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“ ROCHAS ORNAMENTAIS no século XXI - CETEM BIBLIOTI. Rug. NIOData 25/03/02 ROCHAS ORNAMENTAIS | O século XXI Titulo Original: Rochas Ornamentais no Século XX\: Bases para uma Politica de Desenvolvimento Sustentado das Exportagées Brasileiras Peiter it al, Rio de Janeiro - CETEM / ABIROCHAS, 2001 160p.. i 1, Rochas Omamentais - Exportagao - Brasil 2. Desenvolvimento sustentado |. Peiter, Carlos Cesar |. Chiodi, Filho Cid, Ill. Centro de Tecnologia Mineral V, Titulo “pull: 00 2250 CLO000LW4Y4 ~-Bases para uma A ss Politicade.Desenvolvimento ‘Sustentado das Exportagées Brasileiras a ie Esta edicao nao pode ser comercializada. Reprodugao total ou parcial autorizada, desde que citada a fonte. Capa ¢ editoragao grafica: Ana Paula Greenhalgh Foto da capa: Fernando Litig Margotto ISBN 85.7227.144.9 cop 553 cee Ca ud Nlinisterio dé A CIENCIA E TECNOLOGIA GETEM - Centro de Tecnologia Mineral GRUPO DETRABALHO +Eng’Gaflos Cesar Peiter, DSe. *Eng® Adriano\Caranassios, DSc. + Eng? Francisco W. Hollanda Vidal, DS. + Eng? Gildo Sa Cavalcanti de Albuquerque, DSc. + Eeon:Gilson E. Ferreira, DSc. * Cid Chiodi Filho - Kistemann & Chiodi Assessoria e Projetos Ltda + Gilberto Cataes - Condet Consultoriade Empreendimentos Ltda + Eduardo Vale - Bamburra Consultofiaida + Regina Martins + Paulo Roberto Santos + Vera Lticia do Espirito Santo + Eng’ de Minas Eliezer Braz Pereira + MDIC/SECEX/DECEXna pessoalde Clbele Fonseca + MME, através da SMM na pessoa do Geol, Waltertins Arcoverde + CPRM, através da’ Superintendéncia Regional de Recife, na pessoa do Eng’ de Minas Bartolomeu de Albuquerque Franco + CBPM, na pessoa da Econ)Ana Cristind’Magalhdes e Gedlogo Adalberto de Figueiredo Ribeiro. CT CETEM BRASIL Vint de 08 © Teo RT - 30/07 Relatério Técnico sobre o Setor de Rochas Ornamentais do Brasil Abril/2001 AGRADECIMENTOS O presente estudo foi encomendado pela ABIROCHAS - Associacao Brasileira da Industria de Rochas Ornamentais - ao CETEM - Centro de Tecnologia Mineral - atendendo uma necessidade do Programa Especial de Exportacoes - PEE da CAMEX - Camara de Comércio Exterior. O governo brasileiro buscou, com a criagao da CAMEX, organizar esforcos dispersos, na administragao publica, de politicas de comércio exterior, partindo da determina¢ao do Presidente da Republica de transformar radicalmente e ampliar a presenca dos produtos brasileiros no mercado externo. ACAMEX selecionou 55 setores industriais, sendo 10 prioritarios - entre esses 0 de rochas ornamentais - com grande potencial exportador. Cada um dos setores industriais indicou o seu Gerente Setorial que interage com dezenas de Gerentes Tematicos oriundos de diversas instancias da administragao federal, para a resolucao dos problemas identificados como obstaculos a competitividade do produto brasileiro. Essa interacéo deve ser mediada por um amplo e profundo documento que inclua um diagnéstico presente das condigdes da cadeia produtiva do setor em questao, identifique os obstaculos a competitividade e apresente politicas para supera-los. © documento “Rochas Ornamentais no Século XXI” 6, entdo, o termo de referéncia para a sociedade brasileira das politicas de desenvolvimento sustentado que poderdo, se e quando implementadas, ampliar de forma explosiva as exportagdes de rochas ornamentais do Brasil Nosso setor industrial, responsavel pela extragdio, beneficiamento e producao final de uma das maiores ¢ mais valiosas riquezas minerais do pais, ja esta trabalhando para aumentar a base industrial exportadora e 0 volume de nossas exportagdes através de um amplo programa de promogao comercial desenvolvido e financiado conjuntamente com a APEX - Agéncia de Promogao de Exportagdes Para essa analise profunda e rigorosa buscamos no Ministério da Ciéncia e Tecnologia 0 érgao capacitado a desenvolvé-lo com rigor cientifico e paixao Por nosso setor. Fica aqui o agradecimento sincero da ABIROCHAS a toda equipe do CETEM que, junto aos consultores externos contratados, dedicaram-se a analise da bibliografia existente, a pesquisa de campo, a work shops para discussao e aprofundamento dos temas e ao trabalho solitario da escrita do texto, superando as expectativas de todos os empresarios do setor. RO ecard O documento aqui apresentado é o melhor retrato da realidade de nossas industrias e de nossa atividade, jamais publicado no Brasil Nossos agradecimentos especiais ao Eng’ Carlos Peiter e ao Gedlogo Cid Chiodi Filho pelo bem que proporcionaram ao setor industrial de rochas ornamentais. Uma tltima palavra para dizer que a ABIROCHAS programou e realizara apés a publicagao desse documento, semindrios estaduais para, a partir das opinies manifestadas pelos empresérios do setor, definir 0 plano de acéio estratégica que norteara nosso didlogo com o Governo Federal Tanto o documento "Rochas Ornamentais no Século XXI", como o plano de agao estratégica dele decorrente, apontam para a concretizagao de um futuro brilhante do comércio exterior de nosso setor industrial. Esperamos que voce, conhecendo toda essa potencialidade, contida nas paginas a seguir, entusiasme-se assim como nos! Orlando Cameiro de Siqueira Presidente da ABIROCHAS INDICE ~@- LISTAGEMDE FIGURAS_______- ~®- LISTAGEM DE TABELAS. @ > SUMARIO EXECUTIVO DO DOCUMENTO -@- INTRODUGAO. ..-.----- ~@ MERCADO INTERNACIONAL ~@- QUADRO SETORIAL BRASILEIRO. + Produgao_ + Exportagao. + Importagao. + Consumo Interno Aparente + Estagio Tecnolégico e Competitividade @ PROGRAMA PARA AMPLIAGAO DAS EXPORTAGOES * Objetivos. + Diretrizes. *Estratégias.____ —@- PERSPECTIVAS DE EVOLUGAO DAS EXPORTACOES. —@- PROJECOES SETORIAIS DE DEMANDA. ......---------- @ DESTAQUES COMPETITIVOS *China sindia_____-.------.----- —® CONCLUSOES. —@®- RECOMENDACOES. ~@- BIBLIOGRAFIACONSULTADA. _ ___ === - @ LISTAGEM DE SIGLAS. 79 80 81 83 87 109 120 137 151 155 Fig.n° CONTEUDO 1__| Evolugaio do Consumo Mundial de Rochas e Ceramica eda Produgao italiana | 41 de Grés Porcelanato 2 _| Projegaode Consumo e Exportagdes Mundiais 42 3 _| Etapase Principais Produtos na Industria de Rochas Ornamentais 45 4 _ | Maiores Exportadores Mundiais de Rochas Silicaticas Brutas (Posica0 25.16) | 49 - Peso e Participagdo Percentual- 1999 5 | Maiores Exportadores Mundiais de Rochas Processadas Especiais (Posicao | 49 68.02) - Peso e Participacao Percentual - 1999 6 _| Maiores Importadores Mundiais de Rochas Silicaticas Brutas (Posicao 25.16) | 50 - Peso e Participagao Percentual - 1999 7 _| Maiores Importadores Mundiais de Rochas Processadas Especiais (Posicao | 51 68.02) - Peso e Participagao Percentual - 1999 8 *| Maiores Importadores Mundiais em Volume Fisico - Peso e Participacao | 51 Percentual - 1999 9 _| Evoluodo das Exportagdes Mundiais (1994 - 1999) 52, 10 _| Participagao Relativa no Mercado Intemacional de Rochas Processadas 52 11 | Principais Fluxos Comerciais de Rochas Processadas Especiais (Posicao | 53 68.02) - Peso e Participacao Percentual - 1999 12 __| Principais Fluxos Comerciais de Rochas Silicaticas Brutas (Posigao 25.16) - | 53) Peso Participagao Percentual - 1999 13 _| Exportagées do Brasil, China, Indiae Itélia- 1999 54 14 _| Principais Destinos das Exportacdes Brasileiras (USS milhdes) - 1999 65 15A_ | Evolucdo das Exportagées Brasileiras (USS mil) 66 15B _| Evolugdodas Exportagées Brasileiras (toneladas) 66 16A | Evolugao das Exportagées Brasileiras (Participagéo Percentual no | 67 Faturamento) lala lei L EICLIRAS Fign® CONTEUDO i) 16B Evolugao das Exportac6es Brasileiras (Participagao Percentual em Peso) 67 17A | Exportagdes Brasileiras de Quartzitos Foliados, Ardésias e Serpentinitos / | 68 Pedra Sabo (US$ mil) 17B | Exportagées Brasileiras de Quartzitos Foliados, Ardésias e Serpentinitos / | 68 Pedra Sabo (toneladas) 18 Principais Estados Exportadores de Rochas Ornamentais e de Revestimento | 69) -Ano 2000 19A | Evolucdo das Exportagdes dos Estados do Espirito Santo, Minas Gerais, | 70] Bahia e Rio de Janeiro (US$ milhdes) 19B | Evolugao das Exportagdes dos Estados do Espirito Santo, Minas Gerais, | 70) Bahia e Rio de Janeiro (toneladas) 20 Evolucao das Exportagdes de Rochas Silicaticas dos Estados da Bahia, | 72) Espirito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (US$ milhées) 21 Evolucao das Exportagdes de Ardésias e Quartzitos de Minas Gerais (USS | 72 milhées) 22A | Evolugao das Importagdes Brasileiras de Rochas Ornamentais (US$ | 73 mithdes) 22B | Evolugo das Importagées Brasileiras de Rochas Ornamentais (toneladas) | 73 23 | Produgo Bruta de Pedra Natural na China 1 24 | Exportages Chinesas de Granito 114 25 | LocalizagodoRajasthan- india 122| 26 | Depésitos de Rochas do Rajasthan - india 123] 27 | Evolugao da Produgao de Rochas Omamentais na india 126 | 28 | india: Participacao nas Exportagbes Globais de Granito 131 29 india: Evolugao das Exportagdes de Granito 132] [A016 Produgao Mundial de Rochas Ornamentais e de Revestimento: Perfil 38 Histérico segundo Diferentes Fontes de Informagao. 2 Estimativa do Valor das Transagoes Comerciais do Setor de Rochas no Brasil | 58 -2000 3 Dados Gerais de Situagio do Setor de Rochas Ornamentais por Estado da | 59 Federagao (Base 2000 - Estimado) | 4 | Produgao por Estados eTiposde Rochas (Base 2000- Estimado) 61 5 | Relacao de Posigdes de NCM Utilizadas para Enquadramento e Calculo das | 62 ExportagGes Brasileiras de Rochas | 6 Evolugao das Exportagdes Brasileiras de Rochas Ormamentais e de 63 | Revestimento (1997-2000) 7 | Evolugao Percentual das Exportagdes Brasileiras de Rochas Ornamentaise 64 | de Revestimento (US$ 1.000e ton) a 8 Proposta de Reclassificacao de Posigées da NCM Segundo Tipos de Rochas | 65 € Principais Produtos 9 | Projegao de Incremento de 15% aa. das Exportagbes de Rochas - USS | 83 milhoes 10 Simulago de incremento de 10% a.a.,em Peso, das Exportagbes de Rochas | 84 | (com incremento de 5% a.a de participacao percentual em peso) i , on Simulagdo de Incremento de 10% a.a.,em Peso, das Exportagbes de Rochas | 85 | (com incremento de 10% a.a de participagao percentual em peso) | 12 | Projegées de Serragem de Chapas e Lajotas para o Parque Industrial | 88 | Brasileiro de Rochas Ormamentais ¢ de Revestimento (10 anos de vida util | para teares e talha-blocos) 12B | Programa de Investimentos Necessarios para Adequagéo do Parque | 90 | Industrial Brasileiro do Setor de Rochas Ornamentais e de Revestimento L4 = Dae ee = - ' SUMARIO executivo do documento Rochas Ornamentais no Século XXI A producao mundial noticiada de rochas ornamentais e de revestimento é —___Keochas Ornamentais no Século AAT Cendrio Mundial =. de aproximadamente 55 milhdes de toneladas/ano, tendo evoluido de um patamar de apenas 1,5 milhdes de toneladas/ano na década de 20. Estima-se que os negécios do setor movimentem pelo menos US$ 40 bilhdes/ano, colocando-se 20,8 milhdes de toneladas em rochas brutas e processadas no mercado internacional. Produgao Mundial de Rochas Ornamentais e de Revestimento: Perfil Historico Marmores Granitos Ardésias TOTAL 1o00t | % | 1.000t | % | 1.000t | % | 1.000 1926 | 1.175 175 4a0__| 24, ‘90 1976 | 13.600 | 764 | 3.400 800 45 | 17.800 i986 | 13.130 | 605 | 7.385 | 340 [1.195 55 | 21.710 1996 | 26.450 | 56,9 | 17.625. | 37,9 | 2.425 5,2 | 46.500 1997 | 27.650 | 558 | 19.350 | 39,1] 2500 5,1 | 49.500 1998 | 29.400 | 57,6 | 19.000 | 37,3 | 2600 5,1 | 51.000 1999 | 31.300 | 57,4 | 20.350 | 37,3 | 2.850 5,3 | 54.500 Fonte: STONE 2000 Evolugao das Exportacées Mundiais —————EEs 8000 6000+ rae s 4000 2000) ——- $998 | oe «+s». 1994 | 1995 1997 —e— RCB (25.15) 1390 | 1396 1987 —— RSB (25.16) —e— RPS (68.01) —*— RPE (68.02) —®— Ardésias (68.03) 6024 Cerca de 70% da produgao mundial é transformada em chapas e ladrilhos para Tvestimentos, 15% 6 desdobrada em pecas para arte funeréria, 10% para Obras estruturais e 5% para outros campos de aplicagées. O consumo de rochas 6 estimado em 600 milhdes de m*/ano, sendo os produtos ceramicos, conan consumo de 3,8 bilhées de m?/ano, seus principais concorrentes na manutengao da tendéncia de crescimento do mercado intemacionel, Por exemplo, para 2025, projeta-se a quintuplicagéo do consumo mundial e transag6es internacionais de 2,1 bilhdes de m? equivalentes/ano Rochas Ornamentais no Séeulo XXT 19 Caracterizacao Comercial Do ponto de vista comercial, as rochas ornamentais e de revestimento sao basicamente classificadas em granitos e marmores, que perfazem cerca de 90% da produgao mundial. Ardésias, quartzitos, pedra sabao, serpentinitos, basaltos, conglomerados naturais, também se destacam setorialmente. A média dos pregos internacionais para blocos de marmores e granitos, situa-se entre US$ 400 e USS 1.200/m?, enquanto que 0 prego médio do produto final varia de US$ 30 a 60/m?. O padrao cromatico ¢ o principal atributo considerado para qualificagao comercial de uma rocha. Como materiais dimensionais, portanto aproveitados em volume, as rochas ornamentais e de revestimento tém valor comercial muito significativo frente a outras matérias primas minerais. O quadro comparativo do seu valor em peso relativamente aos minérios de ferro e ouro, que constituem commodities minerais bastante conhecidos e importantes na pauta brasileira de producao e exportagdo, é apresentado abaixo e permite ilustrar a questéo: US$ 22/tonelada US$ 93/tonelada US$ 185/tonelada 1. Valor base de minério US$ 22/t 2. Valor base de US$ 9,3/g em minério com teor de 10 g/t 3. Valor médio de US$ 500/m? no mercado internacional, atribuindo-se densidade de 2,7 Um. Observando-se a média de pregos das rochas ornamentais e de revestimento nos mercados interno e externo, refere-se que 0 indice de agregaco de valor na venda de blocos é equivalente a trés vezes 0 seu custo de produgao. No mercado externo as transagdes comerciais, proporcionadas pela venda de chapas polidas, geram uma receita trés a quatro vezes maior, por metro culbico, que a venda em bloco. A venda de produtos finais, por sua vez, permite gerar uma receita seis a dez vezes maior, por metro cuibico, que a venda em bloco. we Internacional de Rochas Processadas 80- 604 3 3 a 40 £ 5 x 2 0 1989 1993 1999 —e— Italia 643 458 329 —e—China} 38 11,1 26,0 —e— India 03. 3,0 37, —e— Brasil] 03 o7 14 Fonte: WORLD STONE INDUSTRY, 1999 e STONE 2000 A Italia ainda se destaca, no entanto, como origem da maior parte dos principais fluxos comerciais de rochas processadas. A China respondeu, com co Japao, pelo maior fluxo comercial de rochas processadas, em peso, do ano de 1999. O principal fluxo comercial brasileiro de rochas processadas é mantido com os EUA e situou-se na 15* posigao do ranking mundial em 1999. ixos Comerdlals de Rochas Processadas Especials Posigao 68.02 - 1 mil toneladas hi Jno io EUA ‘ke China te A Sout anos ey cana EA Mao EUR ita Arana Fonte: STONE 2000 20 Abirochas Destaques do Merc Mundialmente, a Italia 6 um dos principais “players” do setor, colocando-se entre os maiores produtores, maior importadora de matéria prima, maior consumidora per capita e maior exportadora de rochas, bens de capital e tecnologia, tendo sido responsavel em 1999 por 32,9% em peso das transagdes de produtos beneficiados e 46% em peso das transagées de maquinas e equipamentos, no mercado internacional. Os EUA, seguidos do Japao, sao por sua vez os principais importadores de produtos acabados, tendo respondido por 32,6% em peso das transagses mundiais em 1999. A China é a maior importadora de maquinas e equipamentos, tendo absorvido quase 10% em peso do total comercializado no mercado internacional em 1999. Dentre os doze principais paises produtores, oito pertencem ao grupo dos principais consumidores e nove ao dos principais exportadores de rochas processadas, atestando a forte ligagao entre mercado intemo, produgao e volume de negocios. A Italia, Espanha, Japao, Alemanha, EUA e Franca foram responsdveis por 40% do consumo mundial noticiado em 1999. A participacao brasileira no mercado internacional de rochas processadas € ainda limitada e est bastante aquém da posicao da China e India, nossos principais concorrentes. Observou-se uma queda acentuada de participagao da ltdlia no comércio de rochas processadas, sobretudo devido ao crescimento da India e particularmente da China no mercado asiatico, ao longo da década de 90. Maiores Exportadores Mundiais em Volume Fisico - 1999 5000 4000 3000 2000 mill toneladas ado Internacional Situac¢ao Brasileira | * Quadro Setorial © quadro setorial brasileiro pode ser ilustrado pela producéo de 500 variedades comerciais de rochas, entre granitos, marmores, arddsias, quartzitos, travertinos, pedra sabao, basaltos, serpentinitos, conglomerados. Pedra talco e materiais do tipo pedra Miracema, pedra Cariri e pedra Morisca, derivadas de quase 1.300 frentes de lavra. Os granitos perfazem cerca de 60% da producao brasileira, enquanto 20% sao relativos a marmores e travertinos e quase 8% a ardésias. Valor Estimado das Transagées Comerciais do Setor no Brasil -2000 Exportacdes Importacées 40,57 21,93 1.77567 54,05 2.123,19 Mercado interno 3.285,00 100,00 (Base USS 1,00 = RS 1,85) O setor brasileiro de rochas ornamentais movimenta cerca de US$ 2,1 bilhées/ano, incluindo-se a comercializacéo nos mercados interno e externo © as transagées com méquinas, equipamentos, insumos, materiais de Consumo e servigos, gerando cerca de 105 mil empregos diretos em aproximadamente 10.000 empresas. O mercado interno 6 responsavel por Quase 90% das transagées comerciais e as marmorarias representam 65% do universo das empresas do setor. © desdobramento dos blocos de rochas ornamentais no Brasil se da principalmente através da utilizacdo de teares. O parque de beneficiamento Opera com quase 1.600 teares, e tem capacidade de serragem estimada em 40 milhées de m?/ano. * Produgao A extragao brasileira de rochas totaliza 5,2 milhdes de toneladas/ano. Os estados do Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia respondem por 80% da produg&o nacional. O estado do Espirito Santo € 0 principal produtor, com 47% do total brasileiro. O estado de Minas Gerais é 0 segundo maior produtor eresponde pela maior diversidade de rochas extraidas. Granitos Marmores Quartzitos Foliados Pedra Miracema Quartzitos Macicos Pedra Cariri Arenitos 2.964.280 959.800 450.000 182.000 60.000 49.000 39.120 Pedra Morisca Pedra Sabao / Serpentinito 137.600 5.228.600 * Exportacoes Considerando-se as 26 posic6es da NCM discriminadas no presente trabalho, para enquadramento das rochas ornamentais e de revestimento, as exportagGes brasileiras do ano 2000 atingiram US$ 271,54 milhdes e 1,1 milh&o de toneladas, com variacao positiva de respectivamente 16,8% (em valor) e 12% (em volume) em relacado a 1999. Relagao de Posigdes da NCM Utilizadas para Enquadramento das Exportacées| TIPOLOGIA Ncm | DENOMINAGAO 6802.10.00 | Ladrithos de pedra natural/serrada superfcialmente 6802.21.00 | Mérmore, travertino e alabastro talhados 6802.22.00 | Outras pedras calcérias talhadas 6802.23.00 | Granito talhado ou serrado 6802.29.00 | Outras pedras talhadas ou serradas ROCHAS 6802.92.00 | Pedras calcarias trabalhadas PROCESSADAS | 6802.99.10 | Esferas p/ moinho de outras pedras de cantaria (RP) 6802.99.90 | Pedras de cantaria, trabalhadas 6803.00.00 | Ardésia natural, trabalhada 6801.00.00 | Pedra p/ calcetar meio-fo e placa p/ pavimentagao 2514.00.00 | Ardésias incluindo desbastadas 2526.10.00 | Esteatita natural, nao triturada nem em po 6815.99.90 | Obras de pedras ou de outros materiais 2506.21.00 | Quartzitos em bruto ou desbastados 6802.93.10 | Esferas para moinho, de granito ROCHAS 6802.93.90 | Granitos trabalhados SILICATICAS 2516.12.00 | Granito cortado em blocos ou placas EM BRUTO 2516.11.00 | Granito em bruto ou desbastado (RSB) 2516.21.00 | Arenito em bruto ou desbastado 2516.22.00 | Arenito cortado em blocos ou placas ia 2516.90.00 | Pedras de cantaria ou de construgao Soci 6802.91.00 | Marmore, travertinos, etc. CARBONATICAg | 2518:11.00 | Travertinos em bruto ou desbastados eens 2515.12.10 | Mérmores cortados em blocos ou placas Ree) 2515.20.00 | Granitos belgas 2515.12.20 | Travertinos cortados em blocos ou placas Rochas Ornamentais no Século XXI 25 No ano 2000, 508 empresas distribuidas em 22 estados da Federacao, compuseram a base exportadora de rochas. No ano de 1999, cerca de 71% das exportag6es de rochas processadas, em valor, foram destinadas aos EUA, enquanto que para a Italia foram remetidos 40% em peso das exportagdes de rochas brutas, caracterizando uma concentracao muito elevada de vendas para esses dois mercados. Destaca-se um aumento continuo das exportagées brasileiras durante toda a década de 90. A barreira dos US$ 100 milhées foi ultrapassada em 1993 a dos US$ 200 milhées atingida em 1997. A tendéncia registrada a partir de 1996, mostra recuo das exportagdes de rochas silicaticas em bruto e pequena expresso das rochas carbonaticas em bruto. No ano de 1999, o Brasil teve participacao de 0,3% nas exportacdes mundiais de rochas carbonaticas brutas (blocos de marmore, posigao 25.15), de 9,9% nas de rochas silicaticas brutas (blocos de granito, posigao 25.16), de 1,3% nas de rochas processadas simples (pedras de calcetar, posi¢a0 68.01), de 1,4% nas de rochas processadas especiais (produtos de marmore e granito, posicdo 68.02) e 5,6% nas de ardésias (posigao 68.03), compondo 4,9% do volume fisico do intercambio mundial. Esse desempenho posicionou 0 Brasil como sexto maior exportador mundial de rochas em volume fisico, atras da Italia, China, india, Espanha e Portugal e a frente da Africa do Sul, Turquia, Coréia do Sul, Grécia, Finlandia e Alemanha. Quanto as exportagées de granitos brutos, o Brasil colocou-se em quarto lugar com 9,9%, atras da India (18,2%), Africa do Sul (11,7%) e China (10,4%), situando-se em 12° lugar das exportagdes mundiais de rochas processadas. Observou-se expressivo crescimento das exportagdes brasileiras de ardésias e quartzitos foliados, bem como a participagao de pedra sabao e serpentinitos nas exportagGes. Tais materiais, caracterizados pela produgao e beneficiamento regionalizados, ja representaram 13,6% em valor e 10,4% em peso das exportagées brasileiras de rochas no ano 2000. Evolugao das Exportagoes Brasileiras 300.000- 250.001 200.000- 150.000- 100.000 50.000- USS mil o-|_s——e—_»——_2——e_| 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 I—e—RSB | 98.509 }122.219| 116.983] 115.245] 116.765 I—e—RcB | 2.250 | 1.324 | 1.131 | 1.328 | 1.482 I—e—RP | 56.525 | 74.735 | 92.972 |115.884] 153.292 |—e— TOTAL] 157.284] 198 278|210.486|232.457|271.539 SB - Rocha Silicatica Bruta (blocos de granito) RCB - Rocha Carbonética Bruta (blocos de mérmore) RP.