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INFORMATIVO Nº 04/10 JULGADOS - STF REABERTURA DE INQUÉRITO: NOTÍCIA DE NOVA PROVA - 1
INFORMATIVO Nº 04/10 JULGADOS - STF REABERTURA DE INQUÉRITO: NOTÍCIA DE NOVA PROVA - 1
INFORMATIVO Nº 04/10 JULGADOS - STF REABERTURA DE INQUÉRITO: NOTÍCIA DE NOVA PROVA - 1

INFORMATIVO Nº 04/10

JULGADOS - STF

REABERTURA DE INQUÉRITO: NOTÍCIA DE NOVA PROVA - 1

O Tribunal iniciou julgamento de habeas corpus impetrado

contra o Procurador-Geral da República, que requerera o desarquivamento de procedimento administrativo e a reabertura de inquérito policial instaurado para apurar a suposta prática de crime de tráfico de influência por parte do paciente, à época Senador da República, acusado de intermediar contrato firmado entre entidade da Administração Indireta estadual e pessoa jurídica de direito privado. Narra o impetrante que o então Procurador-Geral da República, depois de analisar as informações, determinara o arquivamento do procedimento administrativo instaurado, no Ministério Público Federal, para apurar a prática do aludido delito, ao fundamento de não haver prova, ainda que indiciária, de participação do paciente. Alega que esse arquivamento seria irretratável, nos termos da jurisprudência da Corte (Inq 2054/DF, DJU de 6.10.2006). Expõe, ainda, que, após Relatório Circunstanciado elaborado por Procuradores da República, o atual Procurador-Geral, ao verificar o surgimento de novas provas, que teriam alterado substancialmente o quadro probatório anterior, desarquivara o procedimento e requerera a reabertura do inquérito policial. Sustenta que a nova prova consistiria na reinquirição de uma antiga testemunha que se limitara a confirmar dado já anteriormente coligido, e que a reabertura do inquérito, sem novas provas, seria ilegal e abusiva. HC 94869/DF, rel. Ricardo Lewandowski, 11.2.2010. (HC-94869)

REABERTURA DE INQUÉRITO: NOTÍCIA DE NOVA PROVA - 2

O Min. Ricardo Lewandowski, relator, denegou a ordem.

Inicialmente, indeferiu o pleito do impetrante de que fosse reconhecida, in limine, a prescrição da pretensão punitiva do

paciente por força da desclassificação do delito a ele imputado, haja vista que a doutrina pátria seria uníssona ao afirmar que o delito tipificado no art. 332 do CP também poderia ser praticado por funcionário público. Asseverou, em

seguida, que a orientação estabelecida no citado precedente não se aplicaria ao caso, porquanto se referiria à impossibilidade de se substituir a decisão de arquivamento por nova denúncia e não à reabertura de inquérito policial, hipótese dos autos. Afirmou que o Enunciado 524 da Súmula

do Supremo estabelece que, “arquivado inquérito policial, por

despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas”, e que a situação sob exame não seria de oferecimento de denúncia após o desarquivamento de inquérito, mas de reabertura de inquérito. Asseverou que para o desarquivamento de inquérito seria necessária apenas a existência de novas provas, nos termos do art. 18 do CPP (“Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver

notícia.”). Para o relator, diante da notícia de novos elementos de convicção por parte do parquet, seria admissível a reabertura das investigações, a teor da parte final do art. 18 do CPP, mesmo porque o arquivamento de inquérito policial não faria coisa julgada nem acarretaria a preclusão, por se tratar de decisão tomada rebus sic standibus. Registrou que, se, por um lado, para desarquivar o inquérito policial bastaria a notícia de provas novas, por outro lado, o Ministério Público só poderia ofertar a denúncia se produzidas provas novas, nos termos daquele Verbete. Assim, enquanto o art. 18 do CPP regula o desarquivamento de inquérito policial, quando decorrente da carência de provas (falta de base para a denúncia), só permitindo o prosseguimento das investigações se houver notícia de novas provas, a Súmula 524 cria uma condição específica para o desencadeamento da ação penal, caso tenha sido antes arquivado o procedimento, qual seja, a produção de novas provas. HC 94869/DF, rel. Ricardo Lewandowski, 11.2.2010. (HC-94869)

REABERTURA DE INQUÉRITO: NOTÍCIA DE NOVA PROVA - 3

Frisou que o desarquivamento pode ensejar a imediata propositura da ação penal, se as novas provas tornarem dispensável qualquer outra diligência policial, mas que isso não significaria que esses dois momentos — o desarquivamento e a apresentação da demanda — poderiam ser confundidos. Ressaltou que o desarquivamento do inquérito policial constitui tão-só uma decisão administrativa, de natureza persecutória, no sentido de alterar os efeitos do arquivamento, e que, enquanto este tem como conseqüência a cessação das investigações, aquele tem como efeito a retomada das investigações inicialmente paralisadas pela decisão de arquivamento. Resumiu que, sem notícia de prova nova o inquérito policial não pode ser desarquivado, e sem produção de prova nova não pode ser proposta ação penal. Observou que, no caso, o atual Procurador-Geral da República, a partir de Relatório Circunstanciado, elaborado por integrantes do parquet federal, entendera que teriam surgido novas provas que desmentiriam a versão originalmente apresentada pelo paciente, e que, de uma leitura perfunctória desse Relatório, seria possível constatar que esses Procuradores da República teriam se baseado em elementos extraídos de investigação levada a efeito em outro procedimento administrativo que culminara em ação penal. Salientando, por fim, que provas novas, de acordo com a Corte, são as que produzem alteração no panorama probatório dentro do qual foi concebido e acolhido o pedido de desarquivamento do inquérito, devendo ser substancialmente inovadoras, e não formalmente novas, concluiu que, na espécie, num primeiro exame, não apenas a referida testemunha teria trazido fatos novos, mas também outras provas teriam sido colhidas, como notas fiscais, estando-se diante, portanto, de notícia de provas novas. Após os votos dos Ministros Ellen Gracie e Joaquim Barbosa, que acompanhavam o relator, pediu vista dos autos o Min. Dias Toffoli. HC 94869/DF, rel. Ricardo Lewandowski, 11.2.2010.

(HC-94869)

vista dos autos o Min. Dias Toffoli. HC 94869/DF, rel. Ricardo Lewandowski, 11.2.2010. (HC-94869) 1 www.cursofmb.com.br
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ATIVIDADE TELECOMUNICAÇÃO: LEI 9.472/97 E LEI 4.117/62 - 1 A Turma iniciou julgamento de habeas
ATIVIDADE TELECOMUNICAÇÃO: LEI 9.472/97 E LEI 4.117/62 - 1 A Turma iniciou julgamento de habeas
ATIVIDADE TELECOMUNICAÇÃO: LEI 9.472/97 E LEI 4.117/62 - 1 A Turma iniciou julgamento de habeas

ATIVIDADE

TELECOMUNICAÇÃO: LEI 9.472/97 E LEI 4.117/62 - 1

A Turma iniciou julgamento de habeas corpus no qual

denunciado pela suposta prática do crime previsto no art. 183

da Lei 9.472/97 (“Desenvolver clandestinamente atividades de

”)

alega que o fato narrado na denúncia corresponderia, em verdade, à hipótese prevista no art. 70 da Lei 4.117/62 [“Constitui crime punível com a pena de detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos, aumentada da metade se houver dano a terceiro, a instalação ou utilização de telecomunicações, sem observância do disposto nesta Lei e nos regulamentos.”] devendo, pois, em razão da pena cominada, submeter-se ao rito da Lei 9.099/95, a qual confere vários benefícios ao acusado, dentre os quais a possibilidade de transação penal. HC 93870/SP, rel. Joaquim Barbosa, 9.2.2010. (HC-93870)

telecomunicação: Pena – detenção de dois a quatro anos,

DE

CLANDESTINA

retroagirá, salvo para beneficiar o réu (CF, art. 5º, XL) e, tendo em conta que o § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 consubstancia novatio legis in mellius, entendeu-se que ele deveria ser aplicado em relação ao crime de tráfico de entorpecentes descrito em lei anterior. HC 101511/MG, rel. Min. Eros Grau, 9.2.2010. (HC-101511)

ART. 44 DO CP E CRIMES MILITARES

O art. 44 do CP — que prevê a possibilidade da substituição

da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos — não é aplicável aos crimes militares. Com base nesse entendimento, a Turma indeferiu habeas corpus no qual se

alegava que o acórdão impugnado deixara de aplicar, sem fundamentação, a substituição pleiteada. Precedentes citados:

