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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

Dinemar Batista de Brito – 21004932


Fernando Coelho Schopan - 21005510
Anny Caroline França Macedo - 21000269
Jéssika Silveira Alencar - 21004112
Pablo Henrique Andrade - 21000060
Paulo Barbosa Monteiro - 20950113

LEI DE OHM E RESISITIVIDADE ELÉTRICA

Manaus - Am
2010
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

Trabalho apresentado ao Curso de


Engenharia da Produção da Universidade
Federal do Amazonas – Ufam como
requisito parcial para obtenção de nota na
disciplina Física Geral e Experimental B sob
orientação do Professor Hamilton Cruz.

Manaus - Am
2010
1 – OBJETIVO

Medir pela relação V/i, a variação da resistência de um condutor linear, em função do


comprimento e da área de sua secção transversal.

2 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A 1ª Lei de Ohm

Considere um fio feito de material condutor. As extremidades desse fio, são ligadas aos pólos de
uma pilha.. Desse modo, a pilha estabelece uma diferença de potencial no fio condutor e,
conseqüentemente, uma corrente elétrica. Para se determinar o valor da corrente elétrica, coloca-
se em série no circuito um amperímetro e, em paralelo, um voltímetro que permitirá a leitura da
tensão.

Com o circuito montado e funcionando, fazemos as medições de tensão e corrente através dos
aparelhos instalados. Agora imagine que a diferença de potencial da pilha seja dobrada (podemos
fazer isso ligando uma segunda pilha em série com a primeira). Como resultado dessa alteração,
o voltímetro marcará o dobro da tensão anterior, e o amperímetro marcará o dobro de corrente
elétrica. Se triplicarmos a diferença de potencial, triplicaremos a corrente elétrica. Isso quer dizer
que a razão entre a diferença de potencial e a corrente elétrica tem um valor constante. Essa
constante é simbolizada pela letra R.

R=V/I

Se colocarmos a corrente elétrica (i) em evidência, podemos observar que, quanto maior o valor
de R, menor será a corrente elétrica. Essa constante mostra a resistência que o material oferece à
passagem de corrente elétrica. A primeira lei de Ohm estabelece que a razão entre a diferença de
potencial e a corrente elétrica em um condutor é igual a resistência elétrica desse condutor. Vale
salientar que a explicação foi desenvolvida tendo como base um condutor de resistência
constante. É por isso que condutores desse tipo são chamados de condutores ôhmicos. A
unidade de resistência elétrica no Sistema Internacional é o ohm [Ω] .
A 1ª Lei de Ohm pode ser descrita pelo gráfico abaixo:

Onde a tangente do ângulo θ é a resistência do material.

A 2ª Lei de Ohm

Pegando-se um condutor cilíndrico de comprimento L e de seção transversal A, veremos que sua


resistência elétrica será maior quando o comprimento L for maior e a seção A for menor, e a
resistência elétrica será menor quando o comprimento L for menor e a seção A for maior, e
depende do material do qual é constituído o condutor.

Segundo Ohm, A resistência elétrica de um condutor homogêneo de seção transversal constante


é diretamente proporcional ao seu comprimento e inversamente à sua área da seção transversal e
depende do material do qual ele é feito. A 2ª Lei de Ohm pode ser quantificada pela fórmula
abaixo:

R = ρ L/A

Onde:
ρ Resistividade elétrica do condutor;
L Comprimento do condutor;
A Área da seção transversal do condutor.
A resistividade elétrica ρ do material é considerada uma constante, porém em altas temperaturas
ela pode variar.
Definição de Corrente Elétrica
A corrente elétrica, i, pode ser definida como a quantidade de carga, q, que atravessa a
seção reta de um condutor, por unidade de tempo:

dq
i=
dt
Mede-se i, no SI, em ampères, símbolo A, onde 1 ampère = 1 coulomb/segundo.
Os elétrons em um fio (sem fonte de tensão aplicada) estão em movimento caótico.

Quando uma fonte é ligada aos extremos do fio, isto faz surgir um campo elétrico E .
Como as cargas negativas são impelidas no sentido oposto ao do campo, os elétrons

livres existentes no fio serão impelidos contra o sentido de E .

Definição de Densidade de Corrente Elétrica


A corrente elétrica, i, por unidade de área, A (seção reta do condutor), é a densidade de
corrente elétrica, j:
i
j=
A

A densidade de corrente mede-se , no SI, em ampères/metro quadrado: A/m².


Atenção: não confundir o A (seção reta do condutor) na expressão de densidade de
corrente, com o A que é o símbolo de ampère.

Definição de Resistência Elétrica


Quando se aplica aos extremos de um condutor de comprimento L uma ddp constante V,
tem-se:
V
E= .
L
Define-se a resistência elétrica, R, de um condutor, como a razão entre a ddp a ele
aplicada, V, e a corrente, i, que o percorre:
V
R=
i

A unidade de R, no SI, é o volt/ampère, que recebe o nome de ohm, símbolo Ω .


