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Tudo o que pode afetar ou influenciar na produção de energia de um sistema

fotovoltaico
Cleiton Freitas Franco

1. Introdução

Essa pesquisa propõe um estudo referente as adversidades que podem afetar ou influenciar
na produção de energia de um sistema fotovoltaico.
Dessa forma, será estabelecido todo o processo para instalação do sistema e mostrar as
possíveis adversidades na geração de energia, causando uma produção abaixo da esperada pelo
sistema.
Durante o desenvolvimento do estudo serão analisados os caminhos e as linhas de
pensamentos de outros pesquisadores sobre o tema e, assim, propor que o desenvolvimento
adequado seja realizado.
O estudo contará com a medição da produção de um sistema fotovoltaico e a verificação de
sua geração com a quantidade de módulos instalados.

2. Problema de Pesquisa

Quais as interferências afetam ou influenciam a produção de energia de um sistema


fotovoltaico.

3. Objetivo

Comparar as medições de produção de energia de um sistema solar fotovoltaico com a


pretendida em projeto.

Objetivos Específicos
 Quantificar a geração de energia elétrica de um sistema fotovoltaico;
 Demonstrar os problemas que afetam a geração pretendida em um sistema
fotovoltaico.
4. Justificativa

Essa pesquisa é relevante para futuros trabalhos de instalação de sistemas fotovoltáicos,


pois realizar um estudo da kWp gerado e kWp projetado, mostrará os erros que possam influenciar
na capacidade de geração de sistemas fotovoltáicos.

Esse trabalho também contribuirá cientificamente com a verificação das dificuldades na


implantação do sistema, para que se possam pontuar práticas eficazes, de modo que, o
desenvolvimento técnico adequado possa ser realizado, possibilitando que sistemas similares
sejam implantados.

5. Fatores Influenciam na Geração de Energia Solar

O mercado de energia solar é considerado um dos mais promissores no Brasil e em muitos


lugares do mundo. Porém, ainda existem muitas dúvidas quanto às condições que podem
prejudicar a geração de energia solar.

Esse projeto nos ajudará entender quais atitudes precisam ser tomadas para que o máximo
da capacidade de geração de energia seja alcançado.

IRRADIÂNCIA SOBRE OS MÓDULOS


A chuva é uma grande aliada quando o assunto é a limpeza dos painéis solares. Mas, por
outro lado, ela prejudica a produção de energia desse tipo de sistema.
Na verdade, não é a chuva propriamente dita que acaba atrapalhando a geração de energia
solar. O que influencia essa produção é a questão da nebulosidade, que diminui os níveis
de irradiância sobre os módulos, tornando menor a capacidade de produção de energia dos
painéis.
A maioria das regiões do nosso país tem índices de precipitação relativamente baixos. Por
isso, as características do clima no Brasil representam um grande potencial da fonte solar por aqui,
pois apresentam desempenhos altamente satisfatórios mesmo quando analisadas cidades que
têm dias mais cinzentos, como Curitiba.
Para dar uma ideia melhor, se pegarmos como parâmetro de comparação a Alemanha, que
está entre os países que mais produzem energia solar no mundo, ela fica bem abaixo do Brasil
quando o assunto é nível de irradiação solar.
De acordo com o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América
Latina (IDEAL), a região que tem maior índice de irradiação solar na Alemanha ainda tem 40% a
menos de radiação do sol quando comparada a região menos ensolarada do Brasil.
Outro fator que influencia fortemente a ampliação da quantidade de energia elétrica gerada
por um sistema fotovoltaico é a irradiância refletida.
Trata-se do conceito denominado Albedo, que é a capacidade que uma determinada
superfície tem de refletir a radiação solar. Costumeiramente, os telhados que são claros, compostos
por aluzinco, têm maior poder de reflexão das placas instaladas. Consequentemente, a energia
elétrica gerada é maior.
Portanto, em resumo, podemos definir a irradiância como a quantidade de energia
procedente do sol que atinge uma determinada localização.
A irradiância é diretamente proporcional ao potencial de geração de energia do sistema
fotovoltaico. Veja um exemplo prático: se considerarmos que um painel receba 1000 W/m² de
irradiância e, com isso, gere 240 W, caso ele tenha 500 W/m² de intensidade luminosa em um dia,
ele terá capacidade de gerar 120 W, quando mantidas as mesmas condições anteriores, ou seja,
tensão de saída, temperatura, posicionamento, entre outras.
Por isso, podemos chegar a conclusão que os dias nublados geram menos energia do que
os dias de sol constante, da mesma maneira que ao meio dia a geração de energia solar será maior
do que no período da manhã ou no final de tarde.

INCLINAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS PLACAS SOLARES


A inclinação e orientação das placas solares é um fator que também impacta na geração de
energia solar por parte de um sistema fotovoltaico. Se considerarmos uma determinada irradiância,
o posicionamento que proporcionará uma geração de energia maior será que o que tiver a
incidência direta do feixe luminoso no painel, ou seja, vertical ao plano do painel.
Essa condição, na prática, dificilmente será possível, visto que a luz solar está em constante
movimento durante todo o dia, e todo o ano. Outro motivo é o fato dos telhados dos imóveis nem
sempre ter a orientação ideal. Porém, sempre que for possível, os especialistas aconselham que
seja feita a instalação de modo a chegar o mais perto da condição ideal.
Para as nações que estão localizadas na parte sul da linha do Equador, a orientação mais
indicada dos painéis solares é voltada para o norte, pois a luz solar, na maior parte do tempo, terá o
seu posicionamento mais para o norte do que para o sul durante todo o ano. Lembre-se que o sol
nasce no leste, sobe realizando uma inclinação para o norte e, no final do dia, tem o seu poente no
oeste.
Basta, aqui no Brasil, analisar os raios solares durante o inverno ao meio dia, condição ideal
para ver o pico da luz solar. Você verá que esses raios terão uma leve inclinação para o Norte.
Portanto, se você quer otimizar a geração de energia elétrica de um sistema fotovoltaico,
precisa estar atento à inclinação dos módulos solares. Afinal, conforme dissemos acima, a maior
estrela do sistema solar, que justamente por isso leva o seu nome, se movimenta durante todo o
ano, alterando a sua inclinação em relação ao plano.
A tarefa de calcular como otimizar a geração de energia dos painéis fotovoltaicos não é
simples. Trata-se de um cálculo de muita complexidade, que precisa utilizar programas específicos
para chegar ao resultado correto.
Já falamos sobre a orientação, agora vamos abordar a questão da inclinação das placas
solares. Com o intuito de tornar esse trabalho um pouco mais simples, normalmente, a instalação
dos módulos solares é feita de um modo que a inclinação ideal dos painéis seja o valor angular da
latitude de onde o sistema está localizado.
Em vista disso, por exemplo, se você quiser realizar a instalação de um sistema de geração
de energia solar na cidade do Rio de Janeiro, onde a latitude é de 23º, o melhor posicionamento
para o seu módulo fotovoltaico nesta localização é de 23º de inclinação.
PERDA DE EFICIÊNCIA DOS MÓDULOS
A eficiência do módulo fotovoltaico representa o potencial que o módulo tem para realizar a
conversão da luz solar em energia elétrica por meio do sistema fotovoltaico.
A combinação entre a eficiência, a latitude e clima, é imprescindível para que seja calculada
a produção de energia solar do sistema ao longo do ano.
Por exemplo, caso um painel solar tenha uma eficiência de 20%, dentro de uma área de 1m²,
sua capacidade de produção será de 200W nas condições STC (Standart Test Conditions, em
português, Condições Padrões de Teste).
Isso significa que esse mesmo painel poderá gerar uma quantidade maior de energia solar
em dias de sol forte ou uma quantidade menor quando o céu estiver nublado ou então quando o sol
estiver mais baixo no céu.
Para você entender melhor como funciona a eficiência dos módulos, vamos dar um exemplo
prático de como é feito esse cálculo.
Digamos que o módulo a ser utilizado seja do tipo policristalino, que tem a potência máxima
de 270 W (dentro das condições STC), considerando a tolerância de +/- 3%. Vamos considerar um
painel solar no tamanho 1650 x 992 x 40mm.
A primeira conta a ser feita é o cálculo da área do módulo em m². Para isso, basta multiplicar
o comprimento pela largura do painel. No caso do nosso exemplo, a equação seria 1650 x 992 =
1.636.800 mm² ou 1,6368 m². Vale ressaltar que o tamanho da área calculada inclui a moldura do
módulo.
Vamos considerar que nas condições STC, a irradiação é de 1000W/m². Lembre-se que a
temperatura exerce uma influência importante na geração de energia solar. No nosso exemplo,
vamos presumir que essa temperatura será de 25ºC, que é a da STC.
Sendo assim, caso a potência nominal do módulo, sempre considerando as condições STC,
for dividida pelo tamanho da área do módulo em m² e, posteriormente, esse resultado seja dividido
por 10, encontraremos a eficiência do módulo em pontos percentuais.
No nosso exemplo, a conta ficaria assim: (270 / 1,6368) / 10 = em torno de 16,5% de
eficiência.
Saiba que até os melhores painéis solares sofrem uma perda de eficiência dos módulos. Isso
acontece justamente por causa do sol. A luz solar deteriora qualquer tipo de objeto que fica exposta
a ela por longos períodos.
Tintas perdem a sua cor, plásticos endurecem e ficam mais propensos a quebrar, as plantas
ficam secas. Isto é, qualquer material que sofre exposição ao sol por muitos anos sofrerá algum tipo
de deterioração.
Portanto, o causador principal da degradação dos painéis fotovoltaicos é justamente o
mesmo fator que permite que eles produzam energia elétrica: a luz do sol.
Por vários motivos, com o passar do tempo, o sol enfraquece as ligações químicas
responsáveis pelo funcionamento da célula solar. A maior parte dos painéis solares que são
instalados em casas, indústrias ou mesmo em uma usina solar são formados por células
fotovoltaicas de silício. E, assim como todos os outros materiais, eles começam a envelhecer por
causa de sua exposição constante à luz solar.