HC 91155/SP (DJE de 10.8.2007), HC 86079/SP (DJU 6.11.2006) e HC 80952/PR (DJU de 5.10.2001). HC 94083/DF, rel. Min. Joaquim Barbosa, 9.2.2010. (HC-94083)

ATIVIDADE

TELECOMUNICAÇÃO: LEI 9.472/97 E LEI 4.117/62 - 2

O Min. Joaquim Barbosa, relator, indeferiu o writ por reputar

escorreita a tipificação da conduta, nos termos da ação penal

de origem. Ressaltou, inicialmente, que se tornaria necessário

saber se o art. 70 da Lei 4.117/62 continuaria, ou não, em vigor, dado o disposto no art. 215, I, da Lei 9.472/97 (“Ficam revogados: I – a Lei 4.117/62, salvo quanto à matéria penal

não tratada nesta Lei e quanto aos preceitos relativos à radiodifusão;”). Considerou que, como o próprio núcleo do tipo penal indica, desenvolver clandestinamente atividade de telecomunicações seria um crime habitual. Destarte, enfatizou

que quem, uma vez ou outra, utiliza atividades de telecomunicações, sem habitualidade, não pratica o crime definido no art. 183 da Lei 9.472/97, mas sim o disposto no art. 70 da Lei 4.117/62. Reputou que a diferença entre os dois tipos penais seria esta: o crime do art. 183 da Lei 9.472/97 somente se consumaria quando houvesse habitualidade. Quando esta estiver ausente, ou seja, quando o acusado vier

a instalar ou se utilizar de telecomunicações

clandestinamente, mas apenas uma vez ou de modo não rotineiro, a conduta estaria subsumida no art. 70 da Lei 4.117/62, pois não haveria aí um meio ou estilo de vida, um

comportamento reiterado ao longo do tempo, que seria punido

de modo mais severo pelo art. 183 da Lei 9.472/97. Assim,

compreendeu que, no caso em análise, haver-se-ia de manter hígida a decisão, pois a denúncia esclarecera que os aparelhos de telecomunicações eram utilizados de forma clandestina e habitual pelo paciente no exercício da atividade

de “lotação”, com o propósito de se comunicar com

colaboradores da prática de transporte clandestino de passageiros e, assim, evitar ser flagrado pela fiscalização. Após, pediu vista dos autos o Min. Cezar Peluso. HC

93870/SP, rel. Joaquim Barbosa, 9.2.2010. (HC-93870)

CLANDESTINA

DE

TRÁFICO DE DROGAS E COMBINAÇÃO DE LEIS INCRIMINADORAS

A Turma deferiu habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de condenado por tráfico ilícito de entorpecentes na vigência da Lei 6.368/76 para determinar que magistrado de 1ª instância aplique a causa de diminuição

de pena trazida pelo § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006, bem

assim para que fixe regime de cumprimento compatível com a

quantidade de pena apurada após a redução. Consignou-se

que a Constituição Federal determina que a lei penal não

PAD: NULIDADE E “BIS IN IDEM” - 1

A Turma negou provimento a recurso ordinário em mandado

de segurança no qual se pleiteava a nulidade de procedimento administrativo disciplinar, ao fundamento de que houvera a

imposição de duas penas com base nos mesmos fatos, caracterizando ofensa ao princípio do non bis in idem. No caso, o recorrente fora submetido a sindicância em virtude da ocorrência de falta funcional no controle fiscal e contábil de certa empresa, sendo-lhe imposta a pena de advertência. Ocorre, todavia, que, posteriormente, tal procedimento fora declarado nulo pela própria Administração, instaurando-se um novo para apurar os mesmos fatos, sendo-lhe, ao fim, aplicada

a pena de demissão. Sustentava, também, o recorrente: a)

que a Lei 8.112/90, em seu art. 174 (“o processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.”), previu que a revisão do processo administrativo só seria realizada em benefício do servidor e se existentes fatos novos e b) que o fato de um mesmo agente ter atuado na instauração do procedimento, como Secretário da Receita Federal, e, no julgamento, como Ministro de Estado da Fazenda, indicaria que o julgamento teria sido parcial. RMS 23922/DF, rel. Min. Joaquim Barbosa, 9.2.2010. (RMS-23922)

PAD: NULIDADE E “BIS IN IDEM” - 2

Assinalou-se que a declaração da nulidade do processo que conduzira à aplicação da pena de advertência não poderia apoiar-se no disposto no art. 174 da Lei 8.112/90, pois trataria aquele dispositivo da revisão em benefício do servidor que sofrera punição disciplinar. Destacou-se, por outro lado, que a situação descrita nos autos seria de revisão ex officio de ato administrativo (Lei 8.112/90, artigos 114 e 169) e não de aplicação daquele dispositivo. Assim, enfatizou-se que a anulação total do processo original e a sua retomada desde o início, ainda que se refiram aos mesmos fatos, não violara o princípio do non bis in idem. Quanto ao suposto vício decorrente da participação de um mesmo agente público em diferentes atos do processo, aduziu-se que, do ponto de vista da conformidade com o texto legal, a competência para a prática dos atos fora devidamente respeitada, em observância

à Lei 8.112/90, que disciplina a competência para instauração

e julgamento do processo disciplinar. No ponto, evidenciou-se

que, de acordo com o art. 166 dessa lei, a competência para

disciplinar. No ponto, evidenciou-se que, de acordo com o art. 166 dessa lei, a competência para
disciplinar. No ponto, evidenciou-se que, de acordo com o art. 166 dessa lei, a competência para

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julgar o processo, em regra, seria da autoridade que determinara a sua instauração. Ressaltou-se que,
julgar o processo, em regra, seria da autoridade que determinara a sua instauração. Ressaltou-se que,
julgar o processo, em regra, seria da autoridade que determinara a sua instauração. Ressaltou-se que,

julgar o processo, em regra, seria da autoridade que determinara a sua instauração. Ressaltou-se que, na espécie,

o Secretário da Receita Federal agira como superior

hierárquico do delegado desta entidade, decretando a nulidade da pena imposta pelo subordinado (o “chefe da repartição”, como disposto no art. 141, III, da Lei 8.112/90).

Dessa forma, frisou-se que a atribuição para praticar tal ato decorreria do art. 169 da mesma lei, o qual dispõe competir à autoridade que instaura o processo ou outra de hierarquia superior anular o feito em que presente vício insanável. Afirmou-se, destarte, que a imposição da pena de demissão caberia, em tese, ao Presidente da República (Lei 8.112/90, art. 141, I), tendo tal atribuição sido delegada, contudo, ao Ministro de Estado da Fazenda, por força do art. 1º, I, do Decreto 3.035/99. RMS 23922/DF, rel. Min. Joaquim Barbosa, 9.2.2010. (RMS-23922)

ISENÇÃO DE COFINS: REVOGAÇÃO POR LEI ORDINÁRIA E COISA JULGADA - 1

A Turma retomou julgamento de agravo regimental interposto contra decisão da Min. Ellen Gracie que provera recurso extraordinário, do qual relatora, por reputar que o acórdão impugnado divergira da orientação firmada pelo STF no sentido da constitucionalidade da revogação da isenção relativa às sociedades civis prestadoras de serviço, ante a inexistência de hierarquia entre lei complementar e lei ordinária. Sustenta a empresa agravante que a União deixara

de trazer ao conhecimento da Corte informação tida como

prejudicial ao julgamento do recurso extraordinário, aduzindo a existência, em seu favor, de decisão anterior proferida em

mandado de segurança, na qual assentado o seu direito de não recolher o tributo. Alega que, somente a partir da procedência de ação rescisória intentada pela Fazenda Nacional em face de ordem concedida no referido writ, revigorara-se a exigibilidade da exação. Destarte, pleiteia o reconhecimento, na espécie, da proteção do manto da coisa julgada. Na sessão de 31.3.2009, a Min. Ellen Gracie, relatora, mantivera a decisão agravada. Consignou, ainda, não proceder a alegação, neste momento processual, da existência de decisão favorável à impetrante em mandado de segurança, até porque a agravante sequer apresentara contra- razões ao recurso extraordinário da União. RE 594477 AgR/DF, rel. Min. Ellen Gracie. 9.2.2010. (RE-594477)

