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Felipe A.

Rodrigues 109167

Introdução
O presente trabalho pretende analisar a maneira como ocorria a escravidão entre os
africanos e como ocorreu a introdução dos europeus no continente, em específico os
portugueses, analisando os motivos que os levaram a ter interesse na África e como foi se
desenvolvendo a relação com os líderes africanos.
É de extrema relevância aprofundar os conhecimentos sobre o continente africano no período
anterior a presença europeia, como também a forma como os europeus, principalmente os
portugueses, na qual como os ingleses, utilizaram fortemente a mão de obra africana para
trabalho escravo em suas colônias americanas, pois especificamente no caso do Brasil, não há
um estudo sobre o início da utilização da mão de obra escrava pelos portugueses e também não
há conhecimento sobre como era a África antes da presença europeia, visto que a África só é
estudada na escola quando se retrata o Egito Antigo e a escravidão nas colônias americanas, e
ainda assim a abordagem sobre a escravidão é bastante precária, sendo que está aquém de um
estudo aprofundado sobre o assunto. Essa falta de conhecimento gera consequentemente
distorções sobre a realidade e também sobre o passado dos ancestrais, como por exemplo, a
reprodução da fala de que os africanos se escravizavam, como se a escravidão praticada entre
eles fosse pelo mesmo motivo que era praticada na América pelos europeus ou também a fala,
desprovida totalmente de conhecimento, de que a África era um continente tribal, quando os
europeus chegaram, sendo assim incivilizado ou como também a fala do atual presidente da
república, Jair Bolsonaro, no programa Roda Viva, exibido pela emissora de televisão Tv
Cultura, na qual o mesmo relatava que os “portugueses nunca pisaram” na África,
demonstrando uma total falta de conhecimento sobre o assunto.

A ignorância sobre o assunto indica a necessidade do ensino de história da África nas


universidades, como já está ocorrendo a alguns anos, mesmo que ainda não seja estudada o
continente africano de forma aprofundada, pode-se dizer que já é um início. Em relação a isso,
falta ser abordada no ensino fundamental e médio, de forma mais ampla, pelo fato de a lei
federal que obriga a ter nas escolas o ensino sobre história da África, entrar em vigor
recentemente, ainda os professores e a escola já estão se familiarizando com esse conteúdo,
sendo que não se têm base para ser ensinado, somente o livro didático, que mesmo assim, há
alguns que abordam de forma muito vaga o continente africano.
Posto isso, esse trabalho, irá discutir primeiramente como ocorria a escravidão no continente
africano antes do contato com os europeus e na segunda parte se discutirá a presença portuguesa
na África e a forma como se cultivou, por assim dizer, o contato dos portugueses com os reinos
e o início da escravidão cristã.

Escravidão africana

O modo de organização social e econômico no continente africano, na qual os europeus


tomaram conhecimento, em meados do século XV, era organizado por vínculos de parentesco
em grandes famílias, em que um mesmo território era coabitado por vários povos e havia
exploração tributária entre os povos. O lugar de cada um na sociedade era relacionado com o
grau de parentesco que cada um tinha com o chefe, matriarca ou patriarca da linhagem familiar.
A sociedade era marcada pelo patriarcalismo, ou em alguns casos, pelo matriarcalismo, pois
era essa a base da sociedade, o parentesco de cada indivíduo com o chefe ou a chefe se ligava
ao seu lugar na sociedade.

Era uma sociedade marcada pela oralidade, algo característico da maioria das sociedades
africanas, pois era relevante a preservação da memória dos antepassados, da reverência e
privilégios destinados aos mais velhos e também do compartilhamento da mesma crença
religiosa, desses fatores citados anteriormente que a harmonia social dependia, ligando-se
sempre ao chefe familiar, aos mais velhos.

Concomitantemente com os reinos, havia os grupos nômades, que se descolavam de acordo


com as condições climáticas, sendo esses grupos de comerciantes, agricultores e pastores.

