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Controlo de Contaminação

Ficha Técnica - Dezembro 2002

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Controlo de Contaminação

Índice
• Porquê um Controlo de Contaminação? ............................................ ..1 / 3

• O que é a Contaminação? ................................................................... 4 / 5

• Como é que a Contaminação acontece? .............................................. 6 / 7

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Porquê um Controlo de
Contaminação ?

A necessidade de controlar a contaminação é


motivada pelos clientes.

Os Clientes exigem :

• Mais potência
• Maior força de escavação
• Tempos de ciclo mais rápidos

As exigências dos Clientes no sentido de uma maior


produtividade estão fazendo com que as tendências
da Indústria se voltem para componentes hidráulicos
electronicamente controlados, pressões de sistema
mais elevadas e menor folga entre as partes metálicas
no interior dos componentes.

Tendências da Indústria:

• Electrohidráulica
• Pressões de sistema mais elevadas
• Menores tolerâncias

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Resultado :

Os Sistemas de fluido de hoje são mais sensíveis à


contaminação. Os componentes hidráulicos,
transmissões, comandos finais, sistemas de
combustível e motores de hoje não mais toleram a
contaminação como antigamente.

Os sistemas de fluidos contaminados:

• Reduzem a eficiência e os tempos de ciclo


• Abreviam a vida útil dos componentes e dos
fluídos
• Acarretam defeitos catastróficos, interrupções e
reparações dispendiosas

Do ponto de vista do proprietário da máquina/motor,


todos os efeitos da contaminação são péssimos. Os
agentes contaminantes reduzem a eficiência e os
tempos de ciclo do sistema.
Nos sistemas hidráulicos, por exemplo, a eficiência
pode cair até 20% antes que o operador consiga
detectar um problema. Isto traduz-se em prejuízos
avultados de produtividade.
Os agentes contaminantes também aceleram o
desgaste dos componentes e a vida útil dos fluídos e,
se o problema não for resolvido, redundará em falhas
catastróficas, reparações dispendiosas e tempo de
máquina parada não programado.
Se você alguma vez já esteve envolvido na limpeza
de um sistema hidráulico defeituoso sabe bem que
isso pode levar cerca de duas semanas, ou mais.

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“75-85% das falhas dos sistemas hidráulicos podem ser
atribuídas à contaminação.”

-- Hydraulics & Pneumatics


Junho de 1998

- - Equipment Today
Agosto de 1997

Se agora não nos dedicarmos ao controlo da


contaminação, podemos esperar:

• Aumento dos custos de garantia


• Aumento de repetição de tarefas
• Aumento de falhas repetidas e das falhas
decorrentes destas
• Redução do nível de satisfação do cliente,
resultando em perdas de vendas

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O que é a Contaminação?

É qualquer coisa que esteja dentro do sistema que


não faça parte do mesmo. Os contaminantes
compostos por partículas tais como a sujeira são os
mais comuns, mas são também os mais controláveis

Alguns contaminantes:

• Poeira
• Respingos
• Tinta
• Fibras
• Partículas de desgaste de metal
• Cinzas de cigarro
• Graxa
• Calor
• Água
• Ar Produtos resultantes da oxidação do óleo.

A contaminação do óleo é o inimigo nº 1 do Sistema


Hidráulico, em qualquer máquina. Com efeito os
técnicos da Caterpillar calculam 70% das avarias dos
componentes hidráulicos ficam a dever-se à
contaminação por partículas estranhas ao óleo.
Este tipo de contaminação afecta negativamente o
rendimento das máquinas, tanto por abrasão como
pelo progressivo acumular de partículas sobre a
superfície dos componentes.

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Por exemplo, as bombas de caudal variável que
equipam as Escavadoras Hidráulicas CAT, são
particularmente vulneráveis à contaminação, visto que
os actuais processos de produção industrial levam a
que elas sejam fabricadas com tolerâncias do mais
extremo rigor. Os valores típicos destas tolerâncias do
mias extremo rigor. O depósito destas máquinas
contêm, em média, cerca de 246 litros de óleo. Basta
meia colher de chá de sujidade para causar danos
graves no sistema hidráulico.
Os valores típicos destas tolerâncias situam-se entre 5
e 30 microns, ou seja, imperceptíveis à vista humana
desarmada ( consultar a gravura).
Isto significa que partículas de dimensões mais do que
irrisórias podem todavia provocar estragos
consideráveis.
Como é que um Sistema Hidráulico pode ser
contaminado, e o que pode fazer-se para o evitar? Na
Caterpillar e na STET pensamos que cada Cliente
precisa de respostas concretas a estas interrogações.
As nossas estatísticas levam-nos a crer que pelo
menos 20% da produtividade de cada máquina pode
perder-se devido à contaminação, sem que o
Operador disso se aperceba a tempo de o evitar.

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Como é que a contaminação
acontece?

Óleo novo

Acredite-se ou não, até o óleo novo pode estar


contaminado. Embora saia impecável da refinaria
onde é produzido, é possível que seja afectado por
agentes contaminantes durante o transporte, a
entrega, a transferência dos grandes depósitos para
embalagens de menor volume, a armazenagem, etc.
A única maneira de nos assegurarmos da pureza
absoluta do óleo é por pré filtragem, antes de o
introduzir no sistema hidráulico. Os inspectores de
peças e serviço da STET estão aptos a prestar todas
as informações sobre os equipamentos de filtragem
disponíveis.
As mais elementares precauções exigem que os
tambores de óleo sejam armazenados em local isento
de poeiras atmosféricas e limpos, antes de
encertados: e, uma vez abertos, protegidos com
tampas adequadas.

Durante as intervenções de serviço


De cada vez que um Sistema Hidráulico é aberto, há
toda a possibilidade de nele se introduzirem vários
contaminantes. Todas as peças de substituição, como
sejam os filtros, mangueiras, vedantes, etc, devem
conservar-se protegidas dentro das embalagens de
origem até ao exacto momento da montagem, durante
o qual todas as precauções serão poucas para

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assegurar que nenhum contaminante tem acesso ao
sistema, nomeadamente as poeiras em suspensão na
atmosfera.
As análises periódicas ao estado da pureza do óleo
fornecem uma contagem de partículas, em microns,
possibilitando avaliar o estado real do óleo e prevenir
a ocorrência de problemas nos hidráulicos.
Este aviso antecipado contribui para evitar estragos
sérios e avarias que, de outra forma, podem levar dias
a reparar.

Calor
O sobreaquecimento do óleo hidráulico te origem nos
excessos de carga, atrito metálico, fugas ou restrições
internas, baixo nível de óleo e temperatura ambiente.
O calor em excesso diminui a viscosidade do óleo e
aumenta a oxidação, provoca estragos nos vedantes e
empola as mangueiras. Para conservar o sistema à
temperatura ideal é necessário substituir as correias
de ventoínha gastas, limpar a sujidade produzindo
contaminação e oxidação, factores que aceleram o
desgate metálico.

Ar
As vias mais comuns de acesso de ar aos hidráulicos
são as fugas nas bombas ou cilindros, junto às
furações de entrada de óleo. As bolhas de ar que
acedam às bombas conseguem originar fendas ou
descamação, de onde resultam desgastes sérios
nelas e nos motores hidráulicos.Além do mais , o ar é
o factor essencial da oxidação.

Por tudo isto não se esqueça, conserve sempre os


seus Sistemas Hidráulicos limpos, frescos e fechados

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