- Rocha Processada (produtos de marmores e granitos) Fonte: SECEX/DECEX ‘As exportag6es do Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia, que sao os principais estados produtores, totalizaram cerca de US$ 210 milhGes em 2000. O Espirito Santo consolidou sua posi¢ao de principal produtor e exportador, respondendo no ano de 2000 por 44%, em peso e valor, do total das exportacées brasileiras. O Rio de Janeiro teve um dos mais expressivos crescimentos de exportacao de rochas processadas. Princip: ras - 1999 Destinos das Exportacoes Bra: Fonte: SECEXIDECEX S4o declinantes desde 1998, em peso e valor, as exportacées totais e sobretudo de rochas graniticas de Minas Gerais, que tém seus negécios centrados na venda de blocos para grandes compradores italianos. Esta queda foi atenuada pelo expressivo crescimento das ardésias e quartzitos foliados, que em 2000 ja representaram 47,9% em valor das exportagées mineiras de rochas. Situag&o menos aguda, porém semelhante, é observada para a Bahia, cujas exportacées foram ultrapassadas pelo Rio de Janeiro em 2000. A questao da agregacao de valor dos produtos beneficiados pode ser aqui exemplificada, pois em peso 0 Rio de Janeiro exportou 32% do total da Bahia, enquanto em valor as exportagées cariocas foram 5% maiores que as baianas. No ano de 1999 as rochas processadas representaram 19,5% em volume fisico do total exportado, enquanto em valor corresponderam a 49,6% do faturamento. No ano 2000 as rochas processadas representaram 25,4% em peso e 56,5% em valor das exportacées. J& em 1999 0 valor das exportages das rochas processadas equiparou-se ao dos blocos e no ano 2000 a exportagaéo de produtos semi-elaborados ja ultrapassou a de matéria-prima, 0 que caracteriza a desejada modificagao do perfil da industria exportadora. [Principais Estados Exportadores de Rochas Ornamentais e de Revestimento Espirito Santo Bahia US$ mil} Ton | US$ mil] Ton 46.055,02] 487.701,04 20.921 92 og 437.1% 7004) Rio de Janeiro USS mil] Ton 22.036,85 | 36.957,88} +303% | +525% Fonte: SECEX/DECEX Minas Gerais US$ mil] Ton 352.806,54 O melhor desempenho do Espirito Santo e do Rio de Janeiro com exportagao de rochas graniticas processadas, bem como de Minas Gerais com ardésias e quarizitos foliados, esta lastreado na existéncia de parques industriais de beneficiamento e em uma base de competitividade firmada para produtos acabados/semi-acabados no mercado interno. Tais atributos acabaram por viabilizar até o incremento das exportagdes de blocos de granito pelo Estado do Espirito Santo, exportagées estas, agora nao controladas por grandes contratos de exclusividade. Importagoes No ano 2000, as importagées brasileiras totalizaram US$ 21,9 milhdes e registraram queda de 10,0% em relacao a 1999, invertendo-se uma tendéncia forte de incremento ao longo de toda a década de 1990. A grande maioria das importagdes refere-se a chapas de marmores e travertinos, sobretudo provenientes da Italia, Espanha e Grécia. [Evolugao das Importacées Brasileiras de Rochas Ornamentais| 35 a ooo eG a 2 = $ 2 20 es & ge 15: S 10: 5: 0. 1994 | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 —@- Valor} 68 | 16,8| 21,6] 28,5 | 32,4 | 24,3} 21,9 Fonte: SECEXIDECEX O crescimento da importagao na década de 1990 foi decorrente da queda das aliquotas do imposto de importago, suprindo uma deficiéncia de atendimento para o mercado imobilidrio de alto padrao, ja que a producdo brasileira de mérmores é limitada quanto a variedade e quanto a quantidade . As quedas registradas em 1999 e 2000 foram decorrentes da desvalorizagdo cambial promovida no inicio do ano de 1999. Rochas Ornamentais no SéculoXXT___ 2 ¢ Consumo Interno O consumo interno aparente de blocos de marmore e granito, segundo dados oficiais do Sumario Mineral Brasileiro, foi de 1,67 milhdes de toneladas no ano de 1999, com crescimento 19,7% em relagao a 1998. Esses valores de 1999 seriam equivalentes a 18,3 milhes de m*/ano e corresponderiam a 3,5% do consumo mundial de chapas, traduzindo um consumo per capita de 7 a 8 kg/ano de marmores e granitos. Se for no entanto considerada a produgao real de blocos de marmore e granito estimada neste trabalho, bem como a das demais variedades de rochas exploradas no Brasil, 0 consumo interno atinge cerca de 50 milhées m*/ano, equivalentes a 25 kg per capita. Conclusées Projetando-se um crescimento anual de 15% em valor para as exportagdes brasileiras, compativel 4 taxa média dos Ultimos 3 anos e portanto factivel para os préximos 3 anos, sera atingido um patamar de US$ 355 milhdes em 2002 e de US$ 618 milhdes em 2006. No ano 2000, as exportagées brasileiras sofreram um incremento de 12% em peso e de 5,9% na participagao percentual em peso de rochas processadas no total exportado, traduzindo o referido crescimento de 16,8% em valor sobre 1999. Exportagées Brasileiras de Rochas Ornamentais Projegdo de Incremento 15% a.a. em Valor, até 2006" - US$ milhoes ano | 1999 | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 2006 | uss milhoes 2325 | 2674 | 3075 | 3536 | 4066 | 4676 | 5378 | 6185 * Baseada na taxa média de incremento no periodo 96-99. Com base em uma simulagao compativel a performance do ano 2000, que admite incremento de 10% ao ano em peso das exportacées, além de incremento de 5% ao ano de participacdo percentual em peso de rochas processadas no total exportado, as exportacdes brasileiras_atingiriam faturamento de US$ 750 milhdes no ano de 2006; isto representaria a duplicagao em peso e a triplicago em valor das exportagées brasileiras. Se for admitido incremento de 10% ao ano de participagao percentual em peso de rochas processadas no total exportado, teriamos a mesma duplicagéo em peso porém quadruplicacao em valor das exportacées, atingindo-se US$ 1 bilhdo no ano de 2006. Estudos recentes do Banco Mundial mostram que a cada US$ 1 bilhdo exportado gera-se de 50 mil a 70 mil empregos. Considerando-se a projecao de 15% de incremento anual das exportagdes do setor de rochas, pode-se assim estimar a geragao de no minimo 17,5 mil a 24,5 mil empregos até o ano 2006. Segundo outras simulagées, que prevéem crescimento mais acentuado © possivel de participagao de rochas processadas nas exportagées, o setor podera gerar até 54,1 mil empregos no mesmo periodo, o que representa aumento de 50% da mao-de-obra direta atualmente alocada no setor. Apartir de simulagdes de demanda de bens de capital Para o parque industrial, elaboradas através das projegdes de exportagao e consumo no mercado interno, vislumbra-se a necessidade de agregagao de no minimo 560 novos teares, 190 novas politrizes e 50 novos talha-blocos, até 0 ano 2006. O atendimento das demandas necessérias para atualizagdo do parque industrial, prevé investimentos de no minimo US$ 1 bilhdo até 2015. A industria de bens de capital, instalada no Brasil, nado tem capacidade de atendimento da demanda projetada. Com 0 objetivo de atender a demanda projetada de serragem para 2015, sera necessario atingir uma produgo priméria de blocos da ordem de 14 milhdes Vano, 0 que representa um incremento de 3,5 vezes a alual producdo. Considerando-se um universo estabilizado de 1.000 pedreiras ativas no Brasil, seriam necessarios investimentos de converséo da atual produ¢&o primaria média de 150 m’/més por pedreira, para cerca de 500 m'/més, 0 que representa investimentos em bens de capital de cerca de US$ 350 mil por pedreira até 2015, totalizando-se US$ 350 milhdes. EN eens _ © parque industrial brasileiro de beneficiamento encontra-se tecnologicamente defasado, sobretudo pela antigilidade das maquinas equipamentos em operacdo. A modernizagéo desse parque industrial podera ser viabilizada através da adequacdo/automagéo das maquinas e equipamentos ja instalados e com até 10 anos de uso, e sobretudo através da aquisigao de bens de capital tecnologicamente atualizados. Deve-se mencionar que a maior parte dos teares em operagao no Brasil tem mais de 10 anos de atividade e ndo incorporaram equipamentos periféricos que otimizariam sua produtividade. Pode-se neste sentido destacar a importncia de acoplamento de dosadores de cal, recuperadores de granalha, ajustadores automaticos de biela, tensionadores hidrdulicos de lamina e controles automaticos de cala © fortalecimento do mercado interno, considerado basico para o desenvolvimento das exportagées de produtos acabados e servigos, exige investimentos para modemizagéo das marmorarias, destacando-se que, exce¢ao eventual feita as fresa-pontes, inexiste produgo brasileira de maquinas automaticas para acabamento. Recomendac6es A curto prazo, tendo em vista maior competitividade frente a China e india no mercado internacional, enfatiza-se a necessidade de aquisicao de bens de capital, importados sem barreiras tarifarias, para a modernizagéo do parque industrial brasileiro de serragem e polimento. Reitera-se a necessidade de adequacao das linhas de crédito e uma ampla reformulacao das bases tributarias, pois o setor de rochas ornamentais e de revestimento é constituido por pequenas e médias empresas, atualmente alijadas dos recursos disponiveis e com sua competitividade prejudicada pelos impostos e taxas vigentes. A curto e médio prazos aponta-se como relevantes: *®a modernizacaéo das marmorarias, como base para o fortalecimento do mercado interno e exportagao de produtos finais que agregam servigos, design e marca: a capacitagdo tecnolégica da industria brasileira de maquinas e equipamentos, visando sua adequacao qualitativa e quantitativa de atendimento do mercado; e; a qualificagaéo dos insumos e materiais de consumo do beneficiamento, para otimizagao da serragem e polimento de chapas e lajotas. ‘A média e longo prazos aponta-se: a necessidade de utilizagdo de teares, politrizes e talha-blocos mais produtivos que os atuais, para adequacao do parque industrial brasileiro e atendimento da demanda projetada nos mercados interno e externo. ROCHAS ORNAMENZTAIS “no século XXI Bases para uma Politica de Desenvolvimento Sustentado das Exportacgoées Brasileiras oy é Foto cedida por Mineragao Capixaba OIA As rochas ornamentais e de revestimento, também designadas pedras naturais, rochas lapideas, rochas dimensionais e materiais de cantaria, abrangem os tipos litoldgicos que podem ser extraidos em blocos ou placas, cortados em formas variadas e beneficiados através de esquadrejamento, polimento, lustro etc. Seus principais campos de aplicagao incluem tanto pecas isoladas, como esculturas, tampos e pés de mesa, balodes, ldpides e arte funerdria em geral, quanto edificages, destacando-se, nesse caso, os revestimentos internos e externos de paredes, pisos, pilares, colunas, soleiras etc. Do ponto de vista comercial, as rochas ornamentais e de revestimento sao basicamente classificadas em granitos e marmores, que perfazem cerca de 90% da produ¢ao mundial. Ardésias, quartzitos, pedra sabao, serpentinitos, basaltos, conglomerados naturais, também se destacam setorialmente. Como materiais dimensionais, portanto aproveitados em volume, as rochas ornamentais e de revestimento tém valor comercial muito significativo frente a outras matérias primas minerais. O quadro comparativo do seu valor em peso relativamente aos minérios de ferro e ouro, que constituem commodities minerais bastante conhecidos e importantes na pauta brasileira de produgao e exportacao, é apresentado abaixo e permite ilustrar a questao US$ 22/tonelada US$ 93/tonelada US$ 185/tonelada 1. Valor base de minério US$ 22/t. 2. Valor base de US$ 9,3/g em minério com teor de 10 git. 3. Valor médio de US$ 500/m* no mercado internacional, atribuindo-se densidade de 2,7 Um?. Segundo as publicagdes Stone 2000 e World Stone Industry - 1999, a producdio mundial situa-se ao redor de 50 milhdes Vano. Desta produgao, 50% 6 proveniente da Europa, 34% dos paises asiaticos (destacando-se india e China), 11% das Américas, 4% da Africa e 1% da Oceania Estima-se que a comercializagéo de materiais brutos e produtos acabados/semi-acabados movimente US$ 10 bilhdes/ano no mercado internacional. Estima-se também movimentacao de USS 25 bilhdes/ano nos mercados internos dos paises produtores, bem como de USS 6 bilhoes/ano para negécios com maquinas, equipamentos, insumos, materiais de consumo e prestag4o de servicos. we Abirechas O crescimento de atividades do setor pode ser examinado ao referir-se que a produgao mundial de marmores, granitos e outras rochas de revestimento, evoluiu de 1,5 milhdo de Yano, na década de 20, para o patamar atual da ordem de 50 milhées de ano, conforme dados apresentados nas Tabelas 1A e 1B. Tal incremento foi determinado tanto por novos tipos de utilizagao das rochas ornamentais nas paisagens urbanas, principalmente no que se refere a obras de revestimento, quanto por novas tecnologias de extragao, manuseio, transporte e beneficiamento de blocos. Os avangos tecnologicos permitiram © aproveitamento e difuséo de diversas rochas anteriormente nao comercializadas, enquanto as novas utilizagdes viabilizaram solugdes estéticas e funcionais muito interessantes e confiaveis na construgao civil, o que proporcionou grande expansao do mercado. [Tab. 1 Ae 1 B - Produgao Mundial de Rochas Ornamentais e de Revestimento: Perfil Historico segundo Diferentes Fontes de Informacao. Produgao Mundial de Rochas Ornamentais e de Revestimentos: Perfil Histrico 1.000 98 440_[ 246 | 1.790 | 791 | 00 77.600 I 340 | 1.195 21.710 1996 | 26450 | 569 | 17625 | 379 | 2.425 46.500 1997 | 27.650 | 558 | 19.350 [ 391 | 2.500 49.500 1998 | 20400 | 57.6 | 19.000 | 37.3 | 2.600 51 | 51.000 i999 | 31.300 | 574 | 20350 | 373] 2850 | 53] 54.500 Fonte: STONE 2000 rooot | % | toot | % | 1.000t | % | 1.0008 1.175 | 657 175 | 98 440 | 24.6 1.790 1976 | 13.600 | 76.4 3.400 | 19,1 800 4,5 | 17.800 1986 | 13.130 | 605 | 7.385 | 340] 1.195 55 | 21.710 1997 | 25.135 | 55,0 | 18.280 | 40.0 | 2.265 5,0 | 45.700 1998 | 26.070 | 55,0 | 18.960 | 400] 2370 5,0 |_47.400 Fonte: WORLD STONE INDUSTRY, 1998, Cerca de 70% da produ¢éo mundial é atualmente transformada em chapas e ladrilhos para revestimentos, 15% desdobrada em pecas para arte funeraria, 10% para obras estruturais e 5% para outros campos de aplicacéo. Aproximadamente 60% dos revestimentos referem-se a pisos, 30% a paredes e fachadas e 10% a trabalhos especiais de acabamento. Os mérmores hoje representam cerca de 55% da produgéo mundial e as rochas silicdticas, sobretudo graniticas, respondem por 40%, com 5% atribuidos as ardésias. A participagao dos granitos elevou-se de 15% na década de 50, para os atuais 40%, incrementando a demanda global sem restringir a utilizagao dos marmores. Por outro lado as ardésias, tiveram diminuida sua participagdo de 25% na década de 20, para os atuais 5%, apesar da produgao ter-se elevado de 500 mil ano para 2,8 milhdes t/ano no periodo. Por serem materiais mais resistentes ao ataque quimico e ao desgaste abrasivo, as rochas graniticas tém sido prioritariamente especificadas para revestimentos externos, tanto de pisos quanto de fachadas. Também pela sua maior resisténcia aos agentes atmosféricos de intemperismo, a utilizagao de granitos ja superou a dos marmores para ldpides (espessores) e arte funeraria em geral O comércio de rochas ornamentais envolve transagdes com materiais brutos € produtos acabados ou semi-acabados. Os materiais brutos possuem menor valor na comercializagao, néo devendo, portanto, constituir a base prioritaria de negdcios para o mercado externo A média dos pregos internacionais para granitos situa-se entre US$ 400 e 600/m* (valor FOB), inclusive os granitos brasileiros. As cotagdes médias de prego dos marmores estao colocadas entre US$ 800 e 1.200/m? (valor FOB), superiores portanto as dos granitos. Os precos do mercado internacional estiveram historicamente, até fins da década de 1980, situados em patamares mais elevados e referiam-se sobretudo a cotacao dos marmores. Observando-se a média de precos das rochas ornamentais e de revestimento nos mercadbs interno e externo, refere-se que o indice de agregagao de valor na venda de blocos é equivalente a trés vezes 0 seu custo de produgao. No mercado externo as transagées comerciais, proporcionadas pela venda de geram uma receita por metro cibico, que a venda em bloco. A venda de por sua vez, permite gerar uma receita Por metro cibico, que a venda em bloco FOES ARAMINISIS RO SECIS AAT =s O padrao cromatico € o principal atributo considerado para qualificagéo de uma rocha. Em fungao das caracteristicas cromaticas, os materiais sao enquadrados como classicos, comuns ou excepcionais. Os materiais classicos nao sofrem influéncia de modismos, incluindo marmores vermelhos, brancos, amarelos e negros, bem como granitos negros e vermelhos. Os materiais comuns ou chamados “de batalha’, de largo emprego em obras de revestimentos, incluem marmores beges e acinzentados, além de granitos acinzentados, rosados e amarronzados. Os materiais excepcionais sao normalmente utilizados para pegas isoladas e pequenos revestimentos, abrangendo marmores azuis, violeta e verdes, além de granitos azuis, amarelos, multicores e brancos. Em termos do consumo mundial de rochas, projegdes de meados da década de 1990 apontavam incremento de 400 milhGes de m*/ano para 500 milhoes no ano 2000. Este incremento representaria passagem de 40 milhées de ton/ano para 50 milhdes no ano 2000. Os nuimeros, apresentados na Figura 1, ja indicam consumo de 600 milhdes de m?/ano em 1999 e previsao de 640 milhdes de m*/ano para oano 2000. Fig. T- Evolugao do Consumo Mundial de Rochas e Ceramica e da Produgao Italiana de Grés Porcelanato 4500 4000+ 3500 — 3000 2500: 2000 1500 1000 a | 22 2 9 —¢ _o_0—_e 1990] 1991 1992 | 1993 | 1994 | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 [—e= Gres Porcelanatol 37.6] 41 | 466 | 52.5 | 62.3 | 02,7 [102.5] 197.5] 176.8] 221 —e— Rochas 285 | 320 | 335 [| a70 | 410 | 462 | sor | 540 | 507 | 505 2 Coramica 1786 | 1874 | 2028 | 2279 | 2633 [ 2940 | 3149 | 3590 | 3635 | 3900 Fonte: DNPM - MMEISNM - geal. Walter Lins Arcoverde x LOS Da mesma forma as projegées de consumo e exportagées mundiais de rochas, mostradas na Figura 2, indicam a manutengao da tendéncia de crescimento do mercado internacional e das perspectivas de incremento da participacao brasileira nesse mercado. Por exemplo para 2025, projeta-se a quintuplicagao do consumo mundial e transagdes internacionais de 2,1 bilhGes de m? equivalentes/ano. . de Consumo e Exportagoes Mundiais = 3000 = Z 2600 2 2004 3 1800 F 1000 8 50 e 0 998 | 1999] 2000] 2005 2010] 2015] 2020] 2025 =e connie | 67 | 504 | 634 [ 679 1.589)2.195]2.849 =e Ei. Wat 97104 [113 [165 355 | 482 | 707 = 182 | 196 | 212 | a10 | 55 | oor | 070 [1.99 ee vp. roamn | 270 [901 | 204 [are | 697 [1.020] 460]? 140 Fonte: STONE 2000 Dentre os materiais de revestimento, os produtos ceramicos sao os que tém a maior participagao, indicando amplas possibilidades de expansdo para uma crescente utilizagéo de rochas ornamentais, vislumbrando uma melhor posigdo no market share. A Figura 1, mostra a evolugao do consumo mundial de ceramica e rochas de revestimento durante a década de 1990, observando- se que os produtos ceramicos perfazem quase 90% de um mercado que totalizou 4,7 bilhGes m’ em 1999. Outro dado significativo refere-se ao crescimento da producao italiana de ceramicas do tipo grés porcelanato, que em 1999 atingiu 221 milhGes m? (vide Figura 1). Tanto 0 grés porcelanato quanto os recentes super porcelanatos, procuram imitar cada vez mais os marmores e granitos. Rochas Ornamentais no Século XXI_43. O atendimento a padrées de nomenclatura, funcionalidade e durabilidade, baseados em normas técnicas especificas, sera cada vez mais exigido na comercializagao de rochas ornamentais. Para a Unido Européia, 0 Comité Europeu de Normatizacdo CEN criou o grupo técnico CEN.TC.246 Natural Stone, que estabelecera normas para especificacdo de materiais, ensaios e produtos. Mais amplamente, as especificagées firmadas pela CEN.TC.246 sero adaptadas para a ISO.TC.196 Natural Stone, que regulara a utilizagao das pedras naturais em ambito mundial. Caberé ao Brasil atingir os padrées 1SO.TC.196, para ocupar posigao de maior destaque no mercado internacional, uma das recomendagoes do capitulo final deste documento Maiores cuidados ambientais quanto a lavra e recuperacdo de areas degradadas sero também cada vez mais exigidos no setor de rochas omamentais, devendo-se tornar uma imposi¢ao comercial aos fornecedores. Destaca-se que o Brasil, apesar de enquadrado no grupo dos grandes produtores mundiais, ainda nao disseminou amplamente a tecnologia e know- how paraa explotacao de macigos rochosos. A formulagao de negécios no setor de rochas ornamentais e de revestimento, pressupde 0 conhecimento integrado de todas as etapas da cadeia produtiva, visando ao atendimento de dois requisitos fundamentais para o sucesso de empreendimentos: a garantia de suprimento e a garantia de mercado. Deve-se sobretudo firmar 0 conceito de que os materiais naturais de ormamentagéio e revestimento ndo séo commodities minerais, mas sim especialidades que demandam uma percepgao estética de qualidade e valor agregado. 