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02/04/2011 Laércio Vasconcelos - Montando uma …

Montando uma rede cliente-servidor


Autor: Laérc io Vasconcelos
Abril/2004
As redes cliente-servidor são usadas Copyright (C)
Laércio Vasconcelos Computação
em empresas de médio e grande porte, Ne nhum a pa rte de ste site pode ser
e mesmo nas pequenas, quando é reproduzida se m o conse ntim e nto do
preciso ter máxima seguranç a. Aprenda autor. Ape na s usuá rios individuais e stã o
autoriza dos a fa ze r downloa d ou listar as
aqui a configurar uma pequena rede pá gina s e figura s pa ra e studo e uso
cliente-servidor c om o Windows 2000 próprio e individua l, se m fins com e rcia is.
Server.

Mostraremos neste artigo c omo configurar uma rede cliente-servidor com o Windows 2000 Server. Este sistema é
derivado do Windows NT e faz parte da linha de sistemas Microsoft para servidores. Foi lançado em diversas versões,
c om c aracterísticas bem diferentes:

Windows 2000 Professional – Esta versão destina-se ao uso em estações de trabalho, e não como servidor. A partir
dela foi criado o Windows XP. O Windows XP Professional pode ser considerado uma nova versão do Windows 2000
Professional. O Windows XP Home é uma versão reduzida do Windows XP Professional, com vários dos seus rec ursos
desativados.

Windows 2000 Server – Esta é a versão básica do Windows 2000 Server. Permite operar c om até 4 proc essadores e
4 GB de memória. É ideal para redes c liente-servidor de médio e pequeno porte.

Windows 2000 Advanced Server – Esta versão é indicada para redes de maior porte. Permite operar c om até 8
processadores e 8 GB de memória. Permite que múltiplos servidores operem em conjunto, permitindo aumentar o
desempenho em função do número de servidores.

Windows 2000 Datacenter Server – Tem os recursos da versão Advanced e pode operar com até 32 proc essadores
e 32 GB de memória.

A família de sistemas para servidores c ontinuará a crescer c om novas versões, porém a maioria dos recursos e
c omandos disponíveis manterão compatibilidade c om o Windows 2000. Portanto os ensinamentos apresentados aqui
c ertamente serão aproveitados para novas versões.

A mais nova versão do Windows para servidores em grandes redes é o Windows .NET Server 2003. Possui novos
rec ursos, como oc orre com todas as versões do Windows, entretanto é totalmente compatível c om o Windows 2000
Server e seus comandos de configuraç ão, administração e utilizaç ão.

Componentes de hardware
Não existe diferença na parte físic a da rede quando é usada a arquitetura cliente-servidor. A mesma infra-estrutura de
c abos, hubs, switches e outros equipamentos de rede aplica-se tanto para redes ponto-a-ponto como a redes c liente-
servidor. A única diferenç a fica por conta do servidor, que prec isa ser dedicado. Lembramos que em redes ponto-a-
ponto podemos usar um servidor dedic ado, o que é altamente rec omendável, porém não é obrigatório. Em redes
domésticas, por exemplo, o servidor pode ser usado como estação de trabalho. Nas redes c liente-servidor, o servidor é
dedicado. Deve ter seu tempo livre para executar apenas as tarefas de atendimento dos demais computadores,
fornec endo o acesso a arquivos, impressoras, à Internet, além de gerenciar todas as permissões de ac esso a esses
rec ursos.

Assim como oc orre nas redes ponto-a-ponto, o acesso à Internet pode ser centralizado através do servidor. Podemos

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ter o servidor operando simultaneamente como firewall e roteador para acesso à Internet, ou podemos ter um módulo
separado, com firewall e roteador (muitas vezes integrados), deixando o servidor menos c ongestionado.

Figura 1

Exemplo de rede de
pequeno porte.

Conceitos importantes
Redes cliente-servidor são um pouc o mais complexas que as redes ponto-a-ponto. As configurações não são
automátic as, e o instalador precisa ter c onhecimentos técnicos sobre diversos conceitos. É um grande contraste em
c omparaç ão com as redes ponto-a-ponto, que podem ser configuradas de forma automática através de assistentes,
não nec essitam de administrador e o responsável pela sua montagem nem mesmo precisa ter conhec imentos teóricos
sobre redes, protocolos e outros elementos. O Windows 2000 Server também possui um assistente para configuração
de rede, entretanto seu uso não é tão simples. É preciso ter conhec imentos técnic os sobre redes para fazer
c orretamente as c onfigurações apresentadas por este assistente.

Endereçamento IP

Entre os diversos protocolos utilizados em redes, o TCP/IP é o mais comum. É usado na Internet e é instalado
automatic amente c om o Windows. Os dados troc ados entre dois computadores quaisquer da rede são ac ompanhados
de um c abeç alho contendo o endereço de destino e o endereço de origem. Cada endereço é formado por 4 bytes (32
bits). Convencionou-se esc rever esses endereços como uma seqüência de quatro números decimais separados por
pontos. Cada um desses números, sendo formados por 8 bits, pode assumir valores entre 0 e 255. Por exemplo:

192.168.0.18

Esses endereços são chamados de endereços IP, e “IP” significa Internet protocol. Nos acessos à Internet, esses
números são usados para endereçar sites. Existem entretanto certas faixas de endereç os que não são usadas na
Internet, e sim, são reservadas para uso em redes locais. São as seguintes as faixas reservadas para uso loc al:

Classes internas Endereço inicial Endereço final


Classe A 10.0.0.0 10.255.255.255

Classe B 172.16.0.0 172.31.255.255


Classe C 192.168.0.0 192.168.255.255
Classe B 169.254.0.0 169.254.255.255
(Mic rosoft/APIPA)

Ao montar uma rede será preciso definir as faixas de endereços a serem usadas pelas máquinas. Quando usamos o
Assistente de rede doméstica no Windows ME, esta escolha é feita automaticamente. No Windows 2000 Server, temos
que fazer esta esc olha manualmente. Para isso é preciso respeitar c ertas regras de distribuição de endereç os.

Endereços internos e externos

Podemos comparar os endereços de redes internas c om os ramais de uma central telefônica. Se em uma dos telefones
de uma empresa disc armos, por exemplo, “115”, não será feita a discagem deste número através da companhia
telefônic a. Ao invés disso será feita a ligaç ão com o ramal 115 da mesma central. Portanto podemos encontrar
telefones de número 115 em milhões de centrais telefônic as diferentes, da mesma forma c omo enc ontramos máquinas
c om endereç o 192.168.0.1 em milhões de redes. A diferenç a entre o endereçamento IP e o endereçamento de
telefones é que os endereços IP têm o mesmo formato, tanto para redes internas como para as redes externas. Cabe
aos dispositivos que ligam as redes interna e externa (roteadores) identific ar se o endereço recebido deve ser enviado
para a rede externa ou não. Sistemas telefônicos utilizam regras c omplexas para a formaç ão dos números, como código
de prestadora, código de área, código de discagem internac ional, número para acessar linha externa, etc. Não é
c onveniente utilizar inúmeros códigos quando a ligação é local, ou quando é uma ligaç ão para um ramal de uma central.
A regra é simplificar os números para esses casos, e usar números c ompletos apenas para chamadas de longa
distância. Nas redes a regra é diferente. O mesmo formato de endereç o usado para acessar um computador próximo a
outro, é usado para ac essar um servidor localizado do outro lado do planeta.

Digamos que um computador de uma rede vai ac essar dois servidores, um com endereço 192.168.0.1 e outro c om
endereç o 200.153.77.240. Ambos os endereç os são propagados através da rede, passando por hubs switches ou
qualquer outro tipo de conc entrador. Quando esses endereços chegam ao roteador, apenas o 200.153.77.240 chega à
rede externa, e caminha pela Internet até chegar ao destino. O endereç o 192.168.0.1 é bloqueado, pois o roteador
sabe que pertence à rede interna. Se por um erro de configuraç ão do roteador, pacotes c om este endereço forem
enviados à rede externa, não irão longe, pois serão ignorados pelos demais roteadores da Internet.

