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1 – Financiamento ou venda coberta

Operacional: compra uma ação e vende uma opção.


Exemplo: compra uma ação da Vale (VALE3) a R$ 41 e vende a opção VALEA41
(entenda como funciona esses códigos ao final da matéria) a R$ 1. Ou seja, desembolsa
R$ 40 na montagem.
Objetivo: ganhar a taxa dada pelo prêmio ou reduzir custo de compra.
Risco: a ação cair demais e não dar exercício no vencimento da opção (sempre na
terceira segunda-feira do mês).
Viés: a ação estar acima do strike financiado
Resultado: recebe R$ 41 se estiver acima de R$ 41.
2 – Trava de alta ou bull spread

Operacional: compra uma opção com preço de exercício (strike) menor e vende uma
opção de strike maior.
Exemplo: compra VALEA40 a R$ 1,50 e vende a opção VALEA42 a R$ 0,80, tendo um
custo na montagem de R$ 0,70.
Objetivo: ganhar a diferença entre os strikes de VALEA42 (R$ 42) menos VALEA40 (R$
40).
Risco: não dar exercício no strike superior.
Viés: a ação estar acima do strike superior.
Resultado: acima de R$ 42, o investidor recebe R$ 2; acima de R$ 40, recebe a diferença
da ação com R$ 40.
3 – Trava de baixa
Operacional: compra uma opção de strike maior e vende uma opção de strike menor.
Exemplo: compra a VALEA42 a R$ 0,80 e vende a opção VALEA40 a R$ 1,50, recebendo
R$ 0,70.
Objetivo: embolsar a diferença de R$ 0,70.
Risco: ficar acima de R$ 40 e ter que devolver dinheiro.
Viés: a ação estar abaixo do strike mais baixo.
Resultado: embolsar os prêmio se ficar abaixo dos R$ 40; e se estiver acima, pagar a
diferença para R$ 40, limitando a devolução a R$ 2.
4 – Borboleta ou Butterfly
Operacional: compra uma opção baixa, vende duas intermediárias e compra uma
acima.
Exemplo: compra a VALEA40 a R$ 1,50, vende duas da VALEA42 a R$ 0,80 e compra
uma VALEA44 a R$ 0,40, tendo um custo de R$ 0,30.
Objetivo: ganhar com o desgaste do miolo vendido. Com a ação nas proximidades de
R$ 42, o investidor pode ganhar até R$ 2 no vencimento da opção.
Risco: a ação cair abaixo dos R$ 40 ou subir acima dos R$ 44.
Viés: a ação estar próxima do miolo (R$ 42).
Resultado: o investidor pode receber teoricamente até R$ 2 se a ação ficar exatamente
em R$ 42, mas entre R$ 41 e R$ 43 o resultado ainda é muito bom.
5 – Condor ou mesa ou trapézio
Operacional: usa 4 pontas, sendo duas compradas e duas vendidas.
Exemplo: compra VALEA40, vende VALEA41, vende VALEA42 e compra VALEA43.
Objetivo: ganhar com o desgaste dos miolos (R$ 41 e R$ 42)
Risco: cair abaixo da ponta inferior ou subir acima da ponta superior.
Viés: a ação ficar entre os dois miolos.
Resultado: entre R$ 41 e R$ 42, o investidor recebe R$ 1. Entre R$ 40 e R$ 41, recebe a
diferença para R$ 40. Já entre R$ 42 e R$ 43, recebe a diferença para R$ 43.
6 – Seagull
Operacional: vende uma opção de venda (put) abaixo do preço da ação e faz uma trava
de alta com o embolso de modo que fique próximo a zero o custo.
Exemplo: vende a PETRM20, compra a PETRA22 e vende a PETRA23.
Objetivo: ganhar na trava de alta ou no desgaste da put.
Viés: alta, mas com uma proteção de 5% a 10% na baixa.
Resultado: se a ação subir muito, o investidor ganha R$ 1; se cair até os R$ 20, não
perde nada; já abaixo desse patamar, o investidor será exercido na put e terá a
obrigação de comprar a ação a esse preço (R$ 20).
7 – Fence
Operacional: para quem tem a ação, vende uma opção de compra (call) fora do dinheiro
e com o embolso faz uma trava de baixa com a put.
Exemplo: vende a PETRA22 e compra a PETRM20 e vende a PETRM19.
Objetivo: ter uma certa proteção contra a queda, mas o ganho também fica limitado.
Viés: alta ou uma baixa leve da ação.
Resultado: se cair, a fence protege o investidor em R$ 1; se subir, ele é executado na
call, trocando a limitação do ganho da ação por uma proteção limitada na queda.
8 – Collar
Operacional: quem tem a ação, vende uma call fora do dinheiro e compra uma put na
linha do dinheiro ou um pouco abaixo .
Exemplo : vende a A22 e compra a M20 .
Objetivo : protege a ação em caso de queda ; num piso , no caso 20 .
Viés : tanto faz , em qualquer situação tem proteção na baixa ou ganho na alta
Resultado : se subir é executado na call no 22 se cair , abaixo de 20 está protegido , se
for uma estratégia de longo prazo pode usar o ganho da put para comprar mais ações e
aumentar a carteira .
9 – Straddle
Operacional: compra uma call e uma put no mesmo strike.
Exemplo: compra a PETRM21 e compra a PETRA21 .
Objetivo: ganhar com a volatilidade. Se a ação subir ou cair forte, o investidor tem um
ganho elevado.
Viés: estresse elevado no mercado ou pré-divulgação de notícia relevante, que possa
provocar movimentos bruscos da Bolsa.
Resultado: se subir ou cair demais, o ganho de uma opção compensa a perda total da
outro.
10 – Strangle
Operacional: compra uma call e put dentro do dinheiro.
Exemplo: compra a PETRA20 e compra a PETRM22 .
Objetivo: ganhar na alta volatilidade, subindo ou caindo muito se ganha. Difere do
straddle por ter menos perda com a passagem do tempo.
Resultado: em cenários de forte alta ou baixa da ação, o ganho de uma ponta
compensa a perda da outra.

