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Internet das Coisas

e Aplicações
Material Teórico
IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Me. Arthur Ubaldo Marques Júnior

Revisão Textual:
Prof. Esp. Claudio Pereira do Nascimento
IOT Aplicada à Agricultura,
Pecuária e a Saúde

• Agricultura e Pecuárias Inteligentes;


• Fazendas Verticais;
• Smart Health;
• Alguns Casos de Aplicação na Saúde.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Conhecer segmentos emergentes em IoT;
· Conhecer as definições e aplicações IoT dos segmentos.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

Contextualização
O jornal Norte Americano, “The Guardian”, em 2015, estampou e assombrou o
mundo com a seguinte matéria de impacto: “Precisamos cultivar 50% mais alimen-
tos do que cultivamos hoje para alimentar as pessoas em nosso planeta até 2050,
mas a agricultura causa também a mudança climática. Como saímos desse círculo
vicioso? ”. Escrita por Mark Cackler, um influente gerente do Banco Mundial.

Quanto mais crescemos usando métodos convencionais, mais agravamos o pro-


blema. É hora de uma agricultura inteligente para o clima!

Por sorte, essa necessidade de produção de alimentos afeta todos os países, ricos
e pobres, portanto é natural que todos se esforcem para resolver o problema.

Pior, um dos desafios também é tecnológico, porque nós ainda cultivamos nossa
comida em grande parte usando a tecnologia do século 20 e se focarmos nos casos
da produção de fertilizantes e venenos, portanto, mais de um século!

A agricultura hoje consome 70% da água doce do mundo e a maior parte é


desperdiçada, se você levar em conta a velocidade com que estão ocorrendo as
mudanças climáticas, ficaria bastante preocupado.

Tenho algo para te deixar alarmado, atualmente, segundo dados da OMS


– Organização Mundial da Saúde e BM – Banco Mundial, uma em cada nove
pessoas passam fome hoje. Deixa eu colocar mais claramente, esse passar fome
é efetivamente não ter o que comer no lugar que eles vivem com poder calórico
mínimo, “nem insetos para todos eles”. Afinal, inseto está onde tem comida e
restos e se não tem comida, não tem restos e consequentemente não tem insetos
“que essas pessoas poderiam se sujeitar a comer devido ao seu estado famélico”.
Mas, nem isso tem?! Sim, tem lugares no mundo assim, infelizmente!

Mas, a nossa fortuna está, em todos juntos, construir um sistema alimentar me-
lhor, baseado em IoT, que chamamos de agricultura inteligente, que produzirá mais
alimentos, aumentará a renda dos agricultores locais ou globais e ajudará a prote-
ger nosso Planeta (água e biodiversidade). E podemos eliminar a fome no mundo!

O quê?!

Você achou utópico?

Venha comigo saber o que está sendo feito para atingirmos essas metas!

Te vejo nas próximas páginas.

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Agricultura e Pecuárias Inteligentes
Quando pensamos em algo dito “inteligente”, imaginamos inteligência artificial,
robôs vindos nos atender cortesmente. Bem, não é nada disso, quando falamos ou
usamos o termo “inteligente”, estamos nos referindo às possibilidades oferecidas
pela tecnologia em nos auxiliar em tarefas repetitivas, ou seja, uma sequência
lógica de tarefas, atividade e instruções facilmente replicáveis por aparatos de
hardware, software e telecomunicações, embarcadas em dispositivos de leitura
que chamamos de passivos ou de atuação que chamamos de ativos, cujas decisões
são programadas em regras, numa retaguarda que analisa dados coletados desses
dispositivos a cada segundo e ajusta, orientada em parâmetros das variáveis de
controle, os níveis adequados que satisfaçam os objetivos daquele propósito.

Bom, se você comparar isso a uma inteligência humana, apesar de semelhante,


não é igual porque há em nós ainda o arbítrio, a vontade, a percepção de que é cer-
to e bom fazer o que estamos para fazer, por exemplo. Portanto, o que chamamos
de “inteligente” ainda está longe de parecer uma inteligência humana.

Sim, estamos crescendo de forma galopante nossas tecnologias para trabalha-


rem melhor, imitarem melhor, fazer o que fazemos, centenas, as vezes milhares de
vezes mais rápidos, e achamos isso bom.

