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i cd he il Fs ‘a_i | | oe 1 | | = | | Ey rT) MAGICA (EST Rt Core) =CONTROLE DE VELOCIDADE GERADOR DE FUNGOES APLICAGOES PARA AMPLIFICADORES OPERACIONAIS Reparagao: AIDA HORI- ZONTAL ENSINO PROFISSIONALIZANTE Pure reir le meh) Magers aac) *TELECOMUNICACOES: =EQUIPAMENTO DE ONDA PORTADORA [Octal an) EDITORA SABER LTDA. Try Saverio pene rt Gerador de FungBes... 2 rr to Mendes ROME Se Oliveira Equipamento de Onda Portadora (“Carrier”) para As- Hips sinante "1 “HOBBY”: Lampada Magica — Luz de Cabeceira REVISTA Sensfvel ao Toque .. 14 SABER Monte um Frequencimetro Digital (Parte 2).. 21 ELETRONICA Aplicagdes para Circuitos Integrados Lineares.... 33 pad Sea ORIENTACAO PARA O MONTADOR... 35 PNT fartins f é Controle de Velocidade para Furadeiras Elétricas .. 37 ns Newton CSS C. Braga OFICINA: A Etapa de Safda Horizontal: Funciona- eer mento e Reparagio .. Série ou Paralelo? 51 ervigos W. Roth ctl & Cia, Ltda. PRINCIPIANTE: Simples Redutor de Intensidade Lu- Pees ABRIL S.A. ~ minosa 52 eae Cuttural ¢ Industrial Os Transistores de Efeito de Campo MOS 58 ee ho Mendes Aplicagdes Préticas para os Amplificadores Operacio- nais .. 69 CURSO DE ELETRONICA: (Licdo 1 — Reediggo) 72 rR REDACAO a paar ADMINISTRAGAO {Ligéo 2) 85 E PUBLICIDADE: EM Av. Dr. Carlos de Campos. n? 275/9 03028 - S. Paulo CORRESPONDENCL Enderegar 4 REVISTA SABER ELETRONICA Caixa Postal 50450 recy Saat P ren grafia do prototipo da Lan ce fencer? Prat tt eet te aac ns Oa cnet Qs artigos assinados sd0 de exclusiva responsabilidade de seus autores. E totalmente vedada a reprodugio total ou parcial dos textos © na, das sancBes_ legals, salvo mediante autorizarS0 por NUMEROS ATRASADOS: a0 proco da altima edi¢io pedides pela no distribuidor Abril de cidade ou lustragBes desta Revista, sob pe- scrito da Editora. SOMENTE A PARTIR DO NUMERO 45 (MARCO/76! SENAQD oe FLIGDES ENG? MAURICE GIAN UM CIRCUITO INTEGRADO E MAIS ALGUNS COMPO. NENTES EXTERNOS SAO CAPAZES DE GERAR ON- DAS QUADRADAS, TRIANGULARES E SENOIDAIS DE FREQUENCIAS COMPREENDIDAS ENTRE 0,001 Hz E 1 MHz. ESTA MONTAGEM SO E RECOMENDADA PARA O TECNICO DE ALTO NIVEL, MUITO PRATICO, QUE SEJA CAPAZ DE EFETUAR OS AJUSTES COM PRECISAO E QUE DISPONHA DE BONS EQUIPAMEN- TOS DE MEDICAO, SOBRETUDO DE UM BOM OSCI- Loscopio. INTRODUGAO Geradores de sinais nao faltam em nosso mercado eletronico! Porém, nem sempre seu prego 6 acessivel ao bolso do amador (as vezes nem do profissional). © gerador de func3o que iremos apre- sentar neste artigo, além de néo “ferir” a sensibilidade econdmica de seu eventual montador, apresenta algumas caracter(sticas raramente agrupadas nos instrumentos co- merciais como: * safdas: senoidal, triangular e quadra- da; seis faixas de freqiiéncias; controle independente da amplitude dos sinais; possibilidade de “mixagem’’dos sinais; satda independente de onda quadrada compativel TTL. “A ALMA DO NEGOCIO” O “coragéio" de nosso gerador é 0 cir- cuito integrado 8038 fabricado, pela IN- TERSIL, na moderna técnica monolitica que usa resistores de filme delgado e diodos “Schottky”. E apresentado no invéluicro Revista Saber Eletronice DESCRICAO Alimentacio: (Vs) = Simples = Duple Consumo (V, = #10 VI m Ra e Rp) Gama de freqié Vorredura de FM Gama om varredura de FM Linearidade en FM Vorinco de freaiiéncia = em fanefo das temperatures = em funcéo da alimentagio Ra © Rp recomendados CARACT. DE FREQ. TABELA | Amplitude (RL = 100k) Tensio de saturacéo (Ig = 2 mA) Tempo de subida (RL = 4,7 &) Tempo de queda (AL = 4,7 k@) (ciclo do trabalho) QUADRADA Amplitude (Ry, = 100 k9%) Lineardace Impedncia de ssids (I ssida = 5 mA) Amplitude (Ry, = 100 k) THD (Ry = 1 m2) THO sjustado {Ry = 1 mM SENOIOAL | TRIANGULAR DIL de 14 pinos. Na figura 1 ilustramos a disposi¢go dos terminais bem como suas respectivas fungoes. Na tabela | o leitor poderé encontrar a “ficha técnica” do 8038. © 8038 “NA INTIMIDADE” Acompanhemos o diagrama de blocos da figura 2. Maio/76 ers Pee Figura 1 Ft es eer) een Corea ey Cd eee Figura 2 A forma de onda basica, gerada pelo 8038 ¢ a triangular (principio da carga e descarga a correntes constantes do capaci- tor C) — figura 3. A tenso Vc desenvolvida Figura 3 em torno do capacitor alimenta dois esté- gios comparadores que a comparam a dois valores de referéncia: V1 e V2. As safdas dos comparadores so usadas para disparar as entradas “SET” e ‘‘RESET” de um “flip-flop” biestdvel, cuja safda Q se en- carrega de operar a chave eletrénica de carga e descarga S1. Observamos que a mes- ma safda Q, além de operar a chave S1 nos fornece, também, a forma de onda quadrada, de amplitude constante e de mesma freqiiéncia que a onda triangular. A freqiiéncia de oscilagdo 6 comandada pelo capacitor C e pelas correntes 11 e 12 (Ra e Rb). Se 11 = 12, teremos uma on- da simétrica na safda, Se \1 # 12 teremos uma forma de onda assimétrica e, portanto, uma relago marca-espago (M/E) ¥ 1. Obtém-se a onda senoidal a partir da triangular da seguinte maneira: alterando- se o Angulo da rampa em pontos escolhi- dos, durante a carga e a descarga do capa- citor, conseguimos chegar a uma aproxima- ¢&o bem real da forma desejada: V saida = = sen Ventrada (figura 4). A prinefpio pode parecer que necessita- riamos de uma infinidade de desvios para alcangar uma boa sendide. A pratica, po: rém, mostrou que bastam uns 5 ou 6 para se obter bons resultados. No Cl 8038 esta conversao € feita pelo circuito “conversor triangular-senoidai” formado por uma série de transistores ligados em cascata e devi- damente polarizados para os diferentes pontos de desvio da rampa. Figura 4 USE E ABUSE DO 8038 O 8038 é bastante “flexivel’ quanto 4 alimentacéo e a configuragaa do circuito formado pelos componentes externos, per- mitindo inclusive um ajuste preciso da for- ma de onda senoidal (figura 5). Figura 6 Revista Saber Eletrénica Figura 6 ALIMENTACGAO Conforme a tabela |, observa-se que a alimentagao do Cl pode ser feita: 1 — em fonte simples de 10 a 30 Volts 2 — em fonte dupla de +5 a +15 Volts No caso 1, todas as formas alternam simetricamente em torno do ponto "O” (Gnd). No caso 2, as ondas triangulares e senoi- dais, alternam em torno do ponto Vs/2. A onda quadrada alterna entre Vs e O (Gnd). Um ponto interessante a ser ressaltado 6 que o transistor da “‘safda quadrada” es- ta de coletor aberto, isto é, ele pode ser ligado a um Vs1 menor que Vs através de uma resisténcia de carga, permitindo, por exemplo, obter uma safda quadrada TTL {5 Volts) - figura 6. SELECAO DOS COMPONENTES EXTERNOS E SUA INTERCONEXAO Nas figuras 7A, 7B e 7C apresentamos 3 formas diferentes dentre as possiveis montagens dos componentes externos. A férmula usada para o célculo da fre- qiléncia sera: 1 Re 5 = R 1+ ——_ gx Raxc (t+ 5 oy = Ra = Rb = R (ciclo de trabalho = = 50%) teremos: * para o caso da figura 7A: 0,3 Rxc * para o caso da figura 7B e 7C: _ 0,15 RxC Onde: f = Hertz Ohms C= Farads Como pode ser visto, a freqiiéncia inde- pende da alimentacdo, dependendo nica e diretamente do produto RC. Isto parece, a primeira vista, que poder-se-ia usar qual- quer valor para estes componentes; porém, algumas restrigdes ever ser impostas quanto ao valor de R, pois uma corrente de carga e descarga menor que 1 uA dard instabilidade de freqléncia devido as fugas préprias dos componentes. Por outro lado, uma corrente superior a 5 mA causaré a saturaggo dos transistores. Portanto, na prdtica e com boa margem de seguranga, deverd se adotar: Vo Ve Ra 5Rb tal que: 10 nA <1 < 1 mA Maio/76 Figura 7 Figura 8 6 Rovisea Sabor BlotrOnica AGORA, NOSSO GERADOR Apresentamos na figura 8 0 diagrama completo do nosso gerador de fungdes, cujas caracteristicas so: * gama de freqiéncias: 0,1 He a 100 kHz em G faixas. a) 0,1 a1 He b) 1a 10 Hz c) 10 a 100 Hz d) 100 a 1000 Hz e) 1000 a 10000 Hz f) 10 KHz a 100 kHz.” * alimentagio: 15 Volts * saldas: 1) senoidal: 0 - 1,1 Veg 2) triangular: 0 - 5 V 3) quadrada: 0 - 13,5 V 4) quadrada: TTL: 5 V * todas as safdas sdio de baixa impedancia * uma “mixagem” das safdas ¢ possivel (neste caso as “graduagbes” do painel = amplitude - perdem seu valor). DESCRIGAO DO CIRCUITO A secgiio “b” da chave S1 (6 x 2) sele- ciona o capacitor adequado para cada faixa de frequéncias. Em vista de que os capaci- tores encontrados no mercado tém uma tolerancia de 10%, foram incluidos no cir- cuito de carga e descarga “trimpots” (TP1 a TP6) que so selecionados pela secg%io "ar" de S1. R1 e@ R2 s&o os resistores que, pratica- mente, determinam os valores das correntes de carga e descarga do capacitor. TP? atua como um ajuste de balanco e complementa R1 e R2. Deve ser ajusta- do de forma a se obter Ic = Id, ou seja, uma forma da onda com relagao marca/es- paco igual 3 unidade. Sem isso teremos uma onda senoidal deformada. A freqiiéncia, dentro de cada faixa, é ajustada mediante P1, que regula o valor da tensdo positiva aplicada ao pino 8 (pois as correntes de carga e descarga so fungéio direta da diferenca de potencial entre o pino 8 e Vs). Recomendamos o uso de um potencidmetro de escala linear, pois assim ter-se-4 ume variagdo linear da fre- qiéncia. R4 esté incluso para evitar que a tensdo no pino 8 ultrapasse o valor limite inferior a 0,8 Volt, 0 que acarretaria dis- torgdes nas formas de onda na safda do ge- rador. A soma resistiva de R3 e TP8 (ajustado) deve ser igual a 1/10 do valor de Pl a fim de obtermos uma variagio de 11/1 na freqiéncia, para uma rotagao inteira de Pi. 1P9 e TP10, conforme visto anterior- mente (figura 6), servem para ajustar a for- ma da sendide. Os estagios de safda triangular e senoi- dal s80 idénticos. Foram previstos os transistores Q1 e 2, ligados na configurago de coletor comum de maneira a “carregar” as safdas do Cl com uma alta impedancia e entre- gar uma mais cOmoda safda de baixa. As amplitudes dos sinais triangulares e senoi- dais so ajustadas mediante P2 e P3, res- pectivamente. R6, R7, C6 @ C7 formam os circuitos de isolaco e acoplamento para 08 casos de “mixagem” dos dois sinais ou da aplicaggo acidental de uma tensio ex- terna. Figura 9 Maio/76 Fig. 10 No caso da safda quadrada, RO é 0 resistor de carga de Q7 (conforme visto anteriormente). O transistor Q3 nos permi- te obter uma saida regulével em amplitude (mediante P4) entre “Gnd” e Vs. O capa- citor de acoplamento foi omitido visto que, durante as provas do protétipo, veri- ficou-se que causava uma ligeira flutuagao do ponto “Gnd”; portanto, quando esta saida estiver sendo usada, lembre-se que ela estd sem protego contra aplicaggo aci- dental de tensdes externas. Por fim, temos a safda quadrada TTL. A amplitude do sinal nesta safda deveré ser 8 - Placa de Fiagao Impressa (lado cobreado} regulada para um valor entre 4,5 ¢ 5,5 V, mediante o trimpot TP11. Lembramos que os potenciémetros P2, P3 e P4 so do tipo com interruptor de 2 secgdes. Uma usada para 0 circuito de safda e@ a outra para ligar 0 LED corres— pondente a forma de onda em servico. FONTE DE ALIMENTAGAO A fonte de alimentago, que & do tipo convencional, pode ser vista na figura 9. Revista Saber Eletronica ‘6 TPT Qe De o> ele } C3 | go R7e a om Te tt ca TP8 vite St edtedtts sate Ft ‘ dbs Ee yo 2b 3 Gt 5F 6G Tr Ge = 4123496 - 12345 corte $3833 28 ose t38 eee 4 Sto Sto 4 He {Ri }+ oo eiRisy. Te +{RB_ + oP Je RE | SAIDA Os pontos "Q"e"R" sdo da saida TTL A B° ODE FOG Fig.¥ - Disposi¢ao dos Componentes Maio/76 9 PLACA DE FIAGAO IMPRESSA As figuras 10 e 11 mostram nossa suges- t8o para a placa de fiagdo impressa. Como n&o se trata de uma montagem critica, 0 leitor poder modificar 4 sua conveniéncia. Na figura 12, 0 leitor vai encontrar. a disposi¢go_adotada no nosso_protdtipo. A colocacio dos elementos de controle € as medidas finais do painel so perfeita- mente aleatérias e foram adotadas de ma- neira a satisfazer as exigéncias estéticas do laboratério onde foi instalado o instru- mento. Figura 12 RELAGAO DE COMPONENTES RESISTORES SEMICONDUTORES (5% tol.) PR1 - ponte retificadora 70 V@5A R1 -4,7k2 @ 1/4W Q1, 02, 03 - BC108 ou equivalente R2 -4,7kQ @ 1/44W Q4 - BD139 R3 - 2709 @ 1/4 W C1 - 8038 (INTERSIL) R4 - 27kQ2 @ 1/4W DZ1 - Diodo Zener de 15 V@ 1 W R5 - 5009 @ 1/2W R6 -1k2 @ 1/4W R7 -1k2 @ 1/4 W TRIMPOTS E POTENCIOMETROS RB - 5002 @ 1/2W R9 -3,3k2 @ 1/4W TP1, TP2, TPS TP6 - 470 2 R10-1k2 @ 1/4W 1P7 - 1 ka R11 - 5002 @ 1/2W TPS - 330 R12 - 680 2 @ 1/2 W TPQ - TP10 - 100 ka R13 - 500 2 @ 1/2 W TP11 - 47 ka Pt - 4,7 ko - linear P2, P23 - 10 k@ com interruptor duplo P4 - 2,7 kQ com inter. duplo CAPACITORES DIVERSOS Cl -47 uF @ 25V : C2 -4,7 uF @ 26V L1, L2, L3, L4 - LED vermelhos C3 - 0,47 uF $1 - Chave 6 x 2 C4 - 0,047 uF $5 - Chave HH (JOTO) C5 - 0,0047 uF Fu ~ fusfvel tubular de 200 mA com porta fusivel C6 - 470 pF p/ painel C7 -10nF@25V TT ~ Transformador 110 15 V @ 200 mA C8 -10nF@ 25V 1 tomada para safda (tipo p# microfone) C9 - 500 uF @ 2V 1 chapa de aluminio 150 x 170 x 2 mm C10 - 100 nF @ 35 V 1 chapa circuito impresso 150 x 150 mm C11 - 500 uF @ 25 V 5 knobs z 10 Rovista Saber Elewdnica EOUIPAMIENTO OF DONA POARTAODRA (carrier) PARA ASSITANTE Devido a concentra¢ao populacional nos grandes centros urbanos, o sistema telefd- nico as vezes tornase precério devido a distribuico de linhas nestas regides. Os ca bos primérios passam a nfo comportar mais a densidade de assinantes, pois esto todos ocupados. Se um assinante muda de residéncia de- sejaré que seu telefone seja transferido Para seu novo endereco. Muitas vezes exis- te, por parte da concessiondria, a possibi- lidade de transferéncia imediata do telefo- ne do assinante. Outras vezes, os cabos pri- mérios que passam na regio do novo en- derego do assinante, esto totalmente ocu- pados, nao permitindo que a concessionéria faga a transferéncia. Para que seja solucionado este problema temporariamente, as concessiondrias usam © equipamento de onda portadora (“car- rier) que permite 0 envio de duas ou mais informagdes sobre um mesmo par de cabos telefénicos. Os equipamentos de onda portadora (“carrier”) podem ser fornecidos com um ‘ou mais canais permitindo, através de uma mesma linha ffsica, uma ou mais conversa- Bes além da normal. Chamamos de mo- Rocanal 20 equipamento que permite duas conversages simultaneas. Existem equipa- Maio/76 ENG? FRANCINE CARREIRA mentos “carrier que possibilitam mais de duas conversagdes simulténeas e sao cha- mados de multicanais. O sistema de modulac3o normalmente empregado é AM sem supressdo de porta- dora. O equipamento de onda portadora (“carrier”) trabalha com freqiiéncias de portadoras diferentes para a transmissio e recepcdo de informacao. A tabela mostra na coluna 1 as freqiiéncias usadas na trans- missio de informagiio da central para o assinante e na coluna 2 mostra as usadas na transmisséo de informagao do assinante & central, para um equipamento de 8 ca- nais. CANAL } COLUNA 1 | COLUNA 2 1 8 kHz 88. kHz 2 16 kHz 98 kHz 3 24 kHz =| 104 kHz 4 32 kHz | 112 kHz 5 40 kHz | 120 kHz 6 4B kHz | 128 ‘kHz 2 58 kHz 138 kHz 8 64 kHz | 144 kHz © equipamento monocanal recebe infor- macéo da central sobre portadora de 28 ‘kHz. " Filiro isologao| ossinante | fisico | I i 1 L__fEquipamento_ Equipamento | i de ondo de onda papel rtadore portadera i earrier) (carrier) | peqen' do assinante : corer | * Assinante carrier a ssinante car assinante Eonversor eared 06= Distribuidor Gera! Vee Figura 1 A figura 1 mostra a interconexio do equipamente onda portadora (“carrier”) monocanal numa central. Chamamos de assinante fisico ao que ocupa normalmente a linha e de assinante rier” a0 que necessita do equipamento de onda portadora (“carrier”) para comple- tar a ligagdo. Basicamente 0 equipamento carrier mo- nocanal, como mostra a figura 1, 6 consti- tuido por: a) Uma unidade do equipamento “car- rier ligado ao telefone do assinante “car- rier”; esta unidade deve ficar proxima ao telefone deste assinante; a alimentagiio des- ta unidade 6 feita, normalmente, de duas maneiras: através de uma fonte de alimen- taco ligada @ rede interna de distribui¢fo AC do assinante “‘carrier’; no caso da falta de energia elétrica na rede interna de dis- tribuiggo do assinante “carrier”, uma bate- ria de nfquel-cromo forneceré alimentagao para 0 equipamento “carrier”. Outra for- ma de alimentacao desta unidade é feita através de um circuito interno que “rouba”’ energia da propria estag3o, mas que n3o é suficiente para acionar o relé de linha. 