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Classes de redes

Se você não quer perder tempo nem esquentar a c abeça, c onfigure sua rede como c lasse A. Você poderá usar para
suas máquinas, qualquer endereço entre 10.0.0.0 e 10.255.255.255. Esta é inclusive a escolha padrão do Windows
2000 Server. Para escolher outras classes é prec iso conhec er um pouco mais, como mostraremos agora:

Redes classe A – Essas redes podem ter até 16 milhões de endereços. Apenas grandes empresas rec eberam a
permissão para uso dessas redes. Por exemplo, o serviç o de correios dos Estados Unidos rec ebeu a rede A de número
56, e usa portanto os endereços entre 56.0.0.0 e 56.255.255.255. A IBM recebeu a rede 9 (9.0.0.0 a 9.255.255.255),
a HP recebeu a rede 15, a Ford recebeu a rede 19, e assim por diante. Voc ê poderá usar uma rede c lasse A de número
10 (10.0.0.0 a 10.255.255.255). A diferença é que esta faixa de endereç os será de uso interno, ou seja, os roteadores
que fazem a c onexão da rede interna com a Internet ignoram esses endereç os. Portanto os computadores externos à
sua rede não poderão “enxergar” máquinas da sua rede, configuradas com endereços internos.

Redes classe B – Essas redes podem ter até 65.534 máquinas. Elas utilizam endereç os entre 128.x.x.x e 191.x.x.x.
Essas classes são usadas por redes de médio porte, como universidades (apesar de algumas como MIT e Stanford
usarem redes A, as de números 18 e 36, respectivamente). Existem 16.384 faixas de endereç os para redes c lasse B.
Destas, 16 são usadas para redes locais classe B. São elas:

172.16.0.0 – 172.16.255.255
172.17.0.0 – 172.17.255.255
172.18.0.0 – 172.18.255.255
172.19.0.0 – 172.19.255.255
...
172.30.0.0 – 172.30.255.255
172.31.0.0 – 172.31.255.255

Se você dec idir usar uma rede c lasse B, terá que esc olher uma das 16 opç ões acima. Digamos que você escolha a
faixa 172.18.0.0 a 172.18.255.255. Poderá então escolher para suas máquinas, endereç os que começam com 172.18 e
variar apenas os dois últimos números.

A faixa 172.16.0.0-172.31.255.255 é de uso bastante flexível. Pode ser usada como 16 sub-redes de 65.536 máquinas,
ou como uma única rede com 1.048.576 máquinas, ou outra c ombinaç ão qualquer, bastando que seja definida uma
máscara de sub-rede adequada.

A distribuição de endereços na Internet é feita por um órgão chamado IANA (Internet Assigned Number Authority –
www.iana.org). As faixas de endereços mostradas aqui, além das faixas para uso por redes de grandes empresas
(Classe A) são definidas por este órgão. Também foi definida uma faixa para uso da Microsoft em redes c lasse B. São
endereç os de configuração automática, usados pelo Windows quando não é encontrado um servidor DHCP para
designar um endereç o para a placa de rede. Esta faixa vai de 169.254.0.0 a 169.254.255.255, e esses endereços são
c hamados de APIPA (Automatic Private IP Adress). Em uma rede local sem acesso à Internet e sem um servidor DHCP,
todos os c omputadores usam endereços APIPA, a menos que estejam programados manualmente. Mais adiante
daremos mais explicações sobre este endereçamento.

Figura 2

Placa c onfigurada com endereç o


APIPA.

Redes classe C – Cada uma dessas redes pode ter até 254 c omputadores. Os endereç os IP reservados para essas
c lasses vão de 192.0.1.0 a 223.255.254.255. São c erca de 4 milhões de redes possíveis, sendo que delas, 256 são
reservadas para redes internas, que voc ê poderá utilizar. São elas:

192.168.0.0 – 192.168.0.255
192.168.1.0 – 192.168.1.255
192.168.2.0 – 192.168.2.255

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192.168.3.0 – 192.168.3.255
...
192.168.254.0 – 192.168.254.255
192.168.255.0 – 192.168.255.255

Se você escolher por exemplo a terceira faixa, terá que utilizar endereços que começ am c om 192.168.2 e variar
apenas o último número.

OBS.: Em c ada uma das redes, dois endereç os são reservados, sendo um para a própria rede e um para broadcast
(mensagem simultânea para todos os nós).

Redes classe D e classe E: As redes classe D são usadas para um recurso chamado IP multicast, que consiste em
enviar um únic o pacote de dados para múltiplos destinos. É usado por exemplo na transmissão de áudio e vídeo
através de uma rede. As redes de c lasse E são para uso experimental.

A tabela abaixo resume os tipos de redes, as respectivas faixas de endereços para uso na Internet e as faixas usadas
em redes internas.

Redes Faixa de endereços Redes internas


Classe A 1.0.0.0 - 126.255.255.255 10.0.0.0 - 10.255.255.255
Classe B 128.1.0.0 - 191.254.255.255 172.16.0.0 - 172.31.255.255 e
169.254.0.0 - 169.254.255.255 (APIPA)
Classe C 192.0.1.0 - 223.255.254.255 192.168.0.0 - 192.168.255.255
Classe D 224.0.0.0 - 239.255.255.255 -
Classe E 240.0.0.0 - 254.255.255.255 -

Active Directory

Um dos princ ipais desafios dos desenvolvedores de redes é criar métodos seguros para controlar o uso dos recursos
disponíveis pelos diversos usuários da rede. O Ac tive Directory é um novo método de c ontrole criado pela Mic rosoft
para o Windows 2000 Server. Tomando um exemplo bem simples, imagine que um usuário de nome bernardo fez logon
em um certo c omputador da rede, e que no servidor exista uma pasta de uso específico desta usuário, c hamada
Arquivos de Bernardo. A validaç ão do logon (usuário e senha) e a permissão do acesso desta pasta por este usuário é
feita com base no Ac tive Directory. Esta é a tarefa mais simples possível, existem muitas outras tarefas bastante
c omplexas. Podem ser gerenciadas permissões para usuários, grupos, computadores e máquinas em geral, servidores,
pastas, impressoras e sites.

Os usuários podem ser distribuídos em grupos, e os grupos, e novos grupos podem ser criados pela união de grupos já
existentes. As permissões de acesso a cada recurso são programadas com a indicação dos grupos ou usuários que as
possuem. Podemos criar permissões específicas para leitura, esc rita e exec ução. Entre os vários recursos de
gerenciamento de contas, podemos definir um período de validade para uma conta, e ainda uma faixa de horários nos
quais um usuário pode ter acesso à rede. Podemos ainda definir cotas de disco, permitindo que cada usuário utilize no
máximo uma determinada capacidade de armazenamento no servidor, evitando assim que seus disc os fiquem cheios
demais.

O Active Directory é um recurso relativamente complexo para ser entendido, ou mesmo explic ado em poucas linhas. Em
livros especializados em Windows 2000 Server, normalmente encontramos um longo capítulo exc lusivo para este
assunto. Ao longo deste artigo você entenderá melhor o assunto.

Domínio

Domínio é um grupo de máquinas que ac essam e/ou compartilham recursos entre si. A noção de domínio é muito
parecida com a de grupo de trabalho. Ambos são visualizados a partir de Ambiente de rede ou Meus locais de rede. O
acesso aos rec ursos compartilhados é controlado por um computador chamado c ontrolador de domínio. Este deve
utilizar o Windows 2000 Server, mas os demais computadores do domínio podem usar outros sistemas, como o Windows
2000 Professional, Windows XP e Windows 9x/ME. A figura 3 mostra os c omputadores do domínio LABO, usado na
nossa rede interna (laboratório do Laérc io). Nela o computador de nome SW2000 é o servidor de domínio. Nele é feita a
autentic ação dos usuários que fazem logon na rede. Uma vez autentic ados, esses usuários podem acessar os recursos
c ompartilhados existentes nos computadores do domínio, desde que esses recursos estejam configurados com
permissões para esses usuários. A maioria dos recursos compartilhados estão no próprio servidor, entretanto nada
impede que existam rec ursos em outras máquinas do domínio.

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Figura 3 - Computadores do domínio LABO.

DHCP

Em uma rede, cada máquina deve ter seu endereço. Existem dois métodos de definição do endereç o IP: manual e
automátic o. O endereç o manual é programado no quadro de propriedades de rede. Aplicamos um clique duplo sobre o
protocolo TCP/IP e será mostrado um quadro c om diversas guias. A figura 4 mostra o resultado em PCs com Windows
9x/ME. Na guia Endereço IP marcamos a opç ão Espec ificar um endereço IP. Podemos então preencher o endereç o
manualmente. Também é prec iso preencher a máscara de sub-rede. Para endereç os c lasse A, o padrão é 255.0.0.0.

