0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 253 visualizações97 páginasSe047 PDF
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|
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oe
1 |
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Ey rT) MAGICA
(EST Rt Core)
=CONTROLE DE
VELOCIDADE
GERADOR DE FUNGOES
APLICAGOES PARA
AMPLIFICADORES
OPERACIONAIS
Reparagao:
AIDA HORI-
ZONTAL
ENSINO
PROFISSIONALIZANTE
Pure reir le meh)
Magers aac)
*TELECOMUNICACOES:
=EQUIPAMENTO DE
ONDA PORTADORA
[Octal an)EDITORA
SABER
LTDA.
Try Saverio
pene rt Gerador de FungBes... 2
rr to Mendes
ROME Se Oliveira Equipamento de Onda Portadora (“Carrier”) para As-
Hips sinante "1
“HOBBY”: Lampada Magica — Luz de Cabeceira
REVISTA Sensfvel ao Toque .. 14
SABER Monte um Frequencimetro Digital (Parte 2).. 21
ELETRONICA
Aplicagdes para Circuitos Integrados Lineares.... 33
pad Sea ORIENTACAO PARA O MONTADOR... 35
PNT fartins
f é Controle de Velocidade para Furadeiras Elétricas .. 37
ns Newton
CSS C. Braga OFICINA: A Etapa de Safda Horizontal: Funciona-
eer mento e Reparagio ..
Série ou Paralelo? 51
ervigos W. Roth
ctl & Cia, Ltda. PRINCIPIANTE: Simples Redutor de Intensidade Lu-
Pees ABRIL S.A. ~ minosa 52
eae Cuttural ¢
Industrial Os Transistores de Efeito de Campo MOS 58
ee ho Mendes Aplicagdes Préticas para os Amplificadores Operacio-
nais .. 69
CURSO DE ELETRONICA: (Licdo 1 — Reediggo) 72
rR REDACAO a
paar ADMINISTRAGAO {Ligéo 2) 85
E PUBLICIDADE:
EM Av. Dr. Carlos de
Campos. n? 275/9
03028 - S. Paulo
CORRESPONDENCL
Enderegar 4
REVISTA SABER
ELETRONICA
Caixa Postal 50450
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grafia do prototipo da Lan
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na, das sancBes_ legals, salvo mediante autorizarS0 por
NUMEROS ATRASADOS: a0 proco da altima edi¢io
pedides pela
no distribuidor Abril de
cidade ou
lustragBes desta Revista, sob pe-
scrito da Editora.
SOMENTE A PARTIR DO NUMERO 45 (MARCO/76!SENAQD oe FLIGDES
ENG? MAURICE GIAN
UM CIRCUITO INTEGRADO E MAIS ALGUNS COMPO.
NENTES EXTERNOS SAO CAPAZES DE GERAR ON-
DAS QUADRADAS, TRIANGULARES E SENOIDAIS
DE FREQUENCIAS COMPREENDIDAS ENTRE 0,001 Hz
E 1 MHz. ESTA MONTAGEM SO E RECOMENDADA
PARA O TECNICO DE ALTO NIVEL, MUITO PRATICO,
QUE SEJA CAPAZ DE EFETUAR OS AJUSTES COM
PRECISAO E QUE DISPONHA DE BONS EQUIPAMEN-
TOS DE MEDICAO, SOBRETUDO DE UM BOM OSCI-
Loscopio.
INTRODUGAO
Geradores de sinais nao faltam em nosso
mercado eletronico! Porém, nem sempre
seu prego 6 acessivel ao bolso do amador
(as vezes nem do profissional).
© gerador de func3o que iremos apre-
sentar neste artigo, além de néo “ferir” a
sensibilidade econdmica de seu eventual
montador, apresenta algumas caracter(sticas
raramente agrupadas nos instrumentos co-
merciais como:
* safdas: senoidal, triangular e quadra-
da;
seis faixas de freqiiéncias;
controle independente da amplitude
dos sinais;
possibilidade de “mixagem’’dos sinais;
satda independente de onda quadrada
compativel TTL.
“A ALMA DO NEGOCIO”
O “coragéio" de nosso gerador é 0 cir-
cuito integrado 8038 fabricado, pela IN-
TERSIL, na moderna técnica monolitica
que usa resistores de filme delgado e diodos
“Schottky”. E apresentado no invéluicro
Revista Saber EletroniceDESCRICAO
Alimentacio: (Vs)
= Simples
= Duple
Consumo (V, = #10 VI
m Ra e Rp)
Gama de freqié
Vorredura de FM
Gama om varredura de FM
Linearidade en FM
Vorinco de freaiiéncia
= em fanefo das temperatures
= em funcéo da alimentagio
Ra © Rp recomendados
CARACT. DE FREQ.
TABELA |
Amplitude (RL = 100k)
Tensio de saturacéo (Ig = 2 mA)
Tempo de subida (RL = 4,7 &)
Tempo de queda (AL = 4,7 k@)
(ciclo do trabalho)
QUADRADA
Amplitude (Ry, = 100 k9%)
Lineardace
Impedncia de ssids (I ssida = 5 mA)
Amplitude (Ry, = 100 k)
THD (Ry = 1 m2)
THO sjustado {Ry = 1 mM
SENOIOAL | TRIANGULAR
DIL de 14 pinos. Na figura 1 ilustramos
a disposi¢go dos terminais bem como suas
respectivas fungoes.
Na tabela | o leitor poderé encontrar
a “ficha técnica” do 8038.
© 8038 “NA INTIMIDADE”
Acompanhemos o diagrama de blocos
da figura 2.
Maio/76
ers
Pee
Figura 1
Ft
es
eer)
een
Corea ey
Cd
eeeFigura 2
A forma de onda basica, gerada pelo
8038 ¢ a triangular (principio da carga e
descarga a correntes constantes do capaci-
tor C) — figura 3. A tenso Vc desenvolvida
Figura 3
em torno do capacitor alimenta dois esté-
gios comparadores que a comparam a dois
valores de referéncia: V1 e V2. As safdas
dos comparadores so usadas para disparar
as entradas “SET” e ‘‘RESET” de um
“flip-flop” biestdvel, cuja safda Q se en-
carrega de operar a chave eletrénica de
carga e descarga S1. Observamos que a mes-
ma safda Q, além de operar a chave S1
nos fornece, também, a forma de onda
quadrada, de amplitude constante e de
mesma freqiiéncia que a onda triangular.
A freqiiéncia de oscilagdo 6 comandada
pelo capacitor C e pelas correntes 11 e 12
(Ra e Rb). Se 11 = 12, teremos uma on-
da simétrica na safda, Se \1 # 12 teremos
uma forma de onda assimétrica e, portanto,
uma relago marca-espago (M/E) ¥ 1.
Obtém-se a onda senoidal a partir da
triangular da seguinte maneira: alterando-
se o Angulo da rampa em pontos escolhi-
dos, durante a carga e a descarga do capa-
citor, conseguimos chegar a uma aproxima-
¢&o bem real da forma desejada: V saida =
= sen Ventrada (figura 4).
A prinefpio pode parecer que necessita-
riamos de uma infinidade de desvios para
alcangar uma boa sendide. A pratica, po:
rém, mostrou que bastam uns 5 ou 6 para
se obter bons resultados. No Cl 8038 esta
conversao € feita pelo circuito “conversor
triangular-senoidai” formado por uma série
de transistores ligados em cascata e devi-
damente polarizados para os diferentes
pontos de desvio da rampa.
Figura 4
USE E ABUSE DO 8038
O 8038 é bastante “flexivel’ quanto 4
alimentacéo e a configuragaa do circuito
formado pelos componentes externos, per-
mitindo inclusive um ajuste preciso da for-
ma de onda senoidal (figura 5).
Figura 6
Revista Saber EletrénicaFigura 6
ALIMENTACGAO
Conforme a tabela |, observa-se que a
alimentagao do Cl pode ser feita:
1 — em fonte simples de 10 a 30 Volts
2 — em fonte dupla de +5 a +15 Volts
No caso 1, todas as formas alternam
simetricamente em torno do ponto "O”
(Gnd).
No caso 2, as ondas triangulares e senoi-
dais, alternam em torno do ponto Vs/2.
A onda quadrada alterna entre Vs e O
(Gnd).
Um ponto interessante a ser ressaltado
6 que o transistor da “‘safda quadrada” es-
ta de coletor aberto, isto é, ele pode ser
ligado a um Vs1 menor que Vs através de
uma resisténcia de carga, permitindo, por
exemplo, obter uma safda quadrada TTL
{5 Volts) - figura 6.
SELECAO DOS COMPONENTES
EXTERNOS E SUA INTERCONEXAO
Nas figuras 7A, 7B e 7C apresentamos
3 formas diferentes dentre as possiveis
montagens dos componentes externos.
A férmula usada para o célculo da fre-
qiléncia sera:
1
Re
5
= R 1+ ——_
gx Raxc (t+ 5 oy
= Ra = Rb = R (ciclo de trabalho =
= 50%) teremos:
* para o caso da figura 7A:
0,3
Rxc
* para o caso da figura 7B e 7C:
_ 0,15
RxC
Onde: f = Hertz
Ohms
C= Farads
Como pode ser visto, a freqiiéncia inde-
pende da alimentacdo, dependendo nica
e diretamente do produto RC. Isto parece,
a primeira vista, que poder-se-ia usar qual-
quer valor para estes componentes; porém,
algumas restrigdes ever ser impostas
quanto ao valor de R, pois uma corrente
de carga e descarga menor que 1 uA dard
instabilidade de freqléncia devido as fugas
préprias dos componentes. Por outro lado,
uma corrente superior a 5 mA causaré a
saturaggo dos transistores. Portanto, na
prdtica e com boa margem de seguranga,
deverd se adotar:
Vo Ve
Ra 5Rb
tal que: 10 nA <1 < 1 mA
Maio/76
Figura 7Figura 8
6 Rovisea Sabor BlotrOnicaAGORA, NOSSO GERADOR
Apresentamos na figura 8 0 diagrama
completo do nosso gerador de fungdes,
cujas caracteristicas so:
* gama de freqiéncias:
0,1 He a 100 kHz em G faixas.
a) 0,1 a1 He
b) 1a 10 Hz
c) 10 a 100 Hz
d) 100 a 1000 Hz
e) 1000 a 10000 Hz
f) 10 KHz a 100 kHz.”
* alimentagio: 15 Volts
* saldas: 1) senoidal: 0 - 1,1 Veg
2) triangular: 0 - 5 V
3) quadrada: 0 - 13,5 V
4) quadrada: TTL: 5 V
* todas as safdas sdio de baixa impedancia
* uma “mixagem” das safdas ¢ possivel
(neste caso as “graduagbes” do painel
= amplitude - perdem seu valor).
DESCRIGAO DO CIRCUITO
A secgiio “b” da chave S1 (6 x 2) sele-
ciona o capacitor adequado para cada faixa
de frequéncias. Em vista de que os capaci-
tores encontrados no mercado tém uma
tolerancia de 10%, foram incluidos no cir-
cuito de carga e descarga “trimpots” (TP1
a TP6) que so selecionados pela secg%io
"ar" de S1.
R1 e@ R2 s&o os resistores que, pratica-
mente, determinam os valores das correntes
de carga e descarga do capacitor.
TP? atua como um ajuste de balanco
e complementa R1 e R2. Deve ser ajusta-
do de forma a se obter Ic = Id, ou seja,
uma forma da onda com relagao marca/es-
paco igual 3 unidade. Sem isso teremos
uma onda senoidal deformada.
A freqiiéncia, dentro de cada faixa, é
ajustada mediante P1, que regula o valor
da tensdo positiva aplicada ao pino 8 (pois
as correntes de carga e descarga so fungéio
direta da diferenca de potencial entre o
pino 8 e Vs). Recomendamos o uso de
um potencidmetro de escala linear, pois
assim ter-se-4 ume variagdo linear da fre-
qiéncia. R4 esté incluso para evitar que a
tensdo no pino 8 ultrapasse o valor limite
inferior a 0,8 Volt, 0 que acarretaria dis-
torgdes nas formas de onda na safda do ge-
rador.
A soma resistiva de R3 e TP8 (ajustado)
deve ser igual a 1/10 do valor de Pl a
fim de obtermos uma variagio de 11/1
na freqiéncia, para uma rotagao inteira de
Pi.
1P9 e TP10, conforme visto anterior-
mente (figura 6), servem para ajustar a for-
ma da sendide.
Os estagios de safda triangular e senoi-
dal s80 idénticos.
Foram previstos os transistores Q1 e
2, ligados na configurago de coletor
comum de maneira a “carregar” as safdas
do Cl com uma alta impedancia e entre-
gar uma mais cOmoda safda de baixa. As
amplitudes dos sinais triangulares e senoi-
dais so ajustadas mediante P2 e P3, res-
pectivamente. R6, R7, C6 @ C7 formam os
circuitos de isolaco e acoplamento para
08 casos de “mixagem” dos dois sinais ou
da aplicaggo acidental de uma tensio ex-
terna.
Figura 9
Maio/76Fig. 10
No caso da safda quadrada, RO é 0
resistor de carga de Q7 (conforme visto
anteriormente). O transistor Q3 nos permi-
te obter uma saida regulével em amplitude
(mediante P4) entre “Gnd” e Vs. O capa-
citor de acoplamento foi omitido visto
que, durante as provas do protétipo, veri-
ficou-se que causava uma ligeira flutuagao
do ponto “Gnd”; portanto, quando esta
saida estiver sendo usada, lembre-se que
ela estd sem protego contra aplicaggo aci-
dental de tensdes externas.
Por fim, temos a safda quadrada TTL.
A amplitude do sinal nesta safda deveré ser
8
- Placa de Fiagao Impressa
(lado cobreado}
regulada para um valor entre 4,5 ¢ 5,5 V,
mediante o trimpot TP11.
Lembramos que os potenciémetros P2,
P3 e P4 so do tipo com interruptor de 2
secgdes. Uma usada para 0 circuito de
safda e@ a outra para ligar 0 LED corres—
pondente a forma de onda em servico.
FONTE DE ALIMENTAGAO
A fonte de alimentago, que & do tipo
convencional, pode ser vista na figura 9.
Revista Saber Eletronica‘6 TPT Qe
De o> ele } C3
| go R7e a om Te tt
ca TP8
vite St edtedtts sate Ft ‘ dbs
Ee yo 2b 3 Gt 5F 6G Tr
Ge = 4123496 - 12345
corte $3833 28 ose t38 eee
4 Sto Sto 4
He {Ri }+ oo eiRisy.
Te +{RB_ + oP
Je RE
| SAIDA
Os pontos
"Q"e"R" sdo da saida TTL
A B° ODE FOG
Fig.¥ - Disposi¢ao dos Componentes
Maio/76 9PLACA DE FIAGAO IMPRESSA
As figuras 10 e 11 mostram nossa suges-
t8o para a placa de fiagdo impressa. Como
n&o se trata de uma montagem critica, 0
leitor poder modificar 4 sua conveniéncia.
Na figura 12, 0 leitor vai encontrar. a
disposi¢go_adotada no nosso_protdtipo.
A colocacio dos elementos de controle €
as medidas finais do painel so perfeita-
mente aleatérias e foram adotadas de ma-
neira a satisfazer as exigéncias estéticas
do laboratério onde foi instalado o instru-
mento.
Figura 12
RELAGAO DE COMPONENTES
RESISTORES SEMICONDUTORES
(5% tol.)
PR1 - ponte retificadora 70 V@5A
R1 -4,7k2 @ 1/4W Q1, 02, 03 - BC108 ou equivalente
R2 -4,7kQ @ 1/44W Q4 - BD139
R3 - 2709 @ 1/4 W C1 - 8038 (INTERSIL)
R4 - 27kQ2 @ 1/4W DZ1 - Diodo Zener de 15 V@ 1 W
R5 - 5009 @ 1/2W
R6 -1k2 @ 1/4W
R7 -1k2 @ 1/4 W TRIMPOTS E POTENCIOMETROS
RB - 5002 @ 1/2W
R9 -3,3k2 @ 1/4W TP1, TP2, TPS TP6 - 470 2
R10-1k2 @ 1/4W 1P7 - 1 ka
R11 - 5002 @ 1/2W TPS - 330
R12 - 680 2 @ 1/2 W TPQ - TP10 - 100 ka
R13 - 500 2 @ 1/2 W TP11 - 47 ka
Pt - 4,7 ko - linear
P2, P23 - 10 k@ com interruptor duplo
P4 - 2,7 kQ com inter. duplo
CAPACITORES
DIVERSOS
Cl -47 uF @ 25V :
C2 -4,7 uF @ 26V L1, L2, L3, L4 - LED vermelhos
C3 - 0,47 uF $1 - Chave 6 x 2
C4 - 0,047 uF $5 - Chave HH (JOTO)
C5 - 0,0047 uF Fu ~ fusfvel tubular de 200 mA com porta fusivel
C6 - 470 pF p/ painel
C7 -10nF@25V TT ~ Transformador 110 15 V @ 200 mA
C8 -10nF@ 25V 1 tomada para safda (tipo p# microfone)
C9 - 500 uF @ 2V 1 chapa de aluminio 150 x 170 x 2 mm
C10 - 100 nF @ 35 V 1 chapa circuito impresso 150 x 150 mm
C11 - 500 uF @ 25 V 5 knobs
z
10 Rovista Saber ElewdnicaEOUIPAMIENTO OF
DONA POARTAODRA
(carrier) PARA
ASSITANTE
Devido a concentra¢ao populacional nos
grandes centros urbanos, o sistema telefd-
nico as vezes tornase precério devido a
distribuico de linhas nestas regides. Os ca
bos primérios passam a nfo comportar
mais a densidade de assinantes, pois esto
todos ocupados.
Se um assinante muda de residéncia de-
sejaré que seu telefone seja transferido
Para seu novo endereco. Muitas vezes exis-
te, por parte da concessiondria, a possibi-
lidade de transferéncia imediata do telefo-
ne do assinante. Outras vezes, os cabos pri-
mérios que passam na regio do novo en-
derego do assinante, esto totalmente ocu-
pados, nao permitindo que a concessionéria
faga a transferéncia.
Para que seja solucionado este problema
temporariamente, as concessiondrias usam
© equipamento de onda portadora (“car-
rier) que permite 0 envio de duas ou mais
informagdes sobre um mesmo par de cabos
telefénicos.
Os equipamentos de onda portadora
(“carrier”) podem ser fornecidos com um
‘ou mais canais permitindo, através de uma
mesma linha ffsica, uma ou mais conversa-
Bes além da normal. Chamamos de mo-
Rocanal 20 equipamento que permite duas
conversages simultaneas. Existem equipa-
Maio/76
ENG? FRANCINE CARREIRA
mentos “carrier que possibilitam mais de
duas conversagdes simulténeas e sao cha-
mados de multicanais.
O sistema de modulac3o normalmente
empregado é AM sem supressdo de porta-
dora. O equipamento de onda portadora
(“carrier”) trabalha com freqiiéncias de
portadoras diferentes para a transmissio e
recepcdo de informacao. A tabela mostra
na coluna 1 as freqiiéncias usadas na trans-
missio de informagiio da central para o
assinante e na coluna 2 mostra as usadas
na transmisséo de informagao do assinante
& central, para um equipamento de 8 ca-
nais.
CANAL } COLUNA 1 | COLUNA 2
1 8 kHz 88. kHz
2 16 kHz 98 kHz
3 24 kHz =| 104 kHz
4 32 kHz | 112 kHz
5 40 kHz | 120 kHz
6 4B kHz | 128 ‘kHz
2 58 kHz 138 kHz
8 64 kHz | 144 kHz
© equipamento monocanal recebe infor-
macéo da central sobre portadora de
28 ‘kHz.
"Filiro
isologao|
ossinante |
fisico |
I
i
1 L__fEquipamento_ Equipamento |
i de ondo de onda
papel rtadore portadera
i earrier) (carrier)
| peqen' do assinante
: corer
| * Assinante carrier
a ssinante car
assinante Eonversor
eared 06= Distribuidor Gera! Vee
Figura 1
A figura 1 mostra a interconexio do
equipamente onda portadora (“carrier”)
monocanal numa central.
Chamamos de assinante fisico ao que
ocupa normalmente a linha e de assinante
rier” a0 que necessita do equipamento
de onda portadora (“carrier”) para comple-
tar a ligagdo.
Basicamente 0 equipamento carrier mo-
nocanal, como mostra a figura 1, 6 consti-
tuido por:
a) Uma unidade do equipamento “car-
rier ligado ao telefone do assinante “car-
rier”; esta unidade deve ficar proxima ao
telefone deste assinante; a alimentagiio des-
ta unidade 6 feita, normalmente, de duas
maneiras: através de uma fonte de alimen-
taco ligada @ rede interna de distribui¢fo
AC do assinante “‘carrier’; no caso da falta
de energia elétrica na rede interna de dis-
tribuiggo do assinante “carrier”, uma bate-
ria de nfquel-cromo forneceré alimentagao
para 0 equipamento “carrier”. Outra for-
ma de alimentacao desta unidade é feita
através de um circuito interno que “rouba”’
energia da propria estag3o, mas que n3o é
suficiente para acionar o relé de linha.
12
Quando o assinante ffsico “tira o fone do
gancho™ este circuito deixa de atuar.
b) Uma unidade do equipamento de
onda portadora (“carrier”) ligada a0 tele-
fone do assinante fisico que é um filtro
passa-baixas passivo, ndo necessitando, por-
tanto, de alimentagao.
c) Uma unidade do equipamento onda
portadora ("carrier”’) localizada na central
telefonica que deve ficar proxima ao dis-
tribuidor geral. Sua alimentagao 6 a mesma
da central ou seja 48 Vcc. Deve apresen-
tar as facilidades de abrir o circuito do as-
sinante ffsico ou do assinante “carrier”
independentemente. Por comodidade na
instalagfo, procura-se agrupar as unidades
“carrier” da central em conjuntos localiza-
dos.em bastidores préximo ao distribuidor
geral.