Porque as máquinas e todos os aparatos tecnológicos que usamos hoje embar-


cados em IoT ou não, que formam as engrenagens que movem nosso mundo, não
tem consciência do que fazem, (ainda) utilizam nossos comandos, nossas tabelas de
referência, nossos bancos de dados.

Uma pergunta que você pode fazer para refletir a respeito seria: E se elas tivessem
Explor

consciência, conhecessem o bem e o mau, o certo e o errado, construíssem seu próprio código
moral e possuíssem seus costumes. Será que seguiriam as instruções que programamos,
os algoritmos que montamos com todas as saídas programadas e todas as situações de
contorno testadas?
Outra reflexão válida é, será que elas nos veriam como semelhantes?
Como membros de uma mesma espécie?
Ou, nos ignorariam como fazemos com os micróbios?
Será que elas lutariam pelos seus direitos?

Bem, nossa disciplina possui diversas nuances. Às vezes estamos falando de um


futuro distante, que talvez nem estejamos mais vivos quando ele chegar e muitas
vezes estamos falando de coisas supermodernas, mas que já são passados.

Quer um exemplo? A substituição de mão de obra por máquinas inteligentes no


chão de fábrica, sem pensar no impacto que elas trarão para os seres humanos
dentro de um ecossistema industrial voltado para eficiência e eficácia, aumenta a
pobreza e condena as pessoas dessa geração ao redor do mundo à marginalidade.
E isso vale para todos, inclusive os países mais ricos do mundo.

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UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

Já está acontecendo, você está vivendo isso agora.

E o mais interessante é que toda essa substituição por máquinas e IA é muito


boa, bem-vinda e necessária, mas feita para variar, de forma errada, vemos isso
na quantidade de pessoas que provavelmente irão para economia informal, pois as
necessidades técnicas mudaram tão rapidamente que jogaram todas essas pessoas
no abismo da marginalidade, quando deveriam ser treinadas e capacitadas para,
conforme os discursos repetidos diariamente pelo pessoal de IA, “IA, IoT e Big
Data libertar o homem para que ele possa dedicar seu tempo para atividades mais
inteligentes e também lúdicas, incrementando a qualidade de vida e aumentando
com isso a felicidade e expectativa de vida com mais saúde”.

Bom, como final desse prólogo, ainda ofereço a seguinte reflexão quanto as
peças que hoje estão sendo usadas como infraestrutura para IA num futuro daqui a
uns 50 anos. Sim, IoT é uma dessas tecnologias.

Temos uma mania como espécie de ver os resultados antes dos ajustes ne-
cessários para produzi-los, apenas descartamos, mesmo que sejam da nossa
própria espécie.

Nesse aspecto, gosto muito de uma fala do filme Matrix feita pelo Agente da Ma-
trix conhecido como Agent Smith: “Vocês não são mamíferos, pois todo mamífero
cria instintivamente um equilíbrio com o meio ambiente... mas os humanos não!
Eles se movem para uma área, se multiplicam até todos os recursos se esgotarem e
para poder sobreviver, se movem para outra área. Essa atitude é similar à do vírus,
fazendo do ser humano uma doença; o câncer do planeta”. E por fim ele afirma:
“E nós somos a cura! “

E por falar em cura, temos uma muito importante para fazer em nosso planeta,
e graças as nossas amigas máquinas, que ainda obedecerem nossas vontades pro-
gramadas, elas são um fator chave para realizar essa cura.

Estamos falando da crise por uso de recursos naturais, mais especificamente


água e onde ela é mais abundantemente utilizada, na agropecuária para produzir
a comida para os mais de 7,3 bilhões de pessoas que vivem em nosso planeta. A
FAO – Fundo das Nações Unidas para os Alimentos diz que seremos 7 bilhões
em 2050, teremos que produzir 50% a mais de comida do que produzimos hoje e
teremos que desperdiçar menos da metade do que desperdiçamos.

Realmente desafiador esse prognóstico, mas graças a IoT podemos avançar


muito nesse campo e quem sabe em 2050 não tenhamos morrido de fome.

Dessa forma, como as técnicas e tecnologias agrícolas de alta tecnologia


podem melhorar a produção, minimizando custos e preservando recursos que
é o que importa realmente?

O desafio de como vamos alimentar a crescente população mundial no futuro de


forma sustentável e econômica gerou uma grande revolução agrícola, tornando-a

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um sistema de alta tecnologia e capital intensivo de cultivo de alimentos de forma
sustentável e limpa para as populações.

