Atividades: o quê será realizado a fim de alcançar os objetivos;

 Duração e Período: respectivamente, carga horária e distribuição


no calendário;

 Ferramentas: serviços usados durantes as atividades de


aprendizagem e apoio;

 Conteúdos: Objetos de aprendizagem, URL’s e arquivos


externos;

 Avaliação: Mecanismos e critérios para verificar se os objetivos


foram atingidos.

Na sequência, apresentamos a Matriz de Desenho Instrucional elaborada


para o Curso de Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento.

66
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MATRIZ INSTRUCIONAL - CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTES FACILITADORES DO CONHECIMENTO


Unidades Objetivos Papéis Atividades Duração / Período Ferramentas Conteúdos Avaliação
Horas/aula Semanas

Unidade 1 - 1.1 - Identificar as Alunos 1.1 - Preenchimento 5 1 1.1 - "Sala de Aula" Unidade 1 1.1 - Caderno Unidade somente com avaliação diagnóstica e
Adaptação e principais características 1.1 - Preenchimento completo da área de perfil completo do perfil (AVA) - Orientações e Navegação Unidade 1 (pdf) formativa
Ambientação em da Educação a Distância 1.2 - Leitura e reflexão dos materiais disponíveis na Unidade 1.2 - Leitura e reflexão dos 1.2 - Área de Perfil dos 1.2 - Material de
Educação a Distância 1.2 - Interpretar as 1.3 - Interação com outros alunos e tutor no fórum de avisos e fórum de dúvidas materiais disponíveis participantes Apoio ("Guia do
principais características 1.4 - Início dos registros no Diário de Bordo (trajetória de aprendizagem) (Caderno da Unidade, 1.3 - Fórum de avisos e interação Aluno", "Guia do
do aluno em Educação a 1.5 - Responder Questionário I (Experiências pessoais em Educação a Distância) videoaula, podcasts, social (permanente) Curso" e
Distância e os padrões 1.6 - Responder Questionário II (Características do AVA) material de apoio) 1.4 - Fórum de dúvidas (7 dias) "Calendário" - textos
de comportamento 1.3 - Participação e 1.5 - Diário de Bordo (registro da em pdf)
(netiqueta) Tutor interação nos fóruns trajetória de aprendizagem) 1.3 - Videoaula 1
1.3 - Diferenciar as 1.1 - Acompanhamento e interação com alunos previstos 1.6 - Questionário I (Experiências 1.4 - Podcasts
características e 1.2 - Contatos individuais em casos de ausências prolongadas ou dificuldades dos alunos 1.4 - Registros iniciais no pessoais em Educação a Distância) Unidade 1
aplicações das principais 1.3 - Acompanhamento permanente e interação nos fóruns previstos Diário de Bordo 1.7 - Questionário II
ferramentas do 1.4 - Acompanhamento e feedbacks no Diário de Bordo 1.5 - Responder (Características do AVA)
Ambiente Virtual de 1.5 - Feedbacks individualizados do Questionário I e II Questionário I e
Aprendizagem (AVA) 1.6 - Registro de ocorrências e relatório final da Unidade 1 Questionário II

Coordenador
1.1 - Acompanhamento permanente da dinâmica da Unidade 1
1.2 - Avaliação dos registros de ocorrências, do relatório final da Unidade 1 e feedbacks para tutor
1.3 - Avaliação do relatório final da Unidade 1 e feedbacks para analista de suporte

Analista de Suporte
1.1 - Acompanhamento permanente da performance do AVA
1.2 - Encaminhamento de soluções para demandas de alunos, tutor e coordenador
1.3 - Elaboração de relatório final da Unidade 1

67
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Unidades Objetivos Papéis Atividades Duração / Período Ferramentas Conteúdos Avaliação


Horas/aul Semanas
a
Unidade 2 - 2.1 – Identificar as Alunos 2.1 - Leitura e reflexão dos 10 2 2.1 - "Sala de Aula" Unidade 2 2.1 - Caderno Unidade com avaliação formativa e somativa
Educação e principais Teorias de 2.1 - Leitura e reflexão dos materiais disponíveis na Unidade 2 materiais disponíveis (AVA) - Orientações e Navegação Unidade 2 (pdf)
Aprendizagem Aprendizagem e os 2.2 - Interação com outros alunos e tutor no fórum de avisos e fórum de discussão Unidade 2 (Caderno da Unidade, 2.2 - Fórum de avisos e interação 2.2 - Material de Parâmetros da avaliação somativa
elementos constitutivos 2.3 - Registros no Diário de Bordo (trajetória de aprendizagem) videoaula, podcasts, material social (permanente) Apoio (textos em pdf) 2.1 - Fórum de Discussão Unidade 2 (mínimo de
do processo de ensino e 2.4 - Inserções de contribuições no Glossário (mínimo de duas inserções por aluno) de apoio) 2.3 - Fórum de discussão Unidade 2.3 - Videoaula 2 duas participações por aluno, com intervalo de
aprendizagem 2.5 - Produção de texto - Tarefa Individual 2.2 - Participação e 2 (10 dias) 2.4 - Podcasts um dia - escala de 0 a 10) - contribui com 30%
2.2 – Identificar e interação no fórum de 2.4 - Diário de Bordo (registro da Unidade 2 da nota final da Unidade
interpretar as estratégias Tutor discussão Unidade 2 trajetória de aprendizagem) 2.2 - Diário de Bordo (escala de 0 a 10) -
e estilos de 2.1 - Acompanhamento e interação com alunos 2.3 - Registros no Diário de 2.5 - Glossário (construção contribui com 10% da nota final da Unidade
aprendizagem 2.2 - Contatos individuais em casos de ausências prolongadas ou dificuldades dos alunos Bordo (trajetória de coletiva - mínimo de duas 2.3 - Glossário (mínimo de duas inserções por
2.3 – Identificar os 2.3 - Acompanhamento permanente e interação nos fóruns previstos aprendizagem) inserções por aluno) aluno - escala de 0 a 10) - contribui com 10% da
princípios e 2.4 - Acompanhamento e feedbacks no Diário de Bordo 2.4 - Inserção de 2.6 - Tarefa Individual nota final da Unidade
fundamentos da 2.5 - Feedbacks coletivos e individualizados no Glossário contribuição no Glossário (Encaminhamento de texto - Tema: 2.4 - Tarefa individual (escala de 0 a 10) -
Andragogia na 2.6 - Avaliação e feedback da Tarefa Individual (mínimo de duas inserções Competências didático- contribui com 50% da nota final da Unidade
Educação Corporativa e 2.7 - Registro de ocorrências e relatório final da Unidade 2 por aluno) pedagógicas do facilitador)
as competências 2.5 - Tarefa Individual Avaliação geral (AG) da Unidade (escala de 0 a
didático-pedagógicas do Coordenador (encaminhamento de texto) 10)
facilitador do 2.1 - Acompanhamento permanente da dinâmica da Unidade 2 AG = (0,3 x Nota Fórum) + (0,1 x Nota Diário de
conhecimento na 2.2 - Avaliação dos registros de ocorrências, do relatório final da Unidade 2 e feedbacks para tutor Bordo) + (0,1 x Nota Glossário) + (0,5 x Nota
aprendizagem 2.3 - Avaliação do relatório final da Unidade 2 e feedbacks para analista de suporte Tarefa Individual)