A troca de informagao da unidade do
equipamento de onda portadora (“carrier”!
monocanal e © assinante “carrier” se pro-
cessa de forma convencional. Quando o as-
sinante “carrier” recebe uma chamada, o
equipamento “‘carrier”” localizado na cen-
tral envia uma portadora de 76 kHz ao
mesmo. O equipamento do assinante “‘car-
Revista Saber Eletrénicarier”, tendo recebido 76 kHz faz ‘‘disparar”
a campainha do seu telefone. Quando o
ele atende, autométicamente a corrente
de toque da campainha de sua unidade 6
desligada e um gerador de 28 kHz entrard
em operagdo nesta unidade. Assim, tanto
9 assinante “carrier” como o assinante cha-
mados estéo preparados para que a con-
versagdo se processe.
A utilizago do equipamento de onda
portadora (“carrier”) € uma solugdo bas-
tante eficaz, porém com certas restrigdes.
Na linha em que for instalado n3o poderd
haver bobinas de pupinizacao, bobinas de
repeti¢o, extensor de “100p", repetidor
de freqiiéncia de voz ou derivagdes. Todos
estes acessérios podem causar o corte das
freqiiéncias acima da faixa de dudio.
SEGUNDO CONSTA E A PRIMEIRA VEZ QUE NA LITE-
RATURA ELETRONICA BRASILEIRA E APRESENTADO UM
ARTIGO DE
AUTORIA DE UM REPRESENTANTE DO
“ANTIGAMENTE” CHAMADO SEXO FRAGIL
FRANCINE CARREIRA, ENGENHE!RA ELETRONICA FOR
MADA PELA FEI, EM 1975 PRESTA SUA CONTRIBUICAO
A AREA DE TELECOMUNICACOES ATRAVES DO LABORA.
TORIO DE TELECOMUNICACOES DE SAO PAULO S.A.
NOSSAS HOMENAGENS A “MULHER BRASILEIRA” ATRA-
VES DE FRANCINE,
Mato/76LAMPADA .
MAGICADETERMINADOS COMPONENTES ELETRONICOS PER-
MITEM A OBTENGAO DE EFEITOS BASTANTE INTE-
RESSANTES. E O CASO DESTA LUZ DE CABECEIRA
QUE ACENDE COM O SIMPLES TOCAR DE UM DEDO
EM QUALQUER UMA DE SUAS PARTES METALICAS
(ELEMENTO SENSIVEL) E ASS(M PERMANECE ATE
QUE, PARA DESLIGA-LA, ACIONAMOS POR ALGUNS
SEGUNDOS UM INTERRUPTOR. O CIRCUITO E SUFI-
CIENTEMENTE SIMPLES PARA QUE MESMO 0 PRIN-
CIPIANTE POSSA MONTA-LO SEM DIFICULDADES.
A utilidade de um circuito deste tipo?
Pois bem; quando acordamos, em geral,
levamos alguns segundos para localizar o
interruptor da luz de cabeceira, nem sem-
pre facilmente acess{vel, 0 que pode levar
‘os mais desastrados a derrubar 0 relégio,
ou outros objetos que encontrem na cabe-
ceira. Com esta |ampada nao precisaremos
localizar o interruptor. Bastard levarmos a
mo em qualquer lugar do “abajur” que é
forrado com cobertura especial, para que
ele imediatamente acenda sem precisarmos
apertar ou girar nada (figura 1).
O importante a observar € que 0 com-
ponente bdsico desta montagem apresenta
uma sensibilidade suficiente para néio ne-
cessitar de correntes maiores que uns pou-
cos milionésimos de Ampére para seu acio
namento, corrente que pode ser obtida do
préprio ruido ambiente induzido no nosso
corpo, 0 que significa que © circuito é
completamente a prova de choques elé-
tricos.
Por outro lado, os componentes sdo em
numero reduzido e de baixo custo o que
significa que, uma vez de posse de uma luz
de cabeceira disponivel, tudo que o leitor
terd a fazer para esta adapta¢ao nao levard
mais do que algumas horas.
Na verdade, este tipo de circuite pode
ser montado para outras aplicagées, tanto
Maio 76
em iluminag3o como em sinalizagao.
Se 0 elemento sensivel for ligado a um
objeto de metal e a lmpada for colocada
8 distincia, poderemos ter seu acendimen-
to sempre que alguma mio indesejavel to-
car no objeto. O circuito funcionaré come
um indicador de intrusos (figura 2).
Estudando seu princfpio de funciona
mento, o leitor compreenderd suas limita-
des e possibilidades, podendo inclusive
imaginar outras interessantes aplicagdes pré-
ticas para a mesma configuracao.
OS COMPONENTES E 0 CIRCUITO
© componente basico deste circuito é
um SCR (diodo controlado de silicio) — fi-
gura 3 — que aciona a lampada. ou 0 cir-
cuito de carga quando um estimulo é apli-
cado ao seu eletroda de comporta (gate).
Nessas condigdes, 0 SCR atua como um
interruptor que pode ser acionado por uma
pequenissima corrente externa que inclusi-
ve pode vir de nosso préprio corpo (indu-
zida pelo ruido ambiente). Para desligar 0
circuito, um interruptor adicional deve ser
usado. Esse interruptor deve ter caracte-
rfsticas especiais, pois deve ser do tipo nor-
malmente fechado, isto é, um interruptor
que desliga o circuito quando o acionamos
e ao contrério. E do tipo de interruptor
15o
Toe
SiMBOLO
A ~ anogo
kK — catodolc)
G — comporta
siMBOLO
Figura 3
encontrado nas portas das geladeiras que
desliga, a lampada interna quando pressio.
nado (figura 3b).
O SCR, é encontrado em casas de ma-
terial eletrénico; deve, obrigatériamente,
ser usado o recomendado na lista de com-
ponentes. O interruptor de press%io, como
j dissemos, é do tipo normalmente fecha-
do e pode ser encontrado em boas casas
de material eletrénico a custo bem razoé-
vel.
Além_desses componentes, outros so
necessérios de modo a se completar o
circuito.
Como sua operagio se dé em corrente
continua, devemos retificar e filtrar a cor-
rente alternada disponfvel na rede, 0 que
serd feito por meio de um diodo semi-con-
dutor de tipo bastante comum e por um
capacitor eletrolitico de 8 uF @ 350 Volts
O Altimo componente a ser considerado
6 um resistor cujo valor pode ser de
330 k@ ou 470 k® que pode ser encon-
trado com a maior facilidade.
Revista Saber Elewonicaa tomada
lado chanfrado,
90 elemento
sensivel
Figura 4
Com os componentes indicados podere-
mos montar o circuito tanto para redes de
110 como 220 Volts, observando-se ape-
nas a tensio da lémpada. A lampada in-
candescenie deve ser de 40 Watts, para que
a alimentacfio fique em torno da normal.
Uma limpada de 25 Watts também é tole-
rada, se bem que sua tensdo seja um pou-
co superior,
Para lampadas maiores que 40 Watts, 0
brilho obtido sera ligeiramente inferior a0
normal e nao deve ser usada lampada maior
que 100 Watts, pois isso poderé causar a
queima do diodo semi-condutor. Em outras
palavras: © circuito opera satisfatoriamente
com ldmpadas incandescentes de 25 a 60
Watts sem necessidade de qualquer modi-
ficagdo.
Nossa sugestéo pera montagem é dada
na figura 4. Uma ponte de terminais é
usada para a soldagem dos componentes.
A lémpada de cabeceira deve estar instala-
da em sistema com base mais ou menos vo-
Maio/76
lumosa de modo a permitir o alojamento
do circuito em seu interior. Se 0 leitor de-
sejar poder8 montar 0 circuito numa pe-
quena caixa pléstica e fixar a luz de cabe-
ceira firmemente sobre ela (figura 5).
Figura 5
17oF +
Teac sor
DoF
8)
2h
Elemento
Seneivel
Figura 6
O circuito completo aparece na figura 6.
Trés componentes devem ser observados
com 0 maximo de cuidado. Sao eles: 0 SCR
que deve ter seus terminais perfeitamente
identificados na sua ligago; 0 diodo semi-
-condutor cuja identificago é feita pelo
ane! em seu corpo ou pelo simbolo grava-
do; 0 capacitor eletrolitico. Com relaggo a
este capacitor, seu polo positivo corres-
ponde ao terminal preso na tampa de bor.
racha enquanto que o terminal negativo é
© soldado diretamente na carcaca de alu-
minio (figura 7).
Figura 7
© elemento sensivel consiste numa co-
bertura de folha de aluminio ou cobre que
envolve a luz de cabeceira. Essa cobertura
no deve encostar em nenhuma parte me-
télica do circuito de controle. Pela foto
do protétipo (figura 1), 0 leitor vé as jane-
fas que foram feitas na folha de aluminio
para a passagem de luz num “abajur” de
acrilico. O circuito é alojado na parte su-
perior, sob a prépria limpada.
MONTAGEM
Para a montagem deste circuito vocé
necessitara de um soldador de pequena
18
poténcia, uns 30 Watts no méximo, solda
de boa qualidade, uma chave de fendas,
um alicate de corte lateral e um alicate
de pontas. Para a parte nfo elétrica de
adaptagdo da luz de cabeceira, de uma
furadeira, serra, martelo, etc.
Comece por cortar a ponte de terminais
do tamanho indicado, j4 que ela deve ser
adquirida em barras de 1 metro ou meio
metro. Corte de modo a obter 7 terminais
conforme mostra a figura 4.
Em seguida, aqueca 0 soldador e come
ce por soldar 0 diodo semi-condutor, do.
dobrando seus terminais e cortando-os no
tamanho conveniente.
Solde depois 0 capacitor, observando
sua polaridade, 0 resistor e por ultimo o
SCR. Com relago a este ultimo compo-
nente dobre com cuidado seus terminais,
que sdo frageis.
Complete as ligagdes entre os compo-
nentes usando para esta finalidade fio en-
capado rigido (# 22 ou # 20). Complete a
montagem soldando 0. cabo de alimenta-
Go, 0 cabo da lampada e o fio que fard a
conex&o do elemento sensivel.
Uma vez pronto 0 circuito ele pode ser
instalado na propria caixa que aloja a luz
de cabeceira, em sua base, ou em caixa
construfda pelo montador, como ja disse-
mos.
Para fixar a ponte use parafusos com
porcas comuns. Observe para néo fixar es-
ses parafusos em nenhuma parte metdlica,
jé que existe conexio elétrica da ponte
com o circuito.
Montado o circuito, para experimenté-lo
proceda do seguinte modo:
* Tigue 0 dispositivo & tomada; a lampa-
da deve acender imediatamente;
* pressione, por alguns segundos, o in-
terruptor de pressfo e solte-o novamente;
a lampada deve apagar e assim permanecer;
* toque no elemento sensivel, ou seja,
na cobertura de metal da luz de cabeceira;
Revista Saber Eletrdnicaa lampada deve acender imediatamente; se
isso nao ocorrer inverta a posi¢o do plugue
na tomada, girando-o de 180°; prove no-
vamente dispositivo;
* para acender a lampada bastard, ento,
encostarmos os dedos na folha de metal
que envolve 0 “abajur”’ e para apagé-la bas-
taré pressionar por alguns segundos o inter-
raptor e solté-lo novamente.
Observagies: a fixacéo da cobertura me-
télica pode ser feita com qualquer cola
comum.
Se 0 circuito no operar, a falha pode
estar no SCR. Dadas as tolerancias de fa-
bricago, alguns sdo mais sensfveis que ou-
tros. Se ndo houver meio de fazer a uni-
dade operar, tente um SCR novo do mes-
mo tipo.
COMO FUNCIONA
Conhecer © principio de funcionamento
dos circuitos montados e de seus compo-
nentes é © que visamos, principalmente.
Por ela, com o tempo, o leitor torna-se
apto a praticar eletranica com mais segu-
ranca, no se limitando as montagens mais
simples.
O SCR (diodo controlado de silfcio), que
€ © componente basico usado nesta mon-
tagem, tem a propriedade de conduzir a
corrente num unico sentido como os dio-
dos comuns, (veja, nesta Revista, “Simples
Redutor de Intensidade Luminosa’’) mas
86 comeca a conduzir quando um estimu-
lo elétrico é aplicado a um eletrodo deno-
minado comporta (figura 8). O pulso, em
alguns casos, pode ser to pequeno que
ate
(comporto |
Figura 8
Malo/76
mesmo a tensio resultante do rufdo am-
biente induzida no nosso corpo pode acio-
né-lo. Essa & justamente a propriedade a-
proveitada nesta montagem. Ocorre, en-
tretanto, que uma vez cessado 0 estimulo
que faz o diodo conduzir, ou seja, que
comuta o SCR de seu estado de nao con-
dugao para 0 de plena condugao, ele ainda
continuaré assim indefinidamente, condu-
zindo a corrente até que ela seja desligada
por algum outro meio. Podemos dizer que
o SCR atua como um interruptor que
pode ser ligado por um estimulo externo,
mas que no pode ser desligado por esti-
mulos externos. E por esse motivo que
temos de usar um interruptor para esta
fungao e n&o o mesmo processo direto de
encostar a m&o no elemento sensivel.
Poderiamos, também, ter um circuito
que s6 manteria a lampada acesa enquanto
encostassemos o dedo no elemento sensf-
vel. O circuito seria o da figura 9, em que
ee
Tomaso
scr
eyeT ay
Elemento
Senaivel
Figura 9
© diodo e © capacitor sio removidos do
circuito.
Isso ocorre porque na alimentagao dire-
ta com corrente alternada, a corrente du-
rante as inversdes de sentido de circulagio
“péra por alguns instantes, dando tempo
para o SCR voltar a sua situagio de nao
condugao.
19No nosso caso, como queremos manter
a lémpada acesa apés 0 toque, devemos
alimentar o circuito com corrente conti-
nua; usamos para esta finalidade 0 diodo
e 0 capacitor na fungao de retificar e fil-
trar a corrente alternada da rede, transfor-
mando-a em corrente continua.
O diodo, pela sua propriedade de per-
mitir a condugao de corrente apenas num
sentido, pode “transformar” corrente al-
ternada em corrente continua; 0 capacitor,
reservando uma pequena parcela de ener-
gia conduzida, impede que a corrente se
reduza a zero, durante os instantes em
que a corrente é impedida de circular no
sentido contrario (figura 10).
fp
|
Corrente alternada pura
1
|
Corrente com © capacitor
Lr
Figura 10
E importante observer que, do valor do
capacitor, dependeré a tens%o que chegard
& lampada. Sem o capacitor, a lampada
receber4 uma alimentagao reduzida, jé que
apenas metade dos ciclos serio conduzi-
20
dos. Com 0 capacitor haveré uma com:
Pensagiio e, quanto maior for seu valor,
maior serd a tensiio recebida pela limpada,
até o limite de 1,41 vezes a tensdio da rede
local, que ¢ a sua tensdo de pico.
Assim, calculamos em 8 uF 0 valor
econémico que permite que na rede de
110 Volts uma lampada de 40 Watts rece
be uma alimentac3o em torno de 90 Volts
e uma fampada de 25 Watts uma alimen:
tagio de 110 Volts, Os mesmos valores
podem ser usatos na rede de 220 Volts,
sem problemas. Com isso vemos que a
lampada de 40 Watts opera com tensto
ligeiramente abaixo do normal o que fard
com que sua durabilidade seja considera
velmente maior.
Para lampadas maiores que 40 Watts o
capacitor deveré ser aumentado. Nossa su
gesto para 60 Watts ¢ um capacitor de
16 yF. Para lampadas de menos de 25
Watts, 15 Watts por exemplo, o capacitor
deve ser reduzido; 4 uF € 0 recomendado
neste caso.
Por que nfo ha perigo de choque elétri-
co neste circuito ? O SCR é disparado
por uma corrente bastante reduzida, limi-
tada pela ago do resistor de alto valor.
Mesmo sendo reduzidissima a corrente,
insuficiente para causar qualquer choque,
ela consegue, entretanto, disparar 0 SCR.
RELACAO DE COMPONENTES
SCR — Diodo controlado de silicio do tipo C106
ou TIC106, para 200 Volts se a rede for
de 110 V; para 400 V se a rede for de
220 V (nfo usar equivalentes).
DI — Diodo de sillcio do tipo BY127 ou
1N4004.
C1 = Capacitor eletrolitico de 8 uF @350 Volts;
capacitores para tensdes de 450 Volts
‘também server; para a rede de 110 Volts,
uma tensfo de 250 Volts é tolerada (ver
texto),
RI — Resistor de 330 kQ ‘ou 470 k2 @ 0,5
Watt.
CHI — Interruptor de presséo normalmente fe
chado (ver texto). x
Revista Saber EletONTE
UM FREQUENCIMETRO
DIGITAL"
22 PARTE
Nesta segunda etapa, conforme foi dito
na parte anterior (Revista 46), vamos es-
tudar mais detalhadamente os circuitos
usados no freqliencimetro.
Inicialmente vamos analisar o disparador
Schmitt (Schmitt Trigger), sendo que, em
sequida, veremos os circuitos contadores,
“flip-flop” e, finalmente, 0 circuito deco-
dificador.
DISPARADOR SCHMITT
(SCHMITT TRIGGER)
Como ja visto na primeira parte, o cir-
cuito disparador Schmitt tem a caracte-
ristica de transformar uma variagZo qual-
quer do nivel de tensio do sinal aplicado a
sua entrada em uma mudanga abrupta do
nivel de tens&o de sua safda. Essa mudanca
abrupta também é chamada de mudanca
de estado. Assim, se o nivel da tensdo na
entrada do circuito sofrer uma variacéo,-a
Maie/76
JOSE CARLOS J. TELLE.
NELSON HOLZCHUH
sua safda passaré de um nivel baixo para
um alto ou vice-versa, Dessa forma, se a
variag’o do nivel do sinal da entrada for
ciclica como, por exemplo, um sinal com
forma de onda senoidal, na safda do circui-
to teremos im sinal de forma de onda
quadrada conforme foi observado nas fo-
tos da primeira parte.
O circuito disparador Schmitt pode tam-
bém ser utilizado como comparador de
amplitudes, estabelecendo o instante no
qual o sinal aplicado a sua entrada atingiu
um determinado nivel.
Funcionamento
No circuito da figura 1 podemos obser-
var que nao existe um acoplamento entre
a safda do 29 estégio (coletor de Q2) ea
entrada do primeiro (base Q1) sendo que a
realimentagao 6 obtida através do resistor
RE. Nestas condigdes temos dois estados
estaveis.
2Figura 1
Partindo-se de uma tensdo zero teremos
a tens&o na base do transistor Q1 igual a
zero; logo, a tensio VRE no resistor é su-
perior & tenséo na base do transistor Q1
que, desta forma, se acha cortado. Nestas
condigées, o transistor Q2 acha-se saturado
ea corrente que passa por RE é a mesma
que passa por RC2.
Aumentando-se a tensdo de entrada, 0
transistor Q1 s6 iré conduzir quando esta
for maior que a tensio no resistor RE
(VRE). Quando Q1 passar a conduzir a
tenséo no coletor de Q1 cai e diminui a
corrente no resistor R1. A tenséo de safda
Eg vai aumentar até que o transistor Q2
entre em corte. Assim, temos que ES = Vcc.
_ Estado?
Figura 2
22
Esses dois estados sdo apresentados sob
forma de um gréfico na figura 2.
Entre os estados 1 e 2 a corrente total
em RE igual a soma das correntes em
Qt e O2.
Considerando agora que a tensio de
entrada diminua, chamemos de Ee1-2 o
valor da tensdo para passar do estado 1
{transistor Q2 saturado, transistor Q1 no
corte) ao estado 2 (transistor 02 no corte
@ transistor Q1 saturado) e mesmo que
tenhamos este valor havera ainda um saldo
em VBE para condug%o, logo deve ir a
uma tensiio de entrada E’g mais baixa pa-
ra voltarmos 4 situa¢Go inicial. Este fato é
denominado de histerese, podendo-se, in-
clusive, calcular a largura da zona de his-
terese como mostra a figura 3.
Evan Eerne
Lorgura’da zone
de histerese
ioura 3
Desta forma, podemos calcular Ee1-2
Ee2-1:
Re
Eel-2 = Vee
Re + Reg
e
Re
Ee2-1 = v
7 Rey + Ro
Ri + Ro +
1+ Rp Fe
Revista Saber EletranicaDe acordo com os resultados obtidos
verificamos que variando-se s6 Re2 mante-
mos o valor Ee2-1 ¢ variamos Ee1-2; se,
por outro lado, variamos s6 Ri, R2’e Ret,
mantemos Ee1-2 @ variamos Ee2-1. Pode-
mos também variar os dois juntos.
O diagrama da figura 4 apresenta o dis
parador Schmitt como circuito quadrador.
CONTADORES E “FLIP-FLOP”
Circuitos contadores utilizando elemen-
tos de meméria ("flip-flop") so encontra-
dos em quase todos os tipos de instru-
mentos digitais ou, mais especificamente,
em circuitos seqienciais. Convém ressaltar
que a saida de um circuito seqiiencial ndo
depende somente das varidveis de entrada
mas também do estado anterior do circuito.
Os contadores alteram o seu estado de
safda a cada pulso aplicado na entrada.
Contadores de diferentes capacidades sdo
construidos pela ligago em cascata de di-
ferentes niimeros de “flip-flop”. Algumas
das muitas aplicagdes dos contadores in-
cluem medida de tempo, freqiiéncia, even-
tos, et so ainda utilizados como divi-
sores de freqiiéncia e geradores de sinais
elétricos.
Antes de analisarmos de uma forma mais
aprofundada os circuitos contadores, va-
mos inicialmente observar os elementos de
meméria ou “flip-flop”.
Os circuitos de memoria so dispositivos
que retém informagio apés a mesma ter
sido aplicada 4 sua entrada.
O “flip-flop” € um circuito seqiiencial
cuja fungfo basica ¢ a de um elemento de
Maio/76
4
Figura 4
meméria. Possui dois estados distintos de
equilfbrio ou estados estaveis que s4o cha-
madas de varias formas tais como “ALTO”
e “BAIXO", “SET” e “RESET”, “UM” e
“ZERO” ou “VERDADEIRO” e “FAL-
SO", sendo que todos estes termos utili-
zados possuem o mesmo significado.
