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NEWTON C. BRAGA

VOLUME I

NEWTON C. BRAGA VOLUME I Rua Jacinto José de Araújo, 315/317 - Tatuapé CEP.: 03087-020 -

Rua Jacinto José de Araújo, 315/317 - Tatuapé CEP.: 03087-020 - São Paulo - Brasil (0 XX 11) 296-5333 www.sabereletronica.com.br rsel@edsaber.com.br

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APRESENTAÇÃO De todos os aparelhos destinados à realização de medidas elétricas, o Multímetro, VOM,

APRESENTAÇÃO

De todos os aparelhos destinados à realização de medidas elétricas, o Multímetro, VOM, Volt-Ohm-Miliamperímetro ou Multiéster é o que apresenta a maior quantidade de aplicações

práticas. É claro que muitos (dos leitores) , ao ouvirem falar em multímetro pela primeira vez, logo pensam naquele aparelhinho que o técnico de rádio ou TV carrega por toda parte, se bem que ele não tenha seu uso restrito ao mundo da Eletrônica. Na verdade, nem todos os técnicos sabem explorar todas as possibilidades desse ins- trumento, e muito menos os não-técnicos sabem como ele poderia ser útil em outros setores de atividade. Se escrever um livro que ensine o técnico, o estudante e o hobista como escolher, usar e montar um multímetro é importante, muito mais o é fazê-lo em relação às pessoas que não tenham ligação com a Eletrônica. Podemos então, fazer uma separação entre os possíveis usuários dos multímetros, mas que em última análise podem fundir-se num grupo só, o dos leitores deste livro:

a) os técnicos, estudantes e hobistas ligados à Eletrônica, que terão informações impor-

tantes de como comprar o multímetro certo para seu tipo de atividade; como usá-lo com todos os

seus recursos na detecção de falhas, provas de componentes e ajustes e, finalmente, como montar um multímetro simples de baixo custo e outros equipamentos, que ajudem a melhorar ainda mais o desempenho desse instrumento.

b) O eletricista ou mecânico de automóvel que encontra no veículo hoje, mais do que

nunca, muitas partes elétricas e eletrônicas, cuja detecção de falhas pode ser feita com muito

mais facilidade com o auxílio de um multímetro.

c) O instalador doméstico ou hobista, aquele que gosta, no fim de semana, de mexer na

instalação elétrica do lar, consertar eletrodomésticos ou mesmo investigar a parte de elétrica do

seu carro. Com a ajuda do multímetro tudo ficará mais é fácil e, principalmente, mais seguro.

d) O profissionais de áreas mais distantes da Eletrônica, mas que dela dependem em

muitos aspectos, como os médicos, que podem se ver diante de problemas de funcionamento de seus equipamentos; os porteiros e zeladores de prédios, que podem ter que enfrentar problemas repentinos com a parte elétrica dos imóveis em que trabalham, etc.

Enfim, a utilidade do multímetro pode ser comparada àquela de uma chave de fendas, sem exagero. Quantas vezes, problemas difíceis só podem ser resolvidos com a ajuda desta simples ferramenta? Quantas vezes uma pane de natureza elétrica só será descoberta com a ajuda de um multímetro? Se você ainda não acredita em tudo que um simples instrumento como o multímetro pode fazer, então leve em conta que pudemos escrever um livro sobre o assunto e não abordamos completamente ele, o que sem dúvida, é capaz de fazer. Damos, a seguir, uma pequena amostra de algumas “coisinhas” do que ele é capaz e o restante ficará por sua própria conta Mas, lembre-se: o multímetro é o mais completo de todos os instrumentos eletrônicos. Se com ele não podemos afirmar que resolvemos 100% dos problemas elétricos, com certeza, sem ele, menos de 10% dos problemas podem ser encontrados.

Newton C. Braga

elétricos, com certeza, sem ele, menos de 10% dos problemas podem ser encontrados. Newton C. Braga

MULTÍMETROS

3

APLICAÇÕES POSSÍVEIS PARA O MULTÍMETRO 05 PROVA DE BOBINAS DE GRANDE INDUTÂNCIA 53 O QUE

APLICAÇÕES POSSÍVEIS PARA O MULTÍMETRO

05

PROVA DE BOBINAS DE GRANDE INDUTÂNCIA

53

O

QUE É UM MULTÍMETRO

07

PROVA DE CAPACITORES DE 1 pF A 10 nF

54

COMO FUNCIONA O MULTÍMETRO

07

PROVA DE PILHAS

55

O

MULTÍMETRO ANALÓGICO POR DENTRO

13

PROVA DE FILAMENTOS DE VÁLVULAS

55

O

MULTÍMETRO DIGITAL

13

PROVA DE REED-SWITCHES

57

COMO ESCOLHER UM MULTÍMETRO

15

PROVA DE LEDs

58

ESCOLHENDO O MULTÍMETRO

16

PROVA DE MOTORES DE CORRENTE

MULTÍMETRO TIPO A - ANALÓGICO

16

CONTÍNUA E DE MOTORES DE PASSO

59

MULTÍMETRO TIPO B - ANALÓGICO OU DIGITAL

17

PROVA DE RELÉS

59

MULTÍMETRO TIPO C - ANALÓGICO OU DIGITAL

17

VERIFICAÇÃO DA SENSIBILIDADE DE UM RELÉ

61

MULTÍMETRO TIPO D - ANALÓGICO OU DIGITAL

17

PROVA DE INSTRUMENTOS DE BOBINA MÓVEL

62

MULTÍMETRO TIPO E - ANALÓGICO OU DIGITAL

17

PROVA DE DIODOS

64

ANALÓGICO OU DIGITAL

17

PROVA DE ZENERS

65

COMO USAR O MULTÍMETRO

18

PROVA DE TRANSISTORES UNIJUNÇÃO

66

AS UNIDADES ELÉTRICAS

19

PROVA DE TRANSFORMADORES DE FI E RF

67

LEITURA DE ESCALAS NOS ANALÓGICOS

20

PROVA DE TRIACs

69

MEDIDAS DE RESISTÊNCIAS

21

MEDIDAS DE SENSIBILIDADE

RESISTÊNCIA DIRETA E RESISTÊNCIA INVERSA

23

E MANUTENÇÃO EM SCRs

69

MEDIDAS DE TENSÕES

24

IDENTIFICAÇÃO DE TERMINAIS DE SCRs

71

MEDIDAS DE CORRENTES

28

PROVA DE SCRs

72

AS UTILIDADES DO MULTÍMETRO

29

IDENTIFICAÇÃO DE TERMINAIS DE

O

MULTÍMETRO NO TESTE DE COMPONENTES 30

TRANSISTORES UNIJUNÇÃO

74

PROVA DE FUSÍVEIS

30

PROVA DE NTCs

75

PROVA DE INTERRUPTORES

31

PROVA DE FLY-BACKs

75

PROVA DE LÂMPADAS INCANDESCENTES

32

IDENTIFICAÇÃO DOS ENROLAMENTOS

76

PROVA DE CONDUTORES SIMPLES (FIOS)

35

PROVA DE CABEÇAS GRAVADORAS E LEITORAS

76

PROVA DE CONDUTORES MÚLTIPLOS (CABOS)

36

IDENTIFICAÇÃO DE TERMINAIS DE FETs

77

PROVA DE CONDUTORES - FUGAS À TERRA

38

PROVA DE FETs (DE JUNÇÃO)

78

PROVA DE ALTO-FALANTES

38

PROVA DE TRANSISTORES BIPOLARES

79

PROVA DE LDRs

39

PROVA DE TRANSISTORES BIPOLARES

PROVA DE RESISTORES

40

NO CIRCUITO

81

PROVA DE TRIMPOTS E POTENCIÔMETROS

42

COMPARAÇÃO DE GANHO

PROVA DE BOBINAS

44

DE TRANSISTORES

81

PROVA DE FONES DE OUVIDO

45

IDENTIFICAÇÃO DE TERMINAIS

PROVA DE TRIMMERS

46

DE TRANSISTORES

83

PROVA DE TRANSFORMADORES

47

PROVA DE PONTES RETIFICADORAS

84

PROVA DE CURTO COM A CARCAÇA

48

PROVA DE FOTOTRANSISTORES

85

IDENTIFICAÇÃO DE ENROLAMENTOS

PROVA DE FOTOCÉLULAS

86

DE UM TRANSFORMADOR

48

PROVA PARA TRANSISTORES

PROVA DE CAPACITORES VARIÁVEIS

49

COMO FOTOCÉLULAS

87

IDENTIFICAÇÃO DE TOMADAS DE TRANSFORMADORES

50

PROVA DE FONOCAPTORES E MICROFONES MAGNÉTICOS

87

PROVA DE CAPACITORES ELETROLÍTICOS

51

COMPONENTES QUE NÃO PODEM

PROVA DE CAPACITORES DE 10 nF A 1µF

52

SER PROVADOS COM O MULTÍMETRO

87

(Levando-se em consideração os tipos mais comuns de baixo custo - analógicos ou digitais -

(Levando-se em consideração os tipos mais comuns de baixo custo - analógicos ou digitais - com apenas 3 grandezas medidas - tensões, correntes e resistências)

NO CARRO

Provas de fusíveis, baterias, lâmpadas, relés, alternadores, diodos, reguladores de tensão, instrumen- tos de painel, antenas, bobina de ignição, cabos de sis- temas eletrônicos, sistemas de som, rádio, toca-fitas, alar- mes, sistemas de abertura de vidros, ajustes diversos.

NA OFICINA DE ELETRÔNICA

Provas de: condutores, cabos, fusíveis, resistores, chaves, capacitores, lâmpadas, trimpots e potenciômetros, indutores, transformadores, pilhas, ba- terias, diodos, LEDs, zeners, transisto- res, FETs, UJTs, IGBts, SCRs, TRIACs, DIACs, cir- cuitos integrados, alto-falantes, fones, microfones, LDRs, fototransistores, instru- mentos, válvulas, relés, solenóides, trimmers, padders, etc. Provas de circuitos, ajustes em apa- relhos diversos como transmissores e amplifica- dores.

apa- relhos diversos como transmissores e amplifica- dores. NO COMPUTADOR E EM ELETRÔNICA DIGITAL Teste de

NO COMPUTADOR E EM ELETRÔNICA DIGITAL

Teste de cabos, conectores, medidas de tensão, verifi- cação de sinais, componentes dos circuitos, placas, monitores de vídeo, fontes, supressores, no-breakes, etc.

NO LAR E NA OFICINA DE ELETRODOMÉSTICOS

Provas de motores, fusíveis, instalações elétricas, cam- painhas, porteiros eletrônicos, transformadores, furadeiras e outras ferramentas, ferros de passar, aquecedores de ambiente, condicionadores de ar, cabos de antena de TV , parabólicas, lâmpadas, busca de curtos e fugas, pilhas, brinquedos, verificação de instalações, pára-raios, interfones, telefones, etc.

NO LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA

interfones, telefones, etc. NO LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA NA INDÚSTRIA Na manutenção de equipa- mentos industriais,
interfones, telefones, etc. NO LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA NA INDÚSTRIA Na manutenção de equipa- mentos industriais,

NA INDÚSTRIA

Na manutenção de equipa- mentos industriais, o multíme- tro é um instrumento indispen- sável ajudando o técnico a encontrar rapidamente qual- quer problema em máquinas, instalações e em muitos outros casos.

Provas de equipamentos profissionais, mé- dicos e industriais, aparelhos de comunicações, circuitos eletrônicos diversos, medidas de tensões muito altas, aparelhos de pesquisa científica, de- terminação de ressonância, oscilação, etc.

Os técnicos o chamam também de multiteste, VOM (Volt-Ohm-Miliam- perímetro), Ohmiter ou simplesmente “tester”

Os técnicos o chamam também de multiteste, VOM (Volt-Ohm-Miliam- perímetro), Ohmiter ou simplesmente “tester” (testador) pela sua capacida- de de testar componentes e circuitos, mas o multímetro é muito mais do que isso.

Em eletricidade existem três grandezas básicas que o multíme- tro mede com preci- são, e baseados nelas podemos empregar este instrumento numa infinidade de aplica- ções.

tante barato é o digital, mostrado na figura 2. Neste multímetro, os valores das grandezas que são medidas são mos- trados por meio de dígitos de 0 a 9. O número de dígitos pode variar de 3 1/2 a 8 ou 9, e a

seleção das escalas é feita por uma chave no painel ou botões num teclado. Existe uma exten- sa faixa de tipos e mo- delos (que serão abor- dados mais adiante) que permitem uma es- colha segundo a dis-

ponibilidade financeira de cada um e também o tipo de trabalho a ser realizado. O importan- te para o

cações desses instrumentos em sua versões básicas, tanto analógica como digital.

COMO FUNCIONA O MULTÍMETRO

A base de funcionamento do mul- tímetro analógico é o instrumento in- dicador de bobina móvel, cujo aspec- to interno é mostrado na figura 3.

De acordo com a figura, uma bobi- na de fio esmaltado muito fino, na for- ma de retângulo, é apoiada em dois eixos e fixada entre os pólos de um forte imã permanente em forma de ferradura. Os movimentos da bobina são li- mitados por um par de molas espirais, que também servem para fazer o con- tato elétrico da bobi-

na com o circuito ex- terno. Quando uma cor- rente circula pela bo- bina, aparece um campo magnético que interage com um campo do imã, de modo a haver uma força que tende a gi- rar o conjunto. O movimento da bobina é então limita- do pela ação da mola. O giro desta bobi- na será proporcional ao campo magnético criado que, por sua vez, é proporcional à corrente que passa

que, por sua vez, é proporcional à corrente que passa As três grandezas básicas que o

As três grandezas básicas que o multíme- tro mede são:

· Tensão elétrica, que é medida em volts,

· Corrente elétrica que é medida em ampères;

· Resistência elétrica, que é medida em ohms.

prati-

cante de eletrônica, ele- tricista, mecânico ou ainda técnico de compu- tadores é saber que

qualquer que seja o mul- tímetro, as grandezas que ele pode medir, de algum modo serão im- portantes na consta- tação do estado de cir- cuitos e dispositivos de sua área de atuação. Como a finalidade deste livro é ensinar a usar o multímetro de bobina móvel e também o digital, começamos pelo princípio de funci- onamento e pelas apli-

começamos pelo princípio de funci- onamento e pelas apli- O tipo mais comum de multímetro é

O tipo mais comum de multímetro

é o analógico fazendo uso de um indi-

cador de bobina móvel. Seu aspecto

é mostrado na figura 1. Conforme podemos ver, sobressai o instrumento indicador onde existem diversas escalas para as grandezas que são medidas.