A expansão territorial dos reinos, a migração desses grupos nômades, o trânsito de caravanas
de mercadores, a disputa pelo acesso aos rios, controle sobre estradas ou rotas implicaram em
guerras e dominação sobre um povo a outro, dando início a escravidão por guerra, pois os
povos vencedores escravizavam os vencidos, como acontecia no continente europeu na
antiguidade e também nas sociedades pré-colombianas, sendo chamado esse tipo de escravidão,
de escravidão doméstica, porque os vencidos eram usados como escravos em trabalhos
domésticos, de pequena escala, como a agricultura familiar.

Com o tempo, ao longo das gerações, os indivíduos escravizados iam perdendo a condição de
escravo, incorporando-se a linhagem do seu senhor, dessa forma ia aumentando os
subordinados ao patriarca da família, pelo fato de os descendentes dos aprisionados serem
assimilados a genealogia do seu senhor. Havia também o fato de que a pessoa poderia ser
escravizada por parte de uma punição por roubo, homicídio, praticar magia, como também
poderia ser escravizado como forma de penhora por uma dívida, semelhante ao que acontecia
nas sociedades astecas, alguns séculos atrás, no continente americano. A pessoa ser raptada e
ser vendida como escrava, era também uma forma de se tornar cativo, naquele período na
África.

Pode-se notar que a forma como ocorria a escravidão no continente africano, era semelhante a
outros continentes, como na Europa antiga e na América pré-colombiana. Pois com a expansão
dos reinos, transformando assim em impérios, há como consequência a escravização dos povos
dominados, como o Império Romano havia feito em quase todo o continente europeu, na qual
os povos vencedores utilizavam a mão de obra dos habitantes do território vencido como
trabalho escravo, sendo que a África se diferenciava pelo fato de os descendentes serem
assimilados a linhagem. Também havia a forma de escravidão como forma de pagamento de
dívida, algo igualmente comum em outros continentes. Entende-se então, visto como era a
escravidão no continente africano, que não era somente os africanos que se escravizavam dessa
forma, sendo que era algo comum no continente americano e inclusive no europeu, que
acontecia essa forma de escravização há séculos atrás em contextos diferentes do século XV.

Sendo compreendida a escravização no continente europeu e percebendo a conformidade com


a escravidão de outros continentes, consequentemente compreendendo que não era somente na
África que havia a escravização dentro do mesmo continente, descontrói-se a fala que os
africanos se escravizavam e que isso servia-se como propiciação para a escravidão por parte
dos europeus, pois esse pensamento retrata dos africanos como causa principal da escravização
europeia, sendo eles os culpados por esse fato, retirando a carga de responsabilidade dos países
europeus, como a Inglaterra e Portugal. O desconhecimento da história da Europa, também é
fator agravante para a reprodução dessa ideia falsa sobre a África, na qual demonstra-se como
justificativa para a diáspora africana.

Islamismo na África e escravidão

Em torno do século VIII, os árabes iniciaram a expansão do islamismo através dos


acordos comerciais, do convencimento de suas ideias e principalmente pelos conflitos. Esses
conflitos eram as chamadas guerras santas, com o objetivo de impor sua crença às populações,
islamizando-as, converter os líderes políticos e transformar em escravos os que se recusassem
a professar o islamismo, a fé em Alá, o Deus dos islâmicos, pode-se assim dizer. Era a
imposição do islamismo, que partiu da região da Arábia e Golfo Pérsico, sendo que os
primeiros a se converterem ao islamismo, foram os Berbere, um povo da região norte da África,
que a partir daí começaram as caravanas, com os errantes, sendo levados por camelos pelo
deserto do Saara. As caravanas ficaram conhecidas com o nome de Cáfilas, na qual eram
predominantemente compostas pelos berberes islamizados, com essas caravanas, o islamismo
ganhou adeptos na região sudanesa, ao sul do deserto do Saara.