Mas vamos definir algumas coisas, como por exemplo, Agricultura Inteligente,
que envolve tecnologias avançadas, como Big Data, GPS, IoT e dispositivos
conectados. A agricultura inteligente incorpora também a agricultura automati-
zada, coleta de dados do campo para, na sequência analisa os dados para que se
tome decisões precisas a fim de cultivar culturas de alta qualidade e desempenho.

Os dados de campo são coletados com a ajuda de sensores, câmeras, drones


terrestres e aéreos, micro controladores e atuadores.

Esses dados são transferidos via internet de alta velocidade para o operador ou
o controlador do produtor rural para ações.

A agricultura inteligente pode ser definida como um processo de execução de


atividades agrícolas usando tecnologias avançadas (software, serviço, solução e
aplicação), reduzindo o trabalho humano e aproveitando ao máximo os recursos
disponíveis. Para tanto, utiliza sistemas de automação e dispositivos sensores que
são aplicados intensivamente no monitoramento e controle do atingimento das
metas nas atividades agrícolas produtivas. Em termos de diferentes aplicações,
o mercado é classificado em agricultura de precisão, monitoramento de gado,
piscicultura, estufa inteligente e muitos outros onde IoT combinada com outras
tecnologias é amplamente utilizada.

Para os produtores, agricultura inteligente interconecta 3 grandes pila-


res informacionais:
• Os sistemas de informação gerencial que são usados a partir da coleta de da-
dos para fomentar e dar sustentação às operações agrícolas numa fazendo ou
até numa agricultura urbana em pequenas propriedades;
• A própria agricultura de precisão, racional e digital, com a possibilidade de
analisar e gerenciar uma infinidade de variável relacionadas ao clima focado
em melhorar o retorno econômico;
• Uso da robótica e da automação agrária, utilizando máquinas semiautônomas
e autônomas e uso da inteligência artificial IA em todos os níveis de atuação.

Mas, por que IoT é tão importante para a agricultura, logo abaixo você vai ler
um excerto do texto de um dos mais conceituados órgãos mundiais de tecnologia
da informação, o IEEE.

“Por que precisamos de IOT na agricultura?


“A partir do levantamento das Nações Unidas - Organizações de Alimen-
tação e Agricultura, a produção mundial de alimentos deve ser aumentada
em 70% em 2050 para a população em evolução.

A agricultura é a base da espécie humana, pois é a principal fonte de alimento


e desempenha um papel importante no crescimento da economia do país.

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UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

Também oferece grandes oportunidades de emprego ao povo.

Os agricultores ainda estão usando métodos tradicionais para a agricultura,


o que resulta em baixo rendimento de culturas e frutas.

Assim, o rendimento da colheita pode ser melhorado usando maqui-


narias automáticas.

Há necessidade de implementar ciência e tecnologia modernas na agricul-


tura para aumentar o rendimento.

Ao usar a IoT, podemos esperar o aumento da produção com baixo cus-


to, monitorando a eficiência do solo, monitoramento de temperatura e
umidade, monitoramento de queda de chuva, eficiência de fertilizantes.

A combinação de métodos tradicionais com as mais recentes tecnologias


como Internet das Coisas e Redes de Sensores Sem Fio pode levar à
modernização agrícola. A Wireless Sensor Network, que coleta os
dados de diferentes tipos de sensores e os envia para o servidor principal
usando o protocolo wireless. Existem muitos outros fatores que afetam
a produtividade em grande medida. Os fatores incluem ataque de insetos
e pragas que podem ser controlados por pulverização do inseticida
e pesticidas adequados e também ataque de animais selvagens e aves
quando a cultura cresce. O rendimento da safra está declinando devido
a chuvas de monção imprevisíveis, escassez de água e uso impróprio de
água. ” (PRATHIBHA et al.)

