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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA


INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CAMPUS SÃO JOSÉ – SANTA CATARINA

Redes de Computadores e Internet

Prof. Tiago Semprebom

tisemp@sj.cefetsc.edu.br
www.sj.cefetsc.edu.br/~tisemp

1: Introdução 1

Histórico das Redes de Comunicação


• Primeiros computadores:
- máquinas complexas, grandes, caras
- ficavam em salas isoladas com ar condicionado
- operadas apenas por especialistas
- programas submetidos em forma de jobs seqüenciais
• Anos 60:
- primeiras tentativas de interação entre tarefas concorrentes
- surge técnica time-sharing, sistemas multiusuários
- usuários conectados ao computador por terminais
- terminais necessitavam técnicas de comunicação de dados
com computador central => inicio das redes

1: Introdução 2

Sistemas Multiusuários

Terminal 4

Terminal 1 Terminal 3

Mainframe com
time-sharing OS
st4

st1 st3
Terminal 2
st2
RR

1: Introdução 3

1
Histórico das Redes de Comunicação
• Anos 70:
- surgem microprocessadores
- computadores muito mais baratos => difusão do uso
• Após década de 70:
- computadores cada vez mais velozes, tamanho menor, preço
mais acessível
- aplicações interativas cada vez mais freqüentes
- necessidade crescente de incremento na capacidade de cálculo
e armazenamento
- vários computadores conectados podem ter desempenho melhor
do que um mainframe, além de custo menor
- necessidade de desenvolver técnicas para interconexão de
computadores => redes
1: Introdução 4

Importância das Redes de Comunicação

- Nas empresas modernas temos grande quantidade de


computadores operando em diferente setores.
- Operação do conjunto mais eficiente se estes computadores
forem interconectados:
- possível compartilhar recursos
- possível trocar dados entre máquinas de forma simples e
confortável para o operador
- vantagens gerais de sistemas distribuídos e downsizing
(mainframes para microcomputadores) atendidas
- Redes são muito importantes para a realização da filosofia
CIM (Manufatura Integrada por Comput.)

1: Introdução 5

Extensão das Redes de Comunicação


LAN (Local Area Network) ou Rede Local: interconexão de
computadores localizados em uma mesma sala ou em um mesmo
prédio. Extensão típica: até aprox. 200 m.
CAN (Campus Area Network): interconexão de computadores situados
em prédios diferentes em um mesmo campus ou unidade fabril.
Extensão típica: até aprox. 5 Km.
MAN (Metropolitan Area Network): interconexão de computadores em
locais diferentes da mesma cidade. Pode usar rede telefônica
pública ou linha dedicada. Extensão típica: até aprox. 50 Km.
WAN (Wide Area Network) ou Rede de Longa Distância: interconexão
de computadores localizados em diferentes prédios em cidades
distantes em qualquer ponto do mundo. Usa rede telefônica, antenas
parabólicas, satélites, etc. Extensão >50 Km.

1: Introdução 6

2
Topologia das Redes de Comunicação

- Topologia: definição da maneira como as estações estão


associadas
- Duas formas básicas: ponto-a-ponto e difusão
- Canais ponto-a-ponto: rede composta de diversas linhas de
comunicação associadas a um par de estações de cada vez
- comunicação entre estações não adjacentes feita por
estações intermediárias
- política conhecida como “comutação de pacotes”
- topologia usada na maioria de redes WAN, MAN, CAN e
algumas LAN

1: Introdução 7

Topologias de Redes Ponto-a-ponto

(a) (b) (c)

(d) (e)

(a) estrela; (b) anel; (c) árvore; (d) malha regular;


(e) malha irregular.

1: Introdução 8

Topologia das Redes de Comunicação


- Canais de difusão: rede composta por uma única linha de
comunicação compartilhada por todas as estações
- mensagens são difundidas no canal e podem ser lidas por
qualquer estação
- destinatário identificado por um endereço codificado na
mensagem
- possível enviar mensagens para todas as estações
(broadcasting) ou a um conjunto delas (multicasting)
usando endereços reservados para estas finalidades
- topologia mais comum em LAN mas também possível em
WAN
- requer mecanismos de arbitragem de acesso para evitar
conflitos
1: Introdução 9

3
Topologias de Redes de Difusão

satélite

(a) (b) (c)

(a) barramento; (b) satélite; (c) anel.