Com as cáfilas, eram trazidos muitos escravos pelo fato de que as caravanas saiam do Norte da
África com destino as savanas sudanesas com espadas, cavalos, tecidos e várias especiarias, ao
retornar após longos meses, traziam consigo ouro, peles, marfim e escravos, que iam
aumentando, sendo vitimadas milhões de pessoas nesse processo de escravização ao longo dos
séculos.

Os islâmicos foram o primeiro povo estrangeiro a se expandir no continente africano, impondo


sua crença por todos os lugares em que conquistavam. Houve diferenças quanto essa
imposição, por exemplo, em alguns reinos somente o governante e a aristocracia se convertiam,
com a população mantendo a crença que fora herdada de seus ancestrais, em muitos lugares,
na maioria dos casos, conviveram a crença islâmica e o culto dos ancestrais, porém houve
conversões de populações inteiras, talvez pelo medo de se tornarem escravos, já que era
somente permitido os que se recusavam a professar a fé em Alá serem escravizados ou também
se converterem espontaneamente.

Para os seguidores do profeta Maomé, a escravização era uma espécie de missão religiosa. O
infiel, ao ser escravizado, “ganhava” a oportunidade da conversão e, depois de devidamente
instruído nos preceitos islâmicos, tinha direito de voltar a ser livre. (Albuquerque; Filho,2006)

Porém, não era somente o indivíduo se converter ao islamismo que logo ganhava a liberdade,
pois na condição de escravo, raramente havia tempo para ser educado nos preceitos islâmicos
e havia, principalmente interesses comerciais na obtenção de escravos, pelo fato de o escravo
ser produto de troca, o que gerava muito lucro e também era os cativos que carregavam os
produtos nas longas e exaustivas viagens pelo deserto. Os escravizados também eram
indispensáveis por serem principalmente usados como soldados, nas conquistas territoriais
como também para controlar os líderes inclinados a interpretar o islamismo à sua própria
maneira.
De uma África que predominava a escravidão doméstica, a expansão islâmica no continente,
no século VIII, foi dando lugar a escravidão em larga escala, na qual os islâmicos foram os
primeiros a disseminar sua cultura ao continente, usando a escravização como um meio de
missão religiosa, como pretexto para o aumento dos lucros em seus negócios, pois como já foi
dito anteriormente, os escravos eram usados como produto de troca e também como soldados,
fora ainda de serem carregadores dos produtos nas caravanas.

Reinos europeus em contato com Portugal

Ascendia-se na Europa a ideia de que a África era um lugar que havia ouro em abundância,
com largas cidades de ouro e rios que exuberavam pedras preciosas. A busca por ouro e
especiarias levaram os portugueses à África, na qual os lusitanos já tinham conhecimento
dessas riquezas em solo africano, quando conquistaram Ceuta, no extremo norte da África.

Em meados do século XV, aproximaram-se da costa africana na região de Arguim, onde


atualmente é o Senegal ao sul do Cabo Verde. A aproximação com o povo que habitava a região
não foi muito agradável, coube aos tradutores estabelecerem um contato amistoso com os
habitantes locais, do império Jalofo.

Pode-se achar incomum o fato de os habitantes do império Jalofo, estranharem a presença


estrangeira dos portugueses, sendo que já havia no continente a invasão islâmica, porém o que
causou estranhamento nos moradores foi o tamanho das caravelas, aquele tipo de transporte
não era comum no lugar, eles nunca a tinham visto. Percebendo que poderia haver
estranhamento entre povo que residia no lugar, os portugueses trouxeram interpretes nas
caravelas, como também por outros motivos, por exemplo, o conhecimento da direção dos
ventos desde a posição do litoral africano.

Ao chegarem, os portugueses, já demonstraram desejosos em obter ouro, em contrapartida, os


líderes jalofos desejavam obter os produtos que compravam das cáfilas. Mesmo os lusitanos
não conseguindo ouro, na qual foi o que os levou até a costa, foram embora levando consigo
escravos, da mesma que faziam os comerciantes islâmicos.