SOMBRA SOBRE OS MÓDULOS PREJUDICA A GERAÇÃO DE ENERGIA SOLAR


Apesar de, aparentemente, não ser muito relevante, a sombra sobre os módulos é um dos
principais fatores que exercem influência direta na geração de energia solar por meio de um
sistema fotovoltaico.
A prova disso é que os fabricantes de módulos solares realizam a implementação de
sistemas para protegerem as placas do impacto da sombra na geração de energia solar.
Por incrível que pareça, uma só folha sobre o painel solar já é suficiente para afetar tanto o
módulo como o sistema solar como um todo. Isso acontece porque as células que sofrem o
bloqueio passarão a não gerar nenhuma corrente elétrica, passando a funcionarem como uma
carga (resistência), de modo a limitarem a corrente de todas as células em série.
Caso esse tipo de problema persista por um longo período de tempo, as células que estão
sombreadas correrão o risco de queimar, criando hot-spots, e afetando a geração de energia de
todo o módulo solar.
Os hot-spots também são conhecidos como pontos quentes. Existem alguns modelos de
placas solares que sofrem maior impacto quando sombreados do que outros. No momento que o
módulo fica sujeito à sombra no processo de geração de energia, mesmo que o sombreamento seja
parcial, essa parte sombreada passa a agir como se fosse um resistor.
Com isso, a potência do módulo solar acaba sendo dissipada na forma de calor. É aqui que
surgem os hot-spots, ou pontos quentes. Fique atento, pois eles podem ocasionar danos
significativos tanto às células quanto ao módulo todo.
Para evitar essa possibilidade de queima, os fabricantes encontram como solução a
segregação das partes do módulo por meio de diodos de by-pass. Dessa maneira, em caso de
sombreamento, todas as células segregadas serão “puladas”, a fim de evitar o excesso de calor
nas células com sombra.
Portanto, o diodo de by-pass faz com que a corrente elétrica não circule nos hot-spots, para
que seja reduzida a perda de potência e também para que novos pontos quentes não sejam
formados.
Normalmente, as placas feitas de silício mono ou policristalinos são fabricadas com três
diodos bypass instalados previamente.
Essa medida de segurança afetará o sistema fotovoltaico como um todo por um determinado
período de tempo, bem como todos os módulos em série a este. Sendo assim, apesar de contar
com esse tipo de dispositivo de segurança, todo o sistema de geração de energia solar passará a
ser afetado.
Os módulos que têm 72 células fotovoltaicas são fabricados com três diodos, de modo que
cada um deles ponteará 24 células a serem baipassadas no caso de alguma ou todas estas células
serem submetidas a um sombreamento durante a produção de energia solar.
Mas, independentemente da utilização dos diodos bypass, os fabricantes recomendam que o
sombreamento seja sempre evitado. Portanto, ao escolher o local para instalação das placas de um
sistema fotovoltaico, é preciso optar por uma localização sem a incidência de sombras, todos os
dias, pelo menos entre 9h da manhã e 3h da tarde.
Esse é o horário que configura cerca de 80% do potencial de luz solar, a depender de onde e
da estação do ano. Esse período também é conhecido como “Janela Solar“. Caso um sistema de
geração de energia fotovoltaica tenha a sua janela solar livre de sombreamento desde o momento
em que o sol nasce até ele se pôr, o potencial solar dos módulos atingirá 100% da sua capacidade.