A seleção das grandezas que po-

dem ser medidas ou das escalas, é feita por uma chave seletora ou ainda pela troca das posições dos pinos das pontas de prova. Um tipo mais avançado, mas tam- bém igualmente comum e hoje bas-

pela bobina. Fixando um ponteiro nes- te conjunto, podemos fazê-lo correr sobre uma escala que poderá ser gra- duada diretamente em termos da cor- rente que circula pela bobina. Este conjunto básico é portanto um sensí- vel medidor de correntes.

A unidade de corrente elétrica é o

ampère (abreviado por A), mas as cor- rentes da ordem de ampères são for-

tes demais para poderem ser medi- das diretamente por este delicado ins- trumento. Assim, as escalas dos instrumen- tos são normalmente especificadas em termos de milésimos de ampere ou milionésimos de ampère. Os milésimos de ampère são de- nominados miliampères e abreviados por mA, enquanto que os milionési- mos de ampère são chamados de microampères e abreviados por µA. Os instrumentos que encontramos nos multímetros analógicos são miliamperímetros ou microamperí- metros, pois são sensíveis o bastante para darem uma indicação de corren- te desta ordem.

A especificação de um instrumen-

to é dada pela corrente que causa a movimentação da agulha até o final da escala. Dizemos que esta é a cor- rente de fundo de escala do instru- mento.

Corrente de fundo de escala: cor- rente que causa a movimentação da agulha até o final da escala ou cor- rente máxima que o instrumento pode medir.

Para os multímetros analógicos comuns são típicos os seguintes va- lores de instrumentos usados:

são típicos os seguintes va- lores de instrumentos usados: A especificação de fundo de esca- la

A especificação de fundo de esca-

la de um instrumento será importante

no momento em que você resolver montar algum equipamento que o use. Um princípio importante da Física nos mostra que não podemos medir nenhuma quantidade sem afetá-la por

isso. Para medir a temperatura de um corpo, um termômetro, na realidade “extrai” um pouco de calor deste cor-

po modificando sua temperatura, con- forme sugere a figura 4. Quando usamos um instrumento de bobina móvel para medir a corren- te num circuito, esta corrente tem sua intensidade afetada, porque o instru- mento representa uma resistência que

a reduz. Você deve ter percebido que

um instrumento será tanto melhor quanto menor for a resistência de sua bobina, pois assim sua influência na corrente que está sendo medida tam-

bém será menor. Na figura 5 mostra-

Na figura 6 mostramos de que

modo podemos usar este instrumen-

to para medir a corrente que circula

por uma lâmpada ligada a uma pilha. Observe que tanto faz ligar o ins- trumento antes ou depois da lâmpa- da, pois um circuito elétrico, como o nome diz, é um percurso fechado e em todos os seus pontos a intensida- de que vamos medir é a mesma. Como mostra a figura 7, em todos os pontos, não importa se mais longe ou mais perto da lâmpada ou pilha, a corrente será sempre a mesma.

Circuito fechado - A corrente tem

a mesma intensidade em todos os seus pontos.

A corrente tem a mesma intensidade em todos os seus pontos. 0 - 50 µA mos
A corrente tem a mesma intensidade em todos os seus pontos. 0 - 50 µA mos

0

- 50 µA

mos o símbolo usado para represen-

0

- 100 µA

tar um instrumento de bobina móvel.

0

- 200 µA

É

comum representar sua resistên-

0

- 1 mA

Veja então que, quanto menor for o valor do fundo de escala do instru- mento usado no seu multímetro mais sensível ele é, pois menor é a corren- te que ele pode medir. Na realidade, a sensibilidade não será especificada propriamente em função do fundo de escala do instru- mento, mas sim em função de outra grandeza que decorre desta, confor- me veremos mais adiante.

cia interna (resistência da bobina) ao lado do símbolo. Junto ao símbolo encontramos a indicação dos limites da escala ou seja, o valor mínimo (nor- malmente zero) e o valor máximo (fun- do de escala). Pelo que o leitor deve ter percebi- do, o uso de um instrumento nesta forma é muito simples: para medir uma corrente, tudo que temos de fazer é forçá-la a circular por este instrumen- to, ou seja, devemos ligá-lo em série com o circuito.

Mas, e se a corrente que quiser- mos medir tiver uma intensidade mai- or do

Mas, e se a corrente que quiser- mos medir tiver uma intensidade mai- or do que a do fundo de escala do ins- trumento? Suponhamos que quere- mos medir a corrente de uma lâmpa- da em torno de 50 mA usando um ins- trumento de 1 mA. Como proceder? Neste ponto começa a amadure- cer a idéia de um multi-instrumento, ou seja, um instrumento capaz de medir mais correntes do que a alcançada pelo uso do instrumento sozinho. Para medir intensidades de corren- tes maiores do que a alcançada pelo simples instrumento, o que fazemos é desviar o excesso de corrente (de modo conhecido) por um elemento externo denominado “shunt”.

Conforme mostra a figura 8, o shunt consiste numa resistência de valor conhecido que desvia uma pro- porção conhecida da corrente do cir- cuito para que o fundo de escala do instrumento seja ampliado. Se ligarmos um shunt que desvie 90% de uma corrente de modo que só 10% da corrente passe pelo instru- mento, para cada 10 mA de corrente total, 1 mA passa pelo instrumento e 9 mA pelo shunt. Assim, quando o ins- trumento indicar 1 a corrente será 10, quando indicar 2 a corrente será 20, e assim por diante. Podemos ampliar em 10 vezes a escala de um instrumento com o uso de tal recurso. Com um shunt que des- vie 99% da corrente podemos ampli-

Com um shunt que des- vie 99% da corrente podemos ampli- ar em 100 vezes a

Com um shunt que des- vie 99% da corrente podemos ampli- ar em 100 vezes a

Com um shunt que des- vie 99% da corrente podemos ampli- ar em 100 vezes a

ar em 100 vezes a escala, ou seja, podemos usar um instrumento que alcance apenas 1 mA para medir cor- rentes de até 100 mA. A figura 9 ilustra como podemos medir os 100 mA da lâmpada usando um miliamperímetro de apenas 1 mA de fundo de escala, com a ajuda de um shunt. O cálculo do valor do shunt não é difícil. Ele será abordado mais adiante.

Shunt - Resistência de pequeno valor que é ligada em paralelo com um instrumento para ampliar sua escala de corrente - o mesmo que resistên- cia de derivação.

Se quisermos ter um instrumento capaz de medir correntes em diversas faixas, podemos utilizar diversos shunts de valores apropriados, que serão colocados em ação no momen- to oportuno. Na figura 10 temos duas maneiras de fazer isso com facilidade, obtendo com isso um “multi-amperímetro”. No primeiro caso (a) os shunts são comutados por meio de uma chave. A cada posição da chave multiplicamos por 10 o alcance do instrumento. Se tivermos um microamperímetro de 0-100 µA, por exemplo, podemos ter as novas escalas de:

0

0

0

- 1 mA - 10 mA - 100 mA

No segundo caso (b) , a escolha de escala é feita pela posição em que são ligados os elementos de prova. Veja que esta configuração é mais complexa devido ao fato de que os percursos que a corrente faz nos di- versos casos incluem todos os ele- mentos do circuito. Pois bem, já sabemos como medir correntes em várias escalas, mas o verdadeiro multímetro faz muito mais, pois mede outras grandezas, como a

tensão elétrica e também a resistên- cia. Para medir a tensão podemos par- tir diretamente
tensão elétrica e também a resistên- cia. Para medir a tensão podemos par- tir diretamente

tensão elétrica e também a resistên- cia. Para medir a tensão podemos par-

tir diretamente do nosso instrumento

básico, sem qualquer componente adicional. De fato, se considerarmos a cor- rente de fundo de escala (I) e a resis- tência da bobina (R) vemos que exis- te um valor de tensão que, aplicado ao conjunto, causa a deflexão total da agulha. Este valor é dado pela Lei de Ohm.

V = R x I

modo que ele fique submetido à ten- são que deve ser medida. Neste ponto, podemos também

pensar em ampliações de escala, pois podemos desejar medir tensões mai- ores que 0,1 V. Conforme percebemos,

a solução do problema também con-

siste em mudar a resistência do cir- cuito de modo que a corrente de fun- do de escala seja obtida com uma ten- são maior. Supondo que desejamos medir a tensão de 1 V no fundo de escala com

o mesmo instrumento, vemos que a

resistência apresentada deve ser:

Se tivermos um instrumento de 0 - 1 mA, por exemplo, de resistência in- terna 100 ohms, vemos que a tensão que movimenta a agulha até o final da escala será:

por exemplo, de resistência in- terna 100 ohms, vemos que a tensão que movimenta a agulha

= 1/0,001

R

= 1000 ohms

R

Como a bobina do instrumento já tem 100 ohms, tudo o que fazemos é ligar em série um resistor de 900 ohms, veja a figura 12. Fazemos então com que 90% da

tensão fique sobre o resistor e 10% sobre o instrumento, multiplicando assim por 10 seu fundo de escala.

O resistor que é ligado em série

com o instrumento para multiplicar seu

alcance é denominado “multiplicador”.

O instrumento que obtemos desta

forma para a medida de tensão será denominado “voltímetro”, pois as ten- sões são medidas numa unidade de- nominada “volt” (V).

Resistência multiplicadora - Re- sistência ligada em série com o ins- trumento indicador num voltímetro.

Se o resistor representar 99% do valor da resistência total e o instru- mento 1%, a escala será multiplicada por 100. Se o instrumento for o que toma- mos como exemplo, poderemos usá- lo para medir tensões de até 10 V. Do mesmo modo que fizemos no caso do amperímetro, também pode- remos ter um multi-voltímetro, se pu- dermos ligar a qualquer momento em série com o instrumento, resistências multiplicadoras de valores apropria- dos. Na figura 13, temos as duas ma- neiras normais de fazer isso. No primeiro caso usamos uma chave seletora e no segundo caso a

primeiro caso usamos uma chave seletora e no segundo caso a V = 0,001 x 100

V

= 0,001 x 100

V

= 0,1 volt

Este instrumento pode ser usado

também como um voltímetro de 0 - 0,1

V (100 mV) com a única diferença de

que, para a medida da tensão, ele deve ser ligado em paralelo com o cir- cuito, como mostra a figura 11, e não em série, como no caso da medida de correntes. Para medir tensões, ligamos entre os pólos do circuito o instrumento de

Para medir tensões, ligamos entre os pólos do circuito o instrumento de 10 CURSO DE INTRUMENTAÇÃO

escolha da resistência é feita pela li- gação em terminais apropriados da ponta de prova.

escolha da resistência é feita pela li- gação em terminais apropriados da ponta de prova. Pronto! Já temos um amperímetro

e um voltímetro múltiplos, mas ainda temos uma outra unidade elétrica im- portante a ser medida: a resistência. Para medir uma resistência elétri- ca partimos de sua própria definição:

a oposição à passagem da corrente. Se quisermos medir uma resistên- cia elétrica basta então aplicar uma tensão nesta resistência de modo que uma corrente seja forçada a circular.

Pela intensidade desta corrente pode- mos ter uma idéia da sua resistência:

se a corrente for intensa é porque a resistência é pequena, e se a corren-

te for reduzida é porque a resistência

é elevada. Para medir a resistência precisa- mos então, além do instrumento que mede a corrente, que já temos, uma fonte de energia (uma pilha ou bate-

ria) para estabelecer a tensão no cir- cuito ou componente que deve ser medido.

O circuito básico de um ohmímetro

é então mostrado na figura 14, lem-

brando que o nome em questão vem de ohm ( ), que é a unidade de re-

sistência.

O elemento adicional, um trimpot

de ajuste, tem uma finalidade impor- tante que ficará clara nas próximas li- nhas. Vejamos então como funciona este circuito de medida:

Quando uma ponta de prova é en- costada na outra - o que corresponde

a uma resistência nula (0 ohm) - ajus-

tamos o trimpot para que a corrente circulante (indicada pelo instrumento) seja máxima, ou seja, a corrente de fundo de escala.

seja máxima, ou seja, a corrente de fundo de escala. A separação das pontas de prova

A separação das pontas de prova resulta numa resistência infinita, não havendo portanto a circulação de cor- rente. A corrente é zero. Temos então para a resistência uma escala completa que vai de 0 a infinito ( ), mas disposta “ao contrá- rio”, com o zero à direita e o infinito à esquerda, de acordo com a figura 15. Para os valores intermediários po- demos raciocinar da seguinte forma:

supondo que o instrumento tomado como exemplo seja de 0-1 mA. Nes- tas condições, se a tensão de alimen- tação for de 1,5 V (uma pilha), para a corrente total (fundo de escala), pre- cisamos que o circuito, tenha uma re- sistência total de 1 500 ohms. Se for-

mos medir com este instrumento uma

de 1 500 ohms. Se for- mos medir com este instrumento uma resistência do mesmo valor,

resistência do mesmo valor, ou seja, 1 500 ohms, ela será colocada em série com o circuito conforme mostra

a figura 16.

A resistência total passará a ser a

soma, ou seja, 3 000 ohms, de modo que a corrente indicada pelo instru- mento será metade de 1 mA, ou 0,5 mA (500 µA). O instrumento terá sua agulha deslocada até o centro da es-

cala. Neste instrumento, a escala po- derá ser feita conforme mostra a figu- ra 17 com uma resistência de 1.500 ohms no centro. Para uma resistência de 15 000 ohms, por exemplo, o que corresponde

a uma resistência externa de 13 500

ohms (1 500 ohms são do instrumen-

to) teremos uma corrente de 1/10 do fundo de escala.