Figura 4 - Indicando o endereço IP a ser usado.

A outra opção é Obter um endereço IP automaticamente. Ao ser usada, o endereç o IP será definido por um servidor
DCHP (Dynamic Host Configuration Protocol). Um computador com o Windows 2000 Server irá operar como servidor
DCHP. Desta forma não precisamos configurar manualmente endereç os IP para cada computador da rede. Deixamos
todos na configuração automática (que é inclusive a opç ão padrão) - Obter um endereço IP automaticamente. Note
que para esta configuração automátic a funcionar corretamente, o servidor DCHP deve estar ativo. Portanto é preciso
ligar o servidor antes dos demais PCs da rede.

Quando um computador de um domínio é inic ializado e o sistema operacional é carregado, envia uma mensagem na
rede através da qual é identificado o servidor DHCP. Se este servidor é encontrado (o que normalmente ocorre, a
menos que o servidor esteja fora do ar), programará esta máquina c om um endereç o IP adequado. Cabe ao servidor
DHCP definir este endereço, e desta forma o administrador da rede não precisa se preoc upar com a programação
manual dos endereços IP de c ada c omputador da rede. O Windows 2000 Server não é o único sistema que possui um
servidor DHCP embutido. Também podemos encontrar servidores DHCP no c ompartilhamento de conexão com a Internet
(ICS), que faz parte do Windows 98SE / Windows XP, e em dispositivos de rede híbridos, como os que se conectam à
Internet e aos PCs de uma rede, uma combinação de hub/switch e roteador.

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APIPA

Vimos na figura 4 que o endereç o IP de um c omputador com o Windows pode ser programado de forma manual como
mostra a figura, ou de forma automática, usando a opç ão Obter um endereç o IP automaticamente. Quando é usada
esta segunda opção, duas coisas podem ocorrer:

a) O c omputador terá o endereço IP designado por um servidor DHCP, encontrado no Windows 2000 Server ou em
outros sistemas que dão acesso à Internet.

b) Quando não é encontrado um servidor DHCP, o próprio Windows irá designar um endereço IP automático interno
(APIPA). O uso deste endereç o torna possível o funcionamento de redes onde não existe um servidor, o que é
especificamente útil para redes ponto-a-ponto. Quando uma rede passa por problemas como mau contato em cabos,
falhas em hubs e switc hes, problemas no servidor ou qualquer outro evento que resulte na impossibilidade de acesso
ao servidor DHCP, o Windows poderá passar a utilizar um endereço APIPA. Se a rede voltar a func ionar e o c omputador
ainda estiver usando este endereço, temos que reparar a conexão. No Windows 2000 e XP, podemos clic ar no ícone da
c onexão e esc olher a opção Reparar. Com o programa IPCONFIG, podemos usar o comando IPCONFIG/RENEW. No
programa WINIPCFG, c licamos no botão Renovar tudo.

DNS e WINS

O Windows 2000 Server permite que um computador opere como servidor DNS (Domain Naming System) e WINS
(Windows Internet Naming Servic e). Tratam-se de dois processos usados para a c onversão entre nomes e endereços.
Digamos por exemplo que um computador tenha endereço 10.0.0.3. O acesso fica muito mais fácil se os usuários da
rede não precisarem memorizar esses números, e sim um nome mais amigável, como \\Servidor2. Dependendo do
software utilizado, a conversão de nomes para endereços pode ser feita por um ou outro sistema. O WINS é o sistema
mais antigo, usado nas redes Microsoft até meados dos anos 90. O DNS é o sistema mais novo, usado também na
localização de sites na Internet. Graças ao DNS, programas terão acesso a recursos da rede a partir dos seus nomes.
Graças ao WINS, computadores c om sistemas mais antigos poderão ter ac esso aos recursos do servidor.

Requisitos de hardware
Um servidor deve ser um computador de alta confiabilidade. Além de ser mais exigente em termos de velocidade do
processador, quantidade de memória e veloc idade/capacidade do disc o rígido, um servidor deve ser construído com
uma placa de CPU de alta qualidade. Muitos fabricantes de placas de CPU produzem modelos próprios para uso em
servidores. São normalmente plac as de alto custo, alto desempenho e alta c onfiabilidade. Servidores mais simples
podem ser montados a partir de placas de CPU comuns, mas mesmo assim não podemos abrir mão da qualidade, nem
da confiabilidade. Escolha uma placa de CPU de fabricantes conceituados, como Intel, Supermicro, MSI, Asus, Soyo,
FIC, A-Trend. Não monte servidores usando placas de CPU de segunda linha. Não use também placas de CPU com
“tudo onboard”, pois seu desempenho normalmente deixa a desejar, assim como a sua confiabilidade.

Todos os sistemas operacionais possuem requisitos mínimos de hardware para func ionarem adequadamente (system
requirements). Consulte sempre esses requisitos antes de decidir sobre a configuração de hardware do servidor. Note
que são normalmente indicados pelo fabric ante do sistema operacional, os requisitos mínimos e os requisitos
recomendáveis. Se um servidor se limita a atender simplesmente os requisitos mínimos, irá funcionar, entretanto de
forma precária. A Mic rosoft partic ularmente tem o hábito de indicar os requisitos mínimos. Na prática um computador
que se limite a atender tais requisitos será extremamente inefic iente na exec ução do software em questão. Os
requisitos indic ados pela Microsoft para o Windows 2000 Server são:

Proc essador Pentium (ou compatível) de 133 MHz ou superior


Memória No mínimo 128 MB, recomendável 256 MB
Disc o rígido No mínimo 2 GB, com 1 GB de espaço livre

A Mic rosoft não divulga ofic ialmente requisitos recomendáveis para obter um bom desempenho c om o Windows 2000
Server e com seus demais sistemas. De ac ordo com nossos testes, e de acordo c om o que especificam inúmeros
especialistas, nossas rec omendações de uma c onfiguração para executar o Windows 2000 Server com bom
desempenho são as seguintes:

Proc essador Pentium II/300


Memória 256 MB
Disc o rígido No mínimo 2 GB, com 1 GB de espaço livre, ou espaço
adicional para operar c omo servidor de arquivos

Obviamente quanto mais um servidor exceder tais especific ações, melhores serão o seu desempenho e eficiência.

Instalando o Windows 2000 Server


A instalação do Windows 2000 Server consiste em executar um boot com o seu CD-ROM de instalação e seguir o
assistente de instalação. Podemos ter instalados mais de um sistema operacional no computador, usando por exemplo,
o Windows XP e o Windows 2000 Server. Entretanto é altamente recomendável que o servidor seja totalmente
dedicado, e que aplic ativos comuns não sejam usados. Desta forma o servidor estará o tempo todo disponível para o
atendimento dos demais computadores da rede. Recomendamos portanto que o disco rígido seja formatado na ocasião
da instalação, utilizando o sistema NTFS. É necessário usar o sistema NTFS para o funcionamento dos recursos de
segurança oferecidos pelo Windows 2000 Server. Podemos usar o disc o rígido inteiro como um único drive C, ou dividi-
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lo em dois ou mais drives lógicos. Esta divisão é feita pelo programa de instalação do sistema.

Para realizar o boot através do CD-ROM de instalaç ão do Windows 2000 Server, pode ser necessário alterar o CMOS
Setup do computador. É prec iso enc ontrar o comando que define a seqüência de boot, e então programá-lo para que o
CD-ROM seja usado antes do disco rígido (ou seja, o boot só seria feito pelo disco rígido se não existir CD-ROM no
drive). Em alguns Setups existem opções c omo A:, C:, CD-ROM; C:, A:, CD-ROM, e assim por diante. Em outros Setup
temos os itens First boot device, Second boot device, third boot device e fourth boot devic e, e c ada um deles pode
ser programado com as opções Floppy, HD e CD-ROM. Enfim, escolhemos uma opção que deixe o CD-ROM ser usado
antes do disco rígido.