ISENÇÃO DE COFINS: REVOGAÇÃO POR LEI ORDINÁRIA E COISA JULGADA - 2

Em divergência, o Min. Eros Grau, em voto-vista, deu provimento ao agravo. Esclareceu que haveria de ser considerada a alegação da agravante da preexistência de decisão em mandado de segurança, dado que o CTN define,

em seu art. 156, X, que a decisão judicial passada em julgado

extingue o crédito tributário. Asseverou que a ação rescisória

não teria o condão de fazer renascer crédito tributário extinto,

na medida em que o preceito veiculado pelo art. 156, X, do

CTN o impediria. Destacou que o credor — a União — não seria titular do direito a lançar o tributo, em relação à agravante, até o momento da procedência da ação rescisória e que o objeto da execução fiscal de que se cuida respeitaria a valores exigidos anteriormente à propositura da ação rescisória. Salientou que a desconstituição, pela rescisória, da decisão transitada em julgado que afirmara a inexistência da obrigação tributária não conferiria à União o direito de

restabelecer créditos tributários que a primeira, a decisão no mandado de segurança, declarara inexistirem, haja vista que estes créditos tributários, objeto da execução fiscal, porque inexistentes nos termos do que estabelece o CTN, seriam irrecuperáveis. Afirmou que os créditos tributários objeto da execução estariam extintos, daí porque à agravante não poderia, pois, ser imposta sanção alguma. Ressaltou não se estar em debate o cabimento de ação rescisória, mas unicamente de seus efeitos em face do art. 156, X, do CTN, à luz dos primados da segurança jurídica e da boa-fé. Após, pediu adiamento do feito a Min. Ellen Gracie. RE 594477 AgR/DF, rel. Min. Ellen Gracie. 9.2.2010. (RE-594477)

SUPRESSÃO

CONTRADITÓRIO

O Tribunal iniciou julgamento de mandado de segurança

impetrado contra ato do Tribunal de Contas da União - TCU que suprimira, sem observância do contraditório, vantagem pessoal incorporada aos vencimentos do impetrante. No caso, após ocupar o cargo de analista de finanças do Ministério da Fazenda, o impetrante integrara-se ao quadro funcional do TCU, sendo-lhe deferida a averbação do tempo de serviço prestado em função comissionada no citado Ministério, para fins de vantagem pessoal (“quintos”). Requer o servidor a nulidade do ato administrativo que implicara a revogação dessa vantagem. Inicialmente, rejeitou-se a preliminar suscitada pelo Min. Marco Aurélio, relator, sobre a ausência de quórum para julgamento de matéria constitucional. Em seguida, o relator afastou as preliminares de incompetência do STF para julgar o writ, dado que a autoridade apontada como

coatora seria o Presidente do TCU, e de decadência, porquanto impetrado dentro do prazo legal. No mérito, concedeu a segurança para assentar a nulidade do processo. Aduziu que o impetrante alcançara situação remuneratória posteriormente retirada do cenário jurídico sem que se lhe

desse oportunidade para manifestar-se. Enfatizou que a Corte

já proclamara que a anulação de ato administrativo cuja

formalização haja repercutido no campo de interesses individuais não prescinde da observância da instauração de processo administrativo que viabilize a audição daquele que teria a situação jurídica modificada. Salientou que cumpriria dar ciência ao servidor, não vingando a óptica segundo a qual a autotutela administrativa poderia afastar o próprio direito de defesa, pouco importando a observância dos cinco anos previstos na Lei 9.784/99. Consignou, ainda, que o vício não teria sido convalidado com o fato de o impetrante ter interposto, depois de já estar decidido o processo que implicara a glosa do direito, recurso para a autoridade maior. Após, o julgamento foi suspenso com o pedido de vista do Min. Dias Toffoli. MS 25399/DF, rel. Min. Marco Aurélio, 17.2.2010. (MS-25399)

E

DE

GRATIFICAÇÃO

RECLAMAÇÃO: APOSENTADORIA ESPONTÂNEA E EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO - 1

O Tribunal iniciou julgamento de reclamação ajuizada por

empresa pública estadual contra decisão proferida pelo Juízo

da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis-SC que, nos autos de

reclamação trabalhista, ao deferir pedido de tutela antecipada,

assegurara a manutenção, em seus empregos, de trabalhadores aposentados pelo Regime Geral de Previdência, sob o fundamento de que a aposentadoria concedida aos empregados não é causa de extinção do contrato de emprego,

de que a aposentadoria concedida aos empregados não é causa de extinção do contrato de emprego,
de que a aposentadoria concedida aos empregados não é causa de extinção do contrato de emprego,

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nem implica acumulação de proventos vedada por lei. Na espécie, a reclamante comunicara àqueles trabalhadores
nem implica acumulação de proventos vedada por lei. Na espécie, a reclamante comunicara àqueles trabalhadores
nem implica acumulação de proventos vedada por lei. Na espécie, a reclamante comunicara àqueles trabalhadores

nem implica acumulação de proventos vedada por lei. Na espécie, a reclamante comunicara àqueles trabalhadores seu

desligamento do quadro de pessoal, em razão da impossibilidade de acumulação de proventos de aposentadoria com salários. Por vislumbrar afronta à autoridade da decisão proferida pelo Supremo nas ações diretas de inconstitucionalidade 1721/DF (DJU de 29.6.2007) e 1770/DF (DJU de 1º.12.2006), a Min. Ellen Gracie, relatora, julgou procedente o pedido formulado para cassar a decisão impugnada, autorizando a reclamante a efetuar demissões de empregados que se aposentaram espontaneamente, fazendo-

o com o pagamento das respectivas verbas rescisórias

trabalhistas. Rcl 8168/SC, rel. Min. Ellen Gracie, 18.2.2010.

(Rcl-8168)

RECLAMAÇÃO: APOSENTADORIA ESPONTÂNEA E EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO - 2

Considerou que o Supremo, ao julgar os referidos

precedentes, de fato declarara a inconstitucionalidade dos §§

1º e 2º do art. 453 da Consolidação das Leis do Trabalho -

CLT [“Art. 453 - No tempo de serviço do empregado, quando readmitido, serão computados os períodos, ainda que não contínuos, em que tiver trabalhado anteriormente na empresa, salvo se houver sido despedido por falta grave, recebido indenização legal ou se aposentado espontaneamente. § 1º Na aposentadoria espontânea de empregados das empresas públicas e sociedades de economia mista é permitida sua readmissão desde que atendidos aos requisitos constantes do art. 37, inciso XVI, da Constituição, e condicionada à prestação de concurso público. § 2º O ato de concessão de benefício de aposentadoria a empregado que não tiver completado 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, ou trinta, se mulher, importa em extinção do vínculo empregatício.”]. Observou que, no julgamento da ADI 1721/DF, a Corte reputara inconstitucional o § 2º do art. 453 da CLT por criar esse dispositivo modalidade de despedida arbitrária, haja vista não considerar a possibilidade de o empregador querer continuar com seu empregado, ressaltando o fato de que o direito à aposentadoria se perfaz de forma objetiva e constitui uma relação jurídica entre o segurado e o INSS, e não entre o empregado e o empregador. No que se refere ao julgamento da ADI 1770/DF, o Tribunal concluíra pela inconstitucionalidade do § 1º do art. 453 da CLT, regra aplicável aos empregados das empresas públicas, também por se fundar na idéia de que a aposentadoria espontânea poria fim abruptamente ao vínculo empregatício entre empregado e empregador. Rcl 8168/SC, rel. Min. Ellen Gracie, 18.2.2010. (Rcl-8168)

RECLAMAÇÃO: APOSENTADORIA ESPONTÂNEA E EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO - 3

Não obstante, a Min. Ellen Gracie entendeu que esses precedentes não impediriam as empresas públicas e as sociedades de economia mista de efetivar a adequação de seus quadros e, para isso, promover, quando necessária, a demissão de seus empregados, aposentados espontaneamente, ou não, pagando-lhes as devidas verbas rescisórias. Reportou-se à decisão proferida na Rcl 5679/SC (DJE de 7.10.2008) nesse sentido. Concluiu que, no caso, o juízo trabalhista conferira aos aludidos precedentes extensão indevida, ao gerar uma extraordinária “estabilidade no emprego” para os empregados aposentados pela Previdência

Social. Afirmou que o que revelado pelos autos seria problema da necessidade de renovação da força de trabalho das empresas públicas e sociedades de economia mista, responsáveis por parte significativa do desenvolvimento nacional. Esclareceu que se as empresas públicas e as sociedades de economia mista não pudessem demitir seus empregados, na forma da legislação trabalhista em vigor, dificilmente haveria renovação de quadros, o que poderia ensejar sérios problemas estruturais em relação à prestação

de serviços essenciais à população brasileira. Isso, por outro

lado, não implicaria obrigatoriedade de demissão desses empregados já aposentados, porquanto o vínculo laboral permanece vigente e subsiste a possibilidade de essas empresas desejarem manter a colaboração de seus experientes empregados aposentados pelo regime geral. Em suma, afirmou que as empresas públicas e as sociedades de economia mista não estão obrigadas a manter seus empregados, inclusive aqueles aposentados pela Previdência Social, podendo, portanto, conforme a necessidade de sua política de recursos humanos, optar pela sua demissão. Após o voto do Min. Ayres Britto, que acompanhava a relatora, pediu vista dos autos o Min. Joaquim Barbosa. Rcl 8168/SC, rel. Min. Ellen Gracie, 18.2.2010. (Rcl-8168)

Fonte: Site oficial do Supremo Tribunal Federal (informativos 574 e 575)

JULGADOS - STJ

LEGITIMIDADE. PROPRIEDADE INDUSTRIAL.