Temos ainda que a resistividade ρ (letra grega "rô"), que é uma característica do
material, é dada por:
E
ρ=
j
A unidade de ρ , no SI, é o Ω ⋅ m.
Desta forma, a resistência elétrica de um material pode ser colocada sob a forma:

E V/L V A
ρ= = =
j i/A i L
L
⇒ R=ρ
A

3 – MATERIAL UTILIZADO

• Fio de Constantan de 0,2mm de diâmetro


• Fonte Variável de corrente continua
• Voltímetro
• Amperímetro
• Fios de conexão
• Régua
• Isoladores
• Garra de montagem

4 – PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

o Prender 2 isoladores na borda da mesa, distante 1,0 m um do outro, conectando-

os com o fio de Constantan. Não cortar o fio, basta desenrolar o suficiente e deixar

o carretel sobre a mesa.

o Montar a fonte e conectar os medidores

o Justar com o reostato, a corrente para i = 0,10 A, 0,20 A, 0,30 A, 0,40 A e 0,50 A,

anotando a tensão V correspondente.

o Repetir o procedimento anterior diminuindo o comprimento do fio para L = 0,9 m,

0,80 m, 0,70 m, 0,60 m.


o Voltar o isolador para a posição inicial (1,0 m) e repetir o procedimento 3 para 2, 3

e 4 pernas do fio em paralelo.

5 – TRATAMENTO DOS DADOS

Os dados obtidos serão apresentados na tabela a seguir:

Voltagem (V)
I(A) 0,6 m 0,7 m 0,8 m 0,9 m 1,0 m 2 pernas 3 pernas 4 pernas
0,10 1,0 1,2 1,3 1,5 1,6 0,8 0,5 0,4
0,20 2,0 2,3 2,6 2,9 3,2 1,5 1,0 0,7
0,30 3,1 3,5 3,8 4,4 4,8 2,4 1,5 1,1
0,40 4,1 4,6 5,1 5,8 6,5 3,1 2,0 1,5
0,50 5,1 5,8 6,5 7,2 8,0 3,9 2,6 1,9

GRÁFICOS RESULTANTES

0,6 m 0,7 m

5 5

4,5 4,5

4 4

3,5 3,5

3 3
V

2,5 2,5
V

2 2

1,5 1,5

1
0,8 m 1

0,5 5
0,5 0,9 m
5
0 4,5 0
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5
4,5

4
I I
4

3,5

3,5

3
3
V

2,5
V

2,5

2 2

1,5 1,5

1
1

0,5
0,5

0
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5
0
1,0 m 2 pernas
5 5

4,5 4,5

4 4

3,5 3,5

3 3
V

V
2,5 2,5

2 2

1,5 1,5

1 3 pernas 1 4 pernas
5
0,5 5 0,5

4,5
0 4,5 0
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6

I I
4
4

3,5 3,5

3 3
V

2,5 2,5

2 2

1,5 1,5

De posse
1
dos dados da tabela podemos encontrar a resistência usando a lei de ohm que 1

diz que R = V / i e posteriormente podemos encontrar a resistividade elétrica:


0,5 0,5

0 RESISTÊNCIA 0

0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0 0,6 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6

0,6 m 0,7 m 0,8 m 0,9 m 1,0


I m
I(A) I
V R V R V R V R V R
0,1 1 10,00 1,2 0,12 1,3 10,83 1,5 0,14 1,6 11,56
0,2 2 10,00 2,3 0,23 2,6 11,30 2,9 0,26 3,2 12,47
0,3 3,1 10,33 3,5 0,34 3,8 11,22 4,4 0,39 4,8 12,24
0,4 4,1 10,25 4,6 0,45 5,1 11,36 5,8 0,51 6,5 12,74
0,5 5,1 10,20 5,8 0,57 6,5 11,43 7,2 0,63 8 12,70
Para achar a resistividade precisamos primeiramente encontrar a área da secção do
condutor que é dada pela fórmula:

A = ¶ r2
Como o diâmetro “D” do condutor é 0,2 mm o seu raio “r” é 0,1 mm, ou seja 10-8 m2.
Então:

A= 3,14 x 10-8
A = 0,000000314 m2
Como:
L
⇒ R=ρ
A

Então:

ρ = (R A) ÷ L

Usando como exemplo R = 10 , A= 0,000000314 e L = 0,6 Obtemos:

ρ = 0,5233

Para facilitar a vida podemos usar a tabela com as resistividades cujo valor da

resistividade são muito próximas da calculada.

Tabela de resistividade de materiais


Material Resistividade (ohms.m.mm2)
Alumínio 0,029
Antimônio 0,417
Bronze 0,067
Chumbo 0,220
Cobre puro 0,0162
Constantan 0,500
Estanho 0,115
Grafite 13
Ferro puro 0,096
Latão 0,067
Mercúrio 0,96
Nicromo 1,1
Níquel 0,087
Ouro 0,024
Prata 0,0158
Tungstêio 0,055
Zinco 0,056

CONCLUSÃO

Nesta experiência foram mantidos constantes o tipo de material, sua temperatura e área
de seção transversal, variando-se apenas o comprimento. Com isso pode verificar que a
resistência elétrica aumentava ou diminuía na proporção que o comprimento era alterado,
chegando à conclusão de que "A resistência elétrica é diretamente proporcional ao
comprimento do condutor ".

Podemos então concluir que quanto maior o comprimento do condutor, maior a


resistência e quanto maior seção do condutor menor a resistência. . Podemos ainda
concluir que a resistência também depende do material que é feita.