Gerando disquetes de boot

O processo ideal de instalação do Windows 2000 Server é executar um boot diretamente com o seu CD-ROM de
instalaç ão. A maioria das plac as de CPU modernas podem ser configuradas pelo CMOS Setup o para executarem o boot
não somente pelo disco rígido e por disquetes, mas também por CD-ROM e outros meios de armazenamento. É possível
entretanto que você prec ise fazer a instalaç ão em um PC que não suporte o boot por CD-ROM. Nesse caso será
preciso gerar disquetes de inicializaç ão.

Providenc ie quatro disquetes novos e formatados. Usando um computador já c onfigurado com qualquer versão do
Windows superior ao 95, coloque o CD-ROM de instalaç ão na sua unidade. Será executado automaticamente o
programa mostrado na figura 5. Clique na opção Examinar este CD.

Figura 5 - Para gerar disquetes de boot para a instalaç ão do Windows 2000 Server.

Vá então ao diretório BOOTDISK e execute o programa MAKEBT32.EXE. O programa irá instruir voc ê a colocar cada um
dos quatro disquetes necessários, que devem ser identificados por etiquetas.

Figura 6 - Gerando os disquetes de inicialização do Windows 2000 Server.

Agora para instalar o Windows 2000 Server, executamos um boot com o primeiro desses disquetes. Entrará em aç ão
um programa de instalação similar ao do CD-ROM de instalação do Windows 2000 Server. O programa pedirá a

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c olocaç ão de cada um dos quatro disquetes gerados.

O processo de instalação

Quem já está ac ostumado com a instalação das diversas versões do Windows, notará que a instalaç ão do Windows
2000 Server é muito parecida c om a do Windows 2000 Professional e do Windows XP, e em certos pontos lembra
bastante a instalaç ão do Windows 95, 98 e ME. As principais diferenças estão na definição de informações sobre o
administrador e sobre a rede.

A figura 7 mostra a tela inic ial do programa de instalação do Windows 2000 Server. É bastante parecido com o do
Windows XP e o do Windows 2000 Professional. Teclamos ENTER para dar início à instalação.

Figura 7 - Programa de instalaç ão do Windows 2000 Server.

Será apresentado um c ontrato de licença. Devemos tec lar F8 para c onc ordar c om o c ontrato e prosseguir com a
instalaç ão. O programa irá checar o estado do disc o rígido. Verific ará quais são as partições existentes para que
possamos escolher em qual delas será feita a instalaç ão. Quando um disco rígido é novo, todo o seu espaço será
indicado como “Espaço não particionado”, ou seja, não existirão partiç ões. No nosso exemplo o disco rígido já havia
sido usado. Existe uma partição únic a, formatada com FAT32, com pouco mais de 38 GB, dos quais cerca de 22 GB
estão livres. Recomendamos que esta partição seja exc luída e que seja criada uma nova partição formatada com
NTFS. Conforme explica a tela da figura 8, teclamos “D” para remover a partição.

Figura 8 - Escolha da partiç ão onde será feita a intalaç ão.

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O programa avisará que os dados da partiç ão antiga serão perdidos. É prec iso confirmar a esc olha para que a partiç ão
seja removida. O processo dura apenas alguns segundos, e ao seu término, toda a capacidade do disc o será indicada
c omo “Espaç o não partic ionado”, como vemos na figura 9. Podemos agora teclar ENTER para instalar o Windows 2000
Server neste espaço.

Figura 9 - Instalar o sistema no espaç o não particionado.

Na tela seguinte escolhemos a opção “Formatar a partição utilizando o sistema de arquivos NTFS”. O programa fará
então a formatação, operação que irá demorar vários minutos, dependendo da capacidade e da velocidade do disco
rígido. Terminada a formatação será feita automaticamente a cópia dos arquivos de instalaç ão na partição criada ou
selecionada (figura 10). Este proc esso também é demorado, apesar de ser mais rápido que a formataç ão.

Figura 10 - Os arquivos de instalação estão sendo copiados para o disco rígido.

O c omputador será reiniciado, e o boot desta vez deverá ser feito pelo disco rígido. Se você alterou o CMOS Setup
para permitir o boot pelo CD-ROM, altere-o novamente para que o boot seja feito pelo disco rígido. Em muitos
c omputadores, o boot pelo CD-ROM só é feito mediante confirmação (“Press any key to boot from CD-ROM). Nesse
c aso basta não pressionar uma tecla e o boot pelo CD-ROM será ignorado. Seja como for, se após o boot for
apresentada uma tela como a da figura 5, o programa de instalação estará sendo executado desde o início. Você deve
c ancelar a operação e retirar o CD-ROM do drive para que o boot seja feito pelo disco rígido. Quando aparec er a
primeira tela gráfica do Windows 2000 Server, você pode colocar novamente o CD-ROM no drive, pois ele será
necessário no restante da instalação.

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A tela gráfic a do Windows 2000 Server estará operando neste momento no modo VGA, com resolução de 640x480 e 16
c ores. Os próximos passos da instalação são explicados a seguir:

Instalação de dispositivos

O Assistente de instalação levará alguns minutos para instalar e c onfigurar dispositivos como teclado, mouse, monitor
e plac a de vídeo. O processo demora alguns minutos e a tela poderá piscar ou apagar por alguns segundos. O Windows
2000 Server possui drivers para inúmeros dispositivos, mas não para todos. É possível que ao final da instalaç ão,
alguns dispositivos sejam indicados no Gerenciador de dispositivos c omo “sem driver instalado”. Voc ê terá que instalar
esses drivers manualmente, depois que o Windows já estiver instalado.

Configurações regionais

A localidade do sistema e dos usuários será definida como Brasil (a menos que você esteja usando uma versão em
inglês). Podemos c licar no botão Personalizar para alterar essas c onfigurações. O layout do teclado é definido como
padrão na versão brasileira, como Brasil/ABNT. O tec lado ABNT é aquele que tem um “Ç” ao lado da tecla ENTER. Se o
teclado não for desse tipo, temos que alterá-lo. Para isso basta c licar em Personalizar, marcar o item “Português-
Brasil”, clicar em Propriedades e selec ionar o layout Estados Unidos Internac ional. Se este cuidado não for tomado,
c ertos símbolos especiais do teclado não serão reconhec idos corretamente.

Nome e organização

Um quadro perguntará o nome do usuário que está fazendo a instalação e o nome da organização (empresa). Este
usuário terá poderes de administrador do sistema.

Chave e licenciamento

Será pedida a chave do produto, que é o código existente na parte traseira da embalagem do CD-ROM de instalação.
Pedirá também o modo de licenc iamento do sistema. Existe dois modos de lic enciamento: por servidor e por estação.
Em redes com o Windows 2000 Server, é preciso comprar não apenas o sistema operac ional usado no servidor e os
sistemas usados nas estaç ões de trabalho, mas também as licenças de uso que permitem acessar o servidor a partir
dos c lientes.

No modo de licenciamento por estação, cada computador da rede precisa ter uma licença adquirida. Este método é
indicado para redes que possuem mais de um servidor. A licença de uma estação de trabalho dará acesso a múltiplos
servidores.

No modo de licenciamento por servidor, o número de clientes poderá variar, e o servidor admitirá um número máximo de
c onexões com c lientes. Este método é indicado para redes que possuem apenas um servidor. O Windows 2000 Server
é vendido com licenç as embutidas para clientes, e o custo total dependerá do número de licenças para clientes. No
nosso exemplo esc olheremos o modo de lic enc iamento por servidor.

Nome do computador e senha do administrador

O assistente de instalação perguntará o nome do computador. Será dado automaticamente um nome complicado, c omo
LVC-FTTI5VM9G7L. Podemos alterar o nome neste momento para algo mais amigável, como SW2000 ou outro nome de
nosso agrado. Também será preciso c riar uma senha para o administrador do sistema.

Escolha dos componentes a serem instalados

Será apresentada uma lista de componentes do Windows, na qual podemos esc olher quais devem ser instalados. Esta
lista é similar à obtida quando usamos o comando Adicionar/Remover programas, no Painel de controle. Podemos deixar
selecionados os itens sugeridos pelo assistente. Novos componentes serão instalados à medida em que forem
necessários durante o uso normal do sistema.

Data, hora e fuso horário

Assim como oc orre nas demais versões do Windows, será perguntada a data, a hora e a zona de tempo que define o
fuso horário. Na versão em português é usado automaticamente o horário de Brasília. Se usarmos a versão em inglês
poderemos alterar para Brasília, o fuso horário que vigora na maior parte do Brasil.