TEMPERATURA
A maioria das pessoas pensa que é o calor o principal fator que incide sobre a produção de
energia solar. Só que, na verdade, é a luz do sol que desempenha esse papel importante para
geração desse tipo de energia.
Vale ressaltar que, inclusive, os painéis solares costumam funcionar muito melhor quando
instalados em localidades que têm temperaturas mais amenas. Entretanto, a temperatura que
precisa ser analisada não é a do ambiente, mas sim a da placa solar em si.
Por essa razão, é fundamental que os painéis solares sejam compostos por equipamentos
que não absorvam muito calor, principalmente em imóveis que estejam nas regiões mais quentes
do país.
Por isso, fique atento ao coeficiente de temperatura do sistema fotovoltaico, pois esse é o
indicador de qualidade da placa. Os coeficientes considerados ideias para um painel de energia
solar devem estar entre 0,35 e 0,47%. Acima disso, a placa vista como de baixa qualidade.
O mercado de geração de energia solar está buscando uma alternativa para resolver a
questão da redução de eficiência com a temperatura. Está sendo desenvolvida uma solução muito
interessante, chamada de painel híbrido.
Esse tipo de placa tem como objetivo utilizar as temperaturas elevadas dos painéis também
no aquecimento da água. Dessa forma, haverá a diminuição da temperatura e o aumento da
eficiência dos painéis solares, em conjunto com o aquecimento da água, que funcionará da mesma
maneira que operam os sistemas de aquecimento convencionais.
O Brasil é um país que tem dimensões continentais, sendo que a maior parte do seu território
apresenta um clima tropical. Essa é uma característica que favorece muito a geração de energia
solar, considerada um tipo de energia limpa, renovável e econômica.

TOLERÂNCIA E COMPATIBILIDADE ELÉTRICA


Todos os sistemas de geração de energia solar têm em seu descritivo as especificidades
necessárias, informadas pelo seu fabricante, para as condições ideais de laboratório. Esses
sistemas passam por testes que contam com um simulador solar e com a chamada “potência-pico
individual”, que será um pouco diferente entre cada modelo. Trata-se da variância.
Dessa maneira, os fabricantes indicam qual é a tolerância e incompatibilidade elétrica de
potência nos datasheets, sendo que é normal existir uma “tolerância de potência negativa”, por
exemplo, de -3%/+3%. Isso também vale tanto para a tensão como para a corrente nominal.
Sendo assim, podemos constatar que as características elétricas podem variar entre
unidades, considerando sua associação ou não a módulos de energia fotovoltaica de diferentes
níveis de tensão, corrente e potência.
Existe um “nivelamento por baixo”, com os níveis de tensão e corrente das placas
fotovoltaicas, ou do conjunto de módulos, sendo “puxadas para baixo” pelos componentes de
menor potência.
Até mesmo com a utilização de equipamentos exatamente iguais e de excelente qualidade, é
uma prática usual a consideração de um certo valor de perda, denominado internacionalmente pelo
termo da língua inglesa “mismatching losses”.

SUJEIRA NOS PAINÉIS


O uso de painéis solares tem muitas vantagens, e uma delas é justamente o seu custo de
manutenção. O valor para manter seu sistema fotovoltaico funcionando perfeitamente é,
aproximadamente, 0,5% do valor do investimento inicial. Ou seja, praticamente zero!
Isso significa que você, além de produzir a sua energia de uma maneira limpa e renovável,
transformando a luz do sol em energia elétrica, não faz só o bem para o meio ambiente, mas
também para o seu bolso. Afinal, a economia é grande!
Caso você respeite as normas de segurança e também as orientações para manuseio das
placas indicadas pelo fabricante, existe a possibilidade de você mesmo realizar a manutenção do
painel solar.
Porém, o mais indicado é que você deixe esse serviço ser feito por profissionais
devidamente qualificados e especializados, já que essa contratação não será cara.
É importante que você conheça os riscos envolvidos quando há negligência em manter a
manutenção do painel solar em dia. Para isso, vamos abordar os 3 tipos diferentes de manutenção
que fazem parte da conservação das placas solares:
Manutenção preventiva: realizar a manutenção preventiva significa, simplesmente, manter
seus painéis solares sempre limpos. A vantagem dessa limpeza periódica é a redução do risco de
avarias no sistema de energia solar.
Manutenção preditiva: já a manutenção preditiva das placas de energia solar representa a
realização de inspeções visuais periódicas, com o objetivo de constatar possíveis arranhões,
manchas, rachaduras ou indícios de quebra. Essa manutenção também inclui o acompanhamento
dos índices de produção da energia solar, para saber se o sistema está funcionando corretamente.
Manutenção corretiva: esse tipo de manutenção deve ser feito quando, depois da limpeza
das placas, for identificado baixo rendimento do sistema. Neste caso, recomendamos que você
entre em contato com a assistência técnica especializada para que um diagnóstico profissional e
reparo técnico do sistema seja feito.
Vivemos em um país de dimensões continentais. Portanto, o tempo para que a manutenção
seja feita varia de acordo com a região onde as placas estão instaladas. Em regras gerais, a
limpeza das placas pode ser feita uma vez ao ano.
Porém, se o imóvel está localizado em lugares onde chove pouco, o indicado é que eles
sejam limpos a cada 6 meses. Para você saber qual a periodicidade ideal para o seu sistema de
energia solar, basta olhar os painéis e ver se eles têm muita sujeira ou não.
Lembre-se que a sujeira nos painéis faz com que a produção de energia caia. Para você ter
uma ideia, essa diminuição de energia pode atingir mais de 20%.
Esse conteúdo exclusivo foi desenvolvido para deixar você por dentro de todos os fatores
que influenciam a quantidade de energia solar gerada por meio de um sistema fotovoltaico. Com
essa leitura, você pode entender que a sombra pode danificar as placas desse tipo de sistema e
também ficou sabendo que a irradiância sobre os módulos impactam diretamente na capacidade de
geração de energia.
Um sistema de geração de energia solar também precisa ser instalado no local e inclinação
corretos, de modo a evitar o sombreamento e aproveitar todo o potencial da luz solar para produzir
esse tipo de energia. E não se esqueça de realizar a manutenção correta, para que as placas
funcionem como o esperado.