A versio bésica de um circuito “flip-
flop” 6 0 RS("RESET-SET”).O circuito
completo € apresentado na figura 5 com
as safdas e entradas indicadas.
Funcionamento
Convencemos uma ldégica positiva para
se estudar o circuito; assim temos que
+V = légica 1 e 0 V = Idgica 0,
Se um nivel de tensdo +V for aplicado
4 entrada R, este sera aplicado através de
R4 a base do transistor Q2 levando-o a
saturago. Com o transistor Q2 saturado,
a tensdo de safda em 1 é préxima de zero
e © transistor Q2 é mantido no corte atra-
vés do resistor R2 que esta ligado entre o
coletor de Q1 e a base de Q2, Com Q1 no
23corte e Q2 na saturacdo o circuito estd no
estado de “RESET” como desejado (safda
1 com nivel = alto).
Suponhamos agora que uma tensio +V
(Iégica 1) seja aplicada a entrada S. Esta
faré com que o transistor Q1 conduza le-
vando, por outro lado, o transistor Q2 ao
corte, deixando nestas condigdes o circuito
no estado de “SET” (safda 0 com nivel =
= alto). Convém observar que o sinal para
comutar © circuito é necessério ser aplica-
do apenas momentaneamente pois, uma
vez alcangada esta condi¢&io e removido o
sinal da entrada, o circuito manteré o es-
tado presente. Pode-se notar claramente
que, se o sinal de entrada +V for mantido,
0 circuito nao mais comutaré o seu estado.
Portanto, se um “flip-flop” r
“ordem” para “ir” ao estado
verdadeiro ou “SET” ele o faz e permanece
nesta condi¢ao até receber nova “ordem””
e “ir” para 0 estado “0” (baixo, falso ou
“ RESET").
A fim de melhor esclarecer 0 funciona-
mento do “flip-flop” tipo RS, vamos usar
um gréfico conhecido como diagrama de
estados.
Assim, neste diagrama, vamos notar que,
para uma certa combinacéo de niveis de
tensio aplicados as entradas do circuito
(simbolizados por um rimero binério), te-
remos a safda do “flip-flop” assumindo
um determinado estado.
O “flip-flop” tipo RS na condigéo de
“RESET” (nivel baixo) esté no estado (ze-
ro) e estaré em “SET” (nivel alto) quando
estiver no estado 1 (um). O “flip-flop”,
portanto, estard no estado 1 se a ldgica 1
(nivel alto) for aplicada entrada SET”.
Dessa forma, simbolizaremos esta entrada
pelo binério 10 (entrada “SET” = 1 e
entrada “RESET” = 0).
Da mesma forma, se aplicarmos a entra-
da “RESET” (R) a ldgica 1 © “flip-flop”
assume o estado 0 (zero). Com isso, esta
entrada sera simbolizada pelo bindrio 01
{entrada “SET” = 0 eentrada “RESET” =
= 1).
24
Entretanto, se aplicarmos a légica 0 (ze-
ro) nas entradas Re S, 0 “flip-flop” man-
teré 0 seu estado. Esta condigao seré re
presentada pelo bindrio 00 (entrada “SET’=
= 0 entrada “RESET” = 0). Dessa forma,
por meio do simples diagrama da figura 6,
toda seqiiéncia de operagdes de um "flip-
flop” tipo RS ¢ indicada.
Figura 6
jip-Flop” RS com simbologia légica
Um circuito bésico de meméria digital
6 obtido através de dois circuitos “NOT”
(N1 e N2) como é mostrado na figura 7.
Figura 7
Desta forma, a safda de cada circuito é
conectada a entrada do outro constituindo
© “flip-flop”, podendo assumir um dos dois
estados estaveis j4 mencionados.
Suponhamos que a saida do circuito
“NOT” N1 é Q = 1; desta forma, a entrada
A2 também 6 igual a 1 que por sua vez 6a
entrada do circuito “NOT” N2; portanto,
a saida deste circuito inversor est4 no esta-
do zero e corresponde & saida O. Assim,
estando A1 no mesmo estado que Q a
Revista Sabor Elotrénicaentrada de circuito “NOT” N1 esta no
estado “0” e, conseqientemente, a sua
saida “Q” no estado 1. Da mesma forma,
& possivel se fazer a andlise para Q= Oe
Q = 1 que também 6 um estado estavel.
Com 0 explicado, pode-se notar que a
condig%o em que ambas as safdas esto no
mesmo estado (zero ou 1) é incompatfvel
com a ligac8o entre os circuitos.
Suponhamos agora que desejéssemos me-
morizar um estado especifico (Q = 1 ou
Q. = 0) na meméria. Para isto deverfamos
alterar 0 circuito da figura 7. Os circuitos
“NOT” seriam trocados por dois circuitos
“NAND”) alimentados respectivamente por
circuitos “NOT” cujas entradas so desig
nadas por R e S como mostra a figura 8
flip-flop RS
Figura 9
Toda légica do sistema é apresentada
pela tabela abaixo onde se pode verificar
que a grande diferenga entre o “flip-flop”
RSeoJ K é que neste Gitimo removida a
incompatibilidade existente na tabela da
figura 8 (S = 1e R= 1).
J] K]Qne1
@|o {an
1,0 {1
fille oni
Figura 8
que apresenta também a tabela verdade
para o “flip-flop” RS.
“Flip-Flop” Tipo J - K
Além do “flip-flop” RS existem outras
variagdes dentre as quais podemos destacar
© tipo J — K. O diagrama em blocos para
ip-flop” J — K 6 obtido adicionando-
flop” RS dois circuitos “AND”
(E1 e E2) onde, uma varidvel de entrada
Je a sada OQ, sio aplicadas 4 entrada do
cireuito E1 uma varidvel de entrada K e a
saida Q so aplicadas & entrada do circuito
£2, como indicado na figura 9. Desta for-
ma, como a safda da porta I6gica E1 cor-
responde a entrada S do “flip-flop”, temos
§ = JO e de modo andlogo R = KQ
Maio/78
e
Freqiientemente, no uso de “flip-flop”,
as informagSes contidas nas entradas devem
ser transferidas 4 safda apés um sinal pul-
sado de comando recebido de uma outra
fonte. Esta fonte, em sistemas digitais, re-
cebe © nome de “Clock” (C) e o comando
pulsado é chamado de “pulso de relégio’””
(“clock pulse” ou, apenas “clock’’).
Assim, todos os tipos de “flip-flop”
aqui por nés citados possuem freqiiente-
mente uma entrada a mais, que correspon-
de ao comando “clock”. A figura 10 nos
mostra o diagrama em blocos légicos dos
“flip-flop” RS e J K possuindo essa nova
entrada.
Verificamos que uma das portas do
“flip-flop” R S & idéntica a j4 estudada; no
entanto, os circuitos “NOT” na entrada
(figura 8) foram substituides por duas por-
25Figura 10
tas légicas ““NAND” onde a uma das en-
tradas é ligado © comando “clock”.
“Flip-Flop” J ~ K Mestre-Escravo
Nos “flip-flop” vistos, se ocorresse algu-
ma variagdo nas entradas durante o “‘clock”’,
estas variagdes seriam transferidas para @
safda. Essa pode ser uma condigao indese:
jével; nécessitamos, portanto, de um cir-
cuito que altere seu estado apenas uma
vez, mesmo havendo variagées durante o
“clock’', Para construir este tipo de cir-
cuito é necessdério duas unidades de me-
méria: uma para armazenar os estados de
safda e outra para armazenar a informaco
Presente no fim do “clock”.
Esse 6 0 tipo de “flip-flop” mais usado
na prética devido & sua versatilidade e
recebe o nome de flip-flop J — K Mestre-
Escravo, devido as suas caracteristicas de
funcionamento.
© circvito da figura 11 apresenta o
flip-flop J - K Mestre-Escravo constituido
por dois “flip-flop” tipo R S com reali-
mentacdo da safda do segundo que é cha
mado de escravo para a entrada do pri-
meiro chamado de mestre.
26
Figura 11
No circuito foram adicionadas duas en-
tradas a mais, conhecidas como “Preset”
(Pr) e “Clear” (Cr) com as quais podemos
mudar o estado do “flip-flop” aplicando
a uma delas um nivel “0”
Se Pr for igual a “0”, obteremas Q = 1
e @ = 0, Por outro lado, se Cr for igual
a zero teremos Q= Oe O= 1.
Todo © “clock” aplicado ao mestre é
invertido antes de ser aplicado ao escravo.
A fim de explicarmos a seqiiéncia de
estados deste tipo de “flip-flop” suponha-
mos uma condigo em que Cr = 1, Pr=1
eC = 1 (lembrando que C = Clock”);
nestas condigdes o mestre é Iiberado e sua
operacdo segue a tabela verdade para um
“flip-flop” JK. Por outro lado, desde que
C= 0, 0 “flip-flop” R S escravo esta inibi
do e nao altera seu estado, de tal forma
que “OQ” 6 invariante. Apés ter ocorrido
0 “clock” (C = 0) teremos a inibigdo do
mestre que reterS a informagao presente
no final do “clock”. Como C = O teremos
C= 1 (ver diagrama da figura 11) liberando,
assim, 0, “flip-flop” escravo cuja operacao
segue a tabela verdade para um “flip-flop”
RS (ver figura 8).
“Flip-Flop” Tipo D
Um outro “flip-flop” utilizado em nosso
projeto é 0 tipo “D" caracterizado por
possuir apenas uma entrada e mais 0 cO-
mando “clock”. Pode ser obtido a partir
de um “flip-flop” J K acrescentando-sa um
Circuito inversor como mostra a figura 12.
Revista Saber EletranicaFigura 12
Com © auxilio da tabela verdade do
“flip-flop” J K é poss(vel fazermos a ana-
lise dos estados de um “flip-flop” tipo D.
Assim, Gn+1 = 1 se Dn= Jn = Kn=1e
Qn+1 = 0 se Dn = Jn = Kn = 0. Desta for-
ma podemos concluir que Qn+1 = Dn e
obtemos a tabela verdade para o ““flip-flop”
tipo D. Para uma melhor visualizagao do
explicado, foi feita uma tabela relacionan-
do a entrada D com as entradas do flip-flop
tipo JK.
Bid) K/]Qn+1
9/0 | Qn
11 oe
o/ol1 io
me 1, Gn
Dn Qn +1
1 1
oO oO
Tabela verdade para o
lop” tipo D
Alguns “flip-flop” do tipo de D sio
chamados de meméria devido a forma de
gatilhamento especial. Esses “flip-flop” tém
seu gatilhamento em uma das “bordas"”
Mai0/76
do pulso ‘clock’, enquanto o “clock” esté
alto (estado 1); qualquer mudanga de és-
tado que ocorra na entrada D sera imedia-
tamente transferida para a safda Q. Quan
do o pulso “clock” passa do estado 1 para
© zero, a saida Q do “flip-flop” mantém
o estado da entrada anterior 4 mudanca
do pulso “‘clock’’ até que este assuma es-
tado 1 novamente.
O “flip-flop” tipo D por nés utilizado
no projeto do freqiiencimetro. possui uma
caracter(stica particular que é o seu gati-
\hamento na borda positiva do pulso
“clock”.
Essa caracter(stica de gatilhamento po-
de ser utilizada em qualquer outro tipo
de “flip-flop”.
Para 0 nosso “flip-fiop” tipo D a infor-
magao presente na entrada D é transferida
para a sa(da Q na subida (borda positiva)
do pulso “clock” e, enquanto o “clock”
estiver no estado 1 ou zero, a entrada D
nao tera nenhum efeito sobre a safda.
A configuragio légica em blocos do
“flip-flop” tipo D por nés utilizado no
freqiienc(metro ¢ apresentada na figura 13.
Figura 13
CONTADORES
Como vimos nos itens anteriores, cada
"flip-flop" pode guardar uma informagiio
bindria que recebe o nome de “bit”.
7Conjuntos de “flip-flop” podem ser uti-
lizados com a finalidade de se poder arma-
zenar informagdes mais complexas. Estes
conjuntos recebem o nome de “Registra
dores”.
© armazenamento de dados pode ser
feito de uma s6 vez (registro paralelo) ou
podemos armazené-los seqiiencialmente um
a um (registro série). Ao fazermos um
registro série podemos, em fun¢do dos es-
tados de cada “flip-flop”, determinar quan-
tos dados foram recebidos, funggo esta
que 6 chamada de contador.
Contador Assincrono
Um contador bindrio tem a funcéo de
‘egistrar come um numero bindrio o nume-
ro de pulsos que so aplicados seqiencial-
mente na entrada como 1 ou 0.
Ao utilizarmos um “flip-flop” J - K
Mestre-Escravo mantendo suas entradas J e
Kno estado 1 e aplicarmos uma série de
pulsos ao “clock”, toda a vez que o pulso
mudar seu estado de 1 para zero o “flip-
flop” mudard seu estado na safda "Q"; 6
© que pode ser observado na figura 14.
Comande
eereiégio
Figure 14
Consideremos agora, 4 “flip-ftop” J - K
Mestre-Escravo associados em cascata como
mostra a figura 15 onde a safda "Q" de
Figura 15
28
cada um é conectada a entrada de coman:
do “clock” do estagio sequinte. Os pulsos
a Serem contados sero aplicados ao coman-
do “clock” do primeiro estdgio. Convém
ressaltar que, para todos os “flip-flop”, as
entradas J e K sao mantidas no estado 1,
de tal forma que esta conexdo transforma
cada estégio em um tipo de “flip-flop”
ainda no analisado por nés que é 0 tipo
“T", cuja tabela verdade e a contiguragao
em diagrama de blocos so apresentadas na
figura 16,
Figura 16
Podemos verificar que para este tipo de
“flip-flop”, quando a entrada “T”’ esté no
estado 1, a safda OQ," muda seu estado
na borda de descida de cada pulso aplica-
do & entrada do “clock”. Todas as outras
saldas “Q"” dos “flip-flop’’ em cascata so-
mente alteram o seu estado quando a safda
do estagio- anterior mudar de “1” para
Considerando-se as observagies feitas
acima, podemos obter as formas de ondas
da figura 17 e a Tabela | que demonstra
VLA
LPL}
Figura 17
Rovista Saber Eletronicaos estados das safdas de cada “flip-flop”
em fungao do numero de pulsos aplicados
@ entrada.
TABELA 1
N? DE PULSOS SAIDAS
DE ENTRADA
|
aa as0000445-0000]8
a3
0
0
QO
0
Qo
oO
0
oO
1
1
1
1
1
1
1
1
Sse ee eo
Desta forma a Tabela | é a representacéo
binaria do ndmero de pulsos aplicados &
entrada.
Este tipo de contador apresentado na
figura 15 6 chamado de contador assin-
crono, pois os “flip-flop” n&o s8o aciona-
dos ao mesmo tempo.
Contadores Sincronos
Consideremos um contador assincrono
com as saidas de todos os seus estagios no
estado 1, Para este caso em particular 0
proximo puiso aplicado a entrada causard
uma mudanea de estado no primeiro “flip
flop”; no entanto, os outros estagios so-
mente responderao quando o estagio- ante-
rior mudar_ também seu estado; portanto,
a informag3o tem que percorrer desde o
estigio do algarismo menos significative
até 0 mais significativo, mudando apenas
1 “bit” por vez.
Maio/76
Porém, se a opera¢o assincrona de um
contador for alterada de tal forma que to
dos 0s “flip-flop” sejam sincronizados pe-
los pulsos de entrada, o tempo de atraso
de propagacao sera reduzido consideravel
mente.
Suponha que o tempo de transigaéo de
um “flip-flop seja” de 50 ns. O tempo to-
tal para atingirmos o quarto “flip-flop” em
um contador assincrono ser de 200 ns.
Portanto, se a freqiiéncia do sinal de entra-
da for de 10 MHz {periodo de 100 ns)
quando 0 Gitimo “flip-flop” mudar seu
estado, um ou dois pulsos ja foram conta-
dos pelos dois primeiros. Com os contado-
res sincronos usando iégica "TTL", a fre-
quéncia maxima de operagdo é da ordem
de 32 MHz.
Os contadores por nés utilizados so do
tipo assincrono, cuja freqiiéncia tipica é de
18 MHz. A figura 18 apresenta um “‘flip-
flop" sfncrono.
CONTADORES COMO DIVISORES
Nas formas de onda da figura 17 pode-
mos verificar que cada estigio constituinte
do contador bindrio divide por dois a fre-
qiéncia dos pulsos aplicados a cada uma
das entradas.
Desta forma, se a freqiiéncia dos pulsos
na entrada do contador for igual a F, te-
remos na saida Q3 do “flip-flop” 3 pulsos
com uma fregiiéncia igual a F/16.
No entanto, se desejarmos fazer conta-
gens em uma determinada base N, pode-
mos também utilizar “flip-flop” associados
em cascata.
29Para construir tais contadores utilizamos
uma cadeia de n “flip-flop” onde n é o
menor numero para o qual 2" > N. Uti-
lizando-se uma realimentago fazemos com
quando N for atingido, todos os
“flip-flop” sero “zerados”’
Este circuito de realimentagao pode ser
apenas uma simples porta “NAND" co-
nectada a entrada "Clear’’. As entradas da
porta “NAND" so as safdas Q dos “flip-
flop” que assume estado 1 quando a con-
tagem N é atingida. Assim, as figuras 19,
20 e 21 apresentam, respectivamente, o
contador de década. O contador de década
por nés utilizado no projeto é um contador
divisor por seis, 0 qual também foi utiliza-
do no frequencimetro.
“| “|
Figura 21
30
DECODIFICADORES
Varias vezes necessitamos decodificar a
informacao presente na forma binéria para
a forma decimal. A decodificagao é neces-
sdria em muitas aplicagdes tais como: con
versores digital — analégico, indicadores
digitais (freqiiencimetros, voltimetros, re-
légios, etc.).
Suponhamos um contador de década do
tipo usado por nés no freqiiencimetro para
contar a ocorréncia de um determinado
evento. A indicago do nimero de vezes
em que © evento ocorreu sera dada pelo
contador na forma binéria, o que dificulta
ré bastante a nossa leitura. Por esta razio,
utilizamos 0 circuito decodificador que,
ao receber a informagao bindria do circui
to contador, nos possibilitaré uma leitura
direta através de indicadores tipo LED,
valvulas, cristal liquido etc., na forma de-
cimal.
Suponhamos que desejéssemos decodifi-
car uma informagio bindria representativa
do digito decimal 5. Esta operacio pode
ser realizada se utilizarmos uma porta légi-
ca “AND” com 4 entradas. Desta forma
a safda do circuito “AND” na figura 22
ole bg
Figure 22
seré 1 (alto) somente se as entradas forem
A= 1,B=0,C=1e D=0 onde “A”
corresponde a0 digito menos significativo.
Na realidade, para se decodificar todos
os numeros, usa-se uma matriz de decodi-
ficagdo que é um conjunto de portas légi-
cas “AND” podendo ser construida com
diodos, transistores ou circultos integrados;
€ 0 que nos mostram as matrizes da figu-
ra 23; um decodificador binério decimalARBBCTOB
9900
4 2
Q gS 2 ° g
OC 0 aD)
I
> oO bt
s.de 4 entradas com 10 linhas de safde.
enTRaoas | SAIDAS
Em nosso projeto, como foram utiliza
loc eAlabede tag dos indicadores tipo LED de 7 segmentos,
I empregamos um tipo especial de decodifi
; , cador que € © binério para 7 segmentos
° a apropriado para este tipo de indicador e
Lei cuja tabela verdade, 6 apresentada, onde
ont i
! °
1
:
MAL
a, b, c, d, e, f, @ g sdo os segmentos cons-
tituintes de cada digito.
No préximo numero da revista conclui-
remos esta série com todos os dados e fi-
guras necessdrias para a montagem do fre-
qtiencimetro digital.
oo
(Conclui no préximo ndmero)
32 Rovista Saber EletronicaAplica¢goes para
CiIRCUICOS
Integraoos
NEWTON C. BRAGA
Integradores e diferenciadores permitem
a modificag3o de formas de ondas encon-
trando, portanto, intmeras aplicagdes pré-
ticas. Esses circuitos podem ser obtidos a
partir de amplificadores operacionais co-
muns conforme mostraremos neste artigo
que poderd ser de grande utilidade para o
projetista.
Os integradores sto circuitos que trans.
formam um sinal cuja forma de onda seja
retangular num sinal de mesma frequéncia
cuja forma de onda seja triangular. O no-
me integrador vem do fato de que a equa-
go de onda do sinal retangular pode ser
expressa por uma constante, enquanto que
se integrarmos essa constante obtemos uma
expresso do primeiro gréu o que corres-
ponde exatamente & onda triangular ob-
tida.
Uma tens&o constante de entrada pode,
pois, ser transformada numa tensio que
varia linearmente com © tempo na safda
por meio desse circuito.
Assim, podemos escrever a expressiio.
para o sinal de safda em fungdo do sinal
Maio/76
lineares
de entrada do seguinte modo:
E, dt
: RI e C1 sio dados em Ohms e
Farads respectivamente.
Para 0 amplificador operacional usado
como base para esta montagem, a tensio
de alimentagdo deve ser de 30 Volts pro-
veniente de uma fonte dupla, ou seja, com
O Volt no centro.
Com os componentes indicados no cir-
cuito da figura 1 obtém-se, a partir de
um sinal_retangular de entrada de 1 kHz
de freqiéncia e 5 Volts de amplitude, um
Figura 1
33sinal retangular de mesma freqiiéncia e de
2,5 Volts de amplitude.
© valor de R3 pode ser determinado
pela seguinte expressio:
Figura 2
A figura 2 nos fornece 0 circuito que
faz exatamente o inverso do anterior, ou
seja, transforma um sinal triangular num
sinal retangular de mesma freqiiéncia o
que equivale a uma diferenciagéo.
Assim lembramos que, num circuito di-
ferenciador, um sinal de entrada triangular
€ transformado num sinal de safda retan
gular jé que a expressdo do sinal de en-
trada é do primeiro grau e a derivada
uma constante.