45 Rochas Ornamentais no Séewlo XXI Na Figura 3 so apresentadas as principais etapas e produtos da industria de rochas. dy ep eaay ovde: owstueqin ‘0 ouy loedes009i eeuy oedny nsuog @ eumaynbsy oede]UaWeUO ep sedeg + spor) sopeqroy sasossads3 - OBSEIUSWELIO @p Sedaq + SeDEId + sopeqeoy saiossads3 « sepeoueg owopy ap sojalgo « SIOAOW © SEUEPEOSY « sedepoy + SeuIaI0S + epIpaW qos soTUALUNSARdY « SOPEZIUOIPEd SOWUOLINSOADY + s3uOSS3dS3 SvdvHO 09078 svaizve OEWILd OjUeWE!oyoUEg soinaoud SVdVLa SIEWUOUIELIO SEYDOY ep eNSNpUI eu so;Nposg SlediouLig © sedeyy-“¢ Big O mercado internacional de rochas ornamentais mostra perfis especificos de demanda, sendo submetido a uma certa sazonalidade ditada por modismos. Os modismos e tendéncias de design sao determinados, principalmente, no continente europeu. © grupo dos paises predominantemente produtores, no qual esta incluido © Brasil, exporta (em peso) sobretudo material bruto selecionado para um conjunto restrito de paises importadores. A mudanga no sentido do incremento da exportacéo de produtos acabados demanda esforgos consideraveis em investimentos humanos e financeiros. Paises como a China e india, mais diretos concorrentes do Brasil no mercado internacional, estao desenvolvendo tais esforgos, através de acdes institucionais com apoio governamental © grupo dos paises predominantemente consumidores mostra acentuado desenvolvimento no setor da construgdo civil. Seus integrantes tém possibilidade de importar produtos acabados e contratar grandes projetos, desenvolvendo novas tendéncias arquiteténicas para edificios residenciais, publicos e comerciais, shopping centers, aeroportos, hotéis, embaixadas, monumentos, arte funeraria, entre outros. O grupo dos produtores/consumidores ¢ integrado por paises com tradigéo formal no setor de rochas ornamentais, historicamente envolvidos com exportagao de produtos, em geral beneficiados. O principal fator de sua distingo esta relacionado ao controle de tecnologias de lavra, beneficiamento e aplicacao, absorvidas e desenvolvidas ao longo do tempo, com base em sua prépria cultura de extragao e utilizagao dos materiais 48. Abirochas A comercializagao internacional de rochas brutas e beneficiadas movimentou 20,8 milhdes de toneladas em 1999, atestando a insercao do setor na economia dos mercados globalizados. As projegdes de consumo/producao e exportagdes mundiais indicam a manutengao da tendéncia de crescimento do mercado internacional e das perspectivas de aumento da participagao brasileira neste mercado. Por exemplo, para 2025, projeta-se a quintuplicagao da atual producdo/consumo mundial, devendo-se passar a 2,85 bilhdes de m/ano. Também para 2025, projeta-se que as exportagdes mundiais atingirdo 2,14 bilhdes de m? equivalentes/ano, que perfariam 75% da producao. No ano de 1999, o Brasil teve participagao de 0,3% nas exportagdes mundiais de rochas carbonaticas brutas (blocos de marmore, posigao 25.15), de 9,9% nas de rochas silicaticas brutas (blocos de granito, posigao 25.16), de 1,3% nas de rochas processadas simples (quartizitos, pedra Miracema e etc, posigao 68.01), de 1,4% nas de rochas processadas especiais (produtos de marmore e granito, posi¢ao 68.02) e 5,6% nas de ardésias (posi¢ao 68.03), compondo 4,9% do volume fisico do intercambio mundial. ree eo a cts) Rochas Ornamentais no Século XXI 49 Esse desempenho posicionou o Brasil como sexto maior exportador mundial de rochas em volume fisico, atras da Italia, China, india, Espanha e Portugal. Quanto as exportagées de granitos brutos, o Brasil colocou-se em quarto lugar com 9,9%, atras da india (18,2%), Africa do Sul (11,7%) e China (10,4%), situando-se em 12° lugar das exportagdes mundiais de rochas processadas (Figs. 4 ¢ 5) eem 3° lugar como exportadora de ardésia. Fig. 4 - Maiores Exportadores Mundiais de Rochas Silicaticas Brutas| (Posigao 25.16) - Peso e Participacao Percentual - 1999 mil toneladas 20 Fonte: STONE 2000 Fig. 5 - Maiores Exportadores Mundiais de Rochas Processadas Especiais| (Posigao 68.02) - Peso e Participagao Percentual - 1999 Fonte: STONE 2000 50 Abirochas Mundialmente, a Italia € um dos principais “players” do setor, colocando-se entre os maiores produtores, como maior importadora de material bruto, maior consumidora per capita e maior exportadora de rochas e tecnologia, tendo sido responsavel em 1999 por 32,9% em peso das transagdes de produtos beneficiados e 46% em peso das transagées de maquinas e equipamentos, no mercado internacional Os EUA, seguidos do Japo, so por sua vez os principais importadores de produtos acabados, tendo respondido por quase 32,6% em peso das transagdes mundiais em 1999. A China é a maior importadora de maquinas e equipamentos, tendo absorvido 10% em peso do total comercializado no mercado internacional em 1999. Dentre os doze principais paises produtores, oito pertencem ao grupo dos principais consumidores e nove ao dos principais exportadores de rochas processadas, atestando a ligagao direta entre consumo interno, produgao e volume de negécios. A Italia, Espanha, Alemanha, Japao, EUA e Franca foram responsdveis por 40-45% do consumo mundial na década de 90 Os principais paises importadores de rochas silicatadas em bruto e de rochas processadas, no ano de 1999, significativos portanto para o comercio exterior brasileiro, s4o mostrados nas Figuras 6 e 7. Observa-se que a Italia e os EUA, despontam respectivamente nas importagdes de rochas brutas e de processadas. Destaca-se, ainda, que a China ja comparece tanto nas duas tabulagdes, quanto na dos maiores importadores mundiais em volume fisico (Figura 8), indicando sua transformagéo em um dos grandes entrepostos comerciais do setor. Importadores Mundiais de Rochas Silicaticas Brutas (Posigao 25.16) - Peso e Participagao Percentual - 1999 mi toneladas| 1 oy Fonte: STONE 2000 Rochas Ornamentais no Séeulo XXI Fig. 7 - Maiores Importadores Mundiais de Rochas Processadas Especiais (Posigao 68.02) z00 2000 1800 1200 miltoneladas Fonte: STONE 2000 8 - Maiores Importadores Mundiais em Volume Fisico -Peso e Participagao Percentual - 1999 200 4800 il toneladas| Fonte: STONE 2000 51 A evolugaéo do comércio internacional evidencia uma tendéncia mais acentuada de crescimento das transagdes com rochas processadas especiais, conforme mostrado na Figura 9. Dentre estas, o maior incremento @ observado para as rochas silicaticas. Fig. 9 - Evolugao das Exportagoes Mundiais (1994 - 1999) 10000- 000+ 6004 a 4000{—$—$—$_$_$______— : 1994 | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 mil toneladas —e— RCB (25.15) 1390 | 1396 | 1533 [ 1987 | 2073 | 2319 —e— rse (25.16) _ | 6256 | 6024 | 6562 | 7518 | eres | 7859 —e— RPS (68.01) srat | 1903 | 2278 | 22a | 2142 | 240 —e— RPE (68.02) | so2e | 5606 | 267 | e675 | ace | 7214 —e— ardésias (68.03)| 281 | 644 | 700 | 762 | 015 | 890 Fonte: STONE 2000 A participagao brasileira no mercado internacional de rochas processadas é ainda limitada e esta bastante aquém da posicao da China e India, nossos principais concorrentes. Observou-se uma queda acentuada de participagao da Italia com 0 comércio de rochas processadas, sobretudo devido ao crescimento da india e particularmente da China no mercado asiatico, ao longo da década de 90 (Figura 10). Fig. 10 - Participagao Relativa no Mercado] Internacional de Rochas Processadas 80 604 £40 5 e204 1989 1993 1989 —e= tia | a3 458 329 —e— china] 38 tt 260 —e— india | 03 30 37 —e— wrasit| 03 o7, 14 — J Fonte: SEA, 1999 e STONE 2000 Rochas Ornamentais no Steulo XX 22 A Itdlia ainda se destaca no entanto como origem da maior parte dos principais fluxos comerciais de rochas processadas. A China respondeu, com o Japao, pelo maior fluxo comercial em peso do ano de 1999. O principal fluxo comercial brasileiro de rochas processadas, excluindo-se as posigdes 68.01 e 68.03, é mantido com os EUA e situou-se na 15* posigao do ranking mundial em 1999, 0 que justifica a participacao pouco expressiva do Brasil neste mercado (Figura 11) Fig. 11 - Principais Fluxos Comerciais de Rochas Processadas Especiais (Posi¢ao 68.02) - Peso e Participagao Percentual - 1999 1200 200 60 400 200 13% 1% 10% is es is’ ie Fonte: STONE 2000, A participagao brasileira nos fluxos comerciais de rochas silicatadas em bruto, é obviamente mais significativa que naqueles de rochas processadas (Figura 12). a8 ‘Bh 36 29 Sih 29% 28x 28 98 1am 17 Fonte: STONE 2000, Abirocas Para efeito comparativo da situa¢4o do Brasil, China, india e Italia no mercado internacional, apresenta-se na Figura 13 as exportagdes desses paises, discriminadas segundo as diferentes posigdes de enquadramento dos produtos comercializados. Fig. 13 - Exportagées do Brasil, China, india e Italia - 1999 ] — 4000 7 3500 3000 2500 @ 2000 £ = 1500 +000 500 of BRASIL Tia China tala FEIN 8 (posigso 25.15) TMINIRPS (posigdo 68.01) ETM Ardésias (posigao 68.03) CWB rss (posigao 25.16) ELM RPE (posicao 68.02) FCM TOTAL ROB Rocha Carbonic Bata bose de armor), RSB_ Rocha Sihica Bits (noes We panto), APS Racha Povessode Simpie quarto, pea ldracema eof) RPE aca Provessada Especial (chaps ewaihos pokaos do mamores grants Fonte: STONE 2000 Rochas Ornamentais no Século XT 22 Em termos mundiais, verifica-se que no ano de 1998, quebrou-se pela primeira vez uma tendéncia continua de crescimento do comércio internacional, devido a crise econémica asiatica de 1997 (vide Figura 9) Pelo pequeno volume de transagGes diretas com os paises asiaticos, 0 Brasil manteve desempenho positivo em 1998, tanto nas exportagdes gerais quanto especificamente para rochas processadas. Ja a China e a Italia, experimentaram queda nas transagées durante o ano de 1998. A india recuou em termos gerais, mantendo a tendéncia positiva das rochas processadas, neste caso, como o Brasil, devido ao grande volume de exportagdes para os EUA eee mee BRASILEIRO Conforme levantamentos realizados em campo, bem como compilagdo de dados constantes na bibliografia consultada, ilustra-se 0 quadro setorial brasileiro pela produgdo de cerca de 500 tipos comerciais de rochas, entre granitos, marmores, quartzitos, ardésias, conglomerados naturais, basaltos, serpentinitos, pedra sabao, pedra talco e materiais do tipo pedra Miracema, pedra Cariri e pedra Morisca, entre outras rochas de 1.300 jazidas em atividade. Encontram-se registradas 300 empresas mineradoras e 250 empresas de beneficiamento de blocos de marmores e granitos, com quase 1.600 teares instalados. Para trabalhos de acabamento final e aplicagao, operam cerca de 6.500 marmorarias, registrando-se a existéncia de 508 empresas que processam exportagGes. Com relacéo ao item mao-de-obra, 0 setor absorve cerca de 105.000 empregos diretos. No segmento de marmoraria estima-se a existéncia de 6.500 empresas, das quais 75% est4o concentradas nos estados de Sao Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, maiores centros consumidores. As transagdes comerciais brasileiras do setor de rochas ornamentais e de revestimento, atingem US$ 2,1 bilhGes/ano, conforme apresentado na Tabela 2. Na analise deste quadro, observa-se que 0 mercado externo, com US$ 271,5 milhées, responde por apenas 13% do valor das transagdes comerciais. Tab. 2 - Estimativa do Valor das Transagdes Comerciais do Setor de Rochas no Brasil - 2000 e granitos Venda de chapas de marmores 4-Mercado Externo 272 2+ Mercado interno Je] Venda de blocos de marmores | 4 mithao mano x R$ 200/m* 200 108 e granitos 25 mithées m‘/ano x RS 30/m' | 750 405 Venda das marmorarias , ’ | (masmores 6 granites) 20 mithées m'/ano x RS 100'm'! 2.000 | 1.080 Je] comercializagao de ardésias | 18 mithdes m’fano x RS 4/m? 60 33 Comercializagao de quartzitos Comercializagao de Miracema 4,5 milhbes m'/ano x R$ 10/m’ 10 miles m'/ano x RS 3im* |e} Material importado valor agregado 244 134 3-Transacées com maquinas, equipamentos, insumos, materiais| RS 100 mithoestano 100 4 de consumo e servicos (estimado)| Jo| 3- Transagées US$ 21,9 milhdes/ano x 6 Je] 1- Mercado Externo Je] 2- Mercado interno 502 272 A Tabela 3 apresenta uma sintese geral de dados setoriais compilados por Estado da Federacdo, incluindo-se produgdo anual, tipos de rochas produzidas, frentes de lavra, capacidade de serragem de blocos, marmorarias mao-de-obra direta alocada. © desdobramento dos blocos de marmore e granito no Brasil é feito essencialmente porteares, sendo inexpressiva a serragem por talha-blocos. con! sinaane is) @ en EE rund oo oy Somme avon Sopa a rt 0 2 poe pa 08 a —— 3 = Cc + 00s ‘ oy o OE 0 e o oO o0F “OmueID o 000 cz Co sisi | Vf 00838 sue 0 | oz | o} wz |o| om {ol « [ol » |® a 3 a ‘or os ooo osc aims} soot a ius [1 | aes aa ef are] a0 Pf awe ar or ives || soos pas _o 00y o oz. L oes L a o 6 008 OuueID 1 ‘000 €9 ‘ad y | om |» | o |e | o: |»| mu [el » |@ oveeaT2 | ecows | su 3 aaa : 7 | ms |= of wm |e} « fol. |& weveno || cooaei | 0 1 aS tee cpm [f= [elm fe[>*s [| » [g peed | >| coover | 30 . oo n |] oor | oo | oe | 2 | ove | | oe |e | om |S swoumn | s | oooo. | rw & Sie a 0 o | ose | s | om | s | ms fs | a |r] o | sounn | | ccooze | we = oon oa ‘Oyualy + OZNEND ce | owe | ce | om |e | om |e | w Jo | w | sewen | or | ccoosr | ve = ones — t - . Soro . . e omen . z | coe | | oor | > | ows fa | om |» | o | &% wee | oe | ocosnt | om 5 Sees 0 00002 g 09 49 00's 0 oor wl 006 “ wou a 00°00" z sa | . caus a Abirocnas * Producao A produgéo brasileira de granitos e marmores, estimada a partir de levantamentos de campo e outras fontes confidveis de informagao, totaliza 4 milhdes de toneladas, sendo 3,0 milhdes de toneladas de granitos e 1,0 milhao de toneladas de marmores. Considerando a produgao de ardésias, quartzitos foliados e pedra Miracema, dentre outros, a produgao total brasileira de rochas ornamentais e de revestimento supera 5,2 milhdes de toneladas (Tabelas 3e 4). No Brasil, observa-se que 0 Estado do Espirito Santo responde por 56% da extragaio de granitos e 75% da produgao de marmores. O Estado de Minas Gerais responde pela maior diversidade de rochas extraidas, incluindo-se granitos, ardosias, quartzitos foliados (pedra Sao Tomé, pedra Mineira etc.), mérmores, serpentinitos, basaltos, pedra sabao, pedra talco, pedra Lagoa Santa etc. No Estado do Rio de Janeiro destaca-se a extragdo de pedra Miracema e pedra Madeira, que ja respondem por 4% da produgao brasileira de rochas ornamentais e de revestimento. A extracao de quartzitos macigos e travertinos, é exclusiva do Estado da Bahia. Em termos gerais, os granitos constituem o principal produto brasileiro do setor, perfazendo cerca de 60% da produgao nacional, apresentando mais de 300 variedades comerciais. Dos 40% restantes, 20% sao relativos a marmores, e quase 10% a ardésias. or Rochas Ormamentais no Séeulo XXI o OO wae (00F e2eu09 eipea t % a Tree ao toe oveseg| i wr cop09 0008 weg , 008 ooze ooze enpet . 01 ooeeh ray enn) ! 001 covey 1006 owwary - foot 008 8 loose fowunuediagioenes a 5 Co oot cures obey ovzenO $ zw oe 00't9 fooo.oze peo onZUEND s os cooosy ooo zor e000 & r ~ ie fe fe 0866 0 cover | oco08 | ooszes fore: sau S eee Ee fe Pf ek EF ff fe caz vase | o00e | 000s ozs foooss | ovo'st | ono2r | ooves | coves | caver | o00%e [ooocer [oo0se | oorzor | one rz foorerr [ooo 088 soyueig 8 fe ocg02e Considerando-se as 26 posigées da NCM discriminadas no presente trabalho, para enquadramento das rochas ornamentais e de revestimento (Tabela 5), as exportagoes brasileiras de 2000 atingiram US$ 271,54 milhdes e 1,1 milhao de toneladas, com variacao positiva de respectivamente 16,8% e 12% em relacdo a 1999 (Tabela 6). Tab. 5 - Relagao de Posicées da NCM Utilizadas para Enquadramento Calculo das Exportagées Brasileiras de Rochas 6802.10.00 | Ladrithos de pedra natural/serrada superficialmente 6802.21.00 | Marmore, travertino e alabastro talhados 6802.22.00 | Outras pedras calcérias talhadas 6802.23.00 | Granito talhado ou serrado 6802.29.00 | Outras pedras talhadas ou serradas ROCHAS 6802.92.00 | Pedras calcérias trabaihadas PROCESSADAS 6802.99.10 | Esferas p/ moinho de outras pedras de cantaria (RP) 6802.99.90 | Pedras de cantaria, rabalhadas » 6803.00.00 | Ardésia natural, trabalhada 6801.00.00 | Pedra p/ calcetar meio-fo e placa p/ pavimentagao 2514.00.00 | Ardésias incluindo desbastadas 2526.10.00 | Esteatita natural, nao triturada nem em p6 6815.99.90 | Obras de pedras ou de outros materiais 2506.21.00 | Quartzitos em bruto ou desbastados 6802.93.10 | Esferas para moinho, de granito ROCHAS 6802.93.90 | Granitos trabalhados SILICATICAS 2516.12.00 | Granito cortado em blocos ou placas EM BRUTO 2516.11.00 | Granito em bruto ou desbastado (RsB) 2516.21.00 | Avenito em bruto ou desbastado 2516.22.00 | Arenito cortado em blocos ou placas 2616.90.00 | Pedras de cantaria ou de construgso ROCHAS 6802.91.00 | Marmore, travertinos, etc. CARBONATICAs | 2515:11.00 | Travertinos em bruto ou desbastados ew aeuro 2515.12.10 | Marmores cortados em blocos ou piacas 2516.20.00 | Granitos belgas (Rea) 2515.12.20 | Travertinos cortados em blocos ou placas Rochas Ornamensais no Século XXT_ 63 Tab. 6 - Evolugao das Exportagoes Brasileiras de Rochas Ornamentais e de Revestimento (1997 - 2000) Us$mil | Ton | US$ mil Ussmil | Ton | US$ mil 2506.21.00] 2.102,23[ 3.052,71] _2.211,38] 3.658,35) 2.539,93] 6.13117] 4307.63] 8.420,88 2514.00.00] 50,06] 150,45] 56,44] 278,08) 1101.91] 3.08585] 261020] _5.810,56 Ton (2515.11.00 22,14) 66,92 41,97 211,08) 74,74 529,98] 36,93] 308,48] 2515.12.10} 65,48} 250, of 46,16] 238,50} 167,61 99.75} 272,40] 1.666,89] 2515.12.20 vai] eof 5a2[ 42,50) 2515.20.00} 0,90] 0,78] 129,84 3.512,00 58,87] 1.542,70} 2516.11.00) 10.787,95} 643,57| 4.61307] 8414.67] 57.484,22] 14.098,64] 98.586,71 2516.12.00 2.30290] 1.061,71] 3.924,97] 11.183.97 | 79.613,56] 28.315,64]228.894,67] — 2516.21.00 21,00 4,30 0,10 2516.22.00 8,36 85,55] 1,68) 27,00 36,85} 3,65] 10,56] 2516.90.00| 451) 41.00[ 47.70] 286,20 __79.95| 422.56 4.18658] 2072.81 9.055,77} 39.850,29| 204,01] 250,06 385,89] _1.269,03] 412 23,28] 110.884,73] 153.617, 10] 7| 2526.10.00} 275.31 527.14] 133.13] 248,18 6801.00.00} 5.535,99] 20,703.63] _7.054,97] 26.125.60 6802.10.00} 205,28] 194.0i] 143.62] 249.63 6802.21.00] 714.83] 1483.72] 676,80] _981,37 6802.22.00] 117,95] 339,33) 6.91 . 6802.23.00] 51.035,65] 61.114,83] 66.173.80] 73.206,74] 81,704.54 6802.29.00] 1209.22] 1.842,92] 1,704.83] 1,890.14] 2.160,20| 3299.42] 289021] 5.64 6802.91.00] 4.236,66] 7.617,52] 1.040,.80| 5165.89] 950,41] 3.96669] 1.114,00[_5.748,71 6802.92.00} 0.07 0,85 1,38 067 6802.93.10] 2.925.94] 24,266.67] 523,00] 853,70] 73.44] 248.94) 14 16802.93,90] 113.944,78| 754.483, 94] 112.536,71|776.324,10] 92.979,44 |640.771,24] 69.959,41] 476.978,13 6802.99.10} 0,68 0,54] 0,33 0,008] 6802.99.90} 1.890,71] 6.229,59] 936,60] 3472.87] 407.40| 1.24844] 598,93] 1,952.80 }6803.00.00] 12.684,54] 29.089,97] 14.699,18| 33.725,55] 20.202,54| 49.708,01] 25.189,90| 68.527.85 6815.99.90] 1017.27] _ 259,20 mal 64] 379,59] 120,59] 401,68] 134,34 TOTAL |198.278,43 |924.870,90 |210.486,25 | 935.447,00 | 232.457,34 | 983.605,14 | 271.539,55 |1.101.737,80| 1,14 Variagao %| 26,06 20,59 616 10,44 515 168 Fonte: SECEXIDECEX xportadora de rochas. Evidencia-se na Tabela 7 que os No ano 2000, 508 empresas distribuidas em 22 estados da Federacao, compuseram a base e: maiores indices de 64 crescimento das exportagées, referem-se a rochas 25x = s 3 8 8 o5 5 of 8 sang age Bose Bolsa gg n Bess $3 G — xcosaxa039 0s oS 3 3 (c0yue16 @ sarouzew op Sompord) Epesso00%d eYDOE - Gl (arouAPU ap S0DOIA) BINiE COnNPUCGIED BYE - FOL “(ouser6 9p 690019) BiTue GOTFINS CUO - BSH ge - - : : : , : oT $s £ Q OZ joguez orb) 1S pyr sogess | bb O0'Lry'Se6 | 902 06 08726 ‘p8'2S6 99 WLOL epee q g g § Sop | pS'LSL Guz L9G | Se Lee LeL | L'St SLLBEOPL | Ole 6LPEB ZL £2'0L¥'98 du ot © ZU g g 2g Let | 62'997°6 Ose | 260518 \62- | so'ezg's Voe- | ee'se6s es'087 Zh gu ggts 8 & oF ae OS ele ers Lo Lez eel | 10° 6L'Zrr68L | 0'6L 22'000°S62 82'1S2'809 asy ee: SO g 5 8 Bor |sc'ees Laz vol peusyzez | 79 Sz'ger'0lz | 19z ‘€p'BL7 86h $6 €87 Lob TWLOL $e2 os 5 8 ee | ey'z67'esh S's2_ | ue'vee'siL | 9'ez Sr'ZLe26 ee OS PEL bL G6 ¥eS 9S rly cqov ego vg . r . . 5 * " ° = g 5 Ob | Oz'zeyt PLL | 66L2E) Orb | PZ ELE Vibe | 82'p2eb ‘SB6H7 7 ou Zon gad 3 eb 26'PO/'OLL Be ree SL | ee QSZee9 | be SE'GIZ ZZ ‘160586 asa SSEq oaon g 83 39 ggegs BSsis aaese Rochas Ornamentais no Séeulo XXI 65 Os principais destinos das exportagdes de blocos e chapas brutas em 1999, incluiram assim a Italia, Espanha, EUA, Taiwan, Bélgica, Hong Kong, Franca, Japao, China, Argentina, Canada, Tailandia, Malasia, Grécia, Alemanha, Cingapura, Turquia e Portugal. Os principais compradores de rochas processadas incluiram por sua vez EUA, Australia, Bélgica, Italia, Venezuela, Paises Baixos, Chile, Hong Kong, Argentina, México, Espanha, Alemanha, Canada, Japao, Bolivia, Paraguai, Colombia, Reino Unido, China e Nova Zelandia. Na Figura 14 so apresentados os principais destinos, em valor, das exportagées brasileiras de rochas em 1999. Fig. 14 - Principais Destinos das Exportagées Brasileiras - 1999 Fonte: SEGEXIDECEX A falta de especificidade das posicées da NCM utilizadas pelo setor deixa duvidas quanto a verdadeira natureza do material exportado, impondo dificuldades para calculos quantitativos e avaliagdes qualitativas das transagdes_brasileiras no mercado internacional. Uma proposta de reclassificagéio das posigdes para o setor 6 apresentado na Tabela 8, onde a classificago das mercadorias respeitaria os varios tipos de rochas comercializadas e os principais produtos a eles relacionados. Pelos diferentes perfis de lavra, beneficiamento e mercado, considera-se muito importante a discriminac4o mais especifica de posigdes por tipos de rocha e produtos, inclusive para um melhor agenciamento dos exportadores. [fab. 8 -Proposta de Reclassificaco de Posigées da NCM Segundo Tipos de Rochas e Principals Produtos regen 11 |) LAL eee 56 Abirochas Destaca-se um aumento continuo das exportagGes brasileiras de rochas, durante toda a década de 1990. A barreira dos US$ 100 milhdes foi ultrapassada em 1993 e a dos US$ 200 milhdes atingida em 1997. Conforme ja referido para a Tabela 7, destaca-se que as taxas de crescimento mais expressivas das exportagdes brasileiras referem-se As rochas processadas (RP). Os graficos mostrados nas Figuras 15 Ae 15 B permitem visualizar melhor esta tendéncia, destacando ainda o recuo das exportacoes de rochas silicaticas em bruto (RSB - blocos de granito) e a pequena expresso das rochas carbonatadas em bruto (RCB - blocos de marmore), { Fig. 15 A - Evolucao das Exportagées Brasileiras 300.000- 250.000 200.000+ 150.000- uss mil 1996 98.509 2.250 1999 | 2000 —e— RSB 122.219| 116.983] 115.245] 116.765 —e—RcB si3t | 1328 | 1482 i—e—RP | 56.525 | 74.735 | 92.372 | 115.884 | 153.292] |—e— TOTAL | 157.284] 198.278|210.486|232.457 271.539] ‘SB Rocha Siicatea Brule (blooes de granko), RCB Rocha Carbonic Brata (blocas de mirmore): RP Racha Processauda (produtes de marmores 8 grants) Fonte: SECEX/DECEX Fig. 15 B - Evolucao das Exportacoes Br. > ees | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 j—e—Rse | 668.252 | 795.001 | 789.442 | 793572 | 813319, 1.324 tenetadas i—e—ree | 12231 | 7.935 | 5623 | 21s: | 9267 eRe 96.470 | 121.935 | 140.982 | 119.882 | 279.157 |—e— Totat| 766.953 | 924.871 | 935.447 | 983.605 |. 101.737| [RSE - Rocha Silatica Bria (locos de granto|, RGB - Rocha Carbondica Bruta {biocos de manmore): RP= Roche Processade(produtos de manmores« grants) Fonte: SECEXIDECEX Rochas Ornamentais no Séeulo XXT oA As Figuras 16 Ae 16 B apresentam a participacdo percentual das rochas brutas e processadas nas exportagées brasileiras, durante o periodo de 1996 a 1999. O indice das rochas processadas ja atingiu o patamar de 50% em valor do total das exportagdes, no ano de 1999. Deve-se ressaltar que a etapa de beneficiamento primario, (desdobramento de chapas), gera um fator de agregacao de valor equivalente a 4,5 vezes o prego do bloco. No ano de 1999 as rochas processadas representaram 19,5% em volume fisico do total exportado, enquanto em valor corresponderam a 49,6% do faturamento. No ano 2000 as rochas processadas representaram 25,4% em peso e 56,5% em valor das exportacoes. Ja em 1999 0 valor das exportagdes das rochas processadas equiparou-se ao dos blocos e no ano 2000 a exportagao de produtos semi-elaborados ultrapassou a de matéria-prima, o que caracteriza a desejada modificagado do perfil da industria exportadora. ig. 16 A - Evolugao das Exportacées Brasileiras (Paricpagao PorcentainoFatiament) 20% 7 60% 40% 20% 0% r996_[ 1997 | 1998 | 1999 | 2000 ers] s25% | orem | seen | sen | s0% e=real 1% [07m [ose | cox | osm —e—rP | 50% | ar7m | aa0% | soon | so5% RSB - Rocha Silcatica Bria (bocos de grariio), ROB Racha Carbonatica Bruta {blocos de mérmore): RP - Rocha Processada (prods de marmores a granas) Fonte: SECEX/DECEX Fig. 16 B - Evolugao das Exportacbes Brasileiras (Paricipacio Percaniual em Peso) 100% ee 0% | 10% ee | 20% ———— | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 —e—rsel ori | 50% | exam { 797% | 73.8% eres} tex | oo% | oom | oon | oem [-e—re | sx | 2m | ison | wen | vam RSB - Rocha Siicdtca Bruta (bocos de granfo). ROB Rocha Carbonatica Brata (blocos do ménmore): RP - Rocha Pracossada (produos de mérmores © grants) Fonte: SEGEXIDECEX A comparagao das Figuras 16 A e 16 B ilustra particularmente a maior agregacao de valornas transagoes de rochas processadas. Observou-se expressivo crescimento das exportagées brasileiras de ardésias e quarizitos foliados, bem como a participacao de pedra sabdo e serpentinitos nas exportagées (Figuras 17 A e 17 B). Tais materiais, caracterizados pela produg&o e beneficiamento regionalizados, ja representaram 13,6% em valor e 10,4% em peso das exportacées brasileiras de rochas no ano 2000. Fig. 17 A - Exportagées Brasileiras de Quartzitos Foliados, Ardésias e Serpentinitos / Pedra Sabao [40.0005 7) 30.000. sooo ae 10.0004 o+ Uss mi See | 1907 isoe [1e00 | 200 1999 | 2000 4600 | 5536 | 7.054 | sass | 9.056 9.755 | 12.735 | 14.756 | 21.304 | 27.800 —@—PedraSabao| 48 | 275 | 133 | e12 | 1.106 —e— TOTAL 14.404 | 18.546 | 21.943 | 30.605 | 38.042 Fonte: SECEXIDECEX Fig. 17 B - Exportacdes Brasileiras de Quartzitos Foliados, Ardosias e Serpentinitos / Pedra Sabao ———————————————,, 90.000 _ ee tonoiasae 30.000 of 1996 | 1997 1999 | 2000 —®= Quartzitos | 14.306 | 20.704 | 26.126 | 32.891 | 39.850 —e—Ardésias | 20.810 | 29.240 | 34.004 | 52.794 | 74.338 —e—PedraSabio} 182 | 527 | 248 | 1.138 | 2073 ie TOTAL 35.298 | 50.471 | 60.377 | 86.672 | 116.262 Fonte: SECEXIDECEX Rochas Ornamentais no Século XXT § As exportagées do Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia, que sdo os principais estados produtores, totalizaram cerca de US$ 210 milhes em 2000 (Figura 18). O Espirito Santo consolidou sua posigéo de principal produtor e exportador, respondendo no ano de 2000 por 44%, em peso e valor, do total das exportagées brasileiras. O Rio de Janeiro teve um dos mais expressivos crescimentos de exportacao de rochas processadas (vide Figura 18). [Fig. 18 - Principais Estados Exportadores de Rochas Ornamentais ¢ de Revestimento - Ano 2004 USS mil USS mil USS mil 3.620,60 2515.11.00] 2515.12.10] 43.73] 316.16 2515.12.20] voss] sas] re] _ra87 Tad Tezue] soar] sae] 9.8 25,04] 1519.02] 290.16] _1.767.42| 12.223.30] 85.178.30] 70.801, 74| 7359763] 15.379.47[ 207480 16.398,37 25162100 I 379,10] _3.187,06| 381,72] _1.165,87| -- }6801.00.00] 8313.73 114,60] 509,15] 6802.10.00] 43.46 22,83] _17,86| 6802.21.00} 1687] _ 81,99 2.13} 1.132,12 67,061.80 2.27892 11,14 5631 26.671,46 2.795,80 69,09] 22.682,76 39.646,75| 453,33 24.684,74 1,796.90 126,22 11,83} 73.423,23} 2.5 Fonte: SEGEXIDECEX Nas Figuras 19 Ae 19 B 6 mostrada a evolucdo das exportagdes dos estados do Espirito Santo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, no periodo de 1996 a 2000. Fig. 19 A - Evolucao das Exportacées dos Estados do| Espirito Santo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro 1997 | 1998 | 1999 | 2000 s96t | 70.02 | 8462 | 116,05 7262 | 74,76 | 7447 | 73,42 /—e— Bahia 20856 | 23.96 | 21,28 | 19,20 | 20,92 —@—Rio de Janeiro} 7,95 | 256 | 12.42 | 16.90 | 22,03 /—®— Espirito Santo /—®— Minas Gerais Fonte: SECEXIDECEX Fig. 19 B - Evolucao das Exportagoes dos Estados do Espirito Santo, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro 500.000 400.000. 