12 Quando o assinante ffsico “tira o fone do gancho™ este circuito deixa de atuar. b) Uma unidade do equipamento de onda portadora (“carrier”) ligada a0 tele- fone do assinante fisico que é um filtro passa-baixas passivo, ndo necessitando, por- tanto, de alimentagao. c) Uma unidade do equipamento onda portadora ("carrier”’) localizada na central telefonica que deve ficar proxima ao dis- tribuidor geral. Sua alimentagao 6 a mesma da central ou seja 48 Vcc. Deve apresen- tar as facilidades de abrir o circuito do as- sinante ffsico ou do assinante “carrier” independentemente. Por comodidade na instalagfo, procura-se agrupar as unidades “carrier” da central em conjuntos localiza- dos.em bastidores préximo ao distribuidor geral. A troca de informagao da unidade do equipamento de onda portadora (“carrier”! monocanal e © assinante “carrier” se pro- cessa de forma convencional. Quando o as- sinante “carrier” recebe uma chamada, o equipamento “‘carrier”” localizado na cen- tral envia uma portadora de 76 kHz ao mesmo. O equipamento do assinante “‘car- Revista Saber Eletrénica rier”, tendo recebido 76 kHz faz ‘‘disparar” a campainha do seu telefone. Quando o ele atende, autométicamente a corrente de toque da campainha de sua unidade 6 desligada e um gerador de 28 kHz entrard em operagdo nesta unidade. Assim, tanto 9 assinante “carrier” como o assinante cha- mados estéo preparados para que a con- versagdo se processe. A utilizago do equipamento de onda portadora (“carrier”) € uma solugdo bas- tante eficaz, porém com certas restrigdes. Na linha em que for instalado n3o poderd haver bobinas de pupinizacao, bobinas de repeti¢o, extensor de “100p", repetidor de freqiiéncia de voz ou derivagdes. Todos estes acessérios podem causar o corte das freqiiéncias acima da faixa de dudio. SEGUNDO CONSTA E A PRIMEIRA VEZ QUE NA LITE- RATURA ELETRONICA BRASILEIRA E APRESENTADO UM ARTIGO DE AUTORIA DE UM REPRESENTANTE DO “ANTIGAMENTE” CHAMADO SEXO FRAGIL FRANCINE CARREIRA, ENGENHE!RA ELETRONICA FOR MADA PELA FEI, EM 1975 PRESTA SUA CONTRIBUICAO A AREA DE TELECOMUNICACOES ATRAVES DO LABORA. TORIO DE TELECOMUNICACOES DE SAO PAULO S.A. NOSSAS HOMENAGENS A “MULHER BRASILEIRA” ATRA- VES DE FRANCINE, Mato/76 LAMPADA . MAGICA DETERMINADOS COMPONENTES ELETRONICOS PER- MITEM A OBTENGAO DE EFEITOS BASTANTE INTE- RESSANTES. E O CASO DESTA LUZ DE CABECEIRA QUE ACENDE COM O SIMPLES TOCAR DE UM DEDO EM QUALQUER UMA DE SUAS PARTES METALICAS (ELEMENTO SENSIVEL) E ASS(M PERMANECE ATE QUE, PARA DESLIGA-LA, ACIONAMOS POR ALGUNS SEGUNDOS UM INTERRUPTOR. O CIRCUITO E SUFI- CIENTEMENTE SIMPLES PARA QUE MESMO 0 PRIN- CIPIANTE POSSA MONTA-LO SEM DIFICULDADES. A utilidade de um circuito deste tipo? Pois bem; quando acordamos, em geral, levamos alguns segundos para localizar o interruptor da luz de cabeceira, nem sem- pre facilmente acess{vel, 0 que pode levar ‘os mais desastrados a derrubar 0 relégio, ou outros objetos que encontrem na cabe- ceira. Com esta |ampada nao precisaremos localizar o interruptor. Bastard levarmos a mo em qualquer lugar do “abajur” que é forrado com cobertura especial, para que ele imediatamente acenda sem precisarmos apertar ou girar nada (figura 1). O importante a observar € que 0 com- ponente bdsico desta montagem apresenta uma sensibilidade suficiente para néio ne- cessitar de correntes maiores que uns pou- cos milionésimos de Ampére para seu acio namento, corrente que pode ser obtida do préprio ruido ambiente induzido no nosso corpo, 0 que significa que © circuito é completamente a prova de choques elé- tricos. Por outro lado, os componentes sdo em numero reduzido e de baixo custo o que significa que, uma vez de posse de uma luz de cabeceira disponivel, tudo que o leitor terd a fazer para esta adapta¢ao nao levard mais do que algumas horas. Na verdade, este tipo de circuite pode ser montado para outras aplicagées, tanto Maio 76 em iluminag3o como em sinalizagao. Se 0 elemento sensivel for ligado a um objeto de metal e a lmpada for colocada 8 distincia, poderemos ter seu acendimen- to sempre que alguma mio indesejavel to- car no objeto. O circuito funcionaré come um indicador de intrusos (figura 2). Estudando seu princfpio de funciona mento, o leitor compreenderd suas limita- des e possibilidades, podendo inclusive imaginar outras interessantes aplicagdes pré- ticas para a mesma configuracao. OS COMPONENTES E 0 CIRCUITO © componente basico deste circuito é um SCR (diodo controlado de silicio) — fi- gura 3 — que aciona a lampada. ou 0 cir- cuito de carga quando um estimulo é apli- cado ao seu eletroda de comporta (gate). Nessas condigdes, 0 SCR atua como um interruptor que pode ser acionado por uma pequenissima corrente externa que inclusi- ve pode vir de nosso préprio corpo (indu- zida pelo ruido ambiente). Para desligar 0 circuito, um interruptor adicional deve ser usado. Esse interruptor deve ter caracte- rfsticas especiais, pois deve ser do tipo nor- malmente fechado, isto é, um interruptor que desliga o circuito quando o acionamos e ao contrério. E do tipo de interruptor 15 o Toe SiMBOLO A ~ anogo kK — catodolc) G — comporta siMBOLO Figura 3 encontrado nas portas das geladeiras que desliga, a lampada interna quando pressio. nado (figura 3b). O SCR, é encontrado em casas de ma- terial eletrénico; deve, obrigatériamente, ser usado o recomendado na lista de com- ponentes. O interruptor de press%io, como j dissemos, é do tipo normalmente fecha- do e pode ser encontrado em boas casas de material eletrénico a custo bem razoé- vel. Além_desses componentes, outros so necessérios de modo a se completar o circuito. Como sua operagio se dé em corrente continua, devemos retificar e filtrar a cor- rente alternada disponfvel na rede, 0 que serd feito por meio de um diodo semi-con- dutor de tipo bastante comum e por um capacitor eletrolitico de 8 uF @ 350 Volts O Altimo componente a ser considerado 6 um resistor cujo valor pode ser de 330 k@ ou 470 k® que pode ser encon- trado com a maior facilidade. Revista Saber Elewonica a tomada lado chanfrado, 90 elemento sensivel Figura 4 Com os componentes indicados podere- mos montar o circuito tanto para redes de 110 como 220 Volts, observando-se ape- nas a tensio da lémpada. A lampada in- candescenie deve ser de 40 Watts, para que a alimentacfio fique em torno da normal. Uma limpada de 25 Watts também é tole- rada, se bem que sua tensdo seja um pou- co superior, Para lampadas maiores que 40 Watts, 0 brilho obtido sera ligeiramente inferior a0 normal e nao deve ser usada lampada maior que 100 Watts, pois isso poderé causar a queima do diodo semi-condutor. Em outras palavras: © circuito opera satisfatoriamente com ldmpadas incandescentes de 25 a 60 Watts sem necessidade de qualquer modi- ficagdo. Nossa sugestéo pera montagem é dada na figura 4. Uma ponte de terminais é usada para a soldagem dos componentes. A lémpada de cabeceira deve estar instala- da em sistema com base mais ou menos vo- Maio/76 lumosa de modo a permitir o alojamento do circuito em seu interior. Se 0 leitor de- sejar poder8 montar 0 circuito numa pe- quena caixa pléstica e fixar a luz de cabe- ceira firmemente sobre ela (figura 5). Figura 5 17 oF + Teac sor DoF 8) 2h Elemento Seneivel Figura 6 O circuito completo aparece na figura 6. Trés componentes devem ser observados com 0 maximo de cuidado. Sao eles: 0 SCR que deve ter seus terminais perfeitamente identificados na sua ligago; 0 diodo semi- -condutor cuja identificago é feita pelo ane! em seu corpo ou pelo simbolo grava- do; 0 capacitor eletrolitico. Com relaggo a este capacitor, seu polo positivo corres- ponde ao terminal preso na tampa de bor. racha enquanto que o terminal negativo é © soldado diretamente na carcaca de alu- minio (figura 7). Figura 7 © elemento sensivel consiste numa co- bertura de folha de aluminio ou cobre que envolve a luz de cabeceira. Essa cobertura no deve encostar em nenhuma parte me- télica do circuito de controle. Pela foto do protétipo (figura 1), 0 leitor vé as jane- fas que foram feitas na folha de aluminio para a passagem de luz num “abajur” de acrilico. O circuito é alojado na parte su- perior, sob a prépria limpada. MONTAGEM Para a montagem deste circuito vocé necessitara de um soldador de pequena 18 poténcia, uns 30 Watts no méximo, solda de boa qualidade, uma chave de fendas, um alicate de corte lateral e um alicate de pontas. Para a parte nfo elétrica de adaptagdo da luz de cabeceira, de uma furadeira, serra, martelo, etc. Comece por cortar a ponte de terminais do tamanho indicado, j4 que ela deve ser adquirida em barras de 1 metro ou meio metro. Corte de modo a obter 7 terminais conforme mostra a figura 4. Em seguida, aqueca 0 soldador e come ce por soldar 0 diodo semi-condutor, do. dobrando seus terminais e cortando-os no tamanho conveniente. Solde depois 0 capacitor, observando sua polaridade, 0 resistor e por ultimo o SCR. Com relago a este ultimo compo- nente dobre com cuidado seus terminais, que sdo frageis. Complete as ligagdes entre os compo- nentes usando para esta finalidade fio en- capado rigido (# 22 ou # 20). Complete a montagem soldando 0. cabo de alimenta- Go, 0 cabo da lampada e o fio que fard a conex&o do elemento sensivel. Uma vez pronto 0 circuito ele pode ser instalado na propria caixa que aloja a luz de cabeceira, em sua base, ou em caixa construfda pelo montador, como ja disse- mos. Para fixar a ponte use parafusos com porcas comuns. Observe para néo fixar es- ses parafusos em nenhuma parte metdlica, jé que existe conexio elétrica da ponte com o circuito. Montado o circuito, para experimenté-lo proceda do seguinte modo: * Tigue 0 dispositivo & tomada; a lampa- da deve acender imediatamente; * pressione, por alguns segundos, o in- terruptor de pressfo e solte-o novamente; a lampada deve apagar e assim permanecer; * toque no elemento sensivel, ou seja, na cobertura de metal da luz de cabeceira; Revista Saber Eletrdnica a lampada deve acender imediatamente; se isso nao ocorrer inverta a posi¢o do plugue na tomada, girando-o de 180°; prove no- vamente dispositivo; * para acender a lampada bastard, ento, encostarmos os dedos na folha de metal que envolve 0 “abajur”’ e para apagé-la bas- taré pressionar por alguns segundos o inter- raptor e solté-lo novamente. Observagies: a fixacéo da cobertura me- télica pode ser feita com qualquer cola comum. Se 0 circuito no operar, a falha pode estar no SCR. Dadas as tolerancias de fa- bricago, alguns sdo mais sensfveis que ou- tros. Se ndo houver meio de fazer a uni- dade operar, tente um SCR novo do mes- mo tipo. COMO FUNCIONA Conhecer © principio de funcionamento dos circuitos montados e de seus compo- nentes é © que visamos, principalmente. Por ela, com o tempo, o leitor torna-se apto a praticar eletranica com mais segu- ranca, no se limitando as montagens mais simples. O SCR (diodo controlado de silfcio), que € © componente basico usado nesta mon- tagem, tem a propriedade de conduzir a corrente num unico sentido como os dio- dos comuns, (veja, nesta Revista, “Simples Redutor de Intensidade Luminosa’’) mas 86 comeca a conduzir quando um estimu- lo elétrico é aplicado a um eletrodo deno- minado comporta (figura 8). O pulso, em alguns casos, pode ser to pequeno que ate (comporto | Figura 8 Malo/76 mesmo a tensio resultante do rufdo am- biente induzida no nosso corpo pode acio- né-lo. Essa & justamente a propriedade a- proveitada nesta montagem. Ocorre, en- tretanto, que uma vez cessado 0 estimulo que faz o diodo conduzir, ou seja, que comuta o SCR de seu estado de nao con- dugao para 0 de plena condugao, ele ainda continuaré assim indefinidamente, condu- zindo a corrente até que ela seja desligada por algum outro meio. Podemos dizer que o SCR atua como um interruptor que pode ser ligado por um estimulo externo, mas que no pode ser desligado por esti- mulos externos. E por esse motivo que temos de usar um interruptor para esta fungao e n&o o mesmo processo direto de encostar a m&o no elemento sensivel. Poderiamos, também, ter um circuito que s6 manteria a lampada acesa enquanto encostassemos o dedo no elemento sensf- vel. O circuito seria o da figura 9, em que ee Tomaso scr eyeT ay Elemento Senaivel Figura 9 © diodo e © capacitor sio removidos do circuito. Isso ocorre porque na alimentagao dire- ta com corrente alternada, a corrente du- rante as inversdes de sentido de circulagio “péra por alguns instantes, dando tempo para o SCR voltar a sua situagio de nao condugao. 19 No nosso caso, como queremos manter a lémpada acesa apés 0 toque, devemos alimentar o circuito com corrente conti- nua; usamos para esta finalidade 0 diodo e 0 capacitor na fungao de retificar e fil- trar a corrente alternada da rede, transfor- mando-a em corrente continua. O diodo, pela sua propriedade de per- mitir a condugao de corrente apenas num sentido, pode “transformar” corrente al- ternada em corrente continua; 0 capacitor, reservando uma pequena parcela de ener- gia conduzida, impede que a corrente se reduza a zero, durante os instantes em que a corrente é impedida de circular no sentido contrario (figura 10). fp | Corrente alternada pura 1 | Corrente com © capacitor Lr Figura 10 E importante observer que, do valor do capacitor, dependeré a tens%o que chegard & lampada. Sem o capacitor, a lampada receber4 uma alimentagao reduzida, jé que apenas metade dos ciclos serio conduzi- 20 dos. Com 0 capacitor haveré uma com: Pensagiio e, quanto maior for seu valor, maior serd a tensiio recebida pela limpada, até o limite de 1,41 vezes a tensdio da rede local, que ¢ a sua tensdo de pico. Assim, calculamos em 8 uF 0 valor econémico que permite que na rede de 110 Volts uma lampada de 40 Watts rece be uma alimentac3o em torno de 90 Volts e uma fampada de 25 Watts uma alimen: tagio de 110 Volts, Os mesmos valores podem ser usatos na rede de 220 Volts, sem problemas. Com isso vemos que a lampada de 40 Watts opera com tensto ligeiramente abaixo do normal o que fard com que sua durabilidade seja considera velmente maior. Para lampadas maiores que 40 Watts o capacitor deveré ser aumentado. Nossa su gesto para 60 Watts ¢ um capacitor de 16 yF. Para lampadas de menos de 25 Watts, 15 Watts por exemplo, o capacitor deve ser reduzido; 4 uF € 0 recomendado neste caso. Por que nfo ha perigo de choque elétri- co neste circuito ? O SCR é disparado por uma corrente bastante reduzida, limi- tada pela ago do resistor de alto valor. Mesmo sendo reduzidissima a corrente, insuficiente para causar qualquer choque, ela consegue, entretanto, disparar 0 SCR. RELACAO DE COMPONENTES SCR — Diodo controlado de silicio do tipo C106 ou TIC106, para 200 Volts se a rede for de 110 V; para 400 V se a rede for de 220 V (nfo usar equivalentes). DI — Diodo de sillcio do tipo BY127 ou 1N4004. C1 = Capacitor eletrolitico de 8 uF @350 Volts; capacitores para tensdes de 450 Volts ‘também server; para a rede de 110 Volts, uma tensfo de 250 Volts é tolerada (ver texto), RI — Resistor de 330 kQ ‘ou 470 k2 @ 0,5 Watt. CHI — Interruptor de presséo normalmente fe chado (ver texto). x Revista Saber Elet ONTE UM FREQUENCIMETRO DIGITAL" 22 PARTE Nesta segunda etapa, conforme foi dito na parte anterior (Revista 46), vamos es- tudar mais detalhadamente os circuitos usados no freqliencimetro. Inicialmente vamos analisar o disparador Schmitt (Schmitt Trigger), sendo que, em sequida, veremos os circuitos contadores, “flip-flop” e, finalmente, 0 circuito deco- dificador. DISPARADOR SCHMITT (SCHMITT TRIGGER) Como ja visto na primeira parte, o cir- cuito disparador Schmitt tem a caracte- ristica de transformar uma variagZo qual- quer do nivel de tensio do sinal aplicado a sua entrada em uma mudanga abrupta do nivel de tens&o de sua safda. Essa mudanca abrupta também é chamada de mudanca de estado. Assim, se o nivel da tensdo na entrada do circuito sofrer uma variacéo,-a Maie/76 JOSE CARLOS J. TELLE. NELSON HOLZCHUH sua safda passaré de um nivel baixo para um alto ou vice-versa, Dessa forma, se a variag’o do nivel do sinal da entrada for ciclica como, por exemplo, um sinal com forma de onda senoidal, na safda do circui- to teremos im sinal de forma de onda quadrada conforme foi observado nas fo- tos da primeira parte. O circuito disparador Schmitt pode tam- bém ser utilizado como comparador de amplitudes, estabelecendo o instante no qual o sinal aplicado a sua entrada atingiu um determinado nivel. Funcionamento No circuito da figura 1 podemos obser- var que nao existe um acoplamento entre a safda do 29 estégio (coletor de Q2) ea entrada do primeiro (base Q1) sendo que a realimentagao 6 obtida através do resistor RE. Nestas condigdes temos dois estados estaveis. 2 Figura 1 Partindo-se de uma tensdo zero teremos a tens&o na base do transistor Q1 igual a zero; logo, a tensio VRE no resistor é su- perior & tenséo na base do transistor Q1 que, desta forma, se acha cortado. Nestas condigées, o transistor Q2 acha-se saturado ea corrente que passa por RE é a mesma que passa por RC2. Aumentando-se a tensdo de entrada, 0 transistor Q1 s6 iré conduzir quando esta for maior que a tensio no resistor RE (VRE). Quando Q1 passar a conduzir a tenséo no coletor de Q1 cai e diminui a corrente no resistor R1. A tenséo de safda Eg vai aumentar até que o transistor Q2 entre em corte. Assim, temos que ES = Vcc. _ Estado? Figura 2 22 Esses dois estados sdo apresentados sob forma de um gréfico na figura 2. Entre os estados 1 e 2 a corrente total em RE igual a soma das correntes em Qt e O2. Considerando agora que a tensio de entrada diminua, chamemos de Ee1-2 o valor da tensdo para passar do estado 1 {transistor Q2 saturado, transistor Q1 no corte) ao estado 2 (transistor 02 no corte @ transistor Q1 saturado) e mesmo que tenhamos este valor havera ainda um saldo em VBE para condug%o, logo deve ir a uma tensiio de entrada E’g mais baixa pa- ra voltarmos 4 situa¢Go inicial. Este fato é denominado de histerese, podendo-se, in- clusive, calcular a largura da zona de his- terese como mostra a figura 3. Evan Eerne Lorgura’da zone de histerese ioura 3 Desta forma, podemos calcular Ee1-2 Ee2-1: Re Eel-2 = Vee Re + Reg e Re Ee2-1 = v 7 Rey + Ro Ri + Ro + 1+ Rp Fe Revista Saber Eletranica De acordo com os resultados obtidos verificamos que variando-se s6 Re2 mante- mos o valor Ee2-1 ¢ variamos Ee1-2; se, por outro lado, variamos s6 Ri, R2’e Ret, mantemos Ee1-2 @ variamos Ee2-1. Pode- mos também variar os dois juntos. O diagrama da figura 4 apresenta o dis parador Schmitt como circuito quadrador. CONTADORES E “FLIP-FLOP” Circuitos contadores utilizando elemen- tos de meméria ("flip-flop") so encontra- dos em quase todos os tipos de instru- mentos digitais ou, mais especificamente, em circuitos seqienciais. Convém ressaltar que a saida de um circuito seqiiencial ndo depende somente das varidveis de entrada mas também do estado anterior do circuito. Os contadores alteram o seu estado de safda a cada pulso aplicado na entrada. Contadores de diferentes capacidades sdo construidos pela ligago em cascata de di- ferentes niimeros de “flip-flop”. Algumas das muitas aplicagdes dos contadores in- cluem medida de tempo, freqiiéncia, even- tos, et so ainda utilizados como divi- sores de freqiiéncia e geradores de sinais elétricos. Antes de analisarmos de uma forma mais aprofundada os circuitos contadores, va- mos inicialmente observar os elementos de meméria ou “flip-flop”. Os circuitos de memoria so dispositivos que retém informagio apés a mesma ter sido aplicada 4 sua entrada. O “flip-flop” € um circuito seqiiencial cuja fungfo basica ¢ a de um elemento de Maio/76 4 Figura 4 meméria. Possui dois estados distintos de equilfbrio ou estados estaveis que s4o cha- madas de varias formas tais como “ALTO” e “BAIXO", “SET” e “RESET”, “UM” e “ZERO” ou “VERDADEIRO” e “FAL- SO", sendo que todos estes termos utili- zados possuem o mesmo significado. A versio bésica de um circuito “flip- flop” 6 0 RS("RESET-SET”).O circuito completo € apresentado na figura 5 com as safdas e entradas indicadas. Funcionamento Convencemos uma ldégica positiva para se estudar o circuito; assim temos que +V = légica 1 e 0 V = Idgica 0, Se um nivel de tensdo +V for aplicado 4 entrada R, este sera aplicado através de R4 a base do transistor Q2 levando-o a saturago. Com o transistor Q2 saturado, a tensdo de safda em 1 é préxima de zero e © transistor Q2 é mantido no corte atra- vés do resistor R2 que esta ligado entre o coletor de Q1 e a base de Q2, Com Q1 no 23 corte e Q2 na saturacdo o circuito estd no estado de “RESET” como desejado (safda 1 com nivel = alto). Suponhamos agora que uma tensio +V (Iégica 1) seja aplicada a entrada S. Esta faré com que o transistor Q1 conduza le- vando, por outro lado, o transistor Q2 ao corte, deixando nestas condigdes o circuito no estado de “SET” (safda 0 com nivel = = alto). Convém observar que o sinal para comutar © circuito é necessério ser aplica- do apenas momentaneamente pois, uma vez alcangada esta condi¢&io e removido o sinal da entrada, o circuito manteré o es- tado presente. Pode-se notar claramente que, se o sinal de entrada +V for mantido, 0 circuito nao mais comutaré o seu estado. Portanto, se um “flip-flop” r “ordem” para “ir” ao estado verdadeiro ou “SET” ele o faz e permanece nesta condi¢ao até receber nova “ordem”” e “ir” para 0 estado “0” (baixo, falso ou “ RESET"). A fim de melhor esclarecer 0 funciona- mento do “flip-flop” tipo RS, vamos usar um gréfico conhecido como diagrama de estados. Assim, neste diagrama, vamos notar que, para uma certa combinacéo de niveis de tensio aplicados as entradas do circuito (simbolizados por um rimero binério), te- remos a safda do “flip-flop” assumindo um determinado estado. O “flip-flop” tipo RS na condigéo de “RESET” (nivel baixo) esté no estado (ze- ro) e estaré em “SET” (nivel alto) quando estiver no estado 1 (um). O “flip-flop”, portanto, estard no estado 1 se a ldgica 1 (nivel alto) for aplicada entrada SET”. Dessa forma, simbolizaremos esta entrada pelo binério 10 (entrada “SET” = 1 e entrada “RESET” = 0). Da mesma forma, se aplicarmos a entra- da “RESET” (R) a ldgica 1 © “flip-flop” assume o estado 0 (zero). Com isso, esta entrada sera simbolizada pelo bindrio 01 {entrada “SET” = 0 eentrada “RESET” = = 1). 