Com os valores dos componentes dados
no circuito, a partir de um sinal triangular
de 1 kHz de 2,5 Voits de amplitude obtém-
se um sinal retangular de saida de 5 Volts
de amplitude e, evidentemente, mesma fre
aiiéncia.
Para obtermos a tensio de saida em
fungao da tensdo de entrada podemos es.
crever a seguinte expressio:
dE,
E, = -RoC, —£
dt
O amplificador operacional sugerido pa-
ra estas montagens é do tipo 741 que se
caracteriza por seu elevado ganho, da or
dem de 200 000, sem realimentagiio e por
seu baixo custo.
PREZADO LEITOR: POR ENQUANTO
NAO ESTAMOS ACEITANDO ASSI-
NATURAS. NAO PODEMOS FORNE-
CER OS NUMEROS 1 A 44.
EM SUA CORRESPONDENCIA, NAO
ESQUEGA DE COLOCAR “REVISTA
ELETRONICA”.
34
Revista Saber Eletronicaorientacao
para o montador
Se mac
Crete
SNCs cri
— Tempo de montagem
LUZ DE CABECEIRA SENSIVEL AO TOQUE
Esta montagem, dedicada ao principiante, 6 suficientemente rica em porme-
nores para nao dar possibilidade a qualquer davida quanto a sua realizaco. O que
temos a acrescentar se refere simplesmente 4 obteng3o dos componentes e alguns
cuidados com a montagem. Muitos principiantes que se julgam dotados de conheci-
mento suficiente para nao precisarem ler todas as instrugdes quando da realiza¢3o
de projetos, geralmente tém surpresas desagradaveis, pois nio sé nZo obtém os
efeitos desejados como também eventualmente alguns fusiveis queimados! Por isso,
em primeiro lugar, leia com aten¢&o todo 0 texto antes de tentar a montagem. De-
pois ent&o adquira os componentes e, durante a montagem, cuidado com a polari-
dade dos componentes, especificamente 0 capacitor eletrolitico, o diodo retificador
e o SCR. Com relagZio aos componentes, tanto o SCR como os demais podem ser
obtidos na maioria das boas casas de material eletrénico. O prego do SCR varia
bastante em fungiio de sua procedéncia, oscilando em torno dos Cr$ 20,00. Com
isso, podemos dizer que 0 prego de todo o material para esta montagem estaré em
torno dos Cr$ 80,00, excluindo-se, evidentemente, o abajur. Use 0 SCR indicado
na relagdo de componentes do artigo.
SIMPLES REDUTOR DE INTENSIDADE LUMINOSA
eee CMa ue ee eee Tae
ORO ROR Sa Ca ns i eae Cae
Comarca PNR CeCe ae cee sR Cas
ja especificado para uma tenséo inversa minima de 400 Volts e que possa operar
Ct CR ae ee ee a Ree Rc emery
Oe ee ee Reo RC el Sea
Maio 76
35Tae Ce me Me Ce
come Ree OM CECT eC Ce MOC CR Oe eR
PRM TC Mm een cmere cents NCCC eMC rn TC eae
da ordem de Cr$ 20,00 0 que faz com que 0 prego estimado para 0 projeto se
Feet Ce eRe ex)
GERADOR DE FUNCOES
Trata-se de uma montagem destinada ao técnico mais avangado que j4 pos-
sua certa experiéneia no manuseio e instalaco de circuitos integrados, assim co-
mo na elaboracio de placas de fiago impressa. O custo do projeto dependerd
fundamentalmente do circuito integrado 8038 e do restante do material, princi-
palmente a parte mecénica (caixa, etc). O circuito integrado 8038 pode ser ad-
quirido por Cr$ 235,00. O custo total do gerador, excluindo-se a caixa é da or-
dem de Cr$ 500,00,
CONTROLE DE VELOCIDADE PARA FURADEIRAS ELETRICAS
eon en
eee ten
SR eRe ct Cee Ce ae
rn es Rene oes CaO Moen
na "Luz de Cabeceira Sensivel ao Toque’, cujo custo é da ordem de Crs
RECUR Matera aOR Seas ect Mem Cant
POR ee Rie a oe RO Cee
COZ ek OTC ea ae Oe ee Oe
Re CR Ree Rar eee ORO
OCR Ue Ren meek Cec ee Ree ee ec ee eo
tricos.
FREQOENCIMETRO DIGITAL
Esta montagem foi iniciada no ndmero anterior ¢ é destinada a montadores
que j4 possuam boa pratica no trato de circuitos integrados. Estimativa de custo
e instrugBes para execugdo e obtengdo de componentes serio dadas no numero 48
desta Revista.
CIRCUITOS INTEGRADOS A710 e ;:A711
SCR MR eR Coulee me eM ee
Ar eee CALC TT CAR ROM met Ma tec Cae e s erO
SOE Oca een Reece Co
oe SC Ome ecco R Coc Re ERC en aE eal
cuitos integrados A710 como o A711 assim como diversos de seus equivalen-
ee CeCe eee Re Erne Creme re Ce mS
cuitos. O custo médio dos circuitos integrados wA711 e «A710 é da ordem
Revista Sober EletronicsTODO “HOBBISTA” TEM, NA SUA OFICINA, BANCADA OU
TNR Wem NS eo
meme My RCo
UM DOS PROBLEMAS QUE OS TIPOS MAIS ECONOMICOS DE
FURADEIRA APRESENTA E A IMPOSSIBILIDADE DE SE CON-
IUGR ame YN eC EYL VRS ON
PRM au esa ake Bit ere ee Mo) Og
CULM sa emma TsO LAN
PMT NRC ny Wate mel Ora Reel V0)
eer rl eae RCCL)
DE FURAGAO. NESTE ARTIGO, DESTINADO AO “HOBBISTA”,
DESCREVEMOS UM CONTROLE ELETRONICO DE VELOCIDA-
DE PARA FURADEIRAS, 0 QUAL PERMITE UMA VARIACAO
Ey hoa) Ca ee) celle
RAGAO NO TORQUE E UM MINIMO DISPENDIO DE ENERGIA.
CONTROLE OE
VELOCIOAOE
Como esta secpdo se destina especifica-
mente ao “hobbista’’ nfo dotado de conhe-
cimentos prévios ou profundos em eletré-
nica, damos uma descri¢&o suficientemen-
Maio/76
te pormenorizada dos processos de monta-
gem, identificagio e obtengio dos compo-
nentes. Com isso, até mesmo aqueles que
nunca realizaram qualquer montagem reta-
37cionada com a eletronica, poderdo “aven:
turar-se"” 4 execugdo deste projeto com
grande probabilidade de éxito.
Por outro lado, 0 mesmo circuito pode
ser usado também em outras aplicagdes
interessantes e nfo s6 no controle de velo-
cidade de furadeiras. Na verdade, podere-
mos usé-la para controlar a velocidade de
qualquer eletrodoméstico de pequena po-
téncia que seja dotado de motor universal,
como por exemplo:
* Ventiladores
* Liquidificadores
* Batedeiras de bolo
* Barbeadores elétricos
OBSERVAGAO: Jamais usar em motores
de induggo ou motores trifasicos. Este dis-
positivo serve, apenas, para motores com
“escovas”.
Os componentes usados sio em numero
suficientemente reduzido para nao causar
confusdes ao montador inexperiente e, ao
mesmo tempo, seu baixo custo e facil
obtengao torna 0 projeto acessivel mesmo.
aos dotados de poucos recursos.
LIMITAGOES E VANTAGENS
DO PROJETO
Evidentemente, como se trata de um
controlador de velocidade destinado ao
montador nao experiente, a preocupacdo
em se realizar um projeto simples preva-
leceu em relacdo 4 obtencao de efeitos
compattveis a um desempenho profissional.
Com isso, 0 circuito apresenta algumas
desvantagens, se bem que as vantagens se-
jam em numero e importancia suficientes
que justificam sua montagem.
Dentre as vantagens destacamos as se-
guintes:
1) possibilita um controle bastante efi-
ciente da velocidade entre 5% e 90% da
velocidade maxima de uma furadeira com
motor universal;
38
2) _n&o dissipa, praticamente, nenhuma
poténcia em qualquer velocidade para a
qual seja_ajustado;
3) pode controlar furadeiras com mo-
tores universais de até 1/2 HP, o que cor-
responde a uma poténcia de até cerca de
400 Watts.
Suas desvantagens, admitidas em fun¢ao
da economia e simplicidade do projeto:
1) sensibilidade a variagSes da tenséo
da rede nas baixas velocidades, 0 que torna
relativamente dificil a manutencg&o de velo-
cidades constantes abaixo dos 10% da ma-
xima;
2) controle de apenas uma fase da
alimentago, 0 que se traduz na entrega
de uma poténcia menor que a maxima,
mesmo na maior velocidade.
Entretanto, em relagio aos trabalhos
mais delicados em que a baixa rotagdo é
realmente necessdria e que 0 torque maxi-
mo excessivo da furadeira pode ser até pe-
rigoso & integridade da peca trabalhada,
uma reduco da poténcia pode ser bastan.
te canveniente.
O CONTROLE
& SEU FUNCIONAMENTO BASICO
A base deste circuito é um SCR, diodo
controlado de silicio (figura 1) que deter-
comporta
Figura 1
mina a parcela da poténcia entregue a fu-
radeira, nao alterando, entretanto, a tensao,
mas sim a duragao do semi-ciclo da cor-
Revista Saber Eletranicarente alternada que o alimenta (figura 2).
Isso significa, em termas técnicos, que ndo
b) Corrente no SCR
@ plena potencia
,
) Correnteno SCR
com poténcia reduzida,
Figura 2
ha dissipagao de energia no controle e que
© torque nao é muito afetado em toda a
gama de rotagao.
O uso do SCR, entretanto, apresenta co-
mo maior vantagem a possibilidade do dis-
positivo de controle [reostato ou poten
ciémetro) ser de pequena poténcia, o que
facilita bastante sua montagem.
A parcela da energia aplicada a0 motor
da furadeira pode ser controlada em cada
semi-cicla da alimentagdo de corrente al-
ternada, dadas as propriedades do SCR
de atuar como um interruptor sincroniza-
do pela freqiiéncia da rede alimentagao,
que permite dosar, por pulsos da mesma
freqiiéncia, a alimentagdo do motor da
furadeira.
Analisando o funcionamento do SCR
na furadeira, 0 que faremos mais adiante,
9 leitor dotado de maior interesse pela
eletrénica podera compreender como esse
dispositive atua neste circuito.
Maio/76
COMPONENTES E MONTAGEM
Os componentes podem ser todos obti-
dos com facilidade, exceto a bobina L?,
responsavel pela eliminagao de interferén-
cias geradas pelo circuito, que deve ser
construfda pelo préprio leitor.
Esta bobina é feita enrolando-se fio es-
maltado # 24 ou # 26 em torno de um re-
sistor de 100 kQ @ 2 W e soldando-se os
seus terminais nos do resistor (figura 3).
Rebistor de 2W
Figura 3
© numero de espiras ("‘voltas”) de fio
no é fixo. Deve ser enrolado fio suficien-
te para cobrir o resistor.
© SCR & do tipo plastico para corrente
de 4 Ampéres, aproximadamente e sua
tensio deve ser de 200 Volts se a sua fura-
deira for para 110 Volts e 400 V se a sua
furadeira for para 220 V. Esse SCR, confor-
me a sua procedéncia, pode ser encontrado
com as seguintes denominagdes: MCR106,
TIC106 ou C106.
Os outros componentes sdo todos de fé-
cil obtengao, sendo encontrados pratica-
mente, em qualquer casa de material ele-
trénico.
Com relaco & montagem, como o nu-
mero de componentes é reduzido, opta-
mos pela sua soldagem numa ponte de
terminais, conforme mostra a figura 4.
Todo o conjunto deve ser alojado numa
caixa de aluminio ou chapa de ferro com
© controle do lado de fora. A tomada para
ligagdo da furadeira pode ser colocada na
propria caixa conforme sugere a figura 5.
O montador deve tomar o maximo de
39au
{TaD
cuidado para que o terminal de fixaglo da
ponte néo seja usado em conex4o alguma
e que nenhum componente nio isolado en-
coste no metal o que poderia implicar em
curto-circuitos perigosos.
Na verdade, sugerimos 0 acréscimo de
um fusivel compativel com a corrente da
furadeira (de 3 a 5 Ampéres) para prote-
ger o SCR em caso de “curtos” acidentais.
SCR, dada a pequena quantidade de
calor gerado no sou funcionamento, deve ser
dotado de um irradiador de calor que con
siste numa placa de aluminio de aproxima
damente 3 x 6 cm dobrada em U conforme
mostra a figura 6.
Para a soldagem dos componentes use
um soldador de 30 Watts e solda de boa
qualidade (60/40). As conexdes entre os
Figura 8
40
Revista Saber ElewrénicaFigura 6
componentes podem ser feitas com fio
flexivel comum ou rigido isolado com ca-
pa plastica.
Observagao: nao se esqueca de raspar as
pontas do fio esmaltado da bobina antes
de soldéJa aos terminais do resistor. Com a
fina capa de esmalte que o recobre a solda
nao “pegara”, no havendo conexio elé-
trica.
O fio esmaltado #24 ou #26 usado nes-
ta bobina pode ser adquirido em casas de
enrolamento de motores ou, ainda, em
casas de materiais eletrénicos. Uns 3 ou 4
Malo/76
metros sero mais do que suficientes para
a elaboracao da bobina.
INTERFERENCIAS
A comutagio répida do SCR no contro-
le de velocidade provoca impulsos elétri-
cos responsdveis por interferéncias em re-
ceptores de rédio proximos, que se mani-
festa sob a forma de um ruido semelhante
ao do motor. Essa interferéncia é justa-
mente eliminada pelo filtro que consiste
na bobina e nos dois capacitores a ela
associados C1 e C2 (ver diagrama figu-
ra 7). Sua fungio 6 evitar que os impulsos
de interferéncia se propaguem através da
rede de alimentagao, prejudicando apare-
thos préximos.
O SCR
O SCR, diodo controlado de silfcio, con-
siste num semicondutor de 3 terminais
(anodo, catodo e comporta). Quando néo
Figura 7
hé tenséo alguma no seu terminal de com-
porta). Quando nio ha tensdo alguma no
seu terminal de comporta, 0 SCR nao
conduz a corrente que se tenta estabelecer
entre o anodo e o catodo. O SCR se com-
porta, portanto, como um interruptor aber-
‘to. Quando, entretanto, uma tensio de
determinada polaridade 6 aplicada ao ano-
do e a0 catodo, e no comporta do SCR hd
auma tensio de excitagio, 0 SCR conduz
intensamente e assim permanece até que a
alimentagao seja cortada. Com isso o SCR
comporta-se como um interruptor que po-
de ser acionado por uma tensdo externa.
Nosso controle opera da seguinte ma-
neira.
Fazemos com que a tensdo que dispara
© SCR e que permite a conduc de cada
semi-ciclo positivo da corrente de alimen-
tagdo (0 SCR nao conduz os semi-ciclos ne-
gativos nesta configuragao) se atrase em
relaco a esse semi-ciclo, de modo que
apenas uma parcela seja conduzida e com
isso a poténcia entregue ao motor seja con-
trolada. Quanto maior for o atraso da
tensio de disparo, menor seré a poténcia
entregue ao motor. Com isso podemos
controlé-la entre 5% e 90% do seu maximo,
aproximadamente.
Para atrasar a tensdo de disparo usamos
um artiffcio que consiste no circuito RC
em série.
Quando uma tens&o € aplicada diret:
mente @ um capacitor este se carrega rapi-
damente com essa tenso. Se entretanto, a
tensdo for aplicada através de um resistor,
© resistor limita a velocidade da carga de
tal modo que, quanto maior for a capaci:
tancia e maior a resisténcia do resistor,
mais lenta seré a carga do capacitor e por-
tanto levaré mais tempo para que entre
seus terminals encentremos a tenséio total
aplicada (figura 8).
No nosso circuito fazemos justamente
isso: R1 e R2 formam o resistor sendo um
deles varidvel (potenciémetro) o que nos
-
Figura 8
42
permite controlar o tempo de carga e, por-
tanto, o atraso da tens&o; C3 € o capacitor.
Seus valores foram calculados de modo que
seu tempo de carga esteja exatamente den-
tro dos correspondentes 4 duragZo do ci:
clo de alimentag3o com o que se obtém
0s efeitos desejados. Como usamos um
Circuito de atraso apenas, dizemos que se
trata de um controle de “simples constante
de tempo”.
diodo ligado entre esse circuito de
tempo e o SCR impede que pulsos negati-
vos sejam aplicados ao SCR quando ele se
encontra polarizado inversamente, pois pe-
lo contrario ele “se queimaria”.
As formas de onda do controle séo
mostradas na figura 9.
TD) rer vce
[El ect ntermesirio
[Bl sverige manor
Figura 9
RELAGAO DE COMPONENTES
A) Para furadeiras de 110 Volts:
SCR - C106, TIC106 ou MCR106
C1, C2 - 0,1 uF @ 480 V
L1 - Ver texto
R1 - 10 k2 @ 0,5 Watt
R2-- 100 kQ @ 0,5 Watt
C3 - 0,5 uF @ 100 Volts
D1 - BY127 ou 1N4004
B) Para furadeiras de 220 Volts:
SCR - C106, TIC106 ou MCR106
C1, C2 - 0,1 uF @ 450 V
Lt - Ver texto
R1 - 10 ko @ 0,5 Watt
R2 - 150 k® - potenciémetro linear
C3 - 0,5 uF x 100 V
D1 - BY127 ou 1N4004 z
Revista Saber EletréniceA ETAPA DE SAiDA HORIZONTAL:
funcionamento e repara¢ao
A ETAPA DE SAIDA HORIZONTAL DE UM TELEVISOR
EXERCE DUAS FUNCOES BASTANTE IMPORTANTES:
GERA UMA TENSAO DENTE DE SERRA QUE PROVO-
CA A VARREDURA HORIZONTAL DO FEIXE DE ELE-
TRONS DO CINESCOPIO E, AO MESMO TEMPO, FOR-
NECE A ALTA TENSAO NECESSARIA A SUA ALIMEN-
TAGAO.
Evidentemente, focalizar num Unico ar-
tigo todos os tipos de circuitos de varre-
dura horizontal empregados em televisores
modernos seria praticamente impossivel.
Dedicaremos nosso espaco a andlise de al-
guns tipos, esperando que, explicando seus
principios de funcionamento, 0 técnico
reparador possa conhecer um pouco mais
desta importante etapa, enriquecendo sua
“bagagem” de recursos para reparacdes.
Como dissemos na introduggo, a fun¢3o
da etapa de safda horizontal & dupla, ou
seja, a0 mesmo tempo que gera a forma
de onda necessdria & varredura, alimenta o
cinescépio com a alta tensfo necessdria a
acelerago do felxe de elétrons. Se bem
que nio haja separago entre as duas fun-
Ges, por motivos didéticos as explicare-
mos separadamente.
Nos televisores a valvulas, nesta etapa
empregado um pentodo de alta poténcia
que opera em classe B ou C de modo que
a corrente de placa flui somente durante
uma pequena parte do ciclo de excitagao.
A tensao excitadora (sina! de entrada),
proveniente do oscilador, deve ter uma
forma de onda especial. Trata-se de um
sinal trapezoidal e n&o propriamente de
Maio/78
uma onda dente de serra, conforme mos-
tra a figura 1.
Tensio troperoide! na grade de
vélvulo de saida herizontal
Figura 1
A combinagéo dente de serra — onda
quadrada é necesséria porque faz com que
flua uma corrente com forma de onda den-
te de serra pura nos enrolamentos responsé:
veis pela deflexo. Isso nos leva as traje-
torias lineares que necessitamos para o fei-
xe de elétrons.
A carga ou circuito de placa da valvula
6 0 primério de um transformador o qual
6 acoplado aos enrolamentos da bobina de
deflexdo que constituem na carga para o
secundario desse mesmo transformador.
a3Assim, a combinagdo dos enrolamentos do
transformador e a bobina de deflexdo cons-
tituem a carga para a vélvula de safda
O funcionamento do circuito ocorre do
seguinte modo. Quando a valvula de saida
conduz, flui um pulso de corrente pelo
enrolamento primario do transformador,
© que provoca © aparecimento de um pul-
so similar no enrolamento secundério. Na
figura 2 temos a forma de onda do pulso
de corrente que percorre as bobinas. Nes-
Tempo 66 retrocessa
Figura 2
ta mesma figura observamos o ponto de
corte da vélvula, que é de extrema impor-
tancia na nossa andlise.
Neste panto de corte, a tensdo dente de
serra atingiu um valor tal que ficou abaixo
do ponto de funcionamento da valvula,
que ent&o deixa de conduzir. Neste ponto,
a corrente de placa se reduz a zero.
© impulso, entretanto, acumula energia
no niicleo da bobina sob a forma de um.
campo magnético no secundario do trans-
formador e, quando a valvula interrompe
a circulaco de corrente, 0 campo decai
a zero, induzindo outro pulso de corrente.
Deste modo, ao ser estabelecido o pul-
$0, © campo magnético criado nas bobinas
causa uma deflexéo do feixe de elétrons
no cinescépio, fazendo-o movimentar da
esquerda para a direita a partir de uma
posig¢Zo inicial de repouso que tomamos
no centro da tela. Exatamente quando o
44
feixe de elétrons chega na borda do cines
cépio, a vélvula deixa de conduzir.
© colépso resultante do campo, gera
um pulso agudo nos enrolamentos da bo-
bina de deflexio que faz com que o feixe
de elétrons corra rapidamente da extrema
direita para a extrema esquerda da tela.
Em seguida, cessado este pulso contrario,
quando a tensdo induzida desaparece, o
feixe volta da esquerda para a direita
quando entéo atinge novamente a regizio
central da tela. Neste momento a valvula
comeca conduzir novamente reiniciando o
ciclo, ou seja, aparece a tensdo que leva o
feixe novamente para a extrema esquerda
da tela.
Com isso obtemos a varredura horizon-
tal em que o movimento do feixe de elé-
trons se dé segundo uma linha horizontal
na tela.