Interessante notarmos que a agricultura inteligente de precisão nasceu como


um aproveitamento da orientação por GPS para tratores no início dos anos 90 do
século XX, e essa tecnologia está tão difundida que é a mais usada para a técnica
de precisão atualmente.
Fabricantes de tratores foram os primeiros a utilizarem tecnologia de GPS
para geolocalização dinâmica por satélites. Um controlador conectado ao GPS
no trator de um fazendeiro dirige automaticamente o equipamento com base nas
coordenadas de um campo.
O foco é a redução de erros de direção dos motoristas e, portanto, evitar
sobreposição no campo, isso parece simples, mas resulta em menos desperdício
de sementes, fertilizantes, combustível e tempo, segundo (SCHMALTZ, 2017).
Isso se aplica também em tecnologias de taxa variável que, conforme explicado
por SCHMALTZ, 2017, permite a aplicação variável de insumos e que os agricul-
tores controlem a quantidade de insumos que aplicam em um local específico.
Utilizam um computador, software, um controlador e um sistema de posicionamento
global diferencial e pode ser implementada baseada em mapas, sensores e manual.
Veja bem, IA, nesse atual estágio de desenvolvimento, não é capaz de replicar o
tipo de decisões complexas que os agricultores tomam regularmente, mas ela pode
muito bem ser usada como um facilitador para essas decisões.
Mas devemos nos lembrar do que é inteligência artificial na agricultura através
dessa reflexão de BYRUM, 2017:

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“O princípio da inteligência artificial é aquele em que uma máquina pode
perceber seu ambiente e, através de uma certa capacidade de racionalidade
flexível, tomar medidas para lidar com um objetivo específico relacionado
a esse ambiente. O aprendizado de máquina ocorre quando essa mesma
máquina, de acordo com um conjunto específico de protocolos, melhora
sua capacidade de tratar problemas e metas relacionadas ao ambiente,
à medida que aumenta a natureza estatística dos dados que recebe.
Colocando de forma mais clara, à medida que o sistema recebe uma
quantidade crescente de conjuntos de dados semelhantes que podem ser
categorizados em protocolos especificados, sua capacidade de racionalizar
aumenta, permitindo-lhe “prever” melhor uma série de resultados.
”BYRUM, 2017

Então, aparentemente, o problema de IA na agricultura não está em se ela pode


ser adotada de forma replicável sem um volume absurdo de ajustes de região para
região, porque, afinal, não há dois ambientes exatamente iguais, o que torna por
exemplo, o teste, a validação e o lançamento de uma solução inteligente extrema-
mente desafiador quando comparado com as outras indústrias.
Então, sem o entendimento de todas as variáveis, não podemos ter uma pre-
visibilidade adequada mesmo com modelagem climática. BYRUM, 2007, diz que
“é somente através da nossa compreensão da ‘natureza das coisas’ que proto-
colos e processos são projetados para que as capacidades racionais dos sistemas
cognitivos ocorram. ”
É para isso que serve a Agricultura Inteligente Climática – CSA. Segundo a
FAO, essa categoria propõe abordagens mais integradas para os desafios intima-
mente ligados à segurança alimentar, desenvolvimento e adaptação (mitigação da
mudança climática), para permitir que os países identifiquem opções com o máxi-
mo de gerenciamento.

Greenhouse Control Center


Output DB/
External Sensor Data Server
Temperature/Humidity External CCTV Image Info
Airflow/wind speed
Camera Deep Learning
Controller
rainfull Internal Node Sensing info Ag. S/W
Camera
sunlight Weather info DBMS
Environment Factor Control
Cultivation History Bigdata Analysis
Energy Control Crop DB
Robot Operation Eletric Switch Energy Control Pest/Desease DB
Real-time crop diagnosis Shading/Insulating Curtain Robot/ Unmanned Worker
External Sensor Nutrient Feeder
Smart Farm
Temperature/Humidity Irrigation Water Supplier Operating
CO2 Exhaust/Ventilation Fan System
Real-Time Interface

Soil info Cooling/Heating Equip


Nutrient Solution Info CO2 Control
Optimal Decision Making

Sensor
Node

Mobile Integrated Cultivation


Main Controller Remote Control Management
(Smartlink)
Control System System

Figura 1 – Arquitetura de um sistema para fazenda inteligente, “As setas pretas representam
o movimento do big data e as setas verdes controladas pelos dados analisados.”
Fonte: https://goo.gl/wfcCxx

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UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

Fazendas Verticais
São uma nova tendência para diminuir os custos operacionais de distribuição
de hortaliças e verduras em geral dentro de uma cidade. O conceito remete mais a
uma fábrica do que uma fazenda e o emprego de IoT é maciço.

