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Lenda: A raposa e o camelo.

Awan era uma raposa muito esperta que adorava as lagartixas. Já tinha comido todas de um lado
do rio, mas ela sabia que do outro lado tinha muitas mais. O problema é que Awan não sabia
nadar. Depois de pensar muito ela encontrou a solução. Foi ao seu amigo Zorol, que era um
camelo e lhe disse:
- Olá Zorol, eu sei aonde tem um campo enorme, e como eu sei que a cevada te deixa louco, eu
gostaria de te ensinar o caminho se você me levar em cima.
- Vamos, suba! – Disse Zorol sem pensar duas vezes.
Awan subiu em cima de Zorol e começaram a caminhada. Awan lhe indicou que cruzasse o rio
para chegar ao campo cheio de cevada. Logo que cruzaram para o outro lado, Awan mostrou o
campo ao seu amigo e foi correndo buscar mais lagartixas. Como o corpo de Awan era pequeno,
em pouco tempo já estava satisfeita de comer lagartixas. Foi correndo ao campo onde Zorol
estava e começou a gritar e a correr como uma louca.
Os donos do campo, que tinham uma casa próxima dali ouviram os gritos da raposa. Alarmados,
eles pegaram pedras e paus e foram em busca da raposa. Ao chegar ao campo, eles
descobriram Zorol, o camelo, que desfrutava tranquilamente da cevada. Deram uma paulada
fortíssima em Zorol e pensando que já estivesse morto eles se foram.
Awan regressou e quando viu a Zorol no chão disse:
- Zorol, já está anoitecendo. Vamos voltar pra casa!
Zorol respondeu: Por que você fez isso? Por que gritou como uma louca? Quase me mataram por
sua culpa.
- É que eu tenho o costume de corre e gritar depois de comer lagartixas, respondeu Awan.
- É isso? Muito bem, vamos pra casa – Disse Zorol.
Awan subiu de novo ao dolorido corpo do camelo. Zorol entrou no rio e começou a cruzá-lo.
Quando estava no meio do rio, Zorol começou a dançar. Awan morrendo de medo gritou:
- O que você está fazendo Zorol? Não faça isso, eu não sei nadar!
- É que tenho o costume de dançar depois de comer cevada – respondeu Zorol.
Awan caiu na água e a corrente a levou. Zorol cruzou o rio sem problemas. Dessa forma a raposa
recebeu uma boa lição.
Lenda: De quando o leão sabia voar.
O leão, segundo se conta, tinha a capacidade de voar, e naquele tempo nada escapava dele.
Como ele não queria que os ossos de suas presas fossem quebrados em pedaços, ele fez com
que um par de corvos brancos vigiasse os ossos, deixando-os para trás no seu covil, enquanto
ele ia para a caça.
Mas um dia Sapo Grande foi até lá, e quebrou todos os ossos em pedaços, e disse: “Por que os
homens e animais não podem viver muito?” E acrescentou estas palavras: “Quando ele vier, diga
a ele que eu vivo naquele lago, se ele quiser me ver, ele deve vir aí.”
O Leão, estava caçando na floresta, e quis voar, mas ele descobriu que não podia voar. Então ele
ficou com raiva, pensando que alguma coisa no covil estava errado, e voltou para casa. Quando
ele chegou, ele perguntou: “O que você fez que eu não voasse?” Então, respondendo, os corvos
disse: “Alguém veio aqui, quebrou os ossos em pedaços, e disse: “Se ele me quiser, ele pode
procurar por min naquele lago lá longe!”
O Leão se foi, e chegou quando sapo estava sentado na margem, e ele tentou saltar furtivamente
em cima dele. Quando ele estava prestes a pegá-lo, o Grande Sapo disse: “Ah!” e mergulhou, foi
até o outro lado da piscina, e sentou-se lá. O Leão o perseguiu, mas como ele não conseguiu,
ele voltou para casa.
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A partir desse dia, se diz, o Leão caminhou somente sobre seus pés, e também começou a se
arrastar (quando espreitava e caçava), e os Corvos Brancos tornaram-se totalmente mudos
desde o dia em que disseram: “Nada pode ser dito sobre esse assunto.”
Lenda: Ubuntu, lenda africana sobre a cooperação para as crianças
Um antropólogo visitou um povoado africano. Ele quis conhecer a sua cultura e averiguar quais
eram os seus valores fundamentais. Assim que lhe ocorreu uma brincadeira para as crianças. Ele
colocou um cesto de frutas perto de uma árvore. E disse o seguinte às crianças:
- A primeira que chegar à árvore ficará com o cesto de frutas.
Mas, quando o homem deu o sinal para que começasse a corrida em direção ao cesto, aconteceu
algo inusitado: as crianças deram as mãos umas as outras e começaram a correr juntas. Ao
chegarem ao mesmo tempo todos desfrutaram do prêmio. Eles se sentaram e repartiram as
frutas.
O antropólogo lhes perguntou por que tinham feito isso, quando somente um poderia ter ficado
com todo o cesto. Uma das crianças respondeu:
- 'Ubuntu'. Como um de nós poderia ficar feliz se o resto estivesse triste?
O homem ficou impressionado pela resposta sensata desse pequeno. Ubuntu é uma antiga
palavra africana que na cultura Zulu e Xhosa significa ‘Sou quem sou porque somos todos nós’. É
uma filosofia que consiste em acreditar que cooperando se consegue a harmonia, já que se
consegue a felicidade de todos.
Ubuntu pra você!

