Professor Luiz Puppin
Graduado em Sistemas da Informação
Especializado em Comunicações Móveis – UFF/RJ
MBA em Gestão de Serviços de Telecom – UFF/RJ
Alguns dos Treinamentos e Certificações:
IPV6 (Hurricane e Nic.br)
CISCO CCNA e CCNA-Security;
Extreme ECE-Networking
Microsoft Certified Professional;
ITIL, Cobit, SOX;
ISO 20000 e 27002;
A10Networks, Fortinet, Radware, Riverbed, Polycom,
Aerohive;
Juniper, Allot, Arbor e WebSense;
BCOP-Nic.br
Publico Alvo
Administradores de redes de provedores de serviço de
acesso à Internet e Telecomunicações Wireless e/ou
Cabeados.
Objetivos
Apresentar as topologias de rede roteadas mais utilizadas
atualmente e suas particularidades do ponto de vista da
disponibilidade e performance.
Abordar na prática como podemos tirar mais proveito de
nossa estrutura com pouco ou as vezes sem nenhum
investimento em equipamento.
Apresentar as possibilidades existentes nos protocolos de
roteamentos atuais e propor um conjunto de melhores
práticas para alcançar a disponibilidade e performance
máxima da sua rede.
Apresentação da Turma
Diga seu nome;
Sua função;
Sua empresa é AS?
Quantos assinantes aproximadamente?
Quanto de banda aproximadamente?
Seu conhecimento sobre o Roteamento?
Seu conhecimento com redes?
O que você espera do curso?
São tantos equipamentos, como
escolher o meu?
Exemplos de Equipamentos
chamados Carrier-Grade
Tipos de Equipamentos (Backbone)
Juniper Networks
MX 2010 / 2020 PTX 5000
Até 80Tbps com 320 x Até 24Tbps com 240 x
100GbE 100GbE
Ou 1920 x 10GbE Ou 384 x 40GbE
MX 480
Até 6Tbps com 40 x
100GbE
Tipos de Equipamentos (Backbone)
Cisco Systems
NCS 6000 Series
ASR9000 Series (Até (Até 32 Tbps por
160 Tbps por Chassi Chassi.
9922) Até 1 Pbps em
cluster)
Tipos de Equipamentos (Backbone)
Huawei
NE 9000
Até 209 Tbps por Chassi
Ou 7,68 Pbps em Cluster NE40E-X16A
160 x 400GbE ou 800 x Até 50 Tbps com 64 x
100GbE 100GbE
Tipos de Equipamentos (Backbone)
Outros
Nokia-Alcatel XRS Series
Extreme-Brocade MLX Series
Equipamentos para
Provedores de Médio e
Pequeno Porte
Tipos de Equipamentos e capacidade
(Provedor Pequeno e Médio)
Juniper
400 Gbps 20 Gbps
De 20 Gbps a 80 Gbps
80 Gbps
Tipos de Equipamentos e capacidade
(Provedor Pequeno e Médio)
Cisco
ASR 1004
ASR 1001
40 Gbps
60 Gbps
ASR 903 ASR 902 ASR 907
64Gbps 55Gbps 128Gbps
Tipos de Equipamentos e capacidade
(Provedor Pequeno e Médio)
Huawei
S6720 NE20E-S2F
1.2 Tbps 320 Gbps
S5720 NE20E-S4
598 Gbps 480 Gbps
Tipos de Equipamentos e capacidade
(Provedor Pequeno e Médio)
Mikrotik
RB3011
500 Mbps CCR1036
11 Gbps
CCR1016
6 Gbps
CCR1009 CCR1072
3 Gbps 42 Gbps
Conectividade e Infraestrutura
Tráfego Latino Americano
Custo do Trafego Global
Como o mundo se conecta a Internet
(Backbone) ?
* Cabos Submarinos
Como o mundo se conecta a Internet
(Backbone) ?
* Cabos Submarinos
Desenvolvimento – Pequenos e Médios
Provedores
Desenvolvimento – Pequenos e Médios
Provedores
* O Provedor deve estar preparado para o
FUTURO !
Infraestrutura no Brasil – Pequenos e
Médios Provedores
* A Estrutura do Sucesso
Pilares do Provedor Bem-Sucedido
Capacitação de Pessoal
Disponibilidade
Processos Definidos
Escalabilidade
Gerenciável
Velocidade
Segurança
24
Desenvolvimento – Pequenos e Médios
Provedores
* Grupo de trabalho interessantes para os
provedores.
O que é: LACNOG é a comunidade dos operadores de rede na América Latina e no Caribe que
possui um fórum que é o local para discussões, intercambio de informação, aprendizagem e
colaboração em temas diretamente relacionados com a operação de redes que utilizam o protocolo
Internet (TCP/IP).
O fórum é aberto a qualquer pessoa que deseje colaborar com outros operadores ou somente
acompanhar as discussões e intercambio de informações.
Para que: Redes com protocolo Internet existem já há algum tempo, no entanto, têm se tornado
cada vez mais importante com o passar dos anos.
Por isso, problemas nessas redes ou em seus mecanismos de interconexão passam a ser cada vez
mais críticos.
Além disso, se torna cada vez mais importante prover espaço e mecanismos para intercambio de
experiências e para aprendizagem.
Este fórum não existe somente para resolver problemas, senão que para também compartilhar
experiências com outros operadores de redes.
Para quem: Profissionais que esteja interessado em compartilhar e contribuir com o tema de
operação de redes Internet.
https://mail.lacnic.net/mailman/listinfo/lacnog 25
Vamos Importar o Emulador:
1 - Instalar o VMware Player
2 - Importar a Imagem: Na pasta de aula de 2 cliques em
WinLite.ova
Qual deve ser nossa primeira
ação quando tiramos o
equipamento da caixa?