6. Instrumentação Aplicada a Geração de Energia Solar

Quando imaginamos instrumentos de medição aplicados a geração de energia elétrica,


comumente pensamos apenas nas grandezas elétricas como tensão, corrente, resistência e
potência. Porém quando tratamos de energias renováveis, como a solar (fotovoltaica,
heliotérmica e térmica), temos de pensar sempre em mensurar a fonte, no caso a radiação
solar.

A medição da radiação solar global, considerando tanto a componente direta como a


componente difusa, na superfície terrestre, é de grande importância para os estudos das
influências das condições climáticas e atmosféricas.

Com o histórico dessas medidas determina-se o potencial elétrico possível de ser gerado, e
assim viabiliza-se as instalações de sistemas de geração (fotovoltaica, heliotérmica e
térmica) em uma determinada região, garantindo o máximo aproveitamento ao longo do ano.
Além do potencial esta instrumentação é de grande valia nos controles de eficiência da
geração, e na manutenção de todo sistema.

Existe uma grande variedade de equipamentos para estas medições que são classificados
pela OMM (Organização Mundial de Meteorologia) e também pela ISO 9060 (International
Standard Organization). No Brasil, para algumas aplicações especificas como habilitação em
leilões de energia elétrica e outorga de usinas geradoras de energia, tanto a EPE (Empresa
de Pesquisa Energética) quanto a ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica), têm as
suas próprias resoluções e diretrizes de como estas medições devem ser realizadas e quais
equipamentos utilizar.

É importante sabermos que embora os "tipos" e/ou as classificações dos equipamentos


possam variar de acordo com o nível da geração, a sua utilização é necessária sempre,
mesmo sendo em projetos domésticos, geração distribuída, micro/mini-geração e grandes
usinas. A seguir mostramos alguns instrumentos de medição da radiação solar e seu uso
mais frequente.
Piranômetro: Medidor de radiação solar, com sensor primário constituído de termopilha.
Aplicação: Medição de radiação global. Quando associado a um acessório adequado, como "sun
tracker" ou "shadow ring, também pode ser utilizado para medição de radiação difusa.

Pireliômetro: Medidor de radiação solar direta.


Aplicação: Medição de radiação solar direta quando associado à um "sun tracker".
Espectroradiômetro: Medidor de bandas espectrais incidentes na radiação solar.
Aplicação: Qualificar a radiação solar, especificando as bandas espectrais.

Medidor de UV: Medidor de radiação ultra-violeta (UV), normalmente UVA, UVB e UVE.
Aplicação: Determinar a quantidade de radiação UV.
Pirgeometro: Medidor de radiação infra-vermelha atmosferica.
Aplicação: Determinar a quantidade de radiação de onda longa.

Albedômetro: Medidor de radiação de albedo, que conta com 02 (dois) piranômetros, a 180°,
sendo normalmente um apontando para a terra e outro apontando para o céu.

Net-Radiômetro: Medidor de saldo de radiação, que conta com 02 (dois) piranômetros e 02 (dois)
pirgeômetros, a 180°, sendo normalmente um piranômetro e um pirgeômetro apontando para a
terra e outro piranômetro e outro pirgeômetro apontando para o céu.
Aplicação: Determinar a quantidade radiação solar refletida pela superfície incluindo a radiação
infra-vermelha (plano horizontal).

Heliógrafo e "Sunshine Duration": Medidores de duração dos raios solares em um ciclo de 24


horas, sendo o heliógrafo um equipamento totalmente mecânico e o "sunshine duration" sua
versão modernizada com comunicação digital.
Aplicação: verificação de tempo de insolação, durante o dia.
Rastreador Solar (Sun Tracker): Sistema eletromecânico que segue a trajetória do sol, utilizando
um conjunto de motores, especialmente projetado para fixação de diversos sensores, tais como
piranômetros e pireliômetros.
Aplicação: Associado aos sensores

Disco de sombreamento Lateral (Shadow Ring): Acessório para ser utilizado com um piranômetro.
Aplicação: Medição de radiação difusa quando utilizado em conjunto com um piranômetro.
Radiômetro Foto-diodo: Equipamento para medir a radiação solar em faixas espectrais mais
estreitas e especificas.
Aplicação: Medição de eficiência em módulos fotovoltaicos mono/poli cristalinos.