Configurações de rede

Serão feitas a seguir as configurações de rede. O assistente perguntará se devem ser usadas as configurações típicas
ou personalizadas. As c onfigurações típicas são indicadas para a maioria dos casos, e inc luem:

Cliente para redes Microsoft

Compartilhamento de arquivos e impressoras em redes Microsoft

Protoc olo TCP/IP

Se for necessário utilizar outros c omponentes de rede, como por exemplo um protocolo adic ional, podemos usar as
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c onfigurações personalizadas e escolher os componentes desejados.

Será perguntado o domínio ou grupo de trabalho. Em redes com o Windows 2000 Server usamos normalmente uma rede
c om domínio, e esta deve ser a opção esc olhida aqui. Indic amos então o nome do domínio do qual o computador deve
ser membro. No nosso exemplo usaremos o domínio LABO. Será prec iso digitar o nome de um usuário com poderes de
administrador, bem como a sua senha. Poderá ser o usuário que foi cadastrado durante o proc esso de instalação.

Note que este c omando não cria o domínio, e sim adiciona o c omputador a um domínio já existente. Como estamos
instalando o primeiro servidor, o domínio ainda não existe, e será apresentada uma mensagem de erro, indicando que o
domínio é inválido. Podemos então prosseguir e ingressar no domínio mais tarde, através do programa de configuraç ão
do servidor.

Instalação dos componentes selecionados

A próxima etapa demorará vários minutos. É a instalação dos componentes selecionados e das c onfigurações
esc olhidas anteriormente. Aguarde até o assistente apresentar um quadro indicando que conc luiu o seu trabalho.
Clique em Concluir e será executado um novo boot. Não esqueça de retirar o CD-ROM de instalação.

O primeiro boot

O Windows 2000 Server já está instalado, mas será ainda preciso fazer diversas configurações. Será preciso configurar
o servidor, c riar contas de usuários, compartilhamentos, etc. A mensagem “a rede está sendo inic iada” é apresentada
durante alguns minutos. A seguir é apresentado um quadro indicando que devemos pressionar Control-Alt-Del. No
Windows 2000 Server, esta seqüênc ia provoca a exibição de um quadro de logon, onde devemos preencher o nome do
usuário e a senha. O usuário deverá ser Administrador, e a senha é a que criamos quando instalamos o sistema.

Será apresentada a velha e conhec ida área de trabalho do Windows. A interfac e gráfica do Windows 2000 Server é
muito parecida com a do Windows 9x/ME.

Figura 11 - A tela do Windows 2000 Server.

Também será exec utado automaticamente o Assistente de configuraç ão do servidor. Antes de c onfigurar o servidor é
preciso checar se todos os itens de hardware foram instalados corretamente. Certos dispositivos podem ainda não
estar operacionais devido à falta de drivers. Devemos então fec har o assistente para fazer as configuraç ões de
hardware necessárias.

Instalação de drivers

A primeira coisa a fazer é instalar os drivers do chipset da placa mãe (ou placa de CPU). Esses drivers permitem que os
rec ursos da plac a mãe funcionem corretamente. Se não forem instalados podem ocorrer problemas de mau
funcionamento nos acessos a disc o, nos acessos à plac a de vídeo, no gerenciamento de energia e a queda de
desempenho do disco rígido. Esta é uma etapa muito importante, que até mesmo muitos téc nicos esquec em de
c umprir. O grande problema é que o Windows não avisa quando os drivers existentes não são adequados, ou quando

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os drivers do fabricante estão ausentes. Se a placa de CPU for de fabricaç ão recente, é possível que os drivers
existentes no CD-ROM que a acompanha sejam adequados. O ideal entretanto é obter os drivers mais atualizados, no
site do fabricante da placa mãe.

Figura 12 - Programa de instalação que acompanha as plac a Asus.

A figura 12 mostra o programa de instalação que acompanha as plac as de CPU fabricadas pela Asus. A placa do nosso
exemplo é uma TUV4X, que possui um c hipset da VIA Technologies. A placa de CPU é portanto ac ompanhada do “VIA 4
in 1 drivers”, que é a primeira opção do menu. Escolhemos esta opção para instalar os drivers do chipset. Será preciso
reiniciar o computador depois desta instalação.

Figura 13 - Existem dispositivos com problemas indicados no Gerenciador de dispositivos.

Devemos a seguir checar o Gerenciador de dispositivos. No exemplo da figura 13, vemos que existem dois dispositivos
c om problemas (indic ados com um ponto de interrogação). Esses dispositivos fazem parte da placa de som. Vários
modelos de placas de som podem apresentar este problema. Basta usar o método padrão de atualização de driver e
usar o CD-ROM que ac ompanha a placa de som. No c aso de placas de CPU com som onboard, os drivers de som estão
no CD-ROM que acompanha esta placa.

Muito importante é checar no Gerenciador de dispositivos a situação da placa de rede. Vemos na figura 13 que a plac a
de rede é reconhecida como:

D-Link DFE-530TX PCI Fast Ethernet Adapter

Se a placa de rede não estiver indicada no item Adaptadores de rede, o servidor não poderá ter acesso à rede. Será
preciso instalar os drivers da placa de rede. Menos c rítica mas também importante é a placa de vídeo. Se seus drivers
não forem instalados, o Windows usará um driver VGA padrão e o modo gráfico estará limitado a 640x480 c om 16
c ores. No nosso exemplo (figura 13) vemos que a placa de vídeo está indic ada como:

S3 Inc. Trio 3D

A placa estará portanto pronta para operar c om resoluç ões mais elevadas e com maior número de cores. A falta

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desses recursos não é crítica para um servidor, entretanto para trabalhar melhor com os comandos do Windows 2000
Server, é ideal usar uma resolução de 800x600. Instale os drivers da placa de vídeo se necessário, e dec lare a marca e
o modelo do monitor.

Configurando o servidor
Quando o Windows 2000 Server é inic iado, é executado o Assistente de configuraç ão do servidor (figura 14). Este
programa também pode ser executado com o comando:

Iniciar / Programas / Ferramentas administrativas / Configurar o servidor

Figura 14 - Assistente de configuraç ão do servidor.

Aliás, a maioria dos programas necessários à configuraç ão e administração do servidor são encontrados neste menu de
ferramentas administrativas.

OBS.: Conecte o servidor no hub ou switc h onde será usado antes de realizar o boot, para que o assistente não
“rec lame” que a rede não foi encontrada.

Na figura 14, marc amos a opção “Este é o único servidor da rede” e c licamos em Avançar. O Assistente avisa então
(figura 15) que serão instalados três módulos importantíssimos para o funcionamento do servidor:

Active Direc tory

DHCP

DNS

Esses três c omponentes são absolutamente necessários para o funcionamento do servidor. O Ac tive Directory é o
sistema de gerenciamento de recursos, usuários, grupos, senhas e demais itens da rede baseada no Windows 2000
Server. O DHCP é um módulo do sistema que distribui e gerencia os endereços IP de todas as máquinas da rede. O DNS
é um serviço de nomes para o protocolo TCP/IP. Graças a ele as máquinas da rede podem endereç ar umas às outras
usando nomes, ao invés de endereç os TCP/IP.

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Figura 15 - Serão instalados o Active Direc tory, o DHCP e o DNS.

A seguir o Assistente pergunta (figura 16) o nome do domínio. Este nome é composto de duas partes, separadas por
um ponto. A primeira parte pode ser o nome da empresa ou outra identificaç ão similar. No nosso exemplo usaremos
LABO. A segunda parte é usada para a formaç ão de nomes de sites na Internet. É necessário que este nome seja
registrado no órgão gestor apropriado (no caso do Brasil, a FAPESP). Quando o rede não vai rec eber acessos externos,
usamos a terminaç ão LOCAL.

Figura 16 - Identificando o domínio.

Note que para c omputadores com sistemas compatíveis c om o Ac tive Directory, o nome do domínio será composto das
duas partes (no nosso exemplo, LABO.LOCAL). Este será portanto o nome do domínio para c omputadores com Windows
2000 e Windows XP. Para c omputadores com sistemas que utilizam serviços de nomes baseados no NetBIOS (Windows
9x/ME), o nome será visto apenas com a primeira parte (no nosso caso, LABO).

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Figura 17 - O Assistente está pronto para instalar as opç ões escolhidas.