Analista de Suporte
2.1 - Acompanhamento permanente da performance do AVA
2.2 - Encaminhamento de soluções para demandas de alunos, tutor e coordenador
2.3 - Elaboração de relatório final da Unidade 2

68
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Unidades Objetivos Papéis Atividades Duração / Período Ferramentas Conteúdos Avaliação


Horas/aul Semanas
a
Unidade 3 - 3.1 - Identificar os Alunos 3.1 - Leitura e reflexão dos 10 2 3.1 - "Sala de Aula" Unidade 3 3.1 - Caderno Unidade com avaliação formativa e somativa
Planejamento e fundamentos do enfoque 3.1 - Leitura e reflexão dos materiais disponíveis na Unidade 3 materiais disponíveis (AVA) - Orientações e Navegação Unidade 3 (pdf)
Desenho Instrucional sistêmico para o 3.2 - Interação com outros alunos e tutor no fórum de avisos e fórum de discussão Unidade 3 (Caderno da Unidade, 3.2 - Fórum de avisos e interação 3.2 - Material de Parâmetros da avaliação somativa
desenho instrucional 3.3 - Registros no Diário de Bordo (trajetória de aprendizagem) videoaula, podcasts, material social (permanente) Apoio (textos em pdf)
3.2 - Aplicar os 3.4 - Inserções de contribuições no Glossário (mínimo de duas inserções por aluno) de apoio) 3.3 - Fórum de discussão Unidade 3.3 - Videoaula 3 3.1 - Fórum de Discussão Unidade 3 (mínimo de
fundamentos do enfoque 3.5 - Produção de texto - Tarefa Individual 3.2 - Participação e 3 (10 dias) 3.4 - Podcasts duas participações por aluno, com intervalo de
sistêmico para o interação no fórum de 3.4 - Diário de Bordo (registro da Unidade 3 um dia - escala de 0 a 10) - contribui com 30%
desenho instrucional no Tutor discussão Unidade 3 trajetória de aprendizagem) da nota final da Unidade
planejamento de ações 3.1 - Acompanhamento e interação com alunos 3.3 - Registros no Diário de 3.5 - Glossário (construção 3.2 - Diário de Bordo (escala de 0 a 10) -
de ensino-aprendizagem 3.2 - Contatos individuais em casos de ausências prolongadas ou dificuldades dos alunos Bordo (trajetória de coletiva - mínimo de duas contribui com 10% da nota final da Unidade
3.3 – Empregar o 3.3 - Acompanhamento permanente e interação nos fóruns previstos aprendizagem) inserções por aluno) 3.3 - Glossário (mínimo de duas inserções por
enfoque sistêmico para 3.4 - Acompanhamento e feedbacks no Diário de Bordo 3.4 - Inserção de 3.6 - Tarefa Individual aluno - escala de 0 a 10) - contribui com 10% da
o desenho instrucional 3.5 - Feedbacks coletivos e individualizados no Glossário contribuição no Glossário (Encaminhamento de texto - Tema: nota final da Unidade
para estabelecer 3.6 - Avaliação e feedback da Tarefa Individual (mínimo de duas inserções Elaboração de proposta de curso / 3.4 - Tarefa individual (escala de 0 a 10) -
objetivos de 3.7 - Registro de ocorrências e relatório final da Unidade 3 por aluno) Parte I - objetivos de contribui com 50% da nota final da Unidade
aprendizagem, 3.5 - Tarefa Individual aprendizagem, conteúdos,
conteúdos, estrutura, Coordenador (encaminhamento de texto) estrutura, atividades, recursos Avaliação geral (AG) da Unidade (escala de 0 a
atividades, recursos 3.1 - Acompanhamento permanente da dinâmica da Unidade 3 didáticos e programa) 10)
didáticos e programa de 3.2 - Avaliação dos registros de ocorrências, do relatório final da Unidade 3 e feedbacks para tutor AG = (0,3 x Nota Fórum) + (0,1 x Nota Diário de
ações de ensino- 3.3 - Avaliação do relatório final da Unidade 3 e feedbacks para analista de suporte Bordo) + (0,1 x Nota Glossário) + (0,5 x Nota
aprendizagem Tarefa Individual)
Analista de Suporte
3.1 - Acompanhamento permanente da performance do AVA
3.2 - Encaminhamento de soluções para demandas de alunos, tutor e coordenador
3.3 - Elaboração de relatório final da Unidade 3

69
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Unidades Objetivos Papéis Atividades Duração / Período Ferramentas Conteúdos Avaliação