Um projeto piloto desse está ocorrendo nos EUA e são chamados AeroFarms e
são desenvolvidos em seus interiores de concreto, climas controlados similares aos
do campo. Situação controlada, alimentos sem pesticidas e fertilizantes. Pronto,
acabamos de inventar a agricultura urbana.

Figura 2 – Ambiente de uma Fazenda Vertical Inteligente


Fonte: iStock/Getty Images

Tabela 1 – Componentes e funcionalidades centrais da infra total de uma fazenda inteligente


Componente/Ferramenta Funcionalidades Principais
• Validação integrada de dados;
• Análise de padrão de crescimento e cultivo através de
máquinas de inferência;
Aprendizagem Profunda
• Algoritmo de predição para colheita (crescimento,
florescimento, quantidade, qualidade, época...);
• Recomendações de soluções e alternativas.
Software para Agricultura • Predição de crescimento e qualidade.
Sistemas de Gerenciamento de • Bancos de dados para - sensores, controles, imagens,
Banco de Dados informações e eventos.
• Análise de dados e imagens de sensores/ambientes
Análise de Big Data através de dispositivos IoT;
• Simuladores de energia – eletricidade, LED e luz solar.
Softwares OPeracionais • Sistema Operacional para fazendas inteligentes.
• Sensores e Atuadores IoT, controladores, internet,
Hardware
servidores, robôs, CCTV, rastreadores solares.
• Ambiente interno e externo, informação do solo,
Coleção de Dados
nutrientes, cultivo, crescimento e controle.
Fonte: https://goo.gl/s9wEPw

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Smart Health
Gostaria de começar a escrita desse segmento de nossa unidade com a fala do
Prof. Mahadev Satyanarayanan da Universidade Carnegie Mellon, “Muitas das
aplicações que hoje realizamos sem assistência, serão, de fato, operações assisti-
das. Assim, um cirurgião ou uma enfermeira de um hospital que esteja trabalhando
em um paciente terá um anjo em seu ombro olhando para ele e oferecendo orien-
tação útil quando talvez ele tenha cometido um erro ou esteja prestes a cometer
um erro. ”

De acordo com a Blue Stream Consultancy, “smart healthcare, ou saúde


inteligente, é definida pela tecnologia que leva a melhores ferramentas de diagnós-
tico, melhor tratamento para pacientes e dispositivos que melhoram a qualidade
de vida de qualquer um e de todos.” O conceito chave por trás da saúde inteligente
inclui os serviços eHealth e mHealth, gerenciamento eletrônico de registros, servi-
ços domésticos inteligentes e dispositivos médicos inteligentes e conectados.

eHealth é definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde como sendo


“o uso da tecnologia da informação e comunicação (TIC) para a saúde. Exemplos
incluem tratar pacientes, conduzir pesquisas, educar a força de trabalho em saúde,
rastrear doenças e monitorar a saúde pública.”

De tal maneira que, a saúde inteligente, pode beneficiar toda a comunidade,


melhorando o acesso e a qualidade aos cuidados e tornando o setor mais eficiente.
Isso inclui informações e compartilhamento de dados entre pacientes e prestado-
res de serviços de saúde, hospitais, profissionais de saúde e rede de informações
sobre saúde; registros eletrônicos de saúde; serviços de telemedicina; dispositivos
portáteis de monitoramento do paciente, software de programação da sala de ope-
rações, cirurgia robotizada e pesquisa no BLUE SKY SCIENCE no ser humano
fisiológico virtual.

mHealth por outro lado trata da mobilidade. A OMS encara como um com-
ponente da Saúde Inteligente, todavia o Observatório Global da Saúde Inteligente
entende mHealth como, “prática médica e de saúde pública suportada por dispo-
sitivos móveis, como smartphones, dispositivos de monitoramento de pacientes,
assistentes pessoais digitais (PDAs) e outros dispositivos sem fio”.

Ou seja, trata-se de uma tendência relativamente nova para incorporar objetos


inteligentes no ambiente para apoiar pessoas (principalmente adultos mais velhos)
a viver de forma independente, porém monitorada.

Entretanto, nem tudo é festa nessa área, muitos desafios devem ser vencidos,
por exemplo, embora tenha havido um aumento dramático no volume de dados
de saúde digital registrados, muitos dados permanecem presos nos sistemas de
registros eletrônicos de saúde.