Quando a energia acumulada no trans
formador decai, induz um pulso de corren:
te no primério. O regime de variagaa de
corrente durante esse rpido intervalo de
tempo faz com que, pelo primério, flua
um pulso de alta corrente. Este pulso induz
uma tensdo muito elevada no primério que
atua como auto-transformador. Essa ten-
sdo € entio aplicada ao retificador de alta
tensdo, conforme aparece na figura 3.
O tempo total para um ciclo completo
6 de 63 ys, Destes, 56 us so usados para
a varredura e 7 1s s30 usados para o retor-
no. O golpe indutivo usado para gerar 0
pulso de alta tensdo é que dé origem ao
nome dado para este sistema: ‘fly-back” ,
ou seja, retorno.
O SISTEMA TRANSFORMADOR “YOKE”
Como todo circuito indutivo dotado de
capacitancias parasitas, o sistema transfor-
mador/“yoke” apresenta uma freqiiéncia
de ressondncia.
Assim, durante 0 processo de retorno
do feixe de elétrons, © colépso do campo
magnético excita esse sistema fazendo-o
oscilar. Por razées que explicamos em se-
guida, todo o sistema esté projetado para
Revista Saber Eletrénicasalsa
Rermtontal
ser naturalmente ressonante na freqiiéncia
fundamental do tempo de retrocesso do
feixe de elétrons, ou seja, de 70 a 72 kHz.
A idéia basica ¢ que para realizar a var-
redura abtemos essas oscilagdes, queiramos
ou no. Assim, como nao podemos nos
livrar delas, pelo menos podemos aproveitd-
las.
Com elas obtemos um retrocesso rapido
e, também, ao fazer todo o sistema resso-
Figura 4
Maio!76
My
retiticadore
de alte tenséo
Figura 3
nante na freqiiéncia de retorno, aumenta-
Mos enormemente seu rendimento; com
isso conseguimos um pulso muito mais
intenso no primério do transformador de
onde obtemos a alta tensao.
Seguindo nossas explicagdes vemos que,
se deixarmos as oscilacdes amortecerem
elas poderiam perturbar a varredura, jd
que alterariam sensivelmente a forma de
onda que entdo apareceria mais ou menos
como mostra a figura 4.
Para nos livrarmos da parte indesejavel
dessas oscilagSes amortecidas, conectamos
um retificador de meia onda através do
“yoke” conforme mostra a figura 5.
Agora, durante o retrocesso, 0 pulso
torna positivo o catodo deste retificador
nao havendo, portanto, condu¢io e, por-
tanto, nenhuma interferéncia no processo.
Mas, to logo 0 pulso passe pelo nivel zero
de tensdo e se torna negativo, a valvula é
polarizada no sentido direto ocorrendo,
entdo, uma condugao intensa que curto-
circuita as partes indesejaveis da oscila-
45fea SY omortecedsra
a em concede
Figura 5
des, com o que obtemos uma varredura
quase que perfeitamente linear. Essa val
vula & denominada muito propriamente
de amortecedora.
Resumindo o que obtivemos até aqui.
0 oscilador excita a vélvula de safda que,
por sua vez, excita 0 circuito sintonizado
formado pela combinacao “’yoke’’/transfor-
mador de “fly-back”.
Jé sabemos o que sucede quando um
circuito sintonizado sai de sua freqiiéncia
de ressonancia, Hé uma redugdo no rendi-
mento da etapa. Deste modo, cada vez que
trocarmos um componente no circuito do
“yoke” ou do transformador de “'fly-back”
deveremos sempre usar um substituto que
leve todo 0 circuito 8 condiggo ressonante
original.
Esta é a principal exigéncia que nos
leva a ter sempre de usar transformadores
de “fly-back” e “yokes” cujas caracteris-
ticas sejam as mais préximas possiveis dos
originais.
Os componentes mais importantes do
circuito so os que determinam a resso-
nancia: o transformador de “fly-back”, o
46
"yoke" e todos os capacitores que se en-
contram no circuito.
Na realidade a produgSo de alta-tensdo
or este circuito 6 um processo quase que
acidental. Podemos obté-la simplesmente
enrolando mais fio sobre a bobina que
serve de carga para 0 circuit de placa da
vélvula de safda. Esse é justamente o pro-
cesso usado.
0 mesmo se dé em relagao a tensdo de
reforgo. Quando a valvula amortecedora
conduz, ela atua como um retificador de
meia onda, aparecendo em seu catodo uma
tensZo positiva e, da forma como ela esté
conectada no circuito, essa tenso ¢ soma:
da & tens&o de alimentaco da valvula de
safda.
Isso nos permite obter uma tenséo mais
elevada que a normal na alimentacdo desta
etapa.
Para obter uma tensdo continua a par-
tir dos pulsos de alta tensfio, devemos re-
tificar_ a corrente obtida. Para impedir a
formagao de “arcos", o retificador usado
deve ser de tipo especial, com uma sepa-
ragio maior entre o eletrodo de placa @ 0
filamento.
O filamento deve estar a um potencial
acima do de terra, de maneira que esse fi-
lamento normalmente é alimentado envol-
vendo-se uma ou duas voltas de fio muito
bem isolado em torno do nucleo do trans-
formador de “’fly-back”.
A saida de alta tenso é tomada a partir
do préprio filamento da valvula retifica-
dora e algumas vezes mediante um filtro
que consiste num resistor de grande valor
e um capacitor de uns 500 pF. Muitas apa-
relhos usam como capacitor a propria ca-
patitaéncia inerente ao recobrimento de
grafite condutora (“aquadag”) do cines-
cOpio.
OUTROS CIRCUITOS DE “FLY-BACK”
O que analisamos foi um circuit basico.
A seguir daremos trés outros circuitos
bastante comuns que diferem em relago
Revista Saber Eletranicaa0 exemplo apenas na maneira como é co-
nectado o “yoke”.
1) Na figura 6 temos um circuito em
que © transformador usa um enrolamento
separado para alimentar 0 “yoke”. O posi
tivo da fonte 6 aplicado ao ““fly-back” me-
diante seu secundério e a vdlvula amorte-
cedora. A tenso auxiliar que se desenvol-
ve no catodo da vdlvula amortecedora 6
usada para reforcar a alimentag3o do cir-
cuito de placa da valvula de safda.
2) No circuito da figura 7 -o auto-
transformador tem um dnico enrolamento
e excita o “yoke” através de derivacdes
nesse mesmo enrolamento. A tensdo de
alimentago é aplicada a valvula amortece-
dora por meio da bobina de linearidade.
Neste caso também temos o aparecimento
de uma tenstio de reforco no catodo da
valvula amortecedora.
3) Na figura & vemos um circuito de
excitago direta que utiliza um “fly-back”’
com um ‘nico enrolamento. O “yoke” é
conectado em série no extremo inferior
desse enrolamento e também ao catodo
da vélvula amortecedora onde se desen-
volve a tensdo de reforco.
omartecedora
Maio/76
REPARAGAO DO CIRCUITO
DE VARREDURA
Como na reparagio de outros equipa-
Mentos, nos televisores também a técnica
recomendada é a anélise por etapas, come-
gando-se da de sada e deslocando-se até
as iniciais.
No caso dos televisores, entretanto, a
etapa de safda horizontal deve ser analisada
com cuidado especial, o que nos leva aum
Proceso um pouco diferente.
Em primeiro lugar, devemos proceder
como se esta etapa estivesse completamen-
te isolada das demais e em seguida deve-
mos analisar como se fosse um transmissor
de radio.
E como se fosse um oscilador ligado a
um amplificador de poténcia (mediante
um circuito sintonizado e um circuito de
carga) a uma antena.
No nosso caso a antena ou circuito de
carga 6 0 “yoke” e 0 retificador de alta
tensdio, mas o funcionamento bsico é exa-
tamente 0 mesmo.
retificodora _
de alto tensdo
Figura 6
47retificadora
@ alta tensdo
Analisando-o como se fosse um trans-
missor seré muito mais facil encontrar suas
falhas.
Suporemos, de inicio, que o oscilador
esté funcionando perfeitamente e que qual
quer falha esteja localizada na etapa de
safda. A prova do circuito deve ser feita
pelo proceso de eliminagao.
Qualquer ponto do circuito pode ser
tomado como partida. A maioria dos técni-
cos, entretanto, efetuam um exame de ro-
tina no aparelho, antes observando se as
Vélvulas esto “‘acesas”, se hd tenso de
alimentagao, etc.
Uma vez constatado que a falha esté
realmente nesta etapa, inicia-se por elimi-
nar as possiveis causas de falhas.
Em primeiro lugar as vélvulas devem ser
provadas. Se possivel as vdlvulas da etapa
devem ser substituidas realizando-se, em
cada troca, uma prova com o aparelho.
Uma ordem recomendada de troca é a
seguinte: 1) - retificadora de alta tensao;
48
i
q
q]
fi
1
Figura 7
+
@
2) - amortecedora; 3) - safda horizontal;
4) - osciladora.
Se com isso a anormalidade persistir, as
valvulas novas devem ser deixadas no re-
ceptor até que a causa do problema seja
completamente eliminada.
Passamos, ento, a verificar se 0 apare-
Iho tem alta tensao, verificando se hd pro-
dugio de “arco” na placa da valvula reti-
ficadora de alta tensdo. Usamos para isso
a ponta de uma chave de fendas (evidente-
mente nao precisamos dizer que ela
deve ser bem isolada!) - figura 9.
© “arco” normal deve ter uns 2 em de~
comprimento e tem uma cor azul bastante
brilhante.
A auséncia de “arco” significa que nao
hé pulso de alta tensdo. A estas alturas
o “yoke” deve ser desligado devendo ser
repetida a prova. Se aparecer um arco
menor que © normal na placa retificadora
de alta tensfo a causa da falha pode estar
num “yoke” defeituoso.
Rovista Saber EletronicaFigura 8
Devem, entiio, em seguida, ser procura-
dos curto-circuitos @ redes de resistores €
capacitores que tenham "escapes". Se for
possivel, em lugar do “yoke” suspeito, ex-
perimentar um outro de mesma indutancia,
comprovando se a alta tensdo volta ao nor-
mal. Se isso ocorrer teremos provado que,
efetivamente, € 0 “yoke” que “esté mal”,
devendo ser substituido. Se no, a causa
pode residir no “fly-back” ou na valvula
de salda.
SAIDA FRACA
Na maioria dos aparethos, os pontos de
prova sdo facilmente acess{veis; seré im-
portante realizar uma medida nas tensdes
de grade, placa, etc., das valvulas da etapa.
Maio/76
Cee
Cen.)
Cent)
Ta ed
a oe
Reforco
O osciloscépio 6 um instrumento de
extrema valia para a andlise desta etapa.
Colocando sua ponta de prova préxima,
sem tocar, no condutor da placa da vélvula
de sada: poderemos verificar se ali existe
a tensio pulsante e inclusive poderemos
ter uma idéia de sua amplitude.
Uma safda anormalmente baixa pode
ser ocasionada por excitacdo deficiente,
capacitores de acoplamento “‘abertos” ou
ajuste de excitagéo efetuado incorreta-
mente.
Essas falhas podem ser comprovadas
rapidamente com o osciloscépio e um
calibrador de tensdes. Deve ser medida a
amplitude crista-a-crista do, sinal excitador
na grade da valvula de safda.
49Para os antigos aparelhos de 50° essa
tenso deve ser de uns 0 V; para os apa
relhos de 70° deve ser da ordem de 65 V:
para os aparethos de 90° de 75 V e para
os de 110° de 95 a 105 Volts.
A tenséo da grade de blindagem da
valvula de safda deve também ser medida.
Uma valvula curto-circuitada substituida
algum tempo antes pode causar alteracdes
no resistor de polarizacao.
As tensdes normais de blindagem para
0s tipos mais comuns de valvulas sio:
6CD6 — 175 Volts
6AU5, 6BAV5, 6BO6, 6CU6, 6DO6 —
— 200 Volts
6BG6 — 350 Volts
Nos circuitos praticos, evidentemente,
variagdes desses valores podem ser regis-
tradas. A tensdo de blindagem nao pode
ser, entretanto, maior que os valores in-
50
Figura 9
dicados para essas valvulas, pois, pelo con
trario, nfo haverd dissipacfio de calor su-
ficiente.
A tensio de catodo também deve ser
verificada no caso de haver um resistor
limitador. Muitos circuitos simplesmente
conectam 0 catodo a massa, mas outros
usam um pequeno resistor de 100 a 150
Ohms, a fim de proteger a valvula em caso
de falhas de excitagao.
Voltando & analogia com o transmissor,
lembramos que estas vilvulas so exata
mente.como as empregadas nos amplifica-
dores finais. Se s8o ligadas sem excitagSo,
as correntes de placa apresentam valores
excessivos e, em pouco tempo, a vélvula
fica inutilizada.
Assim, se observarmos que a placa da
valvula de saida se encontra avermelhada,
devemos desligar o circuito porque n3o
existe excitagéo. Retirando-a do circuito,
devemos procurar a causa dessa falta de
exciiagao. x
Revista Saber Eletrénicaserie---
ou paralelo?
Quando resistores est&o ligados em série ou paralelo da maneira convencional, is-
to 6, seguindo os padrdes que farilmente podemos perceber que se encontram desse
modo, a aplicagéo da férmula é 0 Unico recurso necessério a obtenco da resisténcia
squivalente, Quando, entretanto, os resistores so ligados de modo um pouco mais
“disfargado” em que o técnico menos experiente sente dificuldade em saber como es-
to ligados, para se obter a resistincia equivalente, a coisa se torna um pouco mais
complicada. Eo que ocorre no caso da associagio que demos no teste do numero 45
de nossa Revista.
Se bem que aparentemente os resistores estejam ligados em série, j4 que apare-
cem “enfileirados” da maneira convencional, nao é 0 que ocorre na realidade, dadas
as ligagdes externas. Para a resolugo deste teste temos, portanto, que usar de um ar-
tiffcio que consiste em transformar este circuito num equivalente em que o modo de
ligagao se torne visivel. Para isso, damos nomes aos nés, ou seja, pontos de interliga-
Ses. Assim, 0 mesmo circuito, pode ser transformado no equivalente da figura, que
facilmente percebemos que se trata de uma ligagdo em paralelo.
602 200 602 202
B D
A ¢
60.2
Assim, como se tratam de trés resistores em paralelo, temos que aplicar a fér-
mula tradicional:
60.2
1
= +
1 14
RR, Rp
to
Rg
1.1 1 1
Soe Oo
R 60 20 60
Extraindo 0 minimo miltiplo comum e reduzindo ao mesmo denominador temes:
Obtemos deste modo 1/R ou seja, o inverso de R. Como, entretanto, queremos
obter R, devemos inverter esse resultado de onde obtemos:
1
tet ge pee
R12 1
que é a resposta correta para a questo proposta.
Mao/76 51SIMPLES
REDUTOR DE
INTENSIDADE LUMINOGAESTA MONTAGEM, DIRIGIDA ESPECIALMENTE AO
PRINCIPIANTE, CONSISTE NUM REGULADOR DE IN-
TENSIDADE LUMINOSA, ISTO E, NUM CIRCUITO QUE
PERMITE A OBTENCAO DE DUAS INTENSIDADES
DE LUZ PARA UMA LAMPADA INCANDESCENTE CO-
MUM, SEM NENHUMA MODIFICAGAO NO CIRCUITO
ELETRICO ORIGINAL, A NAO SER NO INTERRUPTOR.
A utifidade deste dispositivo é patente.
© leitor poder, por exemplo, conjugé-lo
ao interruptor da lampada de sua sala de
estar com a finalidade de obter duas inten-
sidades luminosas para a mesma lampada.
Numa posi¢io a luz seré normal, a luz
forte necesséria 4 leitura ou trabalhos que
exijam boa iluminagao. Na outra posicao,
ter-se-4 uma luz mais suave, ideal para
repouso ou ainda para se assistir, sem ofus-
camento, aos programas de TV.
O importante a observar neste circuito
6 que, além de empregar um numero redu-
zido de componentes, apenas um novo in-
terruptor de acordo com as exigéncias do
projeto, um diodo semicondutor e de ndo
exigir nenhuma modificagSo no circuito
da residéncia, n3o ha gasto de energia pelo
redutor. Em outras palavras, ao contrario
dos redutores nao eletronicos, este circuito
nfo consome energia alguma!
Quanto ao tipo de lampada que pode
ter o brilho controlado pelo circuito, pode-
mos afirmar que 0 diodo recomendado
para esta montagem suporta uma corrente
maxima de 1 Ampére, o que, em termos
de consumo de energia, significa uma po-
téncia maxima da ordem de 100 Watts pa-
ra a rede de 110 Volts e de 200 Watts para
a rede de 220 Volts. Entretanto, por me-
dida de precauggo e para permitir um
funcionamento sem “forgar’” o diodo, a-
conselhamos que seja usada no maximo
uma poténcia 50% inferior.
Assim, para a rede de 110 Volts, reco-
mendamos que a lémpada controlada seja
de 60 Watts @ na rede de 220 Volts a lam-
pada deverd ter, no maximo, uma poténcia
Maia/76
de 100 Watts.
Observago: 0 circuito néo deve ser
usado com lampadas fluorescentes.
Naturalmente, outras possibilidades para
este mesmo circuito so sugeridas:
* © dispositivo poderé ser instalado
numa lampada de cabeceira, obtendo-se
luz suave para descanso, ou ainda luz nor-
mal para leitura.
* No quarto de criangas, pode-se obter
iluminagéo normal, ou ainda iluminagéo
mais suave quando estiverem dormindo.
* Na luz da varanda teremos uma ilumi-
na¢&o econémica durante a noite quando
estivermos fora e uma iluminagao normal
no momento de recebermos visitas.
* Este mesmo circuito pode também
ser empregado na alimentagao de um solda-
dor de até 50 Watts (110 Volts) ou
100 Watts (220 Volts) quando entéo po-
deremos manté-lo quente, mas a baixa
temperatura quando nao 0 estivermos usan-
do, ou ainda na posi¢ao normal, em que a
temperatura serd mais elevada.
CONSTRUCAO E COMPONENTES
Como a acrescentar sé temos um tinico
componente eletrénico, o diodo semicon-
dutor que bloquearé parte da alimentacZo
do circuito, obtendo-se a redu¢ao de sua
poténcia e esse componente é de tamanho
reduzidissimo, 0 dispositive poderd ser alo-
53jado no proprio local onde jé existe o
interruptor normal (figura 1).
Entretanto, como agora no temos mais
duas posigdes para o interruptor ligado,
desligado, mas sim trés posi¢des, desligado,
luz fraca, luz forte, deveremos usar um
interruptor especial. Para isso, temos duas
alternativas:
a) _ poderemos usar uma chave rotativa
de 1 polo x 3 posicdes, conforme mostra
a figura 2, onde também jé temos ilustrada
a ligagdo dos componentes:
Fos para o ciruito~
Ga lémpade
4
have de
Tpolo
X3 posicdo
Tamanho
relativo
diodos e
interruptor
Figura 1
b) poderemos usar dois interruptores
simples independentes, reservando um pa-
ra_a fungdo de ligar e desligar a alimentaco
da lémpada e outro para fazer a redugao
da intensidade da uz (figura 3).
A segunda alternativa é a que sugerimos
pela facilidade com que esse tipo de in-
terruptor pode ser encontrado.
4
Figura 2
Com relagio ao diodo semicondutor,
como neste circuito sua polaridade nao
precisa ser observada, nfo haveré qualquer
davida quanto a sua ligagdo. Esse diodo
6 do tipo para 400 V @ 1A, podendo ser
usado 0 BY127 ou o 1N4004, ambos en-
contrados em casas de material eletronico
com bastante facilidade. Seus terminais
podem ser presos diretamente nos do in-
terruptor pelos parafusos de fixagiio nele
existentes conforme mostra a figura 4. Os
terminais do diodo devem ser dobrados e
cortados no comprimento necessério j4 que
se forem longos poder&o encostar na caixa
de metal onde é alojado o interruptor na
Parede provocando com isso um curto:
circuitos.
A \igacio do conjunto é bastante sim-
ples. Bastard jigar nos pontos indicados
pela figura os dois fios que normalmente
so ligados ao interruptor anteriormente
existente.
Como usi-lo
* Acionando-se © primeiro interruptor
a lampada é ligada.
* Acionando-se o segundo interruptor
Poderemos ter a reduc&o da luz, ou seja,
luz forte ou luz fraca; uma marca¢aéo com
letras auto-fixantes deve ser feita para dis-
tinguir as funeSes dos dois interruptores.
Revista Saber EletOnicaoO
INTERRUPTOR ($2)
LIGA/DESLIGA
INTERRUPTOR (5117
LUZ FORTE / LUZ FRACA
La
Maio/76
Corte 0 excesso do
terminal com um
alicate.
Figura 3
COMO FUNCIONA
Conhecer os prinefpios de funcionamen-
to dos aparelhos montados é a principal
idade dos artigos destinados aos princi-
piantes. Aprendendo as funcdes dos com-
ponentes basicos e dos circuitos onde so
empregados, 0 leitor tem sua verdadeira
iniciago na eletrénica. Analisando esses
princfpios com cuidado, respeitando suas
limitages, os leitores dotados de mais ima-
ginacao poderao, inclusive, criar novas con-
figuragdes, novos e interessantes aparelhos.
© diodo semicondutor e 2
corrente alternada
Uma corrente consiste num fluxo de
cargas elétricas, ou seja, elétrons, que se
deslocam num material condutor que, no
nosso caso, & 0 fio de cobre ou aluminio
das instalagSes. Essa corrente tem sentido
de circulagdo que é determinado pelo ge-
rador que a produz (figura 5).