Horas/aul Semanas
a
Unidade 4 - A Ação 4.1 – Identificar e Alunos 4.1 - Leitura e reflexão dos 10 2 4.1 - "Sala de Aula" Unidade 4 4.1 - Caderno Unidade com avaliação formativa e somativa
de Ensino e interpretar os 4.1 - Leitura e reflexão dos materiais disponíveis na Unidade 4 materiais disponíveis (AVA) - Orientações e Navegação Unidade 4 (pdf)
Aprendizagem fundamentos e 4.2 - Interação com outros alunos e tutor no fórum de avisos e fórum de discussão Unidade 4 (Caderno da Unidade, 4.2 - Fórum de avisos e interação 4.2 - Material de Parâmetros da avaliação somativa
princípios das 4.3 - Registros no Diário de Bordo (trajetória de aprendizagem) videoaula, podcasts, material social (permanente) Apoio (textos em pdf)
metodologias e técnicas 4.4 - Inserções de contribuições no Glossário (mínimo de duas inserções por aluno) de apoio) 4.3 - Fórum de discussão Unidade 4.3 - Videoaula 4 4.1 - Fórum de Discussão Unidade 4 (mínimo de
de ensino 4.5 - Produção de texto - Tarefa Individual 4.2 - Participação e 4 (10 dias) 4.4 - Podcasts duas participações por aluno, com intervalo de
4.2 – Identificar e interação no fórum de 4.4 - Diário de Bordo (registro da Unidade 4 um dia - escala de 0 a 10) - contribui com 30%
aprimorar competências Tutor discussão Unidade 4 trajetória de aprendizagem) da nota final da Unidade
didático-pedagógicas na 4.1 - Acompanhamento e interação com alunos 4.3 - Registros no Diário de 4.5 - Glossário (construção 4.2 - Diário de Bordo (escala de 0 a 10) -
função de facilitador 4.2 - Contatos individuais em casos de ausências prolongadas ou dificuldades dos alunos Bordo (trajetória de coletiva - mínimo de duas contribui com 10% da nota final da Unidade
4.3 – Identificar e 4.3 - Acompanhamento permanente e interação nos fóruns previstos aprendizagem) inserções por aluno) 4.3 - Glossário (mínimo de duas inserções por
interpretar as 4.4 - Acompanhamento e feedbacks no Diário de Bordo 4.4 - Inserção de 4.6 - Tarefa Individual aluno - escala de 0 a 10) - contribui com 10% da
responsabilidades 4.5 - Feedbacks coletivos e individualizados no Glossário contribuição no Glossário (Encaminhamento de texto - Tema: nota final da Unidade
administrativas e 4.6 - Avaliação e feedback da Tarefa Individual (mínimo de duas inserções Elaboração de proposta de curso / 4.4 - Tarefa individual (escala de 0 a 10) -
pedagógicas do 4.7 - Registro de ocorrências e relatório final da Unidade 4 por aluno) Parte II - metodologias e técnicas contribui com 50% da nota final da Unidade
facilitador 4.5 - Tarefa Individual de ensino propostas,
Coordenador (encaminhamento de texto) administração e estratégias de Avaliação geral (AG) da Unidade (escala de 0 a
4.1 - Acompanhamento permanente da dinâmica da Unidade 4 facilitação do processo de ensino- 10)
4.2 - Avaliação dos registros de ocorrências, do relatório final da Unidade 4 e feedbacks para tutor aprendizagem) AG = (0,3 x Nota Fórum) + (0,1 x Nota Diário de
4.3 - Avaliação do relatório final da Unidade 3 e feedbacks para analista de suporte Bordo) + (0,1 x Nota Glossário) + (0,5 x Nota
Tarefa Individual)
Analista de Suporte
4.1 - Acompanhamento permanente da performance do AVA
4.2 - Encaminhamento de soluções para demandas de alunos, tutor e coordenador
4.3 - Elaboração de relatório final da Unidade 4

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Unidades Objetivos Papéis Atividades Duração / Período Ferramentas Conteúdos Avaliação


Horas/aul Semanas
a
Unidade 5 - 5.1 – Identificar e Alunos 5.1 - Leitura e reflexão dos 10 2 5.1 - "Sala de Aula" Unidade 5 5.1 - Caderno Unidade com avaliação formativa e somativa
Processos de interpretar os 5.1 - Leitura e reflexão dos materiais disponíveis na Unidade 5 materiais disponíveis (AVA) - Orientações e Navegação Unidade 5 (pdf)
Avaliação fundamentos e 5.2 - Interação com outros alunos e tutor no fórum de avisos e fórum de discussão Unidade 2 (Caderno da Unidade, 5.2 - Fórum de avisos e interação 5.2 - Material de Parâmetros da avaliação somativa
princípios das 5.3 - Registros no Diário de Bordo (trajetória de aprendizagem) videoaula, podcasts, material social (permanente) Apoio (textos em pdf)
metodologias e tipos de 5.4 - Inserções finais de contribuições no Glossário (mínimo de duas inserções por aluno) de apoio) 5.3 - Fórum de discussão Unidade 5.3 - Videoaula 5 5.1 - Fórum de Discussão Unidade 5 (mínimo de
avaliação 5.5 - Produção de texto - Tarefa Individual 5.2 - Participação e 5 (10 dias) 5.4 - Podcasts duas participações por aluno, com intervalo de
5.2 – Identificar e interação no fórum de 5.4 - Diário de Bordo (registro da Unidade 5 um dia - escala de 0 a 10) - contribui com 30%
aprimorar estratégias de Tutor discussão Unidade 5 trajetória de aprendizagem) da nota final da Unidade
avaliação em ações de 5.1 - Acompanhamento e interação com alunos 5.3 - Registros no Diário de 5.5 - Glossário (construção 5.2 - Diário de Bordo (escala de 0 a 10) -
ensino-aprendizagem 5.2 - Contatos individuais em casos de ausências prolongadas ou dificuldades dos alunos Bordo (trajetória de coletiva - mínimo de duas contribui com 10% da nota final da Unidade
5.3 – Empregar 5.3 - Acompanhamento permanente e interação nos fóruns previstos aprendizagem) inserções por aluno) 5.3 - Glossário (mínimo de duas inserções por
estratégias de avaliação 5.4 - Acompanhamento e feedbacks finais no Diário de Bordo 5.4 - Inserção de 5.6 - Tarefa Individual aluno - escala de 0 a 10) - contribui com 10% da
em ações de ensino- 5.5 - Feedbacks coletivos e individualizados finais no Glossário contribuição no Glossário (Encaminhamento de texto - Tema: nota final da Unidade
aprendizagem em 5.6 - Avaliação e feedback da Tarefa Individual (mínimo de duas inserções Elaboração de proposta de curso / 5.4 - Tarefa individual (escala de 0 a 10) -
Educação Corporativa 5.7 - Registro de ocorrências e relatório final da Unidade 5 por aluno) Parte III - estratégias e tipos de contribui com 50% da nota final da Unidade
5.5 - Tarefa Individual avaliação propostos e vinculação
Coordenador (encaminhamento de texto) com as demandas de Educação Avaliação geral (AG) da Unidade (escala de 0 a
5.1 - Acompanhamento permanente da dinâmica da Unidade 5 Corporativa da organização) 10)
5.2 - Avaliação dos registros de ocorrências, do relatório final da Unidade 5 e feedbacks para tutor AG = (0,3 x Nota Fórum) + (0,1 x Nota Diário de
5.3 - Avaliação do relatório final da Unidade 5 e feedbacks para analista de suporte Bordo) + (0,1 x Nota Glossário) + (0,5 x Nota
Tarefa Individual)
Analista de Suporte
5.1 - Acompanhamento permanente da performance do AVA
5.2 - Encaminhamento de soluções para demandas de alunos, tutor e coordenador
5.3 - Elaboração de relatório final da Unidade 5