24 Entretanto, se aplicarmos a légica 0 (ze- ro) nas entradas Re S, 0 “flip-flop” man- teré 0 seu estado. Esta condigao seré re presentada pelo bindrio 00 (entrada “SET’= = 0 entrada “RESET” = 0). Dessa forma, por meio do simples diagrama da figura 6, toda seqiiéncia de operagdes de um "flip- flop” tipo RS ¢ indicada. Figura 6 jip-Flop” RS com simbologia légica Um circuito bésico de meméria digital 6 obtido através de dois circuitos “NOT” (N1 e N2) como é mostrado na figura 7. Figura 7 Desta forma, a safda de cada circuito é conectada a entrada do outro constituindo © “flip-flop”, podendo assumir um dos dois estados estaveis j4 mencionados. Suponhamos que a saida do circuito “NOT” N1 é Q = 1; desta forma, a entrada A2 também 6 igual a 1 que por sua vez 6a entrada do circuito “NOT” N2; portanto, a saida deste circuito inversor est4 no esta- do zero e corresponde & saida O. Assim, estando A1 no mesmo estado que Q a Revista Sabor Elotrénica entrada de circuito “NOT” N1 esta no estado “0” e, conseqientemente, a sua saida “Q” no estado 1. Da mesma forma, & possivel se fazer a andlise para Q= Oe Q = 1 que também 6 um estado estavel. Com 0 explicado, pode-se notar que a condig%o em que ambas as safdas esto no mesmo estado (zero ou 1) é incompatfvel com a ligac8o entre os circuitos. Suponhamos agora que desejéssemos me- morizar um estado especifico (Q = 1 ou Q. = 0) na meméria. Para isto deverfamos alterar 0 circuito da figura 7. Os circuitos “NOT” seriam trocados por dois circuitos “NAND”) alimentados respectivamente por circuitos “NOT” cujas entradas so desig nadas por R e S como mostra a figura 8 flip-flop RS Figura 9 Toda légica do sistema é apresentada pela tabela abaixo onde se pode verificar que a grande diferenga entre o “flip-flop” RSeoJ K é que neste Gitimo removida a incompatibilidade existente na tabela da figura 8 (S = 1e R= 1). J] K]Qne1 @|o {an 1,0 {1 fille oni Figura 8 que apresenta também a tabela verdade para o “flip-flop” RS. “Flip-Flop” Tipo J - K Além do “flip-flop” RS existem outras variagdes dentre as quais podemos destacar © tipo J — K. O diagrama em blocos para ip-flop” J — K 6 obtido adicionando- flop” RS dois circuitos “AND” (E1 e E2) onde, uma varidvel de entrada Je a sada OQ, sio aplicadas 4 entrada do cireuito E1 uma varidvel de entrada K e a saida Q so aplicadas & entrada do circuito £2, como indicado na figura 9. Desta for- ma, como a safda da porta I6gica E1 cor- responde a entrada S do “flip-flop”, temos § = JO e de modo andlogo R = KQ Maio/78 e Freqiientemente, no uso de “flip-flop”, as informagSes contidas nas entradas devem ser transferidas 4 safda apés um sinal pul- sado de comando recebido de uma outra fonte. Esta fonte, em sistemas digitais, re- cebe © nome de “Clock” (C) e o comando pulsado é chamado de “pulso de relégio’”” (“clock pulse” ou, apenas “clock’’). Assim, todos os tipos de “flip-flop” aqui por nés citados possuem freqiiente- mente uma entrada a mais, que correspon- de ao comando “clock”. A figura 10 nos mostra o diagrama em blocos légicos dos “flip-flop” RS e J K possuindo essa nova entrada. Verificamos que uma das portas do “flip-flop” R S & idéntica a j4 estudada; no entanto, os circuitos “NOT” na entrada (figura 8) foram substituides por duas por- 25 Figura 10 tas légicas ““NAND” onde a uma das en- tradas é ligado © comando “clock”. “Flip-Flop” J ~ K Mestre-Escravo Nos “flip-flop” vistos, se ocorresse algu- ma variagdo nas entradas durante o “‘clock”’, estas variagdes seriam transferidas para @ safda. Essa pode ser uma condigao indese: jével; nécessitamos, portanto, de um cir- cuito que altere seu estado apenas uma vez, mesmo havendo variagées durante o “clock’', Para construir este tipo de cir- cuito é necessdério duas unidades de me- méria: uma para armazenar os estados de safda e outra para armazenar a informaco Presente no fim do “clock”. Esse 6 0 tipo de “flip-flop” mais usado na prética devido & sua versatilidade e recebe o nome de flip-flop J — K Mestre- Escravo, devido as suas caracteristicas de funcionamento. © circvito da figura 11 apresenta o flip-flop J - K Mestre-Escravo constituido por dois “flip-flop” tipo R S com reali- mentacdo da safda do segundo que é cha mado de escravo para a entrada do pri- meiro chamado de mestre. 26 Figura 11 No circuito foram adicionadas duas en- tradas a mais, conhecidas como “Preset” (Pr) e “Clear” (Cr) com as quais podemos mudar o estado do “flip-flop” aplicando a uma delas um nivel “0” Se Pr for igual a “0”, obteremas Q = 1 e @ = 0, Por outro lado, se Cr for igual a zero teremos Q= Oe O= 1. Todo © “clock” aplicado ao mestre é invertido antes de ser aplicado ao escravo. A fim de explicarmos a seqiiéncia de estados deste tipo de “flip-flop” suponha- mos uma condigo em que Cr = 1, Pr=1 eC = 1 (lembrando que C = Clock”); nestas condigdes o mestre é Iiberado e sua operacdo segue a tabela verdade para um “flip-flop” JK. Por outro lado, desde que C= 0, 0 “flip-flop” R S escravo esta inibi do e nao altera seu estado, de tal forma que “OQ” 6 invariante. Apés ter ocorrido 0 “clock” (C = 0) teremos a inibigdo do mestre que reterS a informagao presente no final do “clock”. Como C = O teremos C= 1 (ver diagrama da figura 11) liberando, assim, 0, “flip-flop” escravo cuja operacao segue a tabela verdade para um “flip-flop” RS (ver figura 8). “Flip-Flop” Tipo D Um outro “flip-flop” utilizado em nosso projeto é 0 tipo “D" caracterizado por possuir apenas uma entrada e mais 0 cO- mando “clock”. Pode ser obtido a partir de um “flip-flop” J K acrescentando-sa um Circuito inversor como mostra a figura 12. Revista Saber Eletranica Figura 12 Com © auxilio da tabela verdade do “flip-flop” J K é poss(vel fazermos a ana- lise dos estados de um “flip-flop” tipo D. Assim, Gn+1 = 1 se Dn= Jn = Kn=1e Qn+1 = 0 se Dn = Jn = Kn = 0. Desta for- ma podemos concluir que Qn+1 = Dn e obtemos a tabela verdade para o ““flip-flop” tipo D. Para uma melhor visualizagao do explicado, foi feita uma tabela relacionan- do a entrada D com as entradas do flip-flop tipo JK. Bid) K/]Qn+1 9/0 | Qn 11 oe o/ol1 io me 1, Gn Dn Qn +1 1 1 oO oO Tabela verdade para o lop” tipo D Alguns “flip-flop” do tipo de D sio chamados de meméria devido a forma de gatilhamento especial. Esses “flip-flop” tém seu gatilhamento em uma das “bordas"” Mai0/76 do pulso ‘clock’, enquanto o “clock” esté alto (estado 1); qualquer mudanga de és- tado que ocorra na entrada D sera imedia- tamente transferida para a safda Q. Quan do o pulso “clock” passa do estado 1 para © zero, a saida Q do “flip-flop” mantém o estado da entrada anterior 4 mudanca do pulso “‘clock’’ até que este assuma es- tado 1 novamente. O “flip-flop” tipo D por nés utilizado no projeto do freqiiencimetro. possui uma caracter(stica particular que é o seu gati- \hamento na borda positiva do pulso “clock”. Essa caracter(stica de gatilhamento po- de ser utilizada em qualquer outro tipo de “flip-flop”. Para 0 nosso “flip-fiop” tipo D a infor- magao presente na entrada D é transferida para a sa(da Q na subida (borda positiva) do pulso “clock” e, enquanto o “clock” estiver no estado 1 ou zero, a entrada D nao tera nenhum efeito sobre a safda. A configuragio légica em blocos do “flip-flop” tipo D por nés utilizado no freqiienc(metro ¢ apresentada na figura 13. Figura 13 CONTADORES Como vimos nos itens anteriores, cada "flip-flop" pode guardar uma informagiio bindria que recebe o nome de “bit”. 7 Conjuntos de “flip-flop” podem ser uti- lizados com a finalidade de se poder arma- zenar informagdes mais complexas. Estes conjuntos recebem o nome de “Registra dores”. © armazenamento de dados pode ser feito de uma s6 vez (registro paralelo) ou podemos armazené-los seqiiencialmente um a um (registro série). Ao fazermos um registro série podemos, em fun¢do dos es- tados de cada “flip-flop”, determinar quan- tos dados foram recebidos, funggo esta que 6 chamada de contador. Contador Assincrono Um contador bindrio tem a funcéo de ‘egistrar come um numero bindrio o nume- ro de pulsos que so aplicados seqiencial- mente na entrada como 1 ou 0. Ao utilizarmos um “flip-flop” J - K Mestre-Escravo mantendo suas entradas J e Kno estado 1 e aplicarmos uma série de pulsos ao “clock”, toda a vez que o pulso mudar seu estado de 1 para zero o “flip- flop” mudard seu estado na safda "Q"; 6 © que pode ser observado na figura 14. Comande eereiégio Figure 14 Consideremos agora, 4 “flip-ftop” J - K Mestre-Escravo associados em cascata como mostra a figura 15 onde a safda "Q" de Figura 15 28 cada um é conectada a entrada de coman: do “clock” do estagio sequinte. Os pulsos a Serem contados sero aplicados ao coman- do “clock” do primeiro estdgio. Convém ressaltar que, para todos os “flip-flop”, as entradas J e K sao mantidas no estado 1, de tal forma que esta conexdo transforma cada estégio em um tipo de “flip-flop” ainda no analisado por nés que é 0 tipo “T", cuja tabela verdade e a contiguragao em diagrama de blocos so apresentadas na figura 16, Figura 16 Podemos verificar que para este tipo de “flip-flop”, quando a entrada “T”’ esté no estado 1, a safda OQ," muda seu estado na borda de descida de cada pulso aplica- do & entrada do “clock”. Todas as outras saldas “Q"” dos “flip-flop’’ em cascata so- mente alteram o seu estado quando a safda do estagio- anterior mudar de “1” para Considerando-se as observagies feitas acima, podemos obter as formas de ondas da figura 17 e a Tabela | que demonstra VLA LPL} Figura 17 Rovista Saber Eletronica os estados das safdas de cada “flip-flop” em fungao do numero de pulsos aplicados @ entrada. TABELA 1 N? DE PULSOS SAIDAS DE ENTRADA | aa as0000445-0000]8 a3 0 0 QO 0 Qo oO 0 oO 1 1 1 1 1 1 1 1 Sse ee eo Desta forma a Tabela | é a representacéo binaria do ndmero de pulsos aplicados & entrada. Este tipo de contador apresentado na figura 15 6 chamado de contador assin- crono, pois os “flip-flop” n&o s8o aciona- dos ao mesmo tempo. Contadores Sincronos Consideremos um contador assincrono com as saidas de todos os seus estagios no estado 1, Para este caso em particular 0 proximo puiso aplicado a entrada causard uma mudanea de estado no primeiro “flip flop”; no entanto, os outros estagios so- mente responderao quando o estagio- ante- rior mudar_ também seu estado; portanto, a informag3o tem que percorrer desde o estigio do algarismo menos significative até 0 mais significativo, mudando apenas 1 “bit” por vez. Maio/76 Porém, se a opera¢o assincrona de um contador for alterada de tal forma que to dos 0s “flip-flop” sejam sincronizados pe- los pulsos de entrada, o tempo de atraso de propagacao sera reduzido consideravel mente. Suponha que o tempo de transigaéo de um “flip-flop seja” de 50 ns. O tempo to- tal para atingirmos o quarto “flip-flop” em um contador assincrono ser de 200 ns. Portanto, se a freqiiéncia do sinal de entra- da for de 10 MHz {periodo de 100 ns) quando 0 Gitimo “flip-flop” mudar seu estado, um ou dois pulsos ja foram conta- dos pelos dois primeiros. Com os contado- res sincronos usando iégica "TTL", a fre- quéncia maxima de operagdo é da ordem de 32 MHz. Os contadores por nés utilizados so do tipo assincrono, cuja freqiiéncia tipica é de 18 MHz. A figura 18 apresenta um “‘flip- flop" sfncrono. CONTADORES COMO DIVISORES Nas formas de onda da figura 17 pode- mos verificar que cada estigio constituinte do contador bindrio divide por dois a fre- qiéncia dos pulsos aplicados a cada uma das entradas. Desta forma, se a freqiiéncia dos pulsos na entrada do contador for igual a F, te- remos na saida Q3 do “flip-flop” 3 pulsos com uma fregiiéncia igual a F/16. No entanto, se desejarmos fazer conta- gens em uma determinada base N, pode- mos também utilizar “flip-flop” associados em cascata. 29 Para construir tais contadores utilizamos uma cadeia de n “flip-flop” onde n é o menor numero para o qual 2" > N. Uti- lizando-se uma realimentago fazemos com quando N for atingido, todos os “flip-flop” sero “zerados”’ Este circuito de realimentagao pode ser apenas uma simples porta “NAND" co- nectada a entrada "Clear’’. As entradas da porta “NAND" so as safdas Q dos “flip- flop” que assume estado 1 quando a con- tagem N é atingida. Assim, as figuras 19, 20 e 21 apresentam, respectivamente, o contador de década. O contador de década por nés utilizado no projeto é um contador divisor por seis, 0 qual também foi utiliza- do no frequencimetro. “| “| Figura 21 30 DECODIFICADORES Varias vezes necessitamos decodificar a informacao presente na forma binéria para a forma decimal. A decodificagao é neces- sdria em muitas aplicagdes tais como: con versores digital — analégico, indicadores digitais (freqiiencimetros, voltimetros, re- légios, etc.). Suponhamos um contador de década do tipo usado por nés no freqiiencimetro para contar a ocorréncia de um determinado evento. A indicago do nimero de vezes em que © evento ocorreu sera dada pelo contador na forma binéria, o que dificulta ré bastante a nossa leitura. Por esta razio, utilizamos 0 circuito decodificador que, ao receber a informagao bindria do circui to contador, nos possibilitaré uma leitura direta através de indicadores tipo LED, valvulas, cristal liquido etc., na forma de- cimal. Suponhamos que desejéssemos decodifi- car uma informagio bindria representativa do digito decimal 5. Esta operacio pode ser realizada se utilizarmos uma porta légi- ca “AND” com 4 entradas. Desta forma a safda do circuito “AND” na figura 22 ole bg Figure 22 seré 1 (alto) somente se as entradas forem A= 1,B=0,C=1e D=0 onde “A” corresponde a0 digito menos significativo. Na realidade, para se decodificar todos os numeros, usa-se uma matriz de decodi- ficagdo que é um conjunto de portas légi- cas “AND” podendo ser construida com diodos, transistores ou circultos integrados; € 0 que nos mostram as matrizes da figu- ra 23; um decodificador binério decimal ARBBCTOB 9900 4 2 Q gS 2 ° g OC 0 aD) I > oO bt s. de 4 entradas com 10 linhas de safde. enTRaoas | SAIDAS Em nosso projeto, como foram utiliza loc eAlabede tag dos indicadores tipo LED de 7 segmentos, I empregamos um tipo especial de decodifi ; , cador que € © binério para 7 segmentos ° a apropriado para este tipo de indicador e Lei cuja tabela verdade, 6 apresentada, onde ont i ! ° 1 : MAL a, b, c, d, e, f, @ g sdo os segmentos cons- tituintes de cada digito. No préximo numero da revista conclui- remos esta série com todos os dados e fi- guras necessdrias para a montagem do fre- qtiencimetro digital. oo (Conclui no préximo ndmero) 32 Rovista Saber Eletronica Aplica¢goes para CiIRCUICOS Integraoos NEWTON C. BRAGA Integradores e diferenciadores permitem a modificag3o de formas de ondas encon- trando, portanto, intmeras aplicagdes pré- ticas. Esses circuitos podem ser obtidos a partir de amplificadores operacionais co- muns conforme mostraremos neste artigo que poderd ser de grande utilidade para o projetista. Os integradores sto circuitos que trans. formam um sinal cuja forma de onda seja retangular num sinal de mesma frequéncia cuja forma de onda seja triangular. O no- me integrador vem do fato de que a equa- go de onda do sinal retangular pode ser expressa por uma constante, enquanto que se integrarmos essa constante obtemos uma expresso do primeiro gréu o que corres- ponde exatamente & onda triangular ob- tida. Uma tens&o constante de entrada pode, pois, ser transformada numa tensio que varia linearmente com © tempo na safda por meio desse circuito. Assim, podemos escrever a expressiio. para o sinal de safda em fungdo do sinal Maio/76 lineares de entrada do seguinte modo: E, dt : RI e C1 sio dados em Ohms e Farads respectivamente. Para 0 amplificador operacional usado como base para esta montagem, a tensio de alimentagdo deve ser de 30 Volts pro- veniente de uma fonte dupla, ou seja, com O Volt no centro. Com os componentes indicados no cir- cuito da figura 1 obtém-se, a partir de um sinal_retangular de entrada de 1 kHz de freqiéncia e 5 Volts de amplitude, um Figura 1 33 sinal retangular de mesma freqiiéncia e de 2,5 Volts de amplitude. © valor de R3 pode ser determinado pela seguinte expressio: Figura 2 A figura 2 nos fornece 0 circuito que faz exatamente o inverso do anterior, ou seja, transforma um sinal triangular num sinal retangular de mesma freqiiéncia o que equivale a uma diferenciagéo. Assim lembramos que, num circuito di- ferenciador, um sinal de entrada triangular € transformado num sinal de safda retan gular jé que a expressdo do sinal de en- trada é do primeiro grau e a derivada uma constante. Com os valores dos componentes dados no circuito, a partir de um sinal triangular de 1 kHz de 2,5 Voits de amplitude obtém- se um sinal retangular de saida de 5 Volts de amplitude e, evidentemente, mesma fre aiiéncia. Para obtermos a tensio de saida em fungao da tensdo de entrada podemos es. crever a seguinte expressio: dE, E, = -RoC, —£ dt O amplificador operacional sugerido pa- ra estas montagens é do tipo 741 que se caracteriza por seu elevado ganho, da or dem de 200 000, sem realimentagiio e por seu baixo custo. PREZADO LEITOR: POR ENQUANTO NAO ESTAMOS ACEITANDO ASSI- NATURAS. NAO PODEMOS FORNE- CER OS NUMEROS 1 A 44. EM SUA CORRESPONDENCIA, NAO ESQUEGA DE COLOCAR “REVISTA ELETRONICA”. 