Traçador de Curva (Curve Tracer): Equipamento para traçar ou verificar a curva I-V, nas
associações de módulos fotovoltaicos.
Aplicação: Manutenção de sistemas de geração fotovoltaica.
Medidores Portáteis: Equipamentos para diversas funções de medição, tais como radiação solar
global, temperatura, angulo de inclinação, direção (bússola) e grandezas elétricas.
Aplicação: Medição de potencial térmico e fotovoltaico para pequenas instalações.

7. Exemplo de uma proposta para fornecimento do sistema Solar


Fotovoltaico

A/C: XXXXXX LTDA-ME

É com imensa satisfação que vimos à sua presença apresentar uma excelente
proposta para redução de seus custos com energia elétrica. Trata-se do sistema
solar fotovoltaico, por meio do qual será possível produzir a sua própria energia e
reduzir consideravelmente o valor pago à concessionária.

A seguir, apresentaremos um estudo detalhado, baseado nas necessidades


energéticas, levando em conta o seu sistema COMERCIAL. Você observará que o
prazo de retorno do investimento é relativamente baixo se comparado com a garantia
que os painéis fotovoltaicos possuem, que é de 25 anos de geração, chegando ao
vigésimo quinto ano com 83% de rendimento. Os módulos possuem, ainda, 10 anos
de garantia contra defeitos de fabricação e os inversores possuem 7 anos de
garantia. Ao findar a garantia, no entanto, não significa que será necessário trocar o
seu sistema. Pelo contrário, a expectativa de durabilidade ultrapassa a casa dos 40
anos (há casos registrados na Alemanha, por exemplo, país em que a energia solar
representa 70% do sistema energético, com sistemas instalados há mais de quatro
décadas e que continuam funcionando perfeitamente).

A XXXXXXX utiliza as melhores marcas do mercado, para que você tenha o melhor
resultado de produção de energia com sua usina.

Ressaltamos que estamos inteiramente à disposição para sanar quaisquer dúvidas e


aprofundarmos os estudos, colocando-nos a disposição para uma visita técnica, com
a presença do nosso engenheiro. Queremos estreitar nosso relacionamento, pois
temos certeza de que este se trata de um excelente investimento.

A Direção
Proposta nº xxxxx

CAMPO GRANDE, 05 de Abril de 2021

Proposta Comercial para Fornecimento de Sistema


Fotovoltaico Conectado à Rede Elétrica (On Grid)

Para: XXXXXX LTDA-ME


Endereço: XXXXXXXXX CAMPO GRANDE / MS
Tipo do sistema: COMERCIAL

Conforme solicitado, encaminho para sua apreciação proposta comercial para


fornecimento de sistema fotovoltaico conectado à rede elétrica que, de acordo com os
dados levantados, terá uma potência de 12.76 kWp. Esse sistema será capaz de
suprir o seu consumo anual de energia elétrica, produzindo, aproximadamente,
19.457 KWh ao ano.

Classe: TRIFÁSICO

Orientação do telhado: LESTE-OESTE

Localização: CAMPO GRANDE/MS


Nossos módulos fotovoltaicos (painéis solares) têm classificação “A“ do INMETRO no quesito de eficiência
energética. Além disso, nossos produtos têm certificações internacionais como: TUV, UL IEC e VDE.

Todo o nosso sistema está regulamentado pelas normativas previstas nas resoluções 482/12 e 687/15
(ANEEL). É importante ressaltar também que, como forma de incentivo à produção de energia
fotovoltaica, há um acordo entre os Governos Federal e dos Estados, por meio do CONFAZ (Conselho
Nacional de Política Fazendária), de que o Governo Federal isentará PIS/COFINS sobre os créditos gerados e
os Governos Estaduais isentarão o ICMS, sendo que seu estado já aderiu à isenção de ICMS sobre a energia
gerada.

Confira as resoluções da ANEEL em nosso site www.ilumisolenergiasolar.com.br


ANÁLISE DO CONSUMO ATUAL DA REDE ELÉTRICA

SEU CONSUMO MÉDIO ANUAL: 19.200 KWh


(aproximadamente R$ 17.664,00) SEU CONSUMO MÉDIO
MENSAL: 1.600 KWh (aproximadamente R$ 1.472,00)

CAPACIDADE DE GERAÇÃO DO SISTEMA PROPOSTO

Com base no sistema proposto, composto por 29 módulos fotovoltaicos de 440W


cada e, considerando temperatura, inclinação e irradiação no local, o sistema deve
fornecer, mês a mês, em média, a energia apresentada no gráfico a seguir:
EVOLUÇÃO DE TARIFAS DE ENERGIA DA DISTRIBUIDORA X INFLAÇÃO

2002: Recomposição aumentada tarifa após

racionamento. 2004: Após recomposição, há

redução gradativa até 2007. 2008: Maior

inflação desde 2004 e energia sobe menos.