71
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Unidades Objetivos Papéis Atividades Duração / Período Ferramentas Conteúdos Avaliação


Horas/aul Semanas
a
Unidade 6 - 6.1 - Consolidar a Alunos 6.1 - Revisão e reflexão dos 5 1 6.1 - "Sala de Aula" Unidade 6 6.1 - Videoaula 6 Unidade somente com avaliação formativa
Encerramento identificação e 6.1 - Reflexão dos conteúdos apresentados no curso materiais disponíveis no (AVA) - Orientações e Navegação 6.2 - Podcasts
aprimoramento das 6.2 - Interação com outros alunos e tutor no fórum de avisos e fórum de encerramento curso (Cadernos das 6.2 - Fórum de avisos e interação Unidade 6 Avaliação geral (AG) do Curso (escala de 0 a
competências didático- 6.3 - Responder Questionário de Avaliação Unidades, videoaulas, social (permanente) 10)
pedagógicas de podcasts, materiais de 6.3 - Fórum de Encerramento (7 AG = Média da avaliação das Unidades 2, 3, 4 e
facilitadores em ações Tutor apoio) dias) 5
de ensino-aprendizagem 6.1 - Acompanhamento e interação com alunos 6.2 - Participação e 6.4 - Questionário de Avaliação
em Educação 6.2 - Contatos individuais em casos de ausências prolongadas ou dificuldades dos alunos interação nos fóruns Certificado: terão direito a certificado de
Corporativa 6.3 - Acompanhamento permanente e interação nos fóruns previstos previstos realização do curso os alunos com
6.2 - Avaliar o processo 6.4 - Avaliação e feedback final do conjunto de Tarefas Individuais 6.3 - Responder aproveitamento igual ou superior a 70% (nota 7)
de ensino-aprendizagem 6.5 - Registro de ocorrências e relatório final da Unidade 6 Questionário de Avaliação
do curso 6.6 - Sistematização e registro de avaliações finais dos participantes
6.7 - Relatório final do curso

Coordenador
6.1 - Acompanhamento permanente da dinâmica da Unidade 6
6.2 - Avaliação dos registros de ocorrências, do relatório final da Unidade 6 e feedbacks para tutor
6.3 - Avaliação do relatório final do curso e feedbacks para tutor
6.4 - Avaliação do relatório final da Unidade 6 e feedbacks para analista de suporte
6.5 - Avaliação do relatório final do curso e feedbacks para analista de suporte

Analista de Suporte
6.1 - Acompanhamento permanente da performance do AVA
6.2 - Encaminhamento de soluções para demandas de alunos, tutor e coordenador
6.3 - Elaboração de relatório final da Unidade 6
6.4 - Liberação de certificados
6.5 - Elaboração de relatório final do curso

Assistente administrativo (Secretaria Acadêmica)


6.1 - Recepção e registro de avaliações finais dos participantes
6.2 - Produção e liberação de certificados

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2 – ANÁLISE DO DESIGN INSTRUCIONAL DO CURSO

2.1 – PLANEJAMENTO

O planejamento do Curso de Formação de Agentes Facilitadores do


Conhecimento, inserido na programação da Escola Corporativa da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi desenvolvido a partir das seguintes orientações que
conformaram o escopo do projeto:

- a ação deve colaborar com as demandas de formação profissional


(capacitação) da organização definidas pela Escola Corporativa, com a estratégia de
inclusão de profissionais internos especializados em temas definidos como
estratégicos como facilitadores do conhecimento;

- para que esses profissionais, com experiência profissional e formação


acadêmica ou científica consolidadas, coordenem ações de desenvolvimento
profissional visando consolidar o ciclo de Gestão do Conhecimento da organização
com resultados positivos é necessário que disponham ou aprimorem competências
didático-pedagógicas esperadas para a função de facilitadores;

- a ação deve ser realizada na modalidade de Educação a Distância on-line,


evitando que os participantes sejam obrigados a se afastar de suas obrigações
profissionais por períodos longos e também possibilitando que profissionais das
Unidades da organização não sediadas no Rio de Janeiro tenham a participação
disponibilizada;

- a ação deve estabelecer um programa denso em relação aos seus objetivos


e conteúdos, porém não pode ser muito longa, fixando-se sua duração em 10
semanas sequenciais;

- pelas características do conjunto de servidores da organização, a ação deve


se basear em estratégias pedagógicas já consolidadas, garantindo os processos
individualizados e autônomos de aprendizagem, com conteúdos capazes de integrar
teoria e prática;