O prejudicado que possui a legitimidade necessária para

intentar ação com o fim de proteger direitos relativos à propriedade industrial incidentes sobre produtos criados é quem efetivamente os levou ao registro no órgão competente (arts. 207 a 209 da Lei n. 9.279/1996 – LPI). REsp 833.098- PR, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 18/2/2010.

PRISÃO PREVENTIVA. GOVERNADOR. GARANTIA. ORDEM PÚBLICA.

Trata-se de inquérito requerido pelo procurador-geral da

República e por subprocuradora-geral da República com base

no art. 312 do CPP no qual o Min. Relator decretou a prisão

preventiva do governador do Distrito Federal e de outras cinco pessoas, para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal. Investiga-se, entre outros, a suposta prática dos crimes de falsidade ideológica de documento privado (art. 299 do CP) e de corrupção de testemunha (art. 343 do mesmo código) em coautoria. Nessas situações, segundo o Min. Relator, a lei penal autoriza a decretação de prisão preventiva, para que a aplicação da lei penal não fique comprometida. O Min. Nilson Naves posicionou-se contrário à decretação da prisão preventiva e, em preliminar, sustentou que o STJ só poderia adotar a medida contra o governador se houvesse, antes, autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal (art. 60, XXIII, da Lei Orgânica do Distrito Federal). Diante disso, a Corte Especial, por maioria, rejeitou a preliminar levantada pelo Min. Nilson Naves de impossibilidade de apreciação pelo STJ em face da ausência de autorização legislativa. No mérito, por maioria, ficou referendada a decisão do Min. Relator de decretação da

No mérito, por maioria, ficou referendada a decisão do Min. Relator de decretação da 4 www.cursofmb.com.br
No mérito, por maioria, ficou referendada a decisão do Min. Relator de decretação da 4 www.cursofmb.com.br

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prisão preventiva. Inq 650-DF, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 11/2/2010. REPETITIVO. SENTENÇA DECLARATÓRIA.
prisão preventiva. Inq 650-DF, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 11/2/2010. REPETITIVO. SENTENÇA DECLARATÓRIA.
prisão preventiva. Inq 650-DF, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 11/2/2010. REPETITIVO. SENTENÇA DECLARATÓRIA.

prisão preventiva. Inq 650-DF, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 11/2/2010.

REPETITIVO. SENTENÇA DECLARATÓRIA. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. EFICÁCIA EXECUTIVA.

A Seção, ao julgar o recurso sob o regime do art. 543-C do CPC c/c a Res. n. 8/2008-STJ (recurso repetitivo), reafirmou seu entendimento de que a sentença declaratória que, para fins de compensação tributária, certifica o direito de crédito do contribuinte que recolheu indevidamente o tributo contém juízo de certeza e de definição exaustiva a respeito de todos os elementos da relação jurídica questionada e, como tal, é título executivo para a ação visando à satisfação, em dinheiro, do valor devido. Assim, cabe ao contribuinte fazer a opção entre a compensação, o recebimento do crédito por precatório ou a requisição de pequeno valor do indébito tributário, uma vez que todas as modalidades constituem formas de execução do julgado colocadas à disposição da parte quando procedente a ação que declarou o indébito. Precedentes citados: REsp 796.064-RJ, DJe 10/11/2008; EREsp 502.618-RS, DJ 1º/7/2005; EREsp 609.266-RS, DJ 11/9/2006, e REsp 614.577-SC, DJ 3/5/2004. REsp 1.114.404-MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 10/2/2010.

RECUPERAÇÃO

JUDICIAL.

SUSPENSÃO.

EXECUÇÃO.

Trata-se de conflito de competência suscitado por companhia aérea em recuperação judicial, a fim de definir a competência entre o juízo de direito da vara de falências e recuperações judiciais e o juízo trabalhista, diante do disposto no art. 6º, §§ 4º e 5º, da Lei n. 11.101/2005. Para o Min. Relator, apesar das divergências na doutrina, este Superior Tribunal tem estabelecido que, aprovado e homologado o plano de recuperação judicial da sociedade empresária, os créditos serão satisfeitos de acordo com as condições ali estipuladas. Dessa forma, mostra-se incabível o prosseguimento das execuções individuais. Diante do exposto, a Seção declarou competente o juízo de direito da vara de falências e recuperações judiciais. Precedentes citados: CC 73.380-SP, DJe 21/11/2008, e CC 88.661-SP, DJe 3/6/2008. CC 108.141- SP, Rel. Min. Fernando Gonçalves, julgado em 10/2/2010.

QO.

PREVIDENCIÁRIO.

Em questão de ordem suscitada pelo Ministério Público Federal sobre a exclusão de menor sob guarda da condição de dependente do segurado, amplamente refutada nos juizados especiais federais, como alegado pelo parquet, a Seção, por unanimidade, acolheu a preliminar de inconstitucionalidade do art. 16, § 2º, da Lei n. 8.213/1991, na redação da Lei n. 9.528/1997, conforme determina o art. 199 do RISTJ. QO nos EREsp 727.716-CE, Rel. Min. Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ-SP), julgada em

DEPENDENTE

MENOR

SOB

GUARDA.

10/2/1010.

LIQUIDAÇÃO. ERRO. RECURSO.

Publicada a decisão de liquidação de sentença depois de estar em vigor a Lei n. 11.232/2005, que inseriu o art. 475-H no CPC, o qual determinou que o recurso cabível é o agravo de instrumento, não há como aplicar o princípio da fungibilidade recursal. No caso, houve erro grosseiro inerente à regra de direito intertemporal, ou seja, utilização de recurso de

apelação no lugar daquele expressamente previsto (agravo de instrumento) na nova lei processual, que tem aplicação imediata, mesmo nos processos em curso (art. 1.211 do CPC). Nesse contexto, a Turma negou provimento ao recurso. Precedentes citados: AgRg no Ag 987.290-RS, DJe 28/10/2008, e AgRg no Ag 946.131-RS, DJ 5/8/2005. REsp 1.132.774-ES, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 9/2/2010.

MS. MULTA CONTRATUAL.

Discute-se, no recurso, se é cabível a impetração de mandado de segurança contra ato de presidente de comissão de licitação de empresa pública bancária (CEF) que aplicou multa por atraso da obra de prestação de serviços de adequação da rede elétrica de agência bancária. A jurisprudência deste Superior Tribunal já assentou que a imposição de multa decorrente de contrato, ainda que precedido de procedimento licitatório de cunho administrativo, não é ato de autoridade, mas ato de gestão, contra o qual não cabe mandado de segurança. Ademais, a novel lei do mandado de segurança (Lei n. 12.016/2009) sedimentou esse entendimento jurisprudencial em seu art. 1º, § 2º. Por outro lado, é incabível apurar infração contratual em mandamus, porque isso requer prova. Diante do exposto, a Turma negou provimento ao recurso. Precedentes citados: AgRg no REsp 1.107.566-PR, DJe 25/5/2009; REsp 577.396-PE, DJ 20/2/2006, e REsp 420.914-PR, DJ 25/8/2003. REsp 1.078.342-PR, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 9/2/2010.

MS. LITISPENDÊNCIA. AÇÃO ORDINÁRIA.

No mandado de segurança, alega-se o direito adquirido e a conivência da legislação local para buscar a anulação de edital elaborado pela unidade federada de alienação do imóvel funcional ocupado pelo ora recorrente e, com isso, permitir sua venda direta sem qualquer procedimento licitatório. Sucede que esse pedido já foi deduzido, de igual modo, em ação ordinária da qual justamente decorre o citado edital, visto que nela se rejeitou o pleito e se cassou a liminar, o que possibilitou ao ente federado praticar os atos relativos à licitação. Daí a razão de o Tribunal a quo corretamente reconhecer a litispendência, que, conforme a jurisprudência do STJ, não é descaracterizada pela circunstância de o polo passivo do MS ser ocupado pela autoridade indicada como coatora e, na ação ordinária, figurar como réu a própria pessoa jurídica de direito público à qual pertence o impetrado no writ. Precedentes citados: REsp 866.841-RJ, DJe 7/11/2008; RMS 11.905-PI, DJ 23/8/2007, e AgRg no REsp 932.363-RJ, DJ 30/8/2007. RMS 29.729-DF, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 9/2/2010.