Acessando Via Console
Transmission Rate: 9600
Data Bit (B): 8
Parity Bit: None
Stop bit (S): 1
Flow Control: None
Também conhecido como
9600 8-N-1
Verificando Versão do SO e Patch
<Huawei> display version
Huawei Versatile Routing Platform Software
VRP (R) software, Version 5.160 (S6720 V200R009C00SPC500)
Copyright (C) 2000-2016 HUAWEI TECH CO., LTD
HUAWEI S6720-30C-EI-24S-AC Routing Switch uptime is 8 minutes
<Huawei> display patch-information
Patch Package Name :flash:/s6720ei-v200r009sph002.pat
Patch Package Version: V200R009SPH002
The state of the patch state file is: Running
The current state is: Running
Atualizando o Horário do Sistema
<Huawei> clock datetime 23:17:00 2017-11-06
<Huawei> clock timezone Brazil minus 3
<Huawei> display clock
2017-11-06 23:18:54-03:00
Monday
Time Zone(Brasil) : UTC-03:00
Estrutura do Sistema Operacional
Configuração estruturada de forma hierárquica
<Huawei>
[Huawei]
[Huawei-GigabiEthernet0/0/0]
[Huawei-mpls]
Funções úteis de Teclado
Uso da “?”
<Huawei> clo?
clock
<Huawei> clock ?
datetime Specify the time and date
daylight-saving-time Configure daylight saving time
timezone Configure time zone
Uso do <TAB>
<Huawei>cl <TAB>
<Huawei>cluster-ftp
<Huawei>cluster
<Huawei>clear
<Huawei>clock
Identificação do Equipamento
<Huawei> System View
Enter system view, return user view with Ctrl+Z.
[Huawei]
[Huawei] Sysname Router1
[Router1]
Protegendo a Console
<Huawei> System View
Enter system view, return user view with Ctrl+Z.
[Huawei]
[Huawei] User Interface Console 0
[Huawei-ui-console0] set authentication password cipher teste123
[Huawei-ui-console0]
[Huawei-ui-console0] display this
#
user-interface con 0
set authentication password cipher idQPRY_0=Gani^>"qh^;D0_#
user-interface vty 0 4
user-interface vty 16 20
#
return
Interface de Gerência IP
<Huawei> System View
Enter system view, return user view with Ctrl+Z.
[Huawei]
[Huawei] interface meth 0/0/1
[Huawei-Meth0/0/1] ip address 10.0.0.1 24
[Huawei-Meth0/0/1]
[Huawei-Meth0/0/1] display this
#
interface Meth0/0/1
ip address 10.0.0.1 255.255.255.0
#
return
Criando Usuários de acesso
<Huawei> System-view
Enter system view, return user view with Ctrl+Z.
[Huawei]
[Huawei] aaa
[Huawei-aaa] local-user oper password cipher Teste123
[Huawei-aaa] local-user oper service-type ftp ssh http
[Huawei-aaa] local-user oper ftp-directory flash:/
[Huawei-aaa] local-user oper privilege level 15
Conectando um FTP Server
<Huawei> ftp 10.0.0.2
Trying 10.0.0.2 ...
Press CTRL+K to abort
Connected to 10.0.0.2.
220 FtpServerTry FtpD for free
User(10.0.0.2:(none)):
331 Password required for .
Enter password:
230 User logged in , proceed
[ftp]
Upload de Arquivo
[ftp] Bin
200 Type set to IMAGE.
[ftp] get S6720EI-V200R008SPH010.pat
200 Port command okay.
150 Sending S6720EI-V200R008SPH010.pat (276860 bytes). Mode
STREAM Type BINARY
226 Transfer finished successfully. Data connection closed.
FTP: 276860 byte(s) received in 0.820 second(s)
337.63Kbyte(s)/sec.
[ftp]
Ativando a Nova Imagem
<Huawei> startup system-software ArquivoImagem.cc
<Huawei> startup patch ArquivoPatch.pat
<Huawei> display startup
MainBoard:
Configured startup system software: flash:/SoftwareAtual.cc
Startup system software: flash:/SoftwareAtual.cc
Next startup system software: flash:/NovoSoftware.cc
Startup saved-configuration file: flash:/vrpcfg.zip
Next startup saved-configuration file: flash:/vrpcfg.zip
Startup paf file: deafult
Next startup paf file: default
Startup license file: default
Next startup license file: default
Startup patch package: Patch.pat
Next startup patch package: NewPatch.pat
Ativando SNMP
<Huawei> System-View
[Huawei] snmp-agent
[Huawei] snmp-agent community read cipher Teste123
[Huawei] snmp-agent sys-info version v2c v3
Ativando SSH
<Huawei> System-View
[Huawei] stelnet server enable
[Huawei] ssh user oper
[Huawei] ssh user oper authentication-type password
[Huawei] ssh user oper service-type stelnet
[Huawei] user-interface vty 0 14
[Huawei-ui-vty0-4] authentication-mode aaa
Salvando as Configurações
<Huawei>save
The current configuration will be written to the device.
Are you sure to continue?[Y/N]Y
Info: Please input the file name ( *.cfg, *.zip ) [vrpcfg.zip]:
Nov 8 2017 08:38:48-03:00 Huawei %%01CFM/4/SAVE(l)[0]:The
user chose Y when deciding whether to save the configuration to the
device.
Now saving the current configuration to the slot 17..
Save the configuration successfully.
<Huawei>
Perguntas?
Vamos montar nosso primeiro Lab:
Laboratório 0:
- Fazer a topologia abaixo usando as redes informadas e
atendendo a necessidade dos clientes:
Redes disponíveis:
- 172.16.0.0/27
- 172.16.0.44/30
- 172.16.0.32/29
- 172.16.0.48/28
Sendo o que o cliente 1 quer o ip: 172.16.0.30/?? e o
cliente 2 o ip: 172.16.0.62/??.
Nivelamento TCP/IP
Modelo OSI e TCP/IP
https://pplware.sapo.pt/tutoriais/networking/redes-sabe-o-que-e-o-modelo-osi/
Endereço IP
O endereço IP (Internet Protocol), de forma genérica, é um endereço
que indica de forma única o local de um determinado equipamento em
uma rede.
O endereço IP, na versão 4 (IPv4), é um número de 32 bits escrito com
quatro octetos representados no formato decimal (exemplo:
200.6.4.7). A primeira parte do endereço identifica a rede, a segunda
parte identifica um host dentro dessa rede.
