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Problemática:

Como introduzir a informática na construção do conhecimento das


crianças de Educação Infantil?

Justificativa:

Este tema foi escolhido, após o surgimento da seguinte problemática " como
introduzir a informática na construção do conhecimento das crianças de Educação
Infantil"; visto que muitos profissionais da área da educação não estão vinculando o
uso do computador com os conteúdos específicos. A partir desse projeto, queremos
conhecer a prática docente de alguns professores e perceber o que facilita/dificulta
o uso desta tecnologia no ambiente escolar.
Temos também por objetivo, saber como os educandos usam e como gostariam de
usar esse recurso na escola e até mesmo a própria opinião dos pais em relação ao uso
dessa tecnologia.
Para isso iremos registrar algumas vivências dos alunos de forma escrita através de
imagens que preservam a identidade do indivíduo entrevistado.
Após investigar a visão de alguns professores e pesquisadores sobre o uso do
computador na Educação Infantil, queremos saber o que consideram adequado ou
prejudicial à criança nesta faixa etária.

Idade
A partir de 4 anos.

Tempo
De 15 a 20 minutos por dupla ou trio.

Espaço
Sala de aula.

Material
Computador, softwares variados, impressora e papel.

Objetivos
Aprender a utilizar um computador, desenvolver a autonomia, a cooperação, a solidariedade e a
linguagem oral e escrita.

Descrição
Comece apresentando o computador às crianças ou deixando quem já conhece a máquina falar.
Ouça o que todos têm a dizer e responda às principais dúvidas do grupo. Em seguida, organize o
tempo de uso do micro (por meio de rodízio, listas de usuários etc.). Explique os cuidados
necessários para lidar com ele. Nas primeiras vezes, o ideal é organizar grupos pequenos. Como são
as crianças que escolhem qual software querem usar, os materiais devem estar sempre à mão. O
computador também pode funcionar como um banco de dados, com as informações do dia anterior
armazenadas e acessadas pelas crianças com ou sem a sua ajuda. Essas ações facilitam a
organização do trabalho do grupo. Os ajudantes do dia podem ser responsáveis por ligar o
computador e digitar os lembretes para a próxima aula e a rotina do dia. Se possível, o ideal é
imprimir esse material e distribuí-lo para todo o grupo. No fim da atividade, estimule as crianças a
contar para os colegas o que aprenderam naquele dia.

"A escola com que sonhamos é aquela que assegura a todos a formação cultural e científica para a
vida pessoal, profissional e cidadã, possibilitando uma relação autônoma, crítica e construtiva com a
cultura em suas várias manifestações: a cultura promovida pela ciência, pela técnica, pela
estética, pela ética, bem como pela cultura paralela (meios de comunicação de massa) e pela
cultura cotidiana. E para quê? Para formar cidadãos participantes em todas as instâncias da vida
social contemporânea, o que implica articular os objetivos convencionais da escola - transmissão-
assimilação ativa dos conteúdos escolares, desenvolvimento do pensamento autônomo, crítico e
criativo, formação de qualidades morais, atitudes, convicções - às exigencias postas pela sociedade
comunicacional, informática e globalizada. Trata-se de conceber a escola hoje como espaço de
integração e síntese." (Libâneo, 1998, p. 8-9)