1: Introdução 10

Serviços Necessários à Comunicação


computador
central

terminal

• CASO 1: Como enviar informações entre um terminal e um


computador ?
• Enviar unidades binárias (BInary uniT = BIT) em série ou paralelo
• Codificação dos BITs (representação para 0 e 1 e duração de cada
bit)
• Codificação dos caracteres (ex.: ASCII, EBCDIC)
• Sincronização entre emissor e receptor
• Tratamento de erros de transmissão
• Controle de fluxo
• Estabelecer regras de troca de dados (protocolo)

1: Introdução 11

Serviços Necessários à Comunicação

computador
central

terminais

• Múltiplos terminais
• Surge necessidade de endereçamento

1: Introdução 12

4
Parte I: Introdução
Visão geral:
• o que é Internet
• o que é um protocolo?
• borda da rede
• núcleo da rede
• rede de acesso, meio físico
• desempenho: perdas, atrasos
• camadas de protocolo, modelos
de serviço
• backbones, NAPs, ISPs
• histórico

1: Introdução 13

O que é Internet: visão “componentes”


roteador
• milhões de dispositivos estação trabalho
computacionais conectados: servidor
móvel
hosts, sistemas finais
o workstations, servidores ISP local (AOL)
o telefones PDAs, torradeiras
executando aplicações de
rede ISP regional (AT&T)
• links de comunicação
o fibra, cobre, rádio, satélite
• roteadores: passam adiante
(forward) pacotes de dados
através da rede
rede
corporativa
intranet
1: Introdução 14

O que é Internet: visão “componentes”


• protocolos: envio e router
workstation
recepção de msgs server
o e.g., TCP, IP, HTTP, FTP, PPP mobile
• Internet: “rede de redes” local ISP
o aproximadamente hierárquica

• Padrões Internet regional ISP


o RFC: Request for comments
o IETF: Internet Engineering
Task Force

company
network

1: Introdução 15

5
O que é Internet: visão “de serviços”
• infraestrutura de comunicação
possibilita aplicações
distribuídas:
o WWW, email, jogos, e-
commerce, database, votações,
compartilhamento de arquivos
(MP3)

• serviços de comunicação
fornecidos:
o sem conexão
o orientada a conexão (pacotes
entregues em ordem e
completos)

1: Introdução 16

O que é protocolo?
protocolos humanos: protocolos de rede:
• “que horas são?” • máquinas em vez de
humanos
• “Eu tenho uma
• toda atividade de
questão”
comunicação na
Internet governada
… msgs específicas por protocolos
enviadas
protocolos definem
… ações específicas formatos, ordens de
tomadas quando msgs mensagens enviadas e
recebidas, ou outros recebidas entre entidades
eventos de rede, e ações tomadas

1: Introdução 17

O que é protocolo?
protocolo humano: protocolo computacional de rede:

requisição
Oi conexão TCP

Oi
conexão TCP
resposta.
Tem horas?
Get http://gaia.cs.umass.edu/index.htm
2:00
<arq>
tempo

Q: Outro protocolo humano?


1: Introdução 18

6
Estrutura de rede:

• borda da rede: aplicações


e hosts
• núcleo da rede:
o roteadores
o rede de redes

• redes de acesso, meios


físicos: links de
comunicação

1: Introdução 19

A borda da rede:
• sistemas finais (hosts):
o executam programas de
aplicação
o e.g., WWW, e-mail
o situam-se na “borda da rede”
• modelo cliente/servidor
o cliente host faz requisições,
recebem serviços do servidor
o e.g., WWW cliente (navegador)/
servidor; e-mail cliente/servidor
• modelo par-a-par:
o interação simétrica entre hosts
o e.g.: Gnutella, KaZaA, eMule

1: Introdução 20

Borda da rede: serviço orientado a conexão

Objetivo: transferência de serviço TCP [RFC 793]


dados entre sistemas. • confiável, transferência de
• handshaking: setup dados ordenada byte-stream
(prepara para) o perdas: acknowledgements
transferência de dados (reconhecimentos) e
o Alô, alô protocolo humano retransmissões
de telefone • controle de fluxo:
o setup “estado” em dois o emissor não pode “oprimir”o
hosts se comunicando receptor
• TCP - Transmission Control • controle de congestão
Protocol o emissores “reduzem a taxa de
o Serviço orientado a envio” qdo a rede está
conexões da Internet congestionada

