Você está na página 1de 47

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

ENGENHARIA MECÂNICA

CAROLINA MOTA DOS SANTOS


THAÍS BORGES DA SILVA GUIMARÃES

UTILIZAÇÃO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA EM CARREGADORES DE


CELULAR

CAMPOS DOS GOYTACAZES


Dezembro 2018
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
ENGENHARIA MECÂNICA

CAROLINA MOTA DOS SANTOS


THAÍS BORGES DA SILVA GUIMARÃES

UTILIZAÇÃO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA EM CARREGADORES DE


CELULAR

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Universidade Candido
Mendes, como requisito parcial para
obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Mecânica.

Orientador: Msc. Rogério Trindade Lisbôa.

CAMPOS DOS GOYTACAZES


Dezembro 2018
CAROLINA MOTA DOS SANTOS
THAÍS BORGES DA SILVA GUIMARÃES

UTILIZAÇÃO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA EM CARREGADORES DE


CELULAR

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Universidade Candido
Mendes, como requisito parcial para
obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Mecânica.

Aprovada em:

BANCA EXAMINADORA

Rogério Trindade Lisbôa (Orientador)


Mestre em Pesquisa Operacional e Inteligência Computacional - UCAM
Universidade Candido Mendes

Fabrício Bagli Siqueira


Doutor em Engenharia e Ciência dos Materiais - UENF
Universidade Candido Mendes

Gustavo Verçosa de Lima Alves


Mestre em Ciências Naturais - UENF
Universidade Candido Mendes

CAMPOS DOS GOYTACAZES


Dezembro 2018
INSTITUTO UNIVERSITÁRIO CANDIDO MENDES - CAMPOS

FICHA DE AVALIAÇÃO II
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO II
Dedico este trabalho à minha família, em especial, à minha
mãe Marly Branco da Mota que foi e é meu alicerce, que
proporcionou a mim condições de chegar onde estou e
poder concluir um curso superior. – Carolina Mota dos
Santos.

Dedico à minha família, em especial, à minha mãe


Cristiane Borges da Silva e à minha avó Esther Borges
Pinheiro por sempre terem me encorajado, me dado força
para não desistir dessa tão sonhada etapa das nossas
vidas, por incondicional apoio, por todo carinho,
compreensão, paciência e palavras de incentivo durante
todo esse tempo e a Deus por ter me proporcionado chegar
até aqui. – Thaís Borges da Silva Guimarães.
AGRADECIMENTOS

Agradeço à minha família, aos meus amigos, não só pelo


apoio, como a paciência, a compreensão e a força, que não
me deixaram desistir. Agradeço também ao orientador
Rogério Trindade Lisbôa, que se apresentou atencioso e
prestativo desde o primeiro momento em que o procuramos.
– Carolina Mota dos Santos.

Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado forças para


alcançar meu objetivo. A minha mãe e a minha vó por toda a
dedicação e paciência contribuindo diretamente para que eu
pudesse ter um caminho mais fácil e prazeroso durante esses
anos. Agradeço em especial ao meu professor e orientador
que sempre esteve disposto a ajudar e contribuir para um
melhor aprendizado. Agradeço também a minha instituição
por ter me dado à chance e todas as ferramentas que
permitiram chegar hoje ao final desse ciclo de maneira
satisfatória. – Thaís Borges da Silva Guimarães.
RESUMO

A comunidade científica tem pesquisado e desenvolvido novas tecnologias para


aperfeiçoar a utilização de fontes energéticas que minimizem os impactos ambientais,
tendo em vista o aumento da procura energética em consequência dos atuais padrões
de consumo e a possível carência da oferta de combustíveis fósseis. A energia
proveniente do sol não polui, é renovável e abundante, além de caracterizar-se em
uma origem quase inesgotável de energia ainda que pouco empregada em prol das
organizações humanas. O sol irradia para a Terra, diariamente, um potencial
energético extremamente elevado e inigualável a qualquer outro sistema de energia,
além de ser fonte básica e indispensável para quase todas as outras formas de
energia utilizadas pelo homem. A forma de energia renovável solar fotovoltaica vem
se destacando entre as demais, devido a sua variedade de aplicação e o desprezível
impacto ambiental na sua geração. Neste trabalho foram apresentados os conceitos
de energia solar fotovoltaica, os principais componentes de um sistema autônomo e
a sua aplicação a um carregador de celular portátil. Por fim, o carregador foi testado
em laboratório, onde foi estudado o seu funcionamento e feito o comparativo com as
informações fornecidas pelo fabricante, uma vez que o mesmo não se mostrou efetivo.

PALAVRAS-CHAVE: Energia solar. Fotovoltaica. Carregador de celular solar.


Sustentabilidade.
ABSTRACT

The scientific community has been researching and developing new technologies to
improve the use of energy sources that minimize environmental impacts, in view of
increasing energy demand as a result of current consumption patterns and the possible
shortage of fossil fuel supply. The energy from the sun does not pollute, is renewable
and abundant, besides characterizing itself in an almost inexhaustible source of
energy, although little used for the benefit of human organizations. The sun radiates to
the Earth every day an extremely high energy potential unmatched by any other energy
system, as well as being a basic and indispensable source for almost all other forms
of energy used by man. The form of renewable solar photovoltaic energy has been
standing out among the others, due to its variety of application and the despicable
environmental impact in its generation. In this work will be presented the concepts of
photovoltaic solar energy, the main components of an autonomous system and its
application to a portable cell phone charger. Finally, the charger will be tested in the
laboratory, so that its operation is studied and compared with the information provided
by the manufacturer.

KEYWORDS: Solar energy. Photovoltaic. Solar cell phone charger. Sustainability.


LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Perspectiva de redução de custos dos sistemas fotovoltaicos (R$/Watt-


pico)............................................................................................................................22
Tabela 2: Propriedades do silício à temperatura de 300 K e baixas concentrações
de dopantes................................................................................................................25
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Mapa de irradiação solar horizontal no Brasil no período de 1999-2015...20


