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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1.

o 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

Olá drearyflower

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Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet


capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a
internet provê para as suas aplicações? apresente
algumas características de cada um destes serviços.
Enviado por malgani, junho 2012 | 62 Páginas (14507 Palavras) | 242 Consultas| | |

Técnico em Informática
Operação dos Serviços de Redes
Fábio José Justo dos Santos
Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de São Paulo - IFSP
São João da Boa Vista - SP
2010
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação a Distância
Este Caderno foi elaborado em parceria entre o Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de São Paulo e o Sistema Escola Técnica Aberta do
Brasil – e-Tec
Brasil.
Equipe de Elaboração
IFSP
Yara Maria Guisso de Andrade Facchini
Projeto Gráfico
Eduardo Meneses e Fábio Brumana
Coordenação Institucional
Campus São João da Boa Vista
Diagramação
Matheus Félix de Andrade”!
Professor-autor
Você não tem nenhum trabalho salvo
Fábio José Justo dos Santos até o momento.

Comissão de Acompanhamento e Validação


Gustavo Aurélio Prieto
Revisão Trabalhos Relacionados

Elizabeth Gouveia da Silva Vanni Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e


internet
Ficha catalográfica ...Capítulo 1 1. Quais são os dois tipos de serviços
que a Internet provê para as suas aplicações?...
Versão Preliminar
6 Páginas novembro de 2011
Apresentação e-Tec Brasil
Amigo(a) estudante! Respostas do capitulo 1 do livro Comunicacao de
Dados e Redes de Computadores-Behrouz A.
O Ministério da Educação vem desenvolvendo Políticas e Programas para Forouzan
...​
Pratique seus conhecimentos 1) Identifique os
expansão da Educação Básica e do Ensino Superior no País. Um dos cinco componentes de um sistema de comunicação
de...
caminhos
4 Páginas fevereiro de 2014
encontrados para que essa expansão se efetive com maior rapidez e
Respostas cap 2 kurose
eficiência é a modalidade a distância. No mundo inteiro são milhões os
...Respostas – Capítulo 2 – Redes de
Computadores e a Internet – Kurose Questões de
estudantes
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Computadores e a Internet – Kurose Questões de
estudantes
Revisão...
que frequentam cursos a distância. Aqui no Brasil, são mais de 300 mil os 9 Páginas setembro de 2011

matriculados em cursos regulares de Ensino Médio e Superior a distância,


Respostas cap2 ross kurose
oferecidos por instituições públicas e privadas de ensino. ...Respostas – Capítulo 2 – Redes de
Computadores e a Internet – Kurose Questões de
Em 2005, o MEC implantou o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), Revisão...

hoje, consolidado 9 Páginas maio de 2012

como o maior programa nacional de formação de professores, em nível


Slide cap1 kurose redes 5ed portugues
...Capítulo 1 Introdução A note on the use of these
superior.
ppt slides: We’re making these slides freely...
Para expansão e melhoria da educação profissional e fortalecimento do 22 Páginas maio de 2012

Ensino Médio, o MEC está implementando o Programa Escola Técnica Aberta


do
Brasil (e-TecBrasil). Espera, assim, oferecer aos jovens das periferias dos
grandes centros urbano se dos municípios do interior do País oportunidades
para
maior escolaridade, melhores condições de inserção no mundo do trabalho
e, dessa forma, com elevado potencial para o desenvolvimento produtivo
regional.
O e-Tec é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica (SETEC), a Secretaria de Educação a Distância
(SED)
do Ministério da Educação, as universidades e escolas técnicas estaduais e
federais.
O Programa apóia a oferta de cursos técnicos de nível médio por parte das
escolas públicas de educação profissional federais, estaduais, municipais e,
por outro lado,a adequação da infra-estrutura de escolas públicas estaduais
e municipais.
Do primeiro Edital do e-Tec Brasil participaram 430 proponentes de
adequaçãode escolas e 74 instituições de ensino técnico, as quais
propuseram
147 cursos técnicos de nível médio, abrangendo 14 áreas profissionais.
O resultado desse Edital contemplou193 escolas em 20 unidades federativas.
A perspectiva do Programa é que sejam ofertadas 10.000 vagas,
em 250 polos, até 2010.
Assim, a modalidade de Educação a Distância oferece nova interface para
amais expressiva expansão da rede federal de educação tecnológica dos
últimos
anos: a construção dos novos centros federais (CEFETs), a organização
dos Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFETs) e de seus campi.
O Programa e-Tec Brasil vai sendo desenhado na construção coletiva e
participação ativa nas ações de democratização e expansão da educação
profissional no País,valendo-se dos pilares da educação a distância,
sustentados
pela formação continuadade professores e pela utilização dos recursos
tecnológicos disponíveis.
A equipe que coordena o Programa e-Tec Brasil lhe deseja sucesso na sua
formação profissional e na sua caminhada no curso a distância em que está
matriculado(a).
Brasília, Ministério da Educação – setembro de 2008.
Sumário
Apresentação e-Tec Brasil
3
Sumário
5
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5
Palavra do professor-autor
8
Outros - instituição validadora
9
Apresentação da Disciplina
12
Capítulo 1 - Introdução
12
Exercício
14
Capítulo 2 - Tipos, topologias e aplicações em redes
de computadores
15
2.1 Tipos de Redes
2.2 Topologias
2.2.1 Topologia barramento
2.2.2 Topologia estrela
2.2.3 Topologia em anel
2.2.4 Outras Topologias
Exercícios
15
17
18
19
21
23
24
Capítulo 3 - Características técnicas de uma rede pessoal de computadores
26
3.1 Ethernet
3.2 Token-ring
Exercícios
Capítulo 4 - Modelos de referência
4.1 Questões de projetos relacionadas às camadas
28
29
30
32
33
4.1.1 Serviços orientados a conexões e serviços sem
conexões
34
4.2 O modelo de referência OSI
36
4.2.1 Camada física
37
4.2.2 A camada de enlace
de dados
38
4.2.3 A camada de rede
38
4.2.4 A camada de transporte
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4.2.5 A camada de sessão
40
4.2.6 A camada de apresentação
40
4.2.7 A camada de aplicação
40
4.3 A arquitetura TCP/IP
41
4.3.1 A camda inter-redes
42
4.3.2 A camada de transporte
43
4.3.3 A camada de aplicação
44
4.3.4 A camada de host/rede
44
Exercícios
45
Capítulo 5 - A camada de rede na internet
5.1 Protocolo IP
5.2 ARP e ICMP
Exercícios
Capítulo 6 - Configuração de servidores
6.1 Configuração de uma pequena rede
6.1.1 Compartilhamento de arquivos
6.1.2 Compartilhamento de Impressora
6.1.3 Compartilhamento da Internet
6.2 Servidor WEB IIS
6.2.1 Instalando e configurando o IIS
Exercícios
Referências
47
47
51
52
54
54
56
57
58
61
61
64
65
Palavra do professor-autor
Possui graduação em Bacharelado em Análise de Sistemas pela
Universidade Paulista (2001), especialização em Administração de Redes
Linux pela Universidade Federal de Lavras (2005) e mestrado em Ciência da
Computação pela Universidade Federal de São Carlos (2009). Atualmente
é estatutário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São
Paulo. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em

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Inteligência Artifical e Redes de Computadores, atuando principalmente nos


seguintes temas: sistemas de apoio à decisão com o uso de fuzzy, software
livre, segurança, redes de computadores e tecnologia da informação.
Rede de Computadores
7
e-Tec Brasil
Outros - instituição validadora
O Decreto presidencial
nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, institucionalizou o ensino profissional no
Brasil. Em 1910 surgiu a Escola de Aprendizes
e Artífices de São Paulo, assemelhando-se a das criadas em outras capitais
de Estado. Ela se destinava inicialmente as camadas mais desfavorecidas,
aos
“deserdados da fortuna e menores marginalizados”, ministrando o ensino
elementar. Em 1937 passou a denominar-se Liceu Industrial de São Paulo,
oferecendo ensino equivalente ao de primeiro ciclo.
Em 1942 foi promulgada a Lei orgânica do ensino industrial. A nova
orientação visava à preparação profissional dos trabalhadores da indústria,
dos transportes, das comunicações e da pesca.
Em 1976, procedeu-se à mudança para a nova sede e, em 1978,
criaram-se os cursos de eletrônica, telecomunicações e processamento de
dados. Em 1981, instalam-se os cursos complementares de mecânica,
eletrotécnica e edificações, destinados à clientela, em grande parte integrada
ao
mercado de trabalho, mais que necessitava de uma formalização profissional
por meio de disciplinas de nível técnico de 2º grau. Estes cursos técnicos
tinham a duração de dois anos, prevendo um estágio obrigatório.
No ano de 1987 foi implantada a primeira Unidade de Ensino Descentralizada
(UNED) no Município de Cubatão e, em 1996, ocorreu o início
do funcionamento da UNED Sertãozinho. Em 1999, a Escola Técnica Federal
de São Paulo, foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica
de São Paulo – CEFET, conforme Decreto de 18 de janeiro de 1999. No ano
de 2005, foi autorizado o
funcionamento da UNED Guarulhos. As UNED
de São João da Boa Vista e Caraguatatuba foram autorizadas a funcionar a
partir do 1º semestre do ano de 2007, enquanto que as UNED de Bragança
e Salto passaram a funcionar no 2º semestre do ano de 2007.
Em 2008 foram criadas as unidades de São Carlos, São Roque e
Campos do Jordão. No mesmo ano o CEFET-SP se transformou no Instituto
Federal de Educação Ciência e Tecnologia pela Lei 11.892 de 29 de
Dezembro de 2008, que instituiu a rede federal de educação profissional,
científica
e tecnológica. De acordo com esta lei os institutos federais (IF) tornaram-se
e-Tec Brasil
8
Técnico em Informática
instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e
multicampi, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica
nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de
conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas.
A expansão do CEFET-SP tem ainda previstas os Campus de Araraquara,
Avaré, Barretos, Birigui, Campinas, Catanduva, Itapetininga, Piracicaba, ,
Presidente Epitácio, Registro, Suzano e Votuporanga.
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Presidente Epitácio, Registro, Suzano e Votuporanga.
A Unidade de Ensino Descentralizada de São João da Boa Vista é
uma unidade educacional subordinada ao Centro Federal de Educação
Tecnológica de São Paulo, autorizada pela Portaria nº 1715 do Ministro da
Educação, publicada no Diário Oficial da União de 20/10/2006. Tem estrutura
administrativa definida pela resolução nº 136/06 de 16/11/2006 do Conselho
Diretor do CEFET-SP.
A história do campus se
inicia no ano de 1998 quando é formulado o
projeto para a criação do CEPRO em São João da Boa Vista. No ano
seguinte
o anteprojeto é aprovado pelo Programa de Expansão da Educação
Profissional (PROEP). No mesmo ano se dá o início das obras para
construção do
prédio em terreno doado por Paulo Roberto Merlin e Flávio Augusto Canto.
Em 2004, o prédio é entregue com 2529m², sendo constituído de onze
laboratórios, seis salas de aulas, um auditório com capacidade para 150
lugares, sala de multimídia e demais dependências. As atividades do Centro
de
Educação Profissional são iniciadas em 2005. Em 2006 é firmado o convênio
entre o CEPRO e CEFET-SP, com apoio da prefeitura municipal para a
federalização da unidade. Em Janeiro de 2007 o CEFET-SP / UNED SBV
iniciou suas
atividades no município.
O IFSP, no município de São João da Boa Vista, veio para atender
a necessidade de educar os jovens são joanenses e da região, a fim de
habilitá-los para o ingresso nos setores de indústria e informática, os quais
demandam trabalhadores capacitados para o progresso no desenvolvimento
econômico e para o fortalecimento do pólo educacional na região leste do
estado.
Atuação do IFSP na Educação a Distância
No contexto da política de expansão da educação superior no país,
implementada pelo MEC, a EaD coloca-se como uma modalidade im-
Rede de Computadores
9
e-Tec Brasil
portante no seu desenvolvimento. Nesse sentido, criou-se uma direção para
EaD dentro do IF SP.
No âmbito da política de expansão da educação
profissionalizante, o
Ministério da Educação, por meio da articulação da Secretaria de Educação
a Distância e Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, lança o
Edital
01/2007/SEED/SETEC/MEC, dispondo sobre o Programa Escola Técnica
Aberta do Brasil (e-Tec Brasil).
Tal iniciativa constitui-se uma das ações do Plano de Desenvolvimento da
Educação.
Visando oferta de cursos da educação técnica e profissional o IF SP foi
selecionado pelo sistema e-Tec Brasil para iniciar suas atividades em 2009.
Tais atividades foram efetivamente implantadas em agosto de 2009
com a criação de dois cursos técnicos – a saber: técnico em informática para
internet e técnico em administração – atingindo 5 municípios do estado de
São Paulo (Araraquara, Barretos, Itapevi, Franca e Jaboticabal) e ampliando
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São Paulo (Araraquara, Barretos, Itapevi, Franca e Jaboticabal) e ampliando
em 500 a oferta de vagas do Instituto.
e-Tec Brasil
10
Técnico em Informática
Apresentação da Disciplina
O Objetivo dessa disciplina é tornar o aluno capaz de compreender
os conceitos sobre redes de computadores, bem como configurar e
administrar os serviços básicos de redes de computadores.
Ao final da mesma o aluno será capaz:
- Compreender os tipos e aplicações das principais topologias;
- Caracterizar redes ethernet e token-ring;
- Compreender os conceitos inerentes ao modelo de referência OSI/
ISO e à arquitetura TCP/IP, bem como a função dos principais protocolos
envolvidos na comunicação em redes de computadores;
- Configurar servidores de redes de computadores como Proxy, Arquivos,