300.0004 200.000: 100.000-}_ #—_° #2 9 0 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 |—e— Espirito Santo| 195.600] 270.130] 304.770] 366.820] 487.701 /—@—Minas Gerais | 320.000 | 406 000] 407.750] 388.650 | 352.806 toneadas —e—Bahia 125.232] 132.172] 124.398] 112.273] 114.961 OR de Janeiro} 15.456 | 15.272 | 18.524 | 24.233 | 36.958 Fonte: SEGEXIDECEX Observa-se que sao deciinantes desde 1998, em peso e valor, as exportagdes totais e sobretudo de rochas graniticas de Minas Gerais, que tém seus negocios centrados na venda de blocos para grandes compradores italianos. Esta queda foi atenuada pelo expressivo crescimento das ardésias e quartzitos foliados, que em 2000 ja representaram 47,9% em valor das exportagdes mineiras de rochas. Rochas Ornamentais no Steulo XXT_ Situagdo menos aguda, porém semelhante, é observada para a Bahia, cujas exportagées foram ultrapassadas pelo Rio de Janeiro em 2000. A questao da agregacao de valor dos produtos beneficiados pode ser aqui exemplificada, pois em peso o Rio de Janeiro exportou 32% do total da Bahia, enquanto em valor as exportagdes cariocas foram 5% maiores que as baianas O desempenho das exportagées de rochas silicaticas (granitos) dos estados de Minas Gerais, Bahia, Espirito Santo e Rio de Janeiro, bem como das ardésias e quartzitos foliados de Minas Gerais, é mostrado nas Figuras 20 21 e permite evidenciar que: endo houve crise no mercado internacional de rochas graniticas, no periodo de 1996 a 2000, que justificasse 0 comportamento diferenciado entre os quatro estados; ‘© sob as mesmas condigdes de mercado, o desempenho do Espirito Santo e Rio de Janeiro foi positivo para rochas graniticas, ao contrario do verificado na Bahia e Minas Gerais; as exportagées de granito de Minas Gerais e Bahia estao centradas na venda de blocos, o que ilustra as limitag¢des deste modelo de negocio para o desenvolvimento do mercado internacional das rochas brasileiras; as exportagdes de rochas processadas do Espirito Santo jd somam mais de 50%, em valor, do total exportado pelo Estado, registrando-se inclusive crescimento das exportagdes de blocos de granito; a queda das exportagdes de rochas graniticas do estado de Minas Gerais, foi compensada pelo expressivo crescimento das exportagdes de ardésias e quartzitos foliados desse Estado. —e—Bahia /—e— Espirito Santo —®— Minas Gerais —O Rio de Janeiro| Fonte: SECEXIDECEX Fig. 21 - Evolucdo das Exportacées de Ardosias @ Quartzitos de Minas Gera Fonte: SECEXIDECEX O melhor desempenho do Espirito Santo e do Rio de Janeiro com exportagaio de rochas graniticas processadas, bem como de Minas Gerais com ardésias € quartzitos foliados, esta lastreado na existéncia de parques industriais de beneficiamento e em uma base de competitividade firmada para produtos acabados/semi-acabados no mercado interno. Tais atributos acabaram por viabilizar até 0 incremento das exportagdes de blocos de granito, agora nao controladas por grandes contratos de exclusividade, pelo estado do Espirito Santo. Rochas Ornamentais no Século XXI_ 73 Importacai Segundo dados da SECEX, as importagées brasileiras de material lapideo totalizaram US$ 32,4 milhdes em 1998 e US$ 24,3 milhdes em 1999, portanto com decréscimo de 25%. A descontinuidade de 1999, justificada pela variacao cambial promovida no inicio do ano, inverteu uma tendéncia forte de incremento, ao longo de toda a década de 90. No ano 2000, as importagdes brasileiras totalizaram US$ 21,9 milhGes e registraram queda de 10,0% em relagao a 1999. As importagées brasileiras no periodo de 1994 a 2000 sao mostradas nas Figuras 22 A e 22 B. A maior parte das importagées refere-se a chapas de marmores e travertinos, provenientes sobretudo da Italia, Espanha e Grécia. Fig. 22 A - Evolugao das Importagbes Brasileiras de Rochas Omamentais USS mindes 1904 | 1905 | 1006 | 1907 | 1008 | 1090 | 2000 Ter vaer[ am [vee [ 200 [ 200 [sea [os [ave Fonte: SECEXIDECEX Fig. 22 8 - Evolugdo das Importagées Brasileiras de Rochas Ornai 720,000 60.000 440,000 tonadas 20.000 oo ° 1994 | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 | 2000 eo Peso [19.119] 31.268] 43.543] 61 642] 73.517] 54.382 52.643] Fonte: SECEXIDECEX O crescimento da importagao na década de 1990, até 1998, foi decorrente da queda das aliquotas do imposto de importagao, e supriu uma deficiéncia de atendimento para o mercado imobilidrio de alto padrao, ja que a produgao brasileira de marmores é limitada quanto a variedade e quanto a quantidade. O Brasil fortaleceu assim sua posicao como mercado consumidor de marmores processados, atraindo o interesse de empresas estrangeiras. wh Abirochas. ¢ Consumo Interno Aparente Foto cedida por Minerago Capixaba ma O consumo interno aparente de blocos de marmore e granito, segundo dados oficiais do Sumario Mineral Brasileiro, foi de 1,67 milhGes de toneladas no ano de 1999, com crescimento 19,7% em relagao a 1998. Esses valores de 1999 seriam equivalentes a 18,3 milhdes de m*/ano e corresponderiam a 3,5% do consumo mundial de chapas, traduzindo um consumo per capita de 7 a 8 kg/ano de marmores e granitos. Considerando-se a producao real de blocos de marmore e granito estimada nesse trabalho, bem como a das demais variedades de rochas extraidas no Brasil, pode-se afirmar que o consumo interno atinge cerca de 50 milhdes m/ano, equivalentes a 25 kg per capita. Rochas Ornameniais no Século XX1_ 75 Estagio Tecnoldégico ¢ Competitividade A questo tecnolégica do setor de rochas ornamentais, como base para melhoria de sua competitividade, deve ser individualmente avaliada nos seus diversos segmentos industriais, sendo necessdrio estabelecer parametros que possibilitem aferir o grau de desenvolvimento adquirido nas diferentes etapas da cadeia de produgao. Na extragao, os Estados do Espirito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais se destacam com cerca de 910 frentes de lavra em produgao, existindo pedreiras de pequeno a grande porte, as quais respondem pela extragao de diversos tipos de rocha. Nos uiltimos anos houve uma crescente assimilagdo das técnicas de extragao atualizadas, por parte da grande maioria das pedreiras que tem a necessidade de manter compromissos de produgao. Da mesma forma, tem-se observado nos Ultimos anos, principalmente nas pedreiras de granito com produgao de tipos comercias consagrados no mercado, a substituicdo crescente das técnicas de extragéo baseada na perfuracdo e explosivo associado ao magarico (flame-jet) pela combinagao de fio diamantado e massa expansiva, que por si s6, garante a preservacdo das caracteristicas geoldgicas e tecnolégicas da rocha e volume de producao. No caso das pedreiras de marmore, verifica-se nos Ultimos anos a substituigéo do fio helicoidal, pelo fio diamantado. Observa-se, por outro lado, a pequena aplicagao da tecnologia baseada na cortadeira a corrente diamantada, devido possivelmente a aspectos de assimilagdo da técnica, investimento inicial relativamente alto e necessidade de adequacao dos segmentos diamantados compativeis a realidade dos marmores produzidos no Brasil, que caracterizam-se, na maioria dos casos, por apresentar abrasividade, mesmo que em baixos niveis, e tambem por possuirem textura cristalina, aumentado portanto sua dureza. Em contrapartida, a lavra dos granitos foliados, basaltos, quartzitos e outras rochas de revestimento carecem de técnicas elementares no isolamento e constituigao de bancadas, que permitam criar um ciclo produtivo. As técnicas empregadas na utilizagao de explosivo néo seguem qualquer controle, nem mesmo plano de fogo, principalmente por ser adotada uma metodologia totalmente empirica e desconhecimento das caracteristicas de composigao da rocha 76 Abirochas _ Muito embora haja avangos concretos nas lavras de macigos no Brasil, torna- se importante salientar que existem ainda grandes dificuldades tecnoldgicas a serem superadas, principalmente no tocante as atividades de pesquisa mineral e lavra, que se encontram bastante distanciadas de outros setores da mineragdo, que utilizam o conhecimento geolégico e sua modelagem através de softwares especificos como uma importante ferramenta para a execugao dos trabalhos de exploraco, como suporte para um planejamento de lavra informatizado, permitindo a necesséria flexibilidade para a programacao da produg&o mineral. Mesmo nos caso das pedreiras que adquiriram capacitagdo através de profissionais da area de geologia e de engenharia de minas, ainda so raros os casos de empresas que dispGem de planejamento de lavra a médio e longo prazo, da sua atividade produtiva Adicionalmente, um completo conhecimento da jazida aliada ao planejamento de lavra de longo prazo permite antecipar os trabalhos de recuperagao ambiental da rea minerada, reintegrando-a no contexto paisagistico. Outra etapa tecnoldgica, a ser alcangada é a reutilizagdo dos rejeitos da mineracao, empregando-os de forma util 4 sociedade e comunidade locais. Destacam-se a iniciativa do artesanato mineral e reaproveitamento no setor da construgao civil. Com seus quase 1.600 teares instalados, o Brasil detém um dos maiores Pparques mundiais de serragem de blocos. O parque industrial brasileiro esta, no entanto, em sua maior parte obsoleto ou sucateado, sobretudo pela idade dos teares em operacao. Os Estados do Espirito Santo, Rio de Janeiro e Sao Paulo se destacam com cerca de 70% dos teares em atividade, sendo que a grande maioria destes equipamentos possui idade superior a 10 anos e nao incorporam os avangos. tecnolégicos que permitem as melhorias de produtividade. Do ponto de vista do beneficiamento primario, isto é, 0 desdobramento de blocos, além do equipamento multidiscos ou, como é mais conhecido, talha- bloco, apresenta-se em fase ainda experimental no mundo, 0 equipamento multi-fio, baseado no corte por fios diamantados paralelos. Portanto, deve-se alertar para o fato de que, além de se importar equipamentos de corte de ultima geragdo e oferecer melhorias aos teares nacionais, se faz necessario, também, absorver e/ou desenvolver novas tecnologias para o setor. Com relagao ao segmento de marmoraria, os estados de Sao Paulo e Minas Gerais respondem por cerca de 60% do universo de quase 6500 marmorarias existentes no Pais. Este segmento é responsavel por mais de 50% do valor das transagdes comerciais no Brasil, sendo a necessidade de incorporagao de nova tecnologia tao ou mais aguda que os segmentos de extragdo e beneficiamento. Rochas Ornamentais no Século XXI_ A a Na rea de aplicagao/assentamento, deve-se difundir a técnica de fachadas aeradas e painéis pré-montados, em substituigéo ao uso de argamassas convencionais. Para 0 caso especifico de argamassas, recomenda-se maior difusdo de argamassas colantes flexiveis, em substituigao as argamassas cimenticias convencionais. A evolugao tecnolégica recente das maquinas e equipamentos de extragao, beneficiamento e acabamento, realmente propiciou ganhos de produtividade e redugdo de cursos, funcionando hoje como fator fundamental de competitividade. ‘As linhas de financiamento atualmente disponibilizadas no Brasil para aquisigéo de bens de capital, em no entanto juros elevados e prazos de amortizagao reduzidos, dificultando a adequada modernizagao tecnoldgica do setor. Enfatiza-se a necessidade de aquisigao de bens de capital , importados sem barreiras tarifarias, para a modernizagdo do beneficiamento de blocos e chapas. Reitera-se a necessidade de adequacao das linhas de crédito e uma ampla reformulagao das bases tributarias, pois o setor de rochas é constituido por micro, pequenas e médias empresas atualmente alijadas dos recursos disponiveis e com sua competitividade prejudicada pelos impostos e taxas vigentes. Da mesma forma enfatiza-se que a adequagéo do crédito e das bases tributarias, representa condi¢ao fundamental para a capacitagao tecnolégica e sobretudo competitividade da industria brasileira de maquinas e equipamentos, visando sua adequa¢ao qualitativa e quantitativa de atendimento dos mercados interno e externo, Alguns paises de destaque no cendrio mundial de rochas ornamentais, tém efetivado esforgos de moderizacdo tecnolégica mais acentuados que o Brasil. Como exemplo refere-se que na década de 1990, enquanto China e india importaram macigamente maquinas e equipamentos, as importagdes brasileiras de bens de capital foram limitadas pela inexisténcia de uma politica de desenvolvimento setorial especifica, destacando-se a indefinicao da vigéncia de ex-tarifarios para importagao de maquinas para o setor. Aspectos mais especificos da politica setorial da China e India, principais concorrentes do Brasil no mercado internacional, so apresentados neste relatério En PROGRAMA PARA. AMPLIAGAO DAS EXPORTACOES * Objetivos Com fundamento na andlise de ambiente externo ¢ interno e nos pressupostos apresentados, 0 Programa ora proposto deverd ser conduzido em conformidade com as seguintes orientagoes: Visao de Futuro: Elevar as Exportacdes Brasileiras de Rochas Ornamentais para patamares superiores a US$ 1 bilhdo, em 2010. Missdo: Promover a Expansao da Competitividade e a Integragao da Cadeia Industrial do Setor de Rochas Ornamentais. Objetivo Geral: Promover a expansao da produgo e dos mercados interno e externo, com foco na maximizagao de valor e na sustentabilidade. Abjrochas. Diante as orientagées propostas, as seguintes Diretrizes deverao ser consideradas: Estimular a expanséo da produgao nacional de Rochas Ornamentais, com melhoria de qualidade e de produtividade, verticalizagao da cadeia produtiva e conseqiiente expansao no valor agregado do produto. Promover agdes coordenadas voltadas nao apenas para empresas isoladas, mas para 0s arranjos produtivos locais (clusters), de modo que 0 esforgo de todos agentes envolvidos convirja para a consecugao do Objetivo Geral proposto. Promover campanhas de promogao das Rochas Ornamentais Brasileiras, nos principais mercados domésticos e de exportagao e sensibilizar as empresas produtoras para a adogao de estratégias adequadas de marketing e comercializagao. Rochas Ornamentais no Séeulo XXI 8 Diante aos dados levantados neste documento, séo recomendadas as Seguintes estratégias de agdo que deverao nortear 0 Programa Brasileiro de Desenvolvimento do Setor de Rochas Ornamentais, com foco no desenvolvimento sustentavel, ou seja, na geragéo de valor para o usuario/consumidor, para as empresas do setor e para a sociedade como um todo. Estratégias relacionadas a fatores intrinsecos de competitividade Promogaéo do Suprimento de Recursos (naturais, humanos, tecnolégicos e financeiros) Desenvolvimento de Mercados. Estratégias relacionadas a fatores extrinsecos de competitividade Adequacao do Sistema Regulatério. Aprimoramento da Estrutura de Logistica Foto cedida poPMarbrasa eeu PERSPECTIVAS DE EVOLUGAO DAS EXPORTACOES Projetando-se um crescimento anual de 15% em valor para as exportagdes brasileiras, compativel a taxa média dos ultimos 3 anos e portanto factivel para 0s proximos 3 anos, sera atingido um patamar de US$ 355 milhdes em 2002 de US$ 618 milhdes em 2006 (Tabela 9) [Tab. 9 - Projegao de Incremento de 15% a.a. das Exportacées de Rochas - US$ milhées| [Ane [1999 [ 2000 | 2001 | 2002 | 2003 [ 2004 | 2005 | 2006 US$ | 225 | 2674 | a075 | 3536 | 4066 | 4ez6 | sara | otes milhoes * Baseada na taxa média de incremento no periodo 96-99. Com base em uma simulagao que admite incremento de 10% ao ano em peso das exportagées, além de incremento de 5% ao ano de participacdo percentual em peso de rochas processadas no total exportado, as exportagoes brasileiras atingiriam faturamento de US$ 750 milhdes no ano de 2006; isto representaria a duplicagao em peso e a triplicagao em valor das exportacées brasileiras. Se for admitido incremento de 10% ao ano de participagao percentual em peso de rochas processadas no total exportado, terlamos a mesma duplicagao em peso porém quadruplicagéo em valor das exportagées, atingindo-se USS 1 bilhdio noano de 2006 (vide Tabelas 10¢ 11). Os parametros basicos considerados para estas simulagdes sao os seguintes: 1- Exportagdes de US$ 232,5 milhdes em 1999 2- Exportagdes de 983,6 mil toneladas em 1999 3- Incremento médio de 9% em peso no periodo 96-99 4- Incremento médio de 14,2% em valor no periodo 96-99 5- Incremento médio de 27, 1% em valor de rocha processada (RP) no periodo 96-99 6- Manutengo da base de pregos de 1999, para RP e RB 7- Participagao de 20% em peso de RP nas exportacdes de 1999 8- Participagao de 50% em valor de RP nas exportaées de 1999 9- Incremento de 4,5% na participagao percentual em peso de RP em 1999 guess 22) =.) Abirochas 84 seyooy ep saoSeyodxa sep ‘osed wa US ~ObqeL 69°91 b+] €'2p9 |oop'Z1+| €'8ps Lgy |%6c'8i+| 9'S6e Cees |mer0z+] Veuz (iw ssn) ieioL 34 6r6' | Ol+ | Zuu'L ols var | WOL+ | HEEL | %OL+ | O12 | %01+ | OOL'L | %001 | O00" | @ 0001) 1eroL osag Leb | %02Z | e'82b CL | LZ | TLL | WE | w'SzL | %LE | B'2Zb| wer | OSL | %OG ] OH | (Wm Ssn) ey ved 4g | %0S | 988 seg | %09 | eze | %G9 | soe | %oL | soB | G2 | sze | %08 | 008 | (0001) ay osed wee | za | %08 | vig |%9'9L| oy | mex | eee | %e9 | cose] %e9 | SoZ | ys | .s'esL ou yw $Sn) del V4 %95 | 2201 | %05 | 988 | %Gr | vee | %0y | 98g | %ge | gor 9 | wz | sue | %02 ) 002 | (0001) ad osed (666) We } oyu! | eseq) opepodxe je}0} ou sepessedoid seyDo! ap Osed We jenjUEDIed OBSedioNJed ep e'e %S ep OYEUIAIOUI LOD “ee %O} Op OaUIEL9U] ap OBS 35, Rochas Ornamentais no Século XXT_ 9 6L+|y'ppO'b |%oL'02+| L248 |%'be+| ZezL |%E'Ee+| Z'PES |%6'PZ+| ZAP |roy'LZ+] gee |%o'0E+) EOE | %OO1 | zez 1w $SN) Ie}OL VES HOl+ | LOGE | %Ob+ | OLL'L | %OL+ | GOL | %OI+ | EMPL | %OL+ | DEL | %OL+ | OLZ'L | %OL+ | OOL'L | %001 | 000 | (+ 0001) 1101 OSag Le | v'8Z | %S | SIS | %Or | ZOL | %E'PL| Se | ‘OZ | S'96 | %E'eZ | z'GOL | %zE | O'LHL | %OS | OL w $Sn) ay ved %Ol | $61 | %02 | vse | %0f | ear | %Or | ses | ~OS | S99 | %O9 | zz | %OL | OL | %08 | C08 | (0001) ayosed E16 | GLO" | %b'v6 | 7428 | %06 | €S9 | %d'S2 | Z'6OS | %OB | L'SBE | %z'22 | LORZ | %E9 | H'LEL | %OS | OH | (WSsn) ay ves %WO8 | Zt | %OB | MPL | %OL | BIE | %09 | eB | %OS | S99 | %OP | var | %OE | OEE | %OZ | 0OZ | (0001) dyoseg [Teme eee] oe] oe [zone [save | ane ea ow (666) we 1 cey | aseq) operdxe je}0) ou sepessaooid seyoos ap osed wa jenueoied ogdedionied ap e'e %O1 ep OJUAWAIOUI OD Seyooy op sagSeyodxg Sep ‘OSad We “e'e %O} op oUeWO/9U ep ORSEINWIg - |} LZ Le Le vt vee € € e |e © | gui eet 6 | Bh Lk 6 6 8 8 | OL | OL | OL | OF | OF OF | aN 9s01 |G'éel Lezi Gor | 96s OL | 199 oo Sie 909 cus SP oF eh oe oe Ozse | GO | u@p GGe | ZLE | SZ | Azz | ZZ GOz zoz | 16: | ost | 09 | ot | ozi | 08 AN sz L L L L L ria lsh oti sez z 2 | ove sve uw OJUEWISEAEY OP 2 SIEJUOLIEUIO SEYDOY AP 10}9S Op oul9|!Seag |eUISNPUT anbied op ogdenbepy esed sojiesse2eN SojuewRsenuy ep ewesBo1d - g ZL eleqeL Rochas Ornamentais no Século XXI Dy Observacdes: MT - modernizagéo de teares instalados; NT - novos teares; IT -investimentos para novos teares; NTB - novos talha-biocos; TB investimentos para novos talha-blocos; NP - novas poliizes; IP - investimentos para novas polirizes: DI. desenvolvimento tecnolégico-industrial; MM -modernizagao de marmorarias; ITT - investimentos otals, (MT, IT, ITB, IP, DI, MM, ITT em USS mihoes, NT.NTB,NPemunidades, Bases de investimento: tear- US$ 250 mi/unidade; politiz -USS 300 mil/unidade; talha-bloco -US$.300 mil/unidade. ‘Agregagao de uma politiz para cada grupo de 4 teares e de uma politriz para cada grupo de 2 talha-blocos. Foto cedida por Clodomar Abirochas_ 22 bye (iorauso) 140 20 20 20 z2'0 wo | giso see 1oatsd sty 300-0 giz 189 | o0zt elt 6 6 é 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 6 vso eee [se [ise |e. [ocr [ao | azo | as | oes ser | wee |soe [ee | eve qa us_|zees | uses | acer | acer | ize | ezov | to'ee | oe'se woe | ov'ez [os'sz | ez'sz_| se’ez toa ‘selea} SOAOU Bed apeploeded ap Sewy/,tu 0OO'E (OWUEIXe 8 OWelU! Sopediaul - SeIOfe}) "ee YG O (OWTU! OPEosOW OU SEdeYD) “Ee %Q ‘(sedeyo ap ogdeyodxa) ‘e'e %g1, ap C}UEWOSel9 Sp SeXe} 'S000|q-eYIe} @ Se/e9} Bid INN epi ap SOUR OZ :¥EL BlageL ep SleagUeA siedIoULig _Roctas OYRAMENIESS WO SEER A Principais variaveis da Tabela 13 A: 20 anos de vida util para teares e talha-blocos; taxas de crescimento de 18% a (exportagao de chapas), 6% a.a. (chapas no mercado interno) 8% a.a.