Devemos notar que um endereço IP não identifica um equipamento
individual, mas uma conexão, assim, um gateway conectando à N
redes tem N endereços IP diferentes, um para cada conexão.
Classes de Endereço IP
Originalmente, o espaço do endereço IP foi dividido em poucas
estruturas de tamanho fixo chamados de "classes de endereço". As três
principais são: a classe A, classe B e classe C. Examinando os primeiros
bits de um endereço, o software do IP consegue determinar
rapidamente qual a classe, e logo, a estrutura do endereço.
Classe Gama de Endereços Nº de Endereços por Rede
A 1.0.0.0 até 127.0.0.0 16 777 216
B 128.0.0.0 até 191.255.255.255 65 536
C 192.0.0.0 até 223.255.255.255 256
D 224.0.0.0 até 239.255.255.255 Multicast
Uso futuro; atualmente reservada a testes
E 240.0.0.0 até 247.255.255.254
pela IETF
Redes Privadas
Dos mais de 4 bilhões de endereços disponíveis, três faixas são reservadas para
redes privadas. Estas faixas não podem ser roteadas para fora da rede privada -
não podem se comunicar diretamente com redes públicas. Dentro das classes A,
B e C foram reservadas redes (normalizados pela RFC 1918) que são conhecidas
como endereços de rede privados. A seguir são apresentados as três faixas
reservadas para redes privadas:
Número de
Classe Faixa de endereços de IP Notação CIDR Número de IPs IPs por rede
Redes
A 10.0.0.0 – 10.255.255.255 10.0.0.0/8 128 16.777.216 16.777.214
B 172.16.0.1 – 172.31.255.255 172.16.0.0/12 16.384 1.048.576 65 536
C 192.168.0.0 – 192.168.255.255 192.168.0.0/16 2.097.150 65.535 256
Mais Algumas Redes Privadas
Redes para Documentação
192.0.2.0/24
198.51.100.0/24
203.0.113.0/24
Redes para CGNAT
100.64.0.0/10
Redes para NAT 6to4
192.88.99.0/24
Redes de Testes de
Benchmark
198.18.0.0/15
VLSM
(Variable Length Subnet Mask)
(Máscara de rede de comprimento variável)
Técnica que permite que mais de uma máscara de sub-rede seja
definida para um dado endereço IP. O campo “prefixo de rede
estendido” passa a poder ter diferentes tamanhos.
Vantagens:
Uso mais eficiente do espaço de endereço atribuído à organização.
Permite agregação de rotas, o que pode reduzir significantemente a
quantidade de informação de roteamento no nível do backbone.
VLSM
Divisão Recursiva dos Prefixos de rede.
VLSM
Divisão Recursiva dos Prefixos de rede.
Máscara de Rede
É uma faixa de endereços IP que divide as redes em segmentos;
Exemplo de sub-rede: 255.255.255.0 ou /24;
O endereço de Rede é o primeiro IP da sub rede;
O endereço de Broadcast é o último IP da sub rede;
Esses endereços são reservados e não podem ser usados.
Máscara de Rede
Como saber a que rede pertence um IP?
Como saber quantas sub-redes cabem em uma mascara?
Como saber quantos ips cabem em uma rede?
Tabela de Decimal para Binário
128 64 32 16 8 4 2 1
Máscara de Rede
A qual rede pertence o IP: 192.172.33.18 / 255.240.0.0
- Descobrir o Network:
Passo1: Transformar o IP e Mascara de Decimal para Binário.
Tabela de Decimal para Binário
IP 128 64 32 16 8 4 2 1
192 1 1 0 0 0 0 0 0
172 1 0 1 0 1 1 0 0
33 0 0 1 0 0 0 0 1
18 0 0 0 1 0 0 1 0
Mascara de rede
Mask 128 64 32 16 8 4 2 1
255 1 1 1 1 1 1 1 1
240 1 1 1 1 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0
Máscara de Rede
A qual rede pertence o IP: 192.172.33.18 / 255.240.0.0
- Descobrir o Network:
Passo2: Em quanto houver bits ligados “1” da mascara seguir a dica
e quando acabarem completar com Zero “0”.
IP 1 2 3 4 **Dica:
192.172.33.18 11000000 1010 1100 0010001 00010010 1e1=1
255.240.0.0 11111111 1111 0000 00000000 00000000 1e0=0
Resultado 11000000 1010 0000 00000000 00000000 0e1=0
Resultado em Decimal 192 160 0 0
128 64 32 16 8 4 2 1 Resultado
1 1 0 0 0 0 0 0 192
1 0 1 0 0 0 0 0 160
0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0
Máscara de Rede
A qual rede pertence o IP: 192.172.33.18 / 255.240.0.0
- Descobrir o Broadcast:
Passo1: Descobrir o Network.
Passo2: Em quanto houver bits ligados “1” da mascara seguir a dica
e quando acabarem completar com números “1”.
IP 1 2 3 4 **Dica:
192.160.0.0 11000000 1010 0000 0000000 00000000 1e1=1
255.240.0.0 11111111 1111 0000 00000000 00000000 1e0=0
Resultado 11000000 1010 1111 11111111 11111111 0e1=0
128 64 32 16 8 4 2 1 Resultado
1 1 0 0 0 0 0 0 192
1 0 1 0 1 1 1 1 175
Resultado em Decimal 192 175 255 255
1 1 1 1 1 1 1 1 255
1 1 1 1 1 1 1 1 255
Máscara de Rede
A qual rede pertence o IP: 192.172.33.18 / 255.240.0.0
- Descobrir Máscara Reversa:
Passo1: Inverter os bits da máscara. Onde está 1 colocar 0 e vice-
versa
**Dica:
IP 1 2 3 4
1e1=1
255.240.0.0 11111111 1111 0000 00000000 00000000
1e0=0
Resultado 00000000 0000 1111 11111111 11111111
0e1=0
128 64 32 16 8 4 2 1 Resultado
0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 1 1 1 1 15 Resultado em Decimal 0 15 255 255
1 1 1 1 1 1 1 1 255
1 1 1 1 1 1 1 1 255
Máscara de Rede
Quantas redes /24 cabem em uma rede /12?