O ponto que causa 1/10 da defle-

xão corresponde, portanto, a 15 000 ohms. Note que podemos ter com facili- dade leituras na faixa central da esca-

la que correspondem a mais ou me- nos 500 ohms a 5 000 ohms. E, se quisermos ter outras faixas de resistências, como proceder? Neste caso também devemos pro- ceder segundo o raciocínio emprega- do no caso de correntes e tensões. Para mudar o fundo de escala, o que podemos fazer é alterar a corren- te do instrumento ligando um shunt, conforme ilustra a figura 18. Se for colocado no circuito um shunt que multiplique o alcance do instrumento por 10 de modo que, no exemplo, ele passe de 0-1 mA para 0- 10 mA, já teremos outras condições para a medida de resistências. Veja que, para uma tensão de ali- mentação de 1,5 V (que se mantém),

a resistência total do instrumento pas- sará a ser:

de ali- mentação de 1,5 V (que se mantém), a resistência total do instrumento pas- sará

R = 1,5/0,01 R = 150 ohms Unindo as pontas de prova, a cor- rente

R = 1,5/0,01 R = 150 ohms Unindo as pontas de prova, a cor- rente

R

= 1,5/0,01

R

= 150 ohms

Unindo as pontas de prova, a cor- rente de fundo de escala será obtida com uma resistência total de 150 ohms.

O centro da escala será obtido

igualmente quando tivermos o dobro desta resistência, o que significa ago- ra uma resistência total de 300 ohms, ou mais 150 ohms entre as pontas de

prova. Na nova escala, o novo centro será de 150 ohms e o ponto de 1/10 da deflexão também ficará dividido por 10, correspondendo portanto a 1350 ohms. Com mais uma multiplicação de corrente podemos chegar a um meio de escala de 15 ohms, mas isso não é conveniente, pois a corrente que

será usada na prova será elevada po- dendo tanto sobrecarregar o circuito em prova como também provocar o desgaste rápido das pilhas.

E, se quisermos ter escalas mais

altas de resistências? Uma maneira consiste em se tra- balhar com tensões mais altas. Se usarmos 15 V em lugar de 1,5 V, por exemplo teremos uma nova escala básica de:

R

= 15/0,001

R

= 15 000 ohms

Para meia escala, o valor será 30 000 ohms, o que corresponde a uma resistência externa de 15 000 ohms.

será 30 000 ohms, o que corresponde a uma resistência externa de 15 000 ohms. 12

Alguns instrumentos mais sensí- veis que possuem escalas de resis- tências com centros de até 500 000 ohms utilizam duas baterias, uma de 1,5 V e outra de 15 V para suas esca- las de resistências. A de 1,5 V é para as escalas mais baixas e a outra para as escalas mais altas. A combinação das escalas num único instrumento também pode ser feita por meio de chaves ou pela troca dos pinos em que as pontas de prova são ligadas. Chegamos então ao “multi- ohmímetro”, um medidor de resistên- cia com diversas escalas. Na figura 19 temos uma escala tí- pica de um multi-ohmímetro com cen- tros em 5 kohms e 50 kohms. Combinando tudo, ou seja, o multi- voltímetro, o multi-amperímetro com o multi-ohmímetro chegamos ao nosso instrumento final: o multímetro. Com um único instrumento indica- dor podemos utilizar uma chave seletora de muitas posições ou então um conjunto maior de pontos de liga- ção, e construir um multímetro.

Um multímetro comum terá:

· Diversas escalas de correntes.

· Diversas escalas de tensões.

· Diversas escalas de resistências.

Os multímetros comerciais têm ain- da outros recursos como, por exem- plo, que permitem a medida de outras grandezas como tensões alternadas, dB, prova de continuidade, ganho de transistores, etc. No caso da medida de tensões al- ternadas, o que se faz é acrescentar ao circuito um retificador formado por diodos de germânio (porque têm uma tensão de início de condução menor). Na figura 20 temos o diagrama completo de um multímetro analógico comercial com todos os componentes que permitem medir grandezas, tais como tensões, correntes e resistênci- as.

O Multímetro Analógico por dentro

Visto o princípio de funcionamen- to, podemos analisar a construção de um multímetro típico. Na figura 21 temos o aspecto ex- terno de um multímetro comum em que a seleção de escalas é feita por

multímetro comum em que a seleção de escalas é feita por uma chave. O preço final

uma chave. O preço final de um multí- metro vai depender de diversos fato- res como o número de escalas, a qua- lidade e precisão do instrumento indi- cador, etc. A precisão do multímetro é um dos fatores mais importantes, va- riando tipicamente entre 3 e 4% nos analógicos e chegando a menos de 0,05% em alguns tipos digitais. Lem- bramos que as tolerâncias dos com-

ponentes comuns variam tipicamente

entre 2 e 20%. O botão “zero adj” serve para com- pensar o desgaste natural da pilha ou bateria, que tem sua tensão diminuin-

natural da pilha ou bateria, que tem sua tensão diminuin- do com o tempo. Com este

do com o tempo. Com este ajuste, zeramos o instrumento nas escalas de resistências de modo que essas vari- ações de tensão não afetem muito o resultado das medidas.

O Multímetro Digital

A diferença básica entre o multí-

metro digital e o analógico está na maneira como o digital apresenta os resultados das medidas: na forma de números ou dígitos. Na figura 22 temos o aspecto de um multímetro digital típico com mos- trador de 3 e 1/2 dígitos. Três e meio significa que temos três dígitos que podem assumir valo- res de 0 a 9 e um que pode mostrar

apenas 0 ou 1, ou seja, corresponde

a “meio dígito”. Assim, este multíme-

tro pode mostrar valores de 0 a 1999. Desta forma, se colocarmos este multímetro numa escala de tensões que possa medir de 0 a 2 volts, na verdade ele vai indicar de 0 a 1,999. Da mesma forma, numa escala de

resistência de 0 a 200 ohms, ele vai indicar de 0000 a 199,9. Como funciona este instrumento?

Na figura 23 temos um diagrama simplificado que representa este ins- trumento.

O display de cristal líquido é liga-

do a um contador que está ajustado para contar de 0 a 1999 numa veloci- dade constante, denominada “veloci- dade de amostragem”. Vamos supor, por exemplo, que desejamos medir uma tensão com este instrumento, uma tensão de 1,0 volt por exemplo. Existe no circuito um capacitor li- gado em série com uma fonte de cor- rente constante na qual aplicamos a tensão a ser medida a partir de um amplificador operacional com muito

alta resistência de entrada. A fonte e

o capacitor estão ligados à entrada de um comparador. Na entrada de referência do com-

parador é aplicada uma tensão que vai determinar quando ele comuta. Desta forma, quando a tensão de entrada é aplicada o capacitor come- ça a se carregar e ao mesmo tempo o contador começa a contar os pulsos do oscilador de clock, que determina

a velocidade de amostragem. O circui-

to que carrega o capacitor é montado

14 CURSO DE INTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA

de tal forma que a velocidade de car- ga será tanto maior quanto menor for

a tensão aplicada à entrada (inversor). Isso significa que, se a tensão for

muito alta a carga será lenta e o con- tador terá tempo de ir até 1999 (fim de escala). Por outro lado, se a tensão de en- trada for baixa, a carga será rápida e

o contador contará até um valor bem menor.

O circuito é linear de modo que

existe uma proporção direta entre a tensão aplicada à entrada e o valor contado. Para fixar o valor contado, o circui- to comparador é ligado a uma chave que ativa e desativa o contador em ciclos determinados de amostragem. Estes ciclos variam entre 0,1 e 1 segundo para os multímetros comuns. Isso significa que o multímetro está sempre lendo a tensão de entrada. Ele conta, fixa o valor lido no mostrador, zera o contador e começa novamente até obter uma nova leitura. Neste mo- mento, ele será o contador e apresen- ta o novo valor.

Isso permite que o multímetro seja usado para ler tensões que variam constantemente. É por este motivo que, quando le- mos uma tensão com valores “quebra-

dos” como 19,975 V, o multímetro vai ter seu último dígito “oscilando” entre 19,97 e 19,98 V.

O tempo de amostragem relativa-

mente longo dos multímetros impede que ele seja usado para ler variações rápidas da grandeza medida, como nos analógicos, mas ele é muito mais cômodo de usar, pois não temos uma escala. Alguns tipos incluem uma espécie de “bargraph” junto à escala digital, imitando uma escala analógica, mas

a velocidade de amostragem impede

que elas sejam rápidas. Vimos como o multímetro digital mede tensões. Acrescentando na entrada do cir- cuito redes de resistores e outros com-

ponentes podemos medir outras gran- dezas como resistências e correntes, simplesmente transformando-as em tensões equivalentes. Como o multímetro digital utiliza circuitos complexos que precisam de alimentação apropriada em todas as escalas, ele deve ser alimentado por uma bateria de 9 V, diferentemente

dos analógicos que não precisam de fonte própria nas medidas de corren- te e de tensão.

Como Escolher um Multímetro

Conforme tivemos a oportunidade

de dizer, existe uma variedade muito grande de tipos de multímetros à dis- posição dos interessados.Temos des-

de os menores de baixo custo com instrumentos menos sensíveis e me- nor número de escalas, até os maio- res com instrumentos ultra-sensíveis

e grande número de escalas. Como escolher um multímetro?

Que fatores levar em consideração? Qual é melhor tipo para a minha ativi- dade profissional?

É claro que o multímetro de maior

sensibilidade e maior número de es- calas seria o recomendado para qual- quer aplicação, mas evidentemente temos de levar em conta o seu custo. Por este motivo, vamos analisar a

seguir, os principais tipos, ensinando

a fazer sua escolha em função do que

se pretende gastar e de sua aplica-

ção. São os seguintes os pontos que devemos observar ao fazer a escolha de um multímetro.

a) Sensibilidade De acordo com o que foi visto,

melhor será o multímetro quanto me- nor for a corrente de fundo de escala do instrumento de bobina móvel usa- do (para os analógicos - veja em digi- tal o que isso significa). Multímetros com escalas menores de corrente de 50 µA são excelentes, se bem que sejam mais caros. Entretanto, a especificação de sensibilidade não é dada normalmente em termos de cor- rente de fundo de escala. As especificações são dadas em termos de ohms por volt ( /V).

O que significa isso?

Conforme vimos, não podemos realizar nenhum tipo de medida sem influir no que está sendo medido. No caso de um multímetro, o instrumento precisa de corrente que é desviada do circuito que está sendo testado para movimentar sua agulha. Isso quer dizer que a introdução do instrumento no circuito representa uma alteração que afeta a quantida- de que está sendo medida, qualquer que seja ela. O instrumento será tan- to melhor quanto menos alteração ele introduzir na medida que está sendo feita. Em especial, no caso dos multímetros, as alterações que se fa- zem sentir de forma mais acentuada são as referentes à tensão. Assim, quando medimos a tensão num circuito, veja a figura 24, o multí-

metro representa uma resistência adi- cional que está sendo ligada em pa- ralelo com o circuito sobre o qual se realiza a medida. Veja então que, se o instrumento representa uma resistência de 1000 ohms no circuito da figura 24, sua li- gação em paralelo com o resistor de 1000 ohms, no qual medimos a ten- são, pode alterar sensivelmente o va- lor lido. Quando a tensão real era de 5 volts, com a introdução do instrumen- to, por sua influência, ela cai para 3,33 volts, que é a tensão que será indicada. Isso representa um enorme erro! Se o multímetro na escala de ten- são representasse uma resistência de 10 000 ohms em lugar de 1 000 ohms apenas, o valor lido seria outro. Teríamos neste caso uma leitura de 4,76 volts. A diferença entre o va- lor real o valor medido cairia para ape- nas 0,24 volts. É claro que o ideal seria que o multímetro tivesse uma resistência in- finita na escala de tensões, pois as- sim sua influência seria nula, mas isso é impossível. Veja a figura 25. Mesmo nos multímetros digitais a

sua influência seria nula, mas isso é impossível. Veja a figura 25. Mesmo nos multímetros digitais
resistência apresentada pelo instru- mento é da ordem de algumas deze- nas de megohms, e

resistência apresentada pelo instru- mento é da ordem de algumas deze- nas de megohms, e não infinita. Do mesmo modo, vemos que a

própria resistência que o instrumento representa na medida de tensão de- pende da escala usada, pois trocamos

a resistência multiplicadora.