1: Introdução 21

7
Borda da rede: serviço sem conexão

Objetivo: transferência de Aplics usando TCP:


dados entre sistemas finais • HTTP (WWW), FTP (transf.
o mesmo que o anterior! arq.), Telnet (login remoto),
• UDP - User Datagram SMTP (email)
Protocol [RFC 768]: serviço
sem conexão da Internet
Aplics usando UDP:
o transferência de dados
• streaming media,
não-confiável
teleconferencing, Internet
o sem controle de fluxo
telephony
o sem controle de
congestão

1: Introdução 22

O núcleo da rede
• malha de roteadores
interconectados
• questão fundamental: como os
dados são transferidos através
da rede?
o chaveamento (comutação)
de circuitos: circuito
dedicado por chamada: rede
telefônica
o chaveamento de pacotes:
dados enviados através da
rede em “pedaços”

1: Introdução 23

Núcleo da rede: comutação de circuitos

Recursos fim a fim


reservados por
chamada
• largura de banda no
enlace (link),
capacidade no switch
• recursos dedicados:
sem compartilhamento
• desempenho garantido
• requer setup na
chamada
1: Introdução 24

8
Núcleo da rede: chaveamento de circuitos
recursos de rede (e.g., • dividindo largura de
largura de banda) banda:
dividida em o divisão de
“pedaços” freqüências
• pedaços alocados para o divisão de tempos
chamadas
• pedaço do recurso idle
(disponível) se não usado
pelo próprio chamador
(sem compartilhamento)

1: Introdução 25

Chaveamento de circuitos: FDMA e TDMA


Exemplo:
FDMA
4 usuários

freqüência

tempo
TDMA

freqüência

tempo
1: Introdução 26

Chaveamento de circuitos: FDMA e TDMA

• FDM – redes telefônicas possuem banda de freqüência de


4KHz (ou 4 mil Hertz ou 4 mil ciclos por segundo)

• Enlace reserva uma banda de frequência para cada conexão


durante o período de cada ligação

• Rádios FM também utilizam FDM para compartilhar o


espectro de freq. entre 88 e 108 MHz.

• PROBLEMAS:
1. Durante períodos de silêncio o recurso (meio) é
desperdiçado,
2. Complexidade em manter os estados dos enlaces (fim-a-fim).
Necessidade de algoritmos de sinalização complexos.

1: Introdução 27

9
Núcleo da rede: chaveamento de pacotes
cada stream de dados fim-a-fim competição por recurso:
dividido em pacotes • demanda por recurso
• pacotes de usuários A, B agregada pode exceder a
compartilham recursos de redes capacidade disponível
• cada pacote usa toda largura de • congestionamento: fila de
banda do link pacotes, espera pelo uso do
• recursos usados quando link
necessário • armazena e repassa:
pacotes se movem um hop
vez
o transmitidos sobre link
Divisão de largura de banda o espera a vez no próximo
Alocação dedicada link
Reserva de recursos

1: Introdução 28

Núcleo da rede: chaveamento de pacotes


10 Mbs
A Ethernet multiplexação estatística C

1.5 Mbs
B
fila de pacotes 45 Mbs
esperando pelo link de saída

D E

Chaveamento de pacotes versus chaveamento de


circuito: analogia com restaurante
1: Introdução 29

Núcleo da rede: chaveamento de pacotes

Chaveamento de pacotes:
comportamento armazena e repassa

• quebra mensagens em
pequenos pedaços:
“pacotes”
• Armazena-e-repassa:
switch aguarda até
pedaço chegar
completamente, então
repassa/roteia

1: Introdução 30

10
Chaveamento de pacotes vs de circuitos
Chaveamento de pacotes permite mais usuários usarem a rede!

• 1 Mbit link
• cada usuário:
o 100Kbps qdo “ativo”
o ativo 10% do tempo

• chaveamento de N usuários
circuito: 1 Mbps link
o 10 usuários
• chaveamento de
pacotes:
o com 35 usuários,
probabilidade > 10 ativos
menos que .0004
1: Introdução 31

Chaveamento de pacotes vs de circuitos


Será chaveamento de pacotes o “grande vencedor da disputa?”