APROVEITE O Impressora e Internet.


NOSSO
RELACIONAMENTO Rede de
PÚBLICO...
Computadores
Envie
11
151 mil e-Tec Brasil

Curtir Capítulo 1 - Introdução


Objetivos da aula
1.452 - Apresentar os objetivos e conceitos básicos de uma rede de
Tw eetar
computadores
Quando interconectamos computadores, eles podem trabalhar mais
3.036
pelos usuários permitindo que as pessoas trabalhem em equipes,
concretizando tarefas inteiras num menor espaço de tempo e com menos
esforço.
Podemos imaginar uma rede como um recurso valioso projetada para apoiar
uma equipe de usuários. Certamente a comunicação e o desenvolvimento
de tarefas em grupo serão facilitados pelo uso de uma rede de computadores.
Em um ambiente profissional é muito importante um responsável
pelo bom funcionamento da rede, dentre as responsabilidades deste citamos:
coordenar tarefas, gerenciar problemas, monitorar o ambiente e administrar
usuários.
Sem dúvida alguma, os maiores benefícios de uma rede são: o
compartilhamento de informações e recursos entre os usuários e a
possibilidade
de realização de uma comunicação eficiente entre seus usuários.
Existe na literatura certa confusão entre redes de computadores e
sistemas distribuídos. A principal diferença é que em um sistema distribuído,
um conjunto de computadores independentes parece ser, para seus usuários,
um único sistema coerente. Isso ocorre através de uma camada de software
sobre o sistema operacional, chamada de middleware, que é responsável
pela implementação deste modelo. Um exemplo bem conhecido é a World
Wide Web.
A maioria das redes de computadores apresenta um perfil comercial,
formado por um conjunto
de computadores clientes e um ou mais servidores. Basicamente, as
máquinas clientes costumam utilizar os serviços ofere-
e-Tec Brasil
12
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Técnico em Informática
cidos pelas máquinas servidoras. Este modelo de aplicação é comumente
chamado de modelo cliente/servidor. A comunicação basicamente ocorre
através do processo cliente enviando uma mensagem de requisição ao
processo servidor e no aguardo de uma resposta da máquina servidora por
parte
da máquina cliente. Quando o processo servidor recebe a solicitação, ele
analisa a requisição e retorna uma resposta para o processo cliente que pode
ser o aceite ou não da requisição enviada. Este modelo é representado na
Figura 1.1 extraída de (TANENBAUM1, 2003).
Figura 1: O modelo cliente/servidor envolve solicitações e respostas
Outro tipo de comunicação entre processos é denominado comunicação não
hierárquica (peer-to-peer). Neste modelo, cada pessoa/proceso
pode se comunicar livremente com qualquer outro do grupo, não existindo
nenhuma divisão fixa entre clientes e servidores. Este modelo de comunicação
é apresentado na Figura 1.2 extraída de (TANENBAUM1, 2003)
Figura 2: Sistema não-hierárquico, onde não existem clientes ou servidores
fixos
Rede de Computadores
13
e-Tec Brasil
Exercícios
1. Quais as principais vantagens de utilizar uma rede de computadores?
2. Diferencie sistemas distribuídos e redes.
3. Como funciona a comunicação nas aplicações cliente / servidor?
4. Explique resumidamente a comunicação peer-to-peer. Dê um exemplo de
serviço que utiliza esta comunicação.
e-Tec Brasil
14
Técnico em Informática
Capítulo 2
Tipos, topologias e aplicações em
redes de computadores
Objetivos da aula
- Apresentar tipos de redes e topologias
Uma rede local pode ser distinguida de outra, através das aplicações
pretendidas, serviços oferecidos e da topologia da rede, ou ainda do meio
de transmissão utilizado e da sua arquitetura de protocolo. Antes de
abordarmos as topologias e os tipos de aplicações, é importante
conhecermos os
tipos de redes existentes.
2.1 Tipos de Redes
As redes podem ser classificadas de acordo com sua distribuição geográfica
e também de acordo com o tipo de comunicação utilizada. A classificação
geográfica de uma rede está basicamente dividida em três grupos:
LAN (Local Area Network), MAN (Metropolitan Area Network) e WAN (Wide
Area Network). Há ainda outro tipo de rede surgida recentemente que são
as redes PAN (Personal Area Network). Estas redes surgiram com a
necessidade de comunicação entre pequenos dispositivos eletrônicos, como
celulares e pequenos computadores. Certamente, o principal responsável pelo
surgimento destas redes é o Bluetooth, tecnologia utilizada na comunicação
entre estes dispositivos.
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

As LAN são as redes limitadas a um pequeno espaço geográfico e


em geral possuem três domínios de aplicações: uma única sala (por exemplo,
para compartilhamento de algum periférico de entrada/saída entre vários
computadores), dentro de um edifício (por exemplo, na integração de um
serviço de escritório), ou
mesmo uma área coberta por vários edifícios (por
exemplo, um campus universitário ou uma fábrica).
As redes metropolitanas (MAN) compartilham as mesmas caracte-
Rede de Computadores
15
e-Tec Brasil
rísticas que a LAN, no entanto, elas cobrem distâncias geográficas maiores.
As WAN, como se pode perceber pelo nome, são redes que cobrem
distâncias substanciais. Telefones públicos e a própria Internet são exemplos
de
WANs.
Apesar das diferenças entre as LAN e as WAN, existem muitas similaridades
entre elas. Por exemplo: as informações transmitidas pela LAN e pela
WAN são feitas em pacotes. Em adição aos dados do usuário, esses pacotes
contêm informações necessárias para o gerenciamento de rede e protocolos
que permitem dispositivos locais ou remotos na rede se comunicarem.
Segundo (TANENBAUM, 2003) podemos ter dois os tipos de tecnologias que
também podem classificar as redes de acordo com a forma como
a comunicação é realizada: links de difusão e links ponto a ponto.
No primeiro caso, as redes de difusão possuem apenas um canal de
comunicação compartilhado por todas as máquinas da rede. Neste contexto,
os pacotes enviados por qualquer máquina são recebidos por todas as outras
da mesma rede. Quando um pacote é recebido, a máquina receptora
analisará o campo de endereço deste pacote e, sendo endereçado a ela, o
mesmo
será processado. Caso contrário, o pacote simplesmente será ignorado. Este
modo de operação é chamado de difusão ou broadcasting.
Uma variante deste modelo de comunicação é a transmissão
dos pacotes para um subconjunto de máquinas, conhecido como multidifusão
ou
multicasting. Neste modo de comunicação, cada estação pode se inscrever
em um ou mais grupos. Todas as mensagens destinadas a um determinado
grupo serão entregues a todas as estações pertencentes a ele.
As redes ponto a ponto consistem em muitas conexões entre pares
de máquinas individuais. Para ir de uma origem a um destino, um pacote
neste tipo de rede talvez tenha que passar por várias máquinas intermediárias.
A transmissão ponto a ponto com um transmissor e um receptor é
chamada de unicasting.
As redes locais foram desenvolvidas para dar suporte a vários tipos
de aplicações, incluindo entre elas: aplicações para transmissão de dados,
voz e/ou vídeo, comunicações entre computadores, controle de processos e
automação de escritório, entre outras.
e-Tec Brasil
16
Técnico em Informática
Qualquer que seja a aplicação, vários fatores devem ser levados em
consideração, dentre eles, dispersão geográfica, ambiente de operação,