As dúvidas temporárias nos permitiram descobrir que o computador não foi especialmente
pensado para a educação e, por isso, cabe a nós, professores, criar maneiras de ensinar a partir desse
recurso fantástico, ainda mais quando se tem a possibilidade de usar a internet. Uma das nossas
principais preocupações era a forma correta de utilizar essa tecnologia na educação infantil, mas
percebemos que o correto não existe de fato e que deve haver uma busca contínua de materiais
(jogos, etc), que auxiliem no desenvolvimento cognitivo das crianças. Aí, cabe ao educador,
oferecer a sua classe, algo que seja adequado a sua faixa etária e o nível de aprendizagem no qual se
encontram. Além de dever do professor, esse uso da tecnologia é um direito da criança, estabelecido
pela Lei de Diretrizes e Bases da Eduacação Nacional, número 9.394/96, que estabelece de forma
incisiva o vínculo entre o atendimento às crianças de zero a seis anos e a eduacação formal. Nela
está previsto que a criança tem o direito de experimentar e utilizar os recursos de que dispõe para a
satisfação de suas necessidades essenciais, expressando seus desejos, sentimentos, vontades e
desagrados, e agindo com progressiva autonomia, em outras palavras, construindo o seu próprio
aprendizado. Quanto os nossos objetivos, entendemos que é preciso valorizar mais esses
poucos momentos em que a criança tem acesso ao computador e que partir da curiosidade que eles
apresentam nesse período já é um excelente começo. Entendemos também que, quando explorado
ao máximo, os computadores e jogos permitem uma grande evolução na construção de pensamentos
lógicos e a construção da autonomia desde cedo.
Quanto a problemática inicial, que se tratava da introdução da informática na construção do
conhecimento das crianças de Educação Infantil, entendemos que grande parte dos alunos já
chegam a escola repletos de conhecimentos acerca do computador e que o professor deve promover
a continuidade disso na aula, sem esquecer daqueles que não tiveram ainda a oportunidade de usar
essa tecnologia. Pensamos que uma "apresentação" mas lúdica é sempre bem-vinda, utilizando para
isso jogos que permitam interação e que, de preferência, sejam o assunto do momento (nos
referimos aos heróis, princesas, etc). E, aos poucos, vamos avançando esse aprendizado, criando
intimidade entre o ser e a máquina de forma bem natural e prazerosa.
Durante o processo de construção desse projeto muitas possibilidades de continuidade e novos
questionamentos foram surgindos, os quais nos fizeram pensar a respeito de muitos mitos impostos
aos computadores. Muitos pais demonstram insegurança no que diz respeito a utilização do
computador e internet, principalmente, pela má divulgação de algumas redes sociais ou um precoce
interesse pelo uso dessa tecnologia. Aí, nós dialogamos sobre o fato e chegamos a conclusão que
isso só afetará a criança, se a ela for permitido o uso indevido e prolongado por muitas horas, mas
isso não tem sentido se houver pais que se responsabilizem pelo monitoramento desse período.
Obviamente, não é necessário ficar cercando a criança e sim prestar ateção no que a faz querer ficar
ali, dando sempre conselhos e um limite de tempo.
Assim, quanto ao nosso processo de aprendizagem a partir do desenvolvimento desse projeto
podemos dizer que todas aprendemos muito sobre o uso do computador e a importância de fazer
dele um aliado na construção de conhecimento.
Dúvidas:

* Como os professores estão trabalhando o uso do computador na Educação Infantil?

"A Informática Educativa se caracteriza pelo uso da informática como suporte ao professor,
como um instrumento a mais em sua sala de aula, no qual o professor possa utilizar esses recursos
colocados a sua disposição. Nesse nível, o computador é explorado pelo professor especialista em
sua potencialidade e capacidade, tornando possível simular, praticar ou vivenciar situações,
podendo até sugerir conjecturas abstratas, fundamentais a compreensão de um conhecimento ou
modelo de conhecimento que se está construindo. "(BORGES, 1999, p.136).

Devemos sempre lembrar que o computador não foi desenvolvido com fins
pedagógicos e, portanto, cabe a escola organizar o uso do mesmo. É importante que
esse recurso não seja usado só como uma máquina de escrever, de entretenimento ou
de armazenamento de dados, pois essa tecnologia vai além, nos permitindo aulas mais
dinâmicas, consistentes e muito mais significativa aos alunos. Por isso, os professores
devem buscar a vinculação dos conteúdos específicos com as chamadas aulas de
informática, isso vale para o ensino de crianças, jovens e adultos. Dando maior enfoque
a Educação Infantil, constatamos que eles têm contato com atividades mais lúdicas
onde os educadores focalizam mais as artes visuais e jogos interativos (como a
vestimenta de bonecos, quebra-cabeças de simples encaixes, etc). Sabemos que para
muitos professores é complicado lidar com o uso do computador, pois muitas vezes
nem eles próprios tem muito acesso a isso, portanto seria interessante que as escolas
incentivassem os seus professores a realizarem cursos nessa área ou até mesmo que
a própria escola ajudasse financeiramente os professores em uma porcentagem dos
cursos, para estimulá-los a se aperfeiçoarem nesta área.
Atenção pais, cuidado com o que sai da sua boca!