55Oe an
Cu)
Coote)
Figura 5
No caso de uma pilha ou bateria, a cor-
rente € forgada a circular sempre no mesmo
sentido. Temos entiio 0 que denominamos
de corrente continua. No caso dos gerado-
res das usinas hidro-elétricas e que, portan-
to, so ligados as redes de distribuiciio
domiciliar, a corrente é “forgada”’ a circu-
lar ora num sentido, ora noutro, ocorrendo
inversées répidas um nimero considerdvel
de vezes em cada segundo. Assim é a
corrente alternada; o sentido de circulag3o
da corrente fica constantemente inver-
tendo-se. A corrente alternada que utiliza-
mos tem uma freqiiéncia de 60 Hertz o que
quer dizer que seu sentido de circulagao,
em cada segundo, se dé 60 vezes num sen
tido e 60 vezes em outro (figura 6).
sentigo de
2 4 Representacdo de
ume corrente
alterna
Vieoe
== -—
pire)
sentiad do cirevieeso
Figura 6
Isso significa que, ao ligarmos uma lam-
pada incandescente na rede de distribuigao
de energia (tanto em 110 como em 220
56
Volts) a corrente que circula pelo seu
filamento se inverte de sentido 120 vezes
em cada segundo; 60 vezes os elétrons se
movimentam “para frente” e 60 vezes "pa-
ra trés". Evidentemente, tanto no movi
mento “para frente” como “para tras”,
08 elétrons “forgam” a passagem pelo seu
filamento e a lampada acende.
Os diodos semicondutores so dispositi-
vos eletrénicos formados basicamente por
uma jungao entre dois materiais semicon-
dutores (figura 7) como o silfcio ou o ger
y,
ENo}oye} CATODO
SIMBOLO DO DIODO
Figura 7
m&nio dotados de impurezas que Ihes con-
ferem propriedades bastante interessantes.
Essas propriedades podem ser resumidas no
seguinte. Se a corrente for “forgada” a
circular no sentido denominado direto, ela
conseguiré isso facilmente pois o diodo
n&o lhe oferecerd oposigiio alguma. Entre-
tanto, se a corrente for “forcada” a circular
no sentido contrario, ou seja, no sentido
inverso, 0 diodo the ofereceré uma séria
oposiggo e ela no conseguiré passar. O
diodo se comporta, pois, como uma “val-
vula” para os elétrons, permitindo sua cir-
culago apenas num sentido (figura 8).
Em fungiio do comportamento elétrico
do diodo e da corrente alternada, o leltor
pode por sf sé concluir o que acontece
quando um diodo € colocado no percurso
de uma corrente alternada.
Pois bem: se entre a lampada e a rede
de alimentag3o de corrente alternada for
intercalado um diodo, o que ocorreré?
Revista Saber Eletrénica—p>lqKI—
—_—_ -
SENTIDO NORMAL DE CONDUGAO
OTN Acer ORLY
(ao Ha’ CONDUGAO)
Figura 8
Nos instantes em que a corrente for
“forcada” a circular no sentido direto, 0
dodo permitiré sua passagem sem oferecer
uposigao alguma e ela chegara & mpada.
Nos instantes em que a corrente for “for-
gada” a circular no sentido inverso o diodo
nao permitira sua passagem e ela n&o cir-
culara pela lampada. Como os instantes em
que a corrente nao circula correspondem
& metade dos instantes em que 4 corrente
circula, a lampada receberé energia duran-
te apenas metade do tempo médio, ou
seja, seu brilho sera menor. Assim, com 0.
diodo no circuito, a lampada acende com
brilho menor sem, entretanto, haver con-
sumo extra de energia.
Com isso, para obtermos luz normal,
bastaré conectarmos a lampada diretamen-
te & rede de alimentagdo, fazendo-se cir-
cular a corrente sem passar pelo diodo e
quando, quisermos britho reduzido, basta-
r4 fazermos a corrente circular através do
diodo. O interruptor usado permitird a
conexao e retirada do diodo do circuito.
As especificapSes de diodo
E importante que, desde jé, 0 princi-
piante se familiarize com as especificages
dos diodos semicondutores. Esses compo-
nentes so especificados em fungao de duas
grandezas elétricas principais.
A maxima tenséo a que podem ser sub-
metidos polarizados no sentido inverso.
Maio/76
Quando os diodos sao polarizados no sen-
tido inversa, eles impedem a passagem da
corrente, Ou seja, se comportam como cir-
cuitos abertos, o que significa que toda
tens3o disponivel na rede de alimentacdo
aparece entre seus extremos (figura 9).
O diodo deve, entao, “estar apto” a supor-
tar essa tenso sem problemas. Como os
110 ou 220 V sdo valores médios da cor-
rente alternada, j4 que os valores maximos
so um pouco maiores, da ordem de 150 V
para a rede de 110 V e da ordem de 300 V
para a rede de 220 V, os diodos devem
ser capazes de suportar essas tens6es ma
mas ou de pico.
Nos SemI-cicios INVERSos
BEARECE TOY, SOBRE 0 OG
Se
Figura 8
Qs diodos usados para as redes de
110 Volts devem, portanto, ser especitica-
dos para uma tensao inversa de, pelo me-
nos 200 Volts, enquanto que os usados na
rede de 220 Volts devem ser especificados
para uma tensio minima de 400 Volts.
A maxima corrente que pode circular
no sentido direto. Quando a polarizacdo
€ no sentido direto, 0 diodo conduz in-
tensamente de modo que 0 circuit recebe
sua alimentago. Como mésmo assim o
diodo néo 6 um condutor perféito, uma
Pequena quantidade de calor pode ser ge-
rada na sua juncao.e ele deve “estar apto””
a dissipar esse calor sem problemas.
Existe, pois, uma limitago para a cor-
rente méxima que pode passar por um
diodo sem que ele “se queime”. Para o
Nosso caso, escolhemos diodos para 1 Am-
Pére e demos uma margem de seguranca
20 circuito, fazendo-o operar no maximo
com uma corrente de 0,6 Ampire.
87Os transistores de
EFEITO DE
A_TECNOLOGIA MOS (METAL-OXIDO-SEMICONDU.
TOR) APLICADA AO TRANSISTOR DE EFEITO DE
CAMPO PROPORCIONA INTERESSANTES PROPRIE-
DADES ELETRICAS. PARA COMPREENDER MELHOR
AUGER eC POL
NAO SO O COMPORTAMENTO DESSES TRANSISTO:
ioe em re See OO ee
QUE NOS FACILITARAO A FORMACAO DE UMA
IDEIA MAIS COMPLETA ACERCA DE S POSSIVEIS.
APLICACOES.
1, FUNCIONAMENTO.
A diferenga entre o transistor de efeito de campo de jungdo e © transistor de
efeito de campo MOS esté no fato de que este ultimo tem um eletrodo de comporta
que esté eletricamente isolade do cristal semicondutor por meio de uma delgada pe-
Ifeula de 6xido.
© conjunto metal-6xido-semicondutor é responsével pela denominagdo dada a es-
te tipo de transistor de efeito de campo.
A figura 1 representa uma seccdo de um transistor MOS. Duas zonas do tipo N
marcadamente ‘‘dopadas" (N+) esto difundidas no interior do substrato do tipo P
de modo a formar o eletrodo da fonte e o eletrodo’ de drenagem. O eletrodo metéli-
co de comporta forma um capacitor com o substrato adjacente ou regigo do canal
cujo dielétrico é a pelfcula de éxido. Se a comporta for submetida a uma tensio
positiva em rela¢ao ao substrato, os elétrons deste sSo atrafdos até @ zona de separa-
go entre o silicio e o didxido de silicio e as lacunas se afastar8o dessa regio, 0 que
dara lugar 4 formagdo de uma capa de silicio tipo N (capa de inverséo) por baixo do
dielétrico e entre a fonte e o dreno. Esta capa de inversio é denominada “canal N”.
Se estabelecida uma tens%o fonte-dreno, circularé uma corrente |p por este canal.
NOTA: Este artigo poders ser melhor compreendide pelo loitor ainda no familiarizado com os transistores de
feito de campo apés a leitura do artigo “'Transistores de Efeito de Campo" publicado a0 nimero 45 (margo de 76)
da Revista Elstrénica.
58 Revista Saber EletronicaA variagao da tensio Vac faz mudar a densidade de elétrons e, conseqiiente:
mente, a resistencia do ee e deste modo a intensidade da corrente Ip. Sem
dtvida, a diferenga do transistor de efeito de campo de jungdo em relap3o ao MOS
€ que a tensdo de comporta deste ultimo pode mudar de sina) sem que se produ-
za uma corrente de comporta.
=a
leet |
co
Figura 1
2. TRANSISTORES MOS DE ENRIQUECIMENTO (NORMALMENTE BLOQUEA-
DOS) E DE DEPLEXAO OU EMPOBRECIMENTO (NORMALMENTE CON-
DUTORES}.
© transistor de efeito de campo MOS antes descrito é um tipo de canal N enri
quecido, ou seja, 0 ntimero de portadores de cargas méveis (elétrons) deve ser primei
ramente aumentado (enriquecido) mediante a aplicagdo de uma tensdo de porta posi-
tiva. N8o existe canal se a tensio de comporta é nula. Visto que uma tenséo de dre-
nagem positiva faz com que a unido PN entre a zona de drenagem e © substrato fique
bloqueada, nfio passard corrente entre a fonte e 0 dreno, exceto a corrente de fuga,
enquanto a tensfio de comporta se mantiver nula,
A tens8o Vgg para a qual comegara a passar certa corrente, devido a forma
Bo de uma capa de inversio, € denominada tensio de estrangulamento Vp ou tenslo
de umbral V7. A figura 3 mostra as caracteristicas de um tipo de enriquecimento.
Figura 2
‘Maio/76 59© oposto do tipo enriquecido & 0 empobrecido ou de deplexdo, no qual existe
sempre um canal de conducdo, inclusive sem tenso de comporta. Este efeito é pro-
duzido pelos fons positivos iméveis que se encontram sempre na capa de dxido. Estes
ions dio origem a uma capa de inversao tipo N no substrato do tipo P, inclusive pa-
ra VGg = 0 de modo que se forma um canal (figura 2).
Quando a tens%o de comporta se faz negativa, séo expulsos elétrons moveis do
canal Ne a corrente de dreno decresce a zero. Se a tenséo de comporta ¢ positiva a
densidade de elétrons e conseqientemente a corrente de drenagem aumenta de novo
como no tipo de enriquecimento. Isto significa que um transistor MOS pode ser usa-
do de ambos os modos: enriquecimento ou deplexéo (figura 3b). Em contrapartida,
Figura 3
© transistor de efeito de campo de jungio se emprega geralmente no modo de deple-
xo devido a que o trabalho do tipo enriquecido provoca uma polarizagdo direta ro
diodo comporta-canal.
Por isso é melhor distinguir ambos os modos de operacdo mediante as denomi-
nagées “normalmente condutor” e “normalmente bloqueado”, Estas denominagées
significam o seguinte:
—Normalmente Condutor: circula uma corrente apreciével de drenagem para
Ves =
— Normalmente Bloqueado: praticamente no circula corrente de drenagem para
Vas =
A principal vantagem desta classificaclo dos transistores de efeito de campo MOS
consiste em que ela se baseia numa propriedade das caracteristicas elétricas do cort-
ponente e nio num proceso fisico de construgdo pelo qual o usuario no esté dire-
tamente interessado e que tenha de ser traduzido em termos de funcionamento elétrico.
60 Revista Saber EletranicaDai se deduz que o transistor de efeito de campo de jungio seja um tipo “nor-
malmente condutor” (figura 3c}.
Nos tipos normalmente bloqueados, 0 potencial de operagdo da comporta se en-
contra entre os potenciais da fonte e do dreno, 0 que também acorre com os tran-
sistores bipolares nos quais 0 potencial de base 6 intermedidrio entre o potencial de
emissor e de coletor. Nos tipos normalmente condutores, pelo contrério, o potencial
de comporta se encontra fora dos niveis de potenciais da fonte e do dreno, podendo-
se abter uma polarizagdo “automatica” de comporta com a ajuda de um resistor no
terminal da fonte.
3. TRANSISTORES MOS DE CANAL P E DE CANAL N.
No transistor MOS do tipo P, a “‘dopagem’’ das diferentes partes é contraria ao
indicado na figura 1 e os sinais das correntes @ das tensdes so trocadas de acordo
com elas. Existem 4 tipos possiveis de transistores MOS, conforme mostra a figura 4.
Erna
ae
cerns
atmente
Ereredgs
roameee
Figura 4
A seta assinala o terminal do substrato e indica o sentido de passagem da cor-
rente com polariza¢éo direta na jun¢do PN. Nos simbolos dos transistores MOS, o ter-
minal de comporta esté situado assimetricamente em relacdo ao terminal de fonte pa-
ra melhor se distinguir 0 dreno e a fonte.
Os simbolos utilizados para estes dispositivos devem permitir uma diferenciacao
entre os tipos normalmente condutores e os tipos normaimente bloqueados. Na con-
vengdo aqui utilizada, representa-se com uma linha grossa cont{nua © canal dos tipos
normalmente condutores e com uma linha grossa interrompida os do tipo normalmen-
te bloqueados.
4. TENSAO DE ESTRANGULAMENTO (“PINCH-OFF VOLTAGE”)
A tensiio de estrangulamento V, depende, em grande parte, de: carga fixada no
xido, estado de superficie de separaco entre o didxido de silicio e do gréu de “do-
Maio 76 61pagem” do substrato. Um controle apropriado dos efeitos da separag3o entre o diéxi-
do de silicio e © silicio é essencial para se obter uma tensfio de estrangulamento re-
produzivel com suficiente independéncia da temperatura e do envelhecimento. Isso s6
pode ser obtido com 0 emprego de um proceso tecnolégico perfeito.
Como nos transistores de efeito de campo de jun¢do, a tensdo de estrangulamen:
to € a tensio comporta-fonte para a qual se anula a corrente de dreno. A tensdo Vp
sera colocada, portanto, ao pé da caracter(stica Ip x Vgg. E também a tensao para
a qual a capa de inversio comega a se formar na zona do canal. Existem trés fatores,
além da tensio de comporta, que controlam este processo (figuras 5 e 6):
— As cargas na pelicula de didxido de silicio (Vox);
— As cargas dos atomos de impurezas ionizados nas zonas desérticas que nao con-
tém portadores de carga méveis, entre a capa de inversdo e 0 substrato neutro
(Vdc);
— Centros de captura na superficie de separagdo éxido de silicio
capta portadores méveis de carga - (Vtrap).
cio que
Esses fatores podem ser representados pelas tensdes comporta-fonte equivalentes
indicadas por Vox, Vdc @ Vtrap- Estas tensdes dao lugar a um deslocamento horizon:
tal da caracteristica |) x VGS cujo pé situado a VGs = 0.
Para compreender estes efeitos, examinemos o transistor MOS de canal N, nor-
malmente condutor que se representa na figura 5. As cargas positivas na capa de 6xi-
Pee)
Sore
Figura 5
do de silfcio podem dar lugar a um canal de inverséo do tipo N no silicio do tipo P
e, conseqiientemente, a uma corrente 1p. Deste modo, a caracteristica Ip x VGS se
desloca em diregao & esquerda de uma distancia Vox.
A tensio Vdc influi de modo contrério: representa a tensdo necessdria para in-
verter o silfcio do tipo P em N na superficie na auséncia da pelicula de dxido e cen.
tros de captura. Para esta inversio, as lacunas originalmente presentes na superficie
devem ser expulsas dela; as cargas nos Stomos aceptores fixos apareceréo agora como
carga espacial negativa.
Para alcangar 0 equilfbrio, a carga espacial deve ser compensada com uma targa
positiva de igual valor na comporta, ou seja, deve-se aplicar uma tensio positiva Vdc
antes que possa circular a corrente de dreno. A curva Iq x Vgg se deslocaré assim
de uma distincia Vdc para a direita. Quanto maior for a carga do aceptor, maior se-
62 Revista Saber Eletrénica4 © deslocamento. Com um gréu de dopagem do substrato suficientemente elevado
se consegue um canal N normalmente bloqueado (Vp > 0). Sem divida, a transcon-
dutancia diminui quando se aumenta a “‘dopagem”, o que deve ser observado.
Os centros de captura séo imperfeigdes do cristal que podem captar portadores
de cargas méveis. A corrente de dreno s6 pode comegar a circular quando todos os
centros de captura esto ocupados. Partanto, com um canal N, a tenso Vtrap da ori-
gem a um deslocamento da caracter(stica para a direita.
Se considerarmos a mesma situagdo num transistor MOS de canal P (figura 6)
Figura 6
veremos que, quando a pelicula de éxido estd carregada positivamente, os trés fatores
Vox, Vac @ Virap atuam no mesmo sentido, em oposigo a corrente de dreno e dio
como resultado um dispositive do tipo P normalmente bloqueado.
5. CARACTERISTICAS
A caracter(stica Ip x Vpg dos transistores MOS néo difere basicamente das dos
transistores de efeito de campo de juncdo. A figura 3 representa a caracteristica tipi-
ca de um transistor MOS. Do mesmo modo que nos transistores de efeito de campo
de jungio, a corrente de dreno aumenta linearmente com o aumento da tens&o fonte-
dreno a partir de Vpg = 0 e a pendente deste aumento 6 maior se a tensio de com-
porta for mais elevada dado que a capa de inversdo é entSo mais espessa e, por conse-
guinte, a resisténcia do canal mais baixa. Devido & queda de tenstio na extensio do
canal originada pela corrente de dreno, o canal se faz cada vez mais fino na parte do
dreno & medida que a corrente de dreno aumenta. Assim, o aumento de Ip em fun-
go de Vpg se faz progressivamente menor até que se alcanca uma sec¢fo de canal mi-
nima para a tensio Vps(p) = VGS - Vp.ou para VDG = - Vp. Semelhantemente aos
transistores de efeito de campo de jungao, este fendmeno se conhece pelo nome de
estrangulamento (“pinch-off”).
Na zona de estrangulamento, a corrente de dreno nao aumenta apreciévelmente
com Vps, para V@g constante. Na figura 7 temos a representagao das condigdes da
zona de estrangulamento, podendo-se observar uma capa de vazio (zona desértica) en-
tre a regido de difus’o do dreno e o substrato. A parte da tensdo de fonte-dreno aci-
ma do valor VpS(p) cai através desta capa de vazio, enquanto que a queda de tensdo
através do canal se mantém aproximadamente igual a Vpg(p). Os elétrons que che-
gam & esquerda da capa de vazio so transportados & zona de dreno pelo campo elé-
trico desta capa de vazio.
Maio/76 63Figura 7
Visto que © canal se faz algo mais curto a medida que cresce a capa de vazio,
a resisténcia do canal diminui ligeiramente, a corrente na zona de estrangulamento
aumentaré também um pouco. Quanto menor for a mudanca relativa no comprimen-
1o do canal, mais plana serd a caracter{stica e, portanto, maior a resisténcia de safda
do transistor.
Com ajuda de certo numero de hipéteses simplificadoras, a corrente de dreno
nas ditas condi¢gées seré dada por:
8 (Vgg - Vp)? 4)
1
IDb=—
2
De onde:
Ww
B= ws . Cox - — (2)
=
Hs = mobilidade superficial dos portadores de carga no canal
Cox = € - €0/g = capacitancia da capa de dxido por unidade de drea (d = espessu-
ra da capa de 6xido, conforme a figura 7)
W = largura do canal (para um Angulo reto em relagSo ao plano do papel na
figura 7).
L = Comprimento do canal, o qual depende ligeiramente da tensfo dreno-fonte.
A mobilidade superficial us é s6 uma quarta parte da mobilidade volumétrica uy
que determina o comportamento dos transistores de efeito de campo de juncio.
Do mesmo modo que neles, a rela¢do W/L deve ser a maior poss(vel de modo a se
obter uma condutancia elevada.
A relagdo quadratica entre a tensfo de controle e a corrente de dreno (equacao 1)
constitui uma boa aproximac3o com relacdo ao comportamento real do transistor
MOS, nao se cometendo um erro maior do que 10:1 do valor de Jp. Para correntes
elevadas, se produzem erros devido a resisténcia dos condutores, enquanto que as car-
gas da superffcie e a espessura do canal comegam a influir nas correntes baixas.
64 Revista Saber EletrénicaPara os transistores MOS normalmente condutores, a equagéo (1) se escreve do
seguinte modo:
Vos
Ip = Ipss (1 - ——? ... ~ (3)
Vp
De onde:
1
Ipss A BV . . (4)
Ipss € a corrente de curto-circuito fonte-dreno para VGg = 0.
6 CARACTERISTICA CAPACITANCIA-TENSAO
As propriedades estaticas e dindmicas dos transistores MOS esto determinadas
em grande parte pela “capacitancia MOS” entre a porta e 0 silicio. Esta capaciténcia
depende da tensio comporta-substrato e a determinagzio da curva desta relagdo, a cur-
va C x VMOS, proporciona informagio importante sobre as propriedades da superficie
de separagdo ‘entre o silfcio e o éxido. Esta informago se refere 4 condutividade do
silicio na regio do canal, das cargas da superficie e dos centros de captura.
A middo se faz uma medida baseada no anteriormente dito, nos transistores
MOS, para determinar a capaciténcia de curto-circuito da comporta-fonte, Cgs, em
fung&o de VGs. Esta medida, realizada com a fonte e o dreno conectados, fropor-
ciona a caracter(stica capacitancia-tensdo, sendo mostrada na figura 8 a curva C x V.
Figura 8
Para valores altamente negativos da tens&o de porta Vg, existe um excesso de la-
cunas na superficie do silfcio, junto ao limite do éxido e & gs vem determinada prin-
cipalmente pela capacitancia do 6xido Cox, ou seja, pela cSnstante dielétrica e pela
espessura da capa de 6xido. Quando a tensdo de comporta se faz menos negativa se
alcanca um ponto em que a carga positiva do éxido fica compensada pela tenso ne-
gativa aplicada e a concentrag3o de lacunas na superf{cie passa a ser igual 4 concen:
trag&io no interior. Se a tensio de comporta segue aumentando, forma-se uma capa de
vazio com menos lacunas na superficie do éxido (figura 5) e isto atua como um ca-
pacitor Cdc, em série com Cox. O valor resultante de Cyss segue diminuindo até que
alcanga um valor de Vg para o qual comeca a formar-se na superficie do silicio um
canal de inverséo do tipo N.
Maiol76 65Este canal N conecta as zonas da fonte e do dreno, ou seja, a Capacitancia Cd
tem agora um canal de condug3o conectado em paralelo, Se a tensio de comporta
aumenta mais, esta resisténcia em paralelo diminui progressivamente, de modo que,
capacitancia Cgss aumenta de novo até o valor Cox @ Cc ficara finalmente curto-cir
cuitada.