Passo1: Subtraia o numero menor pelo maior: 24-12 = 12
Passo2: Faça a conta: 2 “elevado” ao resultado da subtração:
2^12 = 4096
Quantas redes /26 cabem em uma rede /22?
Passo1: 26-22 = 4
Passo2: 2^4 = 16
Quantas redes /19 cabem em uma rede /16?
Passo1: 19-16 = 3
Passo2: 2^3 = 8
Quantas redes /29 cabem em uma rede /23?
Passo1: 29-23 = 6
Passo2: 2^6 = 64
Máscara de Rede
Quantos IPs possui em uma rede /20?
Passo1: Subtraia de 32 a mascara em decimal: 32-20=12
Passo2: Faça a conta: 2 “elevado” ao resultado da subtração: 2^12
= 4096
Quantos IPs possui em uma rede /12?
Passo1: 32-12 = 20 **Dica: Para descobrir o
Passo2: 2^20 = 1048576 número de hosts, basta
fazer a mesma conta e
Quantos IPs possui em uma rede /27? subtrair 2 do resultado.
Passo1: 32-27 = 5 (IPs gastos com Network e
Passo2: 2^5 = 32 Broadcast.)
Quantos IPs possui em uma rede /23?
Passo1: 32-23 = 9
Passo2: 2^9 = 512
CIDR, VLSM e Sub-redes
CIDR Mask Ips Hosts
/30 255.255.255.252 4 2
/29 255.255.255.248 8 6
/28 255.255.255.240 16 14
/27 255.255.255.224 32 30
/26 255.255.255.192 64 62
/25 255.255.255.128 128 126
/24 255.255.255.0 256 254
/23 255.255.254.0 512 510
/22 255.255.252.0 1024 1022
/21 255.255.248.0 2048 2046
/20 255.255.240.0 4096 4094
/19 255.255.224.0 8192 8190
/18 255.255.192.0 16384 16382
/17 255.255.128.0 32768 32766
/16 255.255.0.0 65536 65534
/15 255.254.0.0 131072 131070
/14 255.252.0.0 262144 262142
/13 255.248.0.0 524288 524286
Perguntas?
Exercícios:
Dividir a turma em grupos:
A qual rede pertence o IP: 200.123.10.41/ 255.248.0.0?
Quantas redes /24 cabem em uma rede /21?
Quantos IPs possui em uma rede /26?
A qual rede pertence o IP: 186.10.18.72/ 255.255.128.0?
Quantas redes /27 cabem em uma rede /22?
Quantos IPs possui em uma rede /19?
A qual rede pertence o IP: 8.8.8.8/ 255.192.0.0?
Quantas redes /22 cabem em uma rede /14?
Quantos IPs possui em uma rede /21?
Domínio de Broadcast e Colisão
Dentro do modelo OSI, é possível mapear alguns elementos de rede para
determinadas camadas, com base na função que eles desempenham.
Roteadores, por exemplo, podem ser mapeados para a camada 3
(Rede).
Switches, por outro lado, se encaixam na camada 2 (Enlace). Isso
porque switches não entendem endereços de camada 3, apenas de
camada 2 (MAC).
Hubs são definidos na camada física (1) por serem meros
repetidores de sinal, sem qualquer inteligência.
Domínio de Broadcast
Alguns destes elementos possuem características exclusivas, e
importantes.
Roteadores, por exemplo, não encaminham pacotes para redes que
não constem em sua tabela de roteamento. Ou seja, se um pacote
com destino a uma rede desconhecida chegar até o roteador, ele irá
descartá-lo.
Com switches, a coisa é diferente. Se um frame chegar até o switch
com um endereço MAC destino que não seja conhecido por ele, ele irá
enviar uma mensagem para todos os elementos da rede (broadcast)
procurando pelo “dono” daquele MAC.
Domínio de Broadcast
Como roteadores não propagam
mensagens com destino desconhecido
(broadcast e multicast seriam exemplos),
dizemos que roteadores definem “domínios
de broadcast”.
Resumidamente, cada interface ativa de um
roteador encontra-se associada à um
domínio de broadcast distinto (seria até
onde um pacote com destino desconhecido
chegaria antes de ser descartado.
Domínio de Colisão
Switches propagam broadcast e multicast e, portanto, não segregam
estes domínios.
Por outro lado, quando switches são usados, cada porta oferece ao
dispositivo à ela conectado a garantia de que 100% daquele segmento de
rede será usado apenas por ele.
Por este motivo, dizemos que cada porta em um switch define um
domínio de colisão próprio.
Se uma eventualidade causar colisões, estas ocorrerão apenas no
trecho entre o switch e o dispositivo destino.
Domínio de Colisão
Por fim, HUBs não segregam nada, já
que apenas repetem os sinais que
recebem por todas as suas portas.
Essencialmente, um HUB é um
segmento de rede compartilhado,
onde todas as máquinas conectadas a
ele dividem um mesmo segmento.
Desta forma, colisões tendem a
ocorrer dentro destes elementos
Exercício:
Temos quantos domínios de colisão e quantos de broadcast tem neste
cenário?
Router
NoteBook
Router Router
SWITCH
HUB
NoteBook
ROUTER NoteBook
Exercício:
Temos quantos domínios de colisão e quantos de broadcast tem neste
cenário?
BRIDGE
Router Cache BRIDGE
PPPOE
BRIDGE
Radius
OLT
Sistema BRIDGE BRIDGE
DSLAN
ONU
BRIDGE
ADSL
BRIDGE BRIDGE
NoteBook
BRIDGE NoteBook
NoteBook
BRIDGE
BRIDGE
BRIDGE
Exercício:
Temos quantos domínios de colisão e quantos de broadcast tem neste
cenário?
Internet
ROUTER
PPPOE
PPPOE ROUTER NoteBook
NoteBook ROUTER ROUTER ROUTER
SWITCH SWITCH
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ROUTER
OLT
ONU
NoteBook
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Roteamento
Roteamento
Roteamento é o processo utilizado pelo roteador para encaminhar um
pacote para uma determinada rede de destino.
Este processo é baseado no endereço IP de destino. Os dispositivos
intermediários utilizam este endereço para conduzir o pacote até seu
destino final.