Entrevista com a professora Marisa Lucena que é doutora em informática na educação e em engenharia
de sistemas e computação pela Coppe/UFRJ, para O Globo-On.
Hoje, ela é coordenadora no Brasil do projeto Kidlink.

A professora Marisa hoje, coordena no Brasil o projeto Kidlink, uma organização internacional, que tem
como objetivo envolver o maior número possível de jovens de até 15 anos num bate papo global.
A experiência com o Kidlink proporcionou à educadora, que sempre trabalhou em escolas particulares,
conhecer crianças de realidades muito diferentes.
Nos últimos anos, aprendeu que nem toda criança gosta de PC e que para meninos pobres micro é muito
mais que uma diversão: pode ser uma possibilidade de ascensão social.
Casada com Carlos Lucena, um dos grandes nomes da informática no Brasil, vive cercada de livros sobre
computadores e educação em sua casa no Leblon, onde deu essa entrevista ao caderninho.
A ENTREVISTA:

Crianças mais pobres vêem o micro de outra forma?


MARISA LUCENA: As crianças de escola pública têm uma consciência muito maior, em relação às de
escolas particulares, de que o computador pode ser um trampolim. Eles até dizem coisas como "agora
que eu sei usar computador, quando crescer, vou ser gerente de banco". Entre crianças de escolas
particulares não há esta noção. Para elas, não houve apropriação de um saber, porque o computador é
como a TV ou o videocassete. Já os mais pobres sabem que o computador é muito importante e que está
dando algo mais à educação deles.
Depois de tantos anos de pesquisa, o que se sabe sobre o uso do computador na escola?
MARISA: Acho que já esgotamos pesquisas para saber se os computadores são úteis à educação. Eles
são, já sabemos. Agora, queremos que sejam divulgadas pesquisas, já existentes, sobre como, quando e
onde usar o computador. Mas no momento minha maior preocupação é com a ergonomia nos
laboratórios, com a postura das crianças. A criança pode ficar horas na frente do computador, mas tem
que estar confortável, com os pés no chão, os braços apoiados, o monitor na altura dos olhos. Assim
como nos anos 60 houve uma grande revolução nas escolas para se instalar um mobiliário apropriado
para as crianças, deve-se começar a tomar cuidados para evitar novos vícios. Pesquisa-se sobre quais
são os melhores softwares educacionais, quais os melhores sites, mas ainda não se sabe escolher móveis
adequados.
Que novidades o micro trouxe para a escola?
MARISA: Quando uma criança usa o computador para criar um texto, por exemplo, expõe suas idéias na
tela, que substitui o papel. O trabalho começa a ficar exposto ali. Além disso, como as crianças trabalham
em duplas, nenhum parceiro vai deixar que o outro exponha uma idéia sem explicar por que está fazendo
daquele jeito. A criança passa a verbalizar e a dar significado ao que pensa. E o parceiro contesta até que
se chegue a uma conclusão. Outra vantagem é o aumento da auto-estima, na medida em que os alunos
sabem que estão produzindo um texto para uma grande audiência, não só para o professor. O parceiro já
é uma audiência. Depois, a oficina de produção permite que as idéias sejam lançadas em voz alta e uma
criança de outro computador pode se interessar por ouvir ou ler aquela história. Isso sem falar na
veiculação do trabalho na Internet, como acontece em muitos casos. A disciplina em sala de aula é
diferente. Há sempre um burburinho. O que nos interessa é que participem, ponham para fora o
pensamento. Mas a primeira impressão que tem os não familiarizados é a de que tanta confusão não vai
dar certo...
Houve dificuldades no trabalho com as crianças pobres?
MARISA: Algumas. Nunca nos passou pela cabeça, por exemplo, que fôssemos receber crianças que não
têm endereço. Crianças que nunca receberam ou enviaram uma carta. Como é que vamos falar de troca
de e-mail? Foi demais para a cabeça delas, que não conheciam o concreto, que dirá o virtual. Então
tivemos que trabalhar uma noção que a escola já deveria ter trabalhado: brincamos de enviar cartas. Nós
também não nos propusemos a alfabetizar as crianças que chegassem. Entretanto, foi impossível