Porém, os africanos ficaram curiosos do destino dos escravos que foram levados pelos
portugueses, isso os ficou inquietando-os, pois a escravidão existente, acontecia dentro do
continente africano e nunca aconteceu de os cativos serem levados mar afora, como havia
acontecido recentemente. Essa desconfiança levou os africanos a crer que os europeus, no caso
especifico dos portugueses, prejudicariam seus negócios, por conta disso nenhum chefe lhes
facilitou o acesso ao interior do continente, como também os portugueses tiveram dificuldades
para entrar no comércio, através das rotas transaarianas.

Com o estabelecimento de uma feitoria na região em Arguim em 1445, na qual objetivavam


desviar o comércio transaariano , foi se dissipando as desconfianças, crescendo os negócios
com o Império Mali. A partir daí, começa o sucesso comercial dos portugueses na África e
também a desfortuna do continente africano.

Pelo fato de que certas mercadorias, obtivessem altos lucros, fazia-se preciso percorrer
extensos caminhos, na qual havia uma série de intermediários entre o produtor e o consumidor
final que tornava os produtos caros.

Os portugueses se deram conta do funcionamento dessa rede e do valor do escravo como moeda
de troca. Passaram então a comprar africanos para vender a outros africanos, beneficiando-se
da velocidade das caravelas no transporte ao longo da costa. (Albuquerque; Filho,2006)

Os portugueses estimularam a escravidão dentro do continente africano, pois os reinos


começaram a se confrontar com a simples intencionalidade de escravização do inimigo,
principalmente com os reinos litorâneos , na qual não tinham um poder político e econômico
significativo e que viram na escravidão do inimigo, uma possibilidade de enriquecer através da
venda de escravos com o comércio lusitano, transformando-a em uma atividade rotineira, por
assim dizer. Os lusitanos, perceberam que era necessário a introdução de mais feitorias no
litoral africano, bastante fortificadas para que outros povos europeus não se aproximassem e
também para que guardassem seus produtos e também escravos, pois era necessário para que
seus negócios continuassem prósperos.

Para entender o tráfico de escravos, é preciso compreender a participação dos africanos nesse
processo, pois muitos reinos viam a escravidão como uma forma de enriquecimento, era um
interesse mútuo entre africanos e europeus. Como já foi dito, era comum na África a escravidão
doméstica, só que em pequena escala, com a islamização do continente, a escravização
começou a ser usada em larga escala através do comércio, pois os islâmicos utilizaram a
escravidão com o pretexto de missão religiosa, que era somente um disfarce para fins
comerciais. Do século XV em diante, com a presença portuguesa no continente africano, foi
estimulada a guerra entre os reinos, para que pudessem ser usado os vencidos como escravos e
serem vendidos, sendo assim consequentemente, os reinos iam enriquecendo, sendo que outros
iam sendo dizimados e escravizados.
Com isso, boa parte dos escravos vendidos nas Américas eram vítimas de guerras entre os
próprios povos africanos. Já eram escravos no continente africano, não se tornaram ao
atravessar o oceano Atlântico. O que aconteceu foi o estímulo dessas guerras por parte do
europeu, para que pudessem ter lucros nos seus negócios. Essa escravização desenfreada,
levaram alguns reinos a se ascenderem nos séculos XVII e XVIII, como por exemplo, os reinos
Oió, Daomé, Sadra e Achanti. Na qual iam conquistando-se entre si, como o reino Iorubá, que
enriqueceu com as guerras de conquista, mas em meados do século XVIII foi conquistado pelo
reino Daomé, tendo seus habitantes escravizados e seus territórios saqueados. Aliás, o próprio
reino Daomé se desenvolveu com o tráfico atlântico, no início do século XVIII.