Observe que, se tomarmos como exemplo um instrumento de 1 mA , conforme calculamos, sua resistência para cada escala de tensões será de:

Para 1 volt = 1000 ohms Para 10 volts = 10 000 ohms Para 100 volts = 100 000 ohms

Mas, observando estas escalas vemos que existe uma relação entre estes valores, que se mantém cons- tante. Divindido a resistência que o ins- trumento apresenta pela tensão de fundo de escala obtemos um valor constante:

1000/1 = 10 000/10 = 100 000/100

= 1 000 ohms/volt

Este valor 1000 pode servir para indicar a sensibilidade do instrumen- to em ohms por volt. Um voltímetro construído a partir de um instrumento de 1 mA terá uma sensibilidade de 1000 ohms por volt. Um voltímetro construído a partir de um instrumento de 200 µA terá uma sensibilidade de 5 000 ohms por volt. Tanto melhor será o instrumento quanto maior for o valor em ohms por volt, que indica sua sensibilidade, pois também é uma indicação da sensibili- dade do instrumento usado. Os multímetros comuns que o lei- tor encontra no mercado têm sensibi- lidades na faixa de 1 000 ohms por volt até 100 000 ohms por volt, o que representa um instrumento de fundo de escala de apenas 10 µA. Para os digitais, a indicação de sensibilidade

é dada por uma resistência fixa, pois

seu princípio de funcionamento é di- ferente, mas em geral são muito mais sensíveis que os analógicos comuns.

b) Número de escalas Os multímetros comuns devem ser

capazes de medir as seguintes gran- dezas:

· Tensões contínuas (VDC) e ten- sões alternadas (VAC ou VCA)

· Correntes contínuas (DC mA e DCA)

· Resistências (ohms)

Para cada grandeza é comum en- contrarmos de 1 até 5 ou 6 escalas diferentes, conforme a faixa de valo- res que o instrumento alcance. São típicos os seguintes alcances

e números de faixas. Para tensões contínuas os multímetros são capazes de medir valores muito baixos, da ordem de microvolts ou milivolts até mais de 1500 ou 2000 volts, que são encon- tradas em aparelhos de TV e monitores de vídeo. Existe ainda a ponta de prova de alta tensão (MAT = Muito alta tensão) para medidas acima de 3000 volts como as encontradas nos cinescópios de TV, monitores de computadores e osciloscópios). Para a faixa de tensões alternadas são muito importantes os valores 110/ 117/127 V e 220/240 V que represen- tam a tensão da rede de energia usa- da por eletrodomésticos. (Os valores 110 e 220 V são citados popularmen- te, mas dependendo das localidades podem ter um dos valores reais indi- cados acima). Multímetros comuns têm de 2 a 5 faixas de tensões alternadas com va-

lores que vão de 5 ou 6 V até mais de 400 V. Para as correntes podemos ter de 1 a 5 faixas com valores que chegam a alguns ampères em alguns instru- mentos. As resistências são dadas em fai-

xas cujos fatores de multiplicação po- dem variar desde x1 até x10 k, quan-

do então temos centros que vão de

50

Com um multímetro que tenha uma

escala x10k podemos ler com facili-

dade e precisão uma resistência de

10 M ohms.

a 60 ohms a 50 k a 60 kohms.

Escolhendo o Multímetro

Para auxiliar o leitor na escolha de um multímetro podemos dar uma ta- bela de opções com os tipos existen- tes divididos por faixas. São 5 faixas com custos que variam na proporção de 1 para 20, e até mais. Ao elaborar esta tabela, levamos em consideração tanto o custo do ins- trumento como sua utilidade.

A nossa divisão por categorias terá

multímetros com as seguintes carac- terísticas:

Multímetro Tipo A - Analógico

Características:

· Sensibilidade: 1000 a 5000 ohms por volt DC

· Escalas de tensões contínuas: 2 a

4 com valores entre 1,5 e 1500 V

· Escalas de tensões alternadas: 2 a

4 com valores entre 6 e 400 V

· Escalas de resistências: 1 ou 2 (x1

USUÁRIO

A

B

C

D

E

Estudante Iniciante

X

X

     

Hobista iniciante

X

X

     

Técnico Iniciante

 

X

X

   

Eletricista de automóvel

 

X

X

X

 

Instalador elétrico

X

X

     

Reparador de eletrodomésticos

X

X

X

   

Estudante Avançado (engenharia)

 

X

X

X

X

Técnico estabelecido

   

X

X

X

Hobista avançado

   

X

X

X

Projetistas avançados

   

X

X

X

Engenheiros

   

X

X

X

Profissionais da informática

 

X

X

X

X

Técnicos em telefonia

 

X

X

X

X

e x10 ou x10 e x100)

· Fonte de alimentação: 1 ou 2 pilhas AA

Observações: este é o mais ba- rato dos multímetros, sendo recomen- dado para iniciantes, estudantes que estejam começando suas atividades na eletrônica, hobistas e profissionais de áreas não eletrônicas como aeromodelistas, ferromodelistas, instaladores domésticos, instaladores de telefones e alarmes, eletricistas de automóvel e donos de pequenas ofi- cinas.

Multímetro tipo B Analógico ou digital

Características:

· Sensibilidade: 5000 a 10000 ohms por volt DC ou mais para os

digitais

· Escalas de tensões contínuas: 3 a

5 (1,5 a 1500 V)

· Escalas de tensões alternadas: 3 a

5 (6 a 1000 V)

· Escalas de resistências: 2 ou 3 (x1,

x10, x100 ou x1 k)

· Fonte de alimentação: 1 ou 2 pilhas AA

Observações: este instrumento já pode equipar as oficinas menores de reparadores de equipamentos eletrô- nicos ou ainda instaladores de com- putadores. Também podem usar este instrumento estudantes de eletrônica e hobistas mais avançados. Os técnicos de eletrodomésticos poderão usar este multímetro na aná- lise de defeitos, principalmente os ti- pos que usam recursos eletrônicos. Equipamentos industriais também podem ser analisados com este mul- tímetro.

Multímetro Tipo C Analógico ou digital

Características:

· Sensibilidade: 10 000 a 50 000 ohms por volt DC ou mais para os

digitais

· Escalas de tensões contínuas: 5 a

7 (1,5 a 3000 V e MAT)

· Escalas de tensões alternadas: 5 a

7 (6 a 3000 V)

· Escalas de resistências: 4 (x1 a x1k

ou x10k)

· Fonte de alimentação: pilhas e eventualmente bateria de 9 V

Observações: este multímetro pode ser considerado já de tipo pro- fissional, sendo o indicado para o téc- nico eletrônico e de computadores. Os instaladores de som de carro e eletri- cistas de automóvel também podem obter grande ajuda deste instrumen- to. Nos laboratórios de pesquisa e lo- cais em que se trabalhe com equipa- mentos eletrônicos em geral este ins- trumento será de grande utilidade. Na manutenção de equipamentos indus- triais este multímetro também é indi- cado.

Multímetro tipo D Analógico ou digital

Características:

· sensibilidade: 50 000 a 100 000 ohms por volt DC ou mais para os digitais

· Escalas de tensões contínuas: 5 a

7 (0,1 a 3000 V)

· Escalas de tensões alternadas: 5 a

7 (6 a 3 000 V mais escala de

MAT)

· Escalas de resistências: 4 ou 5 (x1 a x1 k ou x10 k)

· Fonte de alimentação: pilhas e

bateria (9 ou 15 V)

Observações: este é o instrumen- to analógico mais avançado, se bem que já seja substituído pelo de mes- ma categoria digital que apresenta vantagens. A bateria de 15 V por exem- plo, por ser difícil de encontrar, já não é mais usada nestes equipamentos. No entanto, o leitor se tiver a sorte de herdar de alguém um multímetro des- te tipo deve usá-lo, pois realmente se trata de tipo com ótimos recursos para aplicações profissionais. Na compra, o multímetro desta categoria já pode ser substituído pelo equivalente digital.

Multímetro Tipo E Analógico ou digital

Este é um multímetro especial ele- trônico ou “VTVM”, porque inclui cir- cuitos eletrônicos para aumentar a sensibilidade e dar recursos que os

instrumentos comuns não têm, sendo por isso encontrado nos laboratórios. Com estes circuitos é possível obter uma sensibilidade de entrada extre- mamente alta, da ordem de 22 M ohms para todas as escalas, o que garante que ele não carrega os circui- tos analisados. No entanto, este ins- trumento normalmente é encontrado nos laboratórios de aplicações mais avançadas. Para o técnico comum este multímetro pode ser substituido pelo equivalente digital.

Características:

· Sensibilidade (na realidade resis- tência de entrada): 10 a 22 M ohms

· Escalas de tensões contínuas: 4 a

8 (1,5 a 5000 volts)

· Escalas de tensões alternadas: 4 a

8 (0,1 a 1000 V)

· Escalas de resistências: 5 a 6 (x1 a x10 k)

· Fonte de alimentação: pilhas, bateria e rede de energia

Observações: este, sem dúvida, é um aparelho profissional bastante sofisticado que deve equipar as ofici- nas e laboratórios avançados.

Na figura 26 mostramos alguns ti- pos comuns de multímetros analó- gicos e digitais.

Analógico ou Digital

A partir da categoria B o leitor pode contar com multímetros tanto do tipo analógico como digital. Se bem que os multímetros digitais sejam um pou- co mais caros que os analógicos, eles têm certas vantagens que, entretan- to, não significam que o leitor deva sempre optar por um em seu ramo de atividade. Conforme ficará claro nas próxi- mas páginas, existem testes em que

por um em seu ramo de atividade. Conforme ficará claro nas próxi- mas páginas, existem testes

o multímetro analógico ainda é melhor. Os multímetros digitais das cate- gorias B e C têm preços bastante acessíveis, hoje em dia. Assim, nossa recomendação é a

seguinte:

Iniciante

Inicialmente compre um multíme- tro analógico das categorias A ou B para aprender a usá-lo. Depois, quan- do estiver seguro, compre um digital de categoria superior e mantenha os dois na sua oficina, pois existirão ain- da provas em que um ou outro deve ser usado.

Profissional que já tem noção do uso

Compre inicialmente um multíme- tro analógico de qualquer categoria para ter à sua disposição seus recur- sos, e logo que puder um digital para fazer a complementação de sua ban- cada agregando os recursos que este instrumento possibilita.

COMO USAR O MULTÍMETRO

Supondo que você já tenha feito a sua opção de compra de um multíme- tro e que até já o tenha em suas mãos, como usá-lo? O que fazer em primei- ro lugar? Analisaremos alguns pontos im- portantes sobre o uso do multímetro, pois devemos lembrar que se trata de um instrumento bastante delicado e que se houver qualquer tipo de erro na sua utilização, o dano será irreversível e ele será inutilizado. Normalmente, a reparação de um multímetro danificado é problemática tanto devido à tolerância dos componentes usados como pela delicadeza do mecanis- mo no caso dos tipos de bo- bina móvel. Assim, dificilmen- te se consegue consertar um multímetro que sofra dano por sobrecarga ou uso indevido, pois na maioria dos casos o custo pedido pela oficina especializada supera

o de um novo. Muito cuidado, portanto!

Ao comprar o seu multímetro, an- tes de retirá-lo da embalagem, existe uma recomendação a ser feita:

Leia com atenção todo seu ma- nual de uso!

Alguns multímetros analógicos

possuem uma posição de transporte.

A chave seletora deve ser deixada

nesta posição quando o multímetro for levado de um lugar para outro. Esta posição da chave coloca em curto a bobina móvel de modo que isso funcione como um freio eletrodinâmico para o ponteiro. Isso é

necessário, pois se o ponteiro do ins- trumento ficar livre no transporte, ele pode oscilar batendo no final e início da escala, o que pode causar danos. Outro ponto importante a ser veri- ficado no manual é a posição de fun- cionamento do instrumento analógico.

A maioria pode funcionar tanto na po-

sição horizontal como vertical, ou seja, de pé ou deitado, mas existem casos em que o aparelho funciona de um modo só e se for mudada a posição

ocorrem imprecisões de medida. Com seu instrumento já fora da embalagem, não tente medir coisas que não sabe enfiando as pontas de prova em qualquer plugue ou colocan- do a chave seletora em qualquer po- sição. Um erro na medida pode ser fatal para seu instrumento. Sabemos de usuários de multímetros que ao adquirir o instru- mento, a primeira coisa que tentam fazer é medir a “corrente da rede de energia” enfiando as pontas de prova na tomada com o aparelho ajustado

para a escala de correntes. O resulta-

do é um belo “curto-circuito” e era uma

vez um multímetro novinho. Observe a figura 27. A falta de conhecimento das uni-

dades elétricas e de seu verdadeiro significado pode levar a absurdos como este, que colocam em risco a integridade não só do instrumento como também de seu possuidor. Na tomada de força de uma casa

o que temos é uma “tensão” alterna- da ou AC e não corrente.

A corrente circula pelos aparelho

que conectamos às tomadas somen-

te quando eles são acionados e o mul-

tímetro não mede esta grandeza!

É justamente para isto que existe

este livro: para ensinar a se usar cor-

retamente o multímetro. Antes, portanto, de começarmos com as aplicações será muito impor- tante desfazer algumas confusões sobre unidades elétricas.

As Unidades Elétricas

O multímetro serve basicamente

para medir três unidades elétricas:

· Tensão elétrica

· Corrente elétrica

· Resistência elétrica

Cada uma destas grandezas tem

um significado e sua própria unidade.

A interpretação do resultado de uma

medida está intimamente ligada ao conhecimento deste significado. Um erro de interpretação compromete to- talmente as avaliações que devem ser

feitas em função da medida tirada com

o multímetro.

a) Tensão Elétrica Podemos definir a tensão elétrica como uma espécie de “pressão” que empurra a eletricidade através dos fios condutores de energia. Numa tomada de energia, onde você liga os aparelhos eletrodomésti- cos por exemplo, existe uma “pressão permanente de 110 volts (na ver- dade 117 ou 127 V, conforme já indicado) ou ainda 220 V, que pode “empurrar” a eletricidade através dos diversos aparelhos alimentados quando você os aci- ona. Mesmo quando não há nada ligado à tomada, esta “pressão” está presente e pode ser medi- da. Todas as fontes de energia elétrica estabelecem nos dispo- sitivos que alimentam “pressões

de energia elétrica estabelecem nos dispo- sitivos que alimentam “pressões 18 CURSO DE INTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA

elétricas”, cujos tipos e valores vari- am.

Uma pilha, por exemplo, tem uma “pressão” de 1,5 volt do tipo contínua, isto é, fornece corrente contínua quan- do a ligamos em algum aparelho. A corrente contínua ou Direct Current é abreviada por DC. Encontramos esta abreviação nos multímetros comuns. Outra abreviação usada para corren- te contínua é CC. Uma bateria de carro tem uma “pressão” de 12 V, também DC. Já, numa tomada de energia elé- trica, o que temos é uma tensão alter- nada, pois os pólos mudam constan- temente de posição (120 vezes por segundo ou 60 Hz). Este tipo de cor- rente é abreviado por AC ou CA. Em aparelhos alimentados pela rede encontramos tanto tensões do tipo AC como DC. É preciso saber identificar cada uma para usar corre- tamente o multímetro na sua medida. Veja que as fontes de energia DC têm pólos, isto é, possuem um pólo positivo e um pólo negativo que de- vem estar perfeitamente identificados. Para a tensão alternada isso não exis- te.

