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ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

- Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo o complexo de bens organizados para


exercício da empresa, por empresário ou por sociedade empresária.
* Os bens podem ser materiais ou imateriais, corpóreos ou incorpóreos.

A natureza jurídica do estabelecimento é uma universalidade de fato (porque o próprio


empresário escolhe os bens que irão compor seu objeto patrimonial).

- O estabelecimento enquanto objeto de negócios jurídicos. Pode ser de forma total ou parcial,
isto é, pode ser totalmente alienado ou parcialmente alienado (venda de bens aleatórios).
Também pode ser translativo ou constitutivo, o primeiro quando o negócio jurídico transfere a
titularidade (venda, doações e etc que mudam a titularidade do dono), enquanto o
constitutivo não transfere a propriedade integral do estabelecimento.

* Trespasse (compra e venda) é o negócio jurídico translativo (total ou parcial). De acordo com
o Art. 1146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor
primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação e, quanto aos outros da data do vencimento. Isso é, o comprador
assume as dívidas e responde por elas desde que tenham sido contabilizadas, enquanto o
vendedor permanece solidário pelo prazo de um ano. Torna-se válido a partir da averbação na
junta comercial.

- O alienante (vendedor), não havendo autorização do alienado (comprador), não pode fazer
concorrência ao alienado nos cinco anos subsequentes do trespasse. No caso de
arrendamento ou usufruto, o período é equivalente ao prazo do contrato.

Locação é o negócio jurídico constitutivo, onde o locador transfere o direito de ocupação ao


locatário.

Ação Renovatória de Locação Comercial


*Pelo princípio da preservação da empresa, o locatário pode recorrer judicialmente para
estender o prazo de locação do imóvel, e não ter seus negócios prejudicados. Para isso ele
precisa, pelo menos 6 meses antes do fim do contrato, entrar com a ação, e cumulativamente
deve:
I. Contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e tenha prazo determinado.
II. A soma dos prazos dos contratos escritos seja de no mínimo 5 anos.
III. O locatário deve estar explorando a mesma atividade de comércio, no mesmo ramo pelo
prazo mínimo de três anos ininterruptos.

Alienação
- Se ao alienante não restar bens para solver seu passivo, a alienação do estabelecimento só
pode ser feita após que todos os credores sejam pagos ou concordem com a alienação de
forma tácita ou explícita, dentro do prazo de 30 dias após a notificação da alienação. Caso não
notifique os credores e ainda sim proceda ao trespasse, o mesmo será ineficaz.
Responsabilidade Fiscal
- O alienado que adquire estabelecimento comercial, industrial, fundo de comércio e etc,
responderá aos débitos fiscais da mesma de duas formas:
I. Integralmente, se o alienante cessar as atividades de empresário.
II. Subsidiariamente, se o alienante continuar a praticar atividade empresarial.

Obs: Responsabilidade subsidiária é aquela em que comporta o benefício da ordem, isto é, o


sujeito ativo (fisco) exigirá inicialmente o cumprimento da obrigação do sujeito passivo direito,
caso este não seja capaz de cumpri-la, a obrigação recai sobre o subsidiário.

Responsabilidade Trabalhista
- O Art.10 da CLT diz que, independentemente das mudanças jurídicas da empresa (quadro
societário, personalidade jurídica e etc) os empregados com direitos adquiridos não os
perderão, com isso, os sócios retirantes respondem subsidiariamente por questões
trabalhistas. Porém, se provado que houve fraude na alteração societária, o sócio retirante
responderá solidariamente.

-No caso de empresa sucessora e sucedida, as obrigações trabalhistas ficam por conta da
sucessora, mesmo os que se iniciaram na época da sucedida. A sucedida só responderá
solidariamente se houve fraude na transferência.

*Aviamento é a capacidade de gerar lucro.


*A cláusula de não restabelecimento visa proteger a atividade empresarial do adquirente,
consequentemente evitando concorrência desleal por parte do alienante.
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