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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
número máximo de nós, separação máxima e mínima entre os nós, tempo de
resposta, tipo de informação transmitida, tipo de interação entre dispositivos,
taxa máxima de informação transmitida, confiabilidade exigida, tipo de
tráfego (regular ou rajada) e outros fatores relevantes a cada aplicação.
Sempre que houver transmissão de dados nas LANs convencionais
o tráfego existente no meio de transmissão deverá ser monitorado
(“escutado”). Os protocolos nos quais as estações escutam uma portadora
(isto é,
uma
transmissão) e funcionam de acordo com ela são denominados protocolos
com detecção de portadora (carrier sense protocols).
O principal protocolo com detecção de portadora que estudaremos
aqui denomina-se CSMA (Carrier Sense Multiple Access) 1-persistente.
Quando uma estação tem dados a transmitir, ela primeiro escuta o canal para
ver
se mais alguém está transmitindo no momento. Se o canal estiver ocupado,
a estação esperará até que ele fique ocioso. Quando detectar um canal
desocupado, a estação transmitirá um quadro. Se ocorrer uma colisão, a
estação
esperará um intervalo de tempo aleatório e começará tudo de novo.
2.2 Topologias
A topologia refere-se ao layout físico e ao meio de conexão dos
dispositivos na rede, ou seja, como estes estão conectados. Os pontos
onde são conectados recebem a denominação de nós, sendo que estes
nós na maioria das vezes estão associados a um endereço, para que
possam ser reconhecidos pela rede.
Conforme definido anteriormente, redes locais constituem-se
de um conjunto de estações (nós) interligadas por um sistema de
comunicação. Este sistema é composto de um arranjo topológico interligando
os vários nós e de um conjunto de regras de forma a organizar
a comunicação. Dentre as topologias (arranjo topológico) mais usuais
encontram-se a estrela, o anel e barramento.
Rede de Computadores
17
e-Tec Brasil
2.2.1
Topologia barramento
Topologia em barra comum se caracteriza pela ligação de estações
(nós) ao mesmo meio de transmissão. A barra é geralmente compartilhada
no
tempo ou na frequência, permitindo a transmissão de informação. Ao
contrário das outras topologias que são configurações ponto a ponto (isto
é, cada enlace físico de transmissão conecta apenas dois dispositivos), a
topologia em barra tem uma configuração multiponto (é possível que mais do
que dois dispositivos estejam conectados ao meio de comunicação). A Figura
3 representa uma estrutura base desta topologia
Figura 3: Topologia Barramento ou Barra Comum
Nas redes em barra comum cada nó conectado à barra pode ouvir todas as
informações transmitidas. Existe uma variedade de mecanismos
para o controle de acesso à barra, que pode ser centralizado ou
descentralizado. Em um controle centralizado, o direito de acesso é
determinado por
uma estação especial da rede. Em um ambiente de controle descentralizado,
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
uma estação especial da rede. Em um ambiente de controle descentralizado,
a responsabilidade é distribuída entre todos os nós e um protocolo de controle
de acesso ao meio é utilizado.
O alcance para transmissão nesta topologia depende do meio de
transmissão que está sendo utilizado. De uma forma geral, conforme se
queira chegar a distâncias maiores que a máxima permitida em um segmento
de cabo, repetidores serão necessários para assegurar a qualidade do
sinal. Tais repetidores, por serem elementos ativos, apresentam um ponto de
possível diminuição da confiabilidade da rede.
O desempenho de uma rede na topologia barramento é determinado pelo
meio de transmissão, número de nós conectados, controle de acesso
utilizado, tipo de tráfego e outros fatores. Por empregar interfaces
passivas,
a inexistência de armazenamento local de mensagens e a inexistência de
retardos no repetidor não vão degradar o tempo de resposta que, contudo,
pode ser altamente dependente do protocolo de acesso utilizado.
e-Tec Brasil
18
Técnico em Informática
De uma forma geral a transmissão de dados em uma rede na topologia
barramento é realizada com base no protocolo CSMA 1-persistente.
2.2.2
Topologia estrela
É a topologia mais utilizada atualmente. Neste tipo de topologia
cada nó é interligado a um nó central (mestre), no qual todas as mensagens
devem passar. Tal nó age como um centro de controle da rede, interligando
os demais nós (escravos) que usualmente podem se comunicar apenas com
um outro nó de cada vez (HUB). Nada impede que haja comunicações
simultâneas, desde que as estações envolvidas sejam diferentes e o nó central
permita esta ação (Switch).
Figura 4: Topologia Estrela
Várias redes em estrela operam em configurações onde o nó central
tem tanto a função de gerência de comunicação como facilidades de
processamento de dados. O gerenciamento das comunicações pelo nó central
pode ser feito por meio do chaveamento de pacotes ou do chaveamento
de circuitos. No primeiro caso, pacotes são enviados do nó fonte para o nó
central que o retransmite em momento apropriado. Já no caso de
chaveamento de circuitos, o nó central baseado em informações recebidas,
estabelece uma conexão elétrica ou por software entre o nó fonte e nó de
destino,
conexão esta que existirá durante toda a conversação.
Neste último caso, se
já existir uma conexão ligando uma das duas estações envolvidas, nenhuma
outra conexão poderá ser estabelecida para estes nós.
O nó central pode realizar outras funções além das de chaveamento
Rede de Computadores
19
e-Tec Brasil
e processamento normal. Como exemplo, o nó central também pode realizar a
compatibilidade da velocidade de comunicação entre o transmissor e
o receptor. Outro exemplo é o caso em que os dispositivos fonte e destino
operam com protocolos diferentes. Neste caso o nó central atuaria como um
conversor de protocolos (gateway) permitindo a um sistema de um fabricante
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conversor de protocolos (gateway) permitindo a um sistema de um fabricante
trabalhar satisfatoriamente com outro sistema de outro fabricante.
A configuração em estrela é, em alguns aspectos, parecida com a
configuração da topologia barramento. Entretanto, os requisitos de
comunicação são menos limitados, uma vez que a estrela permite mais de
uma comunicação simultânea. A confiabilidade das ligações também é maior,
pois
uma falha na barra de comunicação em uma estrela só colocaria a estação
escrava correspondente fora de operação. Por outro lado, o nó central é
mais complexo, uma vez que deve controlar vários caminhos de comunicação
concorrentemente.
Confiabilidade é uma questão delicada nas redes em estrela. Se por
um lado falhas em um nó escravo apresentam um problema mínimo de
confiabilidade, pois o restante da rede ainda continua em funcionamento,
por outro lado, falhas no nó central podem ocasionar a parada total do sistema.
Outro problema da rede em estrela é
relativo à modularidade. Atualmente, o principal problema quanto à
modularidade da rede estrela é relativo à expansão dos terminais, que pode
ser limitada pela capacidade física do
nó central.
O desempenho obtido em uma rede em estrela depende da quantidade de
tempo requerido pelo nó central para processar e encaminhar uma
mensagem e da carga de tráfego na conexão, isto é, o desempenho é limitado
pela capacidade de processamento do nó central.
Importante notar que o funcionamento da topologia em estrela depende
diretamente do periférico concentrador utilizado. No caso da utilização de um
hub, a topologia física será em estrela, como a apresentada na
Figura 4. Porém, logicamente ela continua sendo uma rede de topologia
barramento. O hub é um periférico que repete para todas as suas portas
os pacotes que chegam, assim como ocorre na topologia barramento. Em
outras palavras, se a estação 1 enviar um pacote de dados para a estação 2,
todas as demais estações perceberão o tráfego deste pacote no concentra-
e-Tec Brasil
20
Técnico em Informática
dor. Desta forma, podemos concluir que na transmissão de dados através do
hub, continua havendo problemas de colisão e disputa para ver qual estação
utilizará o meio físico, assim como na topologia barramento comum.
Já no caso da utilização de um switch, a rede será tanto fisicamente
quanto logicamente estrela. Este periférico tem a capacidade de analisar
o cabeçalho de endereçamento dos pacotes de dados, enviando os dados
diretamente ao destino, sem replicá-lo
desnecessariamente para todas as
suas portas. Desta forma, se a estação 1 enviar um pacote de dados para a
estação 2, somente esta recebe o pacote de dados. Isso faz com que a rede
torne-se mais segura e muito mais rápida, pois praticamente elimina
problemas de colisão. Além disso, duas ou mais transmissões podem ser
efetuadas
simultaneamente, desde que tenham origem e destinos diferentes, o que
não é possível quando utilizamos topologia linear ou topologia em estrela
com hub.
2.2.3
Topologia em Anel
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

Segundo Soares (1995), uma rede em anel consiste de estações (nós)


conectadas através de um caminho fechado, de modo a evitar alguns
problemas de confiabilidade de uma rede em estrela. O anel não interliga as
estações diretamente, mas consiste de uma série de repetidores ligados por
um meio físico, sendo cada estação ligada a estes repetidores.
Redes em anel são capazes de transmitir e receber dados em qualquer
direção. As configurações mais usuais, no entanto, são do tipo simplex
ou full-duplex. Mesmo em redes do tipo anel bidirecionais, o projeto da rede
torna-se mais simples e também acaba exigindo o uso de protocolos menos
sofisticados de comunicação. No total existem três modos de enviar dados
por uma linha: uma transmissão simplex envia dados em uma única direção
através da linha; a half-duplex trafega com os dados em duas direções, mas
não ao mesmo tempo; e na full-duplex os dados são transmitidos nas duas
direções e simultaneamente (note que ela exige duas linhas porque o mesmo
dado não pode carregar
sinais em duas direções ao mesmo tempo).
Para a topologia em anel, basta que o protocolo assegure a entrega
da mensagem corretamente e em sequência ao destino, não havendo a
necessidade de tratar questões de roteamento. Os repetidores são, em geral,
projetados de forma a transmitir e receber dados simultaneamente, dimi-
Rede de Computadores
21
e-Tec Brasil
nuindo assim o retardo de transmissão e assegurando um funcionamento do
tipo full-duplex. A Figura 5 exibe uma representação da topologia anel.
Figura 5: Topologia Estrela
Quando uma mensagem é enviada por um nó, ela entra no anel e
circula até ser retirada pelo nó de destino, ou então até voltar ao nó fonte,
dependendo do protocolo empregado.
Os maiores problemas com a topologia em anel são a sua vulnerabilidade a
erros e a pouca tolerância às falhas apresentada por ela. Qualquer
que seja o controle de acesso empregado, ele pode ser perdido por
problemas de falhas e pode ser difícil determinar com certeza se este controle
foi
perdido ou decidir qual nó deve corrigi-lo ou recriá-lo. Erros de transmissão e
processamento podem fazer com que uma mensagem continue eternamente a
circular no anel.
A topologia em anel requer que cada nó seja capaz de remover seletivamente
mensagens da rede ou passá-las à frente para o próximo nó. Isto
vai requerer um repetidor ativo em cada nó e a rede não será mais confiável
do que estes repetidores. Uma quebra em qualquer dos enlaces entre os
repetidores irá parar toda a rede até que o problema seja isolado e um novo
cabo instalado. Falhas em um repetidor ativo também podem causar a parada
total do sistema (SOARES, 1995).
A modularidade de uma rede em anel é bastante elevada. Redes em
e-Tec Brasil
22
Técnico em Informática
anel podem atingir grandes distâncias (teoricamente o infinito). Existe, no
entanto, uma limitação prática do número de estações em um anel dependente
da tecnologia e do meio de transmissão empregados. Este limite é devido aos
problemas de manutenção e confiabilidade citados anteriormente e

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ao retardo cumulativo do grande número de repetidores.
Por serem geralmente unidirecionais, redes com esta topologia são
ideais para utilização com fibra ótica. Existem algumas redes que combinam
seções de diferentes meios de transmissão sem nenhum problema.
2.2.4
Outras Topologias
Dentre outras topologias, ainda podemos citar as topologias em árvore e a
estrutura de grafos ou parcialmente ligadas. A topologia em árvore
é essencialmente uma série de barras interconectadas. Geralmente existe um
barramento central onde os outros ramos menores se conectam. Esta ligação
é realizada através de derivadores e as conexões das estações realizadas
do mesmo modo que no sistema barramento padrão.
Cuidados adicionais devem ser tomados nas redes em árvores, pois
cada ramificação significa que o sinal deverá se propagar por dois caminhos
diferentes. Em geral, redes em árvore vão trabalhar com taxas de
transmissões menores do que as redes em barra comum. A Figura 6
apresenta um
exemplo de topologia em árvore.
Figura 6: Topologia em árvore
A topologia mais geral de rede é a estrutura de grafos. Desta derivam as
redes completamente ligadas, as redes parcialmente ligadas, em
estrela e as redes em anel.
Rede de Computadores
23
e-Tec Brasil
Figura 7: Estrutura de Grafos
Redes interligadas ponto a ponto podem ser um exemplo de redes
em grafo. Estas redes crescem em complexidade com o aumento do número
de estações conectadas. Neste sistema não é necessário que cada estação
esteja ligada a todas as outras (sistemas completamente ligados). Devido ao
custo das ligações é mais comum o uso de sistemas parcialmente ligados.
Outro exemplo de rede em grafo é a própria Internet.
Estruturas parcialmente ligadas têm o mesmo problema de confiabilidade das
estruturas em anel. O problema, no entanto, é atenuado devido
à existência de caminhos alternativos em caso de falha de um repetidor. A
modularidade desta topologia é boa desde que dois ou mais nós com os
quais um novo nó a ser incluído se ligaria possam suportar o aumento do
carregamento.
Exercícios
1.
Explique redes de difusão, ponto a ponto e multicasting.
2.
Na topologia estrela, o gerenciamento da comunicação pelo nó central pode
ser feito através de chaveamento de pacotes ou de circuitos. Explique cada
um deles.
3.
Dê um exemplo de topologia lógica barramento e física estrela. Explique.
e-Tec Brasil
24
Técnico em Informática
4.
Comente a respeito do processo de comunicação nas redes anel, da
tolerância à falhas apresentada por ela e das
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tolerância à falhas apresentada por ela e das
direções de comunicação possíveis.
5.
Explique:
a.
LAN
b.
MAN
c.
WAN
6.
Tratando-se de confiabilidade (garantia de entrega de pacotes), quais
aplicações são recomendadas para uma conexão confiável e para uma
conexão não confiável?
7.
Cite duas vantagens da topologia estrela sobre a topologia barramento em
uma LAN convencional.
8.
Onde o protocolo CSMA é utilizado? Explique seu funcionamento.
9.
Explique resumidamente as topologias Barramento, Estrela, Anel, Árvore e
Grafo.
10.
Defina gateway
11.
Explique os modos de transmissão simplex, half-duplex e full-duplex.
Cite um exemplo para cada um deles.
De acordo com (SOARES, 1995) uma rede local (LAN) é uma rede de
comunicação que provê interconexão de diversos dispositivos de
comunicação de dados dentro de uma pequena área.
Há três elementos significativos nesta definição. Primeiro, uma rede
Rede de Computadores
25
e-Tec Brasil
Capítulo 3
Características técnicas de uma rede
pessoal de computadores.
Objetivos da aula
- Apresentar padrões de comunicação
local é uma rede de comunicação, isto é, há uma facilidade de movimentação
de bits de dados de um dispositivo a outro. Segundo, pode-se interpretar a
frase “dispositivo de comunicação de dados” com um sentido amplo,
para incluir qualquer dispositivo de comunicação independente do meio de
transmissão utilizado. Exemplos:

Computadores;

Terminais;

Dispositivos periféricos;

Telefones;

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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

Receptores e transmissores de
televisão;

Fax.
Terceiro, o escopo geográfico de uma rede local é pequeno. Os mais
comuns, implicam em uma rede confinada a um simples prédio. Redes que
interligam mais de um prédio, como em universidades e complexos militares
também são comuns. Algumas das características típicas de uma rede local
são:


e-Tec Brasil
26
Altas taxas de transferência (4,16 Mbps a 1Gbps);
Curtas distâncias;
Técnico em Informática

Baixa taxa de erro (10-8 a 10-11)
Temos dois tipos básicos de redes locais. Anteriormente, estes métodos de
classificação foram apresentados como chaveamento por pacotes e
chaveamento por circuitos. Partindo dos mesmos princípios, as transmissões
podem ser feitas baseadas em circuit switching ou baseadas na tecnologia
conhecida como packet broadcasting.
• Packet broadcasting: dispositivos compartilham rede de comunicação na
qual a transmissão a partir de um dispositivo é ouvida por todos
os outros dispositivos. Os dados a serem transmitidos são quebrados em
pequenos blocos chamados packets (pacotes), que incluem tanto dados
do usuário como informações de controle.
• Circuit switching: a rede consiste de um switch central nos quais
todos os dispositivos estão ligados. Dois dispositivos se comunicam por
um circuito através do switch. O circuito consiste de um caminho e recursos
dedicados para transferir os dados entre os dois dispositivos. Nesta
modalidade é feita uma análise dos dados do pacote para poder fechar a
comunicação (circuito) entre origem e destino.
O método de acesso da LAN é a forma como dispositivos de comunicação se
comunicam entre si através do mesmo conector, permitindo que
dispositivos síncronos e assíncronos incompatíveis se comunicarem.
Na transmissão assíncrona há somente uma espécie de “sincronismo
estabelecido de forma individual”, ou seja, para cada caractere. Cada
caractere transmitido recebe bits adicionais que indicará o seu início e o seu
fim,
os bits de start e stop. Suas principais características são:

Existência de bits adicionais de start e stop;
• Possibilidade de transmissão a qualquer tempo, podendo haver períodos de
inatividade;

Sincronização por caracter;

Utilizado na maioria dos programas de comunicação dos PCs;
Na transmissão síncrona o sincronismo é estabelecido no início da
Rede de Computadores
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

27
e-Tec Brasil
transmissão de cada mensagem por meio de caracteres de sincronismo. Este
sincronismo quando estabelecido deve ser mantido até o final da transmissão
da mensagem, devendo ser mantido o ritmo de transmissão. Suas principais
características são:

Caracteres de sincronismo são enviados antes dos dados;
• O sincronismo da linha deve ser mantido durante a transmissão das
mensagens;

Os terminais devem ter buffer de memória;
• Uma temporização é estabelecida e mantida pelos modens receptor
e transmissor, terminais (micros) e outros equipamentos.
Um elemento extremamente importante nas LAN são os servidores.
Estes constituem o coração da LAN e o veículo para
compartilhamento de
recursos. O servidor é a ferramenta que o administrador usa para satisfazer
as necessidades dos usuários e dá a LAN suas características, incluindo
segurança e proteção de dados.
Servidores são usualmente programas designados para compartilhamento
limitado de recursos, tais como: impressoras, hard disk e memória.
Outros serviços tão importantes como estes, incluem acesso a arquivos, banco
de dados, serviços de e-mail e computadores remotos.
3.1 Ethernet
Desenvolvido pela XEROX nos anos 70, Ethernet se tornou um padrão de fato
com o apoio da Digital Equipament Corporation (DEC) e da
INTEL. Ethernet rapidamente se tornou popular porque a DEC providenciou
um mercado pronto. Ao mesmo tempo especialistas da INTEL desenvolveram
circuitos integrados resultando em uma unidade de interface de rede
mais barata.
O padrão Ethernet é um dos mais conhecidos exemplos de LAN.
Inicialmente ele baseava-se principalmente na tecnologia oferecida pela
topologia barramento. Por default, a topologia barramento opera tipicamente
28
Técnico em Informática
a uma taxa de transferência de 10 Mbps. Para cada terminal listado na rede,
determina-se se está ocioso. No caso de não haver tráfego na linha de
barramento o terminal está livre para transmitir. Esse método é chamado de
Carrier Sense Multiple Access (CSMA) mencionado no capítulo 2 e base da
comunicação nas redes Ethernet. A Figura 8 apresenta uma estrutura básica
para os padrões Ethernet, bastante semelhante a topologia barramento.
Figura 8: Padrão Ethernet
3.2 Token-ring
O protocolo alternativo da LAN é o token-ring. Por muito tempo esta
tecnologia foi utilizada como padrão pela IBM. Operando a taxas de 4,16
Mbps ou 20 Mbps atualmente é pouco utilizado em redes de computadores. O
ring funciona essencialmente como um loop fechado (anel “virtual”),
embora várias configurações de hardware e esquema de conexão de fios
possam lembrar uma estrela. O token é um byte que circula através do ring
dando a cada terminal, em sequência, uma chance de enviar informações
através da rede. Com o método de acesso token-passing, o token-ring garante

