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Verificação básica de sustentabilidade para projectos e construção de edifícios

Existe muitas situações específicas na qual nossos ambientes artificiaissão melhores que os naturais, porém isto pode não ser a base mais adequada para concluir que não precisamos da natureza. Pelo contrário, com a complexidade dos edifícios modernos nós necessitamos cada vez mais da natureza, não se trata de uma competição do ar condicionado com a brisa do mar ou das lâmpadas fluorescentes com o sol:

Necessitamos de integrar os elementos artificiais e naturais no mais alto nível possível para intervirmos efectivamente na situação na qual nos encontramos que é a de projectarmos e construirmos um verdadeiro terceiro ambiente eficiente para a vida individual e social. Em sendo assim, os arquitectos, urbanistas e engenheiros precisam de um conhecimento muito mais profundo sobre o ambiente, além daquele que comummente possuem. Observando a qualidade, que normalmente caracteriza a nossa arquitectura e construção contemporânea, percebe-se um profundo equívoco sobre a realidade ecológica. Esse equívoco é caracterizado por dois tipos de erros. Um é a falta de compreensão da absoluta inter-relação de todos os elementos componentes do ambiente natural. Uma interdependência que faz ser possível manipular um factor sem colocar em movimento uma reacção complexa que normalmente se estende muito além da esfera de acção do projectista. Outro erro é a tendência consistente dos arquitectos modernos e engenheiros que grosseiramente subestimam a magnitude das forças naturais do ambiente, ou que também da mesma maneira sobrestimam as capacidades da mão-de-obra disponível. Uma vez que não podemos esperar que arquitectos e urbanistas sejam também meteorologistas e climatologistas, devemos pelo menos exigir que estes profissionais tenham um entendimento geral dos sistemas ecológicos, sobre os quais são constantemente chamados a intervir de uma maneira ou de outra.

James Marston Fitch, 1975

Sobre a grelha de avaliação apresentada em formato Excel

A grelha, que se apresenta no formato Excel, foi originalmente desenvolvida por Malcolm Wells (Gentle Architecture, Malcolm Wells, McGraw-Hill, 1982). Esta grelha foi revisada em 1999 pela Society of Building Science Educators (SBSE), com o intuito de incluir as principais mudanças que influenciaram o projecto sustentável nos últimos 30 anos. A mudança mais notável está na organização da lista de verificação em aspectos relativos ao terreno e ao edifício. Cada um dos parâmetros, dessas partes, é considerado num todo, pelo seu lado negativo (ao lado esquerdo da grelha) ou positivo (ao lado direito da mesma grelha). Embora se trate de uma avaliação simplista, sem a sofisticação das metodologias apresentadas nesta disciplina (LEED, GBTool, ACV, etc.), esta grelha serve para quantificar e estimular uma análise profunda sobre os aspectos que se pode considerar estimulador de projectos com objectivos sustentáveis. Portanto, aconselho o uso e abuso, desta grelha, na análise dos projectos desenvolvida nesta disciplina.

Antes de mais, peço escusas por não ter traduzido o texto na sua totalidade, o tempo me tem sido precioso e pouco, além do mais a minha presença será sempre no sentido de dirimirmos dúvidas e adquirirmos conhecimento.

O TERRENO

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O TERRENO . 1. Polui o ar. Limpa o ar. Considera a poluição do ar exterior
O TERRENO . 1. Polui o ar. Limpa o ar. Considera a poluição do ar exterior

1. Polui o ar. Limpa o ar. Considera a poluição do ar exterior via combustão exterior (furnace, automobile, lawn mower), ventillation, and off-gassing. Considera a limpeza do ar pela vegetação nativa criando oxigénio e absorvendo gás carbónico e removendo os poluentes. Plantas exóticas, que requerem constantemente a rega e a colocação de adubos, são caras e inadequadas.

2. Polui a água. Limpa a água. Considerar a poluição da água local pelos resíduos tóxicos, pesticidas, insecticidas, fertilizantes, e produtos derivados de petróleo. Considerar a limpeza da água que cai ou flui através do terreno por retenção e percolação ao lençol freático. Evitar superfícies impermeáveis fazendo uso de alternativas tais como telhados (green roofs) e coberturas jardins, pavimentos permeáveis. Usar bacias de retenção e de percolação para controlar e purificar. Considerar, também, o tratamento das águas de esgotos e sujas (de lavagem) resultantes do uso do edifício.

3. Desperdiça água da chuva. Armazena a água da chuva. Considerar a água da chuva que colhe, reciclando a água, e a conservando. O melhor lugar para armazenar a água da chuva está na terra, no lençol freático. Pode também ser armazenada em cisternas para o uso doméstico. Água de uso doméstico pode ser tratada no local e ser reutilizada. A água conservada usada para a irrigação e para o uso doméstico reduz a quantidade extraída das reservas naturais de água.

4. Consome alimento. Produz alimento. Considerar o alimento produzido para seres humanos e a outras espécies. Não se pode alimentar uma família inteira com o alimento cultivado em um local pequeno, mas o alimento produzido domesticamente, seja o pêssego colhido do jardim ou do pomar é melhor do que um que foi transportado de alguns mil quilómetros.

Soil-building ground covers, earthworms, composted organic wastes, and mulch will restore ailing land to healthful life.

6. Deposita desperdícios não utilizados. Consome desperdícios. Consider the fate of all wastes created on-site (waste water, trash, pollutants) while the building was being constructed and during its lifetime. Organic wastes can be composted; waste water can be a nutrient for other life forms; construction wastes, consumer goods, and packaging can be recycled. In nature all things die and return their wastes as nutrients in compost. Our shame is ocean dumping, sanitary landfills, and sewage. Recycling, reuse, greywater systems, and constructed wetlands allow us to avoid these embarrassments.