Figura 2: Mapa de irradiação solar horizontal na Europa e na Ásia Central no período
de 1994/1999/2007 2015............................................................................................21
Figura 3: Preço histórico dos módulos fotovoltaicos..................................................22
Figura 4: Diagrama de energia de um semicondutor e fundamentos básicos da
conversão solar fotovoltaica: (a) ilustração do espectro da radiação solar e da energia
contida em cada fóton em função do comprimento de onda; (b) disposição dos elétrons
sólidos – bandas de energia; (c) absorção de energia do fóton e liberação do elétron
da banda de valência; (d) geração do par elétron-lacuna para o silício monocristalino
– efeito fotovoltaico.....................................................................................................23
Figura 5: Difusão entre as impurezas tipo-n e tipo-p.................................................26
Figura 6: Estrutura básica de uma célula fotovoltaica de silício. Destacando: (1) região
tipo n; (2) região tipo p; (3) zona de carga espacial, onde se formou a junção pn e o
campo elétrico (4) geração de par elétron-lacuna; (5) filme antirreflexo (6) contatos
metálicos....................................................................................................................26
Figura 7: Células de silício monocristalino.................................................................28
Figura 8: Células de silício policristalino.....................................................................29
Figura 9: Módulo de silíco amorfo..............................................................................30
Figura 10: Esquema de um sistema autônomo fotovoltaico. Destacando: (1) Painel
Solar; (2) Controlador de carga/descarga das baterias; (3) Baterias; (4) Inversor de
corrente continua para alternada................................................................................31
Figura 11: Esquema de um sistema fotovoltaico ligado à rede. Destacando: (1)
Inversor Grid-Tie; (2) Quadro Elétrico; (3) Medidor Bidirecional; (4) Módulos Solares
Fotovoltaicos; (5) Rede da concessionária de energia................................................32
Figura 12: A esquerda está a foto do carregador recebendo a luz natural do ambiente
e assim estando em seu funcionamento (luz verde ligada). A direita, há o esquema do
carregador e suas diversas funções............................................................................35
Figura 13: Segundo modelo de carregador testado...................................................36
Figura 14: Gráfico de energia solar de ondas curtas média que chega ao solo (linha
laranja) por metro quadrado no mês de agosto em Campos dos Goytacazes.............36
Figura 15: Gráfico de energia solar de ondas curtas média que chega ao solo (linha
laranja) por metro quadrado no mês de setembro em Campos dos Goytacazes.........37
Figura 16: Gráfico de energia solar de ondas curtas média que chega ao solo (linha
laranja) por metro quadrado no mês de Novembro em Campos dos Goytacazes.......38
Figura 17: Teste do primeiro carregador no voltímetro...............................................38
Figura 18: Teste do segundo carregador no voltímetro..............................................39
Figura 19: Primeiro carregador testado e o cabo USB cortado para o teste................39
Figura 20: Teste do carregador convencional de energia elétrica no voltímetro.........40
Figura 21: Carregador convencional utilizado no teste...............................................40
Figura 22: Imagem do iPhone 7 Plus utilizado no teste..............................................42
Figura 23: Imagem do Sansung Galaxy J7 Duo utilizado no teste..............................42
LISTA DE ABREVIATURA E SIGLAS

A – ampére
ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar
CRESESB – Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito
EPE – Empresa de Pesquisa Energética
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IEA – International Energy Agency
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
mAh – miliampere-hora
MME – Ministério de Minas e Energia
NREL – National Renewable Energy Laboratory
PNE – Plano Nacional de Energia
Wp – watt-pico
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 14
2. OBJETIVOS .......................................................................................................... 16
2.1 OBJETIVO GERAL ........................................................................................ 16
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................... 16
3. JUSTIFICATIVA ................................................................................................... 17
4. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................ 18
4.1 CONCEITOS BÁSICOS DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA ........... 18
4.2. IRRADIAÇÃO SOLAR NO BRASIL .......................................................... 19
4.2.1 Viabilidade Econômica .......................................................................... 21
4.3 FUNCIONAMENTO DE UMA CÉLULA FOTOVOLTAICA ........................ 22
4.4 TIPOS DE CÉLULAS FOTOVOLTAICAS ................................................. 27
4.4.1 Silício Monocristalino .................................................................. 27
4.4.2 Silício Policristalino ..................................................................... 28
4.4.3 Silício Amorfo .............................................................................. 29
4.5 SISTEMAS AUTONOMOS (OFF-GRID) .................................................. 30
4.6 SISTEMAS CONECTADOS À REDE (ON-GRID) ..................................... 31
4.7 INMETRO ................................................................................................. 32
5. METODOLOGIA ................................................................................................... 34
5.1 APRESENTAÇÃO DE DOIS CARREGADORES SOLARES DO
MERCADO................................................................................................................ 34
5.2 REALIZAÇÃO DOS TESTES ................................................................... 36
6. RESULTADOS PARCIAIS ................................................................................... 41
6.1 COMPARATIVO COM O INMETRO ......................................................... 43
7. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 44

8. REFERÊNCIAS .................................................................................................... 46
14

1 INTRODUÇÃO

Devido a um momento de carência dos recursos naturais e o aumento na


demanda por oferta de energia, reproduziu-se, com o passar do tempo, uma
preocupação ambiental e discussões por fontes alternativas de energia que
minimizem os impactos ambientais gerados pelas fontes de energia poluentes. Além
disso, o crescimento contínuo e acelerado da população gera incertezas do futuro
energético mundial, uma vez que esse crescimento populacional causa também o
carecimento de energia.
É importante que a civilização diversifique e racionalize as fontes de energia
que necessita ao mesmo tempo em que modifique o atual perfil de consumo, pois é
evidenciado o aumento de consumo pela sociedade moderna, ao passo que existe a
diminuição do acúmulo de energias não renováveis, como o petróleo, que foi
produzido e armazenado na natureza por muito tempo.
O Petróleo abundante e a energia elétrica gerada de usinas hidrelétricas que
ocupa uma grande parcela de energia consumida no mundo devido a sua estrutura,
disponibilidade e preço, são um grande empecilho para a evolução da utilização da
energia solar. Porém, essas formas de energia possuem também problemas, como o
fator poluição ambiental, o não atendimento de toda a população, principalmente às
de difícil acesso, como moradores de zonas rurais e zonas mais remotas. Assim,
surge necessidade para o desenvolvimento de novas tecnologias.
Ante dessa questão, a energia solar vem se apresentando como uma
excelente energia alternativa às fontes não renováveis para satisfazer à crescente
demanda energética. Isso se dá por ela ser uma energia limpa, de fácil implantação e
com grande potencial a ser explorado no País.
O estudo da energia fotovoltaica para o carregamento de baterias de celular
e o teste de em laboratório do seu funcionamento são os principais objetivos presentes
neste trabalho. Este estudo justifica-se pela necessidade de aproveitar desse
potencial energético e pelo fato do celular ser outro dado de visível ascensão no Brasil
e no mundo, em especial do smartphone.
Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), no ano de 2016 observou-se a existência de telefone móvel celular em 92,6%
dos domicílios do Brasil, o que mostra como a necessidade do ser humano de se
comunicar e viver em sociedade amplia de maneira significativa a utilização de
15

aparelhos celulares, pois com eles diminui-se a distância entre as pessoas, o que
instiga as operadoras a ampliarem seus sinais a lugares onde não se tinha qualquer
outra forma de comunicação. Contudo, a bateria com pouca autonomia gera um
grande desconforto especialmente para aqueles que passam muito tempo fora de
casa. Um carregador com energia solar para celular poderia resolver o problema de
falta de energia até mesmo para quem está sempre longe.
Entende-se o quanto é importante o investimento na utilização dessa energia
sustentável, não só como forma de favorecer a economia de energia como também,
de proporcionar comodidade para os usuários de aparelhos móveis, uma vez que um
carregador portátil elétrico depende de uma tomada, e em contrapartida o dispositivo
solar pode ser carregado na rua, até mesmo quando se está em movimento. Além
disso, muitas vezes só um carregador portátil não é o satisfatório. Atletas, pescadores,
fotógrafos, pesquisadores e profissionais que passam grandes períodos isolados
precisam de muito mais.
Dados de um relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE)
presume a energia solar como a principal fonte energética do mundo até 2050. Por
isso, este projeto visa seguir a tendência mundial que busca alternativas de energia
limpa para a construção de cidades sustentáveis, como forma de promover à cultura
da utilização de energia limpa e, ao mesmo tempo, mostrar que é possível fazer um
carregador voltado a sustentabilidade do planeta.
Igualmente, este trabalho expõe que a tecnologia e o avanço da usabilidade
de energia solar prometem um futuro onde tentar encontrar ou até mesmo disputar
por uma tomada para carregar a bateria de um telefone não será uma preocupação.
Com esse projeto tudo que se precisa fazer é plugar o cabo do dispositivo diretamente
na saída USB do carregador. Não há gasto nenhum com energia elétrica, o que torna
está forma mais econômica e emergencial com a qual se pode contar para deixar a
carga dos dispositivos em dia.
16