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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
que todos os terminais tenham igual tempo compartilhado.
A transmissão é realizada por uma estação receptora de token, substituindo-o
por um pacote e então reinserindo o token no ring. Pelo fato de
cada nó agir como um repetidor, tais redes não são limitadas por distância,
ou por velocidade como acontece na ethernet barramento. Neste tipo de
rede, somente o destinatário pode reter a mensagem e somente a estação
que põe a mensagem no ring pode removê-la.
A Figura 9 apresenta o esquema gráfico de uma rede Token-ring
convencional:
Rede de Computadores
29
e-Tec Brasil
Figura 9: Token-Ring
A Token-ring oferece várias vantagens. Dentre elas podemos destacar:
1.
Em razão do acesso a rede não ser determinado por um esquema
de contenção como na Ethernet, uma taxa de transmissão alta ou maior é
possível, limitado somente pelo elemento mais lento entre o remetente e o
destinatário;
2.
Com todas as mensagens seguindo o mesmo
caminho, não há problemas de roteamento e nem de colisão;
3.
Terminais são facilmente adicionados. Basta ligá-los a um conector,
inserindo assim um novo nó na rede;
4.
O custo da expansão da rede é proporcional ao número de nós.
Exercícios
1.
Como funciona a comunicação em redes token-ring? Comente algumas
vantagens deste tipo de rede.
2.
Explique:
a. Packet Broadcasting
b. Circuit switching
30
Técnico em Informática
3.
Como funciona a comunicação nas redes Ethernet? Dê um exemplo
de rede padrão Ethernet.
4.
Explique os princípios básicos das comunicações síncronas e assíncronas.
5.
Atividade do encontro presencial:
Analise a rede de computadores do seu pólo. Identifique qual a sua topologia,
cabeamento utilizado, tecnologia utilizada, padrão dos conectores e
protocolos base. Faça o mapeamento desta rede.
Para facilitar a comunicação entre os dispositivos de rede, todo o
processo foi dividido em camadas. Com o objetivo de facilitar o
desenvolvimento de aplicações, a comunicação em redes de computadores
está estruturada pelas camadas que compõem o Modelo de Referência (MR)
utilizado.
Rede de Computadores
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Rede de Computadores
31
e-Tec Brasil
Capítulo 4
Modelos de referência
Objetivos da aula
- tratar as características básicas dos modelos de referência
OSI/ISO e TCP/IP
Antes de continuarmos é importante distinguirmos os conceitos entre serviços
e protocolos. Segundo Tanenbaum (2003), um serviço é um conjunto de
primitivas (operações) que uma camada oferece à camada situada
acima dela. O
serviço define as operações que a camada está preparada para
executar em nome de seus usuários, mas não informa absolutamente nada
sobre como essas operações são implementadas. Um serviço se relaciona a
uma interface entre duas camadas, sendo a camada inferior o fornecedor do
serviço e a camada superior o usuário do serviço.
Já o protocolo é um conjunto de regras que controla o formato e
o significado dos pacotes ou mensagens que são trocadas pelas entidades
pares contidas em uma camada. As entidades utilizam protocolos com a
finalidade de implementar os serviços definidos. Elas têm a liberdade de
trocar
seus protocolos, desde que não alterem o serviço visível para seus usuários.
Portanto, o serviço e o protocolo são independentes um do outro. Em outras
palavras, serviços em uma rede de computadores diz o que deve ser feito e
protocolo como deve ser feito.
Para que o entendimento dos conceitos de MR a seguir seja compreendido,
uma breve introdução a respeito de algumas características importantes
relacionadas aos serviços e protocolos de redes será apresentada.
4.1 Questões de projetos relacionadas às
camadas
Algumas questões fundamentais de projeto que ocorrem em redes
de computadores estão presentes em diversas camadas. Mencionaremos a
seguir algumas das questões mais importantes.
e-Tec Brasil
32
Técnico em Informática
Todas as camadas precisam de um mecanismo para identificar os
transmissores e os receptores. Como em geral uma rede tem muitos
computadores, e alguns deles têm vários processos, é
necessário um meio para
que um processo de uma máquina especifique com quem ela deseja se
comunicar. Como existem vários destinos, surge à necessidade de se criar
uma
forma de endereçamento para definir um destino específico.
Outra preocupação que se deve ter em relação ao conjunto de decisões de
projeto diz respeito à transferência de dados. Em alguns sistemas
os dados são transferidos em apenas um sentido; em outros, os dados
trafegam em ambos os sentidos. O protocolo também deve definir quantos
canais lógicos correspondem a conexão e quais são suas prioridades. Muitas
redes fornecem pelo menos dois canais lógicos por conexão, um para dados
normais e um para dados urgentes.
O controle de erros é uma questão importante, pois os circuitos de
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
O controle de erros é uma questão importante, pois os circuitos de
comunicação física não são perfeitos. Muitos códigos de detecção e correção
de erros são conhecidos, mas as partes envolvidas na conexão devem
chegar a um consenso quanto ao que está sendo usado. Além disso, o
receptor deve ter algum meio para informar ao transmissor quais mensagens
foram recebidas corretamente e quais não foram.
Nem todos os canais de comunicação preservam a ordem das mensagens
enviadas a eles. Para lidar com uma possível perda de seqência, o
protocolo deve permitir explicitamente ao receptor remontar de forma
adequada os fragmentos recebidos. Uma solução óbvia é numerar os
fragmentos, mas essa solução ainda deixa aberta a questão do que deve ser
feito
com os fragmentos que chegarem fora de ordem.
Uma questão que afeta cada nível é como impedir que um
transmissor rápido envie uma quantidade excessiva de dados a um receptor
mais
lento. Algumas das soluções propostas envolvem uma espécie de feedback
do receptor para o transmissor, seja direta ou indiretamente, sobre a situação
atual do receptor. Outras limitam o transmissor a uma velocidade de
transmissão predeterminada. Esse assunto é chamado controle de fluxo.
Quando for inconveniente ou dispendioso configurar uma conexão
isolada para cada par de processos de comunicação, a camada subjacente
pode decidir usar a mesma conexão para diversas conversações não
relacionadas entre si. Desde que essa multiplexação e demultiplexação sejam
feitas
Rede de Computadores
33
e-Tec Brasil
de forma transparente, ela poderá ser utilizada por qualquer camada. Por
exemplo, a multiplexação é necessária na camada física, onde todo tráfego
correspondente a todas as conexões tem de ser transmitido através de no
máximo alguns circuitos físicos. Em outras palavras, multiplexação nada mais
é que o processo onde uma mesma conexão é utilizada para diversos
processos de comunicação e, demultiplexação é o processo inverso.
Quando houver vários caminhos entre a origem e o destino, uma
rota deverá ser escolhida. Algumas vezes essa decisão deve ser
compartilhada por duas ou mais camadas. Por exemplo: para transmitir dados
de
Londres para Roma deve ser tomada uma decisão de alto nível (o trajeto
passando pela França ou pela Alemanha, de acordo com suas respectivas
leis de privacidade). Em seguida, é preciso tomar uma decisão de baixo
nível,
a fim de selecionar um dos circuitos disponíveis de acordo com a carga de
tráfego atual. Esse tópico é chamado roteamento.
4.1.1 Serviços orientados a conexões e serviços
sem conexões
As camadas podem oferecer dois tipos diferentes de serviços às camadas
situadas acima delas: serviços orientados a conexões e serviços sem
conexões.
O serviço orientado a conexões se baseia no sistema telefônico. Para
falar com alguém, você tira o fone do gancho, disca o número, fala e em
seguida desliga. Da mesma forma, para utilizar um serviço de rede orientado
a conexões primeiro o usuário do serviço estabelece uma conexão, utiliza a
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
a conexões primeiro o usuário do serviço estabelece uma conexão, utiliza a
conexão, e depois libera a conexão. O aspecto essencial de uma conexão é
que ela funciona como um tubo: o transmissor empurra objetos (bits) em
uma extremidade e esses objetos são recebidos pelo receptor na outra
extremidade. Na maioria dos casos a ordem é preservada, de forma que os
bits
chegam na seqüência em que foram enviados.
Em alguns casos, quando uma conexão é estabelecida, o transmissor, o
receptor e a sub-rede, conduzem uma negociação sobre os parâmetros a
serem usados, como o tamanho máximo das mensagens, a qualidade
do serviço exigida e outras questões. Em geral, um lado faz uma proposta e
a outra parte pode aceitá-la, rejeitá-la ou fazer uma contraproposta.
Por outro lado, o serviço sem conexão se baseia no sistema postal.
e-Tec Brasil
34
Técnico em Informática
Cada mensagem (carta) carrega o endereço de destino completo e cada uma
delas é roteada (encaminhada)
através do sistema, independentemente de
todas as outras. Em geral, quando duas mensagens são enviadas ao mesmo
destino, a primeira a ser enviada é a primeira a chegar. No entanto, é possível
que a primeira mensagem a ser enviada seja retardada, de modo que a
segunda mensagem chegue primeiro.
Cada serviço pode ser caracterizado por uma qualidade de serviço.
Alguns serviços são confiáveis, no sentido de nunca perderem dados. Em
geral, um serviço confiável é implementado para que o receptor confirme o
recebimento de cada mensagem de modo que o transmissor se certifique de
que ela chegou. O processo de confirmação introduz overhead e retardos,
que frequentemente compensam, mas às vezes são indesejáveis.
Uma situação típica em que um serviço orientado a conexões confiável é
apropriado é a transferência de arquivos. O proprietário do arquivo
deseja se certificar de que todos os bits chegaram corretamente e na mesma
ordem em que foram enviados. São poucos os clientes de transferência de
arquivos que preferem um serviço que ocasionalmente desorganiza ou perde
alguns bits, mesmo que ele seja muito mais rápido.
O serviço orientado a conexões confiável tem duas pequenas variações
secundárias: sequências de mensagens e fluxos de bytes. Na primeira
variação os limites das mensagens são preservados. Quando duas
mensagens
de 1024 bytes são enviadas, elas chegam como duas mensagens distintas
de 1024 bytes, nunca como uma única mensagem de 2048 bytes. Por outro
lado, quando um usuário se conecta a um servidor remoto, só é
necessário
um fluxo de bytes do computador do usuário para o servidor. Os limites de
mensagens não são relevantes.
Para algumas aplicações, os retardos introduzidos pelas confirmações são
inaceitáveis. Uma dessas aplicações é o tráfego de voz digital. Os
usuários de telefone preferem ouvir um pouco de ruído na linha ou uma palavra
truncada de vez em quando a experimentar um retardo para aguardar
confirmações. O mesmo acontece durante a transmissão de uma conferência
de vídeo; não haverá problema se aparecerem alguns pixels errados. No
entanto, é irritante ter de interromper o fluxo de transmissão para corrigir
erros. Nestes casos, pode-se utilizar a transmissão não confiável.
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

O serviço sem conexão não confiável (ou seja, sem confirmação) cos-
Rede de Computadores
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e-Tec Brasil
tuma ser chamado serviço de datagramas, em uma analogia com o serviço
de telegramas, que também não oferece uma confirmação ao transmissor.
Em outras situações, a conveniência de não ter de estabelecer uma conexão
para enviar uma única mensagem curta é desejável, mas a confiabilidade
é essencial. O serviço de datagramas com confirmação pode ser oferecido
para essas aplicações. Ele é semelhante a enviar uma carta registrada e
solicitar um aviso de recebimento. Quando o aviso é devolvido, o transmissor
fica absolutamente certo de que a carta foi entregue ao destinatário e não
foi perdida ao longo do caminho.
4.2 O modelo de referência OSI
O modelo OSI é mostrado na Figura 10, extraída de Tanenbaum
(2003). O modelo é chamado
Modelo de Referência ISO OSI (Open Systems
Interconnection), pois ele trata da interconexão de sistemas abertos — ou
seja, sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. Para
abreviar, vamos denominá-lo simplesmente modelo OSI.
O modelo OSI tem sete camadas. Antes de discutirmos os detalhes
de cada camada, observe que o modelo OSI propriamente dito, não é uma
arquitetura de rede, pois não especifica os serviços e os protocolos exatos
que devem ser usados em cada camada. Ele apenas informa o que cada
camada deve fazer. Segundo (TANENBAUM, 2003), as camadas do MR
OSI/ISO
podem ser descritas como mostrado na sequência.
e-Tec Brasil
36
Técnico em Informática
Figura 10: O modelo de referência OSI
4.2.1
Camada física
A camada física trata da transmissão de bits brutos por um canal de
comunicação. O projeto da rede deve garantir que quando um lado enviar
um bit 1, o outro lado o receberá como um bit 1, não como um bit 0 e
viceversa. Nesse caso, as questões mais comuns são a voltagem a ser usada
para
representar um bit 1 e um bit 0, a quantidade de nanossegundos que um bit
deve durar, o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nos dois
sentidos simultaneamente, a forma como a conexão inicial será estabelecida e
de que maneira ela será encerrada quando ambos os lados tiverem terminado.
Além disso, também é responsabilidade do projeto referente à camada
física definir quantos pinos o conector de rede terá e qual será a finalidade
de cada pino. Nessa situação, as questões de
projeto lidam em grande parte
com interfaces mecânicas, elétricas e de sincronização e com o meio físico
de transmissão que se situa abaixo da camada física.
Rede de Computadores
37
e-Tec Brasil
4.2.2
A camada de enlace de dados
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A camada de enlace de dados
A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um
canal de transmissão bruta em uma linha que pareça livre de erros de
transmissão para a camada de rede. Para executar essa tarefa, a camada de
enlace de dados faz com que o transmissor divida os dados de entrada em
quadros de dados (que, em geral, têm algumas centenas ou alguns milhares
de
bytes), e transmita os quadros sequencialmente. Se o serviço for confiável, o
receptor confirmará a recepção correta de cada quadro, enviando de volta
um quadro de confirmação.
Outra questão que surge na camada de enlace de dados (e na maioria das
camadas mais altas) é como impedir que um transmissor rápido envie
uma quantidade excessiva de dados a um receptor lento. Com frequência, é
necessário algum mecanismo que regule o tráfego para informar ao
transmissor quanto espaço o buffer do receptor tem no momento. Muitas
vezes,
esse controle de fluxo e o tratamento de erros estão integrados.
As redes de difusão têm uma questão adicional a ser resolvida na
camada de enlace de dados: o controle de acesso ao canal compartilhado.
Uma subcamada especial da camada de enlace de dados, a subcamada de
controle de acesso ao meio, cuida desse problema.
4.2.3
A camada de rede
A camada de rede controla a operação da sub-rede. Uma
questão
fundamental de projeto é determinar a maneira como os pacotes são roteados
da origem até o destino. As rotas podem se basear em tabelas estáticas,
“amarradas” à rede e raramente alteradas. Elas também podem ser
determinadas no início de cada conversação. Por exemplo: uma sessão de
terminal (como um logon em uma máquina remota). Por fim, elas podem ser
altamente dinâmicas, sendo determinadas para cada pacote, com o objetivo
de refletir a carga atual da rede.
Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo, eles dividirão o
mesmo caminho, provocando gargalos. O controle desse congestionamento
também pertence à camada de rede. De modo mais geral, a
qualidade do serviço fornecido (retardo, tempo em trânsito, instabilidade
etc.) também é uma questão da camada de rede.
e-Tec Brasil
38
Técnico em Informática
Quando um pacote tem de viajar de uma rede para outra até chegar
a seu destino, podem surgir muitos problemas. O endereçamento utilizado
pela segunda rede pode ser diferente do que é empregado pela primeira rede.
Talvez a segunda rede não aceite o pacote devido a seu tamanho
excessivo. Os protocolos podem ser diferentes e assim por diante. Cabe à
camada de rede superar todos esses problemas, a fim de permitir que redes
heterogêneas sejam interconectadas. Um exemplo típico é quando o usuário
utiliza a Internet para enviar um SMS (Short Message Service) para um celular.
Nas redes de difusão o problema de roteamento é simples e assim a
camada de rede com frequência é estreita, ou mesmo
inexistente.
4.2.4
A camada de transporte
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A camada de transporte
A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada
acima dela, dividi-los em unidades menores caso necessário, repassar essas
unidades à camada de rede e assegurar que todos os fragmentos chegarão
corretamente à outra extremidade. Além do mais, tudo isso deve ser feito
com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das
inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware.
A camada de transporte também determina que tipo de serviço deva
ser fornecido à camada de sessão e, em última análise, aos usuários da rede.
O tipo de conexão de transporte mais popular é um canal ponto a ponto
livre de erros que entrega mensagens ou bytes na ordem em que eles foram
enviados. No entanto, outros tipos possíveis de serviço de transporte são as
mensagens isoladas sem nenhuma garantia relativa à ordem de entrega e à
difusão de mensagens para muitos destinos. O tipo de serviço é determinado
quando a conexão é estabelecida (observe que é impossível conseguir um
canal livre de erros; o que as pessoas realmente entendem por essa
expressão é que a taxa de erros é baixa o suficiente para ser ignorada na
prática).
A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim, que
liga a origem ao destino. Em outras palavras, um programa da máquina de
origem mantém uma conversação com um programa semelhante instalado
na máquina de destino, utilizando os cabeçalhos de mensagens e as
mensagens de controle. Nas camadas inferiores, os protocolos são trocados
entre
cada
uma das máquinas e seus vizinhos imediatos, e não entre as máquinas
de origem e de destino, que podem estar separadas por muitos roteadores.
Rede de Computadores
39
e-Tec Brasil
A diferença entre as camadas de 1 a 3, que são encadeadas, e as camadas
de 4 a 7, que são camadas fim a fim, é ilustrada na Figura 10.
4.2.5
A camada de sessão
A camada de sessão permite que usuários de diferentes máquinas
estabeleçam sessões entre eles. Uma sessão oferece diversos serviços,
inclusive o controle de diálogo (mantendo o controle de quem deve transmitir
em
cada momento), o gerenciamento de símbolos (impedindo que duas partes
tentem executar a mesma operação crítica ao mesmo tempo) e a
sincronização (realizando a verificação periódica de transmissões longas para
permitir
que elas continuem a partir do ponto em que estavam ao ocorrer uma falha).
4.2.6
A camada de apresentação
Diferente das camadas mais baixas, que se preocupam principalmente com a
movimentação de bits, a camada de apresentação está relacionada
à sintaxe e à semântica das informações transmitidas. Para tornar possível
a comunicação entre computadores com diferentes representações de dados,
as estruturas de dados a serem intercambiadas podem ser definidas de
maneira abstrata, juntamente com uma codificação padrão que será usada
durante a conexão. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de
dados abstratas e permite a definição e o intercâmbio de estruturas de dados
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dados abstratas e permite a definição e o intercâmbio de estruturas de dados
de nível mais alto (por exemplo, registros bancários).
4.2.7
A camada de aplicação
A camada de aplicação contém uma série de protocolos comumente
necessários para os usuários. Um protocolo de aplicação amplamente
utilizado é o HTTP (HyperText Transfer Protocol), que constitui a base para a
World
Wide Web. Quando um navegador deseja uma página da Web, ele envia o
nome da página desejada ao servidor, utilizando o HTTP. Então, o servidor
transmite a página de volta. Outros protocolos de aplicação são usados para
transferências de arquivos, correio eletrônico e transmissão de notícias pela
rede. Em suma, esta camada é a que está mais próxima do usuário.
e-Tec Brasil
40
Técnico em Informática
4.3 A arquitetura TCP/IP
A arquitetura TCP/IP
O modelo de referência TCP/IP pode ser considerado o precursor de
todas as redes de computadores geograficamente distribuídas, pois a partir
dele que foi originada a ARPANET e como consequência sua sucessora, a
Internet mundial.
A ARPANET era uma rede de pesquisa patrocinada pelo Departamento de
Defesa dos Estados Unidos (DoD). Pouco a pouco, centenas de
universidades e repartições públicas foram conectadas, usando linhas
telefônicas
dedicadas. Quando foram criadas as redes de rádio e satélite, começaram
a surgir problemas com os protocolos existentes, o que forçou a criação de
uma nova arquitetura de referência. Desse modo, a habilidade para conectar
várias redes de maneira uniforme foi um dos principais objetivos de projeto,
desde o início. Mais tarde, essa arquitetura ficou conhecida como Modelo de
Referência
TCP/IP, graças a seus dois principais protocolos.
Diante da preocupação do Departamento de Defesa dos EUA de
que seus preciosos hosts, roteadores e gateways de interconexão de redes
fossem destruídos de uma hora para outra, definiu-se também que a rede
deveria ser capaz de sobreviver à perda do hardware de sub-redes, com as
conversações existentes sendo mantidas em atividade. Em outras palavras, o
Departamento de Defesa dos EUA queria que as conexões permanecessem
intactas enquanto as máquinas de origem e de destino estivessem
funcionando, mesmo que algumas máquinas ou linhas de transmissão
intermediárias deixassem de operar repentinamente. Além disso, era
necessária uma
arquitetura flexível, capaz de se adaptar a aplicações com requisitos
divergentes como, por exemplo, a transferência de arquivos e a transmissão
de
dados de voz em tempo real. A Figura 11 extraída de Tanenbaum (2003),
apresenta uma comparação entre o MR OSI/ISO e o TCP/IP.
Rede de Computadores
41
e-Tec Brasil
Figura 11: O modelo de referência TCP/IP
Tanenbaum (2003) descreve as funcionalidades das camadas presentes no
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