INSUMOS. ATIVIDADE AGRÍCOLA. CDC.

A Turma reiterou o entendimento de que não configura relação

de consumo a aquisição de bens ou a utilização de serviço por

pessoa física ou jurídica com a finalidade de implementar ou incrementar sua atividade negocial. Para que haja relação de consumo, é necessário que aquele que contrata serviço ou adquire bens o faça como destinatário final, com o fito de atender a uma necessidade própria. Na espécie, o recorrente

buscou, junto à recorrida, a obtenção de insumos para investir em sua atividade comercial, logo não se aplica o CDC. Assim,

a Turma não conheceu do recurso. REsp 1.016.458-RS, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 9/2/2010.

não conheceu do recurso. REsp 1.016.458-RS, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 9/2/2010. 5 www.cursofmb.com.br
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LEGITIMIDADE. PERSONALIDADE JURÍDICA. A desconsideração da pessoa jurídica consiste na possibilidade de ignorar a
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LEGITIMIDADE. PERSONALIDADE JURÍDICA. A desconsideração da pessoa jurídica consiste na possibilidade de ignorar a

LEGITIMIDADE. PERSONALIDADE JURÍDICA.

A desconsideração da pessoa jurídica consiste na

possibilidade de ignorar a personalidade jurídica autônoma de entidade sempre que essa venha a ser utilizada para fins

fraudulentos ou diversos daqueles para os quais foi constituída. Quando houver abuso, desvio de finalidade ou confusão patrimonial entre os bens da sociedade e dos sócios, caberá a aplicação do referido instituto. Assim, uma vez que desconsiderada a personalidade jurídica, tanto a sociedade quanto os sócios têm legitimidade para recorrer dessa decisão. Precedente citado: REsp 170.034-SP, DJ 23/10/2000. REsp 715.231-SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado

em 9/2/2010.

DESCONSIDERAÇÃO.

TRÁFICO. ENTORPECENTE. SUBSTITUIÇÃO. PENA.

O paciente foi preso em flagrante trazendo consigo

aproximadamente cinco quilos de cocaína, sendo condenado como incurso no art. 33 c/c o art. 40, I, ambos da Lei n. 11.343/2006. No HC, pretende o reconhecimento do direito à substituição de pena, sustentando a inconstitucionalidade da

norma que veda o benefício contida no art. 33, § 4º, e no art.

44, ambos do referido diploma legal. Inicialmente, observou-se

que, em recente decisão proferida pela Corte Especial deste Superior Tribunal, foi reconhecida a validade das mencionadas normas proibitivas de conversão da pena. Ressaltou-se que a infração cometida ocorreu em 17/5/2007, na vigência, portanto, da citada Lei n. 11.343/2006; e, ainda, que, se assim

não fosse, o paciente não preenche o requisito previsto no art.

44, III, do CP, já que a sentença reconheceu como

desfavoráveis sua conduta social e personalidade na ocasião

da fixação da pena-base. Diante disso, a Turma, por maioria,

denegou a ordem. O Min. Nilson Naves, em voto vencido, concedia a ordem para substituir a pena privativa de liberdade

por duas restritivas de direitos, quais sejam, prestação de

serviços à comunidade e limitação de fim de semana, ficando

a cargo do juiz das execuções sua implementação.

Precedentes citados: HC 118.098-RS, DJe 9/12/2008, e HC 128.256-SP, DJe 26/10/2009. HC 120.353-SP, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 9/2/2010.

ESTUPRO. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. LEI N. 12.015/2009.

Trata-se de habeas corpus no qual se pleiteia, em suma, o reconhecimento de crime continuado entre as condutas de estupro e atentado violento ao pudor, com o consequente redimensionamento das penas. Registrou-se, inicialmente, que, antes das inovações trazidas pela Lei n. 12.015/2009,

havia fértil discussão acerca da possibilidade de reconhecer a existência de crime continuado entre os delitos de estupro e atentado violento ao pudor, quando o ato libidinoso constituísse preparação à prática do delito de estupro, por caracterizar o chamado prelúdio do coito (praeludia coiti), ou

de

determinar se tal situação configuraria concurso material

sob

o fundamento de que seriam crimes do mesmo gênero,

mas não da mesma espécie. A Turma concedeu a ordem ao

fundamento de que, com a inovação do Código Penal introduzida pela Lei n. 12.015/2009 no título referente aos hoje denominados “crimes contra a dignidade sexual”, especificamente em relação à redação conferida ao art. 213

do referido diploma legal, tal discussão perdeu o sentido.

Assim, diante dessa constatação, a Turma assentou que, caso

o agente pratique estupro e atentado violento ao pudor no

mesmo contexto e contra a mesma vítima, esse fato constitui um crime único, em virtude de que a figura do atentado violento ao pudor não mais constitui um tipo penal autônomo, ao revés, a prática de outro ato libidinoso diverso da conjunção carnal também constitui estupro. Observou-se que houve ampliação do sujeito passivo do mencionado crime, haja vista que a redação anterior do dispositivo legal aludia expressamente a mulher e, atualmente, com a redação dada pela referida lei, fala-se em alguém. Ressaltou-se ainda que, não obstante o fato de a Lei n. 12.015/2009 ter propiciado, em alguns pontos, o recrudescimento de penas e criação de novos tipos penais, o fato é que, com relação a ponto específico relativo ao art. 213 do CP, está-se diante de norma penal mais benéfica (novatio legis in mellius). Assim, sua aplicação, em consonância com o princípio constitucional da retroatividade da lei penal mais favorável, há de alcançar os delitos cometidos antes da Lei n. 12.015/2009, e, via de consequência, o apenamento referente ao atentado violento ao pudor não há de subsistir. Todavia, registrou-se também que a prática de outro ato libidinoso não restará impune, mesmo que praticado nas mesmas circunstâncias e contra a

mesma pessoa, uma vez que caberá ao julgador distinguir, quando da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do CP para fixação da pena-base, uma situação da outra, punindo mais severamente aquele que pratique mais de uma ação integrante do tipo, pois haverá maior reprovabilidade da conduta (juízo da culpabilidade) quando o agente constranger

a vítima à conjugação carnal e, também, ao coito anal ou

qualquer outro ato reputado libidinoso. Por fim, determinou-se que a nova dosimetria da pena há de ser feita pelo juiz da

execução penal, visto que houve o trânsito em julgado da condenação, a teor do que dispõe o art. 66 da Lei n. 7.210/1984. HC 144.870-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 9/2/2010.

RESPONSABILIDADE

TRANSPORTE.

A Turma decidiu que, no caso de transporte desinteressado,

de simples cortesia, só haverá possibilidade de condenação do transportador mediante a prova de dolo ou culpa grave (Súm. n. 145-STJ). Outrossim, responde por culpa grave o condutor de veículo que transporta passageiro gratuitamente,

de forma irregular, em carroceria aberta de caminhão, em que

é previsível a ocorrência de graves danos, mesmo crendo que

não acontecerão. No caso, não cabe a pretendida redução da condenação, por não ter sido apontada a lei vulnerada pelo acórdão recorrido, razão pela qual incide a Súm. n. 284-STF por analogia. REsp 685.791-MG, Rel. Min. Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ-RS), julgado em

18/2/2010.

CORTESIA.

CIVIL.

ERRO MATERIAL. MULTA.

O crédito referente à execução principal após a apuração de

erro material confirmado nesta mesma instância especial diminuiu em mil vezes. Assim, constatado que o acessório segue o principal, o valor da multa do art. 538, parágrafo único, do CPC, aplicada na hipótese, não poderia ser superior ao próprio crédito. Permitir sua execução em errôneo patamar ao argumento de haveria preclusão lógica e coisa julgada não procede, visto que seria prestigiar o enriquecimento ilícito. Precedente citado: REsp 337.613-ES, DJe 21/9/2009. REsp

seria prestigiar o enriquecimento ilícito. Precedente citado: REsp 337.613-ES, DJe 21/9/2009. REsp 6 www.cursofmb.com.br
seria prestigiar o enriquecimento ilícito. Precedente citado: REsp 337.613-ES, DJe 21/9/2009. REsp 6 www.cursofmb.com.br

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337.567-ES, Rel. Min. Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ-AP), julgado em 18/2/2010.
337.567-ES, Rel. Min. Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ-AP), julgado em 18/2/2010.
337.567-ES, Rel. Min. Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ-AP), julgado em 18/2/2010.