trabalhar com elas, algumas de quarta série, no estágio em que estavam. Era impossível deixar as
mensagens dessas crianças saírem para as listas com outras que lêem e escrevem bem. Tivemos que
usar softwares com exercícios de reforço de alfabetização.
Existe uma regra para escolher software?
MARISA: Seja para casa ou para escola, é preciso saber se é interativo e agradável. Mas o mais
importante, no caso da escola, é saber sempre qual o objetivo a ser trabalhado em sala de aula e que
software pode se adequar a esse objetivo. Quando um pai compra um programa para ser usado em casa,
a primeira coisa a fazer é não dizer que o software vai ajudar na escola. O filho vai se desinteressar. É
importante escolher os que trazem algum conhecimento geral. Mas até um editor de textos pode
proporcionar uma atividade interessante na escola. Ou um banco de dados. Depende da aplicação que se
dá. Um software ou um site que não foram criados para serem educacionais podem ser úteis na sala de
aula.
Pode dar um exemplo?
MARISA: Aos olhos de alguém que não seja um profissional da educação, um site sobre cartões não é
educacional. Mas você pode trabalhar a afetividade ao pedir que a criança escolha imagens e palavras
que vai usar no cartão virtual a ser enviado para a avó, por exemplo. Pode-se estudar pesos e medidas
em sites de receitas culinárias. O professor tem que ser mais criativo. Talvez esteja faltando isso.Recebi
recentemente relatórios sobre escolas americanas que dão a impressão de que tudo lá é maravilhoso,
todos estão conectados e os professores aceitam tudo de peito aberto. Não é verdade. Quem visitou
essas escolas vê que eles não têm jogo de cintura, não sabem adaptar um jogo à realidade das crianças.
Já se sabe que não basta ter computador. O que é mais importante, então?
MARISA: O importante é ter uma proposta pedagógica. Os professores brasileiros já sabem que não
podem ficar sem saber usar o computador em sala de aula. Antes mesmo de ter computador na escola,
alguns conseguem comprar micro para suas casas. Acessam a Internet e descobrem as listas de
discussão onde trocam idéias sobre propostas pedagógicas. Levam a experiência que tiveram na lista
para a sala de aula. Fazem isso sem intervenção do governo, ou de qualquer instituição. Acho que os
colegas precisam entender que se apropriar da máquina é muito fácil. O negócio é saber qual a aplicação
e o momento certo. Não adianta também querer que o professor faça suas aulas inteiras no computador.
Para que pôr o seu conteúdo num micro? Principalmente quando já se conta com outros recursos para
isso. O livro didático não será abandonado. Uma mídia não exclui outra.
Nesses dois anos, apesar do pouco tempo, já deu para avaliar se as crianças vão à KHouse
porque querem? Ou elas vão porque são obrigadas?
MARISA: Eles costumam faltar muito às aulas nas suas escolas, que também são obrigatórias, mas não
faltam no dia que precisam vir à KHouse, à aula de computador. Chegam sempre bem uniformizadas, não
esquecem de trazer a camiseta KHouse. Em 99 vamos lançar a KHouse aberta e poderemos realmente
avaliar se as crianças comparecerão espontaneamente. Porque não é verdade que toda criança se dá bem
com o PC. Nem toda criança gosta de computador. O micro não faz milagres. A criança tem que querer,
gostar, se interessar. Como tudo na vida.
Criança é diferente de adulto quando usa micro?
MARISA: O que nos impressiona é a capacidade que a criança tem de começar do zero. Se por acaso a
máquina trava, e o que foi escrito no editor se perde, o adulto se desespera. E tenta refazer o que fez
exatamente como tinha feito antes. A criança nem liga. Começa tudo de novo. E dessa segunda vez,
diferente. Acredito que uma criança que está sendo criada nesses termos, será um adulto menos ansioso
quando tiver que fazer seus grandes textos. O bonito de trabalhar com criança é ver como elas ensinam e
o professor descobre que não é o dono da verdade, pode ser humilde e perguntar: "Vem cá, me mostra
como foi que você fez isso."
* Por que os professores trabalham desta forma?