TCP/IP como apresentado a seguir.


4.3.1
A camada inter-redes
Todas essas necessidades levaram à escolha de uma rede de comutação de
pacotes baseada em uma camada de interligação de redes sem
conexões. Essa camada, chamada camada inter-redes, integra toda a
arquitetura. Sua tarefa é permitir que os hosts injetem pacotes em qualquer
rede
e garantir que eles trafegarão independentemente até o destino (talvez até
em
uma rede diferente). Eles podem chegar até mesmo em uma ordem diferente
daquela em que foram enviados, obrigando as camadas superiores a
reorganizá-los, caso a entrega em ordem seja desejável. Observe que, nesse
caso, a expressão “inter-rede” é usada em sentido genérico, muito embora
essa camada esteja presente na Internet.
A analogia usada nesse caso diz respeito ao sistema de correio
(convencional). Uma pessoa pode deixar uma sequência de cartas
internacionais
em uma caixa de correio em um país e, provavelmente, a maioria delas será
entregue no endereço correto no país de destino. Certamente, as cartas
atravessarão um ou mais gateways internacionais ao longo do caminho, mas
esse processo é transparente para os usuários. Além disso, o fato de cada
país (ou seja, cada rede) ter seus próprios selos, tamanhos de envelope
preferidos e regras de entrega, fica oculto dos usuários.
A camada inter-redes define um formato de pacote oficial e um protocolo
chamado IP (Internet Protocol). A tarefa da camada inter-redes é entregar
pacotes IP onde eles são necessários. O roteamento de pacotes é uma
e-Tec Brasil
42
Técnico em Informática
questão de grande importância nessa camada, assim como a necessidade de
evitar o congestionamento. Por esses motivos, é razoável dizer que a função
da camada inter-redes do TCP/IP é muito parecida com a da camada de rede
do OSI. A Figura 4.2 mostra a correspondência entre elas.
4.3.2
A camada de transporte
No modelo TCP/IP, a camada localizada acima da camada inter-redes
é
chamada camada de transporte. A finalidade dessa camada é permitir
que as entidades pares dos hosts de origem e de destino mantenham uma
conversação, exatamente como acontece na camada de transporte OSI. Dois
protocolos fim a fim foram definidos aqui. O primeiro deles, o TCP
(Transmission Control Protocol — protocolo de controle de transmissão), é um
protocolo orientado a conexões confiáveis, que permite a entrega sem erros
de um fluxo de bytes originário de uma determinada máquina em qualquer
computador da inter-rede. Esse protocolo fragmenta o fluxo de bytes de
entrada em mensagens discretas e passa cada uma delas para a camada
inter-redes. No destino, o processo TCP receptor volta a montar as
mensagens recebidas no fluxo de saída. O TCP também cuida do controle de
fluxo,
impedindo que um transmissor rápido sobrecarregue um receptor lento com
um volume de mensagens maior do que ele pode manipular.

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O segundo protocolo dessa camada, o UDP (User Datagram Protocol
— protocolo de datagrama do usuário), é um protocolo sem conexão não
confiável para aplicações que não querem controle de fluxo, nem manutenção
da sequência das mensagens enviadas, e desejam fornecer seus próprios
recursos para isso. Ele também é amplamente utilizado em consultas e
aplicações diretas do tipo cliente/servidor com solicitação/resposta, nas quais
a
entrega imediata é mais importante do que a entrega precisa, como a
transmissão de dados de voz ou de vídeo. A relação entre o IP, o TCP e o
UDP é
mostrada na Figura 11 extraída de Tanenbaum
(2003).
Rede de Computadores
43
e-Tec Brasil
Figura 12: Protocolos de redes no modelo TCP/IP inicial
4.3.3
A camada de aplicação
O modelo TCP/IP não tem as camadas de sessão e de apresentação.
Como não foi percebida qualquer necessidade, elas não foram incluídas. As
especificações do modelo OSI demonstraram a correção dessa tese: elas são
pouco usadas na maioria das aplicações.
Acima da camada de transporte, encontramos a camada de aplicação. Ela
contém todos os protocolos de nível mais alto. Dentre eles estão
o protocolo de terminal virtual (TELNET), o protocolo de transferência de
arquivos (FTP) e o protocolo de correio eletrônico (SMTP), como mostra a
Figura 4.3 (Tanenbaum, 2003). O protocolo de terminal virtual permite que
um usuário de um computador se conecte a uma máquina distante e trabalhe
nela. O protocolo de transferência de arquivos permite mover dados com
eficiência de uma máquina para outra. Originalmente, o correio eletrônico
era um tipo de transferência de arquivos; no entanto foi desenvolvido mais
tarde um protocolo especializado para essa função, o SMTP. Muitos outros
protocolos foram incluídos com o decorrer dos anos, como o DNS (Domain
Name Service), que mapeia os nomes de hosts para seus respectivos
endereços de rede, o NNTP (Network News Transport Protocol), o protocolo
usado
para mover novos artigos de notícias da USENET, e o HTTP, o protocolo
usado para buscar páginas na World Wide Web, entre muitos outros.
4.3.4
A camada host/rede
Abaixo da camada inter-redes,
encontra-se um grande vácuo. O modelo TCP/IP não especifica muito bem o
que acontece ali, exceto o fato de
que o host tem de se conectar a rede utilizando algum protocolo para que
seja possível enviar pacotes IP. Esse protocolo não é definido e varia de host
e-Tec Brasil
44
Técnico em Informática
para host e de rede para rede. Os livros e a documentação que tratam do
modelo TCP/IP raramente descrevem esse protocolo. Comumente,
costumamos dizer que a camada host/rede do TCP IP herda as características
da
camada física do MR OSI/ISO.
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camada física do MR OSI/ISO.
Exercícios
1.
Qual a relação entre serviços e protocolos.
2.
De acordo com o conteúdo apresentado, qual seu entendimento a
respeito das funcionalidades inerentes a um projeto de rede apresentadas
abaixo:
a. Endereçamento
b. Controle de erros
c. Controle de fluxo
d. Multiplexação e demultiplexação
e.Roteamento
3.
Explique serviços orientado a conexão e sem conexão.
4.
das.
Cite duas razões para a utilização de protocolos dispostos em cama-
5.
O que significa “negociação” em uma discussão sobre protocolos de
rede? Dê um exemplo.
6.
O que é um datagrama?
7.
Determine qual das camadas do modelo OSI trata de cada uma das
tarefas a seguir:
a.
Dividir o fluxo de bits transmitidos em quadros.
b.
Definir a rota que será utilizada na sub-rede.
Rede de Computadores
45
e-Tec Brasil
c. Impedir que um transmissor rápido sobrecarregue um receptor lento.
d.
Sincronização
e.
Controlar o acesso ao canal compartilhado.
f.
Controle de diálogo
g. Tornar possível a comunicação com entre computadores com diferentes
representações dos dados.
8.
Cite dois aspectos em que o modelo de referência OSI e o modelo
de referência TCP/IP são iguais. Agora, cite dois aspectos em que eles são
diferentes.
9.
Qual é a principal diferença entre o TCP e o UDP?
10.
Quando criada, quais foram os principais objetivos da arquitetura
TCP/IP.
11.
ISO.
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ISO.
12.
e-Tec Brasil
Explique resumidamente as 7 camadas apresentadas no MR OSI/
Explique resumidamente as 4 camadas apresentadas no MR TCP/IP.
46
Técnico em Informática
Capítulo 5
A camada de rede na Internet
Objetivos da aula
- Tratar as classes de IP e alguns protocolos base da Internet
A Internet é uma rede constantemente no ar graças a um protocolo
da camada de rede, o IP (Internet Protocol). Ao contrário da maioria dos
protocolos da camada de rede mais antigos, o IP foi projetado desde o início
tendo como objetivo a interligação de redes. Uma boa maneira de pensar na
camada de rede é essa. A tarefa do IP é fornecer a melhor forma possível (ou
seja, sem garantias) de transportar datagramas da origem para o destino,
independente dessas máquinas estarem na mesma rede ou de haver outras
redes entre elas. Vamos estudar este protocolo em detalhes.
5.1 O protocolo IP
Um datagrama IP (Internet Protocol) possui a formatação apresentada na
Figura 13, extraída de Tanenbaum (2003). Não estudaremos em
detalhes as funcionalidades de cada campo. No entanto, é importante ter
uma
idéia da composição de um datagrama quando transportado.
Figura 13: O cabeçalho do IPv4
Rede de Computadores
47
e-Tec Brasil
Na Internet, cada host e cada roteador tem um endereço IP que
codifica seu número de rede e seu número de host. A combinação é exclusiva:
em princípio, duas máquinas na Internet nunca têm o mesmo endereço
IP. Todos os endereços IPv4 têm 32 bits e são usados nos campos Source
address e Destination address dos pacotes IP. O Endereço IP pode ser
fornecido a um computador de duas formas:
• Endereço IP Fixo: é fornecido ao computador pelo administrador da
rede. Esse endereço é configurado diretamente dentro das propriedades
do computador (no Sistema Operacional) e este computador sempre vai
apresentar este endereço. Normalmente, numa rede, os computadores
servidores são configurados com endereços IP fixos.
• Endereço IP Dinâmico: é usado em praticamente todas as conexões
domésticas à Internet. Nesse caso, o endereço IP é fornecido ao computador
no momento em que este se conecta a rede e devolvido quando o
computador é desligado da rede. Este serviço normalmente é realizado
por um servidor DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol)
Por várias décadas, os endereços IP foram divididos nas cinco categorias
listadas na Figura 14, extraída de Tanenbaum (2003). Essa alocação chegou a
ser
chamada endereçamento de classe completo. Embora não seja mais usada,
ainda são comuns referências a essa alocação na literatura.
Figura 14: Formatos do endereço IP
Atualmente, o que
diferencia uma classe de endereços da outra é
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o valor do primeiro octeto. Se for um número entre 1 e 126 (como em