(lajotas - mercados interno @ externo); 3.000 m*/més de capacidade paranovos teares. Observagoes: DCE - demanda de chapas para o mercado externo; DCI - demanda de chapas para o mercado intemo; DL. - demanda de lajotas, DTS -demanda total de chapas e Iajotas serradas; TA -teares adequados operantes; CSA - capacidade de serragem adequada em teares; TI - teares inadequados operantes; CSI - capacidade de serragem inadequada em teares; DFC - deficit de chapas. DT - demanda por novos teares; PATN - programa de agregagao de novos teares; TNA - teares novos agregados; TT numero total de teares apds agregagao, TS - talha-blocos operantes; CSTB - capacidade de serragem em talha-biocos; DFL- deficit de lajotas: DTB - demanda por novos talha-blocos; PATB - programa de agregagao de novos talna-blocos; TBA talha-blocos agregadas, TTB -nimero total de talha-blocos apés agregagao DCE, OCI, DL, DTS, DFC, DFL, CSA, CSI, CSTB: em milhoes m* TA.TL.DT.PATN, TNA, TT, TB, TBA, DTS, PATB, TTB:em unidades. (+) Texa de desativagie considerada paraosteares inadequados operantes: a (-15%): (-20%):¢ 25%): (-30%);e 50%), ((*) Os nimeros entre parénteses indicam défct anual remanescente de novos teares. ((**) Os nuimeros entre parénteses indicam défiit anual remanescente denovos talha-bloces. Pre TB. .sas de calculo assumidas para capacidade de serragem: TA - 2.500 m*imés; TI- 1.500 m#imés; TN - 3.000 m'/més; (000 m?imés. Vida util de 20 anos para novos teares e talha-bloces. ‘Abase de 1999 considerou serragem de 29 miles m? de chapas e lajotas, sendo 25 milhdes m* para 0 mercado interno & ‘4 miihdes m# para omercado externo, 0s 25 miles m? serrados em 1999 para o mercado intemo, foram calculados a partir de uma produgao de lavra estimada fem 4 milhoes ton.,das quais excluiu-se 1 milhdo ton. (exportagdes e estoques de blocos) ¢ calculou-se desdobramento de 25 imi/m? de bloco (3 milhdes ton.: 3 ton.lm>= 1 milhio m?»» 1 milh&om? x25 m'im? = 25 milhdes Considerou-se que 10% (2,5 mihdes m*) do total serrado em 1999 (25 milhdes m’), corresponderam alajotas, 0 calculo de 4 milhdes m? serrados em 1999 para 0 mercado extemo, considerou que 55% em peso das exportagoes de ochas processadas (55% de 191.9 mil ton. = 105,5 mil ton.) e 15% em peso das exportagées pelas NCM's 6802.83.00 & 2516.12.00 (15% de 720,4 milton, = 108, milton. corresponderam a chapas elajotas. 0 calculo da metragem de lajotas exportadas em 1999, estimou que 10% em peso das rochas serradas colocadas no mercado externo (10% de 105,5 mil ton, = 10,65 mil ton.) corresponderiam a lajotas com 1 cm de espessura e peso de 26 kgim* (10,55ton,: 28 kg/m? = 0,38 milhes m’) (0 cdlculo da metragem de chapas exportadas em 1999, considerou que as 108,1 mil ton. das NCM's 6802.93.00 ¢ 2616.12.00, corresponderiam a chapas com 2.cm de espessura e peso de 56 kg/m? (108, 1 milton.: 56 kgim? = 1,93 milhdes tm’), eque 90% em peso das rochas serradas colocadas no mercado externo (90% de 105, milton, = 94,95 milton.) também Corresponderiam a chapas com 2.em de espessura e peso de $6 kg/m? (94,95 mil ton. 56 kgm? = 1,7 milhdes m* de chapas) Nestes termos, as exportagdes de 1999 envolveriam 0,38 milhdes m* de lajotas com 11cm de espessura e 3,63 mihdes m? de ‘chapas com 2 mde espessura (1,93 milhoes + 1,7 milhdes), totalizando os referidos 4 milhoesm* Calculo da demanda de chapas para o mercado externo (+18% a.a.) baseado na projegao de crescimento de 10% a.a. em peso das exportacdes, com incremento de 5% a.a. de participagao percentual em peso de rochas processadas no total Exportado, Se o célculo da demanda de chapas para o mercado externa fosse efetuado pelo desempenho da NCM {6802.23.00 (chapas de granito), que em 1999 totalizou 99.5 mil loneladas, o indice médio de crescimento anual projetado deveria ser de 30% (considerando-se os nimeros de 1996 a 1999) e o déficit anual de serragem seria bem maior que 0 apresentado. Calculo de demanda de chapas para o mercado interno (+6% a.) baseado no crescimento setoriale do PIB brasileiro. Calculo da demanda geral de lajotas (+8% a.a.) baseado na ponderagao de crescimento dos mercados interno (6% 2.3.) ¢ extemo (18% a.a.), tendo-se: [(2,5milhdes m? x 6%) + (0,4 milhGes m* x 18%)}: (2,5 milhdes m? + 0.4 milhoes m*) = 7.65% (aproximado para 8%) ‘A capacidade brasileira de serragem, estimada para 1999, foi de 31,32 milhdes m, sendo 0,72 milhdes m* em lajotas e 30,6 imilhoes m# em chapas, a partir da existéncia de 1.200 teares com capacidade individual para 1.500 m’/més; de 300 teares para2 500 m’/més, e, de 10talna-blocos para 6.000 m'/més cada, S8'ESLL G'EEL | S'OZL |SG'80L | Sp'sé 9'88 | U'pe | BL CELL | S669 f'S9 spo Sips 6S SLily BLE | LU Br Ob | oO | ob | Ze) ze | a | g 8 8 8 Ss Ss Ss S| NW 09 9 9 9 S s s v v v £ € € zc z z ia Lvez | V'9% | 8% | FOZ e'BL | SOL | OSL | HhL | S'eL gzL | ez ez) ZL 6 #S d tr ly ep Or o¢ 8 dN 6rL ze |g | 29 19 | SS | 2 | 8 | Sb vee ee | zt | ee we be | ee | ee eth “L € € € € © | au 82h u 6 6 8 Z Z Z 9 Ss 6 OL | Ob | Ob | OF | OF | SN suze9 | Gig | 22 |szz9)s9s) 25 | Gh | Sire Sp |SLilp S'le | Soe |sz'ee| se | se sz) bee g9ze 882 | 1SZ | £7 | BOZ | O6F | BLE OLE | LOL | OSE | OhL | ESL | OL OOF is iN sve | iW : % Roe] bj bk be) sh oh) se | @ | 2 |e =| OUUAUISEAY Ap @ SIEJUAUIEUIO SBYDOY ap 4018S OP O1! enbieg op opdenbepy eued souessazan sojueWNseAui| ap euleiBold - EL BlOgeL Rochas Ornamentais no Século XI 5 Observagies: MT- modernizacdo de teares instalados; NT - novos teares; IT - investimentos para novos teares; NTB - novos talha-blocos: ITB - investimentos para novos talna-blocos; NP novas politizes; IP - investimentos para novas polltrizes; DI desenvolvimento tecnol6gico-industrial; MM - modernizagao de marmorarias; ITT -investimentos totais, MT. TB, IP, DI, MM, ‘TT em USS milhdes, NT.NTB, NP emunidades. Bases de investimento: tear - US$ 250 millunidade; politriz - US$ 300 mi/¥unidade; talha-bloco- US$ 300 millunidade. Agregagao de uma poltriz para cada grupo de 4 teares e de uma politiz para cada grupo de 2 talha-blocos. Foto codida por Nemer Abirochas a zi [wn [ ou |e | | 8 a [99 [oo [oo | jo 0% ob au 2b vel ott 601 86 8 6h 99 is os oF Of 0% oO - - val ca ci Ut ob L L 8 Z L i im ob ob oh ob ~ von GIVE mao tw eor fes pe fe fe [uf Tis ic | | ao [ere [eee | or | we | ee [ee | we | es | cor | iy | Oe ace: | Wwe [sez | 192 _| bee _|(roresso) 14a ~ - ~ ~ ~ *'0 670 £0 zs0 zo | 20 20 20 20 20 | ‘also a or | os; | zoe | Osh | Ih pele | cee | 999 | Lees | US'zG | 19Or ose | vez ech | 8 = 86'PL- id 240 co: | war | zosr | over | bose: | vege: | zebe | Zee ree: | egoz- | roi | soz [see eS | 82z gus | 02 foaisd Bere | 20°02: veo | S67 BO'OL- | O9e- eps gee" Bb 890 gt oe ese vey Br 300-VSO ~ z'0 orb B02 Lz sey 69 ple | eu Leet gush | 6rLb vr'6h oe so or a Ob gh Sle ‘HE oer ceo 74 Sle {26 0801 00z4 el 6 6 6 6 6 8 6 6 6 6 6 6 6 é 6 yso gees | cite | 8/'ee oe | ove fooe_ | 00S | 0E VL zee [eve | az | os | eo | eco | es ws | 90g | ar | ory [oy [ese use |eee | We 10 wove | ose | evee | oove | woe | ove lovee | ese | soec | toa ap ogdeyodxa) 'B'e 9G] ap ojUaUIINSE.0 ap SeXey “S000/9-eI ‘OJUOUISeAdy ap 9 SIEIUOWELIO SE420Y op OuI9ISEIG If $9128} SOAOU BIE OPEPIORdED ap SAU/-IUi OOS'E +(OUAIxe @ OUUSIU! SOPEIION — SE}OLe}) “e'e pz’ Z & (OUIO}U! OpeTawW ou Sedeys) “e'e %9 “(Sedeyo yey eved soue 0} 8 $928} Bed 1M PIA Op SOUR OZ :VPL BIOGEL EP SION ‘eunjsnpul onbseg o eved sejofe7 6 sedeus op webeues ep soo5elold - eA syedIoULd Wp) eedeL Rochas Ornamentais no Século XXI 7 Principais varidveis da Tabela 14 A: 20 anos de vida util para teares e 10 anos para talha-blocos; taxas de crescimento de 16% a.a. (exportagaio de chapas), 6% a.a. (chapas no mercado interno) e 7,24% a.a. (lajotas_mercados intemo e extemno), 3.500 mimes de capacidade para novos teares, Observagies: DCE - demanda de chapas para o mercado externo; DCI - demanda de chapas para o mercado intemo: DL. - demanda de lajotas: DTS - demanda total de chapas ¢ lajotas serradas; TA teares adequados operantes; CSA - capacidade de serragem adequada em teares; TI -teares inadequados operantes; CSI - capacidade de serragem inadequada em teares; OFC - défict de chapas; DT - demanda por novos teares; PATN - programa de agregagao de novos teares; TNA.- teares novos agregados; TT numero total de teares aps agregacao; TB - talna-blocos operantes; CSTB - capacidade de serragem em talha-blocos: FL - défict de lajotas; DT8 - demanda por novos talha-blocos; PATB - programa de agregagao de novos talha-blocos; TBA talha-biocos agregados; TTB - nimero total de talha-blocos apds agregagao. DCE, DCI, DL, DTS, DFC, DFL, CSA, CSI, CSTB: emmilhes m, TA, TI, OT, PATN, TNA, TT, TB, TBA, OTB, PATB, TTB: emunidades. (") Taxa de desativagao considerada para os teares inadequados operantes: a (-10%): b (-15%); ¢(-20%):d (-25%): €(-30%); £(-50%), (7) Os ndmeros entre parénteses indicam déficit anual remanescente denoves teares. (77) Os numeros entre parénteses indicam deficit anual remanescente de novos talha-blocos, Premissas de céiculo assumidas para capacidade de serragem: TA - 2.500 m’/més; TI- 1.500 m’/més; TN - 3.500 m/més; TB-6,000m'imés. Vida itil de 20 anos para novos teares e 10 anos para talha-blocos. Abase de 1999 considerou serragem de 29 mihdes m* de chapas e lajotas, sendo 25 milhSes m? para 0 mercado interno e 4 mihoes m* para omercadoextemo. Os 26 mithoes m* serrados em 1999 para 0 mercado interno, foram calculados a partir de uma produg3o de lavra estimada ‘em 4 milhoes ton., das quais excluiu-se 1 milhao ton. (exportagdes e estoques de biocos) e calculou-se desdobramento de 25 mim? de bloco (3 milhoes ton.:3 ton./m*= 1 millidom? » 1 milhgom? x 25 mim? = 25 milhoes m) “Considerou-se que 10% (2.5 milhées m*) dototal serrado em 1999 (25 milhdes m?), corresponderam alajotas. © céloulo de 4 mithdes m* serrados em 1999 para o mercado externo, considerou que 55% em peso das exportagbes de rochas processadas (55% de 191,9 mil ton. = 105,5 mil ton.) e 15% em peso das exportagdes pelas NCM's 6802.93.00 2516.12.00 (15% de 720.4 milton. = 108.1 milton.) corresponderam a chapas e lajotas, © célculo da metragem de lajotas exportadas em 1999, estimou que 10% em peso das rochas serradas colocadas no mercado externo (10% de 105,5 mil ton. = 10,55 mil ton.) corresponderiam a lajotas com 1 cm de espessura e peso de 28 kkgim? (10,55 ton.: 28 kg/m? =0,38 milhoes rm) © caleulo da metragem de chapas exportadas em 1999, considerou que as 108,1 mil ton. das NCM's 6802.93.00 & 2516.12.00, corresponderiam a chapas com 2 cm de espessura e peso de 56 kgim? (108, 1 mil ton.: 56 kg/m? = 1,93 milhes 17), e que 90% em peso das rochas serradas colocadas no mercado externo (90% de 105,5 mil ton, = 94,95 milton.) também. corresponderiam a chapas com 2 om de espessura e peso de 56 kgim* (94,95 milton.: S6kg/m?= 1,7 milhoes mde chapas). estes termos, as exportagées de 1999 envolveriam 0,38 milhbes mde iajotas com 1 cm de espessura @ 3,63 milhoes m? de chapas com 2cm de espessura (1,93 milhdes + 1,7 milhdes), totalizando os referidos 4 miles m* Calculo da demanda de chapas parao mercado externo (+15% a.a.) baseado no indice médio de crescimento anual em valor das exportagées no periodo de 1996-99. Se 0 céiculo da demanda de chapas para o mercado externo fosse efetuado pelo desempenho da NCM 6802.23.00 (chapas de granito), que em 1999 totalizou 99,5 mi toneladas, o indice medio de ‘crescimento anual projetado deveria ser de 30% (considerando-se os numeros de 1996 a 1999) ¢ o deficit anual de serragem ‘Seria bem maior que o apresentado, Calculode demanda de chapas para o mercado interno (+6% a.a.) baseado no crescimento setorial edo PIB brasileiro. Calculo da demanda geral de iajoias (+7,24% a a.) baseadona ponderacao de crescimento dos mercados interno (6% a.a.)e extemo (15% a.a.), pela seguinte equagao. [(0,4 mihGes m* x 15%) + (2,5milhOes m*x6%)]/2,9 milhdesm?= 7,24%, Accapacidade brasileira de serragem, estimada para 1999, foi de 31,32 milhdes m?, sendo 0,72 milhées m? em lajotas e 30,6 ‘milhées m? em chapas, a partir da existéncia de 1.200 teares com capacidade individual para 1.500 m/més; de 300 teares para 2.500m*imés: e, de 10 talha-blocos para 6,000 m’imés cada. Abirochas veoL (S'GOL | 9°86 | v'L6 Cle Lbs | S'eZ | 9'89 | Spo g'e9 | y'pg9 S'z9 s'6s | sts sz'sh zoe LL Sh o> oF) oo | a om | a | lm | 8 8 8 8 s ¢ ss NW 09 9 9 9 Ss s s ° v y € € £ z | z ia Moet | Lb | ZL | det | Get | Lue | pbb | g'OL | g'oL | sor | gor | Siok | Stok) 6 «| se | sy dt 298 6s | tS | 6h | Sh Ge ge | ge 9 | Se | ge se | se | oe | gz gk oN o'er yo rs | See Fe be | we | ve | ve | ove € oe £ € € aul zor eo ek | dk oh | ok Z 8 L L 2 | 0b | OL | OL | OF | OF | GIN eves | y'6S | pS | ey Sy | eth ay | ree Sty Lise | sue] 6c | o¢ | of) ope fl a] oy Wel = 86b_ OBL | Z9L OSL | LyL OL | BZL 0 AzL | SzL_oOeL | OZ | ozt | OOF = 08 |) sor IN sz ‘ b L L t t bo} st | ot) sh] z z z see sve) Ww O]UaWSaAey ap a SIEJUAWELUQ SEYDOY ap 403g OP O4 enbieg op opdenbapy esed souesses0N soyueUyseAul ap EWesBold - g pL ejaGeL. 24g JeLSNpul Rochas Ornamentais no Séeulo XT 39 Observagies: MT - modemnizagao de teares instalados; NT - novos teares; IT-investimentos para novos teares; NTB - novos talha-blocos; ITB - investimentos para novos talha-blocos; NP - novas politizes; IP - investimentos para novas politrizes; OD! - desenvolvimento tecnologico-industrial; MM- modemnizagao de marmorarias; ITT - investimentos totais. MT, IT, ITB, IP, OI, MM, ITT em USS milhdes, NT,NTB,NP emunidades. Bases de investimento: tear-US$ 300 millunidade; politriz- US$ 300 milunidade; talha-bloco - US$ 300 millunidade, ‘Agregagao de uma politiz para cada grupo de 4 teares e de uma poltiz para cada grupo de 2 talha-blocos. o08s+(z1+1,01X(""0.40-"“.4a))} opdENde ejad opeinoIed,., :oSHIZL+LOLX(™D40 “*D4q))} oBdenbs Blad opeindied....OSELzL-+(,01x "™D:4a)] oBdENde eed ope|noIeD,, wz sor | 66 £6 98 08 a [ou [9 oo [os [or [oe aut zw | ro | 6 | (a8 £8 aw |a |e [oo {ss [os |o» [oe [oe val 8 8 ig L 9s sis $ o | o | o | oO - oe LV a a ee 96 ee aid ae [ise | geo | pro [oes | iss | os | or | ver | oor | aoe | ge be [sve gz) bez (g-auso) qua 220 220 20 20 wo | 220 20 zo zo 0 zo | 20 a0 zo 20 zo aso oO ol OF ob OL OL OF ol OL OL I OF OF oF oF al POLL BOLE Seal 29st Ost deeb zerh 4OrL 88h L681 26E eee ‘S6EL 2661 Ozer 00st ua ver Boel pszh la SSL $96 Ls8 ase 299 09S Oop | Oe 0% Oth oF ~ WNL [oer [oi cor | 96 oe | 80: | oo =| 6 | 86 oo | ozt | oz | oo | oe | ov ~ ws NIV Sez BOLL S66 268 962 £98 ose sso 995 esr ely gs Lee ee ee id Ser seis | eee: | soso | woes: | uszs- | i'r | uror | ue'se- | cove | pte: | see | ash | see [evs | og | 197 240 forus- | oes | iver | zesr | ever | lee | vese | ae | tree | uve | ecoe | poi | soz ee | ves | sez os. zoo [ves | seer | aor | oo | ere | soe iso | ago | + [ore ese | rer | oer | a0qvso zo or 80% Ble o'e ser 61'9 plik 996 roa acer | ses | Gre rr'6L gle | Iso. or 18 ou | ssh goz | siz | ve ocr | ues | zea ere | sue [ze6 oso | oozt | a Rochas Ornamentais no Século XXT ‘101 Principais variaveis da Tabela 15 A: 20 anos de vida util para teares @ talha-blocos: taxas de crescimento de 15% a.a. (exportagao de chapas). 6% a.a. (chapas no mercado intemo) ¢ 7.24% a.a. (ajotas - mercados interno e extemno); 3.500 mfmés de capacidade para novos teares até 2005, 4.500 m’/més de 2006 a 2010 e5.500m*/més de 2011 a 2015. Observagses: DCE - demanda de chapas para o mercado externo; DCI - demanda de chapas para 0 mercado interno; DL - demanda de Injotas; OTS- demanda total de chapas elajotas serradas, TA -teares adequados operantes; CSA -capacidade de serragem adequada em teares, TI-teares inadequados operantes, CSI -capacidade de serragem inadequada em teares, DFC défcit de chapas; DT - demanda por novos teares; PATN - programa de agregagao de novos teares; TNA -teares novos agregadas; TT numero total de teares apds agregacao: TB - talha-blocos operantes: CSTB - capacidade de serragem em talha-blocos; DEL -déficit de iajotas; DTB - demanda por novos talha-blocos, PAT - programa de agregagao denovos talha-biocos; TBA talha-blocos agregados, TTB -numero total de talha-blocos apos agregacao. DCE, DCI, DL, DTS, DFC, DFL, CSA, CSI, CSTB: em milhoes m* TA, TI, DT, PATN, TNA, TT, TB, TBA, DTB, PATB, TTB: emunidades. (*) Taxa de desativagao considerada para os teares inadequados operantes: a (-10%);b (-15%) ¢ (-20%); 6 (-25%):€ -30%) £(-50%), (*)0s numeros entre parénteses indicam deficit anual remanescente de novos teares. ( Premissas de calculo assumidas para capacidade de serragem: TA- 2.500 m’/més; TI 1.500 m'/més; TN - 3.500 mimes (2001-2005), 4.500 m*#més (2006-2010) e 5.500 m*/més (2011-2015); TB -6.000m"/mes, ) Os numeros entre parénteses indicam déficit anual remanescente de novos talha-blocos, Vida util de 20 anos paranovos teares ¢ talha-blocos. A base de 1999 considerou serragem de 29 milhdes m* de chapas ¢ lajotas, sendo 25 milhdes m* para o mercado interno & 4 mithoes m? para omercadoexterno, Os 25 milhdes m? serrados em 1999 para o mercado interno, foram calculados a partir de uma produgao de lavra estimada em 4 milhes ton., das quais excluiu-se 1 milhdo ton. (exportagdes @ estoques de blocos) calculou-se desdobramento de 25 mf? de bloco (3 milhées ton.:3ton.m*= 1 millo m? » 1 milhaom? x25 mim? = 25 miles m) Considerou-se que 10% (2.5 mithSes m?) do total serrado.em 1999 (25 milhdes m), corresponderam a lajotas. O céleuo de 4 muihdes mserrados em 1999 para o mercado extern, considerou que 55% em peso des exporiagdes de ochas processadas (55% de 191,9 mil ton. = 105,5 mil ton.) e 15% em peso das exportagses pelas NCM's 6802.93.00 & 2516.12.00 (15% de 720,4 mil ton, = 108, 1 milton.) corresponderam a chapas e lajotas. © calculo da metragem de Iajotas exportadas em 1999, estimou que 10% em peso das rachas serradas colocadas no mercado externo (10% de 105,5 mil ton, = 10,55 mil ton.) corresponderiam a lajotas com 1 cm de espessura e peso de 28, kim (10,85 ton.: 28 kg/m? =0,38 milhdes mm) © cdleulo da metragem de chapas exportadas em 1999, considerou que as 108,1 mil ton. das NCM's 6802.93.00 & 2516.12.00, corresponderiam a chapas com 2 em de espessura e peso de 56 kg/ m? (108, 1 mil on.: 58 kgm? = 1,93 milhoes, Im), € que 90% em peso das rochas serradas colocadas no mercado externo (90% de 105,6 milton, = 94,95 milton.) também corresponderiama chapas com 2 cm de espessura e peso de 56 kg/m (94,95 milton.: 56 kg/m* = 1,7 milhoes m* de chapas). Nestes termos, as exportagdes de 1999 envolveriam 0,38 milhSes m* de lajotas com 1 cm de espessura e 3,63 milhdes mde cchapas com 2.cm de espessura (1,93 milhdes + 1,7 milhdes),totalizando os referidos 4 milhoes mé ‘Calculo da demanda de chapas para o mercado externo (+ 15% a.a.) baseado no indice médio de crescimento anual em valor as exportagées no perlado de 1996-99. Se o calcula da demanda de chapas para o mercado extemo fosse efetuado pelo desempenho da NCM 6802.23.00 (chapas de granito), que em 1999 totalizou 99,5 mil toneladas, o indice médio de Ccrescimento anual projetado deveria ser de 30% (considerando-se os nimeros de 1996 a 1999) ¢ odeficit anual de serragem ‘seria bem maior que o apresentado, Calculo de demanda de chapas para o mercado interno (+6% a.2,) baseadono crescimento setorial edo PIB brasileiro. Célculo da demanda geral de lajotas (+7,24% a.a.) baseado na ponderagao de crescimento dos mercados interno (6% a.a.) @extero (15% a.a.), pela seguinte equacao:{(0,4 milhdes m*x 15%) + (2,5 milhoes m*x6%)]/2,9 mihdes m? =7,24%, A capacidade brasileira de serragem, estimada para 1999, foi de 31,32 milhdes m?, sendo 0,72 milhdes m* em lajotas @ 30,6 ‘milhoes m* em chapas, a partir da existéncia de 1.200 teares com capacidade individual para 1.500 m*imés; de 300 teares para 2.500 mt#més; e, de 10 talha-blocos para 6,000 m’imés cada. gZS0l S'80l ZOOL | Les | Les | S'6L L'bL | 9'89 | ¥'G9 | G9 B'yg S'Z9 SES IS = Sz'Sh Szoe LL 8th 9b 9 oO a Zs a a 8 8 8 8 g g S s NW 09 9 9 9 s s g v v v € € € é z z id Set | hoz | e'sh | SOL | est | byt | ZEL | BOL | BO BOL | sol | S'ok S'oL | 6 sz | Sp di $09 19 | SG | IS | Bm | be | 9 | 9 | oe | Me | Ge SE | Of | Gz Sk OWN gee vz) vt | ve | ee | ee | ah | Gk) Gh | Sho] stb € € € € © au zu 8 8 Z 9 Z 9 s Ss s s OL | Ob | OL | OL | OL | SIN s'yoo | £9 | ZG | SIS | ep | Sp | Zeh | Op gee | z6e | OF | se | 9€ | Of | we | a verL © 9ZL_ | HLL | EOL | 96 | 06 | BOL | COL | 66 | 86 | COL | OZ OZ | COL | O8 | Ov OjUaWNSEAaY ap 2 SIeUEUIELIO SeYIOY ep 1039g op o4IoI!Sezg [eLASMPUL anbieg op ogSenbapy eued soupssa2en sojuaWNSeAu| op eWesBold - G SL elaqeL Se meas he ee AA Observacées: MT - modernizagao de teares instalados; NT - novos teares; IT - investimentos para novos teares; NTB - novos talha-blocos, ITB - investimentos para novos talha-biocos; NP - novas politrizes; IP - investimentos para novas poles: DI desenvolvimento tecnolégico-industral; MM -modernizacdo de marmorarias; ITT -investimentos totais, (MT, T, ITB, IP, DI, MM, ITT em USS milhdes, NT,NTB, NPemunidades, Bases de investimento: US$ 300 mil/unidade para teares de 3.500 m’/més: USS 400 milfunidade para teares de 4.500 ‘m’/més; USS 500 mil/unidade para teares de 5.500 m/més; politriz - US$ 300 mil/unidade; taiha-bloco - US$ 300 milunidade. Agregagao de uma poltriz para cada grupo de 4 teares de 3.500 mt/més; de uma poiirz para cada 3teares de 4.500 m*/més: ‘de uma poiiriz para cada 2 teares de 5.500 m"/més; e, de uma poliriz para cada grupo de 2 talha-blocos eee et a Abirochas 104 a o0ss+(z1+L,01x("*040-94a))) ogdenbe ejed oper ‘oospe(zisLoLx(™o4a ““oa))} opdenbe ejed opeinojeo,,,:ooselz| 1X93) ogbenbe ejad ope;najeD,, seh Lah + 60 40K +6 08 bh 69 I og os oF 0€. oz Ob Su 82 BOL 66 16 8 ab OL 9 6S os oF of oz Oo 7 val th |e 8 Z Z Z 9 § 6 ob oO a | oF oF sso LV eh | 66 8 vy Le ald (a-aiso) 140 zo | wo also wo [zo [zo (zo | wo | wo | wo | wo ob ob oO oO ob oO ob OL oe a geez | bs6 | see | zezt | eral | Sect | 2st | Supt | dpeL | eppt | Bey | eebl | lbs 6c | bert | 00st i gel sori | over | eet | ogo, | zs6 | tee | zie | 909 | gos | ove | bee |e vy - WNL 1a 3066 - e se | 08% 240) [onus by'6r | 26'S | 6P'ze- ze've- | chee | Lb'ye- | es'02- | vz'9l- | sozi- ee 8's SU'e- 190189. 68 be bSLe- | Lee | we Lt 169° eS" Lye 20 92'0 207 60r 66'¢ sly 3090'S - oh 807 6Lz 619 wll 996 deur | deeb | cust | erat ve'6L cir 1S | Je oh Soh ve oer Les 29 fl SLB 216 og0L 002) ol 6 6 6 6 6 6 6 6 sis (6 6 6 vso S02 @ L102 @ S@w.W 00's 2 0102 B 002 P SPtU/t 003'» 'SODZ oe 601891 SonoU B1Ed opePDEdeD Op SO J (oussiu! opeoveu ou sedeus) “ee %9 ‘(sedey ap opdeyodxe) "e'e 99) 8 OjWawSanay ap 2 siejuoWIeLI SeYDOY ap 0! Rochas Ornamentais no Século XXI_105, Principais variaveis da Tabela 16 A: 20 anos de vida util para teares e talha-blocos; taxas de crescimento de 18% a.a (exportagao de chapas), 6% a.a. (chapas no mercado intemo) e 8% a.2. (iajotas - mercados intemo e externo); 3.500 m*imés de capacidade para novos teares até 2005, 4.500 m?imés de 2006 a 2010 e 5.500 mimes de 2011 a2015, Opservagoes: DCE - demanda de chapas para o mercado externo; DCI - demanda de chapas para 0 mercado interno; DL. - demanda de lajotas; DTS -demanda total de chapas e lajotas serradas; TA -teares adequados operantes; CSA - capacidade de serragem adequada em eares; TI- teares inadequados operantes, CSI- capacidade de serragem inadequada em teares: DFC - deficit de chapas; DT - demanda por novos teares; PATN - programa de agregacao de novos teares; TNA -teares novos agregados; ‘TT numero total de teares apés agregagao; TB -talha-blocos operantes, CSTB - capacidade de serragem em talha-blocos, FL - deficit de lajotas; DTB - demanda por novos talha-biocos; PATB - programa de agregagao de novos talha-blocos; TBA talha-blocos agregados; TT - niimero total de talha-biocos apds agregacao. DCE, DCI, DL, DTS, DFC, DFL, CSA, CSI, CSTB:emmilhoes m TA.TIDT, PATN. TNA. TT, T8, TBA, DTB, PATB, TTB: em unidades. (() Taxa de desativacao considerada para os teares inadequados operantes: a (-15%): b (-20%);¢(-26%); d (-30%);€ (50%), *) Os ntimeros entre parénteses indicam défict anual remanescente de novos teares. +) Os nlimeros entre parénteses indicam déficit anual remanescente de novos talha-blocos. Premissas de célculo assumidas para capacidade de serragem: TA -2.500 m*im@s; TI - 1.500 m?