Temos duas modalidades de roteamento: Estática e Dinâmica.
Estático: Utiliza uma rota pré-definida e configurada manualmente pelo
administrador da rede.
Dinâmico: Utiliza protocolos de roteamentos que ajustam
automaticamente as rotas de acordo com as alterações de topologia e
outros fatores, tais como o tráfego.
Atividade:
Roteamento
- Configurar os ip`s
informados em seu
respectivo roteador. P1
PE2-G0/0/1 10.0.0.1/30
- Fazer rota default nos Ces. PE3-G0/0/0 10.0.0.5/30
CE1 Loopback0: 10.99.99.1/32 CE3
LAN Loopback0 192.168.1.1/24 LAN Loopback0 192.168.3.1/24
PE2 – G0/0/0 172.30.1.2/24 PE3 – G0/0/0 172.29.1.2/24
Rota Default: 0.0.0.0/0 Rota Default: 0.0.0.0/0
GW: 172.30.1.1 GW: 172.29.1.1
PE2 PE3
P1-G0/0/0 10.0.0.2/30 P1-G0/0/1 10.0.0.6/30
PE3-G0/0/1 10.0.0.9/30 PE2-G0/0/0 10.0.0.10/30
G0/0/2 G0/0/2
172.30.1.1/24 172.29.1.1/24
Switch Switch
CE2 CE4
Loopback0: 10.99.99.2/32 Loopback0: 10.99.99.3/32
LAN – Loopback0 192.168.2.1/24 LAN Loopback0 192.168.4.1/24
PE2 – G0/0/0 172.30.1.3/24 PE3 – G0/0/0 172.29.1.3/24
Rota Default: 0.0.0.0/0 Rota Default: 0.0.0.0/0
GW: 172.30.1.1 GW: 172.29.1.1
Roteamento Dinâmico
OSPF: O protocolo Open Shortest Path First (Abra primeiro o caminho
mais curto) é um protocolo do tipo “link-state”. Ele usa o algoritmo de
Dijkstra para calcular o caminho mais curto para todos os destinos.
O OSPF distribui suas informações de roteamento entre os roteadores
que participam do mesmo AS e que tenham o protocolo ativado.
O protocolo é iniciado depois que é adicionado um registro na lista de
redes. A partir daí, os roteadores aprendem as rotas.
OSPF
Definição dos tipo de roteadores dentro do OSPF:
Roteadores internos a uma área
Roteadores de backbone
Roteadores de borda de área (ABR)
Roteadores ABR ficam entre duas áreas e deve se conectar a área0.
Roteadores de borda com AS.
São roteadores que participam do OSPF, mas fazem a comunicação
entre AS`s.
Características do protocolo de roteamento Link State:
Respostas rápidas a mudanças de rede.
Envia atualizações periódicas, conhecidas como LSR, a cada 30
minutos.
OSPF
O OSPF trabalha com 3 tabelas:
Tabela de Borda
Conhece as bases de dados adjacentes.
Contém a lista de vizinhos reconhecidos.
Tabela de Topologia
Referencia tipicamente a LSDB.
Contém todas as rotas e os links conectados às áreas ou redes.
Tabela de Roteamento
Contem a lista dos melhores caminhos para cada destino.
OSPF – LSA
Tipo de LSA
Tipo 1 - Router: Cada roteador gera anúncios para cada área a que
pertence, descrevendo o estado do link do roteador de cada área. O link-
state ID do LSA tipo 1 é o IP do roteador que originou a conexão.
Tipo 2 – Rede: Descreve o conjunto de roteadores conectados a uma
rede. O link-state ID do LSA tipo 2 é o IP da interface.
OSPF - LSA
Tipo de LSA
Tipo 3 e 4 – Sumários: Os Roteadores de borda geram os anúncios de
links sumários.
Tipo 3 descreve as rotas para as redes.
Tipo 4 descreve as rotas para os ASBRs.
Eles são enviados apenas na área backbone e não propagam para
áreas STUB e NSSA.
Tipo 5 – AS Externos: São gerados pelos ASBRs e descrevem as rotas
para destinos externos. Não se propagam nas áreas STUB e NSSA.
OSPF - LSA
Tipo de LSA
Tipo 9, 10 e 11 – Opaque LSA. Enviadas, entre outras aplicações, para
sinalização de MPLS-TE.
Tipo 9 – enviada apenas para vizinhos diretamente conectados.
Tipo 10 – enviada apenas dentro da mesma área OSPF.
Tipo 11 – enviada para todas as áreas OSPF conectadas à área 0.
OSPF – Áreas Especiais
NSSA (Not-So-Stubby Área): Esta área importa um número limitado
de rotas externas ao AS e estas rotas se limitam às rotas necessárias
para as áreas se falarem.
STUB: Esta área não recebe informações sobre as rotas externas dos
AS. Se os roteadores de uma área STUB precisam acessar rotas
externas ao AS, eles devem utilizar a rota default que é o ABR da
área, que também pode desempenhar o papel de ASBR.
OBS: Uma área só pode ser considerada Stub se:
Não pode ter virtual link,
Não for área 0 ( Backbone),
Não houver ASBR.
OSPF – Segurança
Texto simples
[Huawei] interface GigabitEthernet 0/0/0
[Huawei-GigabiEthernet 0/0/0] ospf authentication-mode simple
plain Teste123
[Huawei-GigabiEthernet 0/0/0] display this
#
interface GigabitEthernet0/0/0
ospf authentication-mode simple plain Teste123
#
Criptografado
[Huawei] interface GigabitEthernet 0/0/0
[Huawei-GigabiEthernet 0/0/0] ospf authentication-mode md5 1
Teste123
[Huawei-GigabiEthernet 0/0/0] display this
#
interface GigabitEthernet0/0/0
ospf authentication-mode md5 1 cipher eOurHt4ttLani^>"qh^;SD_#
#
OSPF – Interface Silenciosa
Utilizada quando não queremos que uma interface feche adjacência
com outra.
[Huawei] ospf 1
[Huawei-ospf-1] silent-interface GigabitEthernet0/0/0
Perguntas?