O acesso à Informática deve ser visto como um direito e, portanto, nas escolas
públicas e particulares o estudante deve poder usufruir de uma educação que no
momento atual inclua, no mínimo, uma‘alfabetização tecnológica’ . Tal alfabetização deve
ser vista não como um curso de Informática, mas, sim, como um aprender a ler essa nova
mídia. Assim, o computador deve estar inserido em atividades essenciais, tais como
aprender a ler, escrever, compreender textos, entender gráficos, contar, desenvolver
noções espaciais etc. E , nesse sentido, a Informática na escola passa a ser parte da
resposta a questões ligadas à cidadania."(BORBA, 2001)
Grande parte dos professores optou por uma forma mais lúdica de trabalhar
com computador, pois acreditam que através dessas "brincadeiras", o aluno aprende a
lidar com a máquina enquanto constrói o aprendizado específico à sua faixa etária. E é
pensando na construção de um ser mais autônomo que o uso dessa tecnologia tem sido
usada de forma mais lúdica e participativa, pois além de ter o direito ao acesso às
tecnologias, é dever dos professores e da própria escola fazer o bom uso desse
instrumento

BORBA, Marcelo C. e PENTEADO, Miriam Godoy - Informática e Educação Matemá

* Como os conteúdos estão sendo vinculados com o uso desta tecnologia? Segundo o
que pesquisamos, no começo, quando as escolas começaram a introduzir a informática no ensino,
percebeu-se, pela pouca experiência com essa tecnologia, um processo um pouco caótico. Muitas
escolas introduziram em seu currículo o ensino da informática com o pretexto da modernidade. A
princípio, contrataram técnicos que tinham como missão ensinar informática. No entanto, eram
aulas descontextualizadas, com quase nenhum vínculo com as disciplinas, cujos objetivos principais
eram o contato com a nova tecnologia e oferecer a formação tecnológica necessária para o futuro
profissional na sociedade. O que é uma pena, pois existem muitos contéudos que podem ser
relacionados com a informática,mas para isso ocorrer é preciso haver planejamento e diálogo entre
o professor titular e o profissional da área.
Com o passar do tempo, algumas escolas, percebendo o potencial dessa ferramenta introduziram a
informática educativa, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a
utilização dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados.
Constrói-se então, um vínculo entre o professor do laboratório de informática e o professor de sala
de aula e através dessa união, vincula-se os conteúdos propostos a cada série e os recursos que o
computador e a própria escola oferecem, tais como a busca na internet e jogos adequados ao
conteúdo que tem sido trabalhado pelo professor titular. Percebeu-se que o ensino tornou-se muito
mais significativo depois que algumas escolas criaram essa aliança entre os professores.

http://www.clubedoprofessor.com.br
* Quais os materiais (jogos) adequados?

Os jogos adequados, sejam eles para a educação de crianças, jovens ou adultos, são aqueles que
são diretamente vinculados ao que se está trabalhando e eles ainda possibilitam que se trabalhe mais
de um conteúdo ao mesmo tempo. Se possível, deve-se optar por jogos que apresentem diferentes
níveis de dificuldades, para que assim o professor perceba o quanto o aluno está entendendo e o que
está entendendo sobre determinado assunto, sendo que isso só ocorre se o professor observar
atentamente o aluno no momento em que ele estiver jogando.
* Que saberes as crianças possuem em relação ao mundo virtual?