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- a participação na ação deve ser voluntária, mediante processo de seleção,


com apresentação de proposta de trabalho a ser desenvolvida posteriormente;

- por se configurar como “experiência piloto”, a ação deve reunir um grupo


pequeno de participantes, fixando-se o total de 30 vagas;

- pela modalidade adotada e perfil do público, é necessário um forte


acompanhamento dos participantes para integração, evitando possibilidades de
evasão;

- elevados parâmetros de qualidade em todas as dimensões da ação


(materiais didáticos, recursos tecnológicos, atividades, sistema de tutoria,
avaliações, entre outros) devem ser observados, de acordo com as características
do público participante;

- os processos de avaliação devem utilizar estratégias diferenciadas,


garantindo, conforme orientação da Escola Corporativa, parâmetros objetivos para
certificação final;

- com a característica de “experiência piloto”, o acompanhamento da ação


deve ser permanente em todas as suas fases, com registro documental específico
para contribuir com experiências futuras da Escola Corporativa.

Com o conjunto de orientações estabelecido em interface com a análise


contextual, entendendo-se o curso proposto como uma ação de Educação
Corporativa em Educação a Distância on-line, o encaminhamento pedagógico da
proposta apresenta inicialmente fortes vínculos com a corrente sócio-construtivista,
reconhecendo a importância de considerar o contexto em que ela ocorre, o perfil dos
profissionais e principalmente as possibilidades que as interações dos participantes,
em seu sentido mais abrangente, possibilitam para os seus processos de
aprendizagem e consolidação de competências.

Outra referência teórica adotada pela ação proposta refere-se aos


pressupostos da Andragogia pelas características do seu público. Tanto no
dimensionamento e estilos dos materiais didáticos como nas atividades e interações
programadas, serão observados os princípios andragógicos, com destaque para

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dois deles: “os adultos precisam saber por que necessitam aprender algo” e “os
adultos têm prontidão para aprender as coisas que precisam saber para enfrentar
melhor as situações da vida real”, basilares em Educação Corporativa e em um
ambiente profissional onde os profissionais se sintam respeitados, com confiança e
livres de ameaças e cuidados.

O direcionamento pedagógico da ação proposta não poderia também deixar


de considerar os pressupostos do conectivismo pelas características do público alvo,
com grande acesso a diversas tecnologias digitais e redes de compartilhamento e de
práticas, seja no interior da organização como externamente, facilitando seu acesso
a dados e informações diferenciadas e impactando seus processos de
aprendizagem e qualificação nas dinâmicas interativas.

Os direcionamentos e orientações apontados para o planejamento da ação


proposta necessariamente precisam ser concretizados nos recursos didáticos e
midiáticos, exigindo um design instrucional baseado em interfaces gráficas
dinâmicas e criativas, com o conjunto de materiais e ferramentas disponibilizado,
com textos de abertura e de orientação e design específico (imagens estáticas e
banners), na “Sala de Aula” de cada Unidade de aprendizagem (interface principal
do AVA), favorecendo a leitura e navegação intuitiva dos participantes.

Estabeleceu-se um padrão comum para todas as Unidades de Aprendizagem,


que inclui:

- Caderno Didático (disponibilizado em pdf), elaborado por conteudista


especialista no tema, com design e diagramação atraente;

- Videoaula, com a participação do conteudista, com duração de quatro a


cinco minutos, problematizando aspectos tratados no Caderno Didático;

- Podcasts (dois por Unidade), com a participação do conteudista, com


duração de três a quatro minutos cada, comentando e analisando situações reais
ligadas à temática da Unidade;

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- Materiais de apoio (disponibilizado em pdf), com destaque para textos


alinhados com a temática da Unidade e documentos sobre experiências e práticas já
desenvolvidas.

O conjunto de materiais proposto se integra com as dinâmicas das atividades


previstas, que objetivam interação e discussão colaborativa em grupo e também
possibilidades de um acompanhamento individualizado dos participantes, com a
atuação permanente do sistema de tutoria. Para as atividades, também se
estabeleceu um padrão comum para todas as Unidades de aprendizagem, que
inclui:

- Fórum de avisos e interação social - disponível aos participantes durante o


período do curso (não obrigatório);

- Fórum de discussão - disponível aos participantes, por um período de 10


dias, com temáticas específicas de cada Unidade (obrigatória, com mínimo de duas
participações por aluno, com intervalo de um dia);

- Diário de Bordo - os participantes deverão registrar individualmente


informações sobre sua trajetória de aprendizagem, com permanente atuação da
tutoria (obrigatória);

- Glossário - interação coletiva e colaborativa, com o objetivo de construção


de um repertório de conceitos e definições sobre os temas abordados (obrigatória,
com no mínimo duas inserções por aluno por Unidade);

- Tarefas - ao final das Unidades 2, 3, 4 e 5, cada participante deverá


apresentar um texto produzido sobre temáticas sequenciais de acordo com os
conteúdos apresentados, permitindo que ao final do curso disponha de um pré-
projeto para posterior detalhamento e possibilidade de execução (obrigatórias);

- Questionário – na Unidade 1 (Adaptação e Ambientação em Educação a


Distância) serão disponibilizados dois questionários: Questionário I (Experiências
pessoais em Educação a Distância), com o objetivo que os alunos detalhem suas
experiências pessoais em Educação a Distância, permitindo uma avaliação

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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

diagnóstica; e Questionário II (Características do AVA), com até 30 questões e


feedback automático (ambas obrigatórias);

- Pesquisa de Opinião - na Unidade 6 (Encerramento) será utilizada para que


os alunos registrem suas avaliações sobre aspectos diferenciados do curso
(obrigatória).

Para o sistema de avaliação, entende-se que sua vinculação seja efetiva na


relação dos objetivos de aprendizagem previstos e os resultados apresentados pelos
participantes, nos aspectos diagnósticos, formativos e somativos, a partir dos
recursos e atividades de cada Unidade de Aprendizagem, permitindo parâmetros
para a certificação no encerramento da ação.