Mesmo lucrando com o comércio escravista na África, os portugueses continuavam


objetivando as riquezas nas quais os atraíram para o continente africano, que eram o ouro e
prata. Os lusitanos, então, foram investindo no interior do continente enfrentando ataques de
chefes políticos, nas quais defendiam seu território, como também febres, insetos, escassez de
alimentos em busca de prata e ouro. Vendo que não iriam encontrar o que procuravam, os
portugueses se concentraram no comércio de escravos.

O comércio rendia-lhes um lucro mais seguro e ainda era facilitado o trabalho, pois os
habitantes de Luanda que iam em busca de obter escravos.

O que foi, de certa forma, “irônico” é que os lusitanos foram para a África em busca de ouro e
prata, como não encontraram o que procuravam, investiram no comércio de escravos,
fomentando a escravização dentro do continente africano, ocasionando a diáspora africana, na
qual vários africanos foram levados a força para trabalharem como escravos nas colônias
americanas, principalmente nos Estados Unidos e Brasil. A “ironia” está que o ouro que
procuravam estava no outro lado do oceano, em sua colônia americana, o Brasil.

Pode-se dizer que eles estavam procurando explorar o lugar errado, mesmo tendo ouro na parte
sul da África, era difícil o acesso e seria mais fácil para os portugueses explorarem a colônia
que estava inteira a seu dispor, que foi o que aconteceu no século XVIII, com o início do Ciclo
do Ouro em Minas Gerais. Os escravos levados do continente africano foram os que
trabalharam na exploração de ouro no Brasil.

Considerações finais
Visto o que foi abordado nesse trabalho, foi feito um parâmetro do contexto relativo à
escravidão no continente africano, desde a escravidão doméstica, passando pelo processo de
islamização e por fim retratando a presença europeia no continente e a forma de escravização
fomentada pelos portugueses. Tendo sua estrutura baseada no livro História do negro no Brasil
de Walter Fraga Filho.

De início, como visto, havia a escravidão doméstica, na qual no processo de expansão dos
reinos, os vencidos tornavam-se escravos dos vencedores, sendo utilizada sua força de trabalho
para serviços domésticos, como na agricultura. Nesse contexto, os descendentes dos escravos
eram assimilados a linhagem do patriarca. Com a islamização do continente africano, a
escravidão começou a ser usada pelo meio comercial, com a escravização de indivíduos que se
recusassem a professar a fé em Alá. Porém, os cativos começaram a ser usados como produto
de troca, nas cáfilas e também como soldados.

Com a introdução da presença europeia no continente, foi fomentada a rivalidade entre os


reinos, pelos portugueses. Pois os povos vencidos eram usados como escravos sendo utilizados
no comércio lusitano na África. Os portugueses se introduziram no continente africano
entrando em contato com os reinos litorâneos, em específico com o Império Jalofo e depois
com o poderoso Império Mali, na costa africana, onde atualmente se denomina Senegal.
Mesmo não encontrando o tão desejado ouro, os lusitanos levaram do continente milhares de
escravos durante os séculos, sendo que mais da metade foram vítimas da rivalidade entre os
reinos, estimulada pelos europeus. Esses cativos tiveram o infeliz destino de serem escravos
no outro lado do oceano, nas colônias americanas.

Essa rivalidade custou muito caro ao continente africano, pois enquanto alguns reinos
enriqueciam a custa disso, outros vários foram destruídos, dizimados pela ambição dos
lusitanos em obter lucro no comércio dentro da África. As consequências foram o esvaziamento
demográfico do continente, sem esquecer é claro, do sofrimento da separação de indivíduos de
suas famílias e comunidades, causada pela diáspora africana.
Referências bibliográficas

Filho, Walter Fraga; Albuquerque, Wlamyra R. de. História do negro no Brasil. Salvador:
Fundação Cultural Palmares, 2006.
D. T. Niane. História geral da África IV, África do século XII ao XVI. Londres: Heinemann
Educational Publishers Ltd., 1984.
Figueiredo, Fábio Baqueiro. História da África: módulo 1. Brasília: CEAO-UFBA, 2011