Quando usamos o multímetro para medir uma tensão, o que estamos fa- zendo na realidade é medir a “pres- são elétrica”. Nos aparelhos eletrôni- cos podemos encontrar tensões tão baixas como 0,1 ou 0,2 volts em al- guns pontos ou tão altas como 15 000 volts ou mais.

A unidade de tensão é o volt (abre-

viado por V - tanto para AC como DC) e com frequência, podemos usar seus submúltiplos, e multíplos:

milivolt (mV) = 0,001 volt microvolt (µV) = 0,000 001 volt quilovolt (kV) = 1 000 volts megavolt (MV) = 1 000 000 volts

Dizer que medimos uma tensão de 500 mV equivale a dizer que medimos 0,5 volt.

b) Corrente elétrica

A pressão elétrica é a tensão que

empurra a eletricidade pelos fios con- dutores e outros dispositivos forman- do assim um fluxo de diminutas partí- culas denominadas elétrons.

O fluxo destas cargas, ou seja, o

fluxo de eletricidade é a corrente. A

cargas, ou seja, o fluxo de eletricidade é a corrente. A quantidade de elétrons que passa

quantidade de elétrons que passa por

um fio ou um ponto de um circuito em cada segundo nos dá a unidade de corrente denominada ampère, e abre- viada por A. Quando medimos uma corrente, o que estamos fazendo é verificando a “quantidade de cargas elétricas” que passa por um fio em cada unidade de tempo, conforme sugere a figura 28. Temos neste caso dois tipos de correntes que são criadas pelos dois tipos de tensão.

A corrente contínua é criada por

uma tensão contínua. Nela, as cargas fluem sempre no mesmo sentido. É o caso da corrente que circula por uma lâmpada alimentada por uma pilha ou bateria, veja figura 29.

alimentada por uma pilha ou bateria, veja figura 29. A corrente alternada é criada por uma

A corrente alternada é criada por

uma tensão alternada. Nela, as car- gas não se movimentam de forma constante, mas “oscilam” para frente e para trás, à razão de 60 vezes por segundo. Dizemos então que a corren- te alternada da rede de energia é de

60 hertz (Hz).

Nos circuitos eletrônicos podemos encontrar correntes alternadas de frequências muito mais altas, ou seja, que mudam de sentido muito rapida- mente, mas neste caso o multímetro não pode fazer a sua medida de modo preciso. Podemos encontrar em apa- relhos de rádio, telecomunicações, computadores, TV e outros, correntes cujas frequências chegam a centenas de milhões de hertz ou centenas de megahertz. Do mesmo modo que no caso das tensões, também costumamos utilizar os submúltiplos do ampere (já falamos disso ao explicar o funcionamento do multímetro).

miliampère (mA) = 0,001 A microampère (µA) = 0,000 001 A nanoampère (nA) = 0,000 000 001 A

Dizer que medimos uma corrente de 200 mA é o mesmo que dizer que medimos uma corrente de 0,2 A. Para as correntes contínuas é pre- ciso observar também o sentido de sua circulação, o que quer dizer que ela tem polaridade. A chamada cor- rente convencional que corresponde ao movimento “imaginário” das cargas positivas vai do pólo positivo ao nega- tivo, enquanto que a corrente “real” ou eletrônica que corresponde ao movi- mento dos elétrons, vai do pólo nega- tivo ao positivo. Nos circuitos costumamos repre- sentar as correntes convencionais, ou seja, com setas apontando dos pólos positivos para os negativos, ou no sen- tido das tensões mais altas para as

mais baixas, conforme mostram as fi- guras 30 e 31.

c) Resistência elétrica Definimos resistência elétrica como “a oposição que um determina- do meio oferece à passagem de uma corrente”.

elétrica como “a oposição que um determina- do meio oferece à passagem de uma corrente”. MULTÍMETROS
A unidade de resistência é o ohm, abreviado pela letra grega ômega ). Todos os

A unidade de resistência é o ohm,

abreviado pela letra grega ômega ). Todos os fios condutores, disposi- tivos elétricos e eletrônicos, compo- nentes que são percorridos por cor- rentes possuem uma certa resistên- cia.

Em muitos casos é esta resistên- cia que determina a intensidade da

corrente que vai circular e, portanto, o comportamento do aparelho.

A medida da resistência é muito

importante em várias situações, tanto para a avaliação de um componente como de um aparelho no seu todo.

A medida da resistência deve ser

feita sempre com o aparelho ou dis- positivo em teste desligado, pois quem fornece a corrente para o teste é o próprio multímetro. Se o aparelho estiver ligado, o multímetro pode ser danificado. Usamos também no caso das re- sistências, seus múltiplos:

(

1 quilohm = 1 000 ohms

1 megohm = 1 000 000 ohms

1 gigaohm = 1 000 000 000 ohms

Se um componente (um resistor) tem a marcação de 12 k então ele deve possui uma resistência de 12 000 ohms. Podemos em alguns casos encon- trar o prefixo multiplicador substituin- do a vírgula decimal. Assim, 2k7 é o mesmo 2,7 k ou 2 700 ohms. 3M9 é o mesmo 3,9 M ou 3 900 000 ohms.

Leitura de Escalas nos Analógicos

Um dos pontos mais importantes no uso do multímetro analógico ou de qualquer instrumento eletrônico de bobina móvel ou ferro móvel, é saber ler a escala.

de bobina móvel ou ferro móvel, é saber ler a escala. As graduações que existem nesta

As graduações que existem nesta

escala são feitas de modo a permitir leitura rápida e precisa, mas também

é necessário uma certa técnica e co- nhecimento.

O primeiro ponto importante para

a leitura é o posicionamento do usuá- rio.

a) Posicionamento

Um mau posicionamento na leitu- ra do instrumento causa o denomina-

do “erro de paralaxe”. Na leitura, devemos nos posicionar em frente da escala e não de lado,

conforme mostra a figura 32, para que

a pequena diferença de ângulo não

afete o valor lido. Muitos multímetros possuem esca- las espelhadas justamente para facili- tar o alinhamento e evitar este proble- ma, veja a figura 33. Devemos fazer a leitura de modo que o ponteiro se sobreponha à ima- gem, reduzindo assim o erro de paralaxe.

b) Valores

A leitura de valores nas escalas

requer mais cuidados:

Além de termos diversas escalas para as grandezas que são medidas, também existem os fatores de multi- plicação - que são indicados pela cha- ve seletora ou pela posição dos pinos de encaixe das pontas de prova. As escalas possuem números que correspondem aos valores e entre es- tes números existem divisões interme- diárias, que correspondem a valores intermediários. Não se colocam núme- ros nestas divisões porque não existe espaço suficiente. Assim, se entre o 3 e o 4 existirem 10 divisões, cada uma delas vale 0,1 ou seja, temos valores como 3,1 - 3,2 - 3,3 - etc, de acordo com a figura 34. Se entre os números tivermos 5 divisões, então, cada uma delas vale

números tivermos 5 divisões, então, cada uma delas vale 0,2. Temos como exemplo, 2,2 - 2,4

0,2. Temos como exemplo, 2,2 - 2,4 - 2,6 - etc, conforme ilustra a figura 35. Se a divisão entre dois números for única, então ela corresponde a 0,5, ou metade dos valores entre os nú- meros. Podemos também fazer divi- sões entre números não sucessivos como entre 100 e 150, por exemplo. Neste caso, se entre 100 e 150 ti- vermos 5 divisões, cada uma corresponde a 10 unidades ou seja, 110, 120, 130 e 140. A leitura do valor, conforme vimos, depende também da posição da cha- ve seletora ou dos pinos das pontas de prova, assim como da grandeza. Ao lado de cada escala, ela tem gra- vada a grandeza a que corresponde. Desse modo, a escala de ohms só serve para a leitura de resistências, a escala de volts DC somente para a tensão. Alguns aparelhos possuem esca- las de tensões contínuas e alternadas separadas, veja a figura 36.

esca- las de tensões contínuas e alternadas separadas, veja a figura 36. 20 CURSO DE INTRUMENTAÇÃO
esca- las de tensões contínuas e alternadas separadas, veja a figura 36. 20 CURSO DE INTRUMENTAÇÃO

Se o ponteiro tiver a indicação da figura 37, a leitura será da seguinte maneira,

Se o ponteiro tiver a indicação da

figura 37, a leitura será da seguinte maneira, supondo que a grandeza medida seja uma resistência:

· valor indicado é 3,4

· chave está na posição em que o

O

A

multiplicador é x1000 - o que significa que o número lido deve ser multiplicado por 1000, obtendo- se assim 3400.

· Como se trata de resistência, a unidade é o ohm. Temos então

uma leitura de 3400 ohms.

Na figura 38 temos um exemplo de medida de tensão.

·

A

chave está na posição Volts CA -

 

300

·

O

ponteiro indica na escala de volts

AC ou CA - 24 - como a escala vai até 30, isso significa que 30 corresponde a 300, o que nos leva

a que 24 corresponde a 240.

·

A unidade é o volt.

·

Temos então uma leitura de 240 VCA.

Veja na figura 39 alguns exemplos de leituras. Observamos que para os multíme- tros digitais a leitura é direta, pois os números aparecem no mostrador, de- vendo o operador apenas ter o cuida- do em escolher a escala correta atra- vés da chave seletora, quando neces- sário (existem alguns que fazem a seleção automática da escala). Analise bem seu multímetro e pro- cure identificar os pontos das escalas e a que valores correspondem. Veja também os fatores de multiplicação que existem para a leitura de resistên- cias.

Lembre-se que:

x1k quer dizer x 1000 x10k quer dizer x 10 000 Uma leitura de 32 na escala x1k significa 32 000 ohms, e na escala x10k corresponde a 320 000 ohms.

Usando o multímetro Em função do que foi visto, o leitor já pode pensar em usar seriamente o seu multímetro. Começamos pela leitura de resis- tência que, além de não por em peri- go a integridade do instrumento em caso de erro inicial (do modo como ensinamos), é feita com facilidade.

MEDIDAS DE RESISTÊNCIAS

Tipo de Prova:

· Medida direta da resistência

· Para componentes, condutores e aparelhos desligados

A medida da resistência é direta, devendo ser feita com o componente, aparelho ou condutor completamente desligado. As leituras dos valores têm interpretação segundo a finalidade do que está sendo provado. Assim, um dispositivo pode ser considerado bom mesmo quando apresentar resistên- cia zero e outro poderá ser considera- do bom quando a leitura for infinito.

Procedimento a) Escolha uma escala do instru- mento que permita uma leitura do va-

lor esperado, mais ou menos na faixa

central da escala, pois nela a preci- são é maior. Se não souber de que

mais ou menos na faixa central da escala, pois nela a preci- são é maior. Se
mais ou menos na faixa central da escala, pois nela a preci- são é maior. Se

ordem é a resistência medida, come- ce com a mais baixa, ou seja, colo- que na escala OHMS x 1. Se você vai ler uma resistência que espera ser de 200 ohms, por exemplo, você pode escolher a escala x10 ou x100. Colo- que a chave na posição própria para leitura ou então as pontas de prova nesta posição.

b) Zere o instrumento. Zerar o ins-

trumento consiste em ajustar o potenciômetro interno para a corren- te de fundo de escala quando a resis-

tência entre as pontas de prova é nula. Isso é feito da seguinte maneira:

· Encoste uma ponta de prova na

outra.

· Ajuste o Zero ADJ ou ADJ até que

o instrumento indique zero ohms (agu-

lha toda para a direita), conforme mos- tra a figura 40.

· Se, por acaso, a agulha não al-

cançar o zero, parando antes é sinal de que a pilha ou bateria interna pre- cisa ser trocada.

c) Com as pontas de prova sepa-

radas o ponteiro deve indicar infinito,ou seja, circuito aberto. Se isso não acon- tecer, veja se o ajuste de posiciona- mento da agulha não precisa ser re- feito.

d) Finalmente, encoste as pontas

de prova do multímetro no componen- te cuja resistência vai ser medida. Segure firmemente as pontas de pro- va para esta leitura, pois um movimen- to, por pequeno que seja, ou um mau contacto pode afetar os valores, prin- cipalmente quando estamos medindo resistências muito baixas.

e) Se a leitura não for na região da

escala entre o centro e a direita, mude

de escala. As figura 41 mostra como esta pro- va deve ser feita.

Digitais: os multímetros digitais não precisam ser zerados. Apenas te- nha cuidado com a escala. Se a escala usada não alcançar a resistência medida, pode aparecer um “1” do lado esquerdo do mostrador. Se for muito baixa, o número indicado terá apenas um ou dois dígitos, com me- nor precisão, portanto. Procure uma escala que dê uma leitura de pelo menos 3 dígitos.

portanto. Procure uma escala que dê uma leitura de pelo menos 3 dígitos. 22 CURSO DE
portanto. Procure uma escala que dê uma leitura de pelo menos 3 dígitos. 22 CURSO DE

portanto. Procure uma escala que dê uma leitura de pelo menos 3 dígitos. 22 CURSO DE

RESISTÊNCIA DIRETA E RESISTÊNCIA INVERSA

Tipo de prova:

· Medida da resistência com dois sentidos de corrente

· Para componentes eletrônicos (diodos, transistores, componentes com junções)

Alguns componentes como os diodos, não apresentam a mesma re- sistência quando a corrente circula num sentido e depois no sentido opos- to. Para testar estes componentes fa- zemos normalmente duas medidas de resistências, invertendo as posições das pontas de prova. A maioria dos multímetros tem a ponta de prova ver- melha (+) ligada ao pólo positivo da bateria interna e a ponta de prova pre- ta (-) ligada ao negativo da bateria, também chamada de COM (comum), conforme mostra a figura 42. Assim, dependendo da posição da ponta de prova do multímetro, a medi- da da resistência de um circuito ou de um componente pode ser feita no sen- tido direto ou no sentido inverso. O primeiro ponto importante a ser observado neste tipo de prova é sa- ber se seu multímetro tem ou não o pólo positivo da bateria ligado à pon-

ta vermelha. Todas as provas que da-

mos neste livro são previstas para este

tipo de multímetro. Para os multímetros digitais as pro- vas de resistência inversa e direta (continuidade) nem sempre são con- venientes, principalmente nos casos em que os aparelhos já prevêem a função prova de continuidade, que deve ser preferida. Com estes provadores temos um apito quando a resistência medida ou

a prova direta é baixa, e ausência de som quando não há continuidade. Som significa, portanto, baixa re- sistência e ausência de som indica resistência alta.