Na perspectiva diagnóstica, presente em todo o curso, é relevante destacar


as ações previstas na Unidade 1 para percepção das experiências e práticas em
Educação a Distância dos alunos, fornecendo subsídios para um acompanhamento
individualizado e também para o gerenciamento dos riscos de evasão. Destaca-se
também em tal perspectiva as possibilidades avaliativas a partir do Diário de Bordo e
também no processo previsto para Tarefas.

Nas perspectivas formativas e somativas, integradas com o uso de feedbacks


individuais e coletivos, estabeleceu-se para as Unidades 2, 3, 4 e 5 uma ponderação
que reconhece tanto performances individuais dos participantes como também suas
práticas coletivas e colaborativas:

 Fórum de Discussão (escala de 0 a 10) - contribui com 30% da


nota final da Unidade;

 Diário de Bordo (escala de 0 a 10) - contribui com 10% da nota


final da Unidade;

 Glossário (escala de 0 a 10) - contribui com 10% da nota final da


Unidade;

 Tarefa individual (escala de 0 a 10) - contribui com 50% da nota


final da Unidade.

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A avaliação geral (AG) de cada Unidade (escala de 0 a 10) será obtida com a
fórmula: AG = (0,3 x Nota Fórum) + (0,1 x Nota Diário de Bordo) + (0,1 x Nota do
Glossário) + (0,5 x Nota da Tarefa Individual). A avaliação final, com escala de 0 a
10, será obtida com a média das avaliações das Unidades 2, 3, 4 e 5, tendo direito à
certificação os participantes com aproveitamento igual ou superior a 70% (nota 7).

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3 – RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir do objetivo geral especificado para o Curso de Formação de Agentes


Facilitadores do Conhecimento, seguindo os requisitos estabelecidos pela Escola
Corporativa e o contexto da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde ele se insere
como uma ação de Educação Corporativa, entendemos que a proposta de design
instrucional apresentada vincula-se diretamente a sua principal função, que se
traduz em formular e desenvolver soluções para situações educacionais específicas,
facilitando e concretizando os processos de aprendizagem de determinado grupo de
participantes com características singulares.

Definido como um curso na modalidade Educação a Distância on-line,


utilizando a plataforma Moodle, verifica-se na proposta de design instrucional
apresentada a utilização com equilíbrio de um conjunto de recursos nativos que
favorecem a interação, práticas colaborativas, acompanhamento individualizado e
processos avaliativos: Diário de Bordo, Fórum de Discussão, Glossário, Pesquisa de
Opinião, Questionário e Tarefa. Em relação aos materiais didáticos e midiáticos, a
proposta contempla materiais diferenciados, incluindo textuais (Cadernos Didáticos
produzidos especificamente para o curso por Unidade, conjunto de textos de apoio,
"Guia do Aluno" e "Guia do Curso") e audiovisuais (seis videoaulas e 12 podcasts
produzidos especificamente para o curso). O conjunto de recursos e materiais,
favorecendo a leitura e navegação intuitiva dos participantes, será disponibilizado,
com textos de abertura e de orientação e design específico (imagens estáticas e
banners), na “Sala de Aula” para cada Unidade de Aprendizagem (interface principal
do AVA).

Um diferencial na proposta de design instrucional apresentada, a partir dos


pressupostos andragógicos, estabelece que desde a primeira Unidade de
Aprendizagem todos os materiais didáticos e midiáticos estarão disponíveis aos
participantes, permitindo que avancem em seus estudos a partir de suas estratégias
individuais de aprendizagem. Destaca-se também que no conjunto de recursos
propostos (Diário de Bordo, Fórum de Discussão, Glossário, Pesquisa de Opinião,
Questionário e Tarefa) o sistema de tutoria tem papel ativo por meio de feedbacks
coletivos e individualizados, com acompanhamento permanente do Coordenador.

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No plano de gestão do curso, principalmente por se configurar como


“experiência piloto” para a Escola Corporativa, com intenção de replicá-lo após
avaliações, definiu-se um conjunto de relatórios sequenciais, envolvendo o sistema
de tutoria e a área de suporte técnico, que deverá ser sistematizado pela
Coordenação no encerramento da ação.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluir a apresentação das diversas fases de elaboração da proposta do


Curso de Formação de Agentes Facilitadores do Conhecimento, voltado
especificamente para o conjunto de profissionais da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz) como ação de sua Escola Corporativa, entendemos inicialmente que tal
experiência solidificou e ampliou os conhecimentos do autor, principalmente pelo
exercício sistêmico de transpor conceitos teóricos para a configuração prática dos
processos de design instrucional.

Em segundo lugar, consideramos que a proposta apresentada, mesmo que


com lacunas que poderão ser percebidas caso a implementação se concretize,
contém elementos diferenciados em comparação com outras ações, presenciais ou
em Educação a Distância, que são desenvolvidas na atualidade.

Finalizando, a partir da perspectiva de que ação proposta, ao ser


implementada, configure-se como uma “experiência piloto”, para ser avaliada e
posteriormente melhorada e replicada, concretiza a visão de que o design
instrucional, como todos os processos e práticas educacionais, demanda
permanente aprendizagem dos atores envolvidos, tendo como foco principal a
aprendizagem dos alunos e no campo da Educação Corporativa direta relação com
os objetivos estratégicos da organização patrocinadora.

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FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO E LETRAS – FACEL

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SENGE, P. A Quinta Disciplina. São Paulo, Best Seller, 1990.

SENGE, P. Organizações que aprendem (entrevista). 2012. Disponível


em: <http://coachwannessa.blogspot.com.br/2012/03/entrevista-de-peter-senge-
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SENGE, Peter M. et al. A quinta disciplina – caderno de campo: estratégias para


construir uma organização que aprende. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994.