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UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

A troca de dados entre diferentes sistemas de informação transacionais, fre-


quentemente se mostra difícil e muitas vezes não é realizada. Isso é em parte devido
à grande variedade e grande escala de conceitos biomédicos capturados.

Novas descobertas científicas e a prática médica em constante evolução exigem


adaptações contínuas dos sistemas de informação médica. Isso ocorre por causa
da crescente demanda de redes e avaliação automatizada que exige integração
de dados e interoperabilidade. Infelizmente a grande maioria dos hospitais e
empresas de saúde ainda não está preparada para isso.

Um caminho viável para fazer frente a esses desafios seria o uso de sistemas
ou dados interoperáveis, desenvolvidos sob metodologia de desenvolvimento,
focada na criação e exploração de modelos, já que os dados vêm de diversas
fontes e formatos.

Control unit Alarm button Fall detector Gas detector

Door exit sensor Temperature sensor Flood detector Bed or chair occupancy sensor

Smoke detector/alarm Pressure mat Alarm pill dispenser Pull cord alarm
Figura 3 – Exemplos de fontes de dados e sensores em eHealth
Fonte: Wikimedia Commons

Saúde inteligente está no cerne de uma das tecnologias integrativas das cidades
inteligentes, afinal, a ideia aqui é melhorar a qualidade de vida do cidadão mediante
o emprego das tecnologias de comunicação e informação.

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Behaviourismo
Conectivismo Conectivismo

Informação e Tecnologias da Comunicação


Construtivismo
Cidade Cognitiva

Cidades Cidades Inteligentes Saúde Cognitiva

Saúde Inteligente

Cuidados com Saúde Eletrônica


a Saúde Saúde Móvel

Figura 4 – Saúde Inteligente: Implementando serviços de saúde inteligentes nas


cidades inteligentes (Dr. Agustí Solanas)
Fonte: https://goo.gl/eZc3Ef

O segredo está em integrar IoT com os cuidados em saúde, melhorando entre


outras coisas a própria experiência do usuário, ou se preferir, do paciente. A HPE
2017 nos dá informações valiosas de como os fornecedores estão se preparando
para prestarem serviço com suas soluções para tornar tanto a saúde, quanto o
hospital mais inteligente:
• Rastreamento de ativos: Assim, como os varejistas usam a IoT para rastrear
estoques, hospitais e farmácias, podem usar aplicativos IoT para descobrir quais
itens precisam ser reordenados e onde encontrar itens perdidos, como bombas
de ventilação ou cadeiras de rodas;
• Caminhos de entrada: Esses aplicativos podem fornecer instruções de horá-
rio de chegada e instruções passo a passo que levam em conta a entrada ou
a garagem por onde os pacientes entram na instalação. Os mesmos recursos
de mensagens e de localização podem ser fornecidos a médicos e funcionários
visitantes ou temporários;
• Notificações digital: Envolve enviar uma mensagem a cada paciente, no idio-
ma de sua preferência, sobre a hora da consulta e o número exato do escritó-
rio. Os sistemas também podem enviar atualizações sobre alterações no local
ou horário do compromisso;
• Otimização do fluxo de trabalho: usando infraestrutura sem fio e disposi-
tivos tipo tag, como pulseiras e crachás de identificação, os centros de aten-
dimento podem rastrear gargalos e desacelerações de serviço para melhorar
o desempenho;
• Análise de dados: Os wearables inteligentes podem rastrear grandes volumes
de dados biométricos que os cuidadores podem usar para descobrir mais sobre
pacientes e populações individuais. As percepções dos dados podem melhorar o
atendimento ao paciente e acelerar a pesquisa que salva vidas.

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Mas, a “coisa” não para por aí, já que temos centenas de sensores monitorando
sua saúde ou monitorando você no hospital, é importante determinarmos a razão
de você estar no hospital, não é mesmo?! Sim, nesse caso, há área de diagnóstico
focadas em descoberta a partir da visão computacional e aprendizagem de máqui-
na para entender qual patologia e como tratá-la. Essa nova área dentro da saúde
inteligente se chama Patologia Digital, ou seja, é um assistente digital para patolo-
gistas e seus usos atualmente incluem, segundo BIRD 2018:
• Diagnóstico primário;
• Consulta diagnóstica;
• Diagnóstico intraoperatório;
• Aprendizagem para Estudantes de Medicina e Treinamento de Residentes;
• Aprendizado de máquina;
• Revisão manual e semiquantitativa de imuno-histoquímica (IHQ);
• Pesquisa Clínica;
• Suporte para decisão diagnóstica;
• Revisão por pares;
• Placas tumorais.