113.221.34.57) temos um endereço de classe A. Se o valor do primeiro oc-
e-Tec Brasil
48
Técnico em Informática
teto for um número entre 128 e 191, então temos um endereço de classe
B (como em 167.27.135.203) e, finalmente, caso o primeiro octeto seja um
número entre 192 e 223 teremos um endereço de classe C. A Figura 15
extraída de Tanenbaum (2003) ilustra as classes IP utilizadas na prática.
Existem algumas restrições quanto as atribuições de endereço IP à
uma máquina. Uma delas é o não uso do endereço 127.X.X.X, pois este é
um endereço IP reservado para loopback. Outros endereços como, por
exemplo, 192.168.X.X, 172.16.X.X e 10.X.X.X, devem ser utilizados somente
em
redes como LAN ou MAN, não sendo endereços válidos para a Internet.
Figura 15: Classes IP utilizadas na prática
Por default, as máscaras utilizadas em cada uma destas redes, devem
ser respectivamente 255.0.0.0, 255.255.0.0 e 255.255.255.0. Para
implementar a divisão em sub-redes, o roteador principal precisa de uma
máscara
de sub-rede que indique a divisão entre o número de rede + sub-rede e o
host, como mostra a Figura 16, extraída de Tanenbaum (2003). As máscaras
de sub-redes também são escritas em notação decimal com pontos, com a
inclusão de uma barra vertical seguida pelo número de bits na parte de rede
+ sub-rede. No exemplo da Figura 16, a máscara de sub-rede pode ser escrita
como 255.255.252.0. Uma notação alternativa
é /22 para indicar que a
máscara de sub-rede tem 22 bits.
Nesse exemplo, a primeira sub-rede pode usar os endereços IP a partir de
130.50.4.1, a segunda sub-rede pode se iniciar em 130.50.8.1, a terceira sub-
rede pode começar em 130.50.12.1 e assim por diante.
Figura 16: Uma rede da classe B dividida em 64 sub-redes
Rede de Computadores
49
e-Tec Brasil
Para entender por que as sub-redes estão sendo contadas de quatro
em quatro, observe que os endereços binários correspondentes são:
Sub-rede 1: 10000010 00110010 000001|00 00000001
Sub-rede 2: 10000010 00110010 000010|00 00000001
Sub-rede 3: 10000010 00110010 000011|00 00000001
Note a indicação dos binários 1 e 0 na Figura 5.4, que indicam a
máscara. Os exemplos acima são dos IPs de cada rede. Separe os octetos e
faça a conversão decimal.
Vale ressaltar aqui a escassez de endereços IP vivenciada atualmente.
O problema de esgotar os endereços IP não é um problema real que pode
ocorrer em algum momento no futuro distante. Ele está acontecendo aqui
mesmo e agora mesmo. A solução a longo prazo é a Internet inteira migrar
para o IPv6, que tem endereços de 128 bits. Essa transição está ocorrendo
com lentidão e a conclusão do processo irá demorar alguns anos. Em
consequência disso, algumas pessoas consideraram necessário fazer uma
rápida
correção a curto prazo. E para isso fazem uso do NAT (Network Address

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Translation).
A idéia básica por trás da NAT é atribuir a cada empresa um único
endereço IP (ou no máximo, um número pequeno deles) para tráfego
da
Internet. Dentro da empresa, todo computador obtém um endereço IP
exclusivo, de livre escolha, desde que esteja entre os intervalos reservados
para
IP privados (de LAN), como apresentado anteriormente. Quando um pacote
sai da empresa e vai para o ISP (Internet Service Provider), ocorre uma
conversão de endereço. A Figura 5.5 extraída de Tanenbaum (2003)
apresenta a
operação realizada pelo NAT.
e-Tec Brasil
50
Técnico em Informática
Figura 17: Posicionamento e operação de uma caixa NAT
5.2 ARP e ICMP
Dois outros protocolos na família TCP/IP que têm importantes funções, embora
não estejam diretamente relacionadas com a transmissão de
dados são o ARP (Address Resolution Protocol, ou Protocolo de Resolução
de endereços) e o ICMP (Internet Control Message Protocol, ou Protocolo
de Controle de Mensagens da Internet). O ARP e o ICMP são protocolos de
manutenção que mantêm a estrutura do IP e usualmente são invisíveis aos
usuários e às aplicações.
Os cabeçalhos do IP contêm tanto o endereço IP da origem quanto
do destino, mas o endereço do hardware também tem de ser conhecido. O
IP obtém um endereço de hardware de um determinado sistema difundindo
pela rede um pacote especial de requisição (um pacote ARP de requisição)
contendo o endereço IP do sistema com o qual está tentando se comunicar.
Todos os nós da rede local que tiverem o ARP habilitado detectam essa
difusão, e o sistema que tem o número de IP em questão envia um pacote
(do tipo ARP reply, ou RARP) contendo seu endereço de hardware para o
computador que o solicitou. O endereço de hardware e o endereço IP do
computador estão armazenados no cache do ARP para uso futuro. Como a
resposta ARP também é feita na forma de difusão, é normal que outros nós
usem essa informação para atualizar seus caches ARP.
O ICMP permite que 2 hosts em uma rede IP compartilhem o status
do IP (protocolo) e informações de erros. Esta informação pode ser usada
por protocolos de alto nível para tratar problemas de transmissão ou para
Rede de Computadores
51
e-Tec Brasil
administradores de rede para detectar problemas na rede. Embora estejam
encapsulados em pacotes IP, o ICMP não é considerado um protocolo de
alto nível (ele é necessário em toda implementação do TCP/IP). O utilitário
ping faz uso do ICMP para determinar se certo endereço IP na rede está
operacional. Isto é útil para diagnosticar problemas em redes IP ou falhas em
gateways.
Exercícios
1.
Explique detalhadamente “IP válido” e “IP de LAN”.
2.
Explique 3 campos de um datagrama IP.
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Explique 3 campos de um datagrama IP.
3.
Qual a função dos protocolos ARP, RARP e ICMP.
4.
Imagine as situações abaixo. Indique uma classe de IP e máscara de
rede para cada situação:
a.
Uma rede com um único segmento com 50 computadores;
b.
Uma rede com um único segmento 350 computadores;
c.
Uma rede com 2 segmentos com 20 computadores cada;
d.
Uma rede com 6 segmentos com 12 computadores cada;
e.
Uma rede com 25 segmentos e 300 computadores cada;
5.
Quantas subredes e hosts são possíveis configurar com as
características abaixo:
a.
b.
IP reservado da classe A e máscara /24
d.
52
IP reservado da classe A e máscara 255.255.0.0
c.
e-Tec Brasil
IP reservado da classe A e máscara 255.192.0.0
IP reservado da classe C e máscara /24
Técnico em Informática
6.
Qual o número de hosts possíveis em uma rede com IP da classe C e
máscara /26? Quantas sub-redes podemos ter nesta situação?
7.
Qual(is) serviço(s) deve(m) ser oferecidos pelo NAT? Quais os benefícios do
uso do NAT?
8.
Com base no exercício 3 do capítulo 3, atribua IPs diferentes aos utilizados nos
computadores na rede de seu pólo. Divida a rede em pelo menos
duas subredes.
Rede de Computadores
53
e-Tec Brasil
Capítulo 6
Configuração de servidores
Objetivos da aula
- Realizar a configuração de serviços básicos de rede
Neste capítulo estudaremos a configuração básica de uma rede de
computadores com recursos compartilhados, além de configurar um servidor
WEB IIS (Internet Information Server) distribuído juntamente com o
Microsoft Windows. Os recursos aqui apresentados podem ser facilmente
implementados em qualquer rede de computadores de pequeno porte. O
sistema operacional utilizado em todo este capítulo foi o Microsoft Windows
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Respostas-Quest%C3%B5es-Capitulo-1-Kurose/279843.html 32/37
15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
sistema operacional utilizado em todo este capítulo foi o Microsoft Windows
XP Professional.
6.1 Configuração de uma pequena rede
Para que a configuração lógica de uma rede e seus serviços funcionem
corretamente, é preciso que a parte física esteja OK. Aqui, vamos
considerar que todo o cabeamento da rede já está realizado.
O objetivo desta seção é criar uma rede de
pequeno porte ligando duas ou mais máquinas que possuam o sistema
operacional Microsoft
Windows XP Professional instalado. Nesta rede iremos utilizar os serviços de
compartilhamento de arquivos e impressoras, além de configurar o serviço
de Proxy do próprio Sistema Operacional (S.O.).
Inicialmente vamos tratar da configuração do servidor. No painel de
controle do Windows, de um duplo clique em “Conexões de rede”. Na janela
que abrir, clique com o botão direito do mouse em sua conexão de
rede local e em seguida na opção propriedades. Uma janela semelhante a
apresentada na Figura 6.1 será exibida. Nesta janela, dê um clique duplo
em “Protocolo TCP/IP” ou, após um clique simples nesta opção, clique em
propriedades.
e-Tec Brasil
54
Técnico em Informática
A janela de configuração do TCP/IP, apresentada na Figura 6.2, será aberta
para especificar o endereço IP (IP de LAN), a máscara, o gateway e os DNS
primário e secundário.
Figura 18: Propriedades da conexão da Rede Local
Escolha uma classe de IP adequada a sua realidade. Na sequência é
preciso configurar o grupo de trabalho que as máquinas irão pertencer.
Figura 19: Janela de configuração do protocolo TCP/IP
Rede de Computadores
55
e-Tec Brasil
Para isso, na área de trabalho do Microsoft Windows XP, clique com
o botão direito em Meu Computador, selecione a opção Propriedades,
seguindo para a guia “Nome do Computador”, botão “Alterar...”. Atribua ao
computador o nome que melhor representa esta máquina dentro do contexto e,
ao “Grupo
de trabalho” o nome que melhor representa o contexto
em que o computador está inserido. Até este ponto, a mesma configuração
deverá ser realizada na máquina cliente. A diferença fica apenas no número
do IP atribuído a ela. O gateway, em todos os computadores, deverá ser o IP
do servidor, normalmente final 1 ou 254. Utilize um DNS que você conheça.
Caso não conheça nenhum, pesquise na Internet a respeito de dois endereços
DNS que você pode utilizar.
6.1.1
Compartilhamento de Arquivos
Para compartilhar alguma pasta ou toda uma partição do HD, basta
clicar com o botão direito sobre a pasta/partição a ser compartilhada e clicar
em “Compartilhamento e segurança...”. Se for a primeira vez que você
acessa esta área, será aberta uma janela e dentro da guia compartilhamento
você deverá informar ao sistema que está ciente dos riscos de
compartilhamento de arquivos. Se for a primeira vez que você estiver
compartilhando
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Respostas-Quest%C3%B5es-Capitulo-1-Kurose/279843.html 33/37
15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