O Assistente apresentará o quadro da figura 17, e está pronto para instalar os componentes necessários. O processo
demorará vários minutos e é quase totalmente automático. Não clique em nada e observe que os comandos serão
realizados automaticamente, como um avião em “piloto automátic o”. Será pedida a colocação do CD-ROM de
instalaç ão do Windows 2000 Server. Terminada a instalação, o computador será reiniciado. Este processo de boot
também será demorado.

Depois do boot e do logon habitual, o Assistente de c onfiguração da rede será executado, agora c om o aspecto
mostrado na figura 18. Se não quisermos mais que seja executado automatic amente a c ada inicialização do Windows,
basta desmarcar a opç ão “Mostrar esta tela ao inic ializar”.

Figura 18 - Assistente de configuraç ão da rede.

Configurando o servidor DHCP

Dentro do “servidor físico” no qual está instalado o Windows 2000 Server, podem existir vários “servidores lógic os”.

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Servidor de arquivos, servidor de impressão, servidor DNS, servidor WINS e servidor DHCP são alguns exemplos. Esses
servidores são softwares que podem ser instalados em um mesmo computador, fazendo com que passe a oferecer
diversos serviç os. O servidor DCHP é o software que faz com que o computador passe a oferecer o serviço de
distribuição de endereç os IP para os demais PCs e dispositivos da rede.

A vantagem em usar um servidor DHCP é que o administrador não prec isa configurar manualmente o endereço IP de
c ada computador da rede. Todos os endereç os serão distribuídos automaticamente pelo servidor DHCP. Para que isso
funcione corretamente é prec iso que o servidor seja inicializado antes dos demais c omputadores. Na maioria das redes,
o servidor fica ligado durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, e faz apenas algumas paradas programadas para
manutenção preventiva.

Apenas o servidor prec isa ter seu endereço IP configurado. Para fazer esta configuração, abra a pasta Meus locais de
rede e clique em conexões dial-up e de rede. Lá estará o ícone da conexão de rede (desde que a placa de rede esteja
instalada corretamente). Clique neste íc one com o botão direito do mouse e escolha no menu a opção Propriedades.
Será apresentado o quadro de propriedades de rede. Aplique agora um c lique duplo no item Protoc olo TCP/IP. Será
apresentado o quadro da figura 19.

Figura 19 - Propriedades do protocolo TCP/IP no servidor.

O quadro já deverá estar preenchido com a configuração padrão do Windows, como mostra a figura 19:

Usar o seguinte endereço IP: 10.10.1.1


Máscara de sub-rede: 255.0.0.0
Usar os seguintes endereços de servidor DNS: 127.0.0.1

OBS.: Voc ê não c onseguirá digitar manualmente o endereço 127.0.0.1 para o servidor DNS, pois o Windows
apresentará uma mensagem de erro e rejeitará este endereço. Entretanto este endereço é configurado
automatic amente pelo Windows quando usamos o Assistente de c onfiguração de rede.

O protocolo TCP/IP nos computadores da rede também prec isam ser c onfigurados. Em c ada c liente, no quadro de
propriedades de rede aplicamos um clique duplo no protoc olo TCP/IP. A figura 20 mostra o quadro obtido no Windows
XP. Marcamos a opç ão “Obter um endereç o IP automatic amente” e programamos o endereço 10.10.1.1 para o servidor
DNS.

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Figura 20 - Configurnado um cliente com Windows XP.

No Windows 9x/ME, o quadro de c onfigurações TCP/IP é um pouco diferente. Existem guias separadas para o endereço
IP e para o DNS. Programe-os com os mesmos valores que mostramos na figura 20.

O próximo passo é ativar o DHCP no servidor. Isso pode ser feito diretamente pelo comando Rede/DHCP no Assistente
de configuração da rede, ou então clic ando em:

Iniciar / Programas / Ferramentas administrativas / DHCP

Figura 21 - Configurando o servidor DHCP.

Se existir apenas o item DHCP na parte esquerda do console da figura 21, clique-o com o botão direito do mouse e
esc olha no menu a opção Adicionar servidor. Será apresentado um quadro c omo o da figura 22. Basta marcar a opção
“Este servidor DHCP autorizado” e c licar em OK.

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Figura 22 - Adicionando o servidor DHCP.

Aplique um clique simples sobre o servidor (no nosso exemplo, SW2000) e use o comando Ação / Autorizar. As demais
c onfigurações serão feitas automaticamente. Clic ando em Concessões ativas (figura 23), veremos as indic ações dos
c omputadores que obtiveram endereço IP automático a partir do servidor DHCP.

Figura 23 - Lista de conc essões ativas.

Se o servidor já estiver indicado no painel da esquerda, observe a pequena seta no seu ícone. Se a seta for verde,
então o servidor DHCP está pronto para func ionar. Se a seta for vermelha, c lique no ícone do servidor com o botão
direito do mouse e no menu apresentado use a opção Autorizar. Espere alguns segundos para que a seta se torne
verde. Pressione a tecla F5 ou use o comando Aç ão / Atualizar.

Incluindo as estações de trabalho no domínio

Cada um dos c omputadores da rede deverá ser c onfigurado não apenas para usar endereços IP automáticos como já
mostramos, mas também para ingressar no domínio do servidor. No Windows XP e no Windows 2000 Professional, esta
c onfiguração é feita da seguinte forma:

a) Clique em Meu computador com o botão direito do mouse e escolha no menu a opção Propriedades. Um outro
processo mais rápido é pressionar simultaneamente as teclas Windows e Pause.

b) No quadro apresentado selec ione a guia Nome do computador e clique em Alterar. Será mostrado o quadro da
figura 24.

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Figura 24 - Ingressando no domínio (Windows XP).

c ) Preenc ha o nome do c omputador, marque a opç ão Domínio e indique o nome do domínio a ser usado. No c aso do
Windows XP e do Windows 2000, deve ser usado o nome completo, que no nosso c aso é LABO.LOCAL. No Windows
9x/ME usamos apenas LABO. A alteraç ão estará efetivada depois do próximo logon.

No Windows 9x/ME, o ingresso no domínio é feito pelo quadro de propriedades de rede. Para isso use o comando Redes
no Painel de controle, ou então c lique no ícone Meus locais de rede (ou Ambiente de rede) com o botão direito do
mouse e no menu apresentado escolha a opç ão Propriedades.

Aplique um clique duplo em Cliente para redes Microsoft e programe o quadro apresentado como mostramos na figura
25. Marque a opção “Efetuar logon no domínio do Windows NT” e indique a primeira parte do nome do domínio (LABO, e
não LABO.LOCAL).

Figura 25 - Incluindo um computador em um domínio (Windows 9x/ME).

Logon no servidor

Depois que uma estação de trabalho está configurada para efetuar logon no servidor, o Windows apresentará um
quadro para preenchimento de nome de usuário, senha e domínio. Será preciso ter uma conta no servidor para fazer o
logon. Enquanto as contas de acesso aos usuários das estações de trabalho não são criadas, você pode fazer logon
usando uma das contas pré-definidas. Use por exemplo a conta de administrador que você já utiliza para fazer logon
no próprio servidor.

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Figura 26 - Fazendo logon em uma estação de trabalho usando a conta de administrador.

Depois que uma estação de trabalho estiver testada, pode ser liberada para utilizaç ão por um ou mais usuários da
rede. Será preciso entretanto c riar contas para esses usuários, como veremos mais adiante. Ainda na fase de testes,
use a conta de administrador (ou crie uma c onta c omum no servidor para realizar esses testes – é mais seguro). Uma
boa opç ão é usar a c onta de Convidado, que já é pré-definida no servidor. Basta apenas ativá-la e definir uma senha.
Para isso use no servidor:

Inc iar / Programas / Ferramentas administrativas / Usuários e computadores do Active Directory

No painel da esquerda (figura 27), selecione o item USERS e procure na lista da direita, o nome Convidado. Clique-o
c om o botão direito do mouse e no menu apresentado escolha a opç ão Ativar conta. A seguir c lique novamente com o
botão direito do mouse e no menu apresentado esc olha a opç ão Redefinir senha. Voc ê poderá então usar esta conta
para fazer logon nas estações de trabalho, para efeito de testes.

Figura 27 - Ativando a conta Convidado no servidor.

