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Entendendo Contratos Inteligentes e Blockchain

O documento discute contratos inteligentes, definindo-os como programas autoexecutáveis que operam em blockchain para automatizar o cumprimento de contratos sem a necessidade de intermediários. Também explica o contexto de blockchain e criptomoedas, destacando como essas tecnologias possibilitam os contratos inteligentes e como as criptomoedas podem ser usadas como tokens nesses contratos.
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Entendendo Contratos Inteligentes e Blockchain

O documento discute contratos inteligentes, definindo-os como programas autoexecutáveis que operam em blockchain para automatizar o cumprimento de contratos sem a necessidade de intermediários. Também explica o contexto de blockchain e criptomoedas, destacando como essas tecnologias possibilitam os contratos inteligentes e como as criptomoedas podem ser usadas como tokens nesses contratos.
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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

FACULDADE DE DIREITO

JULIA LARISSA MOREIRA FERNANDES – 32235216


JULIANA DOS SANTOS SAMPAIO – 32242719
SABRINA MARILAKI DE ARAÚJO – 32275676
LUIZ EDUARDO MALDONADO GRANISO - 32229224

CONTRATOS INTELIGENTES

BARUERI - SÃO PAULO


2023
1. O que é e como funcionam os contratos inteligentes

Neste artigo, exploraremos uma das inovações mais empolgantes e transformadoras do


mundo da tecnologia e finanças: os ‘’Smart Contracts’’. No entanto, a partir deste ponto,
adotaremos o termo em português, "contratos inteligentes", para facilitar a compreensão e
acessibilidade do tema.

Os Contratos Inteligentes são uma inovação tecnológica aplicada em contratos digitais


capazes de analisar as cláusulas e os dados das partes contratantes e executar transações de
forma automática, de acordo com os termos do contrato, sem a necessidade da intervenção de
um ser humano. São códigos armazenados nos sistemas de Blockclain para análise e execução.
Dependem de regras estabelecidas pelas partes, que têm estrutura “condição-resultado”, assim,
quando cumprida uma condição, o programa executa o resultado esperado no acordo.

De forma autônoma, o contrato inteligente pode suspender serviços se verificar o


descumprimento de pagamento no prazo acordado nas cláusulas, pode aplicar juros por atraso
e corrigir os novos valores das cobranças, e pode ser responsável por atualizar os valores de
acordo com os índices de reajuste escolhidos pelas partes.

Os contratos inteligentes funcionam a partir de uma linguagem de programação chamada


Solidity, que está ligada a tecnologia Blockchain em determinadas plataformas de criptomoedas,
e por essas plataformas a ferramenta se abastece de dados e regras, coleta as informações sobre
as obrigações, penalidades por descumprimento, condições, prazos previstos na lei contratual e
no acordo, e assim é capaz de processar essas informações e executar as transações.

2. O Contexto de Contratos Inteligentes: Blockchain e Criptomoedas

Para entender completamente o conceito de contratos inteligentes, é essencial explorar o


contexto em que eles surgiram, com ênfase na tecnologia blockchain e sua relação intrínseca
com as criptomoedas. Vamos explorar essa interconexão e compreender como esses elementos
convergem para revolucionar a forma como lidamos com acordos e transações financeiras.

2.1 O que é Blockchain?

Blockchain , ou cadeia de blocos em português, é uma tecnologia inovadora que atua como
um registro público e descentralizado de todas as transações realizadas em uma rede.
Essencialmente, é um livro-razão digital que é bloqueado por uma comunidade de participantes,
conhecida como nós da rede ou mineiros, que validam e registram todas as transações de forma
imutável.

Criam-se camadas de validação, de forma que o consenso dos integrantes no processo de


validação leva à “aprovação” ou não do novo bloco de informações adicionado1

A característica mais notável do blockchain é sua imutabilidade. Uma vez que uma
transação seja registrada em um bloco, ela não poderá ser alterada ou apagada. Cada novo bloco
na cadeia é vinculado ao anterior, criando um histórico contínuo de transações que é
transparente e à prova de adulteração. Esse recurso de segurança é fundamental para a confiança
e a integridade da tecnologia.