• Excelente para dados em rajadas


ocompartilhamento de recursos
osem setup na chamada
• Qdo congestionamento excessivo: atrasos e perdas
de pacotes
o protocolos necessários para transferência de
dados confiável, controle de congestão
• Q: Como fornecer comportamento ”de circuito”?
o aplics de áudio/vídeo necessitam de garantias de
largura de banda
o esse ainda é um problema não resolvido!
1: Introdução 32

Redes chaveamento de pacotes: roteamento


• Objetivo: mover pacotes entre roteadores da
origem para destino
o iremos estudar algoritmos de roteamento
• rede datagrama:
o endereço de destino determina próximo hop
o rota pode mudar durante sessão
o analogia: dirigir perguntando direção
• rede de circuito virtual:
o cada pacote carrega um tag (virtual circuit ID), que
determina o próximo hop
o caminho fixo determinado em tempo de setup de chamada,
permanece fixo durante chamada
o roteadores mantêm estado por chamada

1: Introdução 33

11
Taxonomia de redes de telecomunicações:

Applet para simulação de comutação de pacotes vs. comutação de mensagens:

Visite o link:
http://www.sj.cefetsc.edu.br/~tisemp/RES/simulador/

1: Introdução 34

Redes de acesso e meios físicos


Q: Como conectar sistemas finais
aos roteadores de borda?
• redes de acesso residencial
• redes de acesso institucional
(escola, companhia)
• redes de acesso móveis
Tenha em mente:
• bandwidth (bits por segundo)
da rede de acesso?
• compartilhados ou dedicados?

1: Introdução 35

Acesso residencial: acesso ponto a ponto


• Discagem via modem
o até 56Kbps acesso direto ao
roteador (conceitualmente)
• ISDN:(década de 80, antes da ADSL)
integrated services digital network:
128Kbps (2x64kbps dados e voz)
conectados ao roteador
• ADSL: asymmetric digital subscriber
line
o até 1 Mbps casa-roteador
o até 8 Mbps roteador-casa
o ADSL – 3 Canais:
o Up: 16kbps – 640kbps
Down:256kbps-6Mbps.

1: Introdução 36

12
Acesso residencial: modens a cabo

• HFC: hybrid fiber coax


o assimétrico: até 10Mbps downstream, 1 Mbps
upstream
• rede de cabo e fibra interliga casas ao
roteador ISP
o acesso compartilhado ao roteador
o questões: congestionamento,
dimensionamento
• disponíveis através de companhias de cabo

1: Introdução 37

Acesso institucional: redes locais


• local area network (LAN)
conectam sistemas finais a
roteador de borda
• Ethernet:
o cabo compartilhado ou
dedicado conecta
sistema final e roteador
o 10 Mbs, 100Mbps,
Gigabit Ethernet

1: Introdução 38

Redes de acesso sem fio


• rede de acesso sem fio
e compartilhada
conecta sistema final ao
roteador roteador
• wireless LANs:
estação
o espectro de rádio
substitui fio base
o e.g., Lucent Wavelan 11
Mbps
• wider-area wireless
access
o CDPD: acesso sem fio ao hosts
roteador ISP via rede móveis
celular

1: Introdução 39

13
Meio físico (guiados
guiados e não guiados)
guiados
• link físico: Par trançado (TP)
o bit de dado transmitido • dois fios de cobres
propaga através de um o Categoria 3: fio de
link telefone tradicional, 10
• meio guiado: Mbps Ethernet
o sinais propagam em meio o Categoria 5 TP:
sólido: cobre, fibra 100Mbps Ethernet
• meio não guiado: o Sem blindagem (UTP)
o sinais propagam
livremente, e.g., rádio

Muitas vezes o custo de mão de obra é


mais elevado do que os materiais.
Instalação de cabeamento em toda a
infraestrutura da edificação, mesmo que
não seja utilizada no momento.
1: Introdução 40

Meio físico: coaxial, fibra

Cabo coaxial: Cabo de fibra ótica:


• fio (condutor de sinal) Surgimento da década de 80
dentro de fio (protetor) • fibra de vidro conduzindo
o baseband: canal único no pulsos de luz
cabo
• operação em alta-velocidade:
o broadband: múltiplos canais
no cabo o Ethernet 100Mbps
o transmissão ponto-a-ponto
• bidirecional
de alta-velocidade (e.g., 5
• uso comum em Ethernet Gps)
10Mbs • baixa taxa de erros

1: Introdução 41

Meio físico: rádio


• sinal conduzido no Tipos de link de Rádio:
espectro • microondas
eletromagnético o e.g. canais até 45 Mbps

• sem “fio” físico • LAN (e.g., WaveLAN)