Exercício:
- Com apenas os IPs configurados nas interfaces e na LoopBack0 vamos
ativar o OSPF e verificar a propagação de rotas.
- Pingar entre todos os CE`s.
Criando o Processo OSPF
1° Criar a instância OSPF com o Router ID o mesmo IP da LoopBack0 e
com a publicação das rotas conectadas e estáticas.
[Huawei] ospf 1 router-id 10.99.99.1
[Huawei-ospf-1] import-route direct
[Huawei-ospf-1] import-route static
2° Associar as redes que deverão ser conectadas na Area 0.
[Huawei-ospf-1] area 0
[Huawei-ospf-1-area-0.0.0.0] network 10.0.0.0 0.0.0.3
[Huawei-ospf-1-area-0.0.0.0] network 10.0.0.4 0.0.0.3
[Huawei-ospf-1-area-0.0.0.0] network 10.99.99.1 0.0.0.0
Perguntas?
MPLS
MPLS é uma tecnologia de encaminhamento de pacotes baseada em
rótulos (labels) que funciona, basicamente, com a adição de um rótulo
nos pacotes de tráfego (o MPLS é indiferente ao tipo de dados
transportado, pode ser tráfego IP ou outro qualquer) à entrada do
backbone (chamados de roteadores de borda) e, a partir daí, todo o
roteamento pelo backbone passa a ser feito com base neste rótulo.
Substitui a decisão de roteamento IP por pacotes (baseada em
campos do cabeçalho IP, normalmente endereço IP de destino) e
tabelas de roteamento. Esta abordagem acelera o processo de
roteamento porque a pesquisa do próximo salto (hop) se torna muito
simples comparado ao roteamento por lookup.
MPLS
A eficiência do encaminhamento de pacotes é a maior vantagem do
MPLS.
Cada rótulo representa um índice na tabela de roteamento do próximo
roteador. Pacotes com o mesmo rótulo e mesma classe de serviço são
indistinguíveis entre si e por isso recebem o mesmo tipo de
tratamento.
O objetivo de uma rede MPLS não é o de se conectar diretamente a
sistemas finais. Ao invés disto ela é uma rede de trânsito,
transportando pacotes entre pontos de entrada e saída.
MPLS
Ele é chamado de multiprotocolo, pois pode ser usado com qualquer
protocolo da camada 3, apesar de quase todo o foco estar voltado
ao uso do MPLS com o IP.
Este protocolo é na verdade um padrão que foi feito com base em
diversas tecnologias similares desenvolvidas por diferentes
fabricantes. Ele é referido por documentos do IETF como sendo uma
camada intermediária entre as camadas 2 e 3, fazendo com que
estas se “encaixem” melhor.
Antes
Antes: Telefonia Móvel
Telefonia Fixa
Várias Redes de Dados ( ATM /FR ) Serviços
Serviços Únicos
Internet
TV a Cabo
Com MPLS
TV a Cabo
Aplicações e Contéudo
NGN:
Uma Rede Backbone IP/MPLS de Alta Disponibilidade e performance
Todos os
Serviços
Móvel Fixo Cable DSL ATM/FR ISDN/Dial
MPLS
O cabeçalho pode ser formado por um ou vários campos 32 bits:
Label: Código de 20 bits que identifica a Label
Exp: Código de 3 bits comumente utilizado para o CoS.
S: Valor de 1 bit que indica o topo da pilha de Label
TTL: O mesmo que o TTL IP
Label Stack
Label Stack é a organização de uma pilha de labels. O mais próximo
da cabeçalho L2 é chamado outer MPLS Label e o mais próximo do
cabeçalho L3 é chamado Inner MPLS Label.
Organizados da forma Last in First out.
Processados a partir do topo da pilha
Estabecimento de LSP dinâmica
Processo de encaminhamento do MPLS
Sinalização do MPLS
Antes de encaminhar os pacotes, o MPLS precisa alocar labels e
estabelecer o LSP
LSP estática
LSP dinâmica
LDP
RSVP-TE
MP-BGP
Vantagens do MPLS
Escalabilidade para a rede;
Performance superior para o roteamento de pacotes da rede;
Aumento de possibilidades em soluções VPN que o ISP pode oferecer
aos clientes;
Engenharia de tráfego;
Qualidade de Serviço;
Redundância;
Perguntas?
Exercício:
Com apenas os ips configurados e o OSPF ativado e funcionando,
vamos ativar o MPLS nos roteadores do backbone e verificar a
propagação de rotas.
Verificar os lables;
Ativando o MPLS:
1° MPLS -> LDP Settings + LDP Interface
[Huawei] mpls lsr-id 10.99.99.1
[Huawei] mpls
[Huawei-mpls] quit
[Huawei] mpls ldp
[Huawei-mpls-ldp]
[Huawei] interface gigabitethernet0/0/0
[Huawei-GigabitEthernet0/0/0]mpls
[Huawei-GigabitEthernet0/0/0]mpls ldp
VLAN – Virtual Local Area Network
Vlans são redes virtuais de camada 2 criadas basicamente para
segmentar tráfego usando o mesmo meio para várias redes
conviverem sem se misturarem.
Uma mesma interface é capaz de comportar até 4094 Vlans com ID
exclusivo.
Seguindo o padrão IEEE 802.1Q o equipamento pode realizar marcas
(tags) nos pacotes que atravessam a Vlan, assim como ler as marcas
realizadas por outros dispositivos.
Originalmente, o modo 802.1Q permite apenas um cabeçalho Vlan por
porta, no Huawei pode ser configurado dois (QinQ).
Configurando VLAN
Atividade:
Com o conjunto OSPF e MPLS ativados e funcionando, vamos
levantar as interfaces VLAN entre os PE`s e os CE`s.
Verificar a propagação de rotas.
Pingar entre os CE`s.