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Este trabalho visa mostrar uma aplicação da utilização da energia solar


fotovoltaica, suas vantagens, viabilidade econômica e por fim apresentar resultados
dos testes no carregador de celular fotovoltaico, considerando todo seu desempenho
e funcionamento.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Mostrar o funcionamento da célula fotovoltaica nas baterias de celular;


• Comparar os resultados do laboratório com as informações fornecidas pelo
fabricante;
• Mostrar as demais funções que o carregador solar e sua placa podem ter para ajudar
as pessoas no dia a dia;
• Analisar o desempenho e a qualidade similar as feitas no INMETRO.
17

3 JUSTIFICATIVA

Destaca-se aqui a importância da obtenção de energia elétrica para o tão


utilizado aparelho celular sem agredir o meio ambiente, e por uma fonte renovável.
Assim não se prejudica gerações futuras além de controlar os impactos já causados
por anos de exploração irresponsável dos recursos naturais.
Segundo dados do último relatório do Banco Mundial 1,2 bilhão de pessoas
(quase uma Índia) ainda não têm acesso à eletricidade no mundo. O tipo de tecnologia
apresentada neste trabalho permitiria o acesso, mesmo que restrito, a utilização de
celulares para pessoas em situações precárias, como moradores de zonas rurais ou
zonais mais remotas que não possuem acesso à energia elétrica. Com a facilidade e
praticidade da utilização de células fotovoltaicas, o uso de celulares nessas regiões
precárias facilitaria a vida das pessoas, além de conecta-las com o resto do mundo.
Mesmo a população com acesso a eletricidade pode se beneficiar utilizando
essa tecnologia que não faz uso de energia elétrica. De acordo com Associação
Brasileira de Energia Solar (Absolar) a economia na conta de luz em uma residência
que utilize a energia solar pode chegar até a 95%. Como celulares são amplamente
utilizados atualmente a economia deste item pode fazer diferença no gasto no fim do
mês, ainda mais pra casas onde se usam vários aparelhos.
Além disso, a descentralização das zonas de geração, contribui com a rede
elétrica como um todo, diminuindo a necessidade de expansão de grandes linhas de
transmissão, assim como de novos investimentos em grandes hidrelétricas que têm
um enorme impacto ambiental.
18

4 REVISÃO DE LITERATURA

4.1 CONCEITOS BÁSICOS DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

O efeito fotovoltaico (conversão de luz em eletricidade) foi verificado pela


primeira vez pelo físico Alexandre Edmond Becquerel, em 1839, quando o mesmo
conduzia experiências e por acaso descobriu uma tensão elétrica consequente da
ação da luz sobre um eletrodo metálico imerso em uma solução química (VILLALVA
e GAZOLI, 2012). Já em 1887, Heinrich Hertz, também ocasionalmente descobriu o
efeito fotoelétrico quando pesquisava a natureza eletromagnética da luz e observou
que uma faísca oriunda de uma superfície produzia uma faísca secundária na outra,
porém esses conceitos clássicos tornaram a concepção desse fenômeno insuficiente,
dando lugar aos conceitos modernos proposto por Albert Einstein no ano de 1905
(TIPLER e LLEWELLYN, 2014).
A quantização da energia é uma das propostas de Einstein, ou seja, para
ocorrência da emissão imediata de elétrons da superfície, a energia da radiação
(ondas eletromagnéticas) estaria concentrada em pacotes (fótons) e não distribuída
sobre a onda (previsão clássica de Hertz). Apresentou também que a velocidade com
que os elétrons são ejetados não depende da quantidade de fótons emitidos, e sim da
frequência que esses fótons possuem (TIPLER e LLEWELLYN, 2014).
Porém apenas em 1956 que se iniciou a produção industrial, seguindo o
desenvolvimento da microeletrônica. Empresas do setor de telecomunicações foram
as primeiras a se preocupar com o desenvolvimento da tecnologia devido à procura
de fontes de energia para sistemas instalados em localidades afastadas, sendo o
segundo agente a “corrida espacial”. Porém, foi a crise do petróleo na década de 70
e o avanço tecnológico verificados desde então, que realmente impulsionaram as
pesquisas visando o uso de módulos fotovoltaicos também no fornecimento de
energia para aplicações terrestres (CABRAL; Claudia, 2001).
A aplicação da energia gerada pelo Sol, inesgotável na proporção terrestre de
tempo, tanto como fonte de calor quanto de luz é uma das opções de energia mais
favoráveis para o enfrentamento dos desafios da nova sociedade. E quando se fala
em energia, deve-se lembrar de que o Sol é responsável pela origem de praticamente
todas as outras fontes de energia – hidráulica, biomassa, eólica, combustível fóssil e
energia dos oceanos – todas são formas indiretas de energia solar. Além disso, a
energia solar pode ser utilizada diretamente como fonte de energia térmica, para
19

aquecimento de fluidos e ambientes e para geração de potência mecânica ou elétrica.


Pode ainda ser convertida diretamente em energia elétrica, por meio de efeitos sobre
determinados materiais, entre os quais se destacam o termoelétrico e o fotovoltaico.
(GOMES, 2012).
Para que se tenha uma melhor compreensão sobre a energia fotovoltaica, é
necessário que se entenda a diferença entre radiação e irradiação solar. Irradiação é
a intensidade (ou potência) da luz do sol medida em watts por metro quadrado (W/m²).
Portanto a irradiação é a intensidade da luz do sol em um determinado momento. A
radiação é a quantidade de energia solar que incide em uma superfície durante um
certo período de tempo e é medido em Wh ou Kwh por metro quadrado (Wh/m² ou
Kwh/m²). Como a energia é expressa como potência ao longo do tempo (P x t), a
radiação solar é a irradiação ao longo de um determinado tempo. (CRESESB, 2016).
A energia solar alcança o planeta, através do espaço, na forma de energia
eletromagnética. Essa radiação, formada por diferentes frequências e comprimentos
de ondas, equivale a um espectro que vai dos raios gama às ondas de rádio, passando
pela luz visível que é a parte do espectro que se pode enxergar a olho humano e é a
mesma que é utilizada pelas plantas para a realização da fotossíntese (MME, 2017).
As ondas eletromagnéticas ao incidirem sobre certos materiais podem se
transformar em calor e produzir modificações nas propriedades elétricas gerando
tensões e correntes elétricas que é o caso do efeito fotovoltaico. O efeito fotovoltaico
consiste na conversão de luz em energia elétrica através da criação de uma diferença
de potencial sobre uma célula formada por um conjunto de materiais semicondutores,
como por exemplo o silício (MME, 2017).
A luminosidade incidente influencia diretamente na capacidade de geração de
energia dos módulos, enquanto em temperaturas mais baixas as tensões são maiores
e em temperaturas mais altas as tensões são menores. (VILLALVA e GAZOLI, 2012).
Além disso, a disponibilidade da radiação solar depende não só das condições
atmosféricas (nebulosidade, umidade relativa do ar etc.), como também da latitude do
local e da posição no tempo (hora do dia e dia do ano). Isso acontece por causa do
movimento de rotação e de translação da Terra (Ambiente Brasil).