Uma vez feito o logon em uma estaç ão de trabalho, podemos pesquisar em Meus locais de rede (ou Ambiente de rede)
até chegar ao servidor. Clicando no servidor veremos os rec ursos compartilhados. No momento aparecerão apenas as
pastas NETLOGON e SYSVOL, como vemos na figura 28. São duas pastas de sistema, e não devem ser utilizadas nas
estações de trabalho. Seu acesso é totalmente bloqueado. Novos ícones aparecerão quando forem criados
c ompartilhamentos no servidor.

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Figura 28 - Acessando o servidor a partir de uma estaç ão de trabalho.

O logon no Windows XP tem um visual diferente do mostrado na figura 26, porém as informações são as mesmas. Será
preciso indicar o nome do usuário, e o domínio.

Contas de usuários
Voc ê encontrará praticamente todos os comandos para gerenciamento do servidor através do menu:

Iniciar / Programas / Ferramentas administrativas

Será mostrado o menu que vemos na figura 29. Usaremos agora o comando Usuários e computadores do Active
Directory.

Figura 29 - O menu de ferramentas administrativas do Windows 2000 Server.

Será mostrada a janela que vemos na figura 30. Trata-se de um console bastante parecido com o do Windows
Explorer. Na parte esquerda temos as diversas categorias, na qual selec ionamos Users. Na parte direita vemos os itens
da categoria selec ionada. São mostrados usuários, grupos, computadores, impressoras e outros objetos do Active
Directory.

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Figura 30 - Lista de usuários.

Criando contas de usuários

Para c riar usuários, clic amos em Users ou então na parte direita do console usando o botão direito do mouse e no
menu apresentado esc olhamos a opção Novo / Usuário. Será apresentado um quadro c omo o da figura 31.
Preenchemos o nome, as iniciais, o nome completo e o nome que será usado no logon.

Figura 31 - Criando um novo usuário.

No quadro seguinte (figura 32) criamos uma senha para o usuário. É interessante marcar a opção “O usuário deve
alterar a senha no próximo logon”. Desta forma este usuário poderá fazer logon na rede, mas será orientado para
alterar a senha imediatamente. Isto evita que administradores tenham acesso às senhas dos usuários.

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Figura 32 - Senha do usuário.

O usuário recém-c riado passará a c onstar na lista de usuários, como vemos na figura 33. Podemos gerenciar a conta,
aplicando um clique duplo sobre a mesma na lista. Com o quadro de propriedades que é apresentado podemos alterar
senhas, registrar informações pessoais, definir os grupos aos quais pertence, etc . Neste momento já será possível
fazer logon em uma estaç ão da rede utilizando esta c onta.

Figura 33 - O novo usuário já consta na lista.

Uma das guias importantes do quadro de propriedades de um usuário é a Membro de (figura 34). Podemos fazer c om
que qualquer usuário seja membro de grupos. Grupos são conjuntos de usuários c om determinadas c aracterístic as. A
vantagem em agrupar usuários é a fac ilidade no gerenc iamento. Podemos por exemplo definir que uma certa pasta
c ompartilhada pode ser utilizada por todos os usuários de um determinado grupo. Basta então especificar o grupo. Não
é prec iso especificar individualmente c ada usuário. Vários controles podem ser feitos com usuários e com grupos,
fac ilitando bastante o gerenc iamento do servidor. Note que um mesmo usuário pode pertenc er a vários grupos
diferentes. Por exemplo, o gerente do departamento de vendas de uma empresa pode pertencer ao grupo GERENTES
(que reuniria todos os gerentes de todos os departamentos) e ao grupo VENDAS (que reuniria todas as pessoas do
departamento de vendas).

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Figura 34 - Para espeficiar os grupos aos quais pertenc e um usuário.

Na guia Conta deste quadro de propriedades temos o nome do usuário e alguns c ontroles relativos à segurança. É
possível por exemplo definir os horários nos quais é permitido a um usuário fazer logon. Para isso selecionamos a guia
Conta e clic amos em Horário de logon. Será apresentado o quadro da figura 35.

Figura 35 - Definindo horários permitidos para o logon.

Podemos então delimitar horários e dias nos quais o logon será permitido ou negado. No exemplo da figura 35,
marcamos de segunda a sexta-feira, de 8:00 às 19:00.

Ainda na guia Conta temos o botão Efetuar logon em. Com ele podemos indicar em quais computadores da rede o
usuário poderá fazer logon. Podemos por exemplo obrigar cada usuário a fazer logon apenas no seu próprio
c omputador, ou em um grupo de computadores, ou em todos os c omputadores.

Criando grupos

Para ilustrar a criação de grupos, suponha que tenhamos criado 4 contas de usuários, c om nomes Bernardo, Bárbara,
Diego e Yan. Vamos criar um grupo chamado JOVENS e nele insc rever esses usuários. Para isso clicamos em USERS
c om o botão direito do mouse e no menu apresentado escolhemos NOVO / GRUPO. Será apresentado o quadro da
figura 36, no qual escolhemos um nome para o grupo. É preciso indic ar também o Escopo do grupo e o Tipo de grupo.
Voc ê pode utilizar as opç ões sugeridas, que são Escopo global e Grupo de segurança. Os esc opos o grupo dizem
respeito ao uso em um só domínio e em múltiplos domínios. O escopo global é mais abrangente que o local, porém não

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faz diferença quando a rede tem um só domínio.

Figura 36 - Criando um grupo.

O grupo de distribuiç ão é usado apenas para efeito de endereçamento, por exemplo, para enviar uma mensagem de
c orreio eletrônic o para todos os usuários de um grupo. Já o grupo de seguranç a permite definir permissões para acesso
a recursos da rede.

O grupo estará então criado. Para incluir usuários basta aplicar um c lique duplo no grupo e selec ionar a guia Membros
(figura 37). Clicamos em Adic ionar e será apresentada a lista de usuários. Selecionamos nesta lista os usuários
desejados. Note que também é possível que um grupo tenha c omo membros, outros grupos. Ao clicarmos em Adic ionar
no quadro da figura 37, serão apresentadas não apenas os usuários, mas também os outros grupos que podem ser
adic ionados a esta grupo. Também é possível pelo quadro da figura 37, fazer com que um grupo seja membro de outro
grupo, usando a guia Membro de.

Figura 37 - Selecionando os usuários participantes de um grupo.

Um outro método para adic ionar usuários a um grupo é selecioná-los na lista completa (USERS), clic ando-os e
mantendo a tecla Control pressionada, e a seguir c licar na seleção c om o botão direito do mouse e esc olhendo a opção
Adic ionar membros a um grupo.

A lista de usuários e grupos pode se tornar muito extensa, o que é ruim em redes grandes. Podemos entretanto utilizar

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filtros. Basta clic ar no ícone do “funil” na barra de ferramentas do console (figura 33). Será apresentado o quadro da
figura 38, no qual selecionamos o tipo de objeto que queremos visualizar.

Figura 38 - Selecionando o tipo de objeto que queremos visualizar.

Registrando computadores

O registro de computadores no Ac tive Directory é muito importante. Com ele é possível, por exemplo, indicar em quais
c omputadores um usuário pode fazer logon. Clicando em Computadores, o console de gerenciamento do Active
Directory mostrará os c omputadores registrados na rede. O registro de c omputadores é feito da mesma forma como
registramos usuários. Clicamos em Computers com o botão direito do mouse e o menu apresentado escolhemos Novo /
Computador.

Figura 39 - Lista de computadores registrados no domínio.

Será apresentado um quadro como o da figura 40. Damos um nome ao c omputador e podemos indicar um usuário ou
grupo de usuários que podem fazer o logon neste computador.

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Figura 40 - Registrando um computador no Active Directory.

Cotas de disco

Para evitar que usuários sobrecarreguem o servidor com imensas quantidades de dados, podemos estabelecer cotas de
disco para os usuários. Definimos para todos os usuários, um limite máximo que pode ser usado. Usuários ou grupos
individuais podem rec eber cotas maiores, c omo mostraremos adiante. Para usar cotas de disc o, é necessário que a
unidade esteja formatada c om o sistema NTFS. Não recomendamos o uso do sistema FAT32 para servidores com o
Windows 2000 Server, pois com este sistema não estarão disponíveis seus inúmeros rec ursos de segurança e
gerenciamento.