[Huawei] vlan batch 20 30
[Huawei] interface gigabitethernet0/0/0
[Huawei-GigabitEthernet0/0/0]portswitch
[Huawei-GigabitEthernet0/0/0]port link-type trunk
[Huawei-GigabitEthernet0/0/0]port trunk allowed-vlan 20 30
[Huawei]interface vlan 20
[Huawei-Vlanif20]
Guia VLAN
CE1 PE2
LoopBack0 192.168.1.1/24 CE1 - VLAN10 172.23.1.1/30
VLAN10 – PE2 172.21.1.2/30 CE2 - VLAN20 172.24.1.1/30
Rota: 0.0.0.0/0 GW: 172.21.1.1 Loopback0: 10.99.99.2
CE2 PE3
LoopBack0 192.168.2.1/24 CE3 - VLAN10 172.23.1.1/30
VLAN20 – PE2 172.22.1.2/30 CE4 - VLAN20 172.24.1.1/30
Rota: 0.0.0.0/0 GW: 172.22.1.1 Loopback0: 10.99.99.3
CE3 CE4
LoopBack0 192.168.3.1/24 LoopBack0 192.168.4.1/24
VLAN10 – PE3 172.23.1.2/30 VLAN20 – PE3 172.24.1.2/30
Rota: 0.0.0.0/0 GW: 172.23.1.1 Rota: 0.0.0.0/0 GW: 172.24.1.1
PWE3 - Pseudowire
Segundo a definição do Internet Engineering Task Force (IETF), a
emulação pseudowire ponto-a-ponto (PWE3) é um mecanismo que
emula os atributos essenciais de serviços como ATM, Frame Relay ou
Ethernet sobre uma rede comutada de pacotes (PSN).’
Esta tecnologia possibilita ainda o controle de seu sincronismo e
ordenação, assim como, todas as outras operações requeridas para a
manutenção fiel do comportamento e das características do serviço
por ela transmitido sejam mantidas fielmente como as de seu meio de
transporte original.
Todos os principais fabricantes do mercado aceitam a configuração do
PWE3, mas nas documentações você pode encontrar com os nomes
VLL ou VPWS.
PWE3 - Pseudowire
PWE3 transmite os protocolos L2 transparentemente de um CE a outro
Arquitetura básica consistem em três componentes:
Circuito Conectado – AC
Circuito Virtual – VC
Tunel
PWE3 - Pseudowire
Conexão L2 P2P entre cidades através do backbone MPLS
PWE3 - Pseudowire
Transmissão Transparente multi serviços sobre PW em uma MAN
Perguntas?
Exercício:
Com o conjunto OSPF, MPLS e Vlans ativados e funcionando, vamos
segmentar a rede de maneira que apenas os CE`s pares se conectem.
Como podemos fazer para um protocolo de camada 2 atravesse o
backbone?
Preparando os PE a VPWS
1° Nos PE conectados aos clientes preparar o ambiente:
[Huawei] mpls l2vpn
[Huawei-l2vpn]
2° Configurar o remote peer LDP (Recomendado)
[Huawei]mpls ldp remote-peer PE2
[Huawei-mpls-ldp-remote-pe1]remote-ip 10.99.99.2
Criando a VPWS
Na interface do PE com o cliente
[Huawei] interface gigabitethernet 0/0/2
[Huawei-GigabiEthernet0/0/0] mpls l2vc 10.99.99.2 100
VPLS
L2VPN tradicionais só proveem conexões P2P e não P2MP
MPLS L3VPN podem prover P2MP, mas por terem que conhecer as
rotas dos clientes para que controle as trocas. Isto faz com que os PE
necessitem alto poder de processamento
Soluções:
Como na Ethernet, pode prover conexões P2MP
VPLS é apresentada a um cliente como se fosse um switch
Ethernet. PE não precisam conhecer as rotas dos clientes
VPLS
Exercício:
Já aprendemos a configurar uma conexão ponto a ponto. Como
fazemos caso o cliente precise conectar mais de duas pontas em sua
rede?
Como posso fazer com que meu backbone MPLS apareça como um
switch para meu cliente, sem que eu precise configurar uma VLAN por
todo ele?
AS
Autonomous System
Um AS é uma coleção de redes e roteadores sob a mesma
administração técnica e que apresenta ao mundo exterior uma política
de roteamento coerente.
A internet é formada por uma coleção de AS`s, interligados.
Cada AS possui um número único que é atribuído e controlado pela
LACNIC no nosso caso.
Os números de AS de 64512 a 65535 são reservados para AS`s
privados.
iBGP
Internal Border Gateway Protocol
O BGP é um protocolo do tipo “Distance Vector” utilizado para fazer a
interconexão dos AS`s;
A versão do BGP quando este material foi produzido é a versão 4,
especificada na RFC 1771;
Os prefixos de rede são anunciados com uma lista dos AS`s que estão
no caminho (AS Path);
A topologia interna de cada AS não é informada, mas somente as
informações sobre como encontrar as redes (Reacheability);
O BGP opera trocando informações sobre a “encontrabilidade” de redes
por mensagens de NLRI (Network Layer Reachability Information);
O BGP utiliza a porta TCP 179 para garantir a confiabilidade das
informações.
Mensagens – iBGP
Para promover o aprendizado sobre rotas, um BGP speaker é o
responsável pelas informações dos seus vizinhos BGP. Durante o
intercambio, uma sessão BGP pode cair e devido a isso a operação
básica do BGP também precisa saber como lidar com essas situações.
Para possibilitar várias atividades do BGP o protocolo define 4 tipos de
mensagens obrigatórias para todos os sistema BGP.
OPEN
UPDATE
KEEPALIVE
NOTIFICATION
E ainda um tipo de mensagem adicional:
ROUTE-REFRESH
Mensagens – iBGP
BGP Route ID: Identifica o remetente, é o maior ip da interface ou da
loopback. Igual ao OSPF;
My AS: O número da AS do remetente;
BGP identifier (Router ID): É o identificador do remetente. O ID do
router é definido igual no OSPF, pelo maior IP ativo de todas as
interfaces a menos que exista um IP no loopback;
Authentication: Caso seja usada autenticação entre os peers;
Mensagens - iBGP
Estados dos Vizinhos - BGP
Idle – Estado Inicial;
Connect – Conexão TCP e aguardando;
Active – Realizada tentativas de conexão TCP;
OpenSent – Estado de espera da resposta de conexão do vizinho;
OpenConfirm – Conexão estabelecida;
Estabilished – Troca de mensagem de atualização, keepalive e
notificação.
eBGP e iBGP
eBGP – Peering entre roteadores de diferentes AS`s
iBGP – Peering entre roteadores do mesmo AS.