4.2 IRRADIAÇÃO SOLAR NO BRASIL

A radiação (eletromagnética) é a energia proveniente do sol que é emitida


20

para Terra. Nesse processo físico ocorre a absorção de moléculas de ozônio e outros
gases na atmosfera. Toda essa etapa de radiação faz com que a irradiância incidente
na superfície terrestre atinja valores de aproximadamente 1.000 W/m2 ao meio dia
(momento em que a posição do Sol fica mais elevada). Todavia, no território brasileiro
2
já foram observados valores de irradiância de global horizontal de até 1822 W/m
(Rüther et al., 2017).
Apesar desse potencial fotovoltaico o Brasil, segundo o Ministério de Minas e
Energia (2017), no fim de 2016 possuía apenas 81MWp de energia solar fotovoltaica
instalada, explorando apenas 0,05% da capacidade total do território. Bem atrás de
países europeus como Alemanha (segundo lugar no ranking de países líderes em
instalações fotovoltaicas, perdendo apenas para China, no estudo feito pela
consultoria WikiSolar). Nos mapas a seguir ilustra-se melhor a comparação entre a
incidência de irradiação no território brasileiro e no território Europeu em conjunto com
parte da Ásia.

Figura 1. Mapa de irradiação solar horizontal no Brasil


no período de 1999-2015.
Fonte: SolarGIS (2017).
21

Figura 2. Mapa de irradiação solar horizontal na Europa e na Ásia Central no período de


1994/1999/2007-2015.
Fonte: SolarGIS (2017).

Observa-se a partir da comparação dos dois mapas a viabilidade em termos


de energia que o Brasil tem a oferecer, nos intervalos apresentados, uma máxima
anual de 2264kWh/m2 de irradiação enquanto a Europa e a Ásia Central apresentaram
um total de 2118kWh/m2 no mesmo período.
A baixa utilização da energia solar no Brasil chama mais atenção quando
verifica-se as condições favoráveis ao desenvolvimento da fonte no país. O Brasil, de
acordo com EPE (2012), possui altos níveis de insolação e grandes reservas de
quartzo de qualidade, que podem gerar importante vantagem competitiva para a
produção de silício com alto grau de pureza, células e módulos solares, produtos
esses de alto valor agregado.

4.2.1 Viabilidade Econômica

O elevado custo da energia solar se comparada com o custo das outras fontes
renováveis de energia, explica a falta de competitividade da energia proveniente do
sol com as demais. Na atualidade, o seu custo é em média de R$ 280,09/MWh, ao
passo que o valor da energia oriunda da Biomassa situa-se em torno de R$
232,56/MWh, energia eólica R$ 168,17 MHh, e para hidrelétricas (Pequena Central
Hidroelétrica e Grande Central Hidroelétrica) 214,44MW/hora (Valor Econômico,
2018). Não obstante este quadro desfavorável, a tendência é que as tecnologias
usadas tanto para a energia fotovoltaica quanto para a fototérmica se tornem mais
competitivas nos próximos anos, como mostra a tabela a seguir:
22

Tabela 1. Perspectiva de redução de custos dos sistemas fotovoltaicos (R$/Wp).

2013 2020 2030 2040 2050


Residencial 7,0 4,4 3,2 2,7 2,3
Comercial 6,5 4,2 3,0 2,5 2,1
Industrial 6,0 3,4 2,7 2,3 2,0
Fonte: Elaboração EPE com base em International Energy Agency (IEA) – 2012.

O gráfico abaixo mostra como o custo dos módulos fotovoltaicos impacta


diretamente o preço final da energia solar e é essencial para entender o preço da
mesma. Segundo o NREL (National Renewable Energy Laboratory) o preço dos
módulos fotovoltaicos caiu nos últimos 7 anos, variando de $1,80/watt em 2010, até
$0,35/watt em 2017 para módulos de silício policristalino.

Figura 3. Preço histórico dos módulos fotovoltaicos.


Fonte: NREL

4.3 FUNCIONAMENTO DE UMA CÉLULA FOTOVOLTAICA

Para dar início ao estudo do funcionamento de um sistema fotovoltaico, é de


fundamental importância entender primeiro a teoria da mecânica quântica. Segundo
esta a radiação proveniente dos raios solares possuem partículas elementares
denominadas fótons. Os fótons “carregam” consigo certa energia (Ef) que pode ser
observada na equação Ef = h . c/λ, onde h é a constante de Planck (h = 6,63 x 10-34
23

J.s), c é a velocidade da luz (c = 2,998 x 108 m/s) e λ é o comprimento de onda (do


fóton) em metros. Essa equação pode ainda ser simplificada para Ef(eV) = 1,24/λ,
sendo isso só é possível pois, a energia em nível atômico é expressa por 1 eV = 1,602
x 10-19, com λ sendo expresso em micro metro (µm), resultando em uma energia dada
em elétron-volt. (ZILLES, MACÊDO, GALHARDO e OLIVEIRA, 2012)
Os elétrons de determinado material precisam chegar num estado de maior
energia no qual estes possam se movimentar livremente e assim gerar corrente
elétrica. A energia necessária para este fim é chamada energia de gap (Eg) dada em
eV. Esta acontece quando os elétrons de um átomo atingem o nível da banda de
condução e dependede diretamente do tipo de material utilizado. No caso de materiais
monocristalinos por exemplo a gap necessária é de 1,1 eV. Sendo assim segundo a
equação que vimos anteriormente somente um comprimento de onda inferior a 1,1
µm é capaz de fazer o efeito fotovoltaico funcionar. (ZILLES, MACÊDO, GALHARDO
e OLIVEIRA, 2012)
Ef = Eg = 1,24/λ, sendo Ef ≥ 1,1 eV.

A seguir tem-se a ilustração dos fenômenos físicos explicados anteriormente:

Figura 4. Diagrama de energia de um semicondutor e fundamentos básicos da conversão solar


fotovoltaica: (a) ilustração do espectro da radiação solar e da energia contida em cada fóton em
função do comprimento de onda; (b) disposição dos elétrons sólidos – bandas de energia; (c)
absorção de energia do fóton e liberação do elétron da banda de valência; (d) geração do par
elétron-lacuna para o silício monocristalino – efeito fotovoltaico.
Fonte: Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede Elétrica (2012).
24

O termo “fotovoltaico” é utilizado para nomear o evento da transformação de


luz em corrente elétrica feita de maneira direta recorrendo ao uso de células solares.
Neste evento é utilizado de maneira geral o silício, um semicondutor que deve ter a
maior pureza possível, conseguida através de suscetíveis etapas na produção
química.
Uma célula fotovoltaica típica é composta por duas camadas de material
semicondutor dos tipos P e N, uma grade de coletores metálicos e uma base metálica.
A célula ainda possui uma camada de material antirreflexivo, necessária para
aumentar a absorção de luz. As células podem ser fabricadas com diferentes
materiais. As células mais comuns disponíveis comercialmente são constituídas de
silício monocristalino, policristalino ou amorfo. (PINHO e GALDINO, 2014)
Há várias características que fazem do silício o elemento mais utilizado nos
sistemas fotovoltaicos, uma delas é ser um semicondutor que tem o benefício de
proporcionar o aumento da condutividade com a temperatura, gerada pela excitação
térmica de elétrons da banda de valência para a banda de condução, além de ser um
dos elementos mais abundantes na terra, o que facilita em sua fabricação. (PINHO e
GALDINO, 2014)
Outra característica é ser tetravalentes, ou seja, possuir 4 elétrons de valência
que formam ligações covalentes com os átomos vizinhos, com isso ao se introduzir
nesta estrutura um átomo pentavalente, como o fósforo (P) de impureza n, haverá um
elétron em excesso fracamente ligado a seu átomo de origem, podendo se mover
livremente dentro do cristal e por isso transportar carga elétrica. (ALTENER, 2004).
A tabela seguinte mostra as propriedades do silício:
25

Tabela 2. Propriedades do silício à temperatura de 300 K e baixas concentrações de dopantes.