337.567-ES, Rel. Min. Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ-AP), julgado em 18/2/2010.

ANULAÇÃO.

SUSTENTAÇÕES

ORAIS.

CORRÉUS.

APELAÇÃO.

Em habeas corpus, alega-se que o paciente estaria sofrendo constrangimento ilegal por cerceamento de defesa, pois havia 44 corréus na apelação, cada qual com seu defensor, e o TJ determinou que o prazo em dobro fosse dividido entre os defensores, o que fez caber a cada um menos de um minuto e meio. O Min. Relator ressaltou que, em recente precedente da Corte Especial, estabeleceu-se que, havendo vários corréus com diferentes advogados, cada um teria o prazo de 15 minutos para sustentação oral, somente se ressalvando os casos em que há mais de um patrono para o mesmo réu, situação em que o prazo deve ser dividido entre os advogados. Ademais, citou julgados deste Superior Tribunal e do Supremo Tribunal que consideram a frustração da sustentação oral violar as garantias constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Com esse entendimento, a Turma concedeu a ordem para anular o julgamento da apelação criminal em relação a todos os réus para que outro julgamento seja realizado com a observância do prazo para sustentação oral de 15 minutos de cada advogado. Precedentes citados do STF: HC 69.142-SP, DJ 10/4/1992; HC 71.551-MA, DJ 6/12/1996; HC 70.727-RS, DJ 10/12/1983; do STJ: HC 41.698-PR, DJ 20/3/2006, e HC 32.862-RJ, DJ 16/8/2004. HC 150.937-RJ, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 18/2/2010.

HC. INTERPRETAÇÃO. ART. 212 CPP.

O impetrante pedia a concessão de medida liminar para que, preventivamente, fosse determinada a paralisação da ação penal até o julgamento do writ e a concessão da ordem, no mérito, para que fosse decretada a nulidade da audiência, conforme determina o art. 212 do CPP, com a nova redação conferida pela Lei n. 11.690/2008. O Min. Relator deferiu a liminar para suspender, até o julgamento final do habeas corpus, a tramitação da ação penal na qual figura como réu o paciente. Segundo o impetrante, com o novo texto, tal dispositivo alterou a ordem de quem pergunta, estabelecendo que, primeiramente, as partes devem perguntar e, apenas ao final, poderá o juiz, de forma suplementar, formular perguntas. Assim, tal ordem não teria sido observada, o que, na sua visão, ensejaria nulidade absoluta. Mas o Min. Relator observou que a matéria fora examinada recentemente pela Sexta Turma no HC 121.212-RJ e reiterou seu entendimento de que a oitiva da testemunha sem a observância da ordem prevista no novel modelo processual não altera o sistema acusatório. Diante disso, a Turma cassou a liminar e denegou a ordem. HC 133.655-DF, Rel. Min. Nilson Naves, julgado em 18/2/2010 (ver Informativo n. 421).

NULIDADE.

VIDEOCONFERÊNCIA.

Ao paciente é imputado o fato de ter-se associado a outras pessoas para o tráfico internacional e para dar continuidade, no Brasil, ao comércio da droga de forma a prepará-la (misturar a droga pura com outros produtos químicos para aumentar a quantidade e, consequentemente, a margem de lucro) para futura venda a distribuidores regionais. Além da associação, consta a descrição de fatos que configuram, em

INTERROGATÓRIO.

tese, crime de tráfico ilícito de entorpecentes, com expressa menção das condutas por ele praticadas, ao qual se atribui a responsabilidade ora pela aquisição ora pelo fornecimento de drogas apreendidas pela Polícia Federal, quando da efetivação da prisão em flagrante de determinadas pessoas. Entendeu o Min. Relator que, conforme a conclusão do tribunal de origem, a denúncia atende a todos os requisitos legais de forma suficiente à compreensão da acusação e ao exercício do direito de defesa, não havendo, no ponto, nenhum constrangimento ilegal a ser reparado. Contudo, entendeu que a ordem há de ser concedida para reconhecer a nulidade do interrogatório; pois, à época em que realizado (21/8/2007), não havia previsão legal permitindo a sua realização pelo sistema de videoconferência, o que somente passou a existir com a Lei n. 11.900/2009, ainda assim, em caráter excepcional e mediante decisão devidamente fundamentada. Não deve prevalecer o entendimento do MPF

de que a superveniência da mencionada lei teria suprido o

vício consistente na falta de previsão legal para a realização do ato de interrogatório pelo sistema de videoconferência. Para o Min. Relator, pretende-se a aplicação retroativa da lei, o que não é permitido; pois, no processo penal, aplica-se a lei vigente ao tempo da prática do ato (art. 2º do CPP). Também não deve prosperar o fundamento lançado pelo tribunal a quo de que a nulidade teria precluído, já que não alegada oportunamente, isto é, quando da realização do ato do interrogatório. Cuida-se de nulidade absoluta, insusceptível de convalescimento por falta de protesto oportuno e, mesmo que

a nulidade fosse relativa, não seria possível falar em

preclusão: o interrogatório constitui ato que integra a instrução

do processo e o CPP é categórico ao prever o prazo das

alegações finais como o momento específico para a alegação

de eventuais vícios da instrução criminal (art. 571, II, do CPP).

No caso, quando das alegações finais, o paciente requereu, expressamente, o reconhecimento da nulidade do interrogatório pelo sistema de viodeoconferência. HC 128.600- SP, Rel. Min. Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ-SP), julgado em 18/2/2010.

ROUBO. ARMA BRANCA. MAJORANTE.

Trata-se de roubo qualificado pelo emprego de arma branca (art. 157, § 2º, I, do CP) e o impetrante pleiteia a concessão da ordem para que seja cancelada a agravante. Inicialmente, destacou o Min. Relator que a orientação da Sexta Turma em reiterados julgados é no sentido de que, para a aplicação da causa de aumento pelo uso de arma, é imprescindível a apreensão dela, a fim de que sua potencialidade lesiva seja apurada e atestada por um expert. Exemplificou que, nos casos em que não há apreensão, mas a vítima e demais testemunhas afirmam de forma coerente que houve disparo com a arma de fogo, não é necessária a apreensão e a perícia

do objeto para constatar que a arma possuía potencialidade

lesiva e não era de brinquedo, uma vez que sua eficácia mostra-se evidente. Contudo, nos demais casos, sua apreensão é necessária. Isso decorre da mesma raiz hermenêutica que inspirou a revogação da Súm. n. 174-STJ. A referida súmula, que autorizava a exasperação da pena

quando do emprego de arma de brinquedo no roubo, tinha

como embasamento a teoria de caráter subjetivo. Autorizava-

se o aumento da pena em razão da maior intimidação que a

imagem da arma de fogo causava na vítima. Então, em sintonia com o princípio da exclusiva tutela de bens jurídicos,

causava na vítima. Então, em sintonia com o princípio da exclusiva tutela de bens jurídicos, 7
causava na vítima. Então, em sintonia com o princípio da exclusiva tutela de bens jurídicos, 7

7

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imanente ao Direito Penal do fato, próprio do Estado democrático de direito, a tônica exegética
imanente ao Direito Penal do fato, próprio do Estado democrático de direito, a tônica exegética
imanente ao Direito Penal do fato, próprio do Estado democrático de direito, a tônica exegética

imanente ao Direito Penal do fato, próprio do Estado democrático de direito, a tônica exegética passou a recair

sobre a afetação do bem jurídico. Assim, reconheceu-se que o emprego de arma de brinquedo não representava maior risco para a integridade física da vítima; tão só gerava temor nela, ou seja, revelava apenas fato ensejador da elementar "grave ameaça". Do mesmo modo, não se pode exacerbar a pena de forma desconectada da tutela do bem jurídico, ao se enfrentar

a questão da arma branca. Afinal, sem a apreensão, como

seria possível aferir sua potencialidade? Sem a perícia, como saber se a faca utilizada não estava danificada? Logo, sob o enfoque do conceito fulcral de interpretação e aplicação do Direito Penal (o bem jurídico), não se pode majorar a pena pelo emprego de arma de fogo sem a apreensão e a perícia para determinar se o instrumento utilizado pelo paciente, de fato, era uma arma de fogo, circunstância apta a ensejar o maior rigor punitivo. Portanto, no caso, cabe o cancelamento da agravante referente ao uso de arma branca. Diante disso, a Turma concedeu a ordem. HC 139.611-MG, Rel. Min. Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ-SP), julgado em

18/2/2010.

Fonte: Site oficial do Superior Tribunal de Justiça (informativos 422 e 423)

AGU X MP

USINA DE BELO MONTE: AGU X MP

entendimento digno e eficiente entre os órgãos do Estado visando a paz e a justiça, inclusive, ambiental.