Mas importante: antes de se empolgar com as operações, entenda exatamente como


funciona esse mercado:
1) O que é uma opção?
A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo,
seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção
de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa.

Quem compra uma opção está adquirindo o “direito” de comprar ou vender alguma
ação; já quem vende a opção tem a obrigação de atender a exigência daquele que
comprou o contrato. Ou seja: se você vendeu uma opção de compra e essa opção for
exercida, você terá que vender essa ação ao detentor da opção pelo preço
estabelecido; se você vendeu uma opção de venda e ela for exercida, você terá que
comprar esta ação ao preço estabelecido.

2) O que é uma opção de compra? E uma opção de venda?


Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor
compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a
um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de
vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o
direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

3) O que significam as letras e números de uma opção?


Tanto para “call” como para uma “put”, todas as informações sobre o ativo, o preço de
exercício e o vencimento já estão explícitos no contrato. As 4 primeiras
letras denominam qual ação é o alvo da opção; a 5ª letra define se é uma opção de
compra ou de venda e qual o vencimento da mesma; já os números definem qual o
preço estabelecido para exercer este direito.

Pegando por exemplo a “PETRA22“, citada acima:


> PETR: a opção refere-se à ação da Petrobras
> A: é uma opção de compra com vencimento em janeiro (ver tabela de vencimentos
abaixo)
> 22: define o preço de exercício da opção (obs: nem sempre o número explícito no
contrato é exatamente o “strike” exato de uma opção: no exemplo citado, o preço de
exercício é R$ 22).

4) Quando vence uma opção?

As opções de ações vencem toda 3ª segunda-feira do mês. Em meses em que há um


feriado na 3ª segunda-feira, o vencimento é antecipado para a 2ª segunda-feira. Os
meses de vencimento de uma call ou uma put são definidos por uma letra, conforme
pode ser vista na tabela abaixo:
Mês de
Call Put
vencimento
Janeiro A M
Fevereiro B N
Março C O
Abril D P
Maio E Q
Junho F R
Julho G S
Agosto H T
Setembro I U
Outubro J V
Novembro K W
Dezembro L X