Fonte: Manual de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos (2014).

Por outro lado, se for introduzido um átomo trivalente, como o boro (B) de
impureza p haverá a falta de um elétron para completar as ligações. Esta falta elétron
é denominada lacuna ou buraco. Os elétrons dos átomos vizinhos de silício “tentam”
preencher este orifício, resultando na produção de uma nova lacuna em outro lugar.

Com a combinação das impurezas (n e p) no mesmo cristal intrínseco de


silício, na área de contato/junção, os elétrons livres do semicondutor tipo-n fluem para
as lacunas do semicondutor tipo-p até que se forme um campo elétrico que impede o
fluxo permanente de elétrons, como mostrado na figura abaixo: (ALTENER, 2004)
26

Figura 5. Difusão entre as impurezas tipo-n e tipo-p.


Fonte: GreenPro.

Quando essa área de contato do cristal é exposta à luz, os fótons são


absorvidos pelos elétrons. As ligações entre eles são quebradas por esta energia, os
elétrons então livres são conduzidos através do campo eléctrico para a área n e as
lacunas criadas seguem na direção contrária para a área p. A este processo
denominamos de efeito fotovoltaico. Este efeito pode ser percebido também no interior
das células que são comercializadas hoje para gerar eletricidade como mostrado a
seguir: (PINHO e GALDINO, 2014)

Figura 6. Estrutura básica de uma célula fotovoltaica de silício. Destacando: (1) região tipo n;
27

(2) região tipo p; (3) zona de carga espacial, onde se formou a junção pn e o campo elétrico
(4) geração de par elétron-lacuna; (5) filme antirreflexo (6) contatos metálicos.
Fonte: Adaptada de MOEHLECKE e ZANESCO, 2005.

4.4 TIPOS DE CÉLULAS FOTOVOLTAICAS

Como citado anteriormente o silício é o principal elemento utilizado nas células


solares (Existem outros materiais que essas células podem ser fabricadas como:
Telureto de cádmio, seleneto de cobre, índio e gálio), porém como este não é
encontrado puro deve passa por um processo de purificação. (SOUZA, 2017)
Neste processo, primeiro é necessário separar o oxigénio não desejado do
dióxido de silício, removendo-o na forma de CO2 e, depois de outros processos, serão

obtidas barras de silício com pureza de 98%. No entanto esses 2% de impureza ainda
não são aceitáveis para a fabricação das placas solares (é admissível apenas um
bilionésimo por cento), dando continuidade ao procedimento de pureza. (ALTENER,
2004)
Coloca-se então o silício cuidadosamente num forno com ácido clorídrico,
onde este é convertido através do aço clorídrico a triclorossilano: Si + 3 HCl → Si H
Cl3 + H2. Devido ao seu baixo ponto de ebulição (31,8 °C), o silício é purificado pelo

método de destilação fracionada e com a adição de H2 acontece a seguinte reação

química: Si H Cl3 + H2 → Si + 3 HCl. Após essa purificação, cria-se um cristal de

silício 99,9999% puro e pronto para ser utilizado. (ALTENER, 2004)


Os subcapítulos seguintes tratam dos tipos de células fotovoltaicas de silício
encontradas no mercado em conjunto com as imagens das mesmas. As informações
a seguir foram tiradas dos livros: Os sistemas de energia solar fotovoltaica e Energia
fotovoltaica manual sobre tecnologias, projeto e instalação.

4.4.1 SILÍCIO MONOCRISTALINO

A forma de obtenção do silício monocristalino se dá através do método


Czochralski, em que o elemento é imerso num banho de silício fundido e retirado
enquanto roda lentamente. Deste modo são produzidos cristais únicos redondos com
um diâmetro em torno de 30 centímetros. Após esse processo há o corte (espessura
28

de 0,3 mm) e o depósito de fósforo, através de difusão de vapor a temperaturas entre


800-1200°C, e em seguida se cria a rede de contatos frontais e traseiros no silício que
recolherão os elétrons liberados no funcionamento da célula fotovoltaica, por ultimo
há um tratamento antirreflexo na parte posterior da peça.

Eficiência: 15 – 18% (Czochralski)

Forma: Peças Arredondadas, semi-quadradas ou quadradas.

Dimensões: Área: 10x10 cm2 ou 12,5x12,5 cm2. Diâmetro: 10cm, 12,5cm ou 15 cm.
Espessura: 0,3 mm.


Cor: Azul-escuro ou preto (com antirreflexo). Cinza (sem antirreflexo).

Fabricantes: a Astro Power, Bharat Electronics, BHEL, BP Solar, Canrom, CEL,


CellSiCo, Deutsche Cell, Eurosolare, GE Energy, GPV, Helios, Humaei, Isofoton,
Kaifeng Solar Cell, Factory, Kwazar JSC, Maharishi, Matsushita Seiko, Microsolpower,
Ningbo Solar Energy Power, Pentafour Solec Technology, Photowat, RWE Schot
Solar, Sharp, Shell Solar, Solartec, Solar Wind Europe, Solec, Solmecs, Solterra,
Suntech, Sunways, Telekom-STV, Tianjin Jinneng Solar Cell, Viva Solar, Webel SL e
Yunnan Semiconductor.

Figura 7. Células de silício monocristalino.


Fonte: Os Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica (2016).

4.4.2 SILÍCIO POLICRISTALINO

O processo mais comum para produção de silício policristalino é a fundição


de lingotes. Neste procedimento o silício bruto é aquecido no vácuo até uma
temperatura de 1.500°C e depois resfriado até uma temperatura de 800°C. Cria-se a
29

partir desse resfriamento blocos de silício com dimensão de 40x40 cm2 e altura de 30
cm. Depois de dimensionados até a espessura e tamanho desejados são submetidos
ao tratamento antirreflexo e a criação dos contatos frontais.

Eficiência: 13 – 15% (com antirreflexo).

Forma: Quadrada.

Dimensões: Área: 10x10 cm2, 12,5x12,5 cm2, 15x15 cm2. Espessura: 0,3 mm.

Cor: Azul (com antirreflexo) e cinza prateado (sem antirreflexo).

Fabricantes: Al-Afandi, BP Solar, Deutsche Cell, ErSol, Eurosolare, GPV, Kwazar


JSC, Kyocera, Maharishi, Mitsubishi, Motech, Photovoltech, Photowatt, Q-Cells,
RWE Schot Solar, Sharp, Shell Solar, Solar Power Industries, Solartec, Solterra,
Suntech, Sunways e Tianjin Jinneng Solar Cell.

Figura 8. Células de silício policristalino.


Fonte: Os Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica (2016).

4.4.3 SILÍCIO AMORFO

Para se obter o silício amorfo há a formação de ligações livres que absorvem


hidrogênio até a saturação. Vale ressaltar que neste formato o silício não possui forma
definida, e sim uma rede irregular. O silício amorfo hidrogenado (a-Si:H) é criando em
reatores plasmáicos, através da vaporização química de silano gasoso (SiH4) em

temperaturas relativamente baixas, em torno de 200°C a 250°C. Sua eficiência diminui


nos primeiros 6 a 12 meses de funcionamento, devido à degradação causada pela luz
(“Efeito Staebler-Wronski”). Essa baixa eficiência perdura até atingir um valor estável,
sendo uma grande desvantagem na utilização deste tipo de célula.
30

Eficiência: 5 – 9% (em condições estáveis).

