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FEDERALISMO:

Não existe uma acepção unânime em relação ao termo federalismo. Um conceito genérico define
pacto federativo como a união de entes federados (estados, colônias, regiões) dotados
de autonomia e submetidos a um poder central, geral, dotado de soberania. A hier
arquização do poder central para com os entes federados pode ou não ocorrer, e a auton
omia destes pode ser de várias amplitudes, conforme a disposição constitucional. A con
stituição, aliás, é a Carta Magna, reguladora da federação e das competências de seus entes
texto legal que determina de que maneira funciona o pacto federativo.
O pacto federativo, no Brasil, está disposto na distribuição das competências político-adm
inistrativas da Constituição Federal, sendo que a organização político-administrativa da R
epública Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e o
s Municípios, todos autônomos, nos termos da Constituição [22]. Sendo que a União, conform
e preceito constitucional, além de autônoma, detém soberania perante os entes federado
s, portanto, se configura como um poder central e geral, ao qual os todos os ent
es federados ficam submetidos.
A forma federativa, no Estado brasileiro, prevista no artigo 1º foi elevada a cond
ição de cláusula pétrea, inflexível na atual forma de Estado, qualificada pela rígidez, e q
e, portanto, não pode ser abolida, nem mesmo sofrer tendência a abolição, por meio de qu
alquer ato legislativo, até mesmo de emenda constitucional. Mas, ressalvada a hipóte
se de ser aboliada, tão somente, mediante a convocação de uma Assembléia Nacional Consti
tuinte, na sua condição de poder constituinte originário.
FEDERALISMO FISCAL:
As competências político-administrativas, definidas pela Constituição Federal, ensejam m
etas que, para serem cumpridas pelos entes da federação, requerem a obtenção de recursos
. A fim de garantir esses recursos, foram estabelecidas as competências tributárias,
que compõem o federalismo fiscal. A repartição de receitas tributárias [42] visa o equi
líbrio da distribuição dos ingressos e receitas [43] entre os entes federativos.
A repartição de competências e de metas pela Constituição visa garantir uma maior eficiênci
na administração pública, pois os entes federados parciais possuem um maior conhecime
nto das necessidades da sua população local do que o ente central. Assim como a divi
são de metas descentraliza a atuação do Estado, a divisão de receitas torna a execução de t
is metas possível por meio da obtenção de recursos próprios.
Daniel K. GOLDBERG, diz que, para que um tributo seja "bom", ele deve ser eficie
nte do ponto de vista econômico e, para tanto, deve possuir as seguintes característ
icas, originalmente sumariadas por Richard M. Bird:
(1) A base tributária deve ser pouco manipulável para que se possa garantir aos ente
s locais alguma autonomia na fixação de alíquotas maiores sem que isto cause um desloc
amento de contribuintes;
(2) A arrecadação resultante do tributo ou tributos deve fazer frente às necessidades
locais e ser suficientemente elástica (buoyant) (i.e., expandir-se na mesma proporção
das despesas públicas);
(3) As receitas tributárias devem ser estáveis e previsíveis;
(4) A carga tributária deve ser percebida como razoavelmente "justa" pelos contrib
uintes;
(5) O tributo deve ser administrável, e sua arrecadação visível aos contribuintes para q
ue estes possam cobrar a administração no que diz respeito à sua adequada destinação (acco
untability);
(6) A natureza do tributo deve tornar sua incidência efetiva de difícil "exportação" a o
utros entes federativos.
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8179