34 Revista Saber Eletronica orientacao para o montador Se mac Crete SNCs cri — Tempo de montagem LUZ DE CABECEIRA SENSIVEL AO TOQUE Esta montagem, dedicada ao principiante, 6 suficientemente rica em porme- nores para nao dar possibilidade a qualquer davida quanto a sua realizaco. O que temos a acrescentar se refere simplesmente 4 obteng3o dos componentes e alguns cuidados com a montagem. Muitos principiantes que se julgam dotados de conheci- mento suficiente para nao precisarem ler todas as instrugdes quando da realiza¢3o de projetos, geralmente tém surpresas desagradaveis, pois nio sé nZo obtém os efeitos desejados como também eventualmente alguns fusiveis queimados! Por isso, em primeiro lugar, leia com aten¢&o todo 0 texto antes de tentar a montagem. De- pois ent&o adquira os componentes e, durante a montagem, cuidado com a polari- dade dos componentes, especificamente 0 capacitor eletrolitico, o diodo retificador e o SCR. Com relagZio aos componentes, tanto o SCR como os demais podem ser obtidos na maioria das boas casas de material eletrénico. O prego do SCR varia bastante em fungiio de sua procedéncia, oscilando em torno dos Cr$ 20,00. Com isso, podemos dizer que 0 prego de todo o material para esta montagem estaré em torno dos Cr$ 80,00, excluindo-se, evidentemente, o abajur. Use 0 SCR indicado na relagdo de componentes do artigo. SIMPLES REDUTOR DE INTENSIDADE LUMINOSA eee CMa ue ee eee Tae ORO ROR Sa Ca ns i eae Cae Comarca PNR CeCe ae cee sR Cas ja especificado para uma tenséo inversa minima de 400 Volts e que possa operar Ct CR ae ee ee a Ree Rc emery Oe ee ee Reo RC el Sea Maio 76 35 Tae Ce me Me Ce come Ree OM CECT eC Ce MOC CR Oe eR PRM TC Mm een cmere cents NCCC eMC rn TC eae da ordem de Cr$ 20,00 0 que faz com que 0 prego estimado para 0 projeto se Feet Ce eRe ex) GERADOR DE FUNCOES Trata-se de uma montagem destinada ao técnico mais avangado que j4 pos- sua certa experiéneia no manuseio e instalaco de circuitos integrados, assim co- mo na elaboracio de placas de fiago impressa. O custo do projeto dependerd fundamentalmente do circuito integrado 8038 e do restante do material, princi- palmente a parte mecénica (caixa, etc). O circuito integrado 8038 pode ser ad- quirido por Cr$ 235,00. O custo total do gerador, excluindo-se a caixa é da or- dem de Cr$ 500,00, CONTROLE DE VELOCIDADE PARA FURADEIRAS ELETRICAS eon en eee ten SR eRe ct Cee Ce ae rn es Rene oes CaO Moen na "Luz de Cabeceira Sensivel ao Toque’, cujo custo é da ordem de Crs RECUR Matera aOR Seas ect Mem Cant POR ee Rie a oe RO Cee COZ ek OTC ea ae Oe ee Oe Re CR Ree Rar eee ORO OCR Ue Ren meek Cec ee Ree ee ec ee eo tricos. FREQOENCIMETRO DIGITAL Esta montagem foi iniciada no ndmero anterior ¢ é destinada a montadores que j4 possuam boa pratica no trato de circuitos integrados. Estimativa de custo e instrugBes para execugdo e obtengdo de componentes serio dadas no numero 48 desta Revista. CIRCUITOS INTEGRADOS A710 e ;:A711 SCR MR eR Coulee me eM ee Ar eee CALC TT CAR ROM met Ma tec Cae e s erO SOE Oca een Reece Co oe SC Ome ecco R Coc Re ERC en aE eal cuitos integrados A710 como o A711 assim como diversos de seus equivalen- ee CeCe eee Re Erne Creme re Ce mS cuitos. O custo médio dos circuitos integrados wA711 e «A710 é da ordem Revista Sober Eletronics TODO “HOBBISTA” TEM, NA SUA OFICINA, BANCADA OU TNR Wem NS eo meme My RCo UM DOS PROBLEMAS QUE OS TIPOS MAIS ECONOMICOS DE FURADEIRA APRESENTA E A IMPOSSIBILIDADE DE SE CON- IUGR ame YN eC EYL VRS ON PRM au esa ake Bit ere ee Mo) Og CULM sa emma TsO LAN PMT NRC ny Wate mel Ora Reel V0) eer rl eae RCCL) DE FURAGAO. NESTE ARTIGO, DESTINADO AO “HOBBISTA”, DESCREVEMOS UM CONTROLE ELETRONICO DE VELOCIDA- DE PARA FURADEIRAS, 0 QUAL PERMITE UMA VARIACAO Ey hoa) Ca ee) celle RAGAO NO TORQUE E UM MINIMO DISPENDIO DE ENERGIA. CONTROLE OE VELOCIOAOE Como esta secpdo se destina especifica- mente ao “hobbista’’ nfo dotado de conhe- cimentos prévios ou profundos em eletré- nica, damos uma descri¢&o suficientemen- Maio/76 te pormenorizada dos processos de monta- gem, identificagio e obtengio dos compo- nentes. Com isso, até mesmo aqueles que nunca realizaram qualquer montagem reta- 37 cionada com a eletronica, poderdo “aven: turar-se"” 4 execugdo deste projeto com grande probabilidade de éxito. Por outro lado, 0 mesmo circuito pode ser usado também em outras aplicagdes interessantes e nfo s6 no controle de velo- cidade de furadeiras. Na verdade, podere- mos usé-la para controlar a velocidade de qualquer eletrodoméstico de pequena po- téncia que seja dotado de motor universal, como por exemplo: * Ventiladores * Liquidificadores * Batedeiras de bolo * Barbeadores elétricos OBSERVAGAO: Jamais usar em motores de induggo ou motores trifasicos. Este dis- positivo serve, apenas, para motores com “escovas”. Os componentes usados sio em numero suficientemente reduzido para nao causar confusdes ao montador inexperiente e, ao mesmo tempo, seu baixo custo e facil obtengao torna 0 projeto acessivel mesmo. aos dotados de poucos recursos. LIMITAGOES E VANTAGENS DO PROJETO Evidentemente, como se trata de um controlador de velocidade destinado ao montador nao experiente, a preocupacdo em se realizar um projeto simples preva- leceu em relacdo 4 obtencao de efeitos compattveis a um desempenho profissional. Com isso, 0 circuito apresenta algumas desvantagens, se bem que as vantagens se- jam em numero e importancia suficientes que justificam sua montagem. Dentre as vantagens destacamos as se- guintes: 1) possibilita um controle bastante efi- ciente da velocidade entre 5% e 90% da velocidade maxima de uma furadeira com motor universal; 38 2) _n&o dissipa, praticamente, nenhuma poténcia em qualquer velocidade para a qual seja_ajustado; 3) pode controlar furadeiras com mo- tores universais de até 1/2 HP, o que cor- responde a uma poténcia de até cerca de 400 Watts. Suas desvantagens, admitidas em fun¢ao da economia e simplicidade do projeto: 1) sensibilidade a variagSes da tenséo da rede nas baixas velocidades, 0 que torna relativamente dificil a manutencg&o de velo- cidades constantes abaixo dos 10% da ma- xima; 2) controle de apenas uma fase da alimentago, 0 que se traduz na entrega de uma poténcia menor que a maxima, mesmo na maior velocidade. Entretanto, em relagio aos trabalhos mais delicados em que a baixa rotagdo é realmente necessdria e que 0 torque maxi- mo excessivo da furadeira pode ser até pe- rigoso & integridade da peca trabalhada, uma reduco da poténcia pode ser bastan. te canveniente. O CONTROLE & SEU FUNCIONAMENTO BASICO A base deste circuito é um SCR, diodo controlado de silicio (figura 1) que deter- comporta Figura 1 mina a parcela da poténcia entregue a fu- radeira, nao alterando, entretanto, a tensao, mas sim a duragao do semi-ciclo da cor- Revista Saber Eletranica rente alternada que o alimenta (figura 2). Isso significa, em termas técnicos, que ndo b) Corrente no SCR @ plena potencia , ) Correnteno SCR com poténcia reduzida, Figura 2 ha dissipagao de energia no controle e que © torque nao é muito afetado em toda a gama de rotagao. O uso do SCR, entretanto, apresenta co- mo maior vantagem a possibilidade do dis- positivo de controle [reostato ou poten ciémetro) ser de pequena poténcia, o que facilita bastante sua montagem. A parcela da energia aplicada a0 motor da furadeira pode ser controlada em cada semi-cicla da alimentagdo de corrente al- ternada, dadas as propriedades do SCR de atuar como um interruptor sincroniza- do pela freqiiéncia da rede alimentagao, que permite dosar, por pulsos da mesma freqiiéncia, a alimentagdo do motor da furadeira. Analisando o funcionamento do SCR na furadeira, 0 que faremos mais adiante, 9 leitor dotado de maior interesse pela eletrénica podera compreender como esse dispositive atua neste circuito. Maio/76 COMPONENTES E MONTAGEM Os componentes podem ser todos obti- dos com facilidade, exceto a bobina L?, responsavel pela eliminagao de interferén- cias geradas pelo circuito, que deve ser construfda pelo préprio leitor. Esta bobina é feita enrolando-se fio es- maltado # 24 ou # 26 em torno de um re- sistor de 100 kQ @ 2 W e soldando-se os seus terminais nos do resistor (figura 3). Rebistor de 2W Figura 3 © numero de espiras ("‘voltas”) de fio no é fixo. Deve ser enrolado fio suficien- te para cobrir o resistor. © SCR & do tipo plastico para corrente de 4 Ampéres, aproximadamente e sua tensio deve ser de 200 Volts se a sua fura- deira for para 110 Volts e 400 V se a sua furadeira for para 220 V. Esse SCR, confor- me a sua procedéncia, pode ser encontrado com as seguintes denominagdes: MCR106, TIC106 ou C106. Os outros componentes sdo todos de fé- cil obtengao, sendo encontrados pratica- mente, em qualquer casa de material ele- trénico. Com relaco & montagem, como o nu- mero de componentes é reduzido, opta- mos pela sua soldagem numa ponte de terminais, conforme mostra a figura 4. Todo o conjunto deve ser alojado numa caixa de aluminio ou chapa de ferro com © controle do lado de fora. A tomada para ligagdo da furadeira pode ser colocada na propria caixa conforme sugere a figura 5. O montador deve tomar o maximo de 39 au {TaD cuidado para que o terminal de fixaglo da ponte néo seja usado em conex4o alguma e que nenhum componente nio isolado en- coste no metal o que poderia implicar em curto-circuitos perigosos. Na verdade, sugerimos 0 acréscimo de um fusivel compativel com a corrente da furadeira (de 3 a 5 Ampéres) para prote- ger o SCR em caso de “curtos” acidentais. SCR, dada a pequena quantidade de calor gerado no sou funcionamento, deve ser dotado de um irradiador de calor que con siste numa placa de aluminio de aproxima damente 3 x 6 cm dobrada em U conforme mostra a figura 6. Para a soldagem dos componentes use um soldador de 30 Watts e solda de boa qualidade (60/40). As conexdes entre os Figura 8 40 Revista Saber Elewrénica Figura 6 componentes podem ser feitas com fio flexivel comum ou rigido isolado com ca- pa plastica. Observagao: nao se esqueca de raspar as pontas do fio esmaltado da bobina antes de soldéJa aos terminais do resistor. Com a fina capa de esmalte que o recobre a solda nao “pegara”, no havendo conexio elé- trica. O fio esmaltado #24 ou #26 usado nes- ta bobina pode ser adquirido em casas de enrolamento de motores ou, ainda, em casas de materiais eletrénicos. Uns 3 ou 4 Malo/76 metros sero mais do que suficientes para a elaboracao da bobina. INTERFERENCIAS A comutagio répida do SCR no contro- le de velocidade provoca impulsos elétri- cos responsdveis por interferéncias em re- ceptores de rédio proximos, que se mani- festa sob a forma de um ruido semelhante ao do motor. Essa interferéncia é justa- mente eliminada pelo filtro que consiste na bobina e nos dois capacitores a ela associados C1 e C2 (ver diagrama figu- ra 7). Sua fungio 6 evitar que os impulsos de interferéncia se propaguem através da rede de alimentagao, prejudicando apare- thos préximos. O SCR O SCR, diodo controlado de silfcio, con- siste num semicondutor de 3 terminais (anodo, catodo e comporta). Quando néo Figura 7 hé tenséo alguma no seu terminal de com- porta). Quando nio ha tensdo alguma no seu terminal de comporta, 0 SCR nao conduz a corrente que se tenta estabelecer entre o anodo e o catodo. O SCR se com- porta, portanto, como um interruptor aber- ‘to. Quando, entretanto, uma tensio de determinada polaridade 6 aplicada ao ano- do e a0 catodo, e no comporta do SCR hd a uma tensio de excitagio, 0 SCR conduz intensamente e assim permanece até que a alimentagao seja cortada. Com isso o SCR comporta-se como um interruptor que po- de ser acionado por uma tensdo externa. Nosso controle opera da seguinte ma- neira. Fazemos com que a tensdo que dispara © SCR e que permite a conduc de cada semi-ciclo positivo da corrente de alimen- tagdo (0 SCR nao conduz os semi-ciclos ne- gativos nesta configuragao) se atrase em relaco a esse semi-ciclo, de modo que apenas uma parcela seja conduzida e com isso a poténcia entregue ao motor seja con- trolada. Quanto maior for o atraso da tensio de disparo, menor seré a poténcia entregue ao motor. Com isso podemos controlé-la entre 5% e 90% do seu maximo, aproximadamente. Para atrasar a tensdo de disparo usamos um artiffcio que consiste no circuito RC em série. Quando uma tens&o € aplicada diret: mente @ um capacitor este se carrega rapi- damente com essa tenso. Se entretanto, a tensdo for aplicada através de um resistor, © resistor limita a velocidade da carga de tal modo que, quanto maior for a capaci: tancia e maior a resisténcia do resistor, mais lenta seré a carga do capacitor e por- tanto levaré mais tempo para que entre seus terminals encentremos a tenséio total aplicada (figura 8). No nosso circuito fazemos justamente isso: R1 e R2 formam o resistor sendo um deles varidvel (potenciémetro) o que nos - Figura 8 42 permite controlar o tempo de carga e, por- tanto, o atraso da tens&o; C3 € o capacitor. Seus valores foram calculados de modo que seu tempo de carga esteja exatamente den- tro dos correspondentes 4 duragZo do ci: clo de alimentag3o com o que se obtém 0s efeitos desejados. Como usamos um Circuito de atraso apenas, dizemos que se trata de um controle de “simples constante de tempo”. diodo ligado entre esse circuito de tempo e o SCR impede que pulsos negati- vos sejam aplicados ao SCR quando ele se encontra polarizado inversamente, pois pe- lo contrario ele “se queimaria”. As formas de onda do controle séo mostradas na figura 9. TD) rer vce [El ect ntermesirio [Bl sverige manor Figura 9 RELAGAO DE COMPONENTES A) Para furadeiras de 110 Volts: SCR - C106, TIC106 ou MCR106 C1, C2 - 0,1 uF @ 480 V L1 - Ver texto R1 - 10 k2 @ 0,5 Watt R2-- 100 kQ @ 0,5 Watt C3 - 0,5 uF @ 100 Volts D1 - BY127 ou 1N4004 B) Para furadeiras de 220 Volts: SCR - C106, TIC106 ou MCR106 C1, C2 - 0,1 uF @ 450 V Lt - Ver texto R1 - 10 ko @ 0,5 Watt R2 - 150 k® - potenciémetro linear C3 - 0,5 uF x 100 V D1 - BY127 ou 1N4004 z Revista Saber Eletrénice A ETAPA DE SAiDA HORIZONTAL: funcionamento e repara¢ao A ETAPA DE SAIDA HORIZONTAL DE UM TELEVISOR EXERCE DUAS FUNCOES BASTANTE IMPORTANTES: GERA UMA TENSAO DENTE DE SERRA QUE PROVO- CA A VARREDURA HORIZONTAL DO FEIXE DE ELE- TRONS DO CINESCOPIO E, AO MESMO TEMPO, FOR- NECE A ALTA TENSAO NECESSARIA A SUA ALIMEN- TAGAO. Evidentemente, focalizar num Unico ar- tigo todos os tipos de circuitos de varre- dura horizontal empregados em televisores modernos seria praticamente impossivel. Dedicaremos nosso espaco a andlise de al- guns tipos, esperando que, explicando seus principios de funcionamento, 0 técnico reparador possa conhecer um pouco mais desta importante etapa, enriquecendo sua “bagagem” de recursos para reparacdes. Como dissemos na introduggo, a fun¢3o da etapa de safda horizontal & dupla, ou seja, a0 mesmo tempo que gera a forma de onda necessdria & varredura, alimenta o cinescépio com a alta tensfo necessdria a acelerago do felxe de elétrons. Se bem que nio haja separago entre as duas fun- Ges, por motivos didéticos as explicare- mos separadamente. Nos televisores a valvulas, nesta etapa empregado um pentodo de alta poténcia que opera em classe B ou C de modo que a corrente de placa flui somente durante uma pequena parte do ciclo de excitagao. A tensao excitadora (sina! de entrada), proveniente do oscilador, deve ter uma forma de onda especial. Trata-se de um sinal trapezoidal e n&o propriamente de Maio/78 uma onda dente de serra, conforme mos- tra a figura 1. Tensio troperoide! na grade de vélvulo de saida herizontal Figura 1 A combinagéo dente de serra — onda quadrada é necesséria porque faz com que flua uma corrente com forma de onda den- te de serra pura nos enrolamentos responsé: veis pela deflexo. Isso nos leva as traje- torias lineares que necessitamos para o fei- xe de elétrons. A carga ou circuito de placa da valvula 6 0 primério de um transformador o qual 6 acoplado aos enrolamentos da bobina de deflexdo que constituem na carga para o secundario desse mesmo transformador. a3 Assim, a combinagdo dos enrolamentos do transformador e a bobina de deflexdo cons- tituem a carga para a vélvula de safda O funcionamento do circuito ocorre do seguinte modo. Quando a valvula de saida conduz, flui um pulso de corrente pelo enrolamento primario do transformador, © que provoca © aparecimento de um pul- so similar no enrolamento secundério. Na figura 2 temos a forma de onda do pulso de corrente que percorre as bobinas. Nes- Tempo 66 retrocessa Figura 2 ta mesma figura observamos o ponto de corte da vélvula, que é de extrema impor- tancia na nossa andlise. Neste panto de corte, a tensdo dente de serra atingiu um valor tal que ficou abaixo do ponto de funcionamento da valvula, que ent&o deixa de conduzir. Neste ponto, a corrente de placa se reduz a zero. © impulso, entretanto, acumula energia no niicleo da bobina sob a forma de um. campo magnético no secundario do trans- formador e, quando a valvula interrompe a circulaco de corrente, 0 campo decai a zero, induzindo outro pulso de corrente. Deste modo, ao ser estabelecido o pul- $0, © campo magnético criado nas bobinas causa uma deflexéo do feixe de elétrons no cinescépio, fazendo-o movimentar da esquerda para a direita a partir de uma posig¢Zo inicial de repouso que tomamos no centro da tela. Exatamente quando o 44 feixe de elétrons chega na borda do cines cépio, a vélvula deixa de conduzir. © colépso resultante do campo, gera um pulso agudo nos enrolamentos da bo- bina de deflexio que faz com que o feixe de elétrons corra rapidamente da extrema direita para a extrema esquerda da tela. Em seguida, cessado este pulso contrario, quando a tensdo induzida desaparece, o feixe volta da esquerda para a direita quando entéo atinge novamente a regizio central da tela. Neste momento a valvula comeca conduzir novamente reiniciando o ciclo, ou seja, aparece a tensdo que leva o feixe novamente para a extrema esquerda da tela. Com isso obtemos a varredura horizon- tal em que o movimento do feixe de elé- trons se dé segundo uma linha horizontal na tela. Quando a energia acumulada no trans formador decai, induz um pulso de corren: te no primério. O regime de variagaa de corrente durante esse rpido intervalo de tempo faz com que, pelo primério, flua um pulso de alta corrente. Este pulso induz uma tensdo muito elevada no primério que atua como auto-transformador. Essa ten- sdo € entio aplicada ao retificador de alta tensdo, conforme aparece na figura 3. O tempo total para um ciclo completo 6 de 63 ys, Destes, 56 us so usados para a varredura e 7 1s s30 usados para o retor- no. O golpe indutivo usado para gerar 0 pulso de alta tensdo é que dé origem ao nome dado para este sistema: ‘fly-back” , ou seja, retorno. O SISTEMA TRANSFORMADOR “YOKE” Como todo circuito indutivo dotado de capacitancias parasitas, o sistema transfor- mador/“yoke” apresenta uma freqiiéncia de ressondncia. Assim, durante 0 processo de retorno do feixe de elétrons, © colépso do campo magnético excita esse sistema fazendo-o oscilar. Por razées que explicamos em se- guida, todo o sistema esté projetado para Revista Saber Eletrénica salsa Rermtontal ser naturalmente ressonante na freqiiéncia fundamental do tempo de retrocesso do feixe de elétrons, ou seja, de 70 a 72 kHz. A idéia basica ¢ que para realizar a var- redura abtemos essas oscilagdes, queiramos ou no. Assim, como nao podemos nos livrar delas, pelo menos podemos aproveitd- las. Com elas obtemos um retrocesso rapido e, também, ao fazer todo o sistema resso- Figura 4 Maio!76 My retiticadore de alte tenséo Figura 3 nante na freqiiéncia de retorno, aumenta- Mos enormemente seu rendimento; com isso conseguimos um pulso muito mais intenso no primério do transformador de onde obtemos a alta tensao. Seguindo nossas explicagdes vemos que, se deixarmos as oscilacdes amortecerem elas poderiam perturbar a varredura, jd que alterariam sensivelmente a forma de onda que entdo apareceria mais ou menos como mostra a figura 4. Para nos livrarmos da parte indesejavel dessas oscilagSes amortecidas, conectamos um retificador de meia onda através do “yoke” conforme mostra a figura 5. Agora, durante o retrocesso, 0 pulso torna positivo o catodo deste retificador nao havendo, portanto, condu¢io e, por- tanto, nenhuma interferéncia no processo. Mas, to logo 0 pulso passe pelo nivel zero de tensdo e se torna negativo, a valvula é polarizada no sentido direto ocorrendo, entdo, uma condugao intensa que curto- circuita as partes indesejaveis da oscila- 45 fea SY omortecedsra a em concede Figura 5 des, com o que obtemos uma varredura quase que perfeitamente linear. Essa val vula & denominada muito propriamente de amortecedora. Resumindo o que obtivemos até aqui. 0 oscilador excita a vélvula de safda que, por sua vez, excita 0 circuito sintonizado formado pela combinacao “’yoke’’/transfor- mador de “fly-back”. Jé sabemos o que sucede quando um circuito sintonizado sai de sua freqiiéncia de ressonancia, Hé uma redugdo no rendi- mento da etapa. Deste modo, cada vez que trocarmos um componente no circuito do “yoke” ou do transformador de “'fly-back” deveremos sempre usar um substituto que leve todo 0 circuito 8 condiggo ressonante original. Esta é a principal exigéncia que nos leva a ter sempre de usar transformadores de “fly-back” e “yokes” cujas caracteris- ticas sejam as mais préximas possiveis dos originais. Os componentes mais importantes do circuito so os que determinam a resso- nancia: o transformador de “fly-back”, o 46 "yoke" e todos os capacitores que se en- contram no circuito. Na realidade a produgSo de alta-tensdo or este circuito 6 um processo quase que acidental. Podemos obté-la simplesmente enrolando mais fio sobre a bobina que serve de carga para 0 circuit de placa da vélvula de safda. Esse é justamente o pro- cesso usado. 