A tecnologia blockchain é revolucionária em diversos aspectos. Ela


constitui, basicamente, uma possibilidade de controle por parte de
qualquer usuário por meio da ampla e irrestrita disponibilização de
informações acerca de tudo o que ocorre envolvendo Bitcoins. Ou seja,
o sistema Bitcoin é como um universo fechado de códigos, dentro do
qual todos os usuários, todas as transações e todos os Bitcoins ficam
registrados no blockchain. Esse é o equivalente, no sistema, a um “ente
central” organizador das atividades da criptomoeda. A diferença é que
esse “ente central” não passa de um algoritmo, um programa
constantemente checado e revalidado por cada usuário que confere os
dados ali disponibilizados2

2.2 O que são Criptomoedas?

Criptomoedas são ativos digitais que funcionam como meio de troca e utilizam a
criptografia para garantir transações seguras e controlar a criação de novas unidades. O termo
criptomoeda surgiu com o a disponibilização do artigo-manifesto de autoria de Satoshi

1
MOUGAYAR, William. Blockchain para negócios: promessa, prática e aplicação da nova tecnologia
da internet. Rio de Janeiro. Alta Books. 2017
2
FOBE, Nicole Julie. O Bitcoin como moeda paralela – uma visão econômica e a multiplicidade de
desdobramentos jurídicos. Dissertação (mestrado) - Escola de Direito de São Paulo da Fundação
Getúlio Vargas. Orientadores: Maíra Rocha Machado, Viviane Muller Prado. Pg. 23
Nakamoto (pseudônimo), criador da primeira forma desta espécie monetária, o Bitcoin3, que
desencadeou a revolução das moedas digitais.

O termo Bitcoin, embora em um primeiro momento traga a noção imediata de “moeda”, de


unidade de valor a ser utilizada como forma de intermediação para aquisição de algum bem ou
serviço, encerra em verdade pelo menos 4 aspectos distintos: (i) iniciativa de criação de uma
alternativa monetária criptográfica; (ii) rede de utilização dessa alternativa; (iii) tecnologia
embutida nos esquemas criptográficos; (iv) a própria unidade de medida da “moeda” Bitcoin
(cujo símbolo é ฿)4

Conforme pesquisa desenvolvida por Nicole Julie Fobe, em dissertação de mestrado


apresentada perante a Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas-SP, os três termos acima
integram o conceito de moedas eletrônicas não-estatais. Moedas digitais são o gênero, do qual
criptomoedas e moeda virtual são espécies5

As criptomoedas operam em redes blockchain, o que significa que todas as transações


envolvendo essas moedas são registradas e verificadas na blockchain correspondente. Isso
garante a rastreabilidade e a segurança das transações, eliminando a necessidade de
intermediários, como bancos, para facilitar pagamentos.

As criptomoedas, por fim, se diferenciam do gênero moedas digitais e da espécie moedas


virtuais em função de sua absoluta independência de um órgão regulador central. Sua emissão
e circulação são feitas integralmente por meio da Rede Mundial de Computadores, não
contando com qualquer repositório físico.

A principal questão que permeia as criptomoedas é a sua total


independência de uma autoridade central, dispensando a existência de
um banco estatal ou qualquer outro ente organizador que promova a
sua emissão e o controle do seu valor. A emissão de uma criptomoeda
é feita quando da criação do seu código principal – o código que dá
origem ao sistema daquela criptomoeda específica.

3
“Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”. A íntegra do documento pode ser acessada em
[Link] (acesso em 15 de setembro de 2023).

4
FOBE, Nicole Julie. O Bitcoin como moeda paralela – uma visão econômica e a multiplicidade de
desdobramentos jurídicos. Dissertação (mestrado) - Escola de Direito de São Paulo da Fundação
Getulio Vargas. Orientadores: Maíra Rocha Machado, Viviane Muller Prado. Pg. 21.

5
Idem. Pg. 33
(...)

Criptomoedas são, assim, códigos criptográficos a serem


identificados em um sistema maior e mais amplo. Importante salientar
que, assim como veios de minério precioso, em todos os sistemas
criptomonetários o número de unidades monetárias é limitado. Isso
significa basicamente que há um número determinado de cada espécie
criptomonetária no mundo virtual, não sendo possível “emitir” mais
moeda após a inauguração do sistema6

2.3 Contratos Inteligentes e Blockchain

Os contratos inteligentes são programas de computador autoexecutáveis que operam em


blockchain. Eles foram concebidos para automatizar a execução de contratos, eliminando a
necessidade de intermediários e tornando as transações mais eficientes e seguras.

Os contratos inteligentes funcionam em uma lógica "se/então", onde as cláusulas do


contrato são codificadas e, quando as condições especificadas são atendidas, a execução ocorre
automaticamente. Esses contratos são registrados de forma imutável na blockchain, o que
significa que todas as partes envolvidas têm acesso ao histórico completo das transações.