Forma: Forma Livre.

2
Dimensões: Módulo standard máximo: 0,77 x 2,44 m ; módulo especial máximo: 2
2
x3m .

Cor: Castanho avermelhado a preto.

Fabricantes: BP Solar, Canon, Dunasolar, ECD Ovonics, EPV, Free Energy Europe,
Fuji Electric, ICP, Iowa Thin Film Technologies, Kaneka, MHI, RWE Schot Solar,
Sanyo, ShenzhenTopray Solar, Sinonar, Solar Cells, Terra Solar, Tianjin Jinneng
Solar Cell, United Solar Ovonic e VHF Technologies.

Figura 9. Módulo de silíco amorfo.


Fonte: Os Sistemas de Energia
Solar Fotovoltaica

4.5. SISTEMAS AUTÔNOMOS (OFF-GRID)

Os sistemas autônomos são basicamente aqueles que não são ligados a


redes elétricas, e devido a esse fato necessitam ser dotados de acumuladores que
armazenam a energia para que funcionem em períodos que há a ausência da luz
solar. Esses acumuladores são dimensionados de acordo à autonomia do sistema.
(SOUZA, 2017)
Um sistema fotovoltaico autônomo é composto de um painel ou um conjunto
de painéis fotovoltaicos, um regulador de carga, uma bateria ou banco de baterias.
A aplicação deste tipo de sistemas autónomos em países ou localidades muito
pobres, se mostra muito eficaz para economia da região em conjunto com o benefício
31

da população local, pois onde a distribuição de energia elétrica se mostra ineficaz ou


inexistente, torna-se uma opção viável. Além disso com a evolução tecnológica e a
diminuição dos custos de produção os países industrializados também poderão
contribuir para a generalização desta aplicação. (SOUZA, 2017)
A seguir um esquema simplificado do de um sistema autônomo:

Figura 10. Esquema de um sistema autônomo fotovoltaico. Destacando: (1) Painel Solar;
(2) Controlador de carga/descarga das baterias; (3) Baterias; (4) Inversor de corrente
continua para alternada.
Fonte: Adaptada de https://www.portal-energia.com/controlador-carga-sistema-solar.

4.6. SISTEMAS CONECTADOS À REDE (ON-GRID)

Os sistemas fotovoltaicos ligados à rede elétrica, são aqueles que não utilizam
ou não precisam utilizar baterias para armazenar energia. Por não utilizar esse recurso
são ligados diretamente a rede elétrica, sendo geralmente mais baratos e mais
eficientes. Necessitam de uma regulamentação da legislação local, pois neste recurso
há o uso da distribuição das concessionárias para a energia gerada. (SOUZA, 2017)
O sistema conectado à rede pode ser exemplificado da seguinte maneira:
32

Figura 11. Esquema de um sistema fotovoltaico ligado à rede. Destacando: (1) Inversor Grid-Tie; (2)
Quadro Elétrico; (3) Medidor Bidirecional; (4) Módulos Solares Fotovoltaicos; (5) Rede da
concessionária de energia.
Fonte: Adaptada de http://www.grindustrial.ind.br/servicos/energia-solar.

4.7 INMETRO

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é uma


autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, atua como um órgão normativo para estabelecer e manter a qualidade dos
produtos inseridos no mercado brasileiro. O Inmetro para estabelecer critérios de
qualidade e verificar se os produtos atendem as suas especificações, realiza uma
série e testes em laboratórios especializados. (INMETRO, 2018)
As principais atividades do Inmetro consistem em: Verificar e fiscalizar as
normas técnicas e legais principalmente de instrumentos de medição e produtos pré-
medidos; prestar suporte técnico e administrativo ao Conselho Nacional de Metrologia;
33

coordenar nas áreas de metrologia, normalização e qualidade atividades de avaliação


das conformidades voluntárias e compulsórias de produtos e serviços prestados a
população. (INMETRO, 2018).
Neste trabalho foram realizados testes para verificar o funcionamento e
desempenho dos carregadores de energia solar fotovoltaica, assim como acontece no
INMETRO.
34

5 METODOLOGIA

5.1 APRESENTAÇÃO DE DOIS CARREGADORES SOLARES DO MERCADO

O carregador funciona com o contado direto ou indireto da luz solar,


colocando-o em um ambiente que incida luz natural, neste acenderá uma luz verde
que indicará seu carregamento com a energia solar fotovoltaica.
De acordo com o fabricante, os modelos analisados possuem as seguintes
características:

• Compatíveis com iPhones, iPads, Androids, GPS, câmeras, etc.


• A prova d’água, de poeira e resistente a queda.
• Bateria de Li-po (Polímero de Lítio) que carrega através do painel solar de
silício monocristalino.
• Material não agressivo ao meio ambiente: Gel de sílica e ABS + PC, laterais do
carregador revestidas em borracha.
• Com luz de emergência e entradas USB/Micro.

Modelo: ES500
Bateria Li-polímero: 10000mAh
Carregamento Solar: 5V/200mA
Entrada: DC 5V/1A
Saída: DC 5V/2X1A
Tamanho: 142 X 75 X 13.6 mmMmassa: 150g

Na figura seguinte encontra-se a foto do carregador em conjunto com seu


esquema de funcionamento obtido da própria caixa do aparelho.
35

Figura 12. A esquerda está a foto do primeiro carregador recebendo a luz


natural do ambiente e assim estando em seu funcionamento (luz verde
ligada). A direita, há o esquema do carregador e suas diversas funções.
Fonte: Própria.

O segundo carregador pode ser visto abaixo, com as descrições do modelo


em conjunto com a imagem do mesmo:

Modelo: ES500
Bateria Li-polímero: 58000mAh
Carregamento Solar: 5V/200mA
Entrada: DC 5V/1A
Saída: DC 5V/2X1A
Tamanho: 142 X 75 X 13.6 mm
Massa: 150g
36

Figura 13. Segundo modelo


de carregador testado.

Fonte: Própria.

5.2 REALIZAÇÃO DOS TESTES

Para realizar os testes, o primeiro carregador foi exposto ao sol durante os


meses de Agosto e Setembro na cidade de Campos dos Goytacazes. A seguir têm-
se os gráficos da média diária de energia solar obtida nos respectivos meses:

Figura 14. Gráfico de irradiação solar por metro quadrado no mês de agosto em Campos dos
Goytacazes.
Fonte: Cresesb (2018).
37

Figura 15. Gráfico de irradiação solar por metro quadrado no mês de setembro em Campos dos
Goytacazes.
Fonte: Cresesb (2018).

O primeiro aparelho a ser testado no mês de agosto com esse carregador foi
um iPhone 7 Plus 128GB, que foi conectado ao carregador e o reconheceu
prontamente. No mês de setembro foi realizado teste no segundo celular, a saber:
Samsung J7, 16GB, que também reconheceu o dispositivo imediatamente. Além dos
aparelhos celulares foi testado também a própria lanterna do aparelho já que a mesma
funcionaria também com a energia provinda da luz solar.
Para que os testes não fossem afetados por eventuais falhas do carregador
em questão, foi adquirido um segundo carregador com mesmo princípio de
funcionamento e configurações parecidas, atentando para diferença de bateria já que
no primeiro carregador a bateria tem capacidade de fornecimento de 10000mAh e o
segundo 58000mAh, porém ambos têm uma corrente elétrica de saída de 1A e
carregamento solar de 200mA. Este segundo carregador ficou exposto ao sol no
período de 15 dias a partir da primeira semana de Novembro e foi testado com os
mesmos celulares iPhone 7 e Samsung J7. A média diária de energia solar obtida
nesse período foi exposta na figura abaixo:
38

Figura 16. Gráfico de irradiação solar por metro quadrado no mês de novembro em Campos dos
Goytacazes.
Fonte: Cresesb (2018).