0 mesmo se dé em relagao a tensdo de reforgo. Quando a valvula amortecedora conduz, ela atua como um retificador de meia onda, aparecendo em seu catodo uma tensZo positiva e, da forma como ela esté conectada no circuito, essa tenso ¢ soma: da & tens&o de alimentaco da valvula de safda. Isso nos permite obter uma tenséo mais elevada que a normal na alimentacdo desta etapa. Para obter uma tensdo continua a par- tir dos pulsos de alta tensfio, devemos re- tificar_ a corrente obtida. Para impedir a formagao de “arcos", o retificador usado deve ser de tipo especial, com uma sepa- ragio maior entre o eletrodo de placa @ 0 filamento. O filamento deve estar a um potencial acima do de terra, de maneira que esse fi- lamento normalmente é alimentado envol- vendo-se uma ou duas voltas de fio muito bem isolado em torno do nucleo do trans- formador de “’fly-back”. A saida de alta tenso é tomada a partir do préprio filamento da valvula retifica- dora e algumas vezes mediante um filtro que consiste num resistor de grande valor e um capacitor de uns 500 pF. Muitas apa- relhos usam como capacitor a propria ca- patitaéncia inerente ao recobrimento de grafite condutora (“aquadag”) do cines- cOpio. OUTROS CIRCUITOS DE “FLY-BACK” O que analisamos foi um circuit basico. A seguir daremos trés outros circuitos bastante comuns que diferem em relago Revista Saber Eletranica a0 exemplo apenas na maneira como é co- nectado o “yoke”. 1) Na figura 6 temos um circuito em que © transformador usa um enrolamento separado para alimentar 0 “yoke”. O posi tivo da fonte 6 aplicado ao ““fly-back” me- diante seu secundério e a vdlvula amorte- cedora. A tenso auxiliar que se desenvol- ve no catodo da vdlvula amortecedora 6 usada para reforcar a alimentag3o do cir- cuito de placa da valvula de safda. 2) No circuito da figura 7 -o auto- transformador tem um dnico enrolamento e excita o “yoke” através de derivacdes nesse mesmo enrolamento. A tensdo de alimentago é aplicada a valvula amortece- dora por meio da bobina de linearidade. Neste caso também temos o aparecimento de uma tenstio de reforco no catodo da valvula amortecedora. 3) Na figura & vemos um circuito de excitago direta que utiliza um “fly-back”’ com um ‘nico enrolamento. O “yoke” é conectado em série no extremo inferior desse enrolamento e também ao catodo da vélvula amortecedora onde se desen- volve a tensdo de reforco. omartecedora Maio/76 REPARAGAO DO CIRCUITO DE VARREDURA Como na reparagio de outros equipa- Mentos, nos televisores também a técnica recomendada é a anélise por etapas, come- gando-se da de sada e deslocando-se até as iniciais. No caso dos televisores, entretanto, a etapa de safda horizontal deve ser analisada com cuidado especial, o que nos leva aum Proceso um pouco diferente. Em primeiro lugar, devemos proceder como se esta etapa estivesse completamen- te isolada das demais e em seguida deve- mos analisar como se fosse um transmissor de radio. E como se fosse um oscilador ligado a um amplificador de poténcia (mediante um circuito sintonizado e um circuito de carga) a uma antena. No nosso caso a antena ou circuito de carga 6 0 “yoke” e 0 retificador de alta tensdio, mas o funcionamento bsico é exa- tamente 0 mesmo. retificodora _ de alto tensdo Figura 6 47 retificadora @ alta tensdo Analisando-o como se fosse um trans- missor seré muito mais facil encontrar suas falhas. Suporemos, de inicio, que o oscilador esté funcionando perfeitamente e que qual quer falha esteja localizada na etapa de safda. A prova do circuito deve ser feita pelo proceso de eliminagao. Qualquer ponto do circuito pode ser tomado como partida. A maioria dos técni- cos, entretanto, efetuam um exame de ro- tina no aparelho, antes observando se as Vélvulas esto “‘acesas”, se hd tenso de alimentagao, etc. Uma vez constatado que a falha esté realmente nesta etapa, inicia-se por elimi- nar as possiveis causas de falhas. Em primeiro lugar as vélvulas devem ser provadas. Se possivel as vdlvulas da etapa devem ser substituidas realizando-se, em cada troca, uma prova com o aparelho. Uma ordem recomendada de troca é a seguinte: 1) - retificadora de alta tensao; 48 i q q] fi 1 Figura 7 + @ 2) - amortecedora; 3) - safda horizontal; 4) - osciladora. Se com isso a anormalidade persistir, as valvulas novas devem ser deixadas no re- ceptor até que a causa do problema seja completamente eliminada. Passamos, ento, a verificar se 0 apare- Iho tem alta tensao, verificando se hd pro- dugio de “arco” na placa da valvula reti- ficadora de alta tensdo. Usamos para isso a ponta de uma chave de fendas (evidente- mente nao precisamos dizer que ela deve ser bem isolada!) - figura 9. © “arco” normal deve ter uns 2 em de~ comprimento e tem uma cor azul bastante brilhante. A auséncia de “arco” significa que nao hé pulso de alta tensdo. A estas alturas o “yoke” deve ser desligado devendo ser repetida a prova. Se aparecer um arco menor que © normal na placa retificadora de alta tensfo a causa da falha pode estar num “yoke” defeituoso. Rovista Saber Eletronica Figura 8 Devem, entiio, em seguida, ser procura- dos curto-circuitos @ redes de resistores € capacitores que tenham "escapes". Se for possivel, em lugar do “yoke” suspeito, ex- perimentar um outro de mesma indutancia, comprovando se a alta tensdo volta ao nor- mal. Se isso ocorrer teremos provado que, efetivamente, € 0 “yoke” que “esté mal”, devendo ser substituido. Se no, a causa pode residir no “fly-back” ou na valvula de salda. SAIDA FRACA Na maioria dos aparethos, os pontos de prova sdo facilmente acess{veis; seré im- portante realizar uma medida nas tensdes de grade, placa, etc., das valvulas da etapa. Maio/76 Cee Cen.) Cent) Ta ed a oe Reforco O osciloscépio 6 um instrumento de extrema valia para a andlise desta etapa. Colocando sua ponta de prova préxima, sem tocar, no condutor da placa da vélvula de sada: poderemos verificar se ali existe a tensio pulsante e inclusive poderemos ter uma idéia de sua amplitude. Uma safda anormalmente baixa pode ser ocasionada por excitacdo deficiente, capacitores de acoplamento “‘abertos” ou ajuste de excitagéo efetuado incorreta- mente. Essas falhas podem ser comprovadas rapidamente com o osciloscépio e um calibrador de tensdes. Deve ser medida a amplitude crista-a-crista do, sinal excitador na grade da valvula de safda. 49 Para os antigos aparelhos de 50° essa tenso deve ser de uns 0 V; para os apa relhos de 70° deve ser da ordem de 65 V: para os aparethos de 90° de 75 V e para os de 110° de 95 a 105 Volts. A tenséo da grade de blindagem da valvula de safda deve também ser medida. Uma valvula curto-circuitada substituida algum tempo antes pode causar alteracdes no resistor de polarizacao. As tensdes normais de blindagem para 0s tipos mais comuns de valvulas sio: 6CD6 — 175 Volts 6AU5, 6BAV5, 6BO6, 6CU6, 6DO6 — — 200 Volts 6BG6 — 350 Volts Nos circuitos praticos, evidentemente, variagdes desses valores podem ser regis- tradas. A tensdo de blindagem nao pode ser, entretanto, maior que os valores in- 50 Figura 9 dicados para essas valvulas, pois, pelo con trario, nfo haverd dissipacfio de calor su- ficiente. A tensio de catodo também deve ser verificada no caso de haver um resistor limitador. Muitos circuitos simplesmente conectam 0 catodo a massa, mas outros usam um pequeno resistor de 100 a 150 Ohms, a fim de proteger a valvula em caso de falhas de excitagao. Voltando & analogia com o transmissor, lembramos que estas vilvulas so exata mente.como as empregadas nos amplifica- dores finais. Se s8o ligadas sem excitagSo, as correntes de placa apresentam valores excessivos e, em pouco tempo, a vélvula fica inutilizada. Assim, se observarmos que a placa da valvula de saida se encontra avermelhada, devemos desligar o circuito porque n3o existe excitagéo. Retirando-a do circuito, devemos procurar a causa dessa falta de exciiagao. x Revista Saber Eletrénica serie--- ou paralelo? Quando resistores est&o ligados em série ou paralelo da maneira convencional, is- to 6, seguindo os padrdes que farilmente podemos perceber que se encontram desse modo, a aplicagéo da férmula é 0 Unico recurso necessério a obtenco da resisténcia squivalente, Quando, entretanto, os resistores so ligados de modo um pouco mais “disfargado” em que o técnico menos experiente sente dificuldade em saber como es- to ligados, para se obter a resistincia equivalente, a coisa se torna um pouco mais complicada. Eo que ocorre no caso da associagio que demos no teste do numero 45 de nossa Revista. Se bem que aparentemente os resistores estejam ligados em série, j4 que apare- cem “enfileirados” da maneira convencional, nao é 0 que ocorre na realidade, dadas as ligagdes externas. Para a resolugo deste teste temos, portanto, que usar de um ar- tiffcio que consiste em transformar este circuito num equivalente em que o modo de ligagao se torne visivel. Para isso, damos nomes aos nés, ou seja, pontos de interliga- Ses. Assim, 0 mesmo circuito, pode ser transformado no equivalente da figura, que facilmente percebemos que se trata de uma ligagdo em paralelo. 602 200 602 202 B D A ¢ 60.2 Assim, como se tratam de trés resistores em paralelo, temos que aplicar a fér- mula tradicional: 60.2 1 = + 1 14 RR, Rp to Rg 1.1 1 1 Soe Oo R 60 20 60 Extraindo 0 minimo miltiplo comum e reduzindo ao mesmo denominador temes: Obtemos deste modo 1/R ou seja, o inverso de R. Como, entretanto, queremos obter R, devemos inverter esse resultado de onde obtemos: 1 tet ge pee R12 1 que é a resposta correta para a questo proposta. Mao/76 51 SIMPLES REDUTOR DE INTENSIDADE LUMINOGA ESTA MONTAGEM, DIRIGIDA ESPECIALMENTE AO PRINCIPIANTE, CONSISTE NUM REGULADOR DE IN- TENSIDADE LUMINOSA, ISTO E, NUM CIRCUITO QUE PERMITE A OBTENCAO DE DUAS INTENSIDADES DE LUZ PARA UMA LAMPADA INCANDESCENTE CO- MUM, SEM NENHUMA MODIFICAGAO NO CIRCUITO ELETRICO ORIGINAL, A NAO SER NO INTERRUPTOR. A utifidade deste dispositivo é patente. © leitor poder, por exemplo, conjugé-lo ao interruptor da lampada de sua sala de estar com a finalidade de obter duas inten- sidades luminosas para a mesma lampada. Numa posi¢io a luz seré normal, a luz forte necesséria 4 leitura ou trabalhos que exijam boa iluminagao. Na outra posicao, ter-se-4 uma luz mais suave, ideal para repouso ou ainda para se assistir, sem ofus- camento, aos programas de TV. O importante a observar neste circuito 6 que, além de empregar um numero redu- zido de componentes, apenas um novo in- terruptor de acordo com as exigéncias do projeto, um diodo semicondutor e de ndo exigir nenhuma modificagSo no circuito da residéncia, n3o ha gasto de energia pelo redutor. Em outras palavras, ao contrario dos redutores nao eletronicos, este circuito nfo consome energia alguma! Quanto ao tipo de lampada que pode ter o brilho controlado pelo circuito, pode- mos afirmar que 0 diodo recomendado para esta montagem suporta uma corrente maxima de 1 Ampére, o que, em termos de consumo de energia, significa uma po- téncia maxima da ordem de 100 Watts pa- ra a rede de 110 Volts e de 200 Watts para a rede de 220 Volts. Entretanto, por me- dida de precauggo e para permitir um funcionamento sem “forgar’” o diodo, a- conselhamos que seja usada no maximo uma poténcia 50% inferior. Assim, para a rede de 110 Volts, reco- mendamos que a lémpada controlada seja de 60 Watts @ na rede de 220 Volts a lam- pada deverd ter, no maximo, uma poténcia Maia/76 de 100 Watts. Observago: 0 circuito néo deve ser usado com lampadas fluorescentes. Naturalmente, outras possibilidades para este mesmo circuito so sugeridas: * © dispositivo poderé ser instalado numa lampada de cabeceira, obtendo-se luz suave para descanso, ou ainda luz nor- mal para leitura. * No quarto de criangas, pode-se obter iluminagéo normal, ou ainda iluminagéo mais suave quando estiverem dormindo. * Na luz da varanda teremos uma ilumi- na¢&o econémica durante a noite quando estivermos fora e uma iluminagao normal no momento de recebermos visitas. * Este mesmo circuito pode também ser empregado na alimentagao de um solda- dor de até 50 Watts (110 Volts) ou 100 Watts (220 Volts) quando entéo po- deremos manté-lo quente, mas a baixa temperatura quando nao 0 estivermos usan- do, ou ainda na posi¢ao normal, em que a temperatura serd mais elevada. CONSTRUCAO E COMPONENTES Como a acrescentar sé temos um tinico componente eletrénico, o diodo semicon- dutor que bloquearé parte da alimentacZo do circuito, obtendo-se a redu¢ao de sua poténcia e esse componente é de tamanho reduzidissimo, 0 dispositive poderd ser alo- 53 jado no proprio local onde jé existe o interruptor normal (figura 1). Entretanto, como agora no temos mais duas posigdes para o interruptor ligado, desligado, mas sim trés posi¢des, desligado, luz fraca, luz forte, deveremos usar um interruptor especial. Para isso, temos duas alternativas: a) _ poderemos usar uma chave rotativa de 1 polo x 3 posicdes, conforme mostra a figura 2, onde também jé temos ilustrada a ligagdo dos componentes: Fos para o ciruito~ Ga lémpade 4 have de Tpolo X3 posicdo Tamanho relativo diodos e interruptor Figura 1 b) poderemos usar dois interruptores simples independentes, reservando um pa- ra_a fungdo de ligar e desligar a alimentaco da lémpada e outro para fazer a redugao da intensidade da uz (figura 3). A segunda alternativa é a que sugerimos pela facilidade com que esse tipo de in- terruptor pode ser encontrado. 4 Figura 2 Com relagio ao diodo semicondutor, como neste circuito sua polaridade nao precisa ser observada, nfo haveré qualquer davida quanto a sua ligagdo. Esse diodo 6 do tipo para 400 V @ 1A, podendo ser usado 0 BY127 ou o 1N4004, ambos en- contrados em casas de material eletronico com bastante facilidade. Seus terminais podem ser presos diretamente nos do in- terruptor pelos parafusos de fixagiio nele existentes conforme mostra a figura 4. Os terminais do diodo devem ser dobrados e cortados no comprimento necessério j4 que se forem longos poder&o encostar na caixa de metal onde é alojado o interruptor na Parede provocando com isso um curto: circuitos. A \igacio do conjunto é bastante sim- ples. Bastard jigar nos pontos indicados pela figura os dois fios que normalmente so ligados ao interruptor anteriormente existente. Como usi-lo * Acionando-se © primeiro interruptor a lampada é ligada. * Acionando-se o segundo interruptor Poderemos ter a reduc&o da luz, ou seja, luz forte ou luz fraca; uma marca¢aéo com letras auto-fixantes deve ser feita para dis- tinguir as funeSes dos dois interruptores. Revista Saber EletOnica oO INTERRUPTOR ($2) LIGA/DESLIGA INTERRUPTOR (5117 LUZ FORTE / LUZ FRACA La Maio/76 Corte 0 excesso do terminal com um alicate. Figura 3 COMO FUNCIONA Conhecer os prinefpios de funcionamen- to dos aparelhos montados é a principal idade dos artigos destinados aos princi- piantes. Aprendendo as funcdes dos com- ponentes basicos e dos circuitos onde so empregados, 0 leitor tem sua verdadeira iniciago na eletrénica. Analisando esses princfpios com cuidado, respeitando suas limitages, os leitores dotados de mais ima- ginacao poderao, inclusive, criar novas con- figuragdes, novos e interessantes aparelhos. © diodo semicondutor e 2 corrente alternada Uma corrente consiste num fluxo de cargas elétricas, ou seja, elétrons, que se deslocam num material condutor que, no nosso caso, & 0 fio de cobre ou aluminio das instalagSes. Essa corrente tem sentido de circulagdo que é determinado pelo ge- rador que a produz (figura 5). 55 Oe an Cu) Coote) Figura 5 No caso de uma pilha ou bateria, a cor- rente € forgada a circular sempre no mesmo sentido. Temos entiio 0 que denominamos de corrente continua. No caso dos gerado- res das usinas hidro-elétricas e que, portan- to, so ligados as redes de distribuiciio domiciliar, a corrente é “forgada”’ a circu- lar ora num sentido, ora noutro, ocorrendo inversées répidas um nimero considerdvel de vezes em cada segundo. Assim é a corrente alternada; o sentido de circulag3o da corrente fica constantemente inver- tendo-se. A corrente alternada que utiliza- mos tem uma freqiiéncia de 60 Hertz o que quer dizer que seu sentido de circulagao, em cada segundo, se dé 60 vezes num sen tido e 60 vezes em outro (figura 6). sentigo de 2 4 Representacdo de ume corrente alterna Vieoe == -— pire) sentiad do cirevieeso Figura 6 Isso significa que, ao ligarmos uma lam- pada incandescente na rede de distribuigao de energia (tanto em 110 como em 220 56 Volts) a corrente que circula pelo seu filamento se inverte de sentido 120 vezes em cada segundo; 60 vezes os elétrons se movimentam “para frente” e 60 vezes "pa- ra trés". Evidentemente, tanto no movi mento “para frente” como “para tras”, 08 elétrons “forgam” a passagem pelo seu filamento e a lampada acende. Os diodos semicondutores so dispositi- vos eletrénicos formados basicamente por uma jungao entre dois materiais semicon- dutores (figura 7) como o silfcio ou o ger y, ENo}oye} CATODO SIMBOLO DO DIODO Figura 7 m&nio dotados de impurezas que Ihes con- ferem propriedades bastante interessantes. Essas propriedades podem ser resumidas no seguinte. Se a corrente for “forgada” a circular no sentido denominado direto, ela conseguiré isso facilmente pois o diodo n&o lhe oferecerd oposigiio alguma. Entre- tanto, se a corrente for “forcada” a circular no sentido contrario, ou seja, no sentido inverso, 0 diodo the ofereceré uma séria oposiggo e ela no conseguiré passar. O diodo se comporta, pois, como uma “val- vula” para os elétrons, permitindo sua cir- culago apenas num sentido (figura 8). Em fungiio do comportamento elétrico do diodo e da corrente alternada, o leltor pode por sf sé concluir o que acontece quando um diodo € colocado no percurso de uma corrente alternada. Pois bem: se entre a lampada e a rede de alimentag3o de corrente alternada for intercalado um diodo, o que ocorreré? Revista Saber Eletrénica —p>lqKI— —_—_ - SENTIDO NORMAL DE CONDUGAO OTN Acer ORLY (ao Ha’ CONDUGAO) Figura 8 Nos instantes em que a corrente for “forcada” a circular no sentido direto, 0 dodo permitiré sua passagem sem oferecer uposigao alguma e ela chegara & mpada. Nos instantes em que a corrente for “for- gada” a circular no sentido inverso o diodo nao permitira sua passagem e ela n&o cir- culara pela lampada. Como os instantes em que a corrente nao circula correspondem & metade dos instantes em que 4 corrente circula, a lampada receberé energia duran- te apenas metade do tempo médio, ou seja, seu brilho sera menor. Assim, com 0. diodo no circuito, a lampada acende com brilho menor sem, entretanto, haver con- sumo extra de energia. Com isso, para obtermos luz normal, bastaré conectarmos a lampada diretamen- te & rede de alimentagdo, fazendo-se cir- cular a corrente sem passar pelo diodo e quando, quisermos britho reduzido, basta- r4 fazermos a corrente circular através do diodo. O interruptor usado permitird a conexao e retirada do diodo do circuito. As especificapSes de diodo E importante que, desde jé, 0 princi- piante se familiarize com as especificages dos diodos semicondutores. Esses compo- nentes so especificados em fungao de duas grandezas elétricas principais. A maxima tenséo a que podem ser sub- metidos polarizados no sentido inverso. Maio/76 Quando os diodos sao polarizados no sen- tido inversa, eles impedem a passagem da corrente, Ou seja, se comportam como cir- cuitos abertos, o que significa que toda tens3o disponivel na rede de alimentacdo aparece entre seus extremos (figura 9). O diodo deve, entao, “estar apto” a supor- tar essa tenso sem problemas. Como os 110 ou 220 V sdo valores médios da cor- rente alternada, j4 que os valores maximos so um pouco maiores, da ordem de 150 V para a rede de 110 V e da ordem de 300 V para a rede de 220 V, os diodos devem ser capazes de suportar essas tens6es ma mas ou de pico. Nos SemI-cicios INVERSos BEARECE TOY, SOBRE 0 OG Se Figura 8 Qs diodos usados para as redes de 110 Volts devem, portanto, ser especitica- dos para uma tensao inversa de, pelo me- nos 200 Volts, enquanto que os usados na rede de 220 Volts devem ser especificados para uma tensio minima de 400 Volts. A maxima corrente que pode circular no sentido direto. Quando a polarizacdo € no sentido direto, 0 diodo conduz in- tensamente de modo que 0 circuit recebe sua alimentago. Como mésmo assim o diodo néo 6 um condutor perféito, uma Pequena quantidade de calor pode ser ge- rada na sua juncao.e ele deve “estar apto”” a dissipar esse calor sem problemas. Existe, pois, uma limitago para a cor- rente méxima que pode passar por um diodo sem que ele “se queime”. Para o Nosso caso, escolhemos diodos para 1 Am- Pére e demos uma margem de seguranca 20 circuito, fazendo-o operar no maximo com uma corrente de 0,6 Ampire. 