Verificação da Polaridade das Pontas de Prova:

Material necessário: qualquer diodo de uso geral como o 1N34, 1N4148, 1N914, 1N4002, 1N4004, etc.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1

o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x10 nos analógicos. Nos

ou OHMS x10 nos analógicos. Nos

digitais use as escalas de 200 ou 2000 ohms

b) Zere o multímetro

c) Encoste a ponta de prova ver-

melha no anodo do diodo e a ponta de prova preta no catodo.

d) A ponta de prova vermelha deve

estar conectada ao terminal OHMS ou ( ) e a ponta de prova preta em (-) ou COM.

Podemos identificar o anodo e o catodo do diodo pelo símbolo ou fai- xa, veja a figura 43.

Leituras:

· Se for lida uma baixa resistência (menor que 10 000 ohms), então seu multímetro tem a ponta de prova vermelha positiva.

· Se for lida uma resistência elevada (maior que 100 000 ohms), então seu multímetro tem a ponta de prova vermelha negativa.

Importante:

As provas e testes que damos nes- te livro são previstas para a ponta de prova vermelha positiva. Se seu mul- tímetro for de outro tipo, não se preo-

previstas para a ponta de prova vermelha positiva. Se seu mul- tímetro for de outro tipo,

cupe: nas leituras de resistência dire- ta basta inverter as pontas em rela- ção ao recomendado. Feita a identificação, podemos pas- sar às leituras das resistências dire- tas e inversas propiamente ditas.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

apropriada de resistências: a escolha

depende da variação que você espe-

ra entre a resistência direta e inversa.

No caso de diodos, por exemplo, se a leitura mais importante for a de baixa resistência (resistência direta) esco- lhemos escalas menores como OHMS x1 e OHMS x10. Se interessar mais a inversas, que são de valores altos, usamos as escalas altas OHMS x1k

ou OHMS x10k - 200k ou 2000k para os digitais.

b) Zere o multímetro. Para os digi-

tais não é necessário.

c) Encoste as pontas de prova no

circuito ou componente analisado.

Meça a resistência, anotando o valor.

d) Inverta as pontas de prova para

a leitura inversa. Alguns multímetros

possuem uma chave que faz esta in- versão automaticamente, sem a ne- cessidade de termos de retirar as pon- tas de prova do componente. A figura 44 mostra este procedi- mento com um diodo.

Interpretação:

· Leitura baixa (direta) - continuidade ou baixa resistência

· Leitura alta (inversa) - alta resistên- cia

Quando um componente está bom

ou ruim, em função desta leitura, de- pende do tipo. Para cada tipo teremos

a prova específica nos próximos capí- tulos.

Leitura Interpretação Baixa (direta) há continuidade Alta (inversa) não há continuidade

Observações:

Alguns acessórios são muito inte-

ressantes para ajudar no trabalho com

o multímetro. Um par de garras jaca-

ré, por exemplo, pode ajudar muito na fixação das pontas de prova em cir- cuitos ou componentes, evitando o

contato com os dedos ou ainda que as pontas escapem, conforme ilustra

a figura 45.

ainda que as pontas escapem, conforme ilustra a figura 45. Estas garras podem ser encaixa- das

Estas garras podem ser encaixa- das diretamente nas pontas de prova e retiradas com facilidade. Outro aces- sório importante é um par de fios com garras, que podem servir para a liga- ção adicional de componentes exter- nos ao circuito durante os testes, con- forme mostra a figura 46. Veja que é muito importante evitar que as pontas de prova encostem em mais de um ponto de um aparelho durante um tes- te, pois isto pode causar curto-circui-

tos ou leituras erradas. Nas medidas de altas tensões é importante tomar cuidado para não encostar em nenhu- ma parte “viva” do circuito, que possa vir causar choques.

MEDIDAS DE TENSÕES

Tipo de prova:

· Direta para tensões contínuas e

alternadas de 0 a 10 000 volts ou mais

· Em circuitos de todos os tipos

e alternadas de 0 a 10 000 volts ou mais · Em circuitos de todos os
A medida da tensão contínua ou alternada (DC ou AC) é feita ligando- se as

A medida da tensão contínua ou alternada (DC ou AC) é feita ligando- se as pontas de prova entre os pon- tos nos quais se quer saber a tensão, ou então, no ponto visado, com a ou- tra ponta de prova numa referência (terra, por exemplo). Na figura 47 mostramos o caso da

medida de tensão num componente (um resistor) quando as pontas de pro- va são ligadas entre seus terminais. Na figura 48 indicamos a medida de tensão num ponto de um circuito, caso em que a outra ponta de prova vai conectada à referência do circuito, normalmente denominada terra ou

à referência do circuito, normalmente denominada terra ou massa, e que coincide com o pólo negativo
à referência do circuito, normalmente denominada terra ou massa, e que coincide com o pólo negativo

massa, e que coincide com o pólo negativo da fonte de alimentação na maioria dos casos. Num diagrama de aparelho eletrô- nico é comum as tensões nos diver- sos pontos serem referidas à terra ou massa, caso em que a ponta de pro- va fixa (normalmente a preta) deve ser ligada a este ponto. Se o circuito tiver o positivo à massa, o que pode ocor- rer em aparelhos com fontes simétri- cas e alguns rádios e gravadores anti- gos japoneses com transistores PNP, os valores indicados são expressos com o sinal negativo na frente. Para trabalhar na medida destas tensões basta ligar à massa a ponta de prova vermelha e a leitura com o multímetro será normal (ou então atu- ar sobre a chave de reversão de po- laridade).

1. Leitura de Tensões Contínuas

Procedimento:

a) Coloque a chave seletora de es-

calas na escala apropriada de acordo

com a tensão esperada. O fundo de escala escolhido deve ser maior do que a tensão esperada. Se você vai medir 220 V por exemplo, ou espera algo em torno deste valor, coloque numa escala de 250 ou 300 V. Se não tiver idéia do valor da ten- são que vai ser encontrada, coloque

inicialmente o multímetro na escala mais altas de tensões (DC Volts). Se você conhecer a tensão de ali- mentação do circuito e tiver certeza que ela não supere certos valores, fica mais fácil escolher uma escala de tra- balho.

b) Ligue a ponta de prova preta (ou

vermelha se o negativo for à massa)

na referência do circuito e a ponta de prova vermelha (+) no ponto em que deseja saber a tensão.

c) Faça a leitura.

Na figura 49 temos exemplo de lei- tura de tensão contínua num circuito transistorizado.

Interpretação:

· A agulha desloca-se para a direita e indica um valor aproximadamen- te na região do centro para a direita da escala - esta é a tensão no circuito, e a medida está completa.

· A agulha tende a movimentar-se para a esquerda - as pontas de prova estão

· A agulha tende a movimentar-se para a esquerda - as pontas de prova estão invertidas. A massa ou referência não é negativa.

· A agulha tende a passar do final da escala - a tensão é maior do que a esperada. Mude para uma escala mais alta.

Para os multímetros digitais existe

a indicação da polaridade, com o si- nal (-) aparecendo quando a medida

é de uma tensão negativa (a ponta

vermelha é negativa em relação à pre- ta). Quando a escala é superada apa- rece um sinal que pode ser o “1” à esquerda.

Leitura

Condição

faixa central

 

da escala

correto

tende à

 

esquerda

pontas invertidas

ultrapassa o fim da escala

usar escala

mais alta

Observações:

A leitura descrita corresponde a tensões em pontos de um circuito que são referidas à massa. Em suma, são as tensões absolutas, normalmente indicadas nos diagramas.

2. Leitura de Tensões Contínuas Sobre Componentes

Procedimento:

a) Coloque a chave seletora de es-

calas na escala apropriada à leitura da tensão esperada - VOLTS DC. O fundo de escala escolhido deve ter um valor maior do que a tensão que se espera medir. Se vamos medir algo em torno de 15 V, usamos uma escala com fundo de 25 ou 30 V. Novamente, se você não tiver idéia da tensão que vai encontrar, coloque

não tiver idéia da tensão que vai encontrar, coloque inicialmente o multímetro numa esca- la DC

inicialmente o multímetro numa esca-

la

DC mais alta e, depois, gradualmen-

te

vá reduzindo até obter uma leitura

na faixa central ou à direita do mos- trador. Baseado na tensão de alimen-

tação do circuito, pode-se avaliar as tensões encontradas.

b) Identifique a polaridade da ten-

são sobre o componente que está sen- do analisado. A corrente entra pelo positivo e sai pelo negativo, conforme mostra a figura 50 em que damos um

exemplo de circuito.

c) Ligue a ponta de prova verme-

lha (+) no pólo positivo do componen-

te e a preta no negativo. Veja que indi-

camos os pólos dos componentes neste circuito, já que na realidade muitos deles quando fora do circuito são despolarizados. A polaridade é referida em relação à corrente nesta

aplicação específica. d) Faça a leitura da tensão. A figura 51 ilustra este procedimento.
aplicação específica.
d) Faça a leitura da tensão.
A figura 51 ilustra este procedimento.

Interpretação

· A agulha se move até a região central da escala ou à direita. A leitura pode ser feita normalmente. Temos valores numéricos nas escalas dos tipos digitais.

· A agulha tende a se movimentar para a esquerda. Basta inverter as pontas de prova, pois a identifica- ção de polaridade para o compo- nente visado está incorreta. Nos digitais temos a indicação do sinal (-) nestas condições, e a leitura pode ser feita normalmente.

· A agulha tende a ultrapassar o final da escala - a tensão é maior do que a do fim de escala escolhida. Mude a chave seletora para um valor maior de fundo de escala. Nos digitais temos a indicação de fim de escala ou “1” à esquerda.

· A agulha não se move ou a indica- ção é 000 - não há tensão indicada no circuito.

Nos multímetros digitais, se a ten- são medida é maior do que a final de escala, a indicação será de um “1” piscante ou não, conforme o tipo de aparelho.

Leitura

Condição

dentro da escala

correto

ultrapassa o fim da escala

usar escala

mais alta

indica zero

não há tensão

Observação:

As medidas de tensão são feitas sempre com os aparelhos ligados.

Explicações:

Nos circuitos eletrônicos podemos medir tensões absolutas (que são re- feridas a um ponto comum denomina- do massa ou terra) ou tensões entre os pólos de um circuito ou componen- te. A terra é referida como tendo po- tencial nulo. O fio neutro da rede de energia é ligado à terra e portanto tem potencial nulo. Qualquer corpo metálico em con- tato com a terra tem potencial nulo como, por exemplo, um encanamento de água ou uma grande estrutura de metal enterrada no solo, como mostra a figura 52. Já a massa é diferente. Num cir- cuito é escolhida uma referência que pode ser o chassi. Na maioria dos ca- sos, o pólo neutro ou negativo de uma

Na maioria dos ca- sos, o pólo neutro ou negativo de uma fonte é ligado a

Na maioria dos ca- sos, o pólo neutro ou negativo de uma fonte é ligado a

fonte é ligado a este chassi de modo

a haver coincidência de potencial com

a terra e a massa passa a ter um po-

tencial absoluto igual a zero, como se vê na figura 53.

Existem casos, entretanto, em que podemos ligar ao chassi ou referên- cia o pólo positivo de uma fonte, re- sultando que a massa será o positivo. Todos os potenciais do circuito serão mais baixos (negativos) do que a re- ferência. A própria massa, no caso, poderá ter um potencial diferente da terra, conforme mostra a figura 54. Isso ocorre em rádios antigos e outros aparelhos que usam transisto-

res PNP, em certas fontes de instru- mentos e mesmo de computadores, e em alguns carros em que o pólo posi- tivo da bateria é ligado ao chassi.

3. Leitura de tensões alternadas (AC Volts)

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala apropriada AC volts de acordo com a tensão que espera encontrar na sua medida. Se vai ler 110 V coloque numa escala de pelo menos 250 V, princi- palmente se tiver dúvidas se a rede é de 110 ou 220 V.

numa escala de pelo menos 250 V, princi- palmente se tiver dúvidas se a rede é
b) Encoste as pontas de prova nos pontos entre os quais deseja medir a tensão.

b) Encoste as pontas de prova nos

pontos entre os quais deseja medir a tensão. Não será preciso observar a polaridade.

c) Faça a leitura da tensão.

Importante Nunca passe para uma outra es- cala mais baixa de tensão ou outra unidade com as pontas ligadas ao cir-

cuito, pois o multímetro pode ser da- nificado.

Explicação:

Numa tensão alternada a polarida- de muda constantemente, portanto, não há necessidade de se observar as posições das pontas de prova. Existe no interior do multímetro um circuito retificador, que retifica a ten- são medida de modo a obter a cor- rente contínua que aciona o instru- mento. Os diodos usados, entretanto, têm uma característica não linear - não se pode obter uma boa precisão de me- dida para as tensões mais baixas. É por este motivo que as escalas de ten- sões alternadas dos multímetros analógicos começam em valores mais altos do que as de tensões contínuas. A utilização da ponte de diodos retifi- cadores afeta a sensibilidade do ins- trumento analógico neste tipo de me- dida. Para os digitais os circuitos in- ternos compensam esta característi- ca e temos melhor precisão nas me- didas de baixas tensões alternadas. Para os instrumentos digitais não existe este tipo de problema.

MEDIDAS DE CORRENTES

Tipo de Prova:

· Medidas de correntes contínuas em circuitos

· Até 1 ou 2 ampères, dependendo do multímetro

Na figura 55 mostramos a leitura da tensão alternada sobre uma lâm- pada comum.