/mas; TN - 3.500 mimes (2001-2005), 4.500 mimés (2008-2010) e 5.500 nv¥/més (2011-2015); TB -6.000 m#imés. Vida dtil de 20 anos para novos teares e talha-blocos. A.base de 1999 considerou serragem de 29 milhdes m? de chapas € lajotas, sendo 25 mithdes m? para o mercado intemo & ‘4milhdes m* parao mercado extero, Os 25 mihées m? serrados em 1999 para o mercado interno, foram calculados a partir de uma produgao de lavra estimada ‘em 4 milhdes ton., das quais excluiu-se 1 milhdo ton. (exportagdes e estoques de blocos) @ calculou-se desdobramento de 25 mim? de bloco (3milhoes ton.: Ston./m*= 1 milhdo m? » 1 milho m*x 25 mim? = 25 milhOes m) Considerou-se que 10% (2.5 milhdes m*) do total serrado em 1999 (25 milhdes m’), corresponderama lajotas. calculo de 4 milhées m serrados em 1999 para o mercado externo, considerou que 55% em peso das exportagbes de rochas processadas (55% de 191,9 mil ton. = 105.5 milton.) e 15% em peso das exportagées pelas NCM's 6802.99.00 ¢ 2516.12.00 (15% de 720,4 milton. = 108, 1 milton. )corresponderam a chapas e lajtas. © clouto da metragem de lajotas exportadas em 1999, estimou que 10% em peso das rochas serradas colocadas no ‘mercado externo (10% de 105,5 milton. = 10,55 mil ton.) corresponderiam a lajotas com 1 cm de espessura © peso de 28 gim# (10,55 ton,:28 kgim?= 0,38 milhdes m*) 0 célculo da metragem de chapas exportadas em 1999, considerou que as 108,1 mil ton. das NCM's 6802.93.00 e 2516.12.00, corresponderiam a chapas com? cm de espessura e peso de 56 kg/m (108,1 mil ton.- 56 kg/m = 1,93 milhoes: 'm’), e que 90% em peso das rochas serradas colocadas no mercado externo (90% de 105,6 milton. = 94,95 mil ton.) também corresponderiam a chapas com 2 cm de espessura e peso de 86 kg/m? (94,95 milton.: 56 kg/m?= 1,7 milhoes m?de chapas). estes termos, as exportagdes de 1999 envolveriam 0,38 milhes mde Iajotas com 1 cm de espessura e 3,63 milhoes m*de ‘chapas com? em de espessura (1,93 milhbes + 1,7 milhGes),totaizando os referidos 4 milhdes m? Calculo da demanda de chapas para 0 mercado externo (+18% a.a.) baseado na projegao de crescimento de 10% a.a. em peso das exportacdes, com incremento de 5% a.a. de participacao percentual em peso de rochas processadas no total exportads. Se o calculo da demanda de chapas para o mercado externo fosse efetuado pelo desempenho da NCM {6802.23.00 (chapas de granito), que em 1999 totalizou 99,5 mil toneladas, o indice médio de crescimento anual projetado deveria ser de 30% (considerando-se os numeros de 1996 a 1999) e o deficit anual de serragem seria bem maior que 0 ‘apresentado. Calculo de demanda de chapas para o mercado intemo (+6% a.a. )baseado no crescimento setorial edo PIB brasileiro. Caloulo da demanda geral de lajotas (+8% a.a.) haseado na ponderagao de crescimento dos mercadas intemo (6% a.a.) e externo (18% a.a.), tondo-se: [(2,Smilhdes rm? x 6%) + (0,4 milhoes m x 18%)}: (2,5 milhdes m? + 0,4 milhoes m') = 7,65% {aproximado para 8%). A capacidade brasileira de serragem, estimada para 1999, foi de 31,32 milhdes m?, sendo 0,72 milhdes m? em lajotas e 30,6 ‘milhoes m* em chapas, a partir da existéncia de 1.200 teares com capacidade individual para 1.500 m#/més; de 300 teares para 2.500 m"imés; e, de 10 talha-blocos para 6.000 m*imés cada. vivozt | L'LbL Sz'eeh sz'ozt s9'vot 926 | v'48 G'zB Sz'SL PEL S'89 Sz'99 | Sp'z9 sz'09 S‘oy ss'ze LU orto a | | a @ | to a | g 8 8 s $ s s | NW 099 9 9}s |) Ss > ¢ |b) br |) gy |e € e|z2)2 2) 4 use SE | GO'6Z | Ss'sz | Gzzz) Z| LOL | HSL sz'pt| HL | cel | se'zL coer sz'zi| sug | g's ees ye | €8 | €£ | S909 | oy | be | te | op ee | ze) oe | ge | ge | of ow vee | ee 22 | et) ve ve be) ee ek | sh | ee e e & © au eb bo 6 6 8 Z Z L 9 s 6 | ob | Ob | oF | oF | oF | aN vse. | See S82 | 69 | S19 | S'9S | Z'LG | bey o'sp | ppp | ov | Bue | Boy | 9¢ oz | zet| eer | ue sot | et | evs | en | et | zt ru oo oct get | ozt | 08 | op | wn, sz L 4 t L L L rise tsi ler) z z z sve | sve | aw OWaWNSaASY Op @ S|eJUEWIEUIO SEYOOY ap JO}ag op OJIO|!SeIg JeLASNPU anbied op ordenbopy eed solsessoo0N sojueWSeAU| op eWesBold - @ 9} elaqeL Rochas Ornamentais no Século XXT_ 107" Observagies: MT -modemizacéo de teares instalados; NT - novos teares; IT - investimentos para novos teares; NTB - novos talha-blocos: ITB - investimentos para noves talha-blocos; NP - novas poliizes; IP - investimentos para novas poltrizes; DI desenvolvimento tecnolégico-industrial; MM - modernizagao de marmorarias; TT -investimentos totais MT, 1T,ITB, IP, DI, MM, ITT em USS mihoes, NT,NTB, NP emunidades. Bases de investimento: US$ 300 milJunidade para teares de 3.500 m’/més; US$ 400 milfunidade para teares de 4.500 ‘mimes; US$ 500 mil/unidade para teares de 5.500 mimes; poltriz - USS 360 mil/unidade; talha-bloco - US$ 300 mil/unidade. ‘Agregagéio de uma politriz para cada grupo de 4 teares de 3,500 m*/més; de uma politiz para cada 3 teares de 4.500 m"/més, dde uma politriz para cada 2 teares de 5.500 m/més; e, de uma politz para cada grupo de 2talha-blocos. Foie Cedidapor Marbrasa ai Foto cedida por Nemer DESTAQUES.COMPETITIVOS a ¢ China A partir da metade dos anos 1980, com o avango da reforma econdmica, a reestruturagao das politicas de comércio exterior e de investimentos, a China passou a enfatizar o desenvolvimento dos sub-setores direcionados para a exportacao. Dentre esses, foram priorizados os que encerram vantagens estruturais competitivas, especialmente as atividades intensivas em mao-de- » obra. A politica de liberalizagao criou os alicerces para 0 aparecimento de um expressivo setor exportador controlado, predominantemente, pelo capital estrangeiro e configurado a partir de empreendimentos privados localizados nas provincias ao longo da costa Zonas Econémicas Especiais -ZEE. Criadas a partir de 1980, as ZEE foram concebidas para atrair o capital de risco internacional. Estrategicamente localizadas ao longo do litoral, estao direcionadas para alavancar o comércio internacional e servir de referéncia para a adogao e internalizacao gradativa de politicas econdmicas mais liberais. Concomitantemente a reformulagao dos arcabougos legal e tributario que regem a estruturagao de joint-ventures com o capital estrangeiro, foi criada uma ambiéncia favoravel para os investimentos e dinamizado 0 processo de desenvolvimento econdmico, mediante a disponibilizagéo de novas tecnologias, capacitacdes e acesso ao mercado internacional. Quanto ao perfil dos investimentos externos, 0s principais investidores so originarios dos paises asiaticos especialmente Hong Kong (antes de sua reintegracdo), Taiwan, Japao e Cingapura. Merece registro que estimativas internacionais atribuem aos emigrantes chineses a maior responsabilidade pelos investimentos diretos estrangeiros. ee Reservas & Produgao Sob a 6tica da industria de mineragao, em geral, a China apresenta algumas caracteristicas que apontam o expressivo papel reservado ao Pais, seja na condigao de fomecedor do mercado internacional seja como mercado consumidor. Enquanto fornecedor, por dispor da terceira maior extensao territorial e pelo significativo potencial mineral consubstanciado em amplas e diversificadas provincias minerais. Enquanto mercado consumidor, pela presenga de um contingente populacional estimado em 1,3 bilhdo, dos quais 30% residindo nos centros urbanos e com crescimento médio superior a 4% a.a., aliado as altas taxas de crescimento de sua economia. As principais reservas de granito do Pais estao disseminadas por dezenas de grandes depésitos concentrados nas regides leste e nordeste, especialmente nas provincias costeiras de Shandong, Zhejiang, Fujian, Guandong e Guangxi. Em termos da produgao de rochas para ornamentacao e revestimento, a industria chinesa vem apresentando um desempenho sem precedentes, acusando uma taxa média anual de 30% a.a. para o periodo 1990/1998. Como conseqléncia, sua participagao relativa no total mundial evoluiu de 3,1%, em 1990, para 16,5%, em 1999, situando o Pais na primeira posigao no cenario internacional. Aestrutura produtiva do setor é configurada pela operagéo de 3.000 pedreiras e 8.000 unidades de processamento, empregando cerca de 1 milhao de empregados. No segmento de extragdo, os niveis de mecanizacao empregados sao extremamente baixos, com a produgao anual média por trabalhador ao redor de 6 m>. Aproximadamente 300 pedreiras tem producao superior a 3.000 m%/ano, das quais apenas 10 acima de 10.000 m*ano. No segmento de processamento, a despeito do grande numero de estabelecimentos industriais, a maioria é de pequeno e médio portes. Aproximadamente 800 (10%) teriam escala e suprimento estavel, sendo que 400 contam com recursos estrangeiros. Rochas Ornamentais no Século XX1 i A Figura 23 representa graficamente o desempenho da produgao bruta de rochas dimensionadas no mencionado periodo. O grande salto observado em 1995 reflete, provavelmente, maior representatividade das estimativas. 000 000 7000 6000 4000 mil toneladas 000 2200 2500 2750 sons 2000 1000 go" of ' 92 ' 93 ' 94 " 95 " 96 ° 97 * 8 Fonte: STONE 1999 eee Entre os intmeros fatores que contribuiram para a notavel ascensdo quantitativa e qualitativa da industria chinesa destacam-se: © Sinergia entre as especificidades da industria e as reformas econémicas do governo em termos de escala, relagao m4o-de- obra/produto, potencial de exportacdo, atomicidade das unidades produtivas € os objetivos de descentralizacao econémica; Apoio substancial de investidores estrangeiros, especialmente do Japao, Taiwan e Hong Kong; Expressivos investimentos em maquinario importado, originario, predominantemente, da Italia. Como exemplo do esforco empreendido mencione-se que, no periodo 1993/98, a China respondeu, respectivamente, por 17%, 11%, 11%, 12%, 8% € 7% do total das importagdes mundiais de bens de capital para a industria. Merece registro que nos Ultimos 20 anos 0 Pais importou 300 sistemas completos de produgao - extracao e processamento - no valor de US$ 1,7 bilhées com uma capacidade de producao estimada em 25 milhdes m*/ano; Proximidade do mercado japonés, a valorizagao do iene e a disponibilidade de tipos e cores, particularmente variedades de cinza e preto com aceitagao no segmento de arte funeraria: e Mao-de-obra qualificada e de menor custo, que viabilizou a penetragéo dos produtos em condigdes competitivas, sem comprometimento sensivel dos padrées de qualidade demandados. Sob a ética tecnoldgica, a indiistria chinesa jd dispde de capacitagdo para o atendimento de encomendas que devam ser executadas conforme desenho. Em se tratando da produgao de painéis para piso e revestimento de parede, 0s Unicos problemas remanescentes estariam associados ao acabamento dos detalhes nesta Ultima aplicagdo. Atualmente, as expectativas apontam que constrangimentos e disfungdes de natureza qualitativa poderao ser equacionados com relativa rapidez, possibilitando ampliar a oferta de produtos sob encomenda com o nivel de acabamento cada vez mais proximo ao demandado pelo mercado internacional Rochas Ornamentais no Séeulo XXI_113 Um exemplo lapidar da vocagao e da maturidade alcangada esta associado ao fornecimento de pedras para timulos no mercado japonés, nicho mercadolégico tradicionalmente estigmatizado como fechado, face a complexidade proveniente das diferencas em tamanho e forma associadas aos costumes de cada regido do Pais, bem como aos rigidos padrées de acabamento exigidos. Foto cedida por Gamiedia Latin] America: De um modo geral, as matérias-primas de qualidade sao direcionados para a produgao de chapas finissimas (espessura menor ou igual a 5 mm), de fina espessura (8 ~12 mm) chapas padrao de 20 mm ————_ Mercado Externo O comportamento das exportagdes espelha com maior propriedade o grande salto quantitativo e qualitativo do parque industrial chinés nos Ultimos anos. No periodo 1990/98, as exportagdes globais de produtos lapideos - blocos e processados de marmore, granito e ardésias - aumentaram 416%, representando um crescimento médio anual de 22,8% a.a, Como conseqiiéncia, a participagdo chinesa no total das exportagdes. mundiais Passou de 6%, em 1990, para 13,7%, em 1998. Em termos de material bruto, mais de 95% dizem respeito aos granitos. Em se tratando do comportamento das exportagdes de granito o maior destaque cabe ao segmento de processados. Os produtos acabados e semi-acabados de granito acusaram um crescimento de 1.188%, equivalente a uma taxa média anual de 37,6% a.a A Figura 24 retrata a evolugao das exportagées de granito no periodo em foco. 4 : 90" 91 © 92" 93" 94 7 95 " 96 " 97 7 98 MEE Skc08 GE Processacos Fonte: STONE 1999 Rochas Ornamentais no Séeulo XXI__115 Refletindo esse desempenho, a participacao relativa da China no comércio global de produtos processados de granito passou de 4% para 19%. No que concerne aos principais paises de destino das exportagées de granito, tem-se o seguinte perfil para 1998: © granitos brutos Taiwan (45%), Japao (17%) e Coréia do Sul (13%); © granitos processados Japao (53%), Hong Kong (7,5%), Alemanha (7%) e Holanda (6%). De um modo geral, as pedras coloridas chinesas de boa qualidade, com base no estagio atual de conhecimento, sao limitadas, predominando variedades de cinza, Nao obstante, em fungdo da grande extensdo territorial aliada a flexibilizagéo dos negécios e A dinamica de atuacao do setor privado, € provavel que a matriz tipolégica de cores e variedades comerciais sofra sensivel transformaco em futuro proximo. Os granitos chineses, normalmente, nao possuem uma cor definida, com as cores mais interessantes sendo 0 rosa claro, o cinza, o vermelho e 0 preto. Em termos do marmore destacam-se o vermelho eo verde. Finalmente, merece ser ressaltado 0 acentuado crescimento observado, ao longo do periodo 1994/1998, nas importagdes de produtos lapideos. Em termos de quantidade a evolugao foi de 118 mil toneladas para 908 mil toneladas, acusando um aumento de 670%. Nesse total destacaram-se os blocos e produtos acabados de granito com aproximadamente 728 mil toneladas em 1998, Em termos de valor, foram importados cerca de US$ 220 milhdes em 1998, sendo 59% de produtos acabados de granito e 24% de blocos de granito. 116 Abirochas - 7 Wee No inicio do processo de desenvolvimento da industria foi atribuida muita énfase as atividades de processamento, negligenciando-se a etapa de desmonte. Atualmente o enfoque mudou com maior atengao aos aspectos relacionados a exploragéo e ao planejamento de mina. Nesse contexto, merece ser ressaltado que um dos principais fatores de condicionamento da competitividade sistémica da cadeia de produtos lapideos da China € 0 tamanho dos blocos cujo volume médio é de 3m? Além dos problemas advindos da escala das operagées, as politicas em curso | no Pais esto direcionadas ao equacionamento das demais restrigdes do setor, a saber: Promover 0 processo de consolidagaéo da estrutura produtiva objetivando auferir ganhos de escala e aumentar a racionalizagao e | os niveis de recuperacao e de produtividade das operagées; Aumentar o tamanho médio dos blocos de 3 m? para 7 a 9m*; Reforcar a cadeia logistica e melhorar a infra-estrutura de escoamento: estradas, pontes e portos; | Diminuir a capacidade ociosa das plantas de desdobramento e serragem Aumentar a capacitagao administrativa e gerencial, especialmente nas atividades vinculadas a exportacao; Reduzir a concorréncia predat6ria e o numero excessivo de canais de comercializagao; Melhorar a qualidade no polimento eno acabamento em geral; e Estabelecer um eficiente sistema de informagdes sobre o mercado internacional SSS Ena RO ECMIO AL ti” —> Mercado interno comega a adquirir uma crescente sofisticagao, com reflexos na qualidade dos produtos produzidos internamente. As maiores oportunidades para os exportadores estrangeiros esta associada aos projetos que requeiram chapas de maiores dimensoes, cortes sob medida e/ou mais sofisticados, cores e variedades nao disponiveis internamente e encomendas ‘superiores a 20 mil m?. — Grande parte da atividade de construcdo civil nas zonas econémicas especiais chega ao fim, 0 que devera se refletir na demanda interna, com os projetos mais expressivos se deslocando progressivamente para as regides do interior. Nesse sentido, é possivel que ocorra um arrefecimento no comportamento do mercado interno nos préximos anos comparativamente a década passada, De qualquer forma manifesta-se uma tendéncia explicita de emprego crescente de pedras locais. —>Um dos pontos remanescentes de maior concentragdo da demanda 6 o (novo) distrito financeiro de Shanghai, denominado Lujiazui. Sua concep¢ao contempla a construcao de 40 torres e devera funcionar como um centro de negécios internacionais. A tnica de sua implantagao tem sido a utilizagao de rochas de origem doméstica. Com 0 amadurecimento da industria consolida- se 0 emprego de material local. Adicionalmente, observa-se uma preferéncia explicita dos clientes pela maximizagdo no uso de variedades chinesas, nao 86 por razées financeiras como também econémicas e politicas. No que concere as importagées, além do estigma sempre presente de uma possivel desvalorizacao, as barreiras tarifarias e as limitagdes impostas a saida de divisas aumentam 0 risco e restringem as opgées e a propensdo a importacao. ~> Face & capacidade instalada, 0 nivel de refinamento ja alcangado e os baixos pregos deve-se esperar uma maior agressividade no mercado externo. O fluxo de exportagdes continuara crescente, ainda que a qualidade do material deixe a desejar frente aos padrées europeus. Por outro lado, devido ao crescente mercado interno, espera-se que 0 caminho de expansao da China guarde alguma similaridade com o percorrido por Taiwan. Nesse caso, a substituicao de importagées de processados para atender o mercado interno, acabou por consolidar e alavancar a vocagao exportadora inclusive em nivel de maquinas e equipamentos. rea > Merece registro a existéncia de um expressivo parque produtor de maquinas e equipamentos instalado na China. A titulo ilustrativo, em 1994, as exportagdes chinesas de bens de capital chegaram a representar 4,6% do comércio global, decrescendo, todavia, nos ultimos anos. No cémputo geral, no periodo 1994/1998 as exportagdes representaram 2,7% do total comercializado internacionalmente. A espinha dorsal da industria de bens de capital do Pais 6 constituida por 20 empresas. Essas empresas tem condigdes de produzir equipamentos com capacidade de até 80 milhGes m?, podendo oferecer, fundamentalmente, as seguintes linhas completas de produgao: © Para chapas de granito do tipo padréo - equipamentos principais: translational steel grit block saw frame, multi-headed continuous polishing machine, e bridge cutter; Para placas de espessura fina de marmore e granito - equipamentos: multi-disc two-way cutter, lengthwise e cross cutter, e side-polishing e beveling machines, e © Para placas de marmore do tipo padrao - equipamentos: diamond wire cutter, multizheaded continuous polishing machine e bridge stone-cutter. Nos ultimos anos foi introduzido o gantry stone-cutter equipado com grandes discos diamantados no lugar do gang saw. Esse equipamento provocou notério impacto na industria local. Face ao expressivo diferencial no preco - cerca de 1/5 a 1/8 dos importados - tém grande aceitacdo, particularmente junto as pequenas e médias empresas. A despeito desses avangos, problemas relativos a manutencdo, preciso, resisténcia e controle de qualidade na produgéo dos equipamentos, comprometem uma maior penetragao dos produtos chineses no mercado internacional. —>Em que pese o impacto das intensas importagdes realizadas ao longo do tempo, o desempenho da maioria dos conjuntos importados esta abaixo dos indices esperados. Em adigao aos aspectos relacionados a gerenciamento, manutengéo, pegas sobressalentes e tecnologia de processo, em geral, manifesta-se a restrigo critica do tamanho dos blocos. Nao obstante, estima se que aproximadamente 80% das exportagdes de produt cabados é originaria de sistemas produtivos de origem importada. Nesse contexto, a importagao seletiva, adequada e controlada de equipamentos individuais criticos ou sistemas mais completos é considerada como fundamental pelas empresas. a ° India A India é reconhecida internacionalmente pela ampla e diversificada disponibilidade de recursos minerais, sendo que no segmento de minerais industriais destaca-se como um importante produtor de marmore, bentonita, talco, baritas, argilas, granito, mica, feldspato e quartzo. Em paralelo a sua importancia como produtor de bens minerais, o reduzido grau de urbanizagao e as elevadas taxas de crescimento da populacao urbana sugerem o vasto mercado potencial para rochas ornamentais e de revestimento. Neste particular, ressalta 0 seu amplo mercado interno consubstanciado por uma classe média afluente estimada em cerca de 185 milhdes de consumidores. No periodo 1994-1998 observou-se um crescimento acentuado no consumo aparente de pedra natural, com uma taxa média anual de aproximadamente 8,3%. Esse comportamento expressivo esta associado fundamentalmente & demanda proveniente das camadas mais favorecidas da populagao, 0 que culminou por sancionar, em abril de 1999, a liberagéo da importagao de marmores nobres de origem européia - Itdlia, Espanha, Turquia, Grécia e Portugal. Pela primeira vez, o governo indiano concedeu autorizagao - Special Import Licence - para importagao de blocos, chapas e ladrilhos de marmore € granito, assim como de outras rochas e produtos lapideos. Rochas Ornamentais no Século XXI_121 A India tem confirmado sua lideranga na exportacao de blocos e produtos processados de granito. Em se tratando das exportagdes de blocos, a taxa média anual de crescimento para o periodo 1989-1998 foi de aproximadamente 12%. Por outro lado, no caso das exportagdes de produtos acabados, o crescimento médio anual observado para o periodo em questao alcangou cerca de 52%. Nesse contexto, a exportagdo para os EUA de produtos acabados para revestimento de pisos e fachadas, merece o maior destaque, muito embora os mercados do Japao, Alemanha, Oriente Médio, Holanda, Bélgica, UK e China também sejam muito receptivos aos processados indianos. Grande parte da trajetoria de crescimento do Pais pode ser atribuida a abertura de importantes segmentos do mercado internacional que as exportagdes de blocos de granitos de qualidade angariaram ao longo da ultima década e que facilitaram a penetragao posterior dos seus produtos acabados. A India detém um inegavel potencial no setor de rochas ornamentais ¢ de revestimento, dispondo de uma ampla variedade de pedras naturais, em termos de cores e texturas, conforme atestam suas amplas reservas de granito, mérmore, calcario, arenito, ardésia e quartzito Marmore As reservas de marmore superam a 1, bilhdo de toneladas e estao largamente distribuidas pelo Pais. Todavia, os depésitos de maior significado econémico estao concentrados, nos estados de Rajasthan, Gujarat e Haryana. Sob a 6tica qualitativa, 0 marmore indiano 6 comparavel aos melhores marmores disponiveis no mercado