87 Os transistores de EFEITO DE A_TECNOLOGIA MOS (METAL-OXIDO-SEMICONDU. TOR) APLICADA AO TRANSISTOR DE EFEITO DE CAMPO PROPORCIONA INTERESSANTES PROPRIE- DADES ELETRICAS. PARA COMPREENDER MELHOR AUGER eC POL NAO SO O COMPORTAMENTO DESSES TRANSISTO: ioe em re See OO ee QUE NOS FACILITARAO A FORMACAO DE UMA IDEIA MAIS COMPLETA ACERCA DE S POSSIVEIS. APLICACOES. 1, FUNCIONAMENTO. A diferenga entre o transistor de efeito de campo de jungdo e © transistor de efeito de campo MOS esté no fato de que este ultimo tem um eletrodo de comporta que esté eletricamente isolade do cristal semicondutor por meio de uma delgada pe- Ifeula de 6xido. © conjunto metal-6xido-semicondutor é responsével pela denominagdo dada a es- te tipo de transistor de efeito de campo. A figura 1 representa uma seccdo de um transistor MOS. Duas zonas do tipo N marcadamente ‘‘dopadas" (N+) esto difundidas no interior do substrato do tipo P de modo a formar o eletrodo da fonte e o eletrodo’ de drenagem. O eletrodo metéli- co de comporta forma um capacitor com o substrato adjacente ou regigo do canal cujo dielétrico é a pelfcula de éxido. Se a comporta for submetida a uma tensio positiva em rela¢ao ao substrato, os elétrons deste sSo atrafdos até @ zona de separa- go entre o silicio e o didxido de silicio e as lacunas se afastar8o dessa regio, 0 que dara lugar 4 formagdo de uma capa de silicio tipo N (capa de inverséo) por baixo do dielétrico e entre a fonte e o dreno. Esta capa de inversio é denominada “canal N”. Se estabelecida uma tens%o fonte-dreno, circularé uma corrente |p por este canal. NOTA: Este artigo poders ser melhor compreendide pelo loitor ainda no familiarizado com os transistores de feito de campo apés a leitura do artigo “'Transistores de Efeito de Campo" publicado a0 nimero 45 (margo de 76) da Revista Elstrénica. 58 Revista Saber Eletronica A variagao da tensio Vac faz mudar a densidade de elétrons e, conseqiiente: mente, a resistencia do ee e deste modo a intensidade da corrente Ip. Sem dtvida, a diferenga do transistor de efeito de campo de jungdo em relap3o ao MOS € que a tensdo de comporta deste ultimo pode mudar de sina) sem que se produ- za uma corrente de comporta. =a leet | co Figura 1 2. TRANSISTORES MOS DE ENRIQUECIMENTO (NORMALMENTE BLOQUEA- DOS) E DE DEPLEXAO OU EMPOBRECIMENTO (NORMALMENTE CON- DUTORES}. © transistor de efeito de campo MOS antes descrito é um tipo de canal N enri quecido, ou seja, 0 ntimero de portadores de cargas méveis (elétrons) deve ser primei ramente aumentado (enriquecido) mediante a aplicagdo de uma tensdo de porta posi- tiva. N8o existe canal se a tensio de comporta é nula. Visto que uma tenséo de dre- nagem positiva faz com que a unido PN entre a zona de drenagem e © substrato fique bloqueada, nfio passard corrente entre a fonte e 0 dreno, exceto a corrente de fuga, enquanto a tensfio de comporta se mantiver nula, A tens8o Vgg para a qual comegara a passar certa corrente, devido a forma Bo de uma capa de inversio, € denominada tensio de estrangulamento Vp ou tenslo de umbral V7. A figura 3 mostra as caracteristicas de um tipo de enriquecimento. Figura 2 ‘Maio/76 59 © oposto do tipo enriquecido & 0 empobrecido ou de deplexdo, no qual existe sempre um canal de conducdo, inclusive sem tenso de comporta. Este efeito é pro- duzido pelos fons positivos iméveis que se encontram sempre na capa de dxido. Estes ions dio origem a uma capa de inversao tipo N no substrato do tipo P, inclusive pa- ra VGg = 0 de modo que se forma um canal (figura 2). Quando a tens%o de comporta se faz negativa, séo expulsos elétrons moveis do canal Ne a corrente de dreno decresce a zero. Se a tenséo de comporta ¢ positiva a densidade de elétrons e conseqientemente a corrente de drenagem aumenta de novo como no tipo de enriquecimento. Isto significa que um transistor MOS pode ser usa- do de ambos os modos: enriquecimento ou deplexéo (figura 3b). Em contrapartida, Figura 3 © transistor de efeito de campo de jungio se emprega geralmente no modo de deple- xo devido a que o trabalho do tipo enriquecido provoca uma polarizagdo direta ro diodo comporta-canal. Por isso é melhor distinguir ambos os modos de operacdo mediante as denomi- nagées “normalmente condutor” e “normalmente bloqueado”, Estas denominagées significam o seguinte: —Normalmente Condutor: circula uma corrente apreciével de drenagem para Ves = — Normalmente Bloqueado: praticamente no circula corrente de drenagem para Vas = A principal vantagem desta classificaclo dos transistores de efeito de campo MOS consiste em que ela se baseia numa propriedade das caracteristicas elétricas do cort- ponente e nio num proceso fisico de construgdo pelo qual o usuario no esté dire- tamente interessado e que tenha de ser traduzido em termos de funcionamento elétrico. 60 Revista Saber Eletranica Dai se deduz que o transistor de efeito de campo de jungio seja um tipo “nor- malmente condutor” (figura 3c}. Nos tipos normalmente bloqueados, 0 potencial de operagdo da comporta se en- contra entre os potenciais da fonte e do dreno, 0 que também acorre com os tran- sistores bipolares nos quais 0 potencial de base 6 intermedidrio entre o potencial de emissor e de coletor. Nos tipos normalmente condutores, pelo contrério, o potencial de comporta se encontra fora dos niveis de potenciais da fonte e do dreno, podendo- se abter uma polarizagdo “automatica” de comporta com a ajuda de um resistor no terminal da fonte. 3. TRANSISTORES MOS DE CANAL P E DE CANAL N. No transistor MOS do tipo P, a “‘dopagem’’ das diferentes partes é contraria ao indicado na figura 1 e os sinais das correntes @ das tensdes so trocadas de acordo com elas. Existem 4 tipos possiveis de transistores MOS, conforme mostra a figura 4. Erna ae cerns atmente Ereredgs roameee Figura 4 A seta assinala o terminal do substrato e indica o sentido de passagem da cor- rente com polariza¢éo direta na jun¢do PN. Nos simbolos dos transistores MOS, o ter- minal de comporta esté situado assimetricamente em relacdo ao terminal de fonte pa- ra melhor se distinguir 0 dreno e a fonte. Os simbolos utilizados para estes dispositivos devem permitir uma diferenciacao entre os tipos normalmente condutores e os tipos normaimente bloqueados. Na con- vengdo aqui utilizada, representa-se com uma linha grossa cont{nua © canal dos tipos normalmente condutores e com uma linha grossa interrompida os do tipo normalmen- te bloqueados. 4. TENSAO DE ESTRANGULAMENTO (“PINCH-OFF VOLTAGE”) A tensiio de estrangulamento V, depende, em grande parte, de: carga fixada no xido, estado de superficie de separaco entre o didxido de silicio e do gréu de “do- Maio 76 61 pagem” do substrato. Um controle apropriado dos efeitos da separag3o entre o diéxi- do de silicio e © silicio é essencial para se obter uma tensfio de estrangulamento re- produzivel com suficiente independéncia da temperatura e do envelhecimento. Isso s6 pode ser obtido com 0 emprego de um proceso tecnolégico perfeito. Como nos transistores de efeito de campo de jun¢do, a tensdo de estrangulamen: to € a tensio comporta-fonte para a qual se anula a corrente de dreno. A tensdo Vp sera colocada, portanto, ao pé da caracter(stica Ip x Vgg. E também a tensao para a qual a capa de inversio comega a se formar na zona do canal. Existem trés fatores, além da tensio de comporta, que controlam este processo (figuras 5 e 6): — As cargas na pelicula de didxido de silicio (Vox); — As cargas dos atomos de impurezas ionizados nas zonas desérticas que nao con- tém portadores de carga méveis, entre a capa de inversdo e 0 substrato neutro (Vdc); — Centros de captura na superficie de separagdo éxido de silicio capta portadores méveis de carga - (Vtrap). cio que Esses fatores podem ser representados pelas tensdes comporta-fonte equivalentes indicadas por Vox, Vdc @ Vtrap- Estas tensdes dao lugar a um deslocamento horizon: tal da caracteristica |) x VGS cujo pé situado a VGs = 0. Para compreender estes efeitos, examinemos o transistor MOS de canal N, nor- malmente condutor que se representa na figura 5. As cargas positivas na capa de 6xi- Pee) Sore Figura 5 do de silfcio podem dar lugar a um canal de inverséo do tipo N no silicio do tipo P e, conseqiientemente, a uma corrente 1p. Deste modo, a caracteristica Ip x VGS se desloca em diregao & esquerda de uma distancia Vox. A tensio Vdc influi de modo contrério: representa a tensdo necessdria para in- verter o silfcio do tipo P em N na superficie na auséncia da pelicula de dxido e cen. tros de captura. Para esta inversio, as lacunas originalmente presentes na superficie devem ser expulsas dela; as cargas nos Stomos aceptores fixos apareceréo agora como carga espacial negativa. Para alcangar 0 equilfbrio, a carga espacial deve ser compensada com uma targa positiva de igual valor na comporta, ou seja, deve-se aplicar uma tensio positiva Vdc antes que possa circular a corrente de dreno. A curva Iq x Vgg se deslocaré assim de uma distincia Vdc para a direita. Quanto maior for a carga do aceptor, maior se- 62 Revista Saber Eletrénica 4 © deslocamento. Com um gréu de dopagem do substrato suficientemente elevado se consegue um canal N normalmente bloqueado (Vp > 0). Sem divida, a transcon- dutancia diminui quando se aumenta a “‘dopagem”, o que deve ser observado. Os centros de captura séo imperfeigdes do cristal que podem captar portadores de cargas méveis. A corrente de dreno s6 pode comegar a circular quando todos os centros de captura esto ocupados. Partanto, com um canal N, a tenso Vtrap da ori- gem a um deslocamento da caracter(stica para a direita. Se considerarmos a mesma situagdo num transistor MOS de canal P (figura 6) Figura 6 veremos que, quando a pelicula de éxido estd carregada positivamente, os trés fatores Vox, Vac @ Virap atuam no mesmo sentido, em oposigo a corrente de dreno e dio como resultado um dispositive do tipo P normalmente bloqueado. 5. CARACTERISTICAS A caracter(stica Ip x Vpg dos transistores MOS néo difere basicamente das dos transistores de efeito de campo de juncdo. A figura 3 representa a caracteristica tipi- ca de um transistor MOS. Do mesmo modo que nos transistores de efeito de campo de jungio, a corrente de dreno aumenta linearmente com o aumento da tens&o fonte- dreno a partir de Vpg = 0 e a pendente deste aumento 6 maior se a tensio de com- porta for mais elevada dado que a capa de inversdo é entSo mais espessa e, por conse- guinte, a resisténcia do canal mais baixa. Devido & queda de tenstio na extensio do canal originada pela corrente de dreno, o canal se faz cada vez mais fino na parte do dreno & medida que a corrente de dreno aumenta. Assim, o aumento de Ip em fun- go de Vpg se faz progressivamente menor até que se alcanca uma sec¢fo de canal mi- nima para a tensio Vps(p) = VGS - Vp.ou para VDG = - Vp. Semelhantemente aos transistores de efeito de campo de jungao, este fendmeno se conhece pelo nome de estrangulamento (“pinch-off”). Na zona de estrangulamento, a corrente de dreno nao aumenta apreciévelmente com Vps, para V@g constante. Na figura 7 temos a representagao das condigdes da zona de estrangulamento, podendo-se observar uma capa de vazio (zona desértica) en- tre a regido de difus’o do dreno e o substrato. A parte da tensdo de fonte-dreno aci- ma do valor VpS(p) cai através desta capa de vazio, enquanto que a queda de tensdo através do canal se mantém aproximadamente igual a Vpg(p). Os elétrons que che- gam & esquerda da capa de vazio so transportados & zona de dreno pelo campo elé- trico desta capa de vazio. Maio/76 63 Figura 7 Visto que © canal se faz algo mais curto a medida que cresce a capa de vazio, a resisténcia do canal diminui ligeiramente, a corrente na zona de estrangulamento aumentaré também um pouco. Quanto menor for a mudanca relativa no comprimen- 1o do canal, mais plana serd a caracter{stica e, portanto, maior a resisténcia de safda do transistor. Com ajuda de certo numero de hipéteses simplificadoras, a corrente de dreno nas ditas condi¢gées seré dada por: 8 (Vgg - Vp)? 4) 1 IDb=— 2 De onde: Ww B= ws . Cox - — (2) = Hs = mobilidade superficial dos portadores de carga no canal Cox = € - €0/g = capacitancia da capa de dxido por unidade de drea (d = espessu- ra da capa de 6xido, conforme a figura 7) W = largura do canal (para um Angulo reto em relagSo ao plano do papel na figura 7). L = Comprimento do canal, o qual depende ligeiramente da tensfo dreno-fonte. A mobilidade superficial us é s6 uma quarta parte da mobilidade volumétrica uy que determina o comportamento dos transistores de efeito de campo de juncio. Do mesmo modo que neles, a rela¢do W/L deve ser a maior poss(vel de modo a se obter uma condutancia elevada. A relagdo quadratica entre a tensfo de controle e a corrente de dreno (equacao 1) constitui uma boa aproximac3o com relacdo ao comportamento real do transistor MOS, nao se cometendo um erro maior do que 10:1 do valor de Jp. Para correntes elevadas, se produzem erros devido a resisténcia dos condutores, enquanto que as car- gas da superffcie e a espessura do canal comegam a influir nas correntes baixas. 64 Revista Saber Eletrénica Para os transistores MOS normalmente condutores, a equagéo (1) se escreve do seguinte modo: Vos Ip = Ipss (1 - ——? ... ~ (3) Vp De onde: 1 Ipss A BV . . (4) Ipss € a corrente de curto-circuito fonte-dreno para VGg = 0. 6 CARACTERISTICA CAPACITANCIA-TENSAO As propriedades estaticas e dindmicas dos transistores MOS esto determinadas em grande parte pela “capacitancia MOS” entre a porta e 0 silicio. Esta capaciténcia depende da tensio comporta-substrato e a determinagzio da curva desta relagdo, a cur- va C x VMOS, proporciona informagio importante sobre as propriedades da superficie de separagdo ‘entre o silfcio e o éxido. Esta informago se refere 4 condutividade do silicio na regio do canal, das cargas da superficie e dos centros de captura. A middo se faz uma medida baseada no anteriormente dito, nos transistores MOS, para determinar a capaciténcia de curto-circuito da comporta-fonte, Cgs, em fung&o de VGs. Esta medida, realizada com a fonte e o dreno conectados, fropor- ciona a caracter(stica capacitancia-tensdo, sendo mostrada na figura 8 a curva C x V. Figura 8 Para valores altamente negativos da tens&o de porta Vg, existe um excesso de la- cunas na superficie do silfcio, junto ao limite do éxido e & gs vem determinada prin- cipalmente pela capacitancia do 6xido Cox, ou seja, pela cSnstante dielétrica e pela espessura da capa de 6xido. Quando a tensdo de comporta se faz menos negativa se alcanca um ponto em que a carga positiva do éxido fica compensada pela tenso ne- gativa aplicada e a concentrag3o de lacunas na superf{cie passa a ser igual 4 concen: trag&io no interior. Se a tensio de comporta segue aumentando, forma-se uma capa de vazio com menos lacunas na superficie do éxido (figura 5) e isto atua como um ca- pacitor Cdc, em série com Cox. O valor resultante de Cyss segue diminuindo até que alcanga um valor de Vg para o qual comeca a formar-se na superficie do silicio um canal de inverséo do tipo N. Maiol76 65 Este canal N conecta as zonas da fonte e do dreno, ou seja, a Capacitancia Cd tem agora um canal de condug3o conectado em paralelo, Se a tensio de comporta aumenta mais, esta resisténcia em paralelo diminui progressivamente, de modo que, capacitancia Cgss aumenta de novo até o valor Cox @ Cc ficara finalmente curto-cir cuitada. Se existirem outros centros de captura, eles retardarfo a formagzio de um canal N j& que ter8o que chegar primeiro com elétrons. A capaciténcia Cyss pode aumentar de novo, como se indica pela linha tracefada da figura 8. No ponto no qual a linha tracejada comeca a subir, a tensio de comporta é igual & tensdo de estrangulamento Vp. Ao se determinar a curva C x V da figura 8, foi levado em conta que as cargas positives na pelicula de dxido comegam a formar o canal inclusive para uma tensdo de comporta negativa (veja a figura 5). 7.0 SUBSTRATO COMO ELETRODO DE CONTROLE A corrente de dreno pode ser controlada também por meio do terminal de subs- trato b, se ele esté separado dos demais. A figura 9 mostra a caracteristica [p x VGS Figura 9 Para © transistor MOS de canal N normalmente condutor BFA29. Este transistor tem dois eletrodos de controle, a porta e o substrato, que podem ser empregados na mul: tiplicago de dois sinais, por exemplo, em etapas misturadoras, em aplicagdes analdgi- cas, etc. Sem duvida, devemos lembrar que, quando o substrato 6 utilizado como eletro- do de controle, ele atua como comporta de jun¢So. O substrato e o canal estao se- parados por uma capa de vazio (figura 5). Isto tem por resultado que a resisténcia de entrada entre © substrato e a fonte seja menor que entre a porta isolada e a fonte. 