Interpretação:

· A agulha desloca-se até uma região da escala em que a leitura é possível - faça a leitura. Nos digitais temos a indicação do valor.

· A agulha não se move ou o mostra- dor indica 000 - não há tensão.

· A agulha tende a ultrapassar o final da escala - retire imediatamente as pontas de prova e passe para uma escala mais alta.

Nos multímetros digitais temos a indicação do 1 à esquerda, se a ten- são tender a ultrapassar a escala.

Leitura

Condição

Leitura possível

Ler valor da tensão

Ultrapassa fim

 

da escala

Mudar de escala

Indica 0

Não há tensão

fim   da escala Mudar de escala Indica 0 Não há tensão 28 CURSO DE INTRUMENTAÇÃO
A medida de corrente é feita com um pouco mais de dificuldade do que a

A medida de corrente é feita com

um pouco mais de dificuldade do que a medida de tensão, por isso é reali- zada com menos frequência. Isso ocorre porque o multímetro deve ser intercalado ao circuito no qual se de- seja medir a corrente. Podemos inter- calar o multímetro antes ou depois do

componente ou circuito, pois a corren- te é a mesma nos dois pontos, veja a figura 56. Os multímetros comuns possuem escalas de corrente contínua, logo, nesta medida o sentido de circulação da corrente deve ser observado.

A ponta vermelha deve ser ligada

ao ponto de potencial mais alto (de onde vem a corrente) e a preta deve ser ligada no ponto de potencial mais baixo (para onde vai a corrente).

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

apropriada de corrente, conforme a intensidade esperada no circuito. Se tiver dúvidas comece sempre pela mais alta. Importante: esta prova é delicada, uma escala mais baixa usa-

da indevidamente pode causar a quei- ma do shunt ou mesmo danificar o ins- trumento.

b) Identifique a polaridade do cir-

cuito, isto é, o sentido da corrente a ser medida.

c) Interrompa o circuito e faça a

conexão das pontas de prova do mul- tímetro, observando sua polaridade. A ponta de prova vermelha deve ficar no

ponto de potencial mais alto (de onde vem a corrente), conforme mostra a figura 57.

Interpretação:

· A agulha vai até uma região da escala em que a leitura pode ser feita - anote o valor .

· A agulha tende para a esquerda - neste caso as pontas de prova devem ser invertidas ou a chave de inversão deve ser acionada. O sentido da corrente está errado.

· A agulha tende a ultrapassar o final da escala - desligue as pontas de prova e coloque o instrumento numa escala mais alta.

· A agulha não se move - não há corrente no circuito. Nos instrumentos digitais temos a indicação direta dos valores. Se a escala for insuficiente deven-

do passar o instrumento para uma maior, aparece a indicação “1” ou de acordo com o especificado pelo fabri- cante.

Observação:

A medida de corrente deve ser fei-

ta com o aparelho ligado, ou seja, com

a alimentação estabelecida. Alguns

multímetros possuem shunts separa- dos para medidas de altas correntes, os quais devem ser utilizados confor-

me as indicações dos fabricantes. Es- tes shunts são pedaços de metais com baixas resistências, que são ligados em paralelo com o instrumento de

modo a multiplicar o alcance de suas escalas. Se o multímetro não tiver tais shunts, as medidas de correntes ele- vadas podem ser feitas de forma se- gura pela queda de tensão em resis- tências de valores baixos conhecidos. Veremos oportunamente como fazer isso.

Leitura

Condição

faixa de leitura possível

correto

tende à

 

esquerda

pontas invertidas

tende a ultrapassar o final da escala

use escala

mais alta

a agulha não se move

não há corrente

AS UTILIDADES DO MULTÍMETRO

A partir das medidas das três gran-

dezas que vimos, encontramos milha- res de aplicações para o multímetro. Podemos testar componentes e apa- relhos, instalações elétricas, medir tensões, correntes e resistências, fa-

zer a calibragem de aparelhos, etc. Entretanto, não basta simplesmen- te saber usar o multímetro nas medi- das das grandezas básicas para po- der afirmar que todas as aplicações do multímetro são conhecidas. Além de saber usar o multímetro, é preciso

interpretar os resultados das medidas, pois são eles que dizem se um circui- to ou componente em teste está bom ou não.

A partir de agora daremos os pro-

cedimentos para o uso de seu multí- metro em mil e uma aplicações espe- cíficas. Ensinaremos como usá-lo em diferentes casos, como interpretar os resultados e algumas explicações que podem ser úteis se o dispositivo ou aparelho testado apresentar defeito. Enfim, o verdadeiro manual de testes com o multímetro começa agora. Dividiremos as aplicações nos se- guintes itens:

1. Uso do Multímetro no Teste de Componentes

Esta parte será dedicada ao pro- fissional de Eletrônica, estudante e iniciante que deseja saber como tes-

tar de forma rápida e eficiente com- ponentes eletrônicos comuns. É claro que nem todos os compo- nentes podem ser testados, e que al- gumas das indicações dadas não se- rão suficientes para estabelecer as características exatas ou o estado de um componente. No entanto, na mai- oria dos casos teremos condições de avaliar se ele está bom ou não, e des- cobrir defeitos importantes que podem comprometer o funcionamento de um aparelho.

profissionais, quando então toda a

potencialidade deste instrumento fica- rá clara. Esta etapa é dedicada aos profis- sionais de Eletrônica mais avançados

e aos estudantes que precisam saber

tudo sobre este componente para sua futura vida profissional. Teremos ainda como complemen- tação, uma parte prática que pode servir de referência e ajuda na prova de diversos componentes e circuitos:

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

mais baixa de resistências (OHMS x1 ou OHMS x10 para os analógicos, e

200 ohms ou 2000 ohms para os digi- tais).

b) Zere o instrumento - os digitais

não precisam ser zerados.

c) Encoste as pontas de prova do

multímetro nos terminais do fusível em

teste, que deve estar fora do circuito.

d) É realizada uma única medida

de resistência conforme ilustra a figu-

 

1.

Fonte auxiliar

ra 58.

2. O Multímetro na Instalação

Uma fonte de alimentação estabi- lizada que pode servir para referência

Intepretação:

Elétrica Doméstica e nos Eletrodomésticos

prova de diversos componentes e circuitos com o multímetro.

e

· Resistência nula ou muito baixa - o fusível encontra-se em bom estado, ou seja, tem continuidade.

Este capítulo será dedicado ao instalador e ao eletricista que faz ins- talações elétricas domiciliares e mes- mo comerciais, que repara eletrodo- mésticos que hoje em dia possuem muitos recursos eletrônicos e compo- nentes que só podem ser testados com o multímetro. Serão dados procedimentos que permitem ao instalador trabalhar com fios, verificar instalações, lâmpadas e aparelhos eletrodomésticos de uma maneira bastante eficiente e confiável.

3. Multímetro no Automóvel

Atualmente, a presença de partes elétricas e eletrônicas no carro é mui- to grande. Além do sistema de ilumi- nação, temos a ignição e a injeção ele- trônicas, e acessórios como alarmes e o sistema de som. Para análise destas partes é pre- ciso contar com recursos especiais de prova e o multímetro é um deles. Nes- te capítulo, ensinaremos como usá-lo em diversas provas elétricas no carro. Esse conhecimento será de grande valia não só para o leitor que gosta de mexer no próprio carro, como também para mecânicos e eletricistas de au- tomóveis.

4. O Multímetro no Laboratório

Nesta última parte daremos as aplicações avançadas do multímetro, analisando circuitos eletrônicos, fazen- do trabalhos de diagnósticos e ajus- tes em equipamentos comerciais e

2. Multiplicador de Escalas

Um circuito que permite ampliar o alcance e a sensibilidade de seu mul- tímetro mais simples, e com isso usá- lo na medida de correntes e tensões muito menores do que as que seriam possíveis em condições normais.

3. Frequencímetro

Um aparelho que permite usar o multímetro na medida de baixas frequências, ampliando assim a gama de utilidades deste instrumento.

4. Capacímetro

Finalmente, daremos um instru- mento importante para os praticantes da Eletrônica. Com ele é possível medir capa- citâncias usando um multímetro co- mum que não tenha estas escalas. O teste de capacitores passa de uma simples prova de isolamento para um teste real de valor.

O MULTÍMETRO NO TESTE DE COMPONENTES

PROVA DE FUSÍVEIS (1)

Tipo de prova:

· Fora do circuito

· De continuidade

Observação: podem ser testados fusíveis de qualquer tipo ou valor (car- tucho, rosca, automotivo, encaixe, etc). As provas são de continuidade, reve- lando se o fusível está aberto (quei- mado) ou bom.

· Resistência infinita ou muito alta (acima de 10 M ohms) - o fusível se encontra aberto (queimado)

Leitura

Condição

Alta resistência

Queimado

Resistência nula

Bom

Observações:

A resistência apresentada por um fusível em bom estado depende das características do elemento interno mas deve ser sempre muito baixa, da ordem de fração de ohm. Resistências elevadas são encon- tradas em fusíveis abertos quando então o valor depende da existência eventual de umidade.

Importante:

Nunca tente reparar um fusível queimado trocando seu elemento queimado por moedas ou pedaços de papel de alumínio ou fio, pois isso comprometerá o circuito que ele deve proteger. Sempre troque o fusível por um de valor igual ao original (corrente em ampères).

PROVA DE FUSÍVEIS (2)

Tipo de prova:

· No circuito

· De presença de tensão na carga

Obs: Esta prova permite avaliar também se o circuito onde está o fu- sível encontra-se em perfeitas condi- ções. A prova é feita com a medida da tensão no fusível.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

apropriada de tensões, de acordo com

o tipo (AC ou DC) de tensão encon-

trada no circuito em que está o fusível provado. · Volts DC nos circuitos de corrente contínua · Volts AC nos circuitos de corrente alternada

b) Ligue a alimentação do circuito

em que o fusível se encontra

c) Encoste as pontas de prova nos

extremos do fusível. Observe a polari-

dade se o circuito for de corrente con- tínua.

d) Os resultados das leituras são

interpretados a seguir.

O procedimento é mostrado na fi- gura 59 e é válido também para os multímetros digitais.

Interpretação:

· Tensão nula - em princípio o fu- sível se encontra bom, desde que a tensão total de alimentação também seja medida depois dele, veja exem- plo da figura 60. · Tensão igual à da alimentação ou alta (acima de 1 V) - o fusível se en- contra aberto.

Obs: se o aparelho tiver outro fusí- vel na mesma linha, a prova mais se- gura é a realizada fora do circuito.

Leitura

Condição

tensão nula

bom

tensão alta ou igual à da alimentação

queimado

Observações:

Esta prova é interessante, pois evi-

ta a retirada do fusível do suporte, mas

eventualmente ela não é conclusiva.

A interpretação segura é apenas

aquela que comprova que o fusível se

encontra queimado. Se a indicação for

de tensão nula, provas adicionais de-

vem ser feitas para que tenhamos cer- teza de que o problema é do fusível, e não da linha de alimentação.

Importante:

Nos circuitos de alta tensão, o máximo de cuidado deve ser tomado com o manejo das pontas de prova, já que estamos trabalhando com um cir- cuito energizado.

já que estamos trabalhando com um cir- cuito energizado. PROVA DE INTERRUPTORES Tipo de Prova: ·

PROVA DE

INTERRUPTORES

Tipo de Prova:

· Fora do circuito

· De continuidade e de contato

Podem ser provados interruptores de todos os tipos, simples ou múlti- plos, com avaliação da resistência de contato se o multímetro tiver escalas de resistências baixas que alcancem frações de ohm.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

mais baixa de resistência - OHMS x1 ou OHMS x10 para os analógicos e 200 ohms ou 2000 ohms para os digi-

tais.

b) Zere o instrumento - os instru-

mentos digitais não precisam ser zerados.

c) Use garras jacaré preferivelmen-

te para fazer a conexão das pontas de prova ao interruptores em teste.

d) Faça leituras de resistência com

fazer a conexão das pontas de prova ao interruptores em teste. d) Faça leituras de resistência
o interruptor aberto, e depois fecha- do. Interpretação: · Interruptor fechado - a resistência deve

o interruptor aberto, e depois fecha- do.

Interpretação:

· Interruptor fechado - a resistência deve ser nula ou muito próximo disso, não se admitindo mais do que uma fração de ohm. Nestas condições, o interruptor quando fechado está bom.

· Interruptor aberto - a resistência deve ser infinita ou de muitos megohms. Na condição de aberto o interruptor estará bom se apre-

sentar este resultado.

· Leitura de baixa resistência nas duas posições, ou de altas resis- tências nas duas posições. No primeiro caso, o interruptor está “em curto” e no segundo caso permanentemente aberto (sem atuação).

· Leituras de resistências de mais de 0,1 ohm na condição de fechado podem indicar problemas de contato.

· Leituras entre 1 M ohm e 10 M ohms na condição de aberto

Leituras entre 1 M ohm e 10 M ohms na condição de aberto podem indicar problemas

podem indicar problemas de isolamento por sujeira ou umidade. Na figura 61 temos o procedimen- to para esta prova.

Posição

Leitura

Condição

aberto

resistência

bom

infinita

fechado

resistência

bom

nula

aberto

resistência

ruim

nula ou

muito baixa

fechado

resistência

ruim

infinita ou

muito alta

Observações:

O interruptor ideal tem resistência

nula quando fechado e infinita quan- do aberto. Na prática, uma resistência de fra- ção de ohm é tolerada na condição de fechado, e alguns megohms em aberto também. Alterações na resis- tência ou falhas de contatos podem

ocorrer devido ao desgaste ou quei- ma da parte metálica do contato, prin- cipalmente nos circuitos que traba- lham com correntes elevadas. Para o teste destes interruptores, recomen- damos que eles sejam abertos e fe- chados várias vezes.