Lenda da Girafa
Há muito, muito tempo, a girafa era um animal igual aos outros, com um pescoço de tamanho
normal.
Houve então uma terrível seca. Os animais comeram toda a erva que havia até mesmo as ervas
secas e duras, e andavam quilômetros para ter água para beber.
Um dia, a Girafa encontrou o seu amigo Rinoceronte. Estava muito calor e ambos percorriam
lentamente o caminho que levava ao bebedouro mais próximo e lamentavam-se.
– Ah, meu amigo – disse a Girafa, – vê só… Tantos animais a escavar o chão à procura de
comida… Está tudo seco, mas as acácias mantêm-se verdes.
– Hum, hum – disse o Rinoceronte (que não era – e ainda não é – muito falador).
– Seria tão bom – disse a Girafa – poder chegar aos ramos mais altos, às folhas tenras. Há muita
comida, mas não conseguimos lá chegar porque não conseguimos subir às árvores.
O Rinoceronte olhou para cima e concordou, abanando a cabeça:
– Talvez devêssemos ir falar como o Feiticeiro. Ele é sábio e poderoso.
– Que bela ideia! – disse a Girafa. – Sabes onde fica a casa do Feiticeiro?
O Rinoceronte acenou afirmativamente e os dois amigos dirigiram-se para a casa do Feiticeiro
após matarem a sede.
Depois de uma caminhada longa e cansativa, os dois chegaram à casa do Feiticeiro e
explicaram-lhe ao que vinham.
Depois de ouvi-los, o Feiticeiro deu uma gargalhada e disse:
– Isso é muito fácil. Voltem amanhã ao meio-dia e eu dar-vos-ei uma erva mágica. Ela fará com
que os vossos pescoços e as vossas pernas cresçam. Assim, poderão comer as folhas tenras
das acácias.
No dia seguinte, só a Girafa chegou à cabana na hora marcada.
O Rinoceronte, que não era lá muito esperto, encontrou um tufo de erva ainda verde e ficou tão
contente que se esqueceu do compromisso. Cansado de esperar pelo Rinoceronte, o Feiticeiro
deu a erva mágica à Girafa e desapareceu.
A Girafa comeu sozinha uma dose preparada para dois. Sentiu imediatamente uma sensação
estranha nas suas pernas e pescoço e viu que o chão estava a afastar-se rapidamente.
“Que engraçado!” pensou a Girafa, fechando os olhos, pois começava a sentir-se tonta.
Passado algum tempo abriu lentamente os olhos. Como o mundo tinha mudado!
As nuvens estavam mais perto e ela conseguia ver longe, muito longe. A Girafa olhou para as
suas longas pernas, moveu o seu pescoço longo e gracioso e sorriu. À sua frente estava uma
acácia bem verdinha…
A Girafa deu dois passos e comeu as suas primeiras folhas.
Após terminar a sua refeição, o Rinoceronte lembrou-se do compromisso e correu o mais
depressa que pôde para a casa do Feiticeiro.
Tarde demais! Quando lá chegou já a Girafa comia, regalada, as folhas da acácia.
Quando o feiticeiro lhe disse que já não havia mais ervas mágicas, o Rinoceronte ficou furioso,
pois pensou que tinha sido enganado e não que fora o seu enorme atraso que o tinha
prejudicado.
Tão furioso ficou que perseguiu o Feiticeiro pela savana fora.
Diz-se que foi a partir desse dia que o Rinoceronte, zangado com as pessoas, as persegue
sempre que vê uma perto de si.
Lenda: O sapo e a cobra
Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, fino, brilhante e colorido deitado no
caminho.
– Olá! O que você está fazendo estirada na estrada?
– Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha e você?
– Um sapo. Vamos brincar?
E eles brincaram a manhã toda no mato.
– Vou ensinar você a pular.
E eles pularam a tarde toda pela estrada.
– Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e deslizando pelo tronco.
E eles subiram.
Ficaram com fome e foram embora, cada um para sua casa, prometendo se encontrar no dia
seguinte.
– Obrigada por me ensinar a pular.
– Obrigado por me ensinar a subir na árvore.
Em casa, o sapinho mostrou à mãe que sabia rastejar.
– Quem ensinou isso a você?
– A cobra, minha amiga.
– Você não sabe que a família Cobra não é gente boa? Eles têm veneno. Você está proibido de
brincar com cobra. E também de rastejar por aí. Não fica bem.
Em casa, a cobrinha mostrou à mãe que sabia pular.
– Quem ensinou isso a você?
– O sapo, meu amigo.
– Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu bem com a família Sapo? Da próxima
vez, agarre o sapo e... bom apetite! E pare de pular. Nós cobras não fazemos isso.
No dia seguinte, cada um ficou em seu canto.
– Acho que não posso rastejar com você hoje.
A cobrinha olhou, lembrou do conselho da mãe e pensou: “Se ele chegar perto, eu pulo e o
devoro.”
Mas lembrou-se da alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho. Suspirou e
deslizou para o mato.
Daquele dia em diante, o sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. Mas ficavam sempre
ao sol, pensando no único dia em que foram amigos.

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