8, ESTRUTURA DOS TRANSISTORES MOS 8.1. Solapado do eletrodo de comporta Nos tipos normalmente bloqueados, 0 eletrodo de comporta deve solapar as z0- nas da fonte e do dreno, pois, pelo contrério, existiriam zonas nos extremos da fonte e do dreno do canal nas quais nao seria possivel induzir uma capa de inversfo. O so. lapado conduz as capacitancias parasitas relativamente elevadas se a pelicula de éxida abaixo das partes solapadas da porta n&o séo muito mais grossas que a que estd aci 66 Revista Saber EletrOnica ma do canal. Um método para se obter um solapado sem capacitancias elevadas se descreve mais adiante. 8.2. Estrutura de um transistor MOS do tipo empobrecido As cargas positivas na capa de éxido de um transistor MOS de empobrecimento criam um canal condutor inclusive para uma tensSo porta-fonte igual a zero. A fim de se evitar a presenca de canais parasites em paralelo com a canal desejado, é neces- sdrio fazer uma estrutura fechada, por exemplo, rodeando totalmente a superffcie do dreno pela comporta. ‘As capacitancias parasitas e, em espacial, a capaciténcia de realimentacéio, devem ser as menores poss(veis de modo que um funcionamento étimo seja obtido tanto na amplificag3o de sinais de alta-freqiiéncia como em comutagao. A capacitancia de com- porta esté determinada materialmente pela drea de metalizagéo da comporta é pela espessura do 6xido. Para uma alta transcondutincia, ou uma baixa resisténcia em estado de condu- 30, 6 necessdrio que o 6xido na parte superior do canal seja o mais fino possivel {uns 0,2 1). Nos primeiros transistores MOS esta capa fina de 6xido estava também acima das zonas da fonte e do dreno préximas ao canal, Devido as tolerancias no ali- nhamento da méseara ocorre com freqiiéncia que uma parte da metalizagdo da com- porta se estenda para acima da zona da fonte e do dreno, o que dé ugar ao apareci- mento de elevadas capacitancias de entrada ou de realimentacao, Nos transistores MOS atuais este problema foi superado mediante uma técnica especial de difusdo que permite a formacio de uma capa de éxido muito mais grossa por baixo das partes solapadas pelo eletrodo de comporta (figura 10). Figura 10 As extensdes finas das regides da fonte e do dreno se obtém por difusio a par- tir de uma capa de 6xido grossa dopada na qual se tenha aberto previamente uma pequena janela. Depois se faz crescer uma fina capa de 6xido (0,2 1) nesta janela de modo que se forme o 6xido da comporta propriamente dito e se adapte perfeitamen- te a0 préprio canal. As tolerancias devidas ao alinhamento da mascara de metalizacio sfo muito pouco criticas neste caso, 8.3. Transistores MOS com duas comportas (tetrodo MOS) Para as aplicagdes em VHF e UHF, a capaciténcia de realimentagaio de um trio- do MOS ¢ demasiado elevada (em torno de 0,5 pF). Podem ser obtidos valores muito mais baixos (de uns 0,02 pF) se for acrescentado um segundo eletrodo de comporta, © qual pode ser entio empregado para o controfe automatico de ganho. A estrutura de um transistor MOS deste tipo é dada na figura 11a. Maio/76 @ Figura 11 Se a comporta g2 esté conectada & massa, para altas freqiiéncias, a realimentagao entre o dreno e a porta g1 se torna extremat baixa, visto que a resisténcia de carga do dreno dos transistores MOS mais baixa ¢ igual @ transcondutancia dos tran- sistores MOS mais alto (veja figura 11b). Assim a modulagéo da tensio do dreno-fon- te dos transistores MOS é relativamente pequena. O transistor MOS BSF28 tem as seguintes caracter(sticas para Lp = 10 mA: © 13 ma-t 25 pF t(picos 20 12-1 tipicos — admitancia de transferéncia para f = 1 kHz ... — capacitancla de realimentacio (CpG) — condutaéncia de safda para f = 1 kHz transistor tetrodo MOS tem pouco rufdo de alta fregiiéncia, escassa modulago cruzada e reduzida intermodulacéo. 8.4. Circuito integrado com um transistor MOS e um transistor bipolar Se obtém um circuito com propriedades muito interessantes se for combinado um transistor MOS com um transistor bipolar. O circuito integrado TAA 320 consta de um transistor MOS, de um transistor bipolar e um resistor. A figura 12 representa Figura 12 uma seccao esquematizada através do cristal. A tensio nos extremos do rasistor serve para a polarizagdo do transistor bipolar. * Adaptagdo do Caderno Técnico FAPESA — 20-8-74 — Argentina (Gentileza do Se- tor de Documentag&o e Divulgacio da IBRAPE). “ cd Revinte Saber Eletrdnice APLICACOES PRATICAS PARA OS AMPLUFICADORES NEWTON C. BRAGA Simples @ Duplo Comparador de Tenséo HA710 @ pA711 0 circuito integrado monolftico «A710 (figura 1) consiste num comparador de ‘tensa diferencial de alta velocidade pro- jetado especialmente para aplicacdes que exijam alta precisio € tempos muito répi- dos de resposta. Dentre suas possiveis aplicagdes podemos citar: disparadores Schmitt, de excursio varidvel; discriminadores de largura de im- pulsos; comparadores de tensfio de alta veloci jeitores de memérias magnéticas ou ait receptores imunes a rufdos de linha, & importante observar que sua safda & compativel com a maioria dos tipos de légica digital (figura 2). © circuito integrado 2A711 consiste num duplo comparador de tenséo forma: do por duas secgdes idénticas a0 1 A710, 6 que permite diversas aplicagdes impor- Figura 1 Malo/76 operacionals © IINVOLUCROS DO fA7IO E MATT Figura 2 tantes. Pela interligacdo de ambas é pos- sfvel_excitar ou inibir o funcionamento do circuito e eventualmente limitar a ten- sSo de safda num nfvel alto (“HI”). Para uma tenséo de alimentacio de +12 @ -6 Volts, so as seguintes as suas Ccaracterfsticas elétricas: Gama de variacio da tensio de entrada. Ganho de tensBo.. Tempo de resposta .. Tempo de recuperagao depois da aplicaglo de um sinal 5-0-5 V 1500 40 ns de controle... 12 ns Impedancia de safda 200 Ohms Nivel de safda positivo 45V Nivel de safda negativo O5V Dissipago de poténcia: invélucro metético 600 mW invélucro pléstico, 670 mW - CIRCUITO 1 Tanto 0 1A710 como o 4A711 pos- suem equivalentes que podem ser encon- trados‘com as mais diversas denominagées, dependendo da procedéncia e do fabrican- :e. Damos a seguir alguns exemplos: A710 — LM710, 710, 5710, MC1710, NE5710, PAA7710, SN52710. wA711 — LM711, 711, 5711, MC1711, NE5711, PAA7711, SN52711. A séguir, damos alguns exemplos de aplicagées profissionais para estes circuitos integrados. CIRCUITO 1 Detector de Nivel de Tensio © primeiro circuito consiste num de- tector de nfvel de tensdo, aparecendo ao 70 lado do diagrama a sua curva de resposta que pode ser analisada da seguinte manei- ra; com uma tensto de referéncia de 5 Volts, a tenséo de safdaseré de 3,1 Volts Positivos, para tensdes de entrada inferio- res & de referéncia e de 0,5 Volts negativos para tensdes de entrada superiores & de referéncia; em outras palavras, o circuito “comuta” de um nivel “HI” de saida de 3,1 V para um nivel baixo (“LO”) de =0,5 V quando a tensio de entrada supe- re o nivel de 5 Volts. CIRCUITO 2 Detector de nivel de tensdio com histerése Neste circuito, a tens’o em que ocorre a comutac3o do nivel “LO” para o nfvel "HI" n&o 6 a mesma que a tenséo em que corre a comuta¢ao do nivel “HI’’ para o nivel “LO”. ciRcUITo 2 Revista Saber Eletrénica Os valores para a tensdo de entrada e de saida sao iguais a0 do diagrama anterior. A utilizagao deste circuito 6 recomendada em lugar do primeiro quando se defronta com um elevado nivel de ruido. CIRCUITO 3 nela” ou Detector de Dupla Limitagao Esta configuragdo pode ser usada na leitura de memérias magnéticas utilizando um tinico A711 ou ainda dois 1 A710. Este circuito permite a deteccSo do es- tado de niicleos magnéticos dando um si- Nal correspondente de safda. A tensio de Mato/76 CIRCUITO 3 saida é de 0,5 V negativos para tensoes de entrada compreendidas entre -20 mV e +20 mV. Para valores fora deste intervalo, @ tensio de saida é de 3,1 Voits. Em outras palavras, este circuito detecta apenas uma “‘janela” da gama de tensbes de entrada, dai sua denominacao. Referéncias: — Manual de Circuitos Integrados Linea- tes — Fairchild — Aplicaciones de los Circuitos Integrados Lineales - Zamora — Handbook of Integrated Circuits — B.B. Babani x n ATENDENDO A INUMEROS PEDIDOS, RECEBIDOS ATRAVES DE CARTAS, TELEGRAMAS E TELEFONEMAS, ESTAMOS REEDITANDO, EXCEPCIONALMENTE, ‘A 18 LIGAO DO CURSO DE ELETRONICA EM INSTRUGAO PROGRANADA, PUBLIGADA NA EDIGAO NO 46 (ABRIL/76) ce eS FLETRONICA APRESENTAGAO Amigo leitor: a0 acompanhar este Curso de Eletronica, ministrado pelo método da Instrugio Programada, vocé participa de uma experiéncia inédita em nosso Pais. Pela primeira vez, nas paginas de uma revista técnica, os fundamentos de uma ciéncia da maior importancia, como é a Eletrénica, so levados ao |eitor utilizando-se uma das mais modernas e controvertidas conquistas da metodologia cient/fica. Os resultados atingidos pelo leitor na aquisicéo de conhecimentos basicos de eletrdnica, quando do acompanhamento deste Curso, n’o dependerdo somente da maneira como exporemos a matéria e dos recursos auxiliares de que faremos uso mas, também, evidentemente, dos préprios esfargos do leitor, no sentido de haver uma perfeita integrac3o com a metodologia empregada. Tudo faremos para que nossos objetivos sejam atingidos. Procuraremos, no decorrer dos préximos nuimeros de nossa Revista, transmitir uma certa quantidade de informagées fundamentais sobre a eletronica de modo a permitir uma iniciagéo ica nesta ciéncia. Nossos recursos adicionais consistirao em montagens prati cas utilizando material disponivel em ‘kits’ que ter3o por finalidade um refor- co da parte pratica de nossos ensinamentos. Se bem que a técnica do ensino programado ainda seja assunto bastante con- trovertido, em fase experimental, em algumas éreas os resultados obtidos com seu emprego séo bastante positivos, o que justifica, perfeitamente, nossa escolha por essa metodologia. Nao se trata simplesmente em estar na frente em matéria de ensino, mas sim uma questéo de percebermos o que é melhor para o nosso ieitor. Somente a Instrugdo Programada permite a utilizagio de um programa baésico quando a clientela é heterogénea. E o que ocorre em nosso caso. Nossos alunos terdo todos os graus de preparo e isso nao influiré no acompanhamento de nossas licdes. Todos terSo 0 mesmo aproveitamento; todos poderZio desfrutar das inumeras vantagens que um conhecimento fundamental da eletronica pode resultar profissionalmente, em termos de satisfac3o pessoal ou por passatempo. 1, COMO ACOMPANHAR O CURSO Num Curso em Instrucio Programada as informe- es ou conhecimentos que devem ser transmitidos a0 alunos sto dadas numa série de etapas ou quadros que sio dispostos em grau crescente de dificuldade e de complexidade. A maneira como so levadas a0 aluno exigem dele uma_participaggo participacio ativa ativa, isto 6, durante todo o processo de aprendiza- do, 0 aluno € obrigado a realizar certas tarefas que podem consistir na resolugso de problemas, testes ou, ainda, seguir uma orientacdo no sentido de se dirigir a quadros ou etapas de reforgo, resu- mo ou avaliaciio. Essa participac3o constante do aluno e o proces- so de avaliagao do aprendizado no final de cada eta- pa, impede a passagem de um quadro para outro sem haver a completa assimilaco dos conceitos que devem ser assimilados. Nao se passa de um assunto ‘a outro sem que o anterior seja perfeitamente en- tendido. Com isso conseguimos que: os alunos que tiverem mais facilidade em a- preender os conceitos ensinados, avancarao mais de- pressa em cada ligS0; — 08 alunos que tiverem mais dificuldade na assi- milago dos ensinamentos terZo um refor¢o maior no sentido de obter 0 mesmo grau de aprendizado, pois serio forgados a voltar aos pontos de defi ciéncias, tantas vezes quantas forem necessdrias. Para acompanhar © curso, 0 aluno deverd, por- tanto, se enquadrar perfeitamente em seu sistema. Para isso séo as seguintes as orientagdes que devem ser seguidas. — Leia sempre em seqiiéncia as licbes e obedeca, rigorosamente, todas as instrucdes que forem dadas em seu desenvolvimento, Quando for convidado a retroceder a um quadro, por ter errado uma ques- to, faca-0, pois a resposta inadequada indica que © conceita abordado no quadro em quest&o nao foi assimilado convenientemente. Se vocé seguir ém frente, sem conhecer esse conceito, seré bem pro- vavel que: dificuldades maiores em ligées posterio: res venham a acontecer e, como 0 Curso é progres- sivo, essas dificuldades se acumulam até chegar 0 momento que nao sera possivel qualquer avanco posterior. O aluno nao entenderd mais nada e aca- baré por desistir, 0 que n&o queremos que isso aconteca! tarefas Orientacoes ler em seqiiéncia CURSO DE ELETRONICA — AS respostas as questées de avaliagdo serio dadas na coluna da direita. Sera conveniente que, ao estudar, 0 aluno cubra com um cartao ou folha Cubra a coluna da de papel esta coluna (figura 1) consultando-a apenas direita quando necessirio, ou Seja, para saber as respostas das perguntes ou’ quando for convidado a isso. Figura — Nos quadros correspondentes & teoria, na co- luna da direita, teremos palavras-chave ou frases- Palavras e frases-chave chave que salientardo pontos de maior importancia da teoria ensinada. Essas palavras ou frases devem ser observadas quando o leitor revisar as licdes servindo, iembém, para facilitar a localizago dos diversos pontos do Curso. RESUMINDO O PRIMEIRO QUADRO — na Instrugdo Programada os assuntos so ensinados por pequenas etapas ou qua: dros em ordem erescente de dificuldade © complexidade; © aluno deve participar ativamente de todas as tarefas se quiser assimilar os conhecimentos ensinados, devendo, por tanto, se enquadrar perfeitamente no sistema; para isso, deve ler em seqliéncia, reali- zando todas as tarefas que for obrigado. Podemos, de imediato, verificar se o aluno en- avaliacdo tendeu as instrugdes do primeiro quadro. Na ques- to dada a seguir encontramos alternativas, das quais apenas uma é correta. Apds ler a questio e as alternativas com 0 maximo de atengdo, assinale aquela que julgar correta. A resposta certa estaré na coluna da direita. Avaliagio 1 Na Instrugdo Programada, a informagio ¢ transmitida em doses reguladss, onde um ou mais conceitos séo analisados de cada vez. Num Curso em Instrucéo Programada, 0 aluno deve (assinale a alternativa corretal: a) Ler toda a teoria, ou seja, todos os quadros do curso para depois responder 0 questionério. b) Ler a teoria a medida que for sendo dada # responder © questionério somente quando for solicitado, diri- gindo-se aos pontos indicados. ¢} Responder todo 0 questionario antes de ler a teoria, d) Estudar apenas os quadros correspondentes a assuntos desconhecidos e depois responder as perguntas corres: Pondentes. Resposta correta: b Va a0 quadro soguinte. Se vocé respondeu corretamente & pergunta anterior, pas- se para a seguinte, Caso contrério, volte ao inicio do quadro 1 e estude-o novamente. Leia com mais atencao, procurando entender e ndo decorar os ensinamentos. Avaliagio 2 Num Curso em Instrucio Programads, 08 assuntos so abor- dados em ordem crescente de dificuldade e complexidade. Podemos entéo concluir que (assinale @ alternativa corretal: a) Cada etapa no tem rela¢o com a anterior, b) Se 0 aluno ‘er a iltima etapa de cada li¢do terd o mes- mo assunto da primeira apenas exposto de modo mais complexo. ¢) Cada etapa depende da anterior, apesar de ser pouco mais complexa, estando todas numa seqliéncia logica 4) Cada pergunta do questionério € sempre mais dificil do que a anterior. Resposta correta: ¢ Passe para 0 quadro segui Se vocé respondeu corretamente esta pergunta pode pas- sar para 8 préxima, Caso contrério vocé ainda nda entendeu bem a finalidade da Instrug&o Programada, Leia novamente © quadro 1 e volte a responder 8 questio de avaliacéo 2. Em soguida, passe para a questo de avaliag8o 3. Avaliagéo 3 Gonsiderando que a Instru¢éo Programada obedece a uma metodologia cientifica, podemos dizer que (assinale a alter- native corretal: a) A Instrugéo Programada fornece sempre resultados exatos, ¢ infalivel, ndo dependendo para o aprendizado dos esforcos do aluno. b} A Instrugo Programada tem muitas falhas que nfo podem ser previstas @, portanto, ndo é um bom meio para se transmitir informagbes. ¢) A Instrugo Programada permite que determinada quantidade de informagdes soja transmitida eficiente- mente desde que se disponha a recebé-la enquadrando- Se perfeitemente no seu método, d) A Instrugio Programada se adapta a qualquer tipo de ensino, ndo dependendo do, aluno ou da metodologia pera se obter bons resultados finais. Resposta: ¢ Va a0 quadro seguinte. Se esta questo e as anteriores foram respondidas correts- mente, @ porque vocé esta indo muito bem. Ja podemos di- zer que sabe qual é @ finalidade da Instru¢éo Programade @ como ela funciona. Apés a Ultima questo que seré dada a seguir, poderemos, finalmente, iniciar 2 aplicago deste método para chegarmos aos objetivos que nos propomos: um Qurso Basico de Eletronica, Se, entretanto, sua resposta foi incorreta, sugerimos que uma nova lida no Item 1 seja feita, Se tiver ainda dificuldade pega a alguém que Ihe dé explicagdes a respeito. Avaliagio 4 ‘Apés algumas considerag62s sobre a Instrugio Programada, podemos finalmente concluir que (assinele a alternativa cor- rete): CURSO DE ELETRONICA a) A Instrugdo Programada é projetada com a finalidade de se transmitir informacdes de maneira mais facil possivel, 0 que quer dizer que vocd pode usé-la como bem entender. b) Voc deve sempre seguir & risca as instrupBes dadas em cada quadro no sentido de realizar as tarefas, res- ponder as questdes, pois deste modo haveré uma grantia que vocé sempre passaré a0 Item sequinte depois de entender o anterior. ¢) Vocé no precisa consultar as respostas nem ler os esumos, mesmo que néo tenha certeza, porque have- 18 uma garantia de que no quadro seguinte voce Resposta: b voeé sempre teré uma explica¢go para o que deseja, Va a0 quadro seguinte. Se esta dltima questo de avaliagdo foi respondida cor- retamente, vocd esté em condicdes de iniciar nosso Curso. Caso contrério, uma nova leitura do item 1 sera necessari Para facilitar a assimilago dos conceitos sugerimos que, & medida que vocé for lendo os quadros, vé anotando, nu- ma folha de papel, oS pontos ou palavras que julgar mais importantes. Isso poderd ajudé-lo bastante na compreenséo da teoria. Estude em local tranqililo, bem arejado e bem iluminado. Como dissemos, as ligdes so elaboradas de forma a que qualquer leitor, seja qual for seu nivel de instrugo bésica, possa acompanhar, entender e aprender; para isso & apenas necessério dedicar a maior atenedo e seguir rigorosamente as instrugBes dadas até este ponto. EM FUNGAO DA METODOLOGIA APLICADA NESTE CURSO NAO PRESTAREMOS INFORMAGOES REFERENTE ‘A MATE- RIA DADA. COM ISSO VISAMOS UNICA E EXCLUSIVAMENTE UMA MAIOR APLICACAO DO ALUNO. 