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Vinicius Costa Furtado da Rosa M. Sc.

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Introdução
Histórico

Problemas como o assoreamento dos rios, inundações e deslizamentos causados


pela degradação florestal não são recentes. De acordo com a literatura, tem-se
conhecimento que já em 1200 a.C., na ilha mediterrânea de Chipre, o uso
excessivo de carvão vegetal para fundição de metais causou problemas dessa
espécie. Antes da idade moderna, diversas atividades econômicas
insustentáveis também culminaram na degradação ambiental. Mas foi apenas a
partir do início do século passado, que esse processo tornou-se mais intenso
atingindo quase todo o planeta.

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Introdução
Histórico

O processo de ocupação do Brasil caracterizou-se desde o seu descobrimento


em 1500, pelo modelo predatório que levou a uma rápida destruição de grande
parte dos recursos naturais, em especial as nossas florestas. No início a grande
atração foi o pau-brasil, depois vieram os ciclos econômicos do açúcar e do café
que acabaram por dizimar a Mata Atlântica. Esgotados os recursos na faixa
litorânea, o processo de degradação se transferiu para o Cerrado onde a
expansão das fronteiras agrícolas já destruiu quase 60% da sua cobertura
vegetal original e a Amazônia que contabiliza 17% de redução das suas
florestas.

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Introdução
Histórico

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Introdução
Histórico

Segundo projeções divulgadas em setembro pelo IBGE - Instituto


Brasileiro de Geografia e Estatística, em 34 anos, a população brasileira
praticamente dobrou em relação aos 90 milhões de habitantes da década
de 1970 e, somente entre 2000 e 2004, aumentou em 10 milhões de
pessoas. Em 2050, seremos quase 260 milhões de brasileiros. As projeções
reaquecem as discussões sobre o aumento da população e seu efeito sobre
o meio ambiente.

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Introdução
Histórico

Questões como a expansão das fronteiras agrícolas e a instalação não planejada


de infraestrutura de energia e transporte nos estados da região norte figuram
no centro das preocupações de especialistas.
Levantamentos feitos pela Conab - Companhia Nacional de Abastecimento
demonstram que a área de produção de soja nos cinco estados do Norte do país
(PA, AM, RO, RR, TO), pressionadas pelo crescimento populacional, passou de
209,7 para 347 mil hectares na última safra, uma expansão de 65%. Além da
soja, a pecuária é outra atividade que pressiona o desmatamento na região
amazônica.

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Introdução
Histórico
INPE consolida 7.536 km² de desmatamento na Amazônia em 2018
por INPE - Publicado: Jun 25, 2019

São José dos Campos-SP, 25 de junho de 2019

A taxa anual consolidada pelo Projeto de Monitoramento do


Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontou o resultado de 7.536
km² de corte raso no período de agosto de 2017 a julho de 2018.

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Introdução
Histórico
O resultado indica um acréscimo de 8,5% em relação a 2017, ano em que foram
apurados 6.947 km². Também representa uma redução de 73% em relação à registrada
em 2004, ano em que o Governo Federal lançou o Plano para Prevenção e Controle do
Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), atualmente coordenado pelo Ministério do
Meio Ambiente (MMA).
O mapeamento utiliza imagens do satélite Landsat, CBERS e ResourceSat para
cartografar e quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. O PRODES
considera como desmatamento por corte raso a remoção completa da cobertura
florestal primária, independentemente da futura utilização destas áreas.
As tabelas abaixo mostram a distribuição do desmatamento para o ano de 2018 nos
estados que compõem a Amazônia Legal, bem como a comparação com as respectivas taxas
consolidadas para o ano de 2017.

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Introdução
Histórico
Tabela 1 - Contribuição por estado na taxa de desmatamento em 2018 .

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Introdução
Histórico
Tabela 2 - Comparação das taxas de desmatamento de 2017 e 2018.

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Introdução
Histórico
A taxa consolidada para 2018 foi obtida após o mapeamento de 215 cenas do
satélite americano Landsat 8/OLI. Esse valor é 4,61% abaixo da taxa estimada
pelo PRODES em novembro de 2018, que foi de 7.900 km². O cálculo da taxa
estimada, nessa época, foi feito com base em 93 imagens do mesmo satélite que
cobriam a área onde foram registrados mais de 90% do desmatamento no
período anterior (agosto/2016 a julho/2017) e os 39 municípios prioritários para
fiscalização (definidos no Decreto Federal 6.321/2007, atualizado em 2017 pela
portaria no. 360 do Ministério do Meio Ambiente).

A Figura 1 mostra a série histórica do PRODES para a Amazônia Legal. A


Figura 2 mostra variação relativa entre anos consecutivos de 1988 a 2018.
Finalmente, a Figura 3 mostra a taxa de 2018 separada pelos Estados da
Amazônia Legal. 11
Introdução
Histórico

Figura 1 - Taxa de desmatamento anual na Amazônia Legal (km²)


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Introdução
Histórico

Figura 2 - Variação relativa anual das taxas do PRODES no período 2001 a 2018
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Introdução
Histórico

Figura 3 - Taxa de desmatamento anual na Amazônia Legal (km²) 14


Introdução
Histórico
Por meio do PRODES, o INPE realiza o mapeamento sistemático da Amazônia Legal e
produz, desde 1988, as taxas anuais de desmatamento na região. Essa série histórica é
usada pelo governo brasileiro para avaliação e estabelecimento de políticas públicas
relativas ao controle do desmatamento e ações voltadas a temática de REDD+.

Além do uso governamental, os dados do PRODES embasam iniciativas bem-


sucedidas no setor privado como a Moratória da Soja e o Termo de Ajuste de Conduta
(TAC) da cadeia produtiva de carne bovina, entre outras. A série histórica do PRODES
é ainda usada em centenas de trabalhos científicos na área ambiental, demonstrando
sua importância para toda a sociedade brasileira.

Mais informações: www.obt.inpe.br/prodes

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