internacional. O Estado de Rajasthan concentra cerca de 95% das reservas de marmore, dispondo de amplos depésitos de variedades diversas, tais como: branco, verde, amarelo, rosa, preto e multicolorido. Os principais depdsitos estao situados nos seguintes distritos: Nagaur, Udaipur, Banswara, Sirohi, Jaipur, Bhilwara, Bundi, Ajmer, Pali, Alwar, Dungarpur, Chittorgarh, Jaisalmer e Sikar. A Figura 25 retrata 0 mapa de situagao do Estado Fonte: RICO Na Figura 26 pode ser visualizada a distribuigao dos depésitos de rochas para revestimento e ornamentagao no Estado je Rochas do Rajasthan - india '® Marble Deposits © Granite Deposits © Slate Deposits |= Sand Stone Deposits ¥ Kotah Stone Deposits Fonte: RIICO Os depésitos da regio de Nagaur compreendem a variedade makrana, cujas qualidades sao reconhecidas ha séculos na India, superando em termos de pureza, cores e tamanho dos gros quaisquer outras variedades do Pais e competindo, em igualdade, com os marmores gregos e italianos. Esta regio notabiliza-se, também, como importantissimo centro de extracao, processamento e comércio de marmore, a ponto de atrair a producao de blocos de outras regides, face a capacidade instalada disponivel em termos de desdobramento, corte, polimento e comercializagdo. Mais recentemente, em conseqiiéncia da descoberta de novos depésitos de marmore e da implantag&o de unidades de processamento, os distritos de Udaipur, Sirohi, Banswara, Kishangarh e Chittorgarh assumiram maior proeminéncia, enquanto centros de industrializago e comércio. eee Granito Os depositos de granito estéo bastante disseminados pelo Pais, especialmente nos terrenos do periodo arqueano e encerram uma grande variedade de materiais de excelente qualidade, tanto para a industria de construgdo quanto para a decoracao. As reservas totais alcangam cerca de 5 bilhdes de m* sendo que os depésitos mais significativos estdo situados nos seguintes estados: Karnataka, Tamil Nadu, Andhra Pradesh, Rajasthan, Orissa, Utter Pradesh, Madhya Pradesh, Bihar, West Bengal e Gujarat. Aproximadamente 33% das reservas indianas de granito esto concentradas no Estado de Rajasthan, particularmente nos distritos de: Barmer, Jalore, Pali, Sirohi, Alwar, Jaipur, Sawai, Madhopur, Dungapur, Tonk. Banswara, Ajmer, Sikar e Rajsamand. Em nivel de variedades destacam-se as seguintes tonalidades: rosa, cinza, verde, branco, vermelho, dourado, creme e | multicoloridos. Go ea Rec Rochas Ornameniais no Século XXT__‘125, Produgao Nos ultimos dez anos, a industria indiana de pedras naturais para revestimento omamentagao apresentou notavel crescimento. A partir de 1990, com a gradativa implementagdo de uma politica econémica liberalizante, 0 Pais ampliou sua participagao no mercado internacional e assumiu uma posi¢ao de maior proeminéncia na produgao e na exportagdo de produtos lapideos. Entre 1989 e 1998 a produgao bruta acusou um aumento acumulado de 507%, equivalente a uma taxa média de crescimento anual ao redor de 22%. Como consequéncia, a participaco relativa da India na produgao mundial aumentou 277%, evoluindo de 2,2% para 8,3% no periodo em questao. Em 1998, 0 Pais estava posicionado no quarto lugar entre os produtores de pedras naturais em bruto e na segunda posigdo no que concerne exclusivamente as rochas de origem silicatica. Considerando-se que, nos ltimos 5 anos, 0 perfil relativo do mix da produgao nacional oscilou ao redor de 54% para as rochas calcdrias e 46% para as rochas silicaticas estima-se que as produgdes de madrmores e granitos, em 1998, tenham alcancado 2,3 milhdes e 1,95 milhdo de toneladas, respectivamente. Assim sendo, a produgdo indiana responderia por aproximadamente 7,8% da produgao mundial de rochas caloarias e 10,3% para 0 agregado global em se tratando das rochas silicaticas. Merece registro que as estatisticas empregadas s4o oriundas dos anudrios World Stone Industry e Stone, respectivamente da Societa Editrice Apuana e da Faenza Editrice. Caso fossem utilizadas as estimativas do governo indiano os numeros. seriam muito superiores. A preferéncia pelas informacées internacionais advém de sua legitimidade como referéncia internacional, garantindo confiabilidade e consisténcia para comparagées com os demais paises. A partir de meados dos anos 80, em paralelo a introducao de tecnologias mais modernas de processamento foram difundidas novas variedades e tipos de material, com destaque para as ardésias. Atualmente estao em operacao, apenas no Rajasthan e vinculadas ao aproveitamento do marmore, mais de 3600 frentes de lavra, cerca de 1,100 teares (sendo aproximadamente 450 de origem importada) e 50 unidades automatizadas para a producao de ladrilhos Face as expressivas reservas disponiveis 0 Estado lidera a producao de marmore, respondendo por cerca de 91% da produgao nacional de blocos, chapas e placas. A titulo ilustrativo, estimativas internacionais sugerem que 0 estoque de investimentos direcionado exclusivamente para os segmentos de extragao e processamento de marmore na regido do Rajasthan alcangaria US$ 1 bilhdo. No segmento de desdobramento a capacidade instalada de serragem alcangaria 93 milhdes m? e na produgao de acabados - ladrilhos - 28 milh6es m?. a eee A Figura 27 retratada a evolugao da produgao bruta de rochas naturais - marmores e granitos - na india no decorrer do periodo 1989/98. A produgao de acabados e semi-acabados tem oscilado ao redor de 40% da produgao de blocos nos ultimos 6 anos. [Fig 27 -Evolugdo da Produgio de Rochas Ornamentals na India] mil toneladas Fonte: STONE 1999 No que concerne ao granito, os principais estados produtores sao: Bangalore, Bellary, Hospet, Chamrajnagar, Chennai, Hyderabad, Waranjal, Jhansi, Jalore. Pali e Barmer, onde se concentram operacées expressivas de extracdo e centros de processamento. Todavia, a tradicao mineira do Rajasthan assim como sua potencialidade em granito sugerem que o perfil regional da produgaio nacional sofrera alteragdes no médio prazo. Merece registro que, no inicio dos anos 90, amplas reservas de granitos multicolorides foram descobertas no Estado, o que associado a uma politica liberal de acesso aos recursos criou aS condigées para um verdadeiro boom na industria. As ultimas informagdes disponiveis para o Rajasthan apontam uma capacidade instalada de 1,4 milh&o m*/a no desdobramento e de 4,6 milhdes m*/a na produc de ladrilhos de granito. De um modo geral, as operagdes produtivas no Rajasthan estao altamente concentradas nas maos do setor privado com a participacdo acessoria e seletiva das empresas estatais Rajasthan State Mines & Minerals Ltd. - RSMM @ Rajasthan State Mineral Development Corp. Ltd. - RSMDC. Essas empresas tem apoiado a mineracéo e o marketing do calcdrio, marmore, granito e da ardésia. Complementando 0 esquema de fomento deve-se mencionar a agéncia estatal Rajasthan State Industrial Development & Investment Corportion Ltd. - RICO, que configura o principal brago para o fomento multisetorial, provendo uma interface eficaz entre 0 desenvolvimento, a promogao comercial e 0 financiamento dos segmentos de extragao e processamento. Em 1998, 0 governo instituiu 0 4° Programa de Desenvolvimento Industrial, com 0 intuito de alavancar a atratividade do Estado. Entre as principais iniciativas governamentais adotadas cabem ser destacadas: ® Fomento as atividades de mineragaéo com maior nivel de ‘i mecanizagao e conduzidas de forma mais técnica © Agées destinadas ao aumento da produtividade, seguranga, satide ocupacionale controle ambiental. * Desenvolvimento de minas modelo, com facilidades e recursos pera 0 treinamento e a disseminacao de praticas operacionais de maior conteudo técnico e cientifico. © Alocagao das areas de concessao (arrendamento) para empresas que disponham de condigées técnicas e financeiras para condugao das operagées segundo conceitos avangados tecnicamente. * Criagéo de banco de dados especialista sobre aspectos quantitativos e qualitativos pertinentes sobre as reservas rochas naturais deinteresse. © Criagéo do Centro de Desenvolvimento de Pedras (Centre for Development of Stones - C-DOS), para atuar em estreita parceria com a iniciativa privada nas areas de treinamento, pesquisa, disseminacdo de métodos e processes tecnolégicos, sistemas de informages, promogéo de encontros de negécios e eventos promocionais etc. © Suporte em infra-strutura basica - estradas, energia, agua etc. -em distritos mineiros selecionados © Instituigéo do Rajasthan Stone Architectural Award para arquitetos que oferegam um contribuigdo de destaque na promocao do uso das rochas do Estado do Rajasthan © Ampliagao da area minima de concessao para 4,5 hectares. Cada empreendedor ou empresa poderd reter até 5 dessas areas desde que instale equipamentos especificos de desdobramento. © Preferéncia para empreendimentos integrados e orientados para 0 mercado internacional, assim como projetos apoiados pela RIICO | ou por outras entidades governamentais. Rochas Ornamentais no SéculoXXI___129 —m nivel de incentivos econémicos, fiscais e financeiros, entre os varios instrumentos disponibilizados destacam-se: lsengdo e diferimento do imposto sobre vendas (interrompido a partir de janeiro de 2000); Incentivos para a certificacao de qualidade; e Isengao de tributos sobre a terrae construgées. Adicionalmente 6 oferecido amplo suporte em termos de infra-estrutura para os projetos localizados nas denominadas reas (distritos) industriais Prioritarias. No caso da industria de rochas dimensionadas e ornamentais as areas sao: Kishangarh, Udaipur, Chittorgarh. Para essas areas e respectivos. entornos é atribuida prioridade para o desenvolvimento de infra-estrutura social e econédmica Por outro lado, as novas empresas que venham a se localizar em 12 distritos especiais fazem jus a isengao total de imposto de renda por periodos de 3 a 5 anos, dependendo da industria, assim como redugdo de 30% nos anos subsequentes (3 a 5 anos), a depender da categoria do distrito. Finalmente, a agéncia de desenvolvimento industrial do estado RIICO prove assisténcia financeira em nivel de empréstimos e financiamentos para capital fixo e capital de giro e investimentos de risco. 130_Abirochas No cémputo global, as exportagdes indianas de blocos, produtos semi- elaborados e acabados de marmores, granitos e ardésias representavam 11% das exportagdes mundiais em 1997, caindo para 9,2 em 1998. Nesse ano, as exportagées de blocos de granito, principal produto da pauta, acusaram forte redugao (aproximadamente 400 mil toneladas) em relacao ao ano anterior por forca da queda no consumo do mercado asiatico. Esse fato provocou uma diminuig&o na participacao relativa do Pais nas exportages globais para 19% em 1998. Com a retomada do processo de crescimento do mercado asiatico espera-se que as estatisticas referentes 4 1999 registrem a recuperagao das exportagdes de granitos em bloco aos niveis de participagao global alcangados em 1997, ou seja 22% No que diz respeito participagao relativa de cada subgrupo no total mundial, a india respondeu, em 1998, pelos seguintes percentuais: 19% das exportagées de granitos em bloco; 3% das exportagdes de marmores em bloco; 4,6% das exportacoes de produtos semi-acabados; e 3.6% das exportagdes de produtos acabados Zt Rochas Ornamentais no Século XI BI A Figura 28, apresenta a evolugdo dos perfis de participagéo relativa das exportagdes de blocos e produtos processados - semi-elaborados e acabados - de granito em relagao ao resto do mundo. Em se tratando das exportagdes de blocos, a taxa média anual de crescimento para o periodo 1989-1998 foi de aproximadamente 12%. No que concerne as exportacdes de produtos acabados, o crescimento médio anual observado para o periodo em questao alcangou cerca de 52% 25 BLOCOS DE GRANITO 22 GRANITO PROCESSADO (%) so ' 90 ' 91 ' 92 ' 93 ' 94 95 ' 96 " 97 98 Fonte: STONE 1999 E oportuno ressaltar que ao longo do periodo 1994-1998 constatou-se uma expressiva evolucdo nas exportagées de arddsia. Esse segmento apresentou um crescimento de 580% no volume exportado, alavancando a participagao relativa da India no comércio internacional de 1% para 3,7%. Registre-se que em 1998, as exportages indianas j4 representavam aproximamente 88% das exportagées brasileiras e cerca de 42% do total importado pelos Estados Unidos, principal mercado brasileiro. Na Figura 29, esta retratada a evolugao das exportagdes indianas de bloco e produtos processados de granito. india: Evolu BLOCOS DE GRANITO 400 GRANITO PROCESSADO 350 300 250 200 mil toneladas 150 100 50 a9 | 90) (919298. 94 95 9 9798 Fonte: STONE 1999 Rochas Ornamentais no Século XXT_____ 133. Em se tratando dos paises de destino das exportagdes de granito, tem-se 0 seguinte perfil para 1998: © Blocos: Italia (37%), Taiwan (22%), China (9%), Japao (5%), Alemanha (4%), Bélgica (3%) e Franca (3%). © Semi-elaborados: Alemanha (47%), Bélgica (21%) e China (11%). © Acabados: Estados Unidos (28%), China (14%), Alemanha (9%), Singapura (5%), Reino Unido (5%), Hong-Kong (5%), Japao (5%) Paises Baixos (5%). A maioria das exportagdes de granito bruto para o Japao sao de cor preta e destinadas a industria funeraria. Face a singularidade do material, a india detém significativo nicho nesse mercado. Em nivel da industria de construgaéo civil japonesa, a variedade mais procurada tem sido o vermelho imperial e 0 marrom safira. No que diz respeito ao mercado europeu, um nicho especifico com grande potencial de crescimento para as exportagées indianas é representado pelo consumo em arte funeraria, especialmente na Alemanha, Bélgica e Franca. A titulo ilustrativo, nos ultimos 7 anos as exportagdes para a Alemanha aumentaram 10 vezes. No que concerne aos produtos acabados - sob a forma de pisos, ladrilhos e fachadas - as exportagoes indianas tém obtido grande aceitacao nos Estados Unidos, embora sejam muito populares, também, nos paises que se seguem: Japao, Alemanha, China, Holanda e Reino Unido. De certa forma, 0 auspicioso desempenho no segmento de acabados foi viabilizado pela penetragao de mercado proporcionada ao longo do tempo pelas exportagées de bloco, que acabaram por angariar uma crescente preferéncia junto aos especificadores de material em geral. Finalmente, no que conceme aos tipos comerciais, registre-se que as variedades de granito escuros, especialmente preto e vermelho, do sul do pais, tem sido bem aceitas. Existe uma preferéncia mundial pelas cores escuras, wavy pattern (paradiso) e pelos granitos multicoloridos. Dentre os tipos com maior demanda no mercado internacional destacam-se: verde mokalsar, verde nagina, rosa rosy, amarelo raniwara, rosa imperial, branco platina, rosa chima, cinza anglo,marrom safira, amarelo pantera, vermelho imperial e pérola azul. Consideragées Finais A despeito do acentuado crescimento observado ao longo da ultima década, as exportagdes da India permanecem muito concentradas nos materiais em bruto, com o desenvolvimento do segmento de processados bastante defasado em relacao ao potencial do mercado internacional e de suas possibilidades, enquanto fornecedor. Com base nessas consideragdes e nos altos investimentos realizados nos Ultimos anos, a recente decisdo de liberalizar as importagées de blocos e produtos elaborados de pedra natural provocou apreensdo nos produtores indianos tendo em vista suas possiveis implicagdes de médio e longo prazos junto ao parque produtivo doméstico. Por outro lado, permanecem duvidas quanto a eficécia operacional dos mecanismos de controle governamentais requeridos para a operacionalizacao da politica. Essa politica removeu as rochas e produtos derivados da lista de proibigdes e promulgou uma Special Import License - SIL. A expectativa é de que esse instrumento promova a entrada de material de boa qualidade no mercado doméstico. Inicialmente a SIL devera vigorar até 2002 podendo ser atualizada periodicamente. Os principais valores de referéncia adotados pela SIL foram: Blocos brutos de marmore ou granito - valor CIF igual ou superior a US$ 700/t. Chapas polidas de marmore ou granito - valor CIF igual ou superior aUS$ 2.700/m?. Ladrilhos de marmore ou granito - valor CIF igual ou superior a US$. 3.240/m?. Blocos brutos de outras rochas calcarias - valor CIF igual ou superior a US$ 300/t. Chapas brutas de outras rochas calcarias - valor CIF igual ou superiora US$ 450/t. No que diz respeito @ vertente tecnolégica, as importagées indianas de Aquinas e equipamentos para o setor lapideo cairam sistematicamente de 3% para 0,5% do intercambio mundial, ao longo dos ultimos 8 anos. Uma das possiveis explicagdes esta associada a utilizacao intensiva de mao-de-obra (superior a 600 mil trabalhadores) e ao seu baixo custo - cerca de 1/6 da média européia - 0 que reduz a predisposi¢ao da industria para os investimentos em mecanizagao e na busca por ganhos de produtividade. Em paralelo, ao longo desse periodo, observou-se um salto quantitativo e qualitative na capacidade doméstica de produgao de maquinas e equipamentos, o que explicaria a redugao nas importagdes de bens de capital, a despeito dos expressivos incrementos na produgao e na exportagéo de rochas. A exemplo de outros fabricantes locais, a rota de expansao preferenciada tem sido a busca de parcerias com empresas produtoras européias, especialmente alemas, holandesas e italianas. Nesse contexto, 6 oportuno ressaltar que as exportagées de maquinas e equipamentos indianas j representam cerca de 15% do valor das suas importagdes de bens de capital para a industria doméstica. Os principais paises de destino sao Nigéria e Bangladesh (serragem), Maldsia e Sri Lanka (polimento e manuseio) e Quénia, Oman e Bangladesh nas demais categorias. Finalmente, em 1998, o perfil de equipamentos importados ficou ao redor de 16% para equipamentos de desdobramento e serragem, 35% para polimento e outros equipamentos de tratamento de superficie e 48% para as demais maquinas e equipamentos. Foto cedida por Revista Marmores & Granitos As referéncias consultadas apontam que a produgdo mundial de rochas para ornamentagao e revestimento, situa-se atualmente em 55 milhdes t/ano, tendo evoluido de um patamar de apenas 1,5 milhdes ano na década de 20. Os negécios do setor movimentam pelo menos US$ 40 bilhdes/ano, o que atesta a importancia sécio-econémica de sua cadeia produtiva. Os marmores hoje representam cerca de 55% da produgéo mundial e as rochas silicaticas, sobretudo graniticas, respondem por 40%, com 5% atribuidos as ardésias. A participacdo dos granitos elevou-se de 15% na década de 50, para os atuais 40%, incrementando a demanda global sem restringir a utilizagéo dos marmores. Por outro lado as ardésias, tiveram diminuida sua participagao de 25% na década de 20, para os atuais 5%, apesar da produgao ter-se elevado de 500 mil t/ano para 2,8 milhées ano no periodo. Cerca de 70% da produgéio mundial é transformada em chapas e ladrilhos para revestimentos, enquanto 15% sao desdobrados para arte funerdria, 10% para obras estruturais e 5% para outros campos de aplicagao. A construcao civil representa assim o principal cliente do setor, secundada pelo segmento de arte funeraria. ae O consumo mundial de revestimentos rochosos é estimado em 600 milhdes m*/ano. Os produtos ceramicos tém um mercado de 3,8 bilhGes m?/ano e sao os principais concorrentes dos revestimentos rochosos na construgao civil, destacando-se o crescimento de producao e comercializagao dos materiais do tipo porcelanato A comercializagao internacional de rochas brutas e beneficiadas movimentou 20,8 milhdes de toneladas em 1999, atestando a insergao setorial na economia dos mercados globalizados. As projegdes de consumo/produgao e exportagées mundiais indicam a manutencdo da tendéncia de crescimento do mercado internacional e das perspectivas de aumento da participagéo brasileira neste mercado. Por exemplo, para 2025, projeta-se a quintuplicago da atual produgdo/consumo mundial, devendo-se passar a 2,85 bilhoes de mano. Também para 2025, projeta-se que as exportagdes mundiais atingirdo 2,14 bilhdes de m? equivalentes/ano, que perfariam 75% da producao. Mundialmente, a Italia 6 um dos principais “players” do setor, colocando-se entre os maiores produtores, maior importadora de matéria prima bruta, maior consumidora per capita e maior exportadora de rochas e tecnologia, tendo sido responsavel em 1999 por 32,9% em peso das transagdes de produtos beneficiados e 46% em peso das transacgdes de maquinas e equipamentos, no mercado internacional. Rochas Ornamentais no Século XXI_‘139. Os EUA, seguidos do Japao, so por sua vez os principais importadores de produtos acabados, tendo respondido por quase 32,6% em peso das transagdes mundiais em 1999. A China é a maior importadora de maquinas e equipamentos, tendo absorvido 10% em peso do total comercializado no mercado internacional em 1999. Dentre os doze principais paises produtores, oito pertencem ao grupo dos principais consumidores e nove ao dos principais exportadores de rochas processadas, atestando a ligagao direta entre consumo interno, producdo e volume de negocios. A Italia, Espanha, Alemanha, Japao, EUA e Franca foram responsaveis por 40 - 45% do consumo mundial na década de 90. No ano de 1999, o Brasil teve participacdo de 0,3% nas exportacdes mundiais de rochas carbonaticas brutas (posicéo 25.15), de 9,9% nas de rochas silicéticas brutas (posigéo 25.16), de 1,3% nas de rochas processadas simples (posigéo 68.01), de 1,4% nas de rochas processadas especiais (posigao 68.02) e 5,6% nas de ardésias (posigao 68.03), compondo 4,9% do volume fisico do interc&mbio mundial Esse desempenho posicionou 0 Brasil como sexto maior exportador mundial de rochas em volume fisico, atras da Italia, China, india, Espanha e Portugal e a frente da Africa do Sul, Turquia, Coréia do Sul, Grécia, Finlandia e Alemanha. Quanto as exportagdes de granitos brutos, o Brasil colocou-se em quarto lugar com 9,9%, atras da India (18,2%), Africa do Sul (11,7%) e China (10.4%), situando-se em 12° lugar das exportagées mundiais de rochas processadas. A participagao brasileira no mercado internacional de rochas processadas é ainda limitada e esté bastante aquém da posi¢do da China e India, nossos principais concorrentes. Observou-se uma queda acentuada de participagao da Italia com o comércio de rochas processadas, sobretudo devido ao crescimento da India e particularmente da China no mercado asiatico, ao longo da década de 90. Altalia ainda se destaca no entanto como origem da maior parte dos principais fluxos comerciais de rochas processadas. A China respondeu, com o Japao, pelo maior fluxo comercial em peso do ano de 1999. O principal fluxo comercial brasileiro de rochas processadas, excluindo-se as posigdes 68.01 e 68.03, é mantido com os EUA e situou-se na 15* posigao do ranking mundial em 1999, o que justifica a participacao pouco expressiva do Brasil neste mercado. A despeito das sucessivas oscilagées econémicas mundiais, a situagéo e perspectivas brasileiras no setor tém se mantido positivas, tanto no mercado interno quanto no mercado externo, salientando-se uma grande vantagem competitiva relacionada a nossa geodiversidade. © quadro setorial brasileiro pode ser ilustrado pela produgdo de 500 variedades comerciais de rochas, entre granitos, marmores, ardésias, quarizitos, travertinos, pedra