O caso de rádios portáteis e ou-

tros aparelhos semelhantes (walk- mans, CD players, etc) a resistência de contato elevada pode causar reali- mentação do tipo “motor boating”, ou ainda distorções nos graves, que pre- judicam a sensibilidade e qualidade do som.

Importante:

Na troca de um interruptor é im- portante observar suas características principais que são: a capacidade de corrente e a tensão máxima que su- portam em aberto.

PROVA DE LÂMPADAS INCANDESCENTES (1)

Tipo de Prova:

· Fora do circuito para lâmpadas de 0,1 a 1000 watts

· De continuidade ou resistência do filamento (boa ou queimada)

· De avaliação da potência e resis- tência a frio

A prova descrita é válida para qual-

quer tipo de lâmpada incandescente com tensões de 1 a 240 V e potências de menos de 1 W até mais de 1 000 watts. Os resultados das provas per- mitem saber algo mais do que o sim- ples estado da lâmpada como, por exemplo, a sua resistência de filamento para comparação de potên- cia.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x 10 para os analógicos, e 200 ou 2000 ohms para os digitais. b) Zere o instrumento se for analógico.

c) Encoste as pontas de prova na

base da lâmpada realizando a medi-

da da resistência de seu filamento.

d) Os resultados da medida podem

ser interpretados conforme indicações dadas a seguir. Na figura 62 temos o modo de se fazer este teste.

a seguir. Na figura 62 temos o modo de se fazer este teste. Leitura Condição são

Leitura

Condição

são de 110 V deve apresentar a se- guinte resistência de filamento “a quente”:

ção de uma fonte terá no circuito. Ob- serve que uma lâmpada de 50 mA ao ser ligada num circuito pode “puxar” uma corrente inicial de mais de 150

resistência

 

menor que

500 ohms

Boa

 

resistência

 

R

= (110) 2 /40

mA!

infinita

queimada

R

= 12 100/40

 

R

= 302,5 ohms

Explicações:

Interpretação:

· resistência baixa, inferior a 500

ohms - a lâmpada está em bom esta-

do. O valor da resistência depende do tipo e potência da lâmpada em teste.

· Resistência infinita ou extrema-

mente elevada - o filamento se encon-

tra aberto ou queimado.

Observações:

Na prática, quando medimos esta lâmpada desligada (a frio) a re- sistência encontrada é de apenas 30 ohms! Para lâmpada indicadoras (pilo- to de baixa tensão) e lanterna pode- mos dar uma idéia de como varia esta resistência:

O filamento contraído realmente apresenta uma resistência muito mais baixa do que quando está quente. As especificações das lâmpadas comuns são dadas para um funcionamento pleno, ou seja, “a quente”. Assim, cálculos que levem à de- terminação da resistência nestas con- dições nada tem a ver com o que se constata numa prova.

A

resistência do filamento de uma

6 V x 50 mA - a frio: 40 ohms

lâmpada a frio é bem menor do que a quente, de modo que não podemos

R=V 2 /P

a quente: 120 ohms

PROVA DE CHAVES

estabelecer a potência de uma lâm- pada simplesmente com a leitura de

12 V x 100 mA - a frio 50 ohms a quente: 120 ohms

Tipo de Prova:

sua resistência. Para calcular a resis-

· Fora do circuito

tência a quente de uma lâmpada, usa-

Em função destes resultados o lei-

· Prova de continuidade e contato

mos a seguinte fórmula:

tor percebe que fica difícil fazer uma previsão de potência pela medida a frio (desligada) da resistência do

Podem ser provadas chaves comutadoras, de alavanca, rotativas e

 

Onde:

filamento, se bem que para lâmpadas

de muitos outros tipos.

R

é a resistência em ohms

de mesma tensão possamos fazer

As provas permitem avaliar tam-

V

é a tensão em volts

comparações: a de menor resistência

bém a resistência de contato.

P

é a potência em watts

será a de maior potência. Obs: a resistência a frio é impor-

Procedimento:

A título de comparação: uma lâm-

pada de 40 W alimentada por uma ten-

tante porque em certas aplicações permite prever o “impacto” que a liga-

a) Coloque o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1

ou OHMS x10 se for analógico. Para os digitais as escalas são de 200 ou

ou OHMS x10 se for analógico. Para os digitais as escalas são de 200 ou 2000 ohms.

b) Zere o multímetro - os digitais

não precisam ser zerados.

c) Encoste uma das pontas de pro-

va no terminal comum da chave (fixe-

a com uma garra se puder)

d) Encoste a outra ponta em cada

terminal secundário, e vá acionando

a chave para verificar o seu compor- tamento.

· Leituras de baixas resistências, da ordem de 1 ohm para contatos fechados, podem indicar proble- mas que aparecem nas aplicações mais críticas.

Observações:

Os problemas com chaves rota-

tivas abertas podem ser resolvidos com a limpeza de contatos ou mesmo aperto. Já com as chaves fechadas, a re-

a) Tipo da chave: número de pólos

e posições igual ao original

b) Corrente máxima suportada e

tensão iguais ou maiores que a origi-

nal

Ordem de ligação dos fios no cir-

cuito original

c)

PROVAS DE LÂMPADAS INCANDESCENTES (2)

Tipo de Prova:

· No circuito para lâmpadas de

menos de 1 W a mais de 1 000

watts

· Medida de tensão

Este é um teste no circuito em que podemos avaliar o estado de uma lâm- pada quando sua retirada, por proble- mas de acesso, for difícil. Lâmpadas em soquetes embutidos podem ser testadas com avaliação parcial de es- tado.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

apropriada de tensões de acordo com

a alimentação da lâmpada que vai ser testada.

AC volts, se a alimentação for de

corrente alternada

DC volts, se a alimentação for de

corrente contínua

 

e)

As leituras devem ser feitas com

paração é mais difícil. As resistências da ordem de megohms, que podem ser medidas em chaves abertas, em alguns casos são devidas à penetração de umida- de ou sujeira acumulada. Uma limpe- za e posterior secagem pode resolver o problema.

 

o

mesmo procedimento em cada se-

b)

Acione o interruptor que deve-

ção da chave, sendo interpretadas conforme mostra o próximo ítem.

rá fazer com que a lâmpada em teste acenda.

Na figura 63 mostramos como fa- zer a prova de uma chave de 1 pólo x 2 posições e de uma chave rotativa de 1 pólo x 3 posições.

c)

Meça a tensão no soquete ou

fios de alimentação da lâmpada:

 

d)

Os resultados das medidas são

 

Posição

Leitura

Condição

interpretados da seguinte maneira:

aberta

resistência

bom

Interpretação

infinita

Intepretação

· Com a chave na posição que faz contato com o pólo testado, a resistência lida deve ser nula ou extremamente baixa (fração de ohm).

fechada

resistência

bom

· Tensão igual à da fonte, mas a lâmpada não acende - a lâmpada pode estar queimada, ou então existe um problema de contato no receptáculo (soquete). A lâmpada precisará ser realmente retirada do circuito para um teste adicional.

nula

aberta

nula ou

ruim

muito baixa

fechada

infinita

ruim

· Com a chave em qualquer outra posição a resistência lida deve ser infinita ou extremamente alta (muitas dezenas de megohms).

ou alta

fechada

em torno de 1 ohm

mau

contato

· Tensão nula - o problema não é da lâmpada, mas sim do circuito que

 

· Leituras de altas resistências no

a

alimenta. Verifique o circuito (fios

pólo testado indicam que a chave

Importante:

e

interruptor).

não está atuando, ou o contato está com defeito. A chave não está

Na substituição de uma chave é preciso observar os seguintes porme-

Na

figura 64 temos o modo de fa-

em bom estado.

nores:

zer esta prova.

PROVA DE CONDUTORES SIMPLES (FIOS) Tipo de Prova · Em pedaços de fios ou condutores

PROVA DE CONDUTORES SIMPLES (FIOS)

Tipo de Prova

· Em pedaços de fios ou condutores simples de qualquer comprimento (com capa isolante ou sem)

· Prova de Continuidade

Esta prova permite detectar inter- rupções ou maus contatos também causados por interrupções, além de avaliar eventuais perdas de potência que podem ocorrer na transmissão de um sinal por este mesmo condutor.

Procedimento:

a) Coloque o multímetro na escala

mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x 10 se for analógico. Para

os digitais as escalas podem ser de 200 ohms ou 2000 ohms.

 

b)

Zere o multímetro - para os digi-

Leitura

Condição

lâmpada não acender, podemos tan- to suspeitar da lâmpada com do seu receptáculo (soquete). Já, se a tensão não estiver presente, podemos inici- almente descartar o problema da lâm- pada. Devemos analisar os fios que a alimentam e os componentes associ- ados. Podemos utilizar este método de análise rápida para verificar qualquer tipo de lâmpada desde que o multí- metro seja capaz de medir a tensão que a alimenta. Se uma medida adici- onal da resistência do filamento for tentada, a alimentação do circuito deve ser desligada.

tais isso não é necessário

da lâmpada

c)

Meça a resistência entre as ex-

Tensão de

 

tremidades do condutor suspeito. Interpretação:

alimentação

Ruim

Tensão nula

Problema do circuito - a lâmpada pode estar boa ou ruim

· Resistência nula ou muito baixa - o condutor se encontra em bom estado.

Observações:

· Resistência infinita - o condutor se encontra interrompido

Problemas de receptáculo (soque- te) podem ocorrer devido ao desgas- te dos contatos ou mesmo seu derre- timento, caso em que ocorrerá um fun- cionamento anormal, intermitente ou mesmo, não funcionamento. Assim, se a tensão estiver presente, mas a

· Resistência variando - quando mexemos no condutor a agulha do multímetro se desloca ou os números do mostrador digital se alteram. Existe uma interrupção interna do condutor acompanhada de um mau contato.

interna do condutor acompanhada de um mau contato. Leitura Condição Resistência nula ou muito baixa

Leitura

Condição

Resistência nula ou muito baixa

bom

resistência infinita

interrompido

resistência variando

interrupção e mau contato

Veja a prova na figura 65.

Observações:

Condutores em bom estado devem apresentar uma resistência muito bai- xa. Os valores dependem do compri- mento e da espessura dos fios. Para fios comuns de até 20 metros de com- primento a resistência deve ser sem- pre inferior a 1 ohm. Para os fios esmaltados, a resis- tência varia bastante em função da espessura. Damos, a seguir, uma ta- bela de fios em que temos a informa-

ção da resistência por unidade de comprimento para os diversos tipos.

Cálculo de Perdas:

Pela medida da resistência de um fio podemos calcular as perdas na transmissão de energia. Isso é válido tanto para alimentação de uma lâm- pada como de outra carga, e até das perdas de som no fio de uma caixa acústica. Lembramos que os cálculos devem ser feitos com o comprimento total do fio, ou seja, ida e volta, veja a figura 66. Seja R a resistência total (ida e volta) do fio e Rx a resistência da carga. Seja também P 1 a potência en- tregue à carga sem a utilização do fio de resistência R. Nestas condições a potência P 1 será dada por:

P 1 = V 2 /R

Seja agora a potência entrege ao circuito com a utilização do fio:

P 2 = V 2 /(R+Rx)

Estabelecendo a relação entre as duas potências, temos:

P 1 /P 2 = (R+Rx)/R

Concluímos então que a potência entre que à carga fica diminuida na mesma proporção que a resistência do fio usado aumenta. Por exemplo, se alimentarmos uma caixa acústica de 4 ohms com um fio que tenha uma re- sistência total de 4 ohms, teremos:

P 1 /P 2 = (4+4)/4 P 1 /P 2 = 2

A potência total fica portanto redu- zida à metade.

Idéia Prática:

Se o condutor em teste for muito longo e não for possível ligar as pon- tas de prova do multímetro nas suas extremidades, em vista dele estar ins- talado, a sugestão consiste em se fa- zer um retorno via terra, conforme mostra a figura 67. Neste caso, liga- mos o extremo distante à terra (com uma garra apropriada por exemplo), e fazemos o teste ligando a ponta de prova do multímetro que deveria ser ligado no extremo distante a qualquer corpo com conexão à terra , como o pólo neutro da tomada, uma torneira

TABELA DE FIOS

   

ou uma barra de metal enterrada (que é muito mais seguro). Cuidado com a identificação do pólo neutro, pois se for usado o pólo errado o multímetro pode ser danificado.

PROVA DE CONDUTORES MÚLTIPLOS (CABOS)

Tipo de Prova:

· De continuidade e curto em ca- bos paralelos e múltiplos (cabos de im- pressoras, redes, modems, etc)

Com esta prova podemos detec- tar interrupções em cabos longos ou curtos, paralelos ou múltiplos, embu- tidos ou não como, por exemplo, em instalações elétricas domiciliares, sis- temas de intercomunicadores, redes de computadores, sistemas de som, cabos de microfones e antenas, ca- bos de impressoras, etc.

Procedimento a) Coloque o multímetro na escala mais baixa de resistências: OHMS x1 ou OHMS x10 se for analógico. Para

os digitais as escalas podem ser de 200 ohms ou 2000 ohms. b) Zere o
os digitais as escalas podem ser de 200 ohms ou 2000 ohms. b) Zere o

os digitais as escalas podem ser de 200 ohms ou 2000 ohms.

b) Zere o multímetro - para multí-

metros digitais não é preciso zerar

c) Una as pontas dos extremos dis-

tantes do cabo em prova. Se for múlti- plo, escolha um cabo condutor de re-

ferência e una em cada prova o con- dutor provado com este cabo.

d) Meça a resistência entre o cabo

provado e o de referência ou entre os fios unidos.

Na figura 68 mostramos como esta prova deve ser feita.

Interpretação:

· Resistência nula ou muito baixa - o cabo está perfeito, sem problemas de interrupção

· Resistência infinita - existe uma interrupção num dos condutores. Se for múltiplo, uma nova prova tomando outro condutor como referência pode revelar se é o provado ou o de referência que tem a interrupção. Se for duplo, a figura 69 mostra como fazer uma prova externa para verificar qual dos fios está interrompido.

· Resistência variando ou anormal-