Perguntas?
Exercício:
Com os ips configurados o OSPF e o MPLS ativados e funcionando, vamos levantar as
sessões iBGP nos roteadores do backbone e verificar o estabelecimento das sessões.
Configurando o iBGP
1° Criar a instância BGP.
[Huawei] bgp 100
[Huawei-bgp]router-id 10.99.99.1
2º Interligar as sessões iBGP.
[Huawei-bgp] peer 10.99.99.2 as-number 100
[Huawei-bgp] peer 10.99.99.2 connect-interface LoopBack 0
[Huawei-bgp] peer 10.99.99.3 as-number 100
[Huawei-bgp] peer 10.99.99.3 connect-interface LoopBack 0
VRF – Virtual Routing and Forwarding
VRF é uma tecnologia que permite que várias instâncias de uma tabela
de roteamento possam coexistir no mesmo roteador, ao mesmo tempo.
Como as ocorrências de roteamento são independentes, o mesmo ou
sobreposições de endereços IP podem ser usados sem entrar em
conflito uns com os outros.
A VRF é uma instância da tabela de roteamento, que pode existir em
uma instância ou múltiplas instâncias por cada VPN criada no roteador
PE.
Com a necessidade de “fazer crescer” os serviços e não ampliar os
investimentos, as Telecom usam de artifícios técnicos para resolver os
problemas.
A VRF não é uma aplicação para grande porte por não ser escalável.
Esta afirmação é verídica, mas não limita o uso da VRF.
Instâncias VPN
As tabelas de roteamento das diversas VPNs são separadas
por instâncias VPN
Desta forma é possível a reutilização de endereçamento IP
em VPNs distintas sem conflitos
VRF – Virtual Routing and Forwarding
Em uma implantação típica de roteadores o tratamento das rotas é
feito direto nos Customer Edge (CE). Com as VRF o tratamento das
rotas é divulgado pelos Provider Edge (PE), onde as tabelas de
roteamento são virtualizadas.
O roteador PE, em seguida, encapsula o tráfego para identificar a
instância do VRF e transmite-o, através da rede backbone do provedor,
ao roteador PE destino.
O roteador PE de destino, em seguida, desencapsula o tráfego e as
encaminham para o roteador CE no destino.
Continua....
VRF – Virtual Routing and Forwarding
A rede backbone é completamente transparente para o equipamento
do cliente, permitindo que múltiplos clientes utilizem a mesma rede
mantendo sua integridade e confiabilidade fim a fim da transmissão.
Rotas em toda a rede de backbone do provedor são mantidas através
do iBGP.
iBGP usa comunidade ampliada de atributos em uma tabela de
roteamento comum para diferenciar os clientes de rotas com a
sobreposição de endereços IP.
RD – Route Distinguish
O BGP tradicional não consegue lidar com rotas aprendidas por VPNs
distintas que utilizem o mesmo prefixo IP
O roteador PE ESR consegue tratar por receber em instâncias distintas
Quando a rota é anunciada o BGP descarta todas as rotas repetidas.
Para tratar isso é utilizada uma extensão do BGP4 chamada MP-BGP
É adicionado ao prefixo IP a identificação da VPN
RT – Route Target
Extensão do BGP chamada Community Attribute
São utilizadas para controlar os anúncios de rotas
Uma instância VPN pode ser associada a um ou mais route target
Export Target: Indica com quais communities serão anunciadas as
rotas aprendidas
Import Target: Indica de quais communities serão importadas as rotas
anunciadas
Perguntas?
Exercício:
Com o conjunto OSPF, MPLS e BGP ativados e funcionando, vamos fazer
com que os CE5 e CE6 se comuniquem.
Criando a VRF
1° Criar a sessões de VRF:
[Huawei]ip vpn-instance vpn_a
[Huawei-vpn-instance- vpn_a]ipv4-Family
[Huawei-vpn-instance- vpn_a -af-ipv4]route-distinguisher 10.99.99.1:100
[Huawei-vpn-instance- vpn_a -af-ipv4]vpn-target 100:100
[Huawei-vpn-instance- vpn_a -af-ipv4]quit
[Huawei-vpn-instance- vpn_a]quit
[Huawei]
Criar o Peer BGP entre os PE
2° Criar o peer BGP para a VRF
[Huawei]bgp 100
[Huawei-bgp]ipv4-family vpnv4
[Huawei-bgp-af-vpnv4]peer 10.99.99.2 enable
[Huawei-bgp-af-vpnv4]quit
[Huawei-bgp]quit
[Huawei]
Associar a VRF ao BGP
3° Criar a VRF no BGP
[Huawei]bgp 100
[Huawei-bgp] ipv4-family vpn-instance vpn_a
[Huawei-bgp-vpn_a]import route-static
[Huawei-bgp-vpn_a]quit
[Huawei-bgp]quit
[Huawei]
Adicionar Interfaces e Rotas na VRF
4° Adicionando as rotas a VRF
[Huawei] ip route-static vpn-instance vpn_a 192.168.0.0 24 172.16.10.1
5° Adicionando a interface a VRF
[Huawei] interface GigabitEthernet 0/0/2
[Huawei-GigabitEthernet0/0/2] ip binding vpn-instance vpn_a
[Huawei-GigabitEthernet0/0/2]ip address 172.16.10.2 30
[Huawei-GigabitEthernet0/0/2]quit
Perguntas?
Administrar uma rede sem uma interface gráfica
não é uma tarefa simples, mais também não é
impossível.
Vimos durante estes dias os principais
protocolos e tecnologias recomendadas para a
operação de um provedor.
Depois do que aprendemos, a evolução depende
de dedicação, estudo e prática. A vontade de
continuar aprendendo é essencial em nossa
área.
Obrigado
Prof. Luiz Puppin
luiz.puppin@vlsm.com.br
luiz.puppin.magalhaes
(021) 99184-9795
https://www.linkedin.com/in/luizpuppin
https://www.facebook.com/luizpuppin