2.4 Contratos Inteligentes e Criptomoedas

As criptomoedas desempenham um papel fundamental na viabilização dos contratos


inteligentes. Eles são frequentemente usados como tokens nesses contratos para representar
ativos ou valores específicos. Por exemplo, um contrato inteligente pode ser configurado para
automatizar o processo de compra e venda de um imóvel, e o pagamento pode ser feito usando
criptomoedas, como o Bitcoin ou o Ethereum.

A utilização de criptomoedas em contratos inteligentes traz uma série de benefícios,


incluindo a rapidez nas transações, a eliminação de intermediários financeiros e a capacidade
de realizar transações globais sem a necessidade de conversão de moeda.

6
Idem. Pg. 53 e 54
Portanto, a revolução dos contratos inteligentes não pode ser detalhada isoladamente. Ela
está intrinsecamente ligada à tecnologia blockchain e ao surgimento das criptomoedas. A
blockchain fornece uma base de segurança e transparência necessária para que os contratos
inteligentes funcionem de maneira confiável, enquanto as criptomoedas oferecem flexibilidade
e eficiência para que esses contratos revolucionem a forma como conduzimos negócios e
transações financeiras.

À medida que a adoção de blockchain e criptomoedas continua a crescer, é provável que os


contratos inteligentes desempenhem um papel cada vez mais significativo em uma ampla gama
de setores, desde serviços financeiros até logística e muito mais. A interconexão dessas
tecnologias está moldando o futuro das transações e contratos, tornando-os mais seguros,
rápidos e eficientes.

3. Tipo contratual aplicável à alienação de bitcoins

Tal operação econômica pode ser enquadrada no tipo contratual de venda e compra, que,
por sua vez, integra a categoria de negócio jurídico.

Negócio jurídico é todo fato jurídico consistente em declaração de vontade, a que o


ordenamento jurídico atribui os efeitos designados como queridos, respeitados os pressupostos
de existência, validade e eficácia impostos pela norma jurídica que sobre ele incide7

Neste contexto, dos elementos de existência do negócio jurídico consubstanciado em


contrato de venda e compra, é que se encaixa o Bitcoin, enquanto objeto do negócio-contrato.
Estes elementos, para serem classificados, devem ser atrelados às concepções dos graus
de abstração do negócio jurídico. Em si mesma, esta expressão exprime uma abstração; em
concreto, existem negócios particulares.
Os negócios particulares, individualizados, perpassam categorias gradualmente mais
abstratas. A compra e venda particular se enquadra na categoria dos contratos de venda e
compra, que se enquadra na categoria do contrato em geral, para então atingir a esfera do
conceito de negócio jurídico.
Assim, a classificação que fazemos dos elementos do negócio
jurídico é: a) elementos gerais, isto é, comuns a todos os negócios; b)

7
AZEVEDO, Antonio Junqueira de. Negócio Jurídico: existência, validade e eficácia. 4ª edição
atualizada de acordo com o novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10-1-2002). São Paulo. Saraiva,
2002. P. 16
elementos categoriais, isto é, próprios de cada tipo de negócio; c)
elementos particulares, isto é, aqueles que existem em um negócio
determinado, sem serem comuns a todos os negócios ou a certos tipos
de negócios.8

4. Vantagens e Desvantagens

A segurança trazida pelos contratos inteligentes é algo que chama a atenção de muitos
usuários, há uma automatização das etapas e ninguém pode alterar de forma unilateral. Os
códigos criados estão registrados na blockchain e quanto maior a rede de servidores, mais difícil
será uma invasão na rede de dados, pois afetaria todo o sistema, em cadeia.

Outra vantagem desse método é a obtenção de eficiência e agilidade nas transações, por
não precisar de um terceiro responsável por iniciar, dar andamento ou finalizar alguma etapa
da relação contratual, portanto não há necessidade de aguardar que alguém realize uma ação.
Deste modo, o contrato inteligente se torna mais seguro e prático, pois para andamento e
formalização bastam estar cumpridas as condições estabelecidas inicialmente.

Importante salientar que há riscos nesse modelo de contrato, caso o código utilizado não
esteja bem desenvolvido em sua completude e sofrer um ataque hacker, é possível que a partir
das falhas de programação encontrem lacunas para violar o contrato inteligente. Nos últimos
anos foram registrados casos de violação dessa plataforma, mas isso não fez com que ela
deixasse de ser utilizada, apenas enfatizou a necessidade de entendimento e esforço para que a
codificação esteja corretamente formalizada na base de dados. Percebe-se que os contratos
inteligentes não são invioláveis, estão sujeitos a bugs e falhas da mesma maneira que ocorre em
softwares.