Como visto e pesquisado até agora, percebemos que em relação a Educação


Infantil, há pouco incentivo por parte das politicas públicas, e as escolas particulares
são as que mais investem em tecnologias, pois tem recursos disponíveis para
implementarem esses recursos, assim, as crianças da rede particular de ensino tem
acesso ao computador e internet. Porém sabemos que as crainças desde muito cedo, já
na Educação Infantil, despertam e tem muito interesse pelo mundo digital,
infelizmente na maioria das vezes não são estimuladas de maneira saudável, vendo e
utilizando assim o computador somente como um passa tempo. Já a grande maioria das
crianças da rede pública tem pouco acesso a essa tecnologia e na maioria das vezes
não tem acesso a internet com tanta facilidade como as outras crianças de faixas
sociais mais favorecidas, quando há acesso nas escolas estas se limitam a exercícios
repetitivos sem um fundamento teórico mais aprofundado, muitas vezes, por ser um
profissional não capacitado que promove essas aulas de informática.

* Quais as influências que o uso do computador possui sobre a criança?

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, lei nº 9.394/96, estabelece de


forma incisiva o vínculo entre o atendimento às crianças de zero a seis anos e a
educação formal.
A Educação Infantil é considerada a primeira etapa da educação básica (título V,
capítulo II, seção II, art. 29), tendo como finalidade o desenvolvimento integral da
criança até seis anos de idade.
O texto legal marca ainda a complementaridade entre as instituições e deve criar
um ambiente de acolhimento que dê segurança e confiança às crianças, garantindo-
lhes a oportunidades para que sejam capazes de:
*Experimentar e utilizar os recursos de que dispõem para a satisfação de suas
necessidades essenciais, expressando seus desejos, sentimentos, vontades e
desagrados, e agindo com progressiva autonomia;
*Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, conhecendo progressivamente
seus limites, sua unidade e as sensações que ele produz;
*Interessar-se progressivamente pelo cuidado com o próprio corpo, executando
ações simples relacionadas à saúde e higiene;
*Brincar;
*Relacionar-se progressivamente com demais profissionais da Instituição,
demonstrando suas necessidades e interesses.
A criança,entre os quatro e seis anos, utiliza o computador como interface na
relação de identificação com os pais, imitando-os, o que lhes é pertinente e
importante neste período. A criança tem maior facilidade para as descobertas e
invenções, experienciando de acordo com suas possibilidades e
disponibilidades,interagindo com o meio e com as tecnologias presentes neste meio.
Vigostski nos falára
"Através das atividades lúdicas a criança assimila valores, adquire
comportamentos, desenvolve diversas áreas de conhecimento, exercita-se
fisicamente e aprimora habilidades motoras. Ao conviver com outras crianças,
aprende a dar e receber ordens, a esperar sua vez de brincar, a
emprestar e tomar como empréstimo o brinquedo, a compartilhar momentos bons e
ruins, a
fazer amigos, a ter tolerância, enfim, a criança desenvolve a sociabilidade."

As tecnologias funcionam também para esse exercício do lúdico que já existe no


universo infantil, porém precisa ser estimulado e explorado esse aprendizados na
criança para que ela possa ter um aprendizado significativo, e para que perceba que as
tecnologias também auxiliam no seu desempenho social. Havendo sentido para a
criança as tecnologias serão melhores exploradas com mais conteúdo e
aproveitamento das mesmas.

Certezas:
* O uso do computador está sendo usado como "folga" para o professor;
Os alunos eram e ainda são “adestrados” no uso da mais nova tecnologia computacional,
em aulas descontextualizadas, sem nenhum vínculo com as demais disciplinas e sem
nenhuma concepção pedagógica.

Pouco se faz, na prática, com os professores para mostrar quais seriam os caminhos
mais produtivos para o uso da tecnologia no processo educativo.