É uma inovação que reduz as despesas de laboratório, aumenta a eficiência


operacional, melhora a produtividade e aprimora as decisões de tratamento e
os resultados dos pacientes.

Portanto, hospitais inteligentes englobam uma variedade de produtos conecta-


dos à rede para controlar, automatizar e aperfeiçoar fluxos de trabalho no hospital,
listas de verificação de cirurgia, sensores inteligentes que podem ser usados para
automatizar procedimentos de segurança e o monitoramento automático e contí-
nuo dos pacientes. LEI (2012) argumenta que num hospital inteligente podemos
localizar inventários, identificar pacientes, rastrear profissionais de saúde e aumen-
tar a eficiência operacional, melhorando a qualidade do atendimento ao paciente.

O uso de IoT num hospital inteligente, arquitetonicamente, pode ser subdividido


em 3 camadas, elas seriam: de Percepção (aquisição de dados e acesso), de Rede
e de Aplicação. Essa arquitetura facilita a localização de coleta e disseminação da
informação, proporcionando agilidade e segurança.

A quantidade de integrações que necessitamos fazer todas as vezes que tocamos


no tema da saúde inteligente é quase interminável, tanto em nível de sistemas
quanto em nível de componentes, senão vejamos, começamos com a inclusão
dos cuidados pessoais, a indústria farmacêutica, seguro de saúde, instalações de
saúde, robótica, biossensores, leitos inteligentes, pílulas inteligentes, qualquer coisa
remota e as várias especializações de saúde e mesmo (tratamentos de) doenças, só
falando de IoT.

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Claro, por outro lado, devido a esse volume de soluções e novidades que aparecem
a todo instante, acaba também ficando fácil sabermos qual o principal uso de IoT na
área da saúde. Trata-se do monitoramento da saúde do paciente de maneira remota.

Assim temos 2 grandes eixos:


• Em um contexto de dados de saúde, de fato, alguns dados de dispositivos médicos
e sistemas de monitoramento acabam em Sistemas de Registros Eletrônicos de
Saúde - RES ou em aplicativos específicos que são conectados a eles e enviam
os dados para laboratórios, médicos, enfermeiros e outras partes envolvidas;
• Os Sistemas de Saúde em Tempo Real - SSTR serão uma área-chave para
IoT na área de saúde, pois ferramentas e processos do Big Data Analytics
são utilizados para avaliar dados dinâmicos e estáticos para análise preditiva
como parte de programas abrangentes de melhoria de sistemas de saúde.

Bem, o SSTH, ou em inglês RTHS, é um sistema que permite a prestação de


cuidados de saúde em algo mais consciente e centrado no paciente, devido ao tra-
tamento de dados de forma integrada em tempo real. Ou seja, os provedores estão
aproveitando a tecnologia para obter informações pertinentes aos tomadores de
decisão o mais rápido possível. Para que isso aconteça, eles deverão ser capacita-
dos a tomar decisões melhor informadas, com dados mais completos, ou seja, em
tempo real.

Experiência
do paciente

Inteligência/
Qualidade
eficiência
Impacto de do cuidado
operacional
um SSTR

Otimização Privacidade/
de custos Segurança

Figura 5 – Impacto de um SSTR


Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

REISENWITZ, 2016, coloca da seguinte maneira os sistemas de saúde em tempo


real. “...descrevem sistemas de saúde nos quais os provedores compartilham, adotam
e aplicam o conhecimento médico em tempo real. Em termos leigos, significa obter
as informações pertinentes para os tomadores de decisão o mais rápido possível”.

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UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

O objetivo final dos sistemas de saúde em tempo real é reduzir o tempo de res-
posta e aumentar a qualidade da resposta, interrompendo a prestação de cuidados
de saúde.

Se pudermos coletar dados, analisá-los, extrair insights, realizar as próximas


ações e fornecer recomendações aos provedores de assistência médica rapidamen-
te, poderemos melhorar o atendimento, acelerar os fluxos de trabalho, simplificar
os processos de negócios e equilibrar melhor os recursos com a demanda.

Sistemas em tempo real estão fundados basicamente nas premissas de redução


de erros, melhoria de resultados e aumento da satisfação do paciente.