Após testar o funcionamento dos dois carregadores com os celulares, ambos


também foram testados em um voltímetro de corrente contínua a fim de saber se os
resultados dos testes condiziam com as informações fornecidas pelo fabricante. O
teste foi realizado no laboratório da Universidade Candido Mendes – Campos dos
Goytacazes, onde foi preciso cortar o cabo UBS para que se fosse possível medir a
tensão de saída dos carregadores através do voltímetro. O cabo foi conectado em
ambos os carregadores e no primeiro carregador mediu-se uma tensão de saída de
3,80V, enquanto no segundo mediu-se uma tensão de saída de 3,85V, conforme as
figuras abaixo:

Figura 17. Teste do primeiro carregador no voltímetro.


Fonte: Própria.
39

Figura 18. Teste do segundo carregador


no voltímetro.
Fonte: Própria.

Figura 19. Primeiro carregador testado


e o cabo USB cortado para o teste.
Fonte: Própria.

O mesmo teste foi realizado com um carregador convencional de energia


elétrica e nele obteve-se um valor de tensão de 5,82V. A realização do teste se deu
para que fosse feito um comparativo da tensão de saída deste com os carregadores
fotovoltaicos, conforme figura abaixo:
40

Figura 20. Teste do carregador convencional


de energia elétrica no voltímetro.
Fonte: Própria

O carregador testado tem as especificações e imagem mostradas abaixo:

Modelo: EP-TA50BW
Entrada: 100-240V – 0,3A
Saída: 5V – 1,55A

Figura 21. Carregador convencional utilizado


no teste.
Fonte: Própria.
41

6 RESULTADOS

O iPhone 7 Plus, ao ser conectado ao primeiro carregador, reconheceu


prontamente o dispositivo, porém este “desarmava” e parava de carregar em menos
de 1 minuto. Foi refeito o teste algumas vezes e o mesmo acontecia não conseguindo
carregar 1% da bateria do aparelho.
O segundo dispositivo a ser testado no mesmo carregador foi um Samsung
J7 16GB, que ao ser conectado ao carregador, o mesmo reconheceu imediatamente
o equipamento, contudo o smartphone não obteve sucesso em seu carregamento e
sua bateria permaneceu com a mesma carga. O teste foi repetido por todo o mês de
setembro após o carregador fotovoltaico ser exposto ao sol durante todo o dia, porém
seu funcionamento não obteve êxito quando plugado ao celular.
Para verificar se o funcionamento do primeiro carregador tinha sido totalmente
comprometido foi ligada a lanterna do aparelho para ver em quanto tempo a mesma
desligava sozinha. Com o cronômetro ligado, a luz ficou acessa por mais de 30h
(30h10min), quando finalmente foi desligada manualmente a lanterna. A mesma ainda
tinha capacidade de ficar acessa, mostrando que o carregamento por energia solar
não obteve falha total no experimento.
Com o teste do segundo carregador solar, obtiveram-se resultados diferentes.
O mesmo foi conectado ao iPhone que tinha 39% de carga. Prontamente o aparelho
reconheceu o carregador e começou a carregar, conseguindo uma carga de 46% até
que o carregador, após 20 minutos desarmou e parou de carregar. A seguir tem-se a
foto do celular e suas especificações técnicas:

• Sistema operacional: iOS 10


• Armazenamento interno: 128 GB
• Bateria: 2900 mAh
• Voltagem: 3,82V
42

Figura 22. Imagem do iPhone 7


Plus utilizado no teste.
Fonte: Apple (2018).

O segundo teste foi realizado com o Samsung J7 que estava com 37% de
carga antes do teste, e ao ser conectado ao carregador o reconheceu
imediatamente. Após 30min carregando, o carregador desligou e o smartphone
estava com 52% de carga. A imagem e suas especificações técnicas são mostradas
abaixo:

• Sistema operacional: Android 6.0 Marshmallow


• Armazenamento interno: 16 GB
• Bateria: 3000 mAh
• Voltagem: 4,4V

Figura 23. Imagem do Sansung


Galaxy J7 Duo utilizado no teste.
43

Fonte: Sansung (2018).

Contudo, por se tratar de um equipamento leve e relativamente pequeno,


pode-se considerar que esse equipamento é ideal para se utilizar em emergências,
uma vez que o mesmo apresentou um carregamento total de 7% no iPhone, de 15%
no Samsung J7 e uma autonomia alta no uso da lanterna.

6.1 COMPARATIVO COM O INMETRO

O teste realizado no laboratório identificou que os resultados obtidos não


estavam de acordo com as informações contidas no equipamento, uma vez que o
fabricante informou que a tensão de saída de ambos carregadores é de 5V, e com o
teste pode-se verificar que a tensão de saída do primeiro carregador foi de 3,80V e a
do segundo carregador de 3,85V.
Além disso, os equipamentos não foram eficientes, tendo em vista que ambos
ficaram expostos ao sol durante todo o dia e ao serem conectados aos celulares, o
primeiro carregador não funcionou e o segundo permaneceu carregando por no
máximo 30 minutos. Ambos não se mostraram eficazes, pois apresentaram uma baixa
autonomia quando não conseguiram carregar por completo a carga de nenhum dos
celulares testados. Por isso, o funcionamento dos dois carregadores não foi efetivo.
Para se adequar ao consumidor os carregadores deveriam contar com uma
célula fotovoltaica de potência superior a ambas apresentadas. Deveria haver o aviso
nas especificações do carregador sobre sua autonomia de bateria de fato, já que
nenhum dos dois carregou o celular por completo, não chegando a 50% da bateria
carregada. Deve haver também informações reais dizendo quanto sai de tensão do
aparelho e alertando o consumidor de que deve ser usado apenas em emergências
devido ao baixo desempenho do produto.
44

7 CONCLUSÃO

A baixa efetividade apresentada nos testes é relacionada ao fato das placas


solares dos aparelhos em questão possuírem potência relativamente pequena, uma
vez que eles possuem um carregamento solar de 5V e de 200mA e a sua entrada
necessária é de 5V/1A, ou seja, 5 vezes a mais de corrente elétrica que a fornecida
pelo carregamento solar, o que dificulta o carregamento do carregador por completo
e consequentemente diminui sua autonomia. Outro comparativo que pode-se fazer
com relação aos carregadores, são outros carregadores que desempenham a mesma
função de carregar celulares, porém não são tão práticos e portáteis devido ao
tamanho. Comparando com o modelo ECO-SP-007 da empresa EcoSoli que tem as
dimensões 40 X 19,5 cm (20 X 19,5 cm fechado), a eficiência da placa solar deste é
de 17% com 7Wp e segundo o fabricante a placa tem capacidade para carregar um
celular em um dia de sol sem necessidade de bateria ou o suficiente para carregar
50% na bateria externa (A capacidade de bateria deste modelo é similar a capacidade
da bateria do primeiro carregador testado).
Para uma maior potência é preciso ter maiores dimensões para alcançar
maiores voltagens. Por isso, ressalta-se que uma placa solar utilizada em residências
e empresas (Lembrando que nesses sistemas são usadas placas com pelo menos 60
células) tem a dimensão aproximada de 1m x 1,65m e pesam em torno de 18-20kg,
com a potência de 240-270W. Enquanto os carregadores de celular portáteis testados
possuem 142 X 75 X 13.6 mm, apenas 150g e potência de 4W, ainda assim um deles
foi capaz de carregar celulares de modelo atuais e manter uma lâmpada acessa por
mais de 24h.
Conclui-se que mesmo com menor tamanho a placa solar ainda é capaz de
fazer equipamentos elétricos funcionarem, ainda que para suprir a falta de energia em
momentos emergências. Quanto ao fato de não funcionarem de acordo com as
expectativas do consumidor e até com a proposta do fabricante, podemos citar alguns
pontos: O tamanho das placas em questão, o número de células que possuem
consequentemente, a possível má qualidade ou má adequação (instalação) das
baterias dos carregadores, entre outro fatores.
Com uma pequena amostra feita neste trabalho de apenas dois carregadores
portáteis inseridos no mercado, é impossível ou insensato tirar conclusões ou ter
opiniões formadas sobre os equipamentos desta natureza. Propõe-se aqui um
45