Ainda não há uma regulamentação para este tipo de contrato, ficando difícil recorrer à
justiça caso algo esteja “errado”. Além disso, é importante estar atento aos contratos
fraudulentos, pois há sempre criminosos em busca de oportunidades para agir de má-fé, na
subtração de dados importantes e deixando em prejuízos os demais usuários.

8
AZEVEDO, Antonio Junqueira de. Negócio Jurídico: existência, validade e eficácia. 4ª edição
atualizada de acordo com o novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10-1-2002). São Paulo. Saraiva,
2002. P. 32
De todo modo é necessário que antes de iniciar qualquer negociação o contratante
verifique a autenticidade da outra parte, a fim de estabelecer uma conexão segura e eficaz.
Desconfiar de algo milagroso ou muito desproporcional em relação aos demais.

5. Como surgiram os Contratos Inteligentes?

A ideia de Contratos Inteligentes, que na tradução literal temos como “contrato


inteligente”, aparece a primeira vez em 1994, como um conceito novo proposto por Nick Szabo,
um profissional da área de Ciência da computação. Nick conceituou o termo Contratos
Inteligentes como um protocolo de computador que executa automaticamente e faz cumprir
contratos com os termos diretamente apresentados na Lei. Essa visão de Szabo trouxe a ideia
de que utilizando esse tipo de contrato poder-se-ia automatizar diversas transações e processos
legais, eliminando a necessidade de intermediários, como por exemplo os advogados.

Contudo o termo Contratos Inteligentes como se conhece hoje em dia, toma forma logo
após o surgimento do Bitcoin, uma criptomoeda criada por uma pessoa com o pseudônimo de
Satoshi Nakamoto. O Bitcoin foi a criptomoeda pioneira na utilização da tecnologia Blockchain,
que é seria uma espécie de livro de registros, público e imutável, a qual proporciona uma
facilidade no processo de gravação de transações e rastreamento de ativos em uma rede de
negócios.

A partir daí, com a nova tecnologia de blockchain, foi fornecida a base técnica que
estava faltando para a implementação dos contratos inteligentes de forma segura em confiável.
Ela proporciona a função de registrar e executar os contratos de forma automática em uma rede
descentralizada, garantindo transparência e imutabilidade das transações.

Com a chegada da plataforma de blockchain “Ethereum” em 2015, surge um grande


avanço na popularização dos contratos inteligentes. Ethereum introduziu uma linguagem de
programação Turing-completa chamada Solidity, que permitiu a criação de contratos
complexos e personalizados na blockchain.

Com os Contratos Inteligentes do Ethereum, tornou-se possível criar uma variedade de


aplicações descentralizadas (DApps) e contratos que vão além das simples transações
financeiras. Eles podem ser usados em setores como finanças, imobiliário, saúde, logística e
muito mais.

Em resumo, os Contratos Inteligente surgiram da combinação da visão de Nick Szabo


sobre contratos programáveis com o desenvolvimento da tecnologia blockchain, principalmente
através do Ethereum. Eles têm o potencial de transformar a maneira como fazemos negócios e
executamos acordos, tornando os processos mais eficientes, transparentes e seguros, ao eliminar
intermediários e automatizar a execução de contratos.

Biliografia

AZEVEDO, Antonio Junqueira de. Negócio Jurídico: existência, validade e eficácia. 4ª edição
atualizada de acordo com o novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10-1-2002). São Paulo.
Saraiva, 2002.

“Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”. A íntegra do documento pode ser acessada
em [Link] (acesso em 27 de julho de 2017).

FOBE, Nicole Julie. O Bitcoin como moeda paralela – uma visão econômica e a multiplicidade
de desdobramentos jurídicos. Dissertação (mestrado) - Escola de Direito de São Paulo da
Fundação Getulio Vargas. Orientadores: Maíra Rocha Machado, Viviane Muller Prado.

PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil, 20ª edição, revista e atualizada
por Maria Celina Bodin de Moraes. Rio de Janeiro. Editora Forense. 2004, vol. I.

Pereira, Caio Mário da Silva Instituições de direito civil – Vol. III / Atual. Caitlin Mulholland.
– 21. ed. – Rio de Janeiro: Forense, 2017

InfoMoney. Ethereum: como surgiu a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo? 2022.
Disponível em: [Link] . Acesso em: 15 de
setembro de 2023.

InfoMoney. Guia sobre Bitcoin: conheça a origem da primeira criptomoeda do mundo. 2022.
Disponível em: [Link] . Acesso em: 15 de
setembro de 2023.

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