2013: MP do governo impõe revisão de preços, que caem 16% em média.


2015: Dois anos após MP, preços batem recordes.
2016: Bandeiras tarifárias são criadas e contas oscilam mais.
DADOS DE IRRADIAÇÃO

Esta aba contém informações técnicas, sendo indicada para aqueles que desejam
entender um pouco mais sobre os conceitos por trás da geração fotovoltaica.

Radiação solar é um termo utilizado para se referir à forma de transferência da


energia vinda do sol através da propagação de ondas eletromagnéticas. A
quantidade de radiação solar que chega em cada ponto da Terra depende dos
obstáculos que tais ondas encontram na atmosfera. Porém, a radiação que chega a
qualquer ponto do topo da atmosfera é constante e conhecida como "Constante
Solar". A constante solar é estimada em 1.366 W/m². Ao chegar à superfície da Terra,
ela alcança no máximo 1000 W/m². Assim, se a eficiência de determinado painel solar
é de 10%, isso significa que ele será capaz de captar no máximo 100 W/m².

O termo irradiação se refere à radiação captada em uma determinada área na superfície


terrestre durante um determinado tempo. Por exemplo, ao falar em 100 kWh/m2 de
irradiação significa que foram captados 100 quilowatts de radiação em um hora por
metro quadrado.

Os dados exibidos nesta aba (Irradiação Global, Inclinada e Direta) são oriundos do
INPE/SWERA.

Curiosidade
A energia vinda do sol é tão grande que três semanas de energia solar recebida na
Terra equivalem a todas as reservas de combustíveis fósseis da terra.
Mês Irradiação global Irradiação direta Irradiação inclinada

Janeiro 6.261 kWh/m²/dia 5.752 kWh/m²/dia 5.736 kWh/m²/dia


Fevereiro 5.986 kWh/m²/dia 4.662 kWh/m²/dia 5.963 kWh/m²/dia
Março 5.414 kWh/m²/dia 4.761 kWh/m²/dia 5.691 kWh/m²/dia
Abril 5.789 kWh/m²/dia 7.516 kWh/m²/dia 6.707 kWh/m²/dia
Maio 4.585 kWh/m²/dia 6.285 kWh/m²/dia 5.722 kWh/m²/dia
Junho 4.245 kWh/m²/dia 6.382 kWh/m²/dia 5.515 kWh/m²/dia
Julho 3.879 kWh/m²/dia 3.879 kWh/m²/dia 5.01 kWh/m²/dia
Agosto 5.159 kWh/m²/dia 6.499 kWh/m²/dia 6.173 kWh/m²/dia
Setembro 5.474 kWh/m²/dia 5.812 kWh/m²/dia 5.94 kWh/m²/dia
Outubro 6.483 kWh/m²/dia 6.882 kWh/m²/dia 6.489 kWh/m²/dia
Novembro 7.081 kWh/m²/dia 7.407 kWh/m²/dia 6.489 kWh/m²/dia
Dezembro 6.712 kWh/m²/dia 6.588 kWh/m²/dia 5.979 kWh/m²/dia
COMPOSIÇÃO DO PROJETO

Com base nas informações fornecidas e dados obtidos por meio de cálculos, o sistema
proposto para o local é composto dos seguintes itens e equipamentos:

Item Qtde

MONO-PERC RISEN 440W HALF-CELL 29


ILUMISOL SOFAR 7.5KTLM 1
ILUMISOL SOFAR 3KTLM-G2 1
STRING BOX Incluso
CABO SOLAR 6MM < PRETO Incluso
CABO SOLAR 6MM < VERMELHO Incluso
CONECTOR MC4 MULTI-CONTACT UR PV-KBT4/6II-UR ACOPLADOR FEMEA Incluso
CONECTOR MC4 MULTI-CONTACT UR PV-KST4/6II-UR ACOPLADOR MACHO Incluso
JUNÇÃO PARA PERFIL DE ALUMÍNIO Incluso
ESTRUTURA DE ALUMÍNIO ADEQUADO AO TELHADO Incluso
MATERIAL ELÉTRICO Incluso
SERVIÇOS DE INSTALAÇÃO DO SISTEMA Incluso
PROJETO SOLAR FOTOVOLTAICO Incluso
ART DE PROJETO E EXECUÇÃO Incluso
ACOMPANHAMENTO JUNTO À DISTRIBUIDORA Incluso
MONITORAMENTO DO SISTEMA VIA WEB Incluso

Obs: Está incluso o transformador nas redes em que a concessionária fornecer rede
monofásico 220V e o trifásico 380V.
ITENS QUE COMPÕEM O SISTEMA FOTOVOLTAICO