SIEMENS, G. Conectivismo: Uma teoria de aprendizagem para a idade


digital. 2004. Disponível em: <
http://usuarios.upf.br/~teixeira/livros/conectivismo[siemens].pdf>. Acesso em: 05 mar
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86
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TEIXEIRA, O. A. F; WESCHENFELDER, G. V. Evolução do EaD e as novas


mídias. 2013. Disponível em: <http://ojs.cesuca.edu.br/index.php/cesucavirtual>.
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TEODORO, C.S. Análise e conceituação de organizações que aprendem e


aprendizado organizacional – um estudo de caso. 2005. Disponível em: <
file:///C:/Users/Pedro2/Documents/Downloads/Teodoro_CS_Analise%20e%20concei
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TERRA, M.R. O desenvolvimento humano na teoria de Piaget. Disponível em:


<http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm>. Acesso em
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Diretrizes para apresentação de dissertações


e teses da USP: documento eletrônico e impresso Parte I (ABNT). Disponível
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ZANGISKI, M. A.S; LIMA, E.P; COSTA, S.E.G. Aprendizagem organizacional e


desenvolvimento de competências: uma síntese a partir da gestão do
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em: 05 mar 2016.

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ANEXO 1
Equipe do Projeto

ÁREAS DE
FUNÇÃO ATUAÇÃO ATRIBUIÇÕES COMPETÊNCIAS REQUISITOS

EQUIPE Elaborar a
CENTRAL proposta do
MATERIAL curso e garantir
DIDÁTICO que ela seja Compreender e Profissional com
(TEXTOS) posta em expressar-se graduação ou
VIDEOAULAS prática. corretamente, especialização em
PODCASTS selecionar, Pedagogia, com
COORDENADOR
(ÁUDIOS) Orientar alunos, relacionar, tomar experiência
PEDAGÓGICO
TUTORIA tutores e decisões, enfrentar profissional em
SECRETARIA demais problema e educação, EaD e
TECNOLOGIA membros da relacionar e Educação
DA equipe à argumentar. Corporativa.
INFORMAÇÃO manutenção das
COMUNICAÇÃO estratégias
pedagógicas.
EQUIPE Desenvolver a
CENTRAL arquitetura que
MATERIAL vincule os
DIDÁTICO objetivos
(TEXTOS) pedagógicos e
VIDEOAULAS conteúdos da
PODCASTS ação nos
(ÁUDIOS) parâmetros
TUTORIA disponíveis para
Comunicação
SECRETARIA o Ambiente Graduado em
interpessoal;
TECNOLOGIA Virtual de Comunicação,
Trabalho em
DA Aprendizagem, Letras, Pedagogia
DESIGNER equipe;
INFORMAÇÃO analisando e ou áreas correlatas,
INSTRUCIONAL Negociação;
COMUNICAÇÃO implementando com experiência e
Proficiência
os materiais especialização em
linguística.
disponíveis, os Design Instrucional.
requisitos
estabelecidos,
as estratégias e
recursos
didáticos, além
dos processos
de interação e
avaliação.

EQUIPE Elaborar Comunicação Graduado em


CENTRAL conteúdos, interpessoal; Ciências Humanas,
ESPECIALISTA NO MATERIAL desenvolver a Trabalho em com experiência
CONTEÚDO DIDÁTICO adequação dos equipe; em Educação
(CONTEUDISTA) (TEXTOS) conteúdos e Negociação; Corporativa, EaD e
VIDEOAULAS linguagem dos Proficiência estratégias de
PODCASTS materiais linguística. desenvolvimento

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(ÁUDIOS) didáticos para as profissional e


TUTORIA mídias capacitação.
COMUNICAÇÃO impressas e
digitais, atuar
nas videoaulas e
podcasts,
desenvolver
propostas de
avaliação
somativa e
formativa,
orientar tutores e
demais
integrantes da
equipe.

EQUIPE Desenvolver
CENTRAL layouts, banners,
MATERIAL projetos, scripts
DIDÁTICO e melhorar a
(TEXTOS) estrutura do
VIDEOAULAS LMS Moodle,
PODCASTS cumprir as
(ÁUDIOS) demandas
TUTORIA gráficas do Graduação em
SECRETARIA designer Comunicação,
TECNOLOGIA instrucional e Design ou áreas
DA coordenadores Comunicação correlatas, com
INFORMAÇÃO do projeto, interpessoal; experiência e
COMUNICAÇÃO publicar e Trabalho em especialização em
WEB DESIGNER
atualizar equipe; EaD.
conteúdos, Criatividade.
resolver
problemas
técnicos
pertinentes ao
desenvolvimento
do curso,
implantar,
manter e
aprimorar o fluxo
de informação
adotado.

EQUIPE
CENTRAL
Acompanhar e
MATERIAL
supervisionar os Nível médio, com
DIDÁTICO Comunicação
TÉCNICO processos experiência no
(TEXTOS) interpessoal;
ADMINISTRATIVO administrativos, acompanhamento
VIDEOAULAS Trabalho em
(APOIO) dando suporte de processos
PODCASTS equipe.
às várias administrativos.
(ÁUDIOS)
subequipes.
TUTORIA
SECRETARIA

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TECNOLOGIA
DA
INFORMAÇÃO
COMUNICAÇÃO

MATERIAL Executar a
DIDÁTICO redação final dos
(TEXTOS) materiais
VIDEOAULAS impressos e Comunicação
PODCASTS online do curso a interpessoal;
Graduação em
(ÁUDIOS) partir dos Trabalho em
Letras ou
COMUNICAÇÃO materiais equipe;
REDATOR Jornalismo, com
produzidos por Negociação;
experiência em
especialistas e Proficiência
EaD.
do material linguística.
institucional e do
material de
divulgação.

MATERIAL Elaborar projeto


DIDÁTICO gráfico para o
(TEXTOS) curso de acordo
VIDEOAULAS com as
PODCASTS definições dos
(ÁUDIOS) coordenadores,
TECNOLOGIA incluindo
Comunicação
DA materiais
interpessoal;
INFORMAÇÃO impressos, Graduado em
Trabalho em
COMUNICAÇÃO materiais online, Comunicação
equipe;
PROGRAMADOR AVA e peças de Social, Artes
Negociação;
VISUAL comunicação, Plásticas ou
Criatividade e
elaborar Design, com
Proficiência
diagramação e experiência em
linguística.
acompanhament EaD.
o das ilustrações
e desenvolver
adaptações e
possíveis
reformulações
do projeto.