Autor: Paulo Affonso Leme Machado. Professor de Direito Ambiental Na UNIMEP – Universidade Metodista de Piracicaba.

O professor Paulo Affonso é autor do Livro Direito Ambiental Brasileiro, com certeza um dos livros mais completos sobre o tema. Leitura obrigatória para os concursos públicos, que a cada dia estão exigindo questões mais complexas sobre direito ambiental.

exigindo questões mais complexas sobre direito ambiental. O livro aborda os temas da responsabilidade civil, da

O livro aborda os temas da responsabilidade civil, da reparação do dano e os meios processuais para a defesa do meio ambiente, do tombamento, da poluição (ar, resíduos sólidos, rejeitos perigosos, agrotóxicos, poluição sonora), do regime das águas, dos crimes ambientais e dos organismos geneticamente modificados.

O licenciamento ambiental concedido pelo IBAMA para a

usina hidrelétrica de Belo Monte estaria ensejando um enfretamento entre a Advocacia Geral da União e o Ministério

Público Federal, segundo publica o Estado de São Paulo, de

4/2/2010. Belo Monte está na Amazônia legal. A localização e

a construção desse empreendimento despertam justificável

preocupação. O Ministério Público tem, entre seus deveres

constitucionais, o de defender “os interesses sociais e individuais indisponíveis” (art.127 CF) e promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção do meio ambiente (art.129, III CF) e a Advocacia Geral da União desempenha “atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo” (art. 131 CF). Ainda que ambas as instituições devam tem por finalidade o Bem Comum, a estrutura e a finalidade das mesmas são diferentes.

O MP age não buscando vanglória pessoal e seus membros

devem munir-se de coragem e de discernimento para ir a

fundo no exame de todo o material que compõe o Estudo

Prévio de Impacto Ambiental e o Licenciamento Ambiental no caso comentado.

A Lei de Improbidade Administrativa – Lei 8.429/1992-

abrange a prática de “ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência” (art.11). Quem averigua se houve ou não desvio da finalidade do ato administrativo não pode ser ameaçado, atemorizado ou intimidado, como pode estar sendo vítima o Ministério Público. O desenvolvimento social e econômico só pode ser sustentável, isto é, para todas as gerações, se houver concretos cuidados para com o meio ambiente, no qual também está inserido o ser humano. É de ser procurado um

Agradeço ao Professor Paulo Affonso Leme Machado que gentilmente autorizou a publicação do texto acima no informativo do Curso FMB.

QUESTÕES INTERESSANTES!

No informativo anterior, foi publicado um julgado do STJ que falava sobre a patente pipeline. Mas o que é Patente Pipeline?

Pipeline é a denominação atribuída a determinados dispositivos legais transitórios que admitem a concessão de patenteamento de produtos e processos de produção, desde que estes não tenham sido colocados em nenhum mercado até a data do depósito do pedido. O pipeline, no Brasil, foi previsto nos arts. 229-232 da Lei 9.279/1996 (Lei da Propriedade Industrial - LPI), que permitiram, pelo prazo de 1 (um) ano, o pedido de patenteamento especial de produtos e processos das áreas química, farmacêutica e alimentícia. Até a entrada em vigor da referida Lei, havia proibição no Brasil de patenteamento de produtos e processos nas áreas mencionadas (Lei 5.772/1971 - antiga LPI). Essa situação era combatida por indústrias estrangeiras, que tinham seus produtos copiados (pirateados) por indústrias brasileiras, as quais não pagavam os respectivos direitos (royalties). Os arts. 230-231 da atual LPI permaneceram em vigor por apenas entre 14/05/1996 e 14/05/1997, tendo em vista o art. 243 do mesmo diploma. Nesse período, todas as empresas (especialmente as estrangeiras) puderam apresentar pedidos ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), mesmo

puderam apresentar pedidos ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), mesmo 8 www.cursofmb.com.br
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8

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que os produtos e processos já tivesssem patente em outro país ou estivessem na sua
que os produtos e processos já tivesssem patente em outro país ou estivessem na sua
que os produtos e processos já tivesssem patente em outro país ou estivessem na sua

que os produtos e processos já tivesssem patente em outro país ou estivessem na sua fase de desenvolvimento, desde que antes da colocação no mercado. Obviamente, após o referido prazo também tornou-se possível o patenteamento nas mesmas áreas, com apreciação normal dos requisitos de patenteabilidade (novidade, atividade inventiva e industriabilidade). Se o pedido de patenteamento daquele período se referia a outro pedido apresentado no estrangeiro, a proteção no Brasil se daria pelo tempo remanescente. É certo que, pela Lei 9.279/1996, o privilégio conferido pela patente é de 20 anos. Por isso, se, por exemplo, o pedido de patente de um medicamento foi depositado por uma empresa no exterior em setembro de 1995 e esta se utilizou do pipeline brasileiro, a proteção ocorrerá até em setembro de 2015. Nesse último ano a patente perderá sua eficácia e o produto ou processo cairá no domínio público, ou seja, poderá ser copiado livremente por qualquer indústria, sem pagamento de royalties ao inventor. O termo inglês pipeline significa "tubulação" e é usado em sentido figurado na área da propriedade industrial para representar a obtenção ou "revalidação" de patente referente a produto ou processo que ainda não foi colocado no mercado, ou seja, está na "tubulação", entre a bancada de pesquisa e o mercado (nesse sentido, Gabriel Di Blasi, Mario Soerensen Garcia e Paulo Parente M. Mendes, A Propriedade Industrial, p. 159, Rio de Janeiro, Forense, 1998). A patente pipeline também foi utilizada pelo México e Coréia para que suas indústrias se adaptassem às novas regras de patenteamento, que conferiram maior proteção à indústria estrangeira

Autor: Silvio Antonio Marques Promotor de Justiça, mestre e doutor em Direito pela PUC-SP, professor de Direito Comercial do Curso FMB.

É

possível

a

modulação

dos

efeitos

de

uma

decisão em RE?

A modulação dos efeitos tem como parâmetro a segurança jurídica ou a confiança legítima dos indivíduos nas leis e nas posturas estatais. Por isso, é possível tanto no controle concentrado (nesse caso, com previsões expressas nas leis que tratam das ações) quanto no controle difuso de constitucionalidade. Por exemplo, o mesmo STF, no RE 560626/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. em 11 e 12.06.2008, decidiu modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/1991 (reconhecida na Súmula Vinculante 08), atribuindo eficácia ex nunc à inconstitucionalidade desses preceitos, de maneira que os prazos de 10 anos previstos nos dispositivos inconstitucionais valerão apenas para os recolhimentos efetuados antes de 11.06.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela via administrativa.

Autor: José Carlos Francisco Juiz Federal, professor de Direito Constitucional do Curso FMB.

INFORMÁTICA & CONCURSOS

Neste informativo, o professor Rodney Idankas apresenta QUESTÕES COMENTADAS da Prova da Polícia Federal.

1) POLÍCIA FEDERAL – AGENTE Um cookie é um arquivo passível de ser armazenado no computador do usuário, que pode conter informações utilizáveis por um website quando este for acessado pelo usuário. O usuário deve ser cuidadoso ao aceitar um cookie, já que os navegadores não oferecem opções para excluí-lo. Resposta: ERRADO COMENTÁRIO Um cookie é um programa de computador trazido e colocado no disco rígido (normalmente) quando acessamos determinados sites da Internet. O cookie não é um vírus de computador (malware), ele é um programa que armazena características de navegação de determinado usuário em determinado site. O cookie pode inclusive armazenar dados pessoais de usuários e até mesmo suas senhas, quando eles digitam essas informações em navegação em sites. Por conter esses dados, o cookie pode representar e potencializar os riscos, ou seja, aumentar a vulnerabilidade do sistema.

A questão está errada porque afirma que os navegadores

de Internet (web browsers) não possuem a possibilidade de excluir os cookies, o que não é verdade, pois a totalidade dos

atuais navegadores de Internet possuem controle sobre os arquivos cookies (possibilidade de excluí-los).

2) POLÍCIA FEDERAL – AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL Sistemas de comunicação móvel pessoal, com tecnologia digital do tipo GPRS e CDMAone, são capazes atualmente de permitir o envio de mensagens de correio eletrônico a partir do OE6. Para isso, é necessário que o driver WAP (wireless application protocol) do Windows XP esteja instalado no celular a partir do qual a mensagem deverá ser enviada. RESPOSTA: ERRADO COMENTÁRIO Os sistemas de comunicação móvel pessoal apresentados nesta questão referem-se, basicamente, ao uso da tecnologia de telefonia celular. GPRS é a forma de transmissão de dados usados em telefonia celular, enquanto que CDMA é o uso da voz em telefonia celular.