Com a quantidade de equipamentos utilizados, estima-se que a área ocupada para


instalação seja de 87m².
MONITORAMENTO WEB DA GERAÇÃO DE ENERGIA

O sistema de monitoramento WEB permite ao usuário acessar remotamente seu sistema


e verificar o que está sendo gerado, conforme exemplificado na figura abaixo. Além de
monitorar por meio da WEB o usuário pode baixar gratuitamente um aplicativo para
sistema Android ou IOS (iPhone) para acesso remoto.
ANÁLISE FINANCEIRA DOS PRÓXIMOS 25 ANOS

A seguir, apresentamos um estudo detalhado, constando a análise financeira e o


rendimento dos painéis fotovoltaicos nos próximos anos, levando em conta a geração
anual em KWh e os valores que você economizará, tendo o retorno do seu investimento:
CUSTO MÉDIO DO kWh: R$ 0,92

GERAÇÃO MÉDIA MENSAL DO SISTEMA: 1.621 kWh


ADERIU À ISENÇÃO DO ICMS? SIM
ICMS: ISENTO, PIS: ISENTO e COFINS: ISENTO
ECONOMIA GERADA PELO SISTEMA FOTOVOLTAICO: R$ 0,92

Geração anual de % de
Energia (kWh/ano) reajuste
Geração Economia
Rendimento dos considerando médio Retorno do Economia
Ano Acumulada de Gerada/ano - R$ -
painéis perda do anual de Investimento (R$) acumulada (R$)
Energia (kWh) (BxE)
rendimento dos energia
painéis aprox.

1º 99.30 % 19.321 19.321 10% 19.552,65 -50.558,65 19.552,65


2º 98.60 % 19.186 38.506 10% 21.357,36 -29.201,29 40.910,01
3º 97.91 % 19.051 57.558 10% 23.328,64 -5.872,64 64.238,66
4º 97.23 % 18.918 76.476 10% 25.481,88 19.609,23 89.720,53
5º 96.55 % 18.785 95.261 10% 27.833,86 47.443,09 117.554,39
6º 95.87 % 18.654 113.915 10% 30.402,92 77.846,01 147.957,31
7º 95.20 % 18.523 132.438 10% 33.209,11 111.055,12 181.166,42
8º 94.54 % 18.394 150.832 10% 36.274,31 147.329,43 217.440,73
9º 93.87 % 18.265 169.097 10% 39.622,43 186.951,86 257.063,16
10º 93.22 % 18.137 187.234 10% 43.279,58 230.231,44 300.342,74
11º 92.56 % 18.010 205.244 10% 47.274,29 277.505,73 347.617,03
12º 91.92 % 17.884 223.128 10% 51.637,70 329.143,43 399.254,73
13º 91.27 % 17.759 240.887 10% 56.403,86 385.547,29 455.658,59
14º 90.63 % 17.635 258.522 10% 61.609,94 447.157,23 517.268,53
15º 90.00 % 17.511 276.033 10% 67.296,54 514.453,77 584.565,07
16º 89.37 % 17.389 293.422 10% 73.508,01 587.961,77 658.073,07
17º 88.74 % 17.267 310.688 10% 80.292,80 668.254,57 738.365,87
18º 88.12 % 17.146 327.834 10% 87.703,82 755.958,39 826.069,69
19º 87.51 % 17.026 344.860 10% 95.798,88 851.757,27 921.868,57
20º 86.89 % 16.907 361.767 10% 104.641,12 956.398,39 1.026.509,69
21º 86.28 % 16.788 378.556 10% 114.299,50 1.070.697,89 1.140.809,19
22º 85.68 % 16.671 395.227 10% 124.849,34 1.195.547,23 1.265.658,53
23º 85.08 % 16.554 411.781 10% 136.372,93 1.331.920,16 1.402.031,46
24º 84.49 % 16.438 428.219 10% 148.960,15 1.480.880,32 1.550.991,62
25º 83.89 % 16.323 444.542 10% 162.709,18 1.643.589,49 1.713.700,79
ECONOMIA NOS PRÓXIMOS 25 ANOS

R$ 1.643.589,49
Retorno do investimento em,
aproximadamente, 3 anos.

Garantia contra defeitos de fabricação, segundo o fabricante:

Painéis fotovoltaicos: 25 Anos de geração com 83% de capacidade e


10 Anos contra defeitos de fabricação. Inversores: 7 Anos

Preço, prazo de entrega e condições de pagamento:

Valor do investimento: R$ 70.111,30 (setenta mil, cento e onze reais e trinta centavos)

O serviço compreende:
Instalação dos painéis e inversores, passagem dos cabos, ligação da
caixa de proteção e apresentação do projeto para a concessionária.

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