• bidirecional o 2Mbps, 11Mbps

• efeitos de propagação • wide-area (e.g., celular)


do ambiente: o e.g. CDPD, 10’s Kbps, 3G,
Wi-Max (IEEE 802.16)
o reflexão
o obstrução por objetos • satélite
o interferência o canal até 50Mbps (ou vários
canais menores)
o atraso fim-a-fim 270 Msec

1: Introdução 42

14
Atrasos em redes de chav. de pacotes
pacotes experimentam atrasos • processamento no nó:
no caminho fim-a-fim o checagem de bits de erros
• quatro fontes de atraso em o escolha do link de saída
cada hop • enfileiramento
o tempo de espera no link de
saída para transmissão
o depende do nível de
congestionamento do
transmissão roteador
A propagação

B
processamento
no nó enfileiramento

1: Introdução 43

Atrasos em redes de chav. de pacotes


Atraso de transmissão: Atraso de propagação:
• R=link bandwidth (bps) • d = tamanho do link físico
• L=tam. pacote (bits) • s = veloc. propagação no meio
• tempo de envio de bits no (~2x108 m/sec)
link = L/R • atraso propagação = d/s

Obs: s e R são quantidades muito


diferentes!
transmissão
A propagação

B
processamento
no nó enfileiramento
1: Introdução 44

Atraso na fila

• R=link bandwidth (bps)


• L=tam. pacote (bits)
• a=taxa média de
chegada de pacotes

intensidade de tráfego = La/R

• La/R ~ 0: pequeno atraso médio na fila


• La/R -> 1: atrasos se tornam grandes
• La/R > 1: mais “trabalho” chegando do que
pode ser servido, atraso médio infinito!
1: Introdução 45

15
“Camadas” de protocolos
Redes são complexas!
• muitas “peças”:
o hosts Questão:
o roteadores Existe alguma esperança em
organizar a estrutura de
o vários tipos de links
rede?
o aplicações
o protocolos Ou pelo menos a discussão
sobre redes?
o hardware, software

1: Introdução 46

Por que usar camadas?


Para lidar com sistemas complexos:
• estrutura explícita permite identificar o
relacionamento entre peças do sistema complexo
o modelo de referência em camadas facilita discussão
• modularização facilita manutenção e atualização do
sistema
o mudança na implementação de serviços de camadas
transparentes para o resto do sistema
• uso de camadas pode ser prejudicial?

1: Introdução 47

Pilha de protocolos da Internet


• aplicação: suporta aplicações de
rede(software elementos finais)
o ftp, smtp, http aplicação
• transporte: transferência de dados entre
hosts(softaware elementos finais) transporte
o tcp, udp – fragmentação de mensagens –
noção de porta
• rede: roteamento de datagramas da origem rede
para destino (mista hardware/software)
o ip, protocolos de roteamento – noção de enlace
endereço IP
• enlace: transferência de dados entre
elementos de rede “vizinhos” física
o ppp, ethernet
• física: bits “no fio”

1: Introdução 48

16
Camadas: comunicação lógica
Cada camada: aplicação
transporte
• distribuída rede
• “entidades” enlace
implementam física
funções de rede
camadas em aplicação enlace
transporte física
cada nó rede
• entidades enlace
executam física
aplicação aplicação
ações, trocam transporte transporte
mensagens com rede rede
seus pares enlace enlace
física física

1: Introdução 49

Camadas: comunicação lógica


dados
E.g.: transporte aplicação
• pega dados da transport
transporte
aplic. rede
enlace
• adiciona endereço, física
informação de
confiabilidade p/ ack rede
formar aplicação enlace
“datagrama” transporte dados física
rede
• envia datagrama enlace
para seu par dados
física
• espera aplicação aplicação
confirmação de transporte transport
transporte
recepção de seu rede rede
par enlace enlace
física física
• analogia: correio

1: Introdução 50

Camadas: comunicação física


dados
aplicação
transporte
rede
enlace
física
rede
aplicação enlace
transporte física
rede
enlace
física dados
aplicação aplicação
transporte transporte
rede rede
enlace enlace
física física

1: Introdução 51

17
Protocolo em camadas e dados
Cada camada recebe dados da camada acima
• adiciona cabeçalho de informação para criar nova
unidade de dados
• passa nova unidade de dados para camada abaixo
origem destino
M aplicação aplicação M mensagem
Ht M transporte transporte Ht M segmento
Hn Ht M rede rede Hn Ht M datagrama
Hl Hn Ht M enlace enlace Hl Hn Ht M frame
física física