7. Destrói o habitat de animais selvagens. Fornece habitat para animais selvagens. Consider the impact of the building, its site development, and its occupants on wildlife habitat. Let old families move back into the neighborhood. Whole communities of wildlife will return and set up housekeeping at our doorsteps once we get the asphalt and manicured lawns out of our blood. Wild creatures dont have to be invited twice - provide the right habitat and they’ll appear.

8. Importa energia. Exporta energia. Consider the energy required to heat and cool the building, to maintain the site, and to provide electricity for lights and equipment. Solar energy can be used to heat, cool, and daylight buildings. On-site wind, hydro, and photovoltaic generation of electricity is possible. Using solar energy avoids burning fossil fuels which causes air pollution, generates greenhouse gasses, and adds to the city effect. It also replaces large-scale hydroelectric power which disrupts ecosystems. Large manicured lawns usually require fuel-powered equipment for maintenance.

9. Necessita de transporte com combustível. Necessita de transporte humano. Consider the buildings accessibility by automobile, transit, bicycle, and foot. Pedestrians and bicycle riders burn no fuels and cause no pollution. Mass transit reduces the per capita reliance on fuel consumption.

10. Intensifica as condições climatéricas do local. Modera as condições climatéricas do local. Consider the microclimatic effects caused by the building and site development. Pavement, masonry walls, and waste heat intensify the city effect while green space and water retention moderate the effect.

O EDIFICIO.

11. Exclui a iluminação natural. Utiliza a iluminação natural. Consider the use of daylight for ambient and task lighting in the building. Electrical lighting systems can be designed to augment daylighting on an as needed basis.

12. Utiliza equipamento mecânico para aquecimento. Utiliza aquecimento passivo. Consider the systems used to provide heat to the building. Conservation through intelligent building envelope design can greatly reduce or eliminate the need for mechanical heating systems. Active solar heating systems greatly reduce the use for mechanical components when compared to mechanical systems. Passive heating techniques avoid all mechanical systems, but may require mechanical back-ups.

13. Utiliza equipamento mecânico para arrefecimento. Utiliza arrefecimento passivo. Consider the systems used to provide shade, ventilation, humidity control, and cooling for the building. Shading can occur through site elements, exterior shading devices, and interior shades. Cooling can be provided by stack and cross ventilation schemes as well as fuel-powered fans.

Evaporative cooling systems can be either passive or mechanical. Desiccants as well as air- conditioners can control humidity.

14. Necessita de limpeza e reparação. Auto preserva-se. Consider durability of the materials and systems used in the building. Sunlight, water, ice, and pollution-laden air are rough on building materials. Protect exposed surfaces in every way possible. Building with dead materials as we do, we.re forced to compromise, so compromise well. Underground buildings are ideal in this regard, hiding their skins from damaging elements. The more mechanical systems that are installed in a building, the greater is the chance for failure and the requirement for maintenance. Passive systems avoid a plethora of mechanical devices.

15. Provoca desconforto humano. Origina conforto humano. Consider thermal, luminous, and psychological comfort, Thermal comfort is enhanced by diverse and appropriate conditions throughout the year. Constant temperature and humidity is boring. Glare and high contrast cause luminous discomfort. Contact with outdoors conditions can provide psychological comfort.

16. Utiliza circulação movida a combustível. Utiliza circulação movida a força humana. Consider both horizontal and vertical circulation schemes. Even when elevators are present, human-powered circulation can be encouraged by visually accessible, prominent, and engaging stairways.

17. Polui o ar do interior. Cria ar puro no interior. Consider the building materials, furnishings, and maintenance requirements as sources of indoor air pollution. Materials and furnishings can off-gas volatile organic compounds (VOCs). Cleaning agents may include toxins such as chlorine. Paints, varnishes, stains, and adhesives may off-gas pollutants. Equipment and occupants can create carbon dioxide and monoxide. Choose non-VOC materials, finishes, and furnishings. Use indoor plantings to absorb CO2 and create oxygen.

18. Construído com materiais virgens. Construído com materiais reciclados. Consider materials used for paving, structure, finish, and furnishing. Use of recycled materials conserves the energy embedded and avoids the energy and resources needed for replacement materials.

19. Não pode ser reciclado. Pode ser reciclado. Consider the materials used and the construction techniques employed as well as the suitability of the structure for new uses in the future. Some building materials are easily recycled (metals) and some have enduring value (large wood members). Some construction systems allow for easy disassembly and feature standardized components that can be reused. Some buildings are flexible in accommodating future uses, e.g. a warehouse can easily be converted into loft housing or office space.

20. Serve como um símbolo do apocalipse. Serve como um símbolo de regeneração. Consider the symbolic nature of the building. A building that blatantly ignores the ecology, environment, and constraints of the earths resources spells doom to the planet. A building with high visibility and appropriate responses to ecological issues can serve as a role model and inspire regenerative design.

21. É um mau vizinho. É um bom vizinho. Consider the building and sites relation to its neighbors. A bad neighbor hogs the sun in winter, sends run-off off site, intensifies neighborsclimates, and causes glare, air pollution, and noise pollution.

e É pouco atractivo. É atractivo. Make an aesthetic judgment. When architecture draws its lessons from the wild, beauty will no longer have to be applied. Thats an empty exercise. Organic rightness appropriateness- will repair the broken connection between architecture and its roots.