arquivos no computador, uma janela como a apresentada na Figura 20 poderá


apresentada. Marque a opção como demonstrado na figura abaixo.
Figura 20: Compartilhamento de Arquivos
Após demonstrar ciência, basta fornecer um nome para o compartilhamento
e selecionar as opções conforme demonstrado na Figura 21.
e-Tec Brasil
56
Técnico em Informática
Figura 21: Propriedades do compartilhamento
Se você quiser dar permissão para que os usuários de outros computadores
possam alterar os arquivos compartilhados, a caixa “Permitir que
usuários da rede alterem meus arquivos” deverá ser marcada.
Ao concluir o compartilhamento da pasta ou da partição, uma mão
sob a pasta compartilhada será exibida e qualquer computador da rede local
terá acesso a ela. Isso poderá ser feito em qualquer computador da rede,
inclusive nas máquinas cliente. Apesar de possível, por questões de
segurança, evite compartilhar toda a partição onde o sistema operacional está
instalado.
6.1.2
Compartilhamento de Impressora
O procedimento para compartilhar uma impressora é semelhante ao
do compartilhamento de pastas. Entretanto, ao invés de clicar sobre a pasta/
partição a ser compartilhada, basta clicar com o botão direito do mouse sobre
a impressora que você deseja compartilhar e clicar em Compartilhamento.
Pronto. Basta dar um nome ao compartilhamento da impressora e deixar
a tela de configuração como a da Figura 22.
Rede de Computadores
57
e-Tec Brasil
Figura 22: Propriedades compartilhamento da impressora
Ao instalar a impressora em outro computador da rede siga o processo
normal, indicando apenas ao sistema que a impressora a ser instalada
é uma impressora de rede. Normalmente o próprio sistema operacional
encontra a impressora compartilhada e indica a sua disponibilidade de
instalação. Ao selecioná-la, o driver da impressora poderá ser solicitado.
6.1.3
Compartilhamento da Internet
O Microsoft Windows XP possui uma ferramenta para compartilhamento da
Internet em pequenas redes. Apesar de não fornecer nenhum
controle adicional ao serviço, em pequenas redes este compartilhamento
apresenta bons
resultados. Para configurarmos a conexão banda larga de
forma que a mesma seja compartilhada, basta ir ao Assistente da Rede
Doméstica localizado em “Conexões de rede”, localizado dentro do painel de
controle. Nesta janela, basta acessar o assistente indicado na Figura 23. Ao
clicar no assistente avance até o momento onde o método de conexão é
selecionado.
e-Tec Brasil
58
Técnico em Informática
Figura 23: Início da configuração do compartilhamento do acesso à Internet
Figura 24 apresenta a configuração que deverá ser realizada no servidor que
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Respostas-Quest%C3%B5es-Capitulo-1-Kurose/279843.html 34/37
15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli

irá compartilhar o acesso à Internet.


Figura 24: Tipo da conexão a ser selecionada no servidor
Ao selecionar a primeira opção como demonstrado na Figura 23,
clique em Avançar. Na próxima tela selecione a conexão a ser utilizada no
compartilhamento e avance. Siga as orientações até o momento onde a tela
apresentada na Figura 24 ser exibida.
Rede de Computadores
59
e-Tec Brasil
Figura 25: Finalizando a configuração na máquina servidora
Selecione a última opção, “Apenas concluir o assistente; não preciso executá-
lo em outros computadores”, pois a configuração será feita
manualmente na máquina Cliente. De modo semelhante ao da máquina
servidora, para que a máquina cliente consiga ter acesso à Internet é preciso
executar o Assistente da Rede Doméstica. As únicas diferenças ficam por
conta da necessidade de utilizar outro nome de máquina e que, na janela
de escolha do método de conexão, a segunda opção deverá ser selecionada,
como exibida na Figura
26.
O restante do processo é semelhante e intuitivo. Com os passos acima
você já poderá usufruir de vários benefícios que uma rede de computadores
pode oferecer. Mas lembre-se. Este é apenas um exemplo simples. Pesquise.
Faça testes. Implemente tutoriais disponíveis na Internet. Seja “curioso”. O
primeiro passo já foi dado.
e-Tec Brasil
60
Técnico em Informática
Figura 26: Configuração da máquina Cliente
6.2 Servidor WEB IIS
Internet Information Server (IIS) é um software que fornece recursos
de servidor Web gerenciáveis em uma intranet, na Internet ou na extranet.
Ele pode ser utilizado para hospedar e gerenciar sites FTP e para rotear
notícias ou emails usando os protocolos NNTP (Network News Transfer
Protocol)
e SMTP (Simple Mail Transfer Protocol). Na sequência serão apresentados o
processo de instalação deste software e os recursos básicos que ele possui.
6.2.1
Instalando e configurando o IIS
O IIS pode ser encontrado no próprio CD de instalação do Windows
XP Profissional. Para instalar este recurso em seu computador, logado como
administrador, acesse o painel de controle e siga as instruções abaixo:
• Ao ser exibida a janela do “Painel de Controle”, clique sobre o ícone
Adicionar ou Remover Programas.
• Selecione a opção “Adicionar/Remover componentes do Windows”
que se encontra no painel esquerdo.

Procure a opção Internet Information Services (IIS) e marque sua cai-
Rede de Computadores
61
e-Tec Brasil
xa de seleção.
Figura 27: - Instalação do IIS
Antes de avançar, clique em “Detalhes...” e verifique se “Arquivos
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15/4/2014 Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1. quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas apli
Antes de avançar, clique em “Detalhes...” e verifique se “Arquivos
Comuns”, “Serviços da World Wide Web” e “Snap-in do Internet Information
Services” estão marcados. Dentre outras coisas, estes recursos permitirão
que você gerencie o ISS. Outros itens estarão marcados por padrão. Não
é necessário desmarcar nenhum deles. Feita esta verificação e retornado a
tela anterior, clique sobre o botão Avançar e siga as instruções do instalador.
O CD de instalação do Microsoft Windows possivelmente será solicitado.
Uma vez terminada a instalação do IIS, você poderá prosseguir para a próxima
etapa.
Para verificar se a instalação do IIS foi realizada com sucesso e o IIS
está ativo, abra o seu navegador e digite “localhost”, sem aspas, na barra de
endereços. A página abaixo, padrão do IIS, deverá ser exibida.
e-Tec Brasil
62
Técnico em Informática
Figura 28: - Página do IIS
A próxima etapa é referente a configuração dos recursos básicos do
IIS. No painel de controle, clique sobre o ícone “Ferramentas Administrativas”.
Na tela que será exibida, clique sobre “Internet Information Services”.
A Figura 29 apresenta a janela de gerenciamento do IIS.
Figura 29: Janela de gerenciamento do IIS
Após a instalação do IIS, um diretório chamado “Inetpub” no dire-
Rede de Computadores
63
e-Tec Brasil
tório raiz de seu computador será criado. Por padrão, a páginas do serviço
WWW deverão ficar no diretório C:\InetPub\wwwroot e do serviço FTP no
diretório C:\InetPub\ftproot. A forma mais fácil de disponibilizar um
site no
servidor é copiando seu diretório para o wwwroot. Desta forma, para acessar
a página, basta digitar o IP do servidor seguido de “/nomeDoDiretorio”.
Pronto. O servidor está no ar. No site da Microsoft e em várias páginas da
Internet há diversos tutoriais que tratam características mais detalhadas deste
serviço. Como exercício, pesquise a respeito das versões do IIS e de como
utilizar alguns dos principais recursos que ele oferece.
Exercícios
1.
Divida a sala em grupos. Cada grupo deverá apresentar um
trabalho que mostre na prática a instalação dos serviços apresentados neste
capítulo. Opcionalmente, outros serviços também poderão ser mostrados,
entretanto, é extremamente importante que todos os apresentados neste
capítulo sejam tratados. Caso haja algum problema que impossibilite o
desenvolvimento desta atividade no pólo, converse com seu professor
formador sobre uma nova atividade.
e-Tec Brasil
64
Técnico em Informática
Referências
1.
TANENBAUM, Andrew S. Redes de Computadores. Rio de Janeiro.
Editora Campus, 2003.
2.
SOARES, L. F. Gomes; LEMOS, Guido; COLCHER, Sérgio. Redes de
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Respostas-Quest%C3%B5es-Capitulo-1-Kurose/279843.html 36/37
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SOARES, L. F. Gomes; LEMOS, Guido; COLCHER, Sérgio. Redes de
Computadores: das LANs, MANs e WANs às ATM. 2ª Edição. Editora
Campus, 1995.
3.
Hewlett-Packard; Introdução às redes sem fio. Acessado em
15/07/2007.http://h10025.www1.hp.com/ewfrf/wc/genericDocument?cc=
pt&docname=c00038674&lc=PT
4.
ALVAREZ, A. Miguel. “Instalação de IIS em Windows XP profissional”.
Acessado em 08/12/2009 http://www.criarweb.com/iis/.
Rede de Computadores
65
e-Tec Brasil

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(2012, 06). Respostas questões capitulo 1 kurose - redes e internet capítulo 1 1.


quais são os dois tipos de serviços que a internet provê para as suas aplicações?
apresente algumas características de cada um destes serviços. .
TrabalhosFeitos.com. Retirado 06, 2012, de
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Respostas-Quest%C3%B5es-Capitulo-1-
Kurose/279843.html

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