1: Introdução 52

Aspectos Arquiteturais

• Estruturação em camadas: modelo baseado em


hierarquização e descentralização
Sistema A Sistema B
Camada Protocolo da camada 7 Camada
7 7
Interface Interface
camadas camadas
6/7 6/7
Protocolo da camada 6 Camada
Camada
6 6
Interface Interface
camadas camadas
5/6 Protocolo da camada 5 5/6
Camada Camada
5 5
Interface Interface
camadas camadas
4/5 4/5
Protocolo da camada 4 Camada
Camada
4 4
Interface Interface
camadas camadas
3/4 3/4
Protocolo da camada 3 Camada
Camada
3 3
Interface Interface
camadas camadas
2/3 2/3
Protocolo da camada 2 Camada
Camada
2 2
Interface Interface
camadas camadas
1/2 1/2
Protocolo da camada 1 Camada
Camada
1 1

Meio de Transmissão

1: Introdução 53

Aspectos Arquiteturais
• Estruturação em camadas: processo de
comunicação
TRANSMISSÃO RECEPÇÃO
protocolo da
m camada 7
m
interface interface
6/7 6/7
protocolo da
M M
camada 6
interface interface
5/6 5/6
protocolo da
M camada 5 M

protocolo da
H4 M1 H4 M2 H4 M1 H4 M2
camada 4
protocolo da
H3 H4 M1 H3 H4 M2 H3 H4 M1 H3 H4 M2
camada 3

protocolo da
H2 H3 H4 M1 T2 H2 H3 H4 M2 T2 H2 H3 H4 M1 T2 H2 H3 H4 M2 T2
camada 2

SISTEMA SISTEMA
FONTE DESTINO

1: Introdução 54

18
Arquitetura a Sete Camadas do RM-OSI
Protocolo de Aplicação
7 Aplicação Aplicação APDU

Protocolo de Apresentação
6 Apresentação Apresentação PPDU

Protocolo de Sessão
5 Sessão Sessão SPDU

Protocolo de Transporte
Transporte Transporte TPDU
4
SUB-REDE

3 Rede Rede Rede Rede PACOTE

protocolos internos
da sub-rede
Enlace de Enlace de Enlace de Enlace de
QUADRO
2 Dados Dados Dados Dados

1 Física Física Física Física BIT

IMP IMP
SISTEMA A SISTEMA B
IMP - Interface Message Processor

1: Introdução 55

Ilustração da Comunicação No Modelo OSI


processo processo
emissor receptor
DADOS

protocolo de
Aplicação AH DADOS Aplicação
aplicação
protocolo de
Apresentação apresentação PH DADOS Apresentação

protocolo de
Sessão sessão SH DADOS Sessão

protocolo de
Transporte TH DADOS Transporte
transporte
protocolo de
Rede NH DADOS Rede
rede

Enlace DH DADOS Enlace

Física BITS Física

meio de transmissão de dados

1: Introdução 56

Estrutura da Internet: rede de redes


• mais ou menos hierárquica
• national/international backbone
providers (NBPs)
o e.g. Embratel, BBN/GTE, local
Sprint, AT&T, IBM, UUNet ISP
o interconecta cada par com regional ISP
outro privativamente, ou em um
Network Access Point (NAP) NBP B
público
Ponto de Presença (PoP): grupo
o
de roteadores na rede de um
NAP NAP
ISP que conectam com outros
roteadores de outros ISPs. NBP A
• ISPs regionais regional ISP
o conecta em NBPs (ex. Telesc) local
• ISP local, companhia ISP
o conecta em ISP regional (ex.
UOL, UFSC)
1: Introdução 57

19
Histórico da Internet
1961-1972: Primeiros princípios de chaveamento de pacotes
1980-1990: Novos protocolos, proliferação de redes

• 1983: TCP/IP
• 1983: DNS (tradução nome-endereçoIP)
• 1985: protocolo ftp
• 1988: controle de congestão TCP

1990’s: comercialização, o WWW Final de 1990:


o 1994: Mosaic, depois • 50 milhões computadores
Netscape na Internet
• 100 milhões+ usuários
o final de 1990:
• links no backbone
comercialização do WWW executando a 1 Gbps

1: Introdução 58

20