Partindo de Meu computador, clic amos o ícone da unidade de disco com o botão direito do mouse e escolhemos no
menu a opção Propriedades. No quadro de propriedades, selecionamos a guia Cota (figura 41). Marcamos as opções
“Ativar gerenciamento de cota” e “Limitar espaço em disco a”. Indicamos então o espaç o destinado ao usuário (no
nosso exemplo, 100 MB) e o nível de notificação. Uma vez atingido este nível, o usuário será avisado que o disc o está
“quase cheio”. Se o limite for atingido, o usuário poderá continuar usando ou poderá rec eber mensagens de “disco
c heio”, sendo negado espaço adic ional. Isso depende do uso da opção “Negar espaço em disco para usuários
exc edendo o limite de cota”.

Figura 41 - Ativando as c otas de disco.


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Clic ando no botão Entradas de cota podemos dar c otas diferentes para usuários selecionados. Usamos então o
c omando Cota / Nova entrada de cota. Será apresentada a lista de usuários e grupos. Podemos selecionar vários
deles, mantendo a tecla Control pressionada. Na figura 42, selecionamos quatro usuários.

Figura 42 - Selecionando usuários que terão cota diferenciada.

A seguir será apresentado o quadro da figura 43. Note que o usuário está indic ado como <Multiple>, já que
selecionamos quatro usuários. Podemos agora preenc her novos valores para os limites. Note que a cota global no
nosso exemplo foi definida como 100 MB por usuário, mas estamos dando aos usuários selecionados, a cota de 200 MB.

Figura 43 - Definindo a nova cota para os usuários selecionados.

A lista de entradas de cota terá agora o aspecto mostrado na figura 44. Note que os usuários selec ionados recebem
agora a cota de 200 MB. Podemos fazer mais modific ações sobre esta lista. Clicando em um usuário com o botão
direito do mouse e esc olhendo no menu a opção Propriedades, podemos modificar mais uma vez a cota para o usuário
selecionado.

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Figura 44 - Para alterar novamente a cota de um determinado usuário.

Service Packs
Para todas as versões do Windows, a Microsoft produz Servic e Packs, que são atualizações c om c orreções de erros e
introdução de novos recursos. Normalmente essas atualizaç ões são feitas uma vez por ano. Além desses grandes
c onjuntos de atualizaç ões, são também oferecidas pequenas atualizaç ões em programas específic os. A melhor forma
de instalar essas atualizações é através do c omando Windows Update.

O Windows 2000 Server foi lançado no ano 2000. As atualizaç ões foram o Service Pack 1 (2001) e o Service Pack 2 e
Service Pack 3 (2002). Já em 2003, provavelmente não termos uma atualização, e sim o lançamento da nova versão
do Windows (Windows .NET 2003). É altamente recomendável que logo após a instalação de qualquer versão do
Windows, seja instalado o Service Pac ks mais recente. Cada Service Pac k engloba os anteriores. Portanto, ao instalar
o Service Pack 3, você estará também instalando as atualizações existentes nos Service Packs 1 e 2.

Não esqueça que o Service Pac k deve ser de mesmo idioma que o Windows já instalado. Se voc ê instalar, por exemplo,
o Windows em português e um Service Pack em inglês, não só verá mensagens estranhas misturando os dois idiomas,
mas também poderá ter problemas de mau funcionamento.

Um Servic e Pack pode ser obtido por download, mas é preciso ter uma c onexão de banda larga, já que normalmente
ocupa várias dezenas de MB, muito para ser transmitido por uma c onexão por modem comum. Temos ainda a opç ão de
solicitar o envio do Servic e Pac k por correio, gravado em um CD-ROM.

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Figura 45 - Usando o Windows Update para atualizar o Windows 2000 Server.

Se você não sabe se algum Service Pack foi instalado em um determinado computador, é fácil descobrir. Selecione a
guia Geral do quadro de propriedades do sistema (use o c omando Sistema no Painel de controle, ou clique em Meu
c omputador com o botão direito do mouse e escolha no menu a opç ão Propriedades). O quadro indicará entre outras
informações, a versão do Windows e o Service Pac k instalado. No exemplo da figura 46, vemos que está instalado o
Service Pack 3.

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Figura 46 - Neste computador está instalado o Windows 2000 Server com o Service Pack 3.

Ajustes de desempenho
A maioria das configurações automáticas do Windows 2000 Server já resultam no desempenho máximo. Se você estiver
solucionando problemas de desempenho, cheque essas configuraç ões, pois podem ter sido alteradas indevidamente por
um antigo administrador ou técnic o. Bons servidores devem utilizar discos rígidos SCSI, entretanto é possível enc ontrar
muitos servidores mal configurados equipados com disc os IDE. Nesse caso é prec iso configurar esses discos para
operarem e modo Ultra DMA. Instale os drivers do chipset da placa de CPU, c omo já mostramos no iníc io deste artigo.

Figura 47 - Os disc os IDE devem operar em modo Ultra DMA.

A configuraç ão é feita através do Gerenciador de dispositivos. Clicamos em Controladores de disc o rígido, canal IDE
primário e c anal IDE secundário. Na guia Configurações avançadas (figura 47), marcamos o modo de transferênc ia
c omo “DMA se disponível” para ambos os dispositivos (Master e Slave) de cada c anal.

Processamento em segundo plano

No quadro de propriedades do sistema, selecione a guia Avançado e c lique em Opções de desempenho (figura 48).

Figura 48 - Opções de desempenho.

Na seção Resposta de aplic ativos, marque a opç ão “Serviços em segundo plano”. Isto fará com que o servidor opere
de forma mais eficiente no compartilhamento de arquivos e impressoras, e na autenticação de usuários. Aplicativos
executados em primeiro plano terão menor prioridade, e a resposta será mais demorada, ou seja, você notará uma
c erta lentidão ao gerenciar o servidor. Em compensação, o sistema irá atender mais rapidamente as solicitaç ões dos
c lientes da rede.
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Memória virtual

A memória virtual é constituída pelo arquivo PAGEFILE.SYS (arquivo de paginaç ão ou arquivo de troca), localizado no
disco de boot do Windows 2000 Server. É usado para simular uma quantidade de memória maior quando toda a RAM do
c omputador está ocupada. Podemos chegar ao quadro de configuraç ão da memória virtual c licando no botão Alterar da
figura 48.

Figura 49 - Ajustes na memória virtual.

Será apresentado um quadro como o da figura 49. O tamanho indicado como recomendável para o arquivo de troca é
igual a 1,5 vezes a quantidade de RAM do sistema. No nosso exemplo temos 256 MB de RAM, portanto o tamanho
rec omendável é 382 MB (o valor exato seria 384 MB). Em função desta valor recomendado, existem configurações para
o tamanho inicial e para o tamanho máximo. A configuração padrão é usar para tamanho inic ial, o valor do tamanho
rec omendado, e para o tamanho máximo, o dobro deste valor. Alguns ajustes rec omendados pela Microsoft podem ser
feitos para melhorar o desempenho no acesso à memória virtual:

a) Programe o tamanho máximo e o tamanho inicial, o mesmo valor indicado como tamanho recomendável. Quando
esses tamanhos são iguais, haverá menos tempo perdido nas operaç ões de aumento e diminuição deste tamanho.

b) Nunca use um tamanho menor que o recomendável.

c ) Se tiver problemas de memória insuficiente, aumente o tamanho inicial e o tamanho máximo, mas de preferência
deixando-os iguais.

d) Também para aumentar o desempenho, podem ser criados arquivos de troca em várias unidades de disc o, desde
que sejam disc os físicos capazes de operar de forma independente. Não adianta usar por exemplo, disc os lógicos C e D
localizados na mesma unidade física.

e) Você pode criar uma unidade lógica exclusivamente para uso do arquivo de paginação. Como outros arquivos não
serão usados nesta unidade, não oc orrerá a fragmentação do arquivo de paginaç ão, resultando em maior desempenho.

Para definir o tamanho do arquivo de paginaç ão, selecione a unidade de disco na figura 49, preenc ha os valores inicial
e máximo e clique em Definir. Dependendo da alteração de tamanho, poderá ser preciso reiniciar o Windows.

Usando o servidor
O próximo passo é criar compartilhamentos no servidor, e c onfigurar os clientes para ac essarem esses recursos
c ompartilhados. A operação poderá variar um pouc o dependendo do sistema operac ional utilizado na estação de
trabalho.

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