Os alunos que chegam a escola estão na era digital, enquanto os professores ainda
vivem na era analógica, é uma transição muito mais difícil para quem teve que se
adaptar e buscar novas formas para ensinar e compreender como os alunos estão
chegando nas escolas, que tipo de conhecimentos já tem adquiridos.
Os profissionais da área da educação tem de aprender maneiras diferentes de
fazer o aluno compreender o conteúdo, e conciliar o que a escola ainda faz, digamos
assim, de tradicional com o que o mundo contemporâneo exige. O educador tem que
estar sempre se preparando, se adaptando, buscando conhecimento, se qualificando,
para isso necessita ter interesse em buscar esta qualificação para que o seu trabalho
pedagógico seja coerente com o que a sociedade atual exige no momento, claro jamais
descuidando de se posicionar criticamente diante das mudanças que influenciam o
âmbito educacional, já que vivemos em uma era de transição de valores, tudo é
contestado e visto com vários tipos de visões, as informações vem de uma forma
rápida e precisamos compreender como o mundo em que estamos torna todas as
informações globalizadas.
No ritmo que andamos não ha mais como" vendar" os olhos para o que esta ocorrendo
no mundo, fazer isso seria cair em uma armadilha, e a escola deixaria de exercer o seu
papel fundamental, que é de contribuir par a formação de cidadãos, com uma moral
ética, crítica, capaz de discernir entre o que recebe de informação e para que isto é
útil e onde irá nos auxiliar. Por tudo isso o educador precisa estar buscando sempre
maneiras de construir o conhecimento junto com seus alunos e aproveitar esses
momentos para ser um educador, e não utilizar as tecnologias como folga e tempo
livre, se existe a oportunidade deve-se aproveitar em vez de se 'escorar' deixando
que pessoas não capacitadas façam o papel do educador.
ttp://www.anped.org.br/reunioes/25/excedentes25/simoneandreagallot07.rtf

* O mundo digital está presente na realidade da maioria das crianças; .

Freire (1984, p.83) já alertava sobre a necessidade de desvendar-se a serviço


de quem estaria a informática na educação. Para ele o que há por trás deste manuseio
'é uma experiência de classe, indiscutivelmente'. Afinal, quem tem acesso aos
computadores? Pesquisadores e a própria imprensa já aventuram falar em uma
alfabetização digital vinculada aos processos de inclusão e exclusão social (Arce,
2001). Verdade seja dita: no Brasil poucos têm como dominar essa nova linguagem,
seja por oportunidade, custos ou programas especializados voltados à comunidade.
Reforçando tal ponto de vista, Castells (1999, p.55) alerta para a diferença
entre o aprender "fazendo" e o aprender "usando" as novas tecnologias. Com as elites
estaria ficando o papel de aprender "fazendo" e , como conseqüência, o controle e o
poder de modificar as aplicações da tecnologia, enquanto "a maior parte das pessoas
aprende usando e, assim, permanece dentro dos limites do pacote da tecnologia". Este
controle de modificar as aplicações (o fazer a tecnologia) expande-se para campos
diversos, enquanto processo de geração de conhecimento, seja no âmbito do poder
econômico, político e de comunicação, entre outros que já se encontram em total
conexão e dependência com este novo paradigma. Diante deste panorama, corre-se
o risco de ver, mais uma vez, as elites utilizando e manipulando conhecimentos e
tecnologias para a manutenção de uma situação a elas confortável, enquanto a maioria
da sociedade resigna-se apenas a consumir os produtos prontos, feitos sob medida por
esta elite, "comprando", no entanto, a sensação de estar integrada a um mundo
globalizado, de fazer parte atuante de uma sociedade em rede, quando na verdade, o
que se compra, na maioria das vezes, são apenas reproduções e pacotes prontos de
serviços e informações dirigidas. Para que isto não se torne apenas mais uma volta no
vicioso círculo de manutenção do status quo, é preciso compreender as novas
tecnologias da informação como processos a serem desenvolvidos, assimilados,
compreendidos e tornados acessíveis a todos em sua estrutura e processo, não apenas
em sua forma final. Somente a partir disto, a tecnologia da informação e
comunicação pode se tornar instrumento e meio a serviço de crescimento do homem e
da construção de sua autonomia e não uma nova forma de controle. No que se refere
ao governo e às políticas públicas, de maneira geral, o que se verifica é uma
concentração de recursos para as faixas etárias mais avançadas, no que diz respeito
ao uso destes equipamentos. É preciso salientar, entretanto, que há alguns sinais de
incentivo ao uso/contato da tecnologia também na educação infantil. As Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil trazem o seguinte:

