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3 Rotifera

Resumo sobre filo rotifera
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ROTIFERA

Blastocelomados: seres que apresentam, na fase embrionária, uma cavidade


revestida pela mesoderme e endoderme chamada pseudoceloma. Não apresentam
celoma verdadeiro. (Celomados são aqueles que a cavidade é revestida apenas e
completamente pela mesoderme)

Estão dentro de Gnathiferas e são considerados os menores metazoários.

EXTERNO: apresentam um corpo que pode ser dividido em parte anterior curta,
grande tronco e um pé terminal (maior parte do corpo). Parte anterior formada por
um órgão ciliar chamado corona que é característico desse filo. Ela é utilizada para
alimentação e nutrição.

Cíngulo = Anel que passa por baixo da boca que dá origem aos 2 discos trocais
(aneis que ficam batendo dando a impressão de rotação, isso deu origem ao nome do
grupo). Em alguns grupos, os discos trocais se resumem a apenas um anel chamado
troco.

Apresentam uma lórica longa que reveste o corpo, secretada pela epiderme em
uma camada laminar chamada lâmina esquelética.

Apresentam eutelia (número fixo de células determinado no desenvolvimento


embrionário.

Presença de glândulas podais no pé, o que solta uma substância adesiva que os
fixa ao substrato.

Podem sofrer alterações na forma do corpo e da lórica em de tempos em


tempos, em função de fatores como o tipo de predador presente em tal momento.
Isso se chama ciclomorfose e é uma técnica de defesa dos Rotífera.

Muitos apresentam desenvolvimento polimórfico, isto é, expressam morfotipos


distintos em resposta à condições ecológicas diversas (predadores, ambientes, etc).

PAREDE CORPORAL: apresentam cutícula simples e flexível. Seu corpo é


sustentado por uma rede intracelular de fibras, semelhantes à actina. Presença de uma
epiderme fina e sincicial. Poros excretores encontrados em toda a parte da epiderme.
Apresentam músculos de estriação cruzada.
LOCOMOÇÃO: locomovem-se rastejando sobre o substrato, nadando com os
cílios da corona ou saltando sobre a água utilizando apêndices especializados.

A coroa retrai-se quando a animal rasteja, e o pé adere-se ao substrato –


utilizando a secreção adesiva – o animal então estende o corpo, prende o rostro, solta
o pé para movimentar-se. Isso é repetido inúmeras vezes.

NUTRIÇÃO: boca ventral circundada pela corona. A boca pode estar diretamente
ligada à faringe ou pode apresentar um tubo bucal ciliado ligando a boca à faringe
(esse tubo ocorre somente em espécies que se alimentam de partículas em
suspensão).

A faringe ou mástax é uma sinapomorfia dos rotíferos. Ele é oval ou alongado e


altamente muscular. Ele porta sete peças grandes interconectadas chamadas de trofos
(são compostos por polissacarídeos). Auxilia tanto na captura quando na trituração do
alimento. O mástax pode variar muito, pois depende do tipo de alimentação de cada
espécie. Existem 9 tipos de mástax registrados.

A maioria dos rotíferos se alimenta de partículas em suspensão ou é predador.

Há ainda no interior do mástax a presença de glândulas salivares que se abrem


através de dutos, um esôfago, uma faringe, e glândulas gástricas secretoras de
enzimas.

EXCREÇÃO: possuem dois protonefrídios bulbo-flama na pseudocele, um em


cada lado do corpo. Cada protonefídio descarrega em um túbulo coletor através do
nefridioduto. Esses tubos são esvaziados através de uma bexiga que se abre no lado
ventral próximo à cloaca. Da bexiga, o líquido sai, através de contrações anais.

O pequeno tamanho corporal facilita difusão para trocas gasosas (que ocorrem
em locais que a cutícula da epiderme é mais fina) e facilita o transporte de nutrientes,
resíduos, etc.

Os protonefrídios funcionam na osmorregulação e na regulação iônica.

Podem entrar em dormência metabólica, sobrevivendo à extremas condições.

SISTEMA NERVOSO: possui uma massa ganglionar central localizada dorsalmente


ao mástax dando origem a inúmeros nervos que vão desde os órgãos sensoriais até o
fim do corpo. Geralmente possuem dois nervos longitudinais principais posicionados
ventrolateralmente, ou um dorsalmente e outro ventralmente.
Presença de cílios sensoriais em toda a parte da coroa.

Alguns possuem flósculos sensoriais tácteis ou quimiossensoriais.

Ocelos: aglomerações de células fotossensíveis.

Órgão retrocerebral: estrutura que dá origem à dutos que levam á superficie


corporal no campo bucal. Associado hoje em dia a secreção de muco para auxiliar no
rastejamento.

REPRODUÇÃO: sucesso dos rotíferos devido às adaptações reprodutivas desse


grupo. Os rotíferos são dióicos ou fêmeas partenogenéticas. Nas espécies que são
dióicas, o macho é sempre menor e menos desenvolvido que a fêmea e seus órgãos
reprodutivos são sempre degenerados.

Na partenogênese, os machos encontram-se presentes em apenas algumas


épocas da vida.

 Sistema reprodutor feminino = 1 ou 2 ovários localizados no interior da


pseudocele. Cada ovo é chamado de germovitelário sincicial (núcleo dos
oócitos + vitelário produtor de gema). A gema acumula junto ao oócito, que
quando maduros desprendem-se do sincício, passa pelo oviduto, chega à
cloaca ou gonóporo.
 Sistema reprodutor masculino = 1 testículo e 1 duto espermácio ciliado.

A cópula se dá por meio de uma impregnação hipodérmica (inserções de


esperma diretamente na epiderme da fêmea, levando ao blastocele, aonde os gametas
se locomovem até o sistema reprodutor da fêmea) ou por inserções através da cloaca.
O pênis adere na cloaca feminina e o macho é puxado pela fêmea. Cada ovo pode
conter de 8 a 20 núcle]os. Além disso, podem ser livres, fixarem no substrato ou
estarem aderidos ao corpo da fêmea. Podem produzir 3 tipos diferentes de ovos:
- Amictico: produzidos em condições favoráveis de existência, tem a casca fina e
não pode ser fertilizado, por isso desenvolvem-se por partenogênese em fêmeas
amicticas. Não ocorre a meiose quando estão maduros, sendo assim diplóides.
- Mictico: produzidos em condições especiais (estímulos para a mixia) tem casca
fina, porém é haplóide. Se eles não forem fertilizados produzem machos haplóides
partenogeneticamente. Se forem fertilizados terão cascas duras e resistentes, sendo
chamados assim de ovos dormentes. Eles são capazes de resistir à dessecação,
podendo ficar anos sem eclodir. Esses ovos também darão origem a fêmeas diplóides
amíticas, completando o ciclo.
Esse processo também é chamado de Criptobiose.(encistamento)
Podem ser indicadores de teor salinidade e disposição de matéria orgânica na água.

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