Um dos grandes desafios que impossibilitam por exemplo, em nosso pais, é o


uso de SSTR estar relacionado com registros de saúde e prontuários desconectados
e em locais diferentes.

Isso, sobretudo, atrapalha demais prognósticos baseados em assistente de


inteligência artificial. Caso houvesse uma integração mínima, poderiam dar à
equipe médica a capacidade de ter registros atualizados de saúde do paciente
no ponto de atendimento.

O problema é que muitos provedores de serviços de saúde ainda estão so-


brecarregados com registros médicos baseados em papel espalhados por várias
instalações médicas e sistemas de monitoramento, somado a isso, o prontuário
de um paciente não fica sob domínio dele, mas dos hospitais das redes e das
operadoras de saúde pelos quais passou durante sua vida, isso inclui também o
sistema de saúde publico.

Dessa forma, fica muito difícil saber o histórico de um paciente e entender


como ele chegou no estado em que chegou num hospital, ou seja, saber sua
saúde pregressa.

Para agravar mais ainda esse quadro, alguns hospitais individuais têm centenas
de sistemas de informação, o que compõe o complexo desafio de integrar os
registros e dados de um paciente.

Diversos defeitos de dados refletidos na dimensão da qualidade de dados


aparecem como por exemplo, acurácia, temporalidade e completude entre
outros, então realmente é complexo o uso de IA para predizer alguma coisa, a
tendência a indução ao erro é muito maior do que pensamos.

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Alguns Casos de Aplicação na Saúde
• Monitoramento remoto de saúde e telessaúde: é o principal caso de uso da
IoT, portanto, o principal caso de uso de hoje de uma perspectiva de gastos
com IoT está fora do ambiente de um hospital ou outro centro de saúde;
• Manutenção preditiva de equipamentos de saúde até leitos inteligentes:
portanto, esse não é um caso de uso de IoT específico, mas sim um intervalo
que poderíamos chamar de hospital inteligente ou conectado;
• Aplicações de controle intensivo no hospital nos ativos e informações: o
hospital é um ambiente intensivo em ativos e dispositivos, com equipamentos
médicos e uma ampla gama de objetos que podem ser conectados e monitorados
para obter benefícios tangíveis.
Explor

Se olharmos para as tecnologias de IoT mais comuns, vemos monitores de pacientes


(64%), medidores de energia (56%) e raios X e dispositivos de imagens (33%). State of
IOT: https://goo.gl/3TCpGP.

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UNIDADE IOT Aplicada à Agricultura, Pecuária e a Saúde

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

  Sites
O problema com os celulares
SURVEILLANCE SELF-DEFENSE. O problema com os celulares.
https://goo.gl/Fpf9rx

 Vídeos
A ascenção da IoT na área da saúde
https://youtu.be/KKoZJ-qYVys
What is eHealth?
https://youtu.be/7VJtFN382DI
How It Works: IBM Watson Health
https://youtu.be/ZPXCF5e1_HI
Fazenda do Futuro John Deere
https://youtu.be/hT0OIJAlxnA
O Gestor e Você fala sobre fazendas inteligentes
https://youtu.be/eptBJNMOPZI
Ranking das cidades inteligentes do Brasil
https://youtu.be/gQQ13AOv7dM
Laguna Residencial, a cidade inteligente feita para o público de baixa renda
https://youtu.be/H4Wugi3kjB8
Cidades inteligentes: os casos brasileiros - Anderson Tomaiz, Huawei [Futurecom 2015]
https://youtu.be/1OEV38gJhck

 Leitura
Cidades inteligentes como nova prática para o gerenciamento dos serviços e infraestruturas urbanos: a experiência
da cidade de Porto Alegre
WEISS, M. C. Cidades inteligentes como nova prática para o gerenciamento dos
serviços e infraestruturas urbanos: a experiência da cidade de Porto Alegre de, URBE.
Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management),
2015 set./dez., 7(3), 310-324.
https://goo.gl/Kwm8wg

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Referências
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and body for research? 2017. Disponível em: <http://host.madison.com/wsj/
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tream.sg/smart-healthcare>. Acesso em: 28/03/2018.

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SCHMALTZ, R. What is Precision Agriculture? 2017, disponível em: <https://


agfundernews.com/what-is-precision-agriculture.html>. Acesso em: 30/03/2018.

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