"Ao reconhecer as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver
consigo próprias, com os demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual, as
Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem buscar a
interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, como
conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores.
Desta maneira, os conhecimentos sobre espaço, tempo, comunicação, expressão, a
natureza e as pessoas devem estar articulados com os cuidados e a educação para a
saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente, a cultura, as linguagens,
o trabalho, o lazer, a ciência e a tecnologia[1]". (Parecer CEB022/98, MEC)

Embora não seja algo específico e em nenhum outro documento voltado à educação
infantil se elabore mais sobre o que seria essa articulação com a ciência e a
tecnologia, vemos aí uma brecha que pode estimular, ou ao menos respaldar, o discurso
das escolas a respeito da implantação de laboratórios de informática nas escolas de
educação infantil.

* O professor precisa estar atualizando-se permanentemente, também com


relação a era digital;

" O uso dos computadores, e conseqüentemente de softwares em salas de aula,


abrange muito mais do que a simples implantação de máquinas e adequação de
programas a conteúdos ou metodologias; é muito mais amplo do que o uso realizado
como um "eficiente" e atraente recurso didático. Para utilizar as tecnologias da
informação e comunicação de maneira crítica e produtiva deve haver uma nova leitura
do processo de comunicação e de educação numa sociedade em rede; um amplo debate
deve ser realizado a fim de que se percebam estas diferenças de base, ou seja,
compreender o novo tempo em que estes processos acontecem e não apenas aprender
a aplicar recursos multimídia na educação."

* Se o uso do computador estiver vinculado com assunto trabalhado em aula, a


construção da aprendizagem seria mais eficaz;

A maioria dos docentes , sequer tem formação universitária em Centros de


Educação, são inexperientes, tem pouco conhecimento de didática e das teorias
pedagógicas, enfim, acabam trazendo para sala de aula, o improviso e as práticas de
ensino mecanicistas e repetitivas de cunho tradicionalista sem qualquer preocupação
com o desenvolvimento cognitivo de seus alunos.
Os educadores utilizam recursos tecnológicos de comunicação, como por exemplo, o
rádio, a televisão, o vídeo e o computador em atividades de aprendizagem
colaborativa. É fundamental que se compreendam inicialmente as características
dessas tecnologias, para, posteriormente, poderem associar seu uso, de forma
adequada, aos pressupostos conceituais dessa metodologia de ensino, bem como, com
as perspectivas das teorias pedagógicas correntes, que consideram a aprendizagem
como um processo social, amplo e contínuo, pelo qual o estudante constrói significados
por intermédio de experiências vividas, individual e coletivamente.

ROCHA, Sinara Socorro Duarte. O uso do computador na educação: a informática


educativa
Disponível em <http://www.espacoacademico.com.br/085/85rocha.htm

Objetivos do projeto:
*Investigar como estão sendo utilizadas as tecnologias no ambiente da
Educação Infantil;
* Conhecer a prática docente na área da Educação Infantil;
* Perceber as aprendizagens significativas para os alunos ao ter contato com as
tecnologias digitais;
* Investigar como os educandos estão utilizando os recursos disponíveis e como
deveriam utilizar;
* Conhecer os jogos e programas apropriados para um aprendizado mais efetivo para
as crianças;
* Descobrir quais os saberes as crianças já possuem em relação ao computador;
Analisar o tipo de formação que os professores possuem em relação ao uso do
computador em sala de aula;
* Compreender como os conteúdos estão sendo relacionados com o uso destas novas
tecnologias.