Se existirem outros centros de captura, eles retardarfo a formagzio de um canal
N j& que ter8o que chegar primeiro com elétrons. A capaciténcia Cyss pode aumentar
de novo, como se indica pela linha tracefada da figura 8. No ponto no qual a linha
tracejada comeca a subir, a tensio de comporta é igual & tensdo de estrangulamento
Vp. Ao se determinar a curva C x V da figura 8, foi levado em conta que as cargas
positives na pelicula de dxido comegam a formar o canal inclusive para uma tensdo
de comporta negativa (veja a figura 5).
7.0 SUBSTRATO COMO ELETRODO DE CONTROLE
A corrente de dreno pode ser controlada também por meio do terminal de subs-
trato b, se ele esté separado dos demais. A figura 9 mostra a caracteristica [p x VGS
Figura 9
Para © transistor MOS de canal N normalmente condutor BFA29. Este transistor tem
dois eletrodos de controle, a porta e o substrato, que podem ser empregados na mul:
tiplicago de dois sinais, por exemplo, em etapas misturadoras, em aplicagdes analdgi-
cas, etc.
Sem duvida, devemos lembrar que, quando o substrato 6 utilizado como eletro-
do de controle, ele atua como comporta de jun¢So. O substrato e o canal estao se-
parados por uma capa de vazio (figura 5). Isto tem por resultado que a resisténcia de
entrada entre © substrato e a fonte seja menor que entre a porta isolada e a fonte.
8, ESTRUTURA DOS TRANSISTORES MOS
8.1. Solapado do eletrodo de comporta
Nos tipos normalmente bloqueados, 0 eletrodo de comporta deve solapar as z0-
nas da fonte e do dreno, pois, pelo contrério, existiriam zonas nos extremos da fonte
e do dreno do canal nas quais nao seria possivel induzir uma capa de inversfo. O so.
lapado conduz as capacitancias parasitas relativamente elevadas se a pelicula de éxida
abaixo das partes solapadas da porta n&o séo muito mais grossas que a que estd aci
66 Revista Saber EletrOnicama do canal. Um método para se obter um solapado sem capacitancias elevadas se
descreve mais adiante.
8.2. Estrutura de um transistor MOS do tipo empobrecido
As cargas positivas na capa de éxido de um transistor MOS de empobrecimento
criam um canal condutor inclusive para uma tensSo porta-fonte igual a zero. A fim
de se evitar a presenca de canais parasites em paralelo com a canal desejado, é neces-
sdrio fazer uma estrutura fechada, por exemplo, rodeando totalmente a superffcie do
dreno pela comporta.
‘As capacitancias parasitas e, em espacial, a capaciténcia de realimentacéio, devem
ser as menores poss(veis de modo que um funcionamento étimo seja obtido tanto na
amplificag3o de sinais de alta-freqiiéncia como em comutagao. A capacitancia de com-
porta esté determinada materialmente pela drea de metalizagéo da comporta é pela
espessura do 6xido.
Para uma alta transcondutincia, ou uma baixa resisténcia em estado de condu-
30, 6 necessdrio que o 6xido na parte superior do canal seja o mais fino possivel
{uns 0,2 1). Nos primeiros transistores MOS esta capa fina de 6xido estava também
acima das zonas da fonte e do dreno préximas ao canal, Devido as tolerancias no ali-
nhamento da méseara ocorre com freqiiéncia que uma parte da metalizagdo da com-
porta se estenda para acima da zona da fonte e do dreno, o que dé ugar ao apareci-
mento de elevadas capacitancias de entrada ou de realimentacao,
Nos transistores MOS atuais este problema foi superado mediante uma técnica
especial de difusdo que permite a formacio de uma capa de éxido muito mais grossa
por baixo das partes solapadas pelo eletrodo de comporta (figura 10).
Figura 10
As extensdes finas das regides da fonte e do dreno se obtém por difusio a par-
tir de uma capa de 6xido grossa dopada na qual se tenha aberto previamente uma
pequena janela. Depois se faz crescer uma fina capa de 6xido (0,2 1) nesta janela de
modo que se forme o 6xido da comporta propriamente dito e se adapte perfeitamen-
te a0 préprio canal. As tolerancias devidas ao alinhamento da mascara de metalizacio
sfo muito pouco criticas neste caso,
8.3. Transistores MOS com duas comportas (tetrodo MOS)
Para as aplicagdes em VHF e UHF, a capaciténcia de realimentagaio de um trio-
do MOS ¢ demasiado elevada (em torno de 0,5 pF). Podem ser obtidos valores muito
mais baixos (de uns 0,02 pF) se for acrescentado um segundo eletrodo de comporta,
© qual pode ser entio empregado para o controfe automatico de ganho. A estrutura
de um transistor MOS deste tipo é dada na figura 11a.
Maio/76 @Figura 11
Se a comporta g2 esté conectada & massa, para altas freqiiéncias, a realimentagao
entre o dreno e a porta g1 se torna extremat baixa, visto que a resisténcia de
carga do dreno dos transistores MOS mais baixa ¢ igual @ transcondutancia dos tran-
sistores MOS mais alto (veja figura 11b). Assim a modulagéo da tensio do dreno-fon-
te dos transistores MOS é relativamente pequena.
O transistor MOS BSF28 tem as seguintes caracter(sticas para Lp = 10 mA:
© 13 ma-t
25 pF t(picos
20 12-1 tipicos
— admitancia de transferéncia para f = 1 kHz ...
— capacitancla de realimentacio (CpG)
— condutaéncia de safda para f = 1 kHz
transistor tetrodo MOS tem pouco rufdo de alta fregiiéncia, escassa modulago
cruzada e reduzida intermodulacéo.
8.4. Circuito integrado com um transistor MOS e um transistor bipolar
Se obtém um circuito com propriedades muito interessantes se for combinado
um transistor MOS com um transistor bipolar. O circuito integrado TAA 320 consta
de um transistor MOS, de um transistor bipolar e um resistor. A figura 12 representa
Figura 12
uma seccao esquematizada através do cristal. A tensio nos extremos do rasistor serve
para a polarizagdo do transistor bipolar.
* Adaptagdo do Caderno Técnico FAPESA — 20-8-74 — Argentina (Gentileza do Se-
tor de Documentag&o e Divulgacio da IBRAPE). “
cd Revinte Saber EletrdniceAPLICACOES PRATICAS PARA OS
AMPLUFICADORES
NEWTON C. BRAGA
Simples @ Duplo Comparador de Tenséo
HA710 @ pA711
0 circuito integrado monolftico «A710
(figura 1) consiste num comparador de
‘tensa diferencial de alta velocidade pro-
jetado especialmente para aplicacdes que
exijam alta precisio € tempos muito répi-
dos de resposta.
Dentre suas possiveis aplicagdes podemos
citar: disparadores Schmitt, de excursio
varidvel; discriminadores de largura de im-
pulsos; comparadores de tensfio de alta
veloci jeitores de memérias magnéticas
ou ait receptores imunes a rufdos de
linha, & importante observar que sua safda
& compativel com a maioria dos tipos de
légica digital (figura 2).
© circuito integrado 2A711 consiste
num duplo comparador de tenséo forma:
do por duas secgdes idénticas a0 1 A710,
6 que permite diversas aplicagdes impor-
Figura 1
Malo/76
operacionals
©
IINVOLUCROS DO fA7IO E MATT
Figura 2
tantes. Pela interligacdo de ambas é pos-
sfvel_excitar ou inibir o funcionamento
do circuito e eventualmente limitar a ten-
sSo de safda num nfvel alto (“HI”).
Para uma tenséo de alimentacio de
+12 @ -6 Volts, so as seguintes as suas
Ccaracterfsticas elétricas:
Gama de variacio da tensio
de entrada.
Ganho de tensBo..
Tempo de resposta ..
Tempo de recuperagao depois
da aplicaglo de um sinal
5-0-5 V
1500
40 ns
de controle... 12 ns
Impedancia de safda 200 Ohms
Nivel de safda positivo 45V
Nivel de safda negativo O5V
Dissipago de poténcia:
invélucro metético 600 mW
invélucro pléstico, 670 mW- CIRCUITO 1
Tanto 0 1A710 como o 4A711 pos-
suem equivalentes que podem ser encon-
trados‘com as mais diversas denominagées,
dependendo da procedéncia e do fabrican-
:e. Damos a seguir alguns exemplos:
A710 — LM710, 710, 5710, MC1710,
NE5710, PAA7710, SN52710.
wA711 — LM711, 711, 5711, MC1711,
NE5711, PAA7711, SN52711.
A séguir, damos alguns exemplos de
aplicagées profissionais para estes circuitos
integrados.
CIRCUITO 1
Detector de Nivel de Tensio
© primeiro circuito consiste num de-
tector de nfvel de tensdo, aparecendo ao
70
lado do diagrama a sua curva de resposta
que pode ser analisada da seguinte manei-
ra; com uma tensto de referéncia de 5
Volts, a tenséo de safdaseré de 3,1 Volts
Positivos, para tensdes de entrada inferio-
res & de referéncia e de 0,5 Volts negativos
para tensdes de entrada superiores & de
referéncia; em outras palavras, o circuito
“comuta” de um nivel “HI” de saida de
3,1 V para um nivel baixo (“LO”) de
=0,5 V quando a tensio de entrada supe-
re o nivel de 5 Volts.
CIRCUITO 2
Detector de nivel de tensdio com histerése
Neste circuito, a tens’o em que ocorre
a comutac3o do nivel “LO” para o nfvel
"HI" n&o 6 a mesma que a tenséo em que
corre a comuta¢ao do nivel “HI’’ para o
nivel “LO”.
ciRcUITo 2
Revista Saber EletrénicaOs valores para a tensdo de entrada e de
saida sao iguais a0 do diagrama anterior.
A utilizagao deste circuito 6 recomendada
em lugar do primeiro quando se defronta
com um elevado nivel de ruido.
CIRCUITO 3
nela” ou Detector de Dupla
Limitagao
Esta configuragdo pode ser usada na
leitura de memérias magnéticas utilizando
um tinico A711 ou ainda dois 1 A710.
Este circuito permite a deteccSo do es-
tado de niicleos magnéticos dando um si-
Nal correspondente de safda. A tensio de
Mato/76
CIRCUITO 3
saida é de 0,5 V negativos para tensoes de
entrada compreendidas entre -20 mV e
+20 mV. Para valores fora deste intervalo,
@ tensio de saida é de 3,1 Voits.
Em outras palavras, este circuito detecta
apenas uma “‘janela” da gama de tensbes
de entrada, dai sua denominacao.
Referéncias:
— Manual de Circuitos Integrados Linea-
tes — Fairchild
— Aplicaciones de los Circuitos Integrados
Lineales - Zamora
— Handbook of Integrated Circuits — B.B.
Babani x
nATENDENDO A INUMEROS PEDIDOS,
RECEBIDOS ATRAVES DE CARTAS, TELEGRAMAS
E TELEFONEMAS, ESTAMOS REEDITANDO, EXCEPCIONALMENTE,
‘A 18 LIGAO DO CURSO DE ELETRONICA EM INSTRUGAO
PROGRANADA, PUBLIGADA NA EDIGAO NO 46 (ABRIL/76)ce eS
FLETRONICA
APRESENTAGAO
Amigo leitor: a0 acompanhar este Curso de Eletronica, ministrado pelo método
da Instrugio Programada, vocé participa de uma experiéncia inédita em nosso
Pais. Pela primeira vez, nas paginas de uma revista técnica, os fundamentos de
uma ciéncia da maior importancia, como é a Eletrénica, so levados ao |eitor
utilizando-se uma das mais modernas e controvertidas conquistas da metodologia
cient/fica. Os resultados atingidos pelo leitor na aquisicéo de conhecimentos
basicos de eletrdnica, quando do acompanhamento deste Curso, n’o dependerdo
somente da maneira como exporemos a matéria e dos recursos auxiliares de que
faremos uso mas, também, evidentemente, dos préprios esfargos do leitor, no
sentido de haver uma perfeita integrac3o com a metodologia empregada. Tudo
faremos para que nossos objetivos sejam atingidos. Procuraremos, no decorrer
dos préximos nuimeros de nossa Revista, transmitir uma certa quantidade de
informagées fundamentais sobre a eletronica de modo a permitir uma iniciagéo
ica nesta ciéncia. Nossos recursos adicionais consistirao em montagens prati
cas utilizando material disponivel em ‘kits’ que ter3o por finalidade um refor-
co da parte pratica de nossos ensinamentos.
Se bem que a técnica do ensino programado ainda seja assunto bastante con-
trovertido, em fase experimental, em algumas éreas os resultados obtidos com
seu emprego séo bastante positivos, o que justifica, perfeitamente, nossa escolha
por essa metodologia. Nao se trata simplesmente em estar na frente em matéria
de ensino, mas sim uma questéo de percebermos o que é melhor para o nosso
ieitor. Somente a Instrugdo Programada permite a utilizagio de um programa
baésico quando a clientela é heterogénea. E o que ocorre em nosso caso. Nossos
alunos terdo todos os graus de preparo e isso nao influiré no acompanhamento
de nossas licdes. Todos terSo 0 mesmo aproveitamento; todos poderZio desfrutar
das inumeras vantagens que um conhecimento fundamental da eletronica pode
resultar profissionalmente, em termos de satisfac3o pessoal ou por passatempo.
1, COMO ACOMPANHAR O CURSO
Num Curso em Instrucio Programada as informe-
es ou conhecimentos que devem ser transmitidos
a0 alunos sto dadas numa série de etapas ou
quadros que sio dispostos em grau crescente de
dificuldade e de complexidade. A maneira como so
levadas a0 aluno exigem dele uma_participaggo participacio ativaativa, isto 6, durante todo o processo de aprendiza-
do, 0 aluno € obrigado a realizar certas tarefas
que podem consistir na resolugso de problemas,
testes ou, ainda, seguir uma orientacdo no sentido
de se dirigir a quadros ou etapas de reforgo, resu-
mo ou avaliaciio.
Essa participac3o constante do aluno e o proces-
so de avaliagao do aprendizado no final de cada eta-
pa, impede a passagem de um quadro para outro
sem haver a completa assimilaco dos conceitos que
devem ser assimilados. Nao se passa de um assunto
‘a outro sem que o anterior seja perfeitamente en-
tendido. Com isso conseguimos que:
os alunos que tiverem mais facilidade em a-
preender os conceitos ensinados, avancarao mais de-
pressa em cada ligS0;
— 08 alunos que tiverem mais dificuldade na assi-
milago dos ensinamentos terZo um refor¢o maior
no sentido de obter 0 mesmo grau de aprendizado,
pois serio forgados a voltar aos pontos de defi
ciéncias, tantas vezes quantas forem necessdrias.
Para acompanhar © curso, 0 aluno deverd, por-
tanto, se enquadrar perfeitamente em seu sistema.
Para isso séo as seguintes as orientagdes que devem
ser seguidas.
— Leia sempre em seqiiéncia as licbes e obedeca,
rigorosamente, todas as instrucdes que forem dadas
em seu desenvolvimento, Quando for convidado a
retroceder a um quadro, por ter errado uma ques-
to, faca-0, pois a resposta inadequada indica que
© conceita abordado no quadro em quest&o nao foi
assimilado convenientemente. Se vocé seguir ém
frente, sem conhecer esse conceito, seré bem pro-
vavel que: dificuldades maiores em ligées posterio:
res venham a acontecer e, como 0 Curso é progres-
sivo, essas dificuldades se acumulam até chegar 0
momento que nao sera possivel qualquer avanco
posterior. O aluno nao entenderd mais nada e aca-
baré por desistir, 0 que n&o queremos que isso
aconteca!
tarefas
Orientacoes
ler em seqiiénciaCURSO DE ELETRONICA
— AS respostas as questées de avaliagdo serio
dadas na coluna da direita. Sera conveniente que,
ao estudar, 0 aluno cubra com um cartao ou folha Cubra a coluna da
de papel esta coluna (figura 1) consultando-a apenas direita
quando necessirio, ou Seja, para saber as respostas
das perguntes ou’ quando for convidado a isso.
Figura
— Nos quadros correspondentes & teoria, na co-
luna da direita, teremos palavras-chave ou frases- Palavras e frases-chave
chave que salientardo pontos de maior importancia
da teoria ensinada. Essas palavras ou frases devem
ser observadas quando o leitor revisar as licdes
servindo, iembém, para facilitar a localizago dos
diversos pontos do Curso.
RESUMINDO O PRIMEIRO QUADRO
— na Instrugdo Programada os assuntos so
ensinados por pequenas etapas ou qua:
dros em ordem erescente de dificuldade
© complexidade;
© aluno deve participar ativamente de
todas as tarefas se quiser assimilar os
conhecimentos ensinados, devendo, por
tanto, se enquadrar perfeitamente no
sistema;
para isso, deve ler em seqliéncia, reali-
zando todas as tarefas que for obrigado.
Podemos, de imediato, verificar se o aluno en- avaliacdo
tendeu as instrugdes do primeiro quadro. Na ques-
to dada a seguir encontramos alternativas, das
quais apenas uma é correta. Apds ler a questio e
as alternativas com 0 maximo de atengdo, assinale
aquela que julgar correta. A resposta certa estaré
na coluna da direita.Avaliagio 1
Na Instrugdo Programada, a informagio ¢ transmitida em
doses reguladss, onde um ou mais conceitos séo analisados
de cada vez. Num Curso em Instrucéo Programada, 0 aluno
deve (assinale a alternativa corretal:
a) Ler toda a teoria, ou seja, todos os quadros do curso
para depois responder 0 questionério.
b) Ler a teoria a medida que for sendo dada # responder
© questionério somente quando for solicitado, diri-
gindo-se aos pontos indicados.
¢} Responder todo 0 questionario antes de ler a teoria,
d) Estudar apenas os quadros correspondentes a assuntos
desconhecidos e depois responder as perguntas corres:
Pondentes.
Resposta correta: b
Va a0 quadro soguinte.
Se vocé respondeu corretamente & pergunta anterior, pas-
se para a seguinte, Caso contrério, volte ao inicio do quadro 1
e estude-o novamente. Leia com mais atencao, procurando
entender e ndo decorar os ensinamentos.
Avaliagio 2
Num Curso em Instrucio Programads, 08 assuntos so abor-
dados em ordem crescente de dificuldade e complexidade.
Podemos entéo concluir que (assinale @ alternativa corretal:
a) Cada etapa no tem rela¢o com a anterior,
b) Se 0 aluno ‘er a iltima etapa de cada li¢do terd o mes-
mo assunto da primeira apenas exposto de modo
mais complexo.
¢) Cada etapa depende da anterior, apesar de ser pouco
mais complexa, estando todas numa seqliéncia logica
4) Cada pergunta do questionério € sempre mais dificil
do que a anterior.
Resposta correta: ¢
Passe para 0 quadro segui
Se vocé respondeu corretamente esta pergunta pode pas-
sar para 8 préxima, Caso contrério vocé ainda nda entendeu
bem a finalidade da Instrug&o Programada, Leia novamente© quadro 1 e volte a responder 8 questio de avaliacéo 2.
Em soguida, passe para a questo de avaliag8o 3.
Avaliagéo 3
Gonsiderando que a Instru¢éo Programada obedece a uma
metodologia cientifica, podemos dizer que (assinale a alter-
native corretal:
a) A Instrugéo Programada fornece sempre resultados
exatos, ¢ infalivel, ndo dependendo para o aprendizado
dos esforcos do aluno.
b} A Instrugo Programada tem muitas falhas que nfo
podem ser previstas @, portanto, ndo é um bom meio
para se transmitir informagbes.
¢) A Instrugo Programada permite que determinada
quantidade de informagdes soja transmitida eficiente-
mente desde que se disponha a recebé-la enquadrando-
Se perfeitemente no seu método,
d) A Instrugio Programada se adapta a qualquer tipo de
ensino, ndo dependendo do, aluno ou da metodologia
pera se obter bons resultados finais.
Resposta: ¢
Va a0 quadro seguinte.
Se esta questo e as anteriores foram respondidas correts-
mente, @ porque vocé esta indo muito bem. Ja podemos di-
zer que sabe qual é @ finalidade da Instru¢éo Programade
@ como ela funciona. Apés a Ultima questo que seré dada
a seguir, poderemos, finalmente, iniciar 2 aplicago deste
método para chegarmos aos objetivos que nos propomos:
um Qurso Basico de Eletronica, Se, entretanto, sua resposta
foi incorreta, sugerimos que uma nova lida no Item 1 seja
feita, Se tiver ainda dificuldade pega a alguém que Ihe dé
explicagdes a respeito.
Avaliagio 4
‘Apés algumas considerag62s sobre a Instrugio Programada,
podemos finalmente concluir que (assinele a alternativa cor-
rete):CURSO DE ELETRONICA
a) A Instrugdo Programada é projetada com a finalidade
de se transmitir informacdes de maneira mais facil
possivel, 0 que quer dizer que vocd pode usé-la como
bem entender.
b) Voc deve sempre seguir & risca as instrupBes dadas
em cada quadro no sentido de realizar as tarefas, res-
ponder as questdes, pois deste modo haveré uma
grantia que vocé sempre passaré a0 Item sequinte
depois de entender o anterior.
¢) Vocé no precisa consultar as respostas nem ler os
esumos, mesmo que néo tenha certeza, porque have-
18 uma garantia de que no quadro seguinte voce Resposta: b
voeé sempre teré uma explica¢go para o que deseja, Va a0 quadro seguinte.
Se esta dltima questo de avaliagdo foi respondida cor-
retamente, vocd esté em condicdes de iniciar nosso Curso.
Caso contrério, uma nova leitura do item 1 sera necessari
Para facilitar a assimilago dos conceitos sugerimos que,
& medida que vocé for lendo os quadros, vé anotando, nu-
ma folha de papel, oS pontos ou palavras que julgar mais
importantes. Isso poderd ajudé-lo bastante na compreenséo
da teoria.
Estude em local tranqililo, bem arejado e bem iluminado.