2. ELETRICIDADE NATURAL E ELETRICIDADE AR- TIFICIAL, Costumamos pensar em eletricidade toda vez que olhamos para objetos como postes, fios, aparethos de rédio, pithes, exc. Na verdade, esses dbjetos nos lembram eletricidade ndo porque somente eles realmente possam manifestar fendme- nos elétricos, mas sim porque eles esto ligados a um tipo de eletricidade todo especial, a eletricidade que normalmente usamos, a eletricidade produzida e utilizada pelo homem. Ao lado desta eletricidade produzida pelo homem, existe, entretanto, a eletricidade natural que pode aparecer em qualquer corpo sob as mais diversas condicées. E ldgico que as manifestagbes da eletricidade natural so bem dife rentes das manifestagties da eletricidade produzida pelo ho- mem, se bem ue ambgs tenham a mesma natureza, isto 6, sejam feitas da mesma espécie de “coisa”. Assim, deveros distinguir 2 eletricidade natural que & 2 eletricidade que pode aparecer naturalmente em qualquer corpo em determinadas condicées, da eletricidade artificial que é a produzida pelo homem e que exige corpos especiais para ser transmitide, scumulada ou produziday Como exemplo de eletricidade natural temos raio, ou, ‘ainda, 0 crepitar de uma blusa de nylon quando a retiramos do corpo devido a eletricidade acumulada em suas fibras. Como exemplo de cletricidade artificial temos a produ- Zida pelas pilhas que podem acender uma limpada ou fazer tocar um rédio-receptor, eletricidade artificial vletricidade natural CURSO DE ELETRONICA RESUMINDO 0 QUADRO 2 = Existem duas espécies de eletricidade: a eletricidade natural eletricidade artificial. — A eletricidade art ial € a produzida pelo homem; @ @ que usamos em nossos aparelhos estando asso- ciada a fios, pithas, tomadas, lampadas, ete. — A eletricidade natural € 2 que pode manifestar-se naturalmente em qualquer corpo; como exemplo de sua manifesta¢o temos o raio, o crepitar de uma bluse de nylon. Apés o resumo, se 0 leitor julgar que entendev bem a matéria exposta, pode passar para as questées de avaliacio. Va a questo de Avaliagfo 5. Avaliagio 5 Considerando que @ eletricidade esté em toda parte, ou seja, que néo ha limitacZo para as maneiras e corpos onde la se manifestar, podemos concluir que (assinale a alterna~ tiva correta): a) © homem gera tamanha quantidade de eletricidade que ela se encontra espalhada em todos 0s corpos. b) Toda a eletricidade que existe na Terra, inclusive @ que usamos, é de origem natural. ¢) Existe, na Terra, a eletricidade natural, mas a eletri- cidade que usamos & de origem art 4) Sendo tods @ eletricidade natural, toda eletricidade que Usamos também é natural, porque © homem no pode Resposta: ¢ produzt-la. : Va ao quadro seguinte, Se sua resposta foi correta passe para a questo seguinte, Caso contrério, ler novamente 0 Quadro 2. Preste atengéo pa distinggo dada aos dois tipos de eletricidade existente © em que condigdes se manifestam, ee Avaliagio 6 Sabernos que temos dois tipos de eletricidade quanto a ori- gem. Em qual des condigdes citadas abaixo, o$ dois tipos de eletricidade pode se manifestar? {Assinale a alternative correta): 2) Qualquer corpo pode manifestar fendmenos elétricos. b) A eletricidade se manifeste somente em corpos que tenham estrutura que concorde com a natureza da tricidade como fios, tomadas, pilhas, etc. c) A eletricidade sé se manifesta mas nuvens em dias de tempestade. d) A eletricidade s pode se manifestar com a interven: Resposta: a fo do homem. Va a0 quadro sequinte. Antes de passar ao Quadro 3, perceba o leitor que deve mos negar a creng¢a comum de que a presenca da eletricidade esteja ligada somente a corpos “‘elétricos”. Na verdade, a eletricidade ntio se constitul num fendmeno de criagdo ex- clusiva do bomem. © homem 4 controla e a usa, mas sua existéncia nos corpos é natural. O que homem faz & cri em determinadas condigdes para poder uséla com maior facilidade. Em suma: a eletricidade esté em toda a parte! FLeTRIC@ADE ARTIFICIAL, CURSO DE ELETRONICA 3, A ELETRICIDADE E 0 ATOMO Se a eletricidade pode se manifestar em qualquer objeto, porque ela tem algo a ver com a estrutura desses objetos, ‘OU seja, Com a estrutura da matéria, Para compreendermos, entdo, a eletricidade, devemos comecar por estudar a natu- reza da propria matéria, Toda matéria é feita de dtomos atomos que sio particulas extremamente pequenas. Os dtomos, por sua vez, S40 formados por particutas ainda menores denomi- nadas elétrons, protons e neutrons. Os prétons e os neutrons elétrons, protons ¢ neutrons ocupam uma regiéo central do dtomo, enquanto que os elétrons giram em torno dessa regio central, denominada nicleo, em grande velocidade, niicleo ESYRUTURA DE UM ATOM. Cada espécie de matéria possui dtomos com um nimero determinado dessas particulas que the conferem sua identi- dade. Assim, 0 ferro é ferro porque seus tomos possuem determinado nimero de elétrons, protons ¢ neutrons, o mes mo acontecendo com o atomo de aluminio, etc, Existe, entretanto, um nimero limitado de espécies de Stomos, i que no podemos dotar essas particulas de quantos elé- trons, protons ou neutrons quanto queiramos; tudo que exis- xe na Natureza é feito a partir de determinado nimero de espécies de dtomos. Assim, as matérias formadas desses Atomos, recebem o nome de elementos ou substincias sim elementos ples, enquanto que as formas de matéria obtidas a partir de duas ou mais espécies de dtomos recebem o nome de substéncies compostas ou compostos. Tanto nos elementos, ‘compostos como nas substancias compostas, encontraremos Stomos e es ses Stomos sero sempre feitos de elétrons, prdtons e neu: trons. RESUMO DO QUADRO 3 — Podemos explicar a eletricidade analisando a propria es- ‘trutura da matéria. = Toda a matéria é feita de atomos-que so partfeulas ex- tremamente pequenas. = 0s Stomos sfo' feitos de particulas ainda menores: elé- trons, protons e neutrons, = 0s protons & neutrons ficam na regio central do dtomo denominada nicleo, enquanto os elétrons giram em seu redor. — Existem diversos tipos de dtomos que se diferencia pelo nGmero de particulas de que s3o’ formados. Polo resumo, 0 leitor pode ver se entendeu perfeitamen- te 0 assunto explicado. Se julgar que o entendeu perfeite mente, tente resolver a questo de avaliagao 7. Avalingso 7 Todas as substncias séo feitas de dtomos. Disso, podemos concluir que os dtomos so (assinale a alternativa correta): a) Particulas enormes que podem ser -vistas. em toda a parte, bj Particulas extremamente pequenas que, por sua vez, so formadas de partes ainda menores. Resposta: b Va a0 quadro seguinte, Se vocé respondeu corretamente, passe para o teste se- guinte. Caso contrério, leia novamente a teoria, Se ainda tiver alguma dificuldade, procure explicacdes para 0 assunto num livro de ciéncias do Curso Ginasial. Avaliacio 8 Nos étomos encontramos particulas ainda menores que o formam. Essas partlculas séo extremamente importantes na definigo da sua natureza. So elas denomi (complete de acordo com o que aprendeu). Elétrons, prétons e neutrons Se vocé respondeu corretamente, passe para o Quadro seguinte. Caso contrario, procure ler com mais atengdo © Quadro 3, CONTINUA NO PROXIMO NUMERO. CURIO OE. ELETRONICA Na lig&o anterior (Revista Eletrénica n? 46) falamos da matéria, analisando sua constituigao. Verificamos que a natureza da eletricidade poderia ser revelada pefo estudo das partfculas constituintes do étomo. Haviamos chegado entdo aos elétrons, prétons e neutrons, de onde partimos nesta ligéo. 4, AS PARTICULAS DE ELETRICIDADE Se examinarmos os elétrons, prétens e neutrons veremos que essas mintsculas particulas apresentam propriedades bastante interessantes que, entretanto, n&o conseguimos explicar baseados no que conhe- cemos de sua natureza, Ndo sabemos a que se devem tais propriedades, apesar de existirem. Sabe- mos simplesmente que, em certas condicées, quan- - do realizamos experiéncias, que essas part(culas se comportam de maneira bem diferente. Atribuimos isso a presenga de “algo’’ que convencionamos cha- mar de eletricidade 0 que nos leva a dizer que tais particulas possuem eletricidade ou carga elétrica carga elétrica de natureza diferente. Aquilo que denominamos eletricidade manifesta-se nas partfculas dos dtomos, porém a forma como isso ocorre nao sabemos com exatidao. Sabemos que essas particulas possuem “algo que convencionamos chamar de eletricidade ou carga elétrica, apesar de niéo podermos estabe- lecer exatamente o que seja esse “algo”. Deste modo, como os elétrons se comportam de maneira diferente dos protons, atribuimos a essas particulas eletricidade de natureza diferente, ou seja, cargas de sinais opostos, enquanto que ao neutron néo atribuimos carga alguma. Por conven¢ao, dizemos que a carga do elétron 6 negativa e que a carga do proton é positiva. O neutron no possui carga elétrica, ou seja, sua carga é ula. chy neutrons (9) carga do elétron carga do préton RESUMINDO QO QUADRO 4 — Os elétrons, prétons e neutrons manifestam com- portamentos diferentes. — Se bem que no conhecamos sua real natureza, atribuimos esse comportamento & presenca de “eletricidade”. As particulas em questo possuem carga elétrica. — Como os elétrons se comportam de modo dife- rente dos prétons, atribuimos sinais opostos as cargas dessas particulas. —O elétron possui, por convenco, carga elétrica negativa, © préton possui carga positiva e o neutron n&o possui carga alguma. Apés a feitura do resumo, tente resolver os testes de avaliacao. Avaliacio 9 Se quisermos uma explicagio para a natureza da eletricidade, devemos estudar as particulas elemen- tares, ou seja, os elétrons, protons e neutrons. Pelo que sabemos, a eletricidade manifestada por essas particulas pode ser explicada da seguinte ma- neira (assinale a alternativa correta): Conhecemos perfeitamente a natureza da eletricidade e podemos explicé-la perfeita- mente em vista dos comportamentos das particulas elementares. Nao conhecemos a natureza verdadeira da eletricidade, se bem que possamos associé- la aos comportamentos das particulas ele- mentares. A eletricidade nao existe porque no po- demos expiicé-la. Tanto a.natureza da eletricidade como da matérla séo desconhecidas porque n&io pode- mos estabelecer as condicdes em que ela se Resposta: b manifesta. V4 ao quadro seguinte. Se sua resposta foi correta vocé pode ir para © quadro seguinte. Caso contrario tente ler e com- preender novamente o quadro 4, resolvendo em seguida esta questéo. Avaliagdo 10 A presenga de comportamentos elétricos diferentes nas particulas dos 4tomos nos leva a atribuir, por convengao, cargas elétricas de natureza diferente a elas. Nessas condigdes, por convengiio, os elé- trons, prétons e neutrons possuem cargas (assinale a alternativa correta considerando a ordem): a) positWva, negativa e nula b) positiva, nula e negativa c) negativa, positiva e nula d) nula, positiva e negativa Resposta: c V4 ao quadro seguinte. Se vocé respondeu corretamente vocé jd sabe que o que charnamos de eletricidade nada mais 6 do que uma propriedade manifestada pelas partfculas que formam os 4tomos. Com isso poderé prosseguir seu curso, passando para o quadro seguinte. Se’er- rou a questo anterior, procure explicagées relen- do o quadro 4. 5. TODOS OS CORPOS POSSUEM ELETRICIDADE Se todos os dtomos sao “feitos” de elétrons, pré- ‘tons (e também neutrons) e essas particulas mani- festam o que denominamos “eletricidade” porque possuem cargas elétricas, entdo a cletricidade esta presente em toda a parte, porque todos os cor- Pos sdo feitos de dtomos. Perguntara o leitor: por que nao “‘tomamos choque’ quando tocamos em qualquer objeto? Ora, poderfamos pensar que nfo hé eletricida- de em quantidade suficiente nestes corpos ou ainda porque estamos com “sapatos de borracha” que s “isolam” desses efeitos, por isso ndo levamos nenhum choque. Entretanto, néo séo estas as ex- plicagdes verdadeiras para o fenémeno. Todos os corpos possuem eletricidade e em grande quantida- de, mas essa eletricidade néo pode manifestar seus efeitos porque existe uma situaco de equilfbrio entre as cargas positivas e negativas dos dtomos. Isso ocorre porque os elétrons (negativos) so man- tidos em torno do détomo pela atracéio dos pré- tons (positivos) e, em condigdes de norrnalidade, © numero de elétrons é igual ao de prétons, ou atragio elétrons-protons ‘seja, hd iqual numero de cargas positivas e nega- tivas num dtomo de modo que seus efeitos se equilibram ou cancelam. Dizemos ent&o que, como o niimero de cargas po- sitivas é igual ao de negativas, 0 corpo permanece neutro, isto é,.ndo had nenhuma manifestacéo ex- terna de sua eletricidade. E 0 que ocorre com a maioria dos corpos que nos cercam. Eles se encon- tram num estado de neutralidade, por isso niio levamos nenhum “choque” quando os tocamos, mesmo havendo em seus dtomos elétrons e protons em numero suficiente para produzir efeitos consi- derdveis, uma descarga até que violenta. corpo neutro RESUMINDO QO ‘QUADRO 5 — Os dtomos s&o feitos de elétrons e protons, que sdo particulas dotadas de cargas elétricas. — Entretanto, os corpos, que séo feitos de étomos, n3o “dao choques”, isto é, néo manifestam ex- ternamente eletricidade porque existe neles uma situagao de neutralidade. — {880 ocorre porque o numero de protons é igual ao numero de elétrons de modo que o efeito “positive” de um canceta a “negative” do outro. Depois de ler 0 resumo, tente responder as ques- tes de avaliagio que verificardo se vocé entendeu a matéria exposta. Avaliagio 11 Se bem que a eletricidade esteja presente em toda a parte, os corpos no “déo choques” porque es- sa eletricidade n&o consegue se manifestar; isso ocorre porque (assinale a alternativa correta): a) Sempre usamos sapatos de borracha que nos isolam dos corpos eletrizados. E eletricidade que os corpos acumulam n&o 6 suficiente para causar “choques”. A matéria, em condigées normais, é neutra porque o niémero de cargas positivas é igual ao de negativas. Porque todos os corpos so feitos de dto- Resposta: ¢ mos e os dtomos néo possuem eletricidade. V4 ao quadro seguinte. Se vocé respondeu corretamente, pode tentar resolver a questo seguinte. Caso contrdrio, seré recomendavel que uma nova leitura do quadro 5 seja feita. Avaliagdo 12 Dado que as particulas dotadas de cargas elétricas nos dtomos so os elétrons e os protons, pode- mos afirmar que, num étomo neutro, o nimero de elétronsé_____ao de prétons (comple- te com uma das seguintes palavras): ~ maior — menor — igual Resposta: igual Passe ao quadro seguinte. Se sua resposta foi correta, passe a0 quadro seguinte da teoria, Se ainda tiver dividas releia os quadros anteriores antes de prosseguir 0 curso. Uma recordacaio da matéria sempre seré convenien- te quando leitor ficar um bom tempo sem estudar. 6 MATERIA NEUTRA E MATERIA ELETRIZADA Em condigdes normais, o numero de elétrons de um &tomo é igual ao numero de prétons e seus efeitos elétricos se cancelam. A matéria é entdo dita neutra, porque seus 4tomos se encontram igualmente neutros. Em determinadas condigdes, entretanto, podemos retirar ou acrescentar elétrons a um dtomo quando, entéo, determinados efeitos poder&o surgir. O leitor poderia ser levado a pen- sar que os mesmos efeitos seriam obtidos se ten- tdssemos retirar ou acrescentar prétons a um dto- mo, mas isso no daré certo, porque verificamos que, para tal, nao sé seria necesséria uma quanti- matéria neutra dade enorme de energia como também alterarfamos a estrutura do dtomo, podendo, inclusive, causar sua destruigo. Isso ocorre porque, enquanto os elétrons esto na periferia do dtomo, girando em torno de seu nucleo, os prétons esto firmemente “presos” no interior desse étomo, no proprio niicleo. Assim, os efeitos “elétricos” que estudaremos daqui por diante recebem justamente essa denominagdo porque ocorrem em func&o da remocio ou acrés- cimo de elétrons. A ciéncia que estudard esses efei- tos ser denominada, genericamente, eletricidade. Sypremacia ie protons (a) elétrons 7 awrancadS Figura 8 A eletricidade estudaré 0 comportamento dos dtomos que tendo perdido ou recebido elétrons, ou ainda os elétrons dotados de certa “‘liberdade”, da- rao origem a fendmenos especificos. A eletricidade pode ento se manifestar no proprio elétron liber- tado como nos atomos que tenham falta ou excesso dessas particulas, Quando retiramos elétrons de um atomo haveré uma supremacia das cargas positivas eletricidgde porque haverd falta de negativas para ‘‘contraba- langa-las, de modo que 0 dtomo se comportaré como se fosse exclusivamente dotado de carga po- sitiva. Dizemos que 0 4tomo se encontra ionizado positivamente ou que se tornou {on positive. Os corpos cujos atomos tenham falta de elétrons, ou em cujo total existam mais prétons do que elé- trons se diré eletrizado positivarnente. copgaeineng — aRsaetebfiade (falta de elétrons) (excesso de elétrons) Ec Figura 9 Do mesmo modo, os dtomos que tenham elétrons a mais, acrescentados por algum dos processos que estudaremos mais tarde, se dirdo ionizados negati- vamente, isto é, se constituirao em fons negativos. A matéria cujos détomos se encontrarem nessas condigées se dird eletrizada negativamente. fons positivos eletrizado fons negativos RESUMO DO QUADRO 6 — Na matéria neutra 0 némero de protons é igual ao de elétrons, — Em determinadas condigées podemos quebrar esse equillbrio. —Somente podemos “trabalhar” com os elétrons de um étomo porque eles esto na periferia do dtomo sendo, pois, facilmente removiveis. — Quando “‘retiramos” elétrons passa a haver supre- macia dos prétons. O dtomo se diz ionizado po- sitivamente, ou seja, a eletricidade positiva se manifesta. . — Quando acrescentamos elétrons, a supremacia passa a ser negativa, ou seja, a eletricidade nega- tiva se manifesta. istrugao progra eee Apés o resumo, se 0 leitor julgar que compreen- deu bem a ligiio, deve passar as questées de avalia- g8o. Caso contrario, deve reler o {tem anterior com mais atengao. NAO PROSSIGA O CURSO SEM HAVER COM- PREENDIDO MUITO BEM AS EXPLICAGOES ANTERIORES!!... Avaliago 13 Em determinadas condi¢&es, o equilfbrio natural do tomo pode ser “quebrado”, desaparecendo, por- tanto, a neutralizagao entre as partfculas positivas @ negativas; essa “‘quebra da situagdo de neutrali- dade & geralmente conseguida pela (assinale a al- ternativa correta): remo¢&o de prétons somente pela remocfio ou acréscimo de neutrons remog&o ou acréscimo de elétrons remog#o ou acréscimo de prétons Resposta: c Va ao quadro seguinte. Avaliagao 14 Quando um corpo se encontra eletrizado negativa- mente € porque na ‘sua totalidade existe (assinale a alternativa correta): a) maior numero de elétrons do que de neutrons b) maior nimero de elétrons do que de protons c) maior namero de neutrons do que de elétrons d) maior numero de protons do que de elétrons Resposta: b Passe para a quest8o seguinte. Avaliagio 15 Num atomo ionizado, podernos afirmar que: a) 0 ndmero de elétrons é maior que o de prétons b)o numero de elétrons 6 menor que o numero de prétons c)o ndmero de elétrons é igual ao de neutrons d)o ndmero de elétrons 6 diferente do numero de prétons, Resposta: d Passe ao quadro seguinte. Esta Ultima pergunta serve, justamente, para dar uma idéia ao leitor se houve total assimilagéio. Se sua resposta foi correta aguarde a préxima ligdo {no préximo ntimero da Revista Eletrénica). Caso contrario, estude novamente as ligdes precedentes com 0 méximo de cuidado (a primeira ligSo encon- tra-se no ndmero anterior).

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