sabao, basaltos, serpentinitos, conglomerados, pedra talco e materiais do tipo pedra Miracema, pedra Cariri e pedra Morisca, derivadas de quase 1.300 frentes de lavra. Os granitos perfazem cerca de 60% da produgao brasileira, enquanto 20% sdo relativos a marmores e travertinos e quase 10% a ardésias O setor brasileiro de rochas ornamentais movimenta cerca de US$ 2,1 bilhdes/ano, incluindo-se a comercializacao nos mercados interno e externo e as transagdes com maquinas, equipamentos, insumos, materiais de consumo @ servigo, gerando cerca de 105 mil empregos diretos em aproximadamente 10.000 empresas. O mercado interno 6 responsavel por quase 90% das transagdes comerciais ¢ as marmorarias representam 65% do universo das empresas do setor. No ano 2000, 508 empresas, de 22 estados da Federacdo, efetuaram exportagdes de rochas. Estudos recentes efetuados no Estado de Minas Gerais, evidenciaram grande capacidade de geragao de emprego e renda, bem como caracterizaram as rochas omamentais como um vetor efetivo de interiorizagéo do desenvolvimento. Mais importante, 0 diagnéstico de Minas Gerais estimou ser de apenas US$ 12 - 13 mil o custo médio para geracao de um emprego no setor, concluindo ainda que existe uma grande quantidade de rochas extraidas, porém nao incluidas nos quadros formais de produgdo brasileiros A producao brasileira de rochas para ornamentagao e revestimento é de fato superior a 5 milhdes t/ano e suas exportagées ja atingem 1,1 milhdo t/ano, o que coloca 0 Brasil no grupo dos grandes produtores e exportadores mundiais. O desdobramento dos blocos de rochas ornamentais no Brasil se da principalmente através da utilizago de teares. O parque de beneficiamento ‘opera com quase 1.600 teares, e tem capacidade de serragem estimada em 40 milhdes de m*/ano. Aarddsia representa um caso digno de nota, pois a produgo brasileira (cerca de 450 mil t) so é menor que a da Espanha e totalizaria 15% da atual produgao mundial noticiada (2,8 milhdes t/ano). As exportagoes brasileiras de ardésias atingiram US$ 27,8 milhdes em 2000, correspondentes a 74,3 mil t, com um crescimento de 30,5% em valor e 40,8% em peso frente a 1999. Pelos dados do Anuario Mineral Brasileiro, editado pelo DNPM, existiriam duas empresas de lavra de ardésias no Brasil, quando na realidade so 55 somente em Minas Gerais, onde anotam-se 28 centros ativos de extragdo em oito municipios. Nestes termos, por falta de levantamentos censitarios adequados, os dads oficiais apresentados para o setor so sempre subestimados. Os estados do Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia concentram 77% da extracdo brasileira. O Espirito Santo é 0 principal produtor, com 47% do total nacional, enquanto Minas Gerais 6 o segundo maior produtor e responde pela maior diversidade de rochas extraidas. Rochas Ornamentais no Século XXI_141 No ano 2000, as importagées brasileiras totalizaram USS 21,93 milhdes e registraram queda de 10% em relacao a 1999, tendo-se invertido j em 1999 uma tendéncia forte de incremento ao longo de toda a década de 1990. A grande maioria das importagées refere-se a chapas de marmores e travertinos, sobretudo provenientes da Italia, Espanhae Grécia O crescimento da importagao na década de 1990 foi decorrente da queda das aliquotas do imposto de importacao, suprindo uma deficiéncia de atendimento para o mercado imobilidrio de alto padrao. A queda registrada a partir de 1999 foi decorrente da desvalorizagéo cambial brasileira promovida no inicio daquele ano. Projetando-se um crescimento anual de 15% em valor para as exportagdes brasileiras, compativel a taxa média dos Ultimos 3 anos e portanto factivel para 0s proximos 3 anos, seré atingido um patamar de US$ 355 milhdes em 2002 e de US$ 618 milhdes em 2006. No ano 2000, as exportacées brasileiras sofreram um incremento de 12% em peso e de 5,9% na participagao percentual em peso de rochas processadas no total exportado, traduzindo o referido crescimento de 16,8% em valor sobre 1999. Com base em uma simulagaéo compativel a performance do ano 2000, que admite incremento de 10% ao ano em peso das exportacgdes, além de incremento de 5% ao ano de participagao percentual em peso de rochas processadas no total exportado, as exportagées brasileiras atingiriam faturamento de US$ 750 milhdes no ano de 2006; isto representaria a duplicagao em peso e a triplicacao em valor das exportagées brasileiras. Se for admitido incremento de 10% ao ano de participagao percentual em peso de rochas processadas no total exportado, teriamos a mesma duplicagao em peso porém quadruplicacao em valor das exportagées, atingindo-se US$ 1 bilhao no ano de 2006. Estudos recentes do Banco Mundial mostram que a cada US$ 1 bilhdo exportado gera-se de 50 mil a 70 mil empregos. Considerando-se a projecao de 15% de incremento anual das exportagdes do setor de rochas, pode-se assim estimar a geragao de no minimo 17,5 mil a 24,5 mil empregos até o ano 2006. Segundo outras simulagées, que prevéem crescimento mais acentuado @ possivel de participagao de rochas processadas nas exportacoes, o setor podera gerar até 54,1 mil empregos no mesmo periodo o que representa aumento de 50% da mao-de-obra direta atualmente alocada no setor. O consumo interno aparente de blocos de marmore e granito, segundo dados oficiais do Sumario Mineral Brasileiro, foi de 1,67 milhdes de toneladas no ano de 1999, com crescimento 19,7% em relacdo a 1998. Esses valores de 1999 seriam equivalentes a 18,3 milhdes de mano e corresponderiam a 3,5% do consumo mundial de chapas, traduzindo um consumo per capita de 7a 8 kg/ano de marmores e granitos. Rochas Ornamentais no Século XXI_—‘143. Se for no entanto considerada a produgao real de blocos de marmore e granito estimada neste trabalho, bem como a das demais variedades de rochas exploradas no Brasil, o consumo interno atinge cerca de 50 milhdes m*/ano, equivalentes a 25 kg per capita. Agregando-se uma fatia de 10% do consumo de produtos ceramicos, descortina-se potencial de 100 milhdes m’/ano para rochas de revestimento. Considerando-se as 26 posigGes da NCM discriminadas no presente trabalho, para enquadramento das rochas ornamentais e de revestimento, as exportagées brasileiras de 2000 atingiram US$ 271,54 milhdes e 1,1 milhdo de toneladas, com variacao positiva de respectivamente 16,8% e 12% emrelacao a 1999. A falta de especificidade das posicées da NCM utilizadas pelo setor deixa dividas quanto @ verdadeira natureza do material considerado, impondo dificuldades para calculos quantitativos e avaliagdes qualitativas das exportacées brasileiras. Uma proposta de reenquadramento das posicées foi apresentada neste trabalho. As rochas processadas representaram 25,3% em peso e 56,50% em valor dessas exportagdes em 2000, evidenciando os maiores indices de crescimento em relagéo a 1999. No ano de 1999, cerca de 71% das exportagdes de rochas processadas, em valor, foram destinadas aos EUA, enquanto que para a Italia foram remetidos 40% em peso das exportagdes de rochas brutas, caracterizando uma concentragao muito elevada de vendas para esses dois mercados. Em termos gerais, observou-se um aumento continuo das exportagdes brasileiras durante toda a década de 90, tendo-se ultrapassado a barreira dos US$ 100 milhdes em 1993 e atingido a dos US$ 200 milhées j4 em 1997. A tendéncia registrada a partir de 1996, mostra recuo das exportacées de rochas silicaticas em bruto e pequena expressdo das rochas carbonaticas em bruto. ‘Ao mesmo tempo observou-se expressivo crescimento das ardésias e quartzitos foliados, bem como a participacao de pedra-sabao e serpentinito nas exportagdes. Tais materiais, caracterizados pela produgéo e beneficiamento regionalizados, ja representam 13,6% em valor e 10,4% em peso das exportagdes brasileiras de rochas, nao podendo assim ficar a margem das estatisticas oficiais e das acées institucionais de fomento. As exportages do Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia, que so os principais estados produtores, totalizaram cerca de US$ 210 milhdes em 2000, correspondentes a 77,5% do total exportado pelo Brasil. © Espirito Santo consolidou sua posigao de principal produtor e exportador, respondendo no ano de 2000 por cerca de 44%, em peso e valor, do total das exportagoes brasileiras. Sao declinantes desde 1998, em peso e valor, as exportagées totais e sobretudo de rochas graniticas de Minas Gerais, que tém seus negécios centrados na venda de blocos para grandes compradores italianos. Esta queda foi atenuada pelo expressivo crescimento das arddsias e quartzitos foliados, que em 2000 ja representaram 47.9% em valor das exportacdes mineiras de rochas. Situagdo menos aguda, porém semelhante, 6 observada para a Bahia, cujas exportagées foram ultrapassadas pelo Rio de Janeiro em 2000. A questao da agregagao de valor dos produtos beneficiados pode ser aqui exemplificada, Pois em peso o Rio de Janeiro exportou 32% do total da Bahia, enquanto em valor as exportagdes cariocas foram 5% maiores que as baianas O melhor desempenho do Espirito Santo e do Rio de Janeiro com exportagao de rochas graniticas processadas, bem como de Minas Gerais com ardésias quartzitos foliados, esta lastreado na existéncia de parques industriais de beneficiamento e em uma base de competitividade firmada para produtos acabados/semi-acabados no mercado interno. Tais atributos acabaram por viabilizar até 0 incremento das exportagdes de blocos de granito pelo Estado do Espirito Santo, exportagdes estas agora ndo controladas por grandes contratos de exclusividade. Projetando-se um crescimento anual de 15% em valor para as exportagdes: brasileiras, compativel a taxa média dos Ultimos 3 anos e portanto factivel para 0s préximos 3 anos, sera atingido um patamar de US$ 355 milhdes em 2002 ede US$ 618 milhdes em 2006. Com base em uma simulagao que admite incremento de 10% ao ano em peso das exportagoes, além de incremento de 5% ao ano de participacdo percentual em peso de rochas processadas no total exportado, as exportac6es brasileiras atingiriam faturamento de US$ 750 milhdes no ano de 2006; isto representaria a duplicagao em peso e a triplicagaio em valor das exportacées brasileiras. Se for admitido incremento de 10% ao ano de participagdo percentual em peso de rochas processadas no total exportado, teriamos a mesma duplicacdo em peso porém quadruplicagao em valor das exportagées, atingindo-se US$ 1 bilhdo no anode 2006. Aagao dos grandes importadores estrangeiros de material bruto foi realmente muito benéfica, até o momento, como meio de divulgacao e comercializagao das rochas brasileiras no exterior, sendo também inegavel que o aumento da producao brasileira ocorreu sobretudo por pressao internacional da demanda. Essa situagdo nao pode, entretanto, perdurar indefinidamente, pois 0 que se pratica através dos grandes importadores é compra de produgao e nao exportacao. Deve-se agora incentivar e criar condigdes para novas modalidades de Negécio, com os préprios importadores tradicionais e outros que mostrarem interesse de investimento no Brasil. . Rochas Ornamentais no Século XXI___ 145, ee a cu As prioridades sao naturalmente vinculadas a construgéo de modernas plantas de beneficiamento, junto aos principais centros produtores e polos exportadores No ano 2000 as exportagées brasileiras de blocos de marmores e sobretudo de granitos somaram cerca de 800 mil toneladas e geraram uma receita de US$ 110 milhdes. Caso tais blocos tivessem sido beneficiados e exportados na forma de chapas polidas, o faturamento atingiria mais de US$ 400 milhdes, verificando-se assim uma perda de receita potencial de US$ 300 milhdes. Trata-se de ocupar um mercado que outros paises, principalmente a Italia e mais recentemente a China, mantém através do processamento da matéria- prima brasileira. A partir de simulagées de demanda para o parque industrial, elaboradas através das projecdes de exportagdo e consumo no mercado interno, vislumbra-se a necessidade de agregagao de no minimo 560 novos teares, 190 novas politrizes e 50 novos talha-blocos, até o ano 2006. O atendimento das demandas necessarias para atualizacao do parque industrial, prevé investimentos de no minimo US$ 1 bilhdo até 2015. 146 __Abirochas A industria de bens de capital, instalada no Brasil, nao tem capacidade de atendimento da demanda projetada Com 0 objetivo de atender a demanda projetada de serragem para 2015, sera necessério atingir uma produgao primaria de blocos da ordem de 14 milhdes t/ano, o que representa um incremento de 3,5 vezes a atual produgao. Considerando-se um universo estabilizado de 1.000 pedreiras ativas no Brasil, seriam necessarios investimentos de conversdo da atual producao primaria média de 150 m'/més por pedreira, para cerca de 500 m’/més, o que representa investimentos em bens de capital de cerca de US$ 350 mil por pedreira até 2015, totalizando-se US$ 350 milhdes Conceitualmente, a fixagéo de novas bases de negécio para o Brasil pressupée o controle de uma carteira diversificada de materiais excepcionais @ 0 seu beneficiamento, para comercializacdo de produtos acabados e semi- acabados no mercado externo. Tal concep¢ao modificaria o perfil histérico de Nossas exportagdes, passando-se de blocos brutos para chapas e placas polidas. Salienta-se que o Brasil mostra uma notavel vantagem competitiva relacionada a ocorréncia de uma grande variedade de materiais muito valorizados comercialmente no mercado internacional. A vantagem dessa geodiversidade podera ser contudo anulada, se nao houver um disciplinamento de atividades, moderizagao do setor produtivo, uma base profissional de gerenciamento e uma atitude mais cooperativa entre empresarios ¢ instituigdes do setor. Rochas Ornamentais no Século XXI_147, O incremento sustentado das exportagées brasileiras de rochas ornamentais e de revestimento, requer assim um vigoroso programa de modernizagao do parque industrial existente, bem como a instalacdo de novas industrias Entretanto esse esforco nao deve prescindir de mecanismos de estimulo a exportagao de blocos, tendo em vista as seguintes consideragées: © Brasil ja figura entre os quatro maiores produtores mundiais de granitos, apesar de ainda continuar intocada a maior parte das reservas geoldgicas dessas rochas; eum programa de desenvolvimento setorial mobilizara iniciativas empresariais no setor que acelerardo a pesquisa, desenvolvimento e lavra de novas jazidas, cujos materiais precisaréo de mercados para escoar; a auséncia de financiamento adequado do ciclo operacional e comercial exportador, tem vulnerabilizado grande parte do empresariado minerador, sujeitando-os a aceitar condicgdes desfavoraveis de comercializagao internacional; @ alguns paises concorrentes do Brasil, adotaram com sucesso um modelo de desenvolvimento baseado em forte expansdéo das exportacgdes de rochas processadas, bem como de blocos. Paises como China, india e Brasil, dadas suas dimensdes territoriais continentais, relevante potencial geolégico e grandes populacées vivendo em condigdes de graves desequilibrios sécio-econdmicos, devem orientar 0 processo de consolidagao e crescimento do setor, fortalecendo e privilegiando todas as suas potencialidades geolégica (blocos), industrial (beneficiamento), produtos finais (marmorarias), que incorporam a rocha servigos, design e marca, aliando-as sinergicamente no ambito de uma politica setorial. Refere-se que 0 desempenho de unidades de beneficiamento é favorecido pela proximidade das fontes de suprimento, diversidade de matéria prima, atendimento de pdlos consumidores expressivos, logistica de transporte e infra-estrutura disponiveis, incentivos fiscais e tributarios existentes, assisténcia técnica industrial, mao-de-obra especializada, rede de servigos e comunicac4o, bem como outras atividades de suporte operacional voltadas para um objetivo comum: Algumas dessas condigées favoraveis so hoje proporcionadas em situagdes especificas, sobretudo na regido sudeste do Brasil e mais particularmente no estado do Espirito Santo, que reproduzem em maior ou menor escala a estrutura de clusters minero-industriais e que poderiam expandir-se na regiéo do Nordeste legal As linhas de financiamento atualmente disponibilizadas no Brasil tm juros elevados e prazos de amortizaco reduzidos, dificultando a modernizagao tecnoldgica do parque industrial através da compra de bens de capital. O problema 6 agravado pela baixa capitalizagdo das empresas do setor e garantias delas exigidas para a concessdo de recursos, 0 que tem contribuido Para as dificuldades de acesso ao crédito. A questéo dos recursos tecnolégicos e financeiros almejados para o incremento das exportagées, inclusive como decorréncia do fortalecimento do mercado interno, também pressupée o estabelecimento de agées prioritarias nas areas de acabamento e servigos, onde sao ainda mais notaveis a defasagem tecnolégica e falta de know-how brasileiros no setor. Nas bases comentadas, as melhores perspectivas do setor de rochas ornamentais brasileiro sinalizam para a segmentacdio de especialidade nas empresas, abertura de novos mercados para exportac4o, maior participagao de produtos acabados e semi-acabados nas exportacées, fortalecimento do mercado interno e venda de servicos no mercado externo. Salienta-se que o Brasil mostra uma notavel vantagem competitiva, relacionada a ocorréncia de uma grande variedade de materiais muito valorizados comercialmente no mercado internacional. A vantagem de nossa geodiversidade poderd ser contudo anulada, se néo houver um disciplinamento de atividades, modernizagao do setor produtivo, uma base profissional de gerenciamento e uma atitude mais cooperativa entre empresarios e instituicdes do setor. Destaca-se nesse painel, que as atividades de lavra e beneficiamento de Produtos nao convencionais e outras rochas, como ardésias, quartzitos, pedra Miracema, pedra sabao, serpentinitos, pedra Cariri, etc., desempenham papel tao importante para o setor, do ponto de vista sécio-econémico, quanto aquele traduzido nos quadros oficiais para granitos e marmores. Para efeito do objetivo central desse documento, destaca-se finalmente que a Figura 10 deste relatério 6 emblematica. O crescimento das exportagdes brasileiras, tanto de rochas brutas quanto processadas, tem sido inferior ao da India e sobretudo da China. A China e a india, pela dimensdo territorial, disponibilidade de recursos naturais, desenvolvimento s6cio-econémico e estagio tecnolégico, podem ser consideradas muito semelhantes ao Brasil e com mesmos objetivos para rochas ornamentais e de revestimento. = Kechas Ornamentais no Século XXT____‘T47° eee a een ace Seen © parque industrial brasileiro de beneficiamento encontra-se tecnologicamente defasado, pela antigilidade das maquinas e equipamentos em operagao e pela politica restritiva de importagdio de bens de capital. ‘A modernizagao desse parque industrial podera ser viabilizada através da adequagao/automago das maquinas e equipamentos jé instalados e com até 10 anos de uso, e sobretudo através da aquisigéo de bens de capital tecnologicamente atualizados. Deve-se mencionar que a maior parte dos teares em operagao no Brasil tem mais de 10 anos de atividade e nao incorporaram equipamentos periféricos que otimizariam sua produtividade. Pode-se neste sentido destacar a importancia de acoplamento de dosadores de cal, recuperadores de granalha, ajustadores automaticos de biela, tensionadores hidraulicos de lamina e controles automaticos de cala. © fortalecimento do mercado interno, considerado basico para o desenvolvimento das exportagdes de produtos acabados e servigos, exige investimentos para moderizagdo das marmorarias, destacando-se que, excegdo eventual feita as fresas-pontes, inexiste produgdo brasileira de maquinas automaticas para acabamento. ps MEd A.curto prazo, tendo em vista maior competitividade frente a China e India no mercado internacional; enfatiza-se: * a necessidade de aquisicao de bens de capital, importados sem barreiras tarifarias, para a modernizacéo do parque industrial brasileiro de serragem e polimento. a necessidade de adequagao das linhas de crédito e uma ampla reformulagéo das bases tributdrias, pois o setor de rochas ornamentais e de revestimento é constituido por micro, pequenas e médias empresas, atualmente alijadas dos recursos disponiveis com sua competitividade prejudicada pelos impostos e taxas vigentes. Acurto e médio prazos aponta-se como relevantes: © a modernizagao das induistrias de produtos finais (marmorarias), como base para 0 fortalecimento do mercado interno e exportacaio de produtos acabados, incorporando servicos, design e marca; © a capacitagao tecnolégica da industria brasileira de maquinas e equipamentos, visando sua adequagao qualitativa e quantitativa de atendimento do mercado, bem como estimular a instalagao de empresas estrangeiras detentoras de alta tecnologia para que passem a produzir no Brasil;e, a qualificacao dos insumos e materiais de consumo do beneficiamento, para otimizagéo da serragem e polimento de chapas e lajotas. Amédio e longo prazos aponta-se: © anecessidade de utilizacao de teares, politrizes e talha-blocos mais produtivos que os atuais, para adequagao do parque industrial brasileiro e atendimento da demanda projetada nos mercados interno e externo. As projegdes de incremento de material serrado e o numero crescente de teares e talha-blocos necessario para tal, leva a concluir pela necessidade de modificacao do atual perfil tecnolégico de maquinas e equipamentos, principalmente daqueles fabricados pela industria nacional. Rochas Ornamentais no Século XXI_‘153 Uma das questdes de maior interesse para o desenvolvimento do setor refere- se a articulagéo dos arranjos regionais de negécios minero-industriais, os ja referidos clusters, através da caracterizagao do perfil do mercado consumidor, da formulagéo de bases para criagao de cooperativas de produtores/beneficiadores, da montagem de consdrcios de exportacao, da composigo de centrais de matérias primas e centrais de beneficiamento e, da capacitagao de centros de pesquisa para estudos de aproveitamento industrial de residuos, caracterizagao tecnolégica e diversificagao de produtos comerciais, certificacao de origem das rochas e aprimoramento de insumos. Conclui-se destacando a importancia para o desenvolvimento do setor, da necessaria capacitagdo tecnolégica da industria brasileira de maquinas, equipamentos e insumos, para lavra, beneficiamento e produtos finais de rochas. Destaca-se ainda que o incremento consistente das exportacgées de rochas processadas e produtos finais sera, em grande medida, decorréncia do fortalecimento setorial no mercado interno. NAO SE VISLUMBRA UMA PERSPECTIVA CONCRETA DE ATENDIMENTO QU AMPLIACAO DAS METAS DE EXPORTACAO PROJETADAS, A PARTIR DAS CONDICOES TRIBUTARIAS, DE ACESSO A CREDITO E ACESSO A TECNOLOGIA, VIGENTES PARA O SETORNO BRASIL. 1- ALBUQUERQUE, G.D. - Aspectos econémicos e de comercializagdo de rochas ornamentais na {bero América. Seminario sobre rochas ornamentais - Rede RIMIN, do CYTED, Ouro Prato, 1999, 6p. 2 ALENCAR, C.R.A; CARANASSIOS, Adriano; CARVALHO, D. - Tecnologias de tavra e beneficiamento. 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SECEX - Secretaria de Comércio Exterior SMM - Secretaria de Minas e Metalurgia