MATERIAL Criar ilustrações


DIDÁTICO e outros Comunicação
(TEXTOS) materiais interpessoal; Graduado em
VIDEOAULAS utilizando Trabalho em Comunicação
PODCASTS técnicas mistas equipe; Social, Artes
ILUSTRADOR (ÁUDIOS) de desenho e Negociação; Plásticas ou
COMUNICAÇÃO pintura para a Criatividade, Design, com
produção de Proficiência experiência em
material didático linguística. EaD.
e material online.

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MATERIAL Zelar pela


DIDÁTICO qualidade dos Proficiência
(TEXTOS) textos com o linguística;
Graduação em
VIDEOAULAS objetivo de Concentração;
Letras, Jornalismo
PODCASTS proporcionar Cultura geral;
REVISOR ou Comunicação,
(ÁUDIOS) clareza, Comunicação
com experiência
TECNOLOGIA concisão e interpessoal;
em EaD.
DA harmonia, além Trabalho em
INFORMAÇÃO da correção equipe.
COMUNICAÇÃO ortográfica.
VIDEOAULAS Dirigir
PODCASTS artisticamente e
(ÁUDIOS) tecnicamente a
TECNOLOGIA equipe e elenco
DA das videoaulas e
INFORMAÇÃO podcasts.
COMUNICAÇÃO Supervisionar a
preparação da
produção, Graduação em
Comunicação
locações, Produção em Rádio
interpessoal;
cenários, e TV, Comunicação
DIRETOR Trabalho em
figurinos, ou Cinema, com
(IMAGEM E ÁUDIO) equipe; Criatividade
cenografias e experiência em
e Negociação.
equipamentos. EaD.
Dirigir a
montagem,
confecção da
trilha musical e
sonora e todo
processamento
das videoaulas e
podcasts, com a
cópia final
VIDEOAULAS Operar as linhas
PODCASTS de edição de
(ÁUDIOS) videoaulas e
Graduação em
TECNOLOGIA podcasts; Comunicação
Produção em Rádio
DA Copiar material interpessoal;
EDITOR DE e TV, Comunicação
INFORMAÇÃO produzido para Trabalho em
IMAGENS E ÁUDIO ou Cinema, com
arquivo ou para equipe; Criatividade
experiência em
atender e Negociação.
EaD.
solicitações da
equipe técnica
do curso.
VIDEOAULAS Auxiliar no
transporte,
preparação e
Comunicação
operação de
interpessoal; Experiência em
equipamentos
CAMERAMAN Trabalho em produções
necessários à
equipe; Criatividade audiovisuais.
captação de
e Negociação.
imagens que
serão usadas
nas videoaulas.

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VIDEOAULAS Preparar e
Comunicação
executar a
interpessoal; Experiência em
iluminação
ILUMINADOR Trabalho em produções
necessária para
equipe; Criatividade audiovisuais.
a gravação das
e Negociação.
videoaulas.
VIDEOAULAS Escrever e
PODCASTS finalizar os
(ÁUDIOS) roteiros para
Comunicação Graduação em
videoaulas e
interpessoal; Letras, Jornalismo
podcasts, de
ROTEIRISTA Trabalho em ou Comunicação,
acordo com os
equipe; Criatividade com experiência
conteúdos
e Negociação. em EaD.
previstos e as
orientações
pedagógicas.
EQUIPE Apoiar as
CENTRAL atividades
MATERIAL didáticas e
DIDÁTICO pedagógicas,
(TEXTOS) acompanhar as
VIDEOAULAS atividades do
PODCASTS Ambiente Virtual
(ÁUDIOS) de
TUTORIA Aprendizagem
SECRETARIA (AVA), mediar a
TECNOLOGIA comunicação de
DA conteúdos entre
Comunicação
INFORMAÇÃO os alunos, Graduação em
interpessoal;
COMUNICAÇÃO coordenar as Ciências Humanas,
Trabalho em
atividades com experiência
TUTOR equipe;
avaliativas, em EaD e
Negociação;
elaborar Educação
Proficiência
relatórios de Corporativa.
linguística.
desempenho
dos alunos nas
atividades,
encaminhar para
o suporte técnico
problemas de
acesso ao
ambiente ou
falha no
funcionamento
de alguma
ferramenta.
SECRETARIA Nível médio, com
TÉCNICO TECNOLOGIA Acompanhar e Comunicação experiência no
DA supervisionar os
ADMINISTRATIVO interpessoal; acompanhamento
(SECRETARIA INFORMAÇÃO processos Trabalho em de processos
administrativos
ACADÊMICA) equipe. administrativos
acadêmicos.
acadêmicos.

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SECRETARIA Desenvolver
TECNOLOGIA ações de
DA comunicação Graduação em
INFORMAÇÃO integrada, Comunicação Comunicação
COMUNICAÇÃO visando a interpessoal; Social ou
DIVULGADOR
captação de Trabalho em Jornalismo, com
(COMUNICAÇÃO)
alunos e a equipe; Criatividade experiência em
divulgação junto e Negociação. comunicação
a outros públicos empresarial.
sobre a ação
desenvolvida.
EQUIPE Administrar e
CENTRAL acompanhar o
TUTORIA AVA do curso,
SECRETARIA monitorando a
TECNOLOGIA disponibilidade
DA dos servidores,
INFORMAÇÃO serviços e Graduado em
Raciocínio lógico;
recursos, Informática, Análise
Conhecimento de
elaborar de sistemas,
linguagem de
relatórios de Sistema de
programação;
ANALISTA DE incidentes e Informação, Ciência
Conhecimentos
SUPORTE (TI) desempenhos, da Computação,
técnicos em
administrar Engenharia de
informática e
sistema de Software,
Análise de
backup e do Engenharia ou
requisitos.
ambiente de Tecnologia da
virtualização e Informação.
atualizar,
configurar e dar
manutenção na
plataforma
Moodle.

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