incentivo para trabalhos futuros com temas semelhantes e uma amostra maior de
cunho mais significativo. Com o mercado fotovoltaico evoluindo a cada ano, acredita-
se que aparelhos como estes terão melhores tecnologias envolvidas e serão
devidamente planejados para satisfação final dos consumidores e dos órgãos de
inspeção de qualidade.
46

8 REFERÊNCIAS

ANAIS DO I CONGRESSO DE CIÊNCIA, EDUCAÇÃO E PESQUISA TECNOLÓGICA


DA IFAM, 1., 2015, Manaus. Projeto e construção de um carregador para aparelho
móvel utilizando energia solar. Amazonas: Concept, 2015. 547 p. Disponível em: <
http://www2.ifam.edu.br/campus/cmc/pesquisa/anais-concept/i-congresso-de-
ciencia-educacao-e-pesquisa-tecnologica/6-7>. Acesso em: 11 nov. 2017.

BITENCOURT, Rafael. Aneel aprova edital de leilão de geração de energia marcado


para abril. Valor Econômico. Brasília, 2018. Disponível em:
<http://www.valor.com.br/empresas/5349847/aneel-aprova-edital-de-leilao-de-
geracao-de-energia-marcado-para-abril>. Acesso em: 13 maio 2018.

CÁLCULO de irradiação. 2018. Disponível em:


<http://www.cresesb.cepel.br/index.php#data>. Acesso em: 22 dez. 2018.

CAMPOS, Mayara Soares; ALCANTARA, Licinius D. S. Interpretação dos Efeitos de


Tempo Nublado e Chuvoso Sobre a Radiação Solar em Belém/PA Para Uso em
Sistemas Fotovoltaicos. Revista Brasileira de Meteorologia. V. 31, n. 4(suppl.),
570-579, 2016.

CARREGADOR Solar Portátil. 2018. Disponível em:


<https://www.ecosoli.com.br/carregador-solar/carregador-solar-portatil.html>. Acesso
em: 20 dez. 2018.

CONDIÇÕES meteorológicas médias de Campos dos Goytacazes Brasil:


Energia solar. 2018. Disponível em: <https://pt.weatherspark.com/y/30768/Clima-
caracter%C3%ADstico-em-Campos-dos-Goytacazes-Brasil-durante-o-ano>. Acesso
em: 30 nov. 2018.

ENERGIA Solar Fotovoltaica. 2018. Disponível em:


<http://www.cresesb.cepel.br/index.php?section=com_content&lang=pt&catid=4>.
Acesso em: 01 jun. 2018.

ENERGIA Solar Fotovoltaica. 2018. Disponível em:


<http://ambientes.ambientebrasil.com.br/energia/energia_solar/energia_solar_fotovol
taica.html?query=fotovoltaica>. Acesso em: 20 maio 2018.

FONTES, Ruy. O Inverno Atrapalha a Geração De Energia Solar


Fotovoltaica 2017. Disponível em: <http://blog.bluesol.com.br/geracao-solar-
fotovoltaica-no-inverno/>. Acesso em: 08 out. 2017.

FREITAS, José Abílio Lima; ZANCAN, Marcos Daniel (Org.). Eletricidade. 3. ed.
Santa Maria: Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, 2010.

GALHARDO, Marcos André Barros; MACÊDO, Wilson Negrão; OLIVEIRA, Sérgio


Henrique Ferreira de; ZILLES, Roberto. Sistemas Fotovoltaicos Conectados à
Rede Elétrica. São Paulo. 2012.

47

GREENPRO. Energia Fotovoltaica – Manual Sobre Tecnologias, Projeto e


Instalações. União Europeia: ALTENER, 2004. 


INTERNATIONAL ENERGY AGENCY, 2011, França. Solar Energy Perspectives.


Disponível em: https://webstore.iea.org/. Acesso em: 12 maio 2018.
Modelos de Placa Solar. Disponível em: <https://www.portalsolar.com.br/modelos-
de-placa-solar.html>. Acesso em: 07 out. 2018.

NASCIMENTO, Cássio Araújo do. Princípio de Funcionamento da Célula


Fotovoltaica. 2004. 21 f. Monografia (Especialização) - Curso de Fontes Alternativas
de Energia, Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Lavras, Lavras,
2004. Disponível em: <http://www.solenerg.com.br>. Acesso em: 8 out. 2017.
National Renewable Energy Laboratory, 2017, Estados Unidos, U.S. Solar
Photovoltaic System Cost Benchmark: Q1 2017. Disponível em:
<www.nrel.gov/publications>. 12 maio 2018.

OLIVEIRA FILHO,K.S.; SARAIVA,M.F.O. Astronomia e Astrofísica. Livraria da


Física, 2004.

Paulo: Erica, 2012. PINHO, João Tavares; GALDINO, Marco Antonio (Org.). Manual
de Engenharia para Sistemas Fotovoltaicos. 2. ed. Rio de Janeiro: Cepel -
Cresesb, 2014.

RIBEIRO, Vinícius Taveira. Projeto de um carregador de celular utilizando células


fotovoltaicas. 2006. 48 f. TCC (Graduação) - Curso de Engenharia de Computação,
Centro Universitário de Brasília – Uniceub, Braíslia, 2006. Disponível em:
<http://repositorio.uniceub.br/>. Acesso em: 24 nov. 2017.

SOUZA, Ronilson di. Célula Fotovoltaica – O Guia Técnico Absolutamente


Completo. 2017. Disponível em: <http://blog.bluesol.com.br/celula-fotovoltaica-guia-
completo/>. Acesso em: 08 out. 2017.

SOUZA, Ronilson di. Os Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica. Jardim América,


Ribeirão Preto, São Paulo. 2017.


TIPLER, Paul A.; LLEWELLYN, Ralph A. Física Moderna. 6. ed. [S.l.]: LTC, 2014.
500 p.

VAREJÃO-SILVA,M.A. Meteorologia e Climatologia. Versão Digital. Recife, 2005.

VILLALVA,M.G.; GAZOLI,J.R. Energia solar fotovoltaica: conceitos e aplicações.


Editora Érica, 2014.

ZUAZO, Pedro. Captação de energia solar cresce 300% em ano de crise. Extra. Rio de
Janeiro, 2017. Disponível em: <https://extra.globo.com/noticias/rio/captacao-de-
energia-solar-cresce-300-em-ano-de-crise-22087676.html>. Acesso em: 22 de jun
2018.