Como dissemos, as ligdes so elaboradas de forma a que qualquer leitor, seja qual
for seu nivel de instrugo bésica, possa acompanhar, entender e aprender; para isso &
apenas necessério dedicar a maior atenedo e seguir rigorosamente as instrugBes dadas até
este ponto.
EM FUNGAO DA METODOLOGIA APLICADA NESTE CURSO
NAO PRESTAREMOS INFORMAGOES REFERENTE ‘A MATE-
RIA DADA. COM ISSO VISAMOS UNICA E EXCLUSIVAMENTE
UMA MAIOR APLICACAO DO ALUNO.2. ELETRICIDADE NATURAL E ELETRICIDADE AR-
TIFICIAL,
Costumamos pensar em eletricidade toda vez que olhamos
para objetos como postes, fios, aparethos de rédio, pithes,
exc. Na verdade, esses dbjetos nos lembram eletricidade ndo
porque somente eles realmente possam manifestar fendme-
nos elétricos, mas sim porque eles esto ligados a um tipo de
eletricidade todo especial, a eletricidade que normalmente
usamos, a eletricidade produzida e utilizada pelo homem.
Ao lado desta eletricidade produzida pelo homem, existe,
entretanto, a eletricidade natural que pode aparecer em
qualquer corpo sob as mais diversas condicées. E ldgico
que as manifestagbes da eletricidade natural so bem dife
rentes das manifestagties da eletricidade produzida pelo ho-
mem, se bem ue ambgs tenham a mesma natureza, isto 6,
sejam feitas da mesma espécie de “coisa”.
Assim, deveros distinguir 2 eletricidade natural que &
2 eletricidade que pode aparecer naturalmente em qualquer
corpo em determinadas condicées, da eletricidade artificial
que é a produzida pelo homem e que exige corpos especiais
para ser transmitide, scumulada ou produziday
Como exemplo de eletricidade natural temos raio, ou,
‘ainda, 0 crepitar de uma blusa de nylon quando a retiramos
do corpo devido a eletricidade acumulada em suas fibras.
Como exemplo de cletricidade artificial temos a produ-
Zida pelas pilhas que podem acender uma limpada ou fazer
tocar um rédio-receptor,
eletricidade artificial
vletricidade naturalCURSO DE ELETRONICA
RESUMINDO 0 QUADRO 2
= Existem duas espécies de eletricidade: a eletricidade
natural eletricidade artificial.
— A eletricidade art ial € a produzida pelo homem;
@ @ que usamos em nossos aparelhos estando asso-
ciada a fios, pithas, tomadas, lampadas, ete.
— A eletricidade natural € 2 que pode manifestar-se
naturalmente em qualquer corpo; como exemplo de
sua manifesta¢o temos o raio, o crepitar de uma
bluse de nylon.
Apés o resumo, se 0 leitor julgar que entendev bem a
matéria exposta, pode passar para as questées de avaliacio.
Va a questo de Avaliagfo 5.
Avaliagio 5
Considerando que @ eletricidade esté em toda parte, ou
seja, que néo ha limitacZo para as maneiras e corpos onde
la se manifestar, podemos concluir que (assinale a alterna~
tiva correta):
a) © homem gera tamanha quantidade de eletricidade que
ela se encontra espalhada em todos 0s corpos.
b) Toda a eletricidade que existe na Terra, inclusive
@ que usamos, é de origem natural.
¢) Existe, na Terra, a eletricidade natural, mas a eletri-
cidade que usamos & de origem art
4) Sendo tods @ eletricidade natural, toda eletricidade que
Usamos também é natural, porque © homem no pode Resposta: ¢
produzt-la. : Va ao quadro seguinte,
Se sua resposta foi correta passe para a questo seguinte,
Caso contrério, ler novamente 0 Quadro 2. Preste atengéo
pa distinggo dada aos dois tipos de eletricidade existente
© em que condigdes se manifestam,ee
Avaliagio 6
Sabernos que temos dois tipos de eletricidade quanto a ori-
gem. Em qual des condigdes citadas abaixo, o$ dois tipos
de eletricidade pode se manifestar? {Assinale a alternative
correta):
2) Qualquer corpo pode manifestar fendmenos elétricos.
b) A eletricidade se manifeste somente em corpos que
tenham estrutura que concorde com a natureza da
tricidade como fios, tomadas, pilhas, etc.
c) A eletricidade sé se manifesta mas nuvens em dias
de tempestade.
d) A eletricidade s pode se manifestar com a interven: Resposta: a
fo do homem. Va a0 quadro sequinte.
Antes de passar ao Quadro 3, perceba o leitor que deve
mos negar a creng¢a comum de que a presenca da eletricidade
esteja ligada somente a corpos “‘elétricos”. Na verdade, a
eletricidade ntio se constitul num fendmeno de criagdo ex-
clusiva do bomem. © homem 4 controla e a usa, mas sua
existéncia nos corpos é natural. O que homem faz & cri
em determinadas condigdes para poder uséla com maior
facilidade. Em suma: a eletricidade esté em toda a parte!
FLeTRIC@ADE
ARTIFICIAL,CURSO DE ELETRONICA
3, A ELETRICIDADE E 0 ATOMO
Se a eletricidade pode se manifestar em qualquer objeto,
porque ela tem algo a ver com a estrutura desses objetos,
‘OU seja, Com a estrutura da matéria, Para compreendermos,
entdo, a eletricidade, devemos comecar por estudar a natu-
reza da propria matéria, Toda matéria é feita de dtomos atomos
que sio particulas extremamente pequenas. Os dtomos, por
sua vez, S40 formados por particutas ainda menores denomi-
nadas elétrons, protons e neutrons. Os prétons e os neutrons elétrons, protons ¢ neutrons
ocupam uma regiéo central do dtomo, enquanto que os
elétrons giram em torno dessa regio central, denominada
nicleo, em grande velocidade, niicleo
ESYRUTURA DE UM ATOM.
Cada espécie de matéria possui dtomos com um nimero
determinado dessas particulas que the conferem sua identi-
dade. Assim, 0 ferro é ferro porque seus tomos possuem
determinado nimero de elétrons, protons ¢ neutrons, o mes
mo acontecendo com o atomo de aluminio, etc, Existe,
entretanto, um nimero limitado de espécies de Stomos,
i que no podemos dotar essas particulas de quantos elé-
trons, protons ou neutrons quanto queiramos; tudo que exis-
xe na Natureza é feito a partir de determinado nimero de
espécies de dtomos. Assim, as matérias formadas desses
Atomos, recebem o nome de elementos ou substincias sim elementos
ples, enquanto que as formas de matéria obtidas a partir
de duas ou mais espécies de dtomos recebem o nome de
substéncies compostas ou compostos. Tanto nos elementos, ‘compostos
como nas substancias compostas, encontraremos Stomos e es
ses Stomos sero sempre feitos de elétrons, prdtons e neu:
trons.RESUMO DO QUADRO 3
— Podemos explicar a eletricidade analisando a propria es-
‘trutura da matéria.
= Toda a matéria é feita de atomos-que so partfeulas ex-
tremamente pequenas.
= 0s Stomos sfo' feitos de particulas ainda menores: elé-
trons, protons e neutrons,
= 0s protons & neutrons ficam na regio central do dtomo
denominada nicleo, enquanto os elétrons giram em seu
redor.
— Existem diversos tipos de dtomos que se diferencia
pelo nGmero de particulas de que s3o’ formados.
Polo resumo, 0 leitor pode ver se entendeu perfeitamen-
te 0 assunto explicado. Se julgar que o entendeu perfeite
mente, tente resolver a questo de avaliagao 7.
Avalingso 7
Todas as substncias séo feitas de dtomos. Disso, podemos
concluir que os dtomos so (assinale a alternativa correta):
a) Particulas enormes que podem ser -vistas. em toda a
parte,
bj Particulas extremamente pequenas que, por sua vez,
so formadas de partes ainda menores.Resposta: b
Va a0 quadro seguinte,
Se vocé respondeu corretamente, passe para o teste se-
guinte. Caso contrério, leia novamente a teoria, Se ainda
tiver alguma dificuldade, procure explicacdes para 0 assunto
num livro de ciéncias do Curso Ginasial.
Avaliacio 8
Nos étomos encontramos particulas ainda menores que o
formam. Essas partlculas séo extremamente importantes na
definigo da sua natureza. So elas denomi
(complete de acordo com o que aprendeu). Elétrons, prétons e neutrons
Se vocé respondeu corretamente, passe para o Quadro
seguinte. Caso contrario, procure ler com mais atengdo
© Quadro 3,
CONTINUA NO PROXIMO NUMERO.CURIO OE.
ELETRONICA
Na lig&o anterior (Revista Eletrénica n? 46) falamos da matéria, analisando
sua constituigao. Verificamos que a natureza da eletricidade poderia ser revelada
pefo estudo das partfculas constituintes do étomo. Haviamos chegado entdo
aos elétrons, prétons e neutrons, de onde partimos nesta ligéo.
4, AS PARTICULAS DE ELETRICIDADE
Se examinarmos os elétrons, prétens e neutrons
veremos que essas mintsculas particulas apresentam
propriedades bastante interessantes que, entretanto,
n&o conseguimos explicar baseados no que conhe-
cemos de sua natureza, Ndo sabemos a que se
devem tais propriedades, apesar de existirem. Sabe-
mos simplesmente que, em certas condicées, quan-
- do realizamos experiéncias, que essas part(culas se
comportam de maneira bem diferente. Atribuimos
isso a presenga de “algo’’ que convencionamos cha-
mar de eletricidade 0 que nos leva a dizer que tais
particulas possuem eletricidade ou carga elétrica carga elétrica
de natureza diferente. Aquilo que denominamos
eletricidade manifesta-se nas partfculas dos dtomos,porém a forma como isso ocorre nao sabemos com
exatidao. Sabemos que essas particulas possuem
“algo que convencionamos chamar de eletricidade
ou carga elétrica, apesar de niéo podermos estabe-
lecer exatamente o que seja esse “algo”. Deste
modo, como os elétrons se comportam de maneira
diferente dos protons, atribuimos a essas particulas
eletricidade de natureza diferente, ou seja, cargas
de sinais opostos, enquanto que ao neutron néo
atribuimos carga alguma. Por conven¢ao, dizemos
que a carga do elétron 6 negativa e que a carga do
proton é positiva.
O neutron no possui carga elétrica, ou seja, sua
carga é ula.
chy
neutrons
(9)
carga do elétron
carga do préton
RESUMINDO QO QUADRO 4
— Os elétrons, prétons e neutrons manifestam com-
portamentos diferentes.
— Se bem que no conhecamos sua real natureza,
atribuimos esse comportamento & presenca de
“eletricidade”. As particulas em questo possuem
carga elétrica.
— Como os elétrons se comportam de modo dife-
rente dos prétons, atribuimos sinais opostos as
cargas dessas particulas.
—O elétron possui, por convenco, carga elétrica
negativa, © préton possui carga positiva e o
neutron n&o possui carga alguma.Apés a feitura do resumo, tente resolver os testes
de avaliacao.
Avaliacio 9
Se quisermos uma explicagio para a natureza da
eletricidade, devemos estudar as particulas elemen-
tares, ou seja, os elétrons, protons e neutrons.
Pelo que sabemos, a eletricidade manifestada por
essas particulas pode ser explicada da seguinte ma-
neira (assinale a alternativa correta):
Conhecemos perfeitamente a natureza da
eletricidade e podemos explicé-la perfeita-
mente em vista dos comportamentos das
particulas elementares.
Nao conhecemos a natureza verdadeira da
eletricidade, se bem que possamos associé-
la aos comportamentos das particulas ele-
mentares.
A eletricidade nao existe porque no po-
demos expiicé-la.
Tanto a.natureza da eletricidade como da
matérla séo desconhecidas porque n&io pode-
mos estabelecer as condicdes em que ela se Resposta: b
manifesta. V4 ao quadro seguinte.Se sua resposta foi correta vocé pode ir para
© quadro seguinte. Caso contrario tente ler e com-
preender novamente o quadro 4, resolvendo em
seguida esta questéo.
Avaliagdo 10
A presenga de comportamentos elétricos diferentes
nas particulas dos 4tomos nos leva a atribuir, por
convengao, cargas elétricas de natureza diferente
a elas. Nessas condigdes, por convengiio, os elé-
trons, prétons e neutrons possuem cargas (assinale
a alternativa correta considerando a ordem):
a) positWva, negativa e nula
b) positiva, nula e negativa
c) negativa, positiva e nula
d) nula, positiva e negativa
Resposta: c
V4 ao quadro seguinte.
Se vocé respondeu corretamente vocé jd sabe
que o que charnamos de eletricidade nada mais 6 do
que uma propriedade manifestada pelas partfculas
que formam os 4tomos. Com isso poderé prosseguir
seu curso, passando para o quadro seguinte. Se’er-
rou a questo anterior, procure explicagées relen-
do o quadro 4.
5. TODOS OS CORPOS POSSUEM
ELETRICIDADE
Se todos os dtomos sao “feitos” de elétrons, pré-
‘tons (e também neutrons) e essas particulas mani-festam o que denominamos “eletricidade” porque
possuem cargas elétricas, entdo a cletricidade esta
presente em toda a parte, porque todos os cor-
Pos sdo feitos de dtomos. Perguntara o leitor: por
que nao “‘tomamos choque’ quando tocamos em
qualquer objeto?
Ora, poderfamos pensar que nfo hé eletricida-
de em quantidade suficiente nestes corpos ou ainda
porque estamos com “sapatos de borracha” que
s “isolam” desses efeitos, por isso ndo levamos
nenhum choque. Entretanto, néo séo estas as ex-
plicagdes verdadeiras para o fenémeno. Todos os
corpos possuem eletricidade e em grande quantida-
de, mas essa eletricidade néo pode manifestar seus
efeitos porque existe uma situaco de equilfbrio
entre as cargas positivas e negativas dos dtomos.
Isso ocorre porque os elétrons (negativos) so man-
tidos em torno do détomo pela atracéio dos pré-
tons (positivos) e, em condigdes de norrnalidade,
© numero de elétrons é igual ao de prétons, ou
atragio elétrons-protons‘seja, hd iqual numero de cargas positivas e nega-
tivas num dtomo de modo que seus efeitos se
equilibram ou cancelam.
Dizemos ent&o que, como o niimero de cargas po-
sitivas é igual ao de negativas, 0 corpo permanece
neutro, isto é,.ndo had nenhuma manifestacéo ex-
terna de sua eletricidade. E 0 que ocorre com a
maioria dos corpos que nos cercam. Eles se encon-
tram num estado de neutralidade, por isso niio
levamos nenhum “choque” quando os tocamos,
mesmo havendo em seus dtomos elétrons e protons
em numero suficiente para produzir efeitos consi-
derdveis, uma descarga até que violenta.
corpo neutro
RESUMINDO QO ‘QUADRO 5
— Os dtomos s&o feitos de elétrons e protons, que
sdo particulas dotadas de cargas elétricas.
— Entretanto, os corpos, que séo feitos de étomos,
n3o “dao choques”, isto é, néo manifestam ex-
ternamente eletricidade porque existe neles uma
situagao de neutralidade.— {880 ocorre porque o numero de protons é igual
ao numero de elétrons de modo que o efeito
“positive” de um canceta a “negative” do outro.
Depois de ler 0 resumo, tente responder as ques-
tes de avaliagio que verificardo se vocé entendeu
a matéria exposta.
Avaliagio 11
Se bem que a eletricidade esteja presente em toda
a parte, os corpos no “déo choques” porque es-
sa eletricidade n&o consegue se manifestar; isso
ocorre porque (assinale a alternativa correta):
a) Sempre usamos sapatos de borracha que nos
isolam dos corpos eletrizados.
E eletricidade que os corpos acumulam n&o
6 suficiente para causar “choques”.
A matéria, em condigées normais, é neutra
porque o niémero de cargas positivas é igual
ao de negativas.
Porque todos os corpos so feitos de dto- Resposta: ¢
mos e os dtomos néo possuem eletricidade. V4 ao quadro seguinte.
Se vocé respondeu corretamente, pode tentar
resolver a questo seguinte. Caso contrdrio, seré
recomendavel que uma nova leitura do quadro 5
seja feita.Avaliagdo 12
Dado que as particulas dotadas de cargas elétricas
nos dtomos so os elétrons e os protons, pode-
mos afirmar que, num étomo neutro, o nimero de
elétronsé_____ao de prétons (comple-
te com uma das seguintes palavras):
~ maior
— menor
— igual
Resposta: igual
Passe ao quadro seguinte.
Se sua resposta foi correta, passe a0 quadro
seguinte da teoria, Se ainda tiver dividas releia os
quadros anteriores antes de prosseguir 0 curso.
Uma recordacaio da matéria sempre seré convenien-
te quando leitor ficar um bom tempo sem estudar.
6 MATERIA NEUTRA E
MATERIA ELETRIZADA
Em condigdes normais, o numero de elétrons de
um &tomo é igual ao numero de prétons e seus
efeitos elétricos se cancelam. A matéria é entdo
dita neutra, porque seus 4tomos se encontram
igualmente neutros. Em determinadas condigdes,
entretanto, podemos retirar ou acrescentar elétrons
a um dtomo quando, entéo, determinados efeitos
poder&o surgir. O leitor poderia ser levado a pen-
sar que os mesmos efeitos seriam obtidos se ten-
tdssemos retirar ou acrescentar prétons a um dto-
mo, mas isso no daré certo, porque verificamos
que, para tal, nao sé seria necesséria uma quanti-
matéria neutradade enorme de energia como também alterarfamos
a estrutura do dtomo, podendo, inclusive, causar
sua destruigo. Isso ocorre porque, enquanto os
elétrons esto na periferia do dtomo, girando em
torno de seu nucleo, os prétons esto firmemente
“presos” no interior desse étomo, no proprio niicleo.
Assim, os efeitos “elétricos” que estudaremos daqui
por diante recebem justamente essa denominagdo
porque ocorrem em func&o da remocio ou acrés-
cimo de elétrons. A ciéncia que estudard esses efei-
tos ser denominada, genericamente, eletricidade.
Sypremacia
ie
protons
(a)
elétrons
7 awrancadS
Figura 8
A eletricidade estudaré 0 comportamento dos
dtomos que tendo perdido ou recebido elétrons, ou
ainda os elétrons dotados de certa “‘liberdade”, da-
rao origem a fendmenos especificos. A eletricidade
pode ento se manifestar no proprio elétron liber-
tado como nos atomos que tenham falta ou excesso
dessas particulas, Quando retiramos elétrons de um
atomo haveré uma supremacia das cargas positivas
eletricidgdeporque haverd falta de negativas para ‘‘contraba-
langa-las, de modo que 0 dtomo se comportaré
como se fosse exclusivamente dotado de carga po-
sitiva. Dizemos que 0 4tomo se encontra ionizado
positivamente ou que se tornou {on positive.
Os corpos cujos atomos tenham falta de elétrons,
ou em cujo total existam mais prétons do que elé-
trons se diré eletrizado positivarnente.
copgaeineng — aRsaetebfiade
(falta de elétrons) (excesso de elétrons)
Ec
Figura 9
Do mesmo modo, os dtomos que tenham elétrons
a mais, acrescentados por algum dos processos que
estudaremos mais tarde, se dirdo ionizados negati-
vamente, isto é, se constituirao em fons negativos.
A matéria cujos détomos se encontrarem nessas
condigées se dird eletrizada negativamente.
fons positivos
eletrizado
fons negativos
RESUMO DO QUADRO 6
— Na matéria neutra 0 némero de protons é igual
ao de elétrons,
— Em determinadas condigées podemos quebrar
esse equillbrio.—Somente podemos “trabalhar” com os elétrons
de um étomo porque eles esto na periferia do
dtomo sendo, pois, facilmente removiveis.
— Quando “‘retiramos” elétrons passa a haver supre-
macia dos prétons. O dtomo se diz ionizado po-
sitivamente, ou seja, a eletricidade positiva se
manifesta. .
— Quando acrescentamos elétrons, a supremacia
passa a ser negativa, ou seja, a eletricidade nega-
tiva se manifesta.
istrugao progra eee
Apés o resumo, se 0 leitor julgar que compreen-
deu bem a ligiio, deve passar as questées de avalia-
g8o. Caso contrario, deve reler o {tem anterior
com mais atengao.
NAO PROSSIGA O CURSO SEM HAVER COM-
PREENDIDO MUITO BEM AS EXPLICAGOES
ANTERIORES!!...
Avaliago 13
Em determinadas condi¢&es, o equilfbrio natural do
tomo pode ser “quebrado”, desaparecendo, por-
tanto, a neutralizagao entre as partfculas positivas
@ negativas; essa “‘quebra da situagdo de neutrali-
dade & geralmente conseguida pela (assinale a al-
ternativa correta):
remo¢&o de prétons somente
pela remocfio ou acréscimo de neutrons
remog&o ou acréscimo de elétrons
remog#o ou acréscimo de prétons
Resposta: c
Va ao quadro seguinte.Avaliagao 14
Quando um corpo se encontra eletrizado negativa-
mente € porque na ‘sua totalidade existe (assinale
a alternativa correta):
a) maior numero de elétrons do que de neutrons
b) maior nimero de elétrons do que de protons
c) maior namero de neutrons do que de elétrons
d) maior numero de protons do que de elétrons
Resposta: b
Passe para a quest8o
seguinte.
Avaliagio 15
Num atomo ionizado, podernos afirmar que:
a) 0 ndmero de elétrons é maior que o de prétons
b)o numero de elétrons 6 menor que o numero
de prétons
c)o ndmero de elétrons é igual ao de neutrons
d)o ndmero de elétrons 6 diferente do numero
de prétons,
Resposta: d
Passe ao quadro seguinte.
Esta Ultima pergunta serve, justamente, para dar
uma idéia ao leitor se houve total assimilagéio.
Se sua resposta foi correta aguarde a préxima ligdo
{no préximo ntimero da Revista Eletrénica). Caso
contrario, estude novamente as ligdes precedentes
com 0 méximo de cuidado (a primeira ligSo encon-
tra-se no ndmero anterior).