O driver (programa de base que configura corretamente um

periférico no computador) deve estar instalado no computador (neste caso, a questão mostra que usamos o sistema operacional Windows, pois a menção do OE6: Outlook Express 6) pelo seu sistema operacional. O driver desse periférico (celular) não estará instalado no próprio aparelho, isso não faz sentido algum.

Autor: Rodney José Idankas – professor de informática do curso FMB, autor do Livro de Informática para Concursos, publicado pela Editora Método e Questões de Informática publicado pela Editora Novas Conquistas.

Visite o blog do professor Rodney!!! http://informaticadeconcursos.blogspot.com

Novas Conquistas. Visite o blog do professor Rodney!!! http://informaticadeconcursos.blogspot.com 9 www.cursofmb.com.br
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9

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IMPERDÍVEL! WWW.PROFESSORDANIELNEVES.COM.BR Caro leitor, Depois que você acessar pela primeira vez o site do Professor
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IMPERDÍVEL!

WWW.PROFESSORDANIELNEVES.COM.BR

Caro leitor, Depois que você acessar pela primeira vez o site do Professor Daniel Amorin Neves, você não vai mais desplugar!! O site tem muitas informações interessantes, veja:

- ARTIGOS: o professor disponibiliza para consulta alguns artigos que escreveu e publicou em revistas especializadas e livros.

- INFORMATIVOS STJ/STF: tem dois propósitos - o primeiro é

disponibilizar todas as semanas os julgados constantes dos informativos dos tribunais superiores que tratem de matéria

processual civil; o segundo é disponibilizar alguns comentários

a respeito de julgados que reputo mais interessantes.

- DANIEL RESPONDE: Nessa seção o prof. Daniel responde indagações enviadas pelos internautas que reputar interessantes do ponto de vista acadêmico e prático.

- CONCURSOS PÚBLICOS: Serão disponibilizadas questões

de processo civil de provas de concursos para as carreiras jurídicas. Algumas provas são comentadas, para que o internauta compreenda o gabarito oficial.

- MINHA OPINIÃO: O objetivo da seção minha opinião é

exteriorizar alguns pensamentos a respeito de temas variados do processo civil. São textos curtos, objetivos, que buscam tão somente tornar públicas posições prof. Daniel.

- PROMOÇÕES: Serão sorteados livros para aqueles que

estiverem cadastrados no site. Os livros sorteados não serão necessariamente de processo civil, sendo fruto de doação de editoras e autores. Todo mês haverá também o sorteio de um exemplar de meu Manual de Direito Processual Civil.

das colunas que você

encontrará no site.

Você não vai perder essa oportunidade, vai? O que está esperando para se cadastrar??

os

“concurseiros” !!!!

Essas

Eu

são

apenas

certeza

algumas

que

será

tenho

uma

“febre”

entre

Aproveito a oportunidade para informar que já está disponível a 2ª Edição do Manual de Direito Processual Civil de autoria do professor Daniel Amorim Neves, publicado pela Editora Método.

Daniel Amorim Neves, publicado pela Editora Método. de aula enriquecendo a abordagem com as tendências

de aula enriquecendo a abordagem com as tendências doutrinárias e jurisprudenciais sobre os assuntos tratados e exemplos práticos que facilitam o entendimento e a memorização. Com conteúdo moderno e alinhado às recentes reformas do Código de Processo Civil, o trabalho está organizado em volume único que abrange seis divisões, totalizando oitenta capítulos: Teoria geral do processo, Processo/fase de conhecimento, Meios de impugnação das decisões judiciais, Execução, Tutela de urgência e Procedimentos especiais de jurisdição contenciosa.

Não perca a oportunidade de ter em um único volume todo Processo Civil com muita didática e conteúdo. Eu já li e Recomendo!!

FEIRA DO CONCURSO PÚBLICO

No mês de março teremos duas grandes feiras do concurso público em São Paulo. O Curso FMB, sempre presente nesses eventos especiais, estará com stands nas duas feiras, sorteando bolsas, apostilas, descontos, etc.

professores

palestras,

deixando o evento ainda mais interessante. Vejam:

* Rodney José Idankas - Tendência de informática nas provas dos concursos atuais.

Alguns

de

nossos

ministrarão

* Vanessa C. F. Ferrari - A função Justiça.

do

Juiz e

o

ideal de

* Léo Vinicius - Atuação da Procuradoria do Município e Concurso de Ingresso na Carreira.

* Hélio Narvaez - Concurso Público: um objetivo de Vida.

* Adriano Claro - O papel do Ministério Público na Sociedade.

* Flávio Monteiro de Barros - Como estudar para Concurso Público.

Nos dias 05, 06 e 07 acontece a Feira da Carreira Pública Acesse e veja toda programação:

http://www.feiradacarreirapublica.com.br

Nos dias 12 e 13 acontece a Feira do Concurso Público Acesse e veja toda programação:

http://www.feiradoconcurso.com.br

Quer saber o melhor de tudo? Você pode entrar nas duas feiras de forma gratuita. Você não perder, vai???

Encontro vocês por lá!!!

A obra trata com profundidade dos temas relativos ao Processo Civil e das recentes alterações produzidas na legislação processual. Com linguagem clara e didática, o autor procura trazer para a obra a habilidade desenvolvida em sala

linguagem clara e didática, o autor procura trazer para a obra a habilidade desenvolvida em sala
linguagem clara e didática, o autor procura trazer para a obra a habilidade desenvolvida em sala

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www.cursofmb.com.br

OTIMISMO & MOTIVAÇÃO VOCÊ SOFREU NO PASSADO Mas, o que deseja daqui para a frente?
OTIMISMO & MOTIVAÇÃO VOCÊ SOFREU NO PASSADO Mas, o que deseja daqui para a frente?
OTIMISMO & MOTIVAÇÃO VOCÊ SOFREU NO PASSADO Mas, o que deseja daqui para a frente?

OTIMISMO & MOTIVAÇÃO

VOCÊ SOFREU NO PASSADO

Mas,

o que deseja daqui para a frente?

Ficar remoendo o que se foi e estragar o que sente agora?

E prejudicar o futuro, que deve nascer de imagens mentais

positivas?

Ademais, e a poderosa energia de ação e transformação que você tem, onde a emprega?

E

Use-os. Abandone, de vez, as más lembranças.

Muitos já fizeram isso, e tornaram-se vencedores.

O passado é superado pela abertura para o bom agora e o

melhor futuro.

Autor: Lourival Lopes

o seu livre arbítrio, o que faz dele?

Aplique esse texto na sua “vida de concurseiro”.

Esqueça as frustrações, as decepções de não ter passado nesta ou naquela prova.

eu pude errar

aquela questão tão fácil?? Se eu não tivesse errado na

marcação do gabarito, teria passado

Quantas vezes você já disse isso, não? Ah! Era a prova da sua vida?? Puxa, que pena!!! Por algum motivo você não passou naquela prova, motivo este que você desconhece. Abandone essa lembrança triste RECOMECE!!!! Você não vai desistir agora que chegou tão perto, vai? Agora é uma questão de tempo, paciência e perseverança. Lembre-se sempre: “SÓ NÃO PASSA QUEM DESISTE!” Quando você ingressar na carreira pública, tenho certeza que vai se lembrar das provas passadas. Sim, aquelas que você “jurava ser a prova da sua vida”. E sabe o que vai acontecer nesse momento? Você vai ter a resposta do “porque não passou naquela outra oportunidade”.

Muitos que prestavam concurso apenas para o Ministério Público, hoje estão extremamente felizes na

Magistratura

Magistratura, hoje não trocam a Carreira do Ministério Público

por “nada nesse mundo”.

que prestavam apenas para

Pare de se cobrar, de se culpar

como

não me perdôo!

outros

A vida é assim, nos “prega cada peça” não é mesmo?

Então faça a sua parte, ESTUDE FIRME!! NÃO DESISTA!!

Ah! Não se esqueça de praticar esportes, tirar um dia para relaxar, passear, se divertir um pouco. Isso é muito importante para o rendimento dos estudos.

Vai recarregar as “suas” pilhas!!!! Pode apostar!!

Um abraço a todos!

Autora: Tânia Faga

Elaboração do informativo: Tânia Regina Trombini Faga Comentários, Críticas & Sugestões: tania@cursofmb.com.br

Tânia Regina Trombini Faga Comentários, Críticas